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Archive for the ‘Crise Espiritual no século XXI’ Category

Festa da Exaltação da Santa Cruz (Padre Paulo Ricardo – Quinta-feira – Homilia Diária)

Para quem tem a luz da fé, atrás do suplício da cruz esconde-se um mistério de amor que não pode não inspirar em nós a mais profunda gratidão à misericórdia infinita de Deus.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
(Jo 3, 13-17)

Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: “Ninguém subiu ao céu, a não ser aquele que desceu do céu, o Filho do Homem. Do mesmo modo como Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que o Filho do Homem seja levantado, para que todos os que nele crerem tenham a vida eterna.

Pois Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna. De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele”.

Poderíamos dizer, para usar um jogo de palavras, que na festa da Exaltação da Santa Cruz contemplamos o mistério não da ascensão, mas da assunção de Jesus: se, depois de ressuscitado, Ele ascende por si mesmo ao céu, na crucificação, ao contrário, Ele se deixa ascender, pregado à cruz, como grande sinal posto à vista de toda a humanidade. “É necessário que o Filho do Homem seja levantado”, diz o Senhor em seu colóquio noturno com Nicodemos, e a razão disto não é outra senão o amor com que Deus amou o mundo, a ponto de dar “o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna”. Olhar para a cruz com fé é reconhecer a caridade infinita de Deus para conosco e abrir-se àquele espírito de gratidão que lhe devemos não só pelos bens naturais de que, em sua providência ordinária, Ele nos cumula, mas, acima de tudo, pelo benefício sobrenatural da Redenção: Ele mesmo, movido de amor por nós, se fez carne num tempo histórico concreto, tomou sobre si os nossos pecados e pagou-os todos no madeiro da cruz, anulando o quirógrafo da nossa condenação e demonstrando, da maneira mais sublime possível, o quanto nos quer bem. Os pagãos podem, contemplando o mundo circundante, deduzir com toda razão a bondade do Criador; mas nós, que recebemos uma luz mais alta, conhecemos já a radicalidade do amor divino: na cruz, o Filho de Deus encarnado “não tinha graça nem beleza para atrair nossos olhares, e seu aspecto não podia seduzir-nos […]. Era desprezado, era a escória da humanidade, homem das dores, experimentado nos sofrimentos […]. Tomou sobre si nossas enfermidades […]. Foi castigado por nossos crimes, e esmagado por nossas iniquidades” (Is 53, 2-5). Que possamos, iluminados pela graça, enxergar atrás desse crime horrendo, chamado pelo profeta Isaías de “iníquo julgamento” (cf. Is 53, 8), essa tão grande e tão admirável dignação da divina misericórdia para conosco, essa inconcebível e inabarcável ordem da imensa caridade do Pai, a quem aprouve reconciliar consigo todas as criaturas ao preço do sangue do seu Amado, por cujo amor foi finalmente restabelecida a paz entre tudo quanto existe na terra e nos céus (cf. Col 1, 20).

Oração. — Ó boa cruz, que do Corpo de Jesus recebeste a formosura, tanto tempo desejada, tão ardentemente amada, sem descanso procurada! Para a minha alma ansiosa estás por fim preparada! Retira-me dentre os homens e devolve minha vida ao Mestre a quem pertenço! Por ti me receba aquele que por ti me resgatou. Amém.

Publicado no site Padre Paulo Ricardo e Padre Paulo Ricardo (YouTube).

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Corpus Christi – Corpo de Cristo: origem, natureza e importância (O Fiel Católico)

Corpus Christi – Corpo de Cristo: origem, natureza e importância

‘A Última Ceia’ por Philippe de Champaigne

Por Felipe Marques – Assoc. São Próspero

É INCRÍVEL PENSAR que, mesmo depois de tanto tempo desde a Instituição da Santa Eucaristia na Santa Missa de Lava-pés (A Santa Ceia de Cristo com seus Apóstolos logo antes da Paixão) e mesmo depois de tantos séculos que os Apóstolos, bispos e demais discípulos de Cristo têm fielmente preservado a tradição de fazer aquilo que Jesus pediu como é narrado por São Lucas “…Fazei isto em Minha memória…” (22, 19), muitos ainda desconfiem das palavras do Salvador: “… isto é o MEU CORPO… este Cálice é a Nova Aliança em MEU SANGUE, que é derramado por vós…” (São Lucas 22, 29 – 20).
Nosso Senhor se faz presente na Eucaristia em Corpo, Sangue, Alma e Divindade! Se é que somos cristãos, não podemos duvidar das palavras do próprio Jesus Cristo, que não estava “brincando” quando escandalizou diversos de seus discípulos ao dizer, de modo literal:

Eu sou o Pão vivo que desceu do Céu. Quem comer deste Pão viverá eternamente. E o Pão, que eu hei de dar, é a MINHA CARNE para a salvação do mundo. A essas palavras, os judeus começaram a discutir, dizendo: Como pode este homem dar-nos de comer a sua carne? Então Jesus lhes disse: Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós mesmos. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia. Pois a minha carne é verdadeiramente uma comida e o meu sangue, verdadeiramente uma bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. Assim como o Pai que me enviou vive, e eu vivo pelo Pai, assim também aquele que comer a minha carne viverá por mim. Este é o pão que desceu do céu. Não como o maná que vossos pais comeram e morreram. Quem come deste pão viverá eternamente. Tal foi o ensinamento de Jesus na sinagoga de Cafarnaum. Muitos dos seus discípulos, ouvindo-o, disseram: Isto é muito duro! Quem o pode admitir? Sabendo Jesus que os discípulos murmuravam por isso, perguntou-lhes: Isso vos escandaliza? Que será, quando virdes subir o Filho do Homem para onde ele estava antes?… O espírito é que vivifica, a carne de nada serve. As palavras que vos tenho dito são espírito e vida. Mas há alguns entre vós que não crêem… Pois desde o princípio Jesus sabia quais eram os que não criam e quem o havia de trair. Ele prosseguiu: Por isso vos disse: Ninguém pode vir a mim, se por meu Pai não lho for concedido. DESDE ENTÃO, MUITOS DOS SEUS DISCÍPULOS SE RETIRARAM E JÁ NÃO ANDAVAM MAIS COM ELE.(Jo 6, 51 – 66)

Sim! A Hóstia Consagrada por um legítimo sacerdote é verdadeiro Corpo e verdadeiro Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, que deu Sua vida por nós na Cruz e ressuscitou no terceiro dia! Porém, como já foi dito acima, são muitas pessoas que pensam a Santa Missa como apenas um evento social, uma reunião festiva de irmãos e nada mais. Pensar desta forma superficial é um erro gravíssimo! Na Santa Missa temos, isto sim, a oportunidade de encontrar Nosso Senhor de forma presencial no Santíssimo Sacramento; temos contato direto com a humanidade de Cristo que, nos toca, e na intimidade da Comunhão, quando recebemos Seu Santo Corpo, podemos dizer que formamos com Cristo um só Corpo durante o tempo que a Hóstia se mantiver em nosso peito, enquanto demorar para ser digerida pelo nosso sistema biológico!
É necessário pensarmos na seriedade das palavras de Cristo, olhando também para as palavras de São Paulo Apóstolo em sua primeira Epístola aos Coríntios:
Assim, todas as vezes que comeis desse Pão e bebeis desse Cálice, lembrais a Morte do Senhor, até que venha. Portanto, todo aquele que comer o Pão ou beber o Cálice do Senhor indignamente será culpável do Corpo e do Sangue do Senhor. Que cada um se examine a si mesmo, e assim coma desse Pão e beba desse Cálice. Aquele que o come e o bebe SEM DISTINGUIR O CORPO DO SENHOR, come e bebe a sua PRÓPRIA CONDENAÇÃO. Esta é a razão por que entre vós há muitos adoentados e fracos, e muitos mortos.
(11, 26 – 30)
Cristo quis permanecer conosco sempre, não somente em Espírito, mas também com Sua santa humanidade que toca nossa pobre humanidade e nos transforma, nos santifica, nos alimenta. Eis Suas belas palavras: “Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo.” (Mt 26, 20)!
Corpus Christi é uma festa que celebra tudo o que foi afirmado acima, ou seja, que festeja a Presença real e substancial de Nosso Senhor Jesus Cristo na Eucaristia.
É realizada na quinta-feira seguinte ao domingo da Santíssima Trindade que, por sua vez, acontece no domingo seguinte ao de Pentecostes. É uma festa de ‘preceito’, isto é, aos católicos é obrigatório o comparecimento na Missa neste dia, na forma estabelecida pela Conferência Episcopal do país respectivo.
A origem da Solenidade do Corpo e Sangue do Senhor remonta ao Século XIII. A Igreja sentiu a necessidade de realçar e reafirmar solenemente a Presença do “Cristo Todo” no Pão consagrado no Altar, devido à diversas heresias gnósticas e demais pessoas que duvidavam realmente desta santíssima Presença no pão e no vinho. A festa foi então instituída pelo Papa Urbano IV, com a bula “TRANSITURUS DE MUNDO” que pode ser acessada (em latim) neste link.
O Papa Urbano IV foi o cônego Tiago Pantaleão de Troyes, arcediago do Cabido Diocesano de Liège na Bélgica, que recebeu o segredo das visões da freira agostiniana Juliana de Mont Cornillon, que exigiam uma festa da Eucaristia no Ano Litúrgico. Conta a história que um sacerdote chamado Pedro de Praga, de costumes irrepreensíveis, vivia angustiado por dúvidas sobre a Presença real de Cristo na Eucaristia. Decidiu então ir em peregrinação ao túmulo dos Apóstolos Pedro e Paulo em Roma para pedir o Dom da Fé. Ao passar por Bolsena (Itália), enquanto celebrava a Santa Missa, foi novamente acometido da dúvida. Na hora da Consagração, veio-lhe a resposta na forma de um grandioso Milagre
Eucarístico: a Hóstia branca transformou-se em Carne viva, respingando Sangue, manchando o corporal, os sanguíneos e as toalhas do Altar, sem, no entanto, manchar as mãos do sacerdote, pois, a parte da Hóstia que estava entre seus dedos conservou as características de pão ázimo(!).
Por solicitação do Papa Urbano IV, que na época governava a Igreja, os objetos milagrosos foram para Orviedo em grande procissão, sendo recebidos solenemente por sua santidade e levados para a Catedral de Santa Prisca. Esta foi a primeira procissão do Corporal Eucarístico. Aos 11 de agosto de 1264, o Papa lançou de Orviedo para o mundo católico o preceito de uma festa com extraordinária solenidade em honra do Corpo do Senhor.
A tradicional procissão pelas vias públicas, quando é feita, atende a uma recomendação do Código de Direito Canônico (cân. 944) que determina ao Bispo diocesano que a providencie, onde for possível, “para testemunhar publicamente a veneração para com a santíssima Eucaristia, principalmente na solenidade do Corpo e Sangue de Cristo”. É recomendado que nestas datas, a não ser por causa grave e urgente, não se ausente da diocese o Bispo (cân. 395)”.
Esta é a fé Católica, que recebemos da Igreja, e lutamos por viver conforme Seus ensinamentos. São diversos os casos de Milagres Eucarísticos que comprovam a Presença real do Cristo, Jesus Salvador, na Eucaristia. Um destes aconteceu recentemente, e o Papa Francisco conduziu investigação para comprovar sua veracidade. – Leia aqui um artigo completo sobre este fato, considerado um dos maiores Milagres Eucarísticos da História, ocorrido em Buenos Aires no ano 1996 (com a palestra do investigador Dr. Dr. Ricardo Castañón Gomez).

Conclusões

Sempre que formos comungar, JAMAIS nos aproximemos de Cristo como se fosse alguma coisa comum, um ato corriqueiro, como se estivéssemos partilhando de um pão qualquer, como o que se come em casa todos os dias. Quando estamos diante da Hóstia Consagrada, estamos diante do REI DOS REIS, Nosso Senhor Jesus Cristo. Que possamos ter a fé de São Josemaria Escrivá, que nos ensina: “Quando te aproximes do Sacrário, pensa que Ele… há vinte séculos que te espera” (Caminho, n.537).
E que também reconheçamos, com o grande escritor J. R. R. Tolkien, que foi um católico exemplar e autor da saga “O Senhor dos Anéis”:
Fora da escuridão da minha vida, tão frustrada, eu ponho diante de ti a única grande coisa a amar na face da Terra: O Santíssimo Sacramento…. Lá irás encontrar romance, glória, honra, fidelidade e o verdadeiro caminho de todos os teus amores na Terra, e mais do que isso: Morte. Pelo divino paradoxo, que termina a vida, e exige a rendição de todos, e no entanto, pelo sabor que por si só pode fazer com que aquilo que procuras nas tuas relações terrenas (amor, fidelidade, felicidade) se mantenha, ou tirar a compleição da realidade, da permanência eterna, que todos os corações dos homens desejam.
(Carta 43, acerca do casamento e das relações entre os dois sexos)

_____
** A seção ‘História e origem’ contém trechos do artigo ‘Corpus Christi – definição e história’, website Catolicismo Romano, disp. em:
http://catolicismoromano.com.br/content/view/1249/48/
Acesso 10/4/016

Publicado em  www.ofielcatolico.com.br .

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O Magistério da Igreja, os Papas, os Santos e a Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo (passioiesus)

O Magistério da Igreja
e a Paixão de
Nosso Senhor Jesus Cristo

 

A Igreja, sempre fiel ao seu Mestre, guia-nos, por meio do Espírito Santo, para a verdade total. Ela própria nasceu do lado aberto do Salvador.

« Esta obra da redenção humana e da glorificação perfeita de Deus, prefigurada pelas suas grandes obras no povo do Antigo Testamento, realizou-a Cristo, Senhor, principalmente pelo mistério pascal da sua bem-aventurada Paixão, Ressurreição dos mortos e gloriosa Ascensão, em que, ‘morrendo, destruiu a nossa morte e ressurgindo restaurou a nossa vida’. Pois do lado aberto de Cristo, morto na Cruz, nasceu o sacramento admirável de toda a Igreja. Foi do lado de Cristo adormecido na cruz, que nasceu ‘o sacramento admirável de toda a Igreja’ » (SC 5). É por isso que, na Liturgia, a Igreja celebra principalmente o mistério pascal, pelo qual Cristo realizou a obra da nossa salvação ». (CIC 1067; CV II, SC 5)

A Igreja nunca cessa de nos recordar que “a obra mais excelente da misericórdia de Deus foi a justificação que nos foi merecida pela Paixão de Cristo”(CIC 2020).

Por isso, não podemos deixar de considerar a importância primordial que tem o meditar na Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo. De facto, o Catecismo da Igreja Católica ensina-nos que “o cristão deve meditar regularmente” (CIC 2707); com muita mais razão devemos meditar na misericórdia de Cristo que “pela sua paixão nos libertou de Satanás e do pecado. Nos mereceu a vida nova no Espírito Santo. A Sua graça restaura em nós aquilo que o pecado destruiu” (CIC 1708).

Devido à importância que tem este tema, quisemos acrescentar estas três secções:

 

San Anibal  

 

Os Papas

e a Paixão de

Nosso Senhor Jesus Cristo

 

 

 

S.S. João Paulo II,
Audiência Geral das Quartas-feiras;
7 de Abril de 1993.
  Que Mistério tão grande é a Paixão de Cristo: Deus feito Homem, sofre para salvar o homem, carregando com toda a tragédia da Humanidade!
S.S. Bento XVI,
Santuário de Mariazell;
8 de Setembro del 2007
  Jesus transformou a Paixão, o Seu sofrimento e a Sua morte em oração, em acto de amor a Deus e aos homens. Por isso, os braços estendidos de Cristo crucificado são também um gesto de abraço, através do qual nos atrai a Si e com o qual nos quer estreitar nos Seus braços com amor. Deste modo, é imagem do Deus Vivo, é o próprio Deus, e podemos colocar-nos nas Suas mãos.
S. Leão Magno,
Sermão 15 sobre a Paixão.
 
  Aquele que quer venerar, de verdade, a Paixão do Senhor deve contemplar, a Jesus crucificado, com os olhos da alma, até ao ponto de reconhecer a sua própria carne na Carne de Jesus.
S.S. João Paulo II
XIV Jornada Mundial da Juventude;
28 de Março de 1999
  Ao contemplar Jesus na Sua Paixão, vemos, como num espelho, os sofrimentos da Humanidade, assim como as nossas situações pessoais. Cristo, ainda que não tivesse pecado, tomou sobre Si aquilo que o homem não podia suportar: a injustiça, o mal, o pecado, o ódio, o sofrimento e, por último, a morte.
S.S. João Paulo II
XV Jornada Mundial da Juventude;
29 de Julho de 1999.
  Paixão, quer dizer amor apaixonado, que ao dar-se não faz cálculos: a Paixão de Cristo é o culminar de toda a Sua existência “dada” aos homens para revelar o Coração do Pai. A Cruz, que parece elevar-se da terra, na realidade desce do Céu, como abraço divino que estreita o universo. A Cruz manifesta-se como centro, sentido e fim de toda a história e de cada vida humana.

Através dos quais queremos proporcionar-lhes, ainda que brevemente, uma ajuda extra, para poder aprofundar a meditação da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo.

San Anibal  

 

Os Santos

e a Paixão de

Nosso Senhor Jesus Cristo

 

 

 

É muito importante saber que não há nenhum santo que tenha chegado ao cume da vida espiritual sem ter meditado frequentemente na Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo. Muitos deles, no início da sua vida espiritual, atribuíram à meditação da Paixão de Nosso Senhor, o facto de se terem entregado totalmente a Deus e à Sua Vontade Santíssima. Algumas vezes, nos seus escritos, eles dizem que se avança mais no caminho da santidade com a ajuda da meditação da Paixão de Nosso Senhor, que com a ajuda de qualquer outro meio. Naturalmente, não podemos dizer que supere o grande meio dos Sacramentos, porém pode-se dizer que estes não obteriam toda a sua eficácia sem a ajuda da meditação da Paixão, porque os próprios Sacramentos são os frutos preciosíssimos da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Quisemos, portanto, dedicar aqui um espaço no qual colocamos várias citações daquilo que dizem os Santos a respeito da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Esperamos que possam fazer bem às nossas almas.

S. Afonso Maria de Ligório,
Meditações sobre a Paixão de Jesus Cristo, Cadernos Palavra, pág. 18.
  “Alma devota, se queres crescer sempre mais na virtude e de graça em graça, procura meditar todos os dias a Paixão de Jesus Cristo”. Isto é de S. Boaventura, e acrescenta: “Não existe exercício mais apropriado para santificar a tua alma que a meditação dos sofrimentos de Jesus Cristo”. E S. Agostinho diz “que vale mais uma lágrima derramada em memória da Paixão de Cristo que fazer uma peregrinação a Jerusalém e jejuar a pão e água durante um ano”.
Beato Rafael,
  “A Ti cuspiram-Te, insultaram-Te, açoitaram-Te, cravaram-Te num madeiro, e sendo Deus, humildemente, perdoavas, calavas e oferecias-Te…! O que poderei dizer eu da Tua Paixão!… Mais vale não dizer nada e que no meu íntimo medite naquelas coisas que o homem nunca poderá chegar a compreender”.
Santa Teresa de Lisieux,
“O canto do sofrimento unido aos Seus sofrimentos é aquilo que mais cativa o Seu coração.Jesus arde de amor por nós…! Olha a Sua Face adorável…! Olha os Seus olhos apagados e baixos…! Olha essas chagas… Olha a Face de Jesus… Ali verás como nos ama”.
S. José Maria Escrivá de Balaguer  “Na meditação, a Paixão de Cristo eleva-se além do limite frio da história ou a piedosa consideração, para se apresentar diante dos olhos, terrível, aflitiva, cruel, sangrenta…, cheia de Amor… E sente-se que o pecado não se reduz a uma pequena “falta de ortografia”: é crucificar, pregar com marteladas as mãos e os pés do Filho de Deus, e fazer-lhe saltar o coração.
S. Paulo da Cruz,
Cartas e diário espiritual.
“A recordação da Paixão Santíssima de Jesus Cristo e a meditação das Suas virtudes… conduzem a alma à união íntima com Deus, ao recolhimento interior e à contemplação mais sublime…A Paixão de Jesus Cristo é a obra mais maravilhosa do Amor de Deus.

A Paixão de Jesus Cristo é o melhor meio para levar as almas à conversão, até mesmo as mais empedernidas.

Conservem cuidadosamente a piedosa recordação dos sofrimentos do Filho de Deus e viverão eternamente.

O caminho mais rápido para chegar à santidade cristã é o de se perder, totalmente, no oceano dos sofrimentos do Filho de Deus.

No imenso oceano da Paixão de Jesus Cristo a alma cristã pesca as pérolas preciosas de todas as virtudes
e faz seus os sofrimentos do seu amado Bem.

El recuerdo de la Pasión Santísima de Jesucristo y la meditación de sus virtudes… conducen al alma a la unión íntima con Dios, al recogimiento interior y a la contemplación más sublime…

S. Pedro de AlcântaraSão seis as coisas que se devem meditar na Paixão de Cristo: A grandeza das Suas dores, para nos compadecermos delas. A gravidade do nosso pecado, que é a sua causa, para o detestarmos. A grandeza do benefício, para o agradecer. A excelência da Divina bondade e caridade, que se descobre nela, para a amar. A conveniência do mistério, para se maravilhar dele. E a multidão das virtudes de Cristo, que resplandecem nela, para as imitar.

De acordo com isto, quando vamos meditando devemos ir inclinando o nosso coração, umas vezes compadecendo-nos das dores de Cristo, pois foram as maiores do mundo, quer pela delicadeza do Seu Corpo, quer pela grandeza do Seu Amor, como também por padecer sem nenhuma forma de consolação, como está dito noutra parte.

Umas vezes, devemos ter em atenção o tirar desta motivos de dor pelos nossos pecados, considerando que eles foram a causa de que Ele padecesse tantas e tão graves dores como padeceu. Outras vezes, devemos tirar dela motivos de amor e agradecimento, considerando a grandeza do Amor que Ele através dela nos manifestou e a grandeza do benefício que nos fez redimindo-nos tão copiosamente, com tanto suor da sua parte e tanto proveito para nós.

S. Alberto Furtado,
Qual não terá sido o seu horror quando se olhou e não se reconheceu, quando se encontrou semelhante a um impuro, a um pecador detestável, portanto coberto de corrupção que O cobria desde a Sua cabeça, até à orla da Sua túnica! Qual não seria a sua confusão quando viu que os Seus olhos, as Suas mãos, os Seus pés, os Seus lábios, o Seu coração eram como os membros do malvado e não os do Filho de Deus! São estas as mãos do Cordeiro de Deus antes inocentes e agora roxas com mil actos bárbaros e sangrentos? São estes os lábios do Cordeiro, os olhos profanados por visões malignas, por fascinações idolátricas pelas quais os homens abandonaram o seu Criador? Os Seus ouvidos escutam o ruído de festas e combates. O Seu coração chagado pela avareza, a crueldade e a incredulidade… A Sua memória está carregada com a memória de todos os pecados cometidos desde Eva, em todas as partes da terra. A luxúria de Sodoma, a dureza dos egípcios, a ingratidão e desprezo de Israel… Todos os pecados dos vivos e dos mortos, dos que ainda não nasceram, dos condenados e dos escolhidos: Todos estavam lá.
S. Francisco de Sales,
Tratado do amor de Deus.
A Paixão de Nosso Senhor é o motivo mais doce e mais forte que pode mover os nossos corações nesta vida mortal… lá em cima, na glória, depois do motivo da Bondade divina conhecida e considerada em si mesma, e da morte do Salvador será o mais poderoso, para arrebatar o espírito dos Bem-aventurados no Amor de Deus.
Tomás de KempisO cristão que medite, atentamente, na Vida, Paixão e Morte do Senhor, encontrará ali, em abundância, tudo aquilo que lhe é necessário, para progredir na sua vida espiritual, sem necessidade de ir a buscar fora de Jesus algo que lhe possa aproveitar mais.
S. Afonso Maria de LigórioUm certo dia um cavaleiro encontrou (a S. Francisco de Assis) gemendo e gritando e tendo-lhe perguntado qual era a razão, respondeu: “Choro as dores, e a ignomínia do meu Senhor, e o que mais me faz chorar é que os homens não se recordam de Quem tanto padeceu por eles… por esta razão exortava, continuamente, os seus irmãos a pensarem sempre na Paixão de Jesus Cristo.
S. João da Cruz
Epistolário, carta 10
Acerca da Paixão do Senhor, procure… não querer fazer a sua vontade e gosto em nada, pois ela foi a causa da Sua Paixão e Morte.
S. Luís Beltran o.p
Obras e Sermões;
Meditações sobre a Paixão de Jesus; Tomo I
Saboreia o livro da Paixão de Cristo e captarás a sua doçura, porém quando o digerires experimentarás a amargura grande que existe nele. Contempla essa Paixão. Avalia o preço da tua redenção.
Beata Ângela de Foligno,
O Livro da vida.
Se a tua mente não se eleva à contemplação desse Homem-Deus crucificado, volta atrás e, começando desde início até ao fim, rumina todos os caminhos da Paixão e da Cruz do Homem-Deus vilipendiado. E se não podes retomar e falar de novo destas coisas com o coração, repete-as frequentemente e amorosamente com os lábios, porque aquilo que se repete com frequência com os lábios, dá calor e fervor ao coração.
S. Máximo de Turim,
Cristo dia sem ocaso;
Sermão 53, 1-2.4
A Paixão do Salvador tira-nos do abismo, eleva-nos acima do que é terreno e coloca-nos no mais alto dos Céus.
S. Boaventura
Legenda maior;
Conversão de S. Francisco, n.1.4.
Um dia em que (S. Francisco de Assis) estava a orar […] apareceu-lhe Cristo Jesus em figura de Crucificado, penetrando-o com eficácia aquelas palavras do Evangelho: “Aquele que quer vir após Mim, negue-se a si mesmo, carregue a sua cruz e siga-Me”…, diante de tal visão…gravou-se-lhe, no mais íntimo do seu coração, a memória da Paixão de Cristo, que quase continuamente via com os olhos da alma as chagas do Senhor crucificado e apenas podia conter externamente as lágrimas e os gemidos.
S. Francisco de Sales,
Introdução à Vida devota.
Aconselho-te a oração mental e cordial e particularmente sobre a Vida e a Paixão de Nosso Salvador. Se frequentemente a contemplas na meditação, encherá a tua alma, aprenderás a Sua modéstia e modelarás as tuas acções pelo modelo das Suas. Ele é a Luz do mundo e n’Ele, por Ele e para Ele devemos ser instruídos e iluminados.
S. João de Ávila,
Audi Filha. II. Et Vide;
Frutos da meditação da Paixão.
Porque não existe nenhum livro tão eficaz para ensinar o homem todo o género de virtude, e quanto deve ser odiado o pecado e amada a virtude, como a Paixão do Filho de Deus; e também porque é extremo ser ingrato pôr em dúvida um tão imenso benefício de amor como foi o padecer por nós.

Publicado em As Horas da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo  –  (http://www.passioiesus.org/pt/magisterio/citas_magisterio.htm#magisterio)

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CENTENÁRIO DAS APARIÇÕES DE NOSSA SENHORA EM FÁTIMA

Fátima, o terço e o inferno

Por Philip Kosloski | 11 de Maio de 2017

As crianças tiveram uma visão horrível, mas também foi-lhes mostrado o caminho para o céu

Quando Nossa Senhora apareceu aos três pastorzinhos em Fátima, em 1917, ela permitiu que eles tivessem uma visão do inferno que assustaria qualquer criança (ou adulto). Eles viram um“vasto mar de fogo” e, dentro dele, muitas almas sendo atormentadas.

Uma imagem terrível, sobre qual Irmã Lúcia falou: “Essa visão só durou um momento, graças à nossa boa Mãe Celestial, que na primeira aparição prometeu levar-nos ao céu. Sem isso, acho que teríamos morrido de terror e medo.”

O Catecismo da Igreja Católica confirma a existência do inferno, mas fala sobre uma punição mais severa do que ser banido da eternidade.

 O ensinamento da Igreja afirma a existência e a eternidade do inferno. As almas dos que morrem em estado de pecado mortal descem imediatamente após a morte aos infernos, onde sofrem as penas do Inferno, “o fogo eterno”. A pena principal do Inferno consiste na separação eterna de Deus, o Único em quem o homem pode ter a vida e a felicidade para as quais foi criado e às quais aspira. (1035)

A explicação que o Catecismo dá é o motivo pelo qual deveríamos ter medo do inferno. Devemos temer a perspectiva de passar a eternidade separada do Deus que nos ama tanto.

Embora seja verdade que as crianças tenham visto o inferno representado como um mar de fogo, Irmã Lúcia observou como aqueles que estavam no inferno sofriam de imenso “desespero”. O inferno é um lugar de desolação absoluta, um lugar solitário – não a “festa de todos os pecadores”, como muitas pessoas imaginam.

Dante escreveu sobre esse aspecto em seu Inferno. Em contraste com um “vasto mar de fogo”, ele descreve-o como um lago de “gelo”.

Ao peito hirsuto havia-se agarrado;
Depois de velo em velo descendia
Entre os ilhais e o lago congelado
. (Canto XXXIV).

Em vez de um lugar de fogo perpétuo, é visto como um lugar de escuridão, frio e desespero. A imagem de Dante do inferno destaca a realidade da separação eterna de Deus, algo terrível e extremamente solitário. Na interpretação dele, o inferno é um lugar onde você clama, mas ninguém ouve seus gritos; um lugar onde você deseja estar ao lado de alguém, mas nunca pode se mover.

A boa notícia é que Nossa Senhora não quis simplesmente mostrar essa visão às crianças para assustá-las. Ela queria que elas soubessem o motivo pelo qual devemos nos esforçar para evitar o inferno e que devemos fazer tudo o que pudermos para corrermos para o céu, trazendo conosco aqueles que conhecemos.

Ela também ofereceu um caminho que levaria as almas ao abraço celestial:

Vocês viram que o inferno é para onde vão as almas dos pobres pecadores. Para salvá-los, Deus deseja estabelecer no mundo a devoção ao meu Coração Imaculado.

 Nossa Senhora ensinou as crianças a se aproximarem de seu Coração Imaculado para impedir que suas almas se afastem de Deus. Ela recomendou praticar as devoções do Primeiro Sábado, oferecendo sacrifícios pessoais e também rezando uma oração adicional durante o terço e o rosário:

 Quando vocês rezarem o terço, digam depois de cada mistério: “Oh, meu Jesus, perdoai-nos e livrai-nos do fogo do inferno. Levai as almas todas para o Céu e socorrei principalmente aquelas que mais precisarem.”

A oração resume a nossa vida cristã, reconhecendo a nossa necessidade do perdão, mas também dirigindo nossos esforços para ajudar aqueles que estão ao nosso lado a alcançarem o céu. Nossa Senhora de Fátima nos lembra que devemos desejar que todas as almas cheguem ao céu, até mesmo aos nossos inimigos. Nunca devemos desejar que alguém passe a eternidade longe de Deus.

No final, quanto mais nos aproximarmos do coração de Maria, mais perto estaremos do coração de Jesus. Como escreveu São Luís de Montfort, a devoção a Maria “é a maneira mais segura, mais fácil, mais curta e mais perfeita de se aproximar de Jesus”.

Fonte: Aleteia.

 

 

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Sagrado Coração de Jesus – Devoção – Santo Afonso Maria de Ligório – Solenidade – 03 de junho de 2016

Fonte: Mulher Católica (www.mulhercatolica.org/)

Sobre a devoção ao Sagrado Coração de Jesus

Por Santo Afonso Maria de Ligório
Ignem veni mittere in terram: et quid volo, nisi ut accendatur? ― «Eu vim trazer fogo à terra, e que quero senão que ele se acenda?» (Lc 12, 49)
Sumário. A devoção entre todas as devoções, a mais perfeita, é o amor a Jesus Cristo, com a recordação frequente do amor que nos dedicou e ainda sempre dedica. Exatamente para se fazer amar é que o Verbo Eterno quis que nestes últimos tempos se instituísse e propagasse a devoção ao seu Coração, com a promessa das graças mais assinaladas aos que a praticassem. Felizes se estivermos do número destes devotos. Podemos estar certos de que o divino Coração nos abençoará em tudo o que empreendermos, e em todas as ocorrências será o nosso seguro abrigo.
 
I. A devoção das devoções é o amor a Jesus Cristo, com a recordação frequente do amor que nos dedicou e ainda dedica o nosso amável Redentor. Com razão se queixa um devoto autor de que muitas pessoas praticam diversas devoções e se descuidam desta, ao passo que o amor de Jesus Cristo deve ser a principal, para não dizer a única, devoção do cristão. ― Este descuido é causa do pouco progresso que as almas fazem nas virtudes, da contínua languidez nos mesmos defeitos e das frequentes recaídas em culpas graves. Pouco se aplicam, e raras vezes são exortadas a adquirirem o amor a Jesus Cristo, sendo todavia o amor o laço que une e liga as almas a Deus.
Foi exatamente para se fazer amar que o Verbo Eterno quis que se instituísse e propagasse na Igreja a devoção a seu Sacratíssimo Coração. Lemos na vida de Santa Margarida Maria Alacoque, que, quando esta devota virgem estava um dia em oração diante do Santíssimo Sacramento, Jesus Cristo lhe mostrou o seu Coração num trono de chamas, cercado de espinhos e encimado por uma cruz. «Eis aqui», disse ele, «o Coração que tanto amou os homens, e nada poupou até se esgotar e consumir para lhes testemunhar o seu amor; e em reconhecimento, não recebe da maior parte senão ingratidões e irreverências neste Sacramento de amor. Mas, o que ainda mais sinto, é serem corações a mim consagrados que assim praticam».
Ordenou-lhe em seguida, que se empregasse em fazer celebrar, na primeira sexta-feira depois da oitava da festa do Corpo de Deus, uma festa particular em honra do seu divino Coração, e isto para três fins: O primeiro, para que os fiéis lhe deem ações de graças pelo grande dom que lhes fez na adorável Eucaristia. O segundo, para que as almas fervorosas reparem, pela sua afetuosa devoção, as irreverências e os desprezos que ele recebeu e recebe neste Sacramento da parte dos pecadores. O terceiro, enfim, para que lhe ofereçam compensação pela honra e culto que os homens deixam de lhe dar em muitas igrejas. Assim, a devoção ao Coração de Jesus não é senão um exercício de amor para com este amável Senhor.
II. Para compreendermos os bens imensos que nos provêm da devoção ao Coração de Jesus, basta que nos lembremos das promessas feitas por Jesus Cristo aos que a praticarem.
«Eu» ― assim disse o Senhor a Santa Margarida ― «darei aos devotos do meu Coração todas as graças necessárias para o cumprimento dos deveres do seu estado; farei reinar a paz nas suas famílias; eu os consolarei nas suas aflições e lhes serei um refúgio na vida e na morte; lançarei abundantes bênçãos sobre todas as suas empresas, e o que no passado não puderam realizar com as suas diligências repetidas e perseverantes, obtê-lo-ão por meio desta devoção salutar»[1].
Se nós também queremos ter parte nestas promessas, avivemos a devoção ao Sagrado Coração, especialmente neste mês que lhe é consagrado. Guardemo-nos, por amor dele, das faltas deliberadas; pratiquemos alguma mortificação interna e externa; visitemos a miúde o Santíssimo Sacramento e preparemo-nos para a festa do Sagrado Coração por meio de uma devota novena. Cada manhã unamos as nossas ações do dia com as do divino Coração de Jesus, e façamos o oferecimento delas, dizendo:
† «Meu Senhor Jesus Cristo, em união com a divina intenção coma qual destes, na terra, louvor a Deus por vosso Sacratíssimo Coração, e lh’o continuais a dar agora sem interrupção até a consumação dos séculos, por todo o universo, no sacramento da Eucaristia, eu também, durante todo este dia, sem excetuar a mínima parte dele, à imitação do santíssimo Coração da Bem-Aventurada Virgem Maria Imaculada, Vos ofereço com alegria todas as minhas intenções e pensamentos, todas as minhas afeições e desejos, todas as minhas obras e palavras. † Amado seja por toda a parte o Sagrado Coração de Jesus. † Louvado, adorado, amado e agradecido seja a todo o instante o Coração Eucarístico de Jesus em todos os tabernáculos do mundo, até à consumação dos séculos. Assim seja»[2]. (*II 409.)
[1] Acrescentaremos aqui mais algumas promessas de Jesus Cristo: «Eu abençoarei as casas onde se achar exposta e venerada a imagem do meu sagrado Coração; os pecadores acharão no meu Coração a fonte e o oceano infinito de misericórdia; as almas tíbias se tornarão fervorosas; os religiosos se elevarão a uma alta perfeição; darei aos sacerdotes o talento de tocar os corações mais empedernidos; as pessoas que propagarem esta devoção terão para sempre o seu nome inscrito no meu Coração».
[2] Cada uma destas orações tem 100 dias de indulgências.
Nota: Quem durante o mês de junho honrar, privada ou publicamente, o Sagrado Coração de Jesus, ganha cada dia uma indulgência de 7 anos, e uma plenária uma vez no dia da própria escolha, debaixo das condições da confissão, comunhão e oração segundo a intenção do Santo Padre.
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LIGÓRIO, Afonso Maria de. Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo Segundo: Desde o Domingo da Páscoa até a Undécima Semana depois de Pentecostes inclusive. Friburgo: Herder & Cia, 1921, p. 338-341.
Publicado em Mulher Católica.

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Fonte: Mulher Católica (www.mulhercatolica.org/)

Festa do Sagrado Coração de Jesus

Sagrado Coração de Jesus,
tenho confiança em Vós.
(300 dias de indulgência)

Que é a festa do Sagrado Coração?

É uma solenidade instituída para honrar a um tempo o Coração de Jesus, que lhe animou a vida e deu o sangue salvador do mundo, e o amor infinito de Cristo para com os homens, amor cujo órgão e foco tem sido o Sagrado Coração.
A pessoa inteira de Nosso Senhor era digna de adoração; sua carne, seu sangue, e sobretudo, seu Coração, hipostaticamente unidos à sua natureza divina, mereciam as adorações: assim crê e ensina a Igreja. Ora, o coração, universalmente considerado entre os homens como órgão mais nobre, deve especialmente participar das nossas homenagens. Mas o coração, considerado como centro e foco de amor divino, merece respeito e amor agradecido: dali a devoção ao Sagrado Coração. Entretanto, a festa destinada a lembrar essas verdades foi instituída somente no século XVIII. Segundo a sua própria palavra, Nosso Senhor quis guardar essa devoção para nossos dias, afim de reanimar o fervor amortecido da sociedade.
Para os fins do século XVII, uma santa religiosa da Visitação, chamada Margarida Maria, foi o instrumento que Deus empregou para dar a conhecer o desejo que nutria Nosso Senhor de ver mais amado e melhor glorificado o seu Sagrado Coração.
Em 1765, o clero da França adotou essa devoção. Clemente XIII aprovou com a festa um Ofício do Sagrado Coração. A festa, segundo o pedido feito à santa Margarida Maria, celebra-se na sexta-feira imediata à oitava do santíssimo Sacramento.
Quais são os sentimentos do verdadeiro cristão ao festejar o Sagrado Coração?
Para o bom cristão, a festa do Sagrado Coração há de ser um dia de desagravo pelos ultrajes que Jesus recebe na Eucaristia.
De acordo com os desejos do próprio Nosso Senhor, a festa do Sagrado Coração deve ser festa de reparação. Queixou-se da ingratidão, do desprezo, da frieza, dos sacrilégios que muitas vezes sofre, na Eucaristia, por parte de pessoas que se julgam piedosas. Pediu comunhões fervorosas e reparadoras, atos de desagravo, e especialmente, uma festa de reparação.
Mais ainda do que a festa do Corpo de Deus, a festa do Sagrado Coração servirá, pois, a manifestar a Jesus Cristo o nosso amor e a nossa gratidão; nossa presença nos ofícios e na procissão que se faz também nesse dia, será um desagravo pelos ultrajes que recebe no sacramento do seu amor, por nossa frieza e irreverência para com a Eucaristia.
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Monsenhor CAULY. Curso de Instrução Religiosa: Tomo I – Catecismo explicado: Dogma, Moral, Sacramentos, Culto. São Paulo: Livraria Francisco Alves, 1924, p.576-578.

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A mensagem da Virgem de Fátima sobre o poder do Santo Rosário

Por Abel Camasca – ACI Digital

REDAÇÃO CENTRAL, 12 Mai. 16 / 06:00 pm (ACI).- A mensagem da Virgem de Fátima sobre o poder do Santo Rosário começa desde o primeiro dia das aparições, 13 de maio de 1917. Naquela ocasião, Lúcia perguntou se ela e Jacinta iriam ao céu e a Virgem confirmou que sim, mas quando perguntou por Francisco, a Mãe de Deus respondeu: “Também irá, mas tem que rezar antes muitos rosários”.

A Virgem de Fátima, naquela ocasião, abriu suas mãos e comunicou aos três uma luz divina muito intensa. Eles caíram de joelhos e adoraram a Santíssima Trindade e o Santíssimo Sacramento. Depois, a Virgem assinalou: “Rezem o Rosário todos os dias para alcançar a paz no mundo e o fim da guerra”.

Na segunda aparição, a Virgem Maria apareceu depois que eles rezaram o Santo Rosário. E na terceira ocasião, Nossa Senhora lhes disse: “Quando rezarem o Rosário, digam depois de cada mistério: ‘Meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno, levai todas as almas ao céu, especialmente as mais necessitadas’”.

Para a quarta aparição, muitos já sabiam das aparições da Virgem aos pastorinhos. Então, Jacinta perguntou à Mãe de Deus o que queria que se fizesse com o dinheiro que as pessoas deixavam na Cova de Iria. A Virgem lhes indicou que o dinheiro era para a Festa de Nossa Senhora do Rosário e que o restante era para uma capela que se devia construir.

Mais adiante, tomando um aspecto muito triste, a Virgem lhes manifestou: “Rezem, rezem muito e façam sacrifícios pelos pecadores, porque muitas almas vão ao inferno por não ter quem se sacrifique e reze por elas”.

Ao chegar o dia da quinta aparição, as crianças conseguiram chegar à Cova de Iria com dificuldade, devido às milhares de pessoas que lhes pediam que apresentassem suas necessidades a Nossa Senhora. Os pastorinhos rezaram o Rosário com as pessoas e a Virgem, ao aparecer-lhes, animou novamente as crianças a continuar rezando o Santo Rosário para alcançar o fim da guerra.

Na última aparição, antes de produzir o famoso milagre do sol, no qual o astro pareceu desprender-se do céu e cair sobre a multidão, a Mãe de Deus pediu que fizessem naquele lugar uma capela em sua honra e apresentou-se como a “Senhora do Rosário”. Posteriormente, tomando um aspecto mais triste, disse: “Que não se ofenda mais a Deus Nosso Senhor, que já é muito ofendido”. Isto aconteceu em 13 de outubro de 1917.

Após 40 anos, Lúcia, que havia se tornado religiosa carmelita, deu uma entrevista ao então Postulador da Causa de Beatificação de Francisco e Jacinta Marto e a alguns membros do alto clero. Ali manifestou que a Santíssima Virgem lhes disse, tanto a seus primos como a ela, que eram dois os últimos remédios que Deus dava ao mundo: o Santo Rosário e o Imaculado Coração de Maria.

“Não há problema por mais difícil que seja: seja temporário e, sobretudo, espiritual; seja referente à vida pessoal de cada um de nós ou à vida de nossas famílias, do mundo ou comunidades religiosas, ou à vida dos povos e nações; não há problema, repito, por mais difícil que seja, que não possamos resolver agora com a oração do Santo Rosário”, enfatizou a religiosa.

Do mesmo modo, destacou que com o Santo Rosário nos salvaremos, nos santificaremos, consolaremos Nosso Senhor e obteremos a salvação de muitas almas. “Por isso, o demônio fará todo o possível para nos distrair desta devoção; nos colocará uma multidão de pretextos: cansaço, ocupações etc., para que não rezemos o Santo Rosário”, advertiu.

Neste sentido, ressaltou que o programa de salvação é brevíssimo e fácil, porque com o Santo Rosário “praticaremos os Santos Mandamentos, aproveitaremos a frequência dos Sacramentos, procuraremos cumprir perfeitamente nossos deveres de estado e fazer o que Deus quer de cada um de nós”.

“O Rosário é a arma de combate das batalhas espirituais dos últimos tempos”, afirmou a vidente da Virgem da Fátima.

Publicado em ACI Digital.

Foto: santuariodefatima.org.br

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Fátima: “As chaves do segredo são o arrependimento e conversão” (ACI Digital)

Imagem de Nossa Senhora de Fátima / Our Lady of Fátima International Pilgrim Statue (CC-BY-SA-2.0)

Imagem de Nossa Senhora de Fátima / Our Lady of Fátima International Pilgrim Statue (CC-BY-SA-2.0)

7 chaves para compreender a mensagem da Virgem de Fátima

No dia 13 de maio se celebra a festa de Nossa Senhora de Fátima, a aparição aprovada pela Santa Sé mais conhecida do século XX, particularmente pelo terceiro segredo que Maria revelou aos três pastorinhos na Cova da Iria-Fátima (Portugal) e transcrito pela Irmã Lúcia em 3 de janeiro de 1944.

A seguir, apresentamos 7 chaves que se deve conhecer sobre esta aparição.

1. A Virgem apareceu 6 vezes em Fátima

Nos tempos da Primeira Guerra Mundial, a pastorinha Lúcia dos Santos disse ter experimentado visitas sobrenaturais da Virgem Maria em 1915, dois anos antes das conhecidas aparições.

Em 1917, ela e seus primos Francisco e Jacinta Marto, estavam trabalhando como pastores nos rebanhos de suas famílias. Em 13 de maio daquele ano, as três crianças presenciaram uma aparição da Virgem Maria que lhes disse, entre outras coisas, que regressaria durante os próximos seis meses todos os dias 13 na mesma hora.

Maria também revelou às crianças, na segunda aparição, que Francisco e Jacinta morreriam cedo e que Lucia sobreviveria para dar testemunho das aparições.

Na terceira aparição da Virgem, no dia 13 de julho, revela a Lúcia o segredo de Fátima. Conforme os relatos, ela ficou pálida e gritou de medo chamando a Virgem pelo seu nome. Houve um trovão e a visão terminou. As crianças viram novamente a Virgem em 13 de setembro.

Na sexta e última aparição, no dia 13 de outubro, ante milhares de peregrinos que chegaram à Fátima (Portugal), aconteceu o chamado “Milagre do sol”, no qual, após a aparição da Virgem Maria aos pastorinhos Jacinta, Francisco e Lúcia, pôde-se ver o sol tremer, em uma espécie de “dança”, conforme relataram os que estavam lá.

2. Francisco e Jacinta morreram jovens, Lúcia se tornou religiosa

Uma pandemia de gripe espanhola atingiu a Europa em 1918 e matou cerca de 20 milhões de pessoas. Entre eles estavam Francisco e Jacinta, que contraíram a doença naquele ano e faleceram em 1919 e 1920, respectivamente. Por sua parte, Lúcia entrou no convento das Irmãs Doroteias.

Em 13 de junho de 1929, na capela do convento em Tuy, na Espanha, Lúcia teve outra experiência mística na qual viu a Santíssima Trindade e a Virgem Maria. Esta última lhe disse: “Chegou o momento em que Deus pede ao Santo Padre, em união com todos os bispos do mundo, fazer a consagração da Rússia ao meu Imaculado Coração, prometendo salvá-la por este meio” (S. Zimdars-Schwartz, Encontro com a Maria, 197).

No dia 13 de outubro de 1930, o Bispo de Leiria (agora Leiria-Fátima) proclamou as aparições de Fátima autênticas.

3. Irmã Lúcia escreveu o segredo de Fátima 18 anos depois das aparições

Entre 1935 e 1941, sob as ordens de seus superiores, Irmã Lúcia escreveu quatro memórias dos acontecimentos de Fátima.

Na terceira memória – publicada em 1941 – escreveu as duas primeiras partes do segredo e explicou que havia uma terceira parte que o céu ainda não lhe permitia revelar.

Na quarta memória acrescentou uma frase ao final da segunda parte do segredo: “Em Portugal, se conservará sempre o dogma da fé, etc.”.

Esta frase foi a base de muita especulação, disseram que a terceira parte do segredo se referia a uma grande apostasia.

Depois da publicação da terceira e quarta memória, o mundo colocou a atenção no segredo de Fátima e nas três partes da mensagem, inclusive no pedido da Virgem para que a Rússia fosse consagrada ao seu Imaculado Coração através do Papa e dos bispos do mundo.

No dia 31 de outubro de 1942, Pio XII consagrou não só a Rússia, mas também todo o mundo ao Imaculado Coração de Maria. O que faltou, entretanto, foi a participação dos bispos do mundo.

Em 1943, o Bispo de Leiria ordenou que Irmã Lúcia escrevesse o terceiro segredo de Fátima, mas ela não se sentia em liberdade de fazê-lo até 1944. Foi colocado em um envelope fechado no qual a Irmã Lúcia escreveu que não deveria ser aberto até 1960.

4. A terceira parte do segredo de Fátima foi lida por vários Papas

O segredo se manteve com o Bispo de Leiria até 1957, quando foi solicitado (junto com cópias de outros escritos da Irmã Lúcia) pela Congregação para a Doutrina da Fé. Segundo o Cardeal Tarcísio Bertone, o segredo foi lido por João XXIII e Paulo VI.

“João Paulo II, por sua parte, pediu o envelope que contém a terceira parte do ‘segredo’ após a tentativa de assassinato que sofreu no dia 13 de maio 1981”.

Depois de ler o segredo, o Santo Padre percebeu a ligação entre a tentativa de assassinato e Fátima: “Foi a mão de uma mãe que guiou a trajetória da bala”, detalhou. Foi este Papa quem decidiu publicar o terceiro segredo no ano 2000.

5. As chaves do segredo: arrependimento e conversão

O então Cardeal Joseph Ratzinger (Papa Emérito Bento XVI), Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, assinalou que a chave da aparição de Fátima é seu chamado ao arrependimento e à conversão. (Comentário Teológico)

As três partes do segredo servem para motivar o indivíduo ao arrependimento e o fazem de uma maneira contundente.

6. A primeira parte do segredo é uma visão do inferno

A primeira parte do segredo – a visão do inferno – é para muitos a mais importante, porque revela aos indivíduos as trágicas consequências da falta de arrependimento e o que lhes espera no mundo invisível se não se converterem.

7. A segunda parte do segredo é sobre a devoção ao Imaculado Coração

Na segunda parte do segredo Maria diz:

“Você viu o inferno onde para vão as almas dos pobres pecadores. Para salvá-las, Deus quer estabelecer no mundo a devoção ao meu Imaculado Coração”.

Depois de explicar a visão do inferno, Maria falou de uma guerra que “iniciará durante o pontificado de Pio XI”.

Esta última foi a Segunda Guerra Mundial, ocasionada, segundo as considerações da Irmã Lúcia, pela incorporação da Áustria à Alemanha durante o pontificado de Pio XI (J. do Marchi, Temoignages sur les apparitions de Fatima, 346).

Publicado em ACI Digital.

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Oração Reparadora ensinada em Fátima.

20110723090749

(Revelada pelo Anjo em 1917)

1 – Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-Vos. Peço-Vos perdão para os que não crêem, não adoram, não esperam e não Vos amam.

2 – Santíssima Trindade, Pai, Filho, Espírito Santo, adoro-Vos profundamente e ofereço-Vos o Preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo, presente em todos os sacrários da Terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido. E pelos méritos infinitos do Seu Santíssimo Coração e do Coração Imaculado de Maria, peço-Vos a conversão dos pobres pecadores. Amém.

Publicado em Santuário de Fátima (santuariodefatima.org.br) – São Benedito – Ceará Brasil.

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