Feeds:
Posts
Comentários

Archive for the ‘Pró-vidaversusPró-escolha’ Category

“A visão cristã da política – A Igreja evidencia a submissão da política à ética” – Artigo – Vitaliano Mattioli (Zenit.org)

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Zenit.org

A visão cristã da política

A Igreja evidencia a submissão da política à ética. Quando isso não acontece, a política se transforma em ditadura e totalitarismo.

Vitaliano Mattioli

Jesus com as famosas palavras: “Devolvei a César o que é de César e a Deus o que é de Deus” (MT 22, 21) pôs fim a um sistema de relação entre o Estado e a Religião (Cesaropapismo) ou entre a religião e o Estado (Teocracia).

Entre estas duas tendências, Jesus escolheu o sistema de separação, que não é de oposição, mas de respeito mútuo pelas relativas responsabilidades.

A palavra ‘política’ desde a cultura da Grécia antiga, tem sido entendida como “realização do bem comum da cidadania”. De acordo com esta interpretação, pode-se legitimamente afirmar que a política não desfruta de uma autonomia absoluta, mas sendo uma atividade humana, deve estar dentro dos parâmetros da ética. É neste sentido que existe uma visão cristã da política.

Pio XII, em discurso à União Latina de Alta Moda (08 de novembro de 1957), fez referência também à moral política: “É bem verdade que a moda, como a arte, a ciência, a política e atividades semelhantes, chamadas profanas, tem suas próprias normas para atingir os objetivos imediatos para os quais se destinam; No entanto, o seu sujeito é inevitavelmente o homem, que não pode prescindir de realizar aquelas atividades tendo em vista o último e supremo fim ao qual ele mesmo está essencialmente e totalmente ordenado. Existe, portanto, o problema moral da moda”; por consequência existe o problema moral da política.

A Igreja, perita em humanidade, como costumava expressar Paulo VI, formulou a sua Doutrina Social, na qual também lida com a moralidade da política.

Agora, entre os princípios permanentes da doutrina social da Igreja, que constituem os verdadeiros e próprios gonzos do ensinamento social católico prevalece o princípio da dignidade da pessoa humana no qual todos os demais princípios ou conteúdos da doutrina social da Igreja têm fundamento, do bem comum, da subsidiariedade e da solidariedade.

Estes princípios têm um caráter geral e fundamental, pois que se referem à realidade social no seu conjunto e porque remetem aos fundamentos últimos e ordenadores da vida social. Pela sua permanência no tempo e universalidade de significado, a Igreja os indica como primeiro e fundamental parâmetro de referência para a interpretação e o exame dos fenômenos sociais, necessários porque deles se podem apreender os critérios de discernimento e de orientação do agir social, em todos os âmbitos.

Da dignidade, unidade e igualdade de todas as pessoas deriva, antes de tudo, o princípio do bem comum, a que se deve relacionar cada aspecto da vida social para encontrar pleno sentido. Segundo uma primeira e vasta acepção, por bem comum se entende: “o conjunto de condições da vida social que permitem, tanto aos grupos, como a cada um dos seus membros, atingir mais plena e facilmente a própria perfeição” (Gaudium et Spes, n. 26).

Uma sociedade que, em todos os níveis, quer intencionalmente estar ao serviço do ser humano é a que se propõe como meta prioritária o bem comum. A pessoa não pode encontrar plena realização somente em si mesma, prescindindo do seu ser “com” e “pelos” outros.

As exigências do bem comum derivam das condições sociais de cada época e estão estreitamente conexas com o respeito e com a promoção integral da pessoa e dos seus direitos fundamentais. Entre estes direitos fundamentais estão os direitos à vida, a viver uma vida digna dum ser humano, o trabalho, a liberdade religiosa.

Se o bem comum empenha todos os membros da sociedade, ainda mais se identifica com o programa do homem político. Não é possível ser ‘homem político’ sem ter como aspiração a realização do bem comum. Por isso o bem comum é exatamente o contrario do bem próprio e do egoísmo. É neste sentido que a Igreja apresenta a atividade política como diaconia, isto é: serviço.

A responsabilidade de perseguir o bem comum compete, não só às pessoas consideradas individualmente, mas também ao Estado, pois que o bem comum é a razão de ser da autoridade política. Na verdade, o Estado deve garantir coesão, unidade e organização à sociedade civil. O fim da vida social é o bem comum historicamente realizável.

Estes princípios gerais são expressados em forma clara especialmente em dois documentos básicos: a constituição conciliar Gaudium et Spes (7 dezembro 1965) e a “Nota Doutrinal sobre algumas questões relativas à participação e comportamento dos católicos na vida política” da Congregação para a Doutrina da Fé (24 novembro 2002).

A Gaudium et Spes no n. 76 fala sobre ‘A comunidade política e a Igreja’.

Neste n. 76 são enunciados alguns princípios básicos de grande importância.

Primeiro: “A Igreja que, em razão da sua missão e competência, de modo algum se confunde com a sociedade nem está ligada a qualquer sistema político determinado, é ao mesmo tempo o sinal e salvaguarda da transcendência da pessoa humana”.

Segundo: “No domínio próprio de cada uma, comunidade política e Igreja são independentes e autônomas. Mas, embora por títulos diversos, ambas servem a vocação pessoal e social dos mesmos homens”.

Terceiro: “O homem não se limita à ordem temporal somente”.

Quarto: ‘É certo que as coisas terrenas e as que, na condição humana, transcendem este mundo, se encontram intimamente ligadas; a própria Igreja usa das coisas temporais, na medida em que a sua missão o exige. […] Ela não coloca a sua esperança nos privilégios que lhe oferece a autoridade civil”.

Quinto: “Sempre lhe deve ser permitido pregar com verdadeira liberdade a fé; ensinar a sua doutrina acerca da sociedade; exercer sem entraves a própria missão entre os homens; e pronunciar o seu juízo moral mesmo acerca das realidades políticas”.

Com estes princípios a Igreja reivindica a sua autonomia do Estado, a trascendência do ser humano, reafirma a moralidade da atividade política.

Em seguida a Igreja escreveu uma Nota em forma ainda mais explícita. Nesta reafirma o primado da pessoa humana, a sua dignidade e declara que o fim da atividade política deve ser a busca do bem comum.

Além disso, evidencia as características do político católico. Ele deve saber que a sua pertença a um partido não pode ser superior à sua pertença à Igreja e que cada expressão legislativa não pode ser a última referência normativa. Se assim não fosse, pode-se chegar a um absurdo: isto é, que alguns homens, com as leis, possam atribuir a si o direito de estabelecer os confins entre o bem e o mal.

Defende também a verdadeira laicidade do Estado, pressuposto fundamental para que o político crente possa expressar a si mesmo em conformidade à sua consciência, e se opõe quando a laicidade se transforma em ideologia.

Agora prefiro citar algumas expressões mais significativas.

“Os fiéis leigos desempenham também a função que lhes é própria de animar

cristãmente a ordem temporal (n. 1).

“A liberdade política não é nem pode ser fundada sobre a ideia relativista, segundo a qual, todas as concepções do bem do homem têm a mesma verdade e o mesmo valor, mas sobre o fato de que as atividades políticas visam, vez por vez, a realização extremamente concreta do verdadeiro bem humano e social, num contexto histórico, geográfico, econômico, tecnológico e cultural bem preciso. […] Se o cristão é obrigado a admitir a legítima multiplicidade e diversidade das opções temporais, é igualmente chamado a discordar de uma concepção do pluralismo em chave de relativismo moral, nociva à própria vida democrática, que tem necessidade de bases verdadeiras e sólidas, ou seja, de princípios éticos que, por sua natureza e função de fundamento da vida social, não são “negociáveis. […] A estrutura democrática, sobre que pretende construir-se um Estado moderno, seria um tanto frágil, se não tiver como seu fundamento a centralidade da pessoa (n. 3).

“Não é consentido a nenhum fiel apelar para o princípio do pluralismo e da autonomia dos leigos em política, para favorecer soluções que comprometam ou atenuem a salvaguarda das exigências éticas fundamentais ao bem comum da sociedade. Por si, não se trata de ‘valores confessionais’, uma vez que tais exigências éticas radicam-se no ser humano e pertencem à lei moral natural” (n. 5).

Esta é a visão política da Igreja que emerge analisando os seus documentos. Ela não pede privilégios para si mesma. A única preocupação é de trabalhar para o bem comum da humanidade e de defender o valor absoluto e primário da pessoa humana. Por isso a Igreja evidencia a submissão da política à ética. Quando isso não acontece, a política se transforma em ditadura e totalitarismo. A atividade política não está mais a serviço do homem, mas se transforma num grande seu inimigo, como infelizmente a história do século passado pode testemunhar.

Crato, 25 de Setembro de 2014.

Publicado em Zenit.org.

Read Full Post »

Vamos defender a vida – Vídeo publicado em 30 de maio de 2014 (Padre Paulo Ricardo)

A prática do aborto em hospitais públicos e clínicas particulares do Brasil não vai trazer avanço social algum à vida dos seus habitantes, sejam mulheres, homens e crianças, ricos ou pobres. Esta campanha [a da sua legalização ou descriminalização] vem se desenvolvendo  em nível planetário, com ênfase na América Latina. Obviamente, teve início em regiões desenvolvidas, como Estados Unidos e Europa, com alto índice de adesão no início da década de 70.

Há, no entanto, recuos após quatro décadas de implementação do aborto legal (em clínicas particulares ou públicas) nestes dois continentes, na forma de campanhas pró-vida, que visam a revogação da lei federal, admitida  em vários estados norte-americanos ou então, através da mudança no ordenamento jurídico de países que atualmente permitem sua prática legal, tais como a Itália, Portugal, Espanha ou no Reino Unido.

Leia a matéria publicada em https://padrepauloricardo.org/blog/vamos-defender-a-vida e saiba com detalhes como podemos deter no Congresso Nacional o avanço dos segmentos de pressão “pró-escolha” (grupos que defendem junto ao Congresso Nacional, a interrupção da gestação pela mulher, por suposto direito sobre o corpo). Tais segmentos (grandes laboratórios e empresas a eles associadas),  buscam  a implementação do aborto legal através de projeto de lei que já tramita, e que possibilitaria a sanção para sua prática nos setores público e privado de saúde em nosso País. (LBN)

…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………

Fonte: https://padrepauloricardo.org/blog/vamos-defender-a-vida30/05/2014 15:44 |

Vamos defender a vida

Descubra como você pode ajudar a derrubar a Lei Cavalo de Troia e afugentar o aborto do Brasil

Este é um momento importantíssimo de nossa luta em defesa da vida, contra a legalização do aborto no Brasil. No ano passado, a Lei n. 12.845/2013, que aparentemente dispunha “sobre o atendimento obrigatório e integral de pessoas em situação de violência sexual”, foi sancionada pela Presidente da República. Olhando para a linguagem do texto legal, alertamos que esta lei abriria uma brecha para a possibilidade de se fazer o aborto em nosso país. Com razão o então projeto foi apelidado de “Cavalo de Troia”.

O argumento do governo – e até de algumas pessoas do movimento pró-vida – era o de que esta lei se referia tão somente à proteção da mulher e que não tinha nada que ver com o Poder Executivo – ainda que fosse o próprio Ministério da Saúde a propor o projeto de lei.

Acontece que, na última semana, o mesmo Ministério da Saúde, por meio da Portaria n. 415 de 2014, regulamentou a Lei Cavalo de Troia, incluindo na tabela de procedimentos do Sistema Único de Saúde a “interrupção da gestação/antecipação terapêutica do parto”, fixando o preço do abortamento em R$ 443,40. O mesmo preço de um parto. (Aparentemente, para essas pessoas, a morte e a vida são a mesma coisa.)

Diante da notoriedade que ganhou a portaria, o Ministério da Saúde acabou por revogá-la esta semana (pela Portaria n. 437), sem apresentar nenhuma justificativa. No entanto, a verdade já havia sido revelada: realmente, a Lei Cavalo de Troia foi concebida para disseminar a prática do aborto no Brasil.

Se a portaria foi felizmente revogada, a Lei Cavalo de Troia, no entanto, continua vigente. Só poderemos cantar um canto de verdadeira vitória quando este texto for totalmente retirado de nosso ordenamento jurídico.

Para isso, é preciso que ajamos, entrando em contato com os parlamentares da Câmara dos Deputados. Há um projeto de lei no Congresso Nacional, de autoria do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que “revoga a Lei n.º 12.845, de 1º de agosto de 2013”: trata-se do Projeto de Lei n. 6033/2013. É importante que todos os brasileiros, independentemente da religião que professam, telefonem e enviem e-mails aos nossos parlamentares, pedindo que aprovem com urgência o PL 6033/13, a fim de varrer do mapa do Brasil a perfídia do aborto e da cultura da morte.

Segue abaixo a lista com os telefones e e-mails de contato das lideranças dos partidos e dos parlamentares de cada estado:

Liderança do Governo
Henrique Fontana (PT-RS) / 0 xx (61) 3215-9001;
lid.govcamara@camara.leg.br

Liderança da Minoria
Domingos Sávio / 0 xx (61) 3215-9820;
lid.min@camara.leg.br

PT Partido dos Trabalhadores
Vicentinho / 0 xx (61) 3215-9102
lid.pt@camara.leg.br

PMDB Partido do Movimento Democrático Brasileiro
Eduardo Cunha / 0 xx (61) 3215-9181 / 80
lid.pmdb@camara.leg.br

PSD Partido Social Democrático
Moreira Mendes / 0 xx (61) 3215-9060 / 9070
lid.psd@camara.leg.br

PSDB Partido da Social Democracia Brasileira
Antonio Imbassahy / 0 xx (61) 3215-9345 / 9346
lid.psdb@camara.leg.br

PP Partido Progressista
Eduardo da Fonte / 0 xx (61) 3215-9421
lid.pp@camara.leg.br

PR Partido da República
Bernardo Santana de Vasconcellos / 0 xx (61) 3215-9550
lid.pr@camara.leg.br

DEM Democratas
Mendonça Filho / 0 xx (61) 3215-9265 / 9281
lid.dem@camara.leg.br

PSB Partido Socialista Brasileiro
Beto Albuquerque / 0 xx (61) 3215-9650
lid.psb@camara.leg.br

SD Solidariedade
Fernando Francischini / 0 xx (61) 3215-5265
lid.solidariedade@camara.leg.br

PROS Partido Republicano da Ordem Social
Givaldo Carimbão / 0 xx (61) 3215-9990
lid.pros@camara.leg.br

PDT Partido Democrata Trabalhista
Vieira da Cunha / 0 xx (61) 3215-9700 / 9701 / 9703
lid.pdt@camara.leg.br

PTB Partido Trabalhista Brasileiro
Jovair Arantes / 0 xx (61) 3215-9502 / 9503
lid.ptb@camara.leg.br

PSC Partido Social Cristão
Andre Moura / 0 xx (61) 3215-9762 / 9771 / 9761
lid.psc@camara.leg.br

PRB Partido Republicano Brasileiro
George Hilton / 0 xx (61) 3215-9880 / 9882 / 9884
lid.prb@camara.leg.br

PV Partido Verde
Sarnye Filho / 0 xx (61) 3215-9790 / Fax: 0 xx (61) 3215-9794
lid.pv@camara.leg.br

E-mails dos Gabinetes das Lideranças …

(clique aqui para acessar links no site https://padrepauloricardo.org/blog/vamos-defender-a-vida

Publicado em padrepauloricardo.org .

Read Full Post »

Nossa Senhora das Graças – Solenidade – 27 de novembro (A Medalha Milagrosa e seu Significado – Vídeo – YouTube – 2012)

A Medalha Milagrosa de Nossa Senhora das Graças e seu Significado

Read Full Post »

12 de Outubro – Dia das Crianças e Dia da Padroeira do Brasil – Nossa Senhora da Conceição Aparecida – Movimento Nacional da Cidadania pela Vida – Brasil sem Aborto (Portal da Família) – Entrevista: Norma Técnica ministerial pode legalizar o aborto no Brasil? (Blog Teologia e Corpo – Agência Zenit)

Dia Nacional do Nascituro – 08 de outubro –
Movimento Nacional da Cidadania pela Vida – Brasil sem Aborto (2012).

Foto:Movimento Nacional da Cidadania pela Vida – Brasil sem Aborto

Fonte/artigo:  Portal da Família –  “Cronologia da morte: Principais fatos da história que contribuíram para introduzir o aborto no mundo e no Brasil”Portal da Família –   O dia 12 de outubro – Dia da Padroeira do BrasilEspecial Dia das CriançasComo surgiu o Dia das Crianças  Passe um dia diferente ao lado de seu filho   Piquenique: Uma boa alternativa para o dia 12  Declaração dos Direitos da Criança   Brinquedos que você mesmo pode fazer  – 15 de Outubro – Dia dos Professores – Você sabe como surgiu o Dia do Professor?Ser Mestre   Mestre   Oração do Professor   Aos Professores    O Professor sempre está errado

______________________________________________________________________________________________________________________

Fonte: Teologia e Corpo ( extraído de Agência Zenit)

Norma Técnica ministerial pode legalizar o aborto no Brasil?

Publicado a 1 de Outubro de 2012

Entrevista com Dra. Renata Gusson

Por Thácio Siqueira

SAO PAULO, segunda-feira, 01 de outubro de 2012 (ZENIT.org) – Publicamos a seguir uma entrevista que a Dra. Renata Gusson, bioquímica e mestre em ciências, concedeu a ZENIT sobre o tema do aborto no Brasil.

Dra. Renata Gusson é Farmacêutica-Bioquímica, especialista em Biologia Molecular e mestre em Ciências pela Coordenadoria de Controle de Doenças da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.

***

ZENIT: Dra. Renata, explique-nos como uma Norma Técnica ministerial pode legalizar o aborto no Brasil uma vez que a população é majoritariamente contrária ao aborto?

Dra. Renata: é realmente de pasmar qualquer cidadão que vive em uma democracia, não é mesmo? O assunto não é simples, e quem considera o aborto apenas um “problema de saúde pública” não tem a menor ideia das implicações realmente profundas que ele tem na geopolítica. Como é um tema complexo, eu não poderia em poucas linhas apresentar de forma adequada sua gravidade. Sugiro a leitura do documento “Maio de 2012, a nova estratégia mundial da Cultura da Morte”, publicado recentemente pela Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul-1 da CNBB. Entretanto, para não deixar o leitor sem uma resposta, eu posso adiantar que, devido à altíssima resistência à legalização do aborto verificada na América Latina, criou-se uma nova estratégia para vencer esse obstáculo. Trata-se de normatizar que, a fim de garantir uma política que vise “reduzir os danos” de um aborto clandestino mal-provocado, o Sistema de Saúde brasileiro deve passar a acolher e orientar as mulheres que desejam abortar. A essa mulher seria explicado como tomar um medicamento abortivo e, tão logo começasse o processo de expulsão da criança, ela se dirigisse a um hospital que seria obrigado a recebê-la de forma “humanizada” e completar o procedimento. Seria proibido ao médico denunciar um caso de aborto provocado. É justamente isso que, na prática, se traduz como uma legalização do aborto. Os idealizadores de tal estratégia afirmam que é preciso burlar a lei para modificar a lei. Portanto, uma vez que essa política tenha sido implantada e largamente difundida, ficará muito mais fácil promover mudanças na legislação. É uma manobra astuta.

ZENIT: Dados divulgados por organizações pró-aborto afirmam que anualmente são feitos no Brasil mais de um milhão de abortos e que 200.000 mil mulheres morrem todos os anos devido a abortos clandestinos.

Dra. Renata: Eu costumo dizer que quem advoga pela morte dos inocentes já perdeu faz tempo o compromisso com a verdade. Esses dados realmente são difundidos a plenos pulmões por organizações pró-aborto. O que dizer deles? Dizer a verdade: são falsos. E não sou eu, que sou contrária à legalização do aborto que digo isso. São os próprios abortistas e o próprio Sistema Único de Saúde que assim afirmam. Para citar um exemplo: em 2010, a “Pesquisa Nacional do Aborto” realizada pela Universidade de Brasília em parceria com a ANIS (uma ONG pró-aborto), mostrou que de cada 2 mulheres que cometem aborto, uma acaba sendo internada. Dados do SUS revelam que, no mesmo ano, foram realizadas cerca de 200.000 curetagens devidas a abortos (tanto provocados como espontâneos). Médicos que trabalham em emergências obstétricas de hospitais públicos em todo o Brasil afirmam que cerca de, no máximo, 20-25% das curetagens são devidas a abortos provocados. A grande maioria é por abortos espontâneos. Vamos então raciocinar: se anualmente são feitas 200.000 curetagens e dessas, no máximo, 25% são devidas a abortos provocados, chegamos a um número de 50.000 abortos provocados. Se a pesquisa da UnB afirma que de cada 2 mulheres que abortam uma acaba recorrendo ao serviço de saúde, temos que são realizados, de fato, cerca de 100.000 abortos anualmente no Brasil. Esse número representa então, apenas 10% dos tão propalados um milhão de abortos no Brasil. Mas essa é uma estratégia já há muito conhecida: é preciso inflacionar a realidade para chocar a opinião pública. Outra inverdade contada para nós: o número de mortes maternas por aborto. O DataSus revela que no ano de 2011 ocorreram  95 mortes maternas devido a abortos (novamente aqui, tanto abortos espontâneos quanto provocados). Então, só nos resta perguntar: o que ocorreu com as mais de 199.900 mulheres que os abortistas afirmam terem morrido em decorrência de abortos mal-provocados? Elas simplesmente despareceram? Mentiras e mais mentiras. Isso é tudo o que os abortistas contam para nós.

ZENIT: Realmente, são informações importantes para o conhecimento da população.  Deixe uma mensagem para os leitores de Zenit.

Dra. Renata: Eu quero dizer que não podemos cair na mentira de aceitar o aborto como algo inevitável; como se fosse uma realidade que veio para ficar e contra a qual nada ou muito pouco podemos fazer. Muitíssimo pelo contrário. Ficou evidente no que acima foi dito, que os abortistas contrariam o bom senso, a verdade, a boa-fé. O avanço da agenda abortista só é possível se nós não fizermos absolutamente nada em contrário. Basta um pouquinho de atuação para que as coisas sigam o rumo certo. A verdade carrega uma força em si mesma. Quando você mostra para uma pessoa o que é o aborto e ela apreende a maldade do ato, nunca mais ela cairá na mentira de aceitar o aborto como, por exemplo, um direito da mulher. Então, eu sugiro aos leitores que divulguem para seus contatos vídeos sobre o aborto, como por exemplo, o “grito silencioso”, produzido por um médico ex-abortista norte-americano. É preciso fazer as pessoas verem sobre o que se trata o aborto: a morte dos inocentes mais indefesos. Outra importante iniciativa é contactar o seu representante político e cobrar dele uma atuação pró-vida com o poder que o seu voto deu a ele. Estamos em uma luta real. Não podemos nos deixar anestesiar ou fazer de conta que não existe problema algum. Para vencer uma batalha, a primeira coisa a fazer, é tomar consciência que não se vive tempos de paz. O nosso tempo, apesar de não se caracterizar por uma luta armada entre exércitos inimigos, caracteriza-se sim por uma luta velada contra os inocentes. O volume de sangue derramado pelo aborto já ultrapassou e muito qualquer outra guerra existente. Eu ousaria dizer que já ultrapassou, inclusive, o volume total de sangue derramado por todas as guerras já existentes. De que lado vamos lutar?
Publicado em Teologia e Corpo (extraído de Agência Zenit).

Read Full Post »

Ecumenismo será tema do encontro do Papa com seus ex-alunos – Rádio Vaticano (Roma – 30.08.2012)

Fonte: Rádio Vaticano – Roma

29/08/2012 

Ecumenismo será tema do encontro do Papa com seus ex-alunos

Castel Gandolfo (RV) – A partir de quinta-feira, 30, até segunda, 3, os ex-alunos do Prof. Joseph Ratzinger, hoje Papa Bento XVI, se reunirão para o tradicional encontro anual de verão, em Castel Gandolfo. O grupo é formado por docentes religiosos e leigos que discutiram teses nos anos em que Bento XVI foi professor.

A 36ª edição do encontro terá a presença, dentre outros, dos Cardeais Christoph Schoenborn, Presidente da Conferência Episcopal Austríaca, e Kurt Koch, Presidente do Pontifício Conselho para o Diálogo Ecumênico. Também estará lá o bispo evangélico Ulrich Wilckens, que traduziu e comentou o Novo Testamento e cujas obras têm grande importância para o ecumenismo.

O encontro deste ano terá como título “Resultados ecumênicos e questões de diálogo com o Luteranismo e o Anglicanismo”, e será inspirado no livro do Cardeal Walter Kasper, Presidente emérito do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos.

Os participantes serão acolhidos na manhã de sábado pelo Papa, que participará do dia de trabalhos. Domingo, 2, o grupo estará no pátio da residência, para a oração do Angelus. O encontro se encerrará oficialmente segunda, 3, depois da celebração da missa.

O primeiro encontro do Prof. Ratzinger com seus doutorandos foi depois de sua nomeação como arcebispo de Munique e Frisinga, em 1977. Desde então, o evento se repete a cada ano, centrado em um tema escolhido pelo Pontífice dentre uma terna de propostas.
(CM)

Read Full Post »

STJ 500 – “Para Vós Nasci” – V Centenário de Santa Teresa de Jesus (Ávila, Espanha) entrevista as Madres Carmelitas Descalças de Fátima, Portugal – 11.07.2012 (Facebook – YouTube)

Fonte: STJ 500 – Para Vós Nasci – V Centenário – Santa Teresa de Jesus https://www.facebook.com/paravos.naci

V Centenário STJ (Santa Teresa de Jesus) – Entrevista: Madres Carmelitas Descalças de Fátima, Portugal.

Read Full Post »

Ato de Confiança e Consagração dos Sacerdotes ao Imaculado Coração de Maria- Papa Bento XVI (Fátima – Portugal) – Devoção ao Imaculado Coração de Maria – Solenidade – 16 de junho de 2012 (Portal Santuário Nossa Senhora do Carmo e Comunidade Santa Teresa-OCDS-Província Nossa Senhora do Carmo – Sul – Brasil)

Sagrado Coração de Jesus – Imaculado Coração de Maria

Fonte/imagem: Blog Ensina-me a Rezar! – “Consagração da Família ao Sagrado Coração de Jesus e ao Imaculado Coração de Maria
_____________________________________________________________________________________________________________________________________________________

Fonte: Santuário Nossa Senhora do Carmo

Devoção ao Imaculado Coração de Maria

A devoção ao Coração de Maria começou já no início da Igreja, desenvolvendo-se na Idade Média. Com as aparições em Fátima, ganhou grande destaque. A devoção ao Coração de Maria está associada à devoção ao Coração de Jesus, pois esses Dois Corações se uniram no Mistério da Encarnação, Paixão e Morte do Verbo Encarnado.

Honrar o Coração de Maria é honrar o Coração que foi preparado por Deus para ser uma digna morada do Espírito Santo, que formaria a seu tempo o Redentor no ventre imaculado da Virgem Maria.

Esta devoção ao Coração de Maria é devoção à própria Mãe de Jesus. É também veneração dos santos sentimentos e afetos, a ardente caridade de Maria para com Deus, para com seu Filho e para com todos os homens, que lhe foram confiados solenemente por Jesus agonizante.

Assim, louvamos e agradecemos a Deus por nos haver dado por Mãe e intercessora Aquela que acreditou.

O Coração de Maria na Bíblia

Lc 2,19 – Maria conservava todas estas palavras, meditando-as no seu coração. (sobre a adoração dos pastores que falavam da manifestação dos Anjos sobre o Menino)

Lc 2,35b – E uma espada transpassará a tua alma. (profecia de Simeão, dirigida a Maria)

Lc 2,51b – Sua mãe guardava todas estas coisas no seu coração. (depois do encontro de Jesus no Templo, ensinando os doutores da Lei)
A Aliança dos Dois Corações

Jo 19,34 – Mas um dos soldados abriu-lhe o lado com uma lança e, imediatamente, saiu sangue e água. (símbolo místico da origem dos sacramentos da Igreja)

Esta passagem exemplifica também a profunda união mística do Coração de Jesus com o Coração de Maria na obra da Redenção. Essa união começou quando, pelo poder do Espírito Santo, Maria concebeu o Coração de Jesus em Seu próprio Coração. Esse Sagrado Coração começou a pulsar no ventre de Maria, como eco às batidas de Seu Coração Imaculado. O Coração de Jesus existe pelo consentimento da Virgem Santíssima na Anunciação. Foi o sangue de Maria que alimentou esse Coração Sagrado do Filho de Deus feito homem.

Essa união de amor inefável é consumada quando, ao mesmo tempo, esses Dois Corações são imolados por nossa salvação. Quando o Coração de Jesus foi traspassado pela lança do soldado, o Coração de Maria foi traspassado espiritualmente, cumprindo a profecia de Simeão (Lc 2,35b).

Todas essas passagens indicam claramente a admirável Aliança desses Dois Corações (como já citou João Paulo II), que trabalharam pela salvação do mundo: o Coração de Jesus, que sofreu a ponto de ser traspassado para derramar-Se sobre todos os que nEle crerem; e o Coração de Maria, sempre se voltando ao Seu Divino Filho, Coração predestinado por Deus a sofrer com Jesus pela salvação da humanidade.
________________________________________________________________________________________________________________________________________

Leia também…

Fonte: Comunidade Santa Teresa – Ordem dos Carmelitas Descalços Seculares – Província Nossa Senhora do Carmo – Sul – Brasil
Consagração dos Sacerdotes ao Imaculado Coração de Maria

Partilhamos esta oração de consagração dos sacerdotes ao Imaculado Coração de Maria que foi rezada pela Sua Santidade, Papa Bento XVI, na Igreja da Santíssima Trindade, em Fátima, Portugal.


ATO DE CONFIANÇA E CONSAGRAÇÃO DOS SACERDOTES
                AO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA

  “Mãe Imaculada,
                    neste lugar de graça,
                    convocados pelo amor do vosso Filho Jesus,
                    Sumo e Eterno Sacerdote, nós,
                    filhos no Filho e seus sacerdotes,
                    consagramo-nos ao vosso Coração materno,
                    para cumprirmos fielmente a Vontade do Pai.

                                Estamos cientes de que, sem Jesus,
                                nada de bom podemos fazer (cf. Jo 15, 5)
                                e de que, só por Ele, com Ele e n’Ele,
                                seremos para o mundo
                                instrumentos de salvação.

                                Esposa do Espírito Santo,
                                alcançai-nos o dom inestimável
                                da transformação em Cristo.
                                Com a mesma força do Espírito que,
                                estendendo sobre Vós a sua sombra,
                                Vos tornou Mãe do Salvador,
                                ajudai-nos para que Cristo, vosso Filho,
                                nasça em nós também.

                                E assim possa a Igreja
                                ser renovada por santos sacerdotes,
                                transfigurados pela graça d’Aquele
                                que faz novas todas as coisas.

                                Mãe de Misericórdia,
                                foi o vosso Filho Jesus que nos chamou
                                para nos tornarmos como Ele:
                                luz do mundo e sal da terra
                                (cf. Mt 5, 13-14).

                                Ajudai-nos,
                                com a vossa poderosa intercessão,
                                a não esmorecer nesta sublime vocação,
                                nem ceder aos nossos egoísmos,
                                às lisonjas do mundo
                                e às sugestões do Maligno.

                                Preservai-nos com a vossa pureza,
                                resguardai-nos com a vossa humildade
                                e envolvei-nos com o vosso amor materno,
                                que se reflecte em tantas almas
                                que Vos são consagradas
                                e se tornaram para nós
                                verdadeiras mães espirituais.

                                Mãe da Igreja,
                                nós, sacerdotes,
                                queremos ser pastores
                                que não se apascentam a si mesmos,
                                mas se oferecem a Deus pelos irmãos,
                                nisto mesmo encontrando a sua felicidade.
                                Queremos,
                                não só por palavras mas com a própria vida,
                                repetir humildemente, dia após dia,
                                o nosso « eis-me aqui».

                                Guiados por Vós,
                                queremos ser Apóstolos
                                da Misericórdia Divina,
                                felizes por celebrar cada dia
                                o Santo Sacrifício do Altar
                                e oferecer a quantos no-lo peçam
                                o sacramento da Reconciliação.
                                Advogada e Medianeira da graça,
                                Vós que estais totalmente imersa
                                na única mediação universal de Cristo,
                                solicitai a Deus, para nós,
                                um coração completamente renovado,
                                que ame a Deus com todas as suas forças
                                e sirva a humanidade como o fizestes Vós.

                                Repeti ao Senhor aquela
                                vossa palavra eficaz:
                                « não têm vinho » (Jo 2, 3),
                                para que o Pai e o Filho derramem sobre nós,
                                como que numa nova efusão,
                                o Espírito Santo.

                                Cheio de enlevo e gratidão
                                pela vossa contínua presença no meio de nós,
                                em nome de todos os sacerdotes quero,
                                também eu, exclamar:
                                « Donde me é dado que venha ter comigo
                                a Mãe do meu Senhor?» (Lc 1, 43).

                                Mãe nossa desde sempre,
                                não Vos canseis de nos visitar,
                                consolar, amparar.
                                Vinde em nosso socorro
                                e livrai-nos de todo o perigo
                                que grava sobre nós.
                                Com este acto de entrega e consagração,
                                queremos acolher-Vos de modo
                                mais profundo e radical,
                                para sempre e totalmente,
                                na nossa vida humana e sacerdotal.

                                Que a vossa presença faça reflorescer o deserto
                                das nossas solidões e brilhar o sol
                                sobre as nossas trevas,
                                faça voltar a calma depois da tempestade,
                                para que todo o homem veja a salvação
                                do Senhor,
                                que tem o nome e o rosto de Jesus,
                                reflectida nos nossos corações,
                                para sempre unidos ao vosso!

                                Assim seja!”

ORAÇÃO DO PAPA BENTO XVI

Igreja da Santíssima Trindade – Fátima

****

Publicado em Comunidade Santa Teresa – OCDS – Província Nossa Senhpra do Carmo – Sul – Brasil.                            

Read Full Post »

Older Posts »