Feeds:
Posts
Comentários

Posts Tagged ‘O vazio e o inefável’

Sagrado Coração de Jesus – Solenidade Litúrgica

Solenidade litúrgica do Sagrado Coração de Jesus

O mês de junho é dedicado ao Sagrado Coração de Jesus, cuja solenidade litúrgica celebramos dia 23 deste mês.

– Por que a Igreja Católica instituiu esta festa?

– Porque o Sagrado Coração de Jesus pediu essa celebração. Foi assim: Jesus apareceu a Santa Margarida Maria com o divino Coração em chamas. Reafirmou seu amor por nós, mas, queixou-se das ofensas que recebe na Eucaristia.

“Por isso te peço – disse Jesus a Santa Margarida – que a primeira Sexta-Feira depois da Oitava do Santíssimo Sacramento seja dedicada a uma festa especial para honrar o meu Coração, oferecendo-Lhe pública reparação, comungando nesse dia para reparar as indignidades que Ele recebeu durante o tempo em que esteve exposto sobre os altares; e prometo-te que o meu Coração se dilatará para espalhar com abundância o seu divino amor sobre aqueles que Lhe prestarem esta homenagem”.

Vamos, pois, celebrar com especial amor esse dia com Hora Santa ainda, com a comunhão reparadora com a renovação de sua consagração ao Sagrado Coração de Jesus.

A Igreja declarou que a festa do Sagrado Coração de Jesus, seja também, o dia de orações pela santificação dos sacerdotes. Vamos inclui-los em nossa oração.

A Igreja concede uma indulgência plenária sob as seguintes condições:
1.Confissão sacramental;
2.Comunhão sacramental;
3.Rezar o Pai Nosso e a Ave Maria diante do Santíssimo nas intenções do Papa.
4.Fazer ou renovar, mesmo em particular, a promessa de guardar fielmente os Estatutos do Apostolado da Oração (AO).

Em Cristo.

Pe.Otmar Jacob Schwengber. SJ
Diretor Espiritual do AO na Arquidiocese de Florianópolis

Publicado em Apostolado da Oração – Arquidiocese de Florianópolis.

Read Full Post »

Sagrado Coração de Jesus: fonte de toda consolação

Sagrado Coração de Jesus: fonte de toda consolação

Leia atentamente este artigo e deixe-se envolver por esta meditação:

Fonte de toda a Consolação

Neste mês de junho, dedicado ao divino Coração, convido-o, caro leitor, a tomar algumas dessas invocações, procurando penetrar a mensagem de amor contida nelas.

“Eis o Coração que tanto amou os homens”

Numa de suas aparições a Santa Margarida Maria, Nosso Senhor mostrava- se transbordante de luz e com uma expressão repleta de bondade e misericórdia. Apontando seu próprio Coração, Ele transmitiu-lhe esta queixa afetuosa: “Eis o Coração que tanto amou os homens, que nada poupou até Se esgotar e consumir para lhes testemunhar seu amor, e que, como retribuição, da maior parte só recebe ingratidões”.

Como essa revelação deveria deixar- nos consternados! É verdade que Ele nos ama acima de toda medida e que é impossível a cada um de nós, simples criatura, retribuir com igual intensidade. Entretanto, a questão é saber se nós O amamos tanto quanto nos permite nossa capacidade de amar. Certamente, se nos entregássemos por inteiro a seu amor, ajudados por sua graça, nosso coração palpitaria em uníssono com o d’Ele, nós nos enterneceríamos com Ele, sentiríamos como Ele e – por que não? – sofreríamos por Ele.

Esse deve ser o anelo da alma católica.

Façamos, pois, da leitura destas palavras algo mais que um puro exercício intelectual. Transformemo-la em um ato de amor.

Leia também: Meditando sobre o Sagrado Coração de Jesus

As revelações do Coração de Jesus encorajam o pecador à confiança

Qual a origem da devoção ao Sagrado Coração de Jesus?

A grande promessa do Coração de Jesus

“Coração de Jesus, fornalha ardente de Caridade”

Esta belíssima jaculatória não se contenta de comparar esse amor – caritas, caridade – tão intenso com uma fornalha, mas acentua ser uma fornalha ardente. Esplêndida imagem de sua divina Paixão, não só pela humanidade em seu conjunto, mas também por todos os seus filhos e filhas, individualmente considerados.

Assim relata Santa Margarida Maria como lhe foi revelado esse amor: “Uma vez, estando exposto o Santíssimo Sacramento, apareceu Jesus Cristo todo resplandecente de glória, com suas cinco chagas brilhando como sóis, e sua sagrada humanidade lançando labaredas de todos os lados, mas sobretudo de seu adorável peito, que parecia uma fornalha.

Abrindo-o, Ele descobriu-me seu amabilíssimo e amantíssimo Coração, que era a fonte viva das chamas. Mostrou- me então as inexplicáveis maravilhas de seu puro amor e o excesso a que tinha chegado no amor aos homens, dos quais só recebia ingratidões e friezas”.

“Foi isso”, disse Ele a Santa Margarida, “o que mais Me doeu de todos os sofrimentos que tive em minha Paixão, ao passo que, se Me retribuíssem com algum amor, consideraria pouco tudo o que fiz por eles. Se fosse possível, quereria ainda ter feito mais. Mas os homens têm apenas frieza e recusa para com todas as minhas solicitudes de lhes fazer bem. Dá-Me tu, pelo menos, esse prazer de suprir-lhes as ingratidões, conforme tuas possibilidades”.

Oxalá esse apelo de Jesus encontre excelente acolhida, não apenas na alma das pessoas especialmente devotas do Sagrado Coração, mas também na de todos os católicos, despertando em cada um o desejo de oferecer a nosso amoroso Redentor digna reparação por tanta frieza. Que cada um, a exemplo de Simão Cireneu, ajude-O a carregar a cruz dos esquecimentos e das ingratidões. Será esta a melhor maneira de combater a tibieza que, às vezes, torna moroso nosso progresso espiritual, ou, pior ainda, nos paralisa num estado de torpor e de enfastiamento em relação às coisas de Deus.

Para avançarmos nesse luminoso caminho, contamos com um auxílio certo e preciosíssimo: a devoção ao Imaculado Coração de Maria, no qual Jesus é incomparavelmente mais amado do que em qualquer outra criatura, humana ou angélica. “Foi vontade de Deus que, na obra da redenção humana, a Santíssima Virgem Maria estivesse inseparavelmente unida a Jesus Cristo” – escrevia o Papa Pio XII. Por isso convém que cada cristão, “depois de prestar ao Sagrado Coração o devido culto, renda também ao amantíssimo Coração de sua Mãe celestial os correspondentes obséquios de piedade, de amor, de agradecimento e de reparação” (Encíclica Haurietis acquas, n. 74).

Ajudados pela poderosa mediação dessa terna Mãe, penetraremos com maior facilidade no mistério do divino amor, que Ela portou em seu puríssimo seio e alimentou, ao qual contemplou de perto com incêndios de adoração e enlevo.

“Coração de Jesus, paciente e misericordioso”

Este título traz-nos à mente uma exclamação de Santa Margarida Maria: “Esse divino Coração é todo doçura, humildade e paciência”.

“Paciente” (do latim, patiens, “aquele que sofre”) é um qualificativo muito adequado ao Coração misericordioso de Jesus, disposto a todos os sofrimentos pela nossa salvação. Contemplamos aqui um Coração cujo afeto se mede pela sua disposição de sofrer.

Não seria demasiado afirmar que o valor de um homem, ou de uma mulher, é proporcional à sua capacidade de superar, com ânimo e resignação, os insucessos e dificuldades que a Providência permite em seu caminho – especialmente quando se vê alvo de incompreensões da parte das pessoas que lhe são mais próximas.

Temos, então, ante nosso olhar o Divino Mestre como modelo de paciência.

Ser paciente significa, por exemplo, saber suportar os defeitos do próximo, responder com amabilidade às suas manifestações de mau gênio, e tantos outros atos de virtude do mesmo tipo.

Se imitarmos, neste ponto, nosso Salvador, faremos jus à sua amizade, conforme escreveu Santa Margarida Maria: “Tereis de vos mostrar mansos, suportando com paciência as grosserias, manias e amolações do próximo, sem vos deixar inquietar pelas contrariedades que ocasionem. Pelo contrário, fazei de boa vontade os serviços que puderdes, porque este é o modo de ganhar a amizade e a graça do Sagrado Coração de Jesus”.

Exatamente assim procede Nosso Senhor com cada um de nós. Se agirmos do mesmo modo para com os outros, crescerá em nós a confiança em sua predisposição de nos perdoar sempre, não só uma vez, mas todas as vezes que d’Ele nos aproximarmos arrependidos.

Sim, precisamos nos convencer dessa maravilhosa verdade: o Divino Redentor suportou meus pecados e por eles sofreu; por minha salvação imolou-Se, derramando todo o seu Preciosíssimo Sangue. Devo, pois, considerar minha maldade com grande contrição, é verdade, mas ao mesmo tempo com inabalável confiança.

Não nos deixemos nunca desanimar!

“Coração de Jesus, propiciação pelos nossos pecados”

Esta é a jaculatória que então aflora em nossos lábios.

Propiciar (do latim, propitiare) é tornar propício, tornar favorável por meio de um sacrifício, oferecer um sacrifício expiatório. Isso é o que fez Jesus, oferecendo-Se ao Pai como “expiação pelos nossos pecados” (1Jo 2,2).

E o Apóstolo do amor empenha-se em acentuar: “Nisso se manifestou o amor de Deus para conosco: em nos ter enviado ao mundo seu Filho único, para que vivamos por Ele (…) para expiar nossos pecados” (1Jo 4, 9-10).

Nosso Papa Bento XVI também se refere de modo ardoroso ao sacrifício do Salvador: “Em sua morte na Cruz realiza-se esse voltar-Se de Deus contra Si mesmo, entregando-Se para dar vida nova ao homem e salvá-lo: isso é o amor em sua forma mais radical” (Deus caritas est, n. 12).

Já morto em “propiciação por nossos pecados”, quis Jesus dar-nos uma demonstração do extremo limite aonde chegou seu amor por nós: de seu divino Coração brutalmente transpassado pela lança do soldado, manaram as últimas gotas de sangue, misturadas com água.

Por aí podemos avaliar quanto é censurável nossa frieza em relação a Ele, sobretudo nossa falta de confiança!

Assista também: A grande mensagem do Coração de Jesus

“Coração de Jesus, fonte de toda consolação”

Tal doação generosa até o ponto de dar-Se a Si mesmo perpassa nossas almas de alegria. Como não experimentarmos grandíssimo consolo ao vernos objeto de tão dadivoso amor? Na verdade, a palavra consolação encerra dois sentidos: por um lado, significa fortalecimento, novo vigor, novo alento; por outro, uma sensação de alegria, de suavidade, de unção do Divino Espírito Santo.

Em ambos os sentidos, o Sagrado Coração de Jesus é fonte de toda consolação, pois enche de júbilo e satisfação espiritual aqueles que se abrem para sua infinita bondade. Mas Ele é também nossa fortaleza. Assim, quando nos sentirmos débeis ou cansados, quando nos faltar coragem para praticar algum ato de virtude que o dever de católicos nos impõe, lembremo-nos: não estamos sozinhos, Jesus está a nosso lado! N’Ele encontraremos as forças necessárias para amar a Deus e ao próximo, cumprindo fielmente os divinos preceitos de sua Lei.

Sobretudo nessas horas, precisamos lançar-nos nos braços do Divino Mestre… Ah! se soubéssemos como Ele suspira por nos ajudar! Eis como Ele revela a Santa Margarida Maria essa sua predisposição: “Meu divino Coração está tão abrasado de amor para com os homens, e em particular para contigo, que, não podendo conter em Si as chamas de sua ardente caridade, precisa derramá-las por teu meio, e manifestar-Se a eles para os enriquecer com os preciosos dons que te mostro, os quais contêm as graças santificantes e salutares necessárias para os afastar do abismo da perdição”.

Querido leitor, esperamos que esta curta meditação tenha servido para fazê-lo sentir-se mais próximo do Coração de Jesus, e mais confiante na sua bondade sem limites. E que também lhe seja de algum proveito quando tiver a graça de se aproximar do altar para receber o divino Alimento.

Lembre-se, então, de que recebemos na alma, realmente presente, esse Coração no qual adoramos todas as perfeições expressas tão belamente em sua ladainha.

Padre Carlos Werner Benjumea, EP.

Fonte:  Prof. Felipe Aquino – Editora Cleofas  (Conteúdo básico extraído de http://www.gaudiumpress.org/content/37870-Fonte-de-toda-a-Consolacao)

Read Full Post »

 

CENTENÁRIO DAS APARIÇÕES DE NOSSA SENHORA EM FÁTIMA

Fátima, o terço e o inferno

Por Philip Kosloski | 11 de Maio de 2017

As crianças tiveram uma visão horrível, mas também foi-lhes mostrado o caminho para o céu

Quando Nossa Senhora apareceu aos três pastorzinhos em Fátima, em 1917, ela permitiu que eles tivessem uma visão do inferno que assustaria qualquer criança (ou adulto). Eles viram um“vasto mar de fogo” e, dentro dele, muitas almas sendo atormentadas.

Uma imagem terrível, sobre qual Irmã Lúcia falou: “Essa visão só durou um momento, graças à nossa boa Mãe Celestial, que na primeira aparição prometeu levar-nos ao céu. Sem isso, acho que teríamos morrido de terror e medo.”

O Catecismo da Igreja Católica confirma a existência do inferno, mas fala sobre uma punição mais severa do que ser banido da eternidade.

 O ensinamento da Igreja afirma a existência e a eternidade do inferno. As almas dos que morrem em estado de pecado mortal descem imediatamente após a morte aos infernos, onde sofrem as penas do Inferno, “o fogo eterno”. A pena principal do Inferno consiste na separação eterna de Deus, o Único em quem o homem pode ter a vida e a felicidade para as quais foi criado e às quais aspira. (1035)

A explicação que o Catecismo dá é o motivo pelo qual deveríamos ter medo do inferno. Devemos temer a perspectiva de passar a eternidade separada do Deus que nos ama tanto.

Embora seja verdade que as crianças tenham visto o inferno representado como um mar de fogo, Irmã Lúcia observou como aqueles que estavam no inferno sofriam de imenso “desespero”. O inferno é um lugar de desolação absoluta, um lugar solitário – não a “festa de todos os pecadores”, como muitas pessoas imaginam.

Dante escreveu sobre esse aspecto em seu Inferno. Em contraste com um “vasto mar de fogo”, ele descreve-o como um lago de “gelo”.

Ao peito hirsuto havia-se agarrado;
Depois de velo em velo descendia
Entre os ilhais e o lago congelado
. (Canto XXXIV).

Em vez de um lugar de fogo perpétuo, é visto como um lugar de escuridão, frio e desespero. A imagem de Dante do inferno destaca a realidade da separação eterna de Deus, algo terrível e extremamente solitário. Na interpretação dele, o inferno é um lugar onde você clama, mas ninguém ouve seus gritos; um lugar onde você deseja estar ao lado de alguém, mas nunca pode se mover.

A boa notícia é que Nossa Senhora não quis simplesmente mostrar essa visão às crianças para assustá-las. Ela queria que elas soubessem o motivo pelo qual devemos nos esforçar para evitar o inferno e que devemos fazer tudo o que pudermos para corrermos para o céu, trazendo conosco aqueles que conhecemos.

Ela também ofereceu um caminho que levaria as almas ao abraço celestial:

Vocês viram que o inferno é para onde vão as almas dos pobres pecadores. Para salvá-los, Deus deseja estabelecer no mundo a devoção ao meu Coração Imaculado.

 Nossa Senhora ensinou as crianças a se aproximarem de seu Coração Imaculado para impedir que suas almas se afastem de Deus. Ela recomendou praticar as devoções do Primeiro Sábado, oferecendo sacrifícios pessoais e também rezando uma oração adicional durante o terço e o rosário:

 Quando vocês rezarem o terço, digam depois de cada mistério: “Oh, meu Jesus, perdoai-nos e livrai-nos do fogo do inferno. Levai as almas todas para o Céu e socorrei principalmente aquelas que mais precisarem.”

A oração resume a nossa vida cristã, reconhecendo a nossa necessidade do perdão, mas também dirigindo nossos esforços para ajudar aqueles que estão ao nosso lado a alcançarem o céu. Nossa Senhora de Fátima nos lembra que devemos desejar que todas as almas cheguem ao céu, até mesmo aos nossos inimigos. Nunca devemos desejar que alguém passe a eternidade longe de Deus.

No final, quanto mais nos aproximarmos do coração de Maria, mais perto estaremos do coração de Jesus. Como escreveu São Luís de Montfort, a devoção a Maria “é a maneira mais segura, mais fácil, mais curta e mais perfeita de se aproximar de Jesus”.

Fonte: Aleteia.

 

 

Read Full Post »

O Sepulcro está vazio, Cristo ressuscitou!

Reflexão

O Sepulcro está vazio, Cristo ressuscitou!

Jesus, ao ressuscitar com seu corpo glorioso, vence o pecado e a morte.

16/04/2017

Cidade do Vaticano (RV) – «O Evangelho de São João nos diz que no primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao sepulcro de Jesus e o encontrou vazio. João faz questão de ressaltar que era de madrugada e ainda estava escuro. Podemos perceber que o evangelista ao registrar que o fato aconteceu no primeiro dia da semana, quer fazer alusão à nova criação. O que ele vai relatar é uma novidade radical, é a vida nova de um homem, não um fato como a denominada ressurreição de Lázaro, que volta à vida, mas continua submetido à necessidade de cuidar de sua saúde, de se alimentar e que voltará a morrer.

 João vai relatar a autêntica ressurreição, a vitória de Jesus sobre as limitações humanas, sobre suas fragilidades, sobre a morte. Jesus jamais voltará a morrer. A morte nunca mais terá poder sobre ele, porque ele, a Vida, a destruiu.

Contudo, Maria Madalena, apesar de ter escutado várias vezes Jesus dizer que ressuscitaria, a dor da morte é tal que ela se esquece das palavras do Mestre.

Apesar do corpo de Jesus já ter sido ungido na sexta-feira por José de Arimateia e por Nicodemos, ela não consegue ficar longe do corpo morto do Senhor. A escuridão enfatizada no texto é um símbolo do estado interior de Maria. Ela está com uma vida sem sentido, sem alegria. Seus grande libertador, seu grande amigo está morto. Ela vai ao sepulcro quando ainda está escuro, na natureza e no seu interior. Mas seu coração está iluminado pelo amor, por isso ela vai até ao sepulcro.

Ela o encontra vazio. Sente-se despontada e mais desolada, perdida e impotente.

Maria Madalena busca o cadáver de Jesus. Ela esqueceu totalmente a promessa dele de que iria ressuscitar.

Ela olha para o sepulcro vazio e vê dois anjos, um na cabeceira e outro nos pés. O evangelista quer nos recordar os dois anjos que foram colocados, um à cabeceira e outro aos pés da arca da aliança. Jesus é a nova aliança. Por isso a aliança de Jesus Cristo é eterna, pois ele ressuscitou.

Mas Madalena, abalada pela dor não reconhece os sinais e só vê o sepulcro vazio. Somente após a segunda pergunta de Jesus, ao ouvi-lo pronunciar seu nome e deixar de olhar para o sepulcro e voltar-se para o lado contrário é que ela vê o ressuscitado.

Como Maria Madalena, também nós só veremos os sinais da ressurreição, quando levantarmos nossos olhos dos sinais de morte, e dirigirmos nosso coração para a VIDA. Enquanto estivermos afeiçoados àquilo que é egoísmo, ambição, ira, não perceberemos que a Vida está à nossa frente, e sofreremos as consequências da opção pelos atrativos mortais. Ao contrário, quando acreditarmos no poder de Deus e formos mais irmãos, adeptos da partilha e do serviço, perceberemos os sinais da Vida a todo momento, pois estaremos desde agora vivendo à luz de Deus. Feliz Páscoa!»

Publicado em Rádio Vaticano.

Read Full Post »

Reflexão

Sábado Santo, Dia de Maria, do Amor e da Vida

15/04/2017

Rádio Vaticano (RV) – «Hoje, fazemos a experiência do vazio. O Senhor cumpriu sua missão nos redimindo, através de sua paixão e cruz, através de sua entrega até a morte. Na noite passada contemplamos o sepultamento de seu corpo.

Agora, nesta manhã de sábado, a saudade está presente, mas uma saudade cheia de paz e de esperança.

Como Maria, com o coração em luto, a Igreja aguarda esperançosa, que a promessa do Cristo se cumpra, que ele surja, que ele ressuscite. A ausência não é experiência do vazio, mas aprofunda a presença desejada.

Podemos recordar e refletir sobre os sábados santos de nossa vida, nossas experiências de vazio após sofrimentos e perdas.

Como vivenciamos esses mistérios dolorosos quando irromperam em nossa existência? Permitimos que luz da fé na certeza da vitória da Vida, iluminasse nossa mente e aquecesse nosso coração? Preenchemos esse vazio abrindo as portas de nosso coração a Jesus, Palavra de Vida, de Eternidade? Ou nos fragilizamos mais ainda, permitindo que a escuridão da morte nos envolvesse?

Jesus é Vida! Nossa Senhora, a verdadeira discípula, na manhã de sábado permaneceu, apesar da dor, do luto, esperançosa. Ela acreditou nas palavras de seu Filho e não permitiu que o sofrimento pela perda dissesse a última palavra, mas que a palavra definitiva seria a promessa de seu Filho, a própria Palavra, que disse que iria ressuscitar que ele era o Caminho, a Verdade, a Vida!

Hoje à noite iremos celebrar a Vitória da Vida, a ressurreição de Jesus, o encontro do Filho ressuscitado com a Mãe que deixará de ser a Senhora das Dores, para ser a Senhora da Glória.

Contudo, para nós que perdemos entes queridos, esse encontro ainda não aconteceu e sabemos que nesta vida, não acontecerá. Como viver, então, a Páscoa da Ressurreição?

Nossa vida deverá ser um permanente Sábado Santo, não com vazio, mas pleno de fé, de esperança na certeza da vitória da Vida e que também teremos o reencontro que Maria teve, e será para sempre! Quanto mais nos deixarmos envolver pela Palavra de Vida, que é Jesus, mais nos aproximaremos da tarde da ressurreição; de modo mais intenso essa palavra irá nos iluminar e aquecer.

Que nossas perdas não nos tirem a alegria de viver, que nos é dada com a presença de Jesus, a Vida plena, Eterna».

(Reflexão do Padre Cesar Augusto dos Santos)

Publicado em Rádio Vaticano.

Read Full Post »

Sexta-feira Santa da Paixão do Senhor: “Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos, porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo!

Santa Sexta-feira da Paixão do Senhor


HOJE É UM dos dias mais importantes de todo o calendário cristão. É o dia de celebrar o Sacrifício Redentor de Nosso Senhor Jesus Cristo pela salvação de nossas almas.

Por isso mesmo, é triste observar certas comunidades católicas que caem na monotonia, que celebram seus momentos e datas mais importantes sem emoção, sem verdadeira entrega e sem entrar no espírito da celebração. Isso é válido para todos os momentos do Calendário Litúrgico, e mais ainda na ocasião das vésperas da Páscoa do Senhor, o momento máximo da Igreja, quando ela inteira vem celebrando a Semana Santa. É uma ocasião simplesmente, literalmente, maravilhosa para renovarmos nossa espiritualidade e nossa fé cristã! Uma Semana que começou contemplativa, segue agora introspectiva e se encerrará em grande festa.

Na expectativa do Domingo da Páscoa e da Ressurreição do Senhor, vivemos quarenta dias de contrição, interiorização e penitência, para comemorar enfim a grande Vitória sobre o pecado e a morte. Vencendo as forças das trevas, Jesus ressurgiu triunfal, para nos garantir a vida eterna! Mas antes do momento de celebrar nossa imensa alegria cristã, por sermos católicos e por termos sido feitos filhos de Deus, precisamos viver a Sexta-Feira da Paixão do Senhor.

Este é o segundo dia do Tríduo Pascal. O que Jesus realizou ontem nos ritos da Santa Ceia, Ele hoje realiza na dureza e angústia da Cruz: entregou-se totalmente por nós, consumou por nós a sua vida, numa total entrega ao Pai, que nos reconcilia com o Pai. Hoje não é dia de reuniões festivas nem de se empanturrar com bacalhoadas e consumo das bebidas alcoólicas. Hoje, o verdadeiro cristão católico jejua e se abstém de carne.

A Liturgia de hoje é solene e dramática. O Altar é desnudo, sem nenhum ornamento. De fato, não há palavras para exprimir o imenso Mistério que celebramos: o Filho eterno, Deus Santo, Vivo e Verdadeiro, nesta Tarde sacratíssima, por cada um de nós se entregou à morte, – e morte de cruz! Para contemplar o Mistério hoje celebrado, tomemos, então, com temor e tremor, as palavras da Epístola aos Hebreus, que escutamos. Hoje não se celebra a Eucaristia, mas, às 15h, os cristãos se reúnem em santa assembleia para fazer memória da Paixão e Morte do Senhor, exaltando a Santa Cruz. Que o dia de hoje seja de silêncio, oração e penitência. São as leituras do dia:

• Is 52,13 – 53,12
• Sl 30
• Hb 4,14-16; 5,7-9
• Jo 18,1–19,42

Mesmo sendo Deus e Filho de Deus, o Cristo aprendeu o que significa a obediência a Deus a partir da experiência humana, até as últimas consequências. Eis aqui uma realidade que jamais poderemos compreender totalmente! O Filho Eterno, o Filho que viveu sempre na intimidade do Pai, o Filho infinitamente amado pelo Pai, no seu caminho neste mundo aprendeu a descobrir, a cada dia, a vontade do Pai Celeste e a ser a ela obediente! Mais ainda: esta obediência lhe custou lágrimas, angústias, humilhação, dores e sofrimento extremo! Toda a existência do Senhor Jesus foi uma total dedicação ao Pai, uma absoluta entrega, no dia-a-dia, nas pequenas coisas… Jesus foi procurando e descobrindo a vontade do Pai nos acontecimentos, nas pessoas, nas Escrituras. E pouco a pouco foi percebendo que esta Vontade ia levá-lo à cruz. E nosso Deus Salvador, ao mesmo tempo Poderoso e Forte, e doce, manso e humilde de coração, foi se entregando, se esvaziando, se abandonando por Amor a cada um de nós.

Abba! Pai! Tudo é possível para Ti: afasta de mim este cálice; porém não o que eu quero, mas o que Tu queres!” (Mc 14,36). Para o Senhor Jesus Cristo, como para nós, a Vontade do Pai muitas vezes pareceu enigmática, e Ele teve que discerni-la e descobri-la entre trevas densas e dolorosas. Mas, ao fim, como nos comove a entrega total do Cristo: “Pai, em tuas Mãos entrego o meu Espírito!” (Lc 23, 46). Em tuas Mãos, amado Pai, eu me abandono! Para nós, o Filho é modelo e caminho de amor ao Pai. Ser cristão é entregar-se ao Senhor Deus como ele se entregou. E esta entrega total foi por nós: “Cristo, por nós, fez-se obediente até a morte, e morte de cruz” (Fl 2,8).

“Mas, na consumação de sua vida, tornou-se causa de salvação eterna para todos os que lhe obedecem”. Isto é, tornado perfeito na obediência, consumando toda a sua existência humana de modo amoroso e total, entregando-se ao Pai por nós, ele se tornou causa da nossa salvação! Vejam, irmãos: não se oferecem mais ao Pai sacrifícios de vítimas irracionais e impessoais! Agora é o próprio Cordeiro santo e imaculado que, com todo o amor de seu Coração, com toda a dedicação de sua Alma, se oferece livremente por nós todos! Façamos também nós, de nossas vidas, uma entrega total ao Pai, com Jesus: entrega de nossos atos, de nossos pensamentos, de nossos afetos, de nossos negócios, de nossa vida familiar e profissional, de nossas decisões e escolhas, de nossas relações humanas, de nossas alegrias e sofrimentos. Tudo, absolutamente tudo, ofereçamos ao Pai com Jesus e por Jesus, e entraremos na salvação que Ele nos trouxe por sua cruz!

Nesta santíssima Sexta-Feira da Paixão, somos convidados a não somente contemplar, admirados, a entrega total do Filho ao Pai amado, mas também somos chamados a participar dessa mesma entrega. É assim que Cristo é causa de salvação para nós!

Senhor Jesus, que o teu sublime exemplo de amor ao Pai e a nós, nos comova e converta o coração, tire-nos da preguiça espiritual e nos livre de uma vida cristã morna e falsa! Senhor, obrigados por tão grande prova de Amor a nós e ao mundo todo! Obrigados por tuas dores, obrigados por tua cruz, obrigados por tua morte e por tua sepultura!

Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos, porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo!

Fonte: O Fiel Católico.

Read Full Post »

Natal: Início do Mistério da redenção do Universo

natal_nascimento-de-jesus-5

Natal: Início do Mistério da redenção do Universo

O Natal de Jesus se lança como grande farol: começa a irradiar o esplendor de Deus nas trevas, fazendo que a Noite Santa do Natal e a Noite Santa da Vigília Pascal resplandeçam luminosas clareando todos os cantos da humanidade e do Universo, outrora cobertos pelas trevas do mal e da morte.

Com o Tempo do Advento e sua densidade toda especial, as celebrações nos prepararam e nos potencializam a receber a Boa Notícia proclamada pelos anjos e testemunhada por todos os povos: o nascimento do Salvador em nossa caminhada e história. Pede licença para em nós vir fazer Sua morada, e, em nossa casa, nossa família poder encontrar o aconchego.

A segunda maior festa da tradição cristã é o Natal que vem carregada de simbolismo Pascal e indica que Jesus Nazareno, o Cristo de Deus, o verdadeiro messias, há muito é aguardado por todo universo e por todo povo de Deus. Esse acontecimento foi desejado e planejado desde sempre por Deus nosso Pai: fazer que a Divindade habitasse nossa carne, nossa fragilidade e ambiguidades para melhor compreender nossa humanidade.

O Natal de Jesus se lança como grande farol: começa a irradiar o esplendor de Deus nas trevas, fazendo que a Noite Santa do Natal e a Noite Santa da Vigília Pascal resplandeçam luminosas clareando todos os cantos da humanidade e do Universo, outrora cobertos pelas trevas do mal e da morte.

Através da habitação de Jesus em nossa tenda mortal inicia-se o momento de maior presença da Divindade entre nós, fato que se atualiza pelos Mistérios celebrados na ação litúrgica, que em Sua atualização memorial, nos lança no acontecido como que “hoje” novamente para nós, permitindo assim que o tempo de Deus e a salvação possam nos alcançar integralmente.

A Liturgia da Igreja nos convida a ver no pequenino, a Divindade invisível que habita este novo ser humano, o novo Adão recriado pela força Santificadora do Espírito que plenificou o ventre de Maria, menina que se abriu à novidade, antiga e eterna, do cumprimento da promessa redentora de Deus feita sempre e renovada de geração em geração aos seus pais na fé.

Na liturgia da noite de Natal o anúncio dos anjos aos pastores, revela aos pequenos e pobres, que de noite, uma estrela luzente está a tremeluzir e começa a espantar toda treva e escuridão do universo e tem o seu ápice na revelação do anjo, durante a madrugada triste, a Maria Madalena de que Ele Ressuscitou. O novo sol, a Coluna Luminosa despontou dilacerando o poder da morte e do mal sobre a humanidade, um basta começa a ser implantado em nosso meio. Ao ser enfaixado e colocado na manjedoura prefigura-se de que Ele iria morrer e ser sepultado, pois na tradição judaica enfaixava-se o morto com tecidos de linho e sepulta-se o corpo do ente querido à espera do Dia do Senhor e da ressurreição dos corpos, para nós tudo já plenificado em Jesus.

Agora com a luz de Deus em Jesus, dia e noite, podemos caminhar seguros e trilhar os caminhos da alegria, da felicidade e nos reencontrar no jardim do Éden, como outrora, pois o Emanuel – Deus conosco está! Desta feita podemos entoar alegres e vibrantes de alegria e gozo o ‘Glória a Deus nas Alturas e paz na terra aos seus amados!’ que havia ficado silenciado no Advento e na presença do desejado e esperado suplicar pela paz e pela irmandade de todos os povos.

O presépio ganha a peça principal e pode receber a bênção do presidente da celebração para nos ser sacramental da vida do povo. As luzes do pisca e da árvore de Natal ganham vida abrilhantando e fazendo-nos perceber a festa da luz em Jesus. Os sinos repicam como que se fazendo de anjos à anunciar esta maravilha que Deus nos concede celebrar afinal é uma Festa!, Os presentes em casa são o de menos, pois o que o Pai quer é ver seus filhos bem encaminhados na luz de Jesus e se amando em família e na família maior que é a comunidade.

O dia de Natal, 25 de dezembro, é o dia em que o Sol brilha mais tempo no ano e neste acontecimento natural, a Igreja viu a importância de lhe acreditar como o dia do Natal do Senhor, que se permite ser luz incessante em nossas vidas e os confins do universo podem contemplar a Salvação que veio de Deus.

Podemos acorrer à Palavra e perceber que nesta liturgia temos o meio da bíblia, onde o primeiro e o novo testamento têm seu ponto de chegada e de partida, pois “o Verbo se fez carne e habitou entre nós”. A promessa Divina acontece e em Jesus a Divindade pode se fazer presente em nosso meio e nos alegrar, pois a consolação de Deus para nós, depois de tanto esperarmos, chegou naquele pequeno e frágil ser.

(…)

Mãe de Deus, Epifania do Senhor
Dia 01 de Ano é a festa da Teotokos, Mãe de Deus e nossa. A Igreja dedicou o primeiro dia do ano aos cuidados de Maria para que ela nos aponte o caminho da paz, pois seu filho o Príncipe da Paz está em seu colo e ela aponta para Ele como a nos indicar isso.

No dia 06 de Janeiro celebramos a Epifania do Senhor – Sua manifestação entre os homens, o apresentar-se à humanidade representada pelos magos, homens sábios que decifraram o caminho que a humanidade deve fazer até a luz da luz divina. Os presentes anunciam a qualidade de que o menino é portador e que fará de todo um povo o ser também: ouro, a realeza; incenso: a divindade; mirra: a paixão e sofrimentos que deveria lhe acontecer na Sua Páscoa entre nós e convida a todos a lhe prestar a devida atenção e reverência.

Batismo do Senhor
Na solenidade do Batismo do Senhor vemos o Cristo se permitir passar por um ritual humano, abençoando e santificando assim todas as águas tornando-as puras novamente. Pleno do Espírito de Deus, inicia Seu ministério entre os homens, pela unção divina que lhe confirma em Sua missão e essência de Filho muito amado do Altíssimo. Somos chamados a prestar atenção e escutar a Sua voz, ou seja, o cumprimento de Sua proposta amorosa com o universo e toda humanidade.

Neste período podemos usar o credo niceno-constantinopolitano, em substituição do símbolo apostólico, pois sua dinâmica interna reflete a preocupação dos pais da Igreja em preservar a humana-divindade de Jesus e a essência na trindade intacta na sua pessoa.

Que possamos irmãos e irmãs estar abertos a essa manifestação de Deus sempre presente em nossa história e nos deixar inspirar por tão grande luz que nos vem do Emanuel, Príncipe da Paz, Adonai, Sol do Oriente, Guia de Israel, Rebento de Jessé, de Jesus Cristo Nosso Senhor e Redentor Nosso! Amém!

José Fernandes Correia
Equipe de Liturgia e Canto Arq. de Maringá – PR.

Fonte: Maringá Missão – Revista da Arquidiocese de Maringá.

Imagem: Cléofas:”A Importância de celebrar o Nascimento de Jesus no dia 25 de dezembro”(Prof. Felipe Aquino).

 

Read Full Post »

Older Posts »