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Posts Tagged ‘“A Igreja Universal celebra no dia de hoje a Solenidade de São Pedro e São Paulo – as colunas da Santa Sé” – Ecclesia Una’

O autor do texto abaixo é Everth Queiroz Oliveira, 14 anos. É estudante, e em seu blog “Ecclesia Una” se afirma como “Cristão Católico”. Admito que  fiquei impressionada com o conteúdo geral do blog deste menino. Ele toca em um assunto que considero muito importante: “um católico/cristão” pode fazer parte da Maçonaria, ou integrar a Ordem Demolay?

É autor do post abaixo, em que fala da “Solenidade de São Pedro e São Paulo”. Em seu blog apresenta o bispo de sua Diocese – Ituiutaba (MG) – Dom Francisco Carlos. Ele, Everth – se descreve assim: “Uma mente medieval em meio ao mundo moderno“.

Peço a Deus-Pai que abençoe este menino extraordinário em seus caminhos, iluminando sempre seus passos.  Que não perca a humildade (cheia de devoção) que transparece em seus escritos e em seu olhar. Que a oração seja o seu escudo no “bom combate”. Amém.

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. Ecclesia Una

Solenidade de São Pedro e São Paulo

Ecclesia Una (blog)

27/06/2009 por Everth Queiroz Oliveira

A Igreja Universal celebra no dia de hoje a Solenidade de São Pedro e São Paulo, as colunas da Santa Sé. Trata-se de uma das mais importantes festividades da Igreja, onde se lembra – liturgicamente falando – a fundação da Igreja Católica. “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja” (Mt 16,18). De fato, aqui tudo começou: o ministério apostólico, a missão evangelizadora dos cristãos, a pregação da doutrina. Com essas palavras de Jesus, a Igreja começava a se formar e é hoje que celebramos mais um aniversário da Igreja. Sim. São quase 2000 anos de história, de lutas, de conversões, de testemunhos, de santidade, de vida, de .

Quando passamos a observar a dimensão da Igreja Católica no mundo, observamos o quão grandes somos. Em particular, cada um de nós é um ser humilde, simples; no entanto, por meio da união, evidencia-se na Igreja cristã um Pai Nosso, de todos nós, que protege e guarda o Sumo Pontífice Bento XVI, os cardeais e bispos do mundo inteiro, além, é claro, dos sacerdotes e leigos responsáveis por combater o depósito da fé. De fato, não dá para pensar em Igreja Católica sem se lembrar da figura sempre atuante de Jesus Cristo. Com efeito, a própria Igreja é o Corpo de Cristo. Fundada por Ele, ela segue seu ministério com amor, empenho e dedicação. Não se aflige com os pecados dos seus ministros, pois sabe que esses pecados não interferem e nem mancham a santidade da Igreja, que é, segundo São Paulo, “sem mácula, sem ruga” (Ef 5,27).

Nós, que somos católicos, sentimos um imenso orgulho em participar da união católica, que é evidenciada e completada pelo banquete nupcial: a Eucaristia. E a Igreja é a única a conter esse mistério inefável. O Corpo e o Sangue de Jesus estão verdadeiramente na Santa Sé, na Igreja; e Ela é a única a manter em sua doutrina esse tão belo tesouro. Não existe, aliás, riqueza maior do que Jesus Eucarístico. A plenitude da fé, do amor, da caridade e da santidade só pode acontecer no Santo Sacrifício da Missa, onde celebramos a Eucaristia. Nesse sentido, celebramos a Missa de aniversário da Madre Fiel e pura.

E por que é tão importante celebrar, no contexto da fundação da Igreja, os apóstolos Pedro e Paulo? Eles, de fato, foram personagens de suma importância para a história da difusão da fé cristã no mundo. Primeiramente, Pedro, onde Jesus decidiu edificar a sua Igreja. Segundo a tradição católica, cremos que São Pedro foi o primeiro papa da Igreja. Da mesma forma, quando falamos disso, não podemos nos esquecer de São Paulo, que tem na Bíblia Sagrada cartas de uma riqueza espiritual incomensurável. São exortações ricas em ensinamentos e conselhos de um homem que experimentou a mais bela conversão da Sagrada Escritura. Aliás, foi a primeira conversão cristã da Bíblia depois da morte e ressurreição de Jesus Cristo. Observa-se aqui a importância da festividade dos dois santos.

Ela é analisada não só quando pensamos nos fatores históricos, mas principalmente quando partimos para a liturgia que hoje nos propõe a madre Igreja. A primeira leitura mostra como o Espírito Santo estava com Pedro. Foi ele preso por pregar o Evangelho de Jesus. E aqui é importante pensar que todos os apóstolos – com exceção de São João – morreram martirizados. São Pedro inclusive foi crucificado, assim como Jesus. A missão apostólica naqueles tempos era muito difícil. Preso, São Pedro viria a ser morto. Mas Deus ainda precisava dele para a pregação do Evangelho. Por isso mandou-lhe um anjo para que o libertasse da prisão. Só depois, contudo, ele veio a reconhecer aquilo: “Agora sei, de fato, que o Senhor enviou o seu anjo para me libertar do poder de Herodes e de tudo o que o povo judeu esperava!” (At 12,11).

Ainda na primeira leitura, a Pedro o anjo exclama: Levanta-te depressa! Quantos de nós hoje não estamos presos, caídos pelas perseguições do mundo, pelo desânimo que nos impõe o demônio por meio do pecado, da tristeza e do desespero? Nesse momento, Jesus está incessantemente a nos chamar, assim como chamou a Pedro: “Levanta-te!” Não é hora de ficar parado. Deus nos escolheu para sermos vencedores, para batalharmos por Ele. E isso para que depois possamos dizer com Paulo: “Combati o bom combate, (…) guardei a fé” (2Tm 4,7). Depressa: agora é a hora. Precisamos nos converter, nos levantar, mudar de vida? Sim. Mas quando? Agora. E por que agora? Justamente porque não sabemos a hora que Jesus virá para julgar. Deus não quer chegar e nos ver caídos na lama do pecado e do desespero. É mister que estejamos de pé, firmes, para a hora da volta de Cristo.

* * *

Na segunda carta de São Paulo a Timóteo, o apóstolo dos gentios deixa aos leitores da Bíblia uma mensagem final. Se aproximava o momento de sua morte, de seu encontro com Deus. Era realmente momento de ir – e ele bem sabia -, de partir ao encontro do Pai: “eu já estou para ser derramado em sacrifício; aproxima-se o momento de minha partida” (2Tm 4,6). Mas, de se queixar ele não tinha nada. Combati o bom combate, completei a corrida, guardei a fé. Essa frase de São Paulo ao final de sua vida mostra a nós que todo aquele que quer seguir Jesus e pregá-Lo precisa assumir o compromisso de travar um combate contra as trevas. Catolicamente falando, o missionário cristão deve estar com o “escudo da fé” (cf. Ef 6,16) para combater as heresias do mundo moderno e também as insídias armadas por Satanás para destruir a Santa Igreja de Deus.

Esse ato de combater o bom combate é de uma valentia que Jesus admira em seus combatentes. Somos, em meio a esse mundo, verdadeiros “cruzados cristãos”, pessoas que lutam para guardar a fé, para vencer o medo, vencer o mundo, vencer o demônio. Nesse sentido, lembro-me de ter lido uma radiomensagem do Papa Pio XII, no natal de 1942, sobre o assunto. Na ocasião, ele dizia:

29. O preceito da hora presente não é lamento, mas ação; não lamento sobre o que foi ou o que é, mas reconstrução do que surgirá e deve surgir para o bem da sociedade. Pertence aos membros melhores e mais escolhidos da cristandade, penetrados por um entusiasmo de cruzados, reunirem-se em espírito de verdade, de justiça e de amor, ao grito de “Deus o quer”, prontos a servir, a sacrificar-se, como os antigos cruzados. Se então se tratava da libertação da terra santificada pela vida do Verbo de Deus encarnado, hoje trata-se, se assim podemos falar, de uma nova travessia, superando o mar dos erros do dia e do tempo, para libertar a terra santa espiritual, destinada a ser a base e o fundamento das normas e leis imutáveis para as construções sociais de interna e sólida consistência.

Quando falamos de ser cruzados – que ninguém interprete isso mal – proclamamos a sua coragem, sua fé, sua vontade em combater o bom combate. A construção da Igreja de Deus precisa da vitória nos combates. Ah! E como precisamos de missionários cada vez mais compenetrados pelo amor de Cristo e empenhados em guardar a fé, se preciso for até morrendo pela Igreja!

É esse o exemplo que nos deixa São Paulo Apóstolo. De perseguidor dos cristãos a combatente da fé: esse homem deixa-nos uma lição de vida que deve ser seguida por todos. Com efeito, é só tendo uma vida como a de Paulo que poderemos dizer: “Agora está reservada para mim a coroa da justiça, que o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia” (2Tm 4,8). Sim, porque “a todos os que esperam com amor a sua manifestação gloriosa” será concebida a herança eterna, recompensa de nossas boas atitudes, da fidelidade ao combate de Cristo.

Enfim, chegamos ao Evangelho. E nele observamos a passagem em que Pedro proclama sua fé. Jesus pergunta quem pensam os apóstolos que Ele é. Pedro toma a palavra e responde: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo!” (Mt 16,16). É essa confissão de fé que Pedro profere faz com que Jesus dê a ele as chaves do Reino de Deus: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus” (Mt 16,18-19).

Aqui Jesus Cristo edifica sua Igreja. Pede a Pedro que guarde a fé de sua Igreja, por isso a ele confia as chaves do Reino. Esse ato de dar as chaves do Reino representa a infalibilidade papal, dogma proclamado oficialmente pela Igreja no Concílio Vaticano I. Veja, meu irmão, essa é a prova bíblica que comprova que quando um Papa trata sobre um assunto de fé e moral, ele não pode errar. Hipocrisia isso? Não. O Espírito Santo foi garantido por Jesus ao Sumo Pontífice, portanto, quando esse vai instruir os fiéis, não erra. E é por isso que as portas do inferno non praevalebunt. Não prevalecerão e nem prevaleceram. E olha que isso já faz 20 séculos! A Igreja, construída sobre a rocha está firme até hoje porque foi fundada por Jesus Cristo, que por sua vez declarou que as portas do inferno não prevaleceriam contra a Igreja de Deus. Ora, se ela persistiu de pé durante 2000 anos é porque Jesus o garantiu!

Sobre São Pedro, sobre São Paulo, cujas histórias de vida nos recusamos a contar de tão grande é esse belo testemunho, foi construída e edificada a Igreja de Deus. É por meio dela que alcançamos a salvação que Deus tanto quer que recebamos. Ouçamos a voz infalível do Magistério da Igreja, escutemos o que tem a nos falar Jesus Cristo por meio desse tão nobre sacramento de Salvação. Celebremos com a Madre Igreja essa festa tão bela e alegre! Que a Santíssima Virgem Maria continue a cobrir a Igreja com seu manto de amor. Amém.

Graça e paz.

Autor: Everth Queiroz Oliveira

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OBS.: Todos os grifos e partes subinhadas são do autor.

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