“Ó Maria alcançai-nos agora um novo ardor de ressuscitados para levar a todos o Evangelho da vida que vence a morte. Dai-nos a santa ousadia de buscar novos caminhos para que chegue a todos”. Papa Francisco

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“Ó Maria alcançai-nos agora um novo ardor de ressuscitados para levar a todos o Evangelho da vida que vence a morte. Dai-nos a santa ousadia de buscar novos caminhos para que chegue a todos”.

Papa Francisco

Fonte (imagem/texto):  Carmelo Nossa Senhora da Assunção e São José – Comunidade das Irmãs Carmelitas Descalças – Monjas Contemplativas -Curitiba – Paraná – Brasil.

 

Patriarca Latino de Jerusalém presidirá no Santuário de Fátima a peregrinação internacional de 13 de maio (Tarde com Maria)

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Publicado em Tarde com Maria (texto e foto).

O Patriarca Latino de Jerusalém, Dom Fouad Twal, presidirá no Santuário de Fátima a peregrinação internacional de 13 de maio.

Numa entrevista à sala de imprensa do Santuário de Fátima, Dom Twal apresentou as principais intenções de oração que serão feitas num local onde “Maria continua irradiando sua luz, seu amor de Mãe e seus ensinamentos”.

“Irei apresentar a Nossa Senhora as súplicas de seus filhos do Oriente Médio e as de seus filhos do mundo inteiro. De modo especial, pedirei pelas necessidades dos cristãos e de todos os habitantes de sua pátria: a Terra Santa. Peço a todos para que rezem pela Terra de Jesus e de Maria”, frisou o patriarca.

Nas mesmas declarações, Dom Twal falou sobre a primeira viagem do Papa Francisco à Terra Santa de 24 a 26 de maio próximo, afirmando que o Santo Padre irá à Terra Santa “como peregrino da paz e da unidade”, a uma terra “em chamas “, com muros visíveis e invisíveis, difíceis de ultrapassar.

Como gestos concretos para assinalar a peregrinação pontifícia, o Patriarca Latino de Jerusalém pediu liberdade total de acesso aos lugares sagrados para todos os fiéis e liberdade para que as famílias separadas pelo Muro possam se encontrar.

Dom Twal pediu orações pelos cristãos e seu futuro, afirmando que os cristãos no Oriente Médio são uma riqueza para toda a Igreja.

Fonte: Rádio Vaticano.

“Discurso da lua” é proferido espontaneamente pelo Papa João XXIII a fiéis que acorreram à Praça de São Pedro portando velas e em oração, após abertura do Concílio Vaticano II – 11 de outubro de 1962 (YouTube)

“O discurso da lua” é uma das mais famosas intervenções do chamado “Papa bom” ou João XXIII.
Na noite de 11 de Outubro de 1962, após a sessão de abertura do Concílio Vaticano II, uma multidão de fiéis acorreu espontaneamente à Praça de São Pedro com velas e em oração.
Informado pelo seu secretário, Mons. Capovilla, João XXIII aproximou-se à janela, e, emocionado, falou de improviso.
O caráter coloquial e absolutamente inesperado da sua saudação, granjeou-lhe o título de “discurso da lua“, devido à referência que o mesmo fez no início do diálogo. (Fonte: YouTube – Canal João Batista Merc..)

“Não tenhais medo!” Papa João Paulo II – Trecho de discurso inaugural – Domingo 22 outubro 1978 (YouTube)

Trecho do discurso inaugural do pontificado do Papa João Paulo II. Apresenta o tema que foi marcante em sua condução pastoral: “Não tenhais medo!” O texto na íntegra pode ser encontrado aqui: http://www.vatican.va/holy_father/joh…

 

Fonte: YouTube (Canal Andlavor).

Canonizações: João Paulo II e João XXIII, “santos pela Igreja e pela humanidade”, “homens de nosso tempo” que “amaram a Igreja e se entregaram por ela” – Entrevista – Arcebispo de Belém do Pará, Dom Alberto Taveira Corrêa (Gaudium Press – 25.04.2014)

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Fonte (textos e imagem): Gaudium Press
O Papa Emérito Bento XVI aceitou convite para concelebrar a Missa presidida pelo Papa

Santos por amor

Belém – Pará (Sexta-feira, 25-04-2014, Gaudium Press) – O Arcebispo de Belém do Pará, Dom Alberto Taveira Corrêa, escreveu recentemente um artigo onde ressalta a importância dos próximos santos a serem canonizados pelo Papa Francisco, neste próximo domingo, dia 27 de abril, em Roma: os beatos João Paulo II e João XXIII.

“Neste final de semana, é toda a Igreja, vestida de gala, que deseja oferecer ao mundo inteiro a roupa da alegria, chamada santidade, com a canonização de João XXIII e João Paulo II, duas pérolas da coroa da Igreja em nosso tempo, cujos exemplos são oferecidos como referência para a maravilhosa aventura cristã”, disse.

De acordo com Dom Taveira, a figura de ambos os papas representam “dois contemporâneos, com os quais muitos de nós compartilharam diálogo e convivência”, pois seus modos de viver estão ao nosso alcance e suas palavras e ensinamentos ecoaram pelo mundo através dos meios de comunicação de nossa época, mostrando que a santidade é atual e possível.

O prelado contou que João XXIII, em seu diário, “descreveu com simplicidade e profundidade o seu dia a dia, seus roteiros de oração e meditação, suas decisões cotidianas de perdão, alegria, seriedade no seguimento de Nosso Senhor”, e João Paulo II, “que viveu na infância e na juventude capítulos dolorosos provocados pelas ideologias e autoritarismos do século XX, conduziu a Igreja à virada do milênio e nos brindou justamente com o convite à santidade”.

Dom Taveira afirmou ainda que, quando João XXIII ficou à frente da Igreja, substituindo o Papa Pio XII, “provocou na Igreja a oração e a preparação efetiva para o que o próprio Papa chamou de nova primavera, desejando uma nova estação de abertura e diálogo com todas as realidades de nosso tempo”.

“Os cinco anos de pontificado valeram séculos! ‘Mater et Magistra’ e ‘Pacem in terris’ foram duas Encíclicas que firmaram princípios e práticas para a ação social da Igreja. Abriu e conduziu a primeira Sessão de trabalhos do Concílio Vaticano II, mostrou ao mundo a face da bondade, abriu sorrisos, foi ao encontro dos mais sofredores, pintou de bom humor o rosto da Igreja!”, ressaltou.

Já sobre João Paulo II, o Arcebispo ponderou: “de João Paulo II nunca se falará suficientemente”, sendo que o pontífice é “uma presença universal efetiva, indo até os confins da terra para levar a Boa Nova do Evangelho”.

“Aquele que nas lides da Polônia havia enfrentado nazistas e comunistas, corajoso na liderança dos católicos para se manterem fiéis à Fé cristã, tesouro maior de sua nação, foi conduzido ao sólio de Pedro em mil novecentos e setenta e oito, permanecendo à frente da Igreja até o dia dois de abril de dois mil e cinco, na véspera da Festa da Divina Misericórdia. E no próprio Domingo da Misericórdia é agora canonizado”, completou.

Dom Taveira também descreveu o momento em que João Paulo II se despedia do povo cristão, no dia em que faleceu.

“Quantos adultos, jovens e crianças só tiveram esta figura de Papa em seu horizonte de Igreja, até que o Senhor o chamou para a sua Páscoa pessoal. Naquele início de noite de sua partida, desejoso de ir para estar com o Senhor, tinha o coração agradecido especialmente aos jovens aos quais tantas vezes se dirigiu e ali se encontravam, bem perto dele. Apagou-se como uma chama, deu tudo de si à Igreja e ao mundo. Em seus funerais, uma faixa emergia no meio da multidão – ‘Santo súbito’ – pedindo que fosse logo aclamado santo.”

Concluindo seu artigo, o prelado enfatizou que a Igreja oferecerá, na Festa da Divina Misericórdia, “dois presentes de amor”: João Paulo II e João XXIII, “santos pela Igreja e pela humanidade”, “homens de nosso tempo” que “amaram a Igreja e se entregaram por ela”.

“Louvado seja o Senhor, pela história, o exemplo e a intercessão dos dois heróis de nosso tempo”, finalizou.

Publicado em Gaudium Press.

 

(LMI)

Eu ressuscito e ressuscitarei para a vida eterna graças à Tua Encarnação, Paixão, Morte e Ressurreição – Domingo – Páscoa (Carmelo Descalço- OCD – 2014)

Graças, vos damos, Senhor…

páscoa carmelo

Senhor,

neste dia de Páscoa,
é com o coração cheio de júbilo
que faço memória e atualizo a fé em que acredito:
creio na ressurreição dos mortos
e na vida do mundo que há de vir.
Sim, Jesus, dou-Te graças infindas, pois,
porque deste voluntariamente a Tua vida,
retomaste-a e retomaste-a para mim.
Eu ressuscito e ressuscitarei para a vida eterna
graças à Tua Encarnação, Paixão, Morte e Ressurreição.
O coração não cabe em mim de tanta alegria por esta certeza.
Que ela inunde a minha vida, sare as minhas feridas,
cure os meus desgostos e alivie as minhas dores,
porque a Vida venceu a morte, o mal e todo o pecado.
E a vida é a Vida de Deus,
que Tu derramaste no meu coração
e está em mim presente, agora e sempre!

 

Publicado em  Carmelodescalco Ocd.

“A compaixão é a misericórdia que se inclina sobre a miséria e mostra a grandeza da alma.” – Pe. Antônio Francisco Bohn (Quinta-Feira Santa – 2014)

William-Adolphe Bouguereau(1825-1905) – “Compassion” (1897)

A indiferença e o individualismo como fontes da falta de compaixão

Lúcia Barden Nunes

Nosso tempo é marcado por duas características: a indiferença e o individualismo. Ambos já permeiam até mesmo o convívio familiar. Falas ou mensagens rápidas pelo celular; e-mails raros e telegráficos – cartas, nem pensar, e visitas – bem, a agenda está cheia para a maioria. Não devia ser assim porque o tempo deve ser vivido por nós e não o contrário – ele nos apressar, até quando não é necessário. Vivemos em uma sociedade superficial e volúvel. Não devíamos abrir mão de nossos afetos por uma suposta falta de tempo. Quando nosso coração está partido, ou enfrentamos todo tipo de dificuldades que podem surpreender-nos ao longo da vida,  podemos “estranhamente” receber a mesma falta de tempo

Acredito que não é uma regra, mas a pressa, a superficialidade estão pautando os relacionamentos. Fica um vazio que nada preenche, simplesmente porque nada pode preencher o lugar do amor. As cidades estão cheias de pessoas vazias por sua própria conta, enquanto outras se encontram esvaziadas de amor…

Padre Antônio Francisco Bohn, em um pequeno texto na Folhinha do Sagrado Coração, afirma o seguinte:

“A compaixão é que torna o coração verdadeiramente humano. Ela é uma virtude. (….) Inicie suas atividades com o pensamento voltado para o Sagrado Coração de Jesus. Você é a beleza da vida, obra-prima do Criador, a síntese de seu amor. Jesus deve estar em seu pensamento e no seu caminho. Nele você deve confiar todos os seus atos em cada minuto deste dia. Só um espírito bom pode ser compassivo. Quem se compadece dos outros, de si próprio se lembra. A compaixão se manifesta por atos e nela é essencial a bondade. Quando a pessoa tem compaixão das demais, Jesus tem compaixão dela. A compaixão é a misericórdia que se inclina sobre a miséria e mostra a grandeza da alma.”

Tenho pensado que a compaixão parece que deixou de ser um valor universal, e lamentavelmente, a razão pode se dever ao fato, entre outros, de nos permitirmos viver com um um mínimo de afetividade. Vamos ficando cada vez mais vez mais áridos, vazios.

Talvez precisemos retomar o “trabalho da formiguinha”: cada um de nós pode não ter mais influência na cultura de falta de compaixão, indiferença já instaladas, mas, é certo que podemos fazer a nossa parte…  Podemos nos dar uma chance de termos compaixão quando a circunstância se apresenta à nossa frente. Podemos ter a certeza de que nosso peito se aquecerá neste gesto…

Que Deus tenha sempre compaixão de nós. Amém.

LBN

Fonte/imagem: http://www.territorioscuola.com/wikipedia/pt.wikipedia (termo “Compaixão)

 

”Vou batizar o seu filho”, diz o papa por telefone a uma mãe solteira (Instituto Humanitas Unisinos – IHU)

Cerimônia aconteceu na capela Sistina, no Vaticano (Foto: Agência ANSA Brasil)
Cerimônia aconteceu na capela Sistina, no Vaticano (Foto: Agência ANSA Brasil)

Papa batiza filha de pais casados somente no civil (Agência ANSA Brasil)

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Fonte: Instituto Humanitas Unisinos – IHU

”Vou batizar o seu filho”, diz o papa por telefone a uma mãe solteira

Os telefonemas de Francisco nunca são por acaso. Ele liga para uma pessoa para falar com todas. Neste caso, as mães solteiras. Um envelope endereçado simplesmente a “Sua Santidade, Francisco, Cidade do Vaticano”. Na terça-feira à tarde, o celular de Anna Romano tocou. “Eu atendi e fiquei sem palavras: no início, pensei que era trote, mas depois ouvi a referência à carta sobre a qual só os meus pais sabiam”. Do outro lado da linha, o pontífice.

A reportagem é de Giacomo Galeazzi, publicada no sítio Vatican Insider, 06-09-2013. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

“Vou batizar o seu filho. Nós, cristãos, não devemos levar a esperança embora”, disse o papa por telefone à vendedora romana de 35 anos que tinha se dirigido a ele em um momento de desespero. Tendo ficado grávida de um homem que a abandonou, no fim de junho, ela escreveu a Francisco para contar a sua triste história.

“O meu companheiro me deixou, dizendo-me que não tem nenhuma intenção de cuidar do bebê a caminho, ou, melhor, me aconselhou a abortar”, explica ela. “Por um instante, eu pensei em fazer isso realmente. Agora, só a ideia me dá calafrios. Naquele período, porém, eu estava muito sozinha e infeliz”.

Ela optou por dar continuidade à gravidez, com o apoio da família. “O pontífice me telefonou e me disse que eu tinha sido muito corajosa e forte por ter decidido manter o meu bebê, apesar de o seu pai ter me deixado”, conta a mãe solteira. “Ele me prometeu que vai batizá-lo pessoalmente: o seu telefonema foi emotivamente muito intenso e mudou a minha vida”.

A mulher descobriu que o ex-companheiro já era casado e tinha um filho. Há alguns meses, Anna se mudou para Arezzo, onde encontrou trabalho como vendedora em uma joalheria, depois que a loja onde ela trabalhava em Roma fechou.

“Os telefonemas entram na esfera das relações pessoais do papa”, observa um colaborador próximo de Bergoglio. “Os conteúdo dessa conversa expressam um sentimento de proximidade e de pastoralidade”.

Anna Romano acrescenta: “Quando eu lhe disse que eu queria batizar o meu filho, mas que eu tinha medo que não fosse possível porque sou uma mãe solteira, já divorciada além disso, o papa me disse que, se eu não tivesse um pai espiritual para o batismo, ele mesmo pensava em dar o sacramento ao meu pequeno”.

Um brilho na escuridão de meses sombrios. “Não sei se o papa realmente encontrará tempo para batizar o meu filho, que vai nascer no início de abril e que, se for menino, eu quero chamar de Francisco”, enfatiza Anna. “Ele me deixou feliz, me deu força e eu conto a minha história porque eu gostaria que servisse de exemplo para muitas mulheres que se sentem longe da Igreja só porque encontraram o homem errado, estão divorciadas ou porque encontraram homens que nem sequer são dignos de serem pais”.

Um sinal forte também para dentro da Igreja. “Ainda como arcebispo de Buenos Aires, Bergoglio se confrontava com os sacerdotes que, em situações como essa, negavam o batismo”, comenta o sociólogo Luca Diotallevi, organizador das Semanas Sociais dos Católicos. “O gesto de Francisco é um testemunho de fé que encoraja e lembra a todos que o julgamento sobre o comportamento das pessoas só pode ser dado por Deus”.

Na mesma sintonia, o teólogo Gianni Gennari diz: “Batizando pessoalmente essa criança, o papa afirma o primado da misericórdia com relação ao julgamento sobre o passado dos pais e da família: Deus sempre olha para o futuro e esquece qualquer coisa diante de um coração aberto à esperança”.

Além disso, acrescenta Gennnari, Francisco, dessa forma, “substitui o moralismo pela afirmação dos valores morais” diante de uma vida nascente: “Assim como o padre Milani, o papa toma diretamente nas mãos a situação, não delega aos outros e testemunha o Evangelho da esperança”.  (10 de setembro de 2013)

Publicado em Instituto Humanitas Unisinos – IHU.

“Fomos criados para amar, como reflexo de Deus e do seu amor. E na união conjugal o homem e a mulher realizam esta vocação no sentido da reciprocidade e da comunhão de vida plena e definitiva.” – Papa Francisco – Audiência Geral (Rádio Vaticano – 02.04.2014)

Casamento de santa maria e sao jose

Link para  O Matrimônio católico(imagem)

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Na atualidade, esta abordagem é polêmica, principalmente em relação à insistente proposta de questionamento da constituição natural da família humana, que consiste na união entre um homem  e uma mulher, daí derivando o nascimento de crianças. Muito tem sido falado da imposição em âmbito mundial da chamada  “agenda de gênero”, que promove a união entre pessoas de mesmo sexo, e se, unidos legalmente, a possibilidade de adoções por estes casais. As uniões homossexuais são uma realidade, ainda que no mundo ocidental este regime não tenha sido aceito em vários países. A propósito, o Papa Francisco com sua fala na Audiência Geral,  firma o posicionamento da Igreja Católica em relação, ao que parece em um primeiro momento, à instituição do matrimônio católico, confirmando sua indissolubilidade, diante da Bíblia e diante da lógica do amor, que vem de Deus. Isto, o torna mais forte que qualquer “litígio”, aliás,  palavra  utilizada pelo Sumo Pontífice. (Lúcia Barden Nunes)

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Fonte: Rádio Vaticano

Os esposos são uma única carne – na audiência geral o Papa Francisco reiterou o segredo: “com licença, obrigado e desculpa.”

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Na audiência geral desta quarta-feira o Papa Francisco dedicou a sua catequese ao sacramento do Matrimônio concluindo assim um ciclo de catequeses dedicado aos sacramentos:

“Fomos criados para amar, como reflexo de Deus e do seu amor. E na união conjugal o homem e a mulher realizam esta vocação no sentido da reciprocidade e da comunhão de vida plena e definitiva.”

O sacramento do Matrimônio conduz-nos ao coração do desígnio de Deus – continuou o Santo Padre – que é um desígnio de Aliança e de comunhão: fomos criados para amar, como reflexo do Amor de Deus.

“Deus faz dos dois esposos uma só existência – a Bíblia diz “uma única carne”…

Neste sacramento – observou o Papa Francisco – Deus faz da união dos esposos – numa só carne – um sinal do seu amor, um reflexo da comunhão que existe no seio da Santíssima Trindade, onde as Três Pessoas – o Pai, o Filho e o Espírito Santo – vivem desde sempre e para sempre em união perfeita.

O Matrimônio é também uma missão – definiu o Santo Padre: o amor entre os esposos, manifestado nas coisas simples da vida quotidiana, torna visível o amor com que Cristo ama a Igreja:

“Os esposos, com efeito, por força do Sacramento, são investidos de uma verdadeira missão, porque podem fazer visível, a partir das coisas simples e normais, o amor com que Cristo ama a sua Igreja, continuando a dar a vida por ela, na fidelidade e no serviço.”

É necessário manter viva a união com Deus, que está na base da união conjugal – considerou o Santo Padre – que logo indicou o seu segredo para uma vida matrimonial serena – o amor é mais forte do que qualquer litígio:

“O amor é mais forte do que os momentos de litígio. Por isso eu aconselho aos casais que não acabem o dia sem fazer a paz…”

“e para fazer a paz não são precisas as Nações Unidas, uma carícia basta!”

“E assim é a vida, levá-la para a frente com a coragem de querer viver juntos. E isto é belo!”

E o Papa Francisco concluiu a sua catequese reiterando as suas já bem conhecidas três palavras-chave para uma saudável vida conjugal – com licença, obrigado e desculpa:

“Uma coisa que ajuda tanto a vida matrimonial são três palavras – três palavras que se devem dizer sempre: com licença, obrigado, desculpa!”

“Que o Senhor vos abençoe e rezai por mim!”

No final da audiência o Papa Francisco saudou também os peregrinos de língua portuguesa:

“Dou as boas-vindas a todos os peregrinos de língua portuguesa, nominalmente aos grupos escolares de Portugal e à delegação ítalo-brasileira. Rezemos por todas as famílias, especialmente por aquelas que passam por dificuldades, na certeza de que estas são um dom de Deus nas nossas comunidades cristãs. Que Deus vos abençoe!”

Nas saudações aos peregrinos polacos, presentes hoje na Praça de São Pedro, para a audiência geral, o Papa Francisco evocou a figura de João Paulo II, falecido faz hoje precisamente 9 anos. O Santo Padre recordou a próxima canonização do Papa polaco, convidando todos a prepararem-se espiritualmente para esse momento de graça para toda a Igreja.

O Papa Francisco a todos deu a sua benção! (RS)

Publicado em Rádio Vaticano.

“Perdoai e sereis perdoados” – Exortação de Jesus é evocada pelo Papa Francisco na missa em Santa Marta nesta segunda-feira (Rádio Vaticano – 17.03.2014)

Fonte: Rádio Vaticano.

“Perdoai e sereis perdoados” – o Papa Francisco na missa em Santa Marta nesta segunda-feira

RealAudioMP3

 2014-03-17 12:17:22

Perdoar para encontrar misericórdia – esta foi a principal mensagem do Papa Francisco na homilia desta segunda-feira. Partindo do capítulo 6 do Evangelho de São Lucas em que Jesus exorta os seus discípulos a serem ‘misericordiosos como o vosso Pai é Misericordioso’ o Santo Padre valorizou a vergonha como o primeiro passo para julgarmos menos os outros e examinarmos melhor a nossa consciência. Principalmente dos pequenos pecados de todos os dias:

“É verdade que nenhum de nós matou ninguém, mas tantas pequenas coisas, tantos pecados quotidianos, de todos os dias… E quando pensamos: ‘Mas que coisa, que coração pequenino: eu fiz isto ao Senhor!’ E envergonhar-se! Envergonhar-se perante Deus e esta vergonha é uma graça: é a graça de ser pecador. ‘Eu sou pecador e envergonho-me perente Deus e peço perdão.’ É simples, mas é tão difícil dizer: Eu pequei.”

Segundo o Papa Francisco, é frequente justificarmos os nossos pecados descarregando sobre os outros, dando mesmo a culpa a outras pessoas. Essa não é a atitude correta e não permite cumprir a prece do Pai Nosso: ‘Perdoai as nossas ofensas como nós perdoamos a quem nos tenha ofendido’. Porque é preciso perdoar para sermos perdoados – afirmou o Santo Padre:

“ E o Senhor diz: ‘Não julgueis e não sereis julgados! Não condeneis e não sereis condenados! Perdoais e sereis perdoados! Dai e vos será dado!’. Esta generosidade do coração!

“O homem e a mulher misericordiosos têm um coração largo: sempre desculpam os outros e pensam nos seus pecados. Viste o que aquele fez? Mas eu já tenho que chegue com o que fiz e não me meto nisso. Este é o caminho da misericórdia que devemos ter. Mas se todos nós, todos os povos, as pessoas, as famílias, os bairros, tivessem esta atitude, quanta paz existiria no mundo, quanta paz nos nossos corações! Porque a misericórdia leva-nos à paz. Recordai-vos sempre: Quem sou eu para julgar? Envergonhar-se e alargar o coração. Que o Senhor nos dê esta graça.“ (RS)

Publicado em Rádio Vaticano.

A Igreja não olha para os homossexuais como tais, mas como filhos de Deus (Parte I) – Paris – Entrevista – 20 de fevereiro de 2014 (Zenit.org – Roma)

Entrevista proveniente de Agência Zenit (Roma).

A Igreja não olha para os homossexuais como tais, mas como filhos de Deus (Parte I)

Padre Paul Check relata como nasceu o apostolado “Courage”, voltado para aqueles que mostram atração para pessoas do mesmo sexo

Paris, 20 de Fevereiro de 2014 (Zenit.org) Ann Schneible

The Courage é um apostolado que atende às necessidades das pessoas atraídas pelo mesmo sexo, que se sentem excluídas da Igreja e que querem encontrar a sua unidade além do rótulo de homossexuais.

Nascido nos EUA, onde está presente em metade das dioceses, o projeto então, se espalhou em outros doze países, sempre com o objetivo de ajudar aqueles que têm tendências homossexuais, a viver em castidade, em um espírito de amor e de verdade.

Para conhecer a realidade do The Courage, ZENIT entrevistou o Pe. Paul Check, que tornou-se diretor do projeto após a morte do seu fundador, padre John Harvey.

Acompanhe a seguir:

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ZENIT: Padre Paul, gostaria de nos contar brevemente a história do apostolado The Courage?

Padre Check: Em 1980, o futuro Cardeal Arcebispo de Nova York, Terence Cooke, teve a ideia de criar um apostolado que se preocupasse pelas pessoas necessitadas da proteção materna da Igreja e da sua caridade pastoral, pessoas que se sentissem estranhas à Igreja ou que até mesmo a odiassem. O cardeal pediu, portanto, ao padre Benedict Groeschel para ajudá-lo em um novo apostolado destinado a homens e mulheres com tendências homossexuais, para que compreendessem o amor de Cristo por ele, o seu papel reservado na Igreja, a sua chamada a uma vida de castidade, e as graças que Deus lhes teria concedido caso se abrissem a Ele.

Padre Groeschel conhecia um sacerdote que há muitos anos estudava questões relacionadas à homossexualidade, um verdadeiro pioneiro neste campo: padre John Harvey, um oblato de São Francisco de Sales.

Em 1980, sete homens se reuniram em Manhattan, sob a orientação do padre Harvey e formularam os cinco objetivos de Courage: castidade, oração e dom de si, amizade em Cristo, necessidade de amizades castas e disseminação do bom exemplo.

Além de formar esses grupos de apoio, The Courage oferece treinamento para sacerdotes e seminaristas, ajudando-os a compreender o seu desafio na compreensão da complexidade da homossexualidade e ajudar, por sua vez, homens e mulheres com essa inclinação.

ZENIT: Como pode ser definido e compreendido a atração pelo próprio sexo? E como eles podem definir-se, as pessoas homossexuais?

Padre Check: Esta questão realmente vai ao coração do nosso trabalho. A linguagem é muito importante, porque as palavras evocam imagens, idéias e problemas, por vezes profundamente enraizados. Há, de fato, muita sensibilidade sobre a linguagem, dá-se muito peso às palavras.

Procuro aproximar-me com muito cuidado da questão da identidade, a partir de duas perspectivas, assim como o faz a Igreja, seguindo o exemplo de Cristo. No Evangelho, o Senhor compromete as pessoas de duas formas: a primeira é no ensinamento em grupo, como ocorre, por exemplo, no Sermão da Montanha. Ao mesmo tempo, porém, Nosso Senhor envolve as pessoas individualmente, encontra as almas individualmente e apresenta-lhes a Boa Nova de forma muito precisa, clara e íntima, para orientá-los a um conhecimento mais profundo de si mesmos.

Isso é um desafio, porque a Igreja quer transmitir a sua mensagem mas também encontrar pessoalmente as mulheres e os homens.

Devemos ter em mente que a identidade real e aquela percebida podem não coincidir.

A sua pergunta exige uma longa premissa que espero que possa ajudar, de modo que aquilo que estou pra dizer não pareça insensível ou ignorante da realidade vivida. Jamais podemos dizer: “a sua experiência de si mesmo não é válida”, como se nós soubéssemos mais daquela pessoa do que ela dela mesma.

Portanto, o vocabulário da Igreja foi escolhido com muito cuidado e, ao longo dos anos, tornou-se sempre mais e mais preciso. Ao dizer isso, quero dizer que a Igreja é muito cuidadosa para medir todos os aspectos da experiência humana, de acordo com a sua importância e para dar às coisas o seu peso adequado.

A Igreja evita rotular uma pessoa com base em sua orientação sexual, sem subestimá-la por isso ou sem ser insensível ao conceito que cada um tem de si mesmo. Eu acho que seja interessante notar que a questão mais importante da história da humanidade seja a da identidade. Jesus, afinal, perguntou aos apóstolos: “Quem dizem que eu sou?”.

Quando a Igreja fala de homossexualidade, fala no mais amplo contexto da castidade. A castidade é uma virtude que neutraliza as falsas aspirações, regulando o apetite sexual de acordo com a reta razão e o projeto de Deus para a natureza humana. Um coração casto é um coração em paz, que dá tudo de si mesmo, de acordo com o seu estado de vida, e de acordo com esse dom de si, encontra a sua realização. Um dos maiores desafios que a Igreja está enfrentando hoje é o de propor a castidade como parte da “boa nova”, mas Jesus o fez e também nós o podemos fazer.

Portanto, a Igreja presta muita atenção em quem é realmente cada um de nós , não apenas como uma pessoa com tendências homossexuais, mas como um filho de Deus, redimido pelo Sangue Precioso de Cristo e chamado à graça nesta vida e à glória na vida futura. A Igreja diz: as atrações para com seu próprio sexo podem ser um aspecto importante da sua experiência de vida ou até mesmo da sua auto-compreensão, porém procura não ver-lhe somente através da lente da homossexualidade.

A Igreja fala com atenção e amor quando fala da tendência ou atração homossexual, em vez de usar substantivos como “homossexual”, “lésbica” ou “gay”.

(Tradução Thácio Siqueira)

Ideologia contrária à vida e à família natural evidencia sua capacidade de formular e condicionar os documentos das Comissões das Nações Unidas (Entrevista – Zenit.org – Roma)

Artigo e imagem publicados no site Cleofas (Prof. Felipe Aquino) – “A total destruição da família“.

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Texto proveniente de Zenit.org (Roma).

ENTREVISTA

ONU: Quando a política é distorcida pela ideologia

Stefano Gennarini C- Fam conta como a ideologia contrária à vida e à família natural é capaz de formular e condicionar os documentos das Comissões das Nações Unidas

Roma, 07 de Fevereiro de 2014 (Zenit.org) Junno Arocho

Tem causado polêmica no âmbito internacional o Relatório do Comitê das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança que critica fortemente a Igreja Católica. O que é mais surpreendente é que o Comitê da ONU não se limitou apenas a lançar críticas venenosas, mas pretendeu que a Santa Sé se retire da oposição às políticas abortivas e pare de se opor  aos casamentos e adoções por casais homossexuais. Mons. Silvano Maria Tomasi, Observador permanente da Santa Sé junto aos Departamentos da ONU em Genebra, argumentou que o relatório em questão foi formulado e escrito por pessoas que têm fortes preconceitos contra o Vaticano.

Stefano Gennarini , diretor do Centro de Estudos Legais C- FAM , também está convencido de que o relatório da Comissão tenha sido escrito e utilizado como uma ferramenta contra a Igreja Católica. C- FAM, “Instituto para a família e os Direitos Humanos” com sede em Nova York e Washington, foi fundada em 1990 como resposta ao apelo do Beato João Paulo II para que os católicos estejam presentes em praça pública. Para saber mais detalhes, ZENIT entrevistou Stefano Gennarini.

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ZENIT: O que é o C- FAM e qual é o papel que desempenha na ONU?

Gennarini: C -FAM está comprometida todos os dias em seguir e aprofundar tudo o que acontece nas Nações Unidas, com particular ênfase para as questões da família e da vida. As informações e entrevistas coletadas são  difundidas por um boletim semanal conhecido como “Friday Fax” (O fax da sexta-feira). Como associação, C- FAM participou dos principais encontros e conferências relativas aos temas sociais, como a Conferência do Cairo do 1994, e é reconhecida junto ao Conselho Econômico e Social das Nações Unidas.

ZENIT: O que você acha das recomendações divulgadas pelo Comitê das Nações Unidas sobre os direitos da Criança?

Gennarini: Eu estou acostumado a ver como os funcionários dos departamentos das Nações Unidas conseguem elaborar documentos extravagantes. Neste caso, estou preocupado com aqueles que irão ler estas observações. É uma pena que o Comitê sobre os Direitos da Criança tenha escolhido tomar esse caminho. Dessa forma, estão minando o trabalho da ONU na promoção e no respeito dos direitos humanos. Com este documento a credibilidade deste departamento foi posta em discussão: agora nenhum país tomará a sério as observações do Comitê, porque é evidente que se trata de um documento politicamente e ideologicamente tendencioso.

ZENIT: Portanto, você não está surpreso por este comportamento?

Gennarini: Realmente não. Há anos existem grupos ideologicamente militantes do aborto e do matrimônio e adoção gay; grupos que são maioria nos departamentos de organismos das Nações Unidas. Estes grupos gozam de generosas doações provenientes dos países do Norte e daqueles europeus. Sua ideologia distorce a realidade, de tal forma que embora nenhum tratado mencione o aborto a orientação sexual e questões semelhantes, eles são capazes de inserir argumentações ideológicas nos documentos oficiais. Inserindo argumentações ideológicas distorcem a interpretação jurídica. É uma pena, porque as indicações dos comitês de vigilância dos departamentos da ONU poderiam desempenhar um papel importante no ajudar os países a fazer respeitar os direitos humanos. Pelo contrário, o debate foi todo dirigido à promoção do aborto e da homossexualidade. Este modo de atuar alimenta o ceticismo daqueles que criticam as Nações Unidas e especialmente o Departamento para a promoção e o respeito dos Direitos Humanos. O ataque contra a Igreja Católica estava no ar. Os partidários de certas ideologias estão sempre tentando manchar a imagem pública da Santa Sé. Para eles, o Vaticano é o inimigo público número um. Não suportam que a Santa Sé se oponha a violações da dignidade humana. Se não fosse o trabalho da delegação vaticana junto às Nações Unidas e da Secretaria de Estado, o aborto e a sodomia[*] poderiam já ter sido declarados como direitos humanos universais. A Santa Sé é a única delegação da ONU que não aceita qualquer ambiguidade sobre questões que afetam a dignidade dos meninos e das meninas. Em geral, as delegações dos diferentes Países não estão dispostas a lutar para defender o nascituro.

ZENIT: Mons. Tomasi, Observador Permanente da Santa Sé na ONU, em Genebra, disse em uma entrevista que o relatório “foi escrito” antes mesmo de que a Santa Sé fizesse a sua apresentação à comissão. É verdade?

Gennarini: É um fato. Mons. Tomasi está simplesmente afirmando o que muitos daqueles que trabalham nas Nações Unidas já sabem. A verdade é que os documentos não são escritos por especialistas que compõem o corpo de monitoramento dos tratados. Esses especialistas não são compensados ​​pelo trabalho que fazem e trabalham sobre estas questões apenas um par de semanas por ano. Quem está realmente no controle desses processos é o pessoal das Nações Unidas e do Departamento do Alto Comissariado para os Direitos Humanos que trabalham em tempo integral em Genebra para preparar relatórios, observações e recomendações. Assim, quando os especialistas reuniram-se com a Santa Sé em janeiro e falaram com Mons. Tomasi , elogiaram o trabalho da Santa Sé para proteger as crianças. E, no entanto, foi tudo inútil, porque os burocratas das Nações Unidas já tinha decidido as suas observações.

ZENIT: Então é verdade o que disse o arcebispo, ou seja, que detrás das observações do Comitê tinha uma boa parte das organizações não governamentais prováveis a favor do casamento gay e do aborto?

Gennarini: Sem dúvida. Os países nas Nações Unidas reclamaram muitas vezes a falta de transparência na forma como os comités de vigilância interagem com as organizações não-governamentais. Muitas vezes, as informações fornecidas pelos países membros são ignoradas e as Comissões se baseiam quase exclusivamente em informações provenientes desses grupos. A mesma Comissão acusou a Santa Sé de provocar as violências contra os homossexuais, condenou a Rússia por ter emanado uma lei que protege os menores de informações que poderiam influenciar negativamente a sua saúde, enganando-lhes que os atos homossexuais são iguais aos de uma relação sexual entre um homem e uma mulher. Grupos homossexuais querem que as suas escolhas sexuais sejam abraçadas por toda a sociedade e por isso a ONU é um outro instrumento para alcançar este objetivo. É uma pena que uma série de organizações que promovem o aborto e o matrimônio gay, os direitos sexuais para as crianças e coisas do tipo tenham conseguido uma tal força dentro dos organismos das Nações Unidas. Estamos falando de organizações fortes e mundialmente respeitadas como Amnesty International e a Comissão Internacional dos juristas e de outros grupos de mais recente formação, como o Centro para os direitos reprodutivos e Human Rights Watch. O que aconteceu nos últimos 30 anos é que muitas organizações para os direitos humanos – cujo objetivo era afirmar direitos civis e políticos durante a Guerra fria – se encontraram sem causa após a queda do Muro de Berlim. Então, concentraram a sua atenção sobre os direitos sexuais. O que eles querem é transformar a autonomia sexual desenfreada em uma norma fundamental dos direitos humanos. O aborto e o homossexualismo são simplesmente as manifestações mais extremas da autonomia sexual desenfreada. Nos países ocidentais, onde esta autonomia sexual ganhou um lugar privilegiado, essas organizações foram financiadas por mais de 20 anos com bilhões de dólares colocados à sua disposição para pagar litígios, educação, lobby e outros projetos para promover as suas causas.

ZENIT: Neste contexto como é que C- FAM atua como uma instituição voltada para os direitos humanos e familiares? Como vocês têm a intenção de reagir a este relatório da ONU?

Gennarini: C -FAM lançou uma petição em apoio da Santa Sé: http://www.defendthevatican.org . Esperamos apontar aos nossos amigos nas Nações Unidas mais um exemplo de abuso por parte de comitês da ONU. Nos últimos três anos, temos trabalhado em estreita colaboração com os diplomatas na Assembleia Geral das Nações Unidas para reformar os órgãos previstos pelo tratado e permitir-lhes funcionar corretamente no futuro. É importante que estes especialistas tenham em conta este trabalho. É o único modo de garantir que se evite no futuro opiniões extravagantes desse tipo. Até que os especialistas possam interpretar os tratados como quiserem, isso continuará a acontecer. E, naturalmente, continuaremos a tratar esses temas em www.c-fam.org

Tradução de Thácio Siqueira

(07 de Fevereiro de 2014) © Innovative Media Inc.

Publicado em Zenit.org.

[*] – Palavra de origem bíblica.

Santa Teresa de Jesus – Vida, Tempo, Obra e Espiritualidade (Para Vós Nasci – V Centenário de Santa Teresa de Jesus)

“Vossa sou, para Vós nasci.” (Santa Teresa de Ávila)

Fonte: carmelitaspt

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Fonte:  STJ500- V CENTENÁRIO SANTA TERESA DE JESUS (texto na íntegra)

Vida, tempo, obra e espiritualidade de Santa Teresa de Jesus

Biografia

Teresa de Jesus, sem nenhuma dúvida, a figura mais importante da cidade de Ávila, onde nasceu. Daqui a pouco se cumprirão quinhentos anos, o dia 28 de Março de 1515, quarta feira para ser mais exato, às cinco da manhã como escreveu seu pai D. Alonso Sanchez de Cepeda, filho de João Sanches, um judeu toledano converso e bom comerciante, que se translada a morar em Ávila onde seu filho casa. (…)

O Caminho espiritual de Teresa

Olhando para o ser humano descobrimos que a pessoa vive ao mesmo tempo fatos exteriores que o ajudam a ir crescendo e fatos interiores, sem sinais visíveis de seu passo, mas que o completam em seu círculo vital. E tão interior e invisível que, às vezes, o próprio interessado morre sem reconhecê-lo e sem saber que o tinha realizado.

Não é o caso de Teresa, que além de conhecer com precisão suas etapas nos transmitiu o relato que o certifica. E graças a isso conhecemos não só as datas importantes de sua vida e os acontecimentos exteriores, mas também conhecemos seu próprio itinerário espiritual.

Itinerário que começa no lar, guiada pelos exemplos e a piedade sincera e simples de seus pais que fundamentam toda sua vida, o que ela chama a “verdade de quando menina”, que não é outra coisa senão o descobrimento do fugaz e relativo desta vida, frente ao transcendente e eterno de Deus.

Algo vai movê-la a buscar o martírio ingenuamente, fugindo de casa, ou a construir ermidas no horto paterno, enquanto repete com seu irmão insistentemente aquilo de “Para sempre, sempre, sempre”. Movimento que culmina com o recurso à Virgem pedindo que seja sua mãe, quando morre Dona Beatriz.

Logo virá um tempo de esfriamento espiritual, absorvida pelo afã de comprazer e deslumbrar com seus dotes femininos a seus primos, da qual sai, à força e sem muita vontade de mãos de seu pai que a ingressa nas Agostinianas.

Será nesse convento da Agostinianas contando 17 anos, onde renasce “a verdade de quando menina”, e sua primeira inquietude vocacional, ao contato com as religiosas. Inquietude que aviva com a leitura de livros piedosos e entre eles as cartas de São Jerônimo, fazendo com que tomasse a decisão de entrar carmelita na Encarnação de Ávila, onde viverá feliz 27 anos. Primeiro cheios de fervor, depois o ingresso e a profissão e de exemplo no padecer em que desemboca a primeira enfermidade séria onde fica tolhida por três anos.

Durantes os mesmos vai se recuperando graças a São José. Inicia ao mesmo tempo uma certa “frieza” espiritual, onde quer unir sua entrega à oração, amizade com o Senhor, que chega a abandonar, com o cultivo das amizades. A leitura das Confissões de Santo Agostinho e o encontro inesperado com uma imagem de Cristo, na Quaresma de 1554, propiciam o que conhecemos como sua conversão e entrega, já sem retrocessos a uma vida espiritual intensíssima, incentivada por diferentes graças místicas, visões imaginárias, intelectuais, e alocuções com que o Senhor a regala e instrui, enquanto recorre aos doutores e espirituais que vão ajudá-la a clarear seu caminho.

Uma das visões, será no outono de 1560, a visão do inferno, em que experimenta os padecimentos do lugar que teria correspondido a seus pecados se não tivesse se convertido. Graça que a motiva o querer ser mais fiel ao “chamamento” recebido à vida religiosa, e de onde surge a criação de um convento com novo estilo de servir a Deus, e viver a fraternidade, que será o convento de São José.

A profundidade espiritual com que vive naqueles cinco anos de sossego, entregada à contemplação, fazem crescer até limites inimagináveis suas ânsias de ajudar a Igreja e de salvar almas, e como a oração deve desembocar em obras, entra de cheio a fundar Mosteiros, segundo o padrão do convento de Ávila.

Um parênteses nesta tarefa que lhe impõe a obediência no priorado da Encarnação, e sob a guia de Frei João da Cruz, facilitam o momento cume de sua vida espiritual recebendo a graça suprema do matrimônio Espiritual, que coroa sempre o caminho espiritual de quem se entrega de verdade e todo a Deus, conforme ensina a própria santa em sua obra principal: As Moradas ou Castelo Interior.

Escritos Teresianos

A grande maioria dos humanos morre sem deixar vestígios de seu passo pelo mundo onde vivera. Até a memória familiar dos filhos gerados não vai além dos netos e termina na segunda geração.

Alguns plantam uma árvore, mas mesmo que dure séculos, quem desfruta sua sombra ou come seu fruto nem sabe quem plantou, nem guarda sua memória agradecida.

Outros escrevem um livro, que perdura mais, mas mesmo assim com o passar dos anos também terminam esquecidos nas Bibliotecas sem que ninguém os leia, nem lembre o autor.

Só uns poucos privilegiados, como Teresa de Jesus, escrevem livros que desafiam ao tempo e se continuam lendo depois de séculos, porque tem a frescor do recém escrito, de uma palavra viva e quente com um pão que saiu do forno.

Dizem os biógrafos que começou a escrever na adolescência, um livro de cavaleiros, e não é de duvidar pois com tanta leitura desses livros poderia ter escrito. E como continuou lendo outros livros de um fundo mais espiritual, também isso pode ter ajudado a ser escritora.

Mas a verdade é que quando quis relatar suas primeiras experiências íntimas e místicas se encontrou sem palavras e só soube citar um livro dos que tinha lido. Até que recebeu também a graça de dizer e escrever o que vivia.

Daí sua Autobiografia, o livro das Misericórdias do Senhor, escrito buscando luz de seus conselheiros, e, onde quer deixar constatado, ao narrar as graças recebidas o que Deus faz se encontra uma alma disponível. E com isso quer “engulosinar” ( adoçar) ao leitor e que se aproxime a Deus para experimentá-lo. O livro o escreverá duas vezes, porque deslumbrados seus confessores pelo primeiro relato lhe pedem que o amplie e que se estenda em dar-lhes mais doutrina sobre a vida de oração.

Será feito no convento de São José, despertando em suas filhas, que o veem, o desejo de ler e de ser instruídas na mesma matéria. E como ao confessor não lhe parece muito bem, escreve para elas o Caminho de Perfeição, onde descreve o itinerário espiritual como um caminho – o da oração -, que culmina em uma fonte, que é a contemplação, que pode se chegar até com a reza do Pai Nosso que ali descreve. Mas sem deixar de advertir e chamar a atenção da necessidade de cultivar virtudes necessárias para o caminho, como o amor, o desapego, a humildade. Também este livro vai escrevê-lo duas vezes.

Mais adiante a instancia e pedido dos confessores escreverá o livro do Castelo Interior, sua obra máxima, onde de forma mais anônima transmite igualmente sua experiência espiritual. Aquela que nasce de ter descoberto que Deus vive no profundo da alma de cada um e nos convida a aprofundar cada vez mais adentro até chegar a essa última Morada íntima, onde Ele regala copiosamente a quem se lhe aproxima, ao mesmo tempo em que o obriga a uma entrega generosa como sinal da autenticidade do encontro.

Também escreveu o livro das Fundações, para narrar a história de cada uma das que fez, dar testemunho de que tudo tinha sido mais obra de Deus que sua e ao mesmo tempo nos oferece um perfil dos numerosos personagens que intervieram e sem deixar de oferecer doutrina a seus seguidores.

E por escrever, além de outros menores, como os Conceitos, escreveu […] cartas, que nos trazem o dia a dia de suas preocupações. E mais ainda, os bastidores de seu temperamento para enfrentar pelo que é um elemento indispensável para conhecer de verdade a Teresa em sua dimensão mais autêntica, humana e espiritual.

E são todos os escritos juntos os que aproximam o leitor de hoje e de sempre sua figura, como a de um personagem real e amigo que nos fala também do humano e o divino, ganhando nossa simpatia, propagando sempre aquela sua “verdade de quando menina” que é a única que pode dar à vida um valor transcendente, buscando o preferir e cultivar melhor o que seja “para sempre, sempre, sempre” e não o efêmero.

Seu Tempo

Se a vida de qualquer pessoa está condicionada, como sabemos, por suas circunstâncias, somos obrigados referir-nos a elas, se queremos enquadrar a vida de Teresa. E dentro dessa História que emoldura a sua, cabe ressaltar o que chamaríamos dimensão civil da mesma e seu entorno religioso, de singular importância também em uma sociedade tão sacralizada como a que viveu Teresa.

Quando Teresa nasce, reina na Espanha, Fernando, o Católico (…)

Publicado em  Para Vós Nasci – STJ-500.

“Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna”. João 6, 68 (Evangelho Quotidiano – 18.01.2014)

Sábado, dia 18 de janeiro de 2014.

Sábado da 1ª Semana do Tempo Comum

Santo do dia : Santa Prisca ou Priscila, v. m., +séc. I(?),  Santa Margarida da Hungria, v., +1270

Leituras

Comentário do dia : Concílio Vaticano II
Ao passar, viu Levi […] e disse-lhe: «Segue-Me.»

Evangelho segundo S. Marcos 2,13-17.
Naquele tempo, Jesus saiu de novo para a beira-mar. Toda a multidão ia ao seu encontro, e Ele ensinava-os.
Ao passar, viu Levi, filho de Alfeu, sentado no posto de cobrança, e disse-lhe: «Segue-me.» E, levantando-se, ele seguiu Jesus.
Depois, quando se encontrava à mesa em casa dele, muitos cobradores de impostos e pecadores também se puseram à mesma mesa com Jesus e os seus discípulos, pois eram muitos os que o seguiam.
Mas os doutores da Lei do partido dos fariseus, vendo-o comer com pecadores e cobradores de impostos, disseram aos discípulos: «Porque é que Ele come com cobradores de impostos e pecadores?»
Jesus ouviu isto e respondeu: «Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os enfermos. Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores.»

Publicado em Evangelho Quotidiano.

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The Priests : “Pie Jesus”

“The Priests” (2009): Pe. David Delargy, Pe. Eugène e Pe. Martin OHagan (Irlanda).

Pie Jesu – Live at Armagh Cathedral – ThePriests Official

Pie Jesu

Pie Jesu, pie Jesu, pie Jesu, pie Jesu
Qui tollis peccata mundi
Dona eis requiem, dona eis requiem
Pie Jesu, pie Jesu, pie Jesu, pie Jesu
Qui tollis peccata mundi
Dona eis requiem, dona eis requiem

Agnus Dei, Agnus Dei, Agnus Dei, Agnus Dei

Qui tollis peccata mundi

Dona eis requiem, dona eis requiem

Dona eis requiem

Sempiternam

Dona eis requiem

Sempiternam

Requiem

Piedoso Jesus

Piedoso Jesus, piedoso Jesus, piedoso Jesus,
Que tirais o pecado do mundo,
Dá-lhes o descanso, dá-lhes o descanso
Piedoso Jesus, piedoso Jesus, piedoso Jesus,
Que tirais o pecado do mundo,
Dá-lhes o descanso, dá-lhes o descanso

Cordeiro de Deus, Cordeiro de Deus, Cordeiro de Deus

Que tirais o pecado do mundo,

Dá-lhes o descanso, dá-lhes o descanso

Dá-lhes o descanso, dá-lhes o descanso

Por todo o sempre

Dá-lhes o descanso

Por todo o sempre

Descanso

Fonte (letra/tradução): musica.com.br/artistas/katherine-jenkins/m/pie-jesu/traducao

Merciful Jesus

Merciful Jesus, merciful Jesus, merciful Jesus, merciful Jesus
Father, who takes away the sins of the world
Grant them rest, grant them rest

Merciful Jesus, merciful Jesus, merciful Jesus, merciful Jesus
Father, who takes away the sins of the world
Grant them rest, grant them rest

Lamb of God, Lamb of God, Lamb of God, Lamb of God

Father, who takes away the sins of the world
Grant them rest, grant them rest
everlasting
everlasting
Rest

Fonte (tradução para o Inglês): youtube.com/watch?v=1UYDHkLbWgg

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Natal de Jesus: um menino que nasce – envolto em mistério – para ensinar a força do perdão e do amor

Entraremos na semana do Natal dentro de poucos dias, quando todo o mundo ocidental-cristão, tradicionalmente, comemora um acontecimento ocorrido há dois mil anos: o nascimento de uma criança, de um menino – Jesus. Ainda que o sentido da festa esteja comprometido em razão do apelo comercial excessivo, o significado da vinda do Jesus – “Homem”, continua sendo muito significativo em todas as partes do mundo.

Por pensar deste modo, apresento a vocês uma composição visual que, admito, produzi, com certa dificuldade. É fruto da manipulação de algumas imagens muito belas que encontrei no site que refiro mais abaixo, com o fito de representar uma cruz. Posso dizer que pelo resultado final, senti muita satisfação interior. Acredito ser óbvio o motivo (pelo menos, para mim o é): fala em essência da Cristandade.  Em seu conjunto, podemos concluir que estamos diante da obra maravilhosa de Jesus, após sua vinda em carne a este mundo, que se deu através do “sim” corajoso e total da Virgem Maria.

Assim, ao estarmos diante de qualquer Cruz, somos levados também a pensar que Jesus Cristo foi Crucificado por nossas faltas, e, é o primeiro Ressuscitado para toda a Eternidade, para nossa redenção. Ele é a nossa esperança! Em Seu divino, puro e profundo amor por cada um de nós, criaturas de Deus (preocupado com Sua partida), tranquilizou-nos, homens e mulheres de todos os tempos:  “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida“.

Preparemo-nos interiormente para o verdadeiro sentido do Natal. (LBN)

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Crédito/imagens:

http://www.turnbacktogod.com/jesus