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Archive for the ‘Evangelização’ Category

SOLENIDADE DE PENTECOSTES – Homilia Dominical – 09.06.2019 – Padre Paulo Ricardo

SOLENIDADE DE PENTECOSTES – Homilia Dominical  – 08.06.2019 (Padre Paulo Ricardo)

Nem o materialismo que reduz o homem a pó, nem o panteísmo que tudo diviniza: o Deus verdadeiro é um só, em três Pessoas realmente distintas, Pai, Filho e Espírito Santo, e quer nos fazer participar de sua vida divina… Mas como isso se dá? O que nos ensina a Igreja sobre o ser humano, a sua salvação e santificação? Na homilia deste domingo de Pentecostes, Padre Paulo Ricardo apresenta com clareza a doutrina católica a esse respeito, convidando os que somos membros do mesmo Corpo a crescer em fé e em caridade.

Publicado em Padre Paulo Ricardo.

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Como rezar o Terço da Divina Misericórdia? (Aleteia – Brasil)

Como rezar o Terço da Divina Misericórdia?

Jesus Merciful heart

Entenda o poder destas palavras: “Pela sua dolorosa Paixão, tende misericórdia de nós e do mundo inteiro!”

Jesus ensinou a Santa Faustina o Terço da Misericórdia e pediu que ela o espalhasse pelo mundo; graças a Deus, essa devoção se espalhou: é uma fonte de graça e de misericórdia, especialmente para os moribundos.

Segundo o Diário de Santa Faustina, ela escreveu após uma visão em 13 de setembro de 1935:

Eu vi um anjo, o executor da cólera de Deus […] a ponto de atingir a terra […] Eu comecei a implorar intensamente a Deus pelo mundo, com palavras que ouvia interiormente. À medida em que assim rezava, vi que o anjo ficava desamparado, e não mais podia executar a justa punição […]”.

Como rezar

No dia seguinte, uma voz interior lhe ensinou esta oração nas contas do rosário:

1 – Primeiro reze um ‘Pai Nosso’, uma ‘Ave Maria’, e o ‘Credo’.

“Eterno Pai, eu Vos ofereço o Corpo e Sangue, Alma e Divindade de Vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e do mundo inteiro”.

3 – Nas contas menores, diga as seguintes palavras:

“Pela Sua dolorosa Paixão, tende misericórdia de nós e do mundo inteiro”.

4 – Conclua dizendo estas palavras três vezes:

“Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, tende piedade de nós e do mundo inteiro”.

A promessa de Jesus

Mais tarde, Jesus disse à Irmã Faustina:

Pela recitação desse Terço agrada-me dar tudo que Me pedem. Quando o recitarem os pecadores empedernidos, encherei suas almas de paz, e a hora da morte deles será feliz“.

Escreve isto para as almas atribuladas: Quando a alma vê e reconhece a gravidade dos seus pecados, quando se desvenda diante dos seus olhos todo o abismo da miséria em que mergulhou, que não desespere, mas se lance com confiança nos braços da minha Misericórdia, como uma criança nos braços da mãe querida. Estas almas têm sobre meu Coração misericordioso um direito de precedência. Dize que nenhuma alma que tenha recorrido a minha Misericórdia se decepcionou nem experimentou vexame […]”.

[…] Quando rezarem este Terço junto aos agonizantes, Eu me colocarei entre o Pai e a alma agonizante, não como justo Juiz, mas como Salvador misericordioso”.

Publicado em Aleteia – Brasil.

Leia mais…

Congregação das Irmãs de Jesus Misericordioso:  O TERÇO DA DIVINA MISERICÓRDIA  – “Oh! que grandes graças concederei às almas que recitarem esse Terço. (…) Anota estas palavras, Minha filha, fala ao mundo da Minha misericórdia, que toda a humanidade conheça a Minha insondável misericórdia. Este é o sinal para os últimos tempos; depois dele virá o dia da justiça. Enquanto é tempo, recorram à fonte da Minha misericórdia, tirem proveito do Sangue e da Água que jorraram para eles” (Diário, 848).

Derradeiras Graças – A DIVINA MISERICÓRDIA (Festa: 1º. Domingo após a Páscoa) – A Hora da Divina Misericórdia: A devoção à Divina Misericórdia foi pedida por Jesus à Irmã Faustina Kowalska, na Polônia –  “Às três horas da tarde implora à Minha Misericórdia, especialmente pelos pecadores, e, ao menos por um breve tempo, reflete sobre a Minha Paixão, especialmente sobre o abandono em que Me encontrei no momento da agonia. Esta é a hora de grande Misericórdia para o mundo inteiro.”

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Festa Nacional da Divina Misericórdia: “Eu desejo que haja a Festa da Misericórdia. Quero que essa Imagem, que pintarás com o pincel, seja abençoada solenemente no primeiro domingo depois da Páscoa e esse domingo deve ser a Festa da Misericórdia” – Jesus à Santa Faustina (Divina Misericórdia – Festa Nacional 2019 – misericordia.org)

A Festa da Misericórdia e Santa Faustina

O elemento mais importante da devoção à Divina Misericórdia presente nas revelações de Nosso Senhor à Santa Faustinaé a Festa da Misericórdia. No Diário, o tema recorre em 37 números, em 16 dos quais nos deparamos com uma manifestação extraordinária de Jesus a seu respeito. Com efeito, aos 22/02/1931, uma das primeiras revelações de Jesus à Santa Faustina diz respeito exatamente à Festa da Misericórdia, que deveria ser celebrada no 2º domingo da Páscoa:

“Eu desejo que haja a Festa da Misericórdia. Quero que essa Imagem, que pintarás com o pincel, seja abençoada solenemente no primeiro domingo depois da Páscoa e esse domingo deve ser a Festa da Misericórdia”

(Diário, 49; cf. 88; 280; 299b; 458; 742; 1048; 1517).

A Festa é uma obra divina, mas Deus quer que Santa Faustina se empenhe tanto em sua implantação (Diário 74; 341; 463; 1581; 1680), como em seu incremento:

Na Minha Festa — na Festa da Misericórdia — percorrerás o mundo inteiro e trarás as almas que desfalecem para a fonte da Minha misericórdia. Eu as curarei e fortalecerei” (Diário 206); “Pede ao Meu servo fiel que nesse dia fale ao mundo inteiro desta Minha grande misericórdia, que aquele que nesse dia se aproximar da Fonte da Vida alcançará perdão total das culpas e das penas” (Diário 300; cf. 1072). Santa Faustina abraça com toda a alma esta causa, pelo que exclama e reza: “Oh, como desejo ardentemente que a Festa da Misericórdia seja conhecida pelas almas!” (Diário 505); “Apressai, Senhor, a Festa da Misericórdia, a fim de que as almas conheçam a fonte da Vossa bondade” (Diário 1003; cf. 1041). Jesus leva a sério a dedicação de Santa Faustina nesta missão: “Pelos teus ardentes desejos, estou apressando a Festa da Misericórdia.”

Em 1935, no domingo de encerramento do Jubileu da Redenção promovido pelo Papa Pio XI, Santa Faustina participou da Eucaristia como se estivesse celebrando a Festa da Misericórdia; Jesus então se lhe manifesta como está na imagem e lhe diz: “Essa Festa saiu do mais íntimo da Minha misericórdia e está aprovada nas profundezas da Minha compaixão. Toda alma que crê e confia na Minha misericórdia irá alcançá-la” (Diário 420; cf. 1042; 1073).

No Diário encontramos uma relação muito estreita entre a Festa da Misericórdia a confiança na divina misericórdia, a proclamação da divina misericórdia, a celebração dos sacramentos (Eucaristia e Confissão), a remissão dos pecados (culpas e penas) e a veneração da Imagem:

A tua tarefa e obrigação é pedir aqui na terra a misericórdia para o mundo inteiro. Nenhuma alma terá justificação enquanto não se dirigir com confiança à Minha misericórdia. E é por isso que o primeiro domingo depois da Páscoa deve ser a Festa da Misericórdia. Nesse dia, os sacerdotes devem falar às almas desta Minha grande e insondável misericórdia. Faço-te dispensadora da Minha misericórdia. Diz ao teu confessor que aquela Imagem deve ser exposta na igreja, e não dentro da clausura desse convento. Por meio dessa Imagem concederei muitas graças às almas; que toda alma tenha, por isso, acesso a ela” (Diário 570); “Desejo que a Festa da Misericórdia seja refúgio e abrigo para todas as almas, especialmente para os pecadores. Nesse dia estão abertas as entranhas da Minha misericórdia. Derramo todo um mar de graças sobre as almas que se aproximam da fonte da Minha misericórdia. A alma que se confessar e comungar alcançará o perdão das culpas e das penas. Nesse dia estão abertas todas as comportas divinas, pelas quais fluem as graças. Que nenhuma alma tenha medo de se aproximar de Mim, ainda que seus pecados sejam como o escarlate. A Minha misericórdia é tão grande que, por toda a eternidade, nenhuma mente, nem humana, nem angélica, a aprofundará. Tudo o que existe saiu das entranhas da Minha misericórdia. Toda alma contemplará em relação a Mim, por toda a eternidade, todo o Meu amor e a Minha misericórdia. A Festa da Misericórdia saiu das Minhas entranhas. Desejo que seja celebrada solenemente no primeiro domingo depois da Páscoa” (Diário 699); “Desejo conceder indulgência plenária às almas que se confessarem e receberem a santa Comunhão na Festa da Minha misericórdia” (Diário 1109).

Preparação para a Festa da Misericórdia

A devoção à Divina Misericórdia pede uma Novena em preparação à Festa da Divina Misericórdia, coincidindo com parte do Tríduo Pascal (começa na Sexta-Feira Santa) e acompanhando toda a Oitava Pascal (até o sábado). Com sabedoria pastoral é possível organizar tudo de tal modo que, de um lado, não se obscureça a centralidade das solenidades litúrgicas pascais e, de outro, não se “extinga o Espírito” ao se condenar a priori expressões da piedade (neste caso, mais do que popular) que brotam da mesma fé e esperança informadas pela caridade sobrenatural – e contribuem para o seu incremento.

De resto, é a própria Santa Faustina a nos ensinar a maravilhosa harmonia que deve reinar entre Liturgia e Piedade:

Quase toda solenidade na Santa Igreja proporciona-me um mais profundo conhecimento de Deus e uma graça especial, por isso me preparo para cada solenidade e uno-me estreitamente com o espírito da Igreja. Que alegria ser uma filha fiel da Igreja” (Diário, 481; sobre suas vivências pascais, cf. 205; 649; 1067; 1668; 1670).

Ó Deus, foi por nós que o Cristo, Vosso Filho, derramando o Seu Sangue, instituiu o mistério da Páscoa. Lembrai-vos sempre de Vossas misericórdias, e santificai-nos pela Vossa constante proteção. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

Publicado em Divina Misericórdia – Festa Nacional 2019 (misericordia.org).

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Páscoa: “A Ressurreição de Jesus Cristo e a esperança do cristão” – Santo Afonso Maria de Ligório (Blog Almas Devotas – Alexandria Católica)

Feliz Páscoa a todos!

Cristo Jesus ressuscitou e reina sobre a Terra inteira!

Que Sua mensagem de amor e paz perdurem o ano inteiro! Que Sua Paixão, Morte e Ressurreição não sejam em vão, pelo perdão de  nossos pecados, pelos pecados de toda a  Humanidade, do passado, do presente e do futuro!

Lúcia Barden Nunes

—-

A Ressurreição de Jesus Cristo e a esperança do cristão

Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano

Tomo II

Santo Afonso Maria de Ligório

Desde o Domingo da Páscoa até a
Undécima Semana depois de Pentecostes inclusive

Edição 1921, p. 1-3

Haec dies quam fecit Dominus: exultemus et laetemur in ea — “Este é o dia que fez o Senhor; regozijemo-nos e alegremo-nos nele” (Ps. 117, 24).

Sumário. Façamos um ato de fé viva na ressurreição de Jesus Cristo; cheguemo-nos a Ele em espírito para Lhe beijar as chagas glorificadas, e regozijemo-nos com Ele por ter saído do sepulcro vencedor da morte e do inferno. Lembrando-nos em seguida que a ressurreição de Jesus é o penhor e a norma da nossa, avivemos nossa esperança, e ganhemos ânimo para suportar com paciência as tribulações da vida presente. Lembremo-nos, porém, que para ressuscitarmos gloriosamente com Jesus Cristo devemos primeiro morrer com Ele a todos os afetos terrestres.

  1. O grande mistério que em todo o tempo pascal, e especialmente no dia de hoje, deve ocupar as almas amantes de Deus, e enchê-las de dulcíssima esperança, é a felicidade de Jesus ressuscitado. Já meditamos que Jesus, no tempo de sua Paixão, perdeu inteiramente as quatro espécies de bens que o homem pode possuir na terra. Perdeu os vestidos até a extrema nudez; perdeu a reputação pelos desprezos mais abomináveis; perdeu a florescente saúde pelos maus tratos; perdeu finalmente a vida preciosíssima pela morte mais horrível que se pode imaginar. Agora porém, saindo vivo do fundo do sepulcro, recebe com lucro abundantíssimo tudo quanto perdeu.

O que era pobre, ei-Lo feito riquíssimo e Senhor de toda a terra. O que a si próprio se chamava verme e opróbrio dos homens, ei-Lo coroado de glória, assentado à direita do Pai. O que pouco antes era o Homem das dores e provado nos sofrimentos, ei-Lo dotado de nova força e de uma vida imortal e impassível. Finalmente o que tinha sido morto do modo mais horrível, ei-Lo ressuscitado pela sua própria virtude, dotado de sutileza, de agilidade, de clareza, feito as primícias de todos os que dormem com a esperança de ressuscitarem também um dia à imitação de Cristo: Christus resurrexit a mortuis, primitiae dormientium (1)

Detenhamos-nos aqui para tributar a nosso Chefe divino as devidas homenagens. Façamos um ato de fé viva na sua ressurreição, e cheguemo-nos a Ele para beijarmos em espírito os sinais de suas cinco chagas glorificadas. Alegremo-nos com Ele, por ter saído do sepulcro, vencedor da morte e do inferno, e digamos com todos os santos: “O Cordeiro que foi imolado por nós, é digno de receber o poder, a divindade, a sabedoria, a fortaleza, a honra, a glória e a bênção.” (2)

II. Regozijemo-nos com Jesus Cristo; mas regozijemo-nos também por nós mesmos, porquanto a sua ressurreição é o penhor e a norma da nossa, se ao menos, como diz São Paulo, morrermos primeiro interiormente ao afeto das coisas terrestres: Si commortui sumus, et convivemus (3) — “Se morrermos com Ele, com Ele também viveremos”. Ó doce esperança! “Virá a hora em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus” (4); e então pelo poder divino retomaremos o mesmo corpo que agora temos, mas formoso e resplandecente como o sol. Nós também ressuscitaremos!

A esperança da futura ressurreição é o que consolava o santo Jó no tempo de sua provação. “Eu sei”, disse ele, e nós, digamos o mesmo no meio das cruzes e tribulações da vida presente: “eu sei que o meu Redentor vive, e que no derradeiro dia surgirei da terra; e serei novamente revestido de minha pele, e na minha própria carne verei a meu Deus… esta minha esperança está depositada no meu peito.” (5)

Meu amabilíssimo Jesus, graças Vos dou que pela vossa morte adquiristes para mim o direito à posse de tão grande bem, e hoje pela vossa ressurreição avivais a minha esperança. Sim, espero ressurgir no último dia, glorioso como Vós, não tanto por meu próprio interesse, como para estar para sempre unido convosco, e louvar-Vos e amar-Vos eternamente. É verdade que pelo passado Vos ofendi com os meus pecados; mas agora arrependo-me de todo o coração e pela vossa ressurreição peço-Vos que me livrais do perigo de recair na vossa desgraça: Per sanctam resurrectionem tuam, libera me, Domine — “Pela vossa santa ressurreição, livrai-me, Senhor”.

“E Vós, Eterno Pai, que no dia presente nos abristes a entrada da eternidade bem-aventurada, pelo triunfo que vosso Unigênito alcançou sobre a morte: aumentai com o Vosso auxílio os desejos que a vossa inspiração nos instila” (6). Fazei-o pelo amor do mesmo Jesus Cristo e de Maria Santíssima.

__________

1.1 Cor. 15, 20.
2. Ap 5,12.
3. 2 Tim. 2, 11.
4. Io. 5, 28.
5. Iob 19, 25.
6. Or.festi curr.

Publicado em Blog Almas Devotas – Alexandria Católica.

 

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Sábado de Aleluia ou Sábado Santo e a Vigília Pascal (Nossa Sagrada Família)

Sábado de Aleluia ou Sábado Santo e a Vigília Pascal

Imagem Sábado de Aleluia ou Sábado Santo e a Vigília Pascal

O Sábado de Aleluia ou Sábado Santo é o dia anterior à Páscoa no Cristianismo, sendo considerado o último dia da semana santa.

Outra nomenclatura conhecida do Sábado de Aleluia, é o “Sábado Negro”, remetendo ao luto da morte de Cristo.

O Sábado de Aleluia é marcado dentro da Igreja por algumas diferenças em relação aos outros dias tanto da semana santa quanto dos dias normais, abaixo os ritos deste dia:

  • Os Santos e ícones como a Cruz são cobertos caso não estejam com um pano roxo, simbolizando o luto.
  • Não é realizada a celebração da Eucaristia
  • Celebra-se apenas a parte da liturgia das horas
  • É proibido celebrar qualquer outro sacramento exceto o da Confissão.
  • Porém existe uma regra que é uma exceção para este dia santo, onde a Eucaristia é permitida apenas em caso de morte.

Malhação de Judas

Uma outra tradição conhecida do Sábado de Aleluia em países como Brasil, Portugal e Espanha, é a malhação de Judas, que representa a morte do traidor Judas Iscariotes.

Vigília Pascal

Na noite do Sábado de Aleluia é realizada a Vigília Pascal, que é considerada a mais importante e mãe de todas as vigílias, além do coração do ano litúrgico.

A celebração desta vigília é dividida em quatro partes:

  1. A Liturgia da luz ou ‘lucernário’;
  2. A Liturgia da Palavra;
  3. A Liturgia batismal;
  4. A liturgia eucarística;

As Dores de Nossa Senhora

Esta é uma celebração que trás todos os sofrimentos de Nossa Senhora, relembrando do nascimento de Cristo, até a dor infinita de Maria ao deixar seu filho Jesus no sepulcro.

Além disso durante a Vigília Pascal da noite será celebrada a Missa da Ressurreição. Essa missa é seguida pela bênção do Fogo Novo e do Círio Pascal, bênção da água Batismal e Renovação das Promessas do Batismo.

Fogo: Sinal da presença de Deus na história, em suas manifestações de salvação. Ligado ao fogo, temos o círio pascal que aceso no fogo novo lembra o Cristo ressuscitado.

Luz: Símbolo da vida. Representa a presença de Cristo que é vida e oferece vida e salvação ao homem. Jesus atravessa as portas da mansão dos mortos, vencendo e trazendo a luz para a humanidade.

Água: Também é sinal da vida que é comunicada ao cristão quando ele renasce pelo batismo para um mundo novo.

Sendo assim o Sábado de Aleluia é o dia para se guardar luto pela morte de Jesus.

Publicado em Nossa Sagrada Família.

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Sexta-Feira da Paixão do Senhor (misericordia.org)

Sexta-Feira da Paixão do Senhor

Por meio da dor e do sofrimento, Cristo é elevado à Cruz para reconciliar o homem com Deus, consigo mesmo e com o universo. Ele se entrega confiantemente nas mãos de seu Pai e cumpre a vontade daquele que O enviou.

Na Sexta-feira Santa somos chamados a refletir sobre o acontecimento supremo do Amor de Deus pela humanidade: a morte de Cristo na cruz. Ele morreu na cruz por todas as pessoas. A cruz é o símbolo central deste dia e de toda a celebração desta Sexta-feira Santa¹.

Portanto, “neste dia em que ‘Cristo nossa Páscoa, foi imolado’ (1 Cor 5,7), torna-se clara a realidade daquilo que há muito tempo havia sido prenunciado, mas que era envolto em mistério: a ovelha verdadeira substitui a ovelha figurativa, e mediante um único sacrifício realiza-se plenamente o que a variedade das antigas vítimas significava”².

Com efeito, a obra da redenção da humanidade e da perfeita glorificação de Deus, prefigurada pelas suas obras grandiosas no meio do povo da Antiga Aliança, realizou-a Cristo Senhor, principalmente pelo Mistério Pascal da sua Paixão, Morte e Ressurreição dentre os mortos e gloriosa Ascensão, mistério esse pelo qual, morrendo, destruiu nossa morte e, ressuscitando, restaurou nossa vida³.

Assim, ao contemplar Cristo morto na cruz, a Igreja comemora o seu próprio nascimento e a sua missão de estender a todos os povos os salutares efeitos da Paixão de Cristo, efeitos que hoje celebra em ação de graças por dom tão inefável4.

Desta feita, não só adoramos o mistério da Cruz, mas rezamos a Prece Universal, pela Igreja, seus pastores e fiéis; pelos catecúmenos, pela unidade dos cristãos, pelos judeus, pelos que não creem no Cristo nem em Deus, pelos poderes públicos e pelos sofredores (MR, pp.255-260).

Por isso mesmo rezamos à Divina Misericórdia: “pela sua dolorosa Paixão, tende misericórdia de nós e do mundo inteiro” e ainda: “ó Sangue e água que jorraram do coração de Jesus como fonte de misericórdia para nós, eu confio em Vós” – era assim que rezava Santa Faustina e hoje devotamente celebramos o que rezamos.


Nota:
1. AUGÉ, Matias, Quaresma – Páscoa – Pentecostes, Ave Maria, p.57.
2. Cerimonial dos Bispos, 312.
3. Cf. Cerimonial dos Bispos, 312.
4. CONGREGAÇÃO PARA O CULTO DIVINO, Carta Circular sobre a preparação e celebração das festas pascais, 58.

 

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Fonte (imagem): Oratório São Luiz – “A instituição da Eucaristia na última ceia”.

Meditação para a Quinta-feira Santa

SUMÁRIO

Meditaremos nos dois augustos mistérios que recorda esse santo dia, a saber:

1.° A instituição da Eucaristia;

2.º A instituição do Sacerdócio.

– Tomaremos depois a resolução:

1.° De fazermos a melhor comunhão do ano;

2.° De passarmos todo o dia com grandes sentimentos de reconhecimento para com Jesus Cristo, pela instituição da Eucaristia e do sacerdócio.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra de um santo abade:

“Ó Deus, prodigo de vós mesmo, à força de amor para conosco” – O vere Deum, si decere fas est, prodigum sui, prae desiderio hominis! (Guereric., abbas, in Fest. Pent.)

Meditação para o Dia

Transportemo-nos pelo pensamento à última Ceia, em que Jesus Cristo, na véspera de Sua morte, reuniu os Seus Apóstolos, como o bom Pai de famílias, próximo do seu termo, junta os seus filhos em tomo do seu leito de morte para lhes fazer as suas últimas despedidas, lhes dizer a sua última vontade e lhes legar a herança que o seu amor lhes alcançou. Então principalmente lhes mostrou quanto os amava (1). Assistamos com recolhimento de espírito e amor a este tão tocante espetáculo, e meditemos nos dois augustos mistérios do dia: a instituição da Eucaristia e a instituição do Sacerdócio.

PRIMEIRO PONTO

Instituição da Eucaristia

Admiremos, antes de tudo, Jesus Cristo ajoelhado diante dos Apóstolos, e lavando-lhes os pés, para dizer a todos os séculos a profunda humildade, a perfeita caridade e a imaculada pureza que requer o Sacramento que Ele ia instituir e que eles iam receber. Depois põe-se à mesa, toma pão, benze-o, parte-o e dá-o a Seus discípulos, dizendo:

“Tomai e comei, este é o meu corpo”

Toma do mesmo modo o cálice, e dá-lh’o, dizendo:

“Bebei dele todos, porque este é o meu sangue do Novo Testamento, que será derramado por muitos para remissão dos pecados” (Mt 26, 26ss)

Oh! Quão bem se reconhece nisto o amor de Jesus Cristo! Este divino Salvador, na véspera de nos deixar, não pode resolver-se a separar-se, de nós:

«Não vos deixarei órfãos, tinha ele dito (2); meu Pai chama-me, mas voltando para ele, não me separarei de vós; a minha morto está determinada nos decretos eternos, mas morrendo, saberei sobreviver a mim mesmo para ficar convosco. A minha sabedoria achou o meio para isso, o meu amor vai executá-lo»

Em consequência, muda o pão em Seu corpo, o vinho em Seu sangue; e em virtude da inseparável união da alma com o corpo e o sangue, em virtude da indissolúvel unidade da pessoa divina com a natureza humana, o que antes só era pão e vinho é agora a adorável pessoa de Jesus Cristo todo inteiro, a Sua pessoa sagrada, tão augusta, tão poderosa como é a destra do Pai, governando todos os mundos, adorada dos mesmos anjos que tremem na Sua presença (3). A este milagre sucede outro.

«O que acabo de fazer, acrescenta Jesus Cristo, o fareis vós, meus Apóstolos; dou-vos esse poder (4), e não somente a vós, mas a todos os vossos sucessores até ao fim dos tempos, pois que a Eucaristia, sendo a alma da religião e a essência do seu culto, deve durar tanto como ela»

Tal é a rica herança que o amor de Jesus Cristo dispensou aos Seus filhos por toda a série dos séculos; tal é o testamento que este bom Pai de famílias, no momento da Sua partida, fez em benefício de Seus filhos; as Suas mãos desfalecidas escreveram-o e assinaram-o com o Seu sangue (5); tal é a benção que este bom Jacó deu a seus filhos reunidos em torno dele antes de os deixar (6). Ó preciosa herança, querido e amável testamento, rica benção! Meu Deus, meu Deus! Como agradecer-Vos tanto amor?

SEGUNDO PONTO

Instituição do Sacerdócio

Parecia, Senhor, que havíeis esgotado por nós todas as riquezas do Vosso amor; e todavia eis novas maravilhas. Não é somente a Eucaristia que nos é dada neste dia; é o sacerdócio com todos os Sacramentos, com a Santa Igreja, com a autoridade infalível para ensinar, o poder para governar, a graça para abençoar, a sabedoria para dirigir. Porque tudo isto se liga essencialmente com a Eucaristia, ou como preparação para dispor a alma a recebê-la, ou como consequência para conservar e aumentar os seus frutos. Por conseguinte, Jesus Cristo, como sumo pontífice, deveu estabelecer e estabeleceu efetivamente todos estes poderes ao mesmo tempo com esta única palavra:

“Fazei isto” – Hoc facite

Ó sacerdócio, que alumia, purificais e abrasais as almas, que distribuis na terra os mistérios de Deus e as riquezas da graça; sacerdócio que socorrendo a alma caída em culpa e a alma justa, fazeis nascer o arrependimento e lhe abris o céu, acolheis os pecadores e lhes restituis a inocência; sacerdócio que amparais a alma vacilante e a fazeis progredir nas virtudes, que defendeis o mundo de si próprio e de sua corrupção, do céu a das suas vinganças; sacerdócio que; sois um inefável beneficio, eu vos bendigo e bendigo a Deus por vos ter dado à terra.

Ai! Que seria o mundo sem vós, que sois o seu sol, a sua luz e o seu calor; a sua consolação, a sua força, o seu amparo? Ó quinta-feira santa! Dia três vezes abençoado, que alcançastes tanta felicidade aos filhos de Adão, nunca poderemos celebrar-vos com bastante piedade, fervor e amor.

Resoluções e ramalhete espiritual como acima

Referências:

(1) Cum dilexisset suos qui erant in mundo, in finem dilexit eos

(2) Non relinquam vos orphanos (Jo 14, 18)

(3) Adorant Dominationes, tremunt Potestates (Praef. Missae)

(4) Hoc facite

(5) Hic calix Novum Testamnetum est in meo sanguine

(6) Accepit panem et benedixit

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(HAMON, Monsenhor André Jean Marie. Meditações para todos os dias do ano: Para uso dos Sacerdotes, Religiosos e dos Fiéis. Livraria Chardron, de Lélo & Irmão – Porto, 1904, Tomo II, p. 221-224)

 

Publicado em RUMO À SANTIDADE.

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