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Sagrado Coração de Jesus – Solenidade Litúrgica

Solenidade litúrgica do Sagrado Coração de Jesus

O mês de junho é dedicado ao Sagrado Coração de Jesus, cuja solenidade litúrgica celebramos dia 23 deste mês.

– Por que a Igreja Católica instituiu esta festa?

– Porque o Sagrado Coração de Jesus pediu essa celebração. Foi assim: Jesus apareceu a Santa Margarida Maria com o divino Coração em chamas. Reafirmou seu amor por nós, mas, queixou-se das ofensas que recebe na Eucaristia.

“Por isso te peço – disse Jesus a Santa Margarida – que a primeira Sexta-Feira depois da Oitava do Santíssimo Sacramento seja dedicada a uma festa especial para honrar o meu Coração, oferecendo-Lhe pública reparação, comungando nesse dia para reparar as indignidades que Ele recebeu durante o tempo em que esteve exposto sobre os altares; e prometo-te que o meu Coração se dilatará para espalhar com abundância o seu divino amor sobre aqueles que Lhe prestarem esta homenagem”.

Vamos, pois, celebrar com especial amor esse dia com Hora Santa ainda, com a comunhão reparadora com a renovação de sua consagração ao Sagrado Coração de Jesus.

A Igreja declarou que a festa do Sagrado Coração de Jesus, seja também, o dia de orações pela santificação dos sacerdotes. Vamos inclui-los em nossa oração.

A Igreja concede uma indulgência plenária sob as seguintes condições:
1.Confissão sacramental;
2.Comunhão sacramental;
3.Rezar o Pai Nosso e a Ave Maria diante do Santíssimo nas intenções do Papa.
4.Fazer ou renovar, mesmo em particular, a promessa de guardar fielmente os Estatutos do Apostolado da Oração (AO).

Em Cristo.

Pe.Otmar Jacob Schwengber. SJ
Diretor Espiritual do AO na Arquidiocese de Florianópolis

Publicado em Apostolado da Oração – Arquidiocese de Florianópolis.

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A Solenidade de “Corpus Christi”

Por Padre Wagner Augusto Portugal

Nesta quinta-feira, celebra-se a Solenidade de “Corpus Christi”. De tradição antiquissíma, esta festa, que é comemorada de modo solene e público, manifesta a centralidade da Santa Eucaristia, sacramento do Corpo e Sangue de Cristo: o mistério instituído na última Ceia e comemorado todos os anos na Quinta-Feira Santa, após a solenidade da Santíssima Trindade.

Neste dia, manifesta-se a todos, circundado pelo fervor de fé e de devoção da comunidade de todos os batizados, o Mistério de Amor que nos foi legado por Cristo, para memorial eterno de sua Paixão. A Eucaristia, realmente, é o maior tesouro da Igreja, a preciosa herança que o Senhor Jesus lhe deixou. E, assim, a Igreja conserva a Eucaristia com o máximo empenho e cuidado, celebrando-a diariamente na Santa Missa, bem como adorando-a nas igrejas e nas capelas, levando-a como viático aos doentes que partem para a vida eterna.

A Eucaristia transcende a Igreja: Ela é o Senhor que se doa “pela vida do mundo” (Jo 6,51). Ontem, hoje e sempre, em todos os tempos e lugares, Jesus quer encontrar o homem e levar-lhe a vida de Deus. Por isso, a transformação do pão e do vinho no Corpo e Sangue de Cristo constituiu o princípio da divinização da mesma criação. Nasce, deste modo, o gesto sugestivo e oportuno de levar Jesus em procissão pelas ruas e estradas de nossas cidades e comunidades. Levando a Santíssima Eucaristia pelas vias públicas, queremos imergir o Pão que desceu do céu na vida quotidiana da nossa vida; queremos que Jesus caminhe onde nós caminhamos, que viva onde nós vivemos.

O nosso mundo, as nossas existências devem tornar-se templo da Eucaristia. Somos conclamados a viver em santidade. Na intimidade com Nosso Senhor Jesus Cristo, presente em corpo, sangue, alma e divindade nas sagradas espécies de pão e vinho, seremos testemunhas vivas de seu amor, de sua misericórdia, a partir do momento em que vivermos por ele e com ele, sendo luz do mundo e sal da terra. Com grande entusiasmo, este momento sagrado, em que Cristo Eucarístico passa pelas ruas de nossa cidade a nos abençoar, somos soldados perfilados fazendo sua guarda de honra, somos crentes convictos da fé que professamos, fazendo-o publicamente, somos filhos amados por Deus que desejamos, mais e mais, viver mais unidos a Ele, tanto na participação da Eucaristia, quanto na vida exemplar de lídimos cristãos.

Neste dia santo, a Eucaristia é tudo para ela, é a sua própria vida, a fonte do amor que vence a morte. Da comunhão com Cristo Eucaristia brota a caridade que transforma a nossa existência e ampara-nos no caminho rumo à Pátria Celeste.

Neste préstito solene que se forma nesta solenidade tão cara à vida espiritual da Igreja, Cristo ressuscitado percorre os caminhos da humanidade e continua a oferecer a sua “carne” aos homens, como autêntico “pão da vida” (Jo 6,48,51). Hoje “esta linguagem é dura” (Jo 6, 50) para a inteligência humana, que permanecem como que esmagadas pelo mistério. Para explorar as fascinantes profundidades desta presença de Cristo sob os “sinais” do pão e do vinho, é necessária a fé, ou melhor, é necessária a fé vivificada pelo amor. Só aquele que acredita e ama pode compreender alguma coisa deste inefável mistério, graças ao qual Deus se faz próximo da nossa pequenez, procura a nossa enfermidade, revela-se por aquilo que é infinito, o amor que salva.

Precisamente por isso, a Eucaristia é o centro palpitante da comunidade. Desde o início, na primitiva comunidade de Jerusalém, os cristãos reuniam-se no Dia do Senhor (Dies Domini) para renovar na Santa Missa o memorial da morte e ressurreição de Cristo. O domingo é o dia do repouso e do louvor, mas sem Eucaristia perde-se o seu verdadeiro significado.

Celebrando Corpus Christi, queremos renovar nosso autêntico compromisso de batizados, um compromisso pastoral prioritário da revalorização do domingo e, com ela, da celebração eucarística: “um compromisso irrenunciável, abraçado não só para obedecer a um preceito, mas como necessidade para uma vida cristã verdadeiramente consciente e coerente” (João Paulo II, “Novo Millennio Ineunte”, 36).

Adorando a Eucaristia, não podemos deixar de pensar com reconhecimento na Virgem Maria. Sugere-o o célebre hino eucarístico que cantamos muitas vezes: “Ave, verum Corpus, natum de Maria Virgine” (“Ave, ó verdadeiro Corpo, nascido da Virgem Maria). Peçamos hoje à Mãe do Senhor que todos os homens possam saborear a doçura da comunhão com Jesus e tornar-se, graças ao pão de vida eterna, participantes do seu mistério de salvação e de santidade.

Por isso cantemos: “Glória a Jesus…”

Seqüência – “Lauda Sion”

Terra, exulta de alegria,

louva teu pastor e guia

com teus hinos, tua voz!

Tanto possas, tanto ouses,

em louvá-lo não repouses:

sempre excede do teu louvor!

Hoje a Igreja te convida:

ao pão vivo que dá vida

vem com ela celebrar!

Este pão, que o mundo o creia!,

por Jesus, na santa ceia,

foi entregue aos que escolheu.

Nosso júbilo cantemos,

nosso amor manifestemos,

pois transborda o coração!

Quão solene a festa, o dia,

que da Santa Eucaristia

nos recorda a instituição!

Novo Rei e nova mesa,

nova Páscoa e realeza,

foi-se a Páscoa dos judeus.

Era sombra o antigo povo,

o que é velho cede ao novo;

foge a noite, chega a luz.

O que o Cristo fez na ceia,

manda à Igreja que o rodeia,

repeti-lo até voltar.

Seu preceito conhecemos:

pão e vinho consagremos

para nossa salvação.

Faz-se carne o pão de trigo,

faz-se sangue o vinho amigo:

deve-o crer todo cristão.

Se não vês nem compreendes,

gosto e vista tu transcendes,

elevado pela fé.

Pão e vinho, eis o que vemos;

mas ao Cristo é que nós temos

em tão ínfimos sinais…

Alimento verdadeiro,

permanece o Cristo inteiro

quer no vinho, quer no pão.

É por todos recebido,

não em parte ou dividido,

pois inteiro é que se dá!

Um ou mil comungam dele,

tanto este quanto aquele:

multiplica-se o Senhor.

Dá-se ao bom como ao perverso,

mas o efeito é bem diverso:

vida e morte traz em si…

Pensa bem: igual comida,

se ao que é bom enche de vida,

traz a morte para o mau.

Eis a hóstia dividida.

Quem hesita, quem duvida?

Como é toda o autor da vida,

a partícula também.

Jesus não é atingido:

o sinal é que é partido,

mas não é diminuído,

nem se muda o que contém.

Eis o pão que os anjos comem

transformado em pão do homem;

só os filhos o consomem:

não será lançado aos cães!

Em sinais prefigurado,

por Abraão foi imolado,

no cordeiro aos pais foi dado,

no deserto foi maná…

Bom pastor, pão de verdade,

piedade, ó Jesus, piedade,

conservai-nos na unidade,

extingui nossa orfandade,

transportai-nos para o Pai!

Aos mortais dando comida,

dais também o pão da vida;

que a família assim nutrida

seja um dia reunida

aos convivas lá no céu!

 

Fonte: Catequese Católica.

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Graças e louvores se deem a todo momento, ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento! (Bíblia Católica News)

Graças e louvores se deem a todo momento, ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento!

Eucaristia, mistério de uma presença!

O Catecismo da Igreja Católica afirma: “Cristo Jesus, Aquele que morreu, ou melhor, ressuscitou, Aquele que está à direita de Deus e que intercede por nós (Rm 8,34), está presente de múltiplas maneiras em Sua Igreja: em Sua Palavra, na oração de Sua Igreja, lá ‘onde dois ou três estão reunidos em Meu nome’ (Mt 18,20), nos pobres, nos doentes, nos presos, em Seus sacramentos, dos quais Ele é o autor, no sacrifício da missa e na pessoa do ministro. Mas sobretudo está presente sob as espécies eucarísticas (n. 1373).

É verdade que o Senhor Jesus, na força do Seu Espírito, está presente de modos variadíssimos na Sua Igreja, mas, sobretudo, de um modo eminente, Ele Se faz presente no pão e no vinho consagrados na Eucaristia. Ali, já não está presente simplesmente a graça do Cristo, mas, pessoalmente, o próprio Autor da graça!

Ele, que na Última Ceia Se entregou no pão e no vinho, dizendo “isto é o Meu Corpo, isto é o Meu Sangue”, é Aquele mesmo que havia antes prevenido de modo solene: “Em verdade, em verdade, vos digo: ‘Aquele que crê tem a vida eterna. Eu sou o pão da vida! A Minha carne é verdadeiramente uma comida e o Meu sangue é verdadeiramente uma bebida” (Jo 6,47s.55). Sendo assim, se em todos os sacramentos, Jesus Cristo atua através de sinais sensíveis que, sem mudarem de natureza, adquirem uma capacidade transitória de santificação, na Eucaristia, Ele está presente com o Seu corpo e sangue, alma e divindade, dando ao homem toda a Sua Pessoa e a Sua vida, tudo quanto viveu entre nós amorosamente, até o extremo da entrega na cruz. Tudo isso está presente no pão e no vinho consagrados.

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Na Eucaristia, realmente presente para estar em real comunhão conosco

A Igreja sempre acreditou nesta maravilhosa realidade e insondável mistério da presença real do Senhor Jesus. Com a transformação ocorrida na consagração das espécies eucarísticas, o Senhor torna-Se presente no Seu Corpo e Sangue.

Os Santos Padres, doutores da Igreja Antiga, para exprimir a mudança do pão e do vinho no Corpo e Sangue do Senhor, falavam de “metabolismo” do pão e do vinho em corpo e sangue. São Tomás de Aquino recordava que a Eucaristia é o sacramento da presença de Cristo. Isso a distingue dos outros sacramentos. O Santo Doutor dizia que ela “re-presenta” Cristo. “Re-presenta”, no sentido de tornar Cristo realmente presente, já que a Eucaristia não é uma devota recordação, mas a presença efetiva, real, verdadeira e eficaz, pascal, do Senhor morto e ressuscitado, que quer atingir todos os homens e com eles entrar em real e pessoal comunhão. E Ele explicava ainda que o significado do Sacramento é tríplice: “O primeiro diz respeito ao passado, enquanto comemora a paixão do Senhor, que foi um verdadeiro sacrifício… Por isso, é chamado sacrifício. O segundo diz respeito ao efeito presente, ou seja, à unidade da Igreja, em que os homens são reunidos por meio deste Sacramento. O terceiro significado diz respeito ao futuro: pois este Sacramento é prefigurativo da bem-aventurança divina, que se realizará na pátria”.

Também São Boaventura contribuiu para a teologia da Eucaristia, insistindo no espírito de piedade necessário para comungar Cristo. Recorda-nos ele que, na Eucaristia, além das palavras da Última Ceia, realiza-se a promessa do Senhor: “Eu estou convosco todos os dias até ao fim do mundo” (Mt 28,20). Portanto, no Sacramento, Ele está real e verdadeiramente presente na Igreja.

A presença real na Eucaristia: mysterium fidei!

Foi o Concílio de Trento que, como Magistério da Igreja, melhor exprimiu o mistério da presença real do Senhor nas espécies eucarísticas. O Tridentino insistiu na presença verdadeira, real e substancial do Senhor Jesus, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, sob as espécies do pão e do vinho.

Afirmou, do mesmo modo, que o Corpo do Senhor está presente não só no pão, mas também no vinho, e que o Seu Sangue está presente não só no vinho, mas também no pão. Em outras palavras: Jesus não está parte no vinho e parte no pão, mas Se encontra real e perfeitamente todo no vinho e todo no pão.

Explicou também que, em ambas as espécies, o Senhor Jesus Cristo está presente com a Sua alma humana e com a Sua divindade.
Portanto, Cristo, Verbo do Pai, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, está presente todo inteiro sob as duas espécies e em cada parte delas.

O mesmo Concílio definiu ainda a “transubstanciação”, isto é a mudança real da substância do pão no Corpo de Cristo e da substância do vinho no Seu divino Sangue.

Na sua Encíclica Ecclesia de Eucharistia, o Beato João Paulo II recorda: “A reprodução sacramental na Santa Missa do sacrifício de Cristo coroado pela Sua ressurreição implica uma presença muito especial, chama-se ‘real’, não a título exclusivo como se as outras presenças não fossem ‘reais’, mas por excelência, porque é substancial, e porque por ela se torna presente Cristo completo, Deus e homem. Reafirma-se assim a doutrina sempre válida do Concílio de Trento: ‘Pela consagração do pão e do vinho opera-se a conversão de toda a substância do pão na substância do corpo de Cristo nosso Senhor, e de toda a substância do vinho na substância do Seu sangue; a esta mudança, a Igreja católica chama, de modo conveniente e apropriado, transubstanciação’. Verdadeiramente a Eucaristia é mistério de fé, mistério que supera os nossos pensamentos e só pode ser aceita pela fé, como lembram frequentemente as catequeses patrísticas sobre este sacramento divino. ‘Não hás de ver – exorta São Cirilo de Jerusalém – o pão e o vinho [consagrados] simplesmente como elementos naturais, porque o Senhor disse expressamente que são o Seu corpo e o Seu sangue: a fé o assegura a ti, ainda que os sentidos possam sugerir-te outra coisa” (n. 15).

Assim, segundo a fé católica, recebida dos apóstolos e conservada fielmente na Igreja de Cristo, a presença eucarística do Senhor Jesus morto e ressuscitado começa no momento da consagração e dura também enquanto subsistirem as espécies eucarísticas. Em outras palavras, enquanto houver o pão e o vinho consagrados, há realmente Corpo e Sangue do Senhor.

João Paulo II, citando Paulo VI, afirmou claramente na sua Encíclica eucarística: “Permanece o limite apontado por Paulo VI: ‘Toda a explicação teológica que queira penetrar de algum modo neste mistério, para estar de acordo com a fé católica deve assegurar que na sua realidade objetiva, independentemente do nosso entendimento, o pão e o vinho deixaram de existir depois da consagração, de modo que a partir desse momento são o Corpo e o Sangue adoráveis do Senhor Jesus que estão realmente presentes diante de nós sob as espécies sacramentais do pão e do vinho’” (Ecclesia de Eucharistia, 15).

Veja tambem  «Sacramento do amor»: Exortação apostólica do Sínodo sobre a Eucaristia

Portanto, não basta afirmar que Cristo está no pão ou está no vinho; é necessário afirmar que Cristo é o pão e Cristo é o vinho e naquelas espécies consagradas já não há realmente pão e vinho; nada há que não seja o Cristo Senhor, morto e ressuscitado. Imenso mistério! Mistério de amor! Mysterium fidei – mistério da fé!

Razões para estar tão presente de modo tão real

Pode-se perguntar o motivo de o Senhor dar-Se assim, tão realisticamente, no pão e no vinho. Apontemos algumas razões:

(1) A nossa união real e íntima com Ele que, na comunhão, não somente está conosco, mas também em nós, fazendo com que nós estejamos Nele. Nunca esqueçamos que isto é possível porque o Senhor que Se nos dá na Eucaristia é pleno de Espírito Santo, de modo que, em cada comunhão, recebemos o Seu Espírito Santo, que nos faz permanecer em Cristo e Cristo em nós.

(2) A edificação da Igreja, já que comungando todos do mesmo Corpo e Sangue do Senhor, tornamo-nos Nele cada vez mais um só corpo, que é a Igreja, segundo a palavra do Apóstolo: “O cálice de bênção que abençoamos não é comunhão com o sangue de Cristo? O pão que partimos não é comunhão com o corpo de Cristo? Já que há um único pão, nós, embora muitos, somos um só corpo, visto que participamos deste único pão” (1Cor 10,16). Esta unidade não é simplesmente simbólica ou sentimental, mas real, pois é unidade no Corpo do Senhor, pleno do Espírito Santo.

(3) A nossa divinização, pois, recebendo o Corpo e Sangue do Senhor, recebemos a própria vida divina, alimentando-nos com o próprio Cristo ressuscitado pleno do Espírito Santo que dá vida: “Quem come a Minha carne e bebe o Meu sangue permanece em Mim e Eu nele. Assim como o Pai, que vive, Me enviou e Eu vivo pelo Pai, também aquele que come de Mim viverá por Mim” (Jo 6,56s).

(4) Finalmente, comungando do corpo e sangue Daquele que morreu e ressuscitou, recebemos como alimento a própria vida eterna, vida de ressurreição: “Quem come a Minha carne e bebe o Meu sangue tem a vida eterna, e Eu o ressuscitarei no último dia. Quem come deste pão viverá eternamente” (Jo 6,54.58c).

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Graças e louvores ao Santíssimo Sacramento!

Diante da Eucaristia, inestimável dom, nossa resposta é não somente a fé agradecida, mas também a viva sede da comunhão frequente e da adoração piedosa. São João Crisóstomo afirmava: “Quando estás para abeirar-te da sagrada mesa, acredita que nela está presente o Senhor de todos”. Por isso, a adoração é inseparável da comunhão.

Neste sentido, a Igreja desde tempos remotos, recomenda aos seus filhos que se detenham frequentemente em adoração ao Senhor sacramentado. O Beato João Paulo quis renovar essa recomendação: O culto prestado à Eucaristia fora da missa é de um valor inestimável na vida da Igreja, e está ligado intimamente com a celebração do Sacrifício eucarístico. A presença de Cristo nas hóstias consagradas que se conservam após a Missa – presença essa que perdura enquanto subsistirem as espécies do pão do vinho – resulta da celebração da Eucaristia e destina-se à comunhão, sacramental e espiritual. Compete aos Pastores, inclusive pelo testemunho pessoal, estimular o culto eucarístico, de modo particular as exposições do Santíssimo Sacramento e também as visitas de adoração a Cristo presente sob as espécies eucarísticas. É bom demorar-se com Ele e, inclinado sobre o Seu peito como o discípulo predileto (cf. Jo 13,25), deixar-se tocar pelo amor infinito do Seu coração. Se atualmente o cristianismo se deve caracterizar sobretudo pela arte da oração, como não sentir de novo a necessidade de permanecer longamente, em diálogo espiritual, adoração silenciosa, atitude de amor, diante de Cristo presente no Santíssimo Sacramento? Quantas vezes, meus queridos irmãos e irmãs, fiz esta experiência, recebendo dela força, consolação, apoio! Desta prática, muitas vezes louvada e recomendada pelo Magistério, deram-nos o exemplo numerosos Santos. De modo particular, distinguiu-se nisto Santo Afonso Maria de Ligório, que escrevia: ‘A devoção de adorar Jesus sacramentado é, depois dos sacramentos, a primeira de todas as devoções, a mais agradável a Deus e a mais útil para nós’. A Eucaristia é um tesouro inestimável: não só a sua celebração, mas também o permanecer diante dela fora da missa permite-nos beber na própria fonte da graça. Uma comunidade cristã que queira contemplar melhor o rosto de Cristo… não pode deixar de desenvolver também este aspecto do culto eucarístico, no qual perduram e se multiplicam os frutos da comunhão do corpo e sangue do Senhor” (Ecclesia de Eucharistia, 15).

Portanto, não tenhamos dúvidas: se as espécies eucarísticas destinam-se primeiramente a serem consumidas em comunhão fraterna durante a celebração da Santa Missa, também podem e devem ser adoradas não somente no momento mesmo da consagração – quando devemos todos nos ajoelhar de modo reverente a adorante -, mas também fora da missa, em adoração pessoal ou comunitária. Estas são as constantes consciência e doutrina da Igreja, da qual nenhum católico deve duvidar. Ninguém tem o direito de ensinar diversamente! Que fique claro de modo cristalino: as espécies eucarísticas, primariamente dadas à Igreja para a comunhão, devem ser adoradas por todos, seja durante a consagração, seja com um piedoso e reverente gesto antes da comunhão (um inclinação, uma genuflexão ou até mesmo ajoelhar-se), seja na adoração pessoal ou comunitária no culto eucarístico fora da celebração da santa Missa. Que ninguém se deixe iludir por falsos mestres, mestres de si próprios e doutores em próprio nome, que deturpam a fé, usurpam o mandato de ensinar aos fieis, que compete à Igreja, e confundem o rebanho com doutrinas exóticas e de própria autoria, que só levam à confusão dos fieis e ao esfriamento geral da fé! A Eucaristia é um mistério grande demais, sublime demais para ser manipulado por quem quer que seja!

Graças e louvores se deem a todo momento, ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento!

Dom Henrique Soares – Bispo Auxiliar de Aracju/SE

Fonte: Bíblia Católica News.

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Sagrado Coração de Jesus: fonte de toda consolação

Sagrado Coração de Jesus: fonte de toda consolação

Leia atentamente este artigo e deixe-se envolver por esta meditação:

Fonte de toda a Consolação

Neste mês de junho, dedicado ao divino Coração, convido-o, caro leitor, a tomar algumas dessas invocações, procurando penetrar a mensagem de amor contida nelas.

“Eis o Coração que tanto amou os homens”

Numa de suas aparições a Santa Margarida Maria, Nosso Senhor mostrava- se transbordante de luz e com uma expressão repleta de bondade e misericórdia. Apontando seu próprio Coração, Ele transmitiu-lhe esta queixa afetuosa: “Eis o Coração que tanto amou os homens, que nada poupou até Se esgotar e consumir para lhes testemunhar seu amor, e que, como retribuição, da maior parte só recebe ingratidões”.

Como essa revelação deveria deixar- nos consternados! É verdade que Ele nos ama acima de toda medida e que é impossível a cada um de nós, simples criatura, retribuir com igual intensidade. Entretanto, a questão é saber se nós O amamos tanto quanto nos permite nossa capacidade de amar. Certamente, se nos entregássemos por inteiro a seu amor, ajudados por sua graça, nosso coração palpitaria em uníssono com o d’Ele, nós nos enterneceríamos com Ele, sentiríamos como Ele e – por que não? – sofreríamos por Ele.

Esse deve ser o anelo da alma católica.

Façamos, pois, da leitura destas palavras algo mais que um puro exercício intelectual. Transformemo-la em um ato de amor.

Leia também: Meditando sobre o Sagrado Coração de Jesus

As revelações do Coração de Jesus encorajam o pecador à confiança

Qual a origem da devoção ao Sagrado Coração de Jesus?

A grande promessa do Coração de Jesus

“Coração de Jesus, fornalha ardente de Caridade”

Esta belíssima jaculatória não se contenta de comparar esse amor – caritas, caridade – tão intenso com uma fornalha, mas acentua ser uma fornalha ardente. Esplêndida imagem de sua divina Paixão, não só pela humanidade em seu conjunto, mas também por todos os seus filhos e filhas, individualmente considerados.

Assim relata Santa Margarida Maria como lhe foi revelado esse amor: “Uma vez, estando exposto o Santíssimo Sacramento, apareceu Jesus Cristo todo resplandecente de glória, com suas cinco chagas brilhando como sóis, e sua sagrada humanidade lançando labaredas de todos os lados, mas sobretudo de seu adorável peito, que parecia uma fornalha.

Abrindo-o, Ele descobriu-me seu amabilíssimo e amantíssimo Coração, que era a fonte viva das chamas. Mostrou- me então as inexplicáveis maravilhas de seu puro amor e o excesso a que tinha chegado no amor aos homens, dos quais só recebia ingratidões e friezas”.

“Foi isso”, disse Ele a Santa Margarida, “o que mais Me doeu de todos os sofrimentos que tive em minha Paixão, ao passo que, se Me retribuíssem com algum amor, consideraria pouco tudo o que fiz por eles. Se fosse possível, quereria ainda ter feito mais. Mas os homens têm apenas frieza e recusa para com todas as minhas solicitudes de lhes fazer bem. Dá-Me tu, pelo menos, esse prazer de suprir-lhes as ingratidões, conforme tuas possibilidades”.

Oxalá esse apelo de Jesus encontre excelente acolhida, não apenas na alma das pessoas especialmente devotas do Sagrado Coração, mas também na de todos os católicos, despertando em cada um o desejo de oferecer a nosso amoroso Redentor digna reparação por tanta frieza. Que cada um, a exemplo de Simão Cireneu, ajude-O a carregar a cruz dos esquecimentos e das ingratidões. Será esta a melhor maneira de combater a tibieza que, às vezes, torna moroso nosso progresso espiritual, ou, pior ainda, nos paralisa num estado de torpor e de enfastiamento em relação às coisas de Deus.

Para avançarmos nesse luminoso caminho, contamos com um auxílio certo e preciosíssimo: a devoção ao Imaculado Coração de Maria, no qual Jesus é incomparavelmente mais amado do que em qualquer outra criatura, humana ou angélica. “Foi vontade de Deus que, na obra da redenção humana, a Santíssima Virgem Maria estivesse inseparavelmente unida a Jesus Cristo” – escrevia o Papa Pio XII. Por isso convém que cada cristão, “depois de prestar ao Sagrado Coração o devido culto, renda também ao amantíssimo Coração de sua Mãe celestial os correspondentes obséquios de piedade, de amor, de agradecimento e de reparação” (Encíclica Haurietis acquas, n. 74).

Ajudados pela poderosa mediação dessa terna Mãe, penetraremos com maior facilidade no mistério do divino amor, que Ela portou em seu puríssimo seio e alimentou, ao qual contemplou de perto com incêndios de adoração e enlevo.

“Coração de Jesus, paciente e misericordioso”

Este título traz-nos à mente uma exclamação de Santa Margarida Maria: “Esse divino Coração é todo doçura, humildade e paciência”.

“Paciente” (do latim, patiens, “aquele que sofre”) é um qualificativo muito adequado ao Coração misericordioso de Jesus, disposto a todos os sofrimentos pela nossa salvação. Contemplamos aqui um Coração cujo afeto se mede pela sua disposição de sofrer.

Não seria demasiado afirmar que o valor de um homem, ou de uma mulher, é proporcional à sua capacidade de superar, com ânimo e resignação, os insucessos e dificuldades que a Providência permite em seu caminho – especialmente quando se vê alvo de incompreensões da parte das pessoas que lhe são mais próximas.

Temos, então, ante nosso olhar o Divino Mestre como modelo de paciência.

Ser paciente significa, por exemplo, saber suportar os defeitos do próximo, responder com amabilidade às suas manifestações de mau gênio, e tantos outros atos de virtude do mesmo tipo.

Se imitarmos, neste ponto, nosso Salvador, faremos jus à sua amizade, conforme escreveu Santa Margarida Maria: “Tereis de vos mostrar mansos, suportando com paciência as grosserias, manias e amolações do próximo, sem vos deixar inquietar pelas contrariedades que ocasionem. Pelo contrário, fazei de boa vontade os serviços que puderdes, porque este é o modo de ganhar a amizade e a graça do Sagrado Coração de Jesus”.

Exatamente assim procede Nosso Senhor com cada um de nós. Se agirmos do mesmo modo para com os outros, crescerá em nós a confiança em sua predisposição de nos perdoar sempre, não só uma vez, mas todas as vezes que d’Ele nos aproximarmos arrependidos.

Sim, precisamos nos convencer dessa maravilhosa verdade: o Divino Redentor suportou meus pecados e por eles sofreu; por minha salvação imolou-Se, derramando todo o seu Preciosíssimo Sangue. Devo, pois, considerar minha maldade com grande contrição, é verdade, mas ao mesmo tempo com inabalável confiança.

Não nos deixemos nunca desanimar!

“Coração de Jesus, propiciação pelos nossos pecados”

Esta é a jaculatória que então aflora em nossos lábios.

Propiciar (do latim, propitiare) é tornar propício, tornar favorável por meio de um sacrifício, oferecer um sacrifício expiatório. Isso é o que fez Jesus, oferecendo-Se ao Pai como “expiação pelos nossos pecados” (1Jo 2,2).

E o Apóstolo do amor empenha-se em acentuar: “Nisso se manifestou o amor de Deus para conosco: em nos ter enviado ao mundo seu Filho único, para que vivamos por Ele (…) para expiar nossos pecados” (1Jo 4, 9-10).

Nosso Papa Bento XVI também se refere de modo ardoroso ao sacrifício do Salvador: “Em sua morte na Cruz realiza-se esse voltar-Se de Deus contra Si mesmo, entregando-Se para dar vida nova ao homem e salvá-lo: isso é o amor em sua forma mais radical” (Deus caritas est, n. 12).

Já morto em “propiciação por nossos pecados”, quis Jesus dar-nos uma demonstração do extremo limite aonde chegou seu amor por nós: de seu divino Coração brutalmente transpassado pela lança do soldado, manaram as últimas gotas de sangue, misturadas com água.

Por aí podemos avaliar quanto é censurável nossa frieza em relação a Ele, sobretudo nossa falta de confiança!

Assista também: A grande mensagem do Coração de Jesus

“Coração de Jesus, fonte de toda consolação”

Tal doação generosa até o ponto de dar-Se a Si mesmo perpassa nossas almas de alegria. Como não experimentarmos grandíssimo consolo ao vernos objeto de tão dadivoso amor? Na verdade, a palavra consolação encerra dois sentidos: por um lado, significa fortalecimento, novo vigor, novo alento; por outro, uma sensação de alegria, de suavidade, de unção do Divino Espírito Santo.

Em ambos os sentidos, o Sagrado Coração de Jesus é fonte de toda consolação, pois enche de júbilo e satisfação espiritual aqueles que se abrem para sua infinita bondade. Mas Ele é também nossa fortaleza. Assim, quando nos sentirmos débeis ou cansados, quando nos faltar coragem para praticar algum ato de virtude que o dever de católicos nos impõe, lembremo-nos: não estamos sozinhos, Jesus está a nosso lado! N’Ele encontraremos as forças necessárias para amar a Deus e ao próximo, cumprindo fielmente os divinos preceitos de sua Lei.

Sobretudo nessas horas, precisamos lançar-nos nos braços do Divino Mestre… Ah! se soubéssemos como Ele suspira por nos ajudar! Eis como Ele revela a Santa Margarida Maria essa sua predisposição: “Meu divino Coração está tão abrasado de amor para com os homens, e em particular para contigo, que, não podendo conter em Si as chamas de sua ardente caridade, precisa derramá-las por teu meio, e manifestar-Se a eles para os enriquecer com os preciosos dons que te mostro, os quais contêm as graças santificantes e salutares necessárias para os afastar do abismo da perdição”.

Querido leitor, esperamos que esta curta meditação tenha servido para fazê-lo sentir-se mais próximo do Coração de Jesus, e mais confiante na sua bondade sem limites. E que também lhe seja de algum proveito quando tiver a graça de se aproximar do altar para receber o divino Alimento.

Lembre-se, então, de que recebemos na alma, realmente presente, esse Coração no qual adoramos todas as perfeições expressas tão belamente em sua ladainha.

Padre Carlos Werner Benjumea, EP.

Fonte:  Prof. Felipe Aquino – Editora Cleofas  (Conteúdo básico extraído de http://www.gaudiumpress.org/content/37870-Fonte-de-toda-a-Consolacao)

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CENTENÁRIO DAS APARIÇÕES DE NOSSA SENHORA EM FÁTIMA

Fátima, o terço e o inferno

Por Philip Kosloski | 11 de Maio de 2017

As crianças tiveram uma visão horrível, mas também foi-lhes mostrado o caminho para o céu

Quando Nossa Senhora apareceu aos três pastorzinhos em Fátima, em 1917, ela permitiu que eles tivessem uma visão do inferno que assustaria qualquer criança (ou adulto). Eles viram um“vasto mar de fogo” e, dentro dele, muitas almas sendo atormentadas.

Uma imagem terrível, sobre qual Irmã Lúcia falou: “Essa visão só durou um momento, graças à nossa boa Mãe Celestial, que na primeira aparição prometeu levar-nos ao céu. Sem isso, acho que teríamos morrido de terror e medo.”

O Catecismo da Igreja Católica confirma a existência do inferno, mas fala sobre uma punição mais severa do que ser banido da eternidade.

 O ensinamento da Igreja afirma a existência e a eternidade do inferno. As almas dos que morrem em estado de pecado mortal descem imediatamente após a morte aos infernos, onde sofrem as penas do Inferno, “o fogo eterno”. A pena principal do Inferno consiste na separação eterna de Deus, o Único em quem o homem pode ter a vida e a felicidade para as quais foi criado e às quais aspira. (1035)

A explicação que o Catecismo dá é o motivo pelo qual deveríamos ter medo do inferno. Devemos temer a perspectiva de passar a eternidade separada do Deus que nos ama tanto.

Embora seja verdade que as crianças tenham visto o inferno representado como um mar de fogo, Irmã Lúcia observou como aqueles que estavam no inferno sofriam de imenso “desespero”. O inferno é um lugar de desolação absoluta, um lugar solitário – não a “festa de todos os pecadores”, como muitas pessoas imaginam.

Dante escreveu sobre esse aspecto em seu Inferno. Em contraste com um “vasto mar de fogo”, ele descreve-o como um lago de “gelo”.

Ao peito hirsuto havia-se agarrado;
Depois de velo em velo descendia
Entre os ilhais e o lago congelado
. (Canto XXXIV).

Em vez de um lugar de fogo perpétuo, é visto como um lugar de escuridão, frio e desespero. A imagem de Dante do inferno destaca a realidade da separação eterna de Deus, algo terrível e extremamente solitário. Na interpretação dele, o inferno é um lugar onde você clama, mas ninguém ouve seus gritos; um lugar onde você deseja estar ao lado de alguém, mas nunca pode se mover.

A boa notícia é que Nossa Senhora não quis simplesmente mostrar essa visão às crianças para assustá-las. Ela queria que elas soubessem o motivo pelo qual devemos nos esforçar para evitar o inferno e que devemos fazer tudo o que pudermos para corrermos para o céu, trazendo conosco aqueles que conhecemos.

Ela também ofereceu um caminho que levaria as almas ao abraço celestial:

Vocês viram que o inferno é para onde vão as almas dos pobres pecadores. Para salvá-los, Deus deseja estabelecer no mundo a devoção ao meu Coração Imaculado.

 Nossa Senhora ensinou as crianças a se aproximarem de seu Coração Imaculado para impedir que suas almas se afastem de Deus. Ela recomendou praticar as devoções do Primeiro Sábado, oferecendo sacrifícios pessoais e também rezando uma oração adicional durante o terço e o rosário:

 Quando vocês rezarem o terço, digam depois de cada mistério: “Oh, meu Jesus, perdoai-nos e livrai-nos do fogo do inferno. Levai as almas todas para o Céu e socorrei principalmente aquelas que mais precisarem.”

A oração resume a nossa vida cristã, reconhecendo a nossa necessidade do perdão, mas também dirigindo nossos esforços para ajudar aqueles que estão ao nosso lado a alcançarem o céu. Nossa Senhora de Fátima nos lembra que devemos desejar que todas as almas cheguem ao céu, até mesmo aos nossos inimigos. Nunca devemos desejar que alguém passe a eternidade longe de Deus.

No final, quanto mais nos aproximarmos do coração de Maria, mais perto estaremos do coração de Jesus. Como escreveu São Luís de Montfort, a devoção a Maria “é a maneira mais segura, mais fácil, mais curta e mais perfeita de se aproximar de Jesus”.

Fonte: Aleteia.

 

 

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O Sepulcro está vazio, Cristo ressuscitou!

Reflexão

O Sepulcro está vazio, Cristo ressuscitou!

Jesus, ao ressuscitar com seu corpo glorioso, vence o pecado e a morte.

16/04/2017

Cidade do Vaticano (RV) – «O Evangelho de São João nos diz que no primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao sepulcro de Jesus e o encontrou vazio. João faz questão de ressaltar que era de madrugada e ainda estava escuro. Podemos perceber que o evangelista ao registrar que o fato aconteceu no primeiro dia da semana, quer fazer alusão à nova criação. O que ele vai relatar é uma novidade radical, é a vida nova de um homem, não um fato como a denominada ressurreição de Lázaro, que volta à vida, mas continua submetido à necessidade de cuidar de sua saúde, de se alimentar e que voltará a morrer.

 João vai relatar a autêntica ressurreição, a vitória de Jesus sobre as limitações humanas, sobre suas fragilidades, sobre a morte. Jesus jamais voltará a morrer. A morte nunca mais terá poder sobre ele, porque ele, a Vida, a destruiu.

Contudo, Maria Madalena, apesar de ter escutado várias vezes Jesus dizer que ressuscitaria, a dor da morte é tal que ela se esquece das palavras do Mestre.

Apesar do corpo de Jesus já ter sido ungido na sexta-feira por José de Arimateia e por Nicodemos, ela não consegue ficar longe do corpo morto do Senhor. A escuridão enfatizada no texto é um símbolo do estado interior de Maria. Ela está com uma vida sem sentido, sem alegria. Seus grande libertador, seu grande amigo está morto. Ela vai ao sepulcro quando ainda está escuro, na natureza e no seu interior. Mas seu coração está iluminado pelo amor, por isso ela vai até ao sepulcro.

Ela o encontra vazio. Sente-se despontada e mais desolada, perdida e impotente.

Maria Madalena busca o cadáver de Jesus. Ela esqueceu totalmente a promessa dele de que iria ressuscitar.

Ela olha para o sepulcro vazio e vê dois anjos, um na cabeceira e outro nos pés. O evangelista quer nos recordar os dois anjos que foram colocados, um à cabeceira e outro aos pés da arca da aliança. Jesus é a nova aliança. Por isso a aliança de Jesus Cristo é eterna, pois ele ressuscitou.

Mas Madalena, abalada pela dor não reconhece os sinais e só vê o sepulcro vazio. Somente após a segunda pergunta de Jesus, ao ouvi-lo pronunciar seu nome e deixar de olhar para o sepulcro e voltar-se para o lado contrário é que ela vê o ressuscitado.

Como Maria Madalena, também nós só veremos os sinais da ressurreição, quando levantarmos nossos olhos dos sinais de morte, e dirigirmos nosso coração para a VIDA. Enquanto estivermos afeiçoados àquilo que é egoísmo, ambição, ira, não perceberemos que a Vida está à nossa frente, e sofreremos as consequências da opção pelos atrativos mortais. Ao contrário, quando acreditarmos no poder de Deus e formos mais irmãos, adeptos da partilha e do serviço, perceberemos os sinais da Vida a todo momento, pois estaremos desde agora vivendo à luz de Deus. Feliz Páscoa!»

Publicado em Rádio Vaticano.

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Reflexão

Sábado Santo, Dia de Maria, do Amor e da Vida

15/04/2017

Rádio Vaticano (RV) – «Hoje, fazemos a experiência do vazio. O Senhor cumpriu sua missão nos redimindo, através de sua paixão e cruz, através de sua entrega até a morte. Na noite passada contemplamos o sepultamento de seu corpo.

Agora, nesta manhã de sábado, a saudade está presente, mas uma saudade cheia de paz e de esperança.

Como Maria, com o coração em luto, a Igreja aguarda esperançosa, que a promessa do Cristo se cumpra, que ele surja, que ele ressuscite. A ausência não é experiência do vazio, mas aprofunda a presença desejada.

Podemos recordar e refletir sobre os sábados santos de nossa vida, nossas experiências de vazio após sofrimentos e perdas.

Como vivenciamos esses mistérios dolorosos quando irromperam em nossa existência? Permitimos que luz da fé na certeza da vitória da Vida, iluminasse nossa mente e aquecesse nosso coração? Preenchemos esse vazio abrindo as portas de nosso coração a Jesus, Palavra de Vida, de Eternidade? Ou nos fragilizamos mais ainda, permitindo que a escuridão da morte nos envolvesse?

Jesus é Vida! Nossa Senhora, a verdadeira discípula, na manhã de sábado permaneceu, apesar da dor, do luto, esperançosa. Ela acreditou nas palavras de seu Filho e não permitiu que o sofrimento pela perda dissesse a última palavra, mas que a palavra definitiva seria a promessa de seu Filho, a própria Palavra, que disse que iria ressuscitar que ele era o Caminho, a Verdade, a Vida!

Hoje à noite iremos celebrar a Vitória da Vida, a ressurreição de Jesus, o encontro do Filho ressuscitado com a Mãe que deixará de ser a Senhora das Dores, para ser a Senhora da Glória.

Contudo, para nós que perdemos entes queridos, esse encontro ainda não aconteceu e sabemos que nesta vida, não acontecerá. Como viver, então, a Páscoa da Ressurreição?

Nossa vida deverá ser um permanente Sábado Santo, não com vazio, mas pleno de fé, de esperança na certeza da vitória da Vida e que também teremos o reencontro que Maria teve, e será para sempre! Quanto mais nos deixarmos envolver pela Palavra de Vida, que é Jesus, mais nos aproximaremos da tarde da ressurreição; de modo mais intenso essa palavra irá nos iluminar e aquecer.

Que nossas perdas não nos tirem a alegria de viver, que nos é dada com a presença de Jesus, a Vida plena, Eterna».

(Reflexão do Padre Cesar Augusto dos Santos)

Publicado em Rádio Vaticano.

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