Papa: “Trabalho nos aproxima de Deus” (Rádio do Vaticano)

Fonte: Rádio Vaticano

PAPA: “TRABALHO NOS APROXIMA DE DEUS”

Cidade do Vaticano, 26 mar (RV) – O papa recebeu esta manhã um grupo de peregrinos da Diocese de Terni-Narni-Amelia, que comemoram 30 anos da visita do Papa João Paulo II às siderúrgicos da cidade.

Bento XVI saudou o grupo, liderado pelo Arcebispo Dom Vincenzo Paglia, recordando o amor especial que João Paulo II nutria pelo mundo do trabalho; seu encorajamento, solidariedade, amizade e carinho pelos operários. O Pontífice recordou que no dia de sua eleição, ele mesmo se definiu um “humilde trabalhador na vinha do Senhor”.

No discurso, o Papa falou sobre a crise de hoje, que está colocando a cidade da usina e suas famílias numa situação difícil. Ele disse sentir a preocupação que os operários trazem em seu coração, e demonstrou estar a par da responsabilidade e da participação da Igreja diocesana, comunicando a esperança do Evangelho e a força para edificar uma sociedade mais justa e digna do homem.

Neste sentido, ressaltou a importância da Eucaristia que salva o mundo, fazendo-o viver a alegria da fé e a paixão por melhorá-lo. A Eucaristia do Domingo é o fulcro da ação pastoral da Diocese, “viver de modo eucarístico significa viver como uma família, um único Corpo, uma sociedade de amor”.

“Neste horizonte – disse o Papa – insere-se o tema do trabalho e de seus problemas, como o que mais preocupa hoje: o desemprego. O trabalho é um dos elementos básicos da pessoa e da sociedade. Condições precárias de trabalho dificultam as condições da própria sociedade, as condições de uma vida ordenada segundo as exigências do bem comum”.

Outro problema tocado por Bento XVI foi a segurança no trabalho, uma realidade à qual é preciso estar atentos, para que a trágica série de incidentes seja interrompida. Em seguida, foi abordado também o problema da precariedade profissional entre os jovens.

O papa se disse muito próximo das preocupações e ansiedades dos operários, auspiciando que na lógica da gratuidade e da solidariedade, os momentos difíceis possam ser superados e seja garantido um emprego seguro, digno e estável para todos.

Enfim, recordou que o trabalho ajuda a sentirmo-nos mais perto de Deus e dos outros, e lembrou que Jesus foi um operário, tendo passado grande parte de sua vida terrena em Nazaré, na marcenaria de José.

Em sua visita à Terni, João Paulo II falou do “Evangelho do trabalho”, afirmando que o Filho de Deus, tornando-se homem, trabalhou com as próprias mãos. A sua foi uma verdadeira fatiga física, ocupou a maior parte de sua vida nesta terra, e assim, entrou na obra de redenção do homem e do mundo.

“O trabalho deve ser entendido na perspectiva cristã, ao invés de ser visto apenas como um meio de ganho, ou de exploração, como em muitas partes do mundo, onde é ofendida a própria dignidade da pessoa. Em relação ao trabalho aos domingos, o Papa acenou para o risco de que o ritmo do consumo possa subtrair-nos o sentido da festividade e do Domingo como dia do Senhor e da comunidade.
(CM)

Publicado em Rádio do Vaticano.

A Campanha da Fraternidade de 2011 (CF-2011) propõe uma questão de evidente atualidade: fraternidade e a vida no nosso Planeta (CNBB, in Canto da Paz)

Fonte: Canto da Paz – Clarissas e Franciscanos

(fonte da imagem: http://www.stellaroid.co.cc)

Quaresma: Creio em Deus, Pai Criador

Campanha da Fraternidade 2011: Creio em Deus, Pai Criador

A Campanha da Fraternidade de 2011 (CF-2011) propõe uma questão de evidente atualidade: fraternidade e a vida no nosso Planeta. Nem é preciso argumentar muito para justificar a escolha desse tema pela CNBB: Já faz tempo que estudiosos estão alertando para o fenômeno do aquecimento global e suas consequências para o clima e para o equilíbrio ecológico.

As Conferências mundiais sobre o clima, que congregam as maiores autoridades científicas da área, deixam sempre mais evidente que o sistema produtivo da economia moderna e contemporânea desencadeia intervenções inadequadas do homem na natureza e se constitui numa ameaça real para o equilíbrio ecológico e até mesmo para o futuro da vida na terra. Em contraste com tais constatações, nas mesmas movimentadas Conferências sobre o clima, as principais autoridades políticas e econômicas do Planeta não conseguem chegar a um acordo sobre as medidas a serem adotadas para sanar o problema e prevenir os riscos. È difícil redimensionar o desenvolvimento econômico, quando a receita é renunciar a certo padrão de consumo dos recursos naturais, que equivale à depredação e depauperamento da natureza. Exigimos da natureza mais do que ela pode oferecer, sem comprometer a sua sustentabilidade.

A CF-2011 convida a encarar seriamente a responsabilidade humana em relação ao futuro da vida no planeta Terra, o “ninho da vida” no universo, a casa comum da grande e diversificada família humana. O Texto Base, que apresenta a proposta da CF, traz argumentos e reflexões sobre o fenômeno do aquecimento global e os motivos que deveriam levar todos a pensar sobre o que é possível fazer e o que não se deveria fazer, para evitar a deterioração do ambiente da vida na terra. Argumentos bíblicos e teológicos deveriam motivar os cristãos e todos os crentes em Deus a uma verdadeira conversão nos modos de viver e de se relacionar com a natureza, quando ficam comprometidas a qualidade da vida e a fraternidade na família humana. Todos são convidados a se envolverem na CF-2011.

Destaco dois motivos de fundo religioso, que deveriam ser levados em conta por todas as pessoas de fé no tocante à questão ecológica. Primeiramente, tratar bem a natureza e cuidar do pedaço do Planeta que ocupamos está implicado na nossa fé no Deus Criador. Professamos a fé no Deus, Criador do céu e da terra, não importa como, ou quando isso aconteceu. A ciência pode continuar a pesquisar sobre a origem do universo e da vida na terra e isso não contradiz a nossa fé no Deus Criador. O certo é que não fomos nós que demos origem a toda essa beleza e grandiosidade. Dizer que tudo isso surgiu por si mesmo é um grande absurdo.

Mas também aprendemos da nossa fé que Deus fez o homem à sua imagem e semelhança, confiando-lhe o cuidado do “jardim da vida”. Embora pequeninos entre as criaturas do grande universo, somos importantes e Deus nos trata com predileção especial. O poeta do Salmo tem consciência disso, quando exclama, admirando o céu numa noite estrelada: “Que é o homem, Senhor, para que dele te ocupes?! No entanto, Tu o fizeste pouco menor que um deus… Tu o colocaste à frente da obra de tuas mãos!” (cf Salmo8). Sim, Deus colocou o mundo à disposição do homem; não para que acabe com ele, e sim, para que dele viva e usufrua, mas também para que zele por ele, qual bom administrador. Cuidar bem da natureza é sinal de fé e de gratidão para com o Deus Criador. Avançar sobre a natureza com a vontade de possuir e dominar, é cair novamente na tentação de “ser deuses”, como Adão e Eva no paraíso (cf Gn 3). Quando o homem resolve assumir o lugar de Deus, desprezando seu desígnio, a desordem e o caos entram no mundo, com seus frutos de injustiça, violência e morte.

O outro motivo, relacionado com o primeiro, é de fundo ético e moral: Cuidar bem da Terra, nossa casa comum, é questão de responsabilidade e solidariedade. Os bens da criação foram colocados por Deus à disposição de todas as suas criaturas; descuidar da natureza, ou estragá-la, é falta de respeito e de justiça para com o próximo e para com as futuras gerações. Não somos os únicos a ocupar esta casa, nem seremos os últimos; e é moralmente correto pensar nos outros, quando nos relacionamos com a natureza. Não ficará bem deixar atrás de nós um paraíso depredado, o mundo cheio de lixo, as terras desertificadas, as águas contaminadas, o ar irrespirável, o equilíbrio ecológico comprometido… A CF-2011 é um convite a refletir, para formar uma consciência comum sobre nossa responsabilidade e para tomar decisões eficazes sobre os cuidados que a Terra merece. É nossa casa comum. E ainda será a casa dos que viverão depois de nós.

(fonte: http://www.cnbb.org.br  –  autor: Cardeal Odilo Pedro Scherer – Arcebispo de São Paulo)

Publicado em Canto da Paz.

Jovem congregação de religiosas engajadas no combate ao tráfico de jovens nas Filipinas (Agência Fides)

Crianças filipinas em momento de oração

Fonte/imagem: Missão Portas Abertas

_____________________________________________________________________________________________

Fonte: Agência Fides

23.02.2011

ÁSIA/FILIPINAS – Jovem congregação de religiosas engajadas no combate ao tráfico de jovens, a partir da raiz

Cebu (Agência Fides) – As Filipinas são o quarto dentre os dez países com o maior índice de prostituição infantil. Esta chaga muito grave envolve moças de 15 a 20 anos, mas não poupa meninas de apenas 8 anos. Segundo uma informação enviada à Agência Fides pela Catholic News Agency, Irmã Irene Baquiran, da Congregação da Arquidiocese de Cebu “Immaculate Mary Queen of Heaven Missionaries”, IMQHM, engajada na evangelização dos oprimidos, declarou que as vítimas são obrigadas a ter de 5 a 10 encontros sexuais por noite, por 2 dólares cada. A maior parte das jovens é drogada ou narcotizada por seus exploradores, para suportar o horror. Para combater a pobreza desde suas raízes, as irmãs missionárias IMQHM visitam as aldeias onde os exploradores recrutam as jovens e lhes prometem um bom trabalho na cidade. Através do programa-piloto Feeding of the Good Shepherd Foundation, tentam tirá-las da prostituição oferecendo ajuda. Quando estão em missão, as irmãs caminham em pares e não usam o hábito religioso. Uma das duas entra em um bar e se aproxima da jovem que provavelmente precisa de ajuda, a outra permanece fora para assinalar eventuais riscos. Se conseguem fazer amizade com a menor que quer sair do túnel da prostituição, as irmãs a encaminham ao orfanato onde pode ser hospedada e receber instrução. Irmã Irene relata que as irmãs transformaram seu instituto de Cebu na “Casa do Amor”, ou MQHM Rehabilitation and Livelihood Training Center, onde oferecem abrigo, alimentos, instrução, assistência de saúde e formação profissional às ex-prostitutas e seus filhos. Atualmente, as irmãs hospedam 20 vítimas do tráfico. As irmãs oferecem também instrução a 800 estudantes da escola fundamental e 275 da escola superior. As IMQHM têm grandes projetos para a missão: querem realizar um centro de acolhimento maior, para hospedar até 500 mulheres e crianças menores de cinco anos. Até 2012 esperam introduzir cursos vocacionais e classes de estudo superior. A ordem, fundada em 1996 por Irmã Corazon Salazar, conta oito irmãs professas, 11 com votos temporários e três noviças. Seu carisma é dirigido às mulheres e crianças vítimas da prostituição e da luta à pobreza, causa principal da prostituição. (AP) (23/2/2011 Agência Fides)

Publicado em Agência Fides.

Brinquedos que alimentam a cultura da violência (Artigo – Prof. Sílvio de Sá Arantes – Colégio Franciscano João XXIII)

Fonte/imagem/texto: “INFÃNCIA: O que pensa uma criança iraquiana? A violência banalizada!” (Saulo Valley) -http://saulovalley.blogspot.com/2010/10/infancia-o-que-pensa-uma-crianca.html

____________________________________________________________________________

BRINQUEDOS QUE ALIMENTAM A CULTURA DA VIOLÊNCIA

Por Prof. Sílvio de Sá Arantes*

A nossa sociedade está acostumada com notícias que evidenciam a cultura da violência no lar, na escola e em outros ambientes, acomodando-se  à fatalidade de casos reais como normais. Os movimentos que se manifestam contra esta cultura de violência, muitas vezes, são banalizados por vários meios. A família é bombardeada por contravalores apresentados em novelas, seriados, brinquedos comuns e eletrônicos. Uma medida muito adequada seria o filtro da própria família em questões de programas e brinquedos que são de fácil acesso para os filhos, mudando, assim, as tendências e conceitos. Proibir só não bastaria: toda privação deve ser muito bem dialogada e fundamentada para surgir daí uma postura consciente e decisiva. É um bom começo para a implantação da paz que tanto sonhamos para nossos filhos.

*Colégio Franciscano João XXIII – SP

Fonte: Folhinha do Sagrado Coração

Papa faz apelo no I Domingo do Advento “para promover uma cultura sempre respeitosa da vida humana, para procurar condições favoráveis e redes de apoio ao acolhimento e ao desenvolvimento da vida” (Agência Fides – 29.11.2010)

Fonte: Internet

……………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………….

Fonte: Agência Fides

29.11.2010

VATICANO – O apelo do Papa “para promover uma cultura sempre respeitosa da vida humana, para procurar condições favoráveis e redes de apoio ao acolhimento e ao desenvolvimento da vida”

Cidade do Vaticano (Agência Fides) – “Exorto os protagonistas da política, da economia e da comunicação social a fazerem o que está em suas possibilidades, para promover uma cultura sempre respeitosa da vida humana, para procurar condições favoráveis e redes de apoio ao acolhimento e ao desenvolvimento da vida”: é o apelo que o Santo Padre Bento XVI lançou sábado à tarde, 27 de novembro, na Basílica Vaticana, durante a celebração das Primeiras Vésperas do I Domingo do Advento, precedida pela Vigília de oração pela vida nascente. “O início do Ano Litúrgico nos faz viver novamente a espera de Deus que se fez carne no seio da Virgem Maria, do Deus que se fez pequeno, se tornou uma criança” – disse o Papa na homilia; nos fala da vinda de um Deus próximo, que quis repercorrer a vida do homem, desde o início e isto para salvá-la totalmente, em plenitude. E assim o mistério da Encarnação do Senhor e o início da vida humana estão intimamente e harmonicamente ligadas entre si, entre o único desígnio salvífico de Deus, Senhor da vida de todos e de cada um’. O Santo Padre reiterou que “o ser humano é uma pessoa capaz de entender e querer, autoconsciente e livre, único e insubstituível” que “tem o direito de não ser tratado como um objeto que deve ser possuído ou como uma coisa que pode ser manipulada como quiser, de não ser reduzido a puro instrumento para a vantagem dos outros e de seus interesses. A pessoa é um bem in si mesma e é preciso buscar sempre o seu desenvolvimento integral. O amor para com todos, se é sincero, espontaneamente se torna atenção preferencial para os mais vulneráveis e mais pobres. Nesta linha se enquadra a solicitude da Igreja pela vida nascente, a mais frágil, a mais ameaçada pelo egoísmo dos adultos e pelo obscurecer das consciências”. Diante de algumas tendências culturais atuais, a própria ciência reconhece que o embrião no seio materno não é uma massa de material biológico, mas um novo ser vivo, dinâmico e maravilhosamente ordenado, um novo indivíduo da espécie humana. “Assim foi Jesus no seio de Maria; assim foi cada um nós, no seio da mãe”. Infelizmente – prosseguiu Bento XVI – também depois do nascimento, a vida das crianças continua sendo exposta ao abandono, à fome, miséria, doença, abusos, violência, exploração. As múltiplas violações de seus direitos que se cometem no mundo ferem dolorosamente a consciência de toda pessoa de boa vontade. Diante do triste panorama de injustiças cometidas contra a vida humana, antes e depois do nascimento, faço minhas as palavras do Papa João Paulo II em favor da responsabilidade de todos e de cada um: “Respeita, defende, ama e serve a vida, toda vida humana! Somente neste caminho encontrarás justiça, desenvolvimento, verdadeira liberdade, paz e felicidade” (Enc. Evangelium vitae, 5).” (SL) (Agência Fides 29/11/2010)

* O texto integral da homilia do Santo Padre, em italiano

“O tempo presente é, segundo o Senhor, o tempo do Espírito e do testemunho mas é também um tempo ainda marcado pela «angústia» (1Cor 7, 26) e pela provação do mal, que não poupa a Igreja e inaugura os combates dos últimos dias. É um tempo de espera e de vigília” – Dia dedicado a Nossa Senhora das Graças

Fonte/imagem/texto: Blog Rainha do Carmelo – OCDS

“(…)O tempo presente é, segundo o Senhor, o tempo do Espírito e do testemunho mas é também um tempo ainda marcado pela «angústia» (1Cor 7, 26) e pela provação do mal, que não poupa a Igreja e inaugura os combates dos últimos dias. É um tempo de espera e de vigília. (…)”

____________________________________________________________________________

Fonte: Lepanto

Nossa Senhora das Graças – Medalha Milagrosa (1830)

Capela das aparições na Rue du Bac, em Paris

Foi em 1830 que Nossa Senhora apareceu, em Paris, a Santa Catarina Labouré, então jovem religiosa, e lhe ensinou a devoção da Medalha Milagrosa.

“Fazei cunhar uma medalha com este modelo. Todas as pessoas que a usarem receberão grandes graças, trazendo-a ao pescoço. As graças serão abundantes para as pessoas que a usarem com confiança” — prometeu a Santíssima Virgem.

A promessa efetivamente se cumpriu.

Quando iam ser cunhadas as primeiras medalhas, uma terrível epidemia de cólera, proveniente da Europa oriental, atingia Paris.

O flagelo se manifestou a 26 de março de 1832 e se estendeu até meados do ano. A 1º de abril, faleceram 79 pessoas; no dia 2, 168; no dia seguinte, 216, e assim foram aumentando os óbitos, até atingirem 861 no dia 9. No total, faleceram 18.400 pessoas, oficialmente; na realidade, esse número foi maior, dado que as estatísticas oficiais e a imprensa diminuíram os números para evitar a intensificação do pânico popular.

No dia 30 de junho, foram entregues as primeiras 1500 medalhas que haviam sido encomendadas à Casa Vachette, e as religiosas Filhas da­ Caridade começaram a distribuí-las entre os flagelados. Na mesma hora refluiu a peste e começaram, em série, os prodígios que em poucos anos tornariam a Medalha Milagrosa mundialmente célebre.

O Arcebispo de Paris, que autorizara a cunhagem da Medalha e recebera logo algumas das primeiras, alcançou imediatamente uma graça extraordinária por meio delas, e passou a ser propagandista entusiasta e protetor da nova devoção. Também o Papa Gregório XVI recebeu um lote de medalhas, e passou a distribuí-las a pessoas que o visitavam.

Até 1836, mais de 15 milhões de medalhas tinham sido cunhadas e distribuídas, no mundo inteiro. Em 1842, essa cifra atingia a casa dos 100 milhões. Dos mais remotos países chegavam relatos de graças extraordinárias alcançadas por meio da medalha: curas, conversões, proteção contra perigos iminentes etc.

Prodigiosa conversão

Mas, em janeiro de 1842, a conversão espetacular do judeu Afonso Ratisbonne — que apresenta notável analogia com a conversão do Apóstolo São Paulo na estrada de Damasco — chamaria ainda mais as atenções sobre a Medalha Milagrosa. Ratisbonne, jovem banqueiro de Estrasburgo, cheio de preconceitos e antipatias contra a Igreja Católica, estava viajando por Roma quando aceitou, meio a contragosto, uma Medalha Milagrosa que lhe ofereceu um nobre francês. Poucos dias depois, inesperada e milagrosamente, a Virgem lhe apareceu na Igreja de Sant’Andrea delle Fratte, e em poucos segundos o antigo inimigo da Igreja transformou-se no apóstolo ardoroso que viria a fundar, juntamente com seu irmão Padre Teodoro Ratisbonne, a Congregação dos Missionários de Nossa Senhora de Sion, dedicada à conversão dos judeus.

Em 1876, ano da morte de Santa Catarina Labouré, mais de um bilhão de Medalhas Milagrosas já espalhavam graças pelo mundo.

Em 1894, a Santa Igreja instituiu a festa litúrgica de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa, a ser celebrada no dia 27 de novembro.

Em 1980, quando se comemoravam 150 anos da revelação da Medalha Milagrosa, o próprio João Paulo II, compareceu como peregrino ao local das aparições.

La Salette, Lourdes, Fátima

Para os devotos e propagandistas de Fátima, a Medalha Milagrosa tem um significado muito especial.

As aparições de Nossa Senhora a Santa Catarina Labouré, em 1830, marcaram o início de um ciclo de grandes revelações mariais. Esse ciclo prosseguiu em La Salette (1846), em Lourdes (1858) e culminou em Fátima (1917).

Desde 1830 Nossa Senhora se manifesta deplorando os pecados do mundo, oferecendo perdão e misericórdia à humanidade pecadora e prevendo severos castigos caso ela não se convertesse. Mas também anunciando que, após esses castigos, viria um triunfo esplendoroso do Bem.

Em novembro de 1876, um mês antes de sua morte, Santa Catarina Labouré afirmou: “Virão grandes catástrofes…. o sangue jorrará nas ruas. Por um momento, crer-se-á tudo perdido. Mas tudo será ganho. A Santíssima Virgem é quem nos salvará. Sim, quando esta Virgem, oferecendo o mundo ao Padre Eterno, for honrada, seremos salvos e teremos a paz”.

E em 13 de julho de 1917, Nossa Senhora prometeu formalmente em Fátima: “Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará”.

Publicado em Lepanto – Frente Universitária.

Relatório da fundação “Ajuda à Igreja que Sofre” apresentado hoje, em Roma registra que liberdade religiosa é violada no mundo inteiro (Agência Fides – 24.11.2010)

Fonte: Agência Fides

24.11.2010

EUROPA – Liberdade religiosa violada no mundo inteiro

Roma (Agência Fides) – Violações da liberdade religiosa, abusos e discriminações contra as minorias religiosas se registram ainda em muitos países no mundo: é o que afirma o relatório 20201 sobre a liberdade religiosa no mundo, da fundação “Ajuda à Igreja que Sofre” apresentado hoje, em Roma. O relatório, que contém 194 fichas relativas a diferentes países, oferece um mapa de nível continental. No continente americano se citam países como Cuba, onde a “situação não mudou em relação à legislação e a prática administrativa de repressão contra o fenômeno religioso, mas existem sinais de abertura, como a autorização para realizar atos religiosos anteriormente proibidos “. No norte da África, ” se apresentam os problemas causados pela coincidência da religião com a política tanto na legislação da maioria deles, quanto na mentalidade generalizada entre maioria da população. O resultado que surge é que os cidadãos com plenos direitos é somente aquele que professa a religião dominante, enquanto as minorias religiosas são toleradas, ou na melhor das hipóteses vistas como uma ameaça da estabilidade social”. Nós relatamos o caso da Etiópia que “diante de uma legislação exemplar do ponto de vista da liberdade religiosa, infelizmente apresenta episódios de intolerância social, especialmente nas áreas onde está presente uma maioria islâmica”, enquanto “a prática de outras religiões diferentes do Islã provoca reações intolerantes em todo o território da Somália, e as conversões são desencorajadas por formas de ostracismo e exclusão social. No Oriente Médio, afirma o relatório, “na Turquia ainda não foi possível converter abertamente ao cristianismo, devido à discriminação contra os convertidos “e se observa que” a Arábia Saudita e o Iêmen são os países do Golfo onde uma severa legislação islâmica, que inclui, por exemplo, a pena de morte por apostasia, assim chamado, impede toda e qualquer manifestação e toda prática religiosa , também privada, não obstante a presença na Arábia Saudita de cerca de um milhão de imigrantes cristãos”. No Iraque “se torna sempre mais dramática a vida das antigas comunidades cristãs, hoje ameaçadas de extinção, sujeitas a uma sistemática agressão terrorista”, enquanto “no Irã o Islã xiita, em sua versão integralistas e garantida pelas autoridades religiosas, permanece a religião de Estado. Isso leva à discriminação e violência contra outras religiões e até mesmo contra o islã sunita”. Na Ásia Central, “as repúblicas do Cazaquistão, Quirguistão, Tajiquistão, Turcomenistão e Uzbequistão, apresentam problemas mais ou menos graves, relativos não somente à liberdade religiosa, mas também em relação a outros direitos humanos”. Na República Islâmica do Paquistão “d 1986 a 2010 pelo menos 993 pessoas foram acusadas de profanar o Alcorão ou difamar o profeta Maomé, vítimas da discutida lei polêmica anti-blasfêmia”. A Índia continua a registrando “um aumento da violência com base religiosa e étnica”, e Orissa é o caso emblemático. A Coreia do Norte “permanece um dos países onde mais desumana é a condição de vida dos cidadãos. A liberdade religiosa é negada em todos os seus aspectos e as informações disponíveis acerca do que acontece no país são escassas e difíceis de encontrar”. O relatório cita obstáculos e sérias restrições no Vietnã, Laos e Mianmar. No país muçulmano mais populoso do mundo, na Indonésia, os casos de violência são contra os cristãos e grupos muçulmanos considerados “heréticos” pela ortodoxia, como os Ahmadis.

(PA) (Agência Fides 24/11/2010)

Padre José Agusto (Comunidade Canção Nova): “O homem luta para não morrer!” (Sábado Santo – 30 de março de 2013) – Pregações anteriores (Abril-2012/Março-2013)2013)

luta para não morrer! Padre José Augusto 30/03/2013 – 21h00. Tags: homilia padre José Augusto pascal Vigília ressuscitado Salvador Páscoa. Tags:

PREGAÇÃO (Comunidade Canção Nova – Março – 2013)-  SEMANA SANTA

Pregações – Padre José Augusto (Comunidade Canção Nova):

O homem luta para não morrer!
30/03/2013 às 21:00 h

Os sentimentos de Jesus
29/03/2013 às 15:00 h

Eu creio na Igreja Católica!
31/12/2012 às 08:30 h

Acreditar e testemunhar Jesus Cristo
24/08/2012 às 21:00 h

Preocupai-vos com o Reino dos céus
23/06/2012 às 16:00 h

Testemunhar pela força do Espírito
26/05/2012 às 16:00 h

A Divina Misericórdia dá valor ao homem
15/04/2012 às 16:00 h

O cristão vive o “sim” para Deus e “não” para o mundo
07/04/2012 às 21:00 h

——————————————————————————————————————————————————————————————————-

Post publicado em 28.10.2010 – Blog “Castelo Interior – Moradas”:

Sacerdote brasileiro é retirado da grade de rede de televisão católica após manifestar publicamente sua posição contra a legalização do aborto em relação à dignidade família humana como valor universal (YouTube)

Após uma homilia apresentada na rede de televisão Canção Nova (reproduzida logo abaixo), um de seus integrantes foi retirado da grade de programação. Padre José Augusto condenou abertamente o projeto de legalização do aborto no Brasil. Já para os ativistas a favor – denominados “pró-escolha”, que atuam em várias áreas, se trata de descriminalização. Consideram  indevida a possibilidade de enquadramento penal do ato de abortamento, tanto em relação à mulher quanto  aos profissionais de Medicina envolvidos posicionamento. No entanto, em relação ao afastamento, este é no mínimo estranho, já que está de acordo com a visão do papa Bento XVI a respeito de manifestações de padres e bispos em público. Para o Sumo Pontífice, é adequado ao sacerdote assim se expressar quando está em jogo a salvação das almas (termo grifado por ter sido usado em seu recente pronunciamento aos Bispos do Nordeste, Regional 5, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB), bem como a dignidade da pessoa. Bento XVi, em manifestação sobre a questão do aborto, declarou que a dignidade da vida tem início no ventre materno, ou seja, desde a concepção até uma possível vida vegetativa na velhice. Aqui, se refere ao recurso à eutanásia, repudiado pela Igreja Católica. É importante a consideração de que em tais visitas – ad limina, no caso a deste setor da CNNB à Santa Sé, o Papa não externa o seu pensamento sem prévia e rigorosa análise.

Já é bem conhecido o PNH-3 (Plano Nacional de Direitos Humanos-3). Este plano prevê várias medidas que entram em confronto com a doutrina religiosa cristã, tanto da Igreja Católica, predominante no País, quanto de boa parte dos ramos reformados históricos e pentecostais.  No centro, está o conceito fundamental de família, bem como temas adjacentes.

Esta homilia, na minha ótica, muito apropriada e corajosa, estranhamente (ou obviamente…), deixou de integrar a grade de programação daquele canal católico de televisão. Na imprensa, não há referência ao assunto, nem a rede católica justificou sua decisão. (Lúcia Barden Nunes – 28.10.2010).

“A oração é um ato de insistência, de quem pede Àquele que é capaz” – Artigo – Dom Paulo Mendes Peixoto Bispo de São José do Rio Preto (OCDS – Comunidade Santa Teresa – Curitiba)

“Auxílio quando você está… …ansioso e impaciente” – SALMO 13

Comunidade Santa Teresa – Curitiba

Fonte: Ordem Carmelita Descalça Secular (OCDS) – Sul e Centro-Oeste – Comunidade Santa Teresa

ARTIGO

Certeza Cristã!

A oração é um ato de insistência, de quem pede Àquele que é capaz

“O mundo é das incertezas. Não podemos ter plena segurança na fidelidade das pessoas. O que conta e nos dá a plena firmeza é a fé, caminho de certeza da justiça divina. Só quem acredita em Deus consegue viver de mãos erguidas, na confiança de um mundo melhor.  

Moisés teve uma atitude bonita, pois colocou-se na posição de súplica a Deus, pedindo para que seu povo vencesse na guerra. Mesmo na condição de chefe, sentiu seus limites e passou a confiar na força de Javé. Enquanto permanecia de mãos erguidas para o alto, seu povo vencia a luta.

No mundo dos mortais, não basta às pessoas terem conhecimento teórico e técnico, porque nem sempre a ciência e a prática conseguem emitir uma certeza total. Estamos na condição temporal, no mundo que deve ser sempre construído e caminhar na busca da perfeição da obra da criação.

Corremos o risco do endeusamento de nós mesmos, mas só Deus é perfeito e capaz de nos dar plena segurança e certeza. Aqui está o sentido da oração, da dependência que temos de algo perfeito, que só é encontrado em Deus. Ele é o juiz da perfeição e da total segurança.

A oração é um ato de insistência de quem pede Àquele é capaz de responder com segurança. Deus é como um juiz, que toma partido do lado de quem precisa e de quem está vivendo no limite de suas necessidades e de sua dignidade.

O juízo de Deus não tem parcialidade. Ele atende a quem tem interesse pelos valores do Reino, olha para aqueles que sofrem as injustiças causadas pelas maldades do mundo, leva em conta as atitudes de insistência na vivência da fé.

Nem sempre temos as forças necessárias para cumprir as tarefas que o mundo exige, e não é fácil sentir a mão protetora de Deus na vida cotidiana. Por isso o nosso coração deve ser sempre confiante na ação divina. Mãos ao alto em atitude indefesa, desarmada, frágil e vulnerável. A fé é a fonte da oração.”

Dom Paulo Mendes Peixoto
Bispo de São José do Rio Preto 

Fonte:
http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/

Publicado em Comunidade Santa Teresa – OCDS.

“(…)Y sabemos que la fe es el cimiento y, en definitiva, los cimientos de la tierra no pueden vacilar si permanece firme la fe, la verdadera sabiduría.(…)” – Benedicto XVI – Sínodo de los Obispos para Oriente Medio – 11.10.2010 (Vaticano)

Fonte/imagem: Paróquia São José dos Angicos: Bento XVI abre o Sínodo dos Bispos para Igreja no Oriente Médio com apelo à paz e à justiça

__________________________________________________________________________________________________

Fonte: http://www.vatican.va/news

PRIMERA CONGREGACIÓN GENERAL (LUNES 11DE OCTUBRE de 2010 (…)

– REFLEXIÓN DEL SANTO PADRE

En la apertura de la Primera Congregación General de esta mañana, lunes 11 de octubre de 2010, tras la lectura breve de la Hora Tercia, el Santo Padre Benedicto XVI hizo la siguiente reflexión:

Queridos hermanos y hermanas:

El 11 de octubre de 1962, hace cuarenta y ocho años, el Papa Juan XXIII inauguraba el Concilio Vaticano II. Entonces el 11 de octubre se celebraba la fiesta de la Maternidad divina de María y, con este gesto, con esta fecha, el Papa quiso encomendar todo el Concilio a las manos maternas, al corazón materno de la Virgen. También nosotros empezamos el 11 de octubre, también nosotros queremos encomendar este Sínodo, con todos los problemas, con todos los desafíos, con todas las esperanzas, al corazón materno de la Virgen, la Madre de Dios.

Pio XI, en 1930, había introducido esta fiesta, mil seiscientos años después del Concilio de Éfeso, el cual había legitimado para María el título Theotókos, Dei Genitrix. En esta gran palabra, Dei Genitrix, Theotókos, el Concilio de Éfeso había resumido toda la doctrina de Cristo, de María, toda la doctrina de la redención. Así, vale la pena reflexionar un poco, un momento, sobre lo que nos dice el Concilio de Efeso, o sea, de lo que nos dice en este día de hoy.

En realidad, Theotókos es un título audaz. Una mujer es Madre de Dios. Podríamos decir: ¿cómo es posible? Dios es eterno, es el Creador. Nosotros somos criaturas, estamos en el tiempo. ¿Cómo podría una persona humana ser Madre de Dios, del Eterno, dado que todos nosotros estamos en el tiempo, somos todos criaturas? Por lo tanto se entiende que había una gran oposición, en parte, contra esta palabra. Los nestorianos decían: se puede hablar de Christotókos, sí, pero de Theotókos no: Theós, Dios, es más, está por encima de los acontecimientos de la historia. Pero el Concilio decidió esto y justamente así ha puesto en evidencia la aventura de Dios, la grandeza de todo lo que ha hecho por nosotros. Dios no ha permanecido en sí: ha salido de sí, se ha unido de tal modo, tan radicalmente con este hombre, Jesús, que este hombre Jesús es Dios y si hablamos con Él, podemos siempre hablar también con Dios. No sólo ha nacido un hombre que tiene que ver con Dios, sino que en Él ha nacido Dios en la tierra. Dios ha salido de sí. Pero podemos decir también lo contrario: Dios nos ha atraído hacia sí, de forma que ya no estamos fuera de Dios, sino que estamos en lo íntimo, en la intimidad de Dios mismo.

La filosofía aristotélica, lo sabemos bien, nos dice que entre Dios y el hombre existe sólo una relación no recíproca. El hombre se refiere a Dios, pero Dios, el Eterno, está en sí, no cambia: no puede tener hoy esta relación y mañana otra. Está en sí, no tiene una relación ad extra. Es una palabra muy lógica, pero es una palabra que nos desespera: por lo tanto Dios mismo no tiene relación conmigo. Con la encarnación, con el advenimiento de la Theotókos, esto ha cambiado de forma radical, porque Dios nos ha atraído hacia sí mismo y Dios en sí mismo es relación y nos hace participar en su relación interior. Así estamos en su ser Padre, Hijo y Espíritu Santo, estamos en el interior de su relación, estamos en relación con Él y Él realmente ha creado una relación con nosotros. En ese momento Dios deseaba nacer de una mujer y ser siempre sí mismo: este es el gran advenimiento. Y así podemos entender la profundidad del acto del Papa Juan XXIII, que confió la asamblea conciliar, sinodal, al misterio central, a la Madre de Dios que es atraída por el Señor en Él mismo, y así todos nosotros con Ella.

El Concilio empezó con el icono de la Theotókos. Al final, el Papa Pablo VI reconoce a la misma Virgen el título de Mater Ecclesiae. Y estas dos imágenes, que abren y cierran el Concilio, están intrínsecamente conectadas; son, al final, una imagen sola. Porque Cristo no ha nacido como un individuo entre los otros. Ha nacido para crearse un cuerpo: ha nacido – como dice san Juan en el capítulo 12 de su Evangelio – para atraer a todos hacia Él y en Él. Ha nacido – como dicen las Cartas a los Colosenses y a los Efesios – para recapitular todo el mundo, ha nacido como primogénito de muchos hermanos, ha nacido para reunir al cosmos en sí, para que así Él sea la Cabeza de un gran Cuerpo. Donde nace Cristo inicia el movimiento de la recapitulación, inicia el movimiento de la llamada, de la construcción de su Cuerpo, de la Santa Iglesia. La Madre de Theós, la Madre de Dios, es Madre de la Iglesia, porque es Madre de Aquél que ha venido para reunirnos a todos en su Cuerpo resucitado.

San Lucas nos hace entender este paralelismo entre el primer capítulo de su Evangelio y el primer capítulo de los Hechos de los Apóstoles, que repiten en dos niveles el mismo misterio. En el primer capítulo del Evangelio, el Espíritu Santo viene sobre María y así alumbra y nos dona el Hijo de Dios. En el primer capítulo del Hecho de los Apóstoles, María está en el centro de los discípulos de Jesús que están rezando juntos, implorando la nube del Espíritu Santo. Y así, de la Iglesia creyente, con María en el centro, nace la Iglesia, el Cuerpo de Cristo. Este doble nacimiento es el único nacimiento del Christus totus, del Cristo que abraza al mundo y a todos nosotros.

Nacimiento en Belén, nacimiento en el Cenáculo. Nacimiento del Niño Jesús, nacimiento del Cuerpo de Cristo, de la Iglesia. Son dos advenimientos o un único advenimiento. Pero entre los dos están realmente la Cruz y la Resurrección. Y sólo a través de la Cruz tiene lugar el camino hacia la totalidad del Cristo, hacia su Cuerpo resucitado, hacia la universalización de su ser en la unidad de la Iglesia. Y así, teniendo presente que sólo del grano caído en la tierra nace la gran cosecha, del Señor clavado en la Cruz viene la universalidad de sus discípulos reunidos en este su Cuerpo, muerto y resucitado.

Teniendo en cuenta este nexo entre Theotókos y Mater Ecclesiae, nuestra mirada se dirige al último libro de la Sagradas Escrituras, el Apocalipsis, donde en el capítulo 12 aparece justamente esta síntesis. La mujer vestida de sol, con doce estrellas sobre la cabeza y la luna bajo los pies, da a luz. Y alumbra con un grito de dolor, alumbra con gran dolor. Aquí el misterio mariano es el misterio de Belén ampliado al misterio cósmico. Cristo nace siempre de nuevo en todas las generaciones y así asume, recoge la humanidad en sí mismo. Y este nacimiento cósmico se realiza en el grito de la Cruz, en el dolor de la Pasión. Y a este grito en la Cruz pertenece la sangre de los mártires.

Así, en este momento, podemos echar una mirada al segundo Salmo de esta Hora Media, el Salmo 81, donde se ve una parte de este proceso. Dios está entre los dioses – aún están considerados en Israel como dioses. En este Salmo, en una gran concentración, en una visión profética, se ve el debilitamiento de los dioses. Los que aparecían como dioses no son dioses y pierden su carácter divino, caen a tierra. Dii estis et moriemini sicut homines (cfr. Sal 81, 6-7): el debilitamiento, la caída de la divinidad.

Este proceso que se lleva a cabo en el largo camino de la fe de Israel y que aquí está resumido en una única visión, es un proceso verdadero de la historia de la religión: la caída de los dioses. Y así la transformación del mundo, el conocimiento del Dios verdadero, el debilitamiento de las fuerzas que dominan la tierra, es un proceso de dolor. En la historia de Israel vemos como este liberarse del politeísmo, este reconocimiento – “solo Él es Dios” – se produce con tantos dolores, empezando por el camino de Abraham, el exilio, los Macabeos, hasta Cristo. Y en la historia continua este proceso de debilitamiento, del cual habla el Apocalipsis en el capítulo 12; habla de la caída de los ángeles, que no son ángeles, no son divinidades en la tierra. Y se lleva a cabo realmente, justo en el tiempo de la Iglesia naciente, donde vemos como con la sangre de los mártires se debilitan las divinidades, empezando por el divino emperador, de todas estas divinidades. Es la sangre de los mártires, el dolor, el grito de la Madre Iglesia que las hace caer transformando así el mundo.
Esta caída no es sólo el conocimiento de que ellas no son Dios; es el proceso de transformación del mundo, que cuesta la sangre, cuesta el sufrimiento de los testigos de Cristo. Y, si miramos bien, vemos que este proceso no se ha acabado nunca. Se lleva a cabo en distintos periodos de la historia con modos siempre nuevos; y también hoy, en este momento, en el cual Cristo, el único Hijo de Dios, debe nacer para el mundo con la caída de los dioses, con el dolor, con el martirio de los testigos. Pensemos en las grandes potencias de la historia de hoy, pensemos en los capitales anónimos que esclavizan al hombre, que no son más que el hombre, pero que son un poder anónimo al cual sirven los hombres, por el cual son atormentados los hombres e incluso masacrados. Son un poder destructivo, que amenaza el mundo. Y, después, el poder de las ideologías terroristas. Aparentemente en nombre de Dios se aplica la violencia, pero no es Dios: son falsas divinidades, que deben ser desenmascaradas, que no son Dios. Y la droga, este poder que, como una bestia voraz, extiende sus manos sobre todas las partes de la tierra y destruye: es una divinidad, pero es una divinidad falsa, que debe caer. O también el modo de vivir propagado por la opinión pública: hoy se hace así, el matrimonio ya no cuenta, la castidad no es una virtud y así por el estilo.

Estas ideologías que dominan, de forma que se imponen con la fuerza, son divinidades. Y en el dolor de los santos, en el dolor de los creyentes, de la Madre Iglesia de la cual nosotros somos parte, deben caer estas divinidades, debe realizarse cuanto dicen las Cartas a los Colosenses y los Efesios: las dominaciones, los poderes caen y se convierten en súbditos del único Señor Jesucristo. De esta lucha en la cual nosotros estamos, de esta debilitamiento de Dios, de esta caída de los falsos dioses que caen porque no son divinidades sino poderes que destruyen el mundo, habla el Apocalipsis en el capítulo 12, también con una imagen misteriosa para la cual me parece que, sin embargo, hay distintas bellas interpretaciones. Se dice que el dragón lanza un gran río de agua contra la mujer en fuga para derribarla. Y parece inevitable que la mujer se ahogue en este río. Pero la buena tierra absorbe este río y éste no puede causar daño. Yo pienso que el río se puede interpretar fácilmente: son las corrientes que nos dominan a todos y que quieren hacer desaparecer la fe de la Iglesia, la cual parece no tener lugar ante la fuerza de estas corrientes que se imponen como la única racionalidad, el único modo de vivir. Y la tierra que absorbe estas corrientes es la fe de los sencillos, que no se deja derribar por estos ríos y salva a la Madre y salva al Hijo. Por esto el Salmo dice – el primer Salmo de la Hora Media – la fe de los sencillos es la verdadera sabiduría (cfr. Sal 118,130). Esta sabiduría verdadera de la fe sencilla, que no se deja devorar por las aguas, es la fuerza de la Iglesia. Y volvemos al misterio mariano.

Y hay también una última palabra en el Salmo 81, “movebuntur omnia fundamenta terrae” (Sal 81,5), vacilan los cimientos de la tierra. Lo vemos hoy, con los problemas climáticos, cómo están amenazados los cimientos de la tierra, pero están amenazados por nuestro comportamiento. Vacilan los cimientos exteriores porque vacilan los cimientos interiores, los cimientos morales y religiosos, la fe de la cual sale el recto modo de vivir. Y sabemos que la fe es el cimiento y, en definitiva, los cimientos de la tierra no pueden vacilar si permanece firme la fe, la verdadera sabiduría.

Y después el Salmo dice: “¡Álzate, oh Dios, juzga a la tierra!” (Sal 81,8). Así decimos también nosotros al Señor: “Álzate en este momento, toma la tierra entre tus manos, protege a tu Iglesia, protege a la humanidad, protege a la tierra”. Y nos encomendamos de nuevo a la Madre de Dios, a María, y oramos: “Tú, la gran creyente, tú que has abierto la tierra al cielo, ayúdanos, abre también hoy las puertas, para que sea vencedora la verdad, la voluntad de Dios, que es el verdadero bien, la verdadera salvación del mundo”. Amén.

Publicado por vatican.va/ .

“A tarefa da imprensa católica: ajudar o homem contemporâneo a orientar-se para Cristo, único Salvador, e a manter acesa no mundo a chama da esperança.” – Papa Bento XVI – Congresso Mundial sobre a Imprensa Católica (Agência Fides – 08.10.2010)

Fonte/imagem: http://www.tlc.org.br/

_________________________________________________________________________________________________

Fonte: Agência Fides

08.10.2010

VATICANO – A tarefa da imprensa católica: “ajudar o homem contemporâneo a orientar-se para Cristo, único Salvador, e a manter acesa no mundo a chama da esperança”

Cidade do Vaticano (Agência Fides) – “A tarefa de vocês, queridos profissionais da imprensa católica, é ajudar o homem de hoje a orientar-se para Cristo, único Salvador, e a manter acesa no mundo a chama da esperança, para viver dignamente o presente e construir adequadamente o futuro. É por isso, que os exorto a renovar constantemente a sua escolha pessoal por Cristo, bebendo daqueles recursos espirituais que a mentalidade mundana subestima, embora sejam valiosas, aliás, indispensáveis”. Foi o que recomendou o Santo Padre Bento XVI recebendo em audiência, no dia 7 de outubro, os participantes no Congresso sobre a Imprensa Católica, promovido pelo Pontifício Conselho das Comunicações Sociais.

Em seu discurso, o Santo Padre destacou as profundas mudanças que afetam os meios de comunicação, especialmente com o desenvolvimento de novas tecnologias e multi-midialidade, que parecem “pôr em discussão o papel dos meios mais tradicionais e consolidados”. Hoje, na comunicação está tendo um peso sempre maior o mundo da imagem e, o Papa advertiu sobre os riscos que isso implica: “pode tornar-se distante da realidade, pode dar vida a um mundo virtual com várias consequências, a primeira das quais é o risco da indiferença para com a verdade… Além disso, a retomada de um evento, feliz ou triste, pode visto como entretenimento e não como uma ocasião para reflexão. A busca por maneiras que levem a uma autêntica promoção humana, passa em segundo lugar, porque o evento é apresentado principalmente para despertar emoções. Estes aspectos soam como sinos de alarme: um convite para considerar o perigo que o mundo virtual se distancie da realidade, e não estimule a buscar a verdade. Neste contexto, a imprensa católica é chamada, de uma nova forma, a expressar plenamente as suas potencialidades e dar a razão, a cada dia, de sua indispensável missão”.

Continuando seu discurso, o Papa sublinhou que “a fé cristã tem em comum com a comunicação uma estrutura fundamental: o fato que os meios e a mesma mensagem coincidem; o Filho de Deus, o Verbo Encarnado, é ao mesmo tempo mensagem de salvação e meio através do qual a salvação se realiza. Além disso, a Igreja, Corpo Místico de Cristo, presente em todos os lugares ao mesmo tempo, alimenta a capacidade de relações mais fraternas e mais humanas, colocando-se como lugar de comunhão entre os fiéis e juntos, como sinal e instrumento da vocação de todos à comunhão. A sua força é Cristo e em seu nome ela ‘acompanha’ o homem pelas estradas do mundo para salvá-lo do “mysterium iniquitatis”, que com insídia nele trabalha”.

Depois de salientar que a imprensa evoca “o valor da palavra escrita” e que “a Palavra de Deus veio aos homens e foi transmitida também a nós através de um livro, a Bíblia”, Bento XVI disse que “a palavra continua sendo o instrumento fundamental, e num certo sentido, constitutiva da comunicação”. “O desafio da comunicação é para a Igreja e para aqueles que partilham a sua missão, muito difícil”, também reiterou o Papa, e “os cristãos não podem ignorar a crise de fé existente na sociedade, ou simplesmente confiar que o patrimônio de valores transmitidos durante os séculos passados possa continuar a inspirar e moldar o futuro da família humana”.

Então, o pontífice concluiu: “aqueles que trabalham nos meios de comunicação, se não querem ser como um bronze que soa ou um címbalo que tine “(1 Cor 13, 1) – como diria São Paulo – devem sentir forte dentro de si a opção fundamental que os torna capazes de lidar com as coisas do mundo colocando sempre Deus no ápice da escala de valores”. (SL) (Agência Fides 8/10/2010)

* O texto integral do discurso do Santo Padre, em italiano (Agência Fides)

……………………………………………………………………………………………………………………………………………………

Confira também:

http://www.tlc.org.br/ –  Expectativas da imprensa católica são discutidas em Congresso Internacional

ZENIT – “O mundo visto de Roma”“Congresso mundial da imprensa católica, em outubro, no Vaticano”

O Magnificat “Discurso de Bento XVI no Congresso sobre a Imprensa Católica”

ACI Digital Congresso da Imprensa Católica reunirá comunicadores de todo o mundo em Roma

Dom Celli convida a ser missionários através das novas tecnologias

Dom Celli pede aos comunicadores católicos que reflitam se é que vivem os valores que transmitem


Congresso em Roma discutiu papel da imprensa católica

Organização Internacional para as Migrações (OIM) e República Dominicana assinam acordo para formação contra tráfico de pessoas (Rádio Vaticano – 07.10.2010)

Fonte/imagem: Fundação Nosso Lar  – http://www.fnl.org.br/

Pedidos de “Cartilha sobre tráfico de pessoas” – Distribuição gratuita

Download da cartilha tráfico de pessoas

___________________________________________________________________________________________________

Fonte: Rádio Vaticano

07/10/2010

REPÚBLICA DOMINICANA: FORMAÇÃO CONTRA TRÁFICO DE PESSOAS

Santo Domingo, 07 out (RV) – A República Dominicana e a Organização Internacional para as Migrações (OIM) assinaram um acordo, no último dia 1°, sobre o combate ao tráfico de seres humanos.

Segundo o acordo, serão oferecidos cursos de formação para os responsáveis do Governo no campo da Justiça, da imigração e dos direitos humanos na luta contra o tráfico de pessoas.

A formação se centraliza em palestras e seminários especiais sobre o tema “Tráfico de seres humanos e mobilidade humana”. Está prevista a colaboração técnica para o desenvolvimento de programas de estudos, projetos acadêmicos e intercâmbio de informações.

O Governo da República Dominicana decidiu investir na realização do plano de formação, segundo os padrões educacionais propostos pelo projeto, além da avaliação, junto com a OIM, dos requisitos básicos para o desenvolvimento da formação e a prática.

Por sua vez, a OIM deve identificar e fornecer especialistas internacionais do setor, além do apoio técnico e o material que será utilizado na formação.

O Procurador Geral, Radhames Jimenez Pena, ressaltou a importância de reforçar a formação dos oficiais de Justiça, considerando que este órgão é parte fundamental na luta contra o tráfico de seres humanos.

O chefe da missão da OIM no país, Cy Winter, sublinhou que a ajuda na realização do programa de assistência técnica reforçará o trabalho de combate ao crime e o tratamento das vítimas.

O tráfico de seres humanos tem aumentado nos últimos anos, sobretudo no Brasil e na América Central. (MJ) (Rádio Vaticano)

pixel
pixel
pixel
pixel
 pixel
pixel

“Da túnica entreaberta sobre o peito saíam dois grandes raios, um vermelho e outro pálido. (…) Logo depois, Jesus me disse: Pinta uma Imagem de acordo com o modelo que estás vendo, com a inscrição: Jesus, eu confio em Vós” – Diário de Santa Faustina Kowalska (Portal da Divina Misericórdia)

Fonte: imagem/texto: Divina Misericórdia  – Santa Faustina

__________________________________________________________________________________________________

Fonte: Portal da Divina Misericórdia http://www.misericordia.org.br/

Secretária da Misericórdia Divina

O século XX foi um dos períodos mais contraditórios da história humana. De um lado, grandes avanços nos mais variados campos do saber (biologia, física, tecnologia etc.); a Igreja Católica, por sua vez, viveria uma nova primavera em diversos âmbitos (bíblico, litúrgico, pastoral etc.). Por outro lado, deparamo-nos com o crescimento do agnosticismo e a proliferação das seitas; com enormes atrocidades, de proporções quase universais; milhões e milhões foram brutalmente dizimados em dezenas de guerras, bem como em carestias, pestes e catástrofes, em parte frutos da ganância e arrogância de alguns poucos.
Ao mesmo tempo, é o século de cristãos de grande envergadura, como os Papas S. Pio X, o Beato João XXIII e o Servo de Deus João Paulo II, S. Gemma Galgani e Madre Teresa de Calcutá, os santos Padres Pio e Maximiliano Kolbe, ou como os pastorinhos de Fátima. É o século outrossim de uma das maiores místicas da história do cristianismo, Santa Faustina Kowalska. Mística pois deixou-se invadir pelo mistério do amor divino, no dia a dia de uma vida escondida e laboriosa. A partir dela nasce uma nova espiritualidade, centrada na Divina Misericórdia. Eis em breves linhas um pouco da sua vida.

Origens

Faustina nasceu na aldeia de Glogowiec, distrito de Turek, prefeitura de Poznan (atualmente Swinice Warckie, principado de Konin), na Polônia, no dia 25/08/1905. Naquela época a Polônia estava sob o domínio russo. Ela é a terceira de dez filhos do casal Estanislau Kowalska e Mariana Babel, que cuidam de 5 hectares de terra (e 3 vacas!). As duas primeiras gravidezes foram muito cansativas; por isso, a terceira foi esperada com preocupação, mas tudo correu bem.
Dois dias depois do nascimento a menina foi batizada, na paróquia de Swinice Warckie (dedicada a S. Casimiro), com o nome de Helena Kowalska. Deus os abençoou com outros sete filhos. “A Helena, minha filha abençoada, santificou o meu ventre”, dirá a mãe após a sua morte. Sabemos bem pouco acerca das origens desta futura santa. As principais fontes são o seu Diário e o relato de algumas testemunhas.
Por exemplo, a sua casa, com paredes de pedra e poucos móveis, é composta por 2 divisões, separadas por um corredor. O pavimento é de terra e as paredes não são rebocadas nem caiadas. A mãe faz queijo com grande perfeição. Todas as noites rezam o terço e dão graças por tudo o que têm.
Seu pai, Estanislau, lavrador e carpinteiro, era muito piedoso. Freqüentava sempre as Missas dominicais e cantava todos os dias o ofício da Imaculada Conceição, bem como o hino matinal. Na Quaresma, cantava as lamentações da Paixão. Era muito exigente com os filhos, e por isso Helena desde os 9 anos ajuda nos serviços da casa – debulhando o trigo, levando as vacas para o pasto e ajudando na cozinha. A mãe era uma boa mulher, muito dedicada e trabalhadora, particularmente sensível com os pobres. Assim se vai moldando o caráter de Helena (Dr. H. W.,Irmã Faustina. Apóstola da Divina Misericórdia, Loyola, S. Paulo, 1983, p. 30).

Vocação

A vida espiritual de Helena começara cedo. Em seu Diário escreve: “Quando eu tinha sete anos ouvi pela primeira vez a voz de Deus na minha alma”. Depois da preparação recebida do Pároco, Pe. Romano Pawlowski, em 1914 faz a Primeira Comunhão, momento que muito lhe marcou: “Eu estou contente porque Jesus veio ter comigo e agora posso caminhar com Ele”. A oração se torna mais assídua e fervorosa. A mãe a encontrou várias vezes ajoelhada no chão, principalmente de noite. Helena lhe explicava: “tenho certeza de que é o meu Anjo que me acorda”.
Os pais não aceitam facilmente a vocação da filha Helena. Em 1920 e 1922 a jovem lhes pede permissão para entrar no convento, mas os pais o recusam. Não possuem recursos para lhe dar o dote necessário, estão mergulhados em dívidas – e, acima de tudo, estão muito ligados à filha. Neste período recebeu o sacramento da Crisma, em Aleksandrów (1921). De modo especial a adolescente escuta com atenção as homilias dominicais, repetindo-as durante a semana, e também a leitura da Bíblia feita pelo seu pai, que mantém em casa uma pequena biblioteca.
Com dificuldades Helena iniciou os seus estudos (1917). É obrigada a interrompê-los a fim de poder trabalhar como empregada doméstica. Aos 14 anos disse à mãe: “Papai trabalha muito e eu não tenho com que me vestir aos domingos; sou a mais mal-apresentada de todas as moças. Irei trabalhar para ganhar alguma coisa”. O desejo de se consagrar totalmente a Deus lhe acompanha, mas, ante as dificuldades, por um tempo Helena desiste da idéia. Entrega-se, então, à “vaidade da vida”, aos “passatempos”, como anos depois escreveria em seu Diário.
Deus, porém, não volta atrás. Estando um dia num baile com sua irmã, uma visão de Cristo Sofredor interpela a jovem Helena: “Até quando hei de ter paciência contigo e até quando tu Me desiludirás?” (Diário, 9). Decide entrar no convento. Bateu em várias portas até ser acolhida no dia 1º/08/1925 na clausura do convento da Congregação das Irmãs de Nossa Senhora da Misericórdia, em Varsóvia. Foi tentada a deixar essa comunidade várias vezes, mas Jesus lhe apareceu e exortou: “Chamei-te para este e não para outro lugar e preparei muitas graças para ti” (D. 19).

Revelações

Dentro da Congregação Helena recebeu o hábito e o nome de Irmã Maria Faustina, em 1926. Dois anos depois faria a primeira profissão dos votos religiosos. Em sua vida exterior nada deixava transparecer da sua profunda vida espiritual, que haveria de incluir as graças extraordinárias da contemplação infusa, o conhecimento da misericórdia divina, visões, aspirações, estigmas escondidos, o dom da profecia e discernimento, e o raro dom dos esponsais místicos (D. 1056). Com humildade exerceu as funções de cozinheira, jardineira e até de porteira. Cumpria fielmente as regras de sua comunidade, em espírito de recolhimento mas sem nenhum desequilíbrio, deixando ao mesmo tempo transparecer serenidade e benevolência. Um sonho a movia – viver plenamente o mandamento do amor:
Ó meu Jesus, Vós sabeis que desde os meus mais tenros anos eu desejava tornar-me uma grande santa, isto é, desejava amar-Vos com um amor tão grande com que até então nenhuma alma Vos tinha amado” (D. 1372).

O Senhor a escolhe para uma missão especial. Depois de atravessar pela “noite escura” das provações físicas, morais e espirituais, a partir de 22/02/1931, em Plock,o próprio Senhor Jesus Cristo começa a se manifestar à Irmã Faustina de um modo particular, revelando de um modo extraordinário a centralidade do mistério da misericórdia divina para o mundo e a história– presente em todo o agir divino, particularmente na Cruz Redentora de Cristo – e novas formas de culto e apostolado em prol desta sua divina misericórdia. Descreve esta primeira visão:
Da túnica entreaberta sobre o peito saíam dois grandes raios, um vermelho e outro pálido. (…) Logo depois, Jesus me disse: Pinta uma Imagem de acordo com o modelo que estás vendo, com a inscrição: Jesus, eu confio em Vós” (D. 47).

Jesus insistirá particularmente no seu desejo de instituir uma Festa em honra da Divina Misericórdia para toda a Igreja, o que haveria de se cumprir somente a partir do ano 2000. Todas estas vivências se encontram relatadas em seu famoso Diário, escrito entre 1934-1938 sob a orientação dos Padres Miguel Sopocko e Andrasz SJ, o primeiro deles beatificado a 28/09/2008.
Segundo um dos mais famosos estudiosos do mesmo, Pe. Ignacy Rózycki, no Diário – e numa das Cartas de Santa Faustina – encontramos, dentre outros, 83 revelações particulares especiais sobre o mistério e o culto da Divina Misericórdia. Ao longo do Diário descobrimos que Jesus a escolhe como secretária, apóstola, testemunha e dispensadora da divina misericórdia(nn. 965; 1142; 400; 570). Já pode ser considerado como um dos clássicos da espiritualidade católica, ao lado de História de uma alma, A prática do amor a Jesus Cristo, Filotéia e outros.

Páscoa

Assim como na vida de Santa Teresinha, Jesus pede também à Santa Faustina que se ofereça como vítima pelos pecadores. É a graça de poder viver aquilo que diz o Apóstolo: Completo em minha carne o que falta das tribulações de Cristo pelo seu Corpo, que é a Igreja(Cl 1,24; cf. Flp 1,20; 2Cor 12,10). Na Quinta-feira Santa de 1934, Jesus lhe revela o seu desejo que se entregue pela conversão dos pecadores. A este desejo Irmã Faustina respondeu prontamente com um ato de consagração no qual se oferece voluntariamente pelos pecadores. Desde essa ocasião, os sofrimentos que oprimiriam a religiosa polonesa foram a prova de que sua oferta fora aceita pelo Senhor.
Irmã Faustina levava uma vida muito austera, já antes de entrar no convento. Não perdia nenhuma oportunidade em oferecer suas penas pela conversão dos pecadores. Nos últimos anos de sua breve vida aumentaram os seus tormentos interiores e os padecimentos do organismo. Desenvolve-se uma tuberculose que lhe atacou os pulmões e os intestinos. Muito fraca, é levada ao convento Jósefów. Segundo um costume da comunidade, pede perdão às coirmãs pelas faltas cometidas – e afirma que morreria treze dias depois. Ao Pe. Sopocko diz (26/09): “Perdoe-me, padre, agora estou ocupada no colóquio com o Pai Celeste. Aquilo que tinha para dizer, já disse”.
No dia da sua morte ela recebe o viático do Pe. Andrasz. Pede mas logo recusa uma injeção, dizendo: “Deus exige sacrifício”. Plenamente unida a Deus, na presença da irmã Ligoria, erguendo os olhos para o céu, Irmã Faustina falece com fama de santidade às 22h45min do dia 5/10/1938, com apenas 33 anos de vida. O seu corpo foi depositado no cemitério do convento em Cracóvia-Lagiewniki.
A situação na Europa se agravava. Hitler havia invadido a Áustria (11/03/1938). A Polônia entra num período tempestuoso quando Berlim e Moscou dividiram o seu território (22/09/1939). Irmã Faustina rezava pela Polônia. Em setembro de 1938, a jardineira irmã Klemensa foi visitá-la no hospital. Faustina estava reduzida a pele e ossos. Klemensa lhe perguntou: “O senhor Jesus te disse se haverá guerra?”. – “Haverá guerra”, respondeu ela. E depois acrescentou: “…A guerra durará muito tempo, haverá muitas desgraças. Sofrimentos terríveis cairão sobre as pessoas” (in Bergadano, Elena, Faustina Kowalska. Mensageira da Divina Misericórdia, Paulinas, S. Paulo, 2006,p. 81).
Há inúmeros relatos de graças alcançadas por sua intercessão a partir da morte da Ir. Faustina. Um deles se refere a um fato ocorrido durante a II Guerra, assinado por Miquelina Niewiadomska em Varsóvia, ano de 1946:

Como mensageira do exército clandestino da Polônia, levava um dia um maço de jornais e documentos importantes da imprensa subterrânea, num cesto vulgar, aberto, de modo a não chamar a atenção. Numa paragem, o tranvia [transporte] foi abordado pela polícia da Gestapo, que começou a inspecionar os passageiros. Antes que eu desse conta, estava a meu lado. Apanhada de improviso, sabia que não tinha maneira de escapar e deitei o cesto no chão. O que estava dentro caiu, com o livrinho intitulado ‘Jesus, eu confio em Vós’ por cima de tudo. Um dos policiais baixou-se para o apanhar e em voz baixa segredou-me: ‘E eu também confio n’Ele’, e, voltando-se, permitiu que eu apanhasse os papéis” (in Andrasz-Sopocko, A misericórdia de Deus. A única esperança da humanidade, 2ª ed., Tipografia Porto Médico L.da, Porto, 1956, pp. 88s).

O processo informativo para a canonização da Irmã Faustina se iniciou em 1965. O Cardeal Karol Wojtyla o encerra com uma sessão solene no dia 20/09/1967. Anos depois (1978) Karol Wojtyla se tornaria o Papa João Paulo II, e por suas mãos Irmã Faustina seria beatificada (1993) e canonizada (2000), tornado-se assim a primeira santa canonizada no III Milênio cristão. O milagre que permitiu a sua canonização foi a cura do Pe. Romualdo P. Pytel que sofria de “estenose aórtica predominante, calcificada e localizada na bicúspide, com insuficiência aórtica associada, e descompensação cardíaca esquerda” (in Laria, Raffaele, Santa Faustina e a Divina Misericórdia, Paulus, Apelação, 2004, p. 84). A data de sua celebração litúrgica é o dia 5 de outubro, que marca seu nascimento para o céu.

(…)

Publicado em Portal da Divina Misericórdia.

PT assume legalização do aborto e o seu reconhecimento como direito no Brasil, denunciam Bispos do Regional Sul 1 (Reportagem – ACI Digital – 28.09.2010)

Fonte/imagem: http://www.harmoniadomundo.net/O_Mundo_da_Crianca.htm

Artigo”A Flauta Mágica”, de Mozart – Ópera para crianças –

Teatro Nacional de São Carlos -Portugal

****

ELEIÇÕES BRASIL

___________________________________________________________________________________________________

Fonte: ACI Digital

PT assume legalização do aborto e o seu reconhecimento como direito no Brasil, denunciam Bispos do Regional Sul 1

SÃO PAULO, 28 Set. 10 / 05:25 pm (ACI).- O Presidente da Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 da CNBB e bispo diocesano de Assis (SP), Dom José Benedito Simão,divulgou uma séria denúncia sobre o envolvimento do PT com a promoção do aborto no Brasil. “Estamos alertando nosso povo para uma situação totalmente inédita e sem precedentes: é a primeira vez na história do Brasil que um partido político assume como compromisso de governo a legalização de um crime e o seu reconhecimento como direito”, afirmou o prelado. Os bispos deste regional assumem assim o dever de denunciar “este gravíssimo desvio pelo qual se pretende introduzir a cultura da morte em nosso país”.

“Em 2005 nosso atual governo, sem nenhuma consulta prévia ao povo brasileiro, reconheceu junto à ONU o aborto como um direito humano. Logo em seguida, no mesmo ano, o atual governo enviou ao congresso nacional um projeto de lei que tornaria o aborto totalmente livre, desde a concepção até o momento do parto. Deixem-me repetir, pois é disto mesmo que se trata: o aborto deixaria de ser um delito em qualquer circunstância, tornando-se totalmente livre, durante todos os nove meses de gravidez”, enfatizou Dom Simão.

Seguidamente o Bispo afirma que “tal como havia sido previamente acordado junto à ONU, o projeto reconhecia, em seu primeiro artigo, o aborto como um direito e, em seu último artigo, revogava todos os dispositivos do Código Penal que tipificavam o aborto como crime, tornando-o, por isso mesmo, completamente livre, por qualquer motivo, em todos os estágios da gravidez, o que foi reconhecido, publicamente, pelos mais eminentes juristas, durante as audiências realizadas para debater o assunto dentro da Câmara. A oposição ao projeto cresceu a tal ponto, dentro do próprio Congresso, que o Partido dos Trabalhadores assumiu, em seu Terceiro Congresso Nacional, a completa legalização do aborto como programa de governo e o impôs como obrigatório a todos os seus membros”.

Dom Simão denunciou também que “como consequência desta resolução, os deputados Luiz Bassuma e Henrique Afonso, ambos do PT, foram processados, julgados e condenados pelo partido dos trabalhadores, acusados de terem cometido infrações graves à ética partidária, por haverem militado contra a legalização do aborto, segundo ficou declarado no texto da sentença. Ambos os deputados haviam coordenado a oposição ao projeto do governo pelo qual o aborto se tornaria completamente livre durante toda a gestação e haviam pedido a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar quem estaria financiando a promoção do aborto no Brasil”.

“Estamos alertando nosso povo para uma situação totalmente inédita e sem precedentes: é a primeira vez na história do Brasil que um partido político assume como compromisso de governo a legalização de um crime e o seu reconhecimento como direito, que torna este compromisso obrigatório para todos os seus membros e que pune os que exercem o direito à objeção de consciência como culpados de infrações graves contra a ética partidária, ao mesmo tempo em que nega insistentemente, diante do público, que tenha feito, ou que pretenda fazer, qualquer uma destas coisas”, conclui a denúncia do Presidente da Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1.

No final do pronunciamento, Dom Simão recorda o texto “A Contextualização da Defesa da Vida no Brasil” e faz uma leitura do documento “Apelo a todos os brasileiros e brasileiras”, que pode ser baixado aqui. (…)

(ACIDigital)

Mexicanas rechaçam energicamente aborto: fazê-lo legal, não evitou os abortos clandestinos (Reportagem – ACI Digital – 29.09.2010)

ELEIÇÕES -BRASIL

__________________________________________________________________________________________________

Fonte: ACI Digital

Mexicanas rechaçam energicamente aborto: fazê-lo legal, não evitou os abortos clandestinos

MEXICO D.F., 29 Set. 10 / 12:18 pm (ACI).- No dia em que grupos feministas “celebram” o dia internacional pela despenalização do aborto na América Latina, diversas organizações de mulheres no México exigiram a promoção e a defesa da vida através de leis que fomentem a educação, a saúde e o emprego para combater esta prática anti-vida, que destrói a vida dos não-nascidos e das suas mães.

As organizações criticaram a decisão do Distrito Federal de permitir o aborto até a semana 12 de gestação, “quando a maioria da sociedade não está de acordo” e questionaram que “se mantenha na clandestinidade as cifras de processos realizados em instituições privadas da capital, e se guarde silêncio sobre o síndrome pós-aborto”.

A presidenta do Instituto para a Reabilitação da Mulher e a Família (IRMA), Mari Carmen Alva disse que na especialização do tratamento à síndrome pós-aborto, “encontraram mulheres que inclusive repetiram esta experiência em até três ocasiões, com sequelas psicológicas ou infecções, hemorragias e inclusive, casos dolorosos de jovenzinhas que perderam a matriz e isso com a possibilidade de serem mães, de [darem] vida”.

Como exemplo disto pôs o caso de uma jovem de 23 anos quem “esteve perto da morte por uma perfuração do intestino devido a um aborto e era o único filho que teria em sua vida. Arriscam tudo porque não têm orientação, ninguém lhes dá alternativas mais que a de ‘desfazer-se’ do bebê que leva no ventre à custa de sua própria saúde e da própria vida”, explicou

Alva comentou logo que diversos psicólogos, psiquiatras e tanatologistas confirmam os estragos da síndrome pós-aborto nas mulheres: “porque seguem dizendo a elas que não acontece nada, que depois do cancelamento da gravidez vão seguir sua vida como antes, que se trata de um punhado de células, como se não tivesse acontecido nada, mas a realidade as coloca em quadros permanentes de depressão, transtornos e até tendências suicidas”.

A perita disse que quando uma mulher começa a descobrir que sua vida não é a mesma, que tem pesadelos, insônia, depressão, angústia, é quando a mulher requer de um apoio de especialistas mas não o têm; a autoridade da capital se empenha em assegurar que não existe esta consequência, e, portanto, aqueles que promovem o aborto “condenam a mulher a uma vida de silêncio”.

Depois de questionar o anúncio, “com tambores grandes e pratos” de que no Distrito Federal já se realizaram 50 mil abortos, Mari Carmen Alva disse que “a mulher necessita alternativas distintas ao aborto, como, por exemplo que se ofereça como opção serviços de saúde gratuitos para adolescentes grávidas, creches e serviços perto de suas zonas de trabalho, redução de horários de trabalho para as que são mães, que não a [leve] a tomar uma decisão equivocada”.

Por isso, diversas organizações ressaltaram a decisão de 17 estados da República de blindar a vida desde a concepção. Estas reformas, disseram, não atentam contra as mulheres mas as defendem, assim como os seus filhos não nascidos. Em alguns estados, explicam, substituiu-se a pena de cárcere por atenção médica integral e se trabalha por impulsionar políticas públicas que favoreçam a mulher grávida, sobretudo a que se encontra em situação vulnerável e que brindem alternativas em matéria de saúde, emprego e educação.

O aborto, explicaram logo, não cura nenhuma doença. “Todo procedimento deve ser feito a favor da saúde, inclusive quando tomamos um remédio sabemos que pode haver efeitos secundários, mas o bem que se busca é o da saúde e, nestes casos, não se busca a saúde; é evidente que [isto] vai trazer repercussões mas na sua vida reprodutiva, sem descartar as [afecções] psicológicas”.

Madalena Ernaut, do Código Mulher, disse logo que “a própria autoridade reconheceu que os hospitais privados não reportam o número real de abortos praticados, porque as mulheres que o praticam o que menos querem é ficar registradas; querem manter em silêncio a experiência, por isso preferem evitar o setor saúde. Quer dizer, o fazê-lo legal, não evitou os abortos clandestinos. Por isso, na Cidade do México não temos nenhuma razão para festejar (na capital) e, [sim], muito de quê se lamentar, pois a clandestinidade também obriga as mulheres ao silêncio”. (ACIDigital)