Palavra de Vida: “Tende coragem! Eu venci o mundo.” (João 16,33).

Com essas palavras concluem-se os discursos de despedida dirigidos por Jesus aos discípulos na sua última ceia, antes de morrer. Foi um diálogo denso, em que revelou a realidade mais profunda do seu relacionamento com o Pai e da missão que este lhe confiou.

Jesus está prestes a deixar a terra e voltar ao Pai, enquanto que os discípulos permanecerão no mundo para continuar a sua obra. Também eles, como Jesus, serão odiados, perseguidos, até mesmo mortos (cf. Jo 15,18.20; 16,2). Sua missão será difícil, como foi a Dele: “No mundo tereis aflições”, como acabara de dizer (16,33).

Jesus fala aos apóstolos, reunidos ao seu redor para aquela última ceia, mas tem diante de si todas as gerações de discípulos que haveriam de segui-lo, inclusive nós.

É a pura verdade: entre as alegrias esparsas no nosso caminho não faltam as “aflições”: a incerteza do futuro, a precariedade do trabalho, a pobreza e as doenças, os sofrimentos causados pelas calamidades naturais e pelas guerras, a violência disseminada em casa e entre os povos. E existem ainda as aflições ligadas ao fato de alguém ser cristão: a luta diária para manter-se coerente com o Evangelho, a sensação de impotência diante de uma sociedade que parece indiferente à mensagem de Deus, a zombaria, o desprezo, quando não a perseguição aberta, por parte de quem não entende a Igreja ou a ela se opõe.

Jesus conhece as aflições, pois viveu-as em primeira pessoa. Mas diz:

“Tende coragem! Eu venci o mundo.” 

Essa afirmação, tão decidida e convicta, parece uma contradição. Como Jesus pode afirmar que venceu o mundo, quando pouco depois é preso, flagelado, condenado, morto da maneira mais cruel e vergonhosa? Mais do que ter vencido, Ele parece ter sido traído, rejeitado, reduzido a nada e, portanto, ter sido clamorosamente derrotado.

Em que consiste a sua vitória? Com certeza é na ressurreição: a morte não pode mantê-lo cativo. E a sua vitória é tão potente, que faz com que também nós participemos dela: Ele torna-se presente entre nós e nos leva consigo à vida plena, à nova criação.

Mas antes disso ainda, a sua vitória consistiu no ato de amar com aquele amor maior, de dar a vida por nós. É aí, na derrota, que Ele triunfa plenamente. Penetrando em cada canto da morte, libertou-nos de tudo o que nos oprime e transformou tudo o que temos de negativo, de escuridão e de dor, em um encontro com Ele, Deus, Amor, plenitude.

Cada vez que Paulo pensava na vitória de Jesus, parecia enlouquecer de alegria. Se é verdade, como ele dizia, que Jesus enfrentou todas as contrariedades, até a adversidade extrema da morte e as venceu, também é verdade que nós, com Ele e Nele, podemos vencer todo tipo de dificuldade. Mais ainda, graças ao seu amor somos “mais que vencedores”: “Tenho certeza de que nem a morte, nem a vida […], nem outra criatura qualquer será capaz de nos separar do amor de Deus, que está no Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm 8,37; cf. 1Cor 15,57).

Então compreende-se o convite de Jesus a não ter medo de mais nada:

“Tende coragem! Eu venci o mundo.”

Essa frase de Jesus poderá nos infundir confiança e esperança. Por mais duras e difíceis que possam ser as circunstâncias em que nos encontramos, elas já foram vividas e superadas por Jesus.

É verdade que não temos a sua força interior, mas temos a presença Dele mesmo, que vive e luta conosco. “Se tu venceste o mundo” – diremos a Ele nas dificuldades, provações, tentações – “saberás vencer também esta minha ‘aflição’. Para mim, para todos nós, ela parece um obstáculo intransponível. Temos a impressão de não dar conta. Mas com tua presença entre nós encontraremos a coragem e a força, até chegarmos a ser ‘mais que vencedores’”.

Não é uma visão triunfalista da vida cristã, como se tudo fosse fácil e coisa já resolvida. Jesus é vitorioso justamente no drama do sofrimento, da injustiça, do abandono e da morte. A sua vitória é a de quem enfrenta a dor por amor, de quem acredita na vida após a morte.

Talvez também nós, como Jesus e como os mártires, tenhamos de esperar o Céu para ver a plena vitória sobre o mal. Muitas vezes temos receio de falar do Paraíso, como se esse pensamento fosse uma droga para não enfrentar com coragem as dificuldades, uma anestesia para suavizar os sofrimentos, uma desculpa para não lutar contra as injustiças. Ao contrário, a esperança do Céu e a fé na ressurreição são um poderoso impulso para enfrentar qualquer adversidade, para sustentar os outros nas provações, para acreditar que a palavra final é a do amor que venceu o ódio, da vida que derrotou a morte.

Portanto, em qualquer dificuldade, seja ela pessoal ou de outros, renovemos a confiança em Jesus, presente em nós e entre nós: Ele venceu o mundo e nos torna participantes da sua própria vitória, Ele nos escancara o Paraíso, para onde foi preparar-nos um lugar. Desse modo encontraremos a coragem para enfrentar toda provação. Seremos capazes de superar tudo, Naquele que nos dá a força.

Fabio Ciardi 

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Movimento dos Focolares/Brasil.

Publicado em I. Católica.

Dia de todos os santos – 1º de novembro

Hoje, 1º de novembro, celebramos o Dia de Todos os Santos, entretanto no Brasil, esta Solenidade é transferida para o próximo domingo. A origem desta festa se deu no século IV, com a celebração de todos os mártires, no primeiro domingo depois de Pentecostes, mas anos depois, em 835, ela foi transferida pelo papa Gregório IV para o dia 1º de novembro. Sendo que, posteriormente, a Solenidade se tornou ocasião para celebrar Todos os Santos, não só os mártires, inclusive os desconhecidos.

Portanto, celebrar a festa de Todos os Santos é fazer memória destes incontáveis irmãos que nos precedem na contemplação do rosto de Deus em nossa Pátria Celeste, é recordar o testemunho daqueles munidos de obediência ao mandato divino, crucificaram suas paixões e se ofertaram como hóstia viva por amor ao Reino dos Céus.

Sendo assim, tal celebração também nos oferece a oportunidade de refletir sobre o que é ser santo. Neste aspecto, observa-se que houve uma época que se pensou que a santidade era alcançável somente para religiosos, para tanto para refutar esse pensamento, o Concílio Vaticano II recordou sobre a “vocação universal à santidade”, e que todos são chamados à perfeição cristã, como pedira Nosso Senhor Jesus Cristo: “sede perfeitos, assim como vosso Pai celeste é perfeito” (Mt 5, 48).

Neste dia, peçamos a Jesus que “dos santos todos fostes caminho, vida, esperança, Mestre e Senhor” que nos ajude a não nos conformarmos com este mundo e a buscarmos sempre fazer da santidade nosso projeto de vida. Aos nossos Santos, agradeçamos pelas indicações deixadas de como amar a Deus, por nos apontarem que a santidade está ao nosso alcance e por intercederem por nós junto a Deus.

Todos os santos do céu, rogai por nós!

Publicado em Comunidade Olhar Misericordioso.

13 DE OUTUBRO: DIA MUNDIAL DA COMUNHÃO REPARADORA

 Hoje, dia 13 de outubro, é o dia mundial da comunhão reparadora. Nossa Senhora fez este pedido quando apareceu a Fantanelle -Itália,  à Pierina Gilli, no dia 06 de agosto do ano de 1967, quando se festejava naquele tempo a Festa da Trasnfiguração do Senhor.

Já em Fátima, a Santíssima Virgem havia ensinado na sua terceira aparição na Cova da Iria a 13 de julho de 1917, aos três pastorzinhos Lúcia, Francisco e Jacinta uma oração a ser rezada diariamente quando fizéssemos sacrifícios e penitências pelos pecadores:

Ó Jesus, é por vosso amor, pela conversão dos pecadores e em reparação pelos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria!

Os insistentes apelos da Mãe de Deus à reparação nos coloca numa posição de filhos que devem consolar o seu Coração Materno, que é transpassado de dor pelos pecados dos homens ingratos. Ofereçamos à Santíssima Mãe as nossas orações, o nosso amor, as nossas penitências e sacrifícios deste dia, como um verdadeiro ato de reparação e de amor, a fim de que muitos espinhos dolorosos que perfuram o seu amantíssimo Coração sejam tirados. Supliquemos constantemente e diariamente a conversão dos pecadores, começando por nós mesmos, a viver uma vida de acordo com a vontade de Deus, afastando-nos de tudo aquilo que possa desagradar e ofender o seu Sagrado Coração, não fazendo assim Nossa Senhora sofrer, pois não tem maior sofrimento para a Virgem Santa do que ver seu Filho Divino tão ultrajado e ofendido pelos pecados do mundo.

Os pecados que determinaram os castigos da Primeira Guerra Mundial foram:

1. A imoralidade dos costumes;

2. A decadência do clero, devida ao liberalismo e a tendência à boa vida, mesmo no clero mais conservador;

3. E -evidentemente – a heresia no clero mais progressista, isto é, o Mordenismo, condenado por São Pio X, em 1908.

Dissemos que  os pecados foram a primeira causa do primeiro castigo, e, como disse e mostrou Nossa Senhora aos pastorzinhos, muitas almas se perdiam pelos pecados no começo do século XX. Que dirá hoje?

A nossa reparação oferecida a Deus deve ser de coração, de alma e de corpo. Deus está a espera daqueles que queiram se doar pela salvação do seu próximo. O próprio Jesus nos disse: Não tem maior amor do que aquele que dá a vida por seus amigos! (Jo 15,13). É isto que Deus espera de nós: Dar a vida por seus amigos!…Dar a vida pela conversão e salvação das almas e do mundo! Ser uma luz para os outros que andam nas trevas e que estão morrendo sem fé e sem esperança. Cada ato de amor oferecido a Deus pela salvação do próximo e do mundo é uma reparação por tantos pecados e blasfêmias cometidos contra a sua Majestade Divina. Cada suor derramado pela implantação do reino de amor de Cristo no coração e nas almas, são espinhos tirados do Coração da Virgem Mãe, pois ela é consolada, quando vê os seus filhos que estavam mortos espiritualmente, sendo ressuscitados para o amor e para a graça divina.

O nosso jejum, o nosso sacrifício e a nossa penitência se tornam poderosos, cheios de frutos e das graças de Deus quando são oferecidos com um coração limpo e renovado, com um espírito novo em Deus. Não adianta querermos mudar o mundo se não mudamos o nosso interior primeiramente, e o primeiro passo que devemos dar diante de Deus é o do arrependimento, pedindo perdão dos nossos pecados. Este é o primeiro ato de reparação que fazemos a Deus, quando começamos o nosso caminho de conversão, renunciando ao pecado e ao mundo; deste ato surgirão muitos outros que se complementarão e se transformarão em luz e graça para as nossas vidas. Se queremos que os nossos atos de reparação sejam perfeitos e agradáveis ao Senhor devemos pedir o auxílio e a graça daquela que mais amou e reparou a Majestade Divina, devemos recorrer à Virgem Santa Imaculada, perfeita oferenda de amor que tanto alegrou o Coração de Deus. Em união com a Virgem Maria , a reparação nunca terá presunção, falsidade ou pecado. Nenhuma imperfeição acompanha o que é feito em união com ela. Os que fazem reparação com a Virgem Imaculada, os fazem com sua fé. O que eles executam imperfeitamente, por distração, cansaço ou outra coisa, torna-se perfeito através da Virgem Maria. Precisamos pedir à Santíssima Virgem, sinceramente e de todo o coração, então ela rezará conosco. Quem tem amor-próprio não conseguirá jamais reparar, pois o amor próprio busca somente aos interesses pessoais, enquanto o amor ao próximo busca os interesses de Deus, pela salvação do mundo.

Publicado em A.R.R.P.I – Santuário de Itapiranga.

Hoje a Igreja celebra o Imaculado Coração de Maria

MEMÓRIA – 25.06.2022

REDAÇÃO CENTRAL, 25 jun. 22 / 05:00 am (ACI).- No dia após a solenidade do Sagrado Coração de Jesus, a Igreja celebra a festa do Imaculado Coração de Maria, a fim de mostrar que estes dois corações são inseparáveis e que Maria sempre leva a Jesus.

Esta celebração foi criada pelo papa Pio XII, em 1944, para que, por intercessão de Maria se obtenha “a paz entre as nações, liberdade para a Igreja, a conversão dos pecadores, amor à pureza e a prática da virtude”.

São João Paulo II declarou que esta festividade em honra à Mãe de Deus é obrigatória e não opcional. Ou seja, deve ser realizada em todo o mundo católico.

Durante as aparições da Virgem de Fátima aos três pastorinhos em 1917, Nossa Senhora disse a Lúcia: “Jesus quer servir-Se de ti para Me fazer conhecer e amar. Ele quer estabelecer no mundo a devoção ao Meu Imaculado Coração”.

“A quem a abraçar, prometo a salvação; e serão queridas de Deus estas almas, como flores postas por Mim a adornar o Seu Trono”.

Em outra ocasião, disse-lhes: “Sacrificai-vos pelos pecadores e dizei muitas vezes, em especial sempre que fizerdes algum sacrifício: ‘Ó Jesus, é por Vosso amor, pela conversão dos pecadores, e em reparação pelos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria’”.

Muitos anos depois, quando Lúcia era uma postulante no Convento de Santa Doroteia, em Pontevedra (Espanha), a Virgem lhe apareceu com o menino Jesus e, mostrando-lhe o seu coração rodeado por espinhos, disse: “Olha, minha filha, o meu Coração cercado de espinhos que os homens ingratos a todos os momentos me cravam com blasfêmias e ingratidões”.

“Tu, ao menos, vê de me consolar e diz que, todos aqueles que durante cinco meses no primeiro sábado, se confessarem, recebendo a Sagrada Comunhão, rezarem um terço e me fizerem 15 minutos de companhia, meditando nos 15 mistérios do rosário com o fim de me desagravar, eu prometo assistir-lhes à hora da morte com todas as graças necessárias para a salvação dessas almas’”.

Publicado em ACI Digital.

Homilia Diária | Sexta-feira Santa – “Como cordeiro ao matadouro” – Padre Paulo Ricardo

Ficheiro:1583 Annibale Caracci, Crucifixion Santa Maria della Carità, Bologna.jpg

Publicado em Padre Paulo Ricardo.

Imagem: Wikipédia (Annibale Caracci, Crucifixion Santa Maria della Carità, Bologna, 1583).

As Dores de Nossa Senhora na Paixão de Cristo (Biografia dos Santos)

 

Uma espada transpassará a tua alma.(Lc 2, 35)

A profecia de Simeão se realizou em plenitude na Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo. O sofrimento que Maria passou em todo o martírio de Jesus nos sensibiliza e nos cativa a contemplar as dores de Maria na Paixão de Cristo.

 1ª Dor: Saber que seu amado e querido Filho Jesus Cristo, foi traído por um dos seus discípulos.(Lc 22, 47-48)

 Jesus foi traído por um dos discípulos que freqüentava a sua casa. Um dos que eram servidos sempre com carinho e amor quando visitavam a Casa de Maria. Saber que, Jesus, a Suma Bondade, que em toda vida testemunhou a perfeita fidelidade a Maria e José, e, a Deus-Pai, estava sofrendo injustamente uma traição para pagar os pecados de toda humanidade. Pai Nosso. Ave-Maria. Glória.

2ª Dor: Saber que seu amado e querido Filho, Jesus Cristo, foi preso.(Lc 22, 54)Quanto sofrimento passou Maria ao saber da prisão do Seu Filho Jesus. Jesus que é manso e humilde de coração. Jesus que curou cegos, paralíticos, coxos, leprosos; Jesus que ressuscitou a filha de Jairo e o amigo Lázaro. Jesus que, pregou a todos a misericórdia e o amor. Jesus, a Suma Bondade é preso injustamente para que, toda humanidade fosse liberta da prisão do pecado e pudesse assim encontrar a graça da salvação pela morte e Ressurreição de Jesus. O sofrimento de Maria foi extremo. Saber que o seu único Filho, estava preso mesmo sendo inocente. Saber que, estava sendo humilhado, tratado sem misericórdia, sendo que, em toda a vida Jesus pregou misericórdia para todos. Quão grande a dor inconsolável de Mãe. Pai Nosso. Ave Maria. Glória.

  3ª Dor: Saber que seu amado e querido Filho, Jesus, foi escarnecido, injuriado e recebeu bofetadas dos soldados.

 Maria e José sempre cuidaram com carinho, zelo, amor, união e ternura o Filho Jesus. Desde a infância Jesus foi tratado com amor e carinho. Em nenhum momento se viu qualquer olhar de repreensão na sagrada família, pois Jesus é manso e humilde de coração. Sempre foi obediente e cheio de sabedoria. Na perda e encontro de Jesus conversando com os doutores da Lei, Deus já estava preparando Maria para a imensa dor que enfrentaria na Paixão de Cristo. Pois, Maria e José ficaram três dias angustiados com a perda do Menino Jesus. Esta aflição de ficar três dias longe do menino Jesus foi uma grande dor no coração de Maria. Esta dor de Mãe que ficou três dias aflita e longe do filho sem saber notícias, preparou o coração de Maria para uma dor ainda maior que seria os três dias que ficaria ausente do Filho após a morte de cruz que haveria de passar. Vejamos a palavra da perda e do encontro do menino Jesus.Pai Nosso. Ave Maria. Glória.

 A Perda e o Encontro do Menino Jesus no Templo

Tendo ele atingido doze anos, subiram a Jerusalém, segundo o costume da festa. Acabados os dias da festa, quando voltavam, ficou o menino Jesus em Jerusalém, sem que os seus pais o percebessem. Pensando que ele estivesse com os seus companheiros de comitiva, andaram caminho de um dia e o buscaram entre os parentes e conhecidos. Mas não o encontrando, voltaram a Jerusalém, à procura dele. Três dias depois o acharam no templo, sentado no meio dos doutores, ouvindo-os e interrogando-os. Todos os que o ouviam estavam maravilhados da sabedoria de suas respostas. Quando eles o viram, ficaram admirados. E sua mãe disse-lhe: Meu filho, que nos fizeste?! Eis que teu pai e eu andávamos à tua procura, cheios de aflição. Respondeu-lhes ele: Por que me procuráveis? Não sabíeis que devo ocupar-me das coisas de meu Pai? Eles, porém, não compreenderam o que ele lhes dissera. Em seguida, desceu com eles a Nazaré e lhes era submisso. Sua mãe guardava todas estas coisas no seu coração. E Jesus crescia em estatura, em sabedoria e graça, diante de Deus e dos homens.(Lc 2, 42-52).

 4ª Dor: Saber que seu amado e querido Filho, Jesus, foi acusado injustamente com violência pelos príncipes dos sacerdotes e tratado com desprezo por Herodes.

 Maria teve o grande sofrimento de saber de todas as falsas acusações que faziam para o seu querido Filho. Jesus foi tratado na Paixão de Cristo de forma inversa ao que viveu e ensinou. As obras de Jesus são sempre boas e seu testemunho de vida é de amor, justiça e misericórdia. Mas para pagar os pecados da humanidade assumiu nossas culpas e recebeu grandes injúrias e violência aceitando com mansidão todo sofrimento, pois quis doar a Sua vida para nos salvar.Pai Nosso. Ave Maria. Glória.

 “Em verdade, ele tomou sobre si nossas enfermidades, e carregou os nossos sofrimentos”.(Isaías 53, 4).

 5ª Dor: A flagelação de Jesus.(João 19, 1).

 A flagelação de Jesus foi um momento de grande sofrimento de Maria. Jesus que, só recebeu amor e carinho de Maria e José, que, nunca sofreu nenhum arranhão de ninguém, é coberto de violência, a pedido de Pilatos, e recebe em seu corpo a extrema dor da flagelação. Maria que em nenhum momento se desesperou, manteve o silêncio e a paz diante de todos os sofrimentos que Jesus passava para que, o plano de Deus se cumprisse e toda humanidade fosse salva, mas no coração de Mãe a dor era imensa. Pai Nosso. Ave Maria. Glória.

  6ª Dor: A Coroação de espinhos(João 19, 2-3).

 Maria sofre grande dor ao ver seu Filho Jesus coroado de espinhos e toda face dolorosa e ensangüentada de Jesus. Maria que ama Jesus com todo o coração compartilha no coração do sofrimento do filho. O coração de Mãe quer retirar cada espinho de Jesus para diminuir-lhe a dor, mas a obediência à vontade de Deus compreende que o sofrimento do Filho traz consigo a salvação de toda humanidade. Por isso, resolve silenciar e transmitir o amor de sua presença pura e maternal.Pai Nosso. Ave Maria. Glória.

7ª Dor: O povo pede que Jesus, o Salvador, seja crucificado e resolve soltar o homicida do Barrabás.(Lc 23, 24-25).

 Maria sofre enorme dor ao ver, seu Amado Filho Jesus, ser preso. Mais a dor aumenta ao saber que preferem soltar o homicida do Barrabás e deixar Jesus, o Salvador, preso. Esta dor em Maria é revivida nos dias de hoje quando resolvemos soltar o ódio e o rancor contra o próximo e prendemos o amor. A prisão de Jesus simboliza a escolha do ser humano pelo pecado. Por isso, se quisermos decidir por soltar Jesus devemos abrir nosso coração para amar a todos, inclusive os que nos maltratam ou ofendem.Pai Nosso. Ave Maria. Glória.

 8ª Dor: Jesus carrega a cruz.(Lc 23, 26).

 Maria sente uma profunda dor ao ver que Seu Amado Filho Jesus, mesmo após todos sofrimento das chagas feitas pela flagelação e pela coroação de espinhos, ainda é obrigado a carregar pesadíssima cruz. Maria que queria no coração que tudo parasse para tratar das feridas do filho. Maria que desde a concepção cuidou de Jesus com todo carinho, amor e ternura, se vê num sofrimento indizível ao ver as dores que Jesus suporta, mas o seu conforto está na obediência à vontade de Deus-Pai e na salvação da humanidade.Pai Nosso. Ave Maria. Glória.

 9ª Dor: A tríplice queda de Jesus

 Contemplamos o doloroso sofrimento de Maria Santíssima ao ver seu Filho Jesus cair três vezes diante do peso da cruz. Maria que ensinou Jesus a andar quando ainda era bebê, que o levantava quando caia ao aprender a andar, teve que, suportar o sofrimento de ver seu amado Filho Jesus caído por três vezes, pelo peso da cruz, sem nada poder fazer, pois se no seu coração o desejo de mãe de levantá-lo era forte, muito mais forte era o amor a obediência divina para que fosse cumprido o plano de Deus e toda a humanidade fosse redimida dos pecados com a salvação que nos seria dada pela crucificação, morte e Ressurreição de Jesus.Pai Nosso. Ave Maria. Glória.

 Meditação da Paixão pelo Vaticano – Papa Bento XVI

A tradição da tríplice queda de Jesus sob o peso da cruz recorda a queda de Adão – o ser humano caído que somos nós – e o mistério da associação de Jesus à nossa queda. Na história, a queda do homem assume sempre novas formas. Na sua primeira carta, S. João fala duma tríplice queda do homem: a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida. Assim interpreta ele a queda do homem e da humanidade, no horizonte dos vícios do seu tempo com todos os seus excessos e depravações. Mas, olhando a história mais recente, podemos também pensar como a cristandade, cansada da fé, abandonou o Senhor: as grandes ideologias, com a banalização do homem que já não crê em nada e se deixa simplesmente ir à deriva, construíram um novo paganismo, um paganismo pior que o antigo, o qual, desejoso de marginalizar definitivamente Deus, acabou por perder o homem. Eis o homem que jaz no pó. O Senhor carrega este peso e cai… cai, para poder chegar até nós; Ele olha-nos para que em nós volte a palpitar o coração; cai para nos levantar.

http://www.vatican.va/news_services/liturgy/2005/via_crucis/po/station_07.html

 10ª Dor: Jesus é crucificado juntamente com dois malfeitores.(Lc 23-33).

 Contemplamos toda imensa dor que Maria sentiu ao ver que Jesus estava sendo crucificado. Toda dor de Mãe ao ver seu único e amado Filho ser morto de forma cruel. Jesus o cordeiro manso, humilde e inocente dando a própria vida pela salvação da humanidade. Maria além da dor indizível de ver seu filho sofrer no madeiro da cruz, também, sofre por Jesus ter sido crucificado de forma humilhante, no meio de dois malfeitores. O Justo dos justos, O Rei dos reis, tendo uma morte cruenta juntamente com dois ladrões. Se na vida teve o convívio dos discípulos, do amigo Lázaro, da amiga Marta e Maria, de Sua querida e terna Mãe Maria Santíssima, na morte teve como companhia dois ladrões.Pai Nosso. Ave Maria. Glória.

 Foi-lhe dada sepultura ao lado de criminosos e ao morrer achava-se entre malfeitores, se bem que não haja cometido injustiça alguma, e em sua boca nunca tenha havido mentira. (Isaías 53, 9).

11ª Dor: Jesus é escarnecido, zombado na cruz pelos príncipes dos sacerdotes e pelos soldados e blasfemado pelo ladrão mau.(Lc 23, 35-38).

 Maria vê o sofrimento do seu filho e sente profunda dor ao vê-lo com o corpo todo chagado e sofrido e, ainda, ver os algozes O humilharem constantemente sem piedade nem misericórdia. Maria que amou Jesus por toda a vida sofreu profundamente com a dor do seu único Filho sendo maltratado e humilhado. Maria que sempre guarda as palavras de Deus no coração tem o sofrimento de ouvir blasfêmias, perseguições e injúrias dos algozes e do ladrão mau ao Seu Querido Filho Jesus.Pai Nosso. Ave Maria. Glória.

 12ª Dor: Jesus se despede de Maria e recomenda João como filho. (João 19, 26-27).

 Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe: Mulher, eis aí teu filho. Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E dessa hora em diante o discípulo a levou para a sua casa.(João 19, 26-27).

 Toda dor da despedida que Maria sofreu foi amplamente dolorosa. A dor da separação lembrou o momento da perda e reencontro de Jesus no templo. Deus já havia preparado Maria para o momento de aflição que passaria na morte de Jesus, mas Jesus vendo a dor e a saudade que a Mãe iria ficar do amado Filho, resolve recomendar o discípulo que mais se assemelhou a Jesus no amor, João. Por João ter ficado presente no momento da cruz recebeu o presente de receber Maria como Mãe. Nos dias de hoje, torna-se clara a necessidade de enfrentarmos nossa cruz com fidelidade, pois assim, teremos a certeza de recebemos o apoio maternal da Bem-Aventurada sempre Virgem Maria que, é nossa Mãe e nos auxilia com Sua poderosa Intercessão para vencermos todas as tentações e adquirirmos todas as virtudes que necessitamos para ser santo.

 João sempre diz no evangelho que é o discípulo mais amado, mais esta certeza dele, não estava pautada na diferenciação do amor de Jesus em relação aos discípulos. Esta certeza de ser mais amado foi concretizada na perfeita escolha de João para cuidar de Maria, como sua Mãe e na entrega de João à Maria para que ela cuidasse dele como seu amado Filho. João tinha um coração de criança puro e dócil e seria o consolador de Maria após a Sua morte. Esta entrega de Maria à João como filho e de João à Maria como Mãe é a certeza que Jesus nos entregou Sua própria Mãe para que  a assumíssemos como Mãe da humanidade e Rainha dos anjos e dos santos no céu. Jesus quis nos ensinar que para sermos filhos amados de Maria devemos ser como João, dócil, humilde, fiel e não fugir da cruz. Mas, antes, ajudar a consolar aquele que sofre e ser sensível a dor alheia. João não teve medo de morrer por assistir a crucificação de Jesus, por isso teve ainda uma vida longa.(João 21, 18-23).

 Jesus disse: Se alguém quiser vir comigo, renuncie-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me. Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas aquele que tiver sacrificado a sua vida por minha causa, recobrá-la-á.(Mateus 16, 24-25).Pai Nosso. Ave Maria. Glória.

 13ª Dor: A morte de Jesus. (João 19, 28-30)

 A morte de Jesus é o momento do cumprimento da profecia de Simeão que disse: Uma espada transpassará a tua alma. (Lc 2, 35)

 É o momento de profunda dor no Coração Imaculado de Maria. Um sofrimento que é indizível e não dá para mensurar, pois se já é dolorido para a Mãe ver um filho morrer, imagine para Maria Santíssima que é de coração terno, doce, puro, amável, e que, ama completamente com todas as suas forças o Filho Jesus. Imagine ver morrer um Filho perfeito. Perfeito na obediência, perfeito no carinho, perfeito na pureza, perfeito nas virtudes, perfeito na paz, perfeito na alegria, perfeito na paciência, perfeito na verdade, perfeito na justiça, perfeito em toda sua vida, perfeito no amor. Jesus é a perfeição! Contemplamos toda dor que Maria sentiu na morte de Jesus até a alegria da Ressurreição no terceiro dia.Pai Nosso. Ave Maria. Glória.

Oração: Por todas estas dores, te pedimos Maria a sua intercessão para que sejamos preservados de todo mal e protegidos contra as ciladas do inimigo. Mãe querida, peço humildemente que, me ajudais a sair de todos os vícios da carne, os pecados da língua, e todas impurezas do olhar, do pensamento, e do ouvido. Ó Mãe querida, te peço que possa, pela Sua Poderosa Intercessão, aumentar em mim a fé e as virtudes que preciso para ser santo. Amém.

Nossa Senhora das Dores, Rogai por nós!

Publicado em Biografia dos Santos.

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