O humano vem sendo substituído pelo artifício, e nem mesmo os sentimentos, as emoções estão fora de seu alcance. O mundo virtual está mudando, em sentido geral, a noção do que é viver em uma perspectiva ampla… A Ciência tem se mostrado em muitos campos, um bem para a Humanidade. Mas sabemos que, em geral, oculta conteúdos nefastos ao longo de seu desenvolvimento. Este blog é uma tentativa, e ao mesmo tempo, uma proposta de autopreservação tanto emocional quanto espiritual. Quanto aos visitantes do blog "Castelo Interior", penso que o legado de Santa Teresa, bem como as contribuições da cristandade podem propiciar este "cuidado interior". Aliás, um cuidado vital que envolve nossas mentes, nossas almas. O título do blog é uma reverência à vida e à obra de Santa Teresa de Jesus (Ávila). Suas leituras me inspiraram, e mais que isto, continuam me ensinando a viver neste tempo caótico, a interpretá-lo à luz da Fé. A partir do que compreendi de seus escritos "Castelo Interior" e "Livro da Vida", e os mais breves (estou no início de "Caminho da Perfeição"), me lancei à proposta de uma "mescla" entre Jornalismo, Literatura (suas Obras, por excelência, através da análise de estudiosos carmelitanos descalços, principalmente), com abertura para textos clássicos católicos, e artigos universais e relevantes, segundo a ótica da doutrina católica. Por fim, acredito que a produção de Santa Teresa de Ávila evidenciará o quanto sua produção nos insere em uma inevitável espiral de espiritualidade. Seu tempo, como o nosso, estava impregnado de perigos extremos – tanto para o corpo, quanto para a alma. Entretanto, esta Doutora da Igreja deixou-nos, em seus três principais escritos, a essência de seu pensamento: "Nada te turbe, nada te espante. Tudo se pasa. Dios no se muda. La paciencia todo lo alcanza. Quien a Dios tiene nada le falta. Sólo Dios basta!" (Santa Teresa de Jesus). Este blog foi criado em 2007 e não tem fins comerciais.
A Semana Santa que inclui o Tríduo Pascal, visa recordar a Paixão e a Ressurreição de Cristo, desde a sua entrada messiânica em Jerusalém.
EVANGELHO (São Lucas 19, 28-40)
Naquele tempo, 28Jesus caminhava à frente dos discípulos, subindo para Jerusalém. 29Quando se aproximou de Betfagé e Betânia, perto do monteperto do monte chamado das Oliveiras, enviou dois de seus discípulos, dizendo: 30“Ide ao povoado ali na frente. Logo na entrada encontrareis um jumentinho amarrado, que nunca foi montado. Desamarrai-o e trazei-o aqui. 31Se alguém, por acaso, vos perguntar: ‘Por que desamarrais o jumentinho?’, respondereis assim: ‘O Senhor precisa dele’”. 32Os enviados partiram e encontraram tudo exatamente como Jesus lhes havia dito. 33Quando desamarravam o jumentinho, os donos perguntaram: “Por que estais desamarrando o jumentinho?” 34Eles responderam: “O Senhor precisa dele”. 35E levaram o jumentinho a Jesus. Então puseram seus mantos sobre o animal e ajudaram Jesus a montar. 36E enquanto Jesus passava, o povo ia estendendo suas roupas no caminho. 37Quando chegou perto da descida do monte das Oliveiras, a multidão dos discípulos, aos gritos e cheia de alegria, começou a louvar a Deus por todos os milagres que tinha visto. 38Todos gritavam: “Bendito o rei, que vem em nome do Senhor! Paz no céu e glória nas alturas!” 39Do meio da multidão, alguns dos fariseus disseram a Jesus: “Mestre, repreende teus discípulos!” 40Jesus, porém, respondeu: “Eu vos declaro: se eles se calarem, as pedras gritarão”.
Palavra da Salvação. Glória a vós, Senhor!
MEDITANDO O EVANGELHO DO DIA
“Como nos amastes, ó Pai Bondoso!… Entregaste teu Filho Único à morte por nós, ímpios pecadores! Como nos amastes! Foi por nosso Amor que Ele, não tendo como usurpação o ser igual a Vós, se fez por nós obediente até a morte e morte de cruz, Ele, o Único que, entre os mortos, estava isento da morte, o Único que tinha Poder de entregar a Vida e de retomá-la! Foi, diante de Vós, o nosso Sacerdote e sacrifício: e foi Sarcedote por que foi sacrifício. De escravos fez-nos vossos filhos; e serviu-nos, apesar de ter nascido de Vós. Com razão Nele coloco toda a minha firme confiança, esperando que curais todas as minhas enfermidades por intermédio Daquele que, sentando à Vossa Direita, intercede por nós. Sem Ele eu desesperaria! Ah! São muitas e grandes as minhas fraquezas, mas maior é o Poder da Vossa Medicina.”(Santo Agostinho)
Vaticano diz que “ninguém fez tanto” contra a pedofilia quanto Bento XVI
Sáb, 27 Mar, 02h58
Juan Lara
Cidade do Vaticano, 27 mar (EFE).- “Ninguém fez tanto” como Bento XVI na luta contra os abusos sexuais contra menores por parte de sacerdotes, afirmou hoje o jornal vaticano “L’Osservatore Romano”, que publicou as declarações do cardeal de Westminster, Vincent Nichols, em defesa do Pontífice.
O religioso disse que o papa introduziu grandes mudanças no direito da Igreja em sua época de cardeal prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, entre elas a inclusão do Direito Canônico do delito contra as crianças cometido através da internet.
Outras medidas foram a extensão dos delitos de abusos de crianças até os 18 anos, a renúncia caso por caso da prescrição e a elaboração de um sistema para a redução rápida do estado clerical dos sacerdotes acusados.
“O papa não é um observador ocioso, suas ações falam tanto como suas palavras”, afirmou Nichols em sua defesa de Bento XVI.
Segundo o jornal, o Cardeal afirmou que desde 2001 na Inglaterra e Gales a política seguida pelos bispos é a de informar a Polícia e os serviços sociais de todas as acusações de abusos de crianças, independente do tempo transcorrido.
Ele completou que os abusos sexuais contra menores são inaceitáveis e que a Igreja Católica cometeu “erros graves”.
Hoje o cardeal vigário para o estado da Cidade do Vaticano, Angelo Comastri, pediu que os fiéis dediquem todas as suas preces e o rosário a Bento XVI “neste momento difícil”, em referência as acusações feitas por vários meios de comunicação de que o papa supostamente ocultou casos de pedofilia.
O novo porta-voz do vaticano, Federico Lombardi, também saiu hoje em defesa de Bento XVI e afirmou que os “ataques midiáticos” aos padres pedófilos causaram um grande dano à Igreja, e que a autoridade do papa e o compromisso da Santa Sé para lutar contra esses abusos “saem fortalecidos”.
O porta-voz afirmou que a atenção que a imprensa internacional deu aos casos dos padres pedófilos denunciados na Europa nos últimos dias “não é uma surpresa”. Há pouco tempo o papa publicou uma carta para os católicos da Irlanda, outro país onde se registraram centenas de abusos sexuais contra menores.
Lombardi reconheceu que embora esses casos tenham acontecido há dezenas de anos atrás, “reconhecê-los é o preço para restabelecer a Justiça e purificar a memória. Permite olhar com um compromisso renovado, com humildade e confiança, para o futuro”.
Segundo o porta-voz, as respostas que estão chegando das diferentes conferências episcopais, entre elas a dos Estados Unidos, sobre medidas para uma gestão correta e a prevenção dos abusos são uma “boa notícia”.
Nos últimos dias o papa se viu cercado pelo assunto depois que o jornal “New York Times” afirmou que quando era o encarregado da Congregação para a Doutrina da Fé ele encobriu o sacerdote americano Lawrence C. Murphy, acusado de abusar sexualmente de mais de 200 menores entre 1950 e 1970 em uma escola para crianças surdas do estado de Wisconsin.
O “New York Times” também afirmou ontem que na década de 1980, quando Ratzinger era arcebispo de Munique, ele autorizou que um sacerdote com antecedentes de pedofilia e que tinha sido expulso por isso do bispado da cidade alemã de Essen, trabalhasse na capital bávara.
Lombardi e os meios de comunicação da Santa Sé desmentiram categoricamente essas informações e denunciaram uma “campanha ignóbil” para golpear o papa Ratzinger “custe o que custar”.(Agência EFE)
São Miguel Arcanjo,
protegei-nos no combate,
defendei-nos com o vosso escudo
contra as armadilhas
e ciladas do demónio.
Deus o submeta,
instantemente o pedimos;
e vós, Príncipe da milícia celeste,
pelo divino poder,
precipitai no inferno a Satanás
e aos outros espíritos malignos
que andam pelo mundo
procurando perder as almas.
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Ámen.
[Nota: O Papa Leão XIII, durante a celebração de uma missa particular, teve uma visão segundo a qual soube que o Demónio pediu permissão para submeter a Igreja a um período de provações. Deus concedeu-lhe permissão para provar a Igreja por um século (este século). Assim que o Demónio se afastou, Deus chamou Nossa Senhora e São Miguel Arcanjo e lhes disse:
“Dou-vos, agora, a incumbência de contrabalançar a obra nefasta do Demónio.”
O Papa a seguir compôs a oração a São Miguel Arcanjo, ordenando depois que fosse rezada de joelhos, no fim de cada Santa Missa.
A esta informação agrego outra: o Papa Leão XIII, na Missa referida acima, teria ficado pálido por ouvir a conversação entre Deus e o demônio, e além disso, após a bênção final, ter acompanhado a aparição do Maligno (a quem Jesus se refere). Nesta visão, Satã caminhava entre as pilastras, ao fundo da catedral. Logo a seguir, o Papa, como um ser humano normal, adentra a Sacristia, de acordo com relatos, apavorado. Ajoelha-se imediatamente no genuflexório, e pede ao padre que o auxiliava que registrasse no papel suas palavras. O escrito resultou na oração que conhecemos como “Oração a São Miguel Arcanjo”, publicada mais acima, neste post.
Nosso século é materialista, lógico, mas a Igreja Católica afirma que este evento é extraordinário (e outros), e por tal razão os denomina como “visão mística”. Na História da Igreja Católica há milhares deles, e foram reconhecidos como tal porque em nada contradizem os cânones (as Escrituras Sagradas, a Tradição Apostólica, o Direito Canônico).
Parece que chegou o momento de atentarmos para o combate espiritual severo que este pontífice, o Papa Bento XVI está travando, praticamente sem trégua. Façamos o que ele nos pediu logo que assumiu seu Pontificado: “Rezem por mim”. Afinal, somos membros do Corpo de Cristo, que é a Igreja Católica.
Que Deus dê ao Papa Bento XVI fortaleza na sua difícil tarefa e, quanto a nós, que o Espírito Santo nos alerte e ilumine para que não deixemos de lado a parte que nos cabe neste combate. Ainda que esta batalha seja visível, lembremos das exortações de São Paulo para o fato de que não lutamos contra a a”carne” e sim contra “potestades”. No entanto, nada devemos temer, já que a vitória já foi conquistada por Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Amém.
Lobby laicista contra Papa: grande boato do “New York Times”
Por Massimo Introvigne
ROMA, quinta-feira, 25 de março de 2010 (ZENIT.org).- Se existe um jornal que me vem à mente quando se fala de lobbies laicistas e anticatólicos, este é o New York Times. No dia 25 de março de 2010, o jornal de Nova York confirmou esta vocação sua com um incrível boato relativo a Bento XVI e ao cardeal secretário de Estado, Tarcisio Bertone.
Segundo o jornal, em 1996, os cardeais Ratzinger e Bertone teriam ocultado o caso – indicado à Congregação para a Doutrina da Fé pela arquidiocese de Milwaukee – relativo a um padre pedófilo, Lawrence Murphy. Incrivelmente – após anos de esclarecimentos e depois que o documento foi publicado e comentado amplamente em meio mundo, desvelando as falsificações e erros de tradução dos lobbies laicistas –, o New York Times ainda acusa a instrução Crimen sollicitationis, de 1962 (na verdade, 2ª edição de um texto de 1922) de ter agido para impedir que o caso Murphy fosse levado à atenção das autoridades civis.
Os fatos são um pouco diferentes. Por volta de 1975, Murphy foi acusado de abusos particularmente graves e desagradáveis em um colégio para menores surdos. O caso foi imediatamente denunciado às autoridades civis, que não encontraram provas suficientes para proceder contra Murphy. A Igreja, nesta questão mais severa que o Estado, continuou com persistência indagando sobre Murphy e, dado que suspeitava que ele fosse culpado, limitou de diversas formas seu exercício do ministério, apesar de que a denúncia contra ele tinha sido arquivada pela magistratura correspondente.
Vinte anos depois dos fatos, em 1995 – em um clima de fortes polêmicas sobre os casos dos “padres pedófilos” –, a arquidiocese de Milwaukee considerou oportuno indicar o caso à Congregação para a Doutrina da Fé. A indicação era relativa a violações da disciplina da confissão, matéria de competência da Congregação, e não tinha nada a ver com a investigação civil, que havia sido levada a cabo e que havia sido concluída 20 anos antes. Também é preciso observar que, nos 20 anos precedentes a 1995, não houve nenhum fato novo nem novas acusações feitas a Murphy. Os fatos sobre os quais se discutia eram ainda aqueles de 1975.
A arquidiocese indicou também a Roma que Murphy estava moribundo. A Congregação para a Doutrina da Fé certamente não publicou documentos e declarações 20 anos depois dos fatos, mas recomendou que se continuasse limitando as atividades pastorais de Murphy e que lhe fosse pedido que admitisse publicamente sua responsabilidade. Quatro meses depois da intervenção romana, Murphy faleceu.
Este novo exemplo de jornalismo lixo confirma como funcionam os “pânicos morais”. Para desonrar a pessoa do Santo Padre, desenterra-se um episódio de 35 anos atrás, conhecido e discutido pela imprensa local já na década de 70, cuja gestão – enquanto era da sua competência e 25 anos depois dos fatos – por parte da Congregação para a Doutrina da Fé foi canônica e impecável, e muito mais severa que a das autoridades estatais americanas.
De quantas destas ‘descobertas’ ainda temos necessidade para perceber que o ataque contra o Papa não tem nada a ver com a defesa das vítimas dos casos de pedofilia – certamente graves, inaceitáveis e criminais, como Bento XVI recordou com tanta severidade –, mas que tenta desacreditar um pontífice e uma Igreja que incomodam os lobbies pela sua eficaz ação de defesa da vida e da família? (ZENIT-25.03.2010))
Na humildade e no recolhimento de um lar de Nazaré se passou o mais transcendente acontecimento da História.
Quando a Santíssima Virgem respondeu ao Arcanjo São Gabriel “Faça-se em mim segundo a tua palavra” (São Lucas, 1,38), o próprio Verbo de Deus, a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, “se fez carne e habitou entre nós” (São João, 1,14).
Tinha assim início o processo de Redenção do gênero humano, o qual culminaria no Calvário, com a Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Fonte: “Cada dia tem seu Santo”, de A. de França Andrade – Artpress.
No site Flos Carmeli há um interessante resgate histórico sobre a Ordem Terceira e a Ordem do Carmo, que publico aqui, na íntegra, logo abaixo.
Dentro do espírito da Quaresma, também este site carmelita nos apresenta a especial devoção de Santa Teresinha do Menino Jesus à “Sagrada Face”. Esta, ao entrar no Carmelo Descalço passa a assinar seus escritos como “Ir. Teresa do Menino Jesus da Sagrada Face”. Hà uma boa razão para esta decisão. Sua piedade é profundamente espiritual em relação à imagem de Jesus que se mostra com os olhos semi-cerrados, e com uma coroa de espinhos cravada em sua cabeça, enfim, a própria face do sofrimento. Ela vê nesta imagem o uma analogia com o sofrimento humano, tanto na enfermidade quanto nas provações. Contemplava a “Sagrada Face”, que reproduziu a partir de um quadro,e colocou no cortinado de seu quarto, na condição de enferma.
Pessoalmente, vejo na imagem que Santa Verônica obteve ao colocar um lenço na face de Jesus, rumo ao Calvário, toda a decepção, toda tristeza que Ele sentiu pela carga pesadíssima de pecados da Humanidade, do passado, de seu tempo e dos tempos terríveis que viriam no futuro. Por certo, sabia da tendência futura quanto ao apego ao que é passageiro no mundo. Afinal, Ele mesmo afirmava que era o “Alfa e o Ômega”. Resta-nos refletir: o que somos nós neste mundo de aparências? O materialismo está nos tornando mais e mais miseráveis…
A Ordem Terceira do Carmo usufrui do carisma carmelita primitivo da Antiga Observância, ainda que partilhe a riqueza espiritual do ramo reformado por Santa Teresa de Ávila e São João da Cruz.
A instituição da Ordem Terceira do Carmo, depois também chamada de Venerável (devido ao fato de se tratar da maior ordem religiosa mariana), remonta ao tempo de São Simão Stock que, além de ter sido um importante instrumento na expansão da Ordem do Carmo, foi quem recebeu das mãos de Nossa Senhora o Escapulário, sob a promessa das graças que concedidas aos seus confrades que o usassem com devoção.
Nossa Senhora anunciou-lhe: “Meu filho muito amado: eis o escapulário que será o distintivo da minha Ordem. Aceita-o como um penhor de privilégio, que alcancei para ti e para todos os membros da Ordem do Carmo. Aquele que morrer vestido deste escapulário, estará livre do fogo do inferno“. A partir daí, São Simão Sotck passou a difundir, com toda a sua dedicação, esta piedosa devoção mariana pelo mundo inteiro, tendo inclusive sido ele que extendeu a devoção do do Escapulário aos leigos, e obtido, por parte da Rainha Celestial, especial proteção na fundação da confraria de Nossa Senhora do Carmo (no ano de 1251), acolhendo também os devotos leigos que passaram a participar dos grandes privilégios inerentes ao Escapulário.
O Beato João Soreth foi quem instituiu os conventos femininos das Irmãs Carmelitas de clausura e da própria Ordem Terceira do Carmo . Na realidade, tal deve-se ao fato de que, em meados do século XV, apesar dessas comunidades religiosas já existirem, estas viviam sem Regra definida e foi ele quem deu-lhes a devida forma canónica. Foi o Beato João Soreth quem, na primeira pessoa, empreendeu todos os esforços necessários e obteve do Papa a aprovação dos estatutos legais e o reconhecimento da Ordem das Irmãs Carmelitas de clausura e da Ordem Terceira do Carmo (sendo esta última composta maioritariamente por homens e mulheres leigos, mas que estão ligados espiritualmente, e de modo bastante particular, aos restantes membros da Ordem do Carmo).
Breve Histórico da Ordem do Carmo
Quanto à origem da ordem carmelitana, remonta tempos muito antigos. O culto especial e a devoção à Santa Mãe de Deus, remonta a origem da congregação carmelitana aos tempos do profeta Elias. Na Ordem Carmelitana, é guardada a tradição, na qual o profeta Elias, ao ver aquela nuvenzinha que se levantava no mar e a pegada d’homem, teria nela reconhecido a figura da futura Mãe do Salvador.
Segundo uma tradição, aprovada pela liturgia da Igreja (dia de Pentecostes), um grupo de homens devotos aos profetas Eliseu e Elias, foram preparados por São João Batista para o advento do Salvador, ocasião em que abraçaram o cristianismo e construíram junto ao Monte Carmelo, um santuário à SS. Virgem, no mesmo lugar onde Elias vira aparecer aquela nuvenzinha, anunciadora da fecundidade da Mãe de Deus.
Historicamente documentado, temos que no século XII, o calabrês Bertoldo estabeleceu-se no Monte Carmelo com mais alguns companheiros, não sabendo-se se lá encontraram-se com a Congregação dos Servos de Maria ou se fundaram uma com este nome. Em 1209, Santo Alberto, Patriarca de Jerusalém escreveu as regras da Ordem, e por isto é considerado o primeiro legislador da Ordem Carmelita. Alguns anos depois, São Simão Stok, um eremita que vivia em solidão, e que tinha por morada um tronco oco de madeira, dirigiu-se ao Monte Carmelo, onde encontrou-se com os Servos de Maria e decidiu agregar-se à Congregação. Foi ele quem levou a regra escrita por Santo Alberto ao conhecimento do Papa Honório III, que aprovou e reconheceu a Ordem Carmelita. Fundou a Irmandade do Escapulário a pedido de Nossa Senhora do Carmo.
A instituição oficial das Irmãs Carmelitas e da ordem Terceira do Carmo deve-se ao Beato João Soreth. Apesar de já estarem presentes, em meados do século XV, deu forma canônica e empreendeu todos os esforços junto à Santa Sé para obter do Papa o reconhecimento e aprovação dos Institutos legais.
No século XVI, durante o pontificado de Gregório XIII, Santa Tereza Dávila reformou a Ordem Carmelita, tendo pessoalmente escrito a regra para o segmento feminino. Pediu auxílio de São João da Cruz que, ficou incumbido de escrever as regras do segmento masculino. Desde então, existem dois segmentos: Os da Antiga Observância, e os Descalços (ou Reformados).
O artigo “O Papa e o mistério da lua“, escrito por Giovanni Maria Vian, e publicado no L’Osservatore Romano, quando o papa Bento XVI iniciava seu quinto ano de pontificado – em 2009, é atemporal. Fala das reações, muitas vezes desfavoráveis, à proposição do Papa, em todos os cantos do mundo, além do católico, em “progredir no caminho ecuménico”, e que esta proposta manifesta sua “vontade de amizade e de busca religiosa comum com o povo judaico”, acelerando, conforme o articulista, “o confronto com as outras grandes religiões, com a atenção dirigida sobretudo às raízes culturais; de forma que este confronto dê frutos reais sobre temas concretos, do respeito da liberdade religiosa ao da dignidade da pessoa humana, como acontece agora com os muçulmanos”. Para ele, por esta razão, isto faz com que este procedimento do Papa, por ele considerado “límpido, seja ignorado e que continue a representar, sobretudo em alguns Países europeus, Bento XVI e os católicos em chave negativa e hostil.”
Dentre do âmbito deste artigo, publico a notícia da morte, no dia de ontem, de uma figura de destaque no Oriente Médio dentro do diálogo inter-religioso entre as religiões monoteístas, intermediado pelo Vaticano – xeique de Al-Azhar, Muhammad Sayyed Tantawi . Na página “Mundo” ela foi replicada. Na página “Mundo Católico”, publico notícias, entre outras, que demonstram o desenvolvimento das várias crises enfrentadas pela Igreja Católica, dentro de um mundo notoriamente materialista, ou seja, com forte tendência ao relativismo moral, que resulta em indiferença ao Cristianismo na própria esfera do mundo ocidental, e como o Vaticano enfrenta tais dilemas.
Sua morte, já que detinha a presidência do grupo formado pela união de duas iniciativas – Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-Religioso e o Comitê Permanente de Al-Azhar para o Diálogo, deve afetar os direcionamentos propostos na última reunião deste grupo. Presidiu o encontro, realizado entre os dias 23 e 24 de fevereiro último, no Cairo. Publiquei as notícias referentes aos apelos dos líderes religiosos frente à violência e morte por motivos religiosos, bem como sobre o encontro presidido pelo xeique falecido ontem – Muhammad Sayyed Tantawi, presidente do grupo ecumênico. Neste encontro foi definido que na mesma data, em 2011, haverá nova reunião.
Os encontros entre o Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-Religioso e o Comitê Permanente de Al-Azhar para o Diálogo procuram atender aos apelos dos líderes religiosos do Oriente Médio frente aos assassínios de cristãos e de fiéis de outras religiões monoteístas. A violência e a morte de civis têm sido perpetrada por grupos terroristas em nome da religião, e de grupos para-militares, em todo Oriente Médio. Mas estas ações, que, deliberadamente são de extermínio, incluem o Paquistão, a Índia, em outra faixa do Oriente, além da África onde, cristãos são perseguidos, sequestrados e assassinados. Para piorar, suas igrejas são queimadas, principalmente, no Quênia, na Somália e Sudão. A única saída é buscarem ajuda entre as comunidades cristãs, principalmente do Quênia, que possuem melhor estrutura para darem abrigo aos cristãos africanos que buscam por proteção neste país. No entanto, sabemos que as comunidades cristãos do Quênia, em ondas, sofrem também a dor da violência e morte em atentados sob o comando de milícias étnicas, avessas ao Cristianismo. No caso de famílias inteiras que conseguem sobreviver a machetes e queimas de povoados, os missionários católicos e de outras denominações providenciam a fuga para lugares seguros em outros países. Por tais razões há registros de inúmeras mortes de clérigos e religiosas católicos, bem como de líderes cristãos nesta faixa de nosso planeta.
O que podemos fazer como leigos e leigas católicos? Encaminhar contribuições, doações por pequenas que sejam (se possível, mensais) às Ordens ou outras denominações que enfrentam perigos mortais em suas Missões. Elas realizam contemporaneamente, de fato, o que Jesus ordenou: “Ide e evangelizai”.
Muhammad Sayyed Tantawi foi um impulsor do diálogo com os cristãos
CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 11 de março de 2010 (ZENIT.org).- Bento XVI enviou ao xeique Muhammad Abd al-Aziz Wasil, wakil de Al-Azhar, do Cairo (Egito), uma mensagem de condolências pelo falecimento do grande imame e xeique de Al-Azhar, Muhammad Sayyed Tantawi.
O texto foi assinado pelo cardeal secretário de Estado, Tarcisio Bertone, quem explica que o pontífice, após ter recebido a notícia da repentina morte do xeique, pediu que transmitisse “à sua comunidade e à família do xeique suas mais sentidas condolências”.
O Santo Padre, acrescenta, “recorda a figura relevante deste líder religioso que, durante muitos anos, foi um interlocutor precioso no diálogo entre muçulmanos e cristãos”.
O cardeal Bertone expressa também suas próprias condolências e recorda “com agradecimento o impulso que o falecido xeique deu aos encontros entre o Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-Religioso e o Comitê Permanente de Al-Azhar para o Diálogo”, presidido pelo xeique a quem se dirige a mensagem papal.
O último destes encontros aconteceu no Cairo, nos dias 23 e 24 de fevereiro deste ano. O xeique Tantawi recebeu os participantes no final, acolhendo o agradecimento do cardeal Tauran, presidente do dicastério vaticano, por ter condenado os atos de violência que provocaram a morte de 6 cristãos e de um policial muçulmano em Naga Hamadi, durante o Natal ortodoxo, e de ter expressado solidariedade aos familiares das vítimas, reafirmando a igualdade dos direitos e deveres de todos os cidadãos, independentemente da religião que professam.
Naquela ocasião, o xeique Tantawi declarou que havia feito somente aquilo que considerava “seu dever diante daqueles trágicos acontecimentos”.
Inicia o quinto ano de pontificado de Bento XVI, eleito com uma rapidez quase sem precedentes pelo conclave mais numeroso que jamais se reuniu. E contudo o novo Papa não celebrou a sua eleição com tons triunfais, e na homilia da missa inaugural do seu serviço como Bispo de Roma pronunciou uma frase surpreendente: “Rezai por mim, para que eu não fuja, por receio, diante dos lobos”. Uma imagem forte, cujo significado se compreende sobretudo nestes últimos meses atormentados.
Conhecedor da tradição, o Pontífice sabe que as vicissitudes da Igreja neste mundo são como as fases alternadas da lua, que continuamente cresce e decresce, cujo esplendor depende da luz do sol, ou seja, de Cristo. Assim, o mistério da lua descrito pelos antigos autores cristãos é o da Igreja, muitas vezes perseguida, com frequência obscurecida pela sujidade por causa dos pecados de muitos dos seus filhos, tal como Joseph Ratzinger denunciou pouco antes da sua eleição, mas que cresce sempre de novo, iluminada pelo seu Senhor. Levar e mostrar a luz de Cristo à obscuridade do mundo como fez várias vezes o Bispo de Roma no escuro inicial da vigília pascal, com um gesto repetido em todos os recantos da terra é a tarefa essencial do Papa.
Consciente de que em muitos Países, também nos de longa tradição cristã, esta luz corre o risco de se apagar, como escreveu na última carta aos bispos. Confirmando, com tonalidades de dolorosa admiração perante o falseamento dos factos, as prioridades menosprezadas do seu pontificado. Antes de tudo, o testemunho e o anúncio de que Deus não está distante de cada pessoa humana e que é verdadeiramente, como repetem incessantemente as liturgias orientais, amigo dos homens. Por isso Bento XVI pede para não excluir o transcendente do horizonte da história, por isso pede com a mesma confiança dos seus predecessores para não se fechar pelo menos à possibilidade, razoável, de Deus. Que não é um deus qualquer ou, pior, um ídolo em sociedades materialistas nas quais a idolatria é semelhante à da antiguidade mas o Deus que se revelou a Moisés, isto é, a Palavra que se fez carne em Jesus. Para falar de Deus, Bento XVI celebra-o na liturgia e explica-o como poucos bispos de Roma souberam fazer, solícito da paz na Igreja que deseja restabelecer, como fez com uma oferta de misericórdia e de reconciliação que está em perfeita continuidade com o Vaticano II em relação aos bispos lefebvrianos.
Por isso o Papa deseja progredir no caminho ecuménico, por isso confirmou a vontade de amizade e de busca religiosa comum com o povo judaico, por isso acelera o confronto com as outras grandes religiões, com a atenção dirigida sobretudo às raízes culturais; de forma que este confronto dê frutos reais sobre temas concretos, do respeito da liberdade religiosa ao da dignidade da pessoa humana, como acontece agora com os muçulmanos. Então fere que este proceder límpido seja ignorado e se continue a representar, sobretudo em alguns Países europeus, Bento XVI e os católicos em chave negativa e hostil. Como aconteceu com o obscurecimento da viagem em África e com o silêncio mediático face às homilias pascais. Mas o Papa não tem medo dos lobos. E não está sozinho porque é apoiado pelas orações da Igreja. Que, como a lua, sempre tira a sua luz do sol.
"Movimentos: evangelizar a cultura, com testemunho de santidade, oração e formação!" É o que pede no Brasil o prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada - Província Franciscana Nossa Senhora da Assunção - Bacabal - MA
A nossa Conferência Episcopal, ecoando um grito de todo o nosso povo, aprovou, coletou assinaturas e entregou ao Congresso Nacional o projeto de lei popular denominado “Ficha Limpa”. É uma iniciativa da Igreja em conjunto com o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, congregando mais de 50 organizações da sociedade civil.
É interessante que quando foi iniciado o processo houve muitas pressões para que não ocorresse. É claro que ele indica uma direção que a sociedade está tentando encontrar para que o nosso processo político seja mais transparente e possa dar frutos democraticamente para o bem social e justo do nosso país. Estamos todos aguardando os passos que os nossos legisladores irão dar para a aprovação desse projeto de lei.
Nas eleições (que a cada dois anos acontece), as tensões políticas acirram os ânimos com as várias denúncias, e ocorre também uma certa paralisia das instituições que começam desde o início a disputa, e com as leis eleitorais, a partir da metade do ano, os projetos e iniciativas são cerceados justamente para tentar barrar aproveitadores da situação, mas que, ao mesmo tempo, emperram a caminhada das instituições e a caminhada do país.
A nossa Conferência Episcopal tem intensificado o seu trabalho em favor de uma verdadeira política para atender aos anseios da população, que necessita de verdadeiras políticas para a educação, saúde, trabalho, habitação, cultura, lazer, em uma sociedade que se privilegia o capital em detrimento à pessoa humana.
Os cristãos “participam na vida pública como cidadãos”. A Igreja venera entre os seus Santos numerosos homens e mulheres que serviram a Deus através do seu generoso empenho nas atividades políticas e de governo. Também os políticos podem ser santos!
As sociedades democráticas atuais, onde, louvavelmente, todos participam na gestão da coisa pública num clima de verdadeira liberdade, exigem novas e mais amplas formas de participação na vida pública da parte dos cidadãos, cristãos e não cristãos. Todos podem, de fato, contribuir através do voto na eleição dos legisladores e dos governantes e, também de outras formas na definição das orientações políticas e das opções legislativas que, no seu entender, melhor promovam o bem comum. Num sistema político democrático, a vida não poderia processar-se de maneira profícua sem o envolvimento ativo, responsável e generoso de todos, “mesmo na diversidade e complementaridade de formas, níveis, funções e responsabilidades”.
Nossa “polis” encontra-se hoje dentro de um processo cultural complexo, que evidencia o fim de uma época e a incerteza relativamente à nova que desponta no horizonte. As grandes conquistas de que se é espectadores obrigam a rever o caminho positivo que a humanidade percorreu no progresso e na conquista de condições de vida mais humanas. Constata-se hoje certo relativismo cultural, que apresenta sinais evidentes da sua presença quando teoriza e defende um pluralismo ético que sanciona a decadência e a dissolução da razão e dos princípios da lei moral natural.
Do concreto da realização e da diversidade das circunstâncias brota necessariamente a pluralidade de orientações e de soluções, que, porém, devem ser moralmente aceitáveis. Não cabe à Igreja formular soluções concretas – e muito menos soluções únicas – para questões temporais, que Deus deixou ao juízo livre e responsável de cada um, embora seja seu direito e dever pronunciar juízos morais sobre realidades temporais, quando a fé ou a lei moral o exijam. Se o cristão é obrigado a “admitir a legítima multiplicidade e diversidade das opções temporais”, é igualmente chamado a discordar de uma concepção do pluralismo em chave de relativismo moral, nociva à própria vida democrática, que tem necessidade de bases verdadeiras e sólidas, ou seja, de princípios éticos que, por sua natureza e função de fundamento da vida social, não são “negociáveis”.
A busca da verdade e do bem comum faz com que muitas vezes as nossas posições sejam confundidas com as de outros que também defendem posições parecidas em alguns campos, mas contrários aos princípios cristãos em outra realidade. Isso ocorre nos dois lados do processo político, e a Igreja sempre sofre por tomar posições que, se de um lado podem assemelhar-se a de outros grupos, no entanto faz parte de uma totalidade de mentalidade que contradiz outras situações. Estamos sempre em “companhias” que os adversários não aceitam e que outros aplaudem e vice-versa.
A fé em Jesus Cristo, que Se definiu a Si mesmo “o caminho, a verdade e a vida” (Jo 14,6), nos indica o esforço de nos empenharmos mais decididamente na construção de uma cultura que, inspirada no Evangelho, proponha o patrimônio de valores e conteúdos da Tradição cristã e católica, que no fundo são os valores verdadeiros da pessoa humana.
Porém, é insuficiente e redutivo pensar que o empenho social dos católicos possa limitar-se a uma simples transformação das estruturas, porque, não existindo na sua base uma cultura capaz de acolher, justificar e projetar as instâncias que derivam da fé e da moral, as transformações apoiar-se-iam sempre em alicerces frágeis.
A fé não pretende manietar num esquema rígido os conteúdos sociopolíticos, bem sabendo que a dimensão histórica em que o homem vive impõe que se admita a existência de situações não perfeitas e, em muitos casos, em rápida mudança. Neste âmbito, há que recusar as posições políticas e os comportamentos que se inspiram numa visão utópica que, ao transformar a tradição da fé bíblica numa espécie de profetismo sem Deus, instrumentaliza a mensagem religiosa, orientando a consciência para uma esperança unicamente terrena que anula ou redimensiona a tensão cristã para a vida eterna. Isso não significa uma alienação das realidades do mundo, nem tampouco excluir essas preocupações, mas, pelo contrário, dar o verdadeiro peso das realidades humanas com as quais nos comprometemos justamente por causa do Reino dos Céus.
Assim, o político que professa a fé católica é aquele que, acima dos programas partidários, tem um compromisso inalienável com os aspectos da unidade de vida do cristão: a coerência entre a fé e a vida, entre o evangelho e a cultura. O Concílio Vaticano II exorta os fiéis “a cumprirem fielmente os seus deveres temporais, deixando-se conduzir pelo espírito do evangelho. Afastam-se da verdade aqueles que, pretextando que não temos aqui cidade permanente, pois demandamos a futura, creem poder, por isso mesmo, descurar as suas tarefas temporais sem se darem conta de que a própria fé, de acordo com a vocação de cada um, os obriga a um mais perfeito cumprimento delas”. Queiram os fiéis “poder exercer as suas atividades terrenas, unindo numa síntese vital todos os esforços humanos, familiares, profissionais, científicos e técnicos, com os valores religiosos, sob cuja altíssima jerarquia tudo coopera para a glória de Deus”.
Que neste ano eleitoral os católicos olhem bem a trajetória política de seus candidatos, para os valores que defende ou aprova, verifique se o tipo de sociedade que ele projeta é realmente o mundo que queremos viver e entregar aos nossos descendentes, se ele sabe utilizar os bens públicos para o bem do povo, e tenham a coragem de votar em candidatos de acordo com a nossa iluminada consciência bem formada.
De visita a Nazaré, na Galileia, o Papa apelou hoje à protecção das crianças do fanatismo e da violência, à coragem dos cristãos na Terra Santa e à convivência pacífica entre as diferentes religiões.
Bento XVI reafirmou o desejo de ver unidos cristãos, judeus, muçulmanos e outras religiões a favor de uma cultura de paz.
Na Esplanada das Mesquitas, Papa encontra líderes muçulmanos e aponta valores comuns entre as religiões monoteístas
(…) Muro das Lamentações
(…)
Eis o conteúdo do bilhete depositado pelo Santo Padre:
“Deus de todos os tempos,
na minha visita a Jerusalém, a “Cidade da Paz”,
morada espiritual para judeus, cristãos e muçulmanos,
trago diante de Ti as alegrias, as esperanças e as aspirações,
as angústias, os sofrimentos e as dores de todo o Teu povo espalhado pelo mundo.
Deus de Abraão, Isaac e Jacó,
escuta o clamor dos aflitos, dos amedrontados, dos desesperados,
manda a Tua paz sobre esta Terra Santa, sobre o Oriente Médio,
sobre toda a família humana;
desperta o coração de todos aqueles que chamam o Teu nome
para que queiram caminhar humildemente no caminho da justiça e da piedade.
“O Senhor é bom para quem nele confia,para aquele que o busca”. (Lm 3, 25)”
Fonte:Agência Ecclesia – (Agência de Notícias da Igreja Católica em Portugal)
02.03.2010
Católicos e muçulmanos juntos contra a violência
Declaração conjunta assinada pelo Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-religioso e a Universidade al-Azhar
O Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-religioso (CPDIR) e o Comité Permanente para o Diálogo entre as religiões monoteístas da Universidade al-Azhar, do Cairo (Egipto), assinaram um comunicado conjunto em que condenam a utilização da religião para justificar a violência.
Entre os pontos sublinhados no documento, indica-se a necessidade de “prestar mais atenção ao facto de a instrumentalização da religião para fins políticos poder ser uma fonte de violência”, pelo que deve ser evitada “a discriminação com base na identidade religiosa”.
O documento foi divulgado pelo Vaticano e resulta da reunião realizada na capital egípcia, nos dias 23 e 24 de Fevereiro. A delegação católica foi liderada pelo presidente do CPDIR, Cardeal Jean-Louis Tauran.
O Imã da Universidade, Muhammad Sayyed Tantawi, condenou a morte de seis cristãos e de um polícia muçulmano, ocorrida em Janeiro.
O evento serviu para reafirmar a “igualdade de todos os cidadãos em matéria de direitos e deveres, independentemente de sua pertença religiosa”, lê-se na declaração final.
Ambas as partes ressaltam os valores do perdão recíproco e da reconciliação, como “condições necessárias para uma convivência serena e fecunda“, assim como define o reconhecimento das semelhanças e o respeito pelas diferenças “um pré-requisito para uma cultura do diálogo sobre a base de valores comuns“.
A declaração conjunta convida católicos e muçulmanos a combater “qualquer acção que crie tensões, divisões e conflitos na sociedade”, promovendo “uma cultura de respeito recíproco e de diálogo, através da educação em casa, na escola, nas igrejas e nas mesquitas“.
O próximo encontro bilateral foi programado para 23 e 24 de Fevereiro de 2011, em Roma.
Octávio Carmo
Publicado em Agência Ecclesia – Internacional | Octávio Carmo | 2010-03-02 | 15:33:05 | Diálogo inter-religioso.
Fonte: Agência Ecclesia – Agência de Notícias da Igreja Católica em Portugal
02.03.2010
Será o fim do mundo?
Nada sabemos fechados no casulo estreito do nosso tempo, do nosso espaço e até dos factos que nos parecem o fim do mundo e que não passam duma gota de água oceano incomensurável de Deus
Acontece no dia-a-dia. Ou melhor, num dia entre muitos dias. Parece que se acorda com tudo a correr ao contrário. O trabalho urgente a concluir e chega um telefonema a decretar outro mais urgente, uma dor de cabeça que não vem a propósito, um assunto que chegou ao fim mal concluído, um problema novo que se interpôs a todos, alguma sensação de nervosismo com a ideia de que tudo corre mal. Para não falar no que está por fazer, na culpa de alguns insucessos, choques, tensões, com o ego de rastos, a triste sensação de incapacidade para iniciar um novo projecto, o cansaço que desaba e parece bloquear qualquer saída para qualquer problema. E tudo se enrola numa visão mais alargada na profissão, na família, no país de aspecto insolúvel, na economia que parece de terra queimada, na corrupção e esperteza como segredo de triunfo, no poder arrogante dos vencedores de sempre. E depois o fio da história, o bem e o mal, a incerteza do fim, a dúvida sobre o amanhã, os tons carregados de cinzento que se abatem sobre o humor, a resistência, a alegria, a relação com os outros, a estima por si próprio. E uma sequência de tragédias naturais exaustivamente exibidas cujas origens reais não sabemos deslindar. Tudo embrulhado na ementa informativa servida a cada refeição, numa selecção quase sádica e macabra de acontecimentos como se não houvesse outra forma de pintar a história a não ser em cores de sangue e dor, com tiros, lágrimas e gemidos lancinantes à mistura.
Será esta uma representação real da vida ou estaremos marcados pela náusea de Sartre, o niilismo de Nietzsche, o desespero de Hamlet, a fúria de Herodes e a loucura de Hitler, ou a depressão e ansiedade dum pós modernismo insano?
Bem diferente é a teoria de Jesus. E a sua prática: o desprendimento dos “lírios do campo”, a providência sobre “os cabelos da vossa cabeça”,a certeza de que “nada do que pedimos é em vão”, a confiança “no pão que nos concede” em vez do escorpião, a certeza de que Ele venceu o mundo – tudo isso que nos sustenta – e nos projecta para além do desencanto que pode ser um dia mal passado ou uma visão azeda da história. Nada sabemos fechados no casulo estreito do nosso tempo, do nosso espaço e até dos factos que nos parecem o fim do mundo e que não passam duma gota de água oceano incomensurável de Deus. Há negrumes na alma que apenas a sabedoria de Deus pode romper.
Chile: ajuda da Igreja chega às vítimas do terremoto
Tempo de oração e união, diz presidente do episcopado
SANTIAGO, segunda-feira, 1º de março de 2010 (ZENIT.org).- “É tempo de oração e de nos unirmos como família que somos”, afirmou Dom Alejandro Goic, presidente da Conferência Episcopal do Chile, após o terremoto de sábado.
Cáritas Chile se mobilizou, através de sua rede local presente nas 23 dioceses desse país andino, para prestar ajuda de emergência às vítimas do devastador sismo que deixou ao menos 711 mortos. As missas desse domingo foram uma oração conjunta do país a favor das vítimas e seus entes queridos.
Segundo informa o diretor da Cáritas nacional, Lorenzo Figueroa, a entidade assistencial está-se coordenando com o governo e outras organizações civis “para estabelecer uma rede nacional de ajuda que nos permita superar as grandes dificuldades que temos nas comunicações”.
“Cáritas Chile está recolhendo alimentos em todo o país para enviá-los imediatamente às comunidades que ficaram mais danificadas pelo terremoto e onde já começa a se registrar escassez de produtos de primeira necessidade”, afirma Lorenzo.
“Neste momento, todos os nossos sistemas de comunicação interna e nossa capacidade logística para armazenamento e distribuição da ajuda estão completamente operativos”, acrescentou, ao tempo que reconhece que dada “a magnitude e alcance da catástrofe, que afetou as regiões mais pobres do país, será necessário apoio da rede Cáritas, ainda que, sobretudo, do que mais necessitamos é esperança para nosso atribulado povo”.
Dom Goic confirmou que todas as paróquias e centros locais de Cáritas no Chile estão somando esforços para atender as vítimas desta catástrofe, e informou que tanto em Maule como em Bio Bio, as regiões mais afetadas, os voluntários das paróquias já começaram a distribuir ajuda.
Cáritas Internationalis enviou a Santiago do Chile uma equipe de especialistas com objetivo de colaborar nas operações de ajuda às vítimas. Entre os membros da equipe figura o diretor de assuntos humanitários da Cáritas Internacionalis, Alistair Dutton, que viaja ao Chile desde o Haiti, assim como os membros da equipe de resgate da Cáritas México, que há algumas semanas participaram nos trabalhos de resgate de vítimas em Porto Príncipe. (Agência Zenit -01.03.2010)
MENSAGEM DE SUA SANTIDADE, O PAPA BENTO XVI, PARA A QUARESMA DE 2010
“A justiça de Deus está manifestada mediante a fé em Jesus Cristo”
(cf. Rom 3, 21–22 )
Queridos irmãos e irmãs,
“Todos os anos, por ocasião da Quaresma, a Igreja convida-nos a uma revisão sincera da nossa vida á luz dos ensinamentos evangélicos . Este ano desejaria propor-vos algumas reflexões sobre o tema vasto da justiça, partindo da afirmação Paulina: A justiça de Deus está manifestada mediante a fé em Jesus Cristo (cf. Rom 3,21 – 22 ).
Detenho-me em primeiro lugar sobre o significado da palavra “justiça” que na linguagem comum implica “dar a cada um o que é seu – dare cuique suum”, segundo a conhecida expressão de Ulpiano, jurista romana do século III. Porém, na realidade, tal definição clássica não precisa em que é que consiste aquele “suo” que se deve assegurar a cada um. Aquilo de que o homem mais precisa não lhe pode ser garantido por lei. Para gozar de uma existência em plenitude, precisa de algo mais íntimo que lhe pode ser concedido somente gratuitamente: poderíamos dizer que o homem vive daquele amor que só Deus lhe pode comunicar, tendo-o criado à sua imagem e semelhança. (…)
De onde vem a injustiça?
O evangelista Marcos refere as seguintes palavras de Jesus, que se inserem no debate de então acerca do que é puro e impuro: “Nada há fora do homem que, entrando nele, o possa tornar impuro. Mas o que sai do homem, isso é que o torna impuro. Porque é do interior do coração dos homens, que saem os maus pensamentos” (Mc 7,14-15.20-21). Para além da questão imediata relativo ao alimento, podemos entrever nas reações dos fariseus uma tentação permanente do homem: individuar a origem do mal numa causa exterior.
Muitas das ideologias modernas, a bem ver, têm este pressuposto: visto que a injustiça vem “de fora”, para que reine a justiça é suficiente remover as causas externas que impedem a sua atuação: Esta maneira de pensar – admoesta Jesus – é ingênua e míope. A injustiça, fruto do mal , não tem raízes exclusivamente externas; tem origem no coração do homem, onde se encontram os germes de uma misteriosa conivência com o mal. Reconhece-o com amargura o Salmista:”Eis que eu nasci na culpa, e a minha mãe concebeu-se no pecado” (Sl. 51,7). Sim, o homem torna-se frágil por um impulso profundo, que o mortifica na capacidade de entrar em comunhão com o outro.
Para entrar na justiça é portanto necessário sair daquela ilusão de auto–suficiência , daquele estado profundo de fechamento, que á a própria origem da injustiça. Por outras palavras, é necessário um “êxodo” mais profundo do que aquele que Deus efetuou com Moisés, uma libertação do coração, que a palavra da Lei, sozinha, é impotente a realizar. (…)
Qual é portanto a justiça de Cristo? É antes de mais a justiça que vem da graça, onde não é o homem que repara, que cura si mesmo e os outros. O fato de que a “expiação” se verifique no “sangue” de Jesus significa que não são os sacrifícios do homem a libertá-lo do peso das suas culpas, mas o gesto do amor de Deus que se abre até ao extremo, até fazer passar em si “ a maldição” que toca ao homem, para lhe transmitir em troca a “bênção” que toca a Deus (cf. Gal 3,13-14). (…)
Converter-se a Cristo, acreditar no Evangelho, no fundo significa precisamente isto: sair da ilusão da auto-suficiência para descobrir e aceitar a própria indigência – indigência dos outros e de Deus, exigência do seu perdão e da sua amizade.
Compreende-se então como a fé não é um fato natural, cômodo, obvio: é necessário humildade para aceitar que se precisa que um Outro me liberte do “meu”, para me dar gratuitamente o “seu”. Isto acontece particularmente nos sacramentos da Penitencia e da Eucaristia. Graças á ação de Cristo, nós podemos entrar na justiça “ maior”, que é aquela do amor (cf. Rom 13,8-10), a justiça de quem se sente em todo o caso sempre mais devedor do que credor, porque recebeu mais do que aquilo que poderia esperar.
Precisamente fortalecido por esta experiência, o cristão é levado a contribuir para a formação de sociedades justas, onde todos recebem o necessário para viver segundo a própria dignidade de homem e onde a justiça é vivificada pelo amor.
Queridos irmãos e irmãs, a Quaresma culmina no Tríduo Pascal, no qual também este ano celebraremos a justiça divina, que é plenitude de caridade, de dom, de salvação. Que este tempo penitencial seja para cada cristão tempo de autentica conversão e de conhecimento intenso do mistério de Cristo, que veio para realizar a justiça. Com estes sentimentos, a todos concedo de coração, a Bênção Apostólica.”
CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010 (ZENIT.org).- Cáritas Internationalis manifestou sua “decepção” com a falta de vontade política do Fundo Monetário Internacional (FMI) para decidir o cancelamento total da dívida pendente do Haiti, durante a reunião do Fundo celebrada na semana passada. Por outro lado, a instituição caritativa expressou sua satisfação com a recente decisão do FMI de conceder ao Haiti uma ajuda de 102 milhões de dólares, com condições muito favoráveis, para enfrentar as necessidades do país após o terremoto. Se bem que o diretor gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, ofereceu seu apoio às iniciativas orientadas a pedir o cancelamento das dívidas do Haiti e assinalou que o Fundo “está trabalhando com todos os doadores com a finalidade de tentar cancelar todas as dívidas do país, incluindo este novo empréstimo”, Cáritas recorda que “esse cancelamento da dívida poderia ser concedido dentro de cinco anos, quando o Haiti terá de começar a pagar as quotas da dívida”. “Dentro de cinco anos, o mundo estará enfrentando novas emergências e a atenção pública já não estará centrada no Haiti”.
Cáritas chama a atenção para as “surpreendentes imagens que nos chegam de Porto Príncipe, que demonstram que terão de passar muitos anos antes do Haiti se encontrar em situação de cobrir um empréstimo internacional”. Para a Cáritas Internacionalis, “agora é o momento de cancelar a dívida”. Por isso, exorta o FMI a garantir a eliminação da dívida já, quando o Haiti luta por sua reconstrução. Esse pedido também se estende ao Banco Mundial, com o qual o Haiti tem contraída uma dívida de 39 milhões de dólares; e o Banco Interamericano de Desenvolvimento, ao qual o país caribenho deve 447 milhões de dólares. Apesar de que ambas entidades adiantaram seu apoio ao cancelamento da dívida, ainda não se estipulou oficialmente um acordo neste sentido. (ZENIT)
Organizações católicas pedem que crianças haitianas sejam protegidas
Para prevenir o tráfico de vítimas do terremoto
WASHINGTON, D.C., quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010 (ZENIT.org).- Diversas organizações católicas se uniram para elaborar um documento no qual pedem por programas de proteção a crianças em todo o território do Haiti, para evitar que menores desacompanhados sejam vítimas do tráfico de seres humanos.
A carta, publicada na sexta-feira passada pela Conferência Episcopal dos EUA, propõe várias medidas para ajudar os órfãos haitianos. O texto foi enviado à secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, à secretária de Segurança Nacional, Janet Napolitano, e à secretária de Serviços de Saúde e Humanos, Kathleen Sebelius.
“A compaixão do povo dos Estados Unidos tem sido evidente na sua resposta às crianças haitianas que ficaram desamparadas após o terremoto, que incluiu várias ofertas de adoção”, indica a carta.
“Como prestadores de serviços sociais com experiência no cuidado de menores não acompanhados, acreditamos que certos processos devem ser estabelecidos antes dessas crianças serem trazidas para os EUA e envolvidas nos procedimentos legais de adoção”, dizem.
Também destacam a “necessidade de assistência especial e proteção” destas crianças.
Alta prioridade
“Estas medidas visando a garantia da segurança e o auxílio material das crianças, que de outro modo poderiam ser objeto de sequestros e do tráfico de seres humanos, deveriam constituir a mais alta prioridade”, indica a carta.
Os lideres católicos destacam que as ações devem necessariamente envolver especialistas em bem-estar infantil, “capazes de tomar decisões tendo em visita o melhor para cada criança”, e enfatizam a necessidade de localizar a família na tentativa de encontrar familiares vivos, privilegiando uma reunificação sempre que possível.
“Reunificação familiar é um objetivo importante que deve ser priorizado, e caso não seja possível, a melhor solução seria encontrar um tutor no próprio Haiti”, afirmam.
A carta pede que as crianças desacompanhadas sejam levadas para abrigos específicos, onde ficariam aos cuidados de profissionais especializados, e onde fosse facilitado um possível reencontro com a família ou um processo de adoção por famílias cuidadosamente selecionadas.
Para as crianças que têm pais ou familiares vivendo nos EUA, os representantes pediram por uma “aceleração nos trâmites de imigração, para ajudá-las a ingressar no país”.
“Com base em nossa experiência trabalhando com crianças em contextos de desastres ou de deslocamentos forçados, entendemos que não é benéfico nem para a criança do Haiti, nem para o país como um todo, que os menores desacompanhados sejam retirados de seu país de origem sem uma cuidadosa avaliação”.
Os líderes católicos expressaram ainda seu desejo de continuar trabalhando com as autoridades norte-americanas para “garantir que estas crianças vulneráveis, assim como as demais vítimas do terremoto, recebam o cuidado e o apoio que necessitam para retomar suas vidas”. (ZENIT)
Transcrevo excerto da mensagem proferida durante a reza do Angelus pelo Papa Bento XVI, por ocasião do 44º Dia das Comunicações Sociais, em que fala de São Francisco de Sales e sua relevância no contexto do revigoramento da evangelização católica entre meados de 1590 até seu falecimento em 1622. A mensagem papal é proferida a cada ano no dia 24 de Janeiro, quando celebramos a memória litúrgica de São Francisco de Sales – santo padroeiro dos jornalistas e da imprensa católica.
A bênção final de Bento XVI também revigora nossa atuação como jornalistas católicos, através dos meios que dispomos, tal como o fez nosso protetor São Francisco de Sales à sua época. Este, através de “panfletinhos” conquistou milhares de cristãos que, há quase cem anos estavam afastados da fé católica.
São Francisco de Sales interceda junto a Nosso Jenhor Jesus Cristo para que tenhamos a coragem de dar nosso testemunho, através de nossas atividades, tendo o Bem em vista em todas as circunstâncias, e decididamente, evitando a propagação, ou seja, a banalização do mal. Amém.
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Fonte/imagem: Província Capuchinha Nossa Senhora do Carmo (OFMCap) - MA, PA, AP
Papa Bento XVI: “(…)Por fim, queridos amigos, gostaria de recordar a figura de São Francisco de Sales, cuja memória litúrgica é celebrada em 24 de janeiro. Nascido em Sabóia, em 1567, estudou direito em Pádua e em Paris e, chamado pelo Senhor, tornou-se sacerdote. Dedicou-se com grande fruto à pregação e formação espiritual dos fiéis, ensinando que o chamado à santidade é para todos e que cada um – como diz São Paulo em sua comparação com o corpo – tem seu lugar na Igreja. São Francisco de Sales é o santo padroeiro dos jornalistas e da imprensa católica.
À sua assistência espiritual, confio a Mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais, que assino todos os anos nesta ocasião, e que foi há pouco divulgada no Vaticano.
Que a Virgem Maria, Mãe da Igreja, permita-nos a progredir sempre em comunhão, para transmitir a beleza de ser algo único, na unidade do Pai, do Filho e do Espírito Santo.” (24.01.2010)
Bento XVI: Igreja, organismo rico e vital, não uniforme
Intervenção com motivo do Angelus
CIDADE DO VATICANO, domingo, 24 de janeiro de 2010 (ZENIT.org).- Publicamos as palavras que Bento XVI dirigiu este domingo, ao rezar o Angelus com os peregrinos na Praça de São Pedro.
* * *
“Caros irmãos e irmãs!
Dentre as leituras bíblicas da liturgia de hoje, há o célebre texto da Primeira Carta aos Coríntios, na qual São Paulo compara a Igreja ao corpo humano. Assim escreve o apóstolo: “Como o corpo é um, embora tenha muitos membros, e como todos os membros do corpo, embora sejam muitos, formam um só corpo, assim também acontece com Cristo. De fato, todos nós, judeus ou gregos, escravos ou livres, fomos batizados num só Espírito, para formarmos um só corpo, e todos nós bebemos de um único Espírito” (1 Cor 12,12-13). A Igreja é concebida como um corpo, do qual Cristo é a cabeça, e que com Ele constitui um todo. Todavia, o que o apóstolo pretende comunicar é a ideia de unidade na multiplicidade dos carismas, que são os dons do Espírito Santo. Graças a estes, a Igreja se apresenta como um organismo rico e vital, não uniforme, fruto do único Espírito que conduz a todos a uma unidade profunda, assumindo a diversidade sem a abolir, e realizando assim um conjunto harmonioso. Ela prolonga através da história a presença do Senhor ressuscitado, em particular por meio dos sacramentos, da Palavra de Deus, dos carismas e ministérios distribuídos pela comunidade. Portanto, é precisamente em Cristo e no Espírito que a Igreja é una e santa, isto é, numa comunhão íntima que transcende as capacidades humanas e as sustenta.
Gosto de sublinhar este aspecto no momento em que vivemos a “Semana de oração pela unidade dos cristãos”, que se conclui amanhã, ocasião da Festa de Conversão de São Paulo. Seguindo a tradição, celebrarei, durante a tarde, a Oração das Vésperas do lado de fora da Basílica de São Paulo, com a participação de representantes de outras Igrejas e Comunidades eclesiais de Roma.
Invocaremos ao Senhor o dom da plena unidade entre todos os discípulos de Cristo, e em particular, de acordo com o tema deste ano, renovaremos nosso empenho em sermos, conjuntamente, testemunhas do Cristo crucificado e ressuscitado (cfr Lc 24,48). A comunhão dos cristãos, de fato, confere credibilidade e torna mais eficaz o anúncio do Evangelho, conforme afirmou o próprio Jesus, ao orar ao Pai na vigília de sua morte: “Que todos sejam um, como tu, Pai, estás em mim, e eu em ti. Que eles estejam em nós, a fim de que o mundo creia” (Gv 17,21).
Por fim, queridos amigos, gostaria de recordar a figura de São Francisco de Sales, cuja memória litúrgica é celebrada em 24 de janeiro. Nascido em Sabóia, em 1567, estudou direito em Pádua e em Paris e, chamado pelo Senhor, tornou-se sacerdote. Dedicou-se com grande fruto à pregação e formação espiritual dos fiéis, ensinando que o chamado à santidade é para todos e que cada um – como diz São Paulo em sua comparação com o corpo – tem seu lugar na Igreja. São Francisco de Sales é o santo padroeiro dos jornalistas e da imprensa católica.
À sua assistência espiritual, confio a Mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais, que assino todos os anos nesta ocasião, e que foi há pouco divulgada no Vaticano.
Que a Virgem Maria, Mãe da Igreja, permita-nos a progredir sempre em comunhão, para transmitir a beleza de ser algo único, na unidade do Pai, do Filho e do Espírito Santo.”
Um editorial do jornal do Vaticano, “L’Osservatore Romano”, questiona o motivo pelo qual a imprensa não eclesial ignorou o assassinato de 37 missionários em 2009.
“Nos últimos dez anos nunca foi alcançado um número assim tão alto, e a cifra não é definitiva porque provavelmente outras mortes não tiveram repercussão”, escreve o jornal na edição de 4-5 de Janeiro.
De acordo com o editorial, a notícia não teve relevo porque contradiz a imagem dominante da Igreja nos meios de comunicação social: “uma estrutura rica e potente, que quer impor as suas leis também a quem não se sente parte do universo católico, uma oligarquia que é incapaz de entender como o mundo mudou”.
A generalidade dos media considera que a Igreja é uma instituição antiga e rígida, ignorando ou esquecendo que é composta por pessoas seriamente comprometidas com uma missão difícil, e muitas vezes perigosa, “que perdem a vida por causa dessa escolha de caridade corajosa”, lê-se no artigo assinado pela professora Lucetta Scaraffia, docente de História Contemporânea da Universidade La Sapienza, de Roma.
”Sem armas, e frequentemente com pouquíssimos meios, os missionários mártires testemunham que outro mundo é possível, um mundo de solidariedade e verdade, de amor gratuito. E isso já é suficiente para torná-los um alvo mortal”, destaca o Osservatore Romano, citando as histórias dos padres mortos por morarem e actuarem sem protecção em regiões violentas.
Tratam-se de “locais pouco visitados e que poderiam ser definidos como estando abandonados por Deus, mas onde os missionários estão presentes para provar que Deus jamais abandona alguém”, assinala o jornal. “Esta é a verdadeira Igreja, aquela que não faz notícia”, conclui o editorial.
Com Rádio Vaticano
Internacional | Agência Ecclesia | 2010-01-05 | 13:58:53 | Santa Sé
GUIAS DE LEITURA DO LIVRO DA VIDA
FESTA DE SANTA TERESA
Homilia do P. Saverio Cannistrà, Prepósito Geral OCD Teresianum – Roma
Este ano a celebração da festa de Santa Teresa adquire para nós carmelitas um sentido particular. É o ano do Capítulo Geral, no qual nossa família religiosa decidiu empreender um caminho de preparação ao quinto centenário do nascimento de Teresa. Esta preparação consistirá sobretudo – segundo as mesmas palavras do documento capitular – em “ler cada ano na Ordem, desde o 15 de outubro de 2009 até 2014, pessoal e comunitariamente uma obra da Santa Madre Teresa de Jesus” (Para vós nasci, n° 38). Assim pois, desde hoje, nós carmelitas, tanto pessoal como comunitariamente, adquirimos o compromisso de dedicar todos os dias um pouco de nosso tempo e de nossa atenção à leitura dos escritos de Teresa. É um compromisso discreto, escondido e, no entanto, essencial. O que esperamos deste exercício de leitura? As obras de Teresa não serão lidas simplesmente para aumentar nossa cultura, para obter dela conteúdos históricos e doutrinais para estudar e ensinar. Ler-se-ão para entrar em comunicação com ela, para conhecer a pessoa que nos está falando e, em familiaridade com ela, para conhecermos a nós mesmos. Meu professor de filologia românica, Gianfranco Contini, um dos leitores mais penetrantes que conheci, definia ao bom leitor como “quem está disponível a deixar-se invadir pelo espírito do outro, através da leitura”. É isto precisamente o que esperamos da leitura: que o espírito de Teresa invada nosso espírito, e dos homens e mulheres deste tempo, portadores dos problemas, das esperanças e das angústias desta geração.
Nosso espírito está inquieto, como sempre está o coração do homem peregrino na história, ainda que esta inquietude na atualidade adquira conotações particulares, os traços característicos de nossa sociedade civil, de nossa igreja, de nossas comunidades familiares e religiosas. Estamos sedentos como a Samaritana que vai ao poço para tirar água. Mas, qual água poderá saciar-nos verdadeiramente, não só por um momento, não só superficialmente, mas plena e definitivamente? Não se trata da água que podemos tirar com nossas forças dos poços que nossos pais cavaram. É a água que mana abundantemente da pessoa de Jesus, que nos encontra aqui e agora, aparentemente de modo casual, mas que na realidade nos conhece desde sempre e lê no profundo de nós, nos escuros isolamentos de nosso coração. Também Jesus tem sede, é movido pela sede. A mulher Samaritana e o homem Jesus se encontram juntos no poço, levados pela busca de água. Jesus, cansado da viagem, no momento mais quente, experimenta a mesma sede da mulher, que foi ao poço, experimenta a mesma sede dos discípulos, que foram à cidade para comprar alimento. A humanidade de Jesus é exatamente nossa humanidade com seus achaques e suas fragilidades, mas também é, em tudo isso e através de tudo isso, a humanidade que chega a seu cumprimento, “que é perfeita”, como diz a carta aos Hebreus, e por isso mesmo levada à sua pátria, que é o seio das relações trinitárias. É a humanidade do Filho que se alimenta da vontade do Pai e perenemente é saciado e renovado pela água viva do Espírito. Jesus fez uma longa viagem para chegar ao poço no qual encontra a Samaritana: não só a viagem pelos caminhos da Galiléia e da Samaria, mas a viagem que o levou desde o Pai ao homem em sua distância, em seu extravio, em sua infidelidade. Entretanto, é belo observar como pelo encontro com ele, também a Samaritana empreende uma viagem, que é o de encontrar-se a si mesma e, portanto, de anúncio e de testemunho: Encontrei a quem me conheceu inteiramente, a quem me fez descobrir minha verdade e dignidade de filha na verdade do Pai.
Não nos surpreende que Teresa tenha se fascinado por este episódio evangélico e tenha se reconhecido na mesma mulher sedenta. Também ela estava cansada de caminhar (“A minha alma já estava cansada”, escreve no Livro da Vida 9,1) e tinha sede de paz e de luz: “Eu bem sabia que O amava, mas não compreendia, como iria entender, o que é amá-Lo verdadeiramente” (V 9,9). E nesta obscuridade e angústia se mantém até que não se levanta pela graça, até sua atuante presença: Ele estava ali, diante dela, para dizer-lhe, com todo seu corpo ferido, que estava por ela e com ela, sempre e em todas partes. Desde então Teresa começa a entender que amar verdadeiramente a Deus significa antes que qualquer outra coisa acolher-se de verdade em seu amor. É o amor de Deus que venceu a morte na ressurreição de Jesus. Teresa se encontra com o Crucificado ressuscitado e em seu corpo vê, lê com clareza o poder deste amor, capaz de superar toda resistência e diminuir qualquer obstáculo. Teresa se abandona totalmente a ele libertando-se de tudo o que a constrangia no plano pessoal, social e eclesial. Seu coração ferido é o coração do homem novo, o coração de carne (Ez 11,19), libertado e aliviado, como no impulso ascensional da representação de Bernini, para o amor que a atrai a si e a faz sua. Sua esposa, porém mais ainda sua amiga e colaboradora. Precisamente como a Samaritana é descrita como a amiga que fala com Jesus e a discípula que fala aos demais de Jesus, assim é Teresa. À passividade de ser perdoada, escutada e amada por Jesus, corresponde à atividade da amiga e colaboradora que já não se espantará mais com sua fragilidade ou das dificuldades materiais ou dos prejuízos dos homens, inclusive sendo eclesiásticos influentes. Teresa se coloca a caminho e não deixará de caminhar até sua morte, que é para ela o umbral mais além do qual continuará caminhando ao encontro com ele, já verdadeiramente Esposo contemplado face a face.
Teresa nos convida a segui-la em seu caminho ao encontro do Crucificado ressuscitado, em todas as páginas, em todas as linhas de seus escritos. Repete-nos que Jesus Cristo está vivo, com uma vida oferecida e doada a quem quiser acolhê-la. O que é o que nos impede de segui-lo? O que é que nos impede de fazer sua mesma experiência? Talvez encontremos uma resposta na passagem do livro da Sabedoria, que foi proclamado como primeira leitura: “Eu a preferi aos cetros e aos tronos e, junto dela, considerei como nada a riqueza” (Sb 7,8). A Sabedoria se deixa encontrar por quem se decide por ela, por quem compromete nela a própria liberdade. Demasiadas coisas nos ocupam, coisas que não escolhemos livremente, mas que deixamos que preencha nossa vida. Não nos alimentam, não nos saciam, não nos dão vivacidade, e entretanto não temos a força de nos livrarmos delas. Sabemos que Teresa lutou durante muito tempo por libertar-se do que possuía ou, melhor dizendo, do que a possuía. Não podemos por isso pensar que para nós seja mais fácil que para ela, nem que seja possível chegar a uma verdadeira transformação de nós mesmos sem a graça de Deus, invocá-lo de modo incansável, e sem um sério compromisso por nossa parte. Um compromisso que devemos exercer numa dupla direção: em desprendermos de tantas coisas, que nos detêm e nos confundem, e levarmos avante a obra para cumprir responsavelmente o trabalho que nos foi confiado. Na realidade, o homem está feito de tal modo que só a ação obediente à vontade de Deus pode transformá-lo. E o afirmo sabendo perfeitamente que a vontade de Deus deve direcionar, desde o interior, nossa vontade, e não a do homem. Que Teresa nos ensine a reencontrar nossa liberdade em entregar-nos àquele que nos quer efetivamente livre.
+Roma, 4 de setembro de 2009
Queridos irmãos no Carmelo
Enviamos uma nova ficha de leitura para o “Livro da Vida” de Santa Teresa de Jesus, com a finalidade de completar aquela que aprovamos no Capítulo Geral, possuidora de um conteúdo mais dinâmico e pastoral. A presente ficha de leitura, como poderá ser constatado, é mais teórico-doutrinal e trata de situar o livro contextualizando-o, apresentando seu conteúdo e seções e fazendo uma breve introdução para a leitura de cada uma delas.
Como também poderá se constatar, a ficha não é muito extensa; não queremos, em fidelidade ao que foi tratado no Capítulo Geral, fazer uma grande introdução que roube tempo no que realmente importa: ler as obras de Santa Teresa de Jesus.
Pedimos que, o quanto antes, possa chegar aos frades, monjas e membros da OCDS, do modo que for mais prático, uma cópia desta ficha a qual, em breve, poderá também apresentar-se na Web que, por motivo do Centenário, preparará a Comissão nomeada pelo Definitório geral, que preparou esta ficha com a ajuda do P. Salvador Ros, ocd. Cada ano irá chegar, para distribuí-las em sua circunscrição, duas fichas como estas: uma de caráter mais pastoral e outra mais teórica e doutrinal.
“Agora começamos…” e para fazê-lo “de bem a melhor” oferecemos a nossos irmãos e irmãs este simples material. A leitura fiel e criativa de cada um de nós, esperamos, será o terreno adequado no qual estas simples sementes darão fruto abundante.
Com afeto e unido a sua oração: P. Emilio J. Martínez González, Vic. Gen. ocd.
EL CARMELO DE PUERTO PRÍNCIPE (HAITÍ) SOBREVIVE AL SEÍSMO
Carmelitas Descalzas de Haití: “Estamos sanas y salvas”
Puerto Príncipe (2010-01-18).- A última hora de la tarde de ayer, la hermana Jacqueline Marie de la Trinite, priora del monasterio de carmelitas descalzas de Puerto Príncipe (Haití), confirmaba que todas las hermanas de la comunidad se encontraban “sanas y salvas”.
Tras el devastador terremoto que el pasado 12 de enero asoló la capital de Haití con una magnitud de 7,3 en la escala de Richter, se perdió toda comunicación con el Monasterio de Puerto Príncipe. A la incertidumbre que generó esta falta de comunicación directa con las carmelitas hubo que sumar las noticias contradictoras que llegaban por distintos canales sobre el estado de la comunidad.
Sólo después de cinco días de producirse la tragedia se despajaron todas las dudas. La propia priora del Monasterio, la hermana Jacqueline Marie de la Trinite, pudo ponerse en contacto con su hermana y con el P. Robert Paul, Definidor General, para comunicar que “nosotras estamos, gracias a Dios, sanas y salvas” y solicitar que “continúen orando por la difícil situación en la que se encuentra sumido el país”.
Esta misma mañana el Vicario Regional del Caribe, P. Francisco Javier Mena, hacía llegar desde la vecina República Dominicana la confirmación del buen estado de las tres hermanas que componen la comunidad -Jacqueline Marie de la Trinite, Therèse Benedicte y Marie Therèse- y del monasterio. El P. Mena transmitía el testimonio de la hermana Inés del Mercado, carmelita de la enseñanza, que pudo comprobar directamente sobre el terreno el estado de la comunidad.
Solidaridad con Haití
El Secretario General para las Misiones de la Orden, el P. Julio Almansa, ha habilitado una cuenta bancaria para dar respuesta a las solicitudes de ayuda y donativos que en estos días están llegando hasta la Casa Generalicia de los Carmelitas Descalzos en Roma. Los fondos recibidos en esta cuenta serán canalizados para ayudar la comunidad de carmelitas de Puerto Príncipe y al pueblo haitiano afectado por la catástrofe.
(CARMELITANI SCALZI) Credito bergamasco- Filiale 89 – Via Bomcompagni 14 – Roma
IBAN: IT22F0333603200000000001519
BIC o SWIFT: CREBIT22089
Postado por Carmelitas Descalzos, Curia General – ROMA.