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Archive for the ‘Fraternidade entre tradições religiosas monoteístas – Papa Bento XVI’ Category

Sagrado Coração de Jesus – Devoção – Santo Afonso Maria de Ligório – Solenidade – 03 de junho de 2016

Fonte: Mulher Católica (www.mulhercatolica.org/)

Sobre a devoção ao Sagrado Coração de Jesus

Por Santo Afonso Maria de Ligório
Ignem veni mittere in terram: et quid volo, nisi ut accendatur? ― «Eu vim trazer fogo à terra, e que quero senão que ele se acenda?» (Lc 12, 49)
Sumário. A devoção entre todas as devoções, a mais perfeita, é o amor a Jesus Cristo, com a recordação frequente do amor que nos dedicou e ainda sempre dedica. Exatamente para se fazer amar é que o Verbo Eterno quis que nestes últimos tempos se instituísse e propagasse a devoção ao seu Coração, com a promessa das graças mais assinaladas aos que a praticassem. Felizes se estivermos do número destes devotos. Podemos estar certos de que o divino Coração nos abençoará em tudo o que empreendermos, e em todas as ocorrências será o nosso seguro abrigo.
 
I. A devoção das devoções é o amor a Jesus Cristo, com a recordação frequente do amor que nos dedicou e ainda dedica o nosso amável Redentor. Com razão se queixa um devoto autor de que muitas pessoas praticam diversas devoções e se descuidam desta, ao passo que o amor de Jesus Cristo deve ser a principal, para não dizer a única, devoção do cristão. ― Este descuido é causa do pouco progresso que as almas fazem nas virtudes, da contínua languidez nos mesmos defeitos e das frequentes recaídas em culpas graves. Pouco se aplicam, e raras vezes são exortadas a adquirirem o amor a Jesus Cristo, sendo todavia o amor o laço que une e liga as almas a Deus.
Foi exatamente para se fazer amar que o Verbo Eterno quis que se instituísse e propagasse na Igreja a devoção a seu Sacratíssimo Coração. Lemos na vida de Santa Margarida Maria Alacoque, que, quando esta devota virgem estava um dia em oração diante do Santíssimo Sacramento, Jesus Cristo lhe mostrou o seu Coração num trono de chamas, cercado de espinhos e encimado por uma cruz. «Eis aqui», disse ele, «o Coração que tanto amou os homens, e nada poupou até se esgotar e consumir para lhes testemunhar o seu amor; e em reconhecimento, não recebe da maior parte senão ingratidões e irreverências neste Sacramento de amor. Mas, o que ainda mais sinto, é serem corações a mim consagrados que assim praticam».
Ordenou-lhe em seguida, que se empregasse em fazer celebrar, na primeira sexta-feira depois da oitava da festa do Corpo de Deus, uma festa particular em honra do seu divino Coração, e isto para três fins: O primeiro, para que os fiéis lhe deem ações de graças pelo grande dom que lhes fez na adorável Eucaristia. O segundo, para que as almas fervorosas reparem, pela sua afetuosa devoção, as irreverências e os desprezos que ele recebeu e recebe neste Sacramento da parte dos pecadores. O terceiro, enfim, para que lhe ofereçam compensação pela honra e culto que os homens deixam de lhe dar em muitas igrejas. Assim, a devoção ao Coração de Jesus não é senão um exercício de amor para com este amável Senhor.
II. Para compreendermos os bens imensos que nos provêm da devoção ao Coração de Jesus, basta que nos lembremos das promessas feitas por Jesus Cristo aos que a praticarem.
«Eu» ― assim disse o Senhor a Santa Margarida ― «darei aos devotos do meu Coração todas as graças necessárias para o cumprimento dos deveres do seu estado; farei reinar a paz nas suas famílias; eu os consolarei nas suas aflições e lhes serei um refúgio na vida e na morte; lançarei abundantes bênçãos sobre todas as suas empresas, e o que no passado não puderam realizar com as suas diligências repetidas e perseverantes, obtê-lo-ão por meio desta devoção salutar»[1].
Se nós também queremos ter parte nestas promessas, avivemos a devoção ao Sagrado Coração, especialmente neste mês que lhe é consagrado. Guardemo-nos, por amor dele, das faltas deliberadas; pratiquemos alguma mortificação interna e externa; visitemos a miúde o Santíssimo Sacramento e preparemo-nos para a festa do Sagrado Coração por meio de uma devota novena. Cada manhã unamos as nossas ações do dia com as do divino Coração de Jesus, e façamos o oferecimento delas, dizendo:
† «Meu Senhor Jesus Cristo, em união com a divina intenção coma qual destes, na terra, louvor a Deus por vosso Sacratíssimo Coração, e lh’o continuais a dar agora sem interrupção até a consumação dos séculos, por todo o universo, no sacramento da Eucaristia, eu também, durante todo este dia, sem excetuar a mínima parte dele, à imitação do santíssimo Coração da Bem-Aventurada Virgem Maria Imaculada, Vos ofereço com alegria todas as minhas intenções e pensamentos, todas as minhas afeições e desejos, todas as minhas obras e palavras. † Amado seja por toda a parte o Sagrado Coração de Jesus. † Louvado, adorado, amado e agradecido seja a todo o instante o Coração Eucarístico de Jesus em todos os tabernáculos do mundo, até à consumação dos séculos. Assim seja»[2]. (*II 409.)
[1] Acrescentaremos aqui mais algumas promessas de Jesus Cristo: «Eu abençoarei as casas onde se achar exposta e venerada a imagem do meu sagrado Coração; os pecadores acharão no meu Coração a fonte e o oceano infinito de misericórdia; as almas tíbias se tornarão fervorosas; os religiosos se elevarão a uma alta perfeição; darei aos sacerdotes o talento de tocar os corações mais empedernidos; as pessoas que propagarem esta devoção terão para sempre o seu nome inscrito no meu Coração».
[2] Cada uma destas orações tem 100 dias de indulgências.
Nota: Quem durante o mês de junho honrar, privada ou publicamente, o Sagrado Coração de Jesus, ganha cada dia uma indulgência de 7 anos, e uma plenária uma vez no dia da própria escolha, debaixo das condições da confissão, comunhão e oração segundo a intenção do Santo Padre.
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LIGÓRIO, Afonso Maria de. Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo Segundo: Desde o Domingo da Páscoa até a Undécima Semana depois de Pentecostes inclusive. Friburgo: Herder & Cia, 1921, p. 338-341.
Publicado em Mulher Católica.

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Fonte: Mulher Católica (www.mulhercatolica.org/)

Festa do Sagrado Coração de Jesus

Sagrado Coração de Jesus,
tenho confiança em Vós.
(300 dias de indulgência)

Que é a festa do Sagrado Coração?

É uma solenidade instituída para honrar a um tempo o Coração de Jesus, que lhe animou a vida e deu o sangue salvador do mundo, e o amor infinito de Cristo para com os homens, amor cujo órgão e foco tem sido o Sagrado Coração.
A pessoa inteira de Nosso Senhor era digna de adoração; sua carne, seu sangue, e sobretudo, seu Coração, hipostaticamente unidos à sua natureza divina, mereciam as adorações: assim crê e ensina a Igreja. Ora, o coração, universalmente considerado entre os homens como órgão mais nobre, deve especialmente participar das nossas homenagens. Mas o coração, considerado como centro e foco de amor divino, merece respeito e amor agradecido: dali a devoção ao Sagrado Coração. Entretanto, a festa destinada a lembrar essas verdades foi instituída somente no século XVIII. Segundo a sua própria palavra, Nosso Senhor quis guardar essa devoção para nossos dias, afim de reanimar o fervor amortecido da sociedade.
Para os fins do século XVII, uma santa religiosa da Visitação, chamada Margarida Maria, foi o instrumento que Deus empregou para dar a conhecer o desejo que nutria Nosso Senhor de ver mais amado e melhor glorificado o seu Sagrado Coração.
Em 1765, o clero da França adotou essa devoção. Clemente XIII aprovou com a festa um Ofício do Sagrado Coração. A festa, segundo o pedido feito à santa Margarida Maria, celebra-se na sexta-feira imediata à oitava do santíssimo Sacramento.
Quais são os sentimentos do verdadeiro cristão ao festejar o Sagrado Coração?
Para o bom cristão, a festa do Sagrado Coração há de ser um dia de desagravo pelos ultrajes que Jesus recebe na Eucaristia.
De acordo com os desejos do próprio Nosso Senhor, a festa do Sagrado Coração deve ser festa de reparação. Queixou-se da ingratidão, do desprezo, da frieza, dos sacrilégios que muitas vezes sofre, na Eucaristia, por parte de pessoas que se julgam piedosas. Pediu comunhões fervorosas e reparadoras, atos de desagravo, e especialmente, uma festa de reparação.
Mais ainda do que a festa do Corpo de Deus, a festa do Sagrado Coração servirá, pois, a manifestar a Jesus Cristo o nosso amor e a nossa gratidão; nossa presença nos ofícios e na procissão que se faz também nesse dia, será um desagravo pelos ultrajes que recebe no sacramento do seu amor, por nossa frieza e irreverência para com a Eucaristia.
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Monsenhor CAULY. Curso de Instrução Religiosa: Tomo I – Catecismo explicado: Dogma, Moral, Sacramentos, Culto. São Paulo: Livraria Francisco Alves, 1924, p.576-578.

Publicado em Mulher Católica.

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“A compaixão é a misericórdia que se inclina sobre a miséria e mostra a grandeza da alma.” – Pe. Antônio Francisco Bohn (Quinta-Feira Santa – 2014)

William-Adolphe Bouguereau(1825-1905) – “Compassion” (1897)

A indiferença e o individualismo como fontes da falta de compaixão

Lúcia Barden Nunes

Nosso tempo é marcado por duas características: a indiferença e o individualismo. Ambos já permeiam até mesmo o convívio familiar. Falas ou mensagens rápidas pelo celular; e-mails raros e telegráficos – cartas, nem pensar, e visitas – bem, a agenda está cheia para a maioria. Não devia ser assim porque o tempo deve ser vivido por nós e não o contrário – ele nos apressar, até quando não é necessário. Vivemos em uma sociedade superficial e volúvel. Não devíamos abrir mão de nossos afetos por uma suposta falta de tempo. Quando nosso coração está partido, ou enfrentamos todo tipo de dificuldades que podem surpreender-nos ao longo da vida,  podemos “estranhamente” receber a mesma falta de tempo

Acredito que não é uma regra, mas a pressa, a superficialidade estão pautando os relacionamentos. Fica um vazio que nada preenche, simplesmente porque nada pode preencher o lugar do amor. As cidades estão cheias de pessoas vazias por sua própria conta, enquanto outras se encontram esvaziadas de amor…

Padre Antônio Francisco Bohn, em um pequeno texto na Folhinha do Sagrado Coração, afirma o seguinte:

“A compaixão é que torna o coração verdadeiramente humano. Ela é uma virtude. (….) Inicie suas atividades com o pensamento voltado para o Sagrado Coração de Jesus. Você é a beleza da vida, obra-prima do Criador, a síntese de seu amor. Jesus deve estar em seu pensamento e no seu caminho. Nele você deve confiar todos os seus atos em cada minuto deste dia. Só um espírito bom pode ser compassivo. Quem se compadece dos outros, de si próprio se lembra. A compaixão se manifesta por atos e nela é essencial a bondade. Quando a pessoa tem compaixão das demais, Jesus tem compaixão dela. A compaixão é a misericórdia que se inclina sobre a miséria e mostra a grandeza da alma.”

Tenho pensado que a compaixão parece que deixou de ser um valor universal, e lamentavelmente, a razão pode se dever ao fato, entre outros, de nos permitirmos viver com um um mínimo de afetividade. Vamos ficando cada vez mais vez mais áridos, vazios.

Talvez precisemos retomar o “trabalho da formiguinha”: cada um de nós pode não ter mais influência na cultura de falta de compaixão, indiferença já instaladas, mas, é certo que podemos fazer a nossa parte…  Podemos nos dar uma chance de termos compaixão quando a circunstância se apresenta à nossa frente. Podemos ter a certeza de que nosso peito se aquecerá neste gesto…

Que Deus tenha sempre compaixão de nós. Amém.

LBN

Fonte/imagem: http://www.territorioscuola.com/wikipedia/pt.wikipedia (termo “Compaixão)

 

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CELEBRAR A PÁSCOA É FESTEJAR A AÇÃO LIBERTADORA DE DEUS NA VIDA,PAIXÃO,MORTE E RESSURREIÇÃO DE JESUS E CONTEMPLAR ESTA FORÇA DO AMOR MATERNAL DE DEUS ATUANDO EM NÓS E EM TODO UNIVERSO, RECRIANDO-O COM UMA NOVA CRIAÇÃO, RENOVADA PELA RESSURREIÇÃO DE JESUS – Ordem dos Carmelitas Descalços Seculares (OCDS) – Província São José – Brasil.

Desejo a todos uma boa e Santa Páscoa! Viva Jesus!

Lembramos nesta semana, a Sua Paixão, no Calvário, e damos graças pela Sua Ressurreição! Damos graças, portanto, por nos mostrar Seu Amor Infinito no sofrimento da Cruz, para o perdão de nossos pecados e de toda a Humanidade – do passado, do presente e do futuro!

Lúcia Barden Nunes

“Viva Jesus”: Expressão cunhada por São Francisco de Sales – Patrono da Imprensa Católica.

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Fonte: OCDS – Província São José – Brasil

Sábado, 30 de março de 2013

JESUS RESSUSCITOU!!! ALELUIA!!! ESTÁ VIVO!!!

RELEMBREMOS A EXPERIÊNCIA DAS MULHERES QUE FORAM DE MADRUGADA AO SEPULCRO E ENCONTRARAM O TÚMULO VAZIO E OS ANJOS DIZENDO :
“ELE NÃO ESTÁ MAIS AQUI.RESSUSCITOU !”
UMA DAS EXPRESSÕES MAIS FORTES NESTES DIAS É O “ALELUIA”,PALAVRA HEBRAICA QUE SIGNIFICA SIMPLESMENTE “LOUVOR A DEUS”.

NOSSA VIDA É REGIDA PELA VITÓRIA DE JESUS!!!!

NOSSA PÁSCOA E NOSSA RESSURREIÇÃO, GARANTIA DE NOSSA UNIÃO

DEFINITIVA COM DEUS.

Publicado em OCDS – Província São José – Brasil.

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“Edificar a paz e construir pontes” – Discurso do Papa Francisco ao Corpo Diplomático acreditado junto da Santa Sé – 22 de março de 2013 (Agência Zenit – Roma)

Papa Francisco celebra Missa na presença de funcionários do Vaticano, que vieram a partir de seu convite na manhã de 22 de março de 2013 (GaudiumPress.org)

Zenit.org

Edificar a paz e construir pontes

Discurso do Papa Francisco ao Corpo Diplomático acreditado junto da Santa Sé

Cidade do Vaticano, 22 de Março de 2013 – Às 11 desta manhã, na Sala Regia do Palácio Apostólico Vaticano, o Santo Padre Francisco recebeu em Audiência os Membros do Corpo Diplomático acreditado junto da Santa Sé, por ocasião do início de seu Ministério Petrino. Apresentamos a seguir, os palavras do Papa.

Excelências,

Senhoras e Senhores,

De coração agradeço ao vosso Decano, Embaixador Jean-Claude Michel, as amáveis palavras que me dirigiu em nome de todos e com alegria vos recebo para uma simples, mas ao mesmo tempo intensa, troca de cumprimentos, que, idealmente, pretende ser o abraço do Papa ao mundo. Na realidade, por vosso intermédio, encontro os vossos povos e deste modo posso, em certa medida, alcançar cada um dos vossos concidadãos com suas alegrias, dramas, expectativas e desejos.

A vossa presença, numerosa, é também um sinal de que as relações que os vossos países mantêm com a Santa Sé são profícuas, são verdadeiramente uma ocasião de bem para a humanidade. Na verdade, é isto mesmo o que a Santa Sé tem a peito: o bem de todo o homem que vive nesta terra. E é precisamente com este entendimento que o Bispo de Roma começa o seu ministério, sabendo que pode contar com a amizade e benevolência dos países que representais, e na certeza de que compartilhais tal propósito. Ao mesmo tempo, espero que se revele também ocasião para iniciar um caminho com os poucos países que ainda não têm relações diplomáticas com a Santa Sé, alguns dos quais – de coração lhes agradeço – quiseram estar presentes na Missa de início do meu ministério ou enviaram mensagens como gesto de proximidade.

Como sabeis, há vários motivos que, ao escolher o meu nome, me levaram a pensar em Francisco de Assis, uma figura bem conhecida mesmo além das fronteiras da Itália e da Europa, inclusive entre os que não professam a fé católica. Um dos primeiros é o amor que Francisco tinha pelos pobres. Ainda há tantos pobres no mundo! E tanto sofrimento passam estas pessoas! A exemplo de Francisco de Assis, a Igreja tem procurado, sempre e em todos os cantos da terra, cuidar e defender quem passa indigência e penso que podereis constatar, em muitos dos vossos países, a obra generosa dos cristãos que se empenham na ajuda aos doentes, aos órfãos, aos sem-abrigo e a quantos são marginalizados, e deste modo trabalham para construir sociedades mais humanas e mais justas.

Mas há ainda outra pobreza: é a pobreza espiritual dos nossos dias, que afecta gravemente também os países considerados mais ricos. É aquilo que o meu Predecessor, o amado e venerado Bento XVI, chama a ditadura do relativismo(*), que deixa cada um como medida de si mesmo, colocando em perigo a convivência entre os homens. E assim chego à segunda razão do meu nome. Francisco de Assis diz-nos: trabalhai por edificar a paz. Mas, sem a verdade, não há verdadeira paz. Não pode haver verdadeira paz, se cada um é a medida de si mesmo, se cada um pode reivindicar sempre e só os direitos próprios, sem se importar ao mesmo tempo do bem dos outros, do bem de todos, a começar da natureza comum a todos os seres humanos nesta terra.

Um dos títulos do Bispo de Roma é Pontífice, isto é, aquele que constrói pontes, com Deus e entre os homens. Desejo precisamente que o diálogo entre nós ajude a construir pontes entre todos os homens, de tal modo que cada um possa encontrar no outro, não um inimigo nem um concorrente, mas um irmão que se deve acolher e abraçar. Além disso, as minhas próprias origens impelem-me a trabalhar por construir pontes. Na verdade, como sabeis, a minha família é de origem italiana; e assim está sempre vivo em mim este diálogo entre lugares e culturas distantes, entre um extremo do mundo e o outro, actualmente cada vez mais próximos, interdependentes e necessitados de se encontrarem e criarem espaços efectivos de autêntica fraternidade.

Neste trabalho, é fundamental também o papel da religião. Com efeito, não se podem construir pontes entre os homens, esquecendo Deus; e vice-versa: não se podem viver verdadeiras ligações com Deus, ignorando os outros. Por isso, é importante intensificar o diálogo entre as diversas religiões; penso, antes de tudo, ao diálogo com o Islão. Muito apreciei a presença, durante a Missa de início do meu ministério, de tantas autoridades civis e religiosas do mundo islâmico. E é também importante intensificar o diálogo com os não crentes, para que jamais prevaleçam as diferenças que separam e ferem, mas, embora na diversidade, triunfe o desejo de construir verdadeiros laços de amizade entre todos os povos.

Lutar contra a pobreza, tanto material como espiritual, edificar a paz e construir pontes: são como que os pontos de referimento para um caminho que devemos percorrer, desejando convidar cada um dos países que representais a tomar parte nele. Um caminho que será difícil, se não aprendermos a amar cada vez mais esta nossa terra. Também neste caso me serve de inspiração o nome de Francisco: ele ensina-nos um respeito profundo por toda a criação, ensina-nos a guardar este nosso meio ambiente, que muitas vezes não usamos para o bem, mas desfrutamos com avidez e prejudicando um ao outro.

Queridos Embaixadores,
Senhoras e Senhores,

Novamente obrigado por todo o trabalho que realizais, juntamente com a Secretaria de Estado, para edificar a paz e construir pontes de amizade e fraternidade. Por vosso intermédio, desejo renovar aos vossos Governos o meu agradecimento pela sua participação nas celebrações por ocasião da minha eleição, com votos de um frutuoso trabalho comum. O Senhor Todo-Poderoso cumule com os seus dons a cada um de vós, às vossas famílias e aos povos que representais.

Libreria Editrice Vaticana

Publicado em Zenit.org.

(*) Grifo meu.

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Delegações estrangeiras são recebidas pelo Papa Francisco – Vaticano (Gaudium Press – Brasil)

Delegações estrangeiras são recebidas pelo Papa Francisco

Gaudiumpress.orgVÍDEO – 19 de Março de 2013 – Logo após a Missa de Inicio de seu Pontificado, o Papa Francisco recebeu, no interior da Basílica de São Pedro, as 132 delegações oficiais que estavam em Roma para os eventos da manhã de terça-feira. As delegações que mais se destacaram foram as da Argentina e da Itália. (gaudiumpress.org)

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Missa “Pro Eligendo Pontífice” será celebrada na manhã do dia 12 de março e à tarde ingressam os Cardeais em Conclave para eleição do Papa (Zenit.org)

Fonte: Zenit (Roma)

Conclave começa dia 12 de março

De manhã Missa Pro Eligendo Pontífice será celebrada na Basílica de São Pedro

Roma, 08 de Março de 2013 (Zenit.org)

A Sala de Imprensa do Vaticano acaba de informar que a Oitava Congregação do Colégio Cardinalício decidiu que o Conclave para eleição do Papa começa dia 12 de março de 2013.

De manhã na Basílica de São Pedro será celebrada a Missa “Pro Eligendo Pontífice” e à tarde ingresso dos Cardeais em Conclave. (Agência Zenit-Roma)

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Missa de Cinzas – Última Homilia do Papa Bento XVI – 13.02.2013 – Basílica de São Pedro (Rede Aparecida)

Missa de Cinzas – Última Homilia do Papa Bento XVI – 13 de Fevereiro de 2013 – Basílica de São Pedro

Publicado por Rede Aparecida (em 14/02/2013).

Transcrição – texto completo em Português: http://www.vatican.va/holy_father/ben…

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