“Seis dias antes da Páscoa…” – Reflexões Franciscanas – Frei Almir Ribeiro Guimarães – OFM (2012)

Olá a todos! Amigos, amigas e visitantes!

Entramos na Semana Santa. Deixo, a princípio, uma reflexão do Pe. Antônio Sérgio P. de Magalhães, contida em uma publicação histórica e singela da Igreja Católica, no Brasil (Folhinha do Sagrado Coração de Jesus):

“Diante da cruz, sempre se descobre que Deus está presente, dando tudo: no Corpo e no Sangue, na vida de seu Filho, despojado, sem nada.”

Ceia do Senhor

Mensagem Bíblica

(Is 50, 6)

“Entreguei minhas costas aos que me batiam,

e minhas faces aos que me arrancavam a barba: não escondi o rosto,aos ultrajes e às cuspidas.”

Fonte/imagem: Paróquia São Lucas Evangelista – Servidores do Altar da Arquidiocese de Belém – Pará.

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Segunda-feira, 2 de abril de 2012

Seis dias antes da Páscoa…

Por Frei Almir R. Guimarães, OFM

Estamos em plena Semana Santa. Nossa atenção se volta para os últimos momentos da vida do Senhor Jesus, nossa esperança, nosso redentor e esposo de nossos corações. Sabemos perfeitamente que evocando os momentos da vida do Senhor, mormente, o que está ligado à sua paixão e morte, automaticamente, nosso pensamento voa para a noite da luminosidade, para o dia que o Senhor fez para nós, para Páscoa. Não somos discípulos do Cristo morto, mas do que reviveu para sempre.
Aquele que amamos, aquele que vai ocupando, aos poucos, todos os espaços do que chamamos de vida espiritual é o eleito do Pai, o Filho muito amado, no qual o Pai se compraz. Esse servo descrito por Isaías tem tudo a ver com o Esposo e Amado de nosso coração. “Ele não clama nem levanta a voz, nem se faz ouvir pelas ruas… não esmorecerá nem se deixará abater….eu o constitui com centro da aliança do povo, como luz das nações, para abrires os olhos dos cegos, tirar os cativos da prisão, livrar do cárcere os que vivem nas trevas”.
No final dessa semana uma claridade banhará a terra. Aquele que vai ser transfixado será luminosamente transfigurado.
O salmo de meditação (Sl 26) pode ser colocado nos lábios e no coração de Jesus: “O Senhor é minha luz e minha salvação; de quem eu terei medo? O Senhor é a proteção da minha vida, perante quem eu tremerei? (…) Sei que a bondade do Senhor eu hei de ver na terra dos viventes. Espera no Senhor e tem coragem, espera no Senhor!”. Na silenciosa meditação desses dias escutamos a voz do Amado: “O Senhor é minha luz e minha salvação!”
Seis dias antes da Páscoa o Senhor foi a Betânia. Tinha o coração cheio de interrogações e de apertos. Antes de subir para Jerusalém queria ter a alegria do conforto do encontro com amigos de verdade: Marta, Maria e Lázaro. Estes ofereceram-lhe um jantar, esse momento de calma em que os corações tinham tempo para escutar os sons do interior: apreensão, incentivo e desejo de coragem, vontade de estar com gente fiel. E uma mulher inopinadamente resolve quebrar um frasco de perfume. Judas se mostrou incomodado com tal desperdício. Onde se viu? Tantos necessitados e aquele gasto à toa. O peito de Jesus quase que a estalar de dor teve ainda força de dizer energicamente: “Deixa-a, ela fez isto em vista da minha sepultura. Pobres sempre tereis convosco, enquanto a mim nem sempre me tereis”.
Tudo isso se passou seis dias antes da Páscoa…
….
Publicado em Reflexões Franciscanas.
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