Mexicanas rechaçam energicamente aborto: fazê-lo legal, não evitou os abortos clandestinos (Reportagem – ACI Digital – 29.09.2010)

ELEIÇÕES -BRASIL

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Fonte: ACI Digital

Mexicanas rechaçam energicamente aborto: fazê-lo legal, não evitou os abortos clandestinos

MEXICO D.F., 29 Set. 10 / 12:18 pm (ACI).- No dia em que grupos feministas “celebram” o dia internacional pela despenalização do aborto na América Latina, diversas organizações de mulheres no México exigiram a promoção e a defesa da vida através de leis que fomentem a educação, a saúde e o emprego para combater esta prática anti-vida, que destrói a vida dos não-nascidos e das suas mães.

As organizações criticaram a decisão do Distrito Federal de permitir o aborto até a semana 12 de gestação, “quando a maioria da sociedade não está de acordo” e questionaram que “se mantenha na clandestinidade as cifras de processos realizados em instituições privadas da capital, e se guarde silêncio sobre o síndrome pós-aborto”.

A presidenta do Instituto para a Reabilitação da Mulher e a Família (IRMA), Mari Carmen Alva disse que na especialização do tratamento à síndrome pós-aborto, “encontraram mulheres que inclusive repetiram esta experiência em até três ocasiões, com sequelas psicológicas ou infecções, hemorragias e inclusive, casos dolorosos de jovenzinhas que perderam a matriz e isso com a possibilidade de serem mães, de [darem] vida”.

Como exemplo disto pôs o caso de uma jovem de 23 anos quem “esteve perto da morte por uma perfuração do intestino devido a um aborto e era o único filho que teria em sua vida. Arriscam tudo porque não têm orientação, ninguém lhes dá alternativas mais que a de ‘desfazer-se’ do bebê que leva no ventre à custa de sua própria saúde e da própria vida”, explicou

Alva comentou logo que diversos psicólogos, psiquiatras e tanatologistas confirmam os estragos da síndrome pós-aborto nas mulheres: “porque seguem dizendo a elas que não acontece nada, que depois do cancelamento da gravidez vão seguir sua vida como antes, que se trata de um punhado de células, como se não tivesse acontecido nada, mas a realidade as coloca em quadros permanentes de depressão, transtornos e até tendências suicidas”.

A perita disse que quando uma mulher começa a descobrir que sua vida não é a mesma, que tem pesadelos, insônia, depressão, angústia, é quando a mulher requer de um apoio de especialistas mas não o têm; a autoridade da capital se empenha em assegurar que não existe esta consequência, e, portanto, aqueles que promovem o aborto “condenam a mulher a uma vida de silêncio”.

Depois de questionar o anúncio, “com tambores grandes e pratos” de que no Distrito Federal já se realizaram 50 mil abortos, Mari Carmen Alva disse que “a mulher necessita alternativas distintas ao aborto, como, por exemplo que se ofereça como opção serviços de saúde gratuitos para adolescentes grávidas, creches e serviços perto de suas zonas de trabalho, redução de horários de trabalho para as que são mães, que não a [leve] a tomar uma decisão equivocada”.

Por isso, diversas organizações ressaltaram a decisão de 17 estados da República de blindar a vida desde a concepção. Estas reformas, disseram, não atentam contra as mulheres mas as defendem, assim como os seus filhos não nascidos. Em alguns estados, explicam, substituiu-se a pena de cárcere por atenção médica integral e se trabalha por impulsionar políticas públicas que favoreçam a mulher grávida, sobretudo a que se encontra em situação vulnerável e que brindem alternativas em matéria de saúde, emprego e educação.

O aborto, explicaram logo, não cura nenhuma doença. “Todo procedimento deve ser feito a favor da saúde, inclusive quando tomamos um remédio sabemos que pode haver efeitos secundários, mas o bem que se busca é o da saúde e, nestes casos, não se busca a saúde; é evidente que [isto] vai trazer repercussões mas na sua vida reprodutiva, sem descartar as [afecções] psicológicas”.

Madalena Ernaut, do Código Mulher, disse logo que “a própria autoridade reconheceu que os hospitais privados não reportam o número real de abortos praticados, porque as mulheres que o praticam o que menos querem é ficar registradas; querem manter em silêncio a experiência, por isso preferem evitar o setor saúde. Quer dizer, o fazê-lo legal, não evitou os abortos clandestinos. Por isso, na Cidade do México não temos nenhuma razão para festejar (na capital) e, [sim], muito de quê se lamentar, pois a clandestinidade também obriga as mulheres ao silêncio”. (ACIDigital)

“Aborto, ‘matrimônio’ e adoção gays são contrários à ordem natural e à democracia”, diz Cardeal mexicano (ACI Digital – 27.09.2010)

ELEIÇÕES – BRASIL

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Fonte: ACI Digital

Cardeal Juan Sandoval Íñiguez, Arcebispo de GuadalajaraAmérica

AMÉRICA

Aborto, “matrimônio” e adoção gays são contrários à ordem natural e à democracia, diz Cardeal mexicano

GUADALAJARA, 27 Set. 10 / 12:32 pm (ACI).- O Arcebispo de Guadalajara, no México, Cardeal Juan Sandoval Íñiguez assinalou que as leis que se aprovaram no Distrito Federal com o aval da Suprema Corte de Justiça da Nação que permitem o aborto até as 12 semanas, a pílula do dia seguinte, as uniões homossexuais equiparadas ao matrimônio e a possibilidade de que estes adotem, são contrárias à ordem natural e à democracia.

No artigo publicado pelo “Semanário” da Arquidiocese de Guadalajara, o Cardeal explica que estas leis são “imorais, muito prejudiciais para o país” e “se forem postas em prática, danificarão sobremaneira a vida desta Nação e a instituição do matrimônio”.

O Arcebispo disse que estas normas são contrárias à ordem natural, “à Lei Natural que todos levamos impressa no coração, e que está inscrita na Natureza. Esta nos ensina que os seres vivos corporais são sexuados; as plantas, os animais e o homem são sexuados: sexo masculino e feminino, sexos que são complementares e, além disso, que contribuem com vida, que são fecundos”.

Em segundo lugar, prosseguiu, com estas leis “danifica-se ou se contradiz à Sagrada Escritura, à fé cristã compartilhada pela maioria do povo do México. portanto, dá como resultado (e isto é o terceiro), que essas leis vão contra a opinião da maioria; inclusive, houve pesquisas referentes, por exemplo, sobre a adoção de crianças por casais de homossexuais, e a maioria das pessoas disse estar em desacordo”.

Por isso, precisou, estas “leis são ditatoriais, são contrárias à democracia, denigrem a representatividade dos governantes e dos legisladores, que não têm poder absoluto, senão aquele que lhes dá o povo que eles representam, e não podem legislar nem contra a Lei Natural nem contra a vontade do povo”.

Depois de denunciar que no Distrito Federal já se realizaram 40 mil abortos como produto da decisão da Corte Suprema, o Cardeal questionou: “como é possível que uns quantos indivíduos legislem para 110 milhões de mexicanos sem tomá-los em conta, sem requerer a opinião da maioria?”

Finalmente expressou seu desejo de que “as leis injustas se revertam; que pudéssemos refletir e colocar marcha atrás nessas normas, como digo, ditatoriais, e que um povo que quer a democracia não deve permitir”. (ACIDigital)

“Por isso, nós que somos os discípulos de Jesus, os cristãos, temos uma grande missão, sermos sal num mundo corrompido pela podridão do pecado, das injustiças, do egoísmo, da ambição, riqueza, poder…” – Pregação – Mês da Bíblia – Padre Ademir V. Borges – Setembro – 2010

Fonte/imagem: Arquidiocese de Brasília – Artigo “Mês da Bíblia”

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Eu e meu esposo assistimos o filme “A Estrada”. Este filme propõe uma visão de absoluta derrocada da vida na terra, por intermédio de uma explosão nuclear, onde o que é vivo foi dizimado, enquanto que materiais inorgânicos não são destruídos. O cenário é apocalíptico, e dá a ideia de que uma nuvem nuclear atingiu o mundo inteiro com maior ou menor intensidade, tal como um tornado. No entanto, alguns seres humanos restaram, talvez pela razão de estarem mais distantes do epicentro da explosão. Aliás, o roteiro permite que imaginemos que podem ter ocorrido várias explosões. A comida é rara; não há animais, e entre os que estão vivos, alguns, agrupados em gangues ou armados individualmente, se tornaram canibais… Provavelmente a bomba atômica é a de nêutrons, que já foi testada. Esta, criada há cinco ou seis décadas, tem a característica particularmente hedionda de manter intactos os bens materiais do inimigo, enquanto dizima tudo que respira…

Não foi fácil acompanhar o desenvolvimento da história, que está centrada na luta solitária e desesperada de um pai e um filho para sobreviver em meio à hecatombe nuclear, sem, no entanto, conceber o recurso a matarem seres humanos e deles se alimentarem. Há uma afirmação central no filme: naquela situação os seres humanos estão divididos, sem meio-termo, entre bons e maus, e o que os diferencia, tal como o pai do menino afirma é que os bons possuem um “fogo interior”. Achei que esta definição, diferenciação foi lapidar, apropriada em hora tão cruel, mas fruto de escolhas humanas que chegaram a um ponto que foi possível tal término da vida  sobre a face da terra. Na verdade, entre os que estão vivos, que perambulam pelas estradas, e sobrevivem como é possível, afora carne humana, do que é comestível, há a perspectiva do aniquilamento porque estão contaminados em algum grau com a radiação. O pai do menino morre de um doença que lhe afetou os pulmões, que em dias normais poderia ser tuberculose.

O que nos resta pensar é que se as agressões ao meio-ambiente continuam, e a propostas do governantes mundiais não são unânimes quanto ao Protocolo de Kioto, por exemplo, renegado pelos Estados Unidos, e a fabricação de armas de extermínio em massa continuam a ser admitidas, temos um quadro propício para uma reação em cadeia em meio a conflitos entre nações. O Paquistão, país preponderantemente islâmico, mas que não protege a população de opção religiosa não muçulmana, preocupa, tal como a Índia que também possui em seu arsenal, armamento atômico. É preocupante também para o mundo ocidental que, aliás,  iniciou a fabricação de bombas atômicas, mas que tem atualmente a proposta de recuo na estratégia de possíveis guerras, os avanços e recuos do Irã no sentido de utilização não-pacífica de urânio e outros componentes para fabricação de uma bomba atômica.

A propósito deste assunto, desta realidade assustadora, ou seja, do que fazemos enquanto avança este quadro de conflitos, ou invasões em busca de petróleo entre as nações, trago a pregação do Padre Ademir V. Borges, de Santa Catarina. Ela ilumina nossa conduta em meio a todas essas possibilidade, com base nos ensinamentos de Jesus Cristo.

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SAL DA TERRA E LUZ DO MUNDO

Estamos no mês de setembro, dedicado à Palavra de Deus , Palavra que alimenta nossa alma e orienta nossa vida, nos aproximando dos valores do Reino de Deus. Como nos lembra o Salmista “Tua Palavra é lâmpada para oa meus pés, e Luz para o meu caminho” (Sl 119, 105).

O evangelista Mateus, no Capítulo cinco , depois de Jesus proclamar as bem-aventuranças, o caminho da felicidade, mostra que Nosso Senhor Jesus olha cada um de seus discípulos que estão à sua volta e diz: “Vos sóis o sal da terra. Vós sois a luz do mundo” (Mt 5,13-14). estas palavras são muito importantes porque nos ensinam que elas não foram entregues para a nossa vida, mas para a de todo mundo. Por isso, nós que somos os discípulos de Jesus, os cristãos, temos uma grande missão, sermos sal num mundo corrompido pela podridão do pecado, das injustiças, do egoísmo, da ambição, riqueza, poder… Assim como Jesus, temos de dar sabor à nossa vida e à vida de tantos irmãos e irmãs que estão perdendo suas vidas. como podemos ser sal? Tendo as mesmas atitudes de Jesus para com as pessoas: atitudes de amor, misericórdia, bondade, justiça, esperança… Porque, “se o sal se tornar insosso, com que salgaremos? Para nada mais serve , senão para para ser lançado fora e pisado pelos homens”. Isso exige de nós perseverança, luta constante, fé diante das tentações, e perseguições do mundo, para não perdermos o sabor, a alegria, a coragem de testemunhar a Palavra e a Salvação que vem do Senhor, senão também nos perderemos e não serviremos para nada!

“Vós sois a luz do mundo”. O mundo não é uma nação só de vinte cidades, mas de milhares e milhares, e também de povos e nações. Por isso nossa luz que é Jesus vivo e ressuscitado tem que estar sempre acesa e no alto para que todos possam ver e ser atraídos por ela. “Não se acende uma lâmpada para colocá-la debaixo da mesa, mas na luminária”. Nesse sentido, ser luz no mundo e ser sinal vivo da presença do amor de Jesus diante das trevas e escuridão criadas pelas pessoas que escolheram o caminho do mal. Que nossa luz brilhe forte e alto no esforço de cada dia para não desistirmos do amor, de ter esperança, de lutar, e acreditando na força do bem, que outro modelo de mundo é possível, sem guerra, violência, ganância e injustiças. “Brilhe vossa luz diante dos homens, para que vendo vossas boas obras, eles glorifiquem vosso Pai que está nos céus.

alimentados pela Palavra de Deus e a Eucaristia procuremos ser no mundo e na vida das pessoas como o sal que dá sabor e conserva os alimentos e como a luz que ilumina a escuridão e aquece os corações frios e sedentos do amor de Jesus!

Com minha bênção e oração.

Pe. Ademir V. Borges

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“A Evangelização da cultura é de especial importância em nosso tempo, quando a ‘ditadura do relativismo’ ameaça obscurecer a verdade imutável sobre a natureza do homem, sobre seu destino e seu bem último.” – Trecho da Homilia do Papa Bento XVI, celebrada em Glasgow, na Escócia, no dia 16 de setembro, em viagem apostólica ao Reino Unido.

Papa Bento XVI e Rainha Elisabeth II em solenidade

A viagem apostólica do Papa Bento XVI transcorrerá no período de 16 a 19 de setembro, no Reino Unido. Incluída no roteiro está a capital Glasgow, na Escócia, onde celebrou uma Missa, ontem, dia 16 de setembro.

A Homilia completa, em espanhol, da Missa, pode ser acessada no link  mais abaixo, a partir do site do Vaticano, ou na fonte citada aqui,  em espanhol (não há tradução disponível para o português no site do Vaticano), no seguinte endereço: http://missatridentinaemportugal.blogspot.com/2010/09/homilia-del-santo-padre-benedicto-xvi.html .

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Missa cebebrada pelo Papa Bento XVI no "Bellahouston Park"

Fonte: Missa Gregoriana em Portugal

Viagem Apostólica do Santo Padre à Grã-Bretanha (III) – Homilia em Glasgow

Trechos da Homilia do Papa no Bellahouston Park em Glasgow, Escócia (16.09.2010)

A Evangelização da cultura é de especial importância em nosso tempo, quando a “ditadura do relativismo” ameaça obscurecer a verdade imutável sobre a natureza do homem, sobre seu destino e seu bem último. Hoje em dia, alguns buscam excluir da esfera pública as crenças religiosas, relegá-las ao âmbito privado, objectando que são uma ameaça para a igualdade e a liberdade. No entanto, a religião é na realidade garantia de autêntica liberdade e respeito, que nos move a ver cada pessoa como um irmão ou irmã. Por este motivo, convido-vos particularmente a vós, fiéis leigos, em virtude da vossa vocação e missão batpismal, a serdes não somente exemplo de fé em público, como também a promoverdes no foro público os argumentos da sabedoria e da visão de mundo que decorrem da fé. A sociedade atual necessita de vozes claras que defendam nosso direito a viver, não numa selva de liberdades autodestrutivas e arbitrárias, mas numa sociedade que trabalhe pelo verdadeiro bem-estar de seus cidadãos e lhes ofereça orientação e proteção em sua debilidade e fragilidade. Não tenhais medo de oferecer este serviço a vossos irmãos e irmãs, e ao futuro de vossa amada nação.

São Ninian, cuja festa celebramos hoje, não teve medo de elevar sua voz sozinho. Seguindo as ondas dos discípulos que Nosso Senhor enviou antes dele, Ninian foi um dos primeiros missionários católicos a trazer a boa-nova de Jesus Cristo a seus irmãos britânicos.

Gostaria de me dirigir agora especialmente aos Bispos da Escócia. Como sabeis, um de vossos primeiros deveres pastorais está relacionado a vossos sacerdotes e a sua santificação.

Finalmente, desejo dirigir-me a vós, meus queridos jovens católicos da Escócia. Eu vso exorto a levar uma vida digna de Nosso Senhor e de vós mesmos. Há muitas tentações que deveis enfrentar cada dia – droga, dinheiro, sexo, pornografia, álcool – e que o mundo vos diz que trarão felicidade, quando, na verdade, estas coisas são destrutivas e criam divisão. Só uma coisa permanece: o amor pessoal de Jesus por cada um de vós. Buscai-O, conhecei-O e amai-O, e Ele vos libertará da escravidão da existência deslumbrante, mas superficial, que a sociedade atual frequentemente propõe. Deixai de lado tudo o que é indigno e descobri vossa própria dignidade de filhos de Deus.

Para o texto completo da Homilia, aqui.

Fonte: Oblatvs

Postado por Mons.Lebrum às 22:40.

Publicado em Missa Tridentina em Portugal.

A Coroa de Nossa Senhora das Dores teve início na Itália em 1617, por iniciativa da Ordem dos Servos de Maria, assim como a Missa de Nossa Senhora das Dores, que hoje é celebrada em toda a Igreja no dia 15 de setembro. (Movimento Rosário Permanente)

Para refletirmos juntos: o que pode ser mais digno de nossa compaixão e ação, se somos filhos e filhas de Cristo Jesus, que a dor sem mitigação de crianças doentes com HIV, AIDS, ou câncer? Infelizmente, esta é uma realidade no Quênia. Neste país, as autoridades públicas deixam sem a apropriada assistência quase 80% das crianças que se encontram no estágio de agonia… Ou seja, não recebem os devidos cuidados paliativos para dor e, além disso, não são providenciados para todas as infectadas, os anti-retrovirais para o combate ao HIV em seus frágeis organismos.

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Fonte: Movimento do Rosário Permanente

Nossa Senhora das Dores

Festa: 15 de setembro

A Coroa de Nossa Senhora das Dores teve início na Itália em 1617, por iniciativa da Ordem dos Servos de Maria, assim como a Missa de Nossa Senhora das Dores, que hoje é celebrada em toda a Igreja no dia 15 de setembro.
A Coroa é um dos frutos do carisma mariano da Ordem, cultivado desde 1233, ano de sua fundação.
A Coroa surgiu inicialmente como alimento da piedade mariana dos leigos reunidos em grupos chamados Ordem Terceira.
A Coroa das Dores teve sempre a aprovação dos Papas.

Introdução
D- Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
R- Amém!
D- Nós vos louvamos, Senhor, e vos bendizemos!
R- Porque associastes a Virgem Maria à obra da salvação.
D- Nós contemplamos vossas Dores, ó mãe de Deus!
R- E vos seguimos no caminho da fé!

Primeira Dor – Profecia de Simeão
Simeão os abençoou e disse a Maria, sua mãe: Eis que este menino está destinado a ser ocasião de queda e elevação de muitos em Israel e sinal de contradição. Quanto a ti, uma espada te transpassará a alma (Lc 2,34-35).

1 Pai Nosso; 7 Ave Marias

Segunda Dor – Fuga para o Egito
O anjo do Senhor apareceu em sonho a José e disse: Levanta, toma o menino e a mãe, foge para o Egito e fica lá até que te avise. Pois Herodes vai procurar o menino para matá-lo. Levantando-se, José tomou o menino e a mãe, e partiu para o Egito (Mt 2,13-14).
1 Pai Nosso; 7 Ave Marias

Terceira Dor – Maria procura Jesus em Jerusalém
Acabados os dias da festa da Páscoa, quando voltaram, o menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que os pais o percebessem. Pensando que estivesse na caravana, andaram o caminho de um dia e o procuraram entre parentes e conhecidos. E, não o achando, voltaram a Jerusalém à procura dele (Lc 2,43b-45).

1 Pai Nosso; 7 Ave Marias

Quarta Dor – Jesus encontra a Sua Mãe no caminho do Calvário
Ao conduzir Jesus, lançaram mão de um certo Simão de Cirene, que vinha do campo, e o encarregaram de levar a cruz atrás de Jesus. Seguia-o grande multidão de povo e de mulheres que batiam no peito e o lamentavam (Lc 23,26-27).
1 Pai Nosso; 7 Ave Marias

Quinta Dor – Maria ao pé da Cruz de Jesus
Junto à cruz de Jesus estavam de pé sua Mãe, a irmã de sua Mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. Vendo a Mãe e, perto dela, o discípulo a quem amava, disse Jesus para a mãe: Mulher, eis aí o teu filho! Depois disse para o discípulo: Eis aí a tua Mãe! (Jo 19,15-27a).
1 Pai Nosso; 7 Ave Marias

Sexta Dor – Maria recebe Jesus descido da Cruz
Chegada a tarde, porque era o dia da Preparação, isto é, a véspera de sábado, veio José de Arimatéia, entrou decidido na casa de Pilatos e pediu o corpo de Jesus. Pilatos, então, deu o cadáver a José, que retirou o corpo da cruz (Mc 15,42).
1 Pai Nosso; 7 Ave Marias

Sétima Dor – Maria deposita Jesus no Sepulcro
Os discípulos tiraram o corpo de Jesus e envolveram em faixas de linho com aromas, conforme é o costume de sepultar dos judeus. Havia perto do local, onde fora crucificado, um jardim, e no jardim um sepulcro novo onde ninguém ainda fora depositado. Foi ali que puseram Jesus (Jo 19,40-42a).
1 Pai Nosso; 7 Ave Marias

Oração
Ó Deus, por vosso admirável desígnio, dispusestes prolongar a Paixão do vosso Filho, também nas infinitas cruzes da humanidade.
Nós Vos pedimos: assim com oquisestes que ao pé da Cruz do Vosso Filho, estivesse Sua Mãe, da mesma forma, à imitação da Virgem Maria, possamos estar sempre ao lado dos nossos irmãos que sofrem, levando amor e consolo.
Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

Ladainha de Nossa Senhora das Dores

Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.

Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.

(…)

Há necessidade urgente de cuidados paliativos para as crianças soropositivas e com câncer: somente 24% usufruem do tratamento anti-retroviral e do recurso a medicamentos de alívio para dor – Relatório da Human Rights Watch – HRW (Agência Fides – 14.09.2010)

Crianças desabrigadas no Quênia

Fonte/imagem: topicos.estadao.com.br

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Fonte: Agência FIDES

13.09.2010

ÁFRICA/QUÊNIAHá necessidade urgente de cuidados paliativos para as crianças soropositivas e com câncer: somente 24% usufruem do tratamento anti-retroviral e do recurso a medicamentos de alívio para dor*

Nairóbi (Agência Fides) – De um novo relatório da Human Rights Watch (HRW) emerge a necessidade de que o governo do Quênia se empenhe mais em favor dos cuidados paliativos para crianças com doenças crônicas, incluindo o HIV e AIDS. O relatório, ‘Needless Pain: Government Failure to Provide Palliative Care for Children in Kenya’, destaca os progressos consideráveis realizados pelo governo sobre a administração da terapia antirretroviral (ART) e quanto ainda tem de ser feito para aliviar a dor de muitas crianças que vivem longas agonias, sofrendo de câncer, HIV/AIDS. A falta de uma política nacional de cuidados paliativos, serviços precários de assistência às crianças, a escassa de disponibilidade de tratamentos contra as dores crônicas e a falta de um guia para os profissionais de saúde sobre o uso de opiáceos, estão entre os principais obstáculos para o acesso das crianças ao tratamento adequado da dor.

O Kenya Hospices and Palliative Care Association (KEHPCA) está trabalhando com o governo por um serviço de cuidados paliativos aos pacientes com HIV e câncer em 10 hospitais públicos do país. Infelizmente, embora a Organização Mundial de Saúde recomende a administração de morfina e outros opiáceos e o governo queniano os considera como medicamentos essenciais, não são tão comuns nos hospitais. O apelo ao governo é feito não só para melhorar o tratamento contra a dor das crianças, mas para melhor integrar a gama completa de cuidados paliativos pediátricos no sistema de saúde no país. Em 2008, a HRW criticou o governo por não tomar os cuidados adequados para o tratamento pediátrico com os ART, com apenas 24% das crianças que delas necessitam têm acesso. No entanto, segundo a Sessão Especial da Assembléia Geral da ONU sobre os progressos realizados no campo do HIV/SIDA no Quênia, muitas ONGs, a sociedade civil e funcionários do governo descobriram que a maioria das pessoas que necessitam não têm acesso aos cuidados paliativos e ao tratamento de infecções relacionadas ao HIV. (AP) (13/9/2010 Agência Fides)

*Título original: “ÁFRICA/QUÊNIA – Servem urgentemente curas paliativas para as crianças soropositivas: somente 24% usufruem do tratamento”

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Fonte: Agência FIDES

2010-09-07

ÁFRICA/QUÊNIA – Daqui a um ano nascerá a Catholic Continental News Agency for Africa

Nairóbi (Agência Fides)- O Igreja Católica africana terá uma única, grande, agência de notícias para todo o continente. Isto é o que ficou decidido no encontro em Nairóbi, que teve início em 31 de agosto (ver Fides1/9/2010), organizado pelo Simpósio das Conferências Episcopais da África e Madagascar (SECAM), em colaboração com o Conselho dos Meios de Comunicação Católicos (CAMECA). “Nós estabelecemos um ano de tempo para traçar o plano final para o lançamento da nova agência” – disse à Fides disse Benedict Assorow, Diretor das Comunicações do SECAM e membro do Central Working Group, responsável de projetar a nova agência. Os outros membros do Central Working Group são, Pe. Patrick Alumuku e André Quenum. Foi constituído uma comissão financeira e de colega de fundos presidido por Pe. Roger Tessier da Agência CISA de Nairóbi. “A reunião de Nairóbi é o ponto de chegada de um percurso iniciado há três anos, em 2007, quando começamos a discutir a criação de uma única agência de notícias católica em toda a África, com também a contribuição dada por jornalistas da UCAN, a agência católica asiática”, lembra Assorow. 
Segundo um comunicado divulgado no final da reunião, a Catholic Continental News Agency for Africa foi criada para fazer ouvir “a voz autêntica da África”, segundo a exortação do Papa Bento XVI para a II Assembleia Especial para a África do Sínodo dos Bispos realizada em Roma, em Outubro de 2009 e as Proposições Finais da Assembléia.

Em particular, a proposição nº 56 exige: “uma maior presença da Igreja nos meios de comunicação; a rede de centros áudio-visual, casas publicitárias e centros midiáticos; a formação profissional e a formação ética dos jornalistas para promover uma cultura de diálogo que evite a divisão, o sensacionalismo, informações erradas e ofensiva banalização do sofrimento humano, comportamentos que possam prejudicar a harmonia e a paz da sociedade e das comunidades; o uso dos meios modernos para propagar o Evangelho e os frutos do Sínodo atual, para a educação dos povos africanos à verdade, reconciliação e promoção da justiça e da paz; desenvolvimento de redes de satélite, sob a coordenação do CEPACS (o órgão da mídia SECAM) para servir a Igreja-Família de Deus na África, e organização de comissões para a comunicação diocesana, nacional e regional, com pessoas competentes para ajudar a Igreja a exercer o seu ministério profético na sociedade”. A nova agência será difundida gratuitamente em inglês, francês e português. (L.M.) (Agência Fides 7/9/2010)

“Os Carmelitas recebem o nome devido ao Monte Carmelo, Monte da Palestina, junto do Mediterrâneo e da Baía de Haifa, pois foi aí que viveram os primeiros monges, junto da fonte de Elias.” – Origem e História (Irmãs Mensageiras do Espírito Santo)

São Simão Stock - Fundador das ordens carmelitas na Europa

Fonte/imagem: “Santos” – Paróquia São Sebastião – Matão-SP

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SANTO ELIAS

0 profeta Elias aparece na Sagrada Escritura como o homem que caminha sempre na presença de Deus e combate, inflamado de zelo, pelo culto do único e verdadeiro Deus. Reivindica os direitos divinos no desafio feito aos profetas do Monte Carmelo, goza no Horeb da íntima experiência de Deus vivo.

Segundo a tradição, os primeiros eremitas, que no século XIII iniciaram a vida monástica no Monte Carmelo em honra da Virgem Maria, voltaram-se para Elias, tomando-o como exemplo da própria vida, juntamente com a Mãe de Deus.

Na Igreja e no Carmelo que tenta redescobrir o seu carisma profético, Elias assume uma grande importância. Todos os carmelitas o contemplam como modelo do seu amor a Deus que ele busca na montanha de Horeb. Elias é aquele que, encontrando Deus, não o guarda para si, mas desce para comunicá-lo aos homens.

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Fonte: Comunidade Carmelitana – http://www.freiscarmelitas.com.br/santos/santo_elias.htm

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Fonte: Irmãs e Irmãos Carmelitas Mensageiros do Espírito Santo

CARMELO – História

“Cada Ordem toma o seu nome de um lugar ou de um Santo” escreve João Baconthorp, Carmelita Inglês do séc. XIV. No caso dos Carmelitas, recebem o nome devido ao Monte Carmelo, Monte da Palestina, junto do Mediterrâneo e da Baía de Haifa, pois foi aí que viveram os primeiros monges, junto da fonte de Elias.

I – Origem
Quanto à data do início da Ordem Carmelita, não há muita certeza e é um ponto de discussão que se tornou clássico na história da Igreja, pois é difícil de precisar. É como que um labirinto histórico onde os historiadores se dividem. Por um lado, aparecem lendas piedosas sem qualquer valor histórico; por outro, há uma grande quantidade de documentos, fruto da pesquisa dos historiadores do séc. XX, que provocaram um renascimento da história da Ordem. Há, no entanto, dois fenômenos marcantes no séc. XI e XII que interessam para a história da Ordem:

  • ressurgimento da vida eremítica;
  • as peregrinações maciças à Terra Santa, conhecidas como Cruzadas.

Apesar de tudo, pensamos que podemos ficar com algumas datas certas para a origem da Ordem Carmelita: entre 1153 e 1159, Bertoldo, por inspiração do profeta Elias, dirige-se para o Monte Carmelo. Aí, com o auxílio do seu primo, o Patriarca D. Aimerico de Antioquia, constrói uma pequena capela perto da gruta de Elias e cerca as ruínas que existiam por lá. Aos poucos, cresce o número de eremitas que se espalham por todo o Monte, vivendo separados uns dos outros em pequenas cavernas, procurando assim imitar Elias.Provavelmente em 1209, Alberto, Patriarca de Jerusalém, dá-lhes uma forma de viver concreta, escrita (Regra), e reune-os perto da fonte de Elias, sob a obediência dum certo B. (segundo se pensa seria Brocardo), que é assim, de fato, o primeiro superior da Ordem.

II – Fundador
A grande glória dos Carmelitas é a grande anonimidade. Não têm fachada, por assim dizer; apenas procuram imitar Elias no “Vivere Deo”, no recolhimento e no silêncio. Nunca nenhum dos eremitas da época da formação teve a pretensão de ser o fundador. Mais tarde, quando todas as Ordens se gabavam do seu Fundador, quiseram os Carmelitas pôr Elias como o seu. Daí que tenha surgido uma corrente de lendas da Sucessão Eliana, que colocaram “os Filhos dos Profetas” como os primeiros habitantes do Carmelo. Mas é claro que esta sucessão ininterrupta não aconteceu. Elias é apenas o modelo e Pai Espiritual.

III – História
Com a Regra dada por Alberto de Jerusalém, os Carmelitas receberam a sua existência canônica. Podemos considerar, por isso, esta Regra como a codificação da vida que os Carmelitas já levavam no Monte Carmelo. Podemos chegar a esta conclusão baseando-nos nas palavras da Introdução da Regra: “…visto que nos pedis uma Norma de Vida que corresponda à vossa aspiração…”No entanto, não foi fácil. Quando, em 1215, o Concílio de Latrão proibia o estabelecimento de novas Ordens Religiosas, vários Prelados da Terra Santa começaram a contestar o direito de existência aos Carmelitas, visto eles não terem ainda aprovação pontifícia. Daí que os Carmelitas tivessem de recorrer a Roma. Depois de várias insistências, chega, finalmente, a aprovação dada pelo Papa Honório IV, em 30 de Janeiro de 1216, com a Bula Ut vivendi norman: “Mandamos, a vós e aos vossos sucessores, que observeis em remissão dos vossos pecados, na medida do possível, a Regra que vos foi dada pelo Patriarca de Jerusalém, de santa memória, pois que humildemente afirmais tê-la recebido antes do Concílio Geral”. A primeira emigração para Europa fez-se entre 1226 e 1229. As primeiras fundações na Europa mostram-nos claramente a intenção dos eremitas refugiados continuarem a vida solitária e contemplativa. São prova disso os conventos de Aygalades, perto de Marselha, Aylesford e Cambridge, que eram verdadeiros eremitérios construídos segundo a Regra de Santo Alberto. Esta primeira vinda para a Europa foi quase uma aventura, mas torna-se obrigatória, em 1237, devido às perseguições dos Islamitas. Todos os eremitas europeus recebem ordem de regressar aos seus países de origem. Este êxodo foi providencial, pois, em 1291, os Religiosos que continuaram no Monte Carmelo foram todos massacrados. A Ordem Carmelita salvou-se porque já tinha criado raízes na Europa.

Não foi nada fácil a adaptação à Europa, pois, aí, a vida tinha outras exigências que não tinha a vida eremítica. Em 1229, o Papa Gregório IX obriga-os a uma pobreza mais estrita, equiparando-os às Ordens Mendicantes: tinham que procurar o seu sustento numa vida mais ativa. Todavia, eram proibidos por muitos Bispos de viverem nas cidades, em sítios ermos, conforme mandava a Regra. Foi nestas circunstâncias difíceis que se celebrou o primeiro Capítulo Geral, em Aylesford, em 1245, sendo eleito Prior Geral Simão Stock, a quem Nossa senhora entregou o Escapulário do Carmo. Este, vendo as dificuldades, pediu ao Papa a adaptação da Regra às novas situações. Esta adaptação foi-lhe concedida pelo Papa Inocêncio IV, em 1 de Outubro de 1247, mediante a Bula Quae honorem conditoris. Mediante a adaptação da Regra à nova situação, iniciou-se uma nova vida e uma nova era na Ordem Carmelita. A exemplo das outras Ordens Mendicantes, Simão Stock fundou conventos nas cidades universitárias: Cambridge, 1249; Oxford, 1253; Paris, 1259; Bolonha, 1260. Como já dissemos, esta adaptação à nova vida na Europa não foi nada fácil. Por um lado, as pessoas não os acolhem bem, pensando que são mais uns tantos que vêm viver à custa das suas esmolas; por outro, são os próprios eremitas que têm dificuldade em se adaptar à nova situação. O Geral de então, Nicolau, o Francês, sucessor de Simão Stock, tentou mesmo destruir a obra do seu antecessor. Mas, ao sentir oposição, demitiu-se e resolveu retirar-se para a solidão, onde escreveu a célebre Sagitta Ignea, em 1272. Aí descreve as suas desilusões e convida todos a regressarem novamente à vida contemplativa na solidão dos eremitérios. Como em outras Ordens, também na Carmelita houve Reformas. Há duas mais importantes: no séc. XV, após o Cisma do Ocidente; no séc. XVI, após o Concílio de Trento. Desta segunda Reforma surgiram os hoje chamados “Carmelitas Descalços”.

Itens relacionados:

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Publicado em Carmelitas Mensageiras do Espírito Santo.

Mensagem do Papa: “Diante dos homens e mulheres da Ásia se abrem amplos horizontes de missão em seus esforços de testemunhar a verdade do Evangelho.” (in Agência Fides – 02.09.2010)

Fonte/imagem: Jornal Missão Jovem – Pime

Texto:  História da Igreja – As Missões no Extremo Oriente

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Fonte: Agência FIDES

02.09.2010

VATICANOMensagem do Papa: “Diante dos homens e mulheres da Ásia se abrem amplos horizontes de missão em seus esforços de testemunhar a verdade do Evangelho”

Cidade do Vaticano – (Agência Fides) – “O número sempre mais elevado de leigos engajados, preparados e entusiasmados é um sinal de imensa esperança para o futuro da Igreja na Ásia” – afirma o Santo Padre Bento XVI em sua Mensagem enviada ao Congresso dos leigos católicos da Ásia, em andamento, em Seul, na Coréia do Sul, de 31 de agosto a 5 de setembro, promovido pelo Pontifício Conselho para os Leigos sobre o tema “Proclamar Jesus Cristo na Ásia hoje”.

O Papa recorda que a Ásia, onde habitam dois terços da população mundial, “está passando por processos de crescimento econômico e de transformação social sem precedentes, neste contexto, os católicos são chamados a serem sinal e promessa da unidade e da comunhão, comunhão com Deus e com os homens, da qual toda a família humana deve desfrutar”. A eles é confiada a grande missão “de testemunhar Jesus Cristo, o Salvador universal da humanidade. Este é o serviço supremo, o maior dom que a Igreja pode oferecer ao povo asiático”.
Para realizar esta missão, os leigos “devem se tornar mais conscientes da graça batismal e de sua dignidade como filhos e filhas de Deus”, prossegue a mensagem enviada ao Presidente do Pontifício Conselho para os Leigos, Cardeal Stanislaw Rylko, observando que “em união de mente e coração com os seus pastores, e acompanhados a cada passo de sua viagem de fé por uma adequada formação espiritual e catequética, devem ser incentivados a colaborar de forma ativa, não só na construção de suas comunidades cristãs locais, mas também na criação de novas maneiras de anunciar o Evangelho em todos os setores da sociedade. Diante dos homens e mulheres da Ásia se abrem agora amplos horizontes de missão em seus esforços de testemunhar a verdade do Evangelho”. Neste ponto, o Papa cita o exemplo oferecido pelo amor conjugal e da vida familiar segundo os princípios cristãos, a defesa da vida, a preocupação com os pobres e oprimidos, a disponibilidade de perdoar os inimigos e perseguidores, o exemplo de justiça, verdade e solidariedade no local de trabalho e na vida pública. Bento XVI agradeceu “o trabalho excepcional de muitos catequistas que transmitem as riquezas da fé católica tanto aos jovens e quanto aos idosos”, lembra a contribuição para a formação do laicato por parte de movimentos apostólicos e carismáticos, as atividades das associações e movimentos eclesiais dedicados à promoção da dignidade humana e da justiça. “Com muitas comunidades e indivíduos envolvidos na oração e nas obras caritativas, e contribuindo nos conselhos pastorais e paróquias – afirma o Papa – estes grupos desempenham um importante papel nas Igrejas particulares da Ásia a ser edificada no amor e na fé, reforçada na comunhão com a Igreja Universal e renovada no zelo pela difusão do Evangelho”.

No final da mensagem, Bento XVI promete rezar a fim de que o Congresso “evidencie a função indispensável dos leigos na missão da Igreja e desenvolva iniciativas e programas específicos para ajudá-los em sua tarefa de anunciar Jesus Cristo na Ásia hoje”. (SL) (Agência Fides 2/09/2010)

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ASSUNTO RELACIONADO

Fonte: Agência FIDES

03.09.2010

ÁSIA/PAQUISTÃO – Águas desviadas: os protestos da sociedade civil

Islamabad (Agência Fides) – A sociedade civil, a política, os meios de comunicação no Paquistão estão levantando a voz contra o fenômeno das “águas desviadas” que causou sofrimento e deslocamento de milhões de pobres. Como a Fides denunciou nos últimos dias, durante as inundações, alguns proprietários de terra, para salvar suas terras,  construíram barragens e desviaram as águas para as áreas onde se localizavam os povoados e terras de pequenos agricultores e camponeses pobres, muitas vezes pertencentes às minorias religiosas cristãs e hindus.

Raza Haroon, Ministro da Tecnologia da Informação, na província de Sindh, fez um apelo em favor da formação de uma Comissão jurídica, para constatar as responsabilidades do desvio das águas, pedindo que seja incluído os juízes da Suprema Corte do Paquistão. Conforme relatado à Agência Fides, a Comissão para os Direitos Humanos do Paquistão e outras ONGs, de diversas proveniências, cristas e muçulmanas, pediram ao governo a investigação da Suprema Corte.

“Essas águas desviadas, em detrimento dos pobres, é um fenômeno que causou grande perplexidade e indignação na opinião pública. Os grandes proprietários pensaram em salvar suas terras, construção estruturas de canalização, sem se interessarem pelas conseqüências. Eles são pessoas ricas, influentes e também diretamente no Parlamento. Pensam que podem agir sem perturbações”, explica numa conversa com a Agência Fides, Mehdi Hasan, jornalista e acadêmico, Presidente da Comissão para os Direitos Humanos do Paquistão (HRCP), ONG que trabalha pelo defesa dos direitos humanos. “Nós pedimos ao governo um protesto oficial a este abuso contra esses abusos que interessam pelo menos 2 milhões de pessoas em Sindh e Punjab. Juntamente com a lentidão das ajudas é um dos motivos que aumentam nessas horas, a raiva das pessoas deslocadas”, denunciada pela Cruz Vermelha Internacional. “Pedimos ao governo e ao poder judicial para investigar e apurar os responsáveis. E se for verificado que estão envolvidos membros do Parlamento, de iniciar contra eles um procedimento de censura e ressarcimento de danos” – acrescenta.

A Comissão confirma as discriminações nas ajudas em detrimento das minorias religiosas: “Também por isso, expressamos nossa grande desilusão. O problema ocorre quando as ajudas passam por meio de associações caritativas de matriz islâmica fundamentalista”, explica. “A primeira é uma questão política: os senhores feudais do Paquistão gozam de fortes apoios e influências de alto nível. O segundo problema é de caráter social e cultural: É urgente rever o sistema educacional do Paquistão e a formação das jovens gerações sob a bandeira dos valores da laicidade, da democracia, respeito, liberdade religiosa”.

Ayud Sajid, católico, é diretor da ONG paquistanesa “Organização para o Desenvolvimento e a Paz” (ODP), não confessional, mas guiada pelo dominicano Pe. Raphael Mehnga. A ODP é empenhada no trabalho humanitário em 5 distritos do sul do Punjab, entre as mais afetadas pelas enchentes. “Na área de Muzaffargarh – disse à Fides – existiam também comunidades cristãs e hindus, afetadas pelas inundações desviadas. Aconteceu especialmente em Sindh, mas também em partes do Punjab. Especialmente os pequenos agricultores vão precisar de ajuda para recuperar pelo menos o grão a ser plantado para a safra do próximo Outono. Caso contrário será fome”. “O governo deve assumir a responsabilidade por essas pessoas: numa declaração conjunta, assinada por várias ONGs também solicitamos a intervenção do judiciário”. (PA) (Agência Fides 3/9/2010)

*Grifo meu.

“(…) É dever do Estado cuidar da família e ajudá-la a realizar bem sua missão.” – Artigo – Cardeal Dom Odilo P. Scherer – Arcebispo de São Paulo – (Blog dos Casais Carmelitas)

Fonte: Missionários e Missionárias da Consolata:

“Vamos amar e cuidar de nossas crianças” – Exploração Sexual Infantil

Fonte/imagem: Novena – 9º dia Dia – Missionários e Missionárias da Consolata – Missões

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Gostaria de manifestar o quanto me incomoda a naturalidade com que o meio político dominante na atualidade se posiciona a respeito da distribuição de preservativos nas escolas. Concordo totalmente com D. Odilo Scherer (no artigo abaixo) que vê nesta ação o incentivo à  atividade sexual precoce de crianças e adolescentes. Para mim, é uma tragédia nacional, tanto quanto, a legalização do aborto e o consequente atendimento de adolescente e mulheres adultas na rede pública. Explico-me: se a atividade sexual entre adultos gera  uma série de realidades não controláveis, imaginem  como anda a situação entre pré-adolescentes e adolescentes.  Há uma cultura de liberdade sexual, a qual as crianças e adolescentes são incentivados precocemente, com a ressalva da “proteção” contra as doenças venéreas, Aids e gravidez. Ainda mais, se uma gravidez inesperada acontecer entre as jovens dessas faixas, poderiam se “livrar” do problema através do serviço público. Tal decisão seria  facilitada pelo exemplo das mães, de todas as idades, que do SUS se utilizariam em momentos considerados pouco convenientes para uma gravidez… Acho desagradável pensar que boa parte da Europa, Leste europeu e Ásia aderiram, infelizmente, à cultura do descarte da vida ainda no ventre das mulheres. Eu condeno a ação governamental que manipula dados sobre mortes de mulheres em clínicas de aborto precárias e outras alternativas também precárias, para tornar o aborto uma prática pública. No entanto, acho que esta decisão é de foro íntimo, e em si mesma, traz graves consequências à psique feminina. Portanto, tal como Jesus, devemos ter em mente que há lugar para o arrependimento profundo, não cabendo a ninguém pessoalmente condenar a mulher que o praticou. Aos olhos de Deus  e diante de si própria sabe do peso de seu ato.

Através de diversos estudos feitos pela Igreja e outros organismos, foi demonstrado que as mulheres que decidem pelo aborto, de modo consciente ou inconsciente, acabam carregando ao longo de suas vidas o peso da culpa por um aborto efetivado, são depressivas, angustiadas. Por consequência, recorrem a algum tipo de alívio,  tornando-se, em geral,  dependentes do álcool.

Lembro que, pouco antes de morrer, parece-me que Johnson, da dupla de cientistas famosos Master e Johnson, dos EUA, voltou atrás  à respeito de uma declaração bombástica feita na década de 70. Havia dito à imprensa  que “milhões” de mulheres morriam no país devido à práticas abortivas, porque estava em busca de fundos para pesquisas. Se disse arrependido com relação à legalização do aborto, e pateticamente, admitia que, de fato, o número ficava na casa de milhares no país… A lei de legalização foi rapidamente aprovada na época. Agora as clínicas de aborto são, não se pode dizer, bilionárias, mas com certeza, milionárias…

Horror dos horrores é, a meu ver, a prática do aborto legalizado e público. Soube que há campanhas nos Estados Unidos para reverter a lei federal que deixa aos estados a decisão para descriminalizar o aborto. Por que experimentaríamos esta “rotina” nefasta, mortífera em si, se enquanto povo, certamente haverá arrependimento, tal como está acontecendo com a maior parte do povo norte-americano?

Reflitamos sobre as palavras de Dom Odilo Scherer, Arcebispo de São Paulo.

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Fonte: Blog dos Casais Carmelitas

REFLEXÃO

Agosto de 2010

E a família, como vai?

Cardeal Odilo P. Scherer
Arcebispo de São Paulo

“Desejo, pois, dirigir-me a todas as famílias e dizer-lhes que são uma grande bênção de Deus! A família deveria ser reconhecida pela ONU como um “patrimônio da humanidade!” Se há cidades, monumentos e ruínas antigas que recebem esse reconhecimento, quanto mais ele caberia bem para a família, que tanto bem realizou e ainda realiza no presente, à pessoa, à sociedade!

Não vou tratar aqui dos problemas familiares, das crises do casal, das dificuldades na educação dos filhos, dos desencontros que inevitavelmente surgem ao longo da vida e das famílias mal constituídas ou fracassadas. Tudo isso, sem dúvida, existe, mas não coloca em dúvida a importância da família. Quero falar bem da família, da sua importância na vida das pessoas, da sociedade e da Igreja. Ela presta um serviço insubstituível à pessoa, desde o seu nascimento até à morte e se revela fundamental, sobretudo, nas fases extremas da vida, na infância e na velhice, quando as pessoas são quase inteiramente dependentes da ajuda e da proteção de outros. Imaginemos a criança recém-nascida, sem o aconchego familiar… Ou o doente, a pessoa idosa, já incapaz de se ajudar…

A família está fundada sobre as bases da natureza e do amor, ela é humanizadora e “personalizadora” e faz com que o indivíduo não se sinta isolado no mundo, ou um objeto útil para outros fins, mas um sujeito em diálogo com outros sujeitos e participante de um grupo de base, onde a pessoa vale por ela mesma, e não porque ela pode ser útil ou interessante para a sociedade, para o sistema econômico ou político.

A família também é um bem para a grande sociedade. Continua valendo o princípio afirmado há muito tempo pela Doutrina Social da Igreja e pela antropologia cristã: a família é a célula básica da sociedade, uma instituição natural que precede a sociedade política; ela é intermediária entre o indivíduo e o Estado, com a diferença que neste pequeno núcleo de relações humanas, a pessoa conta por ela mesma, e não apenas pelo interesse que ela possa ter para a sociedade. Se a grande sociedade descuida da família, ela destrói suas próprias bases. Existem estudos científicos recentes, do ponto de vista sociológico e antropológico, que deixam claro: onde o cidadão está amparado por uma família, a sociedade tem mais solidez e coesão; e o Estado tem muito menos problemas para resolver na educação, na saúde, na formação do senso ético, na superação da violência. E, ao invés disso, muito maiores problemas de violência, de abandono de pessoas, de depressão são constatados onde as relações familiares estão comprometidas, ou não existem.

Em tempos de campanha eleitoral seria bom ouvir dos candidatos a todos os cargos em questão, do Executivo e do Legislativo, quais são suas convicções e propostas de políticas públicas para a família. Como pretende proteger e defender a família natural, formada a partir da união de um homem com mulher? Como pretende promover a paternidade e a maternidade responsável? O que pensa do aborto? Da eutanásia? Da união civil de pessoas do mesmo sexo? Do incentivo à atividade sexual precoce de crianças e adolescentes, mediante a distribuição de preservativos nas escolas?

Faria bem o Estado, se investisse mais na família através de políticas públicas para incentivar os jovens a formar famílias bem constituídas. Se alguém pensa que isso é discurso “moralista” ou “religioso”, está muito equivocado, pois é dever do Estado cuidar da família e ajudá-la a realizar bem sua missão. Se as famílias conseguem conviver num espaço digno, educar bem os filhos, encaminhá-los na vida para serem pessoas de bem, isso será um ganho para toda a sociedade e o Estado.

Pela importância antropológica, educativa, econômica e política que a família tem, bem que o futuro Governo Federal poderia instituir um Ministério da Família, que se ocupasse do amparo e do incentivo à família. Seria uma enorme ajuda ao próprio Estado, que passaria a se preocupar mais diretamente com as pessoas, suas situações e necessidades. Será que é demais, sonhar com isso? Espero que não.”

Cardeal Odilo P. Scherer
Arcebispo de São Paulo

P.S. Este artigo foi publicado no jornal “O São Paulo”, da Arquidiocese de São Paulo, e divulgado em zenit.org.

Postado por Carlos Eduardo, Adinéia Maria – http://casaiscarmelitas.blogspot.com/ – OCDS – Comunidade Santa Teresa ((16.08.2010)

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Publicado em Blog dos Casais Carmelitas  – OCDS – Província Nossa Senhora do Carmo – Curitiba-PR.

Sem identidade nem ajudas: a dolorosa sorte dos refugiados cristãos no Paquistão (Agência Fides – 26.08.2010)

Fonte/imagem: Blogue da Paróquia do

Santíssimo Sacramento – Portugal

Artigo sobre Igreja Primitiva – Primeiras Igrejas

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Fonte: Agência Fides

26.08.2010
ÁSIA/PAQUISTÃO – Sem identidade nem ajudas: a dolorosa sorte dos refugiados cristãos

Multan (Agência Fides) – Mais de 200 mil refugiados cristãos e 150 mil hindus no Sul da província do Punjab estão sendo excluídos das ajudas humanitárias e ainda aguardam uma mínima assistência para sobreviver. É o alarme lançado pela Caritas e outras ONGs presentes na área, que confirmam a discriminação na distribuição das ajudas em detrimento dos refugiados pertencentes a minorias religiosas. 600 mil refugiados cristãos e hindus na província meridional de Sindh estão sofrendo a mesma sorte de abandono e exclusão – dizem fontes da Fides. As ajudas,nesta fase de emergência são insuficientes e administrada por funcionários do Governo próximos ao extremismo islâmico ou a organizações humanitárias muçulmanas, que fazem discriminação sistemática na distribuição. “A estes deslocados cristãos e hindus faltam tudo, aguardando indefesos sem nenhum refúgio. “Os deslocados cristãos muitas vezes ignorados. Sua sobrevivência está em risco grande “, disse à Fides um voluntário que atua em nível local. “Os cristãos deslocados são frequentemente ignorados: não são propositadamente identificados e registrados. Dessa forma são automaticamente excluídos de qualquer assistência médica ou alimentar, porque “não existem”, diz a fonte da Fides. Especialmente no sul do Punjab estão ativas diversas organizações extremistas islâmicas que estão aproveitando dessa tragédia para atingir ainda mais as minorias religiosas. Muitos destes grupos, ressalta a fonte de Fides, se improvisaram “organizações caritativas” e se registraram como ONGs locais, mas seu trabalho consiste em eliminar os cristãos e o desastre lhes dá uma oportunidade favorável.

Nazir S. Bhatti, presidente do “Pakistan Christian Congress disse num comunicado que “ódio anticristão impede o alcance da ajuda em muitas áreas”, e pediu ao Governo “fundos específicos a serem destinados às minorias religiosas”. Ele convidou todos os doadores “manterem como ponto de referência a Caritas do Paquistão”.
Por enquanto, a Caritas da Diocese de Multan, em coordenação com a Caritas do Paquistão e com as autoridades locais, implementou um plano de ação para ajudar os refugiados no sul de Punjab, buscando alcançar os cristãos e hindus abandonados, divididos em sete distritos, entregando tendas, alimentos, água potável e fornecendo assistência médica através da unidade de pequenos socorros, compostas de animadores, voluntários, médicos e paramédicos que andam pelo território. (PA) (Agência Fides 26/8/2010)

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Retrospectiva
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Fonte: Veja – Internacional –  http://veja.abril.com.br/100299/p_052.html

10.02.1999

Guerra ímpia

Discriminados por sua crença, cristãos são
vítimas de atrocidades em três países da Ásia

Uma menina de 7 anos é estuprada por quatro vizinhos e quem termina na cadeia é o pai dela. O caso aconteceu numa região pobre do norte do Paquistão. A pequena Nagina voltava da escola quando quatro homens a cercaram, arrastando-a para uma estrebaria. Os gritos da menina chamaram a atenção dos moradores da aldeia de Shekhupura, inclusive de seu pai, Ghulam Masih. Ele chegou a ver os agressores, filhos de um vizinho, em volta da menina deitada com as pernas cobertas de sangue. Os criminosos fugiram enquanto Ghulam levava a filha para um hospital, onde ela ficou semanas internada com graves ferimentos internos e tão traumatizada que não conseguia falar. Horrorizadas, muitas testemunhas se dispuseram a denunciar os quatro irmãos. Eles passaram seis semanas na cadeia e foram libertados. Hoje, dois anos depois do brutal ataque a Nagina, seu pai está preso, sujeito a pena de morte. Nesse período, ele foi torturado, mantido em cativeiro sem direito a defesa e acusado de um assassinato cujas únicas testemunhas são nada menos que os estupradores de Nagina. A lógica que liberta os agressores e prende a vítima é simples: Ghulam é cristão e os estupradores, muçulmanos.

Por mais absurda que pareça no mundo contemporâneo, a perseguição religiosa existe e está aumentando. Em contextos políticos distintos, minorias católicas ou protestantes estão sendo vítimas de agressões variadas que se intensificaram nos últimos meses em três países asiáticos: Índia, Indonésia e Paquistão. Em comum entre eles, a miséria, a superpopulação e a ferocidade dos confrontos. Em Ambon, uma ilha da Indonésia, o auge dos conflitos entre muçulmanos e cristãos há duas semanas deixou uma paisagem de praça de guerra e 65 mortos, a maioria vítima de linchamentos — e a matança está longe de ter chegado ao fim. No final do mês passado, na Índia, um missionário australiano e dois filhos, de 6 e 10 anos, morreram quando uma gangue de fundamentalistas hindus ateou fogo ao carro onde dormiam. O missionário protestante prestava assistência aos leprosos indianos desde 1965. Em dez meses, mais de 100 cristãos foram espancados e dezenas de casas e igrejas foram queimadas por fundamentalistas hinduístas, o dobro do total de casos registrados nos últimos cinqüenta anos.

Violência legalizada — Fanatismo não é novidade no Paquistão. Ao contrário, a Indonésia, embora abrigue a maior população muçulmana do mundo, nunca havia sido marcada por sectarismo religioso flagrante. A crise econômica transformou o país num caldeirão de ódios variados. Diante da escalada da intolerância dos últimos meses, há quem suspeite até que os conflitos venham sendo incitados por agentes do ditador Suharto, deposto em maio do ano passado. Um padre de Jacarta tem uma explicação mais plausível: “Nesses tempos de desespero e exaustão, a sociedade está perdendo a capacidade de lidar com o pluralismo”. Na Índia, o extremismo religioso do tipo que custou a vida ao pai da independência, Mahatma Gandhi, ganhou impulso renovado com a eleição do governo liderado pelo Bharatiya Janata, um partido que prega a preponderância do hinduísmo há onze meses.

Mais prósperos, os cristãos indonésios têm condições melhores para se defender e revidar os ataques. Miseráveis ao extremo, os paquistaneses são os mais desprotegidos. Lá, a violência anticristã se escora na lei. Em julho de 1992, os tribunais do Paquistão perderam independência e credibilidade internacional com a aprovação de uma lei contra blasfêmia que assim se enuncia: “Qualquer pessoa que, por meio de palavras, ditas ou escritas, ou por representação visível, ou por qualquer acusação, alusão ou insinuação, direta ou indiretamente, insulte o Santo Profeta Maomé deve ser punida com a morte”. Uma lei que prevê o cadafalso até por causa de insinuações se presta a todo tipo de arbitrariedade, desde vinganças pessoais até a rapina dos bens dos acusados por vizinhos cobiçosos.

Filhas roubadas — Uma discussão sobre a posse de alguns pombos, por exemplo, acabou com a condenação a morte de três cristãos em 1994. A acusação, de que tinham escrito ofensas ao profeta nas paredes de uma mesquita, ruiu quando o juiz constatou tratar-se de analfabetos. Soltos, os três foram metralhados por fanáticos muçulmanos. “As coisas começaram com leis de proteção ao nome do profeta e terminaram num massacre institucionalizado”, diz a escritora paquistanesa Shazia Alam. Seu pai, o pastor presbiteriano Noor Alam, foi assassinado dentro de casa por três muçulmanos. A igreja que havia terminado de construir virou pó em um incêndio criminoso.

Numa demonstração de que a perseguição aos cristãos é semi-oficial no Paquistão, a polícia trabalhou em conjunto com uma família muçulmana para tirar três filhas adolescentes de um casal de cristãos, Sima e Khushi Masih (o sobrenome é comum entre os cristãos paquistaneses). Atraídas por presentes, as garotas haviam-se convertido ao islamismo e foram entregues à família vizinha contra a vontade delas. Os pais levaram o caso à Justiça, e as meninas acabaram num reformatório, pois o juiz não aceitou que muçulmanas fossem criadas por cristãos. Sima e Khushi, que têm outros três filhos, resignaram-se. As filhas convertidas e roubadas pelo menos estão mais protegidas do que o resto da família. (Veja – Internacional – 10.02.99)

Publicado em Veja Internacional.

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Observação: Este blog não fins comerciais.

“O erro nunca se mostra de facto tal qual é, com receio de que, colocado a nu, seja denunciado; antes se disfarça (…) de tal modo que pareça – que coissa ridícula esta! – mais verdadeiro que a própria verdade, graças a esta aparência exterior e aos olhos dos ignorantes.” – Santo Irineu (130-200)

Fonte/imagem: http://www.aascj.org.br/

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Pensei o seguinte sobre o escrito abaixo, de Santo Irineu: todos os cristãos devem ter (ou tentar ter) os pés na terra e o pensamento no Céu. Já lá no primeiro século do Cristianismo já alertava seus “paroquianos” sobre a ação, a intenção, por exemplo, de dirigentes políticos, ou até de líderes religiosos. Fala da pedra tomada como preciosa, que não é senão vidro. Penso que esta análise é análoga aos discursos, principalmente políticos atuais, repletos de raciocínios singelos, que, no entanto, nada têm de simples; pelo contrário: são simplistas. “Palavras-pluma”, eu diria, que escondem intenções sub-reptícias.

Assim, quase 1.900 anos depois, ainda é válida a sua explanação sobre o mascaramento da verdade , o que evidencia que esta intenção é essencialmente humana. No entanto, Santo Irineu que eram bem preparado para enfrentar a mentalidade pagã da época nos indica alguns cuidados essenciais à manutenção de uma vida cristã. Podemos adaptar suas palavras ao nosso tempo perfeitamente, já que o relativismo moral dominante evidencia que nossa época se deixa nortear por uma cultura neo-pagã. (LBN)

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Fonte: Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura (SNPC)

Pregação de Santo Irineu sobre a verdade

O erro nunca se mostra de facto tal qual é, com receio de que, colocado a nu, seja denunciado; antes se disfarça fraudulentamente sob uma veste de verosimilhança, de tal modo que pareça – coisa ridícula esta! – mais verdadeiro que a própria verdade, graças a esta aparência exterior e aos olhos dos ignorantes. Como dizia a propósito um homem superior a mim: ‘a pedra preciosa, como a esmeralda, de grande valor aos olhos de alguns, vê-se insultada por um pedaço de vidro habilmente trabalhado, se não se encontra alguém capaz de proceder a um exame capaz de desmascarar a fraude…'”

“Participam da vida os que veem a Deus, porque é o esplendor de Deus que dá a vida. Por isso, Aquele que é inacessível, incompreensível e invisível, torna-se visível, compreensível e acessível para os homens, a fim de dar vida aos que o alcançam e veem. Porque é impossível viver sem a vida; e não há vida sem a participação de Deus, participação que consiste em ver a Deus e gozar da sua bondade.”

“A glória de Deus é o homem vivo, e a vida do homem é a visão de Deus. Com efeito, se a manifestação de Deus, através da criação, dá a vida a todos os seres da terra, muito mais a manifestação do Pai, por meio do Verbo, dá vida a todos os que veem a Deus.”

Santo Ireneu (c. 130 – c. 200)

Publicado em Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura (SNPC)

Inundações no Paquistão: “É urgente focalizar parte da ação humanitária em favor dos menores.” – Shamsa Rizwan, advogada de Islamabad, responsável pela seção paquistanesa da organização não-governamental” Childhealth Advocay International (CAI), em entrevista à Agência Fides.

Fonte: Agência Fides

Sobreviventes das inundações do Paquistão caminham por área alagada na região de Tando Hafiz Shah, em 21 de agosto. (AFP: imagem/texto da legenda)

Islamabad (Agência Fides) – “Embora os esforços de resgate estão concentrados na coleta e disposição dos deslocados que continuam a aumentando, o número de crianças desaparecidas, e mães que choram seus filhos desaparecidos, aumentou excessivamente. É urgente focalizar parte da ação humanitária em favor dos menores”: é o alarme lançado numa entrevista à Agência Fides por Shamsa Rizwan, doutora de Islamabad, responsável pela seção paquistanesa da organização não-governamental” Childhealth Advocay International (CAI). A ONG atua há anos no país para a proteção, saúde e educação das crianças, sobretudo refugiados e deslocados internos devido a catástrofes naturais ou conflitos.
Após as enchentes, a CAI está engajada em algumas operações de salvamento no Vale do Swat e Noshera, e organizou um curso de formação intensiva para os voluntários que trabalharão em casas de acolhimento, que abrirão e 1° de setembro, para a identificação e assistência às crianças deslocadas.
Segundo estimativas oficiais, as crianças menores de 14 anos atingidas pelas inundações são cerca de seis milhões. O UNICEF anunciou que mais de 3,5 milhões de crianças correm perigo de morte por causa das infecções e poluição da água. Numerosas ONGs locais relataram à Agência Fides, a dramática situação das crianças desaparecidas, órfãos ou doentes, que tiveram a vida devastada pelas inundações: “Eles são as vítimas mais vulneráveis da pior catástrofe natural da história de seu país”, ressalta à Fides, Shamsa Rizwan. Muitos perderam seus pais: os adolescentes de 14 anos devem cuidar dos irmãos mais novos, sem nenhuma ajuda dos adultos.
“Hoje é urgente o problema da nutrição, da água e de milhares de crianças desaparecidas e não identificadas. Ninguém se importa especificamente desses pequenos” – observa alarmada a responsável pelo CAI-Paquistão. “Esta situação de caos é uma oportunidade para as redes de traficantes de seres humanos. Depois das cheias, o fenômeno do desaparecimento de crianças está aumentando. Aconteceu, por exemplo, o caso de uma menina, salva in extremis por um voluntário: aproximou-se dela um homem que a prometeu alimento, mas que queria sequestrá-la. As crianças precisam de proteção, são os alvos mais fáceis. Pedimos ao governo que favoreça intervenções específicas”.
A CAI e outras ONGs estão tentando organizar abrigos para a identificação de crianças e o reagrupamento familiar, mas não é fácil se mover, observam eles, numa situação de caos generalizado e falta de ajudas humanitárias.
As inundações e o deslocamento irão aumentar o fenômeno já grave no Paquistão: segundo um recente estudo da ONG “Plan”-Paquistão – que trabalha para proteger os menores – publicado no início de agosto de 2010, os casos de desaparecimentos ou sequestros de crianças chegam a 3.000 por ano. Muitas não são encontradas: são vítimas de traficantes. O fenômeno cresce – ressalta o “Plan”, por causa do fraco sistema de proteção de menores existente no país. Nos últimos 18 meses, segundo o relatório, os casos de desaparecimentos registrados nas principais cidades do Paquistão, são mais de 4.300.
Segundo dados fornecidos pela Agência Fides por outra ONG local “Madadgaar Helpline” – que criou uma linha de telefone para assinalar os abusos contra menores – nos últimos dez anos (2000-2010) desapareceram 10.511 crianças (sobretudo após eventos que causaram vários deslocados) e o fenômeno mostra uma clara tendência de aumento. (PA) (Agência Fides 21/08/2010)

“É impossível que se perca quem se dirige com confiança a Maria e a quem Ela acolher” (Santo Anselmo) – 22 de agosto – Data de celebração em Memória de Nossa Senhora Rainha, instituída pelo Papa Pio XII (Paróquia N.Senhora Rainha)

Fonte: Paróquia – Igreja Nossa Senhora Rainha – Padroeira – Belo Horizonte – MG

Nossa Senhora Rainha

A data de 22 de agosto foi instituída pelo Papa Pio XII para celebrar a Memória de Nossa Senhora Rainha, que visa louvar o Filho, pois já dizia o Cardeal Suenens: ” Toda devoção a Maria termina em Jesus, tal como o rio se lança no mar “.

Paralela ao reconhecimento do Cristo Rei encontramos a realeza da Virgem a qual foi Assunta aos Céus! Mãe da Cabeça, dos membros do Corpo místico e Mãe da Igreja; Nossa Senhora é aquela que do Céu reina sobre as Almas cristãs, a fim de que haja a salvação:

“É impossível que se perca quem se dirige com confiança a Maria e a quem Ela acolher” (Santo Anselmo).

Nossa Senhora Rainha desde a Encarnação do Filho de Deus, buscou participar dos Mistérios de sua vida, como discípula, porém sem nunca renunciar sua maternidade divina, por isso o Evangelista São Lucas a identifica entre os primeiros cristãos: “Maria, a mãe de Jesus”(Atos 1,14). Diante desta doce realidade de se ter uma Rainha no Céu que influencia a terra, podemos com toda a Igreja saudá-la : ” Salve Rainha ” e repetir com o Papa Pio XII que instituiu e escreveu a carta encíclica À Rainha do Céu : “A Jesus por Maria. Não há outro caminho “.

Nossa Senhora Rainha…rogai por nós!

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ORAÇÃO À NOSSA SENHORA RAINHA

Ó minha Senhora e
minha Mãe, Rainha
e Serva fiel do Senhor!

A ti venho confiadamente
entregar todo o
meu ser para que da fonte inesgotável
do Amor me ensines a beber!

Salve Rainha,
Mãe de Misericórdia!

Se te invocamos como Rainha é porque
antes foste Serva, em quem se realizou
a vontade do Senhor!
Bendita és Tu entre as mulheres, cujo
Bendito Fruto te elevou
às mais altas alturas do humano louvor.
Santa Maria, Mãe de Deus!
Caminha conosco na terra,
intercede e protege os filhos teus.
E faz-nos chegar um dia, por Jesus, contigo aos céus!

Amém!

(Pe. Alexandre Fernandes de Oliveira)

Publicado em Paróquia Nossa Senhora Rainha.

“Nossa Senhora do Carmo é como a encarnação do estilo de vida e do espírito da Ordem. A partir da sua experiência mística a presença de Maria torna-se constante e integrante de muitas graças místicas.” – P. Jeremias Carlos Vechina, OCD – Portugal

Fonte: Ordem dos Carmelitas Descalços – Portugal

Teresa e Maria do Carmelo

Por P. Jeremias Carlos Vechina, OCD

Nossa Senhora está presente nos momentos mais decisivos da vida de Teresa. Já desde os primeiros balbuceios da sua infância é influenciada pela oração cadenciada do terço.

Com a idade de seis ou sete anos a mãe tinha o cuidado “em fazer-nos rezar e sermos devotos de Nossa Senhora e de alguns Santos”. Teresa continua a contar-nos que desde muito jovem: “Procurava solidão para rezar as minhas devoções que eram muitas, em especial o Rosário, do qual a minha mãe era muito devota e assim nos fazia sê-lo”.

Quando Teresa perde sua mãe, que seria entre os treze e quatorze anos de idade, vai-se encomendar a Nossa Senhora. É ela a narrar: “Quando comecei a perceber o que tinha perdido, fui-me, aflita, a uma imagem de Nossa Senhora e supliquei-Lhe, com muitas lágrimas, que fosse minha Mãe. Embora o fizesse com simplicidade, parece-me que me tem valido; porque conhecidamente tenho encontrado esta Virgem soberana, sempre que me tenho encomendado a Ela, e, enfim, tornou-me a Si”.

Por amor e devoção a Nossa Senhora, Teresa entra no Carmelo da Encarnação de Ávila. Neste mosteiro, como em todos os outros, a presença de Maria é uma constante. A tomada de hábito marcou-a profundamente. Tomava o hábito de Nossa Senhora. Para ela, Nossa Senhora do Carmo é como a encarnação do estilo de vida e do espírito da Ordem. A partir da sua experiência mística a presença de Maria torna-se constante e integrante de muitas graças místicas.

São muitas as graças místicas que Teresa recebe ao longo da sua existência e que têm como objecto e conteúdo Nossa Senhora. Algumas são muito significativas para a sua vida e obra de fundadora. Recordo a que ela narra no Livro da Vida, capítulo 33. É uma espécie de vestidura que Maria faz a Teresa anunciando-lhe o facto de a partir deste momento ser mãe de uma nova família religiosa: o Novo Carmelo. Jesus une sua Mãe a este seu plano. Era no dia de Nossa Senhora da Assunção. Participava na Eucaristia na Capela do Santo Cristo do Convento de S. Domingos e veio-lhe um arroubamento tão grande que ficou fora de si. “Parecia-me, estando assim, que me via vestir uma roupa de muita brancura e claridade. A princípio não via quem ma vestia; depois vi a Nossa Senhora a meu lado direito e a meu Pai S. José à esquerda, que me vestiam aquela roupa. Deu-se-me a entender que já estava limpa de meus pecados. Acabada de vestir e eu com grandíssimo deleite e glória, logo me pareceu Nossa Senhora pegar-me nas mãos. Disse-me que Lhe dava muito gosto sendo devota do glorioso S. José; que tivesse por certo que, o que eu pretendia do mosteiro, se havia de fazer e nele se serviria muito o Senhor e a eles ambos; que não temesse que nisto houvesse jamais quebra, embora a obediência que dava não fosse a meu gosto, porque Eles nos guardariam e já Seu Filho nos tinha prometido andar connosco. Para sinal de que isto se cumpriria dava-me aquela jóia.

Pareceu-me então que me tinha deitado ao pescoço um colar de ouro muito formoso e preso a ele uma cruz de muito valor. Este ouro e pedras são tão diferentes das de cá, que não têm comparação”.

Santa Teresa teve outra graça mística mariana em que ela experimenta a glorificação de Nossa Senhora: “Em dia da Assunção da Rainha dos Anjos e Senhora nossa, quis o Senhor fazer-me esta mercê: num arroubamento representou-se-me a Sua subida ao Céu e a alegria e solenidade com que foi recebida e o lugar onde está. Dizer como foi isto, eu não saberia. Foi grandíssimo o deleite que o meu espírito teve de ver tanta glória. Causou isto em mim grandes efeitos e tirei de proveito ficar com mais e maiores desejos de passar grandes trabalhos e de servir a esta Senhora, pois tanto mereceu” (V 39, 26).

Noutra visão, Teresa compreendeu como o Senhor agracearia as suas irmãs de S. José de Ávila, ao colocá-las sob a protecção de Maria: “Estando todas no coro em oração depois de Completas, vi Nossa Senhora, com grandíssima glória, revestida dum manto branco e, debaixo dele, parecia amparar-nos a todas. Entendi quão alto grau de glória daria o Senhor às desta casa” (V 36, 24).

Apesar de serem muitas as graças místicas marianas experienciadas por Teresa de Jesus, há um parelelismo muito marcado entre a experiência que ela tem de Cristo e de Maria. Depois de tantos trabalhos e sofrimentos passados nas suas fundações Teresa alegra-se com as suas irmãs: “Nós alegramo-nos de podermos em algo servir a Nossa Mãe, Senhora e Padroeira” (F 29, 23). Jesus e Maria são duas criaturas sempre unidas na vida de Teresa e dos seus Carmelos: “Pouco a pouco se vão fazendo outras coisas para honra e glória desta gloriosa Virgem e de Seu Filho. Seja Ele para sempre louvado, ámen, ámen!” (F 29, 28).

P. Jeremias Carlos Vechina, OCD

Publicado em http://teresadejesus.carmelitas.pt/.

A REFORMA TERESIANA, PLENITUDE DA VIDA DO CARMELO – Flos Carmeli

Santa Teresa de Jesus: visão de Cristo Ressuscitado

Fonte/imagem: http://teresadejesus.carmelitas.pt

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Fonte: Flos Carmeli

A REFORMA TERESIANA, PLENITUDE DA VIDA DO CARMELO

(Carmelo São José)

Entre todas as tentativas de reforma na Ordem do Carmo, a mais definitiva e eficaz foi a empreendida por Santa Teresa de Jesus, na cidade espanhola de Ávila dos Cavaleiros. O que não conseguiram homens santos e sábios, o conseguiu esta mulher, lutando contra marés, graças à ajuda divina mais que humana.

A – Causas que motivaram a Reforma Teresiana

Fonte/imagem: evangelhoquotidiano.org

Santa Teresa de Ávila havia tomado o hábito carmelitano no mosteiro da Encarnação no dia 2 de novembro de 1536. Mas não estava contente com o gênero de vida que ali se levava. Havia demasiada relaxação entre as religiosas: muitas visitas, muitas saídas, muita liberdade e pouca observância e vida interior. Isto começou a preocupá-la muito. E “pensava que poderia fazer por Deus, e pensei que o primeiro era seguir o chamamento que sua majestade me havia feito à religião, guardando minha Regra com maior perfeição que pudesse. E embora na casa onde estava havia muitas servas de Deus e era muito servido nela a causa de ter grande necessidade, saíam às monjas muitas vezes a partes onde com toda honestidade podíamos estar, e também não estava fundada em seu primeiro rigor a Regra, senão que se guardava segundo a Bula de relaxação, e também outros inconvenientes, que me parecia a mim ter muito regalo por ser casa tão grande e deleitosa (…) Havendo um dia comungado, mandou-me muito Sua majestade o procurasse com todas as minhas forças, fazendo-me grandes

promessas de que não se deixaria de fazer o mosteiro”.

E assim aconteceu. Ao ver a vontade clara do Senhor, Teresa pôs mãos à obra. Quando as companheiras do convento e quando mais tarde os avileses se inteiraram das intenções de Teresa, valha-me Deus o que se armou: murmurações, insultos, vexames de todas as classes contra a fundadora e reformadora. Até a chamaram de “mulher inquieta e andarilha”, isto o disse o Núncio. Ela aguentou tudo e deixou tudo nas mãos de Deus. E como era da vontade do Senhor que a reforma se fizesse, pois à hora marcada ela aconteceu. E em 24 de agosto de 1562, se erguia o primeiro mosteiro reformado sob o patrocínio de São José na cidade de Ávila berço da reforma. Aquele dia vestiu o hábito de Descalças as quatro “grandes servas de Deus”. A simplicidade do mobiliário, a vida fervorosa e até a reza do Ofício Divino, eram o ambiente apropriado para a oração constante da nascente reforma, que exigia principalmente isso: intimidade com Deus, oração contínua com Ele e vida de família com as irmãs, que haveriam de ser poucas em cada convento, doze ou treze no máximo. Com este novo modo de vida, o Carmelo de São José era insignificante, contrastante, com as formas aparatosas dos antigos mosteiros.

Anos depois chegava à Espanha o Geral da Ordem, João Batista Rúbeo de Rávena, quem trazia autorização do papa Pio V para reformar o Carmelo. Grande foi sua alegria ao conhecer a obra de Teresa. Tanto que a animou a fundar novos Carmelos. Até lhe concedeu autoridade para fundar conventos de homens com o mesmo estilo de vida, homens que como reza a patente de autorização, foram “claros espelhos, lâmpadas ardentes, tochas acesas, estrelas resplandecentes capazes de esclarecer e guiar aos viajantes deste mundo”.

Havia em Salamanca um jovem Freizinho Carmelita que andava dando voltas para entrar na Cartuxa. Chamava-se Frei João de Yepes. A reformadora se entrevista com ele, lhe fala com entusiasmo de seus intentos e o convence. Frei João lhe põe só uma condição: que fosse logo. Que mais queria a Santa? Aos poucos dias, 28 de novembro de 1568, se abria já em Duruelo o primeiro convento de Carmelitas Descalços. Como Prior foi nomeado o Pe. Antonio de Jesus, outra conquista da Madre e a João da Cruz encarregava da direção dos noviços, embora de momento não tivesse nenhum (…) E assim foram colocadas as primeiras pedras da Reforma entre os frades. E que reforma! Uma mulher fazendo “as barbas a homens estudados”, como dizia mais tarde um frade.

S. Teresa de Jesus e S. João da Cruz

A semente lançada pela mão de Teresa foi crescendo segura e firme, de tal maneira que quando morria já se haviam levantado 17 mosteiros de monjas e 15 de frades.

B – Propósito que teve Santa Teresa ao empreender a reforma
A Teresa Reformadora empreende sua obra entre as monjas, graças ao seu zelo eclesial que vibrava em seu peito. Ela mesma nos conta em seu livro “Caminho de Perfeição”:

“Neste tempo recebi notícias dos danos na França e os estragos que haviam feitos estes luteranos e quanto ia aumentando esta desventurada seita. Deu-me grande fadiga, e como se eu pudesse algo ou fosse algo, chorava com o Senhor e lhe suplicava remediasse tanto mal. Parecia-me que mil mortes colocaria eu para remédio de uma alma das muitas que ali se perdiam. E como me vi mulher e ruim e impossibilitada de aproveitar em que eu queria no serviço do Senhor, e toda minha ânsia era, e ainda é, pois que tem tantos inimigos e tão poucos amigos, que eles fossem bons… determinei fazer esse pouquinho que havia em mim, que é seguir os Conselhos Evangélicos com toda perfeição que eu pudesse e procurar que essas pouquinhas que estão aqui fizessem o mesmo, confiante na bondade de Deus, que nunca falta de ajudar a quem por Ele se determina a deixar tudo (…) e que todas ocupadas em oração pelos que são defensores da Igreja e pregadores e letrados que a defendem, ajudássem os no que pudéssemos a este Senhor meu…” (1,2). “Não me deixa de quebrar o coração tantas almas que se perdem (…) Oh, irmãs minhas, em Cristo! Ajudem-me a suplicar a este Senhor, que para isto às juntou aqui, esta é vossa vocação, estes irão ser os vossos negócios, estes hão de ser os vossos desejos, aqui vossas lágrimas, estas vossas preces” (1,5).

O propósito da Santa reformadora está, pois, claro: junta a suas monjas em um pequeno convento para orar por tantas almas que se perdem e pelos defensores da Igreja, pregadores e estudiosos que a defendem. Quer dizer, um motivo de oração completamente eclesial.

O ideal que a Santa buscava na reforma dos Freis é mais ou menos semelhante: ter defensores, pregadores e estudiosos da Igreja para a extensão do reino de Deus e salvação das almas; diretores espirituais de suas irmãs Carmelitas e, como uma arma, a oração e intimidade com Deus.

C – Dificuldades por parte dos calçados
Os primeiros 10 anos foram de tremendas lutas entre Descalços e Calçados ou Padres da Antiga Observância, devida a incompreensões, cuja raiz era a duvidosa legitimidade da nova Reforma. O certo é que no Capítulo Geral da Ordem, em Plasência, Itália 1575, os reformados foram submetidos ao velho tronco da Ordem. Momento terrível para a nascente Reforma. Santa Teresa foi confinada no mosteiro de Toledo, com proibição de sair dali. É São João da Cruz, encarcerado durante nove meses na prisão conventual dos Calçados, também em Toledo, e graças ao Rei Felipe II, a quem depois de Deus se deve a salvação dos Descalços e Descalças, a tempestade diminuiu em 1577 quando o Rei negou seu palacete ao Padre Tostado, encarregado de por em prática os decretos do Capítulo de Plasência.

Em 1578, o Padre Jerônimo Gracian reunia os Descalços em Almodóvar Del Campo, e ali se origina sua província autônoma. Após muitas amarguras, foi aprovada a Reforma Teresiana pela Santa Sé em 1580, fato que causou imensa alegria a Teresa Fundadora, que morria tranqüila, dois anos mais tarde. Em 1587 foi nomeado um Vigário Geral da Ordem e no Capítulo Geral de Cremona, celebrado em 1593, aprovou a separação total da Reforma Teresiana.

D – Contratempos Internos
Lamentavelmente, logo começaram as lutas internas no Carmelo Reformado. Uma dupla corrente, semelhante à surgida na emigração dos Carmelitas à Europa se levantou, capitaneando ambos os lados duas figuras eximias da Descalces Teresiana: os Padres Nicolau Dória e Jerônimo Gracian. O primeiro grande financista que solucionou o caos econômico do império de Felipe II. Era italiano. Liderava o lado dos estritos que gritavam observância e penitência e não admitiam fundações fora da Espanha por temor ao relaxamento. O Padre Gracian, grande amigo e confidente de Santa Teresa e líder da corrente oposta, tinha uma visão mais ampla, conforme o pensamento Teresiano, aberto ao apostolado.

A contenda foi tremenda e o assunto chegou ao Vaticano de tal maneira que para acabar com o assunto, o Papa Clemente VIII erigiu duas Congregações dentro do Carmelo Reformado: a Italiana e a Espanhola. Era no ano de 1600.

– A Congregação de Santo Elias. Tinha tendências apostólicas; além das casas em Gênova e Roma, fundou na Pérsia, Mesopotâmia, Malabar, Mogol, China, Moçambique, Síria e Palestina. Personagens ilustres desta Congregação foram os PP, Pedro de la M. de Dios, primeiro Vigário, Fernando de Santa Maria, João de Jesus Maria, o calagurritano, Tomás de Jesus e Domingo Ruzola de Jesus Maria.

– A Congregação espanhola de São José se limitou ao solo da Espanha; aqui vivia Dória. Distinguiu-se por uma consagração quase exclusiva à vida contemplativa e estabeleceu desertos, que deram muita glória à Ordem. Praticamente o que buscava era voltar à vida eremítica do Monte Conte Carmelo. Apesar da divisão, as relações entre ambas eram boas.

E – Unificação das duas Congregações
As perseguições liberais e revoluções políticas do século XIX extinguiram praticamente a Ordem na Espanha e da Congregação espanhola não ficou oficialmente nada. Perdeu-se o rico arquivo do convento de São Hermenegildo de Madrid, que não mais pertence à Ordem. Ao voltar à restauração, uma vez amainada a tormenta, a Congregação Espanhola extinguida não renasce senão que os conventos que se vão restaurando passam a formar parte da Ordem existente, ano de 1868. Alma desta restauração foi o Padre Manuel de Santa Teresa. Expulsado da Espanha, foi à França e era então Prior do convento francês de Agén.

Graças a esta unificação, a Ordem veio fortalecendo-se e estendendo-se lentamente, porque o golpe da revolução contra o pessoal da Congregação Espanhola foi fatal. Hoje a reforma Teresiana conta com 4.000 religiosos no mundo, com umas 30 províncias vicariatos e delegações e com uma vida missionária rigorosa. Prova de uma fecundidade são também as Irmãs Carmelitas em torno de 15.000, e as numerosas Congregações de Irmãs como as Carmelitas Missionárias, fundadas pelo Padre Palau, OCD, a Companhia de Santa Teresa de Padre Henrique de Ossó, a Instituição Teresiana do Padre Poveda, e muitos outros ramos nascidos das fontes da Espiritualidade e Carisma eliano-teresiano, inclusive há umas cinco congregações brasileiras de inspiração carmelitana.

Fonte/imagem: http://carmelofatima.carmelitas.pt/

http://carmelofatima.carmelitas.pt/Menu.htm (Temas)

A Ordem do Carmo não Reformada
Enquanto teve lugar este grande acontecimento da Reforma Teresiana com o processo que vimos, como ficou o velho tronco da Ordem do Carmo, não reformados, chamado de Antiga Observância?

A – A Ordem e a Revolução Francesa
A Revolução Francesa foi um abalo que comoveu toda a Igreja, reduzindo a cinzas obras e instituições particulares. A Ordem do Carmo como as demais Ordens, sentiram a agonia. De 54 províncias que contava no século XVIII, ficaram em fins do mesmo século somente em 08.

Ao longo daquele século fatal se nota, em toda Europa, uma decadência geral do espírito religioso, com a conseqüente deturpação dos costumes. Neste ambiente nasce a Revolução Francesa, que nega os direitos de Deus e amplia os direitos do homem.

A famosa Constituição Civil do Clero aboliu a vida religiosa em nome da liberdade (1789/1790). Pouco depois (1795) aumentou a influência até a vinda do Diretório e de Napoleão.

O resultado final foi à supressão de todas as Ordens Religiosas do território Francês. O Carmelo tinha ali 08 províncias e 130 conventos. Alguns religiosos se submeteram ao juramento civil imposto pela Revolução ao Clero, enquanto que outros preferiram derramar seu sangue em testemunho de sua fé.

A Revolução Francesa se propagou como um regato de pólvora por toda a Europa, chegando inclusive a repercutir na América. Propagou-se por meio do Exército de Napoleão que passeou triunfalmente por toda a Europa, deixando atrás de si seus germes envenenados.

Ao apoderar-se da Itália, Napoleão suprimiu, em 1830, as Ordens Religiosas; contudo a supressão definitiva chega a ter vigência com o novo governo do Piemonte, de 1854 em diante. Por obra sua se extinguiu o Carmelo Italiano com seus 344 conventos (63 de monjas) da antiga observância, e 119 da reforma de Santa Teresa (29 de monjas).

Uma lei de 1796 terminou com a Ordem na Bélgica e Holanda. Só o convento de Boxmeer sobreviveu e logo foi o ponto de partida para a restauração atual do Carmelo Holandês.

Em 1802 desapareceram as duas províncias da Alemanha.

As demais províncias da Europa Central e Oriental foram desaparecendo, ficando somente um ou outro convento em miseráveis condições.

Em fins do século XVIII desapareceram quase totalmente as províncias: Polônia, Rússia, Lituânia e Boêmia.

Em Portugal foi suprimida a Ordem em 1832, com a conseqüente decadência de suas missões no Brasil.

Excetuando Malta, nada ficou intacto. As províncias inglesas não se restauraram mais depois da Reforma Protestante. Somente em 1827 a Irlanda começava sua restauração.

A perseguição contra os religiosos foi maior na Espanha que em qualquer outra parte. A lei iníqua do governo de Mendizábal do ano de 1835 despojou a Igreja de suas propriedades e declarou abolidas as Ordens Monásticas. Os conventos carmelitas desapareceram por completo.

O balanço da Revolução Francesa é pavoroso: de 466 províncias, 782 conventos e 15.000 religiosos com que contava o Carmelo da Antiga Observância quase nada subsistiu.

B – Restauração
Antes de tudo se tratou de dar a Ordem uma nova existência material.Em 1827 se restaura o Carmelo Irlandês.

Em alguma parte, como Itália, se leva a cabo a restauração com relativa facilidade, graças ao Geral da Ordem Luis M. Galli (1899/1900).

Apenas restaurada a monarquia na Espanha com a chegada de Alfonso XII, se iniciou também em 1875 a restauração carmelitana. Fundou-se em Palma de Mallorca um convento que pouco subsistiu; em 1880 se funda em forma definitiva em Jerez de la Frontera, (Andaluzia), de onde se propaga o novo Carmelo pós Espanha e outros países.

Em alguns países a restauração se iniciou com maiores dificuldades, como em França e Bélgica. Em 1876 se fundou em Montpellier, mas fracassou ao vir à lei de exclaustração de 1880. Na Bélgica nem sequer se tentou a restauração.

Holanda começou partindo do convento de Brexmeer, estendendo-se logo para a Alemanha.

Em 1863 entram os Carmelitas em Lewenworth (Kansas) USA.

Em 1881 fundam na Austrália os padres Irlandeses.

C – Atualmente
Atualmente a Ordem da Antiga Observância está florescendo em vários países:

Na Itália conta a Ordem com 4 províncias.

Malta tem 1 província e 1 missão no Peru (1949).

Na Espanha tem 4 províncias, casas em Portugal, Porto Rico (1920) Argentina (1947), Venezuela (1922), Brasil (1933), Colômbia (1957). Na Revolução Espanhola de 1936 sofreram o martírio 54 religiosas.

Brasil conta com duas províncias, Pernambuco, onde estão desde 1580 e Rio de Janeiro. No Paraná, Curitiba, está o Comissariado, com várias casas, que pertencem a uma província alemã.

Holanda é a Província principal da Ordem com cerca de 500 religiosos. Seu êxito se deve ao incremento dos estudos que tem favorecido sempre a vida religiosa. Holanda tem uma missão na Indonésia e casas em diversos países. Entre os holandeses se destaca o Pe. Tito Brandsma, mártir da imprensa católica, morreu vítima do ódio nazista nos campos de Concentração Nazista em Dachau, no ano de 1942. Foi beatificado pelo Papa João Paulo II, no dia 03 de novembro de 1985.

O Carmelo alemão tem casas na Áustria,Tcheco-Eslováquia e Brasil.

Polônia, apesar do regime ateu, todas as ordens estão florescendo.

A Província Irlandesa se estendeu para a Austrália e USA. Austrália é província autônoma e tem casas em Nova Zelândia.

Nos USA há duas províncias: a de Nova York, de origem irlandesa e de Chicago, a mais florescente; em 1949 fundou casas no Peru e Chile.

Com a Reforma Teresiana os Carmelitas e as Carmelitas estão em diversas partes do mundo, nos cinco continentes.

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Publicado em Flos Carmeli (Fonte de pesquisa: Carmelo São José, texto publicado em http://www.clerus.org/clerus/)