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Cardeal interventor institui seminaristas dos Arautos do Evangelho nos ministérios como leitores e acólitos

O arcebispo emérito de Aparecida, cardeal Raymundo Damasceno Assis instituiu 69 seminaristas dos Arautos do Evangelho nos ministérios do leitorato e acolitato em uma missa no sábado, 20 de dezembro, na basílica Nossa Senhora do Rosário de Fátima, em Caieiras (SP). Esse é primeiro passo para a ordenação diaconal dos seminaristas.
Os Arautos do Evangelho, associação de fiéis de direito pontifício, estão sob intervenção do Dicastério para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica na organização desde 2017, ano em que o papa Francisco ordenou uma visita apostólica para investigar suspeitas de irregularidades tanto na Associação Arautos do Evangelho como nas duas sociedades de vida apostólica.
Dom Raymundo foi nomeado Comissário Pontifício dos Arautos do Evangelho pelo papa Francisco em 28 de setembro de 2019.
Esperança no futuro
“Caríssimos irmãos e irmãs, neste momento em que estamos reunidos nesta celebração Eucarística, com o nosso olhar alegremente dirigido à celebração do Natal do Senhor, desejo manifestar-lhes que resolvemos conferir, nesta celebração eucarística, os ministérios instituídos de leitor e acólito aos 69 jovens, membros da Sociedade Apostólica Virgo Flos Carmeli, tendo cumprido o que se exige para a admissão a esses ministérios, o que se exige por parte da Igreja”, disse o cardeal Raymundo Damasceno em sua homilia. “Anuncio-lhes também que tenho esperança de que num futuro próximo poderemos conferir as ordens sacras aos que estão devidamente preparados, sempre respeitando o que é exigido dos candidatos para recebê-las”.
A Sociedade Apostólica Virgo Flos Carmeli “é uma sociedade clerical de vida apostólica” criada pelo fundador dos Arautos do Evangelho monsenhor João Scognamiglio Clá Dias [1939-2023) e recebeu a aprovação pontifícia pela Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica em 21 de abril de 2009, segundo o site os Arautos do Evangelho. Ela é “composta por membros que, após longa experiência de vida comunitária, receberam o chamado ao sacerdócio com o fim de melhor empreender a atividade evangelizadora”, diz o Arautos.
No início da celebração, o reitor da basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, padre Alex Brito, membro capitular da Sociedade Clerical Virgo Flos Carmeli (Virgem Flor do Carmelo) disse a dom Damasceno que a presença dele era “uma grande alegria” para os Arautos. Segundo ele, dessa vez “é diferente de todas as outras, porque mais do que nunca, a sua visita neste final de 2025 é uma verdadeira visita de um mensageiro da paz”.
Continuando sua homilia, o cardeal lembrou aos membros dos Arautos que “dentro de alguns dias” as “portas santas jubilares serão novamente fechadas”. “Mas as portas da esperança em Deus deverão continuar abertas em nossos corações. Direi que deverão permanecer ainda mais abertas”.
“Entre as antífonas do Ó, a de hoje, tem uma alusão indireta, mas especial à esperança: Ó, chave de Davi, que abra as portas do reino eterno. Ó, vinde livrai do cárcere o preso, sentado nas trevas”, disse o arcebispo. “Que a esperança em Deus ilumine os momentos de escuridão que muitas vezes há em nossa vida e em nosso mundo. Que essa mesma esperança nos reerga, não nos deixe sentados ou desanimados. Desejo-lhes a todos um feliz e santo Natal e um abençoado novo ano de 2026. Salve Maria!”.
Ao final da celebração, padre Alex Brito disse que o papa Leão XIV recebeu o cardeal Damasceno “cheio de afeto” em “uma audiência longa de 40 minutos” no dia 4 de dezembro e ressaltou que o papa “não só lhe confirma na missão, mas lhe dá uma missão nova: a de ser o embaixador da paz, de ser aquele que vai dar continuidade” ao “ trabalho e conclusão da situação toda pela qual” o Arautos passou “de Comissariado”.
“E hoje, ele quis fazer esse gesto concreto, instituindo leitores e acólitos”, disse o sacerdote que agradeceu dom Raymundo: “Em nome de todos arautos do Evangelho, seus filhos, dizemos: Muito obrigado!”.
Monasa Narjara é jornalista da ACI Digital desde 2022 e foi jornalista na Arquidiocese de Brasília entre 2014 a 2015.
Publicado em ACI Digital.
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Morre monsenhor João Scognamiglio Clá Dias, fundador do Arautos do Evangelho

Monsenhor João Scognamiglio Clá Dias, fundador do Arautos do Evangelho, morreu hoje (1º), “por volta das 2h30 da madrugada”, em São Paulo (SP) aos 85 anos, depois de 14 anos de sofrimentos “decorrentes de um acidente vascular cerebral (AVC)”, segundo comunicado da associação.
“Como fundador dos Arautos do Evangelho, deixa um legado de santidade de vida a milhões de católicos vinculados à instituição nos cinco continentes”, dizem os Arautos do Evangelho em nota.
(…)
João Scognamiglio Clá Dias nasceu no dia 15 de agosto de 1939, em São Paulo. Em 7 de julho de 1956 conheceu Plínio Corrêa de Oliveira, fundador da Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, Família e Propriedade (TFP) e, segundo os Arautos, “se tornou ardoroso discípulo e fiel intérprete” do pensamento e da obra dele. Em 1958, serviu o Exército Brasileiro e foi condecorado com a medalha Marechal Hermes, a mais distinta honraria militar no âmbito da formação. Cursou Direito na Faculdade do Largo São Francisco, em São Paulo, e depois fez doutorado em Teologia e Direito Canônico. Fundou o Instituto Filosófico Aristotélico-Tomista e o Instituto Teológico São Tomás de Aquino, além da revista científica Lumen Veritatis e a revista de cultura católica Arautos do Evangelho.
Neste período, escreveu 27 obras, várias delas foram traduzidas em sete idiomas e algumas com tiragem superior a dois milhões de exemplares, como: “Fátima, aurora do terceiro milênio”; “Maria Santíssima! O Paraíso de Deus revelado aos homens”; “São José, quem o conhece?”; “O inédito sobre os Evangelhos”; “Dona Lucilia” e “O dom de sabedoria na mente, vida e obra de Plinio Corrêa de Oliveira”. Ele também incentivou a construção de igrejas no Brasil e em outros países da América, Europa e África.
Em 1970, baseado nos anseios de Plínio, desejou constituir uma associação de caráter religioso, aprovada pela Igreja e a seu serviço. Fez uma experiência de vida comunitária em um antigo imóvel beneditino em São Paulo. Em 1995, depois da morte Plinio, criou três entidades de direito pontifício: a Associação Privada Internacional de Fiéis Arautos do Evangelho, aprovada em 2001 pelo papa são João Paulo II, a Sociedade Clerical de Vida Apostólica Virgo Flos Carmeli e a Sociedade Feminina de Vida Apostólica Regina Virginum, ambas aprovadas em 2009, pelo papa Bento XVI.
Além disso, fundou mais de 50 coros e orquestras e incentivou a edificação de quase 30 igrejas e oratórios no Brasil e em diversos continentes da América, Europa e África. Segundo os Arautos, João Clá Dias também dirigiu pessoalmente as instituições por ele fundadas, e atualmente, elas realizam suas atividades em mais de 70 países, com o auxílio de milhões de membros e seguidores, entre eles, sacerdotes, irmãos e irmãs associados, cooperadores ou participantes solidários. Ele ainda propagou a devoção a Nossa Senhora por meio de cerimônias de consagração a Nossa Senhora, segundo o método de São Luís Maria Grignion de Montfort, alcançando de modo remoto quase três milhões de fiéis, em 178 países. Também instituiu e incentivou a Adoração Perpétua ao Santíssimo Sacramento nas principais casas das instituições por ele fundadas.
Em 15 de junho de 2005, foi ordenado padre aos 65 anos. Em 2008, foi nomeado protonotário apostólico e cônego honorário da basílica papal de Santa Maria Maior, em Roma, pelo papa Bento XVI. Em 15 de agosto de 2009, recebeu a medalha Pro Ecclesia et Pontice, pelo zelo em prol da Igreja e do papa. No mesmo ano, publicou um livro por ocasião do Ano Sacerdotal, escrito por solicitação do então prefeito da Congregação para o Clero, cardeal Cláudio Hummes. Em 2010, publicou o livro “A Igreja é imaculada e indefectível”, no qual denuncia as causas profundas dos abusos cometidos contra menores ou vulneráveis.
Em 2017, o monsenhor Clá Dias renunciou ao cargo de presidente da associação internacional Arautos do Evangelho, depois de denúncias à associação por meio de um vídeo, no qual mostra uma reunião entre o fundador do Arautos e um grupo de padres que leem um suposto diálogo que um padre da associação havia tido com um suposto demônio durante um “exorcismo”. Em 2019, a associação sofreu várias denúncias de que crianças e adolescentes em internatos do Arautos sofriam humilhações, tortura, assédio e estupro por membros da associação, dentro da sede do Arautos, em Caieiras (SP). Em 23 de julho de 2024, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) encerrou o processo, dando ganho de causa aos Arautos do Evangelho.
Na nota de morte do monsenhor, os Arautos relatam que, “desde 2017” a associação “têm sido alvo de falsas denúncias por parte de inimigos da Igreja e do bem” e que, “restabelecendo a verdade, monsenhor João atravessou incólume essas ondas de difamação, seja aceitando com benevolência retratações judiciais dos acusadores, seja amealhando inúmeras vitórias processuais, consignadas em sentenças e em arquivamento de inquéritos”.
“Assim, convictos de que as biografias dos varões providenciais não se encerram nesta terra, seus filhos espirituais continuarão sua obra sob a proteção de Maria Santíssima, a fim de cumprir a missão de ser um elo entre a Santa Igreja e a sociedade civil”, escreveu a associação em nota.
Pesar e solidariedade do cardeal Odilo Scherer
O arcebispo de São Paulo, cardeal Odilo Pedro Scherer, em nome de sua arquidiocese escreveu hoje (1º), uma nota de pesar pela morte do monsenhor João Scognamiglio Clá Dias, fundador dos Arautos do Evangelho. Expressando sua “solidariedade e conforto aos membros dos Arautos do Evangelho”.
Ele também disse que a arquidiocese de São Paulo “oferece suas orações e súplicas” por monsenhor João Clá Dias e “roga a Deus que o acolha e recompense na eternidade por seu testemunho de fé e seu serviço à missão da Igreja”.
Monasa Narjara é jornalista da ACI Digital desde 2022 e foi jornalista na Arquidiocese de Brasília entre 2014 a 2015.
Publicado em ACI Digital (1 de nov de 2024 às 12:37).
80.404 visualizações 24 de nov. de 2025 A verdade OCULTA no Comissariado dos Arautos do Evangelho. Tudo sobre o Comissariado dos Arautos do Evangelho. Vamos fazer um podcast, mostrando tudo sobre o Comissariado dos Arautos do Evangelho.
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Neste Podcast, com 12 episódios (última atualização em 6 de dez. de 2025), é apresentado TUDO o que aconteceu no Comissariado dos Arautos do Evangelho durante oito (8) anos, quando esteve à frente de um Processo Canônico o cardeal brasileiro BRAZ DE AVIZ, instaurado em 2017. É apresentado o livro: “O Comissariado dos Arautos do Evangelho – Crônica dos fatos 2017-2025: Punidos sem diálogo, sem provas, sem defesa“, de autoria do Dr. José Manuel e Ir. Dra. Juliane Vasconcelos”. Este processo, que se mostrou tão somente persecutório, teve por base depoimentos de ex-membros da Associação dos Arautos do Evangelho, que foram investigados por inquéritos policiais, os quais provaram serem FALSAS/FORJADAS TODAS as acusações atribuídas aos ARAUTOS DO EVANGELHO. (lbn)
*Atualização de minha parte, com base em matéria acima postada, pela ACI Digital, na qual o arcebispo emérito de Aparecida, cardeal Raymundo Damasceno Assis instituiu 69 seminaristas dos Arautos do Evangelho nos ministérios do leitorato e acolitato em uma missa no sábado, 20 de dezembro, na basílica Nossa Senhora do Rosário de Fátima, em Caieiras (SP). Esse é primeiro passo para a ordenação diaconal dos seminaristas.(lbn)
A CALÚNIA É UM PECADO GRAVE!
Hoje a Igreja celebra a solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus

Entretanto, no século V, o herege Nestório se atreveu a dizer que Maria não era Mãe de Deus, afirmando: “Então Deus tem uma mãe? Pois então não condenemos a mitologia grega, que atribui uma mãe aos deuses”.
Nestório havia caído em um engano devido a sua dificuldade para admitir a unidade da pessoa de Cristo e sua interpretação errônea da distinção entre as duas naturezas – divina e humana – presentes Nele.
Os bispos, por sua parte, reunidos no Concílio de Éfeso (ano 431), afirmaram a subsistência da natureza divina e da natureza humana na única pessoa do Filho. Por sua vez, declararam: “A Virgem Maria sim é Mãe de Deus porque seu Filho, Cristo, é Deus”.
Logo, acompanhados pelo povo e levando tochas acesas, fizeram uma grande procissão cantando: “Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores agora e na hora de nossa morte. Amém”.
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São João Paulo II, em novembro de 1996, refletiu sobre as objeções expostas por Nestório para que se compreenda melhor o título “Maria, Mãe de Deus”.
“A expressão Theotokos, que literalmente significa ‘aquela que gerou Deus’, à primeira vista pode resultar surpreendente; suscita, com efeito, a questão sobre como é possível que uma criatura humana gere Deus. A resposta da fé da Igreja é clara: a maternidade divina de Maria refere-se só a geração humana do Filho de Deus e não, ao contrário, à sua geração divina”, disse o papa.
“O Filho de Deus foi desde sempre gerado por Deus Pai e é-Lhe consubstancial. Nesta geração eterna Maria não desempenha, evidentemente, nenhum papel. O Filho de Deus, porém, há dois mil anos, assumiu a nossa natureza humana e foi então concebido e dado à luz por Maria”, acrescentou.
Do mesmo modo, afirmou que a maternidade da Maria “não se refere a toda a Trindade, mas unicamente à segunda Pessoa, ao Filho que, ao encarnar-se, assumiu dela a natureza humana”. Além disso, “uma mãe não é Mãe apenas do corpo ou da criatura física saída do seu seio, mas da pessoa que ela gera”, disse são João Paulo II.
Por fim, é importante recordar que Maria não é só Mãe de Deus, mas também nossa porque assim quis Jesus Cristo na cruz, quando a confiou a São João. Por isso, ao começar o novo ano, peçamos a Maria que nos ajude a ser cada vez mais como seu Filho e iniciemos o ano saudando a Virgem Maria.
Saudação à Mãe de Deus
Salve, ó Senhora santa, Rainha santíssima,
Mãe de Deus, ó Maria, que sois Virgem feita igreja,
eleita pelo santíssimo Pai celestial,
que vos consagrou por seu santíssimo
e dileto Filho e o Espírito Santo Paráclito!
Em vós residiu e reside toda a plenitude
da graça e todo o bem!
Salve, ó palácio do Senhor! Salve,
ó tabernáculo do Senhor!
Salve, ó morada do Senhor!
Salve, ó manto do Senhor!
Salve, ó serva do Senhor!
Salve, ó Mãe do Senhor,
e salve vós todas, ó santas virtudes
derramadas, pela graça e iluminação
do Espírito Santo,
nos corações dos fiéis
transformando-os de infiéis
em servos fiéis de Deus.
Publicado em ACI Digital(*).
(*) A Agência Católica de Informação – ACI Digital, faz parte das agências de notícias do Grupo ACI, um dos maiores geradores de conteúdo noticioso católico em cinco idiomas e que, desde junho de 2014, pertence à família EWTN Global Catholic Network, a maior rede de televisão católica do mundo, fundada em 1981 por Madre Angélica, em Irondale, Alabama (EUA), e que atinge mais de 85 milhões de lares em 110 países e 16 territórios.
A Oitava de Natal, uma celebração prolongada do mistério da encarnação
A Igreja convida-nos a prolongar a alegria do Natal, evitando reduzi-la a um único dia. Este é um tempo para deixar que o amor de Deus ilumine as nossas vidas e transforme o nosso cotidiano

Hoje, 25 de dezembro, iniciamos a Oitava de Natal, um período especial na liturgia da Igreja Católica em que celebramos intensamente o mistério do nascimento de Jesus Cristo. Este tempo litúrgico estende a solenidade do Natal ao longo de oito dias, culminando no dia 1 de janeiro com a Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus.
A Oitava de Natal é um convite para aprofundarmos a alegria, a esperança e a paz que o nascimento de Cristo traz ao mundo, permitindo que cada dia seja vivido como um prolongamento do próprio Natal.
O que é a Oitava de Natal?
A palavra “oitava” tem origem no latim octava dies, que significa “o oitavo dia”. Na tradição católica, este termo refere-se ao período em que uma grande solenidade é celebrada de maneira mais intensa durante oito dias consecutivos. O conceito remonta ao Antigo Testamento, onde certas festas, como a Páscoa e a Festa dos Tabernáculos, eram celebradas por oito dias.
Na Igreja, as oitavas foram incorporadas à liturgia para prolongar a alegria de festas solenes. Hoje, apenas duas oitavas permanecem no calendário litúrgico: a Oitava do Natal e a Oitava da Páscoa.
Como viver a Oitava de Natal?
Cada dia da Oitava de Natal é considerado uma extensão do próprio dia 25 de dezembro, com leituras, orações e cânticos litúrgicos que mantêm o foco no mistério da Encarnação. É um período de graça em que somos convidados a meditar mais profundamente sobre o amor de Deus manifestado no nascimento de Jesus.
1. Participação na santa missa
Durante a Oitava, as celebrações eucarísticas mantêm o tom festivo do Natal. Além disso, algumas datas têm uma importância particular:
- 26 de dezembro: Festa de Santo Estêvão, o primeiro mártir da Igreja.
- 27 de dezembro: Festa de São João Evangelista, o discípulo amado.
- 28 de dezembro: Festa dos Santos Inocentes, que lembra as crianças martirizadas por Herodes.
- 1 de janeiro: Solenidade de Maria, Mãe de Deus, dia de prece pela paz mundial.
2. Reflexão e ação de graças
A Oitava de Natal é um tempo propício para agradecer a Deus pelo dom da salvação. Meditar sobre as leituras bíblicas diárias pode ajudar-nos a compreender melhor a profundidade do mistério do Natal.
3. Viver a Caridade
O nascimento de Cristo inspira-nos a viver o amor ao próximo de forma concreta. Ajudar os necessitados, visitar os doentes ou partilhar a alegria do Natal com quem está sozinho são formas práticas de viver este período.
Símbolos e tradições durante a oitava
Os símbolos natalinos mantêm-se vivos durante toda a Oitava. O presépio, a árvore de Natal e as velas recordam a luz de Cristo no mundo. As celebrações também costumam incluir cânticos natalinos, orações especiais e momentos de convivência familiar.
A Igreja convida-nos a prolongar a alegria do Natal, evitando reduzi-la a um único dia. Este é um tempo para deixar que o amor de Deus ilumine as nossas vidas e transforme o nosso cotidiano.
Conclusão
A Oitava de Natal é uma oportunidade única para aprofundar a vivência do mistério do nascimento de Cristo. Não se trata apenas de um prolongamento litúrgico, mas de um convite a levar a luz e a alegria do Natal para cada aspecto da nossa vida. Que este tempo especial nos fortaleça na fé, encha-nos de esperança e inspire-nos a amar como Cristo nos amou. Vivamos a Oitava de Natal com o coração aberto, acolhendo Jesus não apenas na manjedoura, mas em cada dia das nossas vidas.
Publicado em Via Crucis.
Fiéis são incentivados a retornar à mensagem de Fátima sobre a devoção dos Primeiros Sábados em seu centenário (10 de dezembro de 2025)

(Foto: OSV News/Pedro Nunes, Reuters)
(OSV News) ─ […] Nossa Senhora de Fátima – Nossa Mãe Santíssima […] em 1925 pediu aos fiéis que cumprissem a devoção dos Primeiros Sábados.
É um pedido que ─ em seu centenário, em 10 de dezembro ─ é frequentemente considerado “esquecido” entre os eventos sobrenaturais que cercam Fátima. Mas, após as aparições mais conhecidas de 1917, a Irmã Lúcia de Jesus Rosa dos Santos – uma das três videntes de Fátima, que mais tarde se tornou freira carmelita – revelou que Maria lhe apareceu duas vezes enquanto estava hospedada em um convento em Pontevedra, na Espanha, e pediu especificamente a prática.
Católicos do mundo todo foram convidados a dedicar o primeiro sábado do mês – por cinco meses consecutivos, daí o nome “Cinco Primeiros Sábados” – à confissão, à recepção da Sagrada Comunhão e ao rosário e meditação [por 15 minutos] sobre seus mistérios.
“Acredito que os aniversários de 100 anos são significativos porque ajudam a relembrar as novas gerações sobre as devoções que não desaparecem”, disse Barbara Ernster, gerente de comunicação e editora do Apostolado Mundial de Fátima EUA, à OSV News.
Embora não tenha havido qualquer investigação canônica, a devoção dos Primeiros Sábados foi aprovada pelo bispo de Leiria, Portugal, em 13 de setembro de 1939.
“Nossa Senhora pediu-nos que fizéssemos isto, e a mensagem de Fátima é atemporal”, disse Ernster, “porque é a mensagem do Evangelho. Nunca ficará desatualizada.”
Falando de Fátima — onde participava num programa e conferência do centenário, no âmbito do Apostolado Mundial — Ernster reforçou a mensagem de paz.
“Uma das coisas que Lúcia sempre dizia era que isso poderia ajudar a evitar guerras e contribuir para a paz mundial. E nos vemos agora em situações em que ouvimos falar de uma terceira guerra mundial – qualquer coisa poderia desencadeá-la. Mesmo em nosso próprio país, há tanta divisão… E então”, concluiu Ernster, “fazemos isso para que possamos ajudar a trazer a paz – paz para nossas famílias, para nossas nações, para nossa Igreja.”
São Carlos Acutis contou que, em um sonho após a morte da Irmã Lúcia, ela lhe disse: “A prática dos cinco primeiros sábados do mês pode mudar o destino do mundo.“
O cardeal Raymond L. Burke, ex-prefeito do Supremo Tribunal do Vaticano e arcebispo de Saint-Louis de 2004 a 2008, incentivou uma maior participação na devoção dos Primeiros Sábados, apoiando uma iniciativa liderada pela França conhecida como “Aliança dos Primeiros Sábados de Fátima”, que também lançou o “Jubileu dos Primeiros Sábados de Fátima 2025” em 4 de janeiro.
“A proximidade do centenário da aparição do Menino Jesus e de Sua Santíssima Mãe à Irmã Lúcia em Pontevedra, em 10 de dezembro de 1925, convida os fiéis a renovarem, com fé mais profunda e maior fervor, a prática da Devoção Reparadora dos Primeiros Sábados”, disse o Cardeal Burke em mensagem enviada à OSV News.
“Essa devoção, insistentemente solicitada pela própria Nossa Senhora como um ato de amorosa reparação ao seu Coração Doloroso e Imaculado, permanece de importância duradoura para a salvação das almas e para a paz no mundo“, acrescentou o prelado, que, como bispo de La Crosse, Wisconsin (1995-2004), fundou o Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe naquela cidade.
No dia 10 de dezembro, o Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe celebrará uma missa para comemorar o centenário das aparições em Pontevedra.
“Encorajo a todos a perseverarem nesta devoção“, convidou o Cardeal Burke, “com a confiança de Nossa Senhora na fidelidade de Deus às suas promessas de vitória sobre o pecado e a vitória da vida eterna.” O Padre Edward Looney, secretário da Sociedade Mariológica da América, também afirmou que os fiéis devem atender ao pedido de Maria. “No que diz respeito a Fátima, todos nós nos esforçamos para rezar o terço todos os dias, como ela pediu. Os mais dedicados observam a devoção do Primeiro Sábado“, compartilhou. “Se todos os católicos praticantes atendessem a este pedido, como sacerdote, eu estaria muito ocupado com confissões.“
Observando que os Primeiros Sábados também servem como reparação pelas ofensas contra Nossa Senhora, o Padre Looney acrescentou: “Temos visto estátuas vandalizadas e pessoas falando mal de Maria. Os Primeiros Sábados nos chamam a renovar nosso amor por Maria e a difundi-lo para que seu Imaculado Coração triunfe!” Para aqueles que não podem viajar para Fátima ou Pontevedra, o Apostolado Mundial de Fátima EUA oferece uma Peregrinação Virtual dos Primeiros Sábados a 12 locais sagrados relacionados a Fátima e às três videntes. Vídeos curtos, filmados no local, incluirão uma reflexão sobre os eventos e a devoção.
“O mais importante é que esta era a parte que nos cabia fazer, a parte que nos foi dada“, enfatizou Ernster. “A Igreja recebeu a sua parte em Fátima, mas os leigos receberam a sua parte — e é por isso que fazemos isto para ajudar a responder à mensagem que Nossa Senhora nos trouxe.“
— Kimberley Heatherington é correspondente da OSV News.
Tradução e adaptação de “Faithful urged to return to Fatima message about First Saturdays devotion on its centennial“.
Publicado em Detroit Catholic.
SOLENIDADE DA IMACULADA CONCEIÇÃO DA VIRGEM MARIA – 08 de dezembro

A esta criatura dileta entre todas, superior a tudo quanto foi criado, e inferior somente à humanidade santíssima de Nosso Senhor Jesus Cristo, Deus conferiu um privilégio incomparável, que é a Imaculada Conceição.
O vocabulário humano não é suficiente para exprimir a santidade de Nossa Senhora. Na ordem natural, os Santos e os Doutores A compararam ao sol. Mas, se houvesse algum astro inconcebivelmente mais brilhante e mais glorioso do que o sol, é a esse que A imaculada Conceição comparariam. E acabariam por dizer que este astro daria d’Ela uma imagem pálida, defeituosa, insuficiente. Na ordem moral, afirmam que Ela transcendeu de muito todas as virtudes, não só de todos os varões e matronas insignes da Antiguidade, mas – o que é incomensuravelmente mais – de todos os Santos da Igreja Católica.
Imagine-se uma criatura tendo todo o amor de São Francisco de Assis, todo o zelo de São Domingos de Gusmão, toda a piedade de São Bento, todo o recolhimento de Santa Teresa, toda a sabedoria de São Tomás, toda a intrepidez de Santo Inácio, toda a pureza de São Luiz Gonzaga, a paciência de um São Lourenço, o espírito de mortificação de todos os anacoretas do deserto: ela não chegaria aos pés de Nossa Senhora.
Mais ainda. A glória dos Anjos é algo de incompreensível ao intelecto humano. Certa vez, apareceu a um santo o seu Anjo da Guarda. Tal era sua glória, que o Santo pensou que se tratasse do próprio Deus, e se dispunha a adorá-lo, quando o Anjo revelou quem era. Ora, os Anjos da Guarda não pretendem habitualmente às mais altas hierarquias celestes. E a glória de Nossa Senhora está incomensuravelmente acima da de todos os coros angélicos.
Poderia haver contraste maior entre esta obra-prima da natureza e da graça, não só indescritível, mas até inconcebível, e o charco de vícios e misérias, que era o mundo antes de Cristo?

A Imaculada Conceição
A esta criatura dileta entre todas, superior a tudo quanto foi criado, e inferior somente à humanidade santíssima de Nosso Senhor Jesus Cristo, Deus conferiu um privilégio incomparável, que é a Imaculada Conceição.
Em virtude do pecado original, a inteligência humana se tornou sujeita a errar, a vontade ficou exposta a desfalecimentos, a sensibilidade ficou presa das paixões desordenadas, o corpo por assim dizer foi posto em revolta contra a alma.
Ora, pelo privilégio de sua Conceição Imaculada, Nossa Senhora foi preservada da mancha do pecado original desde o primeiro instante de seu ser. E, assim, n’Ela tudo era harmonia profunda, perfeita, imperturbável. O intelecto jamais exposto a erro, dotado de um entendimento, uma clareza, uma agilidade inexprimível, iluminado pelas graças mais altas, tinha um conhecimento admirável das coisas do Céu e da Terra.
A vontade, dócil em tudo ao intelecto, estava inteiramente voltada para o bem, e governava plenamente a sensibilidade, que jamais sentia em si, nem pedia à vontade algo que não fosse plenamente justo e conforme à razão. Imagine-se uma vontade naturalmente tão perfeita, uma sensibilidade naturalmente tão irrepreensível, esta e aquela enriquecidas e superenriquecidas de graças inefáveis, perfeitíssimamente correspondidas a todo o momento, e se pode ter uma ideia do que era a Santíssima Virgem. Ou, antes, se pode compreender por que motivo nem sequer se é capaz de formar uma ideia do que a Santíssima Virgem era.
“Inimicitias Ponam”
Dotada de tantas luzes naturais e sobrenaturais, Nossa Senhora conheceu por certo, em seus dias, a infâmia do mundo. E com isto amargamente sofreu. Pois quanto maior é o amor à virtude, tanto maior é o ódio ao mal.
Ora, Maria Santíssima tinha em si abismos de amor à virtude, e, portanto, sentia forçosamente em si abismos de ódio ao mal. Maria era, pois inimiga do mundo, do qual viveu alheia, segregada, sem qualquer mistura nem aliança, voltada unicamente para as coisas de Deus.
O mundo, por sua vez, parece não ter compreendido nem amado Maria. Pois não consta que lhe tivesse tributado admiração proporcionada à sua formosura castíssima, à graça nobilíssima, a seu trato dulcíssimo, à sua caridade sempre exorável, acessível, mais abundante do que as águas do mar e mais suave do que o mel.
E como não haveria de ser assim? Que compreensão poderia haver entre Aquela que era toda do Céu, e aqueles que viviam só para a Terra? Aquela que era toda fé, pureza, humildade, nobreza, e aqueles que eram todos idolatria, ceticismo, heresia, concupiscência, orgulho, vulgaridade? Aquela que era toda sabedoria, razão, equilíbrio, senso perfeito de todas as coisas, temperança absoluta e sem mácula nem sombra, e aqueles que eram todo desmando, extravagância, desiquilíbrio, senso errado, cacofônico, contraditório, berrante a respeito de tudo, e intemperança crônica, sistemática, vertiginosamente crescente em tudo? Aquela que era a fé levada por uma lógica adamantina e inflexível a todas as suas consequências, e aqueles que eram o erro levado por uma lógica infernalmente inexorável, também a suas últimas consequências? Ou aqueles que, renunciando a qualquer lógica, viviam voluntariamente num pântano de contradições, em que todas as verdades se misturavam e se poluíam na monstruosa interpenetração de todos os erros que lhe são contrários?
“Imaculado” é uma palavra negativa. Ela significa etimologicamente a ausência de mácula, e, pois, de todo e qualquer erro por menos que seja, de todo e qualquer pecado por mais leve e insignificante que pareça. É a integridade absoluta na fé e na virtude. E, portanto, a intransigência absoluta, sistemática, irredutível, a aversão completa, profunda, diametral a toda a espécie de erro ou de mal. A santa intransigência na verdade e no bem, é a ortodoxia, a pureza, enquanto em oposição à heterodoxia e ao mal. Por amar a Deus sem medida, Nossa Senhora correspondentemente amou de todo o Coração tudo quanto era de Deus. E porque odiou sem medida o mal, odiou sem medida Satanás, suas pompas e suas obras, o demônio e a carne. Nossa Senhora da Conceição é Nossa Senhora da santa intransigência.

Verdadeiro ódio, verdadeiro amor
Por isto, Nossa Senhora rezava sem cessar. E segundo tão razoavelmente se crê, Ela pedia o advento do Messias, e a graça de ser uma serva daquele que fosse escolhida para Mãe de Deus.
Pedia o Messias, para que viesse Aquele que poderia fazer brilhar novamente a justiça na face da Terra, para que se levantasse o Sol divino de todas as virtudes, espancando por todo o mundo as trevas da impiedade e do vício.
Nossa Senhora desejava, é certo, que os justos vivendo na Terra encontrassem na vinda do Messias a realização de seus anseios e de suas esperanças, que os vacilantes se reanimassem, e que de todos os pauis, de todos os abismos, almas tocadas pela luz da graça, levantassem voo para os mais altos píncaros da santidade. Pois estas são por excelência as vitórias de Deus, que é a Verdade e o Bem, e as derrotas do demônio, que é o chefe de todo erro e de todo o mal. A Virgem queria a glória de Deus por essa justiça que é a realização na Terra da ordem desejada pelo Criador.
Mas, pedindo a vinda do Messias, Ela não ignorava que este seria a Pedra de escândalo, pela qual muitos se salvariam e muitos receberiam também o castigo de seu pecado. Este castigo do pecador irredutível, este esmagamento do ímpio obcecado e endurecido, Nossa Senhora também o desejou de todo o Coração, e foi uma das consequências da Redenção e da fundação da Igreja, que Ela desejou e pediu como ninguém. Ut inimicos Santae Ecclesiae Humiliare digneris, Te rogamus audi nos, canta a Liturgia na linda Ladainha de Todos os Santos. E, antes da Liturgia, por certo o Coração Imaculado de Maria já elevou a Deus súplica análoga, pela derrota dos ímpios irredutíveis. Admirável exemplo de verdadeiro amor, de verdadeiro ódio.

Onipotência suplicante
Deus quer as obras. Ele fundou a Igreja par ao apostolado. Mas acima de tudo quer a oração. Pois a oração é a condição da fecundidade de todas as obras. E quer como fruto da oração a virtude.
Rainha de todos os apóstolos, Nossa Senhora é, entretanto e principalmente, o modelo das almas que rezam e se santificam, a estrela polar de toda meditação e vida interior. Pois, dotada de virtude imaculada, Ela dez sempre o que era mais razoável, e se nunca sentiu em si as agitações e as desordens das almas que só amam a ação e a agitação, nunca experimentou em si, tampouco, as apatias e as negligências das almas frouxas que fazem da vida interior um para-vento a fim de disfarçar sua indiferença pela causa da Igreja. Seu afastamento do mundo não significou um desinteresse pelo mundo. Quem fez mais pelos ímpios e pelos pecadores do que Aquela que, para salvá-los, voluntariamente consentiu na imolação crudelíssima de seu Filho infinitamente inocente e santo? Quem fez mais pelos homens, do que Aquela que consentiu se realizasse em seus dias a promessa da vinda do Salvador?
Mas, confiante sobretudo na oração e na vida interior, não nos deu a Rainha dos Apóstolos uma grande lição de apostolado, fazendo de uma e outra o seu principal instrumento de ação?
Aplicação a nossos dias
Tanto valem aos olhos de Deus as almas que, como Nossa Senhora, possuem o segredo do verdadeiro amor e do verdadeiro ódio, da intransigência perfeita, do zelo incessante, do completo espírito de renúncia, que propriamente são elas que podem atrair para o mundo as graças divinas.
Estamos numa época parecida com a da vinda de Jesus Cristo à Terra. Em 1928 escreveu o Santo Padre Pio XI que “o espetáculo das desgraças contemporâneas é de tal maneira aflitivo, que se poderia ver nele a aurora deste início de dores que trará o Homem do pecado, elevando-se contra tudo quanto é chamado Deus e recebe a honra de um culto” (Enc. Miserentissimus Redemptor, de 08 de maio de 1928).
Que diria ele hoje? E a nós, que nos compete fazer? Lutar em todos os terrenos permitidos, com todas as armas lícitas. Mas antes de tudo, acima de tudo, confiar na vida interior e na oração. É o grande exemplo de Nossa Senhora.
O exemplo de Nossa Senhora, só com o auxílio de Nossa Senhora se pode imitar. E o auxílio de Nossa Senhora só com a devoção a Nossa Senhora se pode conseguir. Ora, a devoção a Maria Santíssima no que de melhor pode consistir, do que em lhe pedirmos não só o amor a Deus e o ódio ao demônio, mas aquela santa inteireza no amor ao bem e no ódio ao mal, em uma palavra aquela santa intransigência, que tanto refulge em sua Imaculada Conceição?
A Imaculada Conceição da Maria Virgem – singular privilégio concedido por Deus, desde toda a eternidade, Àquela que seria Mãe de seu Filho Unigênito – preside a todos os louvores que Lhe rendemos na recitação de seu Pequeno Ofício. Assim, parece-nos oportuno percorrer rapidamente a história dessa “piedosa crença” que atravessou os séculos, até encontrar, nas infalíveis palavras de Pio IX, sua solene definição dogmática.

Onze séculos de tranquila aceitação da “piedosa crença”
Os mais antigos Padres da Igreja, amiúde se expressam em termos que traduzem sua crença na absoluta imunidade do pecado, mesmo o original, concedida à Virgem Maria. Assim, por exemplo, São Justino, Santo Irineu, Tertuliano, Fírmio, São Cirilo de Jerusalém, Santo Epifânio, Teódoro de Ancira, Sedúlio e outros comparam Maria Santíssima com Eva antes do pecado. Santo Efrém, insigne devoto da Virgem, A exalta como tendo sido “sempre, de corpo e de espírito, íntegra e imaculada“. Para Santo Hipólito Ela é um “tabernáculo isento de toda corrupção“. Orígenes A aclama “imaculada entre imaculadas, nunca afetada pela peçonha da serpente“. Por Santo Ambrósio é Ela declarada “vaso celeste, incorrupta, virgem imune por graça de toda mancha de pecado“. Santo Agostinho afirma, disputando contra Pelágio, que todos os justos conheceram o pecado, “menos a Santa Virgem Maria, a qual, pela honra do Senhor, não quero que entre nunca em questão quando se trate de pecados“.
Cedo começou a Igreja – com primazia da Oriental – a comemorar em suas funções litúrgicas a imaculada conceição de Maria. Passaglia, no seu De Inmaculato Deiparae Conceptu, crê que a princípios do Século V já se celebrava a festa da Conceição de Maria (com o nome de Conceição de Sant’Ana) no Patriarcado de Jerusalém. O documento fidedigno mais antigo é o cânon de dita festa, composto por Santo André de Creta, monge do mosteiro de São Sabas, próximo a Jerusalém, o qual escreveu seus hinos litúrgicos na segunda metade do século VII.
Tampouco faltam autorizadíssimos testemunhos dos Padres da Igreja, reunidos em Concílio, para provar que já no século VII era comum e recebida por tradição a piedosa crença, isto é, a devoção dos fiéis ao grande privilégio de Maria (Concílio de Latrão, em 649, e Concílio Constantinopolitano III, em 680).
Em Espanha, que se gloria de ter recebido com a fé o conhecimento deste mistério, comemora-se sua festa desde o século VII. Duzentos anos depois, esta solenidade aparece inscrita nos calendários da Irlanda, sob o título de “Conceição de Maria”.
Também no século IX era já celebrada em Nápoles e Sicílias, segundo consta do calendário gravado em mármore e editado por Mazzocchi em 1744. Em tempos do Imperador Basílio II (976-1025), a festa da “Conceição de Sant’Ana” passou a figurar no calendário oficial da Igreja e do Estado, no Império Bizantino.
No século XI parece que a comemoração da Imaculada estava estabelecida na Inglaterra, e, pela mesma época, foi recebida em França. Por uma escritura de doação de Hugo de Summo, consta que era festejada na Lombardia (Itália) em 1047. Certo é também que em fins do século XI, ou princípios do XII, celebrava-se em todo o antigo Reino de Navarra.

Séculos XII-XIII: Oposições
No mesmo século XII começou a ser combatido, no Ocidente, este grande privilégio de Maria Santíssima. Tal oposição haveria ainda de ser mais acentuada e mais precisa na centúria seguinte, no período clássico da escolástica. Entre os que puseram em dúvida a Imaculada Conceição, pela pouca exatidão de ideias à matéria encontram-se doutos e virtuosos varões, como, por exemplo, São Bernardo, São Boaventura, Santo Alberto Magno e o angélico São Tomás de Aquino.
Século XIV: Escoto e a reação a favor do dogma
O combate a esta augusta prerrogativa da Virgem não fez senão acrisolar o ânimo de seus partidários. Assim, o século XIV se inicia com uma grande reação a favor da Imaculada, na qual se destacou, como um de seus mais ardorosos defensores, o Beato Raimundo Lulio, espanhol.
Outro dos primeiros e mais denodados campeões da Imaculada Conceição foi o Beato João Duns Escoto (seu país natal é incerto: Escócia, Inglaterra ou Irlanda; morreu em 1308), glória da Ordem dos Menores Franciscanos, o qual, depois de bem fixar os verdadeiros termos da questão, estabeleceu com admirável clareza os sólidos fundamentos para desvanecer as dificuldades que os contrários opunham à singular prerrogativa mariana.
Sobre o impulso dado por Escoto à causa da Imaculada Conceição, existe uma tocante legenda. Teria ele vindo de Oxford a Paris, precisamente para fazer triunfar o imaculatismo. Na Universidade da Sorbonne, em 1308, sustentou uma pública e solene disputa em favor do privilégio da Virgem.
No dia dessa grande ato, Escoto, quando chegou ao local da discussão, prosternou-se diante de uma imagem de Nossa Senhora que se encontrava em sua passagem, e lhe dirigiu esta prece: “Dignare me laudare te, Virgo sacrata: da mihi virtutem contra hostes tuos”. A Virgem, para mostrar seu contentamento com esta atitude inclinou a cabeça – postura que, a partir de então, Ela teria conservado…
Depois de Escoto, a solução teológica das dificuldades levantadas contra a Imaculada Conceição se tornou cada dia mais clara e perfeita, com o que seus defensores se multiplicaram prodigiosamente. Em seu favor escreveram inúmeros filhos de São Francisco, entre os quais se podem contar os franceses Aureolo (m. em 1320) e Mayron (m. em 1325), o escocês Bassolis e o espanhol Guillermo Rubión. Acredita-se que esses ardorosos propagandistas do santo mistério estejam na origem de sua celebração em Portugal, nos primórdios do século XIV.
O documento mais antigo da instituição da festa da Imaculada nesse país é um decreto do Bispo de Coimbra, D. Raimundo Evrard, datado de 17 de Outubro de 1320. A par dos doutores franciscanos, cumpre ainda mencionar, entre os defensores da Imaculada Conceição nos séculos XIV-XV, o carmelita João Bacon (m. em 1340), o agostiniano Tomás de Estrasburgo, Dionísio, o Cartuxo (m. em 1471), Gerson (m. em 1429), Nicolau de Cusa (m. em 1464) e outros muitos esclarecidos teólogos pertencentes a diversas escolas e nações.

Séculos XV-XVI: acirradas disputas
Em meados do século XV, a Imaculada Conceição foi objeto de renhido combate durante o Concílio de Basiléia, resultando num decreto de definição sem valor dogmático, posto que este sínodo perdeu a legitimidade ao se desligar do Papa.
Entretanto, crescia cada dia mais o número das cidades, nações e colégios que celebravam oficialmente a festa da Imaculada. E com tal fervor, que nas cortes da Catalunha, reunidas em Barcelona entre 1454 e 1458, decretou-se pena de perpétuo desterro para quem combatesse o santo privilégio.
O autêntico Magistério da Igreja não tardou a dar satisfação aos defensores do dogma e da festa. Pela bula Cum proeexcelsa, de 27 de Fevereiro de 1477, o Papa Sixto IV aprovou a festa da Conceição de Maria, enriqueceu-a de indulgências semelhantes às festas do Santíssimo Sacramento e autorizou Ofício e Missa especial para essa solenidade.
Pelos fins do século XV, porém, a disputa em torno da Imaculada Conceição de tal maneira acirrou os ânimos dos contendores, que o mesmo Papa Sixto IV se viu obrigado a publicar, em data de 04 de setembro de 1483, a Constituição Grave Nimis, proibindo, sob pena de excomunhão, que os de uma parte chamassem hereges aos da outra.
Por essa época, festejavam a Imaculada célebres universidades, como as de Oxford, de Cambridge e a de Paris, a qual, em 1497, instituiu para todos os seus doutores o juramento e o voto de defender perpetuamente o mistério da Imaculada Conceição, excluindo de seus quadros quem não os fizesse. De modo semelhante procederam as universidades de Colônia (em 1499), de Magúncia (em 1501) e a de Valência (em 1530).
No Concílio de Trento (1545-1563) se ofereceu nova ocasião para denodado combate entre os dois partidos. Sem proferir uma definição dogmática da Imaculada Conceição, esta assembleia confirmou de modo solene as decisões de Sixto IV. A 15 de Junho de 1546, na sessão V, em seguida aos cânones sobre o pecado original, acrescentaram-se estas significativas palavras: “O sagrado Concílio declara que não é sua intenção compreender neste decreto, que trata do pecado original, a Bem-aventurada e imaculada Virgem Maria, Mãe de Deus, mas que devem observar-se as constituições do Papa Sixto IV, de feliz memória, sob as penas que nelas se cominam e que este Concílio renova”.
Por esse tempo, começaram a reforçar as fileiras dos defensores da Imaculada Conceição os teólogos da recém-fundada Companhia de Jesus, entre os quais não se achou um só de opinião contrária. Aliás, pelos primeiros missionários jesuítas no Brasil temos notícia de que, já em 1554, celebrava-se o singular privilégio mariano em nosso País. Além da festa comemorada no dia 8 de Dezembro, capelas, ermidas e igrejas eram edificadas sob o título de Nossa Senhora da Conceição.
Entretanto, a piedosa crença ainda suscitava polêmicas, coibidas pela intervenção do Sumo Pontífice. Assim, em outubro de 1567, São Pio V, condenando uma proposição de Bayo que afirmava ter morrido Nossa Senhora em consequência do pecado herdado de Adão, proibiu novamente a disputa acerca do augusto privilégio da Virgem.

Séculos XVII e seguintes: consolidação da “piedosa crença”
No século XVII, o culto da Imaculada Conceição conquista Portugal inteiro, desde os reis e os teólogos até os mais humildes filhos do povo. A 9 de Dezembro de 1617, a Universidade de Coimbra, reunida em claustro pleno, resolve escrever ao Papa manifestando-lhe a sua crença na imaculabilidade de Maria.
Naquele mesmo ano, Paulo V, decretou que ninguém se atrevesse a ensinar publicamente que Maria Santíssima teve pecado original. Semelhante foi a atitude de Gregório XV, em 1622.
Por essa época, a Universidade de Granada se obrigou a defender a Imaculada Conceição com voto de sangue, quer dizer, comprometendo-se a dar a vida e derramar o sangue, se necessário fosse, na defesa deste mistério. Magnífico exemplo que foi imitado, sucessivamente, por grande número de cabidos, cidades, reinos e ordens militares.
A partir do século XVII também foram se multiplicando as corporações e sociedades, tanto religiosas como civis, e até mesmo estados, que adotaram por padroeira à Virgem no mistério de sua Imaculada Conceição.
Digna de particular referência é a iniciativa de D. João IV, Rei de Portugal, proclamando Nossa Senhora da Conceição padroeira de seus “Reinos e Senhorios”, ao mesmo tempo em que jura defendê-La até à morte, segundo se lê na provisão régia de 25 de março de 1646. A partir deste momento, em homenagem à sua Imaculada Soberana, nunca mais os reis portugueses puseram a coroa na cabeça.
Em 1648, aquele mesmo Monarca mandou cunhar moedas de ouro e prata. Foi com estas que se pagou o primeiro feudo a Nossa Senhora. Com o nome de Conceição, tais moedas tinham no anverso a legenda: JOANNES IIII, D. G. PORTUGALIAE ET ALBARBIAE REX, a Cruz de Cristo e as armas lusitanas. No reverso: a imagem da Senhora da Conceição sobre o globo e a meia lua, com a data de 1648 e, nos lados, o sol, o espelho, o horto, a casa de ouro, a fonte selada e a Arca da Aliança, símbolos bíblicos da Santíssima Virgem.
Outro decreto de D. João IV, assinado em 30 de junho de 1654, ordenava que “em todas as portas e entradas das cidades, vilas e lugares de seus Reinos”, fosse colocada uma lápide cuja inscrição exprimisse a fé do povo português na imaculada Conceição de Maria.
Igualmente a partir do século XVII imperadores, reis e as cortes dos reinos começaram a pedir com admirável constância, e com uma insistência de que há poucos exemplos na História, a declaração dogmática da Imaculada Conceição.
Pediram-na a Urbano VIII (m. em 1644) o Imperador Fernando II da Áustria; Segismundo, Rei da Polônia; Leopoldo, Arquiduque do Tirol; o eleitor de Magúncia; Ernesto de Baviera, eleitor de Colônia.
O mesmo Urbano VIII a pedidos do Duque de Mântua e de outros príncipes, criou a ordem militar dos Cavaleiros da Imaculada Conceição, aprovando ao mesmo tempo seus estatutos. Por devoção à Virgem Imaculada, quis ele ser o primeiro a celebrar o augusto Sacrifício na primeira igreja edificada em Roma sob o título da Imaculada, para uso dos menores capuchinhos de São Francisco.
Proclamação do Dogma pelo Papa Beato Pio IX, em 08 de dezembro de 1854

Porém, o ato mais importante emanado da Santa Sé, no século XVII, em favor da Imaculada Conceição, foi a bula Sollicitude omnium Ecclesiarum, do Papa Alexandre VII, em 1661. Neste documento, escrito de sua própria mão, o Pontífice renova e ratifica as constituições em favor de Maria Imaculada, ao mesmo tempo em que impõe gravíssimas penas a quem sustentar e ensinar opinião contrária aos ditos decretos e constituições. Esta bula memorável precede diretamente, sem outro decreto intermediário, a bula decisiva de Pio IX.
Em 1713, Felipe V de Espanha e as Cortes de Aragão e Castela pediram a solene definição a Clemente XI. E o mesmo Rei, com quase todos os Bispos espanhóis, as universidades e Ordens religiosas, a solicitaram a Clemente XII, em 1732.
No pontificado de Gregório XVI, e nos primeiros anos de Pio IX, elevaram-se à Sé Apostólica mais de 220 petições de Cardeais, Arcebispos e Bispos (sem contar as dos cabidos e ordens religiosas) para que se fizesse a definição dogmática, que se deu no felicíssimo dia 08 de dezembro de 1854, através da Bula Ineffabilis Deus.
Fonte originária:Monsenhor João Clá Dias, EP, Pequeno Ofício da Imaculada Conceição Comentado, Volume I, 2° Edição – Agosto 2010, p. 436 à 441.
Publicado em Comunidade Flor do Carmelo de Santa Teresinha.
Oração Mundial até 10 de Dezembro: A Resposta de Fátima à Crise na Igreja
O Cardeal Raymond Burke convoca os católicos do mundo inteiro a nove semanas de oração até 10 de dezembro, centenário da Grande Promessa do Imaculado Coração de Maria. Julio Loredo explica como o apelo de Fátima revela a chave para compreender a crise e a esperança na Igreja.
Fonte: Canal Visto de Roma (Apresentação de Júlio Loredo – IPCO).
Publicado em Instituto Plínio Corrêa de Oliveira (IPCO) .
Quando a Virgem de Akita advertiu sobre os últimos tempos da Igreja e do mundo

Créditos: Virgo Sacrata / France24
Nossa Senhora de Akita é uma das aparições mais impressionantes do século XX: três mensagens de Maria a uma religiosa a partir de uma imagem de madeira que suava sangue e chorava. Suas advertências sobre os últimos tempos nos lembram a necessidade da penitência e da oração.
As revelações de Nossa Senhora à Ir. Agnes Sasagawa são compostas por três mensagens, comunicadas em diferentes meses do ano de 1973. E ocorreram em um convento em Akita, no Japão, da onde vem o nome da devoção.
Além das mensagens -que são o núcleo da manifestação mariana- houve também alguns acontecimentos extraordinários.
A irmã Agnes recebeu uma ferida de origem sobrenatural em forma de cruz na sua mão direita e foi curada de forma inexplicável da surdez que tinha.
Mas por outro lado, a imagem da Virgem ofereceu um testemunho importante do sentimento que acompanhava as manifestações marianas. A escultura esculpida em madeira suou sangue e chorou em 101 ocasiões durante seis anos, desde 4 de janeiro de 1975.
As mensagens da Virgem de Akita foram aprovadas em 22 de abril de 1984 por John Shojiro, bispo de Niigata, Japão. Mas ainda falta o reconhecimento da Santa Sé. (*)
Como toda revelação privada, nenhum católico está obrigado a acreditar nelas. E para ser crível, precisa sempre estar em sintonia com -e nunca negar- o Evangelho, a Tradição Apostólica e o Magistério da Igreja.
Quando a Virgem de Akita advertiu sobre os últimos tempos da Igreja e do mundo
Primeira mensagem (6 de julho de 1973): Uma cura milagrosa e a oração de reparação
Nesta primeira manifestação, a Virgem de Akita disse à Ir. Agnes:
“Filha minha, minha noviça, tens obedecido bem ao abandonar tudo para seguir-me. Dói a enfermidade dos teus ouvidos? Tua surdez acabará, pode ter certeza. Te faz sofrer a ferida na tua mão? Reza em reparação pelos pecados dos homens“.
Além disso, Nossa Senhora ensinou à religiosa uma oração para pedir perdão pelos pecados que ofendem gravemente a Deus:
“Sacratíssimo Coração de Jesus, verdadeiramente presente na Santa Eucaristia, te consagro meu corpo e alma para ser inteiramente uma com Teu coração, sacrificado a cada instante em todos os altares do mundo e dando louvores ao Pai, implorando pela vinda do Teu Reino. Rogo que recebas esta humilde oferenda do meu ser. Usa-me como quiseres para a glória do Pai e a salvação das almas. Santíssima Mãe de Deus, não permitas que jamais me separe do teu Divino Filho. Rogo-te que me defendas e protejas como teu filho especial. Amém”.
Segunda mensagem (3 de agosto de 1973): A advertência do próximo castigo
“Muitos homens neste mundo afligem o Senhor. Desejo que as almas O consolem para suavizar a ira do Pai Celestial”, disse a Virgem de Akita à Ir. Agnes.
“A fim de que o mundo conheça Sua ira, o Pai Celestial está se preparando para infligir um grande castigo à toda a humanidade. Com meu Filho, intervi tantas vezes para apaziguar a ira do Pai. Preveni a vinda de calamidades ao oferecer os sofrimentos do Filho na Cruz, Seu Precioso Sangue e as almas amadas que o consolam formando uma coorte de almas vítimas. Oração, penitência e sacrifícios corajosos podem suavizar a raiva do Pai“.
Terceira e última mensagem (13 de outubro de 1973): A tribulação da Igreja
A última revelação da Virgem de Akita volta a advertir sobre o castigo que será enviada à humanidade, caso ela não se converta.
“Como lhes disse, se os homens não se arrependem e melhoram, o Pai infligirá um terrível castigo à toda a humanidade. Será um castigo maior que o dilúvio, como nunca antes se viu. Fogo cairá do céu e acabará com grande parte da humanidade, tanto bons quanto maus, sem perdoar nem sacerdotes nem fiéis. Os sobreviventes ficarão tão desolados que invejarão os mortos. As únicas armas que restarão serão o Rosário e o Sinal que meu Filho deixou. Recitem todos os dias as orações do Rosário. Com o Rosário, rezem pelo Papa, pelos bispos e pelos sacerdotes”.
Além disso, a Virgem de Akita mostra sua preocupação pelas divisões, provas e perseguições que atravessarão a Igreja.
“A obra do diabo se infiltrará inclusive na Igreja de tal maneira que se verá cardeais se opondo a cardeais, bispos contra bispos. Os sacerdotes que me veneram serão depreciados e encontrarão oposição de seus companheiros (…) Igrejas e altares saqueados; a Igreja estará cheia daqueles que aceitam compromissos e o demônio pressionará a muitos sacerdotes e almas consagradas para que deixem o serviço ao Senhor.
O demônio será especialmente implacável contra as almas consagradas a Deus. O pensamento da perda de tantas almas é a causa da minha tristeza. Se os pecados aumentam em número e gravidade, não haverá perdão para eles”.
Rezemos! Rezemos! Rezemos!
Este artigo foi adaptado da EWTN.
(*) Observação adicional minha: Em junho de 1988, o então Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, Joseph Cardeal Ratzinger, proferiu julgamento definitivo sobre os eventos e mensagens de Akita como “confiáveis e dignos de fé”.
[Leia também: Padre Fortea sobre destruição de igrejas: “vamos viver tempos de perseguição generalizada”]
[Leia também: “Nós triunfaremos”: batalha de exorcista com um demônio revela o poder de Cristo sobre o mal]
Publicado em CHURCHPOP.
Histórico das aparições de Nossa Senhora em Akita (Japão – 13 de outubro de 1973*): ‘Fátima do Oriente’

EM 28 DE JUNHO de 1973, uma ferida em forma de cruz apareceu na palma da mão esquerda da Irmã Agnes Katsuko Sasagawa, freira de um pequeno convento de título Instituto das Servas da Eucaristia, na distante região Yuzawadai, município de Akita…
Esta Irmã Agnes, de família budista, vinha de um longo histórico de sofrimentos com problemas de saúde. Como resultado de uma cirurgia para retirada de apêndice mal sucedida, ela ficou imobilizada por mais de uma década. Terminou por recuperar a sua saúde, porém, após tomar da água de Lourdes, a cidade francesa onde a Virgem Maria aparecera para a jovem Bernadette Soubirous. Depois disso, em outro revés, ficou totalmente surda, e foi então viver com as freiras daquele pequeno convento.
A ferida em sua mão sangrou abundantemente e causou-lhe muita dor. Aos 6 de julho, ela ouviu uma voz vinda de uma imagem da Santíssima Virgem Maria na capela onde rezava. A estátua, de um metro de altura, havia esculpida de um único bloco de madeira de uma árvore Katsura. Nossa Senhora falou então com a Irmã Agnes e lhe deu uma mensagem.
No mesmo dia, algumas das irmãs notaram gotas de sangue fluindo da mão direita da estátua. Em quatro ocasiões, esse escorrimento de sangue se repetiu. A ferida na mão da estátua permaneceu até o dia 29 de setembro, quando desapareceu. Nesse mesmo dia, as irmãs perceberam que a estátua agora tinha começado a “suar”, especialmente na testa e pescoço.
No dia 3 de agosto, Irmã Agnes recebeu uma segunda mensagem. Aos 13 de outubro, recebeu a terceira e última mensagem.
Dois anos depois, aos 4 de janeiro de 1975, a estátua da Bem-aventurada Virgem começou a chorar, e continuou chorando, com intervalos, pelos próximos 6 anos e oito meses. A imagem verteu lágrimas por 101 vezes.

| Ir. Agnes (esquerda da foto) ao lado da Madre Superiora do Convento das Servas da Eucaristia |
As três mensagens de Nossa Senhora de Akita à Irmã Agnes
Minha filha, minha noviça, você tem me obedecido bem, abandonando tudo para me seguir. A doença em seus ouvidos é dolorosa? Sua surdez será curada, tenha certeza. A ferida em sua mão causa-lhe sofrimento? Reze em reparação pelos pecados dos homens. Cada pessoa nesta comunidade é minha filha insubstituível. Você reza direito a prece das Servas da Eucaristia? Então, vamos rezá-la juntas.
Sacratíssimo Coração de Jesus, verdadeiramente presente na Sagrada Eucaristia, eu consagro meu corpo e minha alma para ser inteiramente um com Vosso Coração, sendo sacrificado a cada instante em todos os altares do mundo e dando louvor ao Pai implorando pela vinda do Seu Reino.
Por favor receba este humilde oferecimento de mim mesma. Use-me como Vós desejais para a glória do Pai e a salvação das almas.
Santíssima Mãe de Deus, nunca me deixe ficar separada de Vosso Divino Filho. Por favor defendei-me e protegei-me como Vossa Especial Filha. Amém.
Quando a prece acabou, a Voz Celeste disse:
Reze muito pelo Papa, Bispos, e Sacerdotes. Desde o seu Batismo você tem sempre rezado fielmente por eles. Continue a rezar muito… muito. Diga ao seu superior todo que se passou hoje e obedeça-o em tudo que ele lhe dirá. Ele pediu que você ore com fervor.
Minha filha, minha noviça, você ama o Senhor? Se você ama o Senhor, ouça o que eu tenho a lhe dizer.
É muito importante… Você irá comunicar isso ao seu superior.
Muitos homens neste mundo afligem o Senhor. Eu desejo almas para consolá-lo, para aliviar a ira do Divino Pai. Eu desejo, com meu Filho, almas que reparem através de seu sofrimento e sua pobreza pelos pecadores e ingratos.
De modo a que o mundo possa conhecer Sua ira, o Pai Celeste está preparando para infligir um grande castigo em toda a humanidade. Com meu Filho eu tenho interferido tantas vezes para aplacar a ira do Pai. Eu tenho evitado a vinda de calamidades oferecendo a Ele os sofrimentos de meu Filho na Cruz, Seu Precioso Sangue, e almas amadas que O consolem formando uma corte de almas vítimas. Oração, penitência e sacrifícios corajosos podem aliviar a ira do Pai. Eu desejo isto também para a sua comunidade… que ela ame a pobreza, que ela se santifique e reze em reparação pelas ingratidões e ultrajes de tantos homens.
Recitem a oração das Servas da Eucaristia com consciência do seu significado; coloquem-na em prática; ofereçam em reparação (o que quer que Deus envie) pelos pecados. Deixe cada uma esforçar-se, de acordo com sua capacidade e posição, para oferecer a si mesma ao Senhor.
Mesmo em uma instituição secular a oração é necessária. Almas que desejam orar já estão a caminho de serem reunidas. Sem prender-se demasiadamente à forma, sejam fiéis e fervorosas na oração para consolar o Mestre.
Após um silêncio:
O que você está pensando em seu coração é verdade? Você está realmente decidida a tornar-se a pedra rejeitada? Minha noviça, você que deseja pertencer sem reserva ao Senhor, a tornar-se a esposa digna do Esposo, faça seus votos sabendo que você deve ser pregada à Cruz com três cravos. Estes três cravos são a pobreza, a castidade, e a obediência. Dos três, a obediência é o fundamento. Em total abandono, deixe-se guiar pelo seu superior. Ele vai saber entendê-la e dirigi-la.
Minha querida filha, ouça bem ao que eu tenho a lhe dizer. Você irá informar seu superior.
E depois de outro curto silêncio:
Como eu lhe disse, se os homens não se arrependerem e melhorarem, o Pai irá infligir uma terrível punição a toda a humanidade. Será uma punição maior do que o dilúvio, tal como nunca se viu antes. Fogo irá cair do céu e vai eliminar uma grande parte da humanidade, os bons assim como os maus, sem poupar nem sacerdotes nem fiéis. Os sobreviventes irão ver-se tão desolados que irão invejar os mortos. As únicas armas que irão restar para vocês serão o Rosário e o Sinal deixado pelo Meu Filho. Recitem todos os dias as orações do Rosário. Com o Rosário, rezem pelo Papa, os bispos e os sacerdotes.
A obra do maligno vai infiltrar-se até mesmo dentro da Igreja de tal modo que se verão cardeais opondo-se a cardeais, bispos contra bispos. Os sacerdotes que me veneram serão desprezados e combatidos pelos seus confrades… igrejas e altares saqueados; a Igreja ficará cheia daqueles que aceitam compromissos e o demônio vai pressionar muitos sacerdotes e almas consagradas a deixarem o serviço do Senhor.
O demônio vai ser especialmente implacável contra as almas consagradas a Deus. O pensamento da perda de tantas almas é a causa de minha tristeza. Se os pecados aumentarem em número e gravidade, não haverá mais perdão para eles.
Com coragem, fale ao seu superior. Ele saberá como encorajar cada uma de vocês a rezar e fazer obras de reparação.
É o Bispo Ito, que dirige a sua comunidade.
Nossa Senhora sorriu e então disse:
Você ainda tem algo a perguntar? Hoje é a última vez que eu vou falar com você em viva voz. De agora em diante você irá obedecer aquele que foi enviado para você e seu superior.
Reze muito as orações do Rosário. Eu sozinha ainda sou capaz de salvar vocês das calamidades que se aproximam. Aqueles que colocarem sua confiança em mim serão salvos.
…….
A Igreja aprovou tanto as mensagens e as lacrimações da imagem como sobrenaturais.
Em abril de 1984, o Revmo. Sr. Bispo de Niigata, John Shojiro Ito, após anos de extensas investigações, declarou que os eventos de Akita são de origem sobrenatural, e autorizou para toda a Diocese a veneração da “Santíssima Mãe de Akita”.
Em 22 de abril de 1984, após oito anos de investigações e após consulta com a Santa Sé, as mensagens de Nossa Senhora de Akita foram aprovadas pelo Bispo da Diocese.
Na vila japonesa de Akita, uma outra estátua da Santíssima Mãe de Akita, de acordo com o testemunho de mais de 500 cristãos e não-cristãos, incluindo o prefeito da cidade, sendo ele budista, exalou sangue, suor e lágrimas.
Em junho de 1988, o então Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, Joseph Cardeal Ratzinger, proferiu julgamento definitivo sobre os eventos e mensagens de Akita como “confiáveis e dignos de fé”.
Fontes:
LINDSEY, David Michael. The Woman and the Dragon – Apparitions of Mary, Louisiana: Pelican Publishing, 2000, pp. 226ss.
A12 Academia Marial, disp. em:https://www.a12.com/academia/titulos-de-nossa-senhora/nossa-senhora-de-akita
Acesso 17/5/2019.
Publicado em O Fiel Católico.
*Acréscimo meu da data da Aparição de Nossa Senhora em Akita.
Catástrofes profetizadas por NOSSA SENHORA à Irmã Sasagawa em Akita (Japão – 13 de outubro de 1973) e ao Padre Gobbi (13 de outubro de 1972 – Movimento Sacerdotal Mariano -Santuário de Fátima) e Milagre do Sol (Última Aparição em Fátima – 13 de outubro de 1917 – Ênfase nas Devoções: Rosário – Escapulário e ao Imaculado Coração – Consagração)
Aniversário do Milagre do Sol nas Aparições de Fátima. Confira também as mensagens do dia 13 de Outubro ditas por Nossa Senhora a Irmã Agnes, em Akita, no Japão em 1973 e ao Padre Stefano Gobbi, em 1994. (Descrição – YouTube – Canal Católico do Filho Pródigo).**
** Observações adicionais minhas a respeito do vídeo acima, publicado pelo Canal do Filho Pródigo, em 2023: A Aparição de Nossa Senhora em Akita, no Japão, em 1973, à Irmã Agnes Sasagawa foi reconhecida pela Igreja Católica. Publicarei o conteúdo desta Aparição de Nossa Senhora em outro momento, possivelmente até o final desta semana, também com comentário sobre como lidar espiritualmente com o impacto das revelações contidas nesta Aparição, no atual momento, ou seja, passados 52 anos. Vivemos um tempo de rebelião moral e espiritual, dentro e fora da Igreja Católica, além de uma guerra, na qual a Ucrânia está se defendendo da Rússia desde o ano de 2022, sem trégua. O vídeo abaixo foi publicado em 2023 e seu autor levou em conta a gravidade deste conflito bélico, principalmente, pelo fato da Rússia só ter sido consagrada ao Imaculado Coração de Maria em março de 2023, pelo Papa Francisco, de forma correta, mas não de modo integral e infelizmente tarde. Há outros fatos alarmantes em curso no mundo todo, que colidem diretamente com as profecias, revelações e pedidos feitos por Nossa Senhora, em Fátima, no ano 1917. Nesta época pediu a Consagração da Rússia pelo Papa, em união com todos os Bispos do mundo ao Seu Imaculado Coração e reza do Terço diário, pela paz e pela salvação dos pecadores. Um grande perigo espreitava a Humanidade… a Revolução Bolchevique Russa, instaurada naquele mesmo ano, fez com que Nossa Senhora viesse explicar, por Seu infinito amor, que caso não fosse consagrada o quanto antes “a Rússia espalharia seus males pelo mundo”.
O caos que vivemos hoje é consequência direta dessa indiferença às ordens do Céu. É importante também salientar que Nossa Senhora fez uma promessa à pequena Lúcia, então com 10 anos, denominando-a “mensageira para o mundo” de Suas mensagens. A promessa que fez consistia no fato de que mais adiante viria pedir a Devoção dos Cinco Primeiros Sábados, relacionados ao Seu Imaculado Coração. Na época, falou que “Deus estava sumamente ofendido” com os maus costumes que o povo de Deus mundo afora havia incorporado às suas vidas e famílias. De fato, apareceu à então, Irmã Lúcia, no final da década de 1920, já carmelita em Tuy, na Espanha. Um pouco antes, apareceu-lhe Nosso Senhor Jesus Cristo que reafirmou o pedido de Sua Mãe sobre a necessidade da Consagração, por meio da Comunhão Reparadora ao Seu Imaculado Coração que, no caso, se devia às ofensas, blasfêmias e sacrilégios dirigidas ao Santíssimo Coração de Sua Mãe.
Nossa Senhora, em 1972, 55 anos depois de aparecer em Fátima, faz revelações ao Padre Gobbi, reconhecidas algum tempo depois, como dignas de fé pelo Papa São João Paulo II, pelo Cardeal Joseph Ratzinger e recentemente, pelo Papa Francisco. quanto ele estava em peregrinação ao Santuário de Fátima, acompanhado por um grupo de padres. Naquele momento afirma que recebeu uma moção interior – uma direção apontada pela Virgem de Fátima, cujo foco é a Consagração dos sacerdotes ao Imaculado Coração de Maria e por extensão dos fiéis, além da união destes com o Papa e a Igreja. Esta experiência mística teve como resultado a efetivação do Movimento Sacerdotal Mariano (MSM) e a publicação do livro “Aos Sacerdotes, Filhos Prediletos de Nossa Senhora”, também conhecido por “Livro Azul”. No artigo que publico abaixo, lê-se essa bela descrição do MSM: “É uma obra de amor, que o Coração Imaculado de Maria faz surgir, hoje, na Igreja, para ajudar todos a seus filhos a viverem, na confiança e esperança filial, os momentos dolorosos da purificação”.
Obtive informações na internet que são bem significativas a respeito das alocuções(**) recebidas pelo Pe. Gobbi, por parte de Nossa Senhora. Tiveram a simpatia de São João Paulo II e de Papa Francisco, falecido em maio deste ano.
(**) Discurso curto, lacônico, geralmente pronunciado em ocasião solene.(Dicionário Oxford).
Quanto ao assunto do “Fim dos Tempos”, gostaria de acrescentar minha visão, que exponho tão somente para ilustrar de algum modo, o vídeo relacionado ao tema bastante amplo no que se refere ao “Milagre do Sol”, ocorrido no dia 13 de outubro de 1917. Neste dia, o “sol bailou”, contra todas as evidências científicas. Isto aconteceu para que a mensagem de Fátima tivesse crédito em um século, já marcado pelo ateísmo, pela descrença, com o Comunismo (ou Socialismo), como uma pretensa solução humana, se aplicado em qualquer nação do mundo, de acabar totalmente com a desigualdade social. Isto se mostrou totalmente enganoso e ainda o é, com inúmeros prejuízos, entre eles, a própria perpetuação da espécie humana, leia-se, aborto legalizado a partir da Rússia, que se estendeu para todos os continentes. E, ainda mais, na década de 1960, a contracepção, como controle da natalidade. Sabemos que os anticoncepcionais são abortivos e para agravar ainda mais este quadro terrível em que a Humanidade atualmente está mergulhada, a prática do aborto passou a ser regulada por lei, estando atualmente disseminada em todo globo terrestre. Na esteira desse cenário de degradação humana, teve início à época das Aparições de Nossa Senhora em Fátima, a apologia à Ciência, que havia sido tornada na entrada do século XX, quase que como uma “deusa”. Enfim, parecem-me ser os derradeiros “Fins dos Tempos”, já anunciados desde o anúncio da Boa Nova pelos Apóstolos, em cumprimento à missão que que lhes foi delegada por Nosso Senhor Jesus Cristo, após Sua Ressurreição, para preparar a Sua segunda vinda. Não se sabe quando será, mas Jesus ensinou-nos, por meio dos Apóstolos, de que devíamos ficar atentos aos sinais, tendo dado pistas, que temos acesso na leitura do Novo Testamento
Para finalizar, caros irmãos e irmãs, postarei conforme prometi, publicarei entre hoje e amanhã a íntegra da Aparição de Nossa Senhora em Akita, em 1973, no Japão, e também um chamado espiritual que lança uma esperança para os nossos tempos – um vídeo que traz um pedido de oração global – publicado pelo Cardeal Raymond Burke -[ http://www.santuarioguadalupano.org ], em idioma Espanhol, referido à Nossa Senhora de Guadalupe – padroeira da América Latina e também padroeira principal do México e das Filipinas. Esta corrente de oração diária se estenderá até, a princípio até o dia 10 de dezembro deste ano (2025). O site e as orações estão relacionados à mensagem de Fátima, e, em específico, as orações são dirigidas ao Imaculado Coração de Maria – nossa Mãe Santíssima.
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O que é o Movimento Sacerdotal Mariano
Artigo postado em 21/09/2016 (O Imaculado Coração Triunfará)

O MSM é uma pequena semente plantada por Nossa Senhora no jardim da Santa Igreja. Em pouco tempo tornou-se frondosa e estendeu os seus ramos a todas as partes do mundo.
É uma obra de amor, que o Coração Imaculado de Maria faz surgir, hoje, na Igreja, para ajudar todos a seus filhos a viverem, na confiança e esperança filial, os momentos dolorosos da purificação.
Nestes tempos de graves perigos, a Mãe de Deus e da Igreja, firme e incansável, apressa-se em ajudar, sobretudo os Sacerdotes, seus filhos de maternal predileção.
Naturalmente, são utilizados nesta obra alguns instrumentos e, em particular, foi escolhido Pe. Stefano Gobbi. Por quê? Numa página do Livro, encontramos esta explicação: “Escolhi-te por seres o instrumento menos apto. O Movimento Sacerdotal Mariano deve ser Obra somente minha. Através da tua fraqueza manifestarei a minha força; através do seu nada, manifestarei o meu poder” (16 de julho 1973).
Portanto, o MSM não é uma ainda que louvável associação promovida por algum Padre ou pessoa fervorosa que lhe dera estatutos e dirigentes, é, porém, “um espírito” como felizmente o intuiu o Papa João Paulo II.
É alguma coisa de impalpável, mas tão forte e viva, como são os dons de Deus e tem como finalidade principal viver a consagração ao Coração Imaculado de Maria.
Confiar-se a Maria significa, para o Sacerdote, tomar maior consciência da própria consagração feita a Deus, no dia do Santo Batismo e da Ordenação Sacerdotal.
O MSM torna-se realidade, não em vista das estatísticas, da ressonância dos nomes, eficiência das organizações, mas à medida que se escuta Nossa Senhora me se apoia na obra do Espírito Santo, em louvor da Santíssima Trindade ao espírito do Movimento quem, inscrito ou não, se consagra ao Coração Imaculado de Maria, procurando viver de maneira coerente, agir em obediência e para o bem da Igreja e também ajuda os fieis a viverem a consagração a Maria.
É um movimento que acolhe todos os Sacerdotes diocesanos e religiosos, sem distinção de idade ou de cargo. Inscreveram-se tanto Sacerdotes serenos e ardentes de zelo, como também os amargurados pelas experiências negativas pessoais e de apostolado.
O Coração de Nossa Senhora é aberto a todos os seus filhos; seus braços acolhem e unem os Sacerdotes entre si, sem classificações e sem particularismos.
A escolha de predileção não vem da parte de Nossa Senhora, pois Ela se dirige decididamente a todos: “Tudo quanto te comunico, filho, não te pertence, mas é para todos os meus filhos Sacerdotes que Eu amo com predileção” (29 de Agosto 1973).
A escolha se afetua por parte de quem aceita voluntariamente o materno convite.
Quem deseja aderir ao Movimento e estar a par de sua atividade, mande por escrito sua adesão ao Centro nacional ou regional; se esses centros ainda não existem, envie seu pedido para a Itália ao:
MOVIMENTO SACERDOTAL MARIANO
Via Mercalli 23
20122 Milano, ITÁLIA
A carta de adesão, porém, não serviria para nada, se faltasse a adesão interior e, mais ainda, a vontade de viver a consagração a Nossa Senhora.
É bom lembrar que Nossa Senhora, quando fala de seus filhos prediletos, refere-se não somente aos inscritos no MSM, mas a todos os Bispos e Sacerdotes que a Ela se confiaram e que se esforçam por viver como seus consagrados.
O empenho de uma total consagração ao Coração Imaculado de Maria transmite aos Sacerdotes um profundo sentimento de confiança e de serenidade.
Crer que Nossa Senhora está sempre conosco, nas circunstâncias concretas, solícita em nos ajudar, melhor do que faria qualquer mãe, produz em nós sensação de segurança, mesmo nos sofrimentos pessoais e incertezas da época em que vivemos.
Chegamos, assim, ao cerne da Mensagem evangélica: a fé na Providência de Deus, que nos leva a acolher cada circunstância da vida com a filial confiança das crianças que se abandonam completamente ao seu amor de Pai.
Assim, o passado entregamo-lo à infinita misericórdia do Coração de Jesus; o futuro, esperamo-lo como dom da Providência, que virá até nós pelas mãos da Medianeira de todas as graças; o presente vivemo-lo com alegre empenho, como crianças que brincam ou trabalham sob os olhares da Mãe.
a) Os compromissos característicos da sua espiritualidade.

São três os compromissos que caracterizam a espiritualidade do Movimento Sacerdotal Mariano:
– Consagração ao Imaculado Coração de Maria;
– União ao Papa e à Igreja a ele unida;
– Conduzir os fieis a uma vida de entrega confiante a Nossa Senhora.
As páginas que ilustram a espiritualidade do Movimento foram extraídas das Circulares 21, 23 e 24 do Pe. Stefano Gobbi.
Publicado em O Imaculado Coração Triunfará.
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Leia mais:
Pequena biografia do Padre Stefano Gobb (compilação extraída por meio do recurso à Inteligência Artificial (IA):
Padre Stefano Gobbi (1930-2011) foi um padre católico italiano e fundador do Movimento Sacerdotal Mariano. Ele ordenou sacerdote em 1964, mas sua vida mudou após ter uma experiência mística em Fátima em 1972, onde relatou ter recebido mensagens da Virgem Maria. A partir dessas “locuções interiores”, ele fundou o movimento, que incentiva sacerdotes a se consagrarem ao Imaculado Coração de Maria e a serem unidos ao Santo Padre e à Igreja. Seus ensinamentos foram compilados no livro “Aos Sacerdotes, Filhos Prediletos de Nossa Senhora.
Nascimento e Ordenação:
Nasceu em Dongo, Itália, em 22 de março de 1930, e foi ordenado sacerdote em 1964. Ele pertencia à Companhia de São Paulo e também obteve um doutorado em teologia.
A Experiência de Fátima:
Em 8 de maio de 1972, durante uma peregrinação a Fátima, ele relatou ter recebido uma mensagem da Virgem Maria enquanto rezava na Capelinha das Aparições. A mensagem o chamava para reunir padres que se consagrassem ao Imaculado Coração de Maria. Ele recebeu um sinal de confirmação em Nazaré naquele mesmo mês.
Fundação do Movimento Sacerdotal Mariano:
Em 13 de outubro de 1972, com outros dois padres, lançou o Movimento Sacerdotal Mariano (MSM). O movimento se espalhou pelo mundo, e Gobbi viajou para presidir encontros de oração chamados “cenáculos”.
Mensagens e o Livro Azul:
Entre 1972 e 1997, ele afirmou ter recebido mais de 600 mensagens de Maria. Essas mensagens estão reunidas no livro “Aos Sacerdotes, Filhos Prediletos de Nossa Senhora”, também conhecido como “Livro Azul”.
Relação com o Papa João Paulo II:
O Papa João Paulo II tinha um relacionamento próximo com o Padre Gobbi, por vezes convidando-o para celebrar missa com ele em sua capela privada.
Últimos dias e morte:
O Padre Gobbi sofreu um ataque cardíaco enquanto se preparava para dirigir os Exercícios Espirituais para Sacerdotes em 19 de junho de 2011 e faleceu dez dias depois, em 29 de junho de 2011. A missa de funeral foi celebrada em Collevalenza e ele foi enterrado em Dongo.
Reconhecimento Atual:
Em 2024, a Igreja Católica declarou-o “Siervo de Deus”, e foi apresentada a causa para sua beatificação e canonização.
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Leia também: PROFECIAS DE NOSSA SENHORA AO PADRE GOBBI (Imagem abaixo postada neste artigo)

Nossa Senhora do Rosário (7 de outubro)

Nossa Senhora do Rosário — 7 de outubro: o presente de Maria a São Domingos e a força que transformou o mundo
Um presente do Céu: Maria nos convida ao Rosário
No dia 7 de outubro, a Igreja celebra Nossa Senhora do Rosário — uma festa que nos lembra o colo maternal de Maria e o poder da oração contemplativa. Nesta data, a tradição cristã une história, devoção e intervenção divina: Maria, Mãe compassiva, aparece à humanidade oferecendo ao seu filho e à Igreja um instrumento de graça — o Rosário. Neste artigo, percorremos o contexto da época de São Domingos de Gusmão, a narrativa devocional da aparição, o sentido profundo do Rosário e o papel singular dos Dominicanos na difusão dessa oração que mudou corações e nações. Que as palavras a seguir sejam um convite ao silêncio, à meditação e à entrega filial.
O tempo de São Domingos: um mundo em busca de luz
São Domingos (Domingo de Gusmão; c. 1170–1221) viveu num momento de profundas tensões religiosas e sociais. A Europa do início do século XIII enfrentava heresias que atraíam muitas almas — sobretudo o movimento conhecido como catarismo, no sul da França —, além de crises de fé, pobreza e violências locais. Foi nesse cenário difícil que Domingos se lançou à pregação: sua missão era reconduzir os corações à verdade do Evangelho, com palavra e exemplo. Portanto, compreender o contexto histórico é entender por que nasceu, entre pregadores e fiéis, um desejo urgente por armas espirituais que fossem simples, acessíveis ao povo e ricas em contemplação.
A aparição a São Domingos: tradição, mistério e ternura maternal
A tradição dominicana guarda com amor a memória de que a Virgem Maria apareceu a São Domingos para entregar-lhe o Rosário como arma de oração — um presente maternal para combater erros, restaurar corações e sustentar a ação evangelizadora. Segundo a devoção, Maria apresentou ao santo as orações que hoje conhecemos: o Creio, o Pai-Nosso, a Ave-Maria e os mistérios que conduzem a mente a contemplar a vida de Cristo. Assim, o Rosário nasceu não apenas como repetição, mas como caminho pedagógico para meditar os grandes mistérios da salvação.
É importante afirmar com carinho: esta narrativa vive no coração da fé popular e dominicana; ao mesmo tempo, estudiosos apontam que a prática do Rosário desenvolveu-se gradualmente na Igreja medieval. Mesmo assim, para milhões, a aparição é sinal da ternura de Maria — ela dá a oração que sustenta, converte e fortalece.
Por que Maria apareceu? — a mensagem essencial
A mensagem de Nossa Senhora, no cerne da tradição, é sempre maternal e prática: confiar em Deus, orar com o coração, reparar o pecado e cooperar com a graça. A aparição a São Domingos, portanto, tem um duplo objetivo. Primeiro, oferecer aos cristãos um método de oração que una palavra e contemplação — fácil aos simples e fecundo para os instruídos. Segundo, combater as heresias e as consequências do pecado através da conversão das almas: a oração do Rosário chama à humildade, convida ao arrependimento e inspira os fiéis a viverem segundo o Evangelho. Em suma, Maria quis equipar a Igreja com um instrumento espiritual que promove transformação interior e frutos visíveis na comunidade.
O Rosário: estrutura, significado e a contemplação que salva
O Rosário é, ao mesmo tempo, oração vocal e contemplação: cada Ave-Maria é um passo que nos aproxima de Cristo através de Maria. Historicamente, contava-se com quinze Mistérios — Gozosos, Dolorosos e Gloriosos — distribuídos em quinze décadas; no século XX, o Papa João Paulo II acrescentou os Mistérios Luminosos, enriquecendo a prática com a contemplação do ministério público de Jesus. Cada mistério propicia um encontro vivo com um episódio da salvação, orientando o crente à ação transformadora.
Além disso, o Rosário serve como caminho catequético: ensina os fatos da fé, molda afetos cristãos e fortalece a comunidade. Por isso, desde conventos e paróquias até lares e estradas, o Rosário é oração de consolo, súplica e louvor.
A devoção dominicana: por que os frades amaram tanto o Rosário
Os Dominicanos — Ordem dos Pregadores fundada por São Domingos e confirmada por Roma no início do século XIII — encontraram no Rosário uma sintonia natural com sua missão: pregar, ensinar e salvar. A oração mariana ajudava os pregadores a formar o povo naquilo que pregavam; foi também meio de santificação pessoal e instrumento para a vida apostólica. Dominicanos históricos, como os confrades que difundiram associações e confrarias do Rosário, trabalharam para que essa devoção chegasse ao povo simples e à vida litúrgica das comunidades.
Além disso, no século XV, personagens dominicanos (entre eles Alan de la Roche) revitalizaram e promoveram intensamente o Rosário, consolidando sua difusão por toda a Europa. Assim, por fidelidade à memória de São Domingos e pela eficácia daquela oração, os frades tornaram-se guardiões e arautos do Rosário na Igreja.
Frutos visíveis: como essa aparição e devoção transformaram o mundo
A influência do Rosário transcende gerações: foi força de conversão, instrumento de consolação em tempos de guerra, apoio nas crises morais e fonte de renovação espiritual. Um episódio emblemático é a vitória atribuída por muitos à proteção de Nossa Senhora do Rosário na batalha de Lepanto (7 de outubro de 1571) — evento que deu origem à festa litúrgica celebrada precisamente em 7 de outubro. Desde então, o Rosário passou a ser visto como oração de intercessão poderosa, reunindo povos em oração por causas coletivas.
No campo espiritual, o Rosário formou santos, inspirou missionários, enriqueceu a música sacra e a arte cristã, e incentivou a vida comunitária: confrarias, terços públicos, novenas e retiros marianos movem o coração de incontáveis fiéis. Portanto, a aparição e a devoção dominicana não foram meramente locais; foram sementes plantadas que geraram uma vasta colheita de fé, esperança e caridade.
Mensagem para os nossos dias: por que rezar o Rosário hoje
Hoje, em meio a ruídos, pressões e soledades, o Rosário continua a oferecer um caminho de paz. Ao rezá-lo, reencontramos o princípio da vida cristã: contemplar Cristo, imitar Maria e deixar-nos transformar pelo mistério da redenção. Além disso, o Rosário educa nossa atenção: ajuda a silenciar o coração, a escutar a Palavra e a assumir pequenas atitudes de amor quotidiano. Por isso, peçamos a São Domingos e a Virgem do Rosário que nos ensinem a orar com fidelidade, coragem e ternura.
Sob o manto do Rosário: caminho de paz e salvação
Nossa Senhora do Rosário é, para a Igreja, sinal de que Deus age no tempo por meio de uma Mãe que cuida. Seja pela aparição a São Domingos, seja pela longa história de conversões e milagres, o Rosário permanece um tesouro: simples, profundo e universal. Que, ao celebrarmos 7 de outubro, renovemos a confiança naquela que nos conduz a Cristo. Reze o Rosário com coração aberto — você descobrirá que, no compasso de cada Ave, Maria nos coloca mais perto do Filho.
Oração final
Ó Maria, Mãe do Rosário, ensina-nos a contemplar Jesus em cada mistério, a amar sem medida e a entregar nossa vida ao serviço do Evangelho. Por teu auxílio maternal, converte os corações e faz da nossa família e da nossa Igreja um reflexo mais fiel do Coração de Cristo. Amém.
Publicado em Salve Maria Imaculada.
Assunção de Nossa Senhora (Solenidade – 15 de Agosto)

Festas Litúrgicas – 15.08.2025
A Solenidade da Assunção da Bem-aventurada Virgem Maria é celebrada no dia 15 de agosto, desde o século V, com o significado de “Nascimento para o Céu” ou, segundo a tradição bizantina, de “Dormição”. Em Roma, esta festa era celebrada desde meados do século VII, mas foi preciso esperar até 1° de novembro de 1950, quando Pio XII proclamou o Dogma da Assunção de Maria, elevada ao céu em corpo e alma. No Credo Apostólico, professamos a nossa fé na “ressurreição da carne” e na “vida eterna”, fim e sentido último do caminho da vida terrena. Esta promessa de fé cumpriu-se em Maria, sinal de “consolo e esperança” (Prefácio). Trata-se de um privilégio de Maria, por ser intimamente ligado ao fato de ser Mãe de Jesus: visto que a morte e a corrupção do corpo humano são consequências do pecado, não era oportuno que a Virgem Maria – isenta de pecado – fosse implicada nesta lei humana. Daí o mistério da sua “Dormição” ou “Assunção ao céu”. O fato de Maria ter sido elevada ao céu é motivo de júbilo, alegria e esperança para nós: “Já e ainda não”. Uma criatura de Deus, Maria, já está no Céu e, com ela e como ela, também nós, criaturas de Deus, estaremos um dia. Portanto, o destino de Maria, unida ao corpo transfigurado e glorioso de Jesus, será o mesmo destino de todos os que estão unidos ao Senhor Jesus, na fé e no amor. É interessante notar que a liturgia – através dos textos bíblicos, extraídos do livro do Apocalipse e de Lucas – nos leva não tanto a refletir sobre o canto do Magnificat, mas a rezar. O Evangelho sugere ler o mistério de Maria à luz da sua oração, o Magnificat: o amor gratuito, que se estende de geração em geração; a predileção pelos simples e pobres encontra em Maria o melhor fruto: poderíamos dizer que é a sua obra-prima, um espelho no qual todo o Povo de Deus pode refletir seus próprios lineamentos. A Solenidade da Assunção da Bem-Aventurada Virgem Maria, em corpo e alma ao Céu, é um sinal eloquente do que, não só a “alma”, mas também a “corporeidade” confirmam que “tudo era muito bom” (Gn 1,31), tanto que, como aconteceu com a Virgem Maria, também a “nossa carne” será elevada ao céu. Isto, porém, não quer dizer que somos isentos do nosso compromisso com a história; pelo contrário, é precisamente o nosso olhar, voltado para a Meta, o Céu, a nossa Pátria, que nos dá o impulso para nos comprometermos com a vida presente, nas pegadas do Magnificat: felizes pela misericórdia de Deus, atenciosos com todos nossos irmãos e irmãs, que encontramos ao longo do caminho, começando pelos mais fracos e frágeis.
Proclamação do Dogma
“Pelo que, depois de termos dirigido a Deus repetidas súplicas, e de termos invocado a paz do Espírito de verdade, para glória de Deus onipotente que à virgem Maria concedeu a sua especial benevolência, para honra do seu Filho, Rei imortal dos séculos e triunfador do pecado e da morte, para aumento da glória da sua augusta mãe, e para gozo e júbilo de toda a Igreja, com a autoridade de nosso Senhor Jesus Cristo, dos bem-aventurados apóstolos s. Pedro e s. Paulo e com a nossa, pronunciamos, declaramos e definimos ser dogma divinamente revelado que: a imaculada Mãe de Deus, a sempre virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celestial” (Pio XII, Munificentissimus Deus, 1º de novembro de 1950).
«Naqueles dias, Maria se levantou e foi às pressas às montanhas, a uma cidade de Judá. Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. Ora, apenas Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança estremeceu no seu seio; e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. E exclamou em alta voz: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Senhor? Pois assim que a voz de tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança estremeceu de alegria no meu seio. Bem-aventurada és tu que creste, pois se hão de cumprir as coisas que da parte do Senhor te foram ditas!”. E Maria disse:
“Minha alma glorifica ao Senhor,
meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador,
porque olhou para sua pobre serva.
Por isso, desde agora, me proclamarão bem-aventurada
todas as gerações, porque realizou em mim maravilhas
aquele que é Poderoso e cujo nome é Santo.
Sua misericórdia se estende, de geração em geração,
sobre os que o temem.
Manifestou o poder do seu braço:
desconcertou os corações dos soberbos.
Derrubou do trono os poderosos
e exaltou os humildes.
Saciou de bens os indigentes
e despediu de mãos vazias os ricos.
Acolheu a Israel, seu servo,
lembrado da sua misericórdia,
conforme prometera a nossos pais,
em favor de Abraão e sua posteridade, para sempre”.
Maria ficou com Isabel cerca de três meses. Depois voltou para casa» (Lc 1,39-56).
Dar louvor
Hoje, com o seu Magnificat, a Virgem Maria nos ensina a dar louvor e glória a Deus. Com este convite, por meio do qual a Virgem Maria é contemplada na glória, ela nos exorta a superar o nosso modo exagerado de encarar os problemas e dificuldades habituais. Maria é capaz e, hoje, nos ensina também a olhar a vida de outro ponto de vista: o nosso coração é bem maior que os nossos pecados; e, se o nosso coração nos censurar, Deus é maior que o nosso coração! (cf. 1 Jo 3,20). Logo, não se trata, de uma ilusão, como se não houvesse problemas na vida, mas de valorizar a beleza e o bem que existe na vida, sabendo dar graças a Deus por tudo isso! Dessa forma, até os problemas se tornam relativos.
Deus surpreende
Outro aspecto, que merece destaque neste dia, é o fato de Maria ser virgem e Isabel estéril. Deus é aquele que vai “além”, que surpreende com a sua ação salvífica providencial.
A Meta
Maria encontra-se na glória de Deus; ela alcançou a Meta, onde, um dia, todos nos encontraremos. Eis porque, hoje, Maria é sinal de consolação e esperança, pois, se ela, criatura como nós, conseguiu, também nós conseguiremos. Mantenhamos nosso olhar e coração fixos naquela Mulher, que nunca abandonou seu Filho Jesus e, com Ele, agora, goza da alegria e da glória celeste. Confiemos em Maria! Que ela nos ajude a percorrer o caminho da vida, reconhecendo as grandes coisas, que Deus faz em nós e em torno de nós, sendo capazes de engrandecê-Lo com o Canto da nossa existência!
Publicado em Vatican News.
Bem-aventuradas carmelitas mártires de Compiégne (*) – 17 de julho
17.07.2025

A Revolução Francesa forneceu numerosos novos mártires para a Igreja; entre estes, neste dia se recordam as 16 (**) carmelitas de Compiégne.
Um decreto de 1790 suprimiu todas as ordens contemplativas existentes na França e o machado se abateu primeiramente sobre as freiras de clausura. Impuseram às 21 carmelitas de Compiégne que deixassem o mosteiro. Dezesseis responderam que queriam viver e morrer na casa de Deus, e se ofereceram, por meio de um ato solene, em holocausto a fim de que “a paz que Jesus veio trazer à terra fosse restituída à Igreja e à nação”.
Na noite de 17 julho foram conduzidas ao centro de Paris, onde havia sido instalada a guilhotina; subiram ao patíbulo entoando a salve-rainha. Juntamente com as religiosas, foram guilhotinadas as irmãs Caterina e Teresa Soiron, que executavam o serviço de portaria do mosteiro. Também estas, como as religiosas, foram beatificadas em 1906.

Aos 22 de Junho de 1794, catorze dias depois da Convenção reconhecer a existência de um Ente Supremo, levada por Robespierre, desprezando leis, a tramar, assim o queriam os revolucionários, “pour Le rétablissement de La royauté et l’anéantissement de La Republique”, várias religiosas, que viviam em comunidade, foram presas e encerradas no mosteiro da Visitação, o qual fora transformado em prisão.
Levadas a prestar o juramento de Liberté-Egalité, preferiram mil vezes morrer do que “rester coupables d’um serment”.
A recusa significava a guilhotina e, assim, dezesseis carmelitas receberam a palma do martírio, na triste tarde do dia 17 de Julho daquele mesmo ano de 1794.
(…)
Eram elas:
– Reverenda Madre Teresa de Santo Agostinho (Maria Madalena Claudina Lidoire, priora, nascida em Paris no dia 22 de setembro de 1752.
– Irmã São Luís (Maria Ana Francisca Brideau) sub-priora, nascida em Belford aos 7 de Dezembro de 1752.
– Irmã de Jesus Crucificado (Maria Ana Piedcourt), de Paris, onde veio ao mundo aos 9 de Dezembro de 1715.
– Irmã Carlota da Ressurreição (Ana Maria Madalena Thouret), nascida em Mouy-Oise – a 16 de Setembro de 1715.
– Irmã Eufrásia da Imaculada Conceição (Maria Cláudia Cipriana Brard), de Bourth, onde nasceu aos 12 de Maio de 1736.
– Madre Henriqueta de Jesus (Maria Gabriela de Croissy), nascida em Paris no dia 18 de Junho de 1745.
– Irmã Teresa do Coração de Maria (Maria Ana Hanisset), de Reims, de 18 de Janeiro de 1742.
– Irmã Teresa de Santo Inácio (Maria Gabriela Trézelle), nascida em Compiégne aos 4 de Abril de 1743.
– Irmã Júlia Luísa de Jesus (Rosa Cristão de Neufville), nascida em Evreux aos 30 de Dezembro de 1741)
– Irmã Maria Henriqueta da Providência (Annette Pelras), nascida aos 16 de Junho de 1760 em Cajard.
– Irmã Constância (Maria Genoveva Meunier), de São Dionísio, onde nasceu aos 28 de Maio de 1765.
– Irmã Maria do Santo Espírito (Angélica Roussel), nascida em Fresnes no dia 3 de Agosto de 1742.
– Irmã Santa Marta (Maria Dufour), nascida em Bannes, Sarthe, aos 2 de Outubro de 1741.
– Irmã São Francisco (Isabel Júlia Vérolot), de Ligniéres, Aube, nascida aos 13 de Janeiro de 1764.
– Catarina Soiron, irmã rodeira, nascida em Compiégne aos 2 de Fevereiro de 1742.
– Teresa Soiron, irmã rodeira, nascida em Compiégne aos 23 de Janeiro de 1748.
Antes de morrer, serenes, indiferentes, cantavam o Miserere, o Salve Regina. Aos pés do cadafalso, entoaram o Te Deum, depois o Veni Creator.

Mortas, tiveram os restos mutilados transportados para o cemitério de Picpus. E, como homenagem, no muro que rodeia a tuba comum, onde foram depositadas, lê-se, numa placa de mármore:
Beati qui in Domino moriuntur
Somente uma carmelita escapou do massacre: Francisca Genoveva Filipe, no século – Irmã Josefina Maria da Encarnação, na vida religiosa.
O processo de beatificação, aberto por iniciativa do cardeal Ricardo, arcebispo de Paris, a 23 de Fevereiro de 1896, teve tramitação rápida. No dia 6 de Dezembro de 1902, o Papa Leão XIII, declarava as carmelitas veneráveis, e, a 10 de Dezembro de 1905, Pio X, beatificava-as. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XIII, p. 118 à 120)
A escritora Gertrud von le Fort mostrou em seu livro A ÚLTIMA AO CADAFALSO (Ed. Quadrante, SP), o quão perversa e sanguinária foi a Revolução Francesa (1789) que nada teve de “Igualdade, liberdade e fraternidade”, como se propaga, mas foi a encarnação diabólica do mal na França, especialmente contra a Igreja Católica.
O texto abaixo mostra o assassinato covarde e revoltante de 16 irmãs carmelitas de Compiègne, na guilhotina, acusadas maldosamente de serem “subversivas” e inimigas da Revolução. Como, se eram enclausuradas? Foi o ódio de Satanás contra aquelas que ofereciam a Deus a sua vida para aplacar a cólera de Deus na França. Leia este relato e depois o livro todo, para não ser enganado.
“São cerca de oito horas da tarde. É verão e o céu ainda está claro. A multidão comprime-se em volta da guilhotina, erguida no centro da antiga Place du Thrône, atual Barriére de Vincennes. Junto dos degraus que conduzem ao cadafalso, o carrasco, Charles-Henri Sanson, espera respeitosamente de pé, flanqueado por dois ajudantes. O calor é opressivo, e em toda a praça reina um odor mefítico de sangue. Vindos da cidade, despontam os carroções. Hoje são dois, e vêm bastante cheios: ao todo, serão quarenta vítimas. Recebem-nas as exclamações e ameaças habituais, mas o barulho logo se abafa em murmúrios de espanto. Acontece que, entre os condenados, se veem diversas mulheres de capa branca: são as dezesseis carmelitas do convento de Compiègne, Ao contrário dos seus companheiros de infortúnio, não deixam pender a cabeça nem choram ou gritam; trazem o rosto erguido, e a linha firme do corpo é sublinhada pelas mãos amarradas às costas. E cantam: aos ouvidos de todos, ressoam as notas quase esquecidas da Salve Rainha em latim e do Te Deum. Até para o mais empedernido dos basbaques presentes, é um espetáculo inaudito.
Quando os carroções param ao pé do cadafalso, o burburinho faz-se silêncio absoluto. Até essas mulheres histéricas, as chamadas “fúrias da guilhotina”, que sempre estão na primeira fila dos espectadores, emudecem.
As primeiras a descer são as carmelitas. Uma delas, a priora, Madre Teresa de Santo Agostinho, aproxima-se do carrasco e pede-lhe que lhes conceda uns minutos para poderem renovar os seus votos e que a deixe ser a última a sofrer a execução, para que possa animar cada uma das suas filhas até o fim. Sanson, o carrasco, alma delicada, concorda de bom grado.
Todas juntas, cantam o Veni Creator Spiritus. A seguir, renovam os seus votos religiosos. Enquanto rezam, uma voz de mulher sussurra na multidão: “Essas boas almas, vejam se não parecem anjos! Pela minha fé, se essas mulheres não forem diretas ao paraíso, é porque o paraíso não existe!… “.
A priora recua até a base da escada. Tem nas mãos uma estatueta de cerâmica da Virgem Maria com o Menino Jesus ao colo. A primeira a ser chamada, a mais jovem de todas, é a noviça Constança. Ajoelha-se diante da Madre e pede-lhe a bênção. Segundo uma testemunha, ter-se-ia também acusado nesse momento de não haver terminado o ofício do dia.
Com um sorriso, a Madre diz-lhe: “Vai, minha filha, confiança! Acabarás de rezá-Io no Céu”…, e dá-lhe a beijar a imagem. Constança sobe rapidamente os degraus, entoando o salmo Laudate Dominum omnes gentes, “Louvai o Senhor, todos os povos”. “Ia alegre, como se se dirigisse para uma festa”. O carrasco e seus ajudantes, com gesto profissional, dispõem-na debaixo da guilhotina. Ouve-se o golpe surdo do contrapeso, o ruído seco da lâmina que cai, o baque da cabeça recolhida num saco de couro. Sem solução de continuidade, o corpo é lançado ao carroção funerário.
Uma por uma, as freiras ajoelham-se diante da priora e pedem-lhe a bênção e permissão para morrer. Cantam o hino iniciado por Constança. Quando chega a vez da Irmã de Jesus Crucificado, que tem 78 anos, os jovens ajudantes do carrasco têm de descer para ajudá-la a vencer os degraus. Ela diz-lhes afavelmente: “Meus amigos, eu vos perdoo de todo o coração, tal como desejo que Deus me perdoe”.
(*) Essa imagem foi devolvida mais tarde à Ordem e encontra-se hoje no Carmelo de Compiègne, novamente fundado em 1867.
Os corpos foram levados às pressas para o antigo convento dos agostinianos do Faubourg de Picpus. Lá foram lançados na fossa comum e cobertos de cal viva. Hoje há ali um gramado cercado de ciprestes, com uma simples cruz de ferro. É um lugar de silêncio e oração.
Na capelinha anexa a esse cemitério, há uma lápide que traz o nome das dezesseis mártires beatificadas em 27 de maio de 1906 por São Pio X.

Prof. Felipe Aquino
Publicado em Templário de Maria.
(*) “Durante a audiência concedida, nesta quarta-feira (18/12), ao prefeito do Dicastério para as Causas dos Santos, cardeal Marcello Semeraro, o Papa Francisco aprovou os votos favoráveis da Sessão Ordinária dos Cardeais e Bispos, Membros do Dicastério, e decidiu estender a toda a Igreja o culto à Beata Teresa de Santo Agostinho, no século, Maria Madalena Claudia Lidoine, e 15 companheiras da Ordem das Carmelitas Descalças de Compiègne, mártires, mortas por ódio à fé durante a Revolução Francesa, em 17 de julho de 1794, em Paris, França, inscrevendo-as no catálogo dos Santos, Canonização Equipolente, uma prática iniciada por Bento XIV com a qual o Papa estende o culto de um servo de Deus ainda não canonizado a toda a Igreja por meio de um decreto. A Beata Teresa de Santo Agostinho e suas companheiras são agora santas. (…)” – Fonte: Vatican News (18.12.2024)
(**) Correção: No texto original, elaborado pelo Prof. Felipe Aquino, há referência a 17 carmelitas descalças, no entanto, na lista acima, por ele apresentada, das carmelitas guilhotinadas, constam os nomes de 16 delas. Talvez tenha havido confusão, em vista do fato de que uma delas havia viajado, ou se trata de um simples erro de digitação.
Leia também:
“Em 17 de julho, dia seguinte à celebração litúrgica de Nossa Senhora do Carmo, a Igreja rememora o martírio de 16 religiosas carmelitas durante a Revolução Francesa. Vítimas do ódio à fé que caracterizava uma parte muito relevante do assim chamado “iluminismo”, elas foram decapitadas em Compiègne, na França.(…)” – Fonte: Aleteia
Por que o mês de julho é dedicado ao Preciosíssimo Sangue de Jesus?
Junho foi dedicado ao Sagrado Coração de Jesus, e neste mês somos motivados a honrar ao Seu Precioso Sangue que foi derramado para o perdão de todos os pecados.
1 julho 2025

O sangue é vida, e toda vez que pensamos na expressão “derramar o sangue”, lembramos do martírio, da doação e, com isso, pensamos em Jesus. Ele derramou o próprio sangue por nós. A partir deste fato, existe uma devoção particular na Igreja Católica que está ligada à Paixão de Jesus Cristo: é a honra do seu Preciosíssimo Sangue.
São João Batista apresentou Jesus ao mundo dizendo: “Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1,29). Sem o Sangue desse Cordeiro não há salvação.
São Pedro ensina que fomos resgatados pelo Sangue do Cordeiro de Deus mediante “a aspersão do seu sangue. Porque vós sabeis que não é por bens perecíveis, como a prata e o ouro, que tendes sido resgatados da vossa vã maneira de viver, recebida por tradição de vossos pais, mas pelo precioso Sangue de Cristo, o Cordeiro imaculado e sem defeito algum, aquele que foi predestinado antes da criação do mundo.”
Origem da devoção
Esta devoção é o reconhecimento do sacrifício de Jesus e como Ele derramou seu sangue para a salvação da humanidade. Além disso, este sangue é feito presente através da Eucaristia, podendo ser comungado na Santa Missa, juntamente com o corpo de Cristo, sob a aparência de pão e vinho.
Com o passar do tempo, a Igreja desenvolveu várias festas ao Preciosíssimo Sangue, mas foi no século XIX que uma festa universal foi estabelecida. Durante a Primeira Guerra Italiana pela Independência, em 1849, o Papa Pio IX foi para o exílio em Gaeta, onde estava com Don Giovanni Merlini, terceiro superior geral dos Padres do Preciosíssimo Sangue.
Enquanto a guerra ainda estava em fúria, Merlini sugeriu ao Papa Pio IX que criasse uma festa universal ao Precioso Sangue para implorar a ajuda celestial de Deus para acabar com a guerra e trazer a paz a Roma. Pio IX, posteriormente, fez uma declaração em 30 de junho de 1849 que ele pretendia criar uma festa em honra ao Precioso Sangue. A guerra terminou e ele retornou a Roma pouco depois.
Em 10 de agosto, ele oficializou e proclamou que o primeiro domingo de julho seria dedicado ao Preciosíssimo Sangue de Jesus Cristo. Mais tarde, o Papa Pio X atribuiu o dia 1º de julho como a data fixa dessa celebração.
Depois do Vaticano II, a festa foi removida do calendário, mas uma Missa votiva em honra do Preciosíssimo Sangue foi estabelecida e pode ser celebrada no mês de julho (assim como na maioria dos outros meses do ano).
O Sangue de Cristo representa a Sua vida humana e divina, de valor infinito, oferecida à Justiça Divina para o perdão dos pecados de todos os homens de todos os tempos e lugares. O Catecismo da Igreja Católica (CIC 616) nos ensina: “nenhum homem, ainda que o mais santo tivesse condições de tomar sobre si os pecados de todos os homens e de se oferecer em sacrifício por todos. A existência em Cristo da pessoa Divina do Filho torna possível seu sacrifício redentor por todos”.
O Precioso Sangue nos motiva a meditar sobre a oferta total de Jesus pela humanidade
Por estas razões, todo o mês de julho é tradicionalmente dedicado ao Preciosíssimo Sangue, e os católicos são encorajados a meditar sobre o profundo sacrifício de Jesus e o derramamento de seu sangue para a humanidade.
“Mas Deus demonstra seu amor para conosco pelo fato de Cristo ter morrido por nós quando éramos ainda pecadores. Quanto mais, então, agora, justificados por seu sangue, seremos por ele salvos da ira” (Rm 5,8s).
Sugestão de oração para todo o mês de Julho:
Ó Deus, que pelo Precioso Sangue do teu Filho Unigênito redimiu o mundo inteiro, preserva em nós o trabalho de Tua misericórdia, para que, sempre honrando o mistério da nossa salvação, possamos merecer obter bons frutos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Teu Filho, que vive e reina na unidade do Espírito Santo, um só Deus, para todo o sempre. Amém. Admitidos à vossa mesa sagrada, ó Senhor, com alegria extraímos água das fontes do Salvador: que o Vosso sangue, pedimos a Vós, torne dentro de nós uma fonte de água que salta para a vida eterna. Amém.
VEJA TAMBÉM:
O sangue do precioso de Jesus Cristo
Terço do Preciosíssimo Sangue de Jesus
Publicado em Comunidade Shalom (comshalom.org)
Solenidade de São Pedro e São Paulo
Que a celebração dessas duas colunas da Igreja seja uma ocasião de graças para o crescimento do Reino de Deus em nossa vida cristã»!

Vatican News – 29.06.2025
«Quando desejamos refletir bem, sem influência alguma de pessoas ou situações, nos retiramos para um local afastado e silencioso. Queremos estar a sós conosco na natureza e na presença de Deus. Foi o que Jesus fez com seus discípulos quando escolheu aquele que iria governar seu rebanho. O Senhor se dirigiu com eles a Cesaréia de Filipe, um lugar afastado do mundo judeu e significativo pela natureza, próximo ao monte Hermom e a uma das fontes do Jordão. Lá, na solidão e apenas na presença do Pai, checou o coração de Simão e o fez seu vigário. O eleito estava tão purificado, tão livre de apegos e amarras mundanas e tão cheio do Espírito que declarou a identidade de Jesus, reconhecendo-o como o Messias de Deus.
Por outro lado, Jesus confirmou seu nascimento na fé, dando-lhe outro nome, o de Pedro, pedra e indicando seu novo e definitivo encargo: confirmar seus irmãos na fé.
Além de graças para viver plenamente essa missão, Pedro as recebeu também para levá-la até o fim, quando dará glória a Deus através de sua morte na cruz, como o Mestre, só que de cabeça para baixo.
Simão nasceu de novo, recebeu outro nome, outra função na sociedade, aumentou enormemente seu compromisso na fé. Ao entregar-se na condução de seus irmãos, Pedro viveu momentos de alegria e de tristeza, de certezas e de abandono total na fé. O que passou a guiar sua vida, a ser fiel na missão recebida e abraçada foi a certeza da fidelidade do Senhor. Agora Pedro vai deixando Deus ser o oleiro, fazer dele um homem à imagem de Jesus. Por isso ele é pedra, não por causa de sua dureza, mas por causa de sua solidez e confiabilidade. Da dureza da pedra Pedro apenas guardou a resistência às investidas do inimigo. Nada pode vencê-lo.
Como chefe da Igreja, Pedro recebeu o poder de ligar e desligar, isto é, declarar o que está de acordo ou em desacordo com o projeto de Jesus. Por isso ele foi sempre esse homem renascido para a missão. Não será por este motivo que os papas mudam de nome?
Mas hoje também é o dia de São Paulo, a outra coluna da Igreja. Pedro é a coluna que nos confirma na fé e Paulo é a que evangeliza.
A liturgia nos propõe como reflexão a carta a Timóteo, onde o Apóstolo faz seu testamento e a revisão de sua vida cristã. De qualquer modo, Paulo, antes da conversão Saulo, também será assemelhado a Jesus, vítima sacrificada em favor de muitos. Ele deduz que o momento de seu martírio, de dar testemunho de Deus, está próximo.
Nessa ocasião foi feita a revisão de vida. Paulo teve consciência de que foi fiel à missão, que cumpriu o encargo de anunciar ao mundo o Evangelho. Teve consciência do quanto sofreu e padeceu por esse motivo e agradeceu a Deus por ter guardado a fé.
Em seguida Paulo expressou sua certeza no encontro com o Senhor, quando então será recompensado por tudo, através da convivência eterna com Ele.
Festejar os santos é praticar seus ensinamentos e seguir seus testemunhos de fé.
Que o Senhor nos ajude a louvar São Pedro e São Paulo, fazendo com que cada dia, cada despertar nós seja par nós um novo dia, o reinício da vida nova iniciada com o nosso batismo. Para isso é necessário abandonarmo-nos nas mãos de Deus, permitindo a Ele nos refazer, nos moldar segundo seu coração e confiando no resultado final que, como Paulo, só veremos no final da vida.
Que as alegrias e os êxitos, as dificuldades e os sofrimentos do dia-a-dia não impeçam nosso crescimento na fé, mas amadureçam e solidifiquem a ação do Espírito.
Finalmente, sirva-nos de referencial para a fidelidade a Cristo e sua Igreja, a conformidade de nossa vida aos ensinamentos de Pedro.
Que a celebração dessas duas colunas da Igreja seja uma ocasião de graças para o crescimento do Reino de Deus de nossa vida cristã»!
Publicado em Vatican News.
Solenidade do Imaculado Coração de Maria
O que significa o Imaculado Coração de Maria?
O Imaculado Coração de Maria significa, antes de tudo, a grande pureza e o amor do coração da Bem-Aventurada Virgem Maria por Deus. Essa pureza se manifesta em seu “Sim” ao Pai na Encarnação, em seu amor e cooperação com o Filho Encarnado em Sua missão redentora, e em sua docilidade ao Espírito Santo, permitindo-lhe permanecer livre da mancha do pecado pessoal por toda a sua vida. O Imaculado Coração de Maria, portanto, nos aponta para sua profunda vida interior, onde experimentou alegrias e tristezas, mas permaneceu fiel, como também nós somos chamados a fazer.
Por que honramos o Imaculado Coração de Maria?
São João Paulo II disse: “De Maria, aprendemos a amar Cristo, seu Filho e Filho de Deus… Aprendam com ela a serem sempre fiéis, a confiar que a Palavra de Deus para vocês será cumprida e que nada é impossível para Deus.”
Quando honramos o Imaculado Coração, damos a máxima honra a Jesus. Ao honrarmos a Mãe, honramos o Filho. Além disso, a Santíssima Virgem também é nossa mãe (ver Apocalipse 12:17), e o coração de sua mãe é incomparável. São Luís de Montfort disse: “Se vocês reunissem todo o amor de todas as mães em um só coração, ele ainda não se igualaria ao amor do coração de Maria por seus filhos”.
Qual é a história do Imaculado Coração de Maria?
O Imaculado Coração de Maria foi honrado até certo ponto antes do século XVII, mas São João Eudes, um padre francês do século XVII, popularizou essa devoção com seu grande amor pela Mãe Santíssima.
O que é a devoção do Primeiro Sábado?
Parte da mensagem de Fátima é que Deus nos pede que reparemos os pecados do mundo. Em 1916, o Anjo ensinou às crianças orações de reparação e pediu-lhes que fizessem penitência. A Santíssima Virgem também pediu orações e atos de reparação e, em 13 de julho de 1917, prometeu que retornaria para pedir um tipo especial de reparação. Ela o fez em 1929, aparecendo a Lúcia, agora noviça em uma comunidade espanhola.
“Olha, minha filha, para o meu Coração, cercado de espinhos com que os homens ingratos me cravam a todo instante com suas blasfêmias e ingratidões. Tenta ao menos consolar-me e diz que prometo assistir na hora da morte, com as graças necessárias à salvação, todos aqueles que, no primeiro sábado de cinco meses consecutivos, se confessarem, receberem a Sagrada Comunhão, rezarem cinco dezenas do Rosário e me fizerem companhia por quinze minutos, meditando nos quinze mistérios do Rosário, com a intenção de me desagravar.”
Este é um pedido constante, tão necessário hoje, se não mais, do que em 1929. Está também ao alcance de todo católico. E, ao atendê-lo, agradamos a Nosso Senhor, que, como qualquer filho, se alegra quando outros defendem a honra de sua mãe.
Como o Sagrado Coração de Jesus e o Imaculado Coração de Maria se relacionam?
A Serva de Deus Lúcia de Jesus Rosa dos Santos, uma das videntes de Fátima, disse: “A obra da nossa redenção começou no momento em que o Verbo desceu do Céu para assumir um corpo humano no ventre de Maria. A partir daquele momento, e pelos nove meses seguintes, o Sangue de Cristo foi o Sangue de Maria, tirado do Seu Imaculado Coração; o Coração de Cristo batia em uníssono com o Coração de Maria.”
Além disso, o próprio Jesus apareceu à Irmã Lúcia, dizendo: “Quero que a Minha Igreja… coloque a devoção a este Imaculado Coração ao lado da devoção ao Meu Sagrado Coração.”
SAIBA MAIS SOBRE O SAGRADO CORAÇÃO
Por que Maria tem uma espada no coração?
A maioria das imagens do Imaculado Coração mostra uma ou mais espadas atravessando o Coração de Maria. Simeão disse à Santíssima Mãe que “uma espada traspassará a tua alma” (Lucas 2:35). Isso indica as dores que Maria experimentaria, particularmente pela Paixão de Jesus.
Quais são as sete dores de Maria?
- A profecia de Simeão (Lucas 2:25-35)
- A fuga para o Egito (Mateus 2:13-15)
- Perda do Menino Jesus por três dias (Lucas 2:41-50)
- Maria encontra Jesus a caminho do Calvário (Lucas 23:27-31; João 19:17)
- Crucificação e Morte de Jesus (João 19:25-30)
- O corpo de Jesus retirado da cruz (Salmo 130; Lucas 23:50-54; João 19:31-37)
- O sepultamento de Jesus (Isaías 53:8; Lucas 23:50-56; João 19:38-42; Marcos 15:40-47)
O Coração de Maria é mencionado na Bíblia?
Duas vezes no Evangelho de São Lucas, ouvimos falar do coração de Maria. Após o nascimento de Jesus, Lucas 2:19 diz: “Maria, porém, guardava todas essas coisas, meditando-as em seu coração”. E depois que Maria e São José encontraram Jesus no Templo, após três dias de ausência, Lucas 2:51 diz: “A mãe [de Jesus] guardava todas essas coisas em seu coração”. Ambas as referências apontam para a vida interior de Maria, na qual ela meditava sobre os Mistérios que cercavam seu Filho.
O que significa consagrar-se ao Imaculado Coração de Maria?
Consagrar algo é separá-lo para Deus. Essa “santificação” identifica uma pessoa ou coisa como dedicada ao Seu serviço. Isso é demonstrado no Antigo Testamento, onde pessoas e coisas (os primogênitos, os sacerdotes, as ofertas, etc.) são entregues a Deus, e no Novo Testamento, onde Cristo é o consagrado enviado pelo Pai (João 10:36), que se consagra ao Pai em nosso favor (João 17:19) e por meio de quem nós mesmos somos consagrados (1 Pedro 2:9).
Quando nos consagramos ao Imaculado Coração, rededicamo-nos a Deus, imitando a consagração completa de Nossa Senhora na Encarnação (Lc 1,38) e sob a Cruz (Lc 2,35; Jo 19,25-27), e confiamo-nos a Ela para o cumprimento do nosso compromisso batismal. Como disse o Papa São João Paulo II na sua oração de consagração do mundo ao Imaculado Coração, em 25 de março de 1984:
. . . Diante de ti, Mãe de Cristo, diante do teu Imaculado Coração, eu hoje, juntamente com toda a Igreja, uno-me ao nosso Redentor nesta Sua consagração pelo mundo e pelos homens, que só no Seu Divino Coração tem o poder de obter o perdão e assegurar a reparação.
Uma Oração de Consagração a Maria
Ó Maria, Virgem poderosíssima e Mãe de misericórdia, Rainha do Céu e Refúgio dos pecadores, nós nos consagramos ao vosso Imaculado Coração.
Consagramos a ti o nosso próprio ser e toda a nossa vida; tudo o que temos, tudo o que amamos, tudo o que somos. A ti entregamos nossos corpos, nossos corações e nossas almas; a ti entregamos nossos lares, nossas famílias, nosso país.
Desejamos que tudo o que há em nós e ao nosso redor pertença a ti e participe dos benefícios da tua bênção maternal. E para que este ato de consagração seja verdadeiramente eficaz e duradouro, renovamos hoje a teus pés as promessas do nosso Batismo e da nossa primeira Comunhão.
Nós nos comprometemos a professar corajosamente e em todos os momentos as verdades da nossa santa Fé e a viver como convém a católicos devidamente submissos a todas as orientações do Papa e dos Bispos em comunhão com ele.
Nós nos comprometemos a guardar os mandamentos de Deus e de Sua Igreja, em particular, a santificar o Dia do Senhor.
Da mesma forma, nos comprometemos a fazer das práticas consoladoras da religião cristã, e acima de tudo, da Sagrada Comunhão, uma parte integrante de nossas vidas, na medida em que formos capazes de fazê-lo.
Por fim, prometemos-te, ó gloriosa Mãe de Deus e amorosa Mãe dos homens, dedicar-nos de todo o coração ao serviço do teu bendito culto, a fim de apressar e assegurar, pela soberania do teu Imaculado Coração, a vinda do reino do Sagrado Coração do teu adorável Filho, nos nossos corações e nos de todos os homens, na nossa pátria e em todo o mundo, assim na terra como no céu. Amém.
Publicado em EWTN – Global Catholic Network.
