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Posts Tagged ‘“Vida”-Santa Teresa de Jesus’

Fonte: Gloria.tv – Jesus of Nazareth Productions

SANTA TERESA DE JESUS (1515-1582) – Memória – 15 de Outubro

Para assistir, clique no link a seguir: Gloria.tv –  Words of St. Teresa Of Avila –  “NADA TE TURBE” (Vídeo biográfico – Canto Coral – Espanhol).

Publicado em Jesus of Nazareth Productions (Gloria.tv).

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“Nós somos aquela criança, todos nós, todos os dias: apanhados no escuro, precisando e querendo saltar, mas incapazes de ver onde vamos cair, sentindo-nos sós e assustados. Somos também Pedro, querendo andar sobre a água em direção a Jesus, mas hesitamos e deixamo-nos submergir.(…)” – Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura – Portugal (12.10.2013)

Artigo publicado Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura (SNPC) – Portugal

Espiritualidade

Saltar no escuro… e não olhar para trás

Mons. Dennis Clark

Depois, Jesus obrigou os discípulos a embarcar e a ir adiante para a outra margem, enquanto Ele despedia as multidões. Logo que as despediu, subiu a um monte para orar na solidão. E, chegada a noite, estava ali só. O barco encontrava-se já a várias centenas de metros da terra, açoitado pelas ondas, pois o vento era contrário. De madrugada, Jesus foi ter com eles, caminhando sobre o mar. Ao verem-no caminhar sobre o mar, os discípulos assustaram-se e disseram: «É um fantasma!» E gritaram com medo. No mesmo instante, Jesus falou-lhes, dizendo: «Tranquilizai-vos! Sou Eu! Não temais!» Pedro respondeu-lhe: «Se és Tu, Senhor, manda-me ir ter contigo sobre as águas.» «Vem» – disse-lhe Jesus. E Pedro, descendo do barco, caminhou sobre as águas para ir ter com Jesus. Mas, sentindo a violência do vento, teve medo e, começando a ir ao fundo, gritou: «Salva-me, Senhor!» Imediatamente Jesus estendeu-lhe a mão, segurou-o e disse-lhe: «Homem de pouca fé, porque duvidaste?» E, quando entraram no barco, o vento amainou. (Mateus 14, 22-32)

Às primeiras horas da madrugada, o som de um alarme de incêndio interrompeu o silêncio e, no momento exato, despertou uma família para o choque de ver a sua casa envolvida pelas chamas. Sem tempo para salvar o que quer que fosse a não ser as suas próprias vidas, desceram as escadas a correr e escaparam para a escuridão. Ainda a recuperar o fôlego, o pai contava os filhos: «João, Ana, Maria, Miguel… – onde está o Miguel?»

Naquele preciso momento, Miguel, de cinco anos, chorava de uma das janelas do primeiro andar: «Mãe! Pai! Onde estão?»

Era demasiado tarde para voltar a entrar – a casa estava um inferno – pelo que o pai respondeu: «Salta, Miguel, que eu seguro-te».

Entre soluços, a criança chorava: «Mas eu não consigo ver-te, papá!»

O pai respondeu-lhe calmamente: «Eu sei que não me consegues ver, filho, mas eu vejo-te. Salta!»

Durante alguns instantes não houve nada a não ser o silêncio. Então o rapaz saltou para a escuridão e encontrou a segurança nos braços do pai.

***

Nós somos aquela criança, todos nós, todos os dias: apanhados no escuro, precisando e querendo saltar, mas incapazes de ver onde vamos cair, sentindo-nos sós e assustados. Somos também Pedro, querendo andar sobre a água em direção a Jesus, mas hesitamos e deixamo-nos submergir.

“O medo é inútil», disse muitas vezes Jesus. “O que é preciso é fé”. Está certo, mas a fé de que Ele fala não é o que muitos de nós pensamos. Não se tratam de abstrações teológicas. Trata-se de nos confiarmos às mãos de Deus porque sabemos que Ele nos ama mais do que nós nos amamos a nós mesmos.

Mas ainda que esta ideia esteja clara, podemos ainda ficar desorientados por pensarmos que, ao confiar em Deus, Ele nos protege do fracasso e da dor. A promessa não é essa. A promessa de Deus para aqueles que n’Ele confiam é esta: Ele dar-nos-á a força para enfrentar todos os problemas que surgirem, e nunca deixará que sejamos destruídos por eles, ainda que morramos.

Mas a fé tem ainda outro lado: os talentos e dons que Deus nos deu porque Ele teve fé em nós. Pedro perdeu a fé nos dons que Deus lhe havia dado e esperou que Deus resolvesse o problema. Resultado: afundou-se! Confiar em Deus significa também confiar nos seus dons. E confiar nos seus dons significa usá-los.

Há uma antiga expressão que diz: Trabalha como se tudo dependesse de ti, e reza como se tudo dependesse de Deus. É precisamente o que é necessário, mas não é fácil aplicá-lo porque não conseguimos ver Deus, e demasiadas vezes não conseguimos ver os nossos dons. Pode ajudar recordar as palavras escritas há mais de 50 anos na parede do gueto de Varsóvia:

Acredito no sol, ainda que não brilhe.

Acredito no amor, ainda que não o sinta.

Acredito em Deus, ainda que não O veja.

Confie em Deus e confie nos dons que Ele lhe deu. Ou seja, use os seus dons. E então salte! E nunca olhe para trás!

Mons. Dennis Clark
In Catholic Exchange
Trad. / adapt.: rm
© SNPC (trad.) | 20.11.10

Publicado em SNPC – Portugal.

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Missa “Pro Eligendo Pontífice” será celebrada na manhã do dia 12 de março e à tarde ingressam os Cardeais em Conclave para eleição do Papa (Zenit.org)

Fonte: Zenit (Roma)

Conclave começa dia 12 de março

De manhã Missa Pro Eligendo Pontífice será celebrada na Basílica de São Pedro

Roma, 08 de Março de 2013 (Zenit.org)

A Sala de Imprensa do Vaticano acaba de informar que a Oitava Congregação do Colégio Cardinalício decidiu que o Conclave para eleição do Papa começa dia 12 de março de 2013.

De manhã na Basílica de São Pedro será celebrada a Missa “Pro Eligendo Pontífice” e à tarde ingresso dos Cardeais em Conclave. (Agência Zenit-Roma)

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SANTA TERESA DE JESUS (1515-1582) – Memória – 15 de Outubro

Jesus of nazareth Productions: Nada te Turbe – Words of St. Teresa Of Avila.

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Fonte: Agência Fides

INTENÇÃO MISSIONÁRIA

29.01.2011

“Para que nos territórios de missão onde é mais urgente a luta contra as doenças, as comunidades cristãs saibam testemunhar a presença de Cristo junto dos sofredores” – Comentário da Intenção Missionária de fevereiro 2011

Cidade do Vaticano (Agência Fides) – Durante sua vida terrena, Jesus sempre esteve próximo ao sofrimento humano. A experiência da cura dos enfermos ocupou boa parte de sua missão pública. Para Ele levaram os doentes, os aleijados, os cegos e leprosos. Uma cadeia de dor vivida muitas vezes na exclusão social e considerado o resultado do pecado pessoal ou de seus pais (Cf. Jo 9, 2). Santo Agostinho amava chamar Jesus de “o médico humilde”. Ele passou pelo mundo fazendo o bem e curando as doenças. Bento XVI disse: “Apesar de a doença fazer parte da experiência humana, a ela não conseguimos nos acostumar, não só porque às vezes é realmente pesada e grave, mas essencialmente porque somos criados para a vida, para a vida completa. Justamente, o nosso instinto interior nos faz pensar em Deus como plenitude de vida, aliás, como Vida eterna e perfeita (Angelus de 8 de fevereiro de 2009). Às vezes a dor e impotência causada pela doença podem colocar à prova a fé. Os fiéis têm o dever de ajudar seus irmãos a encontrar o significado do sofrimento na cruz de Jesus Cristo e continuar a rezar para pedir a Deus a graça de “saber sofrer”. Precisamos ser  para eles a proximidade de Deus na dor. Diante da pergunta colocada pela doença, Deus respondeu em Cristo Jesus: “Deus – que nos revelou seu rosto – é o Deus da vida que nos liberta de todo mal. Os sinais de sua força de amor são as curas que realiza demonstra assim que o Reino de Deus está próximo, restituindo aos homens e mulheres sua integridade de espírito e corpo” (Bento XVI, ibid). Mas essas curas físicas não um fim a si mesmo. São sinais que falam da necessidade de uma cura mais profunda. A doença mais grave que afeta os seres humanos de todos os tempos é a ausência de Deus, fonte da verdade e do amor. Em Cristo, Deus se tornou Bom Samaritano para nós. Através da encarnação tornou-se o “nosso próximo”, ele nos pegou sobre seus ombros de Bom Pastor e nos trouxe para a estalagem, que é símbolo da Igreja. Ele curou as nossas feridas com o óleo dos sacramentos, para recuperar a nossa saúde. Falando do sentido pleno do ministério de Cristo, o Papa afirma que “só a reconciliação com Deus pode nos dar a verdadeira cura, a verdadeira vida, porque uma vida sem Amor sem verdade não seria a vida. O Reino de Deus é precisamente a presença de verdade e do amor, e assim é cura no profundo de nosso ser. Entende-se, portanto, porque a sua pregação e as curas que faz estejam sempre unidas: formam uma única mensagem de esperança e salvação” (Bento XVI, ibid.). O ministério de Cristo continua na Igreja. Ela continua a curar o ser humano com a graça dos sacramentos, enquanto, envolvida em milhares de atividades beneficentes, atenua o dor daqueles que sofrem, sendo para eles a presença amorosa de Deus Rezemos para que muitos cristãos – sacerdotes, religiosos e leigos – que cuidam dos doentes em várias partes do mundo, continuem sendo as mãos e o coração de Cristo para seus irmãos nos países de missão. “Todas as vezes que vocês fizeram isso a um dos menores de meus irmãos, foi a mim que o fizeram”. (Mt 25, 40). (Agência Fides 29/1/2011)

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Fonte: Rádio Vaticano

26/01/2011

SITUAÇÃO DOS CRISTÃOS NO ORIENTE MÉDIO TEMA DO ENCONTRO DO CMI

Genebra, 26 jan (RV) – “Construir comunidades em favor da paz justa entre homens e mulheres” é o tema da próxima sessão da Comissão Central do Conselho Mundial de Igrejas (CMI) que se realizará de 16 a 22 de fevereiro próximo, em Genebra, na Suíça.

A comissão refletirá sobre a difícil situação dos cristãos no Oriente Médio e será apresentado o documento “Apelo ecumênico pela paz justa”, em vista do encontro ecumênico internacional pela paz que se realizará de 17 a 25 de maio próximo, em Kingston, capital da Jamaica.

O apelo pela paz, cujo documento foi escrito na assembleia do CMI realizada, em 2006, em Porto Alegre, convida a comunidade cristã no mundo a promover a paz justa e se baseia nas indicações emersas durante a Década Ecumênica “Vencer a violência”, concluída em 2010.

A Comissão Central deverá decidir o tema da 10ª Assembleia do CMI que se realizará, em Busan, na Coreia do Sul, em 2013. (MJ)

Publicado em Rádio Vaticano.

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Fonte/imagem /artigo: Conselho Nacional de Igrejas Cristãs no Brasil (CONIC) – “18/01/2011 – Igrejas cristãs se unem em oração pela unidade

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Fonte: Rádio Vaticano

19.01.2011

CATEQUESE DO PAPA SOBRE SEMANA DE ORAÇÃO PELA UNIDADE DOS CRISTÃOS

Cidade do Vaticano, 19 jan (RV) – Bento XVI acolheu na Sala Paulo VI, no Vaticano, na manhã desta quarta-feira, dia de Audiência Geral, vários fiéis e peregrinos.

Na catequese de hoje, o Papa falou sobre a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, atualmente celebrada em vários países do mundo. A Igreja no Brasil celebra a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos entre o Domingo da Ascensão e o Domingo de Pentecostes.

“Estamos celebrando a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos e todas as pessoas que crêem em Cristo estão convidadas a rezar pelo dom da plena comunhão” – frisou Bento XVI.

“A comunidade estava unida na escuta dos ensinamentos dos apóstolos, na comunhão, no partir o pão e na oração. Estes quatro elementos ainda são os pilares da vida de cada comunidade cristã e formam a base sobre a qual construir a unidade, progresso visível da Igreja” – disse ainda o Santo Padre.

O Papa frisou que “como discípulos de Cristo, todos nós devemos testemunhar ao mundo o Deus que se revelou a nós em Jesus Cristo, que nos trouxe a mensagem que orienta e ilumina o caminho das pessoas de todos os tempos”.

Bento XVI ressaltou a “importância de crescer a cada dia no amor recíproco a fim de superar as barreiras que ainda existem entre os cristãos”.

A seguir, o Pontífice fez um resumo de sua catequese em português, saudou os fiéis lusófonos presentes na audiência e concedeu a todos a sua bênção apostólica.

Queridos irmãos e irmãs,

Estamos celebrando a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, cujo tema, neste ano, refere-se à experiência da primeira comunidade cristã, descrita nos Atos dos Apóstolos: “Eles eram perseverantes em ouvir o ensinamento dos apóstolos, na comunhão fraterna, na fração do pão e nas orações” (At 2, 42). Aqui encontramos quatro características que definem a primeira comunidade e que constituem uma sólida base para a construção da unidade visível da Igreja: “Escutar o ensinamento dos apóstolos”, ou seja, o testemunho da missão, vida, morte e ressurreição do Senhor; “a comunhão fraterna”, isto é, dividir os próprios bens, materiais e espirituais; “a fração do pão” – a eucaristia – o ápice da nossa união com Deus e que representa a plenitude da unidade; e, finalmente, “a oração”, que deve ser a atitude constante dos discípulos de Cristo. Com efeito, o caminho para a construção da unidade entre os cristãos deve manter no centro a oração: isso nos lembra que a unidade não é um simples fruto da ação humana, mas é, acima de tudo, um dom de Deus.

Amados peregrinos de língua portuguesa, sede bem-vindos! A todos saúdo com grande afeto e alegria, exortando-vos a perseverar na oração, pedindo a Deus o dom da unidade, a fim de que se cumpra no mundo inteiro o seu desígnio de salvação! Ide em paz!

Publicado em Rádio Vaticano.

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A Tradição do Natal (o presépio de São Francisco, por exemplo…) nos trouxe até aqui, mesmo que o mundo insista, com todas as forças, em fazer do período natalino, nada mais que uma data de confraternizações. Este é o nosso lastimável tempo. Em todo caso, lembremos da visitação dos Três Reis Magos, que, metaforicamente falando, foram aqueles que acreditaram na poesia que a vinda de um Redentor representaria para o mundo. Vieram inspirados pelos Espírito Santo, e hoje  nos inspiram a ver a vida com simplicidade e grandeza de espírito.

Lembremos por um instante como foi que o Menino Jesus foi recebido por estranhos cheios de esperança e amor…

(LBN)

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Fonte/imagem/texto: Curiosidades Católicas – “Os Três Reis Magos”

Os Três Reis Magos

Também chamados dos Três Homens Sábios 

Três homens sábios vindos do Leste, chamados de Magos os quais seguiram a estrela para Belém, em Israel para encontrar Jesus. Eles eram provavelmente Medes da “clã” de Magnus da antiga Babilônia ( moderno Iraque) e eram excepcionais astrônomos. Os Reis Magos anunciaram a sua presença ao Rei Herodes antes seguirem para o local do nascimento de Jesus e oferecerem presentes de ouro, incenso e mirra ao Divino Infante. Avisados por um anjo, em sonhos durante os sono ele retornaram ao seu país por uma rota diferente de modo a evitar o Rei Herodes que suspeitavam de suas intenções malignas. No sexto século, devido a pesquisas mais acuradas, passaram a serem considerados reis de três diferentes raças.

Seus nomes Baltazar, Gaspar e Belchior (em alguns países este ultimo é chamado de Melchior) foram atribuídos a eles no século oitavo, segundo alguns estudiosos, devido a uma visão de um santo. Suas relíquias estão em um santuário em Colonha, na Alemanha.

Desde o século sétimo que os reis magos foram identificados como Gaspar, Melchior e Balthazar. O venerável São Bede (735DC) escreveu:

Os Magos eram aqueles que trouxeram presentes para Senhor: O primeiro Melchior, um velho homem com cabelos brancos e longos que ofereceu ouro como para um Rei. O segundo Gaspar jovem sem barba de complexão rude honrou a Jesus como Deus com o presente de incenso, um presente digno da Divindade. O terceiro um homem de pele escura, muito barbudo de nome Balthazar pelo seu presente de mirra, testemunhou que o Filho do Homem teria que morrer.

Um escrito do calendário dos santos da época medieval impresso no Colégio de Colônia lê : “Tendo passado muitos problemas e muito cansados os três homens sábios se encontraram em Sewa (Sebaste em Armênio) no ano de 54 DC para celebrar a festa do Natal. Assim após a celebração da missa eles morreram: São Melchior com 116 anos em 11 de janeiro, São Baltazar em 6 de jan com 112 anos e São Gaspar em 11 de janeiro com 109 anos. A Martirologia Romana também lista estas datas como as respectivas festas dos magos”.

Sua festa é celebrada no dia 6 de janeiro.

NR:

As relíquias dos três homens sábios ou três reis magos, foram dados ao Arcebispo Von Dassel em 1165 que as levou para Colonha, Alemanha e construiu um santuário para elas. O santuário tornou-se local de peregrinação desde então. Estariam hoje na Catedral de Colonha, Alemanha.

Estudos mais acurados mostram que eles eram astrônomos e sem dúvida sábios (“magos” significava homens de grande sabedoria) e eram de origem real. Provavelmente vierem da Pérsia ou da Arábia visto que a Mirra e Frankincenso eram plantas originárias daquela região.Alem disso quando se falava “homens do oriente ou homens do leste” siginificava vindos da Arábia.

Na viagem de ida, depois do encontro com o Rei Herodes( que deve ter acontecido no seu palácio) eles devem ter tomado o rumo norte e depois de uns 8 km, mudaram o rumo para Belém. Depois de adorarem Jesus teriam, provavelmente, retornado para Sheba, na Pérsia.

Estudos mais recentes indicam que provavelmente eles visitaram Jesus já no seu segundo ano de vida em sua casa. Isto que vem de encontro ao Evangelho de Matheus 2:11 que diz: “E entrando na casa, viram o menino com Maria sua mãe e, prostrando-se, o adoraram; e abrindo os seus tesouros, ofertaram-lhe dádivas: ouro incenso e mirra.” ou seja Ele não era mais um bebê e sim uma criança, e não estava na manjedoura e sim em sua casa.

Alguns estudiosos ainda pensam que era 4 os Reis Magos.Na Catacumba de Domitila foram encontradas reliquias de 4, dois de cada lado e ainda pinturas de mestres famosos como Velasques e Boticcelli, mostram 4 pessoas em vez de três. Mas, como foram dados apenas três presentes é de se presumir que eram três.

De acordo com o evangelista Lucas seriam pastores que visitaram o Divino Infante Jesus na manjedoura. Assim perdura o mistério da época exata da adoração dos Três Reis Magos ao Menino Jesus.

Alem disto o Evangelho de Matheus, 2:11 diz:

“Ao verem eles a estrela, regozijaram-se com grande alegria.
E entrando na casa, viram o menino com Maria sua mãe e, prostrando-se, o adoraram; e abrindo os seus tesouros, ofertaram-lhe dádivas: ouro incenso e mirra.”

O que leva acrer que Jesus já se encontrava em uma casa em Belém.

Postado por Ivson de Moraes Alexandre;

Publicado em Curisiodades Católicas.

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Fonte/imagem/texto: OCDS – Província São José – “EPIFANIA” (Edith Stein) -02.01.2010

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Fonte: Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura – SNPC – Portugal

Para rezar enquanto se constrói o presépio

Primeiro Andamento

Visite-nos, Senhor, a Tua alegria.
Seja ela o dom que sustém esta hora da nossa vida.
Tenha o poder de reedificar, em nós, o caído,
de aclarar a tenda que a noite atribulou,
de unir aquilo que a pressa ou o cansaço interromperam.

Seja ela o sinal da leveza com que nos vês,
a carícia que nos estendes no tempo,
o assobio do Pastor que inaugura as tréguas.

Dá-nos Senhor, neste tempo,
a alegria como alento revitalizador:
inscreva ela em nós o sabor da vida abundante e multiplicada;
perfume cada um dos nossos gestos;
traga às nossas palavras a luz daquela estrela
que o Teu Nascimento para sempre acendeu.

Que o Teu Nascimento inspire cada um dos nossos renascimentos
Que a Tua presença, nos ensine o que significa tornar-se presente
E o dom que fazes de Ti, nos ajude a tecer a vida
como quem entretece uma história de amor.

Segundo Andamento

Enganam-se os que pensam que só nascemos uma vez.
Para quem quiser ver a vida está cheia de nascimentos.
Nascemos muitas vezes ao longo da infância
quando os olhos se abrem em espanto e alegria.
Nascemos nas viagens sem mapa que a juventude arrisca.
Nascemos na sementeira da vida adulta,
entre invernos e primaveras maturando
a misteriosa transformação que coloca na haste a flor
e dentro da flor o perfume do fruto.
Nascemos muitas vezes naquela idade
onde os trabalhos não cessam, mas reconciliam-se
com laços interiores e caminhos adiados.
Enganam-se os que pensam que só nascemos uma vez.
Nascemos quando nos descobrimos amados e capazes de amar.
Nascemos no entusiasmo do riso e na noite de algumas lágrimas.
Nascemos na prece e no dom.
Nascemos no perdão e no confronto.
Nascemos em silêncio ou iluminados por uma palavra.
Nascemos na tarefa e na partilha.
Nascemos nos gestos ou para lá dos gestos.
Nascemos dentro de nós e no coração de Deus.

José Tolentino Mendonça
In Diário de Notícias (Madeira)
12.12.10

Publicado em SNPC – Portugal.

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Fonte/imagem/texto: “INFÃNCIA: O que pensa uma criança iraquiana? A violência banalizada!” (Saulo Valley) -http://saulovalley.blogspot.com/2010/10/infancia-o-que-pensa-uma-crianca.html

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BRINQUEDOS QUE ALIMENTAM A CULTURA DA VIOLÊNCIA

Por Prof. Sílvio de Sá Arantes*

A nossa sociedade está acostumada com notícias que evidenciam a cultura da violência no lar, na escola e em outros ambientes, acomodando-se  à fatalidade de casos reais como normais. Os movimentos que se manifestam contra esta cultura de violência, muitas vezes, são banalizados por vários meios. A família é bombardeada por contravalores apresentados em novelas, seriados, brinquedos comuns e eletrônicos. Uma medida muito adequada seria o filtro da própria família em questões de programas e brinquedos que são de fácil acesso para os filhos, mudando, assim, as tendências e conceitos. Proibir só não bastaria: toda privação deve ser muito bem dialogada e fundamentada para surgir daí uma postura consciente e decisiva. É um bom começo para a implantação da paz que tanto sonhamos para nossos filhos.

*Colégio Franciscano João XXIII – SP

Fonte: Folhinha do Sagrado Coração

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Fonte/imagem/artigo: Catedral Nossa Senhora do Carmo – Santo André-SP – Artigo: “Festa da Imaculada Conceição de Nossa Senhora”

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Fonte: Lepanto – Frente Universitária e Estudantil

A Imaculada Conceição

Reza o dogma católico que a Bem-aventurada Virgem Maria, desde o primeiro instante de sua conceição, foi preservada da nódoa do pecado original, por privilégio único de Deus e aplicação dos merecimentos de seu divino Filho.

O dogma abrange dois pontos importantes:

a) O primeiro é ter sido a Santíssima Virgem preservada da mancha original desde o princípio de sua conceição. Deus abrogou para ela a lei de propagação do pecado original na raça de Adão; ou por outra, Maria foi cumulada, ainda no começo da vida, com os dons da graça santificante.

b) No segundo, vê-se que tal privilégio não era devido por direito. Foi concedido na previsão dos merecimentos de Jesus Cristo. O que valeu a Maria este favor peculiar foram os benefícios da Redenção, na previsão dos méritos de Jesus Cristo, que já existiam nos eternos desígnios de Deus.

Como se dá a transmissão do Pecado Original

Primeiramente, é necessário esclarecer em que consiste a transmissão do “Pecado Original”. A lei geral: “Todos os homens pecaram num só” é o grande argumento dos protestantes contra a “Imaculada Conceição”. Tal lei é certa e, segundo vamos demonstrar, não encontra a mínima contradição com o dogma católico.

S. Francisco de Sales, no seu “Tratado do amor de Deus”, exprime essa verdade de um modo singelo e glorioso! “A torrente da iniqüidade original veio lançar as suas ondas impuras sobre a conceição da Virgem Sagrada, com a mesma impetuosidade que sobre a dos demais filhos de Adão; mas chegando ali, as vagas do pecado não passaram além, mas se detiveram, como outrora o Jordão no tempo de Josué, aqui respeitando a arca da aliança a torrente parou; lá em atenção ao Tabernáculo da verdadeira aliança, que é a Virgem Maria, o pecado original se deteve.”

Os protestantes deveriam compreender a diferença essencial que há entre “pecar em Adão” e “pecar pessoalmente”, como são coisas bem distintas pertencer a uma raça pecadora e ser pecador.

De que modo, afinal, contraímos nós o pecado original?

Tal transmissão não se pode fazer pela “criação” da alma; afirmar isso seria dizer que Deus é o autor do pecado, o que é impossível e repugna. Não se transmite tão pouco pelos pais, pois a alma dos filhos não se origina das almas dos pais, mas é criada por Deus. A transmissão se efetua pela “geração”.

A alma é criada por Deus no estado de inocência perfeita, mas contrai a “mácula”, unindo-se a um corpo formado de um gérmen corrompido, do mesmo modo que ela sofreria, se fosse unida a um corpo ferido. É a opinião de Santo Tomás.

Santo Agostinho diz a propósito: “Apesar de nascerem de pais batizados, os filhos vêm à luz com o pecado original, como do trigo inutilizado germina uma espiga, em que o grão é misturado com a palha.”

Nesse mistério do nascimento de uma criança, pelo exposto, opera-se uma dupla conceição: a da alma e a do corpo. Foi nesse momento quase imperceptível que Deus preservou do pecado original a “pessoa” de Maria Santíssima. Criou sua alma, como criou as nossas. Os progenitores de Nossa Senhora formaram-lhe o corpo, como nossos pais formaram o nosso. Até aqui tudo é natural; o milagre da preservação limita-se ao instante em que o Criador uniu a alma ao corpo.

Desta união devia resultar a “transmissão do pecado”. Deus fez parar o curso desta transmissão, de modo que nela a união se operou, como se tinha realizado na pessoa de Adão, quando Deus, depois de ter feito o corpo do primeiro homem, soprou nele o espírito, constituindo-o na perfeição da inocência e justiça original.

Maria é uma segunda Eva… mas Eva antes de sua queda! Tal é a sublime doutrina da Igreja de Cristo.

Publicado em Lepanto.

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Pela vossa constância é que sereis salvos! – Sermão 306 de Santo Agostinho , Bispo de Hipona (354-430)

Santo Agostinho, Bispo de Hipona vai nos ensinar algo muito importante sobre a a constância. Antes, no entanto, gostaria de dar meu testemunho. Venho enfrentando dificuldades interiores e exteriores. Assim é com todos os viventes. Tenho experimentado mais o silêncio, mas me sinto inclinada a falar deste momento de minha vida. Alguém pode se beneficiar, tal como eu, quando li alguma coisa da vida interior de alguém se debatendo, na tentativa de vencer a si próprio, sem hesitações. É que descobri, tal como em outras vezes, minha falta de constância. Tenho esperança que , talvez, reconhecendo esta lacuna, Deus tenha piedade de minha situação e, quando de mim for exigida, em outras fases, a constância de que fala Santo Agostinho mais abaixo (que se assemelha à paciência na espera de algo), eu vença a mim mesma estes momentos difíceis. Penso o quanto isto envolve  minha vida interior.

A constância é uma grande virtude, senão um dom de Deus. Mas em nossa fraqueza, constato que  não conseguimos nos manter constantes quando o barco de nossa vida adentra em mar revolto… Agradeço a Deus a pouca constância (podia não ter nenhuma…) que pude vivenciar neste período. Devo-a ainda às muitas preces, súplicas e orações do terço, ainda que eventuais. Preciso aprender dos santos e santas a conquistar este estado de alma. Ser constante é ter fé a ponto de andar sob as águas tal como Jesus nos pede e pediu antes a  São Pedro. No relato do Novo Testamento, temos a consolação de que Ele nos compreende em nossa falta de fé e nos estende a mão… Parece-me que a  constância, em seu grau máximo, somente a apresenta os santos, as santas. Então, como estou decidida a buscar a santidade, que implica em não ser vencida pelas minhas fraquezas, eu suplico: Jesus, aumentai a minha fé. Amém.

(LBN)

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Mártires - Vietnan

Fonte: Blog da Comunidade Rainha do Carmelo (OCDS)

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Pela vossa constância é que sereis salvos!

Comentário ao Evangelho do dia feito por :
Santo Agostinho (354-430), Bispo de Hipona (África do Norte) e Doutor da Igreja
Sermão 306

Queres alcançar a vida onde estarás para sempre liberto do engano? Quem não o quererá? […] Todos queremos a vida e a verdade. Mas como o conseguir? Que caminho seguir? É verdade que não chegámos ainda ao termo da viagem, mas vislumbramo-lo, já […], aspiramos à vida e à verdade. Ambas as coisas estão em Cristo. Que direção tomar, para as alcançarmos? «Eu sou o Caminho», disse Ele. «Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida» (Jo 14, 6).
Eis o que os mártires realmente amaram; eis por que motivos ultrapassaram o amor a bens presentes e efémeros. Não vos surpreenda a sua coragem; foi o amor que, neles, venceu o sofrimento […]; trilhemos os seus passos, de olhos postos n’Aquele que é o seu e o nosso Chefe; se desejarmos alcançar tão grande felicidade, não temamos passar por caminhos difíceis. Aquele que no-lo prometeu é verdadeiro; Ele é fiel, Ele não nos enganaria. […] Por que temer as duras vias do sofrimento e da tribulação? O próprio Salvador as sofreu.
Responderás: «Mas era Ele, o Salvador !» Lembra-te de que os apóstolos também passaram por esses caminhos. Dirás: «Eram apóstolos !». Eu sei. Mas não te esqueças de que, depois deles, um grande número de homens como tu passaram por semelhantes provações […]; e mulheres, também […]; e crianças, mesmo meninas muito pequenas, passaram por tal caminho de provação. Será ainda tão duro, esse caminho afinal já aplanado por tantos que o percorreram?

Postado por Natália Durand, ocds.

Publicado em Blog da Comunidade Rainha do Carmelo (OCDS).

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Fonte: Agência Fides

24.11.2010

EUROPA – Liberdade religiosa violada no mundo inteiro

Roma (Agência Fides) – Violações da liberdade religiosa, abusos e discriminações contra as minorias religiosas se registram ainda em muitos países no mundo: é o que afirma o relatório 20201 sobre a liberdade religiosa no mundo, da fundação “Ajuda à Igreja que Sofre” apresentado hoje, em Roma. O relatório, que contém 194 fichas relativas a diferentes países, oferece um mapa de nível continental. No continente americano se citam países como Cuba, onde a “situação não mudou em relação à legislação e a prática administrativa de repressão contra o fenômeno religioso, mas existem sinais de abertura, como a autorização para realizar atos religiosos anteriormente proibidos “. No norte da África, ” se apresentam os problemas causados pela coincidência da religião com a política tanto na legislação da maioria deles, quanto na mentalidade generalizada entre maioria da população. O resultado que surge é que os cidadãos com plenos direitos é somente aquele que professa a religião dominante, enquanto as minorias religiosas são toleradas, ou na melhor das hipóteses vistas como uma ameaça da estabilidade social”. Nós relatamos o caso da Etiópia que “diante de uma legislação exemplar do ponto de vista da liberdade religiosa, infelizmente apresenta episódios de intolerância social, especialmente nas áreas onde está presente uma maioria islâmica”, enquanto “a prática de outras religiões diferentes do Islã provoca reações intolerantes em todo o território da Somália, e as conversões são desencorajadas por formas de ostracismo e exclusão social. No Oriente Médio, afirma o relatório, “na Turquia ainda não foi possível converter abertamente ao cristianismo, devido à discriminação contra os convertidos “e se observa que” a Arábia Saudita e o Iêmen são os países do Golfo onde uma severa legislação islâmica, que inclui, por exemplo, a pena de morte por apostasia, assim chamado, impede toda e qualquer manifestação e toda prática religiosa , também privada, não obstante a presença na Arábia Saudita de cerca de um milhão de imigrantes cristãos”. No Iraque “se torna sempre mais dramática a vida das antigas comunidades cristãs, hoje ameaçadas de extinção, sujeitas a uma sistemática agressão terrorista”, enquanto “no Irã o Islã xiita, em sua versão integralistas e garantida pelas autoridades religiosas, permanece a religião de Estado. Isso leva à discriminação e violência contra outras religiões e até mesmo contra o islã sunita”. Na Ásia Central, “as repúblicas do Cazaquistão, Quirguistão, Tajiquistão, Turcomenistão e Uzbequistão, apresentam problemas mais ou menos graves, relativos não somente à liberdade religiosa, mas também em relação a outros direitos humanos”. Na República Islâmica do Paquistão “d 1986 a 2010 pelo menos 993 pessoas foram acusadas de profanar o Alcorão ou difamar o profeta Maomé, vítimas da discutida lei polêmica anti-blasfêmia”. A Índia continua a registrando “um aumento da violência com base religiosa e étnica”, e Orissa é o caso emblemático. A Coreia do Norte “permanece um dos países onde mais desumana é a condição de vida dos cidadãos. A liberdade religiosa é negada em todos os seus aspectos e as informações disponíveis acerca do que acontece no país são escassas e difíceis de encontrar”. O relatório cita obstáculos e sérias restrições no Vietnã, Laos e Mianmar. No país muçulmano mais populoso do mundo, na Indonésia, os casos de violência são contra os cristãos e grupos muçulmanos considerados “heréticos” pela ortodoxia, como os Ahmadis.

(PA) (Agência Fides 24/11/2010)

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Fonte: Agência Fides

22.11.2010

VATICANO – O Papa reza no Angelus “para que em toda parte do mundo seja assegurada a liberdade religiosa a todos”

Cidade do Vaticano (Agência Fides) – “Hoje, na Itália, a convite dos Bispos, as comunidades eclesiais rezam pelos cristãos que sofrem perseguições e discriminações, especialmente no Iraque. Uno-me a esta unânime invocação ao Deus da vida e da paz para que em toda parte do mundo, seja assegurada a liberdade religiosa a todos. Sinto-me próximo destes irmãos e irmãs pelo elevado testemunho de fé que oferecem a Deus”. Estas foram as palavras proferidas pelo Santo Padre Bento XVI após rezar a oração do Angelus com os fiéis reunidos na Praça São Pedro, domingo, 21 de novembro. O Papa recordou também a celebração da “Jornada pro Orantibus”, dedicada às monjas e monges de clausura, convidando a “sustentar concretamente tais comunidades” às quais concedeu a sua benção. Antes do Angelus, o Santo Padre comentou o significado da solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo. “O Evangelho de São Lucas apresenta, como num grande quadro, a realeza de Jesus no momento da crucificação” – disse o Pontífice “justamente na Cruz, Jesus está ‘à altura’ de Deus, que é Amor. Lá, podemos ‘conhecê-lo’. Jesus nos dá a ‘vida’ porque nos dá Deus. E pode nos dá-Lo porque Ele próprio é uma só coisa com Deus”. (SL) (Agência Fides 22/11/2010)

Links: 
O texto integral do discurso do Santo Padre, em várias línguas, está em:
http://www.fides.org/ita/documents/Angelus_21112010.doc

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“Nós somos aquela criança, todos nós, todos os dias: apanhados no escuro, precisando e querendo saltar, mas incapazes de ver onde vamos cair, sentindo-nos sós e assustados. Somos também Pedro, querendo andar sobre a água em direção a Jesus, mas hesitamos e deixamo-nos submergir.(…)” – Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura – Portugal – 20.11.2010

 

Fonte: Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura (SNPC) – Portugal

Espiritualidade

Saltar no escuro… e não olhar para trás

Depois, Jesus obrigou os discípulos a embarcar e a ir adiante para a outra margem, enquanto Ele despedia as multidões. Logo que as despediu, subiu a um monte para orar na solidão. E, chegada a noite, estava ali só. O barco encontrava-se já a várias centenas de metros da terra, açoitado pelas ondas, pois o vento era contrário. De madrugada, Jesus foi ter com eles, caminhando sobre o mar. Ao verem-no caminhar sobre o mar, os discípulos assustaram-se e disseram: «É um fantasma!» E gritaram com medo. No mesmo instante, Jesus falou-lhes, dizendo: «Tranquilizai-vos! Sou Eu! Não temais!» Pedro respondeu-lhe: «Se és Tu, Senhor, manda-me ir ter contigo sobre as águas.» «Vem» – disse-lhe Jesus. E Pedro, descendo do barco, caminhou sobre as águas para ir ter com Jesus. Mas, sentindo a violência do vento, teve medo e, começando a ir ao fundo, gritou: «Salva-me, Senhor!» Imediatamente Jesus estendeu-lhe a mão, segurou-o e disse-lhe: «Homem de pouca fé, porque duvidaste?» E, quando entraram no barco, o vento amainou. (Mateus 14, 22-32)

Às primeiras horas da madrugada, o som de um alarme de incêndio interrompeu o silêncio e, no momento exato, despertou uma família para o choque de ver a sua casa envolvida pelas chamas. Sem tempo para salvar o que quer que fosse a não ser as suas próprias vidas, desceram as escadas a correr e escaparam para a escuridão. Ainda a recuperar o fôlego, o Pai contava os filhos: «João, Ana, Maria, Miguel… – onde está o Miguel?»

Naquele preciso momento, o Miguel, de cinco anos, chorava de uma das janelas do primeiro andar: «Mãe! Pai! Onde estão?»

Era demasiado tarde para voltar a entrar – a casa estava um inferno – pelo que o Pai respondeu: «Salta, Miguel, que eu seguro-te».

Entre soluços, a criança chorava: «Mas eu não consigo ver-te, papá!»

O pai respondeu-lhe calmamente: «Eu sei que não me consegues ver, filho, mas eu vejo-te. Salta!»

Durante alguns instantes não houve nada a não ser o silêncio. Então o rapaz saltou para a escuridão e encontrou a segurança nos braços do pai.

***

Nós somos aquela criança, todos nós, todos os dias: apanhados no escuro, precisando e querendo saltar, mas incapazes de ver onde vamos cair, sentindo-nos sós e assustados. Somos também Pedro, querendo andar sobre a água em direção a Jesus, mas hesitamos e deixamo-nos submergir.

“O medo é inútil», disse muitas vezes Jesus. “O que é preciso é fé”. Está certo, mas a fé de que Ele fala não é o que muitos de nós pensamos. Não se tratam de abstrações teológicas. Trata-se de nos confiarmos às mãos de Deus porque sabemos que Ele nos ama mais do que nós nos amamos a nós mesmos.

Mas ainda que esta ideia esteja clara, podemos ainda ficar desorientados por pensarmos que, ao confiar em Deus, Ele nos protege do fracasso e da dor. A promessa não é essa. A promessa de Deus para aqueles que nEle confiam é esta: Ele dar-nos-á a força para enfrentar todos os problemas que surgirem, e nunca deixará que sejamos destruídos por eles, ainda que morramos.

Mas a fé tem ainda outro lado: os talentos e dons que Deus nos deu porque Ele teve fé em nós. Pedro perdeu a fé nos dons que Deus lhe havia dado e esperou que Deus resolvesse o problema. Resultado: afundou-se! Confiar em Deus significa também confiar nos seus dons. E confiar nos seus dons significa usá-los.

Há uma antiga expressão que diz: Trabalha como se tudo dependesse de ti, e reza como se tudo dependesse de Deus. É precisamente o que é necessário, mas não é fácil aplicá-lo porque não conseguimos ver Deus, e demasiadas vezes não conseguimos ver os nossos dons. Pode ajudar recordar as palavras escritas há mais de 50 anos na parede do gueto de Varsóvia:

Acredito no sol, ainda que não brilhe.

Acredito no amor, ainda que não o sinta.

Acredito em Deus, ainda que não O veja.

Confie em Deus e confie nos dons que Ele lhe deu. Ou seja, use os seus dons. E então salte! E nunca olhe para trás!

Mons. Dennis Clark
In Catholic Exchange
Trad. / adapt.: rm
© SNPC (trad.) | 20.11.10

Publicado em SNPC – Portugal.

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