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Posts Tagged ‘Fé Cristã e Mística’

Nossa Senhora do Rosário – Wikipédia, a enciclopédia livre
Nossa Senhora do Rosário (WIkipédia)

Muitas e grandiosas são as glórias de Maria Santíssima, pelas quais não cessam de propagar e cantar seus louvores todos os seus servos. Não apenas os anjos e santos nos céus, mas também nós os pecadores glorificamos com confiança todos os dias a tão excelsa mãe. Não podia portanto, a Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada,calar-se a respeito da mais sublime de todas as criaturas. Apresentaremos um pequeno resumo de como as Sagradas Escrituras exaltam e testemunham às glórias de Nossa Senhora.

“Entrando o anjo disse-lhe: ‘Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo’”  ( Lc 1, 28 )

Eis, proclamado pelo próprio anjo Gabriel, o privilégio extraordinário da Imaculada Conceição de Maria e sua santidade perene. Quando a Igreja chama Maria de “Imaculada Conceição” quer dizer que a mesma, desde o momento de sua concepção foi isenta – por graça divina – do pecado original. Se Maria Santíssima tivesse sido gerada com o pecado herdado de Adão ou tivesse qualquer pecado pessoal, o Arcanjo Gabriel teria mentido chamando-a de “cheia de graça”.Pois, onde existe esta “graça transbordante” não pode coexistir o pecado. Por isso, esta boa Mãe é também chamada pelos seus servos de “Santíssima Virgem”. Os santos ensinaram que não convinha a Jesus Cristo, o Santíssimo, ser gerado e nascer de uma criatura imperfeita e pecadora. Como podia o Santíssimo Deus, Jesus Cristo, ser engendrado num receptáculo que não fosse digno Dele? Pois, Ele mesmo, ensina no Evangelho, que não se coloca vinho novo e bom em odres velhos e defeituosos (Lc 5, 37 ). Eis porque, o Criador elevou Maria, a este “Vaso Insigne de Devoção”, a tão grande santidade.

“Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra”  ( Lc 1, 38 )

Maria,ao dizer seu “sim” incondicional ao convite de Deus, introduz no mundo o Verbo Divino, Jesus Cristo. E, fato assombroso: a criatura gera o seu Criador segundo a natureza humana. Jesus poderia ter vindo ao mundo de diversos modos. Mas, Deus a ama tanto, que quis precisar nascer e depender dela, enquanto homem. Maria, com sua sagrada gravidez inicia o restabelecimentoda amizade entre Deus e os homens, conforme está escrito: “Por isso,Deus os abandonará, até o tempo em que der à luz aquela que há de dar à luz” ( Miq 5,2 ). Com este “sim” incondicional ao projeto de Deus, Maria cumpre também, a primeira de todas as profecias bíblicas. Pois o Criador disse à serpente: “Porei inimizade entre você e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça, e tul he ferirás o calcanhar” ( Gn 3, 15). O texto evidentemente faz alusão à Maria. Pois qual mulher poderia ferir a cabeça do demônio? Somente aquela que trouxe ao mundo o Salvador, Cristo Jesus. Maria ao aceitar a missão que Deuslhe confiava e ao gerar a Jesus Cristo “feriu” a cabeça do inimigo. O inimigo por sua vez, agindo na pessoa de Herodes, dos algozes do Calvário e ainda hoje nos adversários de Cristo, continuamente lhe “fere o calcanhar”. Assim, esta Doce Princesa iniciou a devastação do reino de Satanás. Reino de Morte que será destruído totalmente pelo seu filho JesusCristo, nosso Único Senhor.

“Doravante todas as gerações me chamarão bem-aventurada” ( Lc 1, 48 )

Os santos proclamam a profunda intimidade dela com a Santíssima Trindade: Filha deDeus Pai, esposa do Espírito Santo, mãe de Deus Filho! O Espírito Santo profetiza pelos lábios de Maria, que daquele momento em diante de geração em geração, isto é, para sempre, todos os cristãos proclamariam sua bem-aventurança. Feliz a religião [Igreja Católica]que a enaltece e a glorifica! Felizes os seus filhos que exaltando-a e enaltecendo-a cumprem fielmente esta profecia.

“Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe do meu Senhor ? “ ( Lc 1, 43)

Isabel, mulher idosa e santa, esposa de Zacarias, mãe de João Batista desmancha-se em elogios àquela jovem que foi até sua casa para servir! Que lição de humildade a tantas pessoas que com sua “sabedoria” (que na verdade é pestífera loucura) evitam tributar à Santa Mãe de Deus os louvores que ela merece, temendo que isto diminua a glória devida a Jesus Cristo. Esquecem, então, que o Espírito Santo mesmo ensina, que o louvor dirigido aos pais é grande honra para o filho (conf. Eclo 3, 13 ). Preferem portanto, os verdadeiros filhos de Maria, em todos os tempos, lugares e momentos, exaltarema Virgem, imitando o exemplo de Santa Isabel, para serem seguidores fiéis da Sagrada Escritura.

“Poisassim que a voz da tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança estremeceude alegria no meu seio” ( Lc 1, 44 )

Cristo testemunhou a respeito de João Batista: “dos nascidos de mulher nenhum foi maior que João” ( cf. Lc 7 28 ). Pois bem. Este mesmo João Batista, que Jesus Cristo declara ter sido maior que todos os Patriarcas, Profetas e Santos do Antigo Testamento, ao ouvir a doce voz de Maria “estremeceude alegria”. O Espírito Santo, que nele habitava, exultou de alegria ao ouvir a voz da doce Mãe! Não é, pois justo, a nós que somos os últimos de todos, exultar de alegria ao ouvir o doce nome de Maria? Não nos é sumamentenecessário imitar o Espírito Santo? Não é proveitoso para os cristãos imitaremo gesto de São João Batista?

Bendito os servos de Deus, que não se cansam de se alegrar e cantar os louvores desta Senhora, imitando assim o gesto do Divino Esposo e de São João Batista, o maior profeta da Antiga Aliança.

“Euma espada transpassará a tua alma” ( Lc 2, 35 )

Umal ança transpassou o coração do Cristo na Cruz. Uma espada de dor transpassou o coração de Maria no Calvário! Deus revela ao profeta Simeão, como Nossa Senhora estaria intimamente ligada a Jesus Cristo no momento da Sagrada Paixão. Ninguém,em toda a terra, em todos as épocas, esteve mais intimamente ligado a Jesus naquele dramático momento que sua Santíssima Mãe. Portanto que, junto com o sacrifício expiatório, doloroso e único de Jesus Cristo, no Calvário, subiu também aos céus, como oferta agradabilíssima diante de Deus, o sacrifício doloroso de Nossa Senhora.

“Comoviesse a faltar vinho, a mãe de Jesus disse-lhe: ‘Eles não tem mais vinho’. Respondeu-lhe Jesus: ‘Mulher, isso compete a nós? Minha hora ainda não chegou’. Disse então sua mãe aos serventes: ‘Fazei o que ele vos disser’” (Jo 2, 3 – 5 )

Na festa do casamento de Caná, Jesus iniciou seu ministério. Ministério, aliás,composto por pregação e “obras” (milagres). A Santíssima mãe percebeu a dificuldade daquela família, que não tinha vinho para os convidados. A boa Senhora é vigilante, e os servos dela sabem, que ela vigia sobre eles, mesmo quando não se apercebem dessa vigilância. Jesus afirmou então claramentea Maria que, ainda não era o momento para iniciar seu ministério com um prodígio, pois disse: “minha hora ainda não chegou”. ASantíssima mãe, conhecendo profundamente o filho, mesmo diante da aparente recusa, o “obriga” docemente a antecipar sua missão. E assim, sem discussão, na mais plena confiança, diz aos serventes: “façam o queele lhes disser”. Grandíssima confiança! Assim, aquela que o introduziu no mundo segundo a carne, o introduz agora no seu ministério, pela sua intercessão. Feliz a família que tiver por mãe esta doce Senhora. Suaintercessão é infinitamente mais eficaz do que as orações de todos os santos que pedem sem cessar pelos habitantes da terra ( conf. Ap 6, 9-10 . 8, 3-4 ; II Mac 15,11-16 ).

“Disse-lhe alguém: ‘Tua mãe e teus irmãos estão aí fora, e querem falar-te’. Jesus respondeu:‘Quem são meus irmãos e minha mãe? (…) Eis aqui minha mãe e meus irmãos. Todo aquele que faz a vontade de meu Pai, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe’. ( Mt 47, 49-50 )

Somente pertencemos a Cristo na medida em que pertencermos à nossa Mãe Santíssima. “Quem são meus irmãos e minha mãe?” pergunta o Cristo. E aponta para os seusdiscípulos: “eis aqui a minha família!”. E, doravante, somente os que forem discípulos do mestre, ouvindo as suas palavras e as cumprindo poderão pertencer plenamente a esta família. Por isto, como doce discípula, Maria “conservava todas estas palavras, meditando-as no seu coração” ( Lc 2, 19.51). Meditava e as guardava! Eis o exemplo da perfeita discípula. Maria, com efeito, não é mãe apenas na carne, mas na vida toda, na alma e na total obediência ao seu Divino Filho.

Alguns,que não amam suficientemente a Santíssima Virgem, usam estes versículos acima, justamente contra ela, tentando convencer-nos de que Jesus a teria desprezado naquele momento. Esses “estudiosos” esquecem que Jesus jamais desprezaria sua mãe, conforme ensina o próprio Espírito Santo: “Apenas o filho insensato despreza sua mãe” ( Pr 15, 20 ). E assim, com estainterpretação desastrosa, que espalham ardorosamente, ofendem não apenas a boa Mãe, como blasfemam contra Jesus Cristo, como se o mesmo fosse violador do sagrado mandamento: “Honra teu Pai e tua Mãe” ( Ex 20,12 eDeut 5,16 ).

“Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe: ‘Mulher, eis aí teu filho’. Depois disse ao discípulo: ‘Eis aí tua mãe’” (Jo 19, 26-27 )

O apóstolo João, aos pés da cruz, o único discípulo presente, representava todos os discípulos. Neste momento, Jesus consagrou Maria, Mãe espiritual dos apóstolos. Mais ainda: João representava também, todos os homens e mulheres, detodos os lugares e de todos os tempos, que a partir daquele momento ganharam Maria como sua Mãe espiritual. Isto está de acordo com o testemunho deste mesmo apóstolo, que em outra parte diz: “O Dragão se irritou contra a mulher (Maria) (…) e sua descendência, aqueles que guardam os mandamentos de Deus(…)” ( Ap 12, 17 ).

MariaSantíssima não teve outros filhos naturais. Permaneceu sempre virgem, como era do conhecimento universal dos primeiros cristãos até os nossos dias. Mas,muitos insistem em “presenteá-la” com filhos naturais que el não teve. Fazem isto, para diminuírem a glória de Jesus Cristo, bem como para esvaziarem Maria de sua maternidade universal. Se Jesus tivesse irmãos carnais,não teria entregue sua Mãe aos cuidados de João Evangelista. Seus próprios irmãos naturais cuidariam dela, como era dever sacratíssimo na época e ainda hoje. Além disso, citam aqueles que não amam a Virgem Maria algumas passagens bíblicas como a seguinte: “Não se chama a sua mãe Maria e os seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas?” ( Mt 13,55 ), querendo com isto provar que Nossa Senhora teve outros filhos. Esquecem ou ignoram, que nos tempos de Cristo, todos os parentes eram chamados “irmãos”. Ea própria Bíblia prova isto, pois dos quatro “irmãos” acima citados, lemos que a verdadeira mãe de Tiago e José era uma outra Maria, irmãd e Nossa Senhora e casada com Cleofas ( Jo 19,25 e Mc 15,40 ). E que Judas era irmão de Tiago Maior (Jud 1,1 ) filho de Alfeu ( Mt 10, 2-4 ). Ora, Cleofas e Alfeu designam a mesma pessoa, pois são formas gregas do aramaico Claphai. Segundo o historiador Hegesipo (século II) este Claphai era irmão de S. José. Logo não eram filhos naturais de Maria e José. Eram de sua parentela, mas nãod e sua filiação. Além disso, os primeiros cristãos, que conheceram Jesus e os apóstolos, nos escritos que nos deixaram, todos testemunharam que Maria sempre permaneceu virgem, não tendo jamais outros filhos. Sobre estes inventores de novidades a Bíblia nos previne: “Haverá entre vós falsos profetas (…)muitos seguirão as suas doutrinas dissolutas (…) e o caminho da verdade cairáem descrédito” ( II Pe 2, 1-2 ).

“E desta hora em diante o discípulo a levou para a sua casa” ( Jo 19,27 )

Daquela hora em diante, S. João levou a Santa Mãe para sua casa. Primeiramente para sua“casa espiritual”, sua alma. Esse é o motivo pelo qual era o discípulo que Jesus mais amava. Porque também, era o discípulo mais afeiçoado a Maria. Depois, levou-a para sua casa material, seu lar. Assim também, o verdadeiro filho de Nossa Senhora, a exemplo de S. João, deve levar esta boa mãe para seu “lar espiritual”, no recesso mais íntimo de nossa vida espiritual. E convidá-la também para habitar nossas casas, onde sua presença maternal poderá ser recordada através de quadros e imagens. Estas imagens serão para os servos de Maria, uma lembrança contínua e consoladora de sua presença e proteção, da mesma forma que o próprio Deus, antigamente,consagrou o uso das sagradas imagens e esculturas no culto divino (conf. Nm21, 8-9 ; Ex 25, 18-20 ; I Reis 6,23-28 etc ), para recordar, a sua presença amorosa no meio do seu povo, Israel.

“Todos eles perseveravam unanimemente em oração, juntamente com as mulheres, entre elas, Maria, mãe de Jesus, e os irmãos dele” ( At 1,14 ).

No cenáculo, no dia de Pentecostes, Maria juntamente com os discípulos suplicavampara que viesse o Espírito Santo sobre todos. E assim, foi fundada a Igreja naquele dia. Maria, uma vez tendo introduzido o Cristo no mundo, depois tendo inaugurado seu ministério nas bodas de Caná, agora intercede, introduzindo einaugurando a ação do Espírito Santo sobre a Igreja nascente. Eis a mãe da Igreja com seus filhos.

“Apareceuem seguida um grande sinal no céu: uma Mulher revestida de sol, a lua debaixodos seus pés e na cabeça uma coroa de doze estrelas” ( Ap 12, 1)

No Apocalipse, João contempla nesta visão três verdades a respeito de Maria: sua Assunção, sua glorificação, sua maternidade espiritual. O Apocalipse afirma que esta mulher “estava grávida e (…) deu à luz um Filho, um menino, aquele que deve reger todas as nações…” ( Ap 12, 2.5 ). Qual mulher,que de fato, esteve grávida de Jesus senão a Santíssima Virgem? (conf. Is 7,14 ). Muitos contestam, dizendo que esta mulher é símbolo da Igreja nascente. Mas, a Igreja nunca esteve “grávida” de Jesus Cristo. Não é a aIgreja que nos gerou Cristo. Antes, foi Ele que gerou a Igreja. Foi Ele que a estabeleceu e a sustentou. E para provar que esta mulher é exclusivamente Nossa Senhora, em outro lugar está escrito: “O Dragão (…) perseguiu a Mulher que dera à luz o Menino” ( Ap 12, 13 ). A Igreja teria dado à luz a um Menino? Evidente que não! Portanto esta mulher refulgente é unicamente Nossa Senhora, pois foi ela unicamente que gerou “o menino” prometido nas Escrituras: “O povo que andava nas trevas viu uma grande luz (…) Porque nasceu para nós um menino (…) e Ele se chama Conselheiro, Admirável, Deus Forte, Pai para Sempre, Príncipe da Paz” (Is 9, 1-5).

Tambémas Sagradas Letras, nos dizem que ela se encontrava com “dores, sentindo as angústias de dar à luz” (Ap 12, 2). Essas dores e angústias foram as dificuldades que cercaram aquele bendito parto: a viagem desconfortável, o frio, a humilhação, a pobreza, a falta de hospedagem.

Diz ainda: “(o Dragão) deteve-se diante da Mulher que estava para dar à luz (…) para lhe devorar o Filho (…) A Mulher fugiu para o deserto, onde (…) foi sustentada por mil duzentos e sessenta dias” ( Ap 12, 4.6 ). De fato, o demônio atentou contra a vida de Jesus desde seu nascimento, na pessoado perseguidor Herodes. Maria fugiu então com o filho para o deserto ( Egito ). Lá ficou por aproximadamente mil e duzentos e sessenta dias (três anos e meio). Ou seja, do ano 7 AC, ano do nascimento de Jesus, conforme atualmente sem acredita, até março-abril do ano 4 AC, ano da morte de Herodes. Perfazendo os três anos e meio de exílio, nos quais a Sagrada Família foi sustentada pela Providência Divina.

Portanto,todos esses versículos, confirmam três verdades referentes à Maria: sua assunção aos céus. Pois o apóstolo a contempla revestida de sol, já estabelecida desde agora na glória prometida aos justos pelo seu Filho, quando disse “Os justos resplandecerão como o sol” ( Mt 13,43 ).

Confirma incontestavelmente sua realeza espiritual, pois a mesma se apresenta coroada com doze estrelas, símbolo das doze tribos de Israel e dos doze apóstolos. Portanto, Rainha do Antigo e do Novo Testamento.

Porfim, confirma sua maternidade espiritual, pois diz o Espírito Santo: ” (O Dragão ) se irritou contra a Mulher (Maria) e foi fazer guerra ao resto desua descendência ( seus filhos espirituais ), os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” ( Ap 12, 17 ).

Somos de sua descendência apenas se nos comprometermos com o Cristo Jesus, guardando os seus mandamentos e testemunhando-o como nosso Único e Suficiente Senhor e Salvador. Graças!

Udson R. Correia e Tirsiley Débora F. Correia

Publicado em Formação Comunidade Shalom.

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“Eis a Esperança dos pecadores” – não há pecado tão terrível que não possa ser perdoado pela intercessão de Maria Santíssima, quando há arrependimento…

São Boaventura anima os pecadores nestes termos:

Que deves fazer, se por causa de teus pecados temes a vingança de Deus? Vai, recorre a Maria, que é a esperança dos pecadores.

Estás, porém, receoso de que Ela não queira tomar tua defesa? Pois então fica sabendo que é impossível uma tal repulsa; pois o próprio Deus encarregou-a de ser o refúgio dos pecadores.

É lícito de um pecador desesperar de sua salvação quando a própria Mãe do Juiz se lhe oferece por Mãe e advogada? Pergunta o Abade Adão de Perseigne.

E continua: Vós, ó Maria, que sois Mãe de Misericórdia, recusaríeis interceder junto ao vosso Filho que é Juiz, por um filho vosso que é pecador? Em favor de uma alma recusaríeis falar ao Redentor, que morreu na Cruz para salvar os pecadores?

Não; não podeis fazê-lo; pelo contrário, de coração vos empenhais por todos os que vos invocam.

Pois sabeis perfeitamente que aquele Senhor, que constituiu vosso Filho medianeiro de paz entre Deus e o homem, também vos constituiu a vós medianeira entre o juiz e o réu.

Agradece, portanto, ao Senhor que te deu uma tão grande medianeira, exorta São Bernardo.

Por manchado de crimes, por envelhecido que sejas na iniquidade, não percas a confiança, ó pecador.

Dá graças ao Senhor que em sua nímia misericórdia não só te deu o Filho por advogado, senão também para aumento de tua confiança te concedeu essa grande medianeira, cujos rogos tudo alcançam. Recorre, pois, a Maria e serás salvo.

Exemplo.

Como narram os Anais da Companhia de Jesus, viva em Bragança de Portugal um moço que era associado da Congregação Mariana.

Infelizmente, deixou a Congregação e levou uma vida muito perdida. Chegou ao ponto de um dia resolver-se a dar cabo da vida, atirando-se a um rio.

Mas, antes de executar seu tenebroso plano, lembrou-se em boa hora de recomendar-se a Nossa Senhora. Disse-lhe: Outrora eu era mariano e levava uma vida piedosa. Ó Maria, ajudai-me também agora.

Pareceu-lhe então ver Nossa Senhora e ouvir as palavras: Que vais fazer? Queres perder ao mesmo tempo a alma e o corpo? Vai, confessa-te e volta à Congregação mariana.

O moço caiu em si. Agradeceu à Santíssima Virgem a graça recebida e mudou de vida.

Fonte: retirado do livro “Glórias de Maria” de Santo Afonso de Ligório.

Fonte: Associação Devotos de Fátima

Publicado em http://meninamariadenazareth.blogspot.com .

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Indulgência Plenária na Festa da Divina Misericórdia (Equipe Christo Nihil Praeponere – Padre Paulo Ricardo)

Saiba por que a Igreja celebra, neste domingo, a festa da Divina Misericórdia e aprenda como lucrar a indulgência plenária nessa celebração.

A devoção à Divina Misericórdia, de acordo com as revelações de Nosso Senhor a Santa Faustina Kowalska, é um grande dom concedido à Igreja Católica no terceiro milênio. Essa expressão de piedade foi de tal modo reconhecida e aprovada pela Igreja que, em 2000, o Papa São João Paulo II — conterrâneo de Santa Faustina — instituiu para a Igreja universal a festa da Divina Misericórdia, a ser celebrada todos os anos, na Oitava da Páscoa.

Mas por que instituir essa festa justamente no segundo domingo do Tempo Pascal?

Além do pedido expresso de Jesus Misericordioso [1], uma das razões pode ser encontrada no fato de que, nesse dia, a liturgia católica relembra com particular intensidade dois grandes instrumentos da divina misericórdia para a salvação humanaos sacramentos do Batismo e da Penitência. Esses dois sacramentos são chamados também de “sacramentos de mortos”, porque foram “instituídos principalmente para restituir a vida da graça às almas mortas pelo pecado” [2]: o Batismo, como a porta pela qual todos temos de passar; e a Confissão, como uma “segunda tábua de salvação” [3], pois é por ela que são restituídos à graça os que voltaram a cair depois de terem sido batizados.

De fato, este domingo da Oitava da Páscoa era chamado, desde os primeiros tempos da Igreja, de Dominica in albis. A expressão latina significa “em vestes brancas” e faz referência ao fato de que, durante essa celebração, os neófitos que foram batizados na Vigília Pascal pela primeira vez aparecem com suas vestes alvas, simbolizando a brancura da alma purificada do pecado. Também neste domingo, o Evangelho proclama a instituição do sacramento da Penitência, quando Nosso Senhor Ressuscitado se põe no meio dos discípulos e, soprando sobre eles, diz: “Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados; a quem os não perdoardes, eles lhes serão retidos.” (Jo 20, 22-23)

Para fazer com que vivêssemos mais intensamente esta celebração, o Papa São João Paulo II estabeleceu, em 2002, através de um decreto com “vigor perpétuo”, que este Domingo da Divina Misericórdia fosse enriquecido com a Indulgência Plenária, entre outras razões, para que os fiéis pudessem ” alimentar uma caridade crescente para com Deus e o próximo“. Os termos da concessão são os seguintes:

Concede-se a Indulgência plenária nas habituais condições (Confissão sacramental, Comunhão eucarística e orações segundo a intenção do Sumo Pontífice) ao fiel que no segundo Domingo de Páscoa, ou seja, da “Misericórdia Divina”, em qualquer igreja ou oratório, com o espírito desapegado completamente da afeição a qualquer pecado, também venial, participe nas práticas de piedade em honra da Divina Misericórdia, ou pelo menos recite, na presença do Santíssimo Sacramento da Eucaristia, publicamente exposto ou guardado no Tabernáculo, o Pai-Nosso e o Credo, juntamente com uma invocação piedosa ao Senhor Jesus Misericordioso (por ex., “Ó Jesus Misericordioso, confio em Ti”).

Concede-se a Indulgência parcial ao fiel que, pelo menos com o coração contrito, eleve ao Senhor Jesus Misericordioso uma das invocações piedosas legitimamente aprovadas.

Também aos homens do mar, que realizam o seu dever na grande extensão do mar; aos numerosos irmãos, que os desastres da guerra, as vicissitudes políticas, a inclemência dos lugares e outras causas do género, afastaram da pátria; aos enfermos e a quantos os assistem e a todos os que, por uma justa causa, não podem abandonar a casa ou desempenham uma actividade que não pode ser adiada em benefício da comunidade, poderão obter a Indulgência plenária no Domingo da Divina Misericórdia, se com total detestação de qualquer pecado, como foi dito acima, e com a intenção de observar, logo que seja possível, as três habituais condições, recitem, diante de uma piedosa imagem de Nosso Senhor Jesus Misericordioso, o Pai-Nosso e o Credo, acrescentando uma invocação piedosa ao Senhor Jesus Misericordioso (por ex., “Ó Jesus Misericordioso, Confio em Ti”).

Se nem sequer isto pode ser feito, naquele mesmo dia poderão obter a Indulgência plenária todos os que se unirem com a intenção de espírito aos que praticam de maneira ordinária a obra prescrita para a Indulgência e oferecem a Deus Misericordioso uma oração e juntamente com os sofrimentos das suas enfermidades e os incómodos da própria vida, tendo também eles o propósito de cumprir logo que seja possível as três condições prescritas para a aquisição da Indulgência plenária.

Para aqueles que não sabem ou não se lembram mais, é sempre válido recordar o que são as indulgências:https://www.youtube.com/embed/JVsCraBwQDk?rel=0

Aproveitemos essa concessão da Igreja, por ocasião da festa da Divina Misericórdia, para fortalecermos o nosso amor a Cristo, vivendo a vida da graça, e mantermos “o espírito desapegado completamente da afeição a qualquer pecado”, pois só assim poderemos receber de Deus as indulgências que Ele, misericordiosíssimo, sempre nos quer conceder.

Referências

  1. Diário de Santa Faustina, n. 49: “Eu desejo que haja a Festa da Misericórdia […] no primeiro domingo depois da Páscoa”.
  2. Catecismo de São Pio X, n. 539.
  3. “O primeiro remédio para os que atravessamos os mares é nos conservarmos num navio em bom estado; o segundo, se ele naufraga, apegarmo-nos a uma tábua. Do mes­mo modo, o primeiro remédio no mar desta vida é conservarmos a nossa integridade; o segundo, recuperarmos essa integridade pela penitência, se a perdemos pelo pecado.” (Santo Tomás de Aquino, S. Th. III, q. 84, a. 6).

Publicado em Equipe Christo Nihil Praeponere (Padre Paulo Ricardo).

Imagem (com pequeno texto): Comunidade Olhar Misericordioso.

Leia também:

Terço da Divina Misericórdia.

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Hoje é a Páscoa da Ressurreição (ACI Digital – 2021)

Cristo Jesus – nossa Páscoa, vive e reina em nossos corações, tal como prometeu aos Apóstolos e seguidores, bem como à toda Humanidade vindoura com a Nova Aliança, por intermédio da Boa Nova – o Reino de Deus!

Meus amados irmãos, em Cristo Jesus, desejo-lhes uma feliz e abençoada Páscoa!

Viva Cristo – Rei do Universo!

Lúcia Barden Nunes.

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 Hoje é o dia em que a Igreja Católica celebra o sentido da Fé, porque festeja o Domingo da Ressurreição de Jesus ou a Páscoa, quando Cristo triunfante sobre a morte abre as portas do céu.

Durante a Missa, acende-se o círio pascal que permanecerá aceso até o dia em que se comemora a Ascensão de Jesus ao céu.

Esta festa celebra a derrota do pecado e da morte pela a ressurreição. Todo o sofrimento temporal adquire sentido com a vida eterna.

É um dia de festa e alegria, Cristo ressuscitou, o túmulo está vazio, a humanidade está salva, agora é hora de abraçar esta salvação testemunhando uma verdadeira vida cristã.

A seguir, leia o Evangelho de São João (20,1-9) deste Domingo da Ressurreição:

1No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao túmulo de Jesus, bem de madrugada, quando ainda estava escuro, e viu que a pedra tinha sido retirada do túmulo. 2Então ela saiu correndo e foi encontrar Simão Pedro e o outro discípulo, aquele que Jesus amava, e lhes disse: “Tiraram o Senhor do túmulo, e não sabemos onde o colocaram”.

3Saíram, então, Pedro e o outro discípulo e foram ao túmulo. 4Os dois corriam juntos, mas o outro discípulo correu mais depressa que Pedro e chegou primeiro ao túmulo. 5Olhando para dentro, viu as faixas de linho no chão, mas não entrou.

6Chegou também Simão Pedro, que vinha correndo atrás, e entrou no túmulo. Viu as faixas de linho deitadas no chão 7e o pano que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, não posto com as faixas, mas enrolado num lugar à parte.

8Então entrou também o outro discípulo, que tinha chegado primeiro ao túmulo. Ele viu, e acreditou.

9De fato, eles ainda não tinham compreendido a Escritura, segundo a qual ele devia ressuscitar dos mortos.

Publicado em ACI Digital.

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Reflexão de Dom Mário Spaki para o Sábado Santo (Vatican News)

Sábado Santo

Sábado Santo, dia do grande silêncio, pois o Rei do Universo dorme. É o dia de Maria, a Mãe das Dores. Ela, que guardava tudo em seu coração, eterniza em si o mistério vivido aos pés da cruz, naquele dilacerante mar de angústia. Ela é a expressão mais alta, numa criatura humana, de alguém que ama, que confia, mesmo sem entender o que está acontecendo. Ela é a mansa por excelência, a dócil, a pobre, pois perdeu tudo: o seu tudo era Jesus. Ela é a mulher que não se lamenta de ser despojada daquilo que lhe pertence por eleição.

Maria em seu sofrimento é a Santa por excelência, que todos podem contemplar para aprender o que é a mortificação ensinada há séculos pela Igreja e que os santos, com notas diversas, ecoaram em todos os tempos.

Maria, na sua desolação nos ensina a cobrir-nos de humildade e paciência, de prudência e de perseverança, de simplicidade e de silêncio, para que em nossa própria noite brilhe a luz de Deus, a ressurreição divina.

Se um dia os sofrimentos atingirem o ápice em que tudo em nós dá impressão de se rebelar e quando parece que tudo nos foi tirado, agarramo-nos em Maria. Esse gelo interior encostará a nossa alma na alma dela. E se reunindo todas as forças interiores, conseguirmos revestir nossos sentimentos de Maria, seremos com ela um vaso transbordante de alegria e deixamos atrás de nós um rastro de luz. (Conforme intuições de Chiara Lubich).

Publicado em Vatican News.

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Homilia Diária | Sexta-feira Santa – “Como cordeiro ao matadouro” – Padre Paulo Ricardo

Ficheiro:1583 Annibale Caracci, Crucifixion Santa Maria della Carità, Bologna.jpg

Publicado em Padre Paulo Ricardo.

Imagem: Wikipédia (Annibale Caracci, Crucifixion Santa Maria della Carità, Bologna, 1583).

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Homilia do D. Henrique Soares da Costa – Quinta-feira Santa (Presbíteros)

Observação: Com esta Celebração, a Igreja inicia o Santo Tríduo Pascal. O Primeiro Dia do Tríduo compreende a Quinta-feira à tarde (para os judeus, o dia inicia ao cair da tarde) e toda a Sexta-feira. Neste primeiro dia, celebramos a entrega amorosa de Cristo até a morte: na Cruz, de modo doloroso e, na Ceia, de modo sacramental.

Ex 12,1-8.11-14
Sl 115
1Cor 11,23-26
Jo 13,1-15


“Antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que tinha chegado a sua hora de passar deste mundo para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim”.

Esta é a tarde que faz memória da Ceia Pascal de Jesus. Aquilo que o Senhor realizou durante toda a vida e consumou na cruz – isto é, sua entrega de amor total ao Pai, por nós -, ele quis nos deixar nos gestos, nas palavras e nos símbolos da Ceia que celebrou com os seus. Naquela Mesa santa do Cenáculo, estava já presente, em símbolos e gestos, a entrega amorosa do Calvário. É isto que celebramos neste momento sagrado, momento de saudade, de aconchego e de despedida. Era em família que os judeus celebravam o Banquete pascal… Jesus celebrou com seus discípulos, conosco, sua família: “Tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim,” até o extremo de entregar a vida, pois “não há maior prova de amor que entregar a vida pelos amigos” (Jo 15,13).
Hoje, neste final de tarde e início de noite, ele se fez nosso servo, ele lavou nossos pés, porque “não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida em resgate por muitos” (Mc 10,45). Lavando os nossos pés, ele revelou de modo admirável seu desejo de nos servir dando a vida por nossa salvação.

Hoje, ele nos deu o novo mandamento: “Se eu, o Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. Dei-vos o exemplo, para que façais a mesma coisa que eu fiz”. Assim fazendo, assim falando, o Senhor nos ordena, por amor a ele, a que nos sirvamos mutuamente, nos amemos mutuamente, nos aceitemos e perdoemos mutuamente, até dar a vida uns pelos outros. Eis nosso testamento, nossa riqueza e também nossa vergonha, porque tantas e tantíssimas vezes descumprimos o desejo do Senhor! Que contemplando o gesto do Senhor, hoje nos demos o perdão. Eu vos peço em nome de Cristo: reconciliai-vos em família, por amor de Cristo; reconciliai-vos na paróquia, nos grupos e movimentos de Igreja, por amor daquele que nos amou assim e nos deu o exemplo! Por Aquele que se deu a nós nesta tarde bendita, perdoemo-nos, acolhamo-nos, amemo-nos! É o único modo, caríssimos, de celebrarmos a Santa Páscoa no domingo próximo e de participarmos hoje desta Ceia bendita!

O Senhor – para que tenhamos a força de amar como ele, de confiar amorosamente no Pai como ele, de amar os irmãos como ele -, hoje, ele instituiu o Sacramento do amor, a Eucaristia. Hoje ele deixou-se ficar no Pão e no Vinho transfigurados pelo seu Espírito Santo, como sacramento do seu Corpo e Sangue, imolado e ressuscitado para ser nossa oferta ao Pai, nosso alimento no caminho e nosso penhor de ressurreição e vida eterna. Quanta gratidão, quanto reconhecimento, devem brotar do nosso coração! Seu Corpo por nós imolado, seu Sangue por nós derramado, Jesus por nós entregue – sacramento de um amor eterno, de uma entrega sem fim, de uma presença perene! Comungar hoje do Corpo e do Sangue do Senhor é não somente unir-se a ele, mas estar disposto a ir com ele até a cruz e a morte! Ah, irmãos, não façamos como Pedro, que prometeu, mas não cumpriu e negou o Senhor! “O cálice de bênção que abençoamos não é comunhão com o sangue de Cristo? O pão que partimos não é comunhão com o corpo de Cristo?” (1Cor 10,16). Que grande mistério, esta união de vida e de morte com o nosso Senhor pela Eucaristia! Não reneguemos na vida e nas ações aquele que hoje nos convida à sua mesa e conosco celebra a sua Páscoa!
Hoje, para presidir à Eucaristia e ser um sinal do Senhor, mestre e servidor, Cristo, na Ceia, instituiu o sacerdócio ministerial: aqueles que em seu nome e por sua ordem, deverão presidir à Celebração eucarística até que ele volte. Nesta tarde sagrada, rezemos pelo nosso Bispo e pelos nossos sacerdotes, para que sejam dignos de tão grande ministério e o exerçam como Cristo, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida!

Irmãos e Irmãs caríssimos, guardemos no mais profundo do coração os mistérios desta Missa na Ceia do Senhor. Um amor tão grande, uma entrega tão total deve mover nosso coração, deve nos fazer sentir compungidos, desejosos de abrir nossa vida para o Cristo e realmente caminhar com ele. Tudo, nesta Celebração, respira amor, fala de amor: recordem o cordeiro imolado da primeira leitura – é o Cristo que por nós é imolado; pensem no pão sem fermento que partimos e no cálice da aliança que repartimos, na segunda leitura – é ainda o Cristo que se deixa ficar entre nós e em nós, como alimento e vida nova, plena do Espírito do Pai; recordem o Senhor inclinado, lavando-nos os pés, dando-nos a vida e dizendo a você e a Pedro: “Se eu não te lavar, não terás parte comigo”– é o Senhor na sua pura entrega de amor por nós!

Por favor, nestes dias, celebremos estes santos mistérios pascais com piedade, espírito de adoração profunda e profunda gratidão para com Aquele que por nós quis entregar-se às mãos dos malfeitores e sofrer o suplício da cruz. Não fiquemos indiferentes, não sejamos frios: tudo quanto celebraremos foi por nós que o Senhor instituiu e para nossa salvação que realizou! E que pela Páscoa deste ano, ele se digne conduzir-nos à Páscoa eterna. Amém.

Henrique Soares da Costa

Publicado em Presbíteros | mar 30, 2021.

Imagem: Creative Commons.

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Liturgia Diária 31/03/2021 – Homilia – Semana Santa | Quarta-feira (Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro-SP)

Última Ceia – Wikipédia, a enciclopédia livre

Evangelho

Evangelho (Mt 26,14-25)

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 14um dos doze discípulos, chamado Judas Iscariotes, foi ter com os sumos sacerdotes 15e disse: “Que me dareis se vos entregar Jesus?” Combinaram, então, trinta moedas de prata. 16E daí em diante, Judas procurava uma oportunidade para entregar Jesus.

17No primeiro dia da festa dos Ázimos, os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram: “Onde queres que façamos os preparativos para comer a Páscoa?” 18Jesus respondeu: “Ide à cidade, procurai certo homem e dizei-lhe: ‘O Mestre manda dizer: o meu tempo está próximo, vou celebrar a Páscoa em tua casa, junto com meus discípulos’”.

19Os discípulos fizeram como Jesus mandou e prepararam a Páscoa. 20Ao cair da tarde, Jesus pôs-se à mesa com os doze discípulos. 21Enquanto comiam, Jesus disse: “Em verdade eu vos digo, um de vós vai me trair”. 22Eles ficaram muito tristes e, um por um, começaram a lhe perguntar: “Senhor, será que sou eu?”

23Jesus respondeu: “Quem vai me trair é aquele que comigo põe a mão no prato. 24O Filho do Homem vai morrer, conforme diz a Escritura a respeito dele. Contudo, ai daquele que trair o Filho do Homem! Seria melhor que nunca tivesse nascido!” 25Então Judas, o traidor, perguntou: “Mestre, serei eu?” Jesus lhe respondeu: “Tu o dizes”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Homilia

‘Que me dareis se vos entregar Jesus?’ Combinaram, então, trinta moedas de prata” (Mateus 26,15)

A reflexão da Palavra de Deus, nesta quarta-feira da Semana Santa, leva-nos a perceber o que o deus deste mundo, que se chama “dinheiro”, é capaz de provocar no coração de um ser humano.

Judas, discípulo do Senhor, não estou aqui para condená-lo, nem para atirar-lhe pedras, para enforcá-lo nem o condenar de alguma forma. Estou aqui para refletir a minha própria vida, estou aqui para olhar para dentro de mim e ver qual é o domínio, qual é o poder que o dinheiro exerce sobre mim, que fascínio ele realiza em minha vida.

Se pararmos para olhar bem, o dinheiro é fascinante, é sedutor, pois ele entra na nossa vida e torna-se, muitas vezes, o condutor daquilo que nós realizamos. Alguns dizem: “Eu vivo para ganhar dinheiro”, “O sentido da minha vida é ganhar dinheiro”, e vive mesmo para ganhar dinheiro, não tem nem tempo para Deus, porque o deus dinheiro é que está sempre na cabeça. Até sentado no banco da igreja está pensando: “Quanto vou ganhar?”, “Como vou resolver minhas contas?”, “O que eu faço para ganhar mais?”.

Percebamos o que o deus deste mundo, que se chama “dinheiro”, é capaz de provocar no nosso coração

O dinheiro é sedutor. O grande deus deste mundo, ou nós o dominamos ou ele domina a vida dos humanos.

As pessoas se compram, vendem-se; as pessoas mudam a maneira de falar, de comportar-se e de agir diante do fascínio que o dinheiro pode exercer na vida de cada um. E é isso que acontece com o discípulo chamado Judas. Cuidou tanto do dinheiro, que se encantou por ele, e é a ele que os sumos sacerdotes vão se dirigir; e a pergunta é: “O que vão me dar?”, “Quanto vou ganhar?”, “Quanto dinheiro me darão se eu vos entregar Jesus?”.

Se é duro saber que há pessoas que entregam até a própria mãe, há aqueles que entregam a alma e a vida ao deus dinheiro. Entregam a sua fé, renegam a sua fé e colocam o dinheiro acima dela. Então, quando olho para Judas, hoje, que por trinta moedas de prata – pode até significar muito monetariamente falando -, trocou o Senhor da Vida por trinta moedas de prata… E ainda que fosse um milhão de moedas de prata!

Aqui não é olhar de forma quantitativa, mas qual é o verdadeiro significado que dou à vida? Qual é o verdadeiro valor que tem a vida em Deus? Qual é o dinheiro deste mundo que vale a minha fé, a minha salvação e o meu amor a Jesus? O que esta vida tem para me dar que possa ser mais precioso do que o Mestre Jesus?

Precisamos parar para refletir, para saber qual é o verdadeiro tesouro, qual é o bem mais precioso da minha vida. Quero ser discípulo de Jesus!

Deus abençoe você!

Fonte: Homilia Canção Nova https://homilia.cancaonova.com/pb/homilia/o-deus-dinheiro-seduz-a-nossa-vida/?sDia=31&sMes=03&sAno=2021

Publicado em Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro – São José dos Campos -SP.

Imagem: Wikipédia.

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Terça-Feira Santa – Comentário ao Evangelho (Arquidiocese de Sorocaba – 30.03.2021)

Evangelho

Evangelho (Jo 13,21-33.36-38)

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, estando à mesa com seus discípulos, 21Jesus ficou profundamente comovido e testemunhou: “Em verdade, em verdade vos digo, um de vós me entregará”. 22Desconcertados, os discípulos olhavam uns para os outros, pois não sabiam de quem Jesus estava falando.

23Um deles, a quem Jesus amava, estava recostado ao lado de Jesus. 24Simão Pedro fez-lhe um sinal para que ele procurasse saber de quem Jesus estava falando. 25Então, o discípulo, reclinando-se sobre o peito de Jesus, perguntou-lhe: “Senhor, quem é?”

26Jesus respondeu: “É aquele a quem eu der o pedaço de pão passado no molho”. Então Jesus molhou um pedaço de pão e deu-o a Judas, filho de Simão Iscariotes. 27Depois do pedaço de pão, Satanás entrou em Judas. Então Jesus lhe disse: “O que tens a fazer, executa-o depressa”.

28Nenhum dos presentes compreendeu por que Jesus lhe disse isso. 29Como Judas guardava a bolsa, alguns pensavam que Jesus lhe queria dizer: ‘Compra o que precisamos para a festa’, ou que desse alguma coisa aos pobres. 30Depois de receber o pedaço de pão, Judas saiu imediatamente. Era noite.

31Depois que Judas saiu, disse Jesus: “Agora foi glorificado o Filho do Homem, e Deus foi glorificado nele. 32Se Deus foi glorificado nele, também Deus o glorificará em si mesmo, e o glorificará logo. 33Filhinhos, por pouco tempo estou ainda convosco. Vós me procurareis, e agora vos digo, como eu disse também aos judeus: ‘Para onde eu vou, vós não podeis ir’”.

36Simão Pedro perguntou: “Senhor, para onde vais?” Jesus respondeu-lhe: “Para onde eu vou, tu não me podes seguir agora, mas me seguirás mais tarde”. 37Pedro disse: “Senhor, por que não posso seguir-te agora? Eu darei a minha vida por ti!” 38Respondeu Jesus: “Darás a tua vida por mim? Em verdade, em verdade te digo: o galo não cantará antes que me tenhas negado três vezes”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Terça-feira Santa – Comentário ao Evangelho (30.03.2021): Jo 13, 21-33.36-38

Jesus ficou profundamente comovido e testemunhou: ‘Em verdade, em verdade vos digo, um de vós me entregará.

A missão de Jesus parece acabar no fracasso. Parece uma derrota terrível para Jesus que só fez o bem. Ser traído por um dos seus discípulos, por um dos doze é algo terrível e, por isso, Jesus fica profundamente comovido.

Mas Jesus mesmo sem deixar de estar comovido e entristecido, é iluminado pelo Pai e, depois que Judas sai e meio à noite, afirma não a sua derrota, mas a sua vitória: Agora foi glorificado o Filho do Homem, e Deus foi glorificado nele. Se Deus foi glorificado nele, também Deus o glorificará em si mesmo, e o glorificará logo.

Trata-se de um modo divino de ver os acontecimentos da traição e da morte na cruz. Jesus vê as coisas em profundidade, não julga somente pelas aparências. Ele vê nas realidades humanas mais terríveis a ação de Deus que tudo conduz e transforma. Deus transforma a mais profunda humilhação em ocasião para a mais alta glorificação. No momento que Jesus aceita a pior das humilhações, Ele realiza a nossa salvação.

Para nós, esse modo de viver a paixão e morte é uma grande consolação. Jesus com a sua paixão nos deu o meio para reconhecer em nossos sofrimentos a ação divina. Ele nos deu a capacidade de colher em todas as dificuldades da vida a ocasião para glorificar Deus.

Mas essa transformação não é uma obra nossa nem depende somente de nossas forças. Trata-se de uma obra divina em nós. Se quisermos transformar os sofrimentos em vitória somente contanto com nossas forças, experimentaremos o mais clamoroso fracasso. Foi o que aconteceu com Pedro. Pedro disse a Jesus: Senhor, por que não posso seguir-te agora? Eu darei a minha vida por ti! A esse orgulho de só contar com as próprias forças, Jesus retruca: Darás a tua vida por mim? Em verdade, em verdade te digo: o galo não cantará antes que me tenhas negado três vezes.

Por nós mesmos não somos capazes de superar a cruz e o sofrimento. Somente quando Jesus nos chama nós podemos trilhar o caminho da cruz como caminho de Cristo e como caminho da salvação. Às vezes, Jesus permite que fracassemos como Pedro para nos ensinar a ser mais humildes e a confiar unicamente nEle.

Quando é Jesus que nos chama a seguir o caminho da cruz, podemos ter a certeza de receber dEle também a graça para poder carregar a cruz. E assim poderemos nos alegrar pelo fato de estarmos unidos a Ele na sua paixão para assim chegar a ressurreição.

Peçamos ao Senhor a graça de saber reconhecer em nossos sofrimentos a ação de Deus que transforma a nossa vida e a torna fecunda.

Por Dom Julio Endi Akamine SAC

Publicado em Diocese de Sorocaba.

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SEGUNDA-FEIRA SANTA: OS PRIMEIROS PASSOS DE NOSSO SENHOR A CAMINHO DO CALVÁRIO

Jesus amaldiçoa a figueira que não dá frutos – no, caso, os do arrependimento. É uma referência dentro do significado da Segunda-Feira Santa.

Na Segunda-Feira Santa, Jesus anuncia que seu sacrifício está próximo

A Semana Santa começou, foram 40 dias de Quaresma em espera para a chegada do Domingo de Ramos, que abre as portas para a o período mais importante para a Igreja Católica. São sete dias de recordação à paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo. Hoje, Segunda-feira Santa, o filho de Deus dá seus primeiros passos para cumprir a promessa das sagradas escrituras: dar a vida pela humanidade, só por amor.

Ontem, Domingo de Ramos, o Brasil se emocionou com diversas procissões realizadas com o Santíssimo em território nacional, já que a passeata com ramos, tradição católica, também foi cancelada devido à pandemia de coronavírus. Desse modo, levantou-se a seguinte questão: Como vivenciar os outros dias da Semana Santa e o que é recordado em cada um deles?

Celebrando os passos de Jesus

Na Segunda-Feira Santa, já se foi festejada a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, no dia anterior. Agora, a meditação da Igreja gira em torno do caminho que Cristo percorreu até o calvário. Esse trajeto não é o caminho da morte, mas sim da salvação. Jesus, ao dar seus passos em direção ao seu sacrífico, está andando rumo à libertação da humanidade. Isso porque a morte e o calvário são passageiros. No evangelho do dia, Nosso Senhor anuncia para seus discípulos que o dia de sua condenação à morte está próximo.

Neste dia, é muito comum em diversas paróquias, recordar a devoção de Nosso Senhor dos Passos, homenagem a Jesus que abre a semana que celebra a paixão, morte e ressurreição do Filho de Deus, isto é, os passos por ele percorridos até o dia da Páscoa. O caminho que Jesus encontrou não foi fácil, foi doloroso, foi impiedoso e foi sacrífico. Desse modo, Nosso Senhor dos Passos, nos guia em nossas dificuldades e trajetórias para encontrar a salvação.

Principalmente, perante a pandemia de COVID-19, que tem causado inúmeras mortes ao redor do mundo, é importante lembrar que Jesus se faz presente em cada momento de dificuldade. Ele deu sua vida pelo povo e continua a doando todos os dias. Deus é misericordioso e compassivo, que todos os católicos utilizem essa Semana Solene como fortaleza de fé para o fim dessa doença que atinge a humanidade.

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Oração para a Segunda-Feira Santa

Esta oração foi escrita por Santo Afonso de Ligório e recorda os passos de Jesus e toda a sua trajetória:

Dulcíssimo Jesus, no Horto das Oliveiras, triste até a morte, profundamente angustiado, oprimido da agonia, coberto de suor de sangue.

– Tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós.

Dulcíssimo Jesus, pelo ósculo traidor, entregue às mãos dos Vossos inimigos, maltratado, atado e preso com cordas abandonado pelos discípulos.

– Tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós.

Dulcíssimo Jesus, pelo injusto conselho dos judeus, julgado réu de morte, entregue a Pilatos, desprezado e escarnecido pelo ímpio Herodes.

– Tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós.

Dulcíssimo Jesus, despido, preso a uma coluna e açoitado cruelmente.

– Tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós.

Dulcíssimo Jesus, coroado de penetrantes espinhos, ferido na sagrada cabeça com uma cana; vestido por escárnio, de um manto de púrpura, saciado de opróbrios.

– Tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós.

Dulcíssimo Jesus, mais odiado que um ladrão e um assassino, reprovado pelos judeus condenados à morte de Cruz.

– Tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós.

Dulcíssimo Jesus, carregado com a pesada Cruz, caído por terra, levado ao Calvário, como o cordeiro em matadouro.

– Tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós.

Dulcíssimo Jesus, homens das dores, despojado das Vossas pobres vestiduras, contado entre os criminosos imolado em sacrifício pelos nossos pecados.

– Tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós.

Dulcíssimo Jesus, cravado cruelmente na Cruz, ferido dolorosamente por causa das nossas iniquidades, quebrantado por causa das nossas culpas.

– Tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós.

Dulcíssimo Jesus, escarnecido ainda na Cruz, atormentado e oprimido de dores inefáveis, consumido de sede, abandonado na mais dolorosa agonia pelo próprio Pai celestial.

– Tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós.

Dulcíssimo Jesus, morto na Cruz, transpassado por uma lança, a vista de vossa dolorosa Mãe.

– Tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós.

Dulcíssimo Jesus, descido da Cruz, depositado nos braços de vossa santíssima Mãe e banhado em Suas lágrimas.

– Tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós.

Dulcíssimo Jesus, ungido e embalsamado pelos discípulos amantes com preciosos aromas e envolvido em lençóis limpos e depositado no Santo Sepulcro.

– Tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós.

Ele tomou verdadeiramente sobre Si as nossas iniquidades.

E as nossas dores Ele mesmo suportou

Evangelho da Segunda-Feira Santa (Jo 12,1-11)

1Seis dias antes da Páscoa, Jesus foi a Betânia, onde morava Lázaro, que ele havia ressuscitado dos mortos. 2Ali ofereceram a Jesus um jantar; Marta servia e Lázaro era um dos que estavam à mesa com ele. 3Maria, tomando quase meio litro de perfume de nardo puro e muito caro, ungiu os pés de Jesus e enxugou-os com seus cabelos. A casa inteira ficou cheia do perfume do bálsamo. 4Então, falou Judas Iscariotes, um dos seus discípulos, aquele que o havia de entregar: 5“Por que não se vendeu este perfume por trezentas moedas de prata, para dá-las aos pobres?” 6Judas falou assim, não porque se preocupasse com os pobres, mas porque era ladrão; ele tomava conta da bolsa comum e roubava o que se depositava nela. 7Jesus, porém, disse: “Deixa-a; ela fez isto em vista do dia da minha sepultura. 8Pobres, sempre os tereis convosco, enquanto a mim, nem sempre me tereis”.9Muitos judeus, tendo sabido que Jesus estava em Betânia, foram para lá, não só por causa de Jesus, mas também para verem Lázaro, que Jesus ressuscitara dos mortos. 10Então, os sumos sacerdotes decidiram matar também Lázaro, 11porque por causa dele, muitos deixavam os judeus e acreditavam em Jesus.

Publicado em Catequistas do Brasil.

Imagem: Wikipédia.

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“Anunciamos Senhor, a vossa morte e proclamamos a vossa ressurreição, vinde Senhor Jesus!”, aclamamos a cada consagração do pão e do vinho.

Padre Cesar Agusuto, SJ – Vatican News

Neste domingo, que abre a Semana Santa, a Liturgia nos propõe refletirmos sobre a entrada de Jesus em Jerusalém, para ser aclamado como Filho de Davi e para, alguns dias depois, ser julgado e condenado como um grande malfeitor, um bandido que subleva o povo.

Estamos chegando no auge, no pico do Ano Litúrgico, com a solenidade das solenidades que é a Páscoa da Ressurreição do Senhor, no domingo próximo.Ouça e compartilhe

Nesta Semana, vamos refletir sobre a entrega de Jesus na Nova e Eterna Aliança, na quinta-feira e na paixão e morte de Jesus, na sexta. Tendo o sábado como um dia de esperança, aguardando a realização da promessa do Senhor, de que ressuscitaria, passamos estes dias ao lado da Virgem Maria, a Nossa Senhora das Dores, a Mãe da Esperança, em casa, no aguardo da Vida Nova.

Esta Semana Santa, de 2021, como a do ano passado, de 2020, terá suas celebrações diferentes, em muitas cidades serão transmitidas online, com todos os fiéis leigos em casa, protegendo-se da pandemia. Isso nos afervora o sentimento de meditação e contemplação, já que nada será motivo de distração, mas sim, de união com o Cristo que sofre sua paixão, também nos irmãos que estão enfermos e, muitos, agonizantes, além de estar presente naqueles que fazem o papel de cireneu, os médicos e enfermeiros e todos da área da saúde, que lidam direta ou indiretamente a favor daqueles que sofrem.

Veremos a Virgem Dolorosa também nas pessoas que, aflitas, acompanham, de longe, o sofrimento dos amados, dos queridos, daqueles que importam em suas vidas. Por que não citar aquelas pessoas que como Maria, outras mulheres, João Evangelista e José de Arimatéia fazem um cortejo fúnebre, mesmo apenas com o coração, e sepultam ou cremam os corpos de seus entes queridos?

Esta semana será Santa em todos os sentidos. Vamos vivê-la na dimensão unitiva com todos os que padecem em nosso mundo.

A primeira leitura da missa deste domingo, extraída de Isaías 50, 4-7, inicia dizendo que o Senhor deu ao personagem principal do texto, capacidade de confortar pessoa abatida e para ouvir, como discípulo. Ao mesmo tempo, o personagem principal sofre agressões e afrontas, mas não perde o ânimo porque sabe que o Senhor é o seu auxílio e não sairá humilhado dessa situação de ultrajes. A cena pode ser aplicada ao Cristo, em sua paixão, e a nós, em situações de profundo sofrimento. A esperança em Deus permanece. O Senhor pode não nos livrar de vexames e afrontas, mas Ele nos liberta dentro dessa situação e nos mantem, apesar das humilhações, com nossa dignidade intocável. O salmo responsorial, Sl 21 (22) descreve com tragicidade o que acontece com o Servo do Senhor, mas será o Sl 23(22), o que nos falará do sentimento mais profundo durante a experiência de atroz sofrimento: “Ainda que eu caminhe por vale tenebroso nenhum mal temerei, pois estás junto a mim … minha morada é a casa do Senhor por dias sem fim.”

Na segunda leitura, tirada de Filipenses 2, 6-11, São Paulo nos fala explicitamente de Jesus Cristo ao fazer a kenosis de si mesmo, isto é, ao se esvaziar da postura de Filho de Deus para se preencher com a condição de escravo e se igualar aos seres humanos.

Vivemos essa entrega do Senhor a cada Eucaristia, onde ele assume nosso lugar e sendo homem e Deus, faz a aliança nova e eterna com o Pai, renovada a cada sim dado ao Pai, quando saímos de nós mesmos e aceitamos morrer e abraçar a vida nova.

A Quinta-Feira Santa e a Sexta-Feira Santa celebram especialmente essa entrega do Senhor, que também pode, aos poucos, ir se tornando a nossa, quando conscientes no dia de nosso Batismo, demos o Sim radical ao Senhor da Vida, a cada dificuldade o vamos repetindo, até o Sim absoluto dado na hora de nossa morte.

“Anunciamos Senhor, a vossa morte e proclamamos a vossa ressurreição, vinde Senhor Jesus!”, aclamamos a cada consagração do pão e do vinho. Aí, jaz a esperança, ou melhor, a certeza de que a vida dará sua palavra final com a ressurreição. A do Senhor já aclamada, e a nossa, imbricada na Dele.

Publicado em Vatican News.

Imagem: Wikipédia.

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As Dores de Nossa Senhora na Paixão de Cristo (Biografia dos Santos)

 

Uma espada transpassará a tua alma.(Lc 2, 35)

A profecia de Simeão se realizou em plenitude na Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo. O sofrimento que Maria passou em todo o martírio de Jesus nos sensibiliza e nos cativa a contemplar as dores de Maria na Paixão de Cristo.

 1ª Dor: Saber que seu amado e querido Filho Jesus Cristo, foi traído por um dos seus discípulos.(Lc 22, 47-48)

 Jesus foi traído por um dos discípulos que freqüentava a sua casa. Um dos que eram servidos sempre com carinho e amor quando visitavam a Casa de Maria. Saber que, Jesus, a Suma Bondade, que em toda vida testemunhou a perfeita fidelidade a Maria e José, e, a Deus-Pai, estava sofrendo injustamente uma traição para pagar os pecados de toda humanidade. Pai Nosso. Ave-Maria. Glória.

2ª Dor: Saber que seu amado e querido Filho, Jesus Cristo, foi preso.(Lc 22, 54)Quanto sofrimento passou Maria ao saber da prisão do Seu Filho Jesus. Jesus que é manso e humilde de coração. Jesus que curou cegos, paralíticos, coxos, leprosos; Jesus que ressuscitou a filha de Jairo e o amigo Lázaro. Jesus que, pregou a todos a misericórdia e o amor. Jesus, a Suma Bondade é preso injustamente para que, toda humanidade fosse liberta da prisão do pecado e pudesse assim encontrar a graça da salvação pela morte e Ressurreição de Jesus. O sofrimento de Maria foi extremo. Saber que o seu único Filho, estava preso mesmo sendo inocente. Saber que, estava sendo humilhado, tratado sem misericórdia, sendo que, em toda a vida Jesus pregou misericórdia para todos. Quão grande a dor inconsolável de Mãe. Pai Nosso. Ave Maria. Glória.

  3ª Dor: Saber que seu amado e querido Filho, Jesus, foi escarnecido, injuriado e recebeu bofetadas dos soldados.

 Maria e José sempre cuidaram com carinho, zelo, amor, união e ternura o Filho Jesus. Desde a infância Jesus foi tratado com amor e carinho. Em nenhum momento se viu qualquer olhar de repreensão na sagrada família, pois Jesus é manso e humilde de coração. Sempre foi obediente e cheio de sabedoria. Na perda e encontro de Jesus conversando com os doutores da Lei, Deus já estava preparando Maria para a imensa dor que enfrentaria na Paixão de Cristo. Pois, Maria e José ficaram três dias angustiados com a perda do Menino Jesus. Esta aflição de ficar três dias longe do menino Jesus foi uma grande dor no coração de Maria. Esta dor de Mãe que ficou três dias aflita e longe do filho sem saber notícias, preparou o coração de Maria para uma dor ainda maior que seria os três dias que ficaria ausente do Filho após a morte de cruz que haveria de passar. Vejamos a palavra da perda e do encontro do menino Jesus.Pai Nosso. Ave Maria. Glória.

 A Perda e o Encontro do Menino Jesus no Templo

Tendo ele atingido doze anos, subiram a Jerusalém, segundo o costume da festa. Acabados os dias da festa, quando voltavam, ficou o menino Jesus em Jerusalém, sem que os seus pais o percebessem. Pensando que ele estivesse com os seus companheiros de comitiva, andaram caminho de um dia e o buscaram entre os parentes e conhecidos. Mas não o encontrando, voltaram a Jerusalém, à procura dele. Três dias depois o acharam no templo, sentado no meio dos doutores, ouvindo-os e interrogando-os. Todos os que o ouviam estavam maravilhados da sabedoria de suas respostas. Quando eles o viram, ficaram admirados. E sua mãe disse-lhe: Meu filho, que nos fizeste?! Eis que teu pai e eu andávamos à tua procura, cheios de aflição. Respondeu-lhes ele: Por que me procuráveis? Não sabíeis que devo ocupar-me das coisas de meu Pai? Eles, porém, não compreenderam o que ele lhes dissera. Em seguida, desceu com eles a Nazaré e lhes era submisso. Sua mãe guardava todas estas coisas no seu coração. E Jesus crescia em estatura, em sabedoria e graça, diante de Deus e dos homens.(Lc 2, 42-52).

 4ª Dor: Saber que seu amado e querido Filho, Jesus, foi acusado injustamente com violência pelos príncipes dos sacerdotes e tratado com desprezo por Herodes.

 Maria teve o grande sofrimento de saber de todas as falsas acusações que faziam para o seu querido Filho. Jesus foi tratado na Paixão de Cristo de forma inversa ao que viveu e ensinou. As obras de Jesus são sempre boas e seu testemunho de vida é de amor, justiça e misericórdia. Mas para pagar os pecados da humanidade assumiu nossas culpas e recebeu grandes injúrias e violência aceitando com mansidão todo sofrimento, pois quis doar a Sua vida para nos salvar.Pai Nosso. Ave Maria. Glória.

 “Em verdade, ele tomou sobre si nossas enfermidades, e carregou os nossos sofrimentos”.(Isaías 53, 4).

 5ª Dor: A flagelação de Jesus.(João 19, 1).

 A flagelação de Jesus foi um momento de grande sofrimento de Maria. Jesus que, só recebeu amor e carinho de Maria e José, que, nunca sofreu nenhum arranhão de ninguém, é coberto de violência, a pedido de Pilatos, e recebe em seu corpo a extrema dor da flagelação. Maria que em nenhum momento se desesperou, manteve o silêncio e a paz diante de todos os sofrimentos que Jesus passava para que, o plano de Deus se cumprisse e toda humanidade fosse salva, mas no coração de Mãe a dor era imensa. Pai Nosso. Ave Maria. Glória.

  6ª Dor: A Coroação de espinhos(João 19, 2-3).

 Maria sofre grande dor ao ver seu Filho Jesus coroado de espinhos e toda face dolorosa e ensangüentada de Jesus. Maria que ama Jesus com todo o coração compartilha no coração do sofrimento do filho. O coração de Mãe quer retirar cada espinho de Jesus para diminuir-lhe a dor, mas a obediência à vontade de Deus compreende que o sofrimento do Filho traz consigo a salvação de toda humanidade. Por isso, resolve silenciar e transmitir o amor de sua presença pura e maternal.Pai Nosso. Ave Maria. Glória.

7ª Dor: O povo pede que Jesus, o Salvador, seja crucificado e resolve soltar o homicida do Barrabás.(Lc 23, 24-25).

 Maria sofre enorme dor ao ver, seu Amado Filho Jesus, ser preso. Mais a dor aumenta ao saber que preferem soltar o homicida do Barrabás e deixar Jesus, o Salvador, preso. Esta dor em Maria é revivida nos dias de hoje quando resolvemos soltar o ódio e o rancor contra o próximo e prendemos o amor. A prisão de Jesus simboliza a escolha do ser humano pelo pecado. Por isso, se quisermos decidir por soltar Jesus devemos abrir nosso coração para amar a todos, inclusive os que nos maltratam ou ofendem.Pai Nosso. Ave Maria. Glória.

 8ª Dor: Jesus carrega a cruz.(Lc 23, 26).

 Maria sente uma profunda dor ao ver que Seu Amado Filho Jesus, mesmo após todos sofrimento das chagas feitas pela flagelação e pela coroação de espinhos, ainda é obrigado a carregar pesadíssima cruz. Maria que queria no coração que tudo parasse para tratar das feridas do filho. Maria que desde a concepção cuidou de Jesus com todo carinho, amor e ternura, se vê num sofrimento indizível ao ver as dores que Jesus suporta, mas o seu conforto está na obediência à vontade de Deus-Pai e na salvação da humanidade.Pai Nosso. Ave Maria. Glória.

 9ª Dor: A tríplice queda de Jesus

 Contemplamos o doloroso sofrimento de Maria Santíssima ao ver seu Filho Jesus cair três vezes diante do peso da cruz. Maria que ensinou Jesus a andar quando ainda era bebê, que o levantava quando caia ao aprender a andar, teve que, suportar o sofrimento de ver seu amado Filho Jesus caído por três vezes, pelo peso da cruz, sem nada poder fazer, pois se no seu coração o desejo de mãe de levantá-lo era forte, muito mais forte era o amor a obediência divina para que fosse cumprido o plano de Deus e toda a humanidade fosse redimida dos pecados com a salvação que nos seria dada pela crucificação, morte e Ressurreição de Jesus.Pai Nosso. Ave Maria. Glória.

 Meditação da Paixão pelo Vaticano – Papa Bento XVI

A tradição da tríplice queda de Jesus sob o peso da cruz recorda a queda de Adão – o ser humano caído que somos nós – e o mistério da associação de Jesus à nossa queda. Na história, a queda do homem assume sempre novas formas. Na sua primeira carta, S. João fala duma tríplice queda do homem: a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida. Assim interpreta ele a queda do homem e da humanidade, no horizonte dos vícios do seu tempo com todos os seus excessos e depravações. Mas, olhando a história mais recente, podemos também pensar como a cristandade, cansada da fé, abandonou o Senhor: as grandes ideologias, com a banalização do homem que já não crê em nada e se deixa simplesmente ir à deriva, construíram um novo paganismo, um paganismo pior que o antigo, o qual, desejoso de marginalizar definitivamente Deus, acabou por perder o homem. Eis o homem que jaz no pó. O Senhor carrega este peso e cai… cai, para poder chegar até nós; Ele olha-nos para que em nós volte a palpitar o coração; cai para nos levantar.

http://www.vatican.va/news_services/liturgy/2005/via_crucis/po/station_07.html

 10ª Dor: Jesus é crucificado juntamente com dois malfeitores.(Lc 23-33).

 Contemplamos toda imensa dor que Maria sentiu ao ver que Jesus estava sendo crucificado. Toda dor de Mãe ao ver seu único e amado Filho ser morto de forma cruel. Jesus o cordeiro manso, humilde e inocente dando a própria vida pela salvação da humanidade. Maria além da dor indizível de ver seu filho sofrer no madeiro da cruz, também, sofre por Jesus ter sido crucificado de forma humilhante, no meio de dois malfeitores. O Justo dos justos, O Rei dos reis, tendo uma morte cruenta juntamente com dois ladrões. Se na vida teve o convívio dos discípulos, do amigo Lázaro, da amiga Marta e Maria, de Sua querida e terna Mãe Maria Santíssima, na morte teve como companhia dois ladrões.Pai Nosso. Ave Maria. Glória.

 Foi-lhe dada sepultura ao lado de criminosos e ao morrer achava-se entre malfeitores, se bem que não haja cometido injustiça alguma, e em sua boca nunca tenha havido mentira. (Isaías 53, 9).

11ª Dor: Jesus é escarnecido, zombado na cruz pelos príncipes dos sacerdotes e pelos soldados e blasfemado pelo ladrão mau.(Lc 23, 35-38).

 Maria vê o sofrimento do seu filho e sente profunda dor ao vê-lo com o corpo todo chagado e sofrido e, ainda, ver os algozes O humilharem constantemente sem piedade nem misericórdia. Maria que amou Jesus por toda a vida sofreu profundamente com a dor do seu único Filho sendo maltratado e humilhado. Maria que sempre guarda as palavras de Deus no coração tem o sofrimento de ouvir blasfêmias, perseguições e injúrias dos algozes e do ladrão mau ao Seu Querido Filho Jesus.Pai Nosso. Ave Maria. Glória.

 12ª Dor: Jesus se despede de Maria e recomenda João como filho. (João 19, 26-27).

 Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe: Mulher, eis aí teu filho. Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E dessa hora em diante o discípulo a levou para a sua casa.(João 19, 26-27).

 Toda dor da despedida que Maria sofreu foi amplamente dolorosa. A dor da separação lembrou o momento da perda e reencontro de Jesus no templo. Deus já havia preparado Maria para o momento de aflição que passaria na morte de Jesus, mas Jesus vendo a dor e a saudade que a Mãe iria ficar do amado Filho, resolve recomendar o discípulo que mais se assemelhou a Jesus no amor, João. Por João ter ficado presente no momento da cruz recebeu o presente de receber Maria como Mãe. Nos dias de hoje, torna-se clara a necessidade de enfrentarmos nossa cruz com fidelidade, pois assim, teremos a certeza de recebemos o apoio maternal da Bem-Aventurada sempre Virgem Maria que, é nossa Mãe e nos auxilia com Sua poderosa Intercessão para vencermos todas as tentações e adquirirmos todas as virtudes que necessitamos para ser santo.

 João sempre diz no evangelho que é o discípulo mais amado, mais esta certeza dele, não estava pautada na diferenciação do amor de Jesus em relação aos discípulos. Esta certeza de ser mais amado foi concretizada na perfeita escolha de João para cuidar de Maria, como sua Mãe e na entrega de João à Maria para que ela cuidasse dele como seu amado Filho. João tinha um coração de criança puro e dócil e seria o consolador de Maria após a Sua morte. Esta entrega de Maria à João como filho e de João à Maria como Mãe é a certeza que Jesus nos entregou Sua própria Mãe para que  a assumíssemos como Mãe da humanidade e Rainha dos anjos e dos santos no céu. Jesus quis nos ensinar que para sermos filhos amados de Maria devemos ser como João, dócil, humilde, fiel e não fugir da cruz. Mas, antes, ajudar a consolar aquele que sofre e ser sensível a dor alheia. João não teve medo de morrer por assistir a crucificação de Jesus, por isso teve ainda uma vida longa.(João 21, 18-23).

 Jesus disse: Se alguém quiser vir comigo, renuncie-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me. Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas aquele que tiver sacrificado a sua vida por minha causa, recobrá-la-á.(Mateus 16, 24-25).Pai Nosso. Ave Maria. Glória.

 13ª Dor: A morte de Jesus. (João 19, 28-30)

 A morte de Jesus é o momento do cumprimento da profecia de Simeão que disse: Uma espada transpassará a tua alma. (Lc 2, 35)

 É o momento de profunda dor no Coração Imaculado de Maria. Um sofrimento que é indizível e não dá para mensurar, pois se já é dolorido para a Mãe ver um filho morrer, imagine para Maria Santíssima que é de coração terno, doce, puro, amável, e que, ama completamente com todas as suas forças o Filho Jesus. Imagine ver morrer um Filho perfeito. Perfeito na obediência, perfeito no carinho, perfeito na pureza, perfeito nas virtudes, perfeito na paz, perfeito na alegria, perfeito na paciência, perfeito na verdade, perfeito na justiça, perfeito em toda sua vida, perfeito no amor. Jesus é a perfeição! Contemplamos toda dor que Maria sentiu na morte de Jesus até a alegria da Ressurreição no terceiro dia.Pai Nosso. Ave Maria. Glória.

Oração: Por todas estas dores, te pedimos Maria a sua intercessão para que sejamos preservados de todo mal e protegidos contra as ciladas do inimigo. Mãe querida, peço humildemente que, me ajudais a sair de todos os vícios da carne, os pecados da língua, e todas impurezas do olhar, do pensamento, e do ouvido. Ó Mãe querida, te peço que possa, pela Sua Poderosa Intercessão, aumentar em mim a fé e as virtudes que preciso para ser santo. Amém.

Nossa Senhora das Dores, Rogai por nós!

Publicado em Biografia dos Santos.

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Reflexões de Santo Afonso sobre a Paixão de Cristo (Fidelium Animae)

By José (Own work) [CC BY-SA 3.0], via Wikimedia Commons

1. Quanto agrada a Jesus Cristo que nós nos lembremos continuamente de Sua paixão e da morte ignominiosa que por nós sofreu. Muito bem se deduz de haver Ele instituído o Santíssimo Sacramento do altar com o fito de conservar sempre viva em nós a memória do amor que nos patenteou, sacrificando-se na Cruz por nossa salvação.

Já sabemos que na noite anterior à sua morte Ele instituiu este sacramento de amor e depois de ter dado Seu corpo aos discípulos, disse-lhes — e na pessoa deles a nós todos — que ao receberem a santa comunhão se recordassem do quanto Ele por nós padeceu:

“Todas as vezes que comerdes deste pão e beber de deste cálice, anunciareis a morte do Senhor” (1Cor 11,26). Por isso a santa Igreja, na missa, depois da consagração , ordena ao celebrante que diga em nome de Jesus Cristo: “Todas as vezes que fizerdes isto, fazei-o em memória de Mim”. E São Tomás escreve: “Para que permanecesse sempre viva entre nós a memória de tão grande benefício, deixou seu corpo para ser tomado como alimento” (Op. 57). E continua o santo a dizer que por meio de um tal sacramento se conserva a memória do amor imenso que Jesus Cristo nos demonstrou na sua paixão.

2. Se alguém padecesse por seu amigo injúrias e ferimentos e soubesse que o amigo, quando se falava sobre tal acontecimento nem sequer nisso queria pensar e até costumava dizer: falemos de outra coisa — que dor não sentiria vendo o desconhecimento de um tal ingrato? Ao contrário, quanto se consolaria se soubesse que o amigo reconhece dever-lhe uma eterna obrigação e que disso sempre se recorda e se lhe refere sempre com ternura e lágrimas? Por isso é que todos os santos, sabendo a satisfação que causa a Jesus Cristo quem se recorda continuamente de sua paixão, estão quase sempre ocupados em meditar as dores e os desprezos que sofreu o amantíssimo Redentor em toda a Sua vida e particularmente na Sua morte. S. Agostinho escreve que as almas não podem se ocupar com coisa mais salutar que meditar cotidianamente na paixão do Senhor.

Deus revelou a um santo anacoreta que não há exercício mais próprio para inflamar os corações com o amor divino do que o meditar na morte de Jesus Cristo. E a Santa Gertrudes foi revelado, segundo Blósio, que todo aquele que contempla com devoção o crucifixo é tantas vezes olhado amorosamente por Jesus quantas ele o contempla. Ajunta Blósio que o meditar ou ler qualquer coisa sobre a paixão traz-nos maior bem que qualquer outro exercício de piedade. Por isso escreve S. Boaventura: “A paixão amável que diviniza quem a medita” (Stim. div. amor. p. 1. c. 1). E falando das chagas do crucifixo, diz que são chagas que ferem os mais duros corações e inflamam no amor divino as almas mais geladas.

Fonte: A Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo – Piedosas e edificantes meditações sobre os sofrimentos de Jesus, por Sto. Afonso Maria de Ligório, traduzidas pelo Pe. José Lopes Ferreira, C.Ss.R. – Volume II – Edição PDF de Fl.Castro, abril 2002.

Publicado em Fidelium Animae.

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Devoção às Cinco Chagas de Nosso Senhor Jesus Cristo

Ao estar de joelhos ante vossa imagem sagrada

Oh! Salvador meu, minha consciência me diz que tem sido eu que vos cravou na cruz, com estas minhas mãos, todas as vezes que tenho ousado cometer um pecado mortal. Deus meu, meu amor e meu tudo, digno de toda adoração e amor, vendo como tantas vezes me haveis cumulado de bênçãos, me acho de joelhos, convencido de que ainda posso reparar as injúrias com que vos tenho ofendido. Ao menos posso me compadecer, posso dar-Vos graças por todo o que haveis feito por mim. Perdoai-me, Senhor meu. Por isso com o coração e com os lábios digo: Perdoai-me, Senhor meu.

A Chaga do Pé Esquerdo: Santíssima Chaga do pé esquerdo de meu Jesus, Vos adoro.

Me dói, Bom Jesus, ver-Vos sofrer aquela pena dolorosa. Vos dou graças, Oh! Jesus de minha alma, porque haveis sofrido tão atrozes dores para deter-me em minha carrera ao precipício, sofrendo-Vos a causa dos pulsantes espinhos de meus pecados.

Ofereço ao Eterno Pai, o sofrimento e o amor de vossa santíssima Humanidade para ressarcir meus pecados, que detesto com sincera contrição.

A Chaga do Pé Direito: Santíssima Chaga do pé direito de meu Jesus, Vos adoro.

Me dói, Bom Jesus, de ver-Vos sofrer tão dolorosa pena. Vós dou graças, Oh! Jesus de minha vida , por aquele amor que sofreu tão atrozes dores, derramando sangue para castigar meus desejos pecaminosos e andadas em pró do prazer.

Ofereço ao Eterno Pai, o sofrimento e o amor de vossa santíssima Humanidade, e peço a graça de chorar minhas transgressões e de perseverar no caminho do bem, cumprindo fidelíssimamente os mandamentos de Deus.

A Chaga da Mão Esquerda: Santíssima Chaga da mão esquerda de meu Jesus, Vos adoro.

Me dói, Bom Jesus, de ver-Vos sofrer tão dolorosa pena. Vós dou graças, Oh! Jesus de minha vida, porque por vosso amor me haveis livrado a mim de sofrer a flagelação e a eterna condenação, que tenho merecido por causa de meus pecados.

Ofereço ao Eterno Pai, o sofrimento e o amor de vossa santíssima Humanidade e suplico me ajude a fazer bom uso de minhas forças e de minha vida, para produzir frutos dignos da glória e vida eterna e assim desarmar a justa ira de Deus.

A Chaga da Mão Direita: Santíssima Chaga da mão direita de meu Jesus, Vos adoro.

Me dói, Bom Jesus, de ver-Vos sofrer tão dolorosa pena. Vós dou graças, Oh! Jesus de minha vida, por ter-me acumulado de benefícios e graças, e isso a pesar de minha obstinação no pecado.

Ofereço ao Eterno Pai o sofrimento e o amor de vossa santíssima Humanidade e suplico me ajude a fazer tudo para maior honra e Glória de Deus.

A Chaga do Sacratíssimo Peito: Santíssima Chaga do Sacratíssimo Peito de meu Jesus, Vos adoro.

Me dói, Bom Jesus, de ver-Vos sofrer tão grande injúria. Vós dou graças, Oh! Bom Jesus, pelo o amor que me tendes, ao permitir que Vos abrissem o peito, com uma lançada e assim derramar a última gota de sangue, para redimir-me.

Ofereço ao Eterno Pai esta oferta e o amor de vossa santíssima Humanidade, para que minha alma possa encontrar em vosso coração transpassado um seguro Refúgio. Assim seja.

Publicado em Últimas e Derradeiras Graças.

Oração à Chaga do Ombro de Jesus I

Perguntando São Bernardo ao Divino Redentor, qual era a dor que sofrera mais, e desconhecida dos homens: Jesus lhe respondeu:

“Eu tinha uma chaga profundíssima no ombro sobre o qual carreguei minha pesada cruz: Essa chaga era mais dolorosa que as outras. Os homens não fazem dela menção, porque não a conhecem. Honra pois, essa chaga a farei tudo o que por ela me pedires”.

Oração:

Oh! amante Jesus, manso cordeiro de Deus, apesar de ser eu uma criatura miserável e pecadora vos adoro e venero a chaga causada pelo peso de vossa cruz, que dilacerando vossas carnes, desnudou os ossos de vosso ombro Sagrado e da qual vossa Mãe dolorosa tanto se compadeceu.

Também eu, ó altíssimo Jesus, me compadeço de vós e do fundo do meu coração vos louvo, vos glorifico, vos agradeço por essa chaga dolorosa de vosso Ombro em que quisestes carregar vossa Cruz por minha salvação.

Ah! pelos sofrimentos que padecestes e que aumentaram o enorme peso de vossa Cruz vos rogo com muita humildade: Tende piedade de mim, pobre criatura pecadora, perdoai os meus pecados e conduzi-me ao céu pelo caminho da Cruz.

Rezam-se sete Ave-Marias e acrescenta-se: “Minha Mãe Santíssima imprimi em meu coração as Chagas de Jesus Crucificado”

Indulgência de 300 dias cada vez.

“Oh! dulcíssimo Jesus, não sejais meu juiz, mas meu Salvador”

Indulgência de 100 dias cada vez.

Oração à Chaga do Ombro de Jesus II

Nas Atas do convento de Claraval (França) lêem-se estas palavras: São Bernardo perguntou ao Divino Salvador qual tinha sido a maior de suas dores desconhecida dos homens.

Jesus lhe respondeu:

Eu tinha uma Ferida no Ombro, em que havia carregado a Cruz, e esta Ferida era mais dolorosa que as outras.Os homens não fazem menção dela, porque é desconhecida. Honrai-a, pois, e Eu vos concederei tudo o que me pedires por sua virtude. Todos aqueles que a venerarem, obterão a remissão dos seus pecados veniais e graças eficazes para conseguirem o perdão dos pecados mortais que tiverem cometido.

Oração:

Oh! bom Jesus, Senhor e Redentor meu, que carregastes a pesada Cruz de todos os pecados do Mundo e também os meus; pelos méritos da Chaga e dor que tal Cruz rasgou no vosso Ombro, eu Vos peço humildemente o arrependimento e perdão de todas as minhas culpas e a graça de morrer sem pecado.

E lembrando o auxílio que vos deu Simão Cireneu, aliviando o peso da vossa Cruz, peço-Vos ainda, em virtude da Chaga do vosso Ombro, que foi a mais escondida do vosso sacrifício redentor, que susciteis no mundo muitas almas vítimas, a continuarem nelas a vossa Paixão, e, pela generosidade do seu holocausto, suportando com amor heróico, resgatem muitos pecadores, salvem muitos moribundos, e atraiam sobre a Terra uma chuva da Caridade e Pureza. Amém.

Rezam-se sete Ave-Marias e acrescenta-se: Minha Mãe Santíssima imprimi em meu coração as Chagas de Jesus Crucificado”

Indulgência de 300 dias cada vez.

“Oh! dulcíssimo Jesus, não sejais meu juiz, mas meu Salvador”

Indulgência de 100 dias cada vez.

Publicado em Últimas e Derradeiras Graças

Meditação sobre as Santas Chagas de Jesus

A Chaga do Lado: Lembra a Eucaristia, fonte de Vida, graça, amor e luz. É seguro refúgio para todos nós, e é especialmente reaberta pelos profanadores do Santíssimo Sacramento.

A Chaga da Mão Direita: Por ela Jesus eleva ao Pai as almas que se santificam por força do Amor divino. É reaberta pela ingratidão e falta de amor das almas que fogem aos sacrifícios que Deus lhes pede.

A Chaga da Mão Esquerda: É por ela que Jesus faz chegar ao Pai os anseios das almas dedicadas ao apostolado. Ferem-na os hipócritas que trabalham no reino de Deus apenas por vaidade e ostentação.

A Chaga do Pé Direito: Por ela Jesus promete salvar os pecadores, socorrer os atribulados e aliviar as Almas do Purgatório. É reaberta pela insensibilidade e falta de caridade para com o próximo.

A Chaga do Pé Esquerdo: Por esta Chaga se salvarão os pecadores mais obstinados, se o Senhor lhes der a graça do arrependimento final, pelos Seus infinitos merecimentos e dos balsamizadores desta mesma Chaga. Ferem-na os indiferentes para com a sorte eterna dos seus irmãos.

A Chaga do Ombro: É reaberta pela ingratidão e falta de amor de tantas almas a Deus consagradas.

São Bernardo ouviu de Jesus estas palavras:

“Eu tinha uma Chaga profundíssima no ombro sobre a qual carreguei a Minha pesada Cruz. Essa Chaga era mais dolorosa que as outras. Honra, pois, essa Chaga, e farei tudo o que pedires.”

A Chaga da Fronte: Por esta Chaga que ensanguentou o rosto triste e machucado de Jesus, o mesmo Jesus promete aceitar os espinhos das almas que trabalham para defender a Sua seara. Os pecados de inveja, ciúme, ódio, derrotismo, entre as almas do santuário, ofendem a Fronte de Jesus.

Publicado em Últimas e Derradeiras Graças.

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Quaresma, tempo de reconciliação e conversão

É tempo de proclamarmos a misericórdia de Deus, buscando o seu perdão. No início do cristianismo, o tempo da Quaresma servia à purificação e iluminação daqueles que se preparavam para os sacramentos da iniciação cristã (Batismo, Confirmação, Eucaristia). Os catecúmenos iniciavam neste tempo uma caminhada de exame de consciência, de revisão de vidade reconciliação para celebrar e viver os frutos da Páscoa de Jesus Cristo, aproveitando os 40 dias para preparar-se para a graça da vida nova, da adesão à pessoa de Jesus Cristo.

Quando termina a Quaresma?

Somos convidados a intensificar nossa vida de oração. Entrar na intimidade de Deus, intensificar os laços de amizade com Aquele que é a razão de nossa vida.

Esse ideal ainda permanece. Nós que já fomos iniciados na vida cristã também somos convidados à purificação e renovação de nosso ardor no seguimento de Jesus, reavivando nosso Batismo e assumindo nossos compromissos cristãos, à luz do mistério pascal de Cristo. Somos convidados a intensificar nossa vida de oração. Entrar na intimidade de Deus, intensificar os laços de amizade com Aquele que é a razão de nossa vida. Dedicar-nos à escuta da Palavra, à vivência sacramental.

Destaco aqui o sacramento da Reconciliação para este tempo de graça. Como estamos celebrando o sacramento da Reconciliação? Temos sentido necessidade da misericórdia de Deus, do seu perdão?

Sobre o sacramento da Reconciliação, o Catecismo da Igreja Católica nos ensina que: o Batismo nos dá vida nova, mas não suprime a fragilidade, a fraqueza da natureza humana inclinada ao pecado. Por isso somos chamados à conversão para vivermos cada dia nossa vocação à santidade. A Igreja (que somos nós) é santa e pecadora, tem necessidade de purificar-se, renovar-se, e assim, atraídos pela graça, respondendo ao amor misericordioso de Deus, celebramos o sacramento da Reconciliação com o coração contrito e o propósito de conversão sincera. (cf. CIC 1426-1428)

Como viver a Quaresma como tempo de misericórdia?

conversão é obra da graça. Deus chega antes em nosso coração. Nos dá força para começar de novo. Pela reconciliação o cristão é convidado a reorientar-se para Deus, de todo coração, rompendo com o pecado. A conversão é obra da graça. Deus chega antes em nosso coração. Nos dá força para começar de novo. O Espírito Santo nos dá a graça do arrependimento e da conversão e nós respondemos a cada dia com o esforço de sermos melhores e mais coerentes com nossa .

O Catecismo também nos ensina que o sacramento produz efeitos em nossa vida: reconciliação com Deus, paz tranquilidade de consciência, consolo espiritual, ressurreição espiritual, restituição da dignidade da vida de filho de Deusreconciliação com a Igreja (comunhão fraterna), participação dos bens espirituais, reconciliação consigo mesmo e com os irmãos. Convertendo-se a Cristo pela penitência e pela fé o pecador passa da morte para a vida. (cf. CIC 1468-1470)

Neste tempo também somos convidados à pratica da caridade e ao jejum. Oferecemos nosso sacrifício para nosso crescimento espiritual e para o bem de nossos irmãos e irmãs.

“A Quaresma oferece-nos a oportunidade de refletir mais uma vez sobre o cerne da vida cristã: o amor. Com efeito, este é um tempo propício para renovarmos, com a ajuda da Palavra de Deus e dos sacramentos, o nosso caminho pessoal e comunitário de fé. Trata-se de um percurso marcado pela oração e a partilha, pelo silêncio e o jejum, com a esperança de viver a alegria pascal”. (Bento XVI)

Percorramos o caminho quaresmal, conduzidos pelo Espírito Santo. Que Ele sustente nossos propósitos e reforce em nós a atenção e solicitude pela miséria humana, para nos tornarmos misericordiosos, solidários, reconciliadores, verdadeiros cristãos que comunicam em palavras a atitudes a alegria do Cristo Ressuscitado!

Fonte: A12.

Imagem: Comunidade Betânia.

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