Solenidade de Pentecostes (Ano A – 24.05.2026)

Solenidade de Pentecostes: o Espírito Santo nas nossas vidas

Autor: Redação Minha Biblioteca Católica

Saiba tudo sobre a Solenidade de Pentecostes, uma festa tão grande quanto o Natal e a Páscoa, mas pouco conhecida entre os fiéis.

O cristianismo está repleto de símbolos e de festividades que coincidem com as celebradas pelos judeus, desde o Antigo Testamento. Sabia que isso não é por acaso?

Pentecostes é uma dessas festas judaicas que recebe, no dom do Espírito Santo, enviado por Deus, seu sentido mais profundo e verdadeiro. O antigo Pentecostes, como a antiga Páscoa, eram como que figuras do que estava por vir.

Vem conferir o que nos espera na vivência de tão grande festa, e entender sua importância dentro de toda a lógica pensada por Deus para sua Igreja.

O que significa Pentecostes?

A palavra Pentecostes significa, literalmente, “quinquagésimo dia” (do grego, pentekoste). Era a Festa das Semanas, dos judeus, por ser celebrada sete semanas depois da Páscoa. No início, estava ligada à festa das colheitas, onde se oferecia ao Senhor a oferta dos primeiros frutos do trigo. Mas, com os anos, tal celebração da colheita, em Pentecostes, se uniu à recordação da aliança feita por Deus no Sinai.

No Antigo Testamento se lê, nos mandamentos dados a Moisés, o seguinte:

“Celebra a festa das Semanas no início da ceifa do trigo, e a festa da colheita no fim do ano.”1

Pentecostes marcava, 50 dias depois da Páscoa, a festa em que os judeus festejavam o fato de terem recebido, de Deus, a Lei no Sinai. Tendo sido libertos da escravidão do Egito, na noite da Páscoa, e tendo passado pelo mar Vermelho, recebem de Deus, 50 dias depois, o decálogo.

No livro dos Números, fica definido o mesmo: 

“No dia das primícias, quando apresentardes ao Senhor a oferta nova, na Festa das Semanas, tereis assembléia litúrgica e não fareis nenhum trabalho” 2. Aqui, na tradição judaica, há a fusão dessas duas festas separadas: a Festa das Primícias, que é local e obedece às condições agrícolas que são variáveis, e a Festa das Semanas, que se fica no calendário e se celebra em Jerusalém.

Era uma festividade de grande alegria, com judeus vindos de todas as partes até Jerusalém, para agradecer a Deus pelos dons da colheita e da Aliança feita para com seu povo. Além de judeus, vinham amigos pagãos e prosélitos, fazendo com que Pentecostes fosse uma grande celebração.

A vinda do Espírito Santo

Imagem atual do cenáculo, local onde, segundo as Escrituras, ocorreu a vinda do Espírito em Pentecostes.

Depois de todo mistério da paixão, morte e ressurreição, Nosso Senhor indica aos discípulos que a missão deles daria em breve, e envia, como prometera, o Prometido: o Espírito Santo de Deus, a fim de completar toda a obra da Redenção e fundar, de fato, a Igreja.

“Quando chegou o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos. De repente veio do céu um ruído, como de vento de furacão, que encheu toda a casa onde se alojavam. Apareceram línguas como de fogo, repartidas e pousadas sobre cada um deles. Encheram-se todos do Espírito Santo, e começaram a falar línguas estrangeiras, conforme o Espírito lhes permitia expressar-se.”3

Antes mesmo de subir aos céus, e no dia de sua gloriosa Ascensão, Jesus havia prometido que não deixaria os discípulos desamparados. Era preciso que Ele fosse, para que o Espírito Santo viesse. 

“…ordenou-lhes que não se afastassem de Jerusalém, mas que esperassem a realização da promessa do Pai a qual, disse Ele, ouvistes da minha boca: João batizou com água; vós, porém, sereis batizados com o Espírito Santo dentro de poucos dias.”4

Pentecostes, assim, se torna a verdadeira festa da colheita e da Aliança com Deus, operada, agora, no dom do Espírito Santo, derramado nos corações dos fiéis. A verdadeira colheita é a missão que se abre a partir de agora. 

Os frutos, são os do Espírito Santo, com dons que superabundam nos discípulos, os fazendo capazes de anunciar a mensagem do Evangelho com verdadeira parresia, que é a ousadia em pregar.

Leia também: o que é o Espírito Santo?

A importância de Pentecostes

Logo após a descida do Espírito Santo em Pentecostes, o relato bíblico já abre a nós o horizonte da Igreja que converte multidões à Boa Nova do Evangelho. Ele é o responsável por dar aos homens testemunho de Nosso Senhor, e garantir que os discípulos também deem testemunho de tudo que viveram, como Jesus mesmo anunciara. 5

Com efeito, os nomes dados ao Espírito Santo nos relatos do Novo Testamento, se fundem com a sua presença no meio da Igreja, até hoje: defensor, advogado, consolador, Espírito da Verdade. É por Ele que, em Pentecostes, se revela a plenitude do mistério da Santíssima Trindade, Sua relação e Seu plano de redenção para a humanidade. 6

O Espírito Santo é a garantia, já no princípio da Igreja, de que é Deus quem conduz todas as coisas. Os discípulos, de fracos e covardes que eram, tornam-se corajosos e ousados na pregação do Evangelho, sendo defensores da fé no Ressuscitado em todos os lugares, mesmo que ante ameaças. 

Ainda que com pouca instrução, foi o Espírito Santo quem os capacitou a se tornarem pregadores exímios, com discursos apaixonados e que convenciam milhares de pessoas. O fogo do Espírito impulsionou os primeiros discípulos na orientação das comunidades, como mostram os relatos bíblicos: Éfeso, Corinto, Jerusalém, Roma, Antioquia. Tantas Igrejas, evangelizadas e orientadas pelos Apóstolos e por seus sucessores.

A própria Sagrada Escritura, escrita no seio da Igreja nascente, conservada e iluminada pela força do Espírito Santo, é testemunha do papel decisivo e marcante dos dons e virtudes do Alto, para que a força do Evangelho de Cristo não sofresse nenhuma ruptura ou desvio.

Para a Igreja

É o Espírito Santo, derramado nos corações dos fiéis, quem garante a unidade e a condução da Igreja. Jesus mesmo prometeu que seria Ele, o Espírito, que nos faria recordar de todo o Evangelho.

Nestes dois mil anos de Igreja, o que garante a fidelidade ao Senhor, é a certeza de que não somos uma Instituição meramente humana, mas divina. Foram muitos os momentos de crise e de perseguições, e muitos ainda virão, até o fim dos tempos. 

Da mesma forma, foram muitos os momentos de conversão e consolação, como na Idade Média e no desenvolvimento do Ocidente — e certamente ainda virão muitos mais.

E em ambos os casos, é sempre o Espírito Santo, neste renovado Pentecostes, quem sustenta a Igreja na crise e na tribulação, ou que impulsiona e orienta na consolação e no ardor.

Santo Irineu, no século II, no seu Tratado contra as heresias, nos aponta para o fato de que o Espírito, descido sobre os apóstolos e Maria Santíssima em Pentecostes, depois da gloriosa ascensão, possui o poder de trazer à nova Aliança todos os povos, todas as línguas, num mesmo louvor a Deus. 

O Espírito congrega as mais variadas raças e inicia, assim, a oferta das primícias de todas as nações a Deus. 

“Assim como a farinha seca não pode, sem água, tornar-se uma só massa nem um só pão, nós também, que somos muitos, não poderíamos transformar-nos num só corpo, em Cristo Jesus, sem a água que vem do céu. E assim como a terra árida não produz fruto se não for regada, também nós, que éramos antes como uma árvore ressequida, jamais daríamos frutos de vida, sem a chuva da graça enviada do alto.”7

Eis onde reside a força de Pentecostes para a vida da Igreja: conduzir a Igreja em todos os tempos e em todas as situações, e garantir a unidade da mesma em torno da Santíssima Trindade. “O Espírito Santo que Cristo, Cabeça, derrama em seus membros, constrói, anima e santifica a Igreja. Ele é o sacramento da Comunhão da Santíssima Trindade.” 8

Para os fiéis

“O Espírito vem em socorro da nossa fraqueza. Pois nós não sabemos o que pedir, nem como pedir; é o próprio Espírito que intercede em nosso favor, com gemidos inefáveis. E aquele que penetra o íntimo dos corações sabe qual é a intenção do Espírito. Pois é sempre segundo Deus que o Espírito intercede em favor dos santos.”9

Vitral da pomba, um dos maiores símbolos do Espírito Santo e de Pentecostes.

É o Espírito quem derrama em nossos corações as virtudes e os dons necessários para a nossa salvação e para o anúncio do Evangelho. Com efeito, como nos diz o Apóstolo Paulo em várias de suas cartas, o Espírito de Deus é a vida de nossa alma.

Os sete dons do Espírito Santo são: sabedoria, inteligência, conselho, fortaleza, ciência, piedade e temor de Deus. Por estes dons, temos condições de seguir os impulsos do Espírito Santo na condução de nossas almas a Deus.

Já os frutos do Espírito Santo em nossas almas, que são perfeições, como que primícias, já aqui na terra, do que iremos viver em plenitude nos céus, são doze: caridade, alegria, paz, paciência, longanimidade, bondade, benignidade, mansidão, fidelidade, modéstia, continência e castidade. 10

Mas dentre nós, quem recebe o Espírito Santo? Como se dá tamanha graça?

Bem, todos os batizados e crismados recebem, do alto, a força do Espírito Santo, dom de Deus, em virtude do sacramento. Mas, o pecado, que rompe nossa relação de amizade com Deus, faz com que percamos tal auxílio divino. Vivemos do Espírito Santo se guardamos a Palavra de Deus num esforço sincero de conversão, no exercício da oração e no ardor missionário.

A missão do Espírito Santo, derramado sobre os Apóstolos e a Virgem Maria em Pentecostes, é renovado a cada sacramento celebrado, no coração de cada fiel que se abre a tamanha graça. 

Durante toda a história Ele conduz a Igreja, para que ela, firme e fiel no Senhor, possa achar meios de anunciar o Evangelho a todos os homens. 

Tamanha missão é realizada no auxílio aos pastores (papa, bispos, sacerdotes), bem como no derramar carismas e ministérios entre todo Povo de Deus. É pelo dom do Espírito Santo que Jesus, vivo e glorioso à direita de Deus Pai, permanece presente e atuante no seio da Igreja.

Os dons do Espírito Santo

Tudo o que um católico precisa saber sobre os dons do Espírito Santo: o que são, quantos são, quais são e qual é a sua importância.

Autor: Redação da Minha Biblioteca Católica

Confira, neste artigo, o que são os dons do Espírito Santo e porque eles são necessários para nossa salvação.

Bem sabemos que no mistério da Santíssima Trindade, mistério central de nossa fé, cada Pessoa possui uma missão específica na ordem da redenção. Saiba como se dá a ação do Espírito Santo em nossa alma e como agem, em nós, os dons e a sua diferença para com as virtudes e os carismas.

Quem é o Espírito Santo?

Em linhas gerais, o Espírito Santo é a Terceira Pessoa da Santíssima Trindade. Com Deus Pai e com Deus Filho, o Deus Espírito Santo é adorado como um único Deus. É o mistério da Santíssima Trindade: um só Deus em três Pessoas distintas entre si. Esse mistério está no centro de nossa fé. Dele provém toda nossa doutrina revelada.

Cada pessoa da Santíssima Trindade possui uma missão. A missão do Espírito Santo é a de santificar a Igreja. Nos diz o Catecismo que:

O protagonista de toda a missão eclesial é o Espírito Santo. É Ele que conduz a Igreja pelos caminhos da missão 1

Quando Cristo, na sua morte e ressurreição, conclui a obra da redenção e sobe aos céus, deixa Ele, de modo mais evidente, o Espírito Santo, como presença divina para conduzir os homens e a Igreja fundada. O modo com o qual a Boa Nova é difundida por Deus se dá pela assistência dos carismas e dons do Espírito Santo.

Para aprofundar um pouco mais sobre quem é a Trindade e quem é o Espírito Santo, separamos dois artigos: O que é o Espírito Santo? e Santíssima Trindade: um mistério para se celebrar.

A ação do Espírito Santo na alma

Santa Teresa de Ávila inspirada em seus escritos pelos dons do Espírito Santo.
Santa Teresa de Ávila inspirada em seus escritos pelo Espírito Santo.

O Espírito Santo é, com efeito, o doce hóspede de nossas almas – dulcis hospes animae – 2. Mas a presença Dele em nós não se dá de forma passiva e inoperante. O Espírito Santo em nós age de forma viva! Através da graça santificante, das virtudes infusas e dos dons do Espírito Santo nos tornamos capazes de produzir frutos sobrenaturais e de viver, com maestria, as bem-aventuranças.

Sem o auxílio divino jamais conseguiríamos, por nossas forças, viver atos sobrenaturais em nosso cotidiano. Por meio da ação do Espírito Santo é nos proporcionado vivermos à estatura de Filhos de Deus.

Qual é a diferença entre dons do Espírito Santo e virtudes infusas?

Quando falamos de dons do Espírito Santo é interessante percebermos que Ele mesmo é o primeiro dom de Deus Pai à humanidade. O Espírito Santo é, segundo o Hino Veni Creator, da liturgia de Pentecostes, Altissimi donum Dei, sendo o Amor com que Deus nos ama e se ama. 

Mas, num sentido estrito, chamamos de dons do Espírito Santo “certos hábitos sobrenaturais infundidos por Deus nas almas juntamente com a graça santificante e as virtudes infusas, para sua plena santificação.” 3 Em si, esses dons são derramados nas potências da alma para que esta receba auxílio e realize, com facilidade, as moções que o próprio Espírito Santo inspira.

O que são, então, as virtudes infusas? Elas também são hábitos operativos infundidos por Deus na alma para que esta opere de modo sobrenatural. Mas a particularidade é que estas operam mais diretamente na razão iluminada pela fé. Royo Marin faz uma distinção clara:

“Às virtudes infusas as move [o Espírito Santo] com o impulso de uma graça atual ao modo humano (embora de ordem estritamente sobrenatural…), enquanto que a seus próprios dons os move o Espírito Santo com uma graça atual ao modo divino ou sobre-humano. O resultado é, naturalmente, que os atos procedentes dos dons do Espírito Santo são incomparavelmente mais perfeitos do que os procedentes das virtudes infusas.” 4

Os dons do Espírito Santo estão na Bíblia?

A Sagrada Escritura atesta, já no Antigo Testamento, a existência dos dons do Espírito Santo, na qual a teologia se fundamenta. O texto de Isaías 11, 1-3, é clássico para destacar os dons:

“Um renovo sairá do trono de Jessé, e um rebento brotará de suas raízes. Sobre ele repousará o Espírito do Senhor, Espírito de sabedoria e de entendimento, Espírito de prudência e de coragem, Espírito de ciência e de temor ao Senhor.” 5

É um texto claramente messiânico, e fala do Messias, segundo a exegese. Mas, desde o início do cristianismo, lá nos padres da Igreja, já se lia esse trecho o estendendo aos fieis cristãos que são chamados a ser “conformes à imagem de seu Filho” 6

Quantos são os dons?

Ainda que o texto acima citado tenha somente seis dons, a teologia, ancorada na versão da Bíblia dos Setenta, que traduz o termo hebraico yira’t (temor) também por piedade, enumera como sendo sete os dons do Espírito Santo.

Ora, bem sabemos que segundo a própria tradição bíblica, o número sete é empregado para significar plenitude. “Santo Ambrósio e Santo Agostinho insistem que o número sete tem aqui um valor de plenitude; ou seja, todo o acúmulo de dons desejáveis habitavam no Messias.”7

Quais são os dons do Espírito Santo?

E quais são os sete dons do Espírito Santo? Vamos resumir brevemente cada um deles: 8

Temor de Deus: é um hábito sobrenatural pelo qual o justo, sob o instinto do Espírito Santo e dominado por um sentimento reverencial para com a majestade de Deus, adquire docilidade especial para apartar-se do pecado e submeter-se totalmente à divina vontade.

Saiba mais sobre o Dom do Temor de Deus.

Fortaleza: é um hábito sobrenatural que robustece a alma para praticar, por instinto do Espírito Santo, toda classe de virtudes heroicas com invencível confiança em superar os maiores perigos ou dificuldades que possam surgir.

Saiba mais sobre o Dom da Fortaleza.

Piedade: hábito sobrenatural infundido para excitar em nossa vontade, por instinto do Espírito Santo, um afeto filial para com Deus, considerado como Pai, e um sentimento enquanto irmãos nossos e filhos do mesmo Pai, que está nos céus.

Saiba mais sobre o Dom da Piedade.

Conselho: hábito sobrenatural pelo qual a alma em graça, sob a ação do Espírito Santo, intui retamente, nos casos particulares, o que convém fazer para alcançar o fim último sobrenatural.

Saiba mais sobre o Dom do Conselho.

Ciência: hábito sobrenatural infundido por Deus com a grala santificante, pelo qual a inteligência do homem, sob o influxo do Espírito Sant, julga retamente as coisas criadas em função do fim último sobrenatural.

Saiba mais sobre o Dom da Ciência.

Entendimento: é um hábito sobrenatural pelo qual a inteligência do homem, sob a ação do Espírito Santo, se faz apta para uma penetrante intuição das coisas reveladas e também das naturais, em função do fim último sobrenatural.

Saiba mais sobre o Dom do Entendimento.

Sabedoria: é um hábito sobrenatural, inseparado da caridade, pelo qual julgamos retamente de Deus e das coisas divinas por suas últimas e altíssimas causas sob o instinto especial do Espírito Santo, que nos faz saboreá-las por certa conaturalidade e simpatia.

Saiba mais sobre o Dom da Sabedoria.

A diferença entre dons infusos e carismas

Ícone de Pentecostes

De um modo mais concreto na alma do fiel em vista de sua salvação, os carismas são influxos do Espírito Santo, dados do alto, de modo extraordinário, em vista da edificação da comunidade. Os carismas, como São Paulo atesta na Primeira carta aos Coríntios 9 são derramados no fiel e orientados para a edificação da Igreja. 

“Quer extraordinários quer simples e humildes, os carismas são graças do Espírito Snto que, direta ou indiretamente, têm uma utilidade eclesial, pois são ordenados à edificação da Igreja, ao bem dos homens e às necessidades do mundo.” 10 

A palavra carisma significa, do vocábulo grego, favor, dom gratuito, benefício. 11São Paulo cita quais são os carismas dados por Deus em suas cartas, especialmente em Romanos e em Coríntios. Sem pretender dar um número fechado, Paulo cita, em Coríntios 12, os seguintes carismas: palavra de sabedoria, de ciência, a fé, o dom de curas, dom de milagres, profecia, discernimento dos espíritos, dom de línguas, dom de interpretação de línguas. E, na carta aos Romanos cita: serviço, ensino, exortação, distribuição de bens, presidência e dom da misericórdia. 13

São, em suma, benefícios extraordinários que Deus concede a alguém ou a um grupo de fieis, em vista da edificação da Igreja. 

Por que precisamos dos dons do Espírito Santo?

A resposta a essa pergunta reside em algo bem simples: a salvação é dom de Deus. E Deus é o primeiro interessado em nos salvar. Como nossa humanidade é ferida pelo pecado original, damos por óbvio que nem sempre fazemos o bem que queremos fazer (e que devemos), ou evitamos o mal que não podemos fazer (e que não devemos). 14. É São Paulo que nos ilumina que devemos pedir as luzes do Espírito Santo, pois não sabemos o que nem como pedir o necessário para nossa salvação. 15

Os dons do Espírito Santo são um transbordar do Espírito Santo em si, primeiro dom do Pai à humanidade, que nos impulsionam na busca da perfeição da santidade. Nós bem sabemos que a salvação, dom imerecido do Pai a nós, é gratuita. Mas cabe a nós, obviamente, a fidelidade aos dons que Deus derrama em nossos corações constantemente. 

Um autor afirma que somente três meses de fidelidade perfeita à todas as inspirações do Espírito Santo colocam a alma em um estado que lhe conduzirá com toda a segurança ao cume da perfeição. “Que alguém faça a prova, durante três meses, de não recusar absolutamente nada a Deus, e verá que profunda mudança experimentará em sua vida” 16

(…)

  1. CEC 852[]
  2. Sequência de Pentecostes[]
  3. ROYO MARIN, Antonio. O GRANDE DESCONHECIDO, p.119[]
  4. ROYO MARIN, Antonio. O GRANDE DESCONHECIDO, p.118[]
  5. Isaías 11, 1-3[]
  6. Romanos 8, 29[]
  7. ROYO MARIN, Antonio. O GRANDE DESCONHECIDO, p.121[]
  8. Royo Marin elenca os dons a partir do menos excelente ao mais excelente, ainda que todos são perfeitíssimos[]
  9. 1 Coríntios 12[]
  10. CEC 799[]
  11. cf. LG 12[]
  12. 1Cor 12,8-11[]
  13. Romanos 12, 3ss[]
  14. Romanos 7, 19[]
  15. Romanos 8, 26[]
  16. Cf. MAHIEU, Probatio Caritatis p. 271.[]

Publicado em Minha Biblioteca Católica.

A Ascensão do Senhor

Cantemos à glória de Deus, cantemos ao nosso Rei, porque Ele é Rei de toda a terra (SI 47,6-8). É a ascensão do Senhor o coroamento da Sua Ressurreição; é a entrada oficial naquela glória que cabia ao Ressuscitado. Após as humilhações do Calvário, é a volta ao Pai, já por Ele anunciada no dia da Páscoa: “Subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus” (Jo 20,17).

Aos discípulos de Emaús: “Não era preciso que o Messias sofresse essas coisas e, que, assim, entrasse em sua glória?” (Lc 24,26). Esse modo de exprimir-se indica não tanto a volta e as glória futuras, mas imediatas, já presentes, porque, estritamente unidas à Ressurreição, todavia para confirmar os discípulos na fé, era necessário que tal acontecesse de modo visível, como se verificou 40 dias depois da Páscoa.

Ascensão do Senhor: quando começa a missão dos discípulos

Aqueles que tinham visto o Senhor morrer na cruz, entre insultos e escárnios, precisavam ser testemunhas da sua suprema exaltação no céu. Referem-se ao fato os evangelistas com muita sobriedade, todavia, suas narrações salientam o poder de Cristo e Sua glória: ‘Foi-me dado todo poder no céu e na terra’, lê-se em Mateus (28,18) e acrescenta Marcos: ‘O Senhor Jesus subiu ao Céu e está assentado à direita de Deus’ (16,19). Lucas, porém, recorda a última grande bênção de Cristo aos apóstolos: ‘Ao abençoá-los, afastou-se deles e ia elevando-se ao céu’ (24,51).

Também, nos últimos sermões de Jesus, resplandece Sua majestade divina. Fala como quem tudo pode e prediz aos discípulos que em seu Nome ‘expulsarão demônios, falarão novas línguas,  pegarão em serpentes e, se beberem algum veneno mortífero, não lhes fará mal, imporão as mãos aos doentes e recobrarão a saúde’ (Mc 16, 17-18). Provam os Atos dos Apóstolos a realidade de tudo isso.

A promessa do Espírito Santo

Em seguida, Lucas, tanto na conclusão do seu Evangelho como nos Atos, fala da grande promessa do Espírito Santo que confirma os apóstolos na missão e nos poderes recebidos de Cristo: “Eis que enviarei sobre vós o Prometido por meu Pai” (Lc 24,49), “recebereis força com a vinda do Espírito Santo sobre vós, e sereis minhas testemunhas… até aos confins do mundo. Dito isso, elevou-se para o alto, à vista deles, e uma nuvem o ocultou a seus olhos” (At 1,8-9).

Espetáculo magnífico que deixou os apóstolos atônitos, “com o olhar fixo no céu”, até que dois anjos lhes apareceram. E o cristão chamado a participar de todo o mistério de Cristo e, portanto, também de sua glorificação. Ele mesmo o havia dito: ‘vou preparar-vos um lugar. E quando eu tiver ido, voltarei novamente avós e vos tomarei comigo, afim de que onde eu estou estejais também vós’ (Jo 14, 2-3).

Constitui, portanto, a Ascensão grande argumento de esperança para o homem que, no seu peregrinar terreno, sente-se exilado e sofre longe de Deus. A esperança que implorava São Paulo para os Efésios e queria viva em seus corações. “O Deus de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, ilumine os olhos de vossa inteligência para compreenderdes qual a esperança a que vos chamou” (Ef 1, 17-18). E onde fundava o apóstolo essa esperança No grande poder de Deus ‘manifestado em Cristo, ressuscitando-o dos mortos e fazendo-o sentar-se à sua direita nos céus, acima de todo Principado e Poder (ou seja, dos anjos) e de qualquer outro nome” (ibidem, 20-21).

Nasce a Igreja

A glória de Cristo exaltado acima de toda criatura é, no pensamento paulino, a prova do que fará Deus por quem, aderindo a Cristo pela fé e pertencendo a Ele como membro do único Corpo de que é Cabeça, participará de sua sorte. Isso requer Cristianismo autêntico: crer e alimentar firme esperança de que, como hoje o fiel, nas tribulações da vida, participa da morte de Cristo, assim um dia participará da Sua glória eterna.

Os anjos, que no monte da Ascensão dizem aos apóstolos: ‘Esse Jesus, que do meio de vós subiu ao céu, um dia virá do mesmo modo com que o vistes ir para o céu’ (At 1, 11), e os fiéis, que, enquanto aguardam a volta final de Cristo, precisam pôr a mão na obra. Com a Ascensão, termina a missão terrena de Cristo e começa a dos discípulos.

“Ide ensinar todas as nações, batizando-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo” (Mt 28,19), devem eles perenizar no mundo sua obra de Salvação pregando, administrando os sacramentos, ensinando a viver segundo o Evangelho.

Todavia, quer Cristo que tudo isso seja precedido e preparado pela oração, na expectativa do Espírito Santo que deverá confirmar e corroborar seus apóstolos. Começa, assim, a vida da Igreja não com a atividade, mas com a oração, junto de ‘Maria, a Mãe de Jesus’ (At 1,14).

Publicado em Catolicismo Romano.

Cardeal interventor institui seminaristas dos Arautos do Evangelho nos ministérios como leitores e acólitos

Cardeal Raymundo Damasceno é recebido com alegria pelos membros dos Arautos em missa que instituiu 69 seminaristas da Associação nos ministérios do leitorato e acolitato, em 20 de dezembro | Instagram/Arautos do Evangelho

O arcebispo emérito de Aparecida, cardeal Raymundo Damasceno Assis instituiu 69 seminaristas dos Arautos do Evangelho nos ministérios do leitorato e acolitato em uma missa no sábado, 20 de dezembro, na basílica Nossa Senhora do Rosário de Fátima, em Caieiras (SP). Esse é primeiro passo para a ordenação diaconal dos seminaristas.

Os Arautos do Evangelho, associação de fiéis de direito pontifício, estão sob intervenção do Dicastério para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica na organização desde 2017, ano em que o papa Francisco ordenou uma visita apostólica para investigar suspeitas de irregularidades tanto na Associação Arautos do Evangelho como nas duas sociedades de vida apostólica.

Dom Raymundo foi nomeado Comissário Pontifício dos Arautos do Evangelho pelo papa Francisco em 28 de setembro de 2019.

Esperança no futuro

“Caríssimos irmãos e irmãs, neste momento em que estamos reunidos nesta celebração Eucarística, com o nosso olhar alegremente dirigido à celebração do Natal do Senhor, desejo manifestar-lhes que resolvemos conferir, nesta celebração eucarística, os ministérios instituídos de leitor e acólito aos 69 jovens, membros da Sociedade Apostólica Virgo Flos Carmeli, tendo cumprido o que se exige para a admissão a esses ministérios, o que se exige por parte da Igreja”, disse o cardeal Raymundo Damasceno em sua homilia. “Anuncio-lhes também que tenho esperança de que num futuro próximo poderemos conferir as ordens sacras aos que estão devidamente preparados, sempre respeitando o que é exigido dos candidatos para recebê-las”.

A Sociedade Apostólica Virgo Flos Carmeli “é uma sociedade clerical de vida apostólica” criada pelo fundador dos Arautos do Evangelho monsenhor João Scognamiglio Clá Dias [1939-2023) e recebeu a aprovação pontifícia pela Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica em 21 de abril de 2009, segundo o site os Arautos do Evangelho. Ela é “composta por membros que, após longa experiência de vida comunitária, receberam o chamado ao sacerdócio com o fim de melhor empreender a atividade evangelizadora”, diz o Arautos.

No início da celebração, o reitor da basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, padre Alex Brito, membro capitular da Sociedade Clerical Virgo Flos Carmeli (Virgem Flor do Carmelo) disse a dom Damasceno que a presença dele era “uma grande alegria” para os Arautos. Segundo ele, dessa vez “é diferente de todas as outras, porque mais do que nunca, a sua visita neste final de 2025 é uma verdadeira visita de um mensageiro da paz”.

Continuando sua homilia, o cardeal lembrou aos membros dos Arautos que “dentro de alguns dias” as “portas santas jubilares serão novamente fechadas”. “Mas as portas da esperança em Deus deverão continuar abertas em nossos corações. Direi que deverão permanecer ainda mais abertas”.

“Entre as antífonas do Ó, a de hoje, tem uma alusão indireta, mas especial à esperança: Ó, chave de Davi, que abra as portas do reino eterno. Ó, vinde livrai do cárcere o preso, sentado nas trevas”, disse o arcebispo. “Que a esperança em Deus ilumine os momentos de escuridão que muitas vezes há em nossa vida e em nosso mundo. Que essa mesma esperança nos reerga, não nos deixe sentados ou desanimados. Desejo-lhes a todos um feliz e santo Natal e um abençoado novo ano de 2026. Salve Maria!”.

Ao final da celebração, padre Alex Brito disse que o papa Leão XIV recebeu o cardeal Damasceno “cheio de afeto” em “uma audiência longa de 40 minutos” no dia 4 de dezembro e ressaltou que o papa  “não só lhe confirma na missão, mas lhe dá uma missão nova: a de ser o embaixador da paz, de ser aquele que vai dar continuidade” ao “ trabalho e conclusão da situação toda pela qual” o Arautos passou “de Comissariado”.

“E hoje, ele quis fazer esse gesto concreto, instituindo leitores e acólitos”, disse o sacerdote que agradeceu dom Raymundo: “Em nome de todos arautos do Evangelho, seus filhos, dizemos: Muito obrigado!”.

Monasa Narjara é jornalista da ACI Digital desde 2022 e foi jornalista na Arquidiocese de Brasília entre 2014 a 2015.

Publicado em ACI Digital.

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Morre monsenhor João Scognamiglio Clá Dias, fundador do Arautos do Evangelho

Monsenhor João Scognamiglio Clá Dias, fundador do Arautos do Evangelho, morreu hoje (1º), aos 85 anos | Facebook/monsenhor Clá Dias

Monsenhor João Scognamiglio Clá Dias, fundador do Arautos do Evangelho, morreu hoje (1º), “por volta das 2h30 da madrugada”, em São Paulo (SP) aos 85 anos, depois de 14 anos de sofrimentos “decorrentes de um acidente vascular cerebral (AVC)”, segundo comunicado da associação.

“Como fundador dos Arautos do Evangelho, deixa um legado de santidade de vida a milhões de católicos vinculados à instituição nos cinco continentes”, dizem os Arautos do Evangelho em nota.

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João Scognamiglio Clá Dias nasceu no dia 15 de agosto de 1939, em São Paulo. Em 7 de julho de 1956 conheceu Plínio Corrêa de Oliveira, fundador da Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, Família e Propriedade (TFP) e, segundo os Arautos, “se tornou ardoroso discípulo e fi­el intérprete” do pensamento e da obra dele. Em 1958, serviu o Exército Brasileiro e foi condecorado com a medalha Marechal Hermes, a mais distinta honraria militar no âmbito da formação.  Cursou Direito na Faculdade do Largo São Francisco, em São Paulo, e depois fez doutorado em Teologia e Direito Canônico. Fundou o Instituto Filosó­fico Aristotélico-Tomista e o Instituto Teológico São Tomás de Aquino, além da revista científica Lumen Veritatis e a revista de cultura católica Arautos do Evangelho.

Neste período, escreveu 27 obras, várias delas foram traduzidas em sete idiomas e algumas com tiragem superior a dois milhões de exemplares, como: “Fátima, aurora do terceiro milênio”; “Maria Santíssima! O Paraíso de Deus revelado aos homens”; “São José, quem o conhece?”; “O inédito sobre os Evangelhos”; “Dona Lucilia” e “O dom de sabedoria na mente, vida e obra de Plinio Corrêa de Oliveira”. Ele também incentivou a construção de igrejas no Brasil e em outros países da América, Europa e África.

Em 1970, baseado nos anseios de Plínio, desejou constituir uma associação de caráter religioso, aprovada pela Igreja e a seu serviço. Fez uma experiência de vida comunitária em um antigo imóvel beneditino em São Paulo. Em 1995, depois da morte Plinio, criou três entidades de direito pontifício: a Associação Privada Internacional de Fiéis Arautos do Evangelho, aprovada em 2001 pelo papa são João Paulo II, a Sociedade Clerical de Vida Apostólica Virgo Flos Carmeli e a Sociedade Feminina de Vida Apostólica Regina Virginum, ambas aprovadas em 2009, pelo papa Bento XVI.

Além disso, fundou mais de 50 coros e orquestras e incentivou a edi­ficação de quase 30 igrejas e oratórios no Brasil e em diversos continentes da América, Europa e África. Segundo os Arautos, João Clá Dias também dirigiu pessoalmente as instituições por ele fundadas, e atualmente, elas realizam suas atividades em mais de 70 países, com o auxílio de milhões de membros e seguidores, entre eles, sacerdotes, irmãos e irmãs associados, cooperadores ou participantes solidários. Ele ainda propagou a devoção a Nossa Senhora por meio de cerimônias de consagração a Nossa Senhora, segundo o método de São Luís Maria Grignion de Montfort, alcançando de modo remoto quase três milhões de ­fiéis, em 178 países. Também instituiu e incentivou a Adoração Perpétua ao Santíssimo Sacramento nas principais casas das instituições por ele fundadas.

Em 15 de junho de 2005, foi ordenado padre aos 65 anos. Em 2008, foi nomeado protonotário apostólico e cônego honorário da basílica papal de Santa Maria Maior, em Roma, pelo papa Bento XVI. Em 15 de agosto de 2009, recebeu a medalha Pro Ecclesia et Ponti­ce, pelo zelo em prol da Igreja e do papa. No mesmo ano, publicou um livro por ocasião do Ano Sacerdotal, escrito por solicitação do então prefeito da Congregação para o Clero, cardeal Cláudio Hummes. Em 2010, publicou o livro “A Igreja é imaculada e indefectível”, no qual denuncia as causas profundas dos abusos cometidos contra menores ou vulneráveis.

Em 2017, o monsenhor Clá Dias renunciou ao cargo de presidente da associação internacional Arautos do Evangelho, depois de denúncias à associação por meio de um vídeo, no qual mostra uma reunião entre o fundador do Arautos e um grupo de padres que leem um suposto diálogo que um padre da associação havia tido com um suposto demônio durante um “exorcismo”. Em 2019, a associação sofreu várias denúncias de que crianças e adolescentes em internatos do Arautos sofriam humilhações, tortura, assédio e estupro por membros da associação, dentro da sede do Arautos, em Caieiras (SP). Em 23 de julho de 2024, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) encerrou o processo, dando ganho de causa aos Arautos do Evangelho.

Na nota de morte do monsenhor, os Arautos relatam que, “desde 2017” a associação “têm sido alvo de falsas denúncias por parte de inimigos da Igreja e do bem” e que, “restabelecendo a verdade, monsenhor João atravessou incólume essas ondas de difamação, seja aceitando com benevolência retratações judiciais dos acusadores, seja amealhando inúmeras vitórias processuais, consignadas em sentenças e em arquivamento de inquéritos”.

“Assim, convictos de que as biografias dos varões providenciais não se encerram nesta terra, seus ­filhos espirituais continuarão sua obra sob a proteção de Maria Santíssima, a ­fim de cumprir a missão de ser um elo entre a Santa Igreja e a sociedade civil”, escreveu a associação em nota.

Pesar e solidariedade do cardeal Odilo Scherer

O arcebispo de São Paulo, cardeal Odilo Pedro Scherer, em nome de sua arquidiocese escreveu hoje (1º), uma nota de pesar pela morte do monsenhor João Scognamiglio Clá Dias, fundador dos Arautos do Evangelho. Expressando sua “solidariedade e conforto aos membros dos Arautos do Evangelho”.

Ele também disse que a arquidiocese de São Paulo “oferece suas orações e súplicas” por monsenhor João Clá Dias e “roga a Deus que o acolha e recompense na eternidade por seu testemunho de fé e seu serviço à missão da Igreja”.

Monasa Narjara é jornalista da ACI Digital desde 2022 e foi jornalista na Arquidiocese de Brasília entre 2014 a 2015.

Publicado em ACI Digital (1 de nov de 2024 às 12:37).


80.404 visualizações 24 de nov. de 2025 A verdade OCULTA no Comissariado dos Arautos do Evangelho. Tudo sobre o Comissariado dos Arautos do Evangelho. Vamos fazer um podcast, mostrando tudo sobre o Comissariado dos Arautos do Evangelho.

Neste Podcast, com 12 episódios (última atualização em 6 de dez. de 2025), é apresentado TUDO o que aconteceu no Comissariado dos Arautos do Evangelho durante oito (8) anos, quando esteve à frente de um Processo Canônico o cardeal brasileiro BRAZ DE AVIZ, instaurado em 2017. É apresentado o livro: “O Comissariado dos Arautos do Evangelho – Crônica dos fatos 2017-2025: Punidos sem diálogo, sem provas, sem defesa“, de autoria do Dr. José Manuel e Ir. Dra. Juliane Vasconcelos”. Este processo, que se mostrou tão somente persecutório, teve por base depoimentos de ex-membros da Associação dos Arautos do Evangelho, que foram investigados por inquéritos policiais, os quais provaram serem FALSAS/FORJADAS TODAS as acusações atribuídas aos ARAUTOS DO EVANGELHO. (lbn)

*Atualização de minha parte, com base em matéria acima postada, pela ACI Digital, na qual o arcebispo emérito de Aparecida, cardeal Raymundo Damasceno Assis instituiu 69 seminaristas dos Arautos do Evangelho nos ministérios do leitorato e acolitato em uma missa no sábado, 20 de dezembro, na basílica Nossa Senhora do Rosário de Fátima, em Caieiras (SP). Esse é primeiro passo para a ordenação diaconal dos seminaristas.(lbn)

A CALÚNIA É UM PECADO GRAVE!