Mexicanas rechaçam energicamente aborto: fazê-lo legal, não evitou os abortos clandestinos (Reportagem – ACI Digital – 29.09.2010)

ELEIÇÕES -BRASIL

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Fonte: ACI Digital

Mexicanas rechaçam energicamente aborto: fazê-lo legal, não evitou os abortos clandestinos

MEXICO D.F., 29 Set. 10 / 12:18 pm (ACI).- No dia em que grupos feministas “celebram” o dia internacional pela despenalização do aborto na América Latina, diversas organizações de mulheres no México exigiram a promoção e a defesa da vida através de leis que fomentem a educação, a saúde e o emprego para combater esta prática anti-vida, que destrói a vida dos não-nascidos e das suas mães.

As organizações criticaram a decisão do Distrito Federal de permitir o aborto até a semana 12 de gestação, “quando a maioria da sociedade não está de acordo” e questionaram que “se mantenha na clandestinidade as cifras de processos realizados em instituições privadas da capital, e se guarde silêncio sobre o síndrome pós-aborto”.

A presidenta do Instituto para a Reabilitação da Mulher e a Família (IRMA), Mari Carmen Alva disse que na especialização do tratamento à síndrome pós-aborto, “encontraram mulheres que inclusive repetiram esta experiência em até três ocasiões, com sequelas psicológicas ou infecções, hemorragias e inclusive, casos dolorosos de jovenzinhas que perderam a matriz e isso com a possibilidade de serem mães, de [darem] vida”.

Como exemplo disto pôs o caso de uma jovem de 23 anos quem “esteve perto da morte por uma perfuração do intestino devido a um aborto e era o único filho que teria em sua vida. Arriscam tudo porque não têm orientação, ninguém lhes dá alternativas mais que a de ‘desfazer-se’ do bebê que leva no ventre à custa de sua própria saúde e da própria vida”, explicou

Alva comentou logo que diversos psicólogos, psiquiatras e tanatologistas confirmam os estragos da síndrome pós-aborto nas mulheres: “porque seguem dizendo a elas que não acontece nada, que depois do cancelamento da gravidez vão seguir sua vida como antes, que se trata de um punhado de células, como se não tivesse acontecido nada, mas a realidade as coloca em quadros permanentes de depressão, transtornos e até tendências suicidas”.

A perita disse que quando uma mulher começa a descobrir que sua vida não é a mesma, que tem pesadelos, insônia, depressão, angústia, é quando a mulher requer de um apoio de especialistas mas não o têm; a autoridade da capital se empenha em assegurar que não existe esta consequência, e, portanto, aqueles que promovem o aborto “condenam a mulher a uma vida de silêncio”.

Depois de questionar o anúncio, “com tambores grandes e pratos” de que no Distrito Federal já se realizaram 50 mil abortos, Mari Carmen Alva disse que “a mulher necessita alternativas distintas ao aborto, como, por exemplo que se ofereça como opção serviços de saúde gratuitos para adolescentes grávidas, creches e serviços perto de suas zonas de trabalho, redução de horários de trabalho para as que são mães, que não a [leve] a tomar uma decisão equivocada”.

Por isso, diversas organizações ressaltaram a decisão de 17 estados da República de blindar a vida desde a concepção. Estas reformas, disseram, não atentam contra as mulheres mas as defendem, assim como os seus filhos não nascidos. Em alguns estados, explicam, substituiu-se a pena de cárcere por atenção médica integral e se trabalha por impulsionar políticas públicas que favoreçam a mulher grávida, sobretudo a que se encontra em situação vulnerável e que brindem alternativas em matéria de saúde, emprego e educação.

O aborto, explicaram logo, não cura nenhuma doença. “Todo procedimento deve ser feito a favor da saúde, inclusive quando tomamos um remédio sabemos que pode haver efeitos secundários, mas o bem que se busca é o da saúde e, nestes casos, não se busca a saúde; é evidente que [isto] vai trazer repercussões mas na sua vida reprodutiva, sem descartar as [afecções] psicológicas”.

Madalena Ernaut, do Código Mulher, disse logo que “a própria autoridade reconheceu que os hospitais privados não reportam o número real de abortos praticados, porque as mulheres que o praticam o que menos querem é ficar registradas; querem manter em silêncio a experiência, por isso preferem evitar o setor saúde. Quer dizer, o fazê-lo legal, não evitou os abortos clandestinos. Por isso, na Cidade do México não temos nenhuma razão para festejar (na capital) e, [sim], muito de quê se lamentar, pois a clandestinidade também obriga as mulheres ao silêncio”. (ACIDigital)

“Aborto, ‘matrimônio’ e adoção gays são contrários à ordem natural e à democracia”, diz Cardeal mexicano (ACI Digital – 27.09.2010)

ELEIÇÕES – BRASIL

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Fonte: ACI Digital

Cardeal Juan Sandoval Íñiguez, Arcebispo de GuadalajaraAmérica

AMÉRICA

Aborto, “matrimônio” e adoção gays são contrários à ordem natural e à democracia, diz Cardeal mexicano

GUADALAJARA, 27 Set. 10 / 12:32 pm (ACI).- O Arcebispo de Guadalajara, no México, Cardeal Juan Sandoval Íñiguez assinalou que as leis que se aprovaram no Distrito Federal com o aval da Suprema Corte de Justiça da Nação que permitem o aborto até as 12 semanas, a pílula do dia seguinte, as uniões homossexuais equiparadas ao matrimônio e a possibilidade de que estes adotem, são contrárias à ordem natural e à democracia.

No artigo publicado pelo “Semanário” da Arquidiocese de Guadalajara, o Cardeal explica que estas leis são “imorais, muito prejudiciais para o país” e “se forem postas em prática, danificarão sobremaneira a vida desta Nação e a instituição do matrimônio”.

O Arcebispo disse que estas normas são contrárias à ordem natural, “à Lei Natural que todos levamos impressa no coração, e que está inscrita na Natureza. Esta nos ensina que os seres vivos corporais são sexuados; as plantas, os animais e o homem são sexuados: sexo masculino e feminino, sexos que são complementares e, além disso, que contribuem com vida, que são fecundos”.

Em segundo lugar, prosseguiu, com estas leis “danifica-se ou se contradiz à Sagrada Escritura, à fé cristã compartilhada pela maioria do povo do México. portanto, dá como resultado (e isto é o terceiro), que essas leis vão contra a opinião da maioria; inclusive, houve pesquisas referentes, por exemplo, sobre a adoção de crianças por casais de homossexuais, e a maioria das pessoas disse estar em desacordo”.

Por isso, precisou, estas “leis são ditatoriais, são contrárias à democracia, denigrem a representatividade dos governantes e dos legisladores, que não têm poder absoluto, senão aquele que lhes dá o povo que eles representam, e não podem legislar nem contra a Lei Natural nem contra a vontade do povo”.

Depois de denunciar que no Distrito Federal já se realizaram 40 mil abortos como produto da decisão da Corte Suprema, o Cardeal questionou: “como é possível que uns quantos indivíduos legislem para 110 milhões de mexicanos sem tomá-los em conta, sem requerer a opinião da maioria?”

Finalmente expressou seu desejo de que “as leis injustas se revertam; que pudéssemos refletir e colocar marcha atrás nessas normas, como digo, ditatoriais, e que um povo que quer a democracia não deve permitir”. (ACIDigital)

“A ciência ensina que com a concepção começa a existência de um novo indivíduo da espécie humana, com sua individualidade genética e vida própria, distinto a qualquer outro ser humano, com uma dignidade inalienável até a morte natural” – Carta aberta de repúdio a projeto que limita a objeção de consciência dos profissionais da saúde europeus ante o aborto, apresentada pela Federação Mundial de Associações de Médicos Católicos, pela Federação Internacional de Farmacêuticos Católicos e pelo Comitê Católico de Enfermeiros (ACI Digital – 26.09.2010)

ELEIÇÕES – BRASIL

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Fonte: ACI Digital

Mundo

Violação da objeção de consciência ante o aborto desumaniza a medicina, afirmam profissionais da saúde europeus

Roma, 26 Set. 10 / 09:48 am (ACI).- A Federação Mundial de Associações de Médicos Católicos, a Federação Internacional de Farmacêuticos Católicos e o Comitê Católico de Enfermeiros enviaram uma carta aberta à presidência e membros do Conselho da Europa na que assinalam que a violação do direito à objeção de consciência do pessoal de saúde ante o aborto só pode gerar consequências negativas como a desumanização da medicina.

Na carta assinada pelo Dr. José María Simon, o Dr. Piero Urosa e a senhora Marylee Meehan, presidentes respectivamente das instituições mencionadas, adverte-se que em junho deste ano o Conselho da Europa aprovou uma proposta para limitar e na prática impedir o direito à objeção de consciência ante o aborto. Este projeto será apresentado em Estrasburgo, na França, em sessão plenária nos dias 4 e 8 de outubro.

Este projeto, explica a carta, “é uma muito grave violação da deontologia profissional e da liberdade dos cidadãos europeus”. O que busca é obrigar a que “não tenhamos em conta os aspectos morais da atividade profissional mas que sejamos simples executores das diretivas políticas”.

Depois de recordar que a “ciência ensina que com a concepção começa a existência de um novo indivíduo da [espécie] humana, com sua individualidade genética e vida própria, distinto a qualquer outro ser humano, com uma dignidade inalienável até a morte natural”, o texto recorda os massacres que no século XX foram vistos no mundo pela perda de vidas destas características fundamentais do ser humano.

Logo depois de recordar estes princípios, os assinantes assinalam que “a Comissão do Parlamento Europeu quer garantir o pleno acesso das mulheres a práticas como o aborto ou técnicas especiais de reprodução, que não são problemas estritamente de saúde (a gravidez não é uma doença). O aborto logo depois da concepção é um homicídio e também o são as intervenções nos embriões produzidos in vitro”.

“É inaceitável, ademais, que o pessoal da área de saúde não disposto a não alterar sua defesa do direito à vida sejam discriminados no trabalho, e que sua disposição à objeção de consciência possa converter-se em algo que os impeça exercer sua profissão”, prosseguem.

Finalmente os católicos que redigem o texto advertem que “já hoje, em distintos países, para um médico objetor de consciência é muito difícil, se não impossível, especializar-se em ginecologia. Isto atenta não só contra o direito do médico, mas também contra o direito das mulheres que rechaçam o aborto e que desejam ser atendidas por ginecologistas que compartilhem seus princípios morais”. (ACIDigital)

Deus, o rei e o julgamento de Thomas More – William Newton (Comentário ao discurso do Papa no Parlamento britânico – Zenit.org)

Fonte: Zenit.org

Deus, o rei e o julgamento de Thomas More

por William Newton*

Comentário ao discurso do Papa no Parlamento britânico

TRUMAU (Áustria), 22 de setembro de 2010 (ZENIT.org) – É conhecido o ditado de Mark Twain de que a história não se repete, mas às vezes rima. Na sexta-feira passada, em Westminster Hall, Londres, houve uma dessas ocasiões.

Neste edifício, em julho de 1535, São Thomas More foi condenado à morte por traição, ao não reconhecer a autoridade suprema do soberano temporal, o rei, sobre a autoridade da Igreja e sobre o Papa.

Foram necessários 500 anos para que, na sexta-feira passada, John Bercow, sucessor de São Thomas More como presidente da Câmara dos Comuns, desse boas-vindas ao sucessor do Papa Clemente VII, ao se dirigir ao Parlamento Britânico reunido.

Bento XVI era plenamente consciente do significado da ocasião e não teve pudor em recordar aos parlamentares o que estava em jogo no julgamento de Thomas More. Bento XVI assinalou que “o dilema que More teve de enfrentar naqueles difíceis tempos” foi “a perene questão da relação entre o que pertence a César e o que é de Deus”.

O objetivo do discurso do Papa – e um dos significativos de toda sua visita ao Reino Unido – era, por conseguinte, “refletir sobre o espaço adequado da crença religiosa dentro do processo político”.

Bento XVI assinalou que “os questionamentos fundamentais em jogo no julgamento de More continuam se apresentando hoje”, e entre estas questões a mais importante é: “apelando a que autoridade se podem resolver os dilemas morais?”.

Thomas More, e todos os homens e mulheres de seu tempo na Inglaterra, foram obrigados – sob a pena de morte – a responder a esta pergunta: “sobre que base se pode decidir a questão moral do divórcio e do novo casamento? Qual foi o fundamento da opinião de quem tinha o poder político (rei Henrique XVIII), e em que se baseavam os princípios morais perenes, defendidos pela Igreja?

Fundamentos

Muito mudou na Inglaterra desde o ponto de vista político nos 500 anos que se seguiram, mas a questão permanece: há algumas bases éticas da sociedade civil e política que simplesmente não podem ser mudadas por quem exerce o poder, inclusive se o poder é democrático?

A resposta de Bento XVI é, obviamente, sim, porque “se os princípios morais que sustentam o processo democrático não forem determinados por algo mais sólido que o consenso social, a fragilidade do processo [democrático] se faz muito evidente”.

Aqui, sem dúvida, o Santo Padre pensa, entre outras coisas, nas leis antivida aprovadas pelo Parlamento britânico e outras democracias de recentes décadas, ao sabor do “consenso social”, mas contrárias ao bem verdadeiro da sociedade.

Bento XVI não mencionou diretamente o aborto, a eutanásia e a pesquisa com embriões, mas deu outro exemplo do sacrifício dos fundamentos morais da sociedade. Referindo-se à atual crise financeira global, recordou aos parlamentares que isso demonstra à sociedade o que ela pode esperar quando os fundamentos éticos são sacrificados pelo interesse privado e o pragmatismo.

Afirmou que “há um amplo consenso de que a falta de um sólido fundamento ético na atividade econômica contribuiu para as graves dificuldades [econômicas] em que hoje vivem milhões de pessoas em todo o mundo”.

Insistindo neste ponto, recordou aos parlamentares “uma das conquistas especialmente notáveis do Parlamento britânico”, a abolição do comércio de escravos. O Santo Padre indicou que a campanha que esta legislação conduziu foi um marco. Construiu-se “não sobre o terreno cambiante da opinião pública” (de fato, a população se mantinha como muito ambivalente), mas “sobre princípios éticos firmes, enraizados na lei natural” e, se poderia dizer, liderados por cristãos dedicados a isso, tais como William Wilberforce.

Após essa afirmação, Bento XVI tratou sobre a réplica óbvia: “onde se pode encontrar o fundamento ético das decisões políticas? Respondeu assinalando que “as normas objetivas que governam a ação correta são acessíveis à razão, prescindindo do conteúdo da revelação”. Contra as afirmações do relativismo, a razão humana pode conhecer o que é verdade e o que é correto. Aqui, obviamente, refere-se a nada menos que à lei natural.

Luz que guia

Portanto, se as normas morais objetivas podem ser conhecidas pela razão humana, inclusive sem revelação, qual é o papel da religião, e especialmente da fé cristã, na sociedade? Não consiste, afirmou Bento XVI, em suprir estas normas morais. Não ainda em oferecer um anteprojeto para estruturar a política e a vida econômica de um país. Mas sim “ajuda a purificar e lançar luz sobre a aplicação da razão para a descoberta de princípios morais objetivos”.

De acordo com isso, é, em muitos casos, um papel “corretivo”, o que significa que ajuda a guiar a razão em sua busca de normas morais e sua concreta aplicação, um guia que se necessita porque o pecado frequentemente dificulta a razão em sua busca da verdade. O Santo Padre advertiu que “sem o corretivo proporcionado pela religião… a razão [também] pode ser presa de distorções, como quando é manipulada pela ideologia, ou aplicada em um modo parcial que não leva em conta a dignidade da pessoa humana”.

Bento XVI recordou ao Parlamento que “este mau emprego da razão… foi que o estabeleceu o comércio de escravos em primeiro lugar”, quando este comércio se fundou sobre a negação de princípios morais que a razão sozinha deveria ter afirmado, por exemplo, a igualdade de todos os homens e sua inerente dignidade.

O Papa assinalou que esta função “corretiva” da fé e da revelação não é sempre acolhida em muitas sociedades democráticas atuais. Ele admitiu que às vezes há boas razões para isso. Aqui, referiu-se ao sectarismo e ao fundamentalismo, que ele qualificou de fé religiosa privada de razão.

A questão é que a razão necessita da fé, e a fé, da razão: “há um processo em duas direções”. Sendo este o caso, Bento XVI pediu aos seus ouvintes – homens e mulheres com poder político no Reino Unido – fazer o que puderem para assegurar “um diálogo profundo e continuado” entre “o mundo da racionalidade secular e o mundo da fé religiosa”, para “o bem de nossa civilização”.

À luz da importância crítica deste diálogo entre razão e fé, Bento XVI expressou sua “preocupação com a crescente marginalização da religião, especialmente do cristianismo”, que se registra em muitos países, incluído o Reino Unido.

Ele se referiu também a “sinais preocupantes de uma falta de apreço… dos direitos dos crentes à liberdade de consciência e de religião”. Aqui, sem dúvida, pensava nas recentemente estabelecidas leis (chamadas) antidiscriminatórias aprovadas no Parlamento britânico que, entre outras coisas, dão direitos exagerados a pessoas homossexuais (incluindo o direito de adoção) em detrimento da liberdade religiosa. As agências de adoção católicas têm sido obrigadas a aceitar isso ou a fechar.

Silêncio

O Papa assinalou também que há quem gostaria que a voz da religião fosse silenciada ou ao menos relegada à esfera puramente privada.

No dia seguinte, falando na vigília da beatificação do cardeal John Henry Newman, Bento XVI disse que “Newman descrevia o trabalho de sua vida como uma luta contra a crescente tendência a ver a religião como um assunto puramente privado e subjetivo”.

À luz desta tendência “privatizadora”, o fato de que a visita do Papa tenha sido de Estado tem um significado imenso. Bento XVI, de obra e de palavra, põe o acento na verdade de que as sociedades atuais, incluindo as modernas democracias, não podem atuar sem religião na praça pública.

São Thomas More, depois de tudo, foi um bom servidor do rei, porque foi um melhor servidor de Deus. A comunidade política necessita da influência do cristianismo para alcançar seu objetivo.

No convite sem precedentes ao Santo Padre para se dirigir ao Parlamento britânico, algo simplesmente inconcebível inclusive há poucos anos, acende o farol da esperança de que o cristianismo pode continuar sendo uma luz guia para a sociedade.

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*William Newton é professor no Instituto Teológico Internacional em Trumau, Áustria, e membro associado do Instituto Maryvale, em Birmingham, Reino Unido.

“Por isso, nós que somos os discípulos de Jesus, os cristãos, temos uma grande missão, sermos sal num mundo corrompido pela podridão do pecado, das injustiças, do egoísmo, da ambição, riqueza, poder…” – Pregação – Mês da Bíblia – Padre Ademir V. Borges – Setembro – 2010

Fonte/imagem: Arquidiocese de Brasília – Artigo “Mês da Bíblia”

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Eu e meu esposo assistimos o filme “A Estrada”. Este filme propõe uma visão de absoluta derrocada da vida na terra, por intermédio de uma explosão nuclear, onde o que é vivo foi dizimado, enquanto que materiais inorgânicos não são destruídos. O cenário é apocalíptico, e dá a ideia de que uma nuvem nuclear atingiu o mundo inteiro com maior ou menor intensidade, tal como um tornado. No entanto, alguns seres humanos restaram, talvez pela razão de estarem mais distantes do epicentro da explosão. Aliás, o roteiro permite que imaginemos que podem ter ocorrido várias explosões. A comida é rara; não há animais, e entre os que estão vivos, alguns, agrupados em gangues ou armados individualmente, se tornaram canibais… Provavelmente a bomba atômica é a de nêutrons, que já foi testada. Esta, criada há cinco ou seis décadas, tem a característica particularmente hedionda de manter intactos os bens materiais do inimigo, enquanto dizima tudo que respira…

Não foi fácil acompanhar o desenvolvimento da história, que está centrada na luta solitária e desesperada de um pai e um filho para sobreviver em meio à hecatombe nuclear, sem, no entanto, conceber o recurso a matarem seres humanos e deles se alimentarem. Há uma afirmação central no filme: naquela situação os seres humanos estão divididos, sem meio-termo, entre bons e maus, e o que os diferencia, tal como o pai do menino afirma é que os bons possuem um “fogo interior”. Achei que esta definição, diferenciação foi lapidar, apropriada em hora tão cruel, mas fruto de escolhas humanas que chegaram a um ponto que foi possível tal término da vida  sobre a face da terra. Na verdade, entre os que estão vivos, que perambulam pelas estradas, e sobrevivem como é possível, afora carne humana, do que é comestível, há a perspectiva do aniquilamento porque estão contaminados em algum grau com a radiação. O pai do menino morre de um doença que lhe afetou os pulmões, que em dias normais poderia ser tuberculose.

O que nos resta pensar é que se as agressões ao meio-ambiente continuam, e a propostas do governantes mundiais não são unânimes quanto ao Protocolo de Kioto, por exemplo, renegado pelos Estados Unidos, e a fabricação de armas de extermínio em massa continuam a ser admitidas, temos um quadro propício para uma reação em cadeia em meio a conflitos entre nações. O Paquistão, país preponderantemente islâmico, mas que não protege a população de opção religiosa não muçulmana, preocupa, tal como a Índia que também possui em seu arsenal, armamento atômico. É preocupante também para o mundo ocidental que, aliás,  iniciou a fabricação de bombas atômicas, mas que tem atualmente a proposta de recuo na estratégia de possíveis guerras, os avanços e recuos do Irã no sentido de utilização não-pacífica de urânio e outros componentes para fabricação de uma bomba atômica.

A propósito deste assunto, desta realidade assustadora, ou seja, do que fazemos enquanto avança este quadro de conflitos, ou invasões em busca de petróleo entre as nações, trago a pregação do Padre Ademir V. Borges, de Santa Catarina. Ela ilumina nossa conduta em meio a todas essas possibilidade, com base nos ensinamentos de Jesus Cristo.

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SAL DA TERRA E LUZ DO MUNDO

Estamos no mês de setembro, dedicado à Palavra de Deus , Palavra que alimenta nossa alma e orienta nossa vida, nos aproximando dos valores do Reino de Deus. Como nos lembra o Salmista “Tua Palavra é lâmpada para oa meus pés, e Luz para o meu caminho” (Sl 119, 105).

O evangelista Mateus, no Capítulo cinco , depois de Jesus proclamar as bem-aventuranças, o caminho da felicidade, mostra que Nosso Senhor Jesus olha cada um de seus discípulos que estão à sua volta e diz: “Vos sóis o sal da terra. Vós sois a luz do mundo” (Mt 5,13-14). estas palavras são muito importantes porque nos ensinam que elas não foram entregues para a nossa vida, mas para a de todo mundo. Por isso, nós que somos os discípulos de Jesus, os cristãos, temos uma grande missão, sermos sal num mundo corrompido pela podridão do pecado, das injustiças, do egoísmo, da ambição, riqueza, poder… Assim como Jesus, temos de dar sabor à nossa vida e à vida de tantos irmãos e irmãs que estão perdendo suas vidas. como podemos ser sal? Tendo as mesmas atitudes de Jesus para com as pessoas: atitudes de amor, misericórdia, bondade, justiça, esperança… Porque, “se o sal se tornar insosso, com que salgaremos? Para nada mais serve , senão para para ser lançado fora e pisado pelos homens”. Isso exige de nós perseverança, luta constante, fé diante das tentações, e perseguições do mundo, para não perdermos o sabor, a alegria, a coragem de testemunhar a Palavra e a Salvação que vem do Senhor, senão também nos perderemos e não serviremos para nada!

“Vós sois a luz do mundo”. O mundo não é uma nação só de vinte cidades, mas de milhares e milhares, e também de povos e nações. Por isso nossa luz que é Jesus vivo e ressuscitado tem que estar sempre acesa e no alto para que todos possam ver e ser atraídos por ela. “Não se acende uma lâmpada para colocá-la debaixo da mesa, mas na luminária”. Nesse sentido, ser luz no mundo e ser sinal vivo da presença do amor de Jesus diante das trevas e escuridão criadas pelas pessoas que escolheram o caminho do mal. Que nossa luz brilhe forte e alto no esforço de cada dia para não desistirmos do amor, de ter esperança, de lutar, e acreditando na força do bem, que outro modelo de mundo é possível, sem guerra, violência, ganância e injustiças. “Brilhe vossa luz diante dos homens, para que vendo vossas boas obras, eles glorifiquem vosso Pai que está nos céus.

alimentados pela Palavra de Deus e a Eucaristia procuremos ser no mundo e na vida das pessoas como o sal que dá sabor e conserva os alimentos e como a luz que ilumina a escuridão e aquece os corações frios e sedentos do amor de Jesus!

Com minha bênção e oração.

Pe. Ademir V. Borges

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“A Evangelização da cultura é de especial importância em nosso tempo, quando a ‘ditadura do relativismo’ ameaça obscurecer a verdade imutável sobre a natureza do homem, sobre seu destino e seu bem último.” – Trecho da Homilia do Papa Bento XVI, celebrada em Glasgow, na Escócia, no dia 16 de setembro, em viagem apostólica ao Reino Unido.

Papa Bento XVI e Rainha Elisabeth II em solenidade

A viagem apostólica do Papa Bento XVI transcorrerá no período de 16 a 19 de setembro, no Reino Unido. Incluída no roteiro está a capital Glasgow, na Escócia, onde celebrou uma Missa, ontem, dia 16 de setembro.

A Homilia completa, em espanhol, da Missa, pode ser acessada no link  mais abaixo, a partir do site do Vaticano, ou na fonte citada aqui,  em espanhol (não há tradução disponível para o português no site do Vaticano), no seguinte endereço: http://missatridentinaemportugal.blogspot.com/2010/09/homilia-del-santo-padre-benedicto-xvi.html .

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Missa cebebrada pelo Papa Bento XVI no "Bellahouston Park"

Fonte: Missa Gregoriana em Portugal

Viagem Apostólica do Santo Padre à Grã-Bretanha (III) – Homilia em Glasgow

Trechos da Homilia do Papa no Bellahouston Park em Glasgow, Escócia (16.09.2010)

A Evangelização da cultura é de especial importância em nosso tempo, quando a “ditadura do relativismo” ameaça obscurecer a verdade imutável sobre a natureza do homem, sobre seu destino e seu bem último. Hoje em dia, alguns buscam excluir da esfera pública as crenças religiosas, relegá-las ao âmbito privado, objectando que são uma ameaça para a igualdade e a liberdade. No entanto, a religião é na realidade garantia de autêntica liberdade e respeito, que nos move a ver cada pessoa como um irmão ou irmã. Por este motivo, convido-vos particularmente a vós, fiéis leigos, em virtude da vossa vocação e missão batpismal, a serdes não somente exemplo de fé em público, como também a promoverdes no foro público os argumentos da sabedoria e da visão de mundo que decorrem da fé. A sociedade atual necessita de vozes claras que defendam nosso direito a viver, não numa selva de liberdades autodestrutivas e arbitrárias, mas numa sociedade que trabalhe pelo verdadeiro bem-estar de seus cidadãos e lhes ofereça orientação e proteção em sua debilidade e fragilidade. Não tenhais medo de oferecer este serviço a vossos irmãos e irmãs, e ao futuro de vossa amada nação.

São Ninian, cuja festa celebramos hoje, não teve medo de elevar sua voz sozinho. Seguindo as ondas dos discípulos que Nosso Senhor enviou antes dele, Ninian foi um dos primeiros missionários católicos a trazer a boa-nova de Jesus Cristo a seus irmãos britânicos.

Gostaria de me dirigir agora especialmente aos Bispos da Escócia. Como sabeis, um de vossos primeiros deveres pastorais está relacionado a vossos sacerdotes e a sua santificação.

Finalmente, desejo dirigir-me a vós, meus queridos jovens católicos da Escócia. Eu vso exorto a levar uma vida digna de Nosso Senhor e de vós mesmos. Há muitas tentações que deveis enfrentar cada dia – droga, dinheiro, sexo, pornografia, álcool – e que o mundo vos diz que trarão felicidade, quando, na verdade, estas coisas são destrutivas e criam divisão. Só uma coisa permanece: o amor pessoal de Jesus por cada um de vós. Buscai-O, conhecei-O e amai-O, e Ele vos libertará da escravidão da existência deslumbrante, mas superficial, que a sociedade atual frequentemente propõe. Deixai de lado tudo o que é indigno e descobri vossa própria dignidade de filhos de Deus.

Para o texto completo da Homilia, aqui.

Fonte: Oblatvs

Postado por Mons.Lebrum às 22:40.

Publicado em Missa Tridentina em Portugal.

“(…) É dever do Estado cuidar da família e ajudá-la a realizar bem sua missão.” – Artigo – Cardeal Dom Odilo P. Scherer – Arcebispo de São Paulo – (Blog dos Casais Carmelitas)

Fonte: Missionários e Missionárias da Consolata:

“Vamos amar e cuidar de nossas crianças” – Exploração Sexual Infantil

Fonte/imagem: Novena – 9º dia Dia – Missionários e Missionárias da Consolata – Missões

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Gostaria de manifestar o quanto me incomoda a naturalidade com que o meio político dominante na atualidade se posiciona a respeito da distribuição de preservativos nas escolas. Concordo totalmente com D. Odilo Scherer (no artigo abaixo) que vê nesta ação o incentivo à  atividade sexual precoce de crianças e adolescentes. Para mim, é uma tragédia nacional, tanto quanto, a legalização do aborto e o consequente atendimento de adolescente e mulheres adultas na rede pública. Explico-me: se a atividade sexual entre adultos gera  uma série de realidades não controláveis, imaginem  como anda a situação entre pré-adolescentes e adolescentes.  Há uma cultura de liberdade sexual, a qual as crianças e adolescentes são incentivados precocemente, com a ressalva da “proteção” contra as doenças venéreas, Aids e gravidez. Ainda mais, se uma gravidez inesperada acontecer entre as jovens dessas faixas, poderiam se “livrar” do problema através do serviço público. Tal decisão seria  facilitada pelo exemplo das mães, de todas as idades, que do SUS se utilizariam em momentos considerados pouco convenientes para uma gravidez… Acho desagradável pensar que boa parte da Europa, Leste europeu e Ásia aderiram, infelizmente, à cultura do descarte da vida ainda no ventre das mulheres. Eu condeno a ação governamental que manipula dados sobre mortes de mulheres em clínicas de aborto precárias e outras alternativas também precárias, para tornar o aborto uma prática pública. No entanto, acho que esta decisão é de foro íntimo, e em si mesma, traz graves consequências à psique feminina. Portanto, tal como Jesus, devemos ter em mente que há lugar para o arrependimento profundo, não cabendo a ninguém pessoalmente condenar a mulher que o praticou. Aos olhos de Deus  e diante de si própria sabe do peso de seu ato.

Através de diversos estudos feitos pela Igreja e outros organismos, foi demonstrado que as mulheres que decidem pelo aborto, de modo consciente ou inconsciente, acabam carregando ao longo de suas vidas o peso da culpa por um aborto efetivado, são depressivas, angustiadas. Por consequência, recorrem a algum tipo de alívio,  tornando-se, em geral,  dependentes do álcool.

Lembro que, pouco antes de morrer, parece-me que Johnson, da dupla de cientistas famosos Master e Johnson, dos EUA, voltou atrás  à respeito de uma declaração bombástica feita na década de 70. Havia dito à imprensa  que “milhões” de mulheres morriam no país devido à práticas abortivas, porque estava em busca de fundos para pesquisas. Se disse arrependido com relação à legalização do aborto, e pateticamente, admitia que, de fato, o número ficava na casa de milhares no país… A lei de legalização foi rapidamente aprovada na época. Agora as clínicas de aborto são, não se pode dizer, bilionárias, mas com certeza, milionárias…

Horror dos horrores é, a meu ver, a prática do aborto legalizado e público. Soube que há campanhas nos Estados Unidos para reverter a lei federal que deixa aos estados a decisão para descriminalizar o aborto. Por que experimentaríamos esta “rotina” nefasta, mortífera em si, se enquanto povo, certamente haverá arrependimento, tal como está acontecendo com a maior parte do povo norte-americano?

Reflitamos sobre as palavras de Dom Odilo Scherer, Arcebispo de São Paulo.

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Fonte: Blog dos Casais Carmelitas

REFLEXÃO

Agosto de 2010

E a família, como vai?

Cardeal Odilo P. Scherer
Arcebispo de São Paulo

“Desejo, pois, dirigir-me a todas as famílias e dizer-lhes que são uma grande bênção de Deus! A família deveria ser reconhecida pela ONU como um “patrimônio da humanidade!” Se há cidades, monumentos e ruínas antigas que recebem esse reconhecimento, quanto mais ele caberia bem para a família, que tanto bem realizou e ainda realiza no presente, à pessoa, à sociedade!

Não vou tratar aqui dos problemas familiares, das crises do casal, das dificuldades na educação dos filhos, dos desencontros que inevitavelmente surgem ao longo da vida e das famílias mal constituídas ou fracassadas. Tudo isso, sem dúvida, existe, mas não coloca em dúvida a importância da família. Quero falar bem da família, da sua importância na vida das pessoas, da sociedade e da Igreja. Ela presta um serviço insubstituível à pessoa, desde o seu nascimento até à morte e se revela fundamental, sobretudo, nas fases extremas da vida, na infância e na velhice, quando as pessoas são quase inteiramente dependentes da ajuda e da proteção de outros. Imaginemos a criança recém-nascida, sem o aconchego familiar… Ou o doente, a pessoa idosa, já incapaz de se ajudar…

A família está fundada sobre as bases da natureza e do amor, ela é humanizadora e “personalizadora” e faz com que o indivíduo não se sinta isolado no mundo, ou um objeto útil para outros fins, mas um sujeito em diálogo com outros sujeitos e participante de um grupo de base, onde a pessoa vale por ela mesma, e não porque ela pode ser útil ou interessante para a sociedade, para o sistema econômico ou político.

A família também é um bem para a grande sociedade. Continua valendo o princípio afirmado há muito tempo pela Doutrina Social da Igreja e pela antropologia cristã: a família é a célula básica da sociedade, uma instituição natural que precede a sociedade política; ela é intermediária entre o indivíduo e o Estado, com a diferença que neste pequeno núcleo de relações humanas, a pessoa conta por ela mesma, e não apenas pelo interesse que ela possa ter para a sociedade. Se a grande sociedade descuida da família, ela destrói suas próprias bases. Existem estudos científicos recentes, do ponto de vista sociológico e antropológico, que deixam claro: onde o cidadão está amparado por uma família, a sociedade tem mais solidez e coesão; e o Estado tem muito menos problemas para resolver na educação, na saúde, na formação do senso ético, na superação da violência. E, ao invés disso, muito maiores problemas de violência, de abandono de pessoas, de depressão são constatados onde as relações familiares estão comprometidas, ou não existem.

Em tempos de campanha eleitoral seria bom ouvir dos candidatos a todos os cargos em questão, do Executivo e do Legislativo, quais são suas convicções e propostas de políticas públicas para a família. Como pretende proteger e defender a família natural, formada a partir da união de um homem com mulher? Como pretende promover a paternidade e a maternidade responsável? O que pensa do aborto? Da eutanásia? Da união civil de pessoas do mesmo sexo? Do incentivo à atividade sexual precoce de crianças e adolescentes, mediante a distribuição de preservativos nas escolas?

Faria bem o Estado, se investisse mais na família através de políticas públicas para incentivar os jovens a formar famílias bem constituídas. Se alguém pensa que isso é discurso “moralista” ou “religioso”, está muito equivocado, pois é dever do Estado cuidar da família e ajudá-la a realizar bem sua missão. Se as famílias conseguem conviver num espaço digno, educar bem os filhos, encaminhá-los na vida para serem pessoas de bem, isso será um ganho para toda a sociedade e o Estado.

Pela importância antropológica, educativa, econômica e política que a família tem, bem que o futuro Governo Federal poderia instituir um Ministério da Família, que se ocupasse do amparo e do incentivo à família. Seria uma enorme ajuda ao próprio Estado, que passaria a se preocupar mais diretamente com as pessoas, suas situações e necessidades. Será que é demais, sonhar com isso? Espero que não.”

Cardeal Odilo P. Scherer
Arcebispo de São Paulo

P.S. Este artigo foi publicado no jornal “O São Paulo”, da Arquidiocese de São Paulo, e divulgado em zenit.org.

Postado por Carlos Eduardo, Adinéia Maria – http://casaiscarmelitas.blogspot.com/ – OCDS – Comunidade Santa Teresa ((16.08.2010)

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Publicado em Blog dos Casais Carmelitas  – OCDS – Província Nossa Senhora do Carmo – Curitiba-PR.

“O erro nunca se mostra de facto tal qual é, com receio de que, colocado a nu, seja denunciado; antes se disfarça (…) de tal modo que pareça – que coissa ridícula esta! – mais verdadeiro que a própria verdade, graças a esta aparência exterior e aos olhos dos ignorantes.” – Santo Irineu (130-200)

Fonte/imagem: http://www.aascj.org.br/

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Pensei o seguinte sobre o escrito abaixo, de Santo Irineu: todos os cristãos devem ter (ou tentar ter) os pés na terra e o pensamento no Céu. Já lá no primeiro século do Cristianismo já alertava seus “paroquianos” sobre a ação, a intenção, por exemplo, de dirigentes políticos, ou até de líderes religiosos. Fala da pedra tomada como preciosa, que não é senão vidro. Penso que esta análise é análoga aos discursos, principalmente políticos atuais, repletos de raciocínios singelos, que, no entanto, nada têm de simples; pelo contrário: são simplistas. “Palavras-pluma”, eu diria, que escondem intenções sub-reptícias.

Assim, quase 1.900 anos depois, ainda é válida a sua explanação sobre o mascaramento da verdade , o que evidencia que esta intenção é essencialmente humana. No entanto, Santo Irineu que eram bem preparado para enfrentar a mentalidade pagã da época nos indica alguns cuidados essenciais à manutenção de uma vida cristã. Podemos adaptar suas palavras ao nosso tempo perfeitamente, já que o relativismo moral dominante evidencia que nossa época se deixa nortear por uma cultura neo-pagã. (LBN)

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Fonte: Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura (SNPC)

Pregação de Santo Irineu sobre a verdade

O erro nunca se mostra de facto tal qual é, com receio de que, colocado a nu, seja denunciado; antes se disfarça fraudulentamente sob uma veste de verosimilhança, de tal modo que pareça – coisa ridícula esta! – mais verdadeiro que a própria verdade, graças a esta aparência exterior e aos olhos dos ignorantes. Como dizia a propósito um homem superior a mim: ‘a pedra preciosa, como a esmeralda, de grande valor aos olhos de alguns, vê-se insultada por um pedaço de vidro habilmente trabalhado, se não se encontra alguém capaz de proceder a um exame capaz de desmascarar a fraude…'”

“Participam da vida os que veem a Deus, porque é o esplendor de Deus que dá a vida. Por isso, Aquele que é inacessível, incompreensível e invisível, torna-se visível, compreensível e acessível para os homens, a fim de dar vida aos que o alcançam e veem. Porque é impossível viver sem a vida; e não há vida sem a participação de Deus, participação que consiste em ver a Deus e gozar da sua bondade.”

“A glória de Deus é o homem vivo, e a vida do homem é a visão de Deus. Com efeito, se a manifestação de Deus, através da criação, dá a vida a todos os seres da terra, muito mais a manifestação do Pai, por meio do Verbo, dá vida a todos os que veem a Deus.”

Santo Ireneu (c. 130 – c. 200)

Publicado em Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura (SNPC)

“Nossa Senhora do Carmo é como a encarnação do estilo de vida e do espírito da Ordem. A partir da sua experiência mística a presença de Maria torna-se constante e integrante de muitas graças místicas.” – P. Jeremias Carlos Vechina, OCD – Portugal

Fonte: Ordem dos Carmelitas Descalços – Portugal

Teresa e Maria do Carmelo

Por P. Jeremias Carlos Vechina, OCD

Nossa Senhora está presente nos momentos mais decisivos da vida de Teresa. Já desde os primeiros balbuceios da sua infância é influenciada pela oração cadenciada do terço.

Com a idade de seis ou sete anos a mãe tinha o cuidado “em fazer-nos rezar e sermos devotos de Nossa Senhora e de alguns Santos”. Teresa continua a contar-nos que desde muito jovem: “Procurava solidão para rezar as minhas devoções que eram muitas, em especial o Rosário, do qual a minha mãe era muito devota e assim nos fazia sê-lo”.

Quando Teresa perde sua mãe, que seria entre os treze e quatorze anos de idade, vai-se encomendar a Nossa Senhora. É ela a narrar: “Quando comecei a perceber o que tinha perdido, fui-me, aflita, a uma imagem de Nossa Senhora e supliquei-Lhe, com muitas lágrimas, que fosse minha Mãe. Embora o fizesse com simplicidade, parece-me que me tem valido; porque conhecidamente tenho encontrado esta Virgem soberana, sempre que me tenho encomendado a Ela, e, enfim, tornou-me a Si”.

Por amor e devoção a Nossa Senhora, Teresa entra no Carmelo da Encarnação de Ávila. Neste mosteiro, como em todos os outros, a presença de Maria é uma constante. A tomada de hábito marcou-a profundamente. Tomava o hábito de Nossa Senhora. Para ela, Nossa Senhora do Carmo é como a encarnação do estilo de vida e do espírito da Ordem. A partir da sua experiência mística a presença de Maria torna-se constante e integrante de muitas graças místicas.

São muitas as graças místicas que Teresa recebe ao longo da sua existência e que têm como objecto e conteúdo Nossa Senhora. Algumas são muito significativas para a sua vida e obra de fundadora. Recordo a que ela narra no Livro da Vida, capítulo 33. É uma espécie de vestidura que Maria faz a Teresa anunciando-lhe o facto de a partir deste momento ser mãe de uma nova família religiosa: o Novo Carmelo. Jesus une sua Mãe a este seu plano. Era no dia de Nossa Senhora da Assunção. Participava na Eucaristia na Capela do Santo Cristo do Convento de S. Domingos e veio-lhe um arroubamento tão grande que ficou fora de si. “Parecia-me, estando assim, que me via vestir uma roupa de muita brancura e claridade. A princípio não via quem ma vestia; depois vi a Nossa Senhora a meu lado direito e a meu Pai S. José à esquerda, que me vestiam aquela roupa. Deu-se-me a entender que já estava limpa de meus pecados. Acabada de vestir e eu com grandíssimo deleite e glória, logo me pareceu Nossa Senhora pegar-me nas mãos. Disse-me que Lhe dava muito gosto sendo devota do glorioso S. José; que tivesse por certo que, o que eu pretendia do mosteiro, se havia de fazer e nele se serviria muito o Senhor e a eles ambos; que não temesse que nisto houvesse jamais quebra, embora a obediência que dava não fosse a meu gosto, porque Eles nos guardariam e já Seu Filho nos tinha prometido andar connosco. Para sinal de que isto se cumpriria dava-me aquela jóia.

Pareceu-me então que me tinha deitado ao pescoço um colar de ouro muito formoso e preso a ele uma cruz de muito valor. Este ouro e pedras são tão diferentes das de cá, que não têm comparação”.

Santa Teresa teve outra graça mística mariana em que ela experimenta a glorificação de Nossa Senhora: “Em dia da Assunção da Rainha dos Anjos e Senhora nossa, quis o Senhor fazer-me esta mercê: num arroubamento representou-se-me a Sua subida ao Céu e a alegria e solenidade com que foi recebida e o lugar onde está. Dizer como foi isto, eu não saberia. Foi grandíssimo o deleite que o meu espírito teve de ver tanta glória. Causou isto em mim grandes efeitos e tirei de proveito ficar com mais e maiores desejos de passar grandes trabalhos e de servir a esta Senhora, pois tanto mereceu” (V 39, 26).

Noutra visão, Teresa compreendeu como o Senhor agracearia as suas irmãs de S. José de Ávila, ao colocá-las sob a protecção de Maria: “Estando todas no coro em oração depois de Completas, vi Nossa Senhora, com grandíssima glória, revestida dum manto branco e, debaixo dele, parecia amparar-nos a todas. Entendi quão alto grau de glória daria o Senhor às desta casa” (V 36, 24).

Apesar de serem muitas as graças místicas marianas experienciadas por Teresa de Jesus, há um parelelismo muito marcado entre a experiência que ela tem de Cristo e de Maria. Depois de tantos trabalhos e sofrimentos passados nas suas fundações Teresa alegra-se com as suas irmãs: “Nós alegramo-nos de podermos em algo servir a Nossa Mãe, Senhora e Padroeira” (F 29, 23). Jesus e Maria são duas criaturas sempre unidas na vida de Teresa e dos seus Carmelos: “Pouco a pouco se vão fazendo outras coisas para honra e glória desta gloriosa Virgem e de Seu Filho. Seja Ele para sempre louvado, ámen, ámen!” (F 29, 28).

P. Jeremias Carlos Vechina, OCD

Publicado em http://teresadejesus.carmelitas.pt/.

“O Ano Sacerdotal, que celebramos 150 anos depois da morte do Santo Cura d’Ars, modelo do ministério sacerdotal no nosso mundo, está para terminar. Deixamo-nos guiar pelo Cura d’Ars, para voltarmos a compreender a grandeza e a beleza do ministério sacerdotal.” – Homilia do Papa Bento XVI durante o encerramento do Ano Sacerdotal (Vaticano)

Memória: 04 de agosto

S. João Maria Vianey (Santo Cura de Ars), da Ordem Terceira de S. Francisco, falecido em 1859, após dedicada e exemplar pastoral de paróquia rural. Canonizado em 1925.

Fonte: Ordem Franciscana Secular – Fraternidade de Ovar – Portugal

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ENCERRAMENTO DO ANO SACERDOTAL

SANTA MISSA

HOMILIA DO PAPA BENTO XVI
Solenidade do Sagrado Coração de Jesus
Praça de São Pedro
Sexta-feira, 11 de Junho de 2010

(Vídeo)

Imagens da celebração

Prezados irmãos no ministério sacerdotal,
Amados irmãos e irmãs,

O Ano Sacerdotal que celebrámos 150 anos depois da morte do Santo Cura d’Ars, modelo do ministério sacerdotal no nosso mundo, está para terminar. Deixámo-nos guiar pelo Cura d’Ars, para voltarmos a compreender a grandeza e a beleza do ministério sacerdotal. O sacerdote não é simplesmente o detentor de um ofício, como aqueles de que toda a sociedade tem necessidade para nela se realizarem certas funções. É que o sacerdote faz algo que nenhum ser humano, por si mesmo, pode fazer: pronuncia em nome de Cristo a palavra da absolvição dos nossos pecados e assim, a partir de Deus, muda a situação da nossa vida. Pronuncia sobre as ofertas do pão e do vinho as palavras de agradecimento de Cristo que são palavras de transubstanciação – palavras que O tornam presente a Ele mesmo, o Ressuscitado, o seu Corpo e o seu Sangue, e assim transformam os elementos do mundo: palavras que abrem de par em par o mundo a Deus e o unem a Ele. Por conseguinte, o sacerdócio não é simplesmente «ofício», mas sacramento: Deus serve-Se de um pobre homem a fim de, através dele, estar presente para os homens e agir em seu favor. Esta audácia de Deus – que a Si mesmo Se confia a seres humanos; que, apesar de conhecer as nossas fraquezas, considera os homens capazes de agir e estar presentes em seu nome – esta audácia de Deus é o que de verdadeiramente grande se esconde na palavra «sacerdócio». Que Deus nos considere capazes disto; que deste modo Ele chame homens para o seu serviço e Se prenda assim, a partir de dentro, a eles: isto é o que, neste ano, queríamos voltar a considerar e compreender. Queríamos despertar a alegria por termos Deus assim tão perto, e a gratidão pelo facto de Ele Se confiar à nossa fraqueza, de Ele nos conduzir e sustentar dia após dia. E queríamos assim voltar a mostrar aos jovens que esta vocação, esta comunhão de serviço a Deus e com Deus, existe; antes, Deus está à espera do nosso «sim». Juntos com a Igreja, queríamos novamente assinalar que esta vocação devemos pedi-la a Deus. Pedimos operários para a messe de Deus, mas este pedido a Deus é simultaneamente Deus que bate à porta do coração de jovens que se considerem capazes daquilo de que Deus os considera capazes. Era de esperar que este novo resplendor do sacerdócio não fosse visto com agrado pelo «inimigo»; este teria preferido vê-lo desaparecer, para que em definitivo Deus fosse posto fora do mundo. E assim aconteceu que, precisamente neste ano de alegria pelo sacramento do sacerdócio, vieram à luz os pecados dos sacerdotes – sobretudo o abuso contra crianças, no qual o sacerdócio enquanto serviço da solicitude de Deus em benefício do homem se transforma no contrário. Também nós pedimos insistentemente perdão a Deus e às pessoas envolvidas, enquanto pretendemos e prometemos fazer tudo o possível para que um tal abuso nunca mais possa suceder; prometemos que, na admissão ao ministério sacerdotal e na formação ao longo do caminho de preparação para o mesmo, faremos tudo o que pudermos para avaliar a autenticidade da vocação, e que queremos acompanhar ainda mais os sacerdotes no seu caminho, para que o Senhor os proteja e guarde em situações penosas e nos perigos da vida. Se o Ano Sacerdotal devesse ser uma glorificação do nosso serviço humano pessoal, teria ficado arruinado com estas vicissitudes. Mas, para nós, tratava-se precisamente do contrário: sentir-se agradecidos pelo dom de Deus, dom que se esconde em «vasos de argila» e que sem cessar, através de toda a fraqueza humana, concretiza neste mundo o seu amor. Assim consideramos tudo o que sucedeu como um serviço de purificação, um serviço que nos lança para o futuro e faz agradecer e amar muito mais o grande dom de Deus. Deste modo, o dom torna-se o compromisso de responder à coragem e à humildade de Deus com a nossa coragem e a nossa humildade. Nesta hora, a palavra de Cristo, que proclamámos no cântico de entrada desta liturgia, pode dizer-nos o que significa tornar-se e ser sacerdotes: «Tomai o meu jugo sobre vós e aprendei de Mim, que Eu sou manso e humilde de Coração» (Mt 11, 29).

Celebramos a festa do Sagrado Coração de Jesus e, com a liturgia, por assim dizer lançamos um olhar dentro do Coração de Jesus que, na morte, foi aberto pela lança do soldado romano. Sim, o seu Coração está aberto por nós e aos nossos olhos; e deste modo está aberto o Coração do próprio Deus. A liturgia dá-nos a interpretação da linguagem do Coração de Jesus, que fala sobretudo de Deus como pastor dos homens e, deste modo, manifesta-nos o sacerdócio de Jesus, que está radicado no íntimo do seu Coração; indica-nos assim o perene fundamento e também o critério válido de todo o ministério sacerdotal, que deve estar sempre ancorado no Coração de Jesus e ser vivido a partir dele. Hoje queria meditar principalmente sobre os textos com que a Igreja em oração responde à Palavra de Deus apresentada nas leituras. Nestes cânticos, compenetram-se palavra e resposta; por um lado, são tirados da Palavra de Deus, mas, por outro e simultaneamente, são já a resposta do homem à referida Palavra, resposta na qual a própria Palavra se comunica e entra na nossa vida. O mais importante destes textos na liturgia de hoje é o Salmo 22 (23) – «O Senhor é meu pastor» –; nele Israel acolheu em oração a auto-revelação de Deus como pastor e dela fez a orientação para a sua própria vida. «O Senhor é meu pastor, nada me falta»: neste primeiro versículo, exprimem-se alegria e gratidão pelo facto de Deus estar presente e Se ocupar de nós. A leitura tirada do Livro de Ezequiel começa com o mesmo tema: «Eu próprio tomarei cuidado das minhas ovelhas, Eu é que hei-de olhar por elas» (Ez 34, 11). Deus, pessoalmente, cuida de mim, de nós, da humanidade. Não fui deixado sozinho, perdido no universo e numa sociedade onde se fica cada vez mais desorientado. Ele cuida de mim. Não é um Deus distante, para Quem contaria muito pouco a minha vida. As religiões da Terra, por aquilo que nos é dado ver, sempre souberam que, em última análise, só há um Deus; mas este Deus era distante. Aparentemente, Ele deixava o mundo abandonado às outras potestades e forças, às outras divindades. Com estas, era preciso encontrar um acordo. O Deus único era bom, mas distante. Não constituía um perigo, mas tampouco oferecia uma ajuda. Assim, não era necessário ocupar-se d’Ele. Não era Ele que dominava. Por estranho que pareça, este pensamento ressurgiu no Iluminismo. Que o mundo pressupõe um Criador, ainda se compreendia. Este Deus teria construído o mundo, mas depois, evidentemente, retirou-se dele. Agora o mundo tinha um conjunto próprio de leis, segundo as quais se desenvolvia e nas quais Deus não intervinha, nem podia intervir. Deus era apenas uma origem remota. Muitos talvez não desejassem sequer que Deus cuidasse deles. Não queriam ser incomodados por Deus. Mas, sempre que a solicitude e o amor de Deus são sentidos como incómodo, o ser humano acaba subvertido. É bom e consolador saber que há uma pessoa que me ama e cuida de mim; mas muito mais decisivo é que exista um Deus que me conhece, me ama e Se preocupa comigo. «Conheço as minhas ovelhas, e elas conhecem-Me» (Jo 10, 14): diz a Igreja, antes do Evangelho, tomando uma palavra do Senhor. Deus conhece-me, preocupa-Se comigo: este pensamento deveria fazer-nos verdadeiramente felizes; deixemo-lo penetrar profundamente no nosso íntimo. Então compreenderemos também o que significa isto: Deus quer que nós, como sacerdotes, num pequenino ponto da história, compartilhemos as suas preocupações pelos homens. Como sacerdotes, queremos ser pessoas que, em comunhão com a sua solicitude pelos homens, cuidamos deles e lhes fazemos experimentar concretamente esta solicitude de Deus. E o sacerdote, no âmbito que lhe está confiado, deveria poder dizer juntamente com o Senhor: «Conheço as minhas ovelhas, e elas conhecem-me». O sentido deste «conhecer», na Sagrada Escritura, nunca é simplesmente o de um saber exterior, como quando se conhece o número do telefone de uma pessoa; mas «conhecer» significa estar interiormente próximo do outro, amá-lo. Nós havemos de procurar «conhecer» os homens por parte de Deus e em ordem a Deus; havemos de procurar caminhar com eles pela estrada da amizade de Deus.

Voltemos ao nosso Salmo. Lá se diz: «Ele me guia pelo caminho mais seguro para glória do seu nome. Passarei ravinas tenebrosas e não temo; Vós estais comigo, o vosso cajado me sossega» (22, 3-4). O pastor indica a estrada certa àqueles que lhe estão confiados. Vai à sua frente e guia-os. Por outras palavras: o Senhor mostra-nos como se realiza de modo justo o ser homens. Ensina-nos a arte de ser pessoa. Que devo fazer para não me afundar, para não desperdiçar a minha vida com o que não tem sentido? Esta é precisamente a pergunta que cada homem se deve colocar a si mesmo, válida em cada período da vida. E como é grande a escuridão à volta de tal pergunta, no nosso tempo! Vem-nos sempre de novo à mente aquela atitude de Jesus, que Se enchera de compaixão pelos homens, porque eram como ovelhas sem pastor. Senhor, tende piedade também de nós! Indicai-nos a estrada! A partir do Evangelho, sabemos isto: Ele mesmo é o caminho. Viver com Cristo, segui-Lo: isto significa encontrar o caminho certo, para que a nossa vida ganhe sentido e possamos dizer um dia: «Sim, foi bom viver». O povo de Israel sentia-se, e sente-se, agradecido a Deus, porque lhe indicou, nos Mandamentos, o caminho da vida. O longo Salmo 118 (119) é todo ele uma expressão de alegria por este facto: não titubeamos na escuridão. Deus mostrou-nos qual é o caminho, como podemos caminhar de modo certo. O que dizem os Mandamentos foi sintetizado na vida de Jesus e tornou-se um modelo vivo. Compreendemos assim que estas directrizes de Deus não são algemas, mas o caminho que Ele nos indica. Podemos alegrar-nos por elas, e exultar porque em Cristo nos aparecem como realidade vivida. Ele mesmo nos tornou felizes. Caminhando juntamente com Cristo, fazemos a experiência da alegria da Revelação, e, como sacerdotes, devemos comunicar às pessoas a alegria pelo facto de nos ter sido indicado o caminho certo da vida.

Aparece depois a palavra que nos fala de «ravinas tenebrosas», através das quais o homem é guiado pelo Senhor. O caminho de cada um de nós conduzir-nos-á um dia às ravinas tenebrosas da morte, onde ninguém pode acompanhar-nos. Mas Ele estará lá. O próprio Cristo desceu à noite escura da morte. Mesmo lá, Ele não nos abandona. Mesmo lá, Ele nos guia. «Se descer aos abismos, ali Vos encontrais»: diz o Salmo 138 (139). Sim, Vós estais presente mesmo no último transe; e assim o nosso Salmo Responsorial pode dizer: mesmo lá, nas ravinas tenebrosas, não temo mal algum. Mas, ao falar de ravinas tenebrosas, podemos pensar também nas ravinas tenebrosas da tentação, do desânimo, da provação, que cada pessoa humana tem de atravessar. Mesmo nestas ravinas tenebrosas da vida, Ele está presente. Sim, Senhor, nas trevas da tentação, nas horas de ofuscamento quando todas as luzes parecem apagar-se, mostrai-me que estais presente. Ajudai-nos, a nós sacerdotes, para podermos nessas noites escuras estar ao lado das pessoas que nos foram confiadas, para podermos mostrar-lhes a vossa luz.

«O vosso cajado me sossega»: o pastor precisa de usar o cajado como um bastão contra os animais selvagens que querem irromper no meio do rebanho; contra os salteadores que procuram o seu botim. A par de bastão, o cajado serve também de apoio e ajuda para atravessar sítios difíceis. As duas coisas fazem parte também do ministério da Igreja, do ministério do sacerdote. Também a Igreja deve usar o bastão do pastor, o bastão com que protege a fé contra os falsificadores, contra as orientações que, na realidade, são desorientações. Por isso mesmo este uso do bastão pode ser um serviço de amor. Hoje vemos que não se trata de amor, quando se toleram comportamentos indignos da vida sacerdotal. E também não se trata de amor, se se deixa proliferar a heresia, a deturpação e o descalabro da fé, como se tivéssemos nós autonomamente inventado a fé; como se já não fosse dom de Deus, a pedra preciosa que não deixaremos arrebatar. Ao mesmo tempo, porém, o bastão deve continuar a ser o cajado do pastor, cajado que ajude os homens a poderem caminhar por sendas difíceis e a seguirem o Senhor.

A parte final do Salmo fala da mesa preparada, do óleo com que se unge a cabeça, do cálice transbordante, de poder habitar junto do Senhor. No Salmo, tudo isto exprime, antes de mais nada, a dimensão da alegria pela festa de estar com Deus no templo, ser hospedados e servidos por Ele mesmo, poder habitar junto d’Ele. Para nós, que rezamos este Salmo com Cristo e com o seu Corpo que é a Igreja, esta dimensão de esperança adquiriu uma amplidão e profundidade ainda maiores. Por assim dizer, vemos nestas palavras uma antecipação profética do mistério da Eucaristia, no qual Deus mesmo nos acolhe como seus comensais oferecendo-Se-nos a Si mesmo como alimento, como aquele pão e aquele vinho refinados que são os únicos capazes de constituir a derradeira resposta à fome e sede íntima do homem. Como não sentir-se feliz por poder cada dia ser hóspede à própria mesa de Deus, por habitar junto d’Ele? Como não sentir-se feliz pelo facto de Ele nos ter mandado: «Fazei isto em memória de Mim»? Felizes porque Ele nos concedeu preparar a mesa de Deus para os homens, dar-lhes o seu Corpo e o seu Sangue, oferecer-lhes o dom precioso da sua própria presença. Sim, com todo o coração podemos rezar juntos as palavras do Salmo: «A vossa bondade e misericórdia me acompanham no caminhar da minha vida» (22, 6).

Por último lancemos, ainda que brevemente, um olhar sobre os dois cânticos da comunhão propostos pela Igreja na sua liturgia de hoje. Em primeiro lugar, temos as palavras com que São João conclui a narração da crucifixão de Jesus: «Um dos soldados abriu o seu lado com uma lança e dele brotou sangue e água» (Jo 19, 34). O Coração de Jesus é trespassado pela lança. Aberto, torna-se uma fonte; a água e o sangue que saem remetem para os dois Sacramentos fundamentais de que vive a Igreja: o Baptismo e a Eucaristia. Do lado trespassado do Senhor, do seu Coração aberto brota a fonte viva que corre através dos séculos e faz a Igreja. O Coração aberto é fonte de um novo rio de vida; neste contexto, João certamente pensou também na profecia de Ezequiel que vê brotar do novo templo um rio que dá fecundidade e vida (cf. Ez 47): o próprio Jesus é o novo templo, e o seu Coração aberto a fonte da qual jorra um rio de vida nova, que se nos comunica no Baptismo e na Eucaristia.

Mas a liturgia da Solenidade do Sagrado Coração de Jesus prevê como cântico de comunhão ainda outra frase, ligada à primeira, tirada do Evangelho de João: «Se alguém tem sede, venha a Mim e beba, diz o Senhor. Se alguém acredita em Mim, do seu coração brotará uma fonte de água viva» (cf. Jo 7, 37-38). Na fé, por assim dizer bebemos da água viva da Palavra de Deus. Deste modo o próprio fiel torna-se uma fonte, dá à terra sequiosa da história água viva. Vemo-lo nos Santos. Vemo-lo em Maria que, como grande mulher de fé e de amor, se tornou ao longo dos séculos fonte de fé, amor e vida. Cada cristão e cada sacerdote deveriam, a partir de Cristo, tornar-se fonte que comunica vida aos outros. Devemos dar água da vida a um mundo sedento. Senhor, nós Vos agradecemos porque nos abristes o vosso Coração; porque, na vossa morte e na vossa ressurreição, Vos tornastes fonte de vida. Fazei que sejamos pessoas que vivem, que vivem da vossa fonte, e concedei-nos a possibilidade de sermos também nós fontes capazes de dar a este nosso tempo água da vida. Nós Vos agradecemos pela graça do ministério sacerdotal. Senhor, abençoai-nos a nós e abençoai todos os homens deste tempo que estão sedentos e andam à procura. Amen.

Saudações no final da Santa Missa

Queridos sacerdotes dos países de língua oficial portuguesa, dou graças a Deus pelo que sois e pelo que fazeis, recordando a todos que nada jamais substituirá o ministério dos sacerdotes na vida da Igreja. A exemplo e sob o patrocínio do Santo Cura d’Ars, perseverai na amizade de Deus e deixai que as vossas mãos e os vossos lábios continuem a ser as mãos e os lábios de Cristo, único Redentor da humanidade. Bem hajam!

Al termine di questa straordinaria concelebrazione, desidero esprimere la mia viva gratitudine alla Congregazione per il Clero, per l’opera svolta durante l’Anno Sacerdotale e per aver organizzato queste giornate conclusive. Un pensiero di speciale riconoscenza va ai Signori Cardinali ed ai Vescovi che hanno voluto essere presenti, in particolare a quanti sono venuti da lontano.

Chers prêtres francophones, vous avez une proximité particulière avec saint Jean-Marie Vianney. Je souhaite qu’elle devienne une véritable complicité spirituelle. Puisse son exemple sûr, vous inspirez afin que le don que vous avez fait de vous-même au Seigneur porte du bon fruit! Je vous renouvelle ma confiance et je vous encourage à progresser sur les chemins de la sainteté. Que le Seigneur vous garde tous en son Cœur très-aimant!

I now wish to greet all the English-speaking priests present at today’s celebration! My dear brothers, as I thank you for your love of Christ and of his bride the Church, I ask you again solemnly to be faithful to your promises. Serve God and your people with holiness and courage, and always conform your lives to the mystery of the Lord’s cross. May God bless your apostolic labours abundantly!

Von ganzem Herzen grüße ich die Bischöfe, Priester und Ordensleute wie auch alle Pilger, die aus den Diözesen des deutschen Sprachraums zum Abschluß des Priesterjahres nach Rom gekommen sind, um ihre Einheit mit dem Nachfolger Petri zu zeigen. Liebe Mitbrüder, wo kein Zusammenhalt ist, da gibt es keinen Fortschritt. Wenn wir miteinander verbunden bleiben, wenn wir in Christus, dem wahren Weinstock, bleiben, dann können wir starke und lebendige Zeugen der Liebe und der Wahrheit sein, können uns die Winde des Augenblicks nicht verbiegen oder brechen. Christus ist die Wurzel, die uns trägt und uns Leben gibt. Danken wir dem Herrn für die Gnade des Priestertums; dafür, daß er uns jeden Tag neu Gelegenheit gibt, in seiner Nachfolge gute Hirten zu sein. Der Heilige Geist stärke euch bei all eurem Wirken!

Saludo cordialmente a los presbíteros de lengua española, y pido a Dios que esta celebración se convierta en un vigoroso impulso para seguir viviendo con gozo, humildad y esperanza su sacerdocio, siendo mensajeros audaces del Evangelio, ministros fieles de los Sacramentos y testigos elocuentes de la caridad. Con los sentimientos de Cristo, Buen Pastor, os invito a continuar aspirando cada día a la santidad, sabiendo que no hay mayor felicidad en este mundo que gastar la vida por la gloria de Dios y el bien de las almas.

“Dobroć i łaska pójdą w ślad za mną przez wszystkie dni mego życia” (Ps 23/22/, 6). Tymi słowami Psalmu pozdrawiam polskich kapłanów. Drodzy Bracia, Chrystus Was wybrał, wezwał, napełnił dobrocią i łaską. Szczerym sercem podejmujcie każdego dnia ten dar i nieście go z miłością tym, do których zostaliście posłani. Świętymi bądźcie i prowadźcie innych do świętości w Chrystusie. Niech Bóg wam błogosławi!

Rivolgo infine il mio cordiale saluto ai sacerdoti di Roma e d’Italia; come pure ai Presuli, ai sacerdoti e ai seminaristi di tutti i Riti delle Chiese Orientali cattoliche. So, infine, che in tutte le parti del mondo si sono tenuti moltissimi incontri celebrativi e spirituali con grande e fruttuosa partecipazione. Pertanto, desidero ringraziare Vescovi, sacerdoti e organizzatori ed auguro a tutti di proseguire con rinnovato slancio il cammino di santificazione in questo sacro ministero che il Signore vi ha affidato. Vi benedico di cuore!

© Copyright 2010 – Libreria Editrice Vaticana

“Nesta primeira perseguição, de caráter local, morreram os apóstolos Pedro(crucificado ) e Paulo (decapitado por ser cidadão romano).”, in As Perseguições – A Lex Romana (Blog Missio Fides – Pe. Edson Ausier – Brasil)

Fonte: MISSIO FIDES – TOTUS TUUS (Pe.Edson Ausier. Arquidiocese de Manaus, Amazonas, Brasil)

Confira também:

MISSIO FIDES – TOTUS TUUS – “Ícone: Janela para a Eternidade” – quinta-feira, 29 de julho de 2010

PERSEGUIÇÕES- A LEX ROMANA

No ano 186 a C. o senado romano reagiu contra os cultos forâneos (= externos) proibindo as Bacchanalia (=festas em honra de Baco, deus do vinho),e perseguindo duramente os seus seguidores; vários milhares deles foram executados. Proibia-se a associação dos crentes de Baco, a não ser em grupos de dois homens e não mais de três mulheres. Os que não cumprissem estas normas sofreriam a pena capital..

173 a C. para frear os progressos da superstitio populi (= superstição do povo) e restaurar a credibilidade dos deuses pátrios o Senado romano viu-se obrigado a emitir decretos de expulsão contra mestres de retórica e filósofos gregos.

Cícero(-63) em De legibus (= sobre as leis) mantém que a única religião pública é aquela que recebe o reconhecimento do poder político. Os deuses romanos eram cidadãos que podiam ser naturalizados, ou privados de cidadania, segundo decisão, ou conveniência do Estado. Ele afirmava que “nossos antepassados nunca foram mais sábios nem melhor inspirados pelos deuses, que quando decidiram que as mesmas pessoas que presidem a religião governem o Estado”. Daí ao cesaropapismo(= uma única pessoa assume todos os poderes cívicos e religiosos) só um passo, ou um tempo.

Lucrecio ( de Rerum Natura) é um defensor da religião pública frente a toda forma de superstição.

59 a C. o Senado mandou destruir os altares a Isis e Osiris, dentro do pomoerium (direito de alojamento) e do capitólio (= uma das sete colinas de Roma na qual estava o templo de Júpiter, protetor da cidade, chamada também Tarpeya, pela rocha célebre desde que se atiravam os meninos com defeitos no nascimento); proibição que se repetiu em anos posteriores.

29 a C., Augusto, ou melhor Caio Octávio, que reformou seu nome para Caio Julio César Octaviano e recebeu o sobrenome de Augusto, como é conhecido na História, recebe todo o poder político em suas mãos, aceitando o título de princeps senatus( príncipe do Senado).. Recebe o título de Imperator, general vitorioso, encarnação viva de Júpiter, o deus supremo dos romanos. No ano 37 recebe o título de Augustus, (= divino) com autoridade para ser o garante dos auspícios. No ano 12 recebe o título de Pontifex máximus, ( pontífice máximo),uma vez morto Lépido, ficando como único e máximo reponsável de toda a religião romana. Assim neste mesmo ano mandou destruir 2 mil oráculos diversos quando transferiu para o templo de Apolo Palatino os livros sibilinos (da Sibila, mulher sábia com poderes proféticos). A religião romana se transformou num dos apoios mais sólidos do regime imperial. Com exceção de Calígula e Nero, os demais imperadores do século I, apenas se afastaram das normas marcadas por Augusto, apresentando-se como máximos protetores da religião tradicional: a tríade capitolina (Júpiter,Juno, Minerva) a deusa Roma e o Imperador divinizado especialmente em províncias.

Tibério (14-37 )mandou destruir o templo de Isis-Serapis e jogar no Tibre a estátua da deusa. Como continuador da obra de Augusto perseguiu os magos, astrólogos e matemáticos (= no tempo considerados como adivinhos), judeus e outros seguidores de deuses orientais.

Claudio (43) ordena uma perseguição de judeus em Roma por causa de tumultos provocados por enfrentamentos com os cristãos. Entre eles Áquila (At 18,2).

Nero (64) inicia a primeira perseguição contra os cristãos não por motivos religiosos mas por causa do incêndio de Roma do qual são acusados. Nela morrem Pedro e Paulo. Segundo Tertuliano,(final sec II) Nero decretou o Institutum Neronianum( Decreto neroniano) que permitia às autoridades romanas perseguir os cristãos pelo fato mesmo de praticar sua religião, embora os autores modernos o neguem. Porém se propagou entre o povo a idéia de que os cristãos eram ateus (ver o caso de Sócrates) porque rejeitavam os deuses e as religiões, especialmente as tradicionais, sem cujos ritos os males sobrevinham sobre Roma e portanto eram culpáveis dos mesmos. Também que em seus cultos comiam carne de crianças e organizavam orgias sexuais, o qual apontava os banquetes eucarísticos, que eram confundidos com os orientais como os cultos de Mitra ou Baco.

A LEX ROMANA – AS PERSEGUIÇÕES (cont.)

No ano 304 a C. existia uma lei promulgada pela autoridade do Senado que proibia sem ordem do mesmo Senado ou dos tribunos da plebe, dedicar templo ou altar algum privadamente. Cícero explica dizendo que ninguém pode separar-se da cidade no culto aos deuses como ninguém pode infringir suas leis, ou negar-lhe seu serviço, sem deixar, ipso facto, de ser cidadão e cair sob sua justa vingança.

Tertuliano ( autor cristão no fim do século II) é o único que afirma que existiu um decreto de Nero que afirmava Ut christiani non sint(= não é lícito ser cristiano). Não se encontrou outro testemunho e por isso muitos autores o rejeitam. Nero culpou do incêndio de Roma aos cristãos à semelhança do acontecido na Roma do século II a C. quando um incêndio de umas casas vizinhas esteve a ponto de destruir o templo de Vesta, onde se guardava o fogo sempiterno da cidade. O cônsul (magistrado da república com suprema autoridade por um ano; era também chefe do exército), mandado pelo Senado para pesquisar as causas, acusou os habitantes de Cápua, que então visitavam Roma como causantes, porque Cápua era aliada de Aníbal, e esperava ser cabeça da Itália contra os interesses de Roma. Nesta primeira perseguição, de caráter local, morreram os apóstolos Pedro(crucificado ) e Paulo (decapitado por ser cidadão romano). Foram os mais ilustres mártires, de quem Caio (198-217), presbítero romano, escreve: “Dá fé desta história a inscrição, conservada até hoje dos seus sepulcros….que acharás se te aproximas ao Vaticano”. Modernamente nas escavações feitas no subsolo da basílica atual do Vaticano se descobriu um sepulcro com ossos do 1º século de um velho de 70 anos, com moedas desde o 1º século, e a inscrição Petros eini em grego(Pedro está aqui).

Do ano 64 até o 313, ano este em que o cristianismo gozou de liberdade no Império, houve estes períodos de perseguição: Século I 6 anos de perseguição (domiciano) e 28 de tolerância. – Século II: 86 anos de perseguição e 14 de tolerância.- Século III: 24 anos de perseguição e 74 de tolerância. –Século IV: 13 anos de perseguição Total: 129 anos de perseguição e 120 de tolerância. As perseguições mais importantes são as de Domiciano (5 anos) cujo motivo foi que eram molitores rerum novarum, (maquinadores de coisas novas) e que poderíamos traduzir como suspeitosos contra o regime, em que a nobreza romana pela primeira vez foi mártir de Cristo..

250 Décio, descendene de uma família senatorial romana, oficial do Illirico (Yugoslávia atual) tentou reavivar o culto em torno à figura do imperador. No momento em que assumiu o império ditou um edito obrigando a todos os cristãos a realizar atos públicos de submissão religiosa ao imperador e aos deuses oficiais. Aos que o faziam entregava um certificado(libellus)para não serem molestados de novo; e os que se negavam podiam ser encarcerados, torturados e mortos. No fim de um ano as medidas começaram a ser suavizadas, devido à opinião pública impressionada pelos excessos cometidos. Mártires: Fabião, papa em Roma, Ágata na Sicília, Dionísio em Paris. Alguns como Pablo se esconderam no deserto, outros compraram o libello ou apostataram, daí o problema dos lapsi (caídos).

Em 257, Valeriano – O velho Valeriano, no início tolerante, incitado por Macrino, ministro da fazenda que ambicionava os bens eclesiásticos, iniciou uma perseguição mais seletiva., de modo que só se obrigava a oferecer sacrifícios aos membros da hierarquia eclesiástica. Um segundo decreto ia dirigido contra os cristãos da classe alta em 258. Tudo terminou em 260 ao cair Valeriano nas mãos dos persas. Total 3 anos. Seu filho Galiano devolveu aos cristãos as igrejas e iniciou uma paz de quase 50 anos. Mártires: Sixto II em Roma com seu diácono Lourenço. Frutuoso na Espanha, Cipriano em Cartago.

A última perseguição foi a de Diocleciano(10 anos) – um gigante de corpo, de espírito organizador. Instaurou a tetrarquia, que estava acompanhada de um rearme moral e religioso. Sua mulher e filha eram cristãs. Esta perseguição, que teve início por dois incêndios perto da casa imperial, foi a mais cruenta e duradoura. Iniciada em 303, a instigação de seu colega Galério, César do Oriente, alcançou enorme dureza, exceto nas Gálias e Britannia, onde César Constâncio, colega do Augusto Maximiano, se limitou a destruir alguns lugares de culto. Em 305, Diocleciano abdicou e a perseguição só se manteve no Oriente através dos dois césares Galério e Maximino, sendo que no Ocidente cessou praticamente. Em 311, Galério, pouco antes de morrer, ditou um edito de tolerância. Licínio, Constantino e Majêncio o aprovaram. Só Maximino. de modo parcial e por pouco tempo, reiniciou as medidas anticristãs. Mártires: Sebastião em Roma, Lucia em Siracusa.

AS PERSEGUIÇÕES (Sobre os mártires)

O NÚMERO DOS MÁRTIRES.: O número de mártires que conhecemos com nomes próprios é um pouco mais de duzentos. O número conhecido pelas Acta Martyrum (atas dos mártires), pelo culto, ou outras fontes, se aproxima do milhar. Algumas atas e alguns mártires são famosos. No ano 117, Ignácio de Antioquia em Roma. No ano 156, Policarpo de Esmirna.. Em 165, Justino. Em 177, os mártires de Lion nas Gálias, França atual, entre eles S Blondina, escrava. No ano de.180 Perpétua e Felicidade( esta escrava) em Cartago. No século III, temos Cipriano, bispo de Cartago e Frutuoso, bispo de Tarragona. Finalmente, na perseguição de Diocleciano, Vicente, diácono de Zaragoza. São mártires cujas atas conhecemos. Outros, cujo martírio é conhecido pelo culto antigo como os grandes mártires romanos Inés, Sebastião, Pancrácio, dos que temos a igreja a eles dedicada, com seu sepulcro e inscrições e notícias litúrgicas. Muitos são desconhecidos. Para os mais moderados, seu número total nos IV primeiros séculos está mais perto dos 10 mil que dos 100 mil. Talvez foram muitos mais os que, sem ser mortos, tiveram que afrontar a confiscação de bens, o desterro, os cárceres e as minas. Como nota: no primeiro semestre da guerra civil na Espanha, foram mortos 12 bispos, 4 mil sacerdotes seculares e mais de 2 mil religiosos, entre eles 250 escolápios.

[Leia mais neste artigo – LBN]:

OS CÁRCERES

A TORTURA

AS MINAS.-AS CATACUMBAS

A FRAGILIDADE HUMANA – O Pão dos Fortes, Os Lapsi, Tipos de Lapsi, Os Confessores.

A ÚLTIMA PERSEGUIÇÃO – Diocleciano e o Baixo Império, A Perseguição, Galério, Morte de Galério, Licínio, Consequências.

FIM DAS PERSEGUIÇÕES – Constantino (285-337),  Batalha da Ponte Mílvio, Edito de Milão, Batismo e Morte de Constantino.

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Postado no site Missio Fides, por Pe.Edson Ausier, em 30 de abril de 2007.

Nossa Senhora do Carmo – Solenidade – 16 de julho

Nossa Senhora do Carmo

E  história de São Simão Stok (a quem Nossa Senhora apareceu)

http://www.paginaoriente.com/titulos/nscar1607.htm

PAPA ESCREVE AOS CATÓLICOS DA TERRA SANTA PEDINDO UNIÃO

Artigo da Rádio do Vaticano (link) extraído do site /home: http://www.paginaoriente.com/

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Olá a todos! É possível sentir saudade de quem não conhecemos pessoalmente? Parece loucura, não? O que sei que é que me sinto feliz em saudá-los: “Que a Paz de Cristo esteja com vocês!”, caros amigos e amigas. A mesma saudação estendo aos visitantes que estão dando uma passadinha por aqui! Saibam que estive afastada por atividade paralela à minha área profissional – o Jornalismo. Terminei a revisão de uma tese de doutorado, com a Graça de Deus. A concluí em meio a um tratamento por stress continuado. Precisei “dar um tempo”. Que Deus me perdoe a pretensão, bem como nosso amado Apóstolo São Paulo, mas gostaria de expressar o seguinte, mal comparando, é claro: “Combati o bom combate”. O trabalho em si transcorreu como um barco que segue tranquilo. No entanto , no meio do caminho…Posso dizer também: vencemos com a ajuda da Providência Divina, eu e meu esposo, em várias frentes, ainda que algumas expectativas tenham sido frustradas. Mas, como Deus é Onisciente, Onipresente e Onipotente, então, que Assim Seja!

Minha saúde, agora que diminuiu este “poderoso” stresse, já está voltando ao normal.Conhecem aquele ditado, bem popular: “Ninguém é de ferro”? Pois é… É o que passa comigo. O médico havia me sugerido procurar (o que aceitei na teoria na hora), por exemplo, fazer algum tipo de trabalho manual para relaxar a mente. Nem mesmo devia me envolver com este blog…

Nós cristãos temos a “mania” de fazer o máximo porque confiamos que Deus fará, se necessário, o impossível, em sua Misericórdia para nos levantar! A menos que nos queira junto d’ Ele… Desculpem-me se é um tanto chocante raciocinar desse jeito, mas é proveitoso. Melhoramos a cada dia um pouco mais, entre quedas e  asceses, não?

Retorno, portanto, ao ritmo de antes. Um abraço fraterno.

Um pedido especial de minha parte à nossa amadíssima Nossa Senhora do Carmo: peço-Lhe que proteja com seu manto a todos os jornalistas que lutam pelos que sofrem, ou seja, os fracos, os inocentes. Estendo meu pedido de proteção a todos os carmelitas, calçados ou descalços, consagrados e seculares, bem como à minha família como um todo, e a todos que amam a Deus, a Cristo Jesus, no mundo inteiro. Amém.

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Fonte: Igreja Catedral da Diocese de Santo André – SP – Brasil

2010 – Catedral Nossa Senhora do Carmo

Nossa Padroeira

O título “Nossa Senhora do Carmo” é um dos mais antigos e conhecidos da Mãe de Jesus. Surgiu no Monte Carmelo, onde se iniciou a Ordem Carmelita. Nesse monte bíblico foi construída uma pequena capela onde os primeiros monges eremitas carmelitas se reuniam para louvar a Deus e venerar a Virgem Santa.

No século XIII, com as invasões muçulmanas, os monges foram expulsos para o Ocidente e levaram consigo a devoção. Nas dificuldades, invocavam Nossa Senhora por meio do Escapulário de Nossa Senhora do Carmo. O Escapulário tornou-se um sinal, um “sacramental”, que nos recorda o amor materno de Maria e nos convida a viver mais plenamente nossos compromissos com a vida cristã. A devoção ao Escapulário é uma maneira simples e delicada de manifestar o amor à Virgem Santa. O Escapulário é de forma comum e popular chamado por muitos de “bentinho”.

Ele possui o profundo significado de pertença a Maria. O Escapulário é como a forte armadura da fé que nos reveste e nos liberta dos perigos e das tentações do inimigo. Todo cristão que queira comprometer-se com maior empenho na vivência do Evangelho, assumindo Maria como modelo e protetora, pode usar o escapulário. Hoje temos o escapulário em tamanho reduzido para ser dado aos fiéis, para que eles recebam esse sinal protetor de Deus, em nosso caminhar para a casa do Pai.

(Extraído de texto do Frei Patricio Sciadini, OCD)

O Escapulário de Nossa Senhora do Carmo

Pe. Hildebrando

Pe. Hildebrando Rodrigues de Oliveira
Vigário paroquial da Catedral
Publicado em Junho/2006 no Catedral Informa

“Eis o escapulário, aceita-o como um privilégio que alcancei para ti.”

É bom lembrar que o escapulário não é um amuleto, que assegure, sob qualquer hipótese, a salvação de quem o usar. Todavia, contam-se por milhares as conversões de pecadores na hora da morte, atribuídas unicamente ao escapulário de Nossa Senhora do Carmo. A partir de 1245, Simão Stock foi eleito Superior Geral da Ordem Carmelitana, que tem por propósito especial o culto da Mãe de Deus, e pretende ter origem nos tempos do profeta Elias. Diz a tradição que os discípulos de Elias, em lembrança de uma visão do Mestre, teriam fundando uma congregação com sede no Monte Carmelo, com o fim declarado de prestar homenagens à Mãe do Mestre.

Simão Stock era um homem de grandes virtudes, privilegiado por Deus com dons de profecia e dos milagres e por meio dele a Ordem de Nossa Senhora do Carmo começou então a ter uma aceitação extraordinária. Foi aos 16 de julho de 1251 que, estando em oração fervorosa, rodeada de anjos, Nossa Senhora se dignou aparecer-lhe, veio trazer- lhe um escapulário, dizendo: “Meu dileto filho, eis o escapulário, que será o distintivo da minha ordem. Aceita-o como um penhor do privilégio que alcancei para ti e para os membros da Ordem do Carmo. Aquele que morrer vestido desde escapulário está livre do fogo do inferno”.

Estando-lhe assim satisfeita a maior aspiração, Simão Stock tratou de divulgar a irmandade do Escapulário e convidar o mundo católico a participar dos grandes privilégios anexos. O escapulário teve uma aceitação comparável ao rosário. Como o rosário, o escapulário tem experimentado o efeito poderosíssimo da proteção da Mãe de Deus. Muitos são os casos que mostram que privilégio nenhum favorece a quem não quer se separar do pecado e levar uma vida digna e cristã. Assim sendo, meus amigos, não considerem o Escapulário supersticiosamente, ou seja, como um amuleto, mas como compromisso de uma vida digna e cristã, fazendo por merecer os privilégios que ele lhe oferece.

Artigo extraído integralmente do site da Catedral Nossa Senhora do Carmo –  2010 ©.

Vídeo – Santo Antônio de Pádua – 13 de junho – Memória

Santo Antônio de Pádua nasceu em uma família da nobreza de Lisboa. Quando São Francisco de Assis o conheceu, devido à sua erudição e humildade, o nomeou mestre dos franciscanos, contrariando sua decisão de que a Ordem se limitaria aos estudos da Bíblia. Santo Antônio também possuía domínio da oratória, o que para São Francisco acrescentaria ao seu ideal, que, aliás, seguia fielmente o que Jesus Cristo disse aos Apóstolos: “Ide e pregai ao mundo inteiro”.

Além destes dons recebidos do Céu, realizou milagres. Morreu jovem, aos 36 anos de idade, junto a seus irmãos, em Pádua.  Reunia em sua pessoa virtudes como a pureza, a piedade e a humildade, e além disso, foi um pregador de rara inteligência e um hábil orador.

Por tantas graças, Santo Antônio, que veio de Lisboa, e viveu em Pádua, nós, do mundo inteiro, te agradecemos por todas as intercessões que fizeste e fazes  junto a Deus Pai.

Santo Antônio, aconselha-nos nas adversidades e roga por nós! Amém!

No “Arquivo” do blogue “Castelo Interior”, você encontrará uma explanação completa sobre os “feitos”de Santo Antônio de Pádua (com links complementares, que remetem para o site de origem). Vale a pena saber mais sobre este franciscano “por adoção”. Sua vida é surpreendente, já que no post que cito aqui, fica evidente seu potencial de conversão, o que acrescenta, e muito, à idéia que temos dele, ou seja, que era todo o tempo suave, tal como o vemos nas imagens com o menino Jesus que carrega ao colo. Era suave, mas sua pregação era firme e forte.

“Da pureza e simplicidade do coração” – IMITAÇÃO DE CRISTO (Livro II, Cap. IV)

Alguns contratempos, graças a Deus, já devidamente resolvidos, além de meu envolvimento em uma revisão de texto longo e complexo (que está na metade), me impediram de movimentar o Blog “Castelo Interior”, dedicado a Santa Teresa de Avila (de Jesus), santa fundadora do Carmelo Descalço (viveu no século XVI).

Saúdo a todos,  tal como Jesus Cristo nos ensinou: “Que a Paz reine nesta casa”. Amém.

Por gentileza, aproveito para pedir a todos os visitantes que este meu voto repercuta em seus corações, e pensem também em mim e meu esposo. A Igreja nos ensina que devemos rezar uns pelos outros. A petição dos (as) amigos(as) é valiosa para os “ouvidos” de nosso Criador, que é Pai Misericordioso, e de Seu Filho, Jesus, Nosso Senhor e Salvador. Nossa casa deve ser um reduto de amor, um refúgio nestes tempos tão contraditórios e difíceis. A propósito, penso na Sagrada Família: Jesus, Nossa Senhora – a Virgem Maria e São José. Como é importante (e Santa Teresa frisa este aspecto) contar com a proteção de nossa Mãe Santíssima e o pai adotivo, amadíssimo por Jesus  – São José! Nossas famílias e as do mundo inteiro estão enfrentando crises terríveis:  materialismo (gerado pela descrença), relativismo moral, drogas, alcoolismo (talvez nestes dois casos, a situação seja tão crítica, devido ao desemprego vivido pelos jovens, ou, em boa parte dos casos, ausência total de educação religiosa, etc.), descaso público com a pobreza e a miséria de dois terços da humanidade, desamor… Em nossas orações lembremos dos que sofrem, perto ou longe de nossos olhos.

Voltarei a postar (por enquanto com menor frequência). Então, Paz e Bem a todos, e, tal como Santa Teresa escreveu em seus poemas, lembremos, todos os dias, se possível a cada hora: “Só Deus basta!”.

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IMITAÇÃO DE CRISTO*

Capítulo IV

Da pureza e simplicidade do coração

1. Tem o homem duas asas com que se levanta acima das coisas terrenas, que são simplicidade e pureza.

A simplicidade há de estar na intenção, e a pureza no afeto.

A simplicidade busca a Deus; a pureza o abraça e nele se compraz.

Nenhuma boa obra te impedirá de voar, se interiormente estiveres livre de todo o afeto desordenado.

Se não quiseres senão o que Deus quer e o que é útil ao próximo, gozarás da liberdade interior.

Sendo o teu coração reto, tens em qualquer criatura um espelho de vida e um livro de santa doutrina.

Não há criatura tão pequena e tão vil que não represente a bondade de Deus.

2. Se fosses bom e puro no interior, logo verias e entenderias bem todas as coisas sem impedimento.

O coração limpo penetra o céu e o inferno.

Cada um julga as coisas exteriores, segundo suas disposições interiores.

Se há alegria no mundo, sem dúvida que a possui o homem de coração puro.

E se em algum lugar há tribulação e angústia, a má consciência é que melhor conhece.

Assim como o ferro metido no fogo perde a ferrugem e fica todo em brasa, assim o homem que inteiramente se converte

a Deus, se desentorpece e se muda em novo homem.

3. Quando o homem começa a afrouxar, teme ainda o menor trabalho, e recebe com gosto a consolação interior.

Porém, quando começa perfeitamente a vencer-se e a andar com valor no caminho de Deus, logo tem por ligeiras as coisas que antes lhe pareciam pesadas.

REFLEXÕES

(“Imitação de Cristo” – Livro II – pg. 143)

Quando Jesus Cristo quis propor um modelo a seus discípulos, escolheu-o por ventura entre os homens sábios e poderosos? Não: “chamou um menino, pô-lo no meio deles e disse-lhes: em verdade vos digo, se não vos converterdes e vós não fizerdes como meninos, não entrarei no reino dos Céus” (MT 18, 2-3).

Ora, que vês num menino? A simplicidade, a pureza. Ele crê, ama e age, sem pensar em si mesmo, pelo primeiro movimento do coração; e eis que agrada a Deus. ele não pede nem longas orações, nem eloquentes discursos, nem meditações profundas, mas uma vontade reta, uma intenção pura, um amor inocente. Não ter outros desejos senão os seus, esquecer-te inteiramente de si mesmo, submeter-se aos decretos de sua adorável Providência, sem buscar investigá-los – que pode haver mais puro que esta resignação, que esta singela obediência?Por isso, será grande a recompensa dos que assim praticarem: ” Bem-aventurados, diz o Salvador, os que têm o coração puro, porque eles verão a Deus” (MT 5,8).

Dai-me, Deus meu, a simplicidade das almas puras, para que minha boca possa dignamente cantar os vossos louvores e anunciar a vossa grandeza. “Louva minha alma, o Senhor, e todas as minhas entranhas bendigam o seu nome santo. Louva, minha alma, o Senhor, e não te esqueças de nenhum de seus benefícios. Não, a nós, Senhor, não a nós, mas ao Vosso nome dai glória” (Sl 102, 1-2:; 112,9)

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* IMITAÇÃO DE CRISTO – Livro II – Capítulo IV, pg.141.

“A celebração da Páscoa é certeza para nós de que a vida vence a morte, a alegria vence a dor! Portanto, nunca se deixe abater, lembre que depois da Cruz vem a glória. E, como diz um canto que cantamos em nossas celebrações: [em Jesus temos a razão do sofrer que traz salvação]” – Carmelo Sagrado Coração de Jesus – Carmelo de Santo Ângelo (RS – Brasil – segunda-feira – 05 de abril de 2010)

PÁSCOA ETERNA

Jesus Cristo – a nossa Páscoa – ressuscitou! Ele veio, em nome do Amor, para nos mostrar o caminho da Eternidade!

N’ Ele nossas aflições têm descanso… Somos provados para poder acompanhá-lo, com nossos passos vacilantes, desde agora até a implantação definitiva do Reino de Deus, Seu Pai, nosso por adoção. Reino de Misericórdia! Amém!

(L.B.N.)

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Segunda-feira, 5 de abril de 2010

Feliz Páscoa!

(Santo Ângelo-RS-Brasil)

“Somente no silêncio a pessoa penetra nas profundezas de Deus, sua base original. Somente no silêncio ela capta grandes relações, sente a dor, a busca, os anseios e a alegria do outro. Se nos afastamos, é para enxergarmos mais longe. Para abranger na totalidade do amor de Deus, o mistério do mundo tão carente de amor e de paz. O mistério dos homens e mulheres, nossos irmãos e irmãs; especialmente dos excluídos.

Nas dificuldades da vida nunca deixe de olhar mais além!

No horizonte sempre brilha uma nova luz!”

Post publicado em “Carmelo de Santo Ângelo”.