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Posts Tagged ‘Reflexão para o Tempo do Advento – Papa Bento XVI (Flos Carmeli – 03.12.2010)’

Dominio Público

Todos sabemos que Santa Teresa D’Ávila foi a primeira mulher a ser proclamada Doutora da Igreja, título reservado a grandes mestres da fé para todos os tempos. Mas além de sua capacidade intelectual devemos admirá-la por sua sensibilidade de coração com que vivia e por sua incrível capacidade para amar a Deus no cotidiano. Por isso estes imperdiveis conselhos de Santa Teresa D’Ávila devem ser praticados por todos nós:

1. Orar

“Grande bem faz Deus a uma alma que se dispõe a ter oração… e se nela persevera, mesmo que por pecados e tentações caias de mil maneiras que ponha o demônio, no fim, tenho certeza que o Senhor o levará ao porto da salvação, como fez comigo…”

“… Do que tenho experiência posso dizer, que o Mal se levantará contra quem começou a orar, mas não pare de orar, pois a oração é o meio por onde pode tornar-se a remediar, e sem ela será mais difícil”.

“… não é outra coisa a oração mental, ao meu ver, se não um trato de amizade, estando muitas vezes tratando a sós com quem sabemos que nos ama”. (Livro da vida, cap. 8, 4-5).

2. Amar e temer

“Toma este aviso, que não é meu, e sim do vosso Mestre: procurai caminhar com amor e temor. E eu os asseguro: o amor os fará apressar os passos; o temor os fará ir olhando para onde põe os pés para não cair…”

Quem deveras ama a Deus, todo o bem ama, todo o bem quer, todo o bem favorece, todo o bem louva, com os bons se junta, sempre os defende, todas as virtudes abraça; não ama o que não é a verdade e o que não seja digno de amar…” (Caminho de Perfeição, cap. 69, 1-3).

3. Não falar mal

“Não falar mal de ninguém, por menor que seja… não querer e nem dizer de outra pessoa o que não quero que digam sobre mim”. (Livro da Vida, cap.6, 3)

4.  Andar na Verdade

“Andemos na verdade diante de Deus e das pessoas, de quantas maneiras pudermos; em especial, não querendo aparentar ser melhor do que somos, e procurando tirar em tudo a verdade e assim ter um pouco deste mundo, que é todo de mentira e falsidade, e como tal não é durável.

Uma vez estava considerando porque razão nosso Senhor é tão amigo da humildade… Porque Deus é suma Verdade, e a humildade é andar na verdade”.

Isto é só uma provinha microscópica do que foi escrito por esta grande santa, que entre as obras estão: “O Livro da Vida”, autobiográfico; o “Caminho de Perfeição”;”Castelo Interior ou Moradas”, com valiosos conselhos espirituais; entre muitos outros. Não perca! Busque na internet: “Obras completas de Santa Teresa D’Ávila. Estão disponíveis de maneira gratuita.

Publicado em ChurchPop.

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“Advento significa portanto fazer memória da primeira vinda do Senhor na carne, significa reconhecer que Cristo presente entre nós se faz nosso companheiro de viagem na vida da Igreja que celebra o seu mistério.” – Homilia de Bento XVI sobre o Advento (Flos Carmeli – 03.12.2010)

Fonte: Flos Carmeli

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Reflexão para o Tempo do Advento

Homilia de Bento XVI
“Com este primeiro domingo de Advento, entramos naquele tempo de quatro semanas com o qual inicia um novo ano litúrgico e que imediatamente nos prepara para a festa do Natal, memória da encarnação de Cristo na história. Mas a mensagem espiritual do Advento é mais profunda e projecta-nos já para a vinda gloriosa do Senhor, no final da história. Adventus é a palavra latina que se poderia traduzir por “chegada”, “vinda”, “presença”. Na linguagem do mundo antigo era uma palavra técnica que indicava a chegada de um funcionário, em particular a visita de reis ou de imperadores às províncias, mas também podia ser utilizada para o aparecimento de uma divindade, que saía da sua habitação escondida e assim manifestava o seu poder divino: a sua presença era celebrada solenemente no culto.
Adoptando a palavra Advento, os cristãos pretendiam expressar a relação especial que os unia a Cristo crucificado e ressuscitado. Ele é Rei que, tendo entrado nesta província chamada terra, nos fez o dom da sua visita e, depois, da sua ressurreição e ascensão connosco: sentimos esta sua misteriosa presença na assembleia litúrgica. Celebrando a Eucaristia, proclamamos de facto que Ele não se retirou do mundo e não nos deixou sozinhos e, mesmo se não o podemos ver nem tocar como acontece com as realidades materiais e sensíveis, contudo Ele está connosco e entre nós; aliás, está em nós, porque pode atrair a si e comunicar a própria vida a cada crente que lhe abre o coração.
Advento significa portanto fazer memória da primeira vinda do Senhor na carne, significa reconhecer que Cristo presente entre nós se faz nosso companheiro de viagem na vida da Igreja que celebra o seu mistério. Esta consciência, queridos irmãos e irmãs, alimentada pela escuta da Palavra de Deus, deveria ajudar-nos a ver o mundo com olhos diferentes, a interpretar cada um dos acontecimentos da vida e da história como palavras que Deus nos dirige, como sinais do seu amor que nos garantem a sua proximidade em cada situação; nesta consciência, sobretudo, deveria preparar-nos para O acolher quando “vier de novo na glória para julgar os vivos e os mortos, e o seu reino não terá fim”, como repetiremos daqui a pouco no Credo. Nesta perspectiva o Advento torna-se para todos os cristãos um tempo de expectativa e de esperança, um tempo privilegiado de escuta e de reflexão, sob a condição de que nos deixemos guiar pela liturgia que convida a ir ao encontro do Senhor que vem.
“Vinde, Senhor Jesus”: esta fervorosa invocação da comunidade cristã do início deve tornar-se, queridos amigos, também a nossa aspiração constante, a aspiração da Igreja de todas as épocas, que anseia e se prepara para o encontro com o seu Senhor; iluminai-nos, dai-nos a paz, ajudai-nos a vencer a violência. Vinde, Senhor, rezamos precisamente nestas semanas
(…)
Preparar-nos para o advento de Cristo é também uma exortação que tiramos do Evangelho de hoje: “Vigiai”, diz-nos Jesus na breve parábola do dono de casa que parte mas não se sabe quando regressará (cf. Mc 13, 33-37). Vigiar significa seguir o Senhor, escolher o que Cristo escolheu, amar o que Ele amou, conformar a própria vida com a sua; vigiar exige que se transcorra cada momento do nosso tempo no horizonte do seu amor, sem nos deixarmos abater pelas inevitáveis dificuldades e problemas quotidianos. Assim fez São Lourenço, assim devemos fazer nós e peçamos ao Senhor que nos conceda a sua graça para que o Advento seja estímulo para que todos caminhem nesta direcção.”
I Domingo de Advento, 30 de Novembro de 2008 – Trecho da Homilia de Bento XVI proferida na Basílica de São Lourenço Fora dos Muros.

Postado por Flos Carmeli.

Publicado por Flos Carmeli.

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