“A paixão de Cristo a partir dos olhos de uma mãe” – OCDS – Província São José – Brasil (YouTube)

Sexta-Feira Santa

06.04.2012

Minha profissão de Fé
Gostem ou não os ateístas, misoteístas, e outras tendências que negam o caráter transcendente da vida humana, creio em um resgate, em vida e após a morte. Ele veio através de Jesus Cristo.
Sou jornalista, e tenho pago o preço (e não reclamo!) de afirmar minha fé no Cristianismo. Hoje, Sexta Feira Santa – para muitos apenas um feriado – o mundo ocidental lembra a tragédia humana. Ela fica estampada no sacrifício deste homem fortíssimo, ma manso de coração há mais de dois mil anos no mundo ocidental. Mas gostem ou não, seu legado se afirma, com dificuldades, é verdade, por todo o Oriente (continentes árabe, asiático e africano). Por que temem tanto o que mesmo estes povos aceitam com alegria? Deixo a questão no ar.
Sob outro aspecto, somos capazes de tudo no intento de afirmarmos nossa existência, que, no máximo pode ultrapassar um século (pouco, e raramente). Jesus Cristo continua inspirando vidas no mundo inteiro, apesar das de nossas propensões ao Mal, ao que é destrutivo, ao egoísmo mortífero. Um Mal que pode aniquilar instantaneamente ou a longo prazo uma ou várias vidas, ou, a vida em si. Mas quem o propaga, a si próprio destroi, e de modo quase imperceptível com a passagem do tempo. Só vai lhe restando o vazio. Literalmente, para este, o inferno começa aqui…
A opção pelo relativismo enquanto cultura, no mundo ocidental, que, sob o manto da liberdade vem se impondo, já está dividindo a Humanidade em dois mundos: os que amam a si mesmo e nada mais, e os que amam o Bem e o Belo do espírito humano e da vida. Há muito decidi pela segunda opção e, que Deus me ajude, continuarei arcando com as consequências. Estou bem acompanhada, e por por muitos. Aliás, à revelia da “Babel” atual, sinto-me amparada por aquele que é sacrificado, mas ressuscita, vindo das trevas espirituais na morte física: Jesus Cristo. Ele não vive somente para uma grande parte dentro de todas as denominações o explorarem com venda de livros, cd’s, incitamento a grandes ofertas de dízimo – como numa chantagem para uma vida próspera, etc. Vive para nos resgatar da segunda morte: a do espírito em vida e após o seu término. Este espírito – a alma – vai reencontra a paz. A seu tempo, nossos corpos serão restituídos do sono eterno, e se unirão misteriosamente à alma que não perece – para o seu bem e, para o seu mal. Sua Ressurreição é a efetivação da esperança que alimentamos neste “vale de lágrimas”(*). (LBN)

* Termo da oração Salve Rainha.

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Fonte: ORDEM DOS CARMELITAS DESCALÇOS SECULARES (OCDS ) – Província São José.

“A PAIXÃO DE CRISTO A PARTIR DOS OLHOS DE UMA MÃE”

“Seis dias antes da Páscoa…” – Reflexões Franciscanas – Frei Almir Ribeiro Guimarães – OFM (2012)

Olá a todos! Amigos, amigas e visitantes!

Entramos na Semana Santa. Deixo, a princípio, uma reflexão do Pe. Antônio Sérgio P. de Magalhães, contida em uma publicação histórica e singela da Igreja Católica, no Brasil (Folhinha do Sagrado Coração de Jesus):

“Diante da cruz, sempre se descobre que Deus está presente, dando tudo: no Corpo e no Sangue, na vida de seu Filho, despojado, sem nada.”

Ceia do Senhor

Mensagem Bíblica

(Is 50, 6)

“Entreguei minhas costas aos que me batiam,

e minhas faces aos que me arrancavam a barba: não escondi o rosto,aos ultrajes e às cuspidas.”

Fonte/imagem: Paróquia São Lucas Evangelista – Servidores do Altar da Arquidiocese de Belém – Pará.

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Segunda-feira, 2 de abril de 2012

Seis dias antes da Páscoa…

Por Frei Almir R. Guimarães, OFM

Estamos em plena Semana Santa. Nossa atenção se volta para os últimos momentos da vida do Senhor Jesus, nossa esperança, nosso redentor e esposo de nossos corações. Sabemos perfeitamente que evocando os momentos da vida do Senhor, mormente, o que está ligado à sua paixão e morte, automaticamente, nosso pensamento voa para a noite da luminosidade, para o dia que o Senhor fez para nós, para Páscoa. Não somos discípulos do Cristo morto, mas do que reviveu para sempre.
Aquele que amamos, aquele que vai ocupando, aos poucos, todos os espaços do que chamamos de vida espiritual é o eleito do Pai, o Filho muito amado, no qual o Pai se compraz. Esse servo descrito por Isaías tem tudo a ver com o Esposo e Amado de nosso coração. “Ele não clama nem levanta a voz, nem se faz ouvir pelas ruas… não esmorecerá nem se deixará abater….eu o constitui com centro da aliança do povo, como luz das nações, para abrires os olhos dos cegos, tirar os cativos da prisão, livrar do cárcere os que vivem nas trevas”.
No final dessa semana uma claridade banhará a terra. Aquele que vai ser transfixado será luminosamente transfigurado.
O salmo de meditação (Sl 26) pode ser colocado nos lábios e no coração de Jesus: “O Senhor é minha luz e minha salvação; de quem eu terei medo? O Senhor é a proteção da minha vida, perante quem eu tremerei? (…) Sei que a bondade do Senhor eu hei de ver na terra dos viventes. Espera no Senhor e tem coragem, espera no Senhor!”. Na silenciosa meditação desses dias escutamos a voz do Amado: “O Senhor é minha luz e minha salvação!”
Seis dias antes da Páscoa o Senhor foi a Betânia. Tinha o coração cheio de interrogações e de apertos. Antes de subir para Jerusalém queria ter a alegria do conforto do encontro com amigos de verdade: Marta, Maria e Lázaro. Estes ofereceram-lhe um jantar, esse momento de calma em que os corações tinham tempo para escutar os sons do interior: apreensão, incentivo e desejo de coragem, vontade de estar com gente fiel. E uma mulher inopinadamente resolve quebrar um frasco de perfume. Judas se mostrou incomodado com tal desperdício. Onde se viu? Tantos necessitados e aquele gasto à toa. O peito de Jesus quase que a estalar de dor teve ainda força de dizer energicamente: “Deixa-a, ela fez isto em vista da minha sepultura. Pobres sempre tereis convosco, enquanto a mim nem sempre me tereis”.
Tudo isso se passou seis dias antes da Páscoa…
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Publicado em Reflexões Franciscanas.

Bento XVI, em Cuba: “A razão do homem é feita para a verdade‏” (Da Mihi Animas – 28.03.2012)

Uma vista aérea mostra o papa Bento 16 chegando à Praça da Revolução para celebrar uma missa em Havana (Reuters)
Fiéis católicos mexicanos aguardam a celebração da Missa pelo Papa Bento XVI - 28.03.2012.
Povo católico mexicano saúda chegada do Papa Bento XVI à Cuba - 26.03.2012.
Papa Bento XVI se prepara para a celebração da Missa em Havana - 28.03.2012

Fonte/imagens: Papa Bento XVI em Cuba – 28.03.2012.

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Fonte: Da Mihi Animas

Em Cuba: Bento XVI – A razão do homem é feita para a verdade‏

Quarta-feira, Março 28, 2012

Homilia do Santo Padre na Missa celebrada na Plaza de la Revolucion, em Havana, Cuba.
Amados irmãos e irmãs!
«Bendito sejais, Senhor, Deus dos nossos pais (…). Bendito o vosso nome glorioso e santo» (Dn 3, 52). Este hino de bênção do livro de Daniel ressoa hoje na nossa liturgia, convidando-nos repetidamente a bendizer e louvar a Deus. Somos parte da multidão daquele coro que celebra o Senhor sem cessar. Unimo-nos a este concerto de ação de graças, oferecendo a nossa voz jubilosa e confiante, que procura fundar no amor e na verdade o caminho da fé.
«Bendito seja Deus» que nos reúne nesta praça emblemática, para mergulharmos mais profundamente na sua vida. Sinto uma grande alegria por estar hoje no vosso meio e presidir a Santa Missa no coração deste Ano Jubilar dedicado à Virgem da Caridade do Cobre.
Saúdo cordialmente o Cardeal Jaime Ortega y Alamino, Arcebispo de Havana, e agradeço-lhe as amáveis palavras que me dirigem em nome de todos. Estendo a minha saudação aos Senhores Cardeais, aos meus irmãos Bispos de Cuba e doutros países que quiseram participar nesta solene celebração. Saúdo também os sacerdotes, os seminaristas, os religiosos e todos os fiéis aqui reunidos, bem como as autoridades que nos acompanham.
Na primeira leitura que foi proclamada, os três jovens, perseguidos pelo soberano babilonense, antes preferem morrer queimados pelo fogo que trair a sua consciência e a sua fé. Eles encontraram a força de «louvar, glorificar e bendizer a Deus» na convicção de que o Senhor do universo e da história não os abandonaria à morte e ao nada. De fato, Deus nunca abandona os seus filhos, nunca os esquece. Está acima de nós e é capaz de nos salvar com o seu poder; ao mesmo tempo, está perto do seu povo e, por meio do seu Filho Jesus Cristo, quis habitar entre nós.
«Se permanecerdes na minha palavra, sereis verdadeiramente meus discípulos, conhecereis a verdade e a verdade vos libertará» (Jo 8, 31). No texto do Evangelho que foi proclamado, Jesus revela-Se como o Filho de Deus Pai, o Salvador, o único que pode mostrar a verdade e dar a verdadeira liberdade. Mas o seu ensinamento gera resistência e inquietação entre os seus interlocutores, e Ele acusa-os de procurarem a sua morte, aludindo ao supremo sacrifício da Cruz, já próximo. Ainda assim, exorta-os a acreditar, a permanecer na sua Palavra para conhecerem a verdade que redime e dignifica.
Com efeito, a verdade é um anseio do ser humano, e procurá-la supõe sempre um exercício de liberdade autêntica. Muitos, todavia, preferem os atalhos e procuram evitar essa tarefa. Alguns, como Pôncio Pilatos, ironizam sobre a possibilidade de conhecer a verdade (cf. Jo 18, 38), proclamando a incapacidade do homem de alcançá-la ou negando que exista uma verdade para todos. Esta atitude, como no caso do ceticismo e do relativismo, produz uma transformação no coração, tornando as pessoas frias, vacilantes, distantes dos demais e fechadas em si mesmas. São pessoas que lavam as mãos, como o governador romano, e deixam correr o rio da história sem se comprometer.
Entretanto há outros que interpretam mal esta busca da verdade, levando-os à irracionalidade e ao fanatismo, pelo que se fecham na «sua verdade» e tentam impô-la aos outros. São como aqueles legalistas obcecados que, ao verem Jesus ferido e ensanguentado, exclamam enfurecidos: «Crucifica-o!» (cf. Jo 19, 6). Na realidade, quem age irracionalmente não pode chegar a ser discípulo de Jesus. Fé e razão são necessárias e complementares na busca da verdade. Deus criou o homem com uma vocação inata para a verdade e, por isso, dotou-o de razão. Certamente não é a irracionalidade que promove a fé cristã, mas a ânsia da verdade. Todo o ser humano deve perscrutar a verdade e optar por ela quando a encontra, mesmo correndo o risco de enfrentar sacrifícios.

Além disso, a verdade sobre o homem é um pressuposto imprescindível para alcançar a liberdade, porque nela descobrimos os fundamentos duma ética com que todos se podem confrontar, e que contém formulações claras e precisas sobre a vida e a morte, os deveres e direitos, o matrimônio, a família e a sociedade, enfim sobre a dignidade inviolável do ser humano. É este patrimônio ético que pode aproximar todas as culturas, povos e religiões, as autoridades e os cidadãos, os cidadãos entre si, os crentes em Cristo com aqueles que não crêem n’Ele.

Ao ressaltar os valores que sustentam a ética, o cristianismo não impõe mas propõe o convite de Cristo para conhecer a verdade que nos torna livres. O fiel é chamado a dirigir este convite aos seus contemporâneos, como fez o Senhor, mesmo perante o sombrio presságio da rejeição e da Cruz. O encontro pessoal com Aquele que é a verdade em pessoa impele-nos a partilhar este tesouro com os outros, especialmente através do testemunho.
Queridos amigos, não hesiteis em seguir Jesus Cristo. N’Ele encontramos a verdade sobre Deus e sobre o homem. Ajuda-nos a superar os nossos egoísmos, a sair das nossas ambições e a vencer o que nos oprime.Aquele que pratica o mal, aquele que comete pecado é escravo do pecado e nunca alcançará a liberdade (cf. Jo 8, 34). Somente renunciando ao ódio e ao nosso coração endurecido e cego é que seremos livres, e uma vida nova germinará em nós.
Com a firme convicção de que a verdadeira medida do homem é Cristo e sabendo que n’Ele se encontra a força necessária para enfrentar toda a provação, desejo anunciar-vos abertamente o Senhor Jesus como Caminho, Verdade e Vida. N’Ele todos encontrarão a liberdade plena, a luz para compreender profundamente a realidade e transformá-la com o poder renovador do amor.

A Igreja vive para partilhar com os outros a única coisa que possui: o próprio Cristo, esperança da glória (cf. Col 1, 27). Para realizar esta tarefa, é essencial que ela possa contar com a liberdade religiosa, que consiste em poder proclamar e celebrar mesmo publicamente a fé, comunicando a mensagem de amor, reconciliação e paz que Jesus trouxe ao mundo. Há que reconhecer, com alegria, os passos que se têm realizado em Cuba para que a Igreja cumpra a sua irrenunciável missão de anunciar, publica e abertamente, a sua fé. Mas é preciso avançar ulteriormente. E desejo encorajar as instâncias governamentais da Nação a reforçarem aquilo que já foi alcançado e a prosseguirem por este caminho de genuíno serviço ao bem comum de toda a sociedade cubana.
O direito à liberdade religiosa, tanto na sua dimensão individual como comunitária, manifesta a unidade da pessoa humana, que é simultaneamente cidadão e crente, e legitima também que os crentes prestem a sua contribuição para a construção da sociedade. O seu reforço consolida a convivência, alimenta a esperança de um mundo melhor, cria condições favoráveis para a paz e o desenvolvimento harmonioso, e ao mesmo tempo estabelece bases firmes para garantir os direitos das gerações futuras.
Quando a Igreja põe em relevo este direito, não está a reclamar qualquer privilégio. Pretende apenas ser fiel ao mandato do seu Fundador divino, consciente de que, onde se torna presente Cristo, o homem cresce em humanidade e encontra a sua consistência. Por isso, a Igreja procura dar este testemunho na sua pregação e no seu ensino, tanto na catequese como nos ambientes formativos e universitários. Esperemos que também aqui chegue brevemente o momento em que a Igreja possa levar aos diversos campos do saber os benefícios da missão que o seu Senhor lhe confiou e que ela não pode jamais negligenciar.
Ínclito exemplo deste trabalho foi o insigne sacerdote Félix Varela, educador e professor, filho ilustre desta cidade de Havana, que passou à história de Cuba como o primeiro que ensinou o seu povo a pensar. O padre Varela indica-nos o caminho para uma verdadeira transformação social: formar homens virtuosos para forjar uma nação digna e livre, já que esta transformação dependerá da vida espiritual do homem; de fato, «não há pátria sem virtude» (Cartas a Elpídio, carta sexta, Madrid 1836, 220). Cuba e o mundo precisam de mudanças, mas estas só terão lugar se cada um estiver em condições de se interrogar acerca da verdade e se decidir a enveredar pelo caminho do amor, semeando reconciliação e fraternidade.
Invocando a proteção maternal de Maria Santíssima, peçamos que, participando regularmente na Eucaristia, nos tornemos também testemunhas da caridade que responde ao mal com o bem (cf. Rm12, 21), oferecendo-nos como hóstia viva a Quem amorosamente Se entregou por nós. Caminhemos na luz de Cristo, que pode dissipar as trevas do erro. Supliquemos-Lhe que, com o valor e o vigor dos santos, cheguemos a dar uma resposta livre, generosa e coerente a Deus, sem medos nem rancores. Amém.
Texto original: Espanhol
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Publicado em Da Mihi Animas.

Visita de Bento XVI ao México: “Adeus, fiquem com Deus!” (Agência Zenit – 26.03.2012))

Papa Bento XVI em visita ao México - 24 de março de 2012.

Fonte/imagem: Visita do Papa ao México – Fotos da passagem de Bento XVI no México, onde chegou no último sábado, 24

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VISITA AO MÉXICO

Fonte: Agência Zenit – O mundo visto de Roma

26.03.2012

Adeus, fiquem com Deus!

Bento XVI se despede dos mexicanos, exortando a não acreditar na mentalidade utilitarista

Por Luca Marcolivio

GUANAJUATO, segunda-feira, 26 de março de 2012(ZENIT.org)  – A visita pastoral de Bento XVI ao México foi concluída. Às 8 da manhã, o Santo Padre fez seu discurso de despedida no aeroporto internacional de Guanajuato, na presença do presidente mexicano, Felipe Calderón, e outras autoridades civis, políticas e eclesiásticas, e muitos fiéis.

O Papa definiu a sua visita breve mas intensa e a sua conclusão não é o fim do meu afeto e da minha proximidade a um país que levo no íntimo de mim mesmo. Agradeço a todos que a acolheram nestes três dias e que fizeram possível este evento;  Bento XVI  pediu ao Senhor para que tantos esforços não tenham sido em vão e que com sua ajuda produzam abundantes e duradouros frutos na vida de fé, esperança e caridade de León e Guanajuato, do México e dos países irmãos da América Latina e do Caribe.

Diante da fé em Jesus Cristo e da devoção afetuosa a Maria Santíssima, particularmente venerada no México, o Papa renovou o convite aos mexicanos  para serem fiéis a si mesmos  e não deixarem se intimidar pela força do mal, para serem corajosos e trabalharem  a fim que a seiva de suas raízes cristãs  façam florescer o presente e o futuro.

Quanto à problemática antiga e recente do país centro americano, o Santo Padre afirmou que compartilha seja a alegria, seja a dor dos irmãos mexicanos e que os  coloca  aos pés da Cruz, no coração de Cristo, do qual jorrou a água e o sangue redentor.

A exortação de Bento XVI aos fiéis mexicanos foi a de não ceder à mentalidade utilitarista, que termina sempre com o sacrifício dos mais fracos e indefesos, fazendo um esforço solidário que permita à sociedade, renovar suas bases para alcançar uma vida digna, justa e em paz para todos.

A contribuição ao bem comum, prosseguiu o Papa, é também uma exigência de dimensão essencial do Evangelho que é a promoção humana e uma altíssima expressão da caridade.

E por fim o Santo Padre dirigiu aos mexicanos seu Adios! No verdadeiro sentido da tradicional expressão hispânica: fiquem com Deus! Sempre no amor de Cristo, onde todos nos encontramos e nos encontraremos.

No momento de deixar o território mexicano, a bordo de um B777 da Alitalia, direto para o aeroporto de Santiago de Cuba, Bento XVI dirigiu um telegrama ao presidente Calderón, agradecendo a hospitalidade recebida durante os três dias da visita pastoral.

O Papa confiou os mexicanos e seus governantes à amorosa proteção de Nossa Senhora de Guadalupe, para que coerentemente com a vigorosa raiz cristã do país, prossigam cultivando por toda parte os valores morais e civis, para que se consolide a vida social por caminhos de paz, de concórdia e solidariedade.

(Tradução:MEM).

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Publicado em Agência Zenit.

II Domingo da Quaresma 2012 – Agência Ecclesia – Portugal

Fonte: Agência Ecclesia – Portugal

Quaresma por palavras (pelo Con. António Rego) – “Reconciliação, Palavra, Fé, Diálogo, Libertação, Pecado, Perdão, Retiro, Partilha, Silêncio, Jejum, Oração, Quaresma”

Clique no link abaixo:

Player (áudio): http://bit.ly/Aw19A1 

 

Síria: Santa Sé exige fim da violência (Agência Ecclesia – Portugal – 03.03.2012)

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Fonte: Agência Ecclesia – Portugal

Lisboa, 29 fev 2012 (Ecclesia) – Três responsáveis da diplomacia do Vaticano lançaram apelos ao fim imediato da violência na Síria que, segundo a ONU, provocou mais de 7500 mortos nos últimos meses.

Em declarações à Rádio Vaticano, o observador permanente da Santa Sé Conselho da ONU para os Direitos Humanos, D. Silvano Maria Tomasi, disse hoje que “nunca é demasiado tarde para pôr fim ao uso da violência”.

Para este responsável, não é “aceitável uma violação sistemática dos Direitos Humanos das pessoas, através da repressão violenta, do uso da força contra manifestantes e do assassinato de tantos civis, incluindo crianças”.

O arcebispo italiano destaca que a situação síria tem consequências nos “equilíbrios internos no Médio Oriente”, pedindo o “fim do uso da força”.

Os confrontos entre manifestantes e o regime do presidente Bashar al-Assad são particularmente visíveis na cidade de Homs, 160 km a norte de Damasco, sob bombardeamento das forças do Governo.

D. Silvano Maria Tomasi falou esta terça-feira, perante os membros do referido Conselho da ONU, lamentando os “dramáticos e crescentes episódios de violência na Síria que causaram tantas vítimas e grave sofrimento”.

O núncio apostólico (embaixador da Santa Sé) em Damasco, D. Mario Zenari, afirma, por seu lado, ter ficado “impressionado ao ver as crianças vítimas deste conflito”.

Segundo o diplomata, a situação é “grave” pela falta de alimentos ou medicamentos, sendo difícil “socorrer e curar os feridos, enterrar os mortos”.

D. Michael Fitzgerald, núncio apostólico no Egito e observador da Santa Sé na Liga Árabe, Dom, sublinha a necessidade de “permitir a entrada de médicos, medicamentos e alimentos para as pessoas”.

O prelado considera que a decisão de enviar Kofi Annan como enviado especial conjunto da ONU e da Liga Árabe “para ver se é possível negociar” na Síria é “muito importante”.

No último dia 12, Bento XVI lançou um “apelo urgente” pedindo o fim da violência e do “derramamento de sangue” na Síria.

“Sigo com muita apreensão os dramáticos e crescentes episódios de violência na Síria”, disse o Papa, após a recitação da oração do Angelus com milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro, Vaticano.

Falando em “numerosas vítimas”, nas quais se incluem “algumas crianças”, Bento XVI lembrou ainda os feridos e “quantos sofrem as consequências de um conflito cada vez mais preocupante”.

OC

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Publicado em Agência Ecclesia – Portugal.

A Igreja Católica inicia na próxima quarta-feira, dia 22 de fevereiro, o Tempo da Quaresma, período de preparação para a festa da Páscoa (“Celebrando” – Revista Virtual de Liturgia – Arquidiocese de Campinas – SP – Brasil)

Fonte/imagem/artigo: Missionários Combonianos – Actualidades – “Quaresma 2012 dedicada às boas obras

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Fonte: CELEBRANDO – Revista Virtual de Liturgia – Arquidiocese de Campinas

TEMPO DE QUARESMA 2012

A Igreja Católica inicia na próxima quarta-feira, dia 22 de fevereiro, o Tempo da Quaresma, período de preparação para a festa da Páscoa que, com a morte e ressurreição de Jesus, tornou-se o grande referencial da nossa fé, o dia da vitória da Vida sobre a morte. A Quarta-feira de Cinzas marca, também, no Brasil, o início da Campanha da Fraternidade.

1. A Quaresma é o período de 40 dias que começa na quarta-feira de Cinzas e termina na véspera do Domingo de Ramos, este ano no dia 1º de abril, quando tem início a Semana Santa. Nesses 40 dias, somos convidados a reviver a experiência dos 40 anos de travessia do deserto pelo povo de Israel e os 40 dias que Jesus passou no deserto antes de iniciar a sua Missão. Somos convidados a três atitudes que são os pilares da vida cristã: a Oração, relação do homem com Deus; o Jejum, relação do homem consigo mesmo; e a Caridade, relação do homem com o próximo. É um tempo rico de reflexão sobre a nossa vida, buscando valorizar o que temos feito de bom e dar um novo caminho ao que temos feito de ruim ou deixado de fazer. É o convite à conversão.

2. O nosso calendário civil é definido a partir da Festa da Páscoa, por isso a Quaresma varia de ano para ano. A festa da Páscoa é celebrada no primeiro domingo após a primeira lua cheia do início do outono. Neste ano de 2012 o outono começa no dia 21 de março, e a primeira lua cheia acontece no dia 06 de abril. Assim, a Festa da Páscoa acontece no domingo seguinte, dia 08 de abril. A partir desta data são definidas a Semana Santa, a Quarta-feira de Cinzas e, também, o Carnaval. A festa da Páscoa era primitivamente um ritual realizado por pastores que, para proteger as suas famílias e seus rebanhos dos espíritos maus, matavam um cordeiro e tingiam a entrada das tendas com o seu sangue. Por volta de 1250 anos antes de Cristo, esse ritual adquiriu um novo sentido, com a libertação do povo de Israel da escravidão do Egito. Depois, com a ressurreição de Jesus, a Páscoa se tornou a principal festa dos cristãos, lembrando que Deus liberta seu povo através de Jesus Cristo, o novo cordeiro pascal.

3. Na Quarta-feira de Cinzas, nas missas celebradas nas Paróquias e Comunidades, se benzem e impõem as cinzas feitas de ramos de oliveiras ou palmeiras, bentos no Domingo de Ramos do ano anterior. Em procissão, os cristãos e cristãs recebem na fronte um pouco dessas cinzas para expressar o desejo e votos de assumir o processo de conversão que se iniciou no Batismo, por uma vida de oração, esmola e jejum. As cinzas nos lembram que todo orgulho, prepotência, bens materiais não são nada mais do que cinzas após a morte. Conscientes de nossa pequenez, somos chamados a ser agentes de transformação de uma sociedade injusta, desigual e violenta, através de obras, ações, do amor que entrega a própria vida pela vida do outro.

4. A Quarta-feira de Cinzas abre a Campanha da Fraternidade, promovida pela CNBB desde 1964, destacando uma situação da realidade social para a reflexão das comunidades e de toda a sociedade. O tema deste ano é “Fraternidade e Saúde Pública” e o lema “Que a saúde se difunda sobre a terra”, um chamado à reflexão sobre a realidade da saúde no Brasil,em vista de uma vida saudável, suscitando o espírito fraterno e comunitário das pessoas na atenção aos enfermos e na mobilização pela melhoria no sistema público de saúde.

Em todas as Paróquias e Comunidades da nossa região haverá Missa na Quarta-feira de Cinzas. Clique aqui para acessar a Mensagem do Papa Bento XVI para a Quaresma 2012.

Desejamos um excelente início de Quaresma!

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Publicado em CELEBRANDO – Revista Virtual de Liturgia – Arquidiocese de Campinas.

Peça publicitária da Igreja Católica – sem fins lucrativos, veiculada em tevês pelo mundo, reconverte católicos em uma semana nos EUA – YouTube – Blog ” In Nomine Patris, et Filii, et Spiritus Sancti”

Este vídeo, de 2009, é apresentado do seguinte modo no YouTube:  “Peça publicitária da Igreja Católica, veiculada em Tvs pelo mundo. (…) Categoria: Sem fins lucrativos/ativismo”.

Acredito que é válida a sua divulgação, já que na atualidade, há a publicização de vídeos também “non-profit”,  em circuito global, de temas favoráveis sobre as “vantagens” que  multinacionais,  a maioria poluidoras, oferecem a países com desemprego, ou, igualmente prejudiciais, de extração de madeira em países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento, e pela mesma razão. Em seus países de origem as campanhas da população influenciam as decisões parlamentares pela não-instalação de seus parques industriais, em seu próprio solo. Outro exemplo é o da “indústria” do aborto,  que através do ativismo pró-escolha (com representações na ONU), lutam por sua legalização em nível global. Têm também o suporte de “lobbies” nos Parlamentos, através de todos os tipos de  organizações não-governamentais (ONGs).  Em nome dos “direitos da mulher”, tentam persuadir a todos através de um “pacote” de idéias, teorias, pesquisas que têm como pano de fundo um novo conceito, o de “Gênero”. No entanto, há estudos que afirmam que a tese de “Gênero” é, na verdade, mais  uma ideologia que vem sendo apresentada e propagandeada, principalmente nas áreas de educação e cultura. Inclusive, é trazido à tona que órgão de fomento mundial, atrelam a liberação de empréstimos a partir da publicização das idéias que compões o conceito de “Gênero”.

Ainda sobre a legalização do aborto, entre outras teorias relativistas, fundadas em concepções ditas pós-modernas, há a tentativa de convencimento de que estes sistemas de idéias poderiam vir a substituir a cultura judaico-cristã.  O termo denominado “cultura” evidencia tanto uma racionalidade quanto uma subjetividade, que perdura há  dois mil anos, por ter em essência, valores desde sempre reconhecidos como universais.  Tal cultura, a judaico-cristã, firmou concepções sobre o que é um ser humano, uma pessoa, e seus direitos inalienáveis, sejam os de um não-nascido, uma criança, uma mulher ou um homem.

Em seu conjunto, devemos estar atentos para a tentativa atual de banimento do Cristianismo. Diante do “novíssimo” caldo cultural da pós-modernidade, a base conceitual da fé cristã está ultrapassada. Entretanto, vale lembrar, que desde a sua origem lançou as bases da constituição do que entendemos como “família”, aliás, vigentes sem contestação até o final do século XX. Estamos portanto diante de uma campanha mundial de instauração de uma “nova” bagagem  de ideias e teorias sobre o que crianças devem “aprender” e adultos devem tomar como “verdade” enquanto seres humanos.. Adolf Hitler, mentor do nazismo também buscava “relativizar” a importância da cultura religiosa monoteísta do Judaísmo e do Cristianismo. Tinha em mente uma nova era para a Humanidade… (LBN)

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Apresento o blog abaixo como fonte publicadora da peça publicitária “pró-Cristianismo”, que também pode ser encontrada no YouTube:

IN NOMINE PATRIS, ET FILII, ET SPIRITUS SANCTI (Blog)

In Nomine Patris, et Filii, et Spiritus Sanctii –  htp://paternoster10.blogspot.com/

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IMITAÇÃO DE CRISTO: “Que se deve repousar em Deus acima de todos os bens e dons” – Tomás de Kempis – Livro III – Capítulo XXI

Fonte/imagem/artigo: Carmelo Santa Teresa ( Ordem dos Carmelitas Seculares – Província do Carmo Sul do Brasil)

Artigo: ” O CARMELO E O SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS”

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IMITAÇÃO DE CRISTO

LIVRO III

CAPÍTULO XXI

Que se deve repousar em Deus acima de todos os bens e dons

O DISCÍPULO

1.Minha alma, em tudo e sobre tudo descansa sempre em Deus, que é o eterno descanso dos Santos.

Dulcíssimo e amantíssimo Jesus, fazei que eu ache mais descanso só em Vós do que em todas as coisas criadas; mais do que na saúde e na formosura; mais do que na glória e na honra; mais do que no poder e nas dignidades; mais do que ciência e na sutileza; mais do que nas riquezas e nas artes; mais do que na alegria e divertimento; mais do que na fama e no louvor; mais do que nas delícias e nos prazeres. Fazei com que eu vos prefira a todas as esperanças  e promessas que nos dais; a todos os merecimentos e bons desejos que podemos ter; a todas as graças e graças e favores de que podeis encher-nos; a todas as consolações e doçuras que podemos receber de Vós. Fazei que eu ame mais descansar em Vós só do que em todos os anjos, esses espíritos celestiais; mais do que todo o visível e invisível; enfim, mais do que em tudo o que há fora de Vós, Deus meu!

2. Porque Vós só sois infinitamente bom; Vós só Altíssimo; Vós só Poderosíssimo; Vós só Suficientíssimo  e Pleníssimo; Vós só Suavíssimo e Amabilíssimo.

Vós só formosíssimo e amantíssimo. Vós só Nobilíssimo e Gloriosíssimo sobre todas as coisas, em que todos os bens sempre estiveram, estão e estarão eternamente juntos em suma perfeição.

Assim, é pouco, insuficiente tudo o que me dais ou prometeis, ou me descobris de Vós mesmo, não vos vendo,nem vos possuindo plenamente.

Porque o meu coração não pode dar-se por cabalmente satisfeito senão elevando-se acima de todas as criaturas, a fim de descansar Vós só.

3. Ó meu Jesus, esposo amabilíssimo e puríssimo amante as almas, Senhor de todas as criaturas!

Quem me dará asas de verdadeira liberdade para voar e descansar em Vós!

Oh! quando serei assaz desapegado  da terra para ver quão suave sois, Deus e Senhor meu!

Quando serei por tal modo absorto em Vós, por tal modo penetrado de vosso amor, que não sinta mais a mim mesmo e não viva mais senão em Vós, nessa união inefável e acima  dos sentidos, que nem todos conhecem!

Agora passo eu a vida nos gemidos e levo com dor o peso da minha miséria!

Porque neste vale de lágrimas encontro tantos males que me perturbam a miúdo, me entristecem e anuviam a alma; muitas vezes me cansam e embaraçam, distraem-me, apoderam-se de mim e me impedem de ter livre entrada junto de Vós; privam-me desses deliciosos amplexos de que gozam sempre e sem obstáculos os espíritos bem-aventurados, que assistem em vossa presença!

Ó meu Deus, ouvi os meus suspiros e tornai-vos sensível a tantos males que sofro sobre a terra!

4. Ó Jesus! Esplendor da eterna glória, alívio da alma aflita neste desterro! Minha boca está diante de Vós, e meu silêncio vos fala por mim!

Até quando tardará o meu Senhor em vir à minha alma?

Venha a mim na extrema pobreza em que jazo e encham-me de alegria. Estenda sua mão e levante este infeliz da miséria em que está prostrado.O DISCÍPULO

Vinde, meu Deus, vinde; sem vós não posso ter dia nem hora alegre, porque sois toda a minha alegria e vós só podeis encher o vazio de meu coração.

Miserável sou, como preso e carregado de ferros, enquanto me não concedeis a luz da vossa presença e me dais a liberdade, mostrando-me vosso doce e amoroso semblante.

5. Busquem outros em lugar  de Vós o que quiserem, que a mim nenhuma outra coisa agrada, nem agradará nunca, senão Vós, Deus meu, esperança minha e minha eterna felicidade.

Gemerei sempre e não deixarei de orar até que a vossa graça volte a mim e vós me faleis no interior.

6. Jesus Cristo – Aqui me tens, filho meu, e venho a ti, pois me chamaste .  As tuas lágrimas e os desejos de tua alma, a humildade e a penitência de teu coração me inclinaram a vir a ti.

O Discípulo – E disse: Senhor, chamei-Vos e desejei gozar-vos, na resolução de desprezar tudo por amor de Vós.

Porém, Vós mesmo me excitastes a buscar-Vos.

Sede, pois, bendito, Senhor, por haver usado com vosso servo de tamanha bondade, segundo Vossa misericórdia infinita.

À vista disto, que resta ao vosso servo senão humilhar-se profundamente em vossa presença, sem perder nunca a lembrança de sua maldade e vileza?

Em toda esta multidão de maravilhas, de que enchestes o céu e a terra, nada há que vos seja semelhante, ó meu Deus!

Todas as vossas obras são perfeitíssimas, “todos os vossos juízos são retos, e o universo  governais por vossa soberana providência” (Salmo 118, 16).

Dê-se, pois, todo o louvor e glória a Vós, que sois a sabedoria do Pai! A minha alma, a minha língua e todas as criaturas juntas vos louvem eternamente.

Fonte: Imitação de Cristo, Tomás de Kempis, Livro III, Capítulo XXI.

Rede asiática contra a pena de morte (“Anti-Death Penalty Asia Network”- ADPAN) promove a abolição da pena capital na Ásia e Comissão Nacional para os Direitos Humanos do Quênia (KNCHR) faz pedido de ajuda humanitária ao Quênia para enfrentamento do quadro de inundações (Agência Fides)

Veja abaixo destas duas importantes e dramáticas notícias, um vídeo do YouTube sobre o dia dedicado à Nossa Senhora de Guadalupe (México), padroeira da América Latina. Sua aparição é dada como milagrosa, já que cientistas não conseguem explicar que tipo de material teria sido utilizado na sua estampa sob um simples tecido de linho. Afirmam que não duraria mais de 20 anos.  Há 500 anos ela fez uma aparição ao índio São Juan Diego e disse que quer proteger seus filhos no mundo inteiro. Estas parições foram reconhecidas pela Igreja Católica, pelo caráter miraculoso que possuem.  Ao que parece, nós, seus filhos estamos ignorando suas palavras de alerta desde lá, ou seja, há muito tempo: nos séculos 19, em Lourdes e La Sallete, na França e, no século XX (1917), na cidade de Fátima, em Portugal. Um desses exemplos de descaminhos é a injustiça, na forma de julgamentos precipitados na Ásia, que levam anualmente  à pena de morte milhares de pessoas, os quais ignoram o Direito Internacional. Outro exemplo é todo tipo de agressão ao meio ambiente em escala mundial, que leva a mudanças climáticas, trazendo inundações e doenças a países já na linha de pobreza, como é o caso do Quênia.(LBN)

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Fonte: Agência Fides

10.12.2011

ÁSIA – Em 14 países asiáticos a pena de morte é aplicada após julgamentos injustos ou com provas obtidas sob tortura

Hong Kong (Agência Fides) – Em 14 países asiáticos são condenados à morte milhares de pessoas todos os anos, após julgamentos injustos, ou com base em provas obtidas sob tortura. E a afirmação da “Rede Asiática contra a pena de morte” (“Anti-Death Penalty Asia Network”) num relatório intitulado “Quando fala a justiça. Milhares condenados à morte após julgamentos injustos”, apresentado no últimos dias em Hong Kong, cuja cópia foi enviada à Agência Fides. Segundo o relatório, 14 países asiáticos exercem juntos mais penas de morte do que o resto do mundo. Em particular, o relatório pede uma ação em favor de oito pessoas que correm o risco de execução na China, Japão, Índia, Indonésia, Malásia, Paquistão, Cingapura e Taiwan. Em cada um desses casos, a sentença de morte – se afirma – foi imposta após um julgamento injusto e em seis casos a cada oito a acusação foi baseada em provas obtidas mediante tortura.
Confissões obtidas pela força são regularmente consideradas “provas confiáveis” em processos no Afeganistão, China, Japão, Índia e Indonésia, embora as leis proíbam tais práticas. O documento enfatiza “as falhas presentes nos sistemas judiciários de muitos desses países”, recordando que, por outro lado, mais da metade dos países asiáticos aboliram a pena de morte ou não aplicam execuções capitais nos últimos 10 anos.
O texto nota que na Ásia, os réus de crimes puníveis com a pena de morte possuem um limitado, ou inexistente, acesso à defesa legal, seja antes como durante o processo. Dentre os exemplos citados, constam: na Índia, Devender Pal Singh, detento no braço da morte, denunciou à Corte suprema que os policiais o obrigaram à força “a assinar algumas folhas em branco”. No Japão, a polícia é autorizada a reter e interrogar um suspeito sem a presença de um advogado por 23 dias, pois alegam que o advogado pode “dificultar a descoberta da verdade”. As autoridades chinesas podem impor obstáculos nos encontros entre advogados e clientes para impedir o acesso a fascículos.
Com base no direito internacional, a pena de morte pode ser imposta apenas para crimes intencionais com conseqüências mortais. Apesar disso, alguns países asiáticos, como Coreia do Norte, Malásia, Paquistão e Cingapura a aplicam para crimes não mortais, como furto ou tráfico de drogas. Os crimes punidos [com] a pena de morte são pelo menos 55 na China, 28 no Paquistão e 57 em Taiwan.
A Rede asiática contra a pena de morte (“Anti-Death Penalty Asia Network”- ADPAN) é uma rede independente que promove a abolição da pena capital na Ásia. Dentre seus membros estão advogados, Organizações Não-governamentais, grupos da sociedade civil, defensores de direitos humanos e ativistas de 23 países. Também fazem parte Amnesty International e a Comunidade de Santo Egídio. (PA) (Agência Fides 10/12/2011)

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Fonte: Agência Fides

07.12.2011

ÁFRICA/QUÊNIA – Milhares de vítimas das enchentes estão precisando urgentemente de alimento, mosquiteiros, tendas e medicamentos

Nairóbi (Agência Fides) – As fortes chuvas que estão se abatendo sobre o Quênia carregaram pontes e interromperam muitas estradas, tornando mais difícil o resgate de milhares de pessoas desabrigadas pelas enchentes. Segundo a Cruz Vermelha do Quênia (KRCS), desde outubro morreram pelo menos, uma dezena de pessoas e 40 mil foram vítimas de desastres naturais. Nos últimos dias, por causa de um deslizamento de terra em Keiyo, no Rift Valley, outras pessoas morreram e outras ainda em Nyanza, no Quênia ocidental e na região costeira. Em Garbatula, distrito de Isiolo, centenas de agricultores perderam as lavouras. Em outras partes do país existe o perigo de epidemias de doenças causadas por água contaminada pela explosão de latrinas e poços, e outras áreas pela ruptura de dutos.
Segundo a Comissão Nacional para os Direitos Humanos do Quênia (KNCHR), que controla a zona setentrional do país, as inundações atingiram toda a região de Isiolo, com a ruptura das digas do rio Ewaso Nyiro. Garfarsa, Kombola, Sericho, Merti e Garbatula são algumas das áreas mais gravemente atingidas. Os desabrigados e as pessoas em graves dificuldades necessitam urgentemente de ajudas alimentares, tendas, cobertores, utensílios de cozinha e remédios. Poucos dias atrás, também o rio Nzoia rompeu as digas, fazendo evacuar milhares de pessoas das áreas de Budalang’i, Bunyala e Funyula, no Quênia ocidental. Outras milhares de vítimas foram registradas nas áreas de Nyando e Nyatike, Nyanza e na Província costeira onde, no mês de outubro, as enchentes causaram graves prejuízos à população, destruíram escolas e sistemas de depuração. No mês de novembro, o Global Disaster Alert junto ao Coordination System lançou um alarme diante das enchentes no Quênia, depois que mais de 300 famílias foram desalojadas e o gado arrastado pelas inundações em Wajir, no sul do Quênia. (AP) (7/12/2011 Agência Fides)

A Santa Sé entrou como Estado-membro da Organização Internacional para as Migrações (IOM) – Agência Fides (06.12.2011)

 

 

Fonte/imagem: IOM – Make a Donation –   International Organization for Migration  (IOM – “About Migration”)

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Fonte: Agência Fides 
06.12.2011

VATICANO – A Santa Sé é membro da Organização Internacional para as Migrações (IOM)

Genebra (Agência Fides) – A Santa Sé entrou como Estado-membro da Organização Internacional para as Migrações (IOM). A demanda vaticana foi aceita pelos Estados participantes do organismo internacional durante a 100ª sessão plenária que se realiza de 5 a 7 de dezembro, em Genebra. O Arcebispo Silvano M. Tomasi, Observador permanente da Santa Sé no Escritório das Nações Unidas e Instituições especializadas em Genebra, em seu pronunciamento, enviado à Agência Fides, agradeceu pela decisão e destacou que “em todo o mundo, o movimento de pessoas que procuram emprego ou sobrevivem a fome, conflitos e violações de seus direitos humanos fundamentais, continua a aumentar. Assim, a responsabilidade da comunidade internacional de responder de modo eficaz e humano se torna mais evidente e mais urgente”. Através de sua presença como Estado-membro, a Santa Sé quer apoiar o serviço prestado pela IOM em seus 60 anos de vida aos desalojados, em colaboração com os Estados e as organizações da sociedade civil, “segundo sua natureza específica, seus princípios e suas normas”.
Dom Tomasi ressaltou três pontos nos quais a Santa Sé quer oferecer sua contribuição. Em primeiro lugar, sobre a importância da dimensão ética dos movimentos populacionais. “Quando a dignidade da pessoa humana e o direito à vida estão em jogo, tais valores devem ter prioridade. Neste difícil campo de reflexão e de equilíbrio de direitos, esta delegação tentará contribuir”. Assim, o Arcebispo recordou que as organizações católicas e a Caritas, presente em muitas nações do mundo, acumularam uma experiência notável na assistência concreta aos desalojados, permitindo a milhares de famílias e indivíduos iniciar uma nova vida. “Por isso, a colaboração operativa parece muito importante e até necessária para facilitar a convergência de todas as energias disponíveis a fim de ajudar as populações desapropriadas de todo tipo com programas comuns e regulamentar a troca de informações”. Enfim, como terceiro ponto, o Arcebispo Tomasi evidenciou que a ajuda das organizações católicas a todas as pessoas deslocadas se baseia na convicção da dignidade única de toda pessoa e da comum pertença à mesma família humana, que é antecedente a qualquer consideração cultural, religiosa, social, política ou de outros gêneros. “Assim, nos parece justo que as autoridades públicas reconheçam esta contribuição e com um autêntico sentido de democracia, deixem espaço a um serviço baseado na consciência, que por sua vez, se torna uma garantia de liberdade para todos”. (S.L.) (Agência Fides 06/12/2011)

“Eis a escrava do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra” (Virgem Maria) – Dia de Nossa Senhora Imaculada Conceição – 08.12.2011

Fonte: Um rota diferente  (Blog católico)

Dia da Imaculada Conceição – 08.12.2011

Hoje, a Igreja celebra o Dia da Imaculada Conceição, também Padroeira de Portugal.
Anunciaçao do Anjo S. Gabriel
Do: Evangelho de de S. Lucas 1, 26-38
«O Anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia chamada Nazaré,
a uma Virgem desposada com um homem chamado José,
que era descendente de David.
O nome da Virgem era Maria. Tendo entrado onde ela estava, disse o Anjo:
«Ave, cheia de graça, o Senhor está contigo».
Ela ficou perturbada com estas palavras e pensava que saudação seria aquela.
Disse-lhe o Anjo:
«Não temas, Maria,
porque encontraste graça diante de Deus.
Conceberás e darás à luz um Filho,
a quem porás o nome de Jesus.
Ele será grande e chamar-Se-á Filho do Altíssimo.
O Senhor Deus Lhe dará o trono de seu pai David;
reinará eternamente sobre a casa de Jacob
e o seu reinado não terá fim».
……….
«O Espírito Santo virá sobre ti
e a força do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra.
Por isso o Santo que vai nascer será chamado Filho de Deus.
……….
Maria disse então:
«Eis a escrava do Senhor;
faça-se em mim segundo a tua palavra».

Glorifiquemos a Vírgem Santíssima, Santa Mãe de Deus:

Virgem Maria, Santa Mãe de Deus
Magnificat
«A minha alma glorifica o Senhor
E o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador.
Porque pôs os olhos na humildade da sua Serva:
de hoje em diante me chamarão bem aventurada, todas as gerações.
O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas:
Santo é o seu nome.
A sua misericórdia se estende de geração em geração
Sobre aqueles que o temem.
Manifestou o poder do seu braço
E dispersou os soberbos.
Derrubou os poderosos de seus tronos
E exaltou os humildes.
Aos famintos encheu de bens
aos ricos despediu de mãos vazias.
Acolheu a Israel, seu servo,
Lembrado da sua misericórdia,
Como tinha prometido a nossos pais,
A Abraão e à sua descendência para sempre
Glória ao Pai e ao Filho E ao Espírito Santo,
como era no princípio, Agora e sempre.
Ámen.»
Como Maria aprendamos a caminhar com confiança e discernimento abrindo os nossos corações aos projectos que Deus tem para cada um de nós aceitando com benevolência os Seus desígnios.
Por Sua intercessão junto de seu Filho Jesus peço a Sua clemência para com todos os que se encontram doentes, sós, abandonados, por todas as mães cujos corações se encontrem atribulados e por todos os que de alguma forma sofram de qualquer espécie de injustiça ou aflição.
Que Nossa Senhora da Conceição a todos ajude e proteja.
Ámen.

Ailime
08.12.2011
Imagens da Net

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Publicado em Uma rota diferente (blog católico).

“O anúncio da Boa Nova cristã, da beleza da fé em Cristo, precisa de pessoas que, com coerência de vida e fidelidade, testemunhada se necessário ao dom de si mesmo, manifestem a primazia absoluta do Amor em qualquer circunstância.” – Papa Bento XVI – 01.12.2011 (Agência Fides)

Fonte: Agência Fides

01.12.2011

VATICANO

Bento XVI: “Ontem como hoje, o sangue dos mártires toca o coração do ser humano e o torna fecundo”

Cidade do Vaticano (Agência Fides) – “O anúncio da Boa Nova cristã, da beleza da fé em Cristo, precisa de pessoas que, com coerência de vida e fidelidade, testemunhada se necessário ao dom de si mesmo, manifestem a primazia absoluta do Amor em qualquer circunstância.” Foi o que disse o Santo Padre Bento XVI em sua mensagem para a 16ª Sessão Pública das Pontifícias Academias realizada, no Vaticano, na tarde desta quarta-feira, sobre o tema “Testemunhos e testemunhas. Os mártires e os campeões da fé”, realizada na tarde de 30 de novembro. O Papa sublinha: “Se observarmos com atenção o exemplo dos mártires, corajosas testemunhas da antiguidade cristã, e de várias testemunhas do nosso tempo, notamos que foram pessoas profundamente livres, livres acordos e laços egoístas, conscientes da importância e da beleza de sua vida, e por isso, capazes de amar a Deus e aos outros de maneira heróica, vivendo a santidade cristã”. Detendo-se sobre o tema da Sessão Pública, o Papa sublinha a importância da historicidade do cristianismo, “o seu envolvimento contínuo com a história para transformá-la profundamente graças ao fermento do Evangelho e da santidade vivida e testemunhada”. O estudo atento dos testemunhos do passado permite “redescobrir não poucos aspectos da vida das gerações passadas como também da experiência de fé das antigas comunidades cristãs”. Dentre os sítios arqueológicos em que emergem os sinais da presença cristã, o Pontífice citou de maneira particular a Terra Santa e a cidade de Roma, onde os mártires “atestam não só uma genérica presença cristã, mas sobretudo, um forte testemunho dos cristãos e daqueles que por Cristo deram suas vidas, os mártires … As numerosas intervenções monumentais e artísticas dedicadas aos mártires, documentadas pelas escavações arqueológicas e todas as outras pesquisas relacionadas, decorrem de uma convicção sempre presente na comunidade cristã, de ontem e de hoje: o Evangelho fala ao coração humano e se comunica principalmente através do testemunho vivo dos fiéis”.

Enfim, Bento XVI sublinhou que “também hoje se a Igreja deseja falar eficazmente ao mundo, se quer continuar anunciando fielmente o Evangelho e fazer sentir sua presença amiga aos homens e mulheres que vivem sua existência sentindo-se peregrinos da verdade e da paz, deve ser, também nos contextos aparentemente difíceis ou indiferentes ao anúncio do Evangelho, testemunha da credibilidade da fé, oferecendo testemunhos concretos e proféticos através de sinais eficazes e transparentes de coerência, fidelidade e amor incondicionado a Cristo, não desligada da autêntica caridade, do amor ao próximo. Ontem como hoje, o sangue dos mártires, seu tangível e eloqüente testemunho toca o coração humano e o torna fecundo, capaz de frutificar em si uma vida nova, acolher a vida do Ressuscitado para levar ressurreição e esperança ao mundo ao seu redor”. (SL) (Agência Fides 1/12/2011)

“De facto, sentia-se inspirada a dar origem a uma Congregação que, embora embebida do espírito carmelita de oração e reparação, se dedicasse também à assistência de crianças órfãs, pobres e abandonadas.(…)Deixou a Alemanha enfrentando inúmeras dificuldades e, depois de muito peregrinar, chegou à Itália.” – Artigo do Vaticano comenta beatificação de Madre Teresa de São José (Congregação das Carmelitas do Divino Coração de Jesus)

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Fonte: Carmelo Divino Coração de Jesus – Missão

Fundadora das Irmãs Carmelitas do Divino Coração de Jesus

                                Beatificada a 13 de maio de 2006

                                          Ana Maria Tauscher, que se tornaria Madre Maria Teresa de São José, nasceu em Sandow, uma pequena cidade cerca de 100 km sudeste de Berlim (atualmente Polônia). O pai de Ana Maria,  Herman Traugott Tauscher, um pastor protestante de alto cargo, exercia a profissão que era a mesma de seus antepassados desde a época de Martinho Lutero.

                                          No entanto, desde a idade de 15 anos, Ana Maria aspirava a uma verdade ainda mais profunda que aquela que lhe tinha sido transmitida através da sua educação luterana. Aos 22 anos, ela começou a ler quotidianamente a Sagrada Escritura e a Imitação de Cristo. Um dia, frente a alguns colegas de seu pai, ela defendeu mesmo a doutrina da infalibilidade pontifícia. Ela também acreditava na virgindade de Maria, sem nunca ter estado em contato com católicos, nem ter lido obras católicas.

                                          Aos 22 anos, Ana Maria teve a intuição de que Deus a chamaria para seu serviço quando tivesse 30 anos. Porém, não sabia nem onde, nem como isso ia acontecer. Ela tudo entregava nas mãos da Divina Providência.

                                          Em fevereiro de 1886, estando ela em Berlim na casa de amigos, Ana Maria leu num jornal de Colônia um anúncio propondo um trabalho de enfermeira chefe num  hospital psiquiátrico. Seria este o sacrifício, o tal serviço que ela esteve esperando durante oito anos? No dia 6 de Março de 1886, Ana Maria deixou Berlim para começar a trabalhar na clínica de Lindenburg.

                                          Ela não tinha nenhuma experiência de enfermeira, mas sua entrega e seu amor quase maternal logo transformaram o asilo num autêntico Lar. À exceção do diretor, todas as pessoas da clínica de Lindenburg eram católicas. Um dos sacerdotes que vinha visitar os doentes ofereceu-lhe um catecismo da Igreja Católica. Nele, ela encontrou o que até então ela chamava de “sua religião pessoal”. E assim começou rapidamente a preparar, em segredo, a sua conversão.

                                          O diretor acabou por descobrir as intenções de Ana Maria. Mandou-a de volta para casa, mas voltou a chamá-la algumas semanas mais tarde. Aí, quando Ana Maria se preparava para subir no trem com destino a Colônia, seu pai a exortou de não se converter ao catolicismo. Ela lhe prometeu unicamente “Que tal não aconteceria hoje ou amanhã”.  Quando Ana Maria fez a sua profissão de fé na Igreja Católica, em 30 de Outubro de 1888, deixou para trás todo o seu passado.

                                          Desaprovada pelo seu pai, despedida de Lindenburg, Ana Maria colocou toda a sua confiança em Deus. Apesar de se ter proposto para vários empregos, ela não conseguia um outro trabalho, porque seu diretor tinha feito uma carta de recomendação pouco favorável. A partir de então, ela se viu sem trabalho e sem casa. Graças à ajuda de amigos católicos, Ana Maria foi recebida num convento, onde também se cuidava de pessoas de idade.

                                          Todas as tardes e todas as noites, Ana Maria vinha junto ao Senhor, frente ao altar do Santíssimo Sacramento, fortalecendo assim os laços que a uniam ao seu Divino Esposo. Continuava, no entanto, a sua séria procura de trabalho.

“Senhor, segundo a Vossa vontade, mandai-me a trabalhar para a salvação das almas aonde quiserdes. Escutai o ardente desejo da minha alma de poder demonstrar o meu amor e aminha gratidão. (…) meu Deus, se for possível, não me mandeis para Berlim, seja porém feita a Vossa vontade e não a minha.” (A.p.71)

                                          Era deste modo que Ana Maria rezava todos os dias. Desejava entrar numa ordem religiosa, mas tinha constantemente aquilo a que chamava “tentações do orgulho” de fundar a sua própria Congregação. Ela não podia partilhar com ninguém esta sua idéia. Esperava que entrando numa comunidade, esta provação desaparecesse. Os seus confessores sabiam que Deus a chamava para o seu serviço, mas aconselharam-na de não entrar numa ordem já existente. Passados 10 meses, ela recebeu então uma carta da Condessa de Savigny, uma católica fervorosa que vivia em Berlim, e que lhe propunha trabalho de dama de companhia. Apesar da sua tristeza à idéia de deixar Colônia, Ana Maria aceitou.

                                          Acompanhando a Condessa de Savigny nas suas viagens, Ana Maria começou a ler A Vida de Santa Teresa de Jesus, uma santa que tinha reformado o Carmelo no século XVI. A humildade de Teresa, o seu amor por Deus, o seu desejo ardente de salvar almas e o seu heroísmo correspondiam perfeitamente a Ana Maria. Desde então ela queria uma só coisa: entrar no Carmelo. Mas, uma vez mais o seu confessor a dissuadiu, e ela continuou a resistir à “sua tentação”. Quando o seu confessor partiu para as missões, Ana Maria procurou o conselho de um outro padre. As palavras dele foram libertadoras: “Pare de resistir à graça!”(A.p.98).

                                          Ana Maria começou desde logo a trabalhar naquilo para que se sentia chamada. Em Berlim, ela tinha presenciado o grande desespero das crianças sem casa. colocou-se em contato com o Delegado Episcopal de Berlim, e, obteve autorização para abrir um Lar para crianças. Com 500 marcos, que a Condessa lhe tinha dado em sinal de agradecimento, Ana Maria abriu o primeiro Lar São José, a 2 de Agosto de 1891. Começou por instalar três crianças, uma educadora e uma empregada doméstica, em alguns quartos de um prédio antigo, situado em “Pappelallee.” As crianças a chamavam “Mãe” e muito rapidamente passou a ser conhecida como “Mãe da Pappelallee”. Mas ainda faltava algo: a presença eucarística. Ana Maria não se cansava de rezar: “Senhor, se virdes, eu venho também.” (A.p.111),  e estava firmemente decidida a só se instalar no Lar São José, quando o Santíssimo Sacramento aí estivesse presente.

                                                                             A Eucaristia se tinha tornado o centro da vida e do trabalho de Madre Maria Teresa de São José. Na capela de Colônia, passou horas e horas rezando silenciosamente a Jesus, “o Amado da sua alma”. Frente ao Sacrário, na sua união pessoal com Cristo, Madre Teresa de São José encontrava alegria, paz, e o mais profundo amor que um coração humano pode experimentar.

“Deus inflamou o meu coração com tanta veemência de amor, que todo o sofrimento que a graça de Deus mais tarde me mandou ou permitiu que caísse sobre mim, não me parecia mais que uma gota de água que cai em cima de um ferro incandescente”. (A.p.65)

Com Jesus e por seu amor, ela estava pronta para tudo suportar, mas a sua ausência era para ela uma verdadeira tortura.

“Coração de Jesus, ninguém pode compreender como anseio por Vós. Ninguém é capaz de contar as lágrimas de desejo que chorei por Vós. Senhor, se virdes, eu venho também!” (A.p.)

                                           Era esta a sua oração constante. Era a fonte que alimentava todas as sua atividades apostólicas.

                                          O Amor nunca é estéril. A sua força criativa expande-se. Madre Maria Teresa desejava reunir outras pessoas à volta da Fonte de Amor que ela tinha encontrado. Só assim, bebendo constantemente desta fonte, é que ela própria e as outras jovens que se tinham juntado a ela, poderiam  se tornar instrumentos de Deus.

                                          A 8 de Dezembro de 1891, Cristo veio morar na “Pappelallee”. Para Ana Maria foi “o dia mais feliz da sua vida”.

“As nossa almas ganham vida nova na grande fonte de amor que é o SS. Sacramento e todos os dias se reacendem no fogo do Divino Amor que nunca descansa, mas que espalha ao redor de si as suas centelhas que são as obras de caridade em que Ele se consume.” (A.p.402)

                                          Em 1897, mais de quarenta jovens se tinham já associado à obra de Madre Teresa servindo nos Lares São José. Para além dos dois Lares de crianças em Berlim, havia ainda mais dois em Boêmia e um outro em Oldenburg. Em Berlim, ela abriu também um centro para os padres que trabalhavam ou estudavam nesta cidade. No entanto, Madre Maria Teresa não fundava os Lares São José para serem somente instituições sociais. Em 1891, contemplando a beleza de um pôr-do-sol, ela compreendeu a razão de ser das suas fundações: “A consagração das Servas do Divino Coração de Jesus a: I – expiação dos pecados, II – Santificação pessoal, III – Salvação das almas” (A.p.99). Ela tinha conhecido o Carmelo através de santa Teresa de Jesus, e tinha encontrado no zelo e nas orações dos santos do Carmelo, que tinham oferecido suas vidas como vítimas de Amor pela salvação das almas e glória da Igreja, uma fonte de inspiração para a sua própria vocação. A sua Congregação deveria seguir a espiritualidade carmelita. Santa Teresa tinha aberto o caminho.

                                          A partir de Novembro de 1896, Madre Maria Teresa e a sua comunidade cuidam das crianças e fazem missão nos domicílios, observando ao mesmo tempo a regra Primitiva da Ordem de Nossa Senhora do Monte Carmelo.

                                          Tal como a sua mãe espiritual, Santa Teresa de Jesus , a maior  alegria da Madre Maria Teresa era a de ser filha da Igreja . A sua humildade era  imensa ao se aperceber que Deus a tinha chamado a si, “uma filha do deserto”, para fundar uma comunidade religiosa, e para guiar outras mulheres já nascidas no seio da Igreja. Como uma verdadeira filha da Igreja, sempre se mostrou fiel e obedeceu aos bispos e aos ensinamentos da Igreja. A “voz do Bispo” representava para ela o “voz de Deus”, mesmo quando se tratava de encerrar um convento ou um Lar.

                                          Madre Maria Teresa viu a Igreja ser perseguida e devendo fazer face a inúmeros entraves. Em profunda união com o Sagrado Coração de Jesus, os sofrimentos e a glória do Corpo Místico de Cristo – a Igreja – tornam-se seus próprios sofrimentos e sua glória.

                                          Em 1897, Madre Maria Teresa esperava obter do Cardeal Kopp, Bispo de Breslau (de que Berlim dependia nessa altura), o reconhecimento da sua fundação como Congregação religiosa. Apesar de financiar o trabalho das Irmãs, o prelado continuou inflexível e recusou a aprovação canônica da Congregação. Seguindo os conselhos de um padre, Madre Maria Teresa decidiu ir procurar ajuda a Roma. Lá, encontrou o Padre  Geral da Ordem do Carmelo, e expôs-lhe o seu desejo de reunir numa mesma espiritualidade os dois aspectos do espírito do Carmelo – oração contemplativa e zelo apostólico  – para responder às necessidades da época. Esta iniciativa entusiasmou de tal maneira o Superior Geral que ele abençoou o seu escapulário e a ajudou a obter uma carta de recomendação do Cardeal Parocchi, protetor da Ordem do Carmelo.

                                          Contudo, devido a situação tensa que se vivia na Igreja da Alemanha, o Cardeal Kopp continuou a recusar considerar como religiosas as irmãs que trabalhavam nos Lares São José. Madre Maria Teresa começou a procura de um bispo que aceitasse receber as suas noviças e criar uma Casa Mãe em sua diocese. Durante seis anos, viajou desde a Baviera até à Holanda, passando pela Inglaterra e pela Itália. Por duas vezes obteve autorização de fundar uma Casa Mãe, mas circunstâncias adversas a obrigaram a deixar essas dioceses, fechando os noviciados antes mesmo que as irmãs pudessem pronunciar os seu votos.

                                          Finalmente, em 1904, em Rocca di Papa, Itália, surge a Casa Mãe. Aí se manteve durante  18 anos, tendo sido transferida para Sittard depois da primeira Guerra Mundial.

                                          Em Berlim, um grande número de padres e outros católicos criticaram severamente Madre Maria Teresa no seu desejo de criar uma nova Congregação religiosa. As jovens, que tinham intenção de entrar para a comunidade, ou ajudá-la eram constantemente dissuadidas. A calúnia e a difamação dos opositores pareciam vir de todo o lado, onde quer que Madre Maria Teresa se instalasse. Mas nunca ela retorquiu dizendo mal deles. Durante todos esses anos, teve que enfrentar a solidão, o afastamento da sua família, a doença e a pobreza.

                                          O sofrimento tinha-se tornado para Madre Maria Teresa uma fonte de alegria profunda, pois era um meio que ela utilizava para unir sua alma a Deus, e para, com o Salvador, participar na redenção do mundo.

                                          Ao fundar as Carmelitas do Divino Coração de Jesus, Madre Maria Teresa entregou-se inteiramente a Deus como vítima do seu amor. Passou a sua vida servindo os pobres e rezando, trabalhando e sofrendo pela salvação das almas e pela liberdade da Igreja . Em 1930, o trabalho e o sacrifício de Madre Maria Teresa foram coroados pela aprovação de sua Congregação pelo Papa Pio XI.

                                          Madre Maria Teresa percorreu a Europa e os Estados Unidos para fundar os Lares para as crianças, e mais tarde os Lares para os idosos. Os últimos anos de sua vida, passou-os em Sittard (Países Baixos), dirigindo a Congregação a partir da Casa Mãe, aí estabelecida desde 1922.

                                          Apesar de muito enfraquecida fisicamente e quase cega, passava largas horas em oração, de joelhos, frente ao Santíssimo Sacramente, e continuou sempre meiga e atenciosa para com as suas Irmãs.

                                          Antes de morrer, a 29 de Setembro de 1938, deixou às suas Irmãs, como sendo sua última vontade e testamento, uma linda declaração:

“Tudo o que Deus faz é bem feito. Seja sempre louvado e exaltado o Senhor” (A.P.445).

                                          Na noite em que morreu, madre Maria Teresa pediu que lhe trouxessem a relíquia, o crucifixo que a tinha acompanhado durante todas as suas viagens. Desde esse momento e até seu último suspiro não mais a largou. Então, de repente, ritmando as sílabas com o dedo, foi dizendo o que seria suas últimas palavras à Comunidade: “ Tudo – o – que – Deus – faz – é – bem – feito -. Seja – sempre – louvado  – e – exaltado – o – Senhor!” (A.p.445).

                                          Foi como um último raio de sol de um fim de tarde, esta sua exortação final antes de deixar a terra. Durante toda a noite, só teve uma oração: “Tenho de voltar à casa do pai! Deixem-me ir para a casa!” (A.p.445).

ORAÇÃO
Deus, nosso pai, a Bem-aventurada Maria Teresa de São José, dedicou sua vida pela expansão do Vosso Reino.
Nós Vos agradecemos, porque sempre de novo existem pessoas, que querem seguir Vosso Filho de maneira incondicional tanto quanto possível, ainda que com isso suas vidas se tornem uma Via Sacra. Madre Maria Teresa foi instrumento em Vossa mão. Ela queria dar proteção às crianças que não tinham Lar, aos solitários queria dar calor e amor, a todos os sofredores consolo e ajuda.
Antes de sua morte ela expressou o desejo: “Do alto dos céus poder ainda enxugar lágrimas, curar as feridas das almas”. Por sua intercessão nós Vos pedimos, Pai todo-poderoso e amoroso, que nos ajudeis em nossa necessidade….. Aceitai nossa oração e dai-nos a grande graça, de nos deixarmos guiar por Vós, durante toda a nossa vida. Isso Vos pedimos por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém.

As graças recebidas por intercessão da Beata Madre Maria Teresa de São José devem ser comunicadas na casa provincial do Brasil:

 Casa Nossa Senhora do Carmo – Rua Gaspar Gomes da Costa, nº 683

B. Cidade Nova Jacareí, Jacareí – SP – CEP: 12 300 – 970 – Cx postal 11

Tel: (12) 3956 -1080  –  E-mails: carmelojacarei@uol.com.br –  vocarmo@ig.com.br

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Fonte: Vaticano

MADRE TERESA DE SÃO JOSÉ (1855-1938)

 Fundadora da Congregação das Carmelitas do Divino Coração de Jesus

Madre Maria Teresa de São José nasceu em Sandow, na Marca de Brandemburgo (actualmente Polónia), no dia 19 de Junho de 1855. Filha de um pastor luterano, viveu numa família muito empenhada nas diversas actividades pastorais e caritativas. Em 1865, a família transferiu-se para Berlim. Ali, Ana Maria começou a sentir-se mal, tendo que deixar a escola, que retomou mais tarde com muita fadiga. Pela pouca saúde e em vista de continuar os estudos, em 1870 os pais decidiram mandá-la para uma escola rural. Lá, entre pessoas muito devotas, nasceu em Ana Maria o desejo de se tornar “religiosa”. Vivendo em contacto com a natureza, restabeleceu-se rapidamente e o seu temperamento tímido tornou-se mais aberto. Em 1874, devido ao falecimento da mãe, Ana Maria assumiu a responsabilidade da família. Após cinco anos, quando o pai casou novamente, ela pôde actuar o desejo há muito tempo cultivado: constituir uma associação de moças que se dedicassem aos trabalhos manuais, que vendidos, ajudariam as Missões.

Com a finalidade de oferecer a Deus um grande sacrifício, aceitou o cargo de Directora do manicómio da cidade de Colónia. Estando em contacto com os dementes de todo género, experimentou provações inenarráveis e ali esperava-a a revelação plena da doutrina católica, a qual desde sempre tinha desejado.

Contra a vontade do pai, em 30 de Outubro de 1888 foi recebida oficialmente na verdadeira Igreja na igreja dos Santos Apóstolos em Colónia. O desejo de se consagrar completamente a Deus aumentava insistentemente e, após ter lido a autobiografia de Santa Teresa D’Ávila, orientou-se para a vida do Carmelo, mas o seu confessor disse-lhe que a sua estrada não era a de entrar num convento já existente. De facto, sentia-se inspirada a dar origem a uma Congregação que, embora embebida do espírito carmelita de oração e reparação, se dedicasse também à assistência de crianças órfãs, pobres e abandonadas.

Deixou a Alemanha enfrentando inúmeras dificuldades e, depois de muito peregrinar, chegou à Itália. No ano de 1904, em Rocca di Papa, nos arredores de Roma, o Cardeal Satolli, Titular de Frascati, deu-lhe a permissão de comprar uma velha casa que se tornaria, após muitas vicissitudes, a primeira Casa-Mãe do Carmelo do Divino Coração de Jesus. Madre Teresa e as suas primeiras companheiras emitiram os primeiros votos religiosos válidos segundo o direito canónico em 3 de Janeiro de 1906. Desde então, as “Casas de São José” multiplicaram-se e difundiram-se na Alemanha e na América do Norte. Em 1920 abriu uma Casa-Mãe em Sittard, na Holanda.

Faleceu santamente no dia 20 de Setembro de 1938. A fama de santidade de Madre Maria Teresa divulgou-se a tal ponto que em 2 de Fevereiro de 1953, em Sittard, foi aberto o processo informativo. Depois da redacção da Positio super virtutibus em 1992, o processo foi interrompido devido à falta de um milagre. Tinham muitos pedidos atendidos e também curas milagrosas, mas os doutores não atestaram a natureza sobrenatural das curas. Somente em 2002, depois da Páscoa, quando levaram as actas diocesanas do milagre à Congregação para as Causas dos Santos, colocaram a Madre Tauscher imediatamente em primeiro lugar para ir ao Congresso.

A 20 de Dezembro de 2002 foi promulgado o Decretum super virtutibus em presença de JoãoPaulo II em Roma.

O processo diocesano sobre a confirmada cura milagrosa de uma senhora, em 16 de Dezembro de 1996, por intercessão da Serva de Deus Maria Teresa de São José, realizou-se na Diocese de Roermond e as actas foram entregues ao Card. José Saraiva Martins, Prefeito da Congregação das Causas dos Santos, a 6 de Abril de 2002 pelo Postulador da causa, Bonifácio Honings, O.C.D.

No dia 19 de Dezembro de 2005, o Santo Padre Bento XVI autorizou o Card. Saraiva Martins a promulgar o decreto sobre o milagre.

A Conferência Episcopal do Quênia decidiu lançar o fundo de emergência (Catholic Charity Emergency Fund) e dirigiu um apelo pela adesão à iniciativa (Agência Fides)

Fonte: Agência Fides

ÁFRICA/QUÊNIA – Os Bispos do Quênia lançam um fundo de emergência para ajudar as populações vítimas da seca

Nairóbi (Agência Fides)- “Estamos todos profundamente preocupados com a crise provocada pela seca e o sofrimento de tantos quenianos. Nossa preocupação se dirige a milhões de pessoas indefesas que correm o risco de morrer de fome e às muitas comunidades que perderam seus meios de subsistência” – afirmam os Bispos do Quênia em um comunicado no qual apresentam um fundo nacional em favor das populações atingidas pela seca que está castigando vários países da África do leste.
Enquanto a situação mais dramática é a da Somália, o Quênia também sofre duramente a crise alimentar, não só porque recebe em seu território centenas de milhares de somalis em fuga de seu país, mas também porque a seca atingiu diversas áreas de seu território.
A mensagem da Conferência Episcopal do Quênia afirma que as pessoas mais vulneráveis são: pastores das regiões do norte, nordeste, noroeste e sul; as famílias mais pobres que vivem da agricultura de subsistência nas planícies costeiras e nas regiões do sudeste.
Segundo os Bispos, a seca causada pela escassez de chuvas de 2010 e deste ano provocou a carência de alimentos, o forte aumento dos preços dos gêneros alimentares, a falta de água, migrações e conflitos; desnutrição, evasão escolar de crianças e perda de bovinos”.
A Conferência Episcopal do Quênia decidiu lançar o fundo de emergência (Catholic Charity Emergency Fund) e dirigiu um apelo pela adesão à iniciativa. Estão sendo organizadas coletas de alimentos em paróquias, escritórios diocesanos e outras estruturas da Igreja.
(L.M.)
(Agência Fides 4/8/2011)

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Fonte: KEC  – Kenya Episcopal Conference- http://www.catholicchurch.or.ke/index.php?option=com_content&view=article&id=275:to-you-dear-catholics-friends-and-all-people-of-goodwill-&catid=114:latest&Itemid=275

Drought Emergency Response Fund For Kenya 2011: Appeal For Contribution

Monday, 01 August 2011 00:00 Very Rev. Fr. Vincent Wambugu News Flash Latest
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To You Dear Catholics, Friends and all People of Goodwill,

Greetings and cordial regards from the Kenya Episcopal Conference.


Situation at TurkanaI wish to communicate to you by mandate of His Eminence John Cardinal Njue, Chairman-KEC, Bishop Martin Kivuva-Chairman Caritas Kenya and all Most and Rt. Rev. Bishops.

As you all are aware, Kenya is facing a very difficult time as a result of the drought which has hit the country following the failure of the 2010 short rains and the 2011 long rains.  The current drought situation in Kenya is characterized by food shortages, increasing food prices, lack of water, migration and conflict, malnutrition, children dropping out of school, starvation and death of livestock.

We are all deeply concerned by this crisis and the suffering of many Kenyans as a result of the current drought. Our concern is that of the millions of vulnerable people who are facing the risk of starvation and the loss of livelihoods of many communities as a result of the crisis.

The most affected area as reported by the media and other sources includes;-

•    Pastoralists in the north, northeast, northwest, and the south (Maasai rangelands)
•    Marginal agricultural households in the coastal and south-eastern lowlands

situation at TurkanaThe Situation at TurkanaIt is in this light that I appeal to you all to join hands in solidarity to ensure that these Kenyans do not continue suffering from starvation and hunger, through food donations and financial support.

Food donations can be channeled through our Outstations, Parishes, Diocesan Offices and other Church Structures. Financial contributions/donations can be sent to the following account:-

KEC- Catholic Charity Emergency Fund, Kenya

Kenya Commercial Bank,

A/C No. 016200646352

Sarit Centre Branch

You can also channel your donation through our Mpesa business line: 560702.

Caritas Kenya, the Development and Social Services Commission of the KEC is taking lead in coordinating and implementing this appeal.

For all communications and inquiries please contact Caritas Kenya on the following addresses:

caritaskenya@catholichurch.or.keThis e-mail address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it   , skituku@catholicchurch.or.keThis e-mail address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it , info@caritaskenya.orgThis e-mail address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it

Mobile Phone No:     0727 802 810

0721 583918 (Mr. Stephen Kituku),

0726 834088 (Mr. Samson Malesi)

Fax: 020 4442 910

I appeal for your generosity and kindness towards assisting all those affected by this drought. Your support and donation will be appreciated. Remember you contribution will go a long way in saving a life in Kenya.

The needs of the affected people are so great. Your emergency gift today will help increase the church’s response to this crisis.

His Eminence and the Excellencies assure you of their prayers and solidarity.

Yours sincerely,

Signed for by mandate of His Eminence John Cardinal Njue, Chairman-KEC

Very Rev. Fr. Vincent Wambugu

Secretary General

Kenya Episcopal Conference

+ His Eminence John Cardinal Njue,

Chairman Kenya Episcopal Conference.

Cc:

1.    Rt. Rev. Martin Kivuva

Chairman

Caritas Kenya

2.    Mr. Stephen Kituku

National Executive Secretary

Caritas Kenya

…..

Publicado em KEC (Home)- http://www.catholicchurch.or.ke/index.php