O humano vem sendo substituído pelo artifício, e nem mesmo os sentimentos, as emoções estão fora de seu alcance. O mundo virtual está mudando, em sentido geral, a noção do que é viver em uma perspectiva ampla… A Ciência tem se mostrado em muitos campos, um bem para a Humanidade. Mas sabemos que, em geral, oculta conteúdos nefastos ao longo de seu desenvolvimento. Este blog é uma tentativa, e ao mesmo tempo, uma proposta de autopreservação tanto emocional quanto espiritual. Quanto aos visitantes do blog "Castelo Interior", penso que o legado de Santa Teresa, bem como as contribuições da cristandade podem propiciar este "cuidado interior". Aliás, um cuidado vital que envolve nossas mentes, nossas almas. O título do blog é uma reverência à vida e à obra de Santa Teresa de Jesus (Ávila). Suas leituras me inspiraram, e mais que isto, continuam me ensinando a viver neste tempo caótico, a interpretá-lo à luz da Fé. A partir do que compreendi de seus escritos "Castelo Interior" e "Livro da Vida", e os mais breves (estou no início de "Caminho da Perfeição"), me lancei à proposta de uma "mescla" entre Jornalismo, Literatura (suas Obras, por excelência, através da análise de estudiosos carmelitanos descalços, principalmente), com abertura para textos clássicos católicos, e artigos universais e relevantes, segundo a ótica da doutrina católica. Por fim, acredito que a produção de Santa Teresa de Ávila evidenciará o quanto sua produção nos insere em uma inevitável espiral de espiritualidade. Seu tempo, como o nosso, estava impregnado de perigos extremos – tanto para o corpo, quanto para a alma. Entretanto, esta Doutora da Igreja deixou-nos, em seus três principais escritos, a essência de seu pensamento: "Nada te turbe, nada te espante. Tudo se pasa. Dios no se muda. La paciencia todo lo alcanza. Quien a Dios tiene nada le falta. Sólo Dios basta!" (Santa Teresa de Jesus). Este blog foi criado em 2007 e não tem fins comerciais.
Cidade do Vaticano (RV) – Às 20hs12min do dia 13 de março de 2013, o protodiácono Jean-Louis Tauran proclamou a famosa fórmula do Habemus Papam, no balcão Central da Basílica de São Pedro:
“Annuntio vobis gaudium magnum: habemus Papam!” “Eminentissimum ac reverendissimum dominum, dominum, Georgium Marium Sanctae Romanae Ecclesiae Cardinalem Bergoglio, qui sibi nomen imposuit Franciscum.
O Cardeal Arcebispo de Buenos Aires, o jesuíta Jorge Mario Bergoglio, 76 anos é o 265° sucessor de Pedro, assumindo o nome de Francisco. Foi eleito no 5° escrutínio no segundo dia do Conclave.
Às 20h23min o recém-eleito assomou ao balcão central proclamando as seguintes palavras:
“Irmãos e Irmãs, boa noite! Vocês sabem que o dever do Conclave era de dar um bispo a Roma. Parece que meus irmãos cardeais foram buscá-lo quase no fim do mundo. Mas, estamos aqui! Vos agradeço pela acolhida, à comunidade diocesana, ao seu bispo. Obrigado!(…aplausos…)
Antes de tudo, gostaria de fazer uma oração pelo nosso bispo emérito Bento XVI (…aplausos…). Rezemos todos juntos por ele, para que Deus o abençoe e Nossa Senhora o proteja. (segue a oração do Pai Nosso, da Ave Maria e do Glória ao Pai).
E agora comecemos este caminho bispo e povo, bispo e povo. Este é o caminho da Igreja de Roma que é aquela que precede na caridade todas as outras Igrejas. Um caminho de Fraternidade, de amor, de confiança entre nós. Rezemos sempre por nós, um pelo outro, rezemos por todo o mundo, para que exista uma grande fraternidade. Desejo que este caminho de Igreja, que hoje começamos e que me ajudará o meu Cardeal Vigário aqui presente, seja frutuoso para a evangelização desta tão bela cidade.(…aplausos…).
E agora gostaria de dar uma bênção, mas antes vos peço um favor. Antes de o bispo abençoar o povo vos peço que vocês rezem ao Senhor para que me abençoe. A oração do povo pedindo a bênção pelo seu bispo. (…aplausos…). Façamos em silêncio esta oração de vocês por mim”!
Após, o Papa Francisco concedeu a todos presentes na Praça São Pedro e a quantos o acompanhavam através dos meios de comunicação a Bênção Urbi et Orbi. (JE)
A partir de quarta-feira, 13, serão feitas duas votações pela manhã e duas à tarde, até um dos candidatos receber mais de dois terços dos votos. As cédulas serão queimadas apenas uma vez por período e a previsão é que a fumaça seja expelida pela chaminé da Capela Sistina às 12h e às 19h (8h e 15h em Brasília). (Rádio Vaticano – 12.03.2013)
Cidade do Vaticano (RV) – Exatamente às 17hs34min desta terça-feira, 12 de março, as portas da Capela Sistina foram fechadas dando início ao Conclave.
A cerimônia de juramento e o ‘extra omnes’ (todos fora), concluíram a celebração desta tarde que iniciou às 16hs30min com a procissão na Capela Paulina até a Capela Sistina, enquanto os Cardeais entoavam a Ladainha de Todos os Santos. Após entrarem no local do Conclave, os Cardeais eleitores cantaram o ‘Veni Creator’, invocando o Espírito Santo. A partir de então, todas as atenções se voltaram para a chaminé instalada no telhado da Capela Sistina, à direita da Basílica de São Pedro
Uma multidão de fiéis, jornalistas e curiosos começou a encher a Praça São Pedro desde o final da tarde para acompanhar através de telões o ingresso dos Cardeais na Capela Sistina. O mau tempo em Roma não afastou os presentes, que com seus guarda-chuvas coloridos produziram um espetáculo à parte. Todos estavam com grande expectativa de olho na chaminé, aguardando o resultado da primeira votação da tarde, e, do Conclave.
Para a alegria da multidão, às 19hs41min desta terça-feira saiu a primeira fumaça do Conclave, arrancando exclamações e aplausos dos presentes. Era preta e abundante. Exalou por mais de minutos. O fato de ter sido preta não foi motivo de nenhuma tristeza ou decepção para os presentes na Praça ou que acompanhavam através das imagens geradas pelo Centro Televisivo Vaticano ou pelas centenas de redes televisivas presentes em Roma para acompanhar o Conclave.
A forma como é realizada a eleição dos Papas, cercada de segredos e com rituais que atravessam séculos, enche de mistério todo o processo, que acaba se tornando um acontecimento planetário, não somente pela universalidade da Igreja Católica, mas pela peculiaridade destes ritos. A fumaça que sai pela chaminé instalada no telhado da Capela Sistina, indicando ou não a eleição do novo Pontífice em determinada votação, é um dos exemplos disto. (JE)
Cidade do Vaticano (RV) – Com a Missa Pro Eligendo Pontefice, abriu-se nesta terça-feira, 12, o Conclave para a eleição do novo Papa. Desde as 7h (3h de Brasília), os 115 cardeais eleitores começaram a se acomodar na Casa Santa Marta, dentro do Vaticano, onde ficarão hospedados durante toda a duração das votações. Cada um terá seu quarto – os aposentos foram definidos por sorteio.
A cerimônia foi aberta a todos que conseguiram lugar, presidida pelo cardeal decano, o italiano Angelo Sodano, e concelebrada por todos os demais cardeais, não apenas os votantes.
No primeiro dia de conclave, está prevista apenas uma votação. Segundo a Sala de Imprensa da Santa Sé, os cardeais devem seguir às 15h45 (11h45 no horário de Brasília) para o palácio apostólico.
Depois, às 16h20 (12h20 em Brasília), seguirão em procissão da Capela Paulina para a Capela Sistina. O rito será transmitido ao vivo pela Rádio Vaticano, com comentários em português.
Os cardeais entram na capela, ocupam seus lugares e fazem o juramento previsto na Constituição Apostólica. O Cardeal Giovanni Batista Re, decano do conclave (por ser o mais idoso dos cardeais-bispos) fará uma introdução em latim.
Depois, cada um dos cardeais vai ao centro da capela, e com a mão sobre o Evangelho, profere o juramento, também em latim.
Então, a capela é fechada pelo Mestre das Celebrações Pontifícias, Mons. Guido Marini, que intima “Extra omnes”. Antes de todos os que não participam do conclave deixarem a Capela Sistina, o Cardeal Prosper Grech, 87 anos, maltês, propõe a última meditação aos cardeais eleitores. Em seguida, começam as votações.
O cronograma prevê que a operação termine às 19h15 (15h15 em Brasília) e retornem para a Casa Santa Marta às 19h30 (15h30 em Brasília). Às 20h (16h em Brasília), será servido o jantar.
Padre Lombardi, Diretor da Sala de Imprensa, disse que “dificilmente” o nome do novo Papa deve sair na primeira votação, nesta tarde.
A partir de quarta-feira, 13, serão feitas duas votações pela manhã e duas à tarde, até um dos candidatos receber mais de dois terços dos votos. As cédulas serão queimadas apenas uma vez por período e a previsão é que a fumaça seja expelida pela chaminé da Capela Sistina às 12h e às 19h (8h e 15h em Brasília).
Brasileiros
Cinco cardeais brasileiros participam do conclave: o arcebispo emérito de São Paulo, Dom Cláudio Hummes, 78 anos, o Prefeito emérito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada, Dom João Braz de Aviz, 65, o arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Pedro Scherer, 63, Dom Geraldo Majella Agnelo, cardeal arcebispo emérito de Salvador, e o arcebispo de Aparecida e Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Raymundo Damasceno Assis.
(CM)
A Sala de Imprensa do Vaticano acaba de informar que a Oitava Congregação do Colégio Cardinalício decidiu que o Conclave para eleição do Papa começa dia 12 de março de 2013.
De manhã na Basílica de São Pedro será celebrada a Missa “Pro Eligendo Pontífice” e à tarde ingresso dos Cardeais em Conclave. (Agência Zenit-Roma)
“Queridos irmãos e irmãs,
Como sabeis, decidi… – obrigado pela vossa amizade! – decidi renunciar ao ministério que o Senhor me confiou no dia 19 de Abril de 2005. Fi-lo em plena liberdade para o bem da Igreja, depois de ter longamente rezado e ter examinado diante de Deus a minha consciência, bem ciente da gravidade de tal acto mas igualmente ciente de já não ser capaz de desempenhar o ministério petrino com a força que o mesmo exige. Anima-me e ilumina-me a certeza de que a Igreja é de Cristo, o Qual não lhe deixará jamais faltar a sua orientação e a sua solicitude. Agradeço a todos pelo amor e pela oração com que me tendes acompanhado. Obrigado! Nestes dias, não fáceis para mim, senti quase fisicamente a força da oração que me proporciona o amor da Igreja, a vossa oração. Continuai a rezar por mim, pela Igreja, pelo futuro Papa. O Senhor vos guiará.
As tentações de Jesus e a conversão para o Reino dos Céus
Amados irmãos e irmãs
Hoje, Quarta-Feira de Cinzas, damos início ao Tempo litúrgico da Quaresma, quarenta dias que nos preparam para a celebração da Santa Páscoa; é um tempo de compromisso particular no nosso caminho espiritual. O número quarenta aparece várias vezes na Sagrada Escritura. De modo particular, como sabemos, ele evoca os quarenta anos durante os quais o povo de Israel peregrinou no deserto: um longo período de formação para se tornar o povo de Deus, mas também um longo período em que a tentação de ser infiel à aliança com o Senhor estava sempre presente. Quarenta foram também os dias de caminho do profeta Elias para chegar ao Monte de Deus, o Horeb; assim como o período que Jesus passou pelo deserto antes de começar a sua vida pública e onde foi tentado pelo diabo. Na Catequese hodierna, gostaria de meditar precisamente sobre este momento da vida terrena do Senhor, que leremos no Evangelho do próximo domingo.
Antes de tudo o deserto, onde Jesus se retira, é o lugar do silêncio, da pobreza, onde o homem permanece desprovido das ajudas materiais e se encontra diante dos pedidos fundamentais da existência, é impelido a ir ao essencial e, precisamente por isso, é-lhe mais fácil encontrar Deus. Mas o deserto é inclusive o lugar da morte, pois onde não há água também não há vida, e é o lugar da solidão, onde o homem sente mais intensa a tentação. Jesus vai ao deserto, e ali padece a tentação de deixar o caminho indicado pelo Pai para seguir outras veredas, mais fáceis e mundanas (cf. Lc 4, 1-13). Assim, Ele assume as nossas tentações, traz consigo a nossa miséria, para vencer o maligno e para nos abrir o caminho rumo a Deus, a senda da conversão.
Meditar sobre as tentações às quais Jesus foi submetido no deserto é um convite para cada um de nós a responder a uma pergunta fundamental: o que conta verdadeiramente na minha vida? (continuar lendo…)
“São João da Cruz: Mistagogo do homeme da mulher – à procura do Deus verdadeiro”
João da Cruz: um homem que orienta a busca do Deus verdadeiro para o homem e a mulher de hoje. Um homem que viveu há quase meio milênio, em que pode contribuir para as pessoas do terceiro milênio?
Sem dúvida, São João da Cruz ilumina a busca de Deus, do Deus verdadeiro, que realmente preenche o vazio e restitui O SENTIDO à existência humana.A atualidade do seu pensamento está na resposta satisfatória que ele consegue dar às angústias dos homens. Tenta penetrar o coração do homem e acalmá-lo nas suas revoltas, apresentando o ideal da unidade: DEUS. A situação “do homem”, de São João da Cruz, é a de homem de sempre: a busca do Absoluto, o ideal da perfeição, da libertação do nada, o encontro com o TUDO (Patrício Sciadini – OCD).
João da Cruz vem nos dizer que somente Deus pode plenificar o coração do homem. Ele é uma pessoa que faz a experiência do Absoluto em sua própria vida e, como um grande Mistagogo, consegue, a partir da própria experiência, nos conduzir seguramente a Deus. A busca de Deus é também busca de unidade interior. Porém, esta é uma busca árdua, difícil que exige força de vontade e empenho. É a ascese de que nos fala Platão no ilustre “Mito da Caverna”, referindo-se à alma que, saindo da caverna das suas sombras, quer contemplar não mais apenas as sombras, mas as realidades em si mesmas; quer não apenas reflexos de luz, mas, ao contrário, quer poder contemplar o próprio sol. Aquele que sai da caverna, num primeiro impacto com a claridade pode querer deixar a luta iniciada e permanecer nas sombras, temendo o enorme grau de esforço que será necessário empreender para acostumar-se definitivamente com a luz e, um dia finalmente, poder suportar olhar para o sol. Mas o desejo de “plenitude” o impulsionará em sua busca e não o deixará desanimar, pois o ser humano tem sede de infinito, tem sede de Deus.
João da Cruz nos ensina com a própria experiência que vale a pena a busca, apesar das dificuldades. É necessário ter claro diante dos olhos o ideal, a meta e investir tudo para atingi-la. Ele mesmo era um homem feliz, porque sabia onde queria chegar: tinha clareza de objetivos. Ele não vive simplesmente por acaso, mas vive e sabe porquê de seu viver. Mesmo em meio às adversidades, aos contrastes sombrios e turbulentos da vida, ele não desanima. Continua caminhando tranqüilo e sereno porque as dificuldades não lhe ofuscam a visão, e seu ideal continua visível aos olhos. Mesmo nas “noites” Deus continua resplandecendo em sua vida e na vida de todo homem, mesmo se, aparentemente dê a sensação de estar ausente.
A dificuldade da busca e a certeza do encontro
No cárcere, em Toledo, na experiência dura da incompreensão de seus confrades, na experiência do aparente silêncio e abandono de Deus, João sabe que a ausência é realmente aparente, e a sua se torna uma solidão “povoada” por Deus.
“Aquela eterna fonte está escondida,
Mas bem sei onde tem sua guarida,
Mesmo de noite.
Sua origem não a sei, pois não a tem,
Mas sei que toda origem dela vem,
Mesmo de noite.
Sei que não pode haver coisa tão bela,
E que os céus e a terra bebem dela,
Mesmo de noite.
Eu sei que nela o fundo não se pode achar,
E que ninguém pode nela a vau passar,
Mesmo de noite.
Sua claridade nunca é obscurecida,
E sei que toda luz dela é nascida,
Mesmo de noite.
Sei que tão caudalosas são suas correntes,
Que céus e infernos regam, e as gentes,
Mesmo de noite.
A corrente que desta fonte vem,
É forte e poderosa, eu sei-o bem,
Mesmo de noite.
A corrente que destas duas procede,
Sei que nenhuma delas a precede,
Mesmo de noite.
Aquela eterna fonte está escondida,
Neste pão vivo para dar-nos vida,
Mesmo de noite.
De lá está chamando as criaturas,
Que nela se saciam às escuras,
Mesmo de noite.
Aquela viva fonte que desejo,
Neste pão de vida já a vejo,
Mesmo de noite.”
João permanece fiel a Deus e o deseja, o busca porque é convicto de sua presença. Ele SABE que mesmo na escuridão pode confiar que a sua fonte está presente e que ele pode dela beber e saciar-se abundantemente. É o que lhe dá sustento na caminhada.
A Pós-Modernidade e a “privatização do divino”
A busca do transcendente excessivamente valorizada na Pós-Modernidade é uma busca em muitos aspectos egoísta, reflexo da atitude de um mundo onde o individualismo floresce vicejante no campo da competição pelo poder, pela riqueza e pelo status. Busca-se o privado, aquilo que satisfaz o indivíduo sem levar em conta o coletivo, a comunidade.
“A individuação de Deus na experiência privada da vivência da fé conduz ao desconhecimento do outro, porque satisfaz por si mesma… Uma atitude coerente com a busca da felicidade pessoal, recusa de sacrifícios pelos outros, liberação das imposições tradicionais, hedonismo no plano afetivo… A complexidade e diversificação deste espaço multifacetado para a vivência da fé possibilita que o indivíduo, nas suas reações, tenha como centro a si mesmo, caracterizando o individualismo”. (MOL, Joaquim Giovanni. In: Individualismo cultural e vivência da fé – dissertação de mestrado).
“O excessivo sucesso do esoterismo, da parapsicologia, mentalização psicológica, Yoga, para chegar à paz interior não é outra coisa que a tentativa de substituir a Deus. Estes meios, todavia, não são capazes de reunificar o homem, de alcançar-lhe a harmonia na qual foi criado e para a qual tende após a Redenção. O menor dos danos que essas pseudo-doutrinas podem gerar é a desembocadura em um naturalismo puro, que não liberta de nossas escravidões e limitações. O homem novo não é construído em cima de sua própria natureza, em cima de seu próprio barro. Ele nasce da postura de permanecer como objeto a ser remido por Deus” (Patrício Sciadini – OCD).
João da Cruz: abertura a Deus que não exclui o próximo
São João da Cruz não se fecha em si mesmo na sua experiência de Deus. A sua é uma experiência relacional com Deus que se prolonga no outro. A sua [experiência] não é uma busca egoísta de Deus para aprisioná-lo em si mesmo. Ao contrário, ele se torna mistagogo. Nos ajuda a fazermos também nós o nosso encontro com o Deus verdadeiro. Ele é uma pessoa feliz, realizada, que sente a necessidade de comunicar sua experiência, deixar que ela transborde para que outros possam se beneficiar.
O Deus ao qual João nos conduz é um Deus próximo. Está tão perto de nós, que habita dentro de nós e nos leva para dentro de si. Contudo, não nos aprisiona, nem nos escraviza, mas nos propõe uma relação de liberdade. Precisamos descer ao fundo de nós mesmos e encontrá-lo. Ele está escondido em nosso ser. Essa busca do divino no mundo atual, mostra justamente esta realidade: O Amado atrai como um ímã, quer ser buscado e quer ser encontrado.
“Onde é que te escondeste,
Amado, e me deixaste com gemido?
Como o cervo, fugiste,
Havendo-me ferido;
Saí, por ti clamando, e eras já ido.
Pastores que subirdes
Além, pelas malhadas, ao Outeiro,
Se, por ventura virdes
Aquele a quem mais quero,
Dizei-lhe que adoeço, peno e morro.
Ó bosques e espessuras,
Plantados pela mão de meu Amado.
Ó prado de verduras,
De flores esmaltado,
Dizei-me se por vós ele há passado.
Extingue os meus anseios
Porque ninguém os pode desfazer
E vejam-te meus olhos
Pois deles és a luz,
E para ti somente os quero ter.”
(Cântico Espiritual – Granada 1584 – 1586)
João orienta a busca do Deus que ele denomina como AMADO. Porém, é preciso silenciar tudo em nós para iniciarmos a busca e encontrarmos Deus.
Deus sabe que o coração do ser humano tem sede de infinito, tem sede de beber da fonte na qual tem sua origem. O coração humano vive na procura nostálgica de sua origem e estará “inquieto e insatisfeito enquanto não repousar em Deus”.
O homem e a mulher de hoje procuram Deus e muitas vezes tem a ilusão de o terem encontrado em realidades que não são, de fato orientadas para o DESEJADO, o AMADO, como O chama São João.
São João da Cruz pode orientar este homem e esta mulher inquietos na busca de Deus.
Às vezes nos é transmitida uma falsa imagem da figura deste santo, ao ponto de nos parecer inacessível e inatingível. Mas, ao contrário, São João da Cruz é uma pessoa muito próxima de nós. Viveu seu cotidiano buscando, com toda a sua energia a Deus. Também ele experimentou e sentiu o “silêncio de Deus” e dos homens.
O segredo dele está no fato de ter claro o que realmente queria. Era convicto do amor, da bondade e da presença de Deus. Era convicto de que Deus é fiel e nele se pode confiar e esperar, mesmo de noite.
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Autoria:
Ir. Andréa dos Santos Lourenço
Discípula de Jesus Eucarístico.
Publicado em Discípulas de Jesus Eucarístico (Poesias).
“Toda a minha glória está na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Por Ele o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo“ (Gal 6, 14).
BIOGRAFIA
“São João da Cruz nasceu em Fontiveros, Ávila, Espanha. Em Medina del Campo, com 21 anos de idade, tomou o hábito da Ordem Carmelita.
Um providencial encontro com Santa Teresa de Jesus fez dele o primeiro carmelita descalço, comungando plenamente com o novo estilo de vida instaurado pela Madre Fundadora. Por essa razão é reconhecido, juntamente com Santa Teresa de Jesus, como verdadeiro Fundador do Carmelo Descalço.
São João da Cruz foi homem de refinada humanidade, modelo de humildade, sabedoria, paciência nas adversidades, grande amigo da oração e renomado diretor espiritual. Muitas foram as pessoas que beneficiaram-se da sua doutrina, entre elas Santa Teresa de Jesus e várias descalças da primeira geração.
Em época de grandes dificuldades na Ordem do Carmelo sofreu o cárcere, o desprezo e a perseguição. Tudo suportou com admirável paciência e espírito de caridade.
Na vida fraterna foi modelo de afabilidade, trato ameno e caridade heróica. Todos os que tratavam com ele saíam reconfortados e desejosos de uma vida mais perfeita. Dele disse Santa Teresa que era um “homem celestial e divino”!
Em 1726 foi canonizado por Bento XIII, em 1926 declarado Doutor da Igreja por Pio XI e em 1952 declarado Patrono dos poetas Espanhóis” (Fonte: Frei Davi de Maria Imaculada, OCD).
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OREMOS COM FÉ:
Senhor, que inspirastes a São João da Cruz, nosso pai, a perfeita abnegação de si mesmo e o ardente amor à cruz, concedei que, imitando o seu exemplo, cheguemos à contemplação eterna da vossa glória. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
RECEBA A BÊNÇÃO SOLENE POR INTERCESSÃO DE SÃO JOÃO DA CRUZ:
“Deus, Pai misericordioso, que vos fez participar da vida divina na celebração destes santos mistérios vos abençoe faça chegar à perfeição da santidade cristã. Amém.
Cristo Nosso Senhor, vos conceda, como a São João da Cruz, que caminheis na fé, na esperança e no amor, sempre unidos a Ele, através das noites escuras e das jornadas luminosas da vida cristã. Amém.
O Espírito Santo, vos torne dóceis às suas inspirações para que possais alcançar a liberdade dos filhos de Deus e as alegria da vida eterna. Amém.”
Abençoe-vos O Deus todo-poderoso, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.
“A alma que verdadeiramente ama a Deus não deixa de fazer o que pode para achar o Filho de Deus, seu Amado. Mesmo depois de haver empregado todos os esforços, não se contenta e julga não ter feito nada.”
São João da Cruz, rogai por nós!
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Oração da Novena a São João da Cruz
São João da Cruz, rogai por nós!
Nós vos agradecemos, ó Deus Porque suscitastes na Vossa Igreja e no Carmelo São João da Cruz, sacerdote santo Que passou pela vida ensinando O caminho da oração.
Ele, que aqui na terra Experimentou o sofrimento, a pobreza, As incompreensões, e nunca desanimou, Olhe as nossas necessidades E obtenha a graça que lhe pedimos… Confiantes na intercessão deSão João da Cruz e Na Vossa InfinitaMisericórdia e amor de Pai, Concedei-nos, percorrer O caminho da santidade. E que sejamos atendidos nos Nossos pedidos. Amém. Pai Nosso, Ave Maria, Glória ao Pai.
Natal é tempo de espera, de conversão e de reconciliação com Deus. Preparemo-nos para a vinda do Senhor Jesus, que se fez pobre e habitou entre nós pelo seio de Maria.
Que a Sagrada Família de Nazaré suscite em nosso corações tempos e amor, paz e fidelidade a Deus e à sua Igreja.
Irmãs Carmelitas
Por SÃO JOÃO DA CRUZ
PÉTALAS DE ROSAS
1. Ó Senhor! Deus meu! Quem te buscará com amor puro e singelo que deixei de Te encontrar muito a seu gosto e vontade, se és tu o primeiro a mostrar-te e sais ao encontro daqueles que te desejam?
2. O que cai estando cego, não se levantará só, e se acaso se levantar, encaminhar-se-á por onde não lhe convém.
3. Deus prefere de ti o menor grau de pureza de consciência a quantas obras possa fazer.
4. Ó dulcíssimo amor de Deus, mal conhecido! Aquele que entrou a Tua fonte, repousou.
5. O que cai estando só, caído a sós fica e em pouca conta tem a alma, pois a si unicamente confiou.
6. A alma enamorada é suave, humilde, paciente e mansa.
7. A alma dura no seu próprio amor se endurece. Se tu, não suaviza a sua alma no Teu amor, ó bom Jesus, ela preservará sempre na sua dureza.
8. Um só pensamento do homem vale mais do que o mundo todo; portanto só Deus é digno dele.
9. O pai disse uma palavra que foi seu Filho. Di-la sempre no eterno silêncio; ela há de ser ouvida pela alma.
10. Eu quero para mim todo o áspero e trabalhoso, e para Ti, Amado meu, tudo quanto é suave e saboroso.
11. O amor não consiste em sentir grandes coisas, mas em ter uma grande desnudez e em padecer pelo (Cristo) Amado.
12. A sabedoria entra pelo amor, pelo silêncio e mortificação; grande sabedoria é saber calar e não olhar aos ditos nem feitos nem vidas alheias.
13. Para se enamorar duma alma não põe Deus os olhos na grandeza dela, mas na grandeza da sua humildade.
A devoção ao Coração de Maria começou já no início da Igreja, desenvolvendo-se na Idade Média. Com as aparições em Fátima, ganhou grande destaque. A devoção ao Coração de Maria está associada à devoção ao Coração de Jesus, pois esses Dois Corações se uniram no Mistério da Encarnação, Paixão e Morte do Verbo Encarnado.
Honrar o Coração de Maria é honrar o Coração que foi preparado por Deus para ser uma digna morada do Espírito Santo, que formaria a seu tempo o Redentor no ventre imaculado da Virgem Maria.
Esta devoção ao Coração de Maria é devoção à própria Mãe de Jesus. É também veneração dos santos sentimentos e afetos, a ardente caridade de Maria para com Deus, para com seu Filho e para com todos os homens, que lhe foram confiados solenemente por Jesus agonizante.
Assim, louvamos e agradecemos a Deus por nos haver dado por Mãe e intercessora Aquela que acreditou.
O Coração de Maria na Bíblia
Lc 2,19 – Maria conservava todas estas palavras, meditando-as no seu coração. (sobre a adoração dos pastores que falavam da manifestação dos Anjos sobre o Menino)
Lc 2,35b – E uma espada transpassará a tua alma. (profecia de Simeão, dirigida a Maria)
Lc 2,51b – Sua mãe guardava todas estas coisas no seu coração. (depois do encontro de Jesus no Templo, ensinando os doutores da Lei)
A Aliança dos Dois Corações
Jo 19,34 – Mas um dos soldados abriu-lhe o lado com uma lança e, imediatamente, saiu sangue e água. (símbolo místico da origem dos sacramentos da Igreja)
Esta passagem exemplifica também a profunda união mística do Coração de Jesus com o Coração de Maria na obra da Redenção. Essa união começou quando, pelo poder do Espírito Santo, Maria concebeu o Coração de Jesus em Seu próprio Coração. Esse Sagrado Coração começou a pulsar no ventre de Maria, como eco às batidas de Seu Coração Imaculado. O Coração de Jesus existe pelo consentimento da Virgem Santíssima na Anunciação. Foi o sangue de Maria que alimentou esse Coração Sagrado do Filho de Deus feito homem.
Essa união de amor inefável é consumada quando, ao mesmo tempo, esses Dois Corações são imolados por nossa salvação. Quando o Coração de Jesus foi traspassado pela lança do soldado, o Coração de Maria foi traspassado espiritualmente, cumprindo a profecia de Simeão (Lc 2,35b).
Todas essas passagens indicam claramente a admirável Aliança desses Dois Corações (como já citou João Paulo II), que trabalharam pela salvação do mundo: o Coração de Jesus, que sofreu a ponto de ser traspassado para derramar-Se sobre todos os que nEle crerem; e o Coração de Maria, sempre se voltando ao Seu Divino Filho, Coração predestinado por Deus a sofrer com Jesus pela salvação da humanidade.
Leia também…
Partilhamos esta oração de consagração dos sacerdotes ao Imaculado Coração de Maria que foi rezada pela Sua Santidade, Papa Bento XVI, na Igreja da Santíssima Trindade, em Fátima, Portugal.
ATO DE CONFIANÇA E CONSAGRAÇÃO DOS SACERDOTES AO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA
“Mãe Imaculada, neste lugar de graça, convocados pelo amor do vosso Filho Jesus, Sumo e Eterno Sacerdote, nós, filhos no Filho e seus sacerdotes, consagramo-nos ao vosso Coração materno, para cumprirmos fielmente a Vontade do Pai.
Estamos cientes de que, sem Jesus, nada de bom podemos fazer (cf. Jo 15, 5) e de que, só por Ele, com Ele e n’Ele, seremos para o mundo instrumentos de salvação.
Esposa do Espírito Santo, alcançai-nos o dom inestimável da transformação em Cristo. Com a mesma força do Espírito que, estendendo sobre Vós a sua sombra, Vos tornou Mãe do Salvador, ajudai-nos para que Cristo, vosso Filho, nasça em nós também.
E assim possa a Igreja ser renovada por santos sacerdotes, transfigurados pela graça d’Aquele que faz novas todas as coisas.
Mãe de Misericórdia, foi o vosso Filho Jesus que nos chamou para nos tornarmos como Ele: luz do mundo e sal da terra (cf. Mt 5, 13-14).
Ajudai-nos, com a vossa poderosa intercessão, a não esmorecer nesta sublime vocação, nem ceder aos nossos egoísmos, às lisonjas do mundo e às sugestões do Maligno.
Preservai-nos com a vossa pureza, resguardai-nos com a vossa humildade e envolvei-nos com o vosso amor materno, que se reflecte em tantas almas que Vos são consagradas e se tornaram para nós verdadeiras mães espirituais.
Mãe da Igreja, nós, sacerdotes, queremos ser pastores que não se apascentam a si mesmos, mas se oferecem a Deus pelos irmãos, nisto mesmo encontrando a sua felicidade. Queremos, não só por palavras mas com a própria vida, repetir humildemente, dia após dia, o nosso « eis-me aqui».
Guiados por Vós, queremos ser Apóstolos da Misericórdia Divina, felizes por celebrar cada dia o Santo Sacrifício do Altar e oferecer a quantos no-lo peçam o sacramento da Reconciliação. Advogada e Medianeira da graça, Vós que estais totalmente imersa na única mediação universal de Cristo, solicitai a Deus, para nós, um coração completamente renovado, que ame a Deus com todas as suas forças e sirva a humanidade como o fizestes Vós.
Repeti ao Senhor aquela vossa palavra eficaz: « não têm vinho » (Jo 2, 3), para que o Pai e o Filho derramem sobre nós, como que numa nova efusão, o Espírito Santo.
Cheio de enlevo e gratidão pela vossa contínua presença no meio de nós, em nome de todos os sacerdotes quero, também eu, exclamar: « Donde me é dado que venha ter comigo a Mãe do meu Senhor?» (Lc 1, 43).
Mãe nossa desde sempre, não Vos canseis de nos visitar, consolar, amparar. Vinde em nosso socorro e livrai-nos de todo o perigo que grava sobre nós. Com este acto de entrega e consagração, queremos acolher-Vos de modo mais profundo e radical, para sempre e totalmente, na nossa vida humana e sacerdotal.
Que a vossa presença faça reflorescer o deserto das nossas solidões e brilhar o sol sobre as nossas trevas, faça voltar a calma depois da tempestade, para que todo o homem veja a salvação do Senhor, que tem o nome e o rosto de Jesus, reflectida nos nossos corações, para sempre unidos ao vosso!
Assim seja!”
ORAÇÃO DO PAPA BENTO XVI
Igreja da Santíssima Trindade – Fátima
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Publicado em Comunidade Santa Teresa – OCDS – Província Nossa Senhpra do Carmo – Sul – Brasil.
Ignem veni mittere in terram: et quid volo, nisi ut accendatur? ― «Eu vim trazer fogo à terra, e que quero senão que ele se acenda?» (Lc 12, 49)
Sumário. A devoção entre todas as devoções, a mais perfeita, é o amor a Jesus Cristo, com a recordação frequente do amor que nos dedicou e ainda sempre dedica. Exatamente para se fazer amar é que o Verbo Eterno quis que nestes últimos tempos se instituísse e propagasse a devoção ao seu Coração, com a promessa das graças mais assinaladas aos que a praticassem. Felizes se estivermos do número destes devotos. Podemos estar certos de que o divino Coração nos abençoará em tudo o que empreendermos, e em todas as ocorrências será o nosso seguro abrigo.
I. A devoção das devoções é o amor a Jesus Cristo, com a recordação freqüente do amor que nos dedicou e ainda dedica o nosso amável Redentor. Com razão se queixa um devoto autor de que muitas pessoas praticam diversas devoções e se descuidam desta, ao passo que o amor de Jesus Cristo deve ser a principal, para não dizer a única, devoção do cristão. ― Este descuido é causa do pouco progresso que as almas fazem nas virtudes, da contínua languidez nos mesmos defeitos e das freqüentes recaídas em culpas graves. Pouco se aplicam, e raras vezes são exortadas a adquirirem o amor a Jesus Cristo, sendo todavia o amor o laço que une e liga as almas a Deus.
Foi exatamente para se fazer amar que o Verbo Eterno quis que se instituísse e propagasse na Igreja a devoção a seu Sacratíssimo Coração. Lemos na vida de Santa Margarida Maria Alacoque, que, quando esta devota virgem estava um dia em oração diante do Santíssimo Sacramento, Jesus Cristo lhe mostrou o seu Coração num trono de chamas, cercado de espinhos e encimado por uma cruz. «Eis aqui», disse ele, «o Coração que tanto amou os homens, e nada poupou até se esgotar e consumir para lhes testemunhar o seu amor; e em reconhecimento, não recebe da maior parte senão ingratidões e irreverências neste Sacramento de amor. Mas, o que ainda mais sinto, é serem corações a mim consagrados que assim praticam».
Ordenou-lhe em seguida, que se empregasse em fazer celebrar, na primeira sexta-feira depois da oitava da festa do Corpo de Deus, uma festa particular em honra do seu divino Coração, e isto para três fins: O primeiro, para que os fiéis lhe dêem ações de graças pelo grande dom que lhes fez na adorável Eucaristia. O segundo, para que as almas fervorosas reparem, pela sua afetuosa devoção, as irreverências e os desprezos que ele recebeu e recebe neste Sacramento da parte dos pecadores. O terceiro, enfim, para que lhe ofereçam compensação pela honra e culto que os homens deixam de lhe dar em muitas igrejas. Assim, a devoção ao Coração de Jesus não é senão um exercício de amor para com este amável Senhor.
II. Para compreendermos os bens imensos que nos provêm da devoção ao Coração de Jesus, basta que nos lembremos das promessas feitas por Jesus Cristo aos que a praticarem.
«Eu» ― assim disse o Senhor a Santa Margarida ― «darei aos devotos do meu Coração todas as graças necessárias para o cumprimento dos deveres do seu estado; farei reinar a paz nas suas famílias; eu os consolarei nas suas aflições e lhes serei um refúgio na vida e na morte; lançarei abundantes bênçãos sobre todas as suas empresas, e o que no passado não puderam realizar com as suas diligências repetidas e perseverantes, obtê-lo-ão por meio desta devoção salutar»[1].
Se nós também queremos ter parte nestas promessas, avivemos a devoção ao Sagrado Coração, especialmente neste mês que lhe é consagrado. Guardemo-nos, por amor dele, das faltas deliberadas; pratiquemos alguma mortificação interna e externa; visitemos a miúde o Santíssimo Sacramento e preparemo-nos para a festa do Sagrado Coração por meio de uma devota novena. Cada manhã unamos as nossas ações do dia com as do divino Coração de Jesus, e façamos o oferecimento delas, dizendo:
† «Meu Senhor Jesus Cristo, em união com a divina intenção coma qual destes, na terra, louvor a Deus por vosso Sacratíssimo Coração, e lh’o continuais a dar agora sem interrupção até a consumação dos séculos, por todo o universo, no sacramento da Eucaristia, eu também, durante todo este dia, sem excetuar a mínima parte dele, à imitação do santíssimo Coração da Bem-Aventurada Virgem Maria Imaculada, Vos ofereço com alegria todas as minhas intenções e pensamentos, todas as minhas afeições e desejos, todas as minhas obras e palavras. † Amado seja por toda a parte o Sagrado Coração de Jesus. † Louvado, adorado, amado e agradecido seja a todo o instante o Coração Eucarístico de Jesus em todos os tabernáculos do mundo, até à consumação dos séculos. Assim seja»[2]. (*II 409.)
[1] Acrescentaremos aqui mais algumas promessas de Jesus Cristo: «Eu abençoarei as casas onde se achar exposta e venerada a imagem do meu sagrado Coração; os pecadores acharão no meu Coração a fonte e o oceano infinito de misericórdia; as almas tíbias se tornarão fervorosas; os religiosos se elevarão a uma alta perfeição; darei aos sacerdotes o talento de tocar os corações mais empedernidos; as pessoas que propagarem esta devoção terão para sempre o seu nome inscrito no meu Coração».
[2] Cada uma destas orações tem 100 dias de indulgências.
Nota: Quem durante o mês de junho honrar, privada ou publicamente, o Sagrado Coração de Jesus, ganha cada dia uma indulgência de 7 anos, e uma plenária uma vez no dia da própria escolha, debaixo das condições da confissão, comunhão e oração segundo a intenção do Santo Padre.
LIGÓRIO, Afonso Maria de. Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo Segundo: Desde o Domingo da Páscoa até a Undécima Semana depois de Pentecostes inclusive. Friburgo: Herder & Cia, 1921, p. 338-341.
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Festa do Sagrado Coração de Jesus
“Sagrado Coração de Jesus, tenho confiança em Vós.”
(300 dias de indulgência)
Que é a festa do Sagrado Coração?
É uma solenidade instituída para honrar a um tempo o Coração de Jesus, que lhe animou a vida e deu o sangue salvador do mundo, e o amor infinito de Cristo para com os homens, amor cujo órgão e foco tem sido o Sagrado Coração.
A pessoa inteira de Nosso Senhor era digna de adoração; sua carne, seu sangue, e sobretudo, seu Coração, hipostaticamente unidos à sua natureza divina, mereciam as adorações: assim crê e ensina a Igreja. Ora, o coração, universalmente considerado entre os homens como órgão mais nobre, deve especialmente participar das nossas homenagens. Mas o coração, considerado como centro e foco de amor divino, merece respeito e amor agradecido: dali a devoção ao Sagrado Coração. Entretanto, a festa destinada a lembrar essas verdades foi instituída somente no século XVIII. Segundo a sua própria palavra, Nosso Senhor quis guardar essa devoção para nossos dias, afim de reanimar o fervor amortecido da sociedade.
Para os fins do século XVII, uma santa religiosa da Visitação, chamada Margarida Maria, foi o instrumento que Deus empregou para dar a conhecer o desejo que nutria Nosso Senhor de ver mais amado e melhor glorificado o seu Sagrado Coração.
Em 1765, o clero da França adotou essa devoção. Clemente XIII aprovou com a festa um Ofício do Sagrado Coração. A festa, segundo o pedido feito à santa Margarida Maria, celebra-se na sexta-feira imediata à oitava do santíssimo Sacramento.
Quais são os sentimentos do verdadeiro cristão ao festejar o Sagrado Coração?
Para o bom cristão, a festa do Sagrado Coração há de ser um dia de desagravo pelos ultrajes que Jesus recebe na Eucaristia.
De acordo com os desejos do próprio Nosso Senhor, a festa do Sagrado Coração deve ser festa de reparação. Queixou-se da ingratidão, do desprezo, da frieza, dos sacrilégios que muitas vezes sofre, na Eucaristia, por parte de pessoas que se julgam piedosas. Pediu comunhões fervorosas e reparadoras, atos de desagravo, e especialmente, uma festa de reparação.
Mais ainda do que a festa do Corpo de Deus, a festa do Sagrado Coração servirá, pois, a manifestar a Jesus Cristo o nosso amor e a nossa gratidão; nossa presença nos ofícios e na procissão que se faz também nesse dia, será um desagravo pelos ultrajes que recebe no sacramento do seu amor, por nossa frieza e irreverência para com a Eucaristia.
Monsenhor CAULY. Curso de Instrução Religiosa: Tomo I – Catecismo explicado: Dogma, Moral, Sacramentos, Culto. São Paulo: Livraria Francisco Alves, 1924, p.576-578.
A SOLENIDADE DE HOJE, ECO DA CELEBRAÇÃO DA QUINTA-FEIRA SANTA, FAZ-NOS EXPERIMENTAR DE FORMA MÍSTICA E CONCRETA O MISTÉRIO DA ENTREGA DO SENHOR JESUS.
ESSA CELEBRAÇÃO FOI INSTITUÍDA NA IGREJA PELO DECRETO DO PAPA URBANO IV,EM 1264, NO QUAL AFIRMA QUE A DATA DEVERIA SER NUMA QUINTA-FEIRA, 60 DIAS APÓS A PÁSCOA CRISTÃ, DE MODO QUE FOSSE FEITA A MEMÓRIA DA INSTITUIÇÃO DA EUCARISTIA POR JESUS.
DESTA FORMA ,CORPUS CHRISTI TORNOU-SE UMA CELEBRAÇÃO DE CARÁTER DEVOCIONAL, UMA VEZ QUE A VERDADEIRA FESTA DA INSTITUIÇÃO DA EUCARISTIA NA IGREJA É AQUELA DA NOITE DA QUINTA- FEIRA SANTA.
COMO AFIRMA SANTO TOMÁS DE AQUINO: “NINGUÉM SERIA CAPAZ DE EXPRESSAR A SUAVIDADE DESSE SACRAMENTO (EUCARISTIA): NELE SE PODE SABOREAR A DOÇURA ESPIRITUAL EM SUA PRÓPRIA FONTE, E TORNA-SE PRESENTE A MEMÓRIA DAQUELE IMENSO E INEFÁVEL AMOR QUE CRISTO DEMONSTROU CONOSCO EM SUA PAIXÃO. ENFIM, PARA QUE A IMENSIDADE DESSE AMOR FICASSE MAIS PROFUNDAMENTE GRAVADA NOS CORAÇÕES DOS FIÉIS, CRISTO INSTITUIU ESSE SACRAMENTO DURANTE A ÚLTIMA CEIA, QUANDO, AO CELEBRAR A PÁSCOA COM SEUS DISCÍPULOS ESTAVA PRESTES A PASSAR DESTE MUNDO PARA O PAI. A EUCARISTIA É O MEMORIAL PERENE DA SUA PAIXÃO, O CUMPRIMENTO PERFEITO DAS FIGURAS DA ANTIGA ALIANÇA E O MAIOR DE TODOS OS MILAGRES QUE CRISTO REALIZOU…”.
O SENHOR ,QUE TRAZ A PAZ À SUA IGREJA ,NOS DÁ COMO ALIMENTO , A FLOR DO TRIGO.
O assunto é polêmico no mundo inteiro. Logo abaixo, apresento uma entrevista com o Padre Hélio Luciano, publicada na Agência Zenit (.org). hoje, dia 18, sobre a aprovação do aborto de bebês anencéfalos no Brasil, dia 11 deste mês, pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Na esteira desta aprovação, em breve, o processo de legalização do aborto irrestrito (mas com especificação quanto ao número de meses de gestação) vai seguir seu curso. Há alguns países na Europa principalmente, onde o aborto pode ser realizado legalmente, com apoio da rede pública de saúde, mesmo que a mulher esteja com mais de seis, e mesmo nove meses de gestação.
É bom lembrar que há cerca de quatro anos, na Câmara de Deputados, este processo foi repudiado, através das representações de vários setores da sociedade e das organizações pró-vida. O grupo de deputados e deputadas, chamados “Pró-Escolha” (“Pelo livre direito da mulher de decidir”), descontentes e temerosos diante da pouca receptividade dos movimentos públicos presentes, prometeram trazer o projeto de volta ao Congresso Nacional.
Um aspecto interessante é que em países como os Estados Unidos, em que há cerca de três décadas, o aborto é liberado, e do mesmo modo, na Itália, aumentam os movimentos para a reversão da lei que legalizou a prática do aborto. Na verdade, em geral, quando é livre, aumenta o número de abortos. Na Itália, devido às campanhas “Pró-Vida” (“Pelo direito do nascituro”), o número vem diminuindo, mas ainda é considerado excessivo pelas autoridades italianas. (LBN)
BRASILIA, quarta-feira, 18 de Abril de 2012 (ZENIT.org) – Diante da aprovação do STF sobre o aborto dos anencéfalos Zenit entrevistou o padre Hélio, experto da área de bioética, com a finalidade de refletir um pouco mais sobre as causas dessa aprovação.
Pe. Hélio é sacerdote diocesano da diocese de Florianópolis (SC), graduado em odontologia pela UFSC, no Brasil, graduado em filosofia e teologia pela Universidade de Navarra, na Espanha, Mestrado em bioética pela mesma Faculdade; Mestrando em Teologia Moral pela Pontifícia Universidade da Santa Cruz (PUSC), na Itália, doutorando em bioética pela Faculdade de Medicina do Campus Biomedico di Roma (UNICAMPUS), na Itália e Mebro da Comissão de Bioética da CNBB. Para contato: hélio_bioetica@hotmail.com
A seguir publicamos a entrevista:
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O senhor acaba de retornar ao Brasil depois de um período de estudos na Europa. E chegou bem na hora em que o STF aprovava o aborto de bebês anencéfalos. Ainda que os Ministros Brasileiros tenham se sentido portadores de Novas idéias e Revoluções Éticas e Morais, o senhor não acha que estamos diante de pensamentos antigos, que pelo menos há uns dois ou três séculos invadiram o mundo Cristão Ocidental com mais força?
Sem nenhuma dúvida. Toda essa “pseudo-revolução” atual no Brasil – liderada por “pseudo-intelectuais” – não é nada novo na história da humanidade. São ideias da Idade Moderna (séculos XV a XVIII), que foram redesenhadas na primeira metade do século XX e que agora, atrasadamente, chega ao Brasil com maquiagem de ideias pós-contemporâneas. Insisto que é um movimento liderado por “pseudo-intelectuais”, pois não representam de nenhum modo o pensamento e os valores defendidos pela sociedade brasileira. Estes “líderes” querem colocar em prática ideias da Revolução Francesa com o objetivo de “iluminar” o povo brasileiro – mesmo que seja necessário ir contra a vontade deste povo.
Para o senhor, que acaba de chegar ao Brasil, qual é a impressão que tem ao ver um país com maioria Católica aprovar algo que vai contra a Moralidade Cristã e até mesmo contra a Razão científica e médica?
Como você bem diz na pergunta, a decisão contra a vida das crianças anencéfalas não foi apenas uma decisão contra valores cristãos ou católicos. Foi uma aberração jurídica, científico-positiva, ética e moral. O Supremo Tribunal Federal não é competente para realizar a interpretação de uma lei de modo contrário à própria letra da lei, principalmente quando o texto está claramente redatado – este é um princípio básico de hermenêutica jurídica. A questão científica é clara: trata-se de uma vida, pois se a criança estivesse morta não haveria nada para ser julgado. Quanto à ética, é de uma lógica natural que não podemos matar a um inocente. Por fim vem a questão moral, que, baseada na ética, pode ir mais além, assumindo também valores próprios de uma religião, no caso do Brasil a religião Católica e de um modo mais geral as religiões cristãs. Ir contra esses valores não é proclamar a laicidade do Estado, mas fechar os olhos para os valores próprios e históricos de uma nação.
Será que mais do que uma aprovação do Aborto não se busca uma afirmação de um Governo Laicista que pretende mostrar o seu poder diante de tudo o que seja Religião, principalmente diante daquela instituição que tem maior presença como é a Igreja Católica?
Voltamos aqui à questão do modernismo/ Iluminismo. A intenção é fazer que o Estado assuma totalmente a função da religião e tentam fazer isso eliminando os valores próprios da Igreja, como se estes valores não tivessem base no próprio modo de ser humano e não constituíssem os valores e a identidade da Nação. Um Estado laico é necessário – a separação entre Igreja e Estado foi um grande avanço para ambas instituições – porém um Estado laicista, que, ao invés de independência da Religião tenta fazer-se contrário à mesma, é um Estado que desrespeita uma dimensão fundamental do homem – a religiosa.
Porém, esquecem que é justamente através dessas manobras laicistas que despertarão “o Gigante brasileiro”, que possui “filhos que não fugirão à luta”.
As vezes parece que, na nossa “sociedade democrática”, todos podem opinar, menos os cristãos e menos ainda os católicos. O senhor acha o mesmo?
Se por democracia entendemos um governo representativo dos valores da população, isso não deveria ser assim. Porém, se a interpretação de “sociedade democrática” for a mesma de “sociedade laicista”, o que haverá – e de fato há – será uma clara discriminação e preconceito a todos os tipos de valores não só religiosos, mas também éticos e morais.
Hoje em dia o único preconceito válido é contra a Igreja e contra os sacerdotes – para este preconceito não existe lei nem punição.
Os argumentos utilizados para defender o aborto do bebê anencéfalo, às vezes, são comoventes e com histórias que parecem convincentes. Escuta-se muito por aí, até mesmo de católicos fervorosos e estudados, que seria muito melhor “interromper” a gestação e que esta interrupção não poderia ser chamada de aborto, já que o ser que estava no ventre materno não estava vivo e nem era uma pessoa. O que o senhor acha disso?
Se não fosse vivo não poderia ser cometido um aborto. Alguns dirão, é vivo, mas não seria humano. Essas pessoas teriam que explicar que espécie de vida seria então – Vegetal? Animal? Com DNA humano?
Os argumentos nesses casos sempre exploram o “sentimentalismo” tão característico do povo brasileiro. Mas não são argumentos racionais e nem mesmo verdadeiros.
Não podemos negar que se trata de uma situação muito complicada para a mãe, pois sabe que o seu filho, que carrega no ventre, não viverá muito tempo. Porém sabemos que mesmo sentimentalmente as mães sofrerão muito mais por terem sido “carrascos” ou mandantes da morte do seu próprio filho do que pela perda natural do mesmo.
Por exemplo, em grandes cadeias de televisão do nosso Brasil mostraram casos de mães que foram “obrigadas” a levar a gestação adiante e que hoje agradecem o governo brasileiro por terem libertado as mães do Brasil desta escravidão, de terem que levar nos seus ventres uma “criatura morta” e sem vida, sem terem a ajuda legal para poder interromper a gestação, ou seja, abortar. O que o senhor acha disso?
Infelizmente alguns meios de comunicação tem se esforçado por difundir ideias consideradas “politicamente corretas”, ainda quando contrárias à natureza própria do ser humano. A estratégia tem sido fazer acreditar que todo o Brasil está de acordo com essas ideias, sendo que o simples telespectador sente-se uma exceção.
Neste caso específico aproveitaram do sofrimento real dessas mães grávidas de anencéfalos para utilizá-las, estrategicamente. Porém não mostraram nenhum caso de mãe que tenha de fato abortado a seu filho anencéfalo, pois essa verdade não ajudaria na estratégia de aprovação.
Outra estratégia foi a de considerar anencéfalos somente os casos mais graves de anencefalia, desconsiderando – e consequentemente não mostrando – crianças anencéfalas já nascidas, como a menina Vitória, por exemplo, que já tem mais de dois anos e estava presente no julgamento do STF. Assim, a opinião pública foi induzida a acreditar que crianças anencéfalas não possuíam nem mesmo cabeça, ao mesmo tempo em que, na prática, se sabe que o diagnóstico de anencefalia é muito difícil de ser auferido e graduado. A partir de agora, todos os casos – inclusive o de crianças como a Vitória – tornaram-se passíveis de aborto.
A lei está aí. Sabemos que lei não é sinônimo de moralidade, mas podem realmente existir leis que vão contra a moralidade?
A lei humana deve sempre responder ao bem do homem e ao bem comum da sociedade. Caso contrário, deixa de ser uma lei e torna-se uma violência contra o homem e a sociedade. Sendo assim, cada pessoa tem a obrigação de desobedece-la.
O nosso dever agora é tentar frear o ativismo legislativo do Supremo Tribunal Federal que surgirá a partir desse juízo. Certamente, decorrente desse último juízo, não tardará a questão do aborto de crianças em outras situações graves. Além disso, de acordo com o voto de muitos dos juízes legitimando o aborto de anencéfalos pela incapacidade dessas crianças de vir a ter consciência plena, não duvidaria que o tema da eutanásia viesse a ser a seguinte polêmica.