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Posts Tagged ‘Sacralidade’

Solenidade da Epifania do Senhor

Da cidade real, onde julgavam dever encontrar o rei, os Magos dirigem-se à pequena cidade de Belém. Entram no estábulo e encontram um recém-nascido envolto em panos. Não se aborrecem com o estábulo, nem se chocam com os panos: prostram-se, veneram-no como rei, adoram-no como Deus.
São Bernardo de Claraval

Domingo da Epifania, domingo dos Magos. Desde a nossa infância, no tempo do Natal, esses personagens foram se insinuando em nossa atenção e em nosso coração. Já estava lá o presépio na sala da casa. De repente, no dia 6 de janeiro, se tirava de uma caixa de papelão essas três figuras com coroas e presentes, montados em camelos e dando ao singelo presépio uma tonalidade um tanto grandiosa. Misteriosos personagens. Apenas Mateus faz alusão a essa visita inopinada e inesperada. O evangelista diz que eram Magos, nada mais. Depois pensadores e homens da mística nos disseram que eles, de alguma forma, representam a peregrinação dos buscadores de Deus rumo à casa do Altíssimo. Peregrinos de Deus. Que significado tem para nós esse episódio que vai fechando o ciclo do Natal?

É a nossa história, o relato de nossa aventura humana que aí estão retratados. Mateus nos fala que vieram de longe, guiados pela estrela, obstinados vencedores da imensidão dos desertos questionam as autoridades locais a respeito do nascimento do Menino. Vencem obstáculos e adoram o Deus grande na simplicidade das coisas mais simples: uma casa de pobres e uma frágil criança, um menino envolto em panos.

Buscadores sinceros de Deus! Que bom se esta afirmação fosse verdadeira para nós e nossos tempos. Muitos de nós nascemos no seio de famílias católicas e fomos sendo envolvidos em ritos e símbolos. Passamos a viver uma “religião”. Fomos batizados e recebemos os outros sacramentos. Alguns tiveram a chance de viver numa família esclarecida. Outros foram vivendo separando a vida da fé. A fé, tenha talvez passado alguma coisa pessoal, privada e nada mais. Tais pessoas foram perdendo o fogo do Evangelho. Deus não pode um ser mero acessório, um à coté, ao lado daquilo que chamamos de vida. O que conta não é a vida?

Há, aqueles que tiveram uma catequese por demais sumária e meramente nocional e que depois de um certo tempo deixaram tudo. No começo formularam perguntas. Foram achando Deus mudo demais. Alheio a tudo. Para alguns Deus morreu. Ou nunca tenha existido.

Há aqueles que, interpelados pelo maravilhoso, pelo inesperado ou pelo trágico da vida sentiram brilhar uma estrela, o frágil cintilar de uma estrela: o nascimento de um filho, a ameaça de fracasso do casamento, uma derrocada financeira, o inferno das drogas, a visita de uma pessoa que parecia um anjo a cair do céu.

Há os que encontram ou reencontram a fé frequentando as páginas dos evangelhos e tentando descobrir o Deus de Jesus Cristo nas parábolas, nos ditos do Mestre, na esperança que saía da boca e da figura de Jesus. São pessoas que, aos poucos, vão dando suas mãos a Levi e a Zaqueu. Vão se identificando com filho pródigo e sentem o abraço do Pai das misericórdias. Essas pessoas começam a abrir tesouros e presentes ao Deus que cativa.

Muitos chegam a descobrir a Deus na dedicação aos outros. Sentem-se felizes quando podem ser para e sendo para desconfiam que assim é Deus…Ser para… E lembram-se das aulas de catecismo onde haviam aprendido que quando dão um copo de água fria ao menor de seus irmãos é a Jesus que o ofertam.

Deus que vem nos visitar e chega na simplicidade de um nascimento e termina seus dias no alto de uma cruz completamente injustiçado e despojado, até de suas vestes. Um Deus que não mora nas alturas, mas chega perto de cada um de nós. O Menino deitado nas palhas, no despojamento total é a verdadeira luz que ilumina a todo homem que vem a este mundo. Veio para todo o orbe. Fora dele não há claridade. Através dos tempos fomos vendo a procissão dos peregrinos iluminados pela estrela da fé. Jesus mesmo um dia haveria de afirmar que Deus se revela aos pequenos e humildes e se esconde dos satisfeitos. Os Magos representam os homens e as mulheres que carregam questionamentos e interrogações, que não estão satisfeitos com a vida pela metade, que buscam um sentido mais pleno dos dias que vivem. Pertencem ao irrequietos de coração de que fala Agostinho de Hipona.

Texto para a meditação e reflexão

Hoje, os Magos que procuravam o Senhor resplandecente nas estrelas, o encontram num berço. Hoje os Magos veem claramente envolvido em panos aquele que há muito tempo buscavam de modo obscuro nos astros. Hoje os Magos contemplam maravilhados, no presépio, o céu na terra, a terra no céu, o homem em Deus, Deus no homem e incluído no corpo pequenino de uma criança, aquele que o universo não pode conter. Vendo-o proclamam sua fé e não discutem oferecendo-lhe místicos presentes, incenso a Deus, ouro ao rei e mirra ao que havia de morrer (São Pedro Crisólogo).

Publicado em Paróquia Santo Antônio do Pari.

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Natal 2019: Jesus nasce em Belém (Rumo à Santidade)

Jesus nasce em Belém

Nascimento de Jesus em Belém

A Luz veio ao mundo

O nascimento de Jesus (cf. Lc 2, 1-20) é contemplado pela Liturgia da Igreja sob o símbolo da Luz: «Ó Deus, que fizestes resplandecer esta noite santa com a claridade da verdadeira luz!»; «O povo que caminhava na escuridão viu uma grande luz»; «Hoje surgiu a luz para o mundo: o Senhor nasceu para nós».

Todas essas expressões são um eco das palavras do prólogo do Evangelho de São João:

No princípio era o Verbo […] e o Verbo era Deus. […] Nele estava a Vida, e a vida era a Luz dos homens. […] Era a Luz verdadeira, que vindo ao mundo, ilumina todo homem […]. E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós (Jo 1, 1 seg.)

Neste capítulo, a nossa meditação quer ser mais contemplativa: ajudar-nos a voltar os olhos e o coração para Jesus Menino, que repousa sobre as palhas do Presépio, envolto nos paninhos que a Mãe lhe preparou, de modo a sentirmos o impulso de agradecer-lhe a sua entrega «por nós, homens e para a nossa salvação», e de adorá-lo: Meu Senhor e meu Deus!

O Menino que vemos deitado na manjedoura é Deus feito homem. É o Redentor que vem para nos salvar.

Tanto amou Deus o mundo – diz o Evangelho após a conversa de Jesus com Nicodemos – que lhe deu seu Filho único. Pois Deus não enviou o Filho ao mundo para condená-lo, mas para que o mundo seja salvo por Ele (Jo 3, 16-17)

Este é o coração da nossa fé! O Menino nos dá a certeza de que Deus, que é amor, nos ama com loucura. Deus é amor! – escrevia são João. Nisto se manifestou o amor de Deus para conosco: em nos ter enviado o seu Filho único, para que vivamos por Ele (1 Jo 4, 8-9).

Ninguém jamais viu a Deus. O Filho único, que está no seio do Pai, foi quem o revelou… O mistério da Encarnação extasiava esse Apóstolo e o levava a dizer na sua primeira Carta (1, 1): Nós o vimos com os nossos olhos, nós o contemplamos, nós o ouvimos, nós o tocamos com as mãos…! E, como que lamentando a tristeza dos que são incapazes de «ver», acrescentava: Aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor (4, 8).

Sinais do Amor, tesouros do Amor

Jesus nos ama – a você, a mim, a cada um – com toda a força do seu Amor divino e humano. É um amor que tem dois sinais da autenticidade. Em primeiro lugar, é uma doação plena. Um amor que não se dá não é amor. Mas não é um dar-se qualquer, é uma doação que visa o nosso bem. E aí está o segundo sinal: todo verdadeiro amor quer bem, quer o bem, dá-se procurando o bem da pessoa amada.

Qual é o bem que Jesus nos traz? Todos os bens! A vida divina – Deus em nós – aqui na terra e a vida eterna. Desse tesouro, nós podemos extrair especialmente três riquezas:

• A riqueza da Verdade que Ele nos ensina.
• A riqueza do Caminho do Céu, que Ele nos mostra com o seu exemplo e a sua palavra.
• E a riqueza da Vida nova dos filhos de Deus – concedida pela graça do Espírito Santo -, que chega até nós a partir do seu Coração trespassado na Cruz.

Tudo isso resumiu-o Jesus, na Última Ceia, numa só frase: Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Meditemos nessas palavras.

Eu sou a Verdade. Vem à memória a alegria do pai de São João Batista, Zacarias – marido de santa Isabel -, quando, no dia do nascimento de João, profetizou o próximo nascimento de Jesus como fruto da

ternura e misericórdia do nosso Deus, que nos vai trazer do alto a visita do Sol nascente, que há de iluminar os que jazem nas trevas e nas sombras da morte e dirigir os nossos passos no caminho da paz (Lc 1, 78-79)

Desde antes de nascer, Jesus já é anunciado como o Sol, como a luz, a luz da Verdade, que nos guiará para a paz.

Já percebeu que a Verdade que Ele nos traz não é uma verdade qualquer: é a verdade- verdadeira? É – como dizia são João Paulo II – «a Verdade sobre Deus, sobre o homem e sobre o mundo» (Cf. Carta Encíclica Redemptoris Missio, 07.12.1990, n. 3; e Carta Encíclica Redemptor Hominis, 04.03.1979, n. 12).

Mas essa Verdade – como Jesus explicava – é parecida com a «semente» na mão do semeador (cf. Mt 13, 1-23; Mc 4, 1-20; Lc 8, 1-15). Pode perder-se no caminho, cair sobre as pedras ou entre espinhos, e morrer; ou pode cair numa boa terra e dar fruto.

Se procurarmos acolher a Verdade – com maiúscula -, a nossa vida irá sendo reflexo da vida de Cristo Jesus, e nada deste mundo poderá abalar a nossa fé.

Aquele que ouve as minhas palavras e as põe em prática é semelhante a um homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha (Mt 7, 24-27).

Uma casa que nem a chuva, nem o vento, nem as tormentas conseguirão derrubar.

Eu sou o Caminho. Olhe para Jesus Menino. Descobrirá que toda a vida dele – desde que nasceu até que subiu ao Pai -, é uma irradiação de exemplo, é a sinalização luminosa do caminho que leva para Deus.

É lógico que Cristo nos diga: Segue-me!… Porque nos quer bem. Ele nos compara às ovelhas que Ele, o Bom Pastor, conduz com segurança entre brumas, penhascos e perigos, até o lugar do repouso. Ele é o Bom Pastor, que anda na frente, marcando o rumo com as suas pegadas.

Se nos acostumarmos a ler e meditar todos os dias o Evangelho, para conhecer cada vez mais a fundo a vida e o exemplo de Cristo, entenderemos (e praticaremos) o que dizia São Paulo:

Progredi no amor, segundo o exemplo de Cristo, que nos amou e por nós se entregou como oferenda e sacrifício de suave odor (Ef 5, 2).

O Amor cristão não é fumaça nem perfumaria; não é uma teoria, não é uma paixão que arde e se evapora. Ou ele se manifesta por obras e de verdade – com frase são João (1 Jo 3, 18) – ou é uma miragem. Deve se concretizar na prática das virtudes: deve ser um amor generoso, compreensivo, dedicado, paciente, constante, forte na adversidade, caridoso, gentil, prestativo, e justo e discreto… Um amor que cada dia cresce na entrega a Deus e ao próximo.

Eu sou a Vida. Com o olhar e o coração fixos no Menino, pensemos na terceira coisa que Ele nos diz: Eu sou a Vida. Jesus é Deus que se faz homem, para que o homem, de uma maneira que não há palavras para expressar, se faça «Deus», se torne – como dizia São Pedro – participante da natureza divina (2 Pe 1, 11). É um pensamento que – desde os primeiros séculos do Cristianismo – deixava pasmados os santos, inebriados de alegria e de agradecimento.

Significa que Jesus nos traz a graça divina, a «graça do Espírito Santo», que nos une intimamente a Ele e nos faz participar da sua própria Vida:

Da sua plenitude – diz São João – todos nós recebemos, e graça sobre graça. Pois a lei foi dada por Moisés, a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo (Jo 1, 17-18).

A graça do Espírito Santo, recebida pela primeira vez no Batismo, nos faz renascer para uma vida nova, transformando-nos em filhos de Deus. O Novo Testamento traz expressões belíssimas desse mistério. Por exemplo, São João afirma que a graça nos dá o poder de nos tornarmos filhos de Deus (Jo 1, 12). E São Paulo declara, com grande alegria, que, com a graça do Espírito Santo, recebemos o espírito de adoção como filhos, pelo qual clamamos: Abbá, Pai! Papai! (Rom 8, 15).

Jesus foi e será sempre a fonte de toda a graça, uma «fonte» que não para de jorrar. Aquele que tiver sede, venha a mim e beba (Jo 7, 37), diz-nos. E nos promete derramar em nós, sem medida, o Espírito Santo, amor de Deus que santifica.

As Sete Fontes

Jesus é como um manancial de onde brotam as sete fontes pelas quais nos vem principalmente a graça: os sete Sacramentos. Cada um deles nos une a Deus (e aos irmãos) de uma maneira própria.

O Batismo purifica-nos da culpa original e nos transforma – como víamos – em filhos de Deus; [Cristian: o Crisma é o óleo perfumado, e a Crisma é o Sacramento] Crisma dá-nos a força do Espírito Santo para sermos cristãos responsáveis, maduros e ativos no apostolado; a Reconciliação ou Confissão cura a alma doente e ressuscita a que está morta pelo pecado; a Eucaristia une-nos intimamente ao Sacrifício redentor de Jesus, que se faz Alimento, vida da alma, e oferece companhia de Amigo no Sacrário; o sacramento da Ordem faz com que os que recebem a ordenação sacerdotal (bispos e presbíteros) sejam instrumentos vivos de Cristo sacerdote, ajudados pelo ministério dos diáconos; o Matrimônio implanta a poderosa semente da graça sacramental e a caridade de Deus no amor dos esposos e dos pais; e a Unção dos Enfermos é a mão carinhosa de Jesus, que nos ergue da doença, ou – quando é o caso – nos encaminha definitivamente para o Céu.

E, assim, os sete Sacramentos, juntamente com as virtudes e com a força poderosa da oração – que é a respiração vital da alma do cristão – vão-nos identificando com Cristo, vão- nos transformando nEle, fazem com que pensemos como Cristo, sintamos como Cristo, amemos como Cristo, vivamos como Cristo. Isto é a vida cristã.

Depois de pensar nessas realidades, não acha que o Natal é o momento certo para nos perguntarmos, diante de Jesus Menino:

«Eu vivo como filho de Deus? A minha oração é uma oração de filho, cheia de entrega e de confiança? Posso dizer que o meu temor é filial, ou seja, que não temo que Deus me abandone ou me castigue, mas temo só magoá-lo, ofendê-lo? Cumpro os mandamentos com carinho de filho, ou com a má vontade do forçado? Tenho delicadezas de afeto filial para com Deus, para com Nossa Senhora? Enfim, eu poderia pôr o adjetivo filial em tudo o que penso, sinto e faço em relação a Deus?»

Com a ajuda do Menino-Deus e da sua Mãe santíssima, nós podemos viver assim. Pensemos, então nesta realidade: em cada Natal, Deus chega muito perto de nós; em cada Natal, Jesus – ultrapassando as barreiras do tempo – leva-nos para junto do Presépio; em cada Natal, Maria, a Mãe, oferece-nos o Menino, sob o olhar sorridente de José. E, em cada Natal, Jesus também sorri para nós e nos pergunta:

«Será agora? Será desta vez…? Confia» – diz-nos -, «eu nasci para te ajudar»

Publicado em Rumo à Santidade.

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A Solenidade de Cristo Rei surgiu num contexto perturbadoramente semelhante ao nosso (Aleteia)

A Solenidade de Cristo Rei surgiu num contexto perturbadoramente semelhante ao nosso

Instituída pelo Papa Pio XI em 1925, a Solenidade de Jesus Cristo, Rei do Universo, [encerra hoje] o ano litúrgico ao celebrar Jesus como o Rei de tudo e de todos e nos recordar que somos parte do Seu Reino – um Reino que não é deste mundo, mas que podemos alcançar desde agora mediante as graças que Deus nos concede para nos santificar e para ajudarmos os nossos irmãos a se transformarem pelo amor.É esta, aliás, a missão da Igreja, conforme nos explicou em 2012 o Papa Bento XVI, ao presidir esta mesma solenidade:

“Com o Seu sacrifício, Jesus nos abriu a estrada para uma relação profunda com Deus: n’Ele nos tornamos verdadeiros filhos adotivos, participando assim da Sua realeza sobre o mundo. Ser discípulos de Jesus significa, portanto, não nos deixarmos fascinar pela lógica mundana do poder, mas levar ao mundo a luz da verdade e do amor de Deus”.

Afinal, o próprio Jesus afirmou:

“Sim, eu sou rei. É para dar testemunho da verdade que nasci e vim ao mundo” (Jo 18,37).

O atual Papa Emérito também relacionou o Rei Cristo Jesus com a oração do Pai-Nosso, observando que o pedido “Venha a nós o Vosso Reino” equivale a dizer a Jesus:

A festa de Cristo Rei foi instituída pelo Papa Pio XI num contexto que guarda chamativas semelhanças com o nosso tempo – se não nas formas, que agora parecem mais “sutis” por priorizarem a guerra cultural sobre a força física, certamente no fundo, que prega um mundo materialista e abertamente limitador da fé.

Governos enfaticamente opressores da fé

Em 1925, o comunismo era imposto à Rússia e a territórios vizinhos mediante uma violência avassaladora. A visão comunista do mundo e do ser humano é essencialmente materialista: afirma que só existe esta vida, restringe liberdades fundamentais que derivam da nossa natureza espiritual, impede a transcendência e, por consequência, impõe o ateísmo teórico e prático – e literalmente o impõe, proibindo as pessoas de viverem a própria fé e as obrigando a servirem a um novo deus: o Estado, capitaneado por um grupo de “camaradas” que se digladiam para permanecer no poder esmagando qualquer inimigo sem chance de diálogo.

Diante de governos que procuravam por todos os meios e com toda a virulência implantar a própria visão materialista de mundo, restringindo abertamente a prática da fé em Deus, o Papa Pio XI escreveu:

“Se todo o poder foi dado ao Senhor Jesus, no céu e na terra; se os homens, resgatados pelo Seu sangue preciosíssimo, se tornam, com novo título, súditos do Seu império; se, finalmente, este poder abraça a natureza humana em seu conjunto, é claro que nenhuma das nossas faculdades pode subtrair-se a essa realeza. É preciso, pois, que Ele reine em nossas inteligências: com plena submissão, com adesão firme e constante, devemos crer nas verdades reveladas e nos ensinamentos de Cristo. É preciso que Ele reine em nossas vontades: devemos observar as leis e os mandamentos de Deus. É preciso que Ele reine em nossos corações: devemos mortificar os nossos afetos naturais e amar a Deus sobre todas as coisas” (Encíclica Quas Primas, 34).

Em 1969, [São] Paulo VI deu à solenidade o seu atual título completo: Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo. Também foi ele quem estabeleceu como data desta grande festa o último domingo do ano litúrgico.

Uma vez encerrado o ano litúrgico na Solenidade de Cristo Rei, a Igreja se prepara agora para entrar no Advento, o tempo da espera pelo Nascimento do Salvador.

Como ao longo de toda a história, não faltarão Herodes para tentar matá-lo. E, como ao longo de toda a história, cada um deles fracassará.

Viva Cristo Rei!

Publicado em Aleteia.

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Nossa Senhora de La Salette – Memória – 19 de setembro: “Por que Nossa Senhora aparece chorando em La Salette? (Comunidade Católica Palavra Viva)

Hoje, 19 de setembro, é o dia da aparição de Nossa Senhora de La Salette, em 1846, na França. A aparição foi reconhecida pela Igreja Católica.

“O texto dos dois segredos foram ambos entregues ao Papa Pio IX em 18 de julho de 1851.

A 19 de Setembro de 1851, quinto aniversário da aparição, esta foi aprovada oficialmente em carta pastoral do bispo diocesano, sob o título “Nossa Senhora de La Salette”. (Wikipedia.org)

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Por que Nossa Senhora aparece chorando em La Salette?

 

 

Nossa Senhora apareceu em La Salette, no dia 19 de setembro de 1846, por causa de “duas coisas” principais, que estavam tornando pesado o braço de seu divino Filho. Ouçamos o que ela tem a revelar, entre lágrimas, a Mélanie, a Maximin e, através deles, a toda a humanidade:

Se meu povo não quer se submeter, sou forçada a deixar cair a mão de meu Filho. Ela é tão forte e pesada que não posso mais retê-la. Há quanto tempo sofro por vocês! Se quero que meu Filho não os abandone, sou obrigada a suplicá-lo incessantemente. E vocês nem se importam com isso. Por mais que rezem, por mais que façam, jamais poderão recompensar a aflição que tenho sofrido por vocês.

(1Dei-lhes seis dias para trabalhar, e reservei-me o sétimo, e não me querem concedê-lo. É o que faz pesar tanto o braço de meu Filho.

(2) Os carroceiros não sabem falar sem usar o Nome de meu Filho. São essas duas coisas que tornam tão pesado o braço de meu Filho. [1]

Nós, os orgulhosos e descrentes homens do século XXI, somos quase tentados a não acreditar que a santíssima Mãe de Deus tenha saído do Céu, da bem-aventurança eterna em que se encontra, contemplando a face de seu divino Filho, simplesmente para nos dizer: parem de pecar contra o segundo e o terceiro mandamentos! Ela tem mais uma mensagem a passar, sim, principalmente às autoridades civis e religiosas, mas a primeira coisa que ela pede, aos dois videntes de La Salette, é para as pessoas guardarem os domingos e não tomarem o santo nome de Deus em vão.

A nós parece pouco? Infelizes de nós, meus amigos, que não temos dimensão do que seja o pecado! Se eram infelizes os homens do século XIX, castigados que foram por desrespeitar esses dois mandamentos, muito mais infeliz é a nossa época, que já há muito tempo lançou fora as próprias tábuas dos Mandamentos; que já há muito tempo deixou de temer a Deus…

Nossa apostasia, no entanto, já era prevista pela Virgem de La Salette, noutra parte de sua mensagem. Esta, Nossa Senhora havia pedido expressamente a Mélanie que a guardasse em segredo, até 1858, e dizia o seguinte:

No ano de 1864, Lúcifer e um grande número de demônios serão libertados do inferno: eles abolirão a fé pouco a pouco e mesmo nas pessoas consagradas a Deus; eles vão cegá-las de tal maneira que, exceto por uma graça particular, essas pessoas serão tomadas pelo espírito desses anjos maus; muitas casas religiosas perderão inteiramente a fé e perderão muitas almas.

Os maus livros abundarão sobre a terra, e os espíritos das trevas espalharão por toda parte um relaxamento universal em tudo aquilo que se refere ao serviço de Deus […]. A verdadeira fé estará extinta e a falsa luz iluminará o mundo. […] Os governantes civis terão todos o mesmo objetivo, que será abolir e fazer desaparecer todo princípio religioso, para dar lugar ao materialismo, ao ateísmo, ao espiritismo e a toda espécie de vícios.

No ano de 1865, a abominação será vista nos lugares santos; nos conventos, as flores da Igreja apodrecerão e o demônio tornar-se-á como o rei dos corações. Que aqueles que estão à frente das comunidades religiosas tomem cuidado com as pessoas que devem acolher, porque o demônio usará de toda sua malícia para introduzir nas ordens religiosas pessoas entregues ao pecado, pois as desordens e o amor aos prazeres carnais serão espalhados por toda a terra. […] Todos pensarão apenas em se divertir; os maus vão se entregar a toda espécie de pecados; mas os filhos da Santa Igreja, os filhos da fé, meus verdadeiros imitadores, crescerão no amor de Deus e nas virtudes que me são mais caras. […]

Tremei, ó terra, e vós que fazeis profissão de servir a Jesus Cristo e que, por dentro, adorais a vós mesmos, tremei; pois Deus vai entregar-vos a seu inimigo, porque os lugares santos estão na corrupção; muitos conventos não são mais casas de Deus, mas pastagens de Asmodeu e dos seus. […] Os homens estarão cada vez mais pervertidos [2].

Além da disseminação dos pecados carnais — também mencionados por Nossa Senhora em Fátima —, percebam que a principal profecia que se percebe ao longo de toda a mensagem de La Salette é a perda da fé: os demônios “abolirão a fé pouco a pouco”, “muitas casas religiosas perderão inteiramente a fé”, “a verdadeira fé estará extinta” etc.; ao mesmo tempo, e na contramão dessa tendência, “os filhos da Santa Igreja” são chamados pela Virgem Santíssima “os filhos da fé”.

Disso se deduz que a fé é importantíssima, e nunca se insistirá o bastante nesse ponto. Muitas vezes pode parecer exagero ficar repetindo, mas a ideia é que, de tanto ouvir essa mesma coisa, as pessoas finalmente se dêem conta da necessidade de crer — e crer não em qualquer coisa, mas sim em tudo o que crê e ensina a Santa Igreja Católica. Esse é o começo de tudo. De nada adiantaria, por exemplo, pregar sobre os deveres do cristão, sobre a importância de ir à Missa aos domingos ou fazer abstinência às sextas-feiras, de batizar os próprios filhos e contribuir com o dízimo na paróquia, se as pessoas, de maneira generalizada, deixaram de ter fé em Jesus Cristo e no que ensina a Igreja que Ele mesmo fundou.

Se as pessoas continuam a levar suas vidas no pecado mortal, elas podem até pagar “o dízimo da hortelã, do endro e do cominho”, como faziam os fariseus, mas “os preceitos mais importantes da Lei” continuarão a ser negligenciados (cf. Mt 23, 23). Se as pessoas não acreditarem que precisam abandonar o pecado, procurar o sacramento da Confissão e se reconciliar com Deus, nossas igrejas continuarão a ser lugar de sacrilégio e profanação, onde as pessoas comem e bebem a própria condenação (cf. 1Cor 11, 29). Pior do que isso: se não acreditarem no que diz o Catecismo, ao invés de dar ouvidos às modas ou às ideologias do momento, elas sequer acharão que precisam de conversão.

é por isso que Nossa Senhora chora em La Salette. A mensagem que a santíssima Mãe de Deus veio nos trazer do Céu não é um tipo de “conscientização social”, dessas que se faz em uma propaganda banal de televisão; não é um recado “moralista”, de quem quer filhos “bem comportados” e seguindo à risca uma espécie de “manual de boas maneiras”. Não! Nossa Senhora apareceu em La Salette para chamar todos os seres humanos a um desafio radical, a uma mudança absoluta, que se chama conversão a Deus. Isso significa, em primeiro lugar, transformar completamente a nossa mentalidade, conformando-a à vontade divina, crendo naquilo que Deus revelou por meio de sua Igreja.

Por onde começar? A Virgem em La Salette só o que faz é repetir as palavras de Cristo ao jovem rico do Evangelho: “Se queres entrar na vida, observa os Mandamentos” (Mt 19, 17). Eis a nossa primeira vocação, eis o nosso primeiro desafio. Deus nos revelou que não devemos trabalhar no domingo, nem tomar seus santo nome em vão. Se nos parece pouco, se nos parece nadaserá que Deus está errado ou somos nós, ao contrário, que temos pouca fé?

Deus nos revelou, e repetiu pela boca de Nossa Senhora, que precisamos rezar. Sem isso, não teremos forças para cumprir mandamento algum. As orações, “ah, meus filhos, é preciso fazê-las, à noite e pela manhã”, disse a Virgem aos videntes de La Salette. “Quando não puderem fazer melhor, rezem ao menos um Pai Nosso e uma Ave Maria; e quando tiverem mais tempo e puderem fazer melhor, rezem-nos por mais tempo” [3].

E nós, o que faremos? Trataremos o apelo da Virgem com indiferença? Ou nos deixaremos finalmente sacudir por suas lágrimas, saindo de nossa frieza e insensibilidade aos Mandamentos?

Nossa Senhora de La Salette chora por causa de nossos pecados; pior: chora por um século apóstata e sem fé, que até a noção de pecado já perdeu [4]. Se ela se revelou aos homens chorando, no entanto, é porque ainda há esperança, é porque Deus ainda busca a nossa conversão. Ouçamos a sua voz, despertemo-nos de nossa letargia e enxuguemos as lágrimas da Santíssima Virgem com uma vida de penitência e amor a Deus. Não pode haver nada que alegre mais o seu Sagrado Coração do que um pecador que se arrepende e volta para a casa do Pai (cf. Lc 15, 7).

Referências

  1. A Aparição da Santíssima Virgem na Montanha de La Salette em 19 de setembro de 1846. In: Léon Bloy, Aquela que chora — e outros textos sobre Nossa Senhora da Salette (trad. de Roberto Mallet), Campinas: Ecclesiae, 2016, pp. 149-150.
  2. Ibid., pp. 155-159.
  3. Ibid., p. 161.
  4. Cf. Papa Pio XII, Radiomensagem ao Congresso Eucarístico dos Estados Unidos, 26 de outubro de 1946.

Publicado em Comunidade Católica Palavra Viva.

Leia também:

Santo do Dia – 19 de Setembro – Nossa Senhora de La Salette (Templário de Maria)

O SEGREDO DE LA SALETTE – Texto completo em Português  (A Aparição de La Salette e suas Profecias)

173 anos depois: é a ressurreição de La Salette? (A Aparição de La Salette e suas Profecias) 

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Nossa Senhora do Carmo – Solenidade – 16 de Julho – História, Significado e Simbolismo (Cruz Terra Santa)

Nossa Senhora do Carmo

História de Nossa Senhora do Carmo

Nossa Senhora do Carmo tem origem no século XII, quando um grupo de eremitas começou a se formar no monte Carmelo, na Palestina, Terra Santa, iniciando um estilo de vida simples e pobre, ao lado da fonte de Elias, que se estendeu ao mundo todo.A palavra Carmo, corresponde ao monte do Carmo ou monte Carmelo, em Israel, onde o profeta Elias se refugiou. A palavra carmo ou carmelo significa jardim.
História de Nossa Senhora do Carmo e os carmelitas
A ordem dos carmelitas venera com carinho o profeta Elias, que é seu patriarca, e a Virgem Maria, venerada com o título de Bem Aventurada Virgem do Carmo. Devido ao lugar, esse grupo foi chamado de carmelitas. Lá, esse grupo de eremitas construiu uma pequena capela dedicada a Senhora do Carmo, ou Nossa Senhora do Carmelo.
Posteriormente os carmelitas foram obrigados a ir para a Europa fugindo da perseguição dos muçulmanos. Aí se espalhou ainda mais a Ordem do Carmelo.

Devoção a Nossa Senhora do Carmo

Com a expulsão dos carmelitas de Israel, a devoção a Nossa Senhora do Carmo começou a se espalhar por toda a Europa. Também foi levada para a América Latina, logo no começo de sua colonização, passando a ser conhecida em todos os lugares. E não somente no Carmelo. Foram construídas várias igrejas, capelas e até catedrais dedicadas a Senhora do Carmo.

Aparição de Nossa Senhora do Carmo a São Simão

São Simão era um dos mais piedosos carmelitas que vivia na Inglaterra. Vendo a Ordem dos Carmelitas ser perseguida, até estar prestes a ser eliminada da face da terra, ele sofria muito e pedia socorro a Nossa Senhora do Carmo.Sua oração, que os carmelitas usam até hoje, foi a seguinte: “Flor do Carmelo, videira florida. Esplendor do Céu. Virgem Mãe incomparável. Doce Mãe, mas sempre virgem. Sede propícia aos carmelitas. Ó Estrela do mar.” Então, Maria Santíssima, rodeada de anjos, apareceu para São Simão, entregou-lhe o Escapulário e lhe disse: “Recebe, meu filho muito amado, este escapulário de tua ordem, sinal do meu amor, privilégio para ti e para todos os carmelitas. Quem com ele morrer não se perderá. Eis aqui um sinal  da minha aliança, salvação nos perigos, aliança de paz e amor eterno”. A partir desse milagre, o escapulário passou a fazer parte do hábito dos carmelitas.

Milagre de Nossa Senhora do Carmo

A partir da aparição de Nossa Senhora do Carmo a São Simão, a Ordem do Carmelo começou a florescer na Europa e em vários lugares do mundo, permanecendo firme até os dias de hoje.

O Escapulário de Nossa Senhora do Carmo, tradição do Carmelo

A palavra escapulário, vem do latim, escápula, que significa  armadura, proteção. O escapulário é uma forma de devoção a Maria Santíssima. O uso do escapulário é um sinal de confiança em Nossa Senhora do Carmo. A pessoa que o usa, é coberta com a proteção e as graças da Virgem Do Carmo.O escapulário, segundo o Concilio do Vaticano II é um Sacramental, um sinal sagrado, obtendo efeitos de proteção da Igreja Católica. É uma realidade visível que nos conduz a Deus. Santa Tereza dizia que: portar o escapulário, era estar vestida com o hábito de Nossa Senhora.

Oração à Nossa Senhora do Carmo

Senhora do Carmo, Rainha dos anjos, canal das mais ternas mercês de Deus para com os homens. Refúgio e advogada dos pecadores, com confiança eu me prostro diante de vós, suplicando-vos que obtenhais a graça que necessito, ( pede-se a graça). Em reconhecimento, solenemente prometo recorrer a vós em todas as minhas dificuldades, sofrimentos e tentações, e farei de tudo que ao meu alcance estiver, a fim de induzir outros a amar-vos, reverenciar-vos e invocar-vos em todas as suas necessidades. Agradeço as inúmeras bênçãos que tenho recebido de vossa  mercê e poderosa intercessão. Continuai a ser meu escudo nos perigos, minha guia na vida e minha consolação na hora da morte. Nossa Senhora do Carmo, advogada dos pecadores mais abandonados, rogai pela alma do pecador mais abandonado do mundo. Ó Senhora, rogai por nós que recorremos a vós. Amém.

Significado e Simbolismo de Nossa Senhora do Carmo

Nossa Senhora do Carmo

A imagem de Nossa Senhora do Carmo, padroeira dos Carmelitas, tem vários símbolos, todos interessantes e significativos para a nossa vida espiritual. Vejamos.

O hábito marrom de Nossa Senhora do Carmo é o hábito da Ordem Carmelita, tanto no ramo masculino, quanto feminino. Nossa Senhora apareceu pela primeira vez dessa maneira a São Simão Stock, num tempo em que a ordem carmelita estava sendo perseguida. São Simão era um carmelita inglês que pedia insistentemente que Nossa Senhora protegesse sua Ordem religiosa. Então, num momento de oração profunda, a Virgem Maria apareceu a ele trajando o hábito dos carmelitas, significando que ela dava total apoio à Ordem. A partir desse momento, as perseguições contra os carmelitas cessaram.

O manto branco de Nossa Senhora do Carmo

A Ordem dos Carmelitas tem uma ligação espiritual profunda com o Monte Carmelo em Israel. Neste local, o profeta Elias esteve na presença de Deus e sua vida se transformou depois disso. Neste local, Elias, pressentindo que seria levado para o céu, viu que era hora de passar o poder profético que Deus tinha lhe dado a seu discípulo Eliseu. Assim, Elias colocou sobre Eliseu o seu Manto Branco, simbolizando que ele passava sua missão de profeta para seu discípulo. Esta é a origem do Manto Branco que os Carmelitas usam nas cerimônias religiosas. Quando Nossa Senhora Aparece usando também o Manto Branco sobre o hábito carmelita, significa que ela passa também a missão profética de viver segundo o Evangelho, a todos os carmelitas e a todos os devotos de nossa Senhora do Carmo.

O Menino Jesus no colo de Nossa Senhora do Carmo

O Menino Jesus no colo de Nossa Senhora do Carmo tem três significados. O primeiro é ela, como Mãe, apresenta Jesus ao mundo. O segundo é que, com sua mão direita em gesto de bênção, o Menino Jesus está abençoando a humanidade. E o terceiro é que estando o menino Jesus com uma túnica branca, significa que ele também passa a missão de viver o Evangelho aos Carmelitas e aos devotos de Nossa Senhora do Carmo.

A coroa de Nossa Senhora do Carmo

A coroa de Nossa Senhora do Carmo rodeada de estrelas e uma aura brilhante simboliza a realeza da Mãe de Jesus. Significa que, como rainha do céu e da terra, a Virgem Maria pode interceder por todos aqueles que recorrerem a ela em oração, especialmente os Carmelitas e os devotos de Nossa Senhora do Carmo.

O Escapulário de Nossa Senhora do Carmo

Quando Nossa Senhora do Carmo apareceu a São Simão, ela entregou a ele, em mãos, o Escapulário e disse as seguintes palavras: ‘Recebe, meu filho muito amado, este escapulário de tua ordem, sinal do meu amor, privilégio para ti e para todos os carmelitas. Quem com ele morrer não se perderá. Eis aqui um sinal da minha aliança, salvação nos perigos, aliança de paz e amor eterno.’ Como vemos, o escapulário de Nossa Senhora do Carmo é um sinal de proteção que ela mesma ofereceu a seus devotos. Em algumas representações, o Menino Jesus no colo de Nossa Senhora do Carmo também segura um escapulário. Significa que Nosso Senhor Jesus Cristo endossa as palavras de Nossa Senhora sobre o escapulário. Assim, a pessoa que usa o Escapulário com devoção, respeito e fé, recebe as graças prometidas por Nossa Senhora aos que assim o usarem.

Os pés de Maria sobre o mundo

Os pés de Nossa Senhora do Carmo estão sobre o globo terrestre, simbolizando que a mensagem da Virgem do Carmo deve chegar a todos os povos, a todos os cantos da terra. A Salvação de Jesus, da qual Nossa Senhora é portadora, deve chegar a todos os lugares do mundo.

Publicado em Cruz Terra Santa.

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Por que julho é o mês do Preciosíssimo Sangue de Cristo? (Aleteia)

Por que julho é o mês do

Preciosíssimo Sangue de

Cristo?

 

PRECIOUS BLOOD OF CHRIST

Fr Lawrence Lew, O.P. | Flickr CC BY-NC-ND 2.0

Conheça as origens dessa devoção

Existe uma devoção particular na Igreja Católica que está ligada à Paixão de Jesus Cristo: é a honra do seu Precioso Sangue.Trata-se de um reconhecimento do sacrifício de Jesus e como ele derramou seu sangue para a salvação da humanidade. Além disso, este sangue é feito presente através do dom da Eucaristia e é algo que podemos comungar na Missa, juntamente com o corpo de Cristo, sob a aparência de pão e vinho.

Com o passar do tempo, a Igreja desenvolveu várias festas do Preciosíssimo Sangue, mas foi no século 19 que uma festa universal foi estabelecida.

Durante a Primeira Guerra Italiana pela Independência, em 1849, o Papa Pio IX foi para o exílio em Gaeta. Ele estava com Don Giovanni Merlini, terceiro superior geral dos Padres do Preciosíssimo Sangue.

Enquanto a guerra ainda estava em fúria, Merlini sugeriu ao Papa Pio IX que ele criasse uma festa universal ao Precioso Sangue para implorar a ajuda celestial de Deus para acabar com a guerra e trazer a paz a Roma. Pio IX, posteriormente, fez uma declaração em 30 de junho de 1849 que ele pretendia criar uma festa em honra ao Precioso Sangue. A guerra logo terminou e ele retornou a Roma pouco depois.

Em 10 de agosto, ele oficializou e proclamou que o primeiro domingo de julho seria dedicado ao Preciosíssimo Sangue de Jesus Cristo. Mais tarde, o Papa Pio X atribuiu o dia 1º de julho como a data fixa dessa celebração.

Depois do Vaticano II, a festa foi removida do calendário, mas uma Missa votiva em honra do Preciosíssimo Sangue foi estabelecida e pode ser celebrada no mês de julho (assim como na maioria dos outros meses do ano).

Por estas razões, todo o mês de julho é tradicionalmente dedicado ao Preciosíssimo Sangue, e os católicos são encorajados a meditar sobre o profundo sacrifício de Jesus e o derramamento de seu sangue para a humanidade.

Abaixo está a oração de abertura da Missa votiva, bem como uma oração adicional que pode ser usada como meditação pessoal ou oração durante o mês de julho:

“Ó Deus, que pelo Precioso Sangue do teu Filho Unigênito redimiu o mundo inteiro, preserva em nós o trabalho de tua misericórdia, para que, sempre honrando o mistério da nossa salvação, possamos merecer obter bons frutos. Por nosso senhor Jesus Cristo, teu filho, que vive e reina na unidade do Espírito Santo, um só Deus, para todo o sempre. Amém.”

“Admitidos à vossa mesa sagrada, ó Senhor, com alegria extraímos água das fontes do Salvador: que o vosso sangue, pedimos a vós, torne dentro de nós uma fonte de água que salta para a vida eterna. Amém.”

Philip Kosloski | 01.07.2019.

Publicado em Aleteia.

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Ladainha do Preciosíssimo Sangue de Jesus

Jesus Cristo ouvi-nos.
Jesus Cristo atendei-nos.
Pai Celeste que sois Deus tende piedade de nós.
Filho Redentor do mundo que sois Deus, tende piedade de nós.
Espírito Santo, que sois Deus, tende piedade de nós.
Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós.
Sangue de Cristo, Sangue do Filho Unigênito do Eterno Pai, salvai-nos.
Sangue de Cristo, Sangue do Verbo de Deus encarnado, salvai-nos.
Sangue de Cristo, Sangue do Novo e Eterno Testamento, salvai-nos.
Sangue de Cristo, correndo pela terra na agonia, salvai-nos.
Sangue de Cristo, manando abundante na flagelação, salvai-nos.
Sangue de Cristo, gotejando na coroação de espinhos, salvai-nos.
Sangue de Cristo, derramado na cruz, salvai-nos.
Sangue de Cristo, preço da nossa salvação, salvai-nos.
Sangue de Cristo, sem o qual não pode haver redenção, salvai-nos.
Sangue de Cristo, que apagais a sede das almas e as purificais na Eucaristia, salvai-nos.
Sangue de Cristo, torrente de misericórdia, salvai-nos.
Sangue de Cristo, vencedor dos demônios, salvai-nos.
Sangue de Cristo, fortaleza dos mártires, salvai-nos.
Sangue de Cristo, virtude dos confessores, salvai-nos.
Sangue de Cristo, que suscitais almas virgens, salvai-nos.
Sangue de Cristo, força dos tentados, salvai-nos.
Sangue de Cristo, alívio dos que trabalham, salvai-nos.
Sangue de Cristo, consolação dos que choram, salvai-nos.
Sangue de Cristo, esperança dos penitentes, salvai-nos.
Sangue de Cristo, conforto dos moribundos, salvai-nos.
Sangue de Cristo, paz e doçura dos corações, salvai-nos.
Sangue de Cristo, penhor de eterna vida, salvai-nos.
Sangue de Cristo, que libertais as almas do Purgatório, salvai-nos.
Sangue de Cristo, digno de toda a honra e glória, salvai-nos.

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, perdoai-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, ouvi-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós, Senhor.

V.: Remistes-nos, Senhor, com o Vosso Sangue.
R.: E fizestes de nós, um reino para o nosso Deus.

Oremos: Todo-Poderoso e Eterno Deus, que constituístes o Vosso Unigênito Filho, Redentor do mundo, e quisestes ser aplacado com o seu Sangue, concedei-nos a graça de venerar o preço da nossa salvação e de encontrar, na virtude que Ele contém, defesa contra os males da vida presente, de tal modo que eternamente gozemos dos seus frutos no Céu. Pelo mesmo Cristo, Senhor nosso. Assim seja.

Publicado em catolicoorante.

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Memória do Preciosíssimo Sangue de Cristo

(Homilia Diária – 1º de julho)

Padre Paulo Ricardo

Prefigurado no sangue do cordeiro pascal que, untando as traves das portas, salvou do anjo exterminador a vida dos primogênitos dos israelitas, o Sangue de Cristo é o preço real e efetivo do nosso resgate: é por ele que fomos salvos do poder de Satanás e liberados da sentença que nos condenava à perdição eterna; é por ele, recebido devotamente na Eucaristia, que somos vivificados e nos tornamos quais leões expirando chamas, terríveis ao demônio e seus anjos malignos. Assista à homilia do Padre Paulo Ricardo para esta segunda-feira, dia 1.º de julho, e clamemos durante todo este mês que se inicia: Sangue de Cristo, torrente de misericórdia, salvai-nos!

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A Grande Promessa do Sagrado Coração de Jesus – Nove Primeiras Sextas-Feiras (O Imaculado Coração Triunfará)

A Grande Promessa – Nove Primeiras Sextas-Feiras

 

comunhãpo

A todos os que comungarem na primeira sexta-feira em nove meses consecutivos, eu prometo a graça da penitência final: Eles não morrerão no meu desagrado, mas receberão os santos sacramentos, e o meu coração será para eles asilo seguro naquele momento extremo”.

 

Estas explicações foram tiradas do livro: “A GRANDE PROMESSA do Sacratíssimo Coração de Jesus,  Frei Salvado do Coração da Jesus Terceiro dos Menores Capuchinhos, com a  tradução do italiano, com autorização do autor por uma zeladora do Apostolado da Oração.

TODOS NO CÉU

“Todos no céu” – exclamava São Francisco de Assis convidando os fiéis a entrarem na igreja de Santa Maria dos Anjos, quando obteve do Sumo Pontífice a indulgência chamada da Porciúncula.

“Todos no céu” – podem também exclamar alegres, e com muita razão, os devotos do Santíssimo Coração de Jesus, porque o mesmo Coração de Jesus lho prometeu.

Que alegria, que felicidade ter certeza moral da própria salvação! Que podemos desejar mais? Nada, absolutamente nada, porque este pensamento: estou salvo, enche a alma e o coração de tamanha satisfação, que se não pode desejar e nem mesmo imaginar coisa melhor. Vamos às perguntas:

PERGUNTA – Quando e a quem fez o Sagrado Coração esta Grande Promessa?

RESPOSTA – Na realidade o Sagrado Coração de Jesus fez doze consoladoras promessas a favor dos seus devotos; nós, porém, somente queremos falar na Grande Promessa, porque esta é como um resumo e coroa de todas as outras. Para manifestar o seu amor, o Coração abençoado de Jesus escolheu uma jovem, uma virgem, Margarida Maria de Alacoque, desconhecida do mundo, mas muito querida por Deus.

Esta donzela feliz contava vinte e seis anos, professando, desde um ano, no mosteiro da Visitação de Paray-le-Monial, na França. Três vezes quis Jesus consolar a sua amada com sua presença. A primeira vez foi no dia 27 de dezembro de 1673; a segunda, na oitava de “Corpo de Deus”. Numa dessas aparições, na segunda, parece, enquanto a jovem estava em dulcíssimo êxtase, recolhida e imóvel, com os braços cruzados no peito, com a face irradiada pela chama interior, uma luz celeste, vista somente por ela, iluminava o altar, e através das grades ela viu o Coração… Estava este coração completamente cercado de chamas e rodeado por uma coroa de espinhos, transpassado por uma profunda ferida, todo ensanguentado e encimado por uma cruz. Margarida – disse Jesus, dirigindo-se à jovem – eu te prometo na excessiva misericórdia do meu coração dar penitência final a todos os que comungarem na primeira sexta-feira em nove meses consecutivos… Eles não morrerão no meu desagrado, nem sem receber os Sacramentos, tornando-se meu Coração refúgio para eles naqueles transes extremos.

Se essa grande e solene promessa não tivesse saído dos próprios lábios do Homem Deus, poder-se-ia, talvez, duvidar de sua autenticidade, por ser demasiado extraordinária, por parecer impossível que com tão pouca coisa, com nove comunhões somente, o cristão possa adquirir o direito de entrar na glória do céu. Daí, mais a seguinte pergunta:

PERGUNTA – Que é que se deve fazer para alcançar esta graça extraordinária?

RESPOSTA – Nada mais que o que disse Jesus, isto é, aproximar-se, com as devidas disposições da Santa Mesa Eucarística, nas primeiras sextas-feiras de cada mês, por nove meses consecutivos.

PERGUNTA – E teremos também a certeza de receber os Sacramentos antes de morrer?

RESPOSTA – Sem dúvida, se os Sacramentos forem necessários para se conseguir a salvação, mesmo que o fiel esteja em estado de graça, a Igreja, recomenda a recepção devota dos Sacramentos. O certo é: o devoto do Sagrado Coração, não morrerá no desagrado de Deus.

PERGUNTA – Mas se depois de ter feito as nove sextas-feiras com as devidas disposições o cristão perdesse a sua devoção, que pensar dessa pobre alma?

RESPOSTA – Deve-se pensar que o Coração de Jesus terá tido compaixão dessa pobre alma, a qual, em seus últimos momentos de vida, terá achado o seu refúgio seguro neste Coração. De fato, Jesus prometeu, sem exceção alguma, a graça da penitência final a todos os que tenham comungado na primeira sexta-feira em nove meses seguidos; daí se crer que, no excesso de misericórdia do seu Coração, terá iluminado e tocado essa alma nos seus últimos transes com a sua graça de modo a poder fazer um ato de contrição perfeita. Assim e não de outro modo é que se deve pensar, porque Jesus é fiel em suas promessas. Direi ainda mais, que se para se salvar aquela alma fosse necessário um milagre, não há dúvida alguma que Jesus o faria, faria este excesso de misericórdia com a onipotência de seu Coração.

Ademais, a experiência o tem provado, que quem teve a perseverança de fazer em honra do Sagrado Coração de Jesus, nove comunhões em nove meses consecutivos, sem nunca interrompê-la, dificilmente abandonará esta pia devoção. As mais das vezes, até sucede que estes devotos acabam por não só comungar nas primeiras sextas-feiras de cada mês como também em todas as sextas-feiras do ano, não sendo raro o caso em que acabam por comungar todos os dias. E não é de admirar, porque Jesus veio à terra para trazer o fogo do divino amor, e nada mais deseja que este fogo se acenda e arda em todos os corações.

PERGUNTA – Se alguém interromper as nove sextas-feiras por motivo justo, deverá começar de novo?

RESPOSTA – Sim, porque a condição posta pelo Sagrado Coração é expressa de um modo claro e preciso; é indispensável, portanto, comungar nas nove primeiras sextas-feiras de nove meses consecutivos.

PERGUNTA – Quem fizesse as nove comunhões com a intenção de garantir o céu, pensando, entretanto, consigo mesmo, de continuar a pecar, poderia ele ter confiança nesta grande promessa do Sagrado Coração de Jesus?

RESPOSTA – Certamente que não e até cometeria muitos sacrilégios, porque, quem se aproxima dos Santos Sacramentos, deve ter firme intenção e vontade decidida de abandonar o pecado. Não é a mesma coisa ter medo de tornar a ofender a Deus por causa da nossa fraqueza e a calamidade da intenção de continuar a cometer pecados. No primeiro caso a misericórdia de Deus nos abre seus braços e nos concede o perdão; no segundo, porém, ela se irrita e fica por assim dizer impelida a castigar.

PERGUNTA – Mas se depois de ter feito bem e com as devidas disposições as nove primeiras sextas-feiras, com o andar do tempo alguém se tornasse mau e perverso, poderia esse salvar-se ainda?

RESPOSTA – A isso já foi respondido na 5ª pergunta, mas repeti-lo-emos de novo: Jesus é fiel em suas promessas, e não poderá permitir que, quem tiver feito as nove sextas-feiras, com a preparação devida, venha a perder a alma.

 PERGUNTA – Poderia indicar-nos quais são as devidas disposições para fazer bem as nove primeiras sextas-feiras a fim de merecer a graça da Grande Promessa?

RESPOSTA – Para merecer a graça da Grande Promessa é necessário: 1) receber nove vezes a Santa Comunhão; 2) na primeira sexta-feira de cada mês; 3) e isto por nove meses consecutivos; 4) aproximar-se da Sagrada Mesa, não só em estado de graça e sem más intenções, mas, ainda, com a intenção de honrar de modo especial o Sagrado Coração de Jesus, que pediu estas comunhões em reparação da ingratidão e de abandono de que é vítima por parte de tantas almas; 5) renovar em cada comunhão a intenção de cumprir a devoção das nove sextas-feiras, a fim de obter o fruto da Grande Promessa, isto é, da penitência final.

A CHAVE DO CÉU

Alma cristã, queres de hoje em diante viver segura, garantindo o importante negócio da tua salvação eterna? Queres adquirir o direito à glória eterna do céu? Pois bem, tu já’ viste que o Sagrado Coração de Jesus, no excesso da misericórdia do seu amor, pôs em tuas mãos a chave de ouro que te abrirá as portas do céu, no último instante de tua vida. Esta chave de ouro está à tua disposição, basta que o queiras, basta que faças as nove sextas-feiras em honra do Sacratíssimo Coração de Jesus. Podia bem o bom Jesus liberalizar-te, melhor do que assim, a salvação de tua alma? Grata e reconhecida, prostra-te a seus pés, agradece-Lhe de todo o coração por ter posto a teu dispor um meio tão fácil de salvação e promete-Lhe que hás de começar já esta devoção. Feliz de ti se perseverares: o Paraíso será teu galardão porque bem o sabes, Jesus é fiel em suas promessas.”

Publicado em O Imaculado Coração Triunfará.

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