Categoria: Pobreza e santidade em Santa Teresa de Ávila
12 de Outubro – Dia das Crianças e Dia da Padroeira do Brasil – Nossa Senhora da Conceição Aparecida – Movimento Nacional da Cidadania pela Vida – Brasil sem Aborto (Portal da Família) – Entrevista: Norma Técnica ministerial pode legalizar o aborto no Brasil? (Blog Teologia e Corpo – Agência Zenit)

Movimento Nacional da Cidadania pela Vida – Brasil sem Aborto (2012).
Foto:Movimento Nacional da Cidadania pela Vida – Brasil sem Aborto
Fonte/artigo: Portal da Família – “Cronologia da morte: Principais fatos da história que contribuíram para introduzir o aborto no mundo e no Brasil”Portal da Família – O dia 12 de outubro – Dia da Padroeira do Brasil – Especial Dia das Crianças – Como surgiu o Dia das Crianças Passe um dia diferente ao lado de seu filho Piquenique: Uma boa alternativa para o dia 12 Declaração dos Direitos da Criança Brinquedos que você mesmo pode fazer – 15 de Outubro – Dia dos Professores – Você sabe como surgiu o Dia do Professor? – Ser Mestre Mestre Oração do Professor Aos Professores O Professor sempre está errado
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Fonte: Teologia e Corpo ( extraído de Agência Zenit)
Norma Técnica ministerial pode legalizar o aborto no Brasil?
Publicado a 1 de Outubro de 2012
Entrevista com Dra. Renata Gusson
Por Thácio Siqueira
SAO PAULO, segunda-feira, 01 de outubro de 2012 (ZENIT.org) – Publicamos a seguir uma entrevista que a Dra. Renata Gusson, bioquímica e mestre em ciências, concedeu a ZENIT sobre o tema do aborto no Brasil.
Dra. Renata Gusson é Farmacêutica-Bioquímica, especialista em Biologia Molecular e mestre em Ciências pela Coordenadoria de Controle de Doenças da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.
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ZENIT: Dra. Renata, explique-nos como uma Norma Técnica ministerial pode legalizar o aborto no Brasil uma vez que a população é majoritariamente contrária ao aborto?
Dra. Renata: é realmente de pasmar qualquer cidadão que vive em uma democracia, não é mesmo? O assunto não é simples, e quem considera o aborto apenas um “problema de saúde pública” não tem a menor ideia das implicações realmente profundas que ele tem na geopolítica. Como é um tema complexo, eu não poderia em poucas linhas apresentar de forma adequada sua gravidade. Sugiro a leitura do documento “Maio de 2012, a nova estratégia mundial da Cultura da Morte”, publicado recentemente pela Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul-1 da CNBB. Entretanto, para não deixar o leitor sem uma resposta, eu posso adiantar que, devido à altíssima resistência à legalização do aborto verificada na América Latina, criou-se uma nova estratégia para vencer esse obstáculo. Trata-se de normatizar que, a fim de garantir uma política que vise “reduzir os danos” de um aborto clandestino mal-provocado, o Sistema de Saúde brasileiro deve passar a acolher e orientar as mulheres que desejam abortar. A essa mulher seria explicado como tomar um medicamento abortivo e, tão logo começasse o processo de expulsão da criança, ela se dirigisse a um hospital que seria obrigado a recebê-la de forma “humanizada” e completar o procedimento. Seria proibido ao médico denunciar um caso de aborto provocado. É justamente isso que, na prática, se traduz como uma legalização do aborto. Os idealizadores de tal estratégia afirmam que é preciso burlar a lei para modificar a lei. Portanto, uma vez que essa política tenha sido implantada e largamente difundida, ficará muito mais fácil promover mudanças na legislação. É uma manobra astuta.
ZENIT: Dados divulgados por organizações pró-aborto afirmam que anualmente são feitos no Brasil mais de um milhão de abortos e que 200.000 mil mulheres morrem todos os anos devido a abortos clandestinos.
Dra. Renata: Eu costumo dizer que quem advoga pela morte dos inocentes já perdeu faz tempo o compromisso com a verdade. Esses dados realmente são difundidos a plenos pulmões por organizações pró-aborto. O que dizer deles? Dizer a verdade: são falsos. E não sou eu, que sou contrária à legalização do aborto que digo isso. São os próprios abortistas e o próprio Sistema Único de Saúde que assim afirmam. Para citar um exemplo: em 2010, a “Pesquisa Nacional do Aborto” realizada pela Universidade de Brasília em parceria com a ANIS (uma ONG pró-aborto), mostrou que de cada 2 mulheres que cometem aborto, uma acaba sendo internada. Dados do SUS revelam que, no mesmo ano, foram realizadas cerca de 200.000 curetagens devidas a abortos (tanto provocados como espontâneos). Médicos que trabalham em emergências obstétricas de hospitais públicos em todo o Brasil afirmam que cerca de, no máximo, 20-25% das curetagens são devidas a abortos provocados. A grande maioria é por abortos espontâneos. Vamos então raciocinar: se anualmente são feitas 200.000 curetagens e dessas, no máximo, 25% são devidas a abortos provocados, chegamos a um número de 50.000 abortos provocados. Se a pesquisa da UnB afirma que de cada 2 mulheres que abortam uma acaba recorrendo ao serviço de saúde, temos que são realizados, de fato, cerca de 100.000 abortos anualmente no Brasil. Esse número representa então, apenas 10% dos tão propalados um milhão de abortos no Brasil. Mas essa é uma estratégia já há muito conhecida: é preciso inflacionar a realidade para chocar a opinião pública. Outra inverdade contada para nós: o número de mortes maternas por aborto. O DataSus revela que no ano de 2011 ocorreram 95 mortes maternas devido a abortos (novamente aqui, tanto abortos espontâneos quanto provocados). Então, só nos resta perguntar: o que ocorreu com as mais de 199.900 mulheres que os abortistas afirmam terem morrido em decorrência de abortos mal-provocados? Elas simplesmente despareceram? Mentiras e mais mentiras. Isso é tudo o que os abortistas contam para nós.
ZENIT: Realmente, são informações importantes para o conhecimento da população. Deixe uma mensagem para os leitores de Zenit.
Dra. Renata: Eu quero dizer que não podemos cair na mentira de aceitar o aborto como algo inevitável; como se fosse uma realidade que veio para ficar e contra a qual nada ou muito pouco podemos fazer. Muitíssimo pelo contrário. Ficou evidente no que acima foi dito, que os abortistas contrariam o bom senso, a verdade, a boa-fé. O avanço da agenda abortista só é possível se nós não fizermos absolutamente nada em contrário. Basta um pouquinho de atuação para que as coisas sigam o rumo certo. A verdade carrega uma força em si mesma. Quando você mostra para uma pessoa o que é o aborto e ela apreende a maldade do ato, nunca mais ela cairá na mentira de aceitar o aborto como, por exemplo, um direito da mulher. Então, eu sugiro aos leitores que divulguem para seus contatos vídeos sobre o aborto, como por exemplo, o “grito silencioso”, produzido por um médico ex-abortista norte-americano. É preciso fazer as pessoas verem sobre o que se trata o aborto: a morte dos inocentes mais indefesos. Outra importante iniciativa é contactar o seu representante político e cobrar dele uma atuação pró-vida com o poder que o seu voto deu a ele. Estamos em uma luta real. Não podemos nos deixar anestesiar ou fazer de conta que não existe problema algum. Para vencer uma batalha, a primeira coisa a fazer, é tomar consciência que não se vive tempos de paz. O nosso tempo, apesar de não se caracterizar por uma luta armada entre exércitos inimigos, caracteriza-se sim por uma luta velada contra os inocentes. O volume de sangue derramado pelo aborto já ultrapassou e muito qualquer outra guerra existente. Eu ousaria dizer que já ultrapassou, inclusive, o volume total de sangue derramado por todas as guerras já existentes. De que lado vamos lutar?
Publicado em Teologia e Corpo (extraído de Agência Zenit).
Pró-Vida: Vídeo Anti-Aborto – “Desenvolvimento de um Bebê Não-nascido” (“Pro-life Anti-Abortion Video: Development of the Unborn Baby” – catholichomeschool – YouTube)
As obras principais de Santa Teresa de Jesus e o mundo atual
Em buscas na Internet tive a oportunidade de constatar um dado importante: além dos principais escritos de Santa Teresa de Jesus (Ávila), há uma grande variedade de livros publicados sobre sua vida, bem como, sobre seu legado espiritual nos principais idiomas do mundo ocidental, e, melhor, com igual destaque ao que foi produzido pelos doutores e santos da fé católica.
Santa Teresa de Jesus, monja carmelita, com agudeza transmitiu ao mundo sua visão sobre a vida que se passa no mundo e suas implicações em nossa vida espiritual. Afinal, o que a preocupa são os perigos nada evidentes aos quais está exposta a alma humana. Escreve com profundidade sobre os dilemas que enfrentamos em nossas vidas, quer sejamos leigos ou consagrados. Sua linguagem absorve leitores há mais de quatro séculos, e isto é impressionante, já que a marca do último século e deste que inicia é a correria, em geral, sem uma boa razão de ser…
O século XXI está impondo a todos nós a superficialidade como modo de vida. Há a cultura da pressa e da profusão de informações (sem reflexão), o que exige maior esforço para nos concentrarmos no que consideramos essencial para uma vida plena, na medida do possível. Observo o quanto fica cada vez mais difícil mantermos o foco sobre o que “desesperadamente” queremos aprofundar, compreender, ou seja, viver sem deixar de lado nossa vida interior. Contudo, ela, a Santa apaixonada por Jesus Cristo nos alenta: podemos alcançar ao longo de nossa existência, em escala crescente, ainda que com tropeços e recuos, o que ela denomina “Caminho de Perfeição”.
Sabemos, entretanto, que esta busca deve ser feita com naturalidade, ou seja, não há lugar para a pressa. Sigamos, então, sempre em frente neste caminho, indicado com delicadas e sutis obervações, por Santa Teresa de Jesus – mestra de espiritualidade. (LBN)