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Archive for the ‘Fé Cristã e Mística’ Category

Santa Teresa de Ávila (Teresa de Jesus) – Festa litúrgica – 15 de outubro

SANTA TERESA DE ÁVILA

Hoje, 15 de outubro, celebramos a festa litúrgica de Santa Teresa d’Ávila, também conhecida como Santa Teresa de Jesus.

Teresa Sanchez Cepeda D’Ávila y Ahumada nasceu no dia 28 de março de 1515.

Você sabia que Santa Teresa era uma mulher lindíssima, alegre, vivaz e de personalidade singular? Ela exalava o prazer de viver e era apaixonada por Jesus Cristo. Suas experiências com Deus mostraram que mesmo sendo humana, possuía muita espiritualidade.

Em uma época de sua vida, mais precisamente em 1556, Teresa vivenciou o fenômeno místico da transverberação.

“Quis o Senhor que eu tivesse algumas vezes esta visão: eu via um anjo perto de mim, do lado esquerdo, em forma corporal, o que só acontece raramente. Muitas vezes me aparecem anjos, mas só os vejo na visão passada de que falei. O Senhor quis que eu o visse assim: não era grande, mas pequeno, e muito formoso, com um rosto tão resplandecente que parecia um dos anjos muito elevados que se abrasam. Deve ser dos que chamam querubins, já que não me dizem os nomes, mas bem vejo que no céu há tanta diferença entre os anjos que eu não os saberia distinguir.
Vi que trazia nas mãos um comprido dardo de ouro, em cuja ponta de ferro julguei que havia um pouco de fogo. Eu tinha a impressão de que ele me perfurava o coração com o dardo algumas vezes, atingindo-me as entranhas. Quando o tirava, parecia-me que as entranhas eram retiradas, e eu ficava toda abrasada num imenso amor de Deus. A dor era tão grande que eu soltava gemidos, e era tão excessiva a suavidade produzida por essa dor imensa que a alma não desejava que tivesse fim nem se contentava senão com a presença de Deus. Não se trata de dor corporal; é espiritual, se bem que o corpo também participe, às vezes muito. É um contato tão suave entre a alma e Deus que suplico à Sua bondade que dê essa experiência a quem pensar que minto.”

(Santa Teresa d’Ávila, O Livro da Vida, capítulo 29, n. 13)

transverberacao

Escultura “O Êxtase de Santa Teresa”, por Gian Lorenzo Bernini, na Igreja de Santa Maria della Vittoria (Roma).

Para a teologia espiritual esta é a maior união mística que o ser humano pode alcançar. Inclusive seu coração permanece incorrupto, num relicário e apresenta uma fenda que o transpassa – a transverberação marcou fisicamente o coração de Santa Teresa.

coracao

Coração de Santa Teresa d’Ávila num relicário, no Mosteiro da Anunciação de Nossa Senhora das Carmelitas Descalças, em Alba de Tormes (Salamanca).

Em 1567 Teresa conheceu o então Frei João da Cruz (São João da Cruz), que foi seu grande amigo e conselheiro espiritual. Juntos, atenderam o chamado de Deus para “reformarem” o Carmelo, ela no feminino e ele no masculino. Ela conseguiu fundar mais de 32 mosteiros e juntos recuperaram o fervor primitivo de muitos carmelitas. O amor foi o segredo do seu legado.

Teresa morreu no dia 04 de outubro de 1582.

Em 1614 foi beatificada, em 1622 canonizada e, em 1970, foi proclamada Doutora da Igreja. Quando proclamou seu doutoramento como mater spiritualium, o Papa Paulo VI disse sobre ela: “uma mulher excepcional, como uma religiosa que, coberta inteiramente pelo véu da humildade, da penitência e da simplicidade, irradia a sua volta a chama da sua vitalidade humana e do seu dinamismo espiritual, incomparável na contemplação e infatigável na ação. Como é grande, como é única, como é humana e como é atraente essa figura!”

Santa Teresa é tida como um grande gênio da humanidade e é considerada a padroeira dos Professores. Até mesmo ateus e não-católicos consideram sua inteligência e sabedoria. Santo Afonso Maria de Ligório, também doutor da Igreja Católica, a considerava tão especial que a escolheu como patrona e se consagrou como seu filho espiritual.

Santa Tereza D’Ávila deixou muitos escritos, que ainda hoje são atuais: “Livro da vida (autobiografia)”, “O Caminho de Perfeição”, “Castelo Interior ou Moradas”, “Relações”, “Fundações”, “Conceitos do Amor de Deus”, “Modo de visitar os conventos”, “Correspondência” e “Poemas”.

Santa Teresa de Ávila, rogai por nós!

Fontes:

Publicado em Católico em Oração.

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Nossa Senhora de La Salette – Memória – 19 de setembro: “Por que Nossa Senhora aparece chorando em La Salette? (Comunidade Católica Palavra Viva)

Hoje, 19 de setembro, é o dia da aparição de Nossa Senhora de La Salette, em 1846, na França. A aparição foi reconhecida pela Igreja Católica.

“O texto dos dois segredos foram ambos entregues ao Papa Pio IX em 18 de julho de 1851.

A 19 de Setembro de 1851, quinto aniversário da aparição, esta foi aprovada oficialmente em carta pastoral do bispo diocesano, sob o título “Nossa Senhora de La Salette”. (Wikipedia.org)

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Por que Nossa Senhora aparece chorando em La Salette?

 

 

Nossa Senhora apareceu em La Salette, no dia 19 de setembro de 1846, por causa de “duas coisas” principais, que estavam tornando pesado o braço de seu divino Filho. Ouçamos o que ela tem a revelar, entre lágrimas, a Mélanie, a Maximin e, através deles, a toda a humanidade:

Se meu povo não quer se submeter, sou forçada a deixar cair a mão de meu Filho. Ela é tão forte e pesada que não posso mais retê-la. Há quanto tempo sofro por vocês! Se quero que meu Filho não os abandone, sou obrigada a suplicá-lo incessantemente. E vocês nem se importam com isso. Por mais que rezem, por mais que façam, jamais poderão recompensar a aflição que tenho sofrido por vocês.

(1Dei-lhes seis dias para trabalhar, e reservei-me o sétimo, e não me querem concedê-lo. É o que faz pesar tanto o braço de meu Filho.

(2) Os carroceiros não sabem falar sem usar o Nome de meu Filho. São essas duas coisas que tornam tão pesado o braço de meu Filho. [1]

Nós, os orgulhosos e descrentes homens do século XXI, somos quase tentados a não acreditar que a santíssima Mãe de Deus tenha saído do Céu, da bem-aventurança eterna em que se encontra, contemplando a face de seu divino Filho, simplesmente para nos dizer: parem de pecar contra o segundo e o terceiro mandamentos! Ela tem mais uma mensagem a passar, sim, principalmente às autoridades civis e religiosas, mas a primeira coisa que ela pede, aos dois videntes de La Salette, é para as pessoas guardarem os domingos e não tomarem o santo nome de Deus em vão.

A nós parece pouco? Infelizes de nós, meus amigos, que não temos dimensão do que seja o pecado! Se eram infelizes os homens do século XIX, castigados que foram por desrespeitar esses dois mandamentos, muito mais infeliz é a nossa época, que já há muito tempo lançou fora as próprias tábuas dos Mandamentos; que já há muito tempo deixou de temer a Deus…

Nossa apostasia, no entanto, já era prevista pela Virgem de La Salette, noutra parte de sua mensagem. Esta, Nossa Senhora havia pedido expressamente a Mélanie que a guardasse em segredo, até 1858, e dizia o seguinte:

No ano de 1864, Lúcifer e um grande número de demônios serão libertados do inferno: eles abolirão a fé pouco a pouco e mesmo nas pessoas consagradas a Deus; eles vão cegá-las de tal maneira que, exceto por uma graça particular, essas pessoas serão tomadas pelo espírito desses anjos maus; muitas casas religiosas perderão inteiramente a fé e perderão muitas almas.

Os maus livros abundarão sobre a terra, e os espíritos das trevas espalharão por toda parte um relaxamento universal em tudo aquilo que se refere ao serviço de Deus […]. A verdadeira fé estará extinta e a falsa luz iluminará o mundo. […] Os governantes civis terão todos o mesmo objetivo, que será abolir e fazer desaparecer todo princípio religioso, para dar lugar ao materialismo, ao ateísmo, ao espiritismo e a toda espécie de vícios.

No ano de 1865, a abominação será vista nos lugares santos; nos conventos, as flores da Igreja apodrecerão e o demônio tornar-se-á como o rei dos corações. Que aqueles que estão à frente das comunidades religiosas tomem cuidado com as pessoas que devem acolher, porque o demônio usará de toda sua malícia para introduzir nas ordens religiosas pessoas entregues ao pecado, pois as desordens e o amor aos prazeres carnais serão espalhados por toda a terra. […] Todos pensarão apenas em se divertir; os maus vão se entregar a toda espécie de pecados; mas os filhos da Santa Igreja, os filhos da fé, meus verdadeiros imitadores, crescerão no amor de Deus e nas virtudes que me são mais caras. […]

Tremei, ó terra, e vós que fazeis profissão de servir a Jesus Cristo e que, por dentro, adorais a vós mesmos, tremei; pois Deus vai entregar-vos a seu inimigo, porque os lugares santos estão na corrupção; muitos conventos não são mais casas de Deus, mas pastagens de Asmodeu e dos seus. […] Os homens estarão cada vez mais pervertidos [2].

Além da disseminação dos pecados carnais — também mencionados por Nossa Senhora em Fátima —, percebam que a principal profecia que se percebe ao longo de toda a mensagem de La Salette é a perda da fé: os demônios “abolirão a fé pouco a pouco”, “muitas casas religiosas perderão inteiramente a fé”, “a verdadeira fé estará extinta” etc.; ao mesmo tempo, e na contramão dessa tendência, “os filhos da Santa Igreja” são chamados pela Virgem Santíssima “os filhos da fé”.

Disso se deduz que a fé é importantíssima, e nunca se insistirá o bastante nesse ponto. Muitas vezes pode parecer exagero ficar repetindo, mas a ideia é que, de tanto ouvir essa mesma coisa, as pessoas finalmente se dêem conta da necessidade de crer — e crer não em qualquer coisa, mas sim em tudo o que crê e ensina a Santa Igreja Católica. Esse é o começo de tudo. De nada adiantaria, por exemplo, pregar sobre os deveres do cristão, sobre a importância de ir à Missa aos domingos ou fazer abstinência às sextas-feiras, de batizar os próprios filhos e contribuir com o dízimo na paróquia, se as pessoas, de maneira generalizada, deixaram de ter fé em Jesus Cristo e no que ensina a Igreja que Ele mesmo fundou.

Se as pessoas continuam a levar suas vidas no pecado mortal, elas podem até pagar “o dízimo da hortelã, do endro e do cominho”, como faziam os fariseus, mas “os preceitos mais importantes da Lei” continuarão a ser negligenciados (cf. Mt 23, 23). Se as pessoas não acreditarem que precisam abandonar o pecado, procurar o sacramento da Confissão e se reconciliar com Deus, nossas igrejas continuarão a ser lugar de sacrilégio e profanação, onde as pessoas comem e bebem a própria condenação (cf. 1Cor 11, 29). Pior do que isso: se não acreditarem no que diz o Catecismo, ao invés de dar ouvidos às modas ou às ideologias do momento, elas sequer acharão que precisam de conversão.

é por isso que Nossa Senhora chora em La Salette. A mensagem que a santíssima Mãe de Deus veio nos trazer do Céu não é um tipo de “conscientização social”, dessas que se faz em uma propaganda banal de televisão; não é um recado “moralista”, de quem quer filhos “bem comportados” e seguindo à risca uma espécie de “manual de boas maneiras”. Não! Nossa Senhora apareceu em La Salette para chamar todos os seres humanos a um desafio radical, a uma mudança absoluta, que se chama conversão a Deus. Isso significa, em primeiro lugar, transformar completamente a nossa mentalidade, conformando-a à vontade divina, crendo naquilo que Deus revelou por meio de sua Igreja.

Por onde começar? A Virgem em La Salette só o que faz é repetir as palavras de Cristo ao jovem rico do Evangelho: “Se queres entrar na vida, observa os Mandamentos” (Mt 19, 17). Eis a nossa primeira vocação, eis o nosso primeiro desafio. Deus nos revelou que não devemos trabalhar no domingo, nem tomar seus santo nome em vão. Se nos parece pouco, se nos parece nadaserá que Deus está errado ou somos nós, ao contrário, que temos pouca fé?

Deus nos revelou, e repetiu pela boca de Nossa Senhora, que precisamos rezar. Sem isso, não teremos forças para cumprir mandamento algum. As orações, “ah, meus filhos, é preciso fazê-las, à noite e pela manhã”, disse a Virgem aos videntes de La Salette. “Quando não puderem fazer melhor, rezem ao menos um Pai Nosso e uma Ave Maria; e quando tiverem mais tempo e puderem fazer melhor, rezem-nos por mais tempo” [3].

E nós, o que faremos? Trataremos o apelo da Virgem com indiferença? Ou nos deixaremos finalmente sacudir por suas lágrimas, saindo de nossa frieza e insensibilidade aos Mandamentos?

Nossa Senhora de La Salette chora por causa de nossos pecados; pior: chora por um século apóstata e sem fé, que até a noção de pecado já perdeu [4]. Se ela se revelou aos homens chorando, no entanto, é porque ainda há esperança, é porque Deus ainda busca a nossa conversão. Ouçamos a sua voz, despertemo-nos de nossa letargia e enxuguemos as lágrimas da Santíssima Virgem com uma vida de penitência e amor a Deus. Não pode haver nada que alegre mais o seu Sagrado Coração do que um pecador que se arrepende e volta para a casa do Pai (cf. Lc 15, 7).

Referências

  1. A Aparição da Santíssima Virgem na Montanha de La Salette em 19 de setembro de 1846. In: Léon Bloy, Aquela que chora — e outros textos sobre Nossa Senhora da Salette (trad. de Roberto Mallet), Campinas: Ecclesiae, 2016, pp. 149-150.
  2. Ibid., pp. 155-159.
  3. Ibid., p. 161.
  4. Cf. Papa Pio XII, Radiomensagem ao Congresso Eucarístico dos Estados Unidos, 26 de outubro de 1946.

Publicado em Comunidade Católica Palavra Viva.

Leia também:

Santo do Dia – 19 de Setembro – Nossa Senhora de La Salette (Templário de Maria)

O SEGREDO DE LA SALETTE – Texto completo em Português  (A Aparição de La Salette e suas Profecias)

173 anos depois: é a ressurreição de La Salette? (A Aparição de La Salette e suas Profecias) 

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Nossa Senhora do Carmo – Solenidade – 16 de Julho – História, Significado e Simbolismo (Cruz Terra Santa)

Nossa Senhora do Carmo

História de Nossa Senhora do Carmo

Nossa Senhora do Carmo tem origem no século XII, quando um grupo de eremitas começou a se formar no monte Carmelo, na Palestina, Terra Santa, iniciando um estilo de vida simples e pobre, ao lado da fonte de Elias, que se estendeu ao mundo todo.A palavra Carmo, corresponde ao monte do Carmo ou monte Carmelo, em Israel, onde o profeta Elias se refugiou. A palavra carmo ou carmelo significa jardim.
História de Nossa Senhora do Carmo e os carmelitas
A ordem dos carmelitas venera com carinho o profeta Elias, que é seu patriarca, e a Virgem Maria, venerada com o título de Bem Aventurada Virgem do Carmo. Devido ao lugar, esse grupo foi chamado de carmelitas. Lá, esse grupo de eremitas construiu uma pequena capela dedicada a Senhora do Carmo, ou Nossa Senhora do Carmelo.
Posteriormente os carmelitas foram obrigados a ir para a Europa fugindo da perseguição dos muçulmanos. Aí se espalhou ainda mais a Ordem do Carmelo.

Devoção a Nossa Senhora do Carmo

Com a expulsão dos carmelitas de Israel, a devoção a Nossa Senhora do Carmo começou a se espalhar por toda a Europa. Também foi levada para a América Latina, logo no começo de sua colonização, passando a ser conhecida em todos os lugares. E não somente no Carmelo. Foram construídas várias igrejas, capelas e até catedrais dedicadas a Senhora do Carmo.

Aparição de Nossa Senhora do Carmo a São Simão

São Simão era um dos mais piedosos carmelitas que vivia na Inglaterra. Vendo a Ordem dos Carmelitas ser perseguida, até estar prestes a ser eliminada da face da terra, ele sofria muito e pedia socorro a Nossa Senhora do Carmo.Sua oração, que os carmelitas usam até hoje, foi a seguinte: “Flor do Carmelo, videira florida. Esplendor do Céu. Virgem Mãe incomparável. Doce Mãe, mas sempre virgem. Sede propícia aos carmelitas. Ó Estrela do mar.” Então, Maria Santíssima, rodeada de anjos, apareceu para São Simão, entregou-lhe o Escapulário e lhe disse: “Recebe, meu filho muito amado, este escapulário de tua ordem, sinal do meu amor, privilégio para ti e para todos os carmelitas. Quem com ele morrer não se perderá. Eis aqui um sinal  da minha aliança, salvação nos perigos, aliança de paz e amor eterno”. A partir desse milagre, o escapulário passou a fazer parte do hábito dos carmelitas.

Milagre de Nossa Senhora do Carmo

A partir da aparição de Nossa Senhora do Carmo a São Simão, a Ordem do Carmelo começou a florescer na Europa e em vários lugares do mundo, permanecendo firme até os dias de hoje.

O Escapulário de Nossa Senhora do Carmo, tradição do Carmelo

A palavra escapulário, vem do latim, escápula, que significa  armadura, proteção. O escapulário é uma forma de devoção a Maria Santíssima. O uso do escapulário é um sinal de confiança em Nossa Senhora do Carmo. A pessoa que o usa, é coberta com a proteção e as graças da Virgem Do Carmo.O escapulário, segundo o Concilio do Vaticano II é um Sacramental, um sinal sagrado, obtendo efeitos de proteção da Igreja Católica. É uma realidade visível que nos conduz a Deus. Santa Tereza dizia que: portar o escapulário, era estar vestida com o hábito de Nossa Senhora.

Oração à Nossa Senhora do Carmo

Senhora do Carmo, Rainha dos anjos, canal das mais ternas mercês de Deus para com os homens. Refúgio e advogada dos pecadores, com confiança eu me prostro diante de vós, suplicando-vos que obtenhais a graça que necessito, ( pede-se a graça). Em reconhecimento, solenemente prometo recorrer a vós em todas as minhas dificuldades, sofrimentos e tentações, e farei de tudo que ao meu alcance estiver, a fim de induzir outros a amar-vos, reverenciar-vos e invocar-vos em todas as suas necessidades. Agradeço as inúmeras bênçãos que tenho recebido de vossa  mercê e poderosa intercessão. Continuai a ser meu escudo nos perigos, minha guia na vida e minha consolação na hora da morte. Nossa Senhora do Carmo, advogada dos pecadores mais abandonados, rogai pela alma do pecador mais abandonado do mundo. Ó Senhora, rogai por nós que recorremos a vós. Amém.

Significado e Simbolismo de Nossa Senhora do Carmo

Nossa Senhora do Carmo

A imagem de Nossa Senhora do Carmo, padroeira dos Carmelitas, tem vários símbolos, todos interessantes e significativos para a nossa vida espiritual. Vejamos.

O hábito marrom de Nossa Senhora do Carmo é o hábito da Ordem Carmelita, tanto no ramo masculino, quanto feminino. Nossa Senhora apareceu pela primeira vez dessa maneira a São Simão Stock, num tempo em que a ordem carmelita estava sendo perseguida. São Simão era um carmelita inglês que pedia insistentemente que Nossa Senhora protegesse sua Ordem religiosa. Então, num momento de oração profunda, a Virgem Maria apareceu a ele trajando o hábito dos carmelitas, significando que ela dava total apoio à Ordem. A partir desse momento, as perseguições contra os carmelitas cessaram.

O manto branco de Nossa Senhora do Carmo

A Ordem dos Carmelitas tem uma ligação espiritual profunda com o Monte Carmelo em Israel. Neste local, o profeta Elias esteve na presença de Deus e sua vida se transformou depois disso. Neste local, Elias, pressentindo que seria levado para o céu, viu que era hora de passar o poder profético que Deus tinha lhe dado a seu discípulo Eliseu. Assim, Elias colocou sobre Eliseu o seu Manto Branco, simbolizando que ele passava sua missão de profeta para seu discípulo. Esta é a origem do Manto Branco que os Carmelitas usam nas cerimônias religiosas. Quando Nossa Senhora Aparece usando também o Manto Branco sobre o hábito carmelita, significa que ela passa também a missão profética de viver segundo o Evangelho, a todos os carmelitas e a todos os devotos de nossa Senhora do Carmo.

O Menino Jesus no colo de Nossa Senhora do Carmo

O Menino Jesus no colo de Nossa Senhora do Carmo tem três significados. O primeiro é ela, como Mãe, apresenta Jesus ao mundo. O segundo é que, com sua mão direita em gesto de bênção, o Menino Jesus está abençoando a humanidade. E o terceiro é que estando o menino Jesus com uma túnica branca, significa que ele também passa a missão de viver o Evangelho aos Carmelitas e aos devotos de Nossa Senhora do Carmo.

A coroa de Nossa Senhora do Carmo

A coroa de Nossa Senhora do Carmo rodeada de estrelas e uma aura brilhante simboliza a realeza da Mãe de Jesus. Significa que, como rainha do céu e da terra, a Virgem Maria pode interceder por todos aqueles que recorrerem a ela em oração, especialmente os Carmelitas e os devotos de Nossa Senhora do Carmo.

O Escapulário de Nossa Senhora do Carmo

Quando Nossa Senhora do Carmo apareceu a São Simão, ela entregou a ele, em mãos, o Escapulário e disse as seguintes palavras: ‘Recebe, meu filho muito amado, este escapulário de tua ordem, sinal do meu amor, privilégio para ti e para todos os carmelitas. Quem com ele morrer não se perderá. Eis aqui um sinal da minha aliança, salvação nos perigos, aliança de paz e amor eterno.’ Como vemos, o escapulário de Nossa Senhora do Carmo é um sinal de proteção que ela mesma ofereceu a seus devotos. Em algumas representações, o Menino Jesus no colo de Nossa Senhora do Carmo também segura um escapulário. Significa que Nosso Senhor Jesus Cristo endossa as palavras de Nossa Senhora sobre o escapulário. Assim, a pessoa que usa o Escapulário com devoção, respeito e fé, recebe as graças prometidas por Nossa Senhora aos que assim o usarem.

Os pés de Maria sobre o mundo

Os pés de Nossa Senhora do Carmo estão sobre o globo terrestre, simbolizando que a mensagem da Virgem do Carmo deve chegar a todos os povos, a todos os cantos da terra. A Salvação de Jesus, da qual Nossa Senhora é portadora, deve chegar a todos os lugares do mundo.

Publicado em Cruz Terra Santa.

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Por que julho é o mês do Preciosíssimo Sangue de Cristo? (Aleteia)

Por que julho é o mês do

Preciosíssimo Sangue de

Cristo?

 

PRECIOUS BLOOD OF CHRIST

Fr Lawrence Lew, O.P. | Flickr CC BY-NC-ND 2.0

Conheça as origens dessa devoção

Existe uma devoção particular na Igreja Católica que está ligada à Paixão de Jesus Cristo: é a honra do seu Precioso Sangue.Trata-se de um reconhecimento do sacrifício de Jesus e como ele derramou seu sangue para a salvação da humanidade. Além disso, este sangue é feito presente através do dom da Eucaristia e é algo que podemos comungar na Missa, juntamente com o corpo de Cristo, sob a aparência de pão e vinho.

Com o passar do tempo, a Igreja desenvolveu várias festas do Preciosíssimo Sangue, mas foi no século 19 que uma festa universal foi estabelecida.

Durante a Primeira Guerra Italiana pela Independência, em 1849, o Papa Pio IX foi para o exílio em Gaeta. Ele estava com Don Giovanni Merlini, terceiro superior geral dos Padres do Preciosíssimo Sangue.

Enquanto a guerra ainda estava em fúria, Merlini sugeriu ao Papa Pio IX que ele criasse uma festa universal ao Precioso Sangue para implorar a ajuda celestial de Deus para acabar com a guerra e trazer a paz a Roma. Pio IX, posteriormente, fez uma declaração em 30 de junho de 1849 que ele pretendia criar uma festa em honra ao Precioso Sangue. A guerra logo terminou e ele retornou a Roma pouco depois.

Em 10 de agosto, ele oficializou e proclamou que o primeiro domingo de julho seria dedicado ao Preciosíssimo Sangue de Jesus Cristo. Mais tarde, o Papa Pio X atribuiu o dia 1º de julho como a data fixa dessa celebração.

Depois do Vaticano II, a festa foi removida do calendário, mas uma Missa votiva em honra do Preciosíssimo Sangue foi estabelecida e pode ser celebrada no mês de julho (assim como na maioria dos outros meses do ano).

Por estas razões, todo o mês de julho é tradicionalmente dedicado ao Preciosíssimo Sangue, e os católicos são encorajados a meditar sobre o profundo sacrifício de Jesus e o derramamento de seu sangue para a humanidade.

Abaixo está a oração de abertura da Missa votiva, bem como uma oração adicional que pode ser usada como meditação pessoal ou oração durante o mês de julho:

“Ó Deus, que pelo Precioso Sangue do teu Filho Unigênito redimiu o mundo inteiro, preserva em nós o trabalho de tua misericórdia, para que, sempre honrando o mistério da nossa salvação, possamos merecer obter bons frutos. Por nosso senhor Jesus Cristo, teu filho, que vive e reina na unidade do Espírito Santo, um só Deus, para todo o sempre. Amém.”

“Admitidos à vossa mesa sagrada, ó Senhor, com alegria extraímos água das fontes do Salvador: que o vosso sangue, pedimos a vós, torne dentro de nós uma fonte de água que salta para a vida eterna. Amém.”

Philip Kosloski | 01.07.2019.

Publicado em Aleteia.

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Ladainha do Preciosíssimo Sangue de Jesus

Jesus Cristo ouvi-nos.
Jesus Cristo atendei-nos.
Pai Celeste que sois Deus tende piedade de nós.
Filho Redentor do mundo que sois Deus, tende piedade de nós.
Espírito Santo, que sois Deus, tende piedade de nós.
Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós.
Sangue de Cristo, Sangue do Filho Unigênito do Eterno Pai, salvai-nos.
Sangue de Cristo, Sangue do Verbo de Deus encarnado, salvai-nos.
Sangue de Cristo, Sangue do Novo e Eterno Testamento, salvai-nos.
Sangue de Cristo, correndo pela terra na agonia, salvai-nos.
Sangue de Cristo, manando abundante na flagelação, salvai-nos.
Sangue de Cristo, gotejando na coroação de espinhos, salvai-nos.
Sangue de Cristo, derramado na cruz, salvai-nos.
Sangue de Cristo, preço da nossa salvação, salvai-nos.
Sangue de Cristo, sem o qual não pode haver redenção, salvai-nos.
Sangue de Cristo, que apagais a sede das almas e as purificais na Eucaristia, salvai-nos.
Sangue de Cristo, torrente de misericórdia, salvai-nos.
Sangue de Cristo, vencedor dos demônios, salvai-nos.
Sangue de Cristo, fortaleza dos mártires, salvai-nos.
Sangue de Cristo, virtude dos confessores, salvai-nos.
Sangue de Cristo, que suscitais almas virgens, salvai-nos.
Sangue de Cristo, força dos tentados, salvai-nos.
Sangue de Cristo, alívio dos que trabalham, salvai-nos.
Sangue de Cristo, consolação dos que choram, salvai-nos.
Sangue de Cristo, esperança dos penitentes, salvai-nos.
Sangue de Cristo, conforto dos moribundos, salvai-nos.
Sangue de Cristo, paz e doçura dos corações, salvai-nos.
Sangue de Cristo, penhor de eterna vida, salvai-nos.
Sangue de Cristo, que libertais as almas do Purgatório, salvai-nos.
Sangue de Cristo, digno de toda a honra e glória, salvai-nos.

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, perdoai-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, ouvi-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós, Senhor.

V.: Remistes-nos, Senhor, com o Vosso Sangue.
R.: E fizestes de nós, um reino para o nosso Deus.

Oremos: Todo-Poderoso e Eterno Deus, que constituístes o Vosso Unigênito Filho, Redentor do mundo, e quisestes ser aplacado com o seu Sangue, concedei-nos a graça de venerar o preço da nossa salvação e de encontrar, na virtude que Ele contém, defesa contra os males da vida presente, de tal modo que eternamente gozemos dos seus frutos no Céu. Pelo mesmo Cristo, Senhor nosso. Assim seja.

Publicado em catolicoorante.

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Memória do Preciosíssimo Sangue de Cristo

(Homilia Diária – 1º de julho)

Padre Paulo Ricardo

Prefigurado no sangue do cordeiro pascal que, untando as traves das portas, salvou do anjo exterminador a vida dos primogênitos dos israelitas, o Sangue de Cristo é o preço real e efetivo do nosso resgate: é por ele que fomos salvos do poder de Satanás e liberados da sentença que nos condenava à perdição eterna; é por ele, recebido devotamente na Eucaristia, que somos vivificados e nos tornamos quais leões expirando chamas, terríveis ao demônio e seus anjos malignos. Assista à homilia do Padre Paulo Ricardo para esta segunda-feira, dia 1.º de julho, e clamemos durante todo este mês que se inicia: Sangue de Cristo, torrente de misericórdia, salvai-nos!

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A Grande Promessa do Sagrado Coração de Jesus – Nove Primeiras Sextas-Feiras (O Imaculado Coração Triunfará)

A Grande Promessa – Nove Primeiras Sextas-Feiras

 

comunhãpo

A todos os que comungarem na primeira sexta-feira em nove meses consecutivos, eu prometo a graça da penitência final: Eles não morrerão no meu desagrado, mas receberão os santos sacramentos, e o meu coração será para eles asilo seguro naquele momento extremo”.

 

Estas explicações foram tiradas do livro: “A GRANDE PROMESSA do Sacratíssimo Coração de Jesus,  Frei Salvado do Coração da Jesus Terceiro dos Menores Capuchinhos, com a  tradução do italiano, com autorização do autor por uma zeladora do Apostolado da Oração.

TODOS NO CÉU

“Todos no céu” – exclamava São Francisco de Assis convidando os fiéis a entrarem na igreja de Santa Maria dos Anjos, quando obteve do Sumo Pontífice a indulgência chamada da Porciúncula.

“Todos no céu” – podem também exclamar alegres, e com muita razão, os devotos do Santíssimo Coração de Jesus, porque o mesmo Coração de Jesus lho prometeu.

Que alegria, que felicidade ter certeza moral da própria salvação! Que podemos desejar mais? Nada, absolutamente nada, porque este pensamento: estou salvo, enche a alma e o coração de tamanha satisfação, que se não pode desejar e nem mesmo imaginar coisa melhor. Vamos às perguntas:

PERGUNTA – Quando e a quem fez o Sagrado Coração esta Grande Promessa?

RESPOSTA – Na realidade o Sagrado Coração de Jesus fez doze consoladoras promessas a favor dos seus devotos; nós, porém, somente queremos falar na Grande Promessa, porque esta é como um resumo e coroa de todas as outras. Para manifestar o seu amor, o Coração abençoado de Jesus escolheu uma jovem, uma virgem, Margarida Maria de Alacoque, desconhecida do mundo, mas muito querida por Deus.

Esta donzela feliz contava vinte e seis anos, professando, desde um ano, no mosteiro da Visitação de Paray-le-Monial, na França. Três vezes quis Jesus consolar a sua amada com sua presença. A primeira vez foi no dia 27 de dezembro de 1673; a segunda, na oitava de “Corpo de Deus”. Numa dessas aparições, na segunda, parece, enquanto a jovem estava em dulcíssimo êxtase, recolhida e imóvel, com os braços cruzados no peito, com a face irradiada pela chama interior, uma luz celeste, vista somente por ela, iluminava o altar, e através das grades ela viu o Coração… Estava este coração completamente cercado de chamas e rodeado por uma coroa de espinhos, transpassado por uma profunda ferida, todo ensanguentado e encimado por uma cruz. Margarida – disse Jesus, dirigindo-se à jovem – eu te prometo na excessiva misericórdia do meu coração dar penitência final a todos os que comungarem na primeira sexta-feira em nove meses consecutivos… Eles não morrerão no meu desagrado, nem sem receber os Sacramentos, tornando-se meu Coração refúgio para eles naqueles transes extremos.

Se essa grande e solene promessa não tivesse saído dos próprios lábios do Homem Deus, poder-se-ia, talvez, duvidar de sua autenticidade, por ser demasiado extraordinária, por parecer impossível que com tão pouca coisa, com nove comunhões somente, o cristão possa adquirir o direito de entrar na glória do céu. Daí, mais a seguinte pergunta:

PERGUNTA – Que é que se deve fazer para alcançar esta graça extraordinária?

RESPOSTA – Nada mais que o que disse Jesus, isto é, aproximar-se, com as devidas disposições da Santa Mesa Eucarística, nas primeiras sextas-feiras de cada mês, por nove meses consecutivos.

PERGUNTA – E teremos também a certeza de receber os Sacramentos antes de morrer?

RESPOSTA – Sem dúvida, se os Sacramentos forem necessários para se conseguir a salvação, mesmo que o fiel esteja em estado de graça, a Igreja, recomenda a recepção devota dos Sacramentos. O certo é: o devoto do Sagrado Coração, não morrerá no desagrado de Deus.

PERGUNTA – Mas se depois de ter feito as nove sextas-feiras com as devidas disposições o cristão perdesse a sua devoção, que pensar dessa pobre alma?

RESPOSTA – Deve-se pensar que o Coração de Jesus terá tido compaixão dessa pobre alma, a qual, em seus últimos momentos de vida, terá achado o seu refúgio seguro neste Coração. De fato, Jesus prometeu, sem exceção alguma, a graça da penitência final a todos os que tenham comungado na primeira sexta-feira em nove meses seguidos; daí se crer que, no excesso de misericórdia do seu Coração, terá iluminado e tocado essa alma nos seus últimos transes com a sua graça de modo a poder fazer um ato de contrição perfeita. Assim e não de outro modo é que se deve pensar, porque Jesus é fiel em suas promessas. Direi ainda mais, que se para se salvar aquela alma fosse necessário um milagre, não há dúvida alguma que Jesus o faria, faria este excesso de misericórdia com a onipotência de seu Coração.

Ademais, a experiência o tem provado, que quem teve a perseverança de fazer em honra do Sagrado Coração de Jesus, nove comunhões em nove meses consecutivos, sem nunca interrompê-la, dificilmente abandonará esta pia devoção. As mais das vezes, até sucede que estes devotos acabam por não só comungar nas primeiras sextas-feiras de cada mês como também em todas as sextas-feiras do ano, não sendo raro o caso em que acabam por comungar todos os dias. E não é de admirar, porque Jesus veio à terra para trazer o fogo do divino amor, e nada mais deseja que este fogo se acenda e arda em todos os corações.

PERGUNTA – Se alguém interromper as nove sextas-feiras por motivo justo, deverá começar de novo?

RESPOSTA – Sim, porque a condição posta pelo Sagrado Coração é expressa de um modo claro e preciso; é indispensável, portanto, comungar nas nove primeiras sextas-feiras de nove meses consecutivos.

PERGUNTA – Quem fizesse as nove comunhões com a intenção de garantir o céu, pensando, entretanto, consigo mesmo, de continuar a pecar, poderia ele ter confiança nesta grande promessa do Sagrado Coração de Jesus?

RESPOSTA – Certamente que não e até cometeria muitos sacrilégios, porque, quem se aproxima dos Santos Sacramentos, deve ter firme intenção e vontade decidida de abandonar o pecado. Não é a mesma coisa ter medo de tornar a ofender a Deus por causa da nossa fraqueza e a calamidade da intenção de continuar a cometer pecados. No primeiro caso a misericórdia de Deus nos abre seus braços e nos concede o perdão; no segundo, porém, ela se irrita e fica por assim dizer impelida a castigar.

PERGUNTA – Mas se depois de ter feito bem e com as devidas disposições as nove primeiras sextas-feiras, com o andar do tempo alguém se tornasse mau e perverso, poderia esse salvar-se ainda?

RESPOSTA – A isso já foi respondido na 5ª pergunta, mas repeti-lo-emos de novo: Jesus é fiel em suas promessas, e não poderá permitir que, quem tiver feito as nove sextas-feiras, com a preparação devida, venha a perder a alma.

 PERGUNTA – Poderia indicar-nos quais são as devidas disposições para fazer bem as nove primeiras sextas-feiras a fim de merecer a graça da Grande Promessa?

RESPOSTA – Para merecer a graça da Grande Promessa é necessário: 1) receber nove vezes a Santa Comunhão; 2) na primeira sexta-feira de cada mês; 3) e isto por nove meses consecutivos; 4) aproximar-se da Sagrada Mesa, não só em estado de graça e sem más intenções, mas, ainda, com a intenção de honrar de modo especial o Sagrado Coração de Jesus, que pediu estas comunhões em reparação da ingratidão e de abandono de que é vítima por parte de tantas almas; 5) renovar em cada comunhão a intenção de cumprir a devoção das nove sextas-feiras, a fim de obter o fruto da Grande Promessa, isto é, da penitência final.

A CHAVE DO CÉU

Alma cristã, queres de hoje em diante viver segura, garantindo o importante negócio da tua salvação eterna? Queres adquirir o direito à glória eterna do céu? Pois bem, tu já’ viste que o Sagrado Coração de Jesus, no excesso da misericórdia do seu amor, pôs em tuas mãos a chave de ouro que te abrirá as portas do céu, no último instante de tua vida. Esta chave de ouro está à tua disposição, basta que o queiras, basta que faças as nove sextas-feiras em honra do Sacratíssimo Coração de Jesus. Podia bem o bom Jesus liberalizar-te, melhor do que assim, a salvação de tua alma? Grata e reconhecida, prostra-te a seus pés, agradece-Lhe de todo o coração por ter posto a teu dispor um meio tão fácil de salvação e promete-Lhe que hás de começar já esta devoção. Feliz de ti se perseverares: o Paraíso será teu galardão porque bem o sabes, Jesus é fiel em suas promessas.”

Publicado em O Imaculado Coração Triunfará.

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A Solenidade ou Festa do Sagrado Coração de Jesus, de acordo com o calendário litúrgico, está prevista para o dia 28 de junho de 2019.

NOVENA AO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS

Oração Preparatória para todos os dias

Oh! Coração diviníssimo de meu amado Jesus, em quem a Santíssima Trindade depositou tesouros imensos de celestiais graças!
Concedei-me um coração semelhante a Vós mesmo, e a graça que vos peço nesta novena, se é para maior glória de Deus, vosso sagrado culto e bem de minha alma. Amém.
Rezar a oração do dia que corresponda.

Primeiro Dia
Oração:
Oh! Coração Sacratíssimo e poderoso de Jesus, que, com fervorosíssimos desejos e ardentíssimos amor, desejais corrigir e desterrar a secura e fraqueza de nossos corações!
Inflamai e consume as maldades e imperfeições do meu, para que se abrase em vosso amor; Dai-me a graça de ressarcir as injúrias e ingratidões feitas contra Vós.
Oh! amantíssimo Coração!,concedei-me a graça que vos peço nesta novena, se é para maior glória de Deus, culto vosso e bem de minha alma.
Três Pai-Nossos e três Ave-Marias em reverência as três insígnias da Paixão com que se mostrou o Sagrado Coração a Santa Margarida de Alacoque e as orações finais.

Segundo Dia
Oração:
Oh! Coração amabilíssimo de Jesus, celestial porta por onde nós chegamos a Deus e Deus vem a nós!
Dignai-vos estar atento a nossos desejos e amorosos suspiros, para que, entrando por vos na casa de vosso Eterno Pai, recebamos suas celestiais bençãos e copiosas graças para amar-vos.
Dai-me a graça de ressarcir as injúrias e ingratidões feitas contra vós.
Oh! amantíssimo Coração!,concedei-me a graça que vos peço nesta novena, se é para maior glória de Deus, culto vosso e bem de minha alma.
Três Pai-Nossos e três Ave-Marias e as orações finais.

Terceiro Dia
Oração:
Oh! Coração Santíssimo de Jesus, caminho para a mansão eterna e fonte de águas vivas! Concedei-me que siga vossas sendas retíssimas para a perfeição e para o céu, e que beba de vós a água doce e saudável da verdadeira virtude e devoção, que apaga a sede de todas as coisas temporais.
Dai-me a graça de ressarcir as injúrias e ingratidões feitas contra vós.
Oh! amantíssimo Coração!,concedei-me a graça que vos peço nesta novena, se é para maior glória de Deus, culto vosso e bem de minha alma.
Três Pai-Nossos e três Ave-Marias e as orações finais.

Quarto Dia
Oração:
Oh! Coração puríssimo de Jesus, espelho cristalino em quem resplandece toda a perfeição!
Concedei-me que eu possa contemplar-vos perfeitamente, para que aspire a formar em meu coração a vossa semelhança, na oração, na ação e em todos os meus pensamentos, palavras e obras.
Dai-me a graça de ressarcir as injúrias e ingratidões feitas contra vós.
Oh! amantíssimo Coração!,concedei-me a graça que vos peço nesta novena, se é para maior glória de Deus, culto vosso e bem de minha alma.
Três Pai-Nossos e três Ave-Marias e as orações finais.

Quinto Dia
Oração:
Oh! Coração dulcíssimo de Jesus, parte da Trindade venerada, por quem se tornam perfeitas todas as nossas obras!
Eu vos ofereço as minhas, ainda que tão imperfeitas, para que suprindo vós a minha negligência, possam parecer muito perfeitas e agradáveis ante o divino acatamento.
Dai-me a graça de ressarcir as injúrias e ingratidões feitas contra vós.
Oh! amantíssimo Coração!,concedei-me a graça que vos peço nesta novena, se é para maior glória de Deus, culto vosso e bem de minha alma.
Três Pai-Nossos e três Ave-Marias e as orações finais.

Sexto Dia
Oração:
Oh! Coração amplíssimo de Jesus, templo sagrado onde me mandais que habite com toda minha alma, potencias e sentidos!
Graças vos dou pela inexplicável quietude. Sossego e alegria que eu tenho achado neste templo maravilhosos da paz, onde descansarei eternamente.
Dai-me a graça de ressarcir as injúrias e ingratidões feitas contra vós.
Oh! amantíssimo Coração!,concedei-me a graça que vos peço nesta novena, se é para maior glória de Deus, culto vosso e bem de minha alma.
Três Pai-Nossos e três Ave-Marias e as orações finais.

Sétimo Dia
Oração:
Oh! Coração clementíssimo de Jesus!, divino propiciatório, pelo qual ofereceu o Eterno Pai que ouviria sempre nossas orações, dizendo: “Peça-me pelo Coração de meu amantíssimo Filho Jesus; por este Coração te ouvirei, e alcançarás quanto me peças”.
Apresento através de Vós a vosso Eterno Pai todos os meus pedidos, para conseguir o fruto que desejo.

Dai-me a graça de ressarcir as injúrias e ingratidões feitas contra vós.
Oh! amantíssimo Coração!,concedei-me a graça que vos peço nesta novena, se é para maior glória de Deus, culto vosso e bem de minha alma.
Três Pai-Nossos e três Ave-Marias e as orações finais.

Oitavo Dia
Oração:
Oh! Coração amantíssimo de Jesus, trono ígneo e lucidíssimo, inflamado no amor dos homens, a quem desejais abrasados mutuamente em vosso amor!
Eu desejo viver sempre respirando chamas de amor divino em que me abrase, e com que acenda a todo o mundo, para que nós correspondamos a vós amorosos e obsequiosos.
Dai-me a graça de ressarcir as injúrias e ingratidões feitas contra vós.
Oh! amantíssimo Coração!,concedei-me a graça que vos peço nesta novena, se é para maior glória de Deus, culto vosso e bem de minha alma.
Três Pai-Nossos e três Ave-Marias e as orações finais.

Nono Dia
Oração:
Oh! Coração dolorosíssimo de Jesus, que para abrandar nossa dureza e fazer mais patente o amor com que padecestes tantas dores e penas para salvar-nos, vós quisestes nos mostrar a cruz, a coroa de espinhos e ferida da lança, com que vos manifestastes paciente e amante ao mesmo tempo!
Dai-me a graça de ressarcir as injúrias e ingratidões feitas contra vós.
Oh! amantíssimo Coração!,concedei-me a graça que vos peço nesta novena, se é para maior glória de Deus, culto vosso e bem de minha alma. Amém
Três Pai-Nossos e três Ave-Marias e as orações finais.

Orações Finais

Oração ao Pai Eterno
Oh! Pai Eterno! Por meio do Coração de Jesus, minha vida, minha verdade e meu caminho, chego a vossa Majestade; por meio deste adorável Coração, vos adoro por todos os homens que não vos adoram; vos amo por todos os que não vos amam; vos conheço por todos os que, voluntariamente cegos, não querem conhecer-vos.
Por este diviníssimo Coração desejo satisfazer a vossa Majestade por todas as obrigações que vos tem todos os homens; vos ofereço todas as almas redimidas com o precioso sangue de vosso divino Filho, e vos peço humildemente a conversão de todas pelo o mesmo suavíssimo Coração.
Não permitais que seja por mais tempo ignorado por elas o meu amado Jesus; fazei que vivam por Jesus, que morreu por todas elas.
Apresento também a vossa Majestade, por este Santíssimo Coração, vossos servos, meus amigos, e vos peço que concedeis seu Espírito Santo, para que, sendo seu protetor o mesmo Santíssimo Coração, mereçam estar convosco eternamente. Amém.
Fazer aqui o pedido que se deseja obter com esta novena.

Oração:

Oh! Coração diviníssimo de Jesus, digníssimo da adoração dos homens e dos anjos!
Oh! Coração inefável e verdadeiramente amável, digno de ser adorado com infinitas glórias, por ser fonte de todos os bens, por ser origem de todas as virtudes, por ser o objeto em quem mais se agrada toda a Santíssima Trindade entre todas as criaturas!
Oh! Coração dulcíssimo de Jesus! eu profundíssimamente vos adoro com todas as forças de meu pobre coração, eu vos adoro, eu vos ofereço as adorações todas dos mais amantes serafins e de toda vossa corte celestial e todas as que vos pode dar o Coração de vossa Mãe Santíssima. Amém.

Publicado em Derradeiras Graças.

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Como surgiu a festa de Corpus Christi?

Corpus Christi

© Mazur/catholicnews.org.uk
A Festa de “Corpus Christi” é a celebração em que solenemente a Igreja comemora o Santíssimo Sacramento da Eucaristia; sendo o único dia do ano que o Santíssimo Sacramento sai em procissão às nossas ruas. Nesta festa, os fiéis agradecem e louvam a Deus pelo inestimável dom da Eucaristia, na qual o próprio Senhor se faz presente como alimento e remédio de nossa alma. A Eucaristia é fonte e centro de toda a vida cristã. Nela está contido todo o tesouro espiritual da Igreja, o próprio Cristo.

A Festa de Corpus Christi surgiu no séc. XIII, na diocese de Liège, na Bélgica, por iniciativa da freira Juliana de Mont Cornillon, (†1258) que recebia visões nas quais o próprio Jesus lhe pedia uma festa litúrgica anual em honra da Sagrada Eucaristia.

Aconteceu que quando o padre Pedro de Praga, da Boêmia, celebrou uma Missa na cripta de Santa Cristina, em Bolsena, Itália, ocorreu um milagre eucarístico: da hóstia consagrada começaram a cair gotas de sangue sobre o corporal após a consagração. Dizem que isto ocorreu porque o padre teria duvidado da presença real de Cristo na Eucaristia.

O Papa Urbano IV (1262-1264), que residia em Orvieto, cidade próxima de Bolsena, onde vivia S. Tomás de Aquino, ordenou ao Bispo Giacomo que levasse as relíquias de Bolsena a Orvieto. Isso foi feito em procissão. Quando o Papa encontrou a Procissão na entrada de Orvieto, pronunciou diante da relíquia eucarística as palavras: “Corpus Christi”.

Em 11/08/1264 o Papa aprovou a Bula “Transiturus de mundo”, onde prescreveu que na 5ª feira após a oitava de Pentecostes, fosse oficialmente celebrada a festa em honra do Corpo do Senhor. São Tomás de Aquino foi encarregado pelo Papa para compor o Ofício da celebração. O Papa era um arcediago de Liège e havia conhecido a Beata Cornilon e havia percebido a luz sobrenatural que a iluminava e a sinceridade de seus apelos.

Em 1290 foi construída a belíssima Catedral de Orvieto, em pedras pretas e brancas, chamada de “Lírio das Catedrais”. Antes disso, em 1247, realizou-se a primeira procissão eucarística pelas ruas de Liège, como festa diocesana, tornando-se depois uma festa litúrgica celebrada em toda a Bélgica, e depois, então, em todo o mundo no séc. XIV, quando o Papa Clemente V confirmou a Bula de Urbano IV, tornando a Festa da Eucaristia um dever canônico mundial.

Em 1317, o Papa João XXII publicou na Constituição Clementina o dever de se levar a Eucaristia em procissão pelas vias públicas. A partir da oficialização, a Festa de Corpus Christi passou a ser celebrada todos os anos na primeira quinta-feira após o domingo da Santíssima Trindade.

Todo católico deve participar dessa Procissão por ser a mais importante de todas que acontecem durante o ano, pois é a única onde o próprio Senhor sai às ruas para abençoar as pessoas, as famílias e a cidade. Em muitos lugares criou-se o belo costume de enfeitar as casas com oratórios e flores e as ruas com tapetes ornamentados, tudo em honra do Senhor que vem visitar o seu povo.

Começaram assim as grandes procissões eucarísticas, as adorações solenes, a Bênção com o Santíssimo no ostensório por entre cânticos. Surgiram também os Congressos Eucarísticos, as Quarenta Horas de Adoração e inúmeras outras homenagens a Jesus na Eucaristia. Muitos se converteram e todo o mundo católico.

Todos os católicos reconhecem o valor da Eucaristia. Podemos encontrar vários testemunhos da crença da real presença de Jesus no pão e vinho consagrados na missa desde os primórdios da Igreja.

Mas, certa vez, no século VIII, na freguesia de Lanciano (Itália), um dos monges de São Basílio foi tomado de grande descrença e duvidou da presença de Cristo na Eucaristia. Para seu espanto, e para benefício de toda a humanidade, na mesma hora a Hóstia consagrada transformou-se em carne e o Vinho consagrado transformou-se em sangue. Esse milagre tornou-se objeto de muitas pesquisas e estudos nos séculos seguintes, mas o estudo mais sério foi feito em nossa era, entre 1970/71 e revelou ao mundo resultados impressionantes:

A Carne e o Sangue continuam frescos e incorruptos, como se tivessem sido recolhidos no presente dia, apesar dos doze séculos transcorridos.

O Sangue encontra-se coagulado externamente em cinco partes; internamente o sangue continua líquido.

Cada porção coagulada de sangue possui tamanhos diferentes, mas todas possuem exatamente o mesmo peso, não importando se pesadas juntas, combinadas ou separadas.

São Carne e Sangue humanos, ambos do grupo sanguíneo AB, raro na população do mundo, mas característico de 95% dos judeus.

Todas as células e glóbulos continuam vivos.

A carne pertence ao miocárdio, que se encontra no coração (e o coração sempre foi símbolo de amor!).

Mesmo com esse milagre, entre os séculos IX e XIII surgiram grandes controvérsias sobre a presença real de Cristo na Eucaristia; alguns afirmavam que a ceia se tratava apenas de um memorial que simbolizava a presença de Cristo. Foi somente em junho de 1246 que a festa de Corpus Christi foi instituída, após vários apelos de Santa Juliana que tinha visões que solicitavam a instituição de uma festa em honra ao Santíssimo Sacramento. Em outubro de 1264 o papa Urbano IV estendeu a festa para toda a Igreja. Nessa festa, o maior dos sacramentos deixados à Igreja mostra a sua realidade: a Redenção.

A Eucaristia é o memorial sempre novo e sempre vivo dos sofrimentos de Jesus por nós. Mesmo separando seu Corpo e seu Sangue, Jesus se conserva por inteiro em cada uma das espécies. É pela Eucaristia, especialmente pelo Pão, sinal do alimento que fortifica a alma, que tomamos parte na vida divina, nos unindo a Jesus e, por Ele, ao Pai, no amor do Espírito Santo. Essa antecipação da vida divina aqui na terra mostra-nos claramente a vida que receberemos no Céu, quando nos for apresentado, sem véus, o banquete da eternidade.

O centro da missa será sempre a Eucaristia e, por ela, o melhor e o mais eficaz meio de participação no divino ofício. Aumentando a nossa devoção ao Corpo e Sangue de Jesus, como ele próprio estabeleceu, alcançaremos mais facilmente os frutos da Redenção!

(via Prof. Felipe Aquino, Maio 29, 2018 )

Publicado em Aleteia.

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