Relógio da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo – Sexta-Feira Santa (2026)

Acompanhe conosco as 24 horas da Paixão de Nosso Senhor com as meditações do  livro “Vida e Paixão do Cordeiro de Deus” da Bem-Aventurada Anna Catarina Emmerich.

O Relógio da Paixão de Cristo é uma reconstituição dos acontecimentos da nossa Salvação desde o fim da tarde [da Quinta-Feira Santa] até o sepultamento de Jesus.

Em cada hora da sua Paixão, o próprio Cristo nos convida a fazer-Lhe companhia e a consola-Lo com nosso amor!

O “Relógio da Paixão” não pretende ser uma “descrição minuciosa” da Paixão — com os horários exatos em que se deram os últimos acontecimentos da vida de Cristo. Baseia-se, antes, em estimativas colhidas dos próprios Evangelhos canônicos.

A finalidade dessa prática de piedade não é senão fornecer matéria para que cresçamos no amor a Jesus crucificado.

Acompanhe e medite conosco as 24 horas da Paixão de Cristo:

19hs – Jesus Lava os Pés de Seus Discípulos

“Jesus, ensinando sobre o lava pés, disse que era uma purificação das faltas quotidianas, porque os pés, caminhando descuidadamente na terra, se sujavam continuamente. Esse banho dos pés era espiritual e uma espécie de absolvição. Pedro, porém, viu nele apenas uma humilhação muito grande para o Mestre; não sabia que Jesus, para salvá-lo e aos outros homens, se humilharia na manhã seguinte até a morte de cruz.”

20hs – Jesus na última Ceia – Institui a Santíssima Eucaristia

“Não me lembro de ter visto o Senhor comer as espécies consagradas, a não ser que eu não reparasse. Dando o Santíssimo Sacramento, deu-se de modo que parecia sair de si mesmo e derramar-se nos Apóstolos, em uma efusão amor misericordioso.”

21hs – Jesus Reza no Horto das Oliveiras

“Quando Jesus se afastou dos discípulos, vi em redor dele um largo círculo de imagens horríveis, o qual se apertava mais e mais. Cresceu-lhe a tristeza e a tribulação e retirou-se tremendo para dentro da gruta, semelhante ao homem que, fugindo de uma repentina tempestade, procura abrigo para rezar; vi, porém, que as imagens assustadores o perseguiram lá dentro da gruta, tornando-se cada vez mais distintas. A estreita caverna parecia encerrar o horrível espetáculo de todos os pecados cometidos, desde a primeira queda do homem até ao fim dos séculos, como também todos os castigos.”

22hs – Jesus Entra em Agonia e Sua Sangue

“A princípio estava Jesus de joelhos, rezando tranquilamente; mais tarde, porém, se lhe assustou a alma, à vista da atrocidade dos inumeráveis crimes e da ingratidão dos homens para com Deus; assaltaram-no na angústia e dor tão veementes, que suplicou tremendo: ‘Meu pai, se for possível: passe este cálice longe de mim. Meu Pai, tudo vos é possível: afastai este cálice de mim’. Depois sossegou e disse: ‘Não faça, porém, a minha vontade, mas a vossa’. A sua vontade e a do Pai eram uma só, mas entregue à fragilidade da natureza humana, por amor, Jesus tremia à vista da morte.”

23hs – Jesus Recebe o Beijo de Judas, o traidor

“Judas aproximou-se então de Jesus, abraçou e beijou-o dizendo: ‘Deus te salve, Mestre’. E Jesus disse: ‘Judas, é com um beijo que atraiçoas o Filho do Homem?’. Então os soldados cercaram Jesus e os oficiais, avançando, puseram as mãos em Nosso Senhor.”

0hs – Jesus é Preso e conduzido

“Amarraram Jesus de uma maneira cruel, com as mãos sobre o peito, prendendo sem compaixão o pulso da mão direita por baixo do cotovelo do braço direito, com cordas novas e duras, que lhe cortavam a carne. Passaram-lhe em volta do corpo um cinturão largo, no qual havia pontas de ferro e argolas de fibra ou vime, nas quais amarram-lhe uma espécie de colar, no qual havia pontas e outros corpos pontiagudos para ferir; desse colar saíam, como uma estola, duas correias cruzadas sobre o peito até o cinturão, ao qual foram fortemente apertadas e ligadas. Fixaram ainda, em diversos pontos do cinturão, quatro cordas compridas, pelas quais podiam arrastar Jesus para lá e para cá, conforme lhes ditava a maldade. Todas essas correias eram novas e parecias preparadas de propósito desde que começaram a pensar em prender Jesus.”

1h – Jesus é Conduzido a Anás

“Jesus estava em pé diante de Anás, calado, de cabeça baixa, pálido, cansado, com as vestes molhadas e enlameadas, as mãos amarradas, seguro com cordas pelos oficiais. Anás, velho malvado, magro, com pouca barba, cheio de impertinência e de orgulho farisaico, sorria hipocritamente, como se não soubesse de nada e se admirasse de ser Jesus o preso que lhe haviam anunciado. A arenga com que recebeu Jesus, não sei repeti-la com as mesmas palavras, mas era mais ou menos a seguinte: ‘Olá! Jesus de Nazaré! És tu? Onde estão então seus discípulos, os teus numerosos adeptos? Onde está teu reino? Parece que tudo saiu muito diferente do que pensavas! Acabaram agora as injúrias; esperávamos pacientemente até que estivesse cheia a medida das tuas blasfêmias, dos teus insultos aos sacerdotes e violações do Sábado. Quem são os teus discípulos? Onde estão? Agora te calas? Fala, agitador e sedutor do povo! Já comeste o cordeiro pascal de modo insólito, à hora e em lugar fora de costume. Queres introduzir uma nova doutrina? Quem te deu o direito de ensinar? Onde estudaste, fala! Qual é a tua doutrina?”.

2hs – Jesus é Entregue a Caifás

“Caifás, furioso pelos depoimentos contraditórios e a confusão das duas últimas testemunhas, levantou-se do assento, desceu alguns degraus até estava Jesus, e disse: ‘Não responder nada a esta acusação?’. Indignou-se, porém, de Jesus não o olhar; os oficiais puxaram então, pelos cabelos, a cabeça de Nosso Senhor, para trás e bateram-lhe com os punhos por baixo do queixo. Mas o Senhor não levantou os olhos. Caifás, porém, estendeu com veemência as mãos e disse em tom furioso: ‘Conjuro-te pelo Deus vivo, que nos digas se és o Cristo, o Messias, o Filho de Deus Bendito!’.”

3hs – Jesus é Negado por Pedro

“Fatigado pelas angústias e o medo, tinha-se esquecido da promessa presunçosa de querer antes morrer do que negar o aviso profético de Jesus; mas à vista do Mestre, esmagou-o a lembrança do crime que acabava de cometer. Tinha pecado; pecado contra o Salvador, tão cruelmente tratado, condenado inocente, sofrendo tão resignado toda a horrível tortura. Como desvairado de contrição, saiu apressadamente pelo pátio exterior, a cabeça velada e chorando amargamente; não temia mais ser interrogado; teria então dito a todos quem era e que pecado se pesava na consciência. ⠀

Quem se atreveria a dizer que em tais perigos, angústias, em tal pavor e confusão, numa tal luta entre amor e medo, cansado, insone, prestes a perder a razão pela dor de tantos e tão tristes acontecimentos dessa noite horrível, com uma natureza tão simples como ardente, quem se atreveria a dizer que, em iguais condições teria sido mais forte do que Pedro?”

4hs – Jesus é condenado a Morte pelo Sinédrio

“Levantaram-se todos, cobrindo Jesus de escárnio e insultos, chamando-o de vagabundo, miserável, de obscuro nascimento, que queria ser o Messias e sentar-se à direita de Deus. Deram ordem aos oficiais de amarrá-lo de novo, pôr lhe uma cadeia de ferro em redor do pescoço, como aos condenados à morte, para assim levá-lo ao tribunal de Pilatos.”

5hs – Jesus é Conduzido a Pilatos

“Pilatos olhou para Jesus com assombro e disse-lhe: ‘És então o rei dos judeus?’. Jesus respondeu: ‘Dizeis isso de ti mesmo ou foram outros que te disseram isto de mim?’. Pilatos, indignado de ver Jesus julgá-lo tolo a ponto de perguntar espontaneamente a um homem tão pobre e miserável se era rei, disse em tom desdenhoso: ‘Por acaso sou judeu, para me interessar por tais misérias? Teu povo e seus sacerdotes entregaram-te a mim, para condenar-te como réu de crime capital; dize-me, pois, o que fizeste?’. Respondeu-lhe Jesus em tom solene: ‘O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, eu teria servidores, que combateriam por mim, para não me deixar cair nas mãos dos judeus; mas meu reino não é deste mundo’. Pilatos estremeceu ao ouvir essas graves palavras de Jesus e disse pensativo: ‘Então és mesmo rei?’. Jesus respondeu: ‘É como dizes, sou rei. Nasci e vim a este mundo para dar testemunho da verdade e todo aquele que é da verdade atende à minha voz’.

6hs – Jesus é Desprezado por Herodes

“Proferiram acusações tumultuosamente, logo ao entrarem; Herodes, porém, olhou com curiosidade para Jesus e quando o viu tão desfigurado e maltratado, o cabelo desgrenhado, o rosto lacerado e coberto de sangue e imundícies, a túnica toda suja de lama, esse rei mole e voluptuoso sentiu dó e nojo. Virou o rosto, com um gesto de nojo, e disse aos sacerdotes: ‘Levai-o daqui, limpai-o; como podeis trazer à minha presença um homem tão sujo e maltratado?’. Os oficiais levaram então Jesus ao átrio; trouxeram água numa bacia e um esfregão e limparam-no cruelmente; pois o rosto estava ferido e passavam o esfregão com brutalidade.”

7hs – Jesus é devolvido a Pilatos

“Cada vez mais enfurecidos, tornaram os príncipes dos sacerdotes e os inimigos de Jesus a trazê-lo de novo de Herodes a Pilatos. Estavam envergonhados de não lhe ter conseguido a condenação e ter de voltar novamente para aquele que já o tinha declarado inocente. Por isso tomaram na volta outro caminho, cerca de duas vezes mais longo, para mostrá-lo naquela humilhação em outra parte da cidade, para poder maltratá-lo tanto mais pelo caminho e dar tempo aos agentes de instigaram o povo a agir conforme as maquinações tramadas.”

8hs – Jesus é Flagelado

“Nosso Senhor e Salvador, o Filho de Deus, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, contraía-se e torcia-se, como um verme, sob os açoites dos celerados; ouviam-se os Seus gemidos e lamentos, doces e claros, como uma prece afetuosa no meio de dores dilacerantes, entre o sibilar e estalar dos açoites carrascos (…) Os violentos golpes rasgaram todas as contusões do santo corpo de Jesus; o sangue regou o chão, em redor da coluna, e salpicou os braços dos carrascos. Jesus gemia, rezava, torcia-se de dor.”

9hs – Jesus é Coroado de Espinhos

“Arrancaram de novo toda a roupa do corpo ferido de Jesus e impuseram-lhe um manto de soldado, curto, vermelho, velho e já roto, que nem lhe chegava até os joelhos. Pendiam dele ainda alguns restos de borlas amarelas; jaziam em um canto do quarto dos verdugos, que costumavam impô-los aos que tinham açoitado, seja para enxugar lhes o sangue, seja para escarnecê-lo. Arrastaram a Jesus para a coluna e empurraram-no brutalmente, com o corpo despido e ferido, sobre o escabelo coberto de pedras e cacos. Depois lhe puseram a coroa de espinhos na cabeça. Essa tinha dois palmos de altura, era muito espessa e trançada com arte; em cima tinha uma borda um pouco saliente. Puseram-lhe com muita força, de modo que formavam uma coroa ou um chapéu.”

10hs – Jesus, Posposto a Barrabás, é Condenado a Morte

“Jesus, ainda vestido do rubro manto irônico, com a coroa de espinhos na cabeça, as mãos ligadas, foi então conduzido pelos oficiais e soldados que o cercavam, entre os assobios do povo, para o tribunal, onde o colocaram entre os dois ladrões. Pilatos, sentado no tribunal, disse mais uma vez, em voz alta, aos inimigos de Jesus: ‘Eis aí o vosso rei!’. Eles, porém, gritaram: ‘Fora! Morra! Crucifica-o!’. Pilatos disse: ‘Devo então crucificar o vosso rei?’. Mas os príncipes dos sacerdotes gritaram: ‘Não temos outro rei senão o César’. Então Pilatos não disse mais palavra em favor de Jesus, nem mais lhe falou, mas começou a pronunciar a sentença: ‘Por isso condeno Jesus Nazareno, rei dos judeus, a ser pregado na cruz!’.”

11hs – Jesus Recebe a Cruz e a Abraça por Nós

“Quando jogaram a cruz no chão, aos pés de Jesus, ele se ajoelhou junto à mesma e, abraçando-a, beijou-a três vezes, dirigindo ao Pai Celestial, em voz baixa, uma oração comovente de ação de graças pela redenção do gênero humano, a qual ia realizar. Como os sacerdotes, entre os pagãos, abraçam um altar novo, assim abraçou Jesus a cruz, o eterno altar do sacrifício cruento da expiação. Os carrascos, porém, com um arranco nas cordas, fizeram Jesus ficar ereto, de joelhos, obrigando-o a carregar penosamente o pesado madeiro ao ombro direito e com o braço direito segurá-lo, com pouco e cruel auxílio dos carrascos. Vi anjos ajudando-o invisivelmente, pois sozinho não teria conseguido suspendê-l; ajoelhava-se, curvado sob o pesado fardo.”

12hs – Jesus é Despojado das Vestes e Crucificado

“Jesus, imagem viva da dor, foi estendido pelos carrascos sobre a cruz; ele próprio se sentou sobre ela e eles brutalmente o deitaram de costas. Colocaram-lhe a mão direito sobre o orifício do prego, no braço direito da cruz, e aí lhe amarraram o braço. Um deles se ajoelhou sobre o Seu santo peito, enquanto outro lhe segurava a mão, que estava se contraindo, e um terceiro colocou o cravo grosso e comprido, com a ponta limada, sobre essa mão cheia de benção, e cravou-a nela, com violentas pancadas de um martelo de ferreiro. Doces e claros gemidos ouviram-se da boca do Senhor; o sangue sagrado salpicou os braços dos carrascos; rasgaram-lhe os tendões da mão, os quais foram arrastados, com o prego triangular, para dentro do estreito orifício. Contei as marteladas, mas esqueci, na minha dor, esse número. A Santíssima Virgem gemia baixinho e parecia estar sem sentidos exteriormente; Madalena estava desvairada.”

13hs – Jesus perdoa o bom ladrão

Dimas diz ao outro ladrão “Nem sequer temes a Deus, tu que sofres o mesmo suplício? Quanto a nós, fez-se justiça

pois recebemos o castigo que as nossas ações mereciam,

mas Ele nada praticou de condenável”.

E acrescentou: “Jesus, lembra-Te de mim quando estiveres no teu reino”.

Ele respondeu-lhe: “Em verdade te digo: Hoje estarás Comigo no Paraíso”.

14hs – Jesus nos Deixa Maria por Mãe

“Assim não é de admirar que Jesus, dirigindo-se à Santíssima Virgem, não dissesse ‘Mãe’, mas ‘mulher’; pois que ela ali estava na sua dignidade de mulher que devia esmagar a cabeça da serpente, naquela hora em que aquela promessa se realizava, pelo sacrifício do Filho do Homem, seu próprio filho. Não era de admirar lá que Jesus desse João por filho àquela a quem o Anjo saudava: ‘Ave Maria, cheia de graça’, porque o nome de João significa ‘graça’, pois todos são o que os respectivos nomes significam e João tornara-se filho de Deus e Jesus Cristo vivia nele. Percebia-se que Jesus, naquele momento, dava com aquela palavras uma mãe, Maria, a todos que, como João, o recebem e, crendo nele, se tornam filhos de Deus, que não foram nascidos do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas do próprio Deus.”

15hs – Jesus Morre na Cruz

“Tendo chegado a hora da agonia, Nosso Senhor lutou com a morte e um suor frio cobriu-lhe os membros. João estava sob a cruz e enxugou lhe os pés com o sudário. Madalena, esmagada pela dor, encostava-se à cruz no lado de trás. A Santíssima Virgem estava entre a cruz do bom ladrão e a de Jesus, amparada pelos braços de Maria de Cléofas e Salomé, olhando para o Filho, que lutava com a morte. Então disse Jesus: ‘Tudo está consumado!’ e, levantando a cabeça, exclamou em alta voz: ‘Meu Pai, em vossas mãos entrego o meu espírito”. Foi um grito doce e forte, que penetrou o Céu e a terra; depois inclinou a cabeça e expirou.”

16hs – Jesus é Transpassado Pela Lança

“A Santíssima Virgem e os outros, cujos olhos estavam sempre fixos no Salvador, viram a súbita ação do oficial com grande angústia e acompanharam o golpe da lança com um grito de dor, precipitando-se para a cruz. Maria caiu nos braços das amigas, como se a lança lhe tivesse atravessado o próprio coração e sentisse o ferro cortante atravessá-lo de lado a lado.”

17hs – Jesus é Descido da Cruz

“(…) Foi, pois, e tirou o corpo de Jesus. Acompanhou-o Nicodemos (aquele que anteriormente fora de noite ter com Jesus), levando umas cem libras de uma mistura de mirra e aloés. Tomaram o corpo de Jesus e envolveram-no em panos com os aromas, como os judeus costumam sepultar.” (Jo 19, 38-40)

18hs – Jesus é Sepultado

“No lugar em que ele foi crucificado havia um jardim, e no jardim um sepulcro novo, em que ninguém ainda fora depositado. Foi ali que depositaram Jesus por causa da Preparação dos judeus e da proximidade do túmulo.” (Jo 19, 41-42)

Fonte:  Livro “Vida e Paixão do Cordeiro de Deus” – Beata Anna Catarina Emmerich.

Publicado em Devoção e Fé – Blog Católico.

São João da Cruz – Memória – 14 de dezembro

Origens

Juan de Yepes era seu nome de batismo. Nasceu em 1542, em Fontivaros, pertencente à província de Ávila, na Espanha. Seu pai, Gonzalo de Yepes, descendia de uma família tradicional e rica de Toledo. Porém, por ter se casado com uma jovem de família humilde, perdeu os direitos da herança. Catarina Alvarez, sua esposa e mãe de São João da cruz, era vista como sendo de classe inferior. Gonzalo, pai de São João da Cruz, faleceu ainda jovem, quando João ainda era uma criança. Por isso, a viúva, desprezada pela família do marido e obrigada a trabalhar para sobreviver, mudou-se com os filhos para a cidade de Medina.

Trabalho e vocação

Em Medina, João, já jovem, começou a trabalhar. Ele tentou algumas profissões. A última foi a de ajudante no hospital da cidade. À noite, João estudava gramática no colégio dos jesuítas. Sob a influência dos padres da Companhia de Jesus, a espiritualidade do jovem João de Yepes desabrochou. Por isso, aos vinte e um anos, ele entrou na Ordem Carmelita, procurando uma vida de oração profunda.

Estudos e caridade

Após o noviciado, João de Yepes foi transferido para a Universidade de Salamanca, com o objetivo de terminar o estudo da filosofia e da teologia. Mesmo cursando a Universidade, que exigia dele toda a dedicação aos estudos, João encontrava tempo para a caridade e fazia questão de visitar os doentes nos hospitais ou nas residências, onde prestava seu precioso serviço de enfermeiro.

Santa Tereza de Ávila cruza seu caminho

João foi ordenado sacerdote quando tinha vinte e cinco anos. Nessa ocasião, mudou seu nome para João da Cruz, pois já tinha o desejo de se aproximar dos sofrimentos da cruz de Cristo. Por causa disso, achava a Ordem dos Carmelitas muito suave, sem austeridade. Pensou, inclusive, em entrar numa congregação mais austera. Foi nessa ocasião que Madre Tereza de Ávila atravessou seu caminho. Na época, ela tinha autorização fundar conventos reformados da Ordem Carmelita. Tinha também autorização de todos os superiores da Espanha para intervir nos conventos masculinos. O entusiasmo de Santa Tereza contagiou o Padre João da Cruz e ele começou a trabalhar na reforma da Ordem Carmelita, voltando às origens da mesma, procurando reviver em todos o carisma fundante da Ordem e ajustando a disciplina.

Formador A partir de então, a Ordem Carmelita encarregou o Pe. João da Cruz na missão formador dos noviços. Por isso, ele assumiu o posto de reitor de um convento dedicado à formação e aos estudos dos novos carmelitas. Assim, ele contagiou um grande número de carmelitas e, por conseguinte, reformou vários conventos.

Barreiras e perseguições

Como era de se esperar, padre João da Cruz começou a enfrentar dificuldades dentro da Ordem. Conventos inteiros e vários superiores se opuseram às reformas quando ele começou a aplica-las efetivamente. Por isso, ele passou por sofrimentos insuportáveis se não fossem vistos com os olhos da fé. Chegou, por exemplo, a ficar preso durante nove meses num convento que recusava terminantemente a reforma proposta por ele. Tudo isso sem contar as perseguições que começaram a aparecer de todos os cantos.

Paciência, fé e louvor

Testemunhas dizem, no entanto, que Pe. João da Cruz fez jus ao nome que escolheu abraçando a cruz, os sofrimentos e as perseguições com alegria e louvor a Deus. E esta foi a grande marca de sua vida, além de seus escritos preciosos. São João da Cruz abraçou o sofrimento com prazer, desejando ao máximo, sofrer como Cristo e unir seus sofrimentos aos do Mestre, em sacrifício pela própria conversão e também da Igreja.

Doutor da Igreja

O espírito de sacrifício, o fugir das glórias humanas, a busca da humildade, a oração profunda e o conhecimento da Palavra de Deus renderam a São João da Cruz vários escritos de grande profundidade teológica e sabedoria divina. Dentre eles, destacam-se os livros Cântico Espiritual, Subida do Carmelo e Noite Escura. Por isso, ele foi aclamado Doutor da Igreja, equiparado a Santa Tereza de Ávila, também Doutora. Deixou uma grande obra escrita, que é lida, estudada e seguida até hoje por religiosos e leigos.

Apenas três pedidos a Deus

Os biógrafos de São João da Cruz relatam que ele sempre fazia três pedidos a Deus. Conta-se que ele pedia, insistentemente, três coisas a Deus. Primeiro, que ele tivesse forças para sofrer e trabalhar muito. Segundo, que ele não saísse deste mundo estando no cargo de superior de nenhuma comunidade. E, terceiro, que ele tivesse a graça de morrer humilhado e desprezado por todos, como aconteceu com Jesus. Isto fazia parte de sua mística: igualar-se ao máximo a Jesus no momento de sua paixão.

Três pedidos atendidos

Pouco antes de falecer, São João da Cruz passou, de fato, por grandes sofrimentos, advindos de calúnias e incompreensões. Foi destituído de todos os cargos que ocupava na Ordem Carmelita e passou os últimos meses de sua vida no abandono e na solidão. Antes de falecer, sofreu de uma terrível doença, sempre louvando e agradecendo a Deus por tudo. Faleceu no Convento de Ubeda, Espanha, no dia 14 de dezembro de 1591, tendo somente quarenta e nove anos. A reforma da Ordem Carmelita Descalça proposta por ele, por fim, tornou-se realidade. Pouco tempo após sua morte, São João da Cruz passou a ser venerado e seguido pelos seus confrades. Em 1952 foi aclamado como o Padroeiro dos Poetas da Espanha.

Oração a São João da Cruz (extraída do Primeiro dia da Novena)

“Glorioso São João da Cruz, que desde vossa infância fostes terno amante de Maria Santíssima e da cruz de seu Santíssimo Filho, merecendo por este amor ser protetor singular das almas aflitas e desconsoladas: Vos suplico, Pai meu, interponhais vossos rogos para com Mãe e Filho a fim de que me concedam viva fé, firme esperança, fervente caridade e terníssimo amor à cruz de meu Senhor, em cujo exercício viva e more amparado sempre de sua graça, e também consiga, se me convém, o que peço nesta novena. Amém.”

São João da Cruz, rogai por nós!

Publicado em IGREJA MATRIZ DE NOSSA SENHORA DA GLÓRIA – Largo do Machado – Catete – Rio de Janeiro – RJ

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Solenidade de Todos os Santos, BAV Vat. sir. 559, f. 93v

Ao final do século II, já era grande a veneração dos Santos. No início, os santos mártires, aos quais os Apóstolos foram logo assimilados, eram testemunhas oficiais da fé.

Depois das grandes perseguições do Império Romano, homens e mulheres, que viveram a vida cristã, de modo belo e heroico, começaram a tornar-se, paulatinamente, exemplos de veneração: o primeiro santo, não mártir, foi São Martinho de Tours.

Em fins do ano mil, diante do incontrolado desenvolvimento da veneração dos santos e do “comércio” em torno das suas relíquias, iniciou-se um processo de canonização, até se chegar à comprovação dos milagres.

A Solenidade de Todos os Santos começou no Oriente, no século IV. Depois, difundiu-se em datas diferentes. Em Roma, dia 13 de maio; na Inglaterra e Irlanda, a partir do século VIII, dia 1º de novembro, uma data que também foi adotada em Roma, a partir do século IX.

Esta Solenidade era celebrada no fim do Ano litúrgico, quando a Igreja mantinha seu olhar fixo ao término da vida terrena, pensando naqueles que haviam atravessado as portas do Céu.

«Vendo aquelas multidões, Jesus subiu à montanha. Sentou-se e seus discípulos aproximaram-se dele. Então, abriu a boca e lhes ensinava, dizendo:
“Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos Céus!
Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados!
Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra!
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados!
Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia!
Bem-aventurados os puros de coração, porque verão Deus!
Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus!
Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus!
Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de mim. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus”»
(Mt 5,1-12a).

Os Santos

Os Santos e as Santas – autênticos amigos de Deus – aos quais a Igreja nos convida, hoje, a dirigir nossos olhares, são homens e mulheres, que se deixaram atrair pela proposta divina, aceitando percorrer o caminho das Bem-aventuranças; não porque sejam melhores ou mais intrépidos que nós, mas, simplesmente, porque “sabiam” que todos nós somos filhos de Deus e assim viveram; sentiram-se “pecadores perdoados”… Eis os verdadeiros de Santos! Eles aprenderam a conhecer-se, a canalizar suas forças para Deus, para si e para os outros, sabendo confiar sempre, nas suas fragilidades, na Misericórdia divina.
Hoje, os Santos nos animam a apontar para o alto, a olhar para longe, para a meta e o prêmio que nos aguardam; exortam-nos a não nos resignar diante das dificuldades da vida diária, pois a vida não só tem fim, mas, sobretudo, tem uma finalidade: a comunhão eterna com Deus.
Com esta Solenidade, a Igreja nos propõe os Santos, amigos de Deus e exemplos de uma vida feliz, que nos acompanham e intercedem por nós; eles nos estimulam a viver com maior intensidade esta última etapa do Ano litúrgico, sinal e símbolo do caminho da nossa vida.

Condições evangélicas

Trata-se de percorrer o caminho, ou melhor, as nove condições traçadas por Jesus e indicadas no Evangelho: as Bem-aventuranças!
“Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos Céus…”: o ponto forte não é tanto ser “bem-aventurado”, mas o “porquê”. Uma pessoa não é “bem-aventurada” porque é “pobre”, mas porque, como pobre, tem a condição privilegiada de entrar no Reino dos Céus.
A mesma coisa acontece com as outras oito condições: “Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados! Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra! Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados! Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia! Bem-aventurados os puros de coração, porque verão Deus! Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus! Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus! Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem… Alegrai-vos, porque será grande a vossa recompensa nos Céus”.
A explicação de tudo encontra-se naquele “porquê”, pois revela onde os mansos encontrarão confiança, onde os pacíficos encontrarão alegria… Logo, “bem-aventurados”, não deve ser entendido como uma simples emoção, se bem que importante, mas como um auspício para se reerguer, não desanimar, não desistir e seguir em frente… pois Deus está conosco.
A questão, portanto, consiste em ver Deus, estar da sua parte, ser objeto das suas atenções; contemplar Deus, não no paraíso, mas, aqui e agora.
Enfim, eis o caminho que devemos percorrer para participar também da alegria indicada pelo Apocalipse, que todos nós podemos conseguir: “Caríssimos, considerai com que amor nos amou o Pai, para que sejamos chamados filhos de Deus. E nós o somos de fato… desde agora somos filhos de Deus, mas não se manifestou ainda o que havemos de ser” (1 Jo 3,1-2). Nós, diz o refrão do Salmo, em resposta à primeira leitura da Carta de João: “Somos a geração que busca a face do Senhor”. Não porque somos melhores que os outros, mas porque Deus quis assim.

E nós?

Com essas Bem-aventuranças, Jesus nos faz um convite: “O Reino dos Céus pode-lhes interessar? Vocês tem interesse em viver uma vida melhor?”. Claro, o mundo vai para a direção oposta e nos convida a ser felizes com uma vida opulenta e economicamente tranquila, bem diferente daquela dos “pobres de espírito”; convida-nos a uma vida de diversão, em todos os sentidos, a todo custo e com todos os meios, bem diferente daquela dos “Bem-aventurados os que choram”; convida-nos a ter sempre razão e a prevalecer sobre os outros, mas não a ser mansos; convida-nos a satisfazer-nos com tudo, sem objeção, mas não a satisfazer-nos com a paz e a justiça; convida-nos a pensar só em nós mesmos, mas não em ser misericordiosos; convida-nos a ir para aonde nosso coração nos levar, satisfazendo as nossas paixões, mas não a ser puros de coração; convida-nos a defender nossos muros, mas não a ser pacificadores; convida-nos a prevalecer e a perseguir os outros, ao invés de deixar-nos insultar!
Enfim, as Bem-aventuranças podem, realmente, parecer absurdas, mas são apenas algumas condições para uma vida melhor, feliz e linda… uma vida bem sucedida ou, então, uma vida santa. Não se trata apenas de palavras ou ideias… porque se observarmos bem, as Bem-aventuranças são um retrato do próprio Jesus: pobre, manso, dócil, misericordioso… animado apenas pelo desejo “de ocupar-se das coisas do Pai” (Cf. Lc 2,49).
Como dizíamos acima, o ponto forte não é tanto ser “bem-aventurado”, mas o “porquê”: a felicidade ou a bem-aventurança depende do sentido que dermos à nossa vida, da direção que tomarmos, da nossa razão de viver, mas, também, do valor que dermos ao sentido de perder a vida: “Não sabíeis que devo ocupar-me das coisas do meu Pai?” “…porque delas depende é o Reino dos Céus”.
Portanto, a alegria ou a bem-aventurança não depende das condições externas, como o bem-estar, o prazer, o sucesso… que são experiências frágeis e efêmeras (Cf. Mt 7,24-28: a casa construída na areia ou na rocha), mas depende da felicidade prometida por Deus aos que adotam certos comportamentos em seus corações e os manifestam na vida de cada dia.

Santos da porta ao lado

Logo, a Solenidade de hoje confirma que uma vida “beata”, “bela”, “bem-sucedida” e “santa”… é possível, tanto ontem como hoje! Para nós e para todos. Podemos sempre nos tornar aqueles “santos da porta ao lado”, sobre os quais o Papa Francisco se refere: homens e mulheres reconciliados conosco, com os outros e com Deus, capazes de fazer brilhar a luz do amor misericordioso de Deus no dia a dia, na família, no trabalho, nos tempos livres… sabendo viver “Jesus” e confiando nas suas “Bem-aventuranças”.
Todos nós somos santos ao recebermos o Batismo, mas muitos não sabem! Muitas vezes, nem nos damos conta desta possibilidade que o Batismo nos proporciona. Não obstante, ela existe, porque Jesus quis assim!

Anedota

Durante uma visita a uma igreja de Turim, um aluno pediu à professora uma explicação sobre alguns vitrais luminosos e belos do templo. E ela respondeu: “Representam os Santos, homens e mulheres, que viveram, de forma especial e forte, a amizade com Jesus”.
Poucos dias depois, Dia de Todos os Santos, um sacerdote perguntou aos mesmos alunos: “Alguém saberia me explicar quem foram e o que fizeram aqueles que a Igreja venera como “Santos?”. O menino, que havia pedido explicações à professora sobre os vitrais, levantou a mão e, com voz firme e confiante, respondeu: “São os que deixam a Luz passar!”.

Publicado em VATICAN NEWS.

Santa Margarida Maria Alacoque: confidente do Sagrado Coração de Jesus

Também hoje, dia 16 de outubro, a Igreja lembra a memória de Santa Margarida Maria Alacoque, religiosa da Ordem da Visitação, que recebeu confidências do Sagrado Coração.

Redação (16/10/2022 11:33, Gaudium Press) Nasceu em 25 de julho de 1647 em Janots, Borgonha. Inspirada pela graça, fez voto de castidade perpétua aos 4 anos de idade.

Ficando órfã de pai, foi levada à escola das Clarissas, mas teve que regressar pouco depois, por motivo de enfermidade. Fez então à Santíssima Virgem a promessa de tornar-se religiosa caso fosse curada, e recuperou a saúde.

Entretanto, quando Margarida completou 17 anos, sua mãe e seus irmãos decidiram que ela devia se casar.

Deixando-se levar pelo amor filial, a jovem aos poucos começou a tomar parte nos folguedos de sua idade – embora se guardando de ofender a Deus – e a acariciar a ideia de contrair matrimônio, mesmo porque já tinha vários pretendentes. No seu interior travou-se então uma demorada e intensa batalha: de um lado, a atração pela vida comum lhe sussurrava ser até um dever de piedade filial constituir um lar, pois assim poderia amparar melhor sua mãe enferma.

De outro, a voz da graça lembrava- lhe o voto de castidade perfeita que fizera já na infância, bem como a promessa de fazer-se esposa de Cristo.

Não importa, você era muito criança para entender o que dizia, portanto, essas promessas não tinham valor; você agora é livre! – era a resposta que lhe vinha em seguida à mente.

Esse cruel embate de alma durou alguns anos. Mas, ajudada de modo sensível por Nosso Senhor, a vocação religiosa acabou por vencer.

Ao contemplar um quadro de São Francisco de Sales, sentiu-se fortemente chamada para fazer parte de suas filhas, as Visitandinas, e ingressou no Convento de Paray-le-Monial, em 20 de junho de 1671.

Nesse mosteiro, vivia de graças místicas e do intenso convívio com Nosso Senhor Jesus Cristo. Como isso causasse estranheza às superioras, Jesus “adaptou” suas graças à regra da Congregação e deu-lhe três armas para a luta diária pela purificação e transformação de sua alma: uma consciência delicada e um horror à menor falta; a santa obediência; e sua santa Cruz.

Recebeu as belíssimas revelações da misericórdia do Coração de Jesus: “Eis o Coração que tanto amou os homens e por eles foi tão pouco amado”.

Jesus permitiu-lhe sofrer muito pela incompreensão das superioras e irmãs de hábito, mas deu-lhe por confessor o grande São Cláudio de La Colombière.

Faleceu em 17 de outubro de 1690. Somente três anos depois de sua morte começou a ser divulgada a devoção ao Sagrado Coração de Jesus, de quem foi tão grande entusiasta.

Foi canonizada em 1920, pelo Papa Bento XV.

Promessas do Sagrado Coração de Jesus

Jesus fez doze promessas em benefício dos devotos de seu Sagrado Coração:

Dar-lhes-ei todas as graças necessárias a seu estado de vida.

Conservarei paz em suas famílias.

Eu os consolarei em todas as suas aflições.

Serei seu refúgio seguro durante a vida e especialmente na hora da morte.

Derramarei abundantes bênçãos sobre todos os seus empreendimentos.

Os pecadores acharão em meu Coração a fonte e o oceano infinito da misericórdia.

As almas tíbias se tornarão fervorosas.

As almas fervorosas se elevarão com rapidez a uma grande perfeição.

Abençoarei as casas nas quais a imagem de meu Sagrado Coração for exposta e venerada.

Darei aos sacerdotes a capacidade de tocar os corações mais endurecidos.

As pessoas que propagarem essa devoção terão seus nomes eternamente inscritos em meu Coração.

A todos aqueles que fizerem a Comunhão reparadora na primeira sexta-feira, durante nove meses seguidos, concederei a graça da perseverança final e salvação eterna. Meu Divino Coração será seu refúgio seguro nessa hora extrema.

Fonte: arautos.org.

Publicado em Gaudium Press.

Solenidade do Sagrado Coração de Jesus

24.06.2022

A Igreja celebra a Festa do Sagrado Coração de Jesus na sexta-feira da semana seguinte à Festa de Corpus Christi. O coração é mostrado na Escritura como símbolo do amor de Deus.

“Vosso Coração, Jesus, foi ferido, para que, na ferida visível, contemplássemos a ferida invisível de vosso grande amor.”  (Santo Agostinho)

Festa do Sagrado Coração

Uma festa propriamente dita do Coração de Jesus foi celebrada, pela primeira vez, em 20 de outubro de 1672, pelo padre São João Eudes.

Depois, aparecendo muitas vezes a Santa Margarida Maria Alacoque, de 1673 até 1675, foi que Jesus revelou sobre a devoção ao Sagrado Coração, “a grande devoção”, e sobre o desejo da instituição desta Festa, mostrando-lhe o Coração que tanto amou os homens e é por parte de muitos desprezado.

A característica própria dessa solenidade é a ação de graças pela riqueza insondável de Cristo e a contemplação reparadora do Coração Transpassado. O Papa Pio IX, em 1856, estendeu a festa a toda a Igreja Latina. Em 1899, Leão XIII consagrou o mundo ao Sagrado Coração de Jesus.

Paulo VI disse, certa vez, que a devoção é garantia de crescimento na vida cristã e garantia da salvação eterna.

Promessas do Sagrado Coração

Entre as Promessas que Jesus fez a Santa Margarida está a das Nove Primeiras Sextas-feiras do mês: aos fiéis que fizerem a comunhão em nove das primeiras sextas-feiras de cada mês, seguidas e sem interrupção, prometeu o Coração de Jesus a graça da perseverança final, o que significa que a pessoa nunca deixará a fé católica e buscará a sua santificação. São as chamadas comunhões reparadoras a Jesus pela ofensa que tantas vezes seu Sagrado Coração é tão ofendido pelos homens.

“No extremo da misericórdia do meu Coração onipotente, concederei a todos aqueles que comungarem, nas primeiras sextas-feiras de cada mês, durante nove meses consecutivos, a graça do arrependimento final. Eles não morrerão sem a minha graça e sem receber os SS. sacramentos. O meu coração, naquela hora extrema, ser-lhe-á seguro abrigo”.

As outras promessas do Coração de Jesus a Santa Margarida Maria Alacoque:

1 – Conceder-lhe-ei todas as graças necessárias ao seu estado.
2 – Porei a paz em suas famílias.
3 – Consolá-los-ei nas suas aflições.
4 – Serei seu refúgio na vida e especialmente na hora da morte.
5 – Derramarei copiosas bênçãos sobre suas empresas.
6 – Os pecadores encontrarão, no meu Coração, a fonte, oceano infinito de misericórdia.
7 – Os tíbios se tornarão fervorosos.
8 – Os fervorosos alcançarão rapidamente grande perfeição.
9 – Abençoarei os lugares onde estiver exposta e venerada a imagem do meu Coração.
10 – Darei aos sacerdotes a força de comover os corações mais endurecidos.
11 – O nome daqueles que propagarem esta devoção ficará escrito no meu Coração e de lá nunca será apagado.

A minha oração

“Ó Sagrado Coração de Jesus, quero amar-te sempre mais e ser-te devota por toda a vida, recebendo a graça de alcançar os frutos da entrega de Teu sangue por mim. Faz-me fiel a Ti. Consagro-me à mim, minha família e tudo o que me pertence ao Teu perfeito e santo coração. Amém!”

Publicado em Canção Nova.