Imaculada Conceição de Maria – 08 de dezembro – Solenidade (Carmelitas Descalços – Orar com os Místicos – Portugal)

Publicado em Orar com os Místicos – Carmelitas Descalços (Portugal)

A Imaculada é minha Mãe. Nada temo!

«É certo que nenhuma vida humana
está isenta de pecados,
só a Imaculada se apresenta absolutamente pura
diante da Majestade Divina.
Que alegria pensarmos
que esta Virgem é nossa mãe!
Se ela nos ama
e conhece a nossa fraqueza,
que temos a recear

Santa Teresa do Menino Jesus | 1873 – 1897
Carta 226, 1 vº

Senhor,
neste tempo de Advento
a Imaculada vem-me relembrar
a certeza do infinito amor por mim
que tens por mim.
Sim, tanto me amaste e amas
que A criaste para mim,
para que por Ela nascesse o meu Salvador!
Senhor, eu não sou isento de pecado,
como a Imaculada,
mas posso, com a Tua graça,
transformar o meu pecado em motivo de confiança
e abandono na Tua Misericórdia infinita.
Se o meu pecado é grande,
infinitamente maior é a Tua misericórdia para comigo,
a ponto de Te dares inteiramente a mim!
Comovo-me e adoro-Te, Senhor!
Vem, Senhor Jesus!
Minha Mãe, ajuda-me a receber o Teu Filho!

Foto: detalhe de pintura de Bartolomé Esteban Murillo|séc. XVII.

 2013-12-08

Publicado em Orar com os Místicos – Carmelitas Descalços – Portugal.
 

“O Evangelho de Jesus, acolhido com fé verdadeira, traz alegria incontida e precisa ser partilhado com outras pessoas.” – Dom Odilo Pedro Scherer Arcebispo de São Paulo – SP (CNBB – 27.11.2013)

“JESUS MISERICORDIOSO – Eu confio em Vós”: Impressão poligráfica, replicada a partir da pintura revelada por Jesus a Santa Faustina Kowalska (1931), em visão mística (e, oficialmente aprovada pela Igreja Católica). Pintura restaurada em 2005.

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Com a recém anunciada Exortação Apostólica – Evangelii Gaudium, o Papa Francisco traz o que no mundo católico é tido como uma verdadeira boa nova.  Ela vem para conquistar as consciências de homens e mulheres que se lançam à evangelização em tempos voláteis, relativistas. Esta é a “Nova Evangelização” há muito aguardada por leigos e consagrados, e vem com um tom surpreendentemente positivo numa época permeada pelo que os especialistas chamam de “cultura da morte”. Evangelii Gaudium fala de alegria no anúncio do Evangelho.

Poderia não ter tido esta ênfase, mas o Papa quer trazer uma visão positiva da vida no mundo, justamente para resgatá-lo de suas obscuridades. Certamente, quer alcançar os jovens e os que se afastaram até mesmo da vida cristã  devido às pressões de uma cultura voltada à busca de satisfações  imediatas (consumo desenfreado) ou, então, estão alijados porque perdidos no emaranhado de caminhos que sugerem facilidades, mas que na verdade, confundem as mentes com  sugestões de auto-aniquilamento (em nome de uma suposta mudança de paradigma).

Também não ficam fora do foco da Exortação Apostólica – Evangelii Gaudium – os indivíduos que não estão sendo alcançados pela evangelização porque se encontram em situações de pobreza crônica. O desperdício em nossas sociedades, que anda ao lado da indigência ou linha da miséria o deixa escandalizado. Papa Francisco, nesse sentido, não admite o esquecimento de nenhuma ovelha perdida; quer trazer todas de volta o aprisco. Assim, todos somos convocados a buscá-las e encontrando-as, não ter outra atitude que não a do acolhimento irrestrito em nome  Igreja – o corpo de Cristo, que é a cabeça. E, mais, é católica porque sua vocação é a acolhida, já que  o termo  katholikos traz o significado de “geral” ou “universal”. (LBN)

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Fonte: Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB)

A alegria do Evangelho

27 de novembro de 2013

Dom Odilo Pedro Scherer
Arcebispo de São Paulo (SP)

No Domingo de Cristo Rei, 24 de novembro, o papa Francisco brindou a Igreja com uma bela Exortação Apostólica sobre a evangelização, chamada: Evangelii gaudium – “A Alegria do Evangelho”. É um presente feito à Igreja no encerramento do Ano da Fé, ao longo do qual ela procurou, em todas as suas comunidades, recobrar o fervor da fé.

A Exortação Apostólica traz as contribuições e impulsos da assembleia do Sínodo dos Bispos de outubro de 2012, sobre o tema da “nova evangelização para a transmissão da fé cristã”. Mas também representa uma palavra pessoal do Papa Francisco e retrata sua experiência pessoal de “nova evangelização” na América Latina, especialmente, aquela do Documento de Aparecida.

O Evangelho de Jesus, acolhido com fé verdadeira, traz alegria incontida e precisa ser partilhado com outras pessoas. Quem encontrou Jesus, o Salvador e Senhor, fica de tal modo marcado e fascinado, que não pode segurar só para si essa boa experiência da fé; como os pastores da noite do nascimento de Jesus, em Belém (cf Lc 2,8-20), ou como os apóstolos, no início da pregação do Evangelho (cf At 4,20), também a Igreja sente-se impulsionada a comunicar também aos outros “o que viu e ouviu”.

Assim aconteceu no tempo de Jesus e dos Apóstolos e continuou a acontecer, ao longo da História, em tantas ocasiões e com uma multidão de pessoas. E acontece ainda hoje que homens e mulheres que acolhem com fé e alegria o Evangelho de Cristo, orientando suas vidas para Ele. Muitas pessoas batizadas fazem a experiência de sentir-se amadas por Deus e despertam para um generoso compromisso missionário e evangelizador.

O Evangelho é boa notícia para o nosso mundo e assim deve ser anunciado.  A alegria da fé, nascida do Evangelho, continua a levar a Igreja a anunciar e a compartilhar com outros o dom recebido, mesmo a custo de muitos sacrifícios e cruzes.

No encerramento do Ano da Fé, somos todos novamente enviados em missão, como “discípulos do Reino de Deus”. Anunciar o Evangelho e testemunhar a força e a eficácia de sua ação transformadora não deveria ser uma obrigação pesada, mas uma necessidade que brota do coração agradecido de quem encontrou as razões para crer: “ai de mim, se eu não pregar o Evangelho!” (1Cor, 9,16).

No Brasil, a solenidade de Cristo Rei e, neste ano, o encerramento do Ano da Fé, coincidiram com o início da Campanha Nacional para a Evangelização. Durante três semanas, somos convidados a refletir sobre a realidade da evangelização no Brasil, a rezar e a nos empenhar para que ela aconteça em todos os cantos de nosso País; no terceiro Domingo do Advento, faz-se a coleta em favor da evangelização, como gesto concreto de apoio a esta obra prioritária da Igreja.

Nada mais justo e acertado: o encontro renovado com Cristo Senhor aprofunda os laços da nossa fé; e esta leva-nos a anunciar a alegria do Evangelho, para ajudar outras pessoas a também se aproximarem de Deus. A evangelização é missão deve envolver a todos os batizados; todos eles têm parte na missão de anunciar o Evangelho, de muitas maneiras. A transmissão da fé e a iniciação à vida cristã são desafios urgentes, que todos os membros da Igreja precisam assumir de forma renovada.

A Exortação Apostólica Evangelii Gaudium – “A Alegria do Evangelho” – vem em boa hora para estimular e orientar a todos!

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Publicado em Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Papa propõe reforma da Igreja em sua primeira exortação apostólica (Deutsche Welle – 26.11.2013)

Fonte: Deutsche Welle (DW)

26.11.2013

Papa propõe reforma da Igreja em sua primeira exortação apostólica

Documento critica ordem econômica global e seu papel na geração da violência. Francisco enfatiza necessidade de abertura da Igreja Católica, tanto em suas estruturas internas como em direção a outras religiões.

Foto: DW

Publicado em Deutsche Welle.

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Fonte: Santa Sé – Vaticano: http://www.vatican.va

EXORTAÇÃO APOSTÓLICA
EVANGELII GAUDIUM
DO SANTO PADRE
FRANCISCO
AO EPISCOPADO, AO CLERO
ÀS PESSOAS CONSAGRADAS
E AOS FIÉIS LEIGOS
SOBRE
O ANÚNCIO DO EVANGELHO
NO MUNDO ACTUAL

ÍNDICE

I. Alegria que se renova e comunica [2-8]

II. A doce e reconfortante alegria de evangelizar [9-10]

Uma eterna novidade [11-13]

III. A nova evangelização para a transmissão da fé [14-15]

A proposta desta Exortação e seus contornos [16-18]

Capítulo I
A TRANSFORMAÇÃO MISSIONÁRIA DA IGREJA

I. Uma Igreja «em saída» [20-23]

«Primeirear», envolver-se, acompanhar, frutificar e festejar [24]

II. Pastoral em conversão [25-26]

Uma renovação eclesial inadiável [27-33]

III. A partir do coração do Evangelho [34-39]

IV. A missão que se encarna nas limitações humanas [40-45]

V. Uma mãe de coração aberto [46-49]

Capítulo II
NA CRISE DO COMPROMISSO COMUNITÁRIO

I. Alguns desafios do mundo actual [52]

Não a uma economia da exclusão [53-54]
Não à nova idolatria do dinheiro
[55-56]
Não a um dinheiro que governa em vez de servir
[57-58]
Não à desigualdade social que gera violência
[59-60]
Alguns desafios culturais
[61-67]
Desafios da inculturação da fé
[68-70]
Desafios das culturas urbanas
[71-75]

II. Tentações dos agentes pastorais [76-77]

Sim ao desafio duma espiritualidade missionária [78-80]
Não à acédia egoísta
[81-83]
Não ao pessimismo estéril
[84-86]
Sim às relações novas geradas por Jesus Cristo
[87-92]
Não ao mundanismo espiritual
[93-97]
Não à guerra entre nós
[98-101]
Outros desafios eclesiais
[102-109]

Capítulo III
O ANÚNCIO DO EVANGELHO

I. Todo o povo de Deus anuncia o Evangelho [111]

Um povo para todos [112-114]
Um povo com muitos rostos
[115-118]
Todos somos discípulos missionários
[119-121]
A força evangelizadora da piedade popular
[122-126]
De pessoa a pessoa
[127-129]
Carismas ao serviço da comunhão evangelizadora
[130-131]
Cultura, pensamento e educação
[132-134]

II. A homilia [135-136]

O contexto litúrgico [137-138]
A conversa da mãe
[139-141]
Palavras que abrasam os corações
[142-144]

III. A preparação da pregação [145]

O culto da verdade [146-148]
A personalização da Palavra
[149-151]
A leitura espiritual
[152-153]
À escuta do povo
[154-155]
Recursos pedagógicos
[156-159]

IV. Uma evangelização para o aprofundamento do querigma [160-162]

Uma catequese querigmática e mistagógica [163-168]
O acompanhamento pessoal dos processos de crescimento
[169-173]
Ao redor da Palavra de Deus
[174-175]

Capítulo IV
A DIMENSÃO SOCIAL DA EVANGELIZAÇÃO

I. As repercussões comunitárias e sociais do querigma [177]

Confissão da fé e compromisso social [178-179]
O Reino que nos solicita
[180-181]
A doutrina da Igreja sobre as questões sociais
[182-185]

II. A inclusão social dos pobres [186]

Unidos a Deus, ouvimos um clamor [187-192]
Fidelidade ao Evangelho, para não correr em vão
[193-196]
O lugar privilegiado dos pobres no povo de Deus
[197-201]
Economia e distribuição das entradas
[202-208]
Cuidar da fragilidade
[209-216]

III. O bem comum e a paz social [217-221]

O tempo é superior ao espaço [222-225]
A unidade prevalece sobre o conflito
[226-230]
A realidade é mais importante do que a ideia
[231-233]
O todo é superior à parte
[234-237]

IV. O diálogo social como contribuição para a paz [238-241]

O diálogo entre a fé, a razão e as ciências [242-243]
O diálogo ecuménico
[244-246]
As relações com o Judaísmo
[247-249]
O diálogo inter-religioso
[250-254]
O diálogo social num contexto de liberdade religiosa
[255-258]

Capítulo V
EVANGELIZADORES COM ESPÍRITO

I. Motivações para um renovado impulso missionário [262-263]

O encontro pessoal com o amor de Jesus que nos salva [264-267]
O prazer espiritual de ser povo
[268-274]
A acção misteriosa do Ressuscitado e do seu Espírito
[275-280]
A força missionária da intercessão
[281-283]

II. Maria, a Mãe da evangelização [284]

O dom de Jesus ao seu povo [285-286]
A Estrela da nova evangelização
[287-288]

Publicado em Vaticano – Santa Sé (http://www.vatican.va/holy_father/francesco/apost_exhortations/documents/papa-francesco_esortazione-ap_20131124_evangelii-gaudium_po.html)

Solenidade de Cristo Rei do Universo – 24 de novembro – Santuário Nacional – Palavra de Dom Damasceno – Arcebispo de Aparecida

REX PACIFICUS – ÉPIPHANIE CHRISTO ROI

Solenidade de Cristo Rei – Santuário Nacional

Arcebispo de Aparecida – Dom Damasceno

Já estamos celebrando nesta Eucaristia a liturgia da Solenidade de Jesus Cristo, Rei do Universo. A liturgia da festa  Cristo Rei nos convida a contemplar o mistério de Cristo, Senhor da História, Juiz e Salvador da humanidade.
O texto do Apocalipse que escutamos apresenta Jesus como a testemunha fiel que nos revelou e nos revela que Deus é amor, Deus é Pai  e nós somos seus filhos pelo Espirito Santo derramado em nossos corações, que clama no nosso íntimo:  Abbá – isto é – Pai.  Jesus Cristo é o primeiro que ressuscitou dos mortos, venceu a morte, o pecado, o demônio e elevado aos céus à direita do Pai, Ele nos precedeu na glória dos céus, como prometeu aos seus discípulos: “quando eu for e vos tiver preparado um lugar,  voltarei para levar-vos comigo, para que estejais onde eu estou” (Jo 14, 2-3)
No evangelho, diante de Pilatos, representante na Judeia, de Cesar, imperador romano, Jesus não nega que é rei, mas afirma que seu reino não é deste mundo. Seu reino não tem origem na terra. Seu poder não se apoia na força, nem no poder deste mundo. Sua realeza vem do céu, é espiritual;  “é o poder divino de dar a vida eterna, de libertar do mal, de derrotar o domínio da morte” (Bento XVI).  Seu reinado se manifesta no amor, “amai-vos uns aos outros como  eu vos amei”; “não há prova maior de amor do que dar a vida pelos seus amigos.”  Seu reinado se  manifesta no serviço: “eu não vim para ser servido, mas para servir e dar a vida em resgate de muitos.” Seu reino é um reino de paz: “felizes os que constroem a paz.”
Quem se tornou discípulo de Jesus, quem fez dele a opção de sua vida, deve assumir as mesmas atitudes de Jesus: testemunhar a verdade, a justiça,  a solidariedade, o amor e a  paz.  “Escolher Cristo não garante o sucesso segundo os critérios do mundo (poder, dinheiro, fama, prestígio), mas assegura aquela paz e alegria que só Ele pode dar.” (Bento XVI).
Peçamos a Maria, Rainha do Céu e da Terra, que nos ajude  a seguir Jesus, nosso Rei, como Ela o fez e a dar testemunho Dele com toda a nossa existência. (…)
Publicado por Dom Damasceno  (26 de novembro de 2012).

“(…) Não é esta vida que é referência para a vida eterna, para a outra vida, aquela que nos espera, mas é a eternidade – aquela vida – que ilumina e dá esperança à vida eterna de cada um de nós!” – Papa Francisco no Ângelus na manhã deste domingo (10.11.2013) – Agência Zenit(Roma)

PapaFrancisco_Angelus_10nov2013Publicado em Zenit.org.

Roma, 10 de Novembro de 201 3

Publicamos a seguir as palavras do Papa pronunciadas aos fieis e peregrinos reunidos na Praça de São Pedro, hoje às 12hs durante a tradicional oração do Angelus.

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Caros irmãos e irmãs, bom dia!

O Evangelho deste domingo nos apresenta Jesus com os saduceus, que negavam a ressurreição. E é justamente sobre este tema que eles fazem uma pergunta a Jesus, para coloca-lo em dificuldade e ridicularizar a fé na ressurreição dos mortos. Partem de um caso imaginário: “Uma mulher teve sete maridos, mortos um depois do outro”, e perguntam a Jesus: “De quem será esposa esta mulher depois da sua morte?”. Jesus, sempre humilde e paciente, primeiramente responde que a vida depois da morte não tem os mesmos parâmetros daquela terrena. A vida eterna é uma outra vida, em uma outra dimensão onde, entre outras coisas, não existirá mais o matrimônio, que está ligado à nossa existência neste mundo. Os ressuscitados – disse Jesus – serão como os anjos, e viverão em um estado diferente, que agora não podemos experimentar e nem sequer imaginar. E assim explica Jesus.

Mas, depois, Jesus, por assim dizer, passa ao contra ataque. E o faz citando a Sagrada Escritura, com uma simplicidade e uma originalidade que nos deixam cheios de admiração pelo nosso Mestre, o único Mestre! A prova da ressurreição, Jesus a encontra no episódio de Moisés e da sarça ardente (cf. Ex 3, 1-6), lá onde Deus se revela como o Deus de Abrão, de Isaque e de Jacó. O nome de Deus está ligado aos nomes dos homens e das mulheres com os quais Ele se liga, e esta ligação é mais forte do que a morte. E nós podemos falar também da relação de Deus conosco, com cada um de nós: Ele é o nosso Deus! Ele é o Deus de cada um de nós! Como se Ele tivesse o nosso nome. Ele gosta de dizer, e esta é a aliança. Eis porque Jesus afirma: “Deus não é dos mortos, mas dos vivos; porque todos vivem por ele” (Lc 20, 38). E esta é a ligação decisiva, a aliança fundamental, a aliança com Jesus: Ele mesmo é a Aliança, Ele mesmo é a Vida e a Ressurreição, porque com o seu amor crucificado venceu a morte. Em Jesus Deus nos dá a vida eterna, a dá a todos, e todos, graças a Ele têm a esperança de uma vida ainda mais verdadeira do que esta. A vida que Deus nos prepara não é um simples embelezamento desta atual: essa supera a nossa imaginação, porque Deus nos surpreende continuamente com o seu amor e com a sua misericórdia.

Portanto, o que acontecerá é justamente o contrário do que esperavam os fariseus. Não é esta vida que é referência para a vida eterna, para a outra vida, aquela que nos espera, mas é a eternidade – aquela vida – que ilumina e dá esperança à vida eterna de cada um de nós! Se olhamos somente com olhos humanos, somos levados a dizer que o caminho do homem vai da vida à morte. Isso se vê! Mas somente é assim se o olhamos com olhos humanos. Jesus muda esta perspectiva e afirma que a nossa peregrinação vai da morte à vida: a vida plena! Nós estamos em caminho, em peregrinação em direção à vida plena, e aquela vida plena é aquela que nos ilumina no nosso caminho! Portanto, a morte está atrás, nas costas, não diante de nós. Diante de nós está o Deus dos vivos, o Deus da aliança, o Deus que traz o meu nome, o nosso nome, como Ele disse: “eu sou o Deus com o meu nome, com o teu nome, com o teu nome…, com o nosso nome. Deus dos vivos!… Eis a derrota definitiva do pecado e da morte, o começo de um novo tempo de alegria e de luz sem fim. Mas já nessa terra, na oração, nos Sacramentos, na fraternidade, nós encontramos Jesus e o seu amor, e assim podemos degustar algo da vida ressuscitada. A experiência que fazemos do seu amor e da sua fidelidade acende como um fogo no nosso coração e aumenta a nossa fé na ressurreição. De fato, se Deus é fiel e ama, não pode sê-lo por tempo limitado: a fidelidade é eterna, não pode mudar. O amor de Deus é eterno, não pode mudar! Não é ao mesmo tempo limitado: é para sempre! É para seguir adianta! Ele é fiel para sempre e Ele nos espera, cada um de nós, acompanha a cada um de nós com esta fidelidade eterna.”

(Papa Francisco)

(Tradução Thácio Siqueira)

(10 de Novembro de 2013) © Innovative Media Inc.
Publicado em Agência Zenit – Roma.

Santa Teresa de Ávila – Memória – 15 de Outubro – 1515-1582 (Vídeo biográfico – Canto Coral -“Nada te turbe” – Gloria TV)

Fonte: Gloria.tv – Jesus of Nazareth Productions

SANTA TERESA DE JESUS (1515-1582) – Memória – 15 de Outubro

Para assistir, clique no link a seguir: Gloria.tv –  Words of St. Teresa Of Avila –  “NADA TE TURBE” (Vídeo biográfico – Canto Coral – Espanhol).

Publicado em Jesus of Nazareth Productions (Gloria.tv).

15 de outubro: Solenidade – Ordem do Carmelo Descalço da Santa Madre Teresa de Jesus (Ordem do Carmelo Descalço – OCD – Frades Carmelitas Descalços – STJ 500)

“Oremos: Ó Deus, que pelo vosso Espírito suscitastes Santa Teresa, nossa Mãe, para recordar à Igreja o caminho da perfeição, dai-nos encontrar sempre alimento em sua doutrina celeste e sentir em nós o desejo da verdadeira santidade.

Santa Madre Teresa de Jesus, rogai por nós!

 

Publicado em Ordem do Carmelo Descalço – OCD – Frades Carmelitas Descalços.

“Nós somos aquela criança, todos nós, todos os dias: apanhados no escuro, precisando e querendo saltar, mas incapazes de ver onde vamos cair, sentindo-nos sós e assustados. Somos também Pedro, querendo andar sobre a água em direção a Jesus, mas hesitamos e deixamo-nos submergir.(…)” – Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura – Portugal (12.10.2013)

Artigo publicado Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura (SNPC) – Portugal

Espiritualidade

Saltar no escuro… e não olhar para trás

Mons. Dennis Clark

Depois, Jesus obrigou os discípulos a embarcar e a ir adiante para a outra margem, enquanto Ele despedia as multidões. Logo que as despediu, subiu a um monte para orar na solidão. E, chegada a noite, estava ali só. O barco encontrava-se já a várias centenas de metros da terra, açoitado pelas ondas, pois o vento era contrário. De madrugada, Jesus foi ter com eles, caminhando sobre o mar. Ao verem-no caminhar sobre o mar, os discípulos assustaram-se e disseram: «É um fantasma!» E gritaram com medo. No mesmo instante, Jesus falou-lhes, dizendo: «Tranquilizai-vos! Sou Eu! Não temais!» Pedro respondeu-lhe: «Se és Tu, Senhor, manda-me ir ter contigo sobre as águas.» «Vem» – disse-lhe Jesus. E Pedro, descendo do barco, caminhou sobre as águas para ir ter com Jesus. Mas, sentindo a violência do vento, teve medo e, começando a ir ao fundo, gritou: «Salva-me, Senhor!» Imediatamente Jesus estendeu-lhe a mão, segurou-o e disse-lhe: «Homem de pouca fé, porque duvidaste?» E, quando entraram no barco, o vento amainou. (Mateus 14, 22-32)

Às primeiras horas da madrugada, o som de um alarme de incêndio interrompeu o silêncio e, no momento exato, despertou uma família para o choque de ver a sua casa envolvida pelas chamas. Sem tempo para salvar o que quer que fosse a não ser as suas próprias vidas, desceram as escadas a correr e escaparam para a escuridão. Ainda a recuperar o fôlego, o pai contava os filhos: «João, Ana, Maria, Miguel… – onde está o Miguel?»

Naquele preciso momento, Miguel, de cinco anos, chorava de uma das janelas do primeiro andar: «Mãe! Pai! Onde estão?»

Era demasiado tarde para voltar a entrar – a casa estava um inferno – pelo que o pai respondeu: «Salta, Miguel, que eu seguro-te».

Entre soluços, a criança chorava: «Mas eu não consigo ver-te, papá!»

O pai respondeu-lhe calmamente: «Eu sei que não me consegues ver, filho, mas eu vejo-te. Salta!»

Durante alguns instantes não houve nada a não ser o silêncio. Então o rapaz saltou para a escuridão e encontrou a segurança nos braços do pai.

***

Nós somos aquela criança, todos nós, todos os dias: apanhados no escuro, precisando e querendo saltar, mas incapazes de ver onde vamos cair, sentindo-nos sós e assustados. Somos também Pedro, querendo andar sobre a água em direção a Jesus, mas hesitamos e deixamo-nos submergir.

“O medo é inútil», disse muitas vezes Jesus. “O que é preciso é fé”. Está certo, mas a fé de que Ele fala não é o que muitos de nós pensamos. Não se tratam de abstrações teológicas. Trata-se de nos confiarmos às mãos de Deus porque sabemos que Ele nos ama mais do que nós nos amamos a nós mesmos.

Mas ainda que esta ideia esteja clara, podemos ainda ficar desorientados por pensarmos que, ao confiar em Deus, Ele nos protege do fracasso e da dor. A promessa não é essa. A promessa de Deus para aqueles que n’Ele confiam é esta: Ele dar-nos-á a força para enfrentar todos os problemas que surgirem, e nunca deixará que sejamos destruídos por eles, ainda que morramos.

Mas a fé tem ainda outro lado: os talentos e dons que Deus nos deu porque Ele teve fé em nós. Pedro perdeu a fé nos dons que Deus lhe havia dado e esperou que Deus resolvesse o problema. Resultado: afundou-se! Confiar em Deus significa também confiar nos seus dons. E confiar nos seus dons significa usá-los.

Há uma antiga expressão que diz: Trabalha como se tudo dependesse de ti, e reza como se tudo dependesse de Deus. É precisamente o que é necessário, mas não é fácil aplicá-lo porque não conseguimos ver Deus, e demasiadas vezes não conseguimos ver os nossos dons. Pode ajudar recordar as palavras escritas há mais de 50 anos na parede do gueto de Varsóvia:

Acredito no sol, ainda que não brilhe.

Acredito no amor, ainda que não o sinta.

Acredito em Deus, ainda que não O veja.

Confie em Deus e confie nos dons que Ele lhe deu. Ou seja, use os seus dons. E então salte! E nunca olhe para trás!

Mons. Dennis Clark
In Catholic Exchange
Trad. / adapt.: rm
© SNPC (trad.) | 20.11.10

Publicado em SNPC – Portugal.

Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face – Solenidade – 1° de outubro – Reflexão de Frei Patrício Sciadini, OCD.

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Artigo publicado em Agência Zenit (Roma) e postado em OCDS – Ordem dos Carmelitas Descalços Seculares – Província São José*
CAIRO, 26 de Julho de 2013 (Zenit.org) – “(…)Faz anos que leio os escritos de Teresa do Menino Jesus com vários olhos. No início lia com uma certa desconfiança e ceticismo. Era estudante de filosofia e onde me deram para ler História de uma Alma. Não gostei e não senti por esta Santa dulcificada nenhuma atração. Mas lentamente ela entrou na minha vida e me ensinou que o amor é sempre doce, terno, delicado. Me fez compreender o que diz João da Cruz: “o amor com amor se paga”. Hoje Teresinha é minha mestra e carinhosamente chamo de “minha secretária particular”, que me dá tudo o que eu necessito. Para mim não manda flores, mas toda a floricultura. Teresinha é o pequeno caminho que nos leva a Jesus. “Quero amar Jesus e torná-lo amado”.
É uma jovem que soube viver desde sua infância o entusiasmo por Jesus Cristo, que foi crescendo em sua vida até a plenitude. Teresa do Menino Jesus, nascida numa família de classe média alta do seu tempo, mimada por todos os lados pelo pai, pelas irmãs, com uma afetividade acesa, com que sabia fazer “o jogo” na família e parentes, para que todos vissem que ela existia e que não podia passar despercebida, foi capaz no momento certo, de fazer uma ruptura com tudo e decidir-se só por Jesus, o seu grande amigo e seu único amor. Os jovens têm fogo no sangue, entusiasmo, sonhos, veem longe, têm uma capacidade de seduzir os “velhos” com simplicidade e com arte.
Hoje na Igreja creio que não se encontre ninguém que não goste da espiritualidade de Teresa do Menino Jesus e da Santa Face. O Papa João Paulo II a proclamou Doutora da Igreja e lhe conferiu o título “Doutora da ciência do amor”, uma frase que ela mesma escreveu na História de uma Alma, dizendo “é isto que eu quero”. E foi doutora da ciência do amor, uma ciência que não se aprende nas universidades humanas, mas sim entrando no coração de Jesus, onde ele mesmo “é o único mestre” que nos guia. O caminho que Teresa traça é de verdade fascinante. Todos podem percorrê-lo, não há nenhum segredo e nenhum sacrifício sobre humano, é a simples, serena aceitação da vida com suas alegrias e suas lutas. É neste amor a Jesus que ela nos faz percorrer o caminho breve, curto e totalmente novo do abandono e da confiança. Uma confiança que não conhece limites e que dá coragem a todos que Teresa vai descobrindo lentamente a plenitude de sua vocação. Não é na entrada no Carmelo e nem logo depois, mas depois de um tempo quando sente dentro de si a angústia da santidade: “quero ser Santa, mas não posso ser como os santos de outrora, não tenho forças, então serei Santa por um caminho novo.”
Ela encontra sua vocação que é fonte de todas as vocações, é ousada, corajosa. Não lhe basta uma só vocação, mas quer vive-las todas, desde o martírio à missionaridade, ao profetismo, ao ensino, mas como fazer? É na busca de uma resposta que ela a encontra na palavra de Deus, no capítulo 12 da 1ª. Carta de S. Paulo aos Coríntios, no grande capítulo dos carismas. Ela, com uma energia que não se pode medir diz: “encontrei a minha vocação que encerra todas e que me permite de realizar todas. A Igreja é um corpo e a parte mais nobre do corpo é o coração…” Então radiante de alegria escreve: “no coração da Igreja minha mãe serei o amor”.
Os jovens necessitam dar espaço, encontrar asas para voar: “nas asas do amor não corro, mas voo.” Os jovens necessitam sentirem-se impulsionados para a missão, encorajado para o trabalho evangelizador, precisam encontrar na Igreja modelos de missionaridade que estejam à altura da própria vida. “Pela oração e pelo sacrifício serei missionária!” Se a missão não nasce do amor e da oração é “sino que toca, vazio e sem o amor.”
Propor aos jovens Teresinha como Padroeira é propor para os jovens o amplo leque de todas a vocações, do matrimônio, da vocação religiosa, da vocação contemplativa, da vocação missionária, da vocação de leigos engajados, da vocação sacerdotal. Não foi por acaso o seu grande sonho ser sacerdote? “Com quanto amor chamaria Jesus no altar, com quanto amor o daria às almas!” Não foi o seu grande sonho ser missionária até os extremos confins do mundo, para implantar a cruz de Cristo? Os santos – e os santos jovens como Teresinha – não calculam, não medem palavras e nem esforços, são capazes de tudo, de qualquer sacrifício.

Hoje, mais do que nunca, Teresinha diz ao coração de todos os jovens: não tenhais medo, com Jesus tudo é possível e com ele se chega a todos os corações e a todos os lugares. Não foi por acaso o seu primeiro “filho espiritual” o assassino Alessandro Prazini, pelo qual rezou, fez penitência e pediu orações, e teve alegria de ver convertido. É assim que fazem os santos e que nos ensinam: “Os nossos preferidos são sempre aqueles que não conhecem Jesus ou pelo pecado rejeitam Jesus.” (…)

Início da publicação:

CAIRO, 26 de Julho de 2013 (Zenit.org) – “Prometi e devo ser fiel às promessas de escrever uma pequena reflexão para Zenit sobre Santa Teresinha, Padroeira da JMJ no Rio de Janeiro. Já o título é bastante significativo, é a Santa que está presente em todas as JMJ pelo seu entusiasmo missionário.” (Frei Patrício Sciadini, ocd)

Final: “Que Santa Teresinha esteja presente no coração de todos os jovens na Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro!

A capela da Feira Vocacional da JMJ Rio 2013 que acontece entre os dias 23 e 26 de julho, das 8h às 20h, na Quinta da Boa Vista, conta com a presença de relíquias de Santa Teresinha (Santa Teresa de Liseux), patrona da JMJ Rio2013.” (Frei Patrício Sciadini, ocd)
Publicado em OCDS – Província São José, por Rose Lemos Piotto.

“O fim último da Reforma teresiana e da criação de novos mosteiros, no meio de um mundo com escassos valores espirituais, consistia em tutelar com a oração a obra apostólica(…)” – MENSAGEM DO PAPA BENTO XVI AO BISPO DE ÁVILA POR OCASIÃO DA CELEBRAÇÃO DO 450º ANIVERSÁRIO DE FUNDAÇÃO DO MOSTEIRO CARMELITA DE ÁVILA E DA REFORMA DA ORDEM CARMELITANA (Vatican.va)

Imagem:  OCDS – Ordem dos Carmelitas Descalços Seculares

24 de agosto de 1562: fundação do Mosteiro de São José de Ávila, por Santa Teresa de Jesus, o primeiro da reforma carmelitana. (GM)

Fonte: Texto proveniente de http://www.vatican.va/

MENSAGEM DO PAPA BENTO XVI AO BISPO DE ÁVILA POR OCASIÃO DA CELEBRAÇÃO DO 450º ANIVERSÁRIO DE FUNDAÇÃO DO MOSTEIRO CARMELITA DE ÁVILA E DA REFORMA DA ORDEM CARMELITANA

Ao venerado Irmão D. Jesús García Burillo Bispo de Ávila

1. Resplendens stella. «Uma estrela de imenso esplendor» (Livro da Vida 32, 11). Com estas palavras, o Senhor animou Santa Teresa de Jesus a fundar em Ávila o mosteiro de São José, início da reforma do Carmelo da qual, no dia 24 do próximo mês de Agosto, serão celebrados os quatrocentos e cinquenta anos. Por ocasião desta feliz circunstância, quero unir-me à alegria da querida Diocese de Ávila, da Ordem dos Carmelitas Descalços, do Povo de Deus que peregrina na Espanha e de todos aqueles que, na Igreja universal, encontraram na espiritualidade teresiana uma luz segura para descobrir que por Cristo chega ao homem a verdadeira renovação da sua vida. Apaixonada pelo Senhor, esta mulher preclara desejava unicamente agradar-lhe em tudo. Com efeito, um santo não é aquele que realiza grandes proezas baseando-se na excelência das suas qualidades humanas, mas aquele que permite com humildade que Cristo penetre na sua alma, que aja através da sua pessoa, que Ele seja o verdadeiro protagonista de todas as suas obras e desejos, que inspire cada iniciativa e sustente cada silêncio.

2. Só quem leva uma intensa vida de oração pode deixar-se conduzir deste modo por Cristo. Ela consiste, segundo as palavras da Santa de Ávila, em «falar de amizade, permanecendo muitas vezes a sós com quem sabemos que nos ama» (Livro da Vida 8, 5). A reforma do Carmelo, cujo aniversário nos enche de júbilo interior, nasce da oração e tende para a oração. Ao promover um retorno radical à Regra primitiva, afastando-se da Regra mitigada, santa Teresa de Jesus queria propiciar uma forma de vida que favorecesse o encontro pessoal com o Senhor, para o qual é necessário «retirar-se em solidão, olhar para dentro de si e não se admirar com um hóspede tão bondoso» (Caminho de perfeição 28, 2). O mosteiro de São José nasce precisamente com a finalidade de que as suas filhas tenham as melhores condições para se encontrar com Deus e estabelecer uma relação profunda e íntima com Ele.

3. Santa Teresa propôs um novo estilo de ser carmelita, num mundo também novo. Aqueles eram «tempos árduos» (Livro da Vida 33, 5). E neles, segundo esta Mestra do espírito, «são necessários amigos fortes de Deus para sustentar os fracos» (Ibid., 15, 5). E insistia com eloquência: «O mundo está a arder; querem voltar a condenar Cristo, querem fazer desabar a Igreja. Não, minhas irmãs, não é hora de falar com Deus sobre assuntos de pouca importância» (Caminho de perfeição 1, 5). Não nos resulta familiar, na conjuntura em que vivemos, uma reflexão tão luminosa e interpeladora, proposta há mais de quatro séculos pela Santa mística?

O fim último da Reforma teresiana e da criação de novos mosteiros, no meio de um mundo com escassos valores espirituais, consistia em tutelar com a oração a obra apostólica; em propor um estilo de vida evangélica que fosse modelo para quantos procuravam um caminho de perfeição, a partir da convicção de que toda a autêntica reforma pessoal e eclesial passa pelo reproduzir cada vez melhor em nós mesmos a «forma» de Cristo (cf. Gl 4, 19). Não foi outro o compromisso da Santa, nem das suas filhas. E também não foi outro o compromisso dos seus filhos carmelitas, que visavam unicamente «ir mais além em todas as virtudes» (Livro da Vida 31, 18). Neste sentido, Teresa escreve: «Aprecia mais [nosso Senhor] uma alma que, através do nosso esforço e oração, lhe conquistássemos mediante a sua misericórdia, do que todos os serviços que lhe podemos prestar» (Livro das Fundações 1, 7). Diante do esquecimento de Deus, a Santa Doutora anima comunidades orantes, que salvaguardem com o seu fervor quantos proclamam em toda a parte o Nome de Cristo, que supliquem pelas necessidades da Igreja, que levem ao Coração do Salvador o clamor de todos os povos.

4. Também hoje, como no século XVI, e entre rápidas transformações, é preciso que a oração confiante seja a alma do apostolado, para que ressoe com clareza evidente e dinamismo pujante a mensagem redentora de Jesus Cristo. É urgente que a Palavra de vida vibre nas almas de forma harmoniosa, com notas sonoras e atraentes.

Nesta tarefa apaixonante, o exemplo de Teresa de Ávila constitui uma grande ajuda para nós. Podemos afirmar que, no seu tempo, a Santa evangelizou sem tibieza, com ardor jamais apagado, com métodos distantes da inércia e com expressões cheias de luz. Isto conserva todo seu vigor na encruzilhada actual, que sente a urgência de que os baptizados renovem o seu coração através da oração pessoal, centrada também, segundo o ditado da Mística de Ávila, na contemplação da Santíssima Humanidade de Cristo como único caminho para encontrar a glória de Deus (cf. Livro da Vida 22, 1; As Moradas 6, 7). Só assim poderão formar-se famílias autênticas, que descubram no Evangelho o fogo do seu lar; comunidades cristãs vivas e unidas, alicerçadas em Cristo como na sua pedra angular e que tenham sede de uma vida de generoso serviço fraterno. É também desejável que a oração incessante promova a prática prioritária da pastoral vocacional, salientando peculiarmente a beleza da vida consagrada, que é necessário acompanhar devidamente como tesouro que é da Igreja, como torrente de graças, tanto na sua dimensão activa como contemplativa.

A força de Cristo levará igualmente a redobrar as iniciativas para que o povo de Deus recupere o seu vigor da única forma possível: criando espaço dentro de nós para os sentimentos do Senhor Jesus (cf. Fl 2, 5), procurando em todas as circunstâncias uma vivência radical do seu Evangelho. E isto significa, antes de tudo, permitir que o Espírito Santo nos faça amigos do Mestre e nos configure com Ele. Significa também acolher em tudo os seus mandatos e adoptar em nós critérios tais como a humildade na conduta, a renúncia ao supérfluo, não ofender os outros nem comportar-se com simplicidade e mansidão de coração. Assim, quantos nos circundam sentirão a alegria que nasce da nossa adesão ao Senhor, e que nada antepomos ao seu amor, permanecendo sempre dispostos a explicar a razão da nossa esperança (cf. 1 Pd 3, 15) e vivendo, como Teresa de Jesus, em obediência filial à nossa Santa Mãe Igreja.

5. É a esta radicalidade e fidelidade que nos convida hoje esta filha tão ilustre da Diocese de Ávila. Acolhendo a sua bonita herança, nesta hora da história, o Papa exorta todos os membros desta Igreja particular, mas de maneira profunda os jovens, a levar a sério a comum vocação à santidade. Seguindo os passos de Teresa de Jesus, permiti-me dizer a quantos têm o futuro à sua frente: aspirai também vós a ser totalmente de Jesus, só de Jesus e sempre de Jesus. Não tenhais medo de o dizer a nosso Senhor, como ela fez: «Sou vossa, para Vós nasci; o que quereis fazer de mim?» (Poesia 2). E peço-lhe que saibais responder também aos seus chamamentos iluminados pela graça divina, com «firme determinação», para oferecer «o pouquinho» que houver em vós, convictos de que Deus nunca abandona quantos deixam tudo para a sua Glória (cf. Caminho de perfeição 21, 2; 1, 2).

6. Santa Teresa soube honrar com grande devoção a Virgem Santíssima, que ela invocava com o doce nome de Carmen. Sob o seu amparo materno coloco os afãs apostólicos da Igreja em Ávila a fim de que, rejuvenescida pelo Espírito Santo, encontre os caminhos oportunos para proclamar o Evangelho com entusiasmo e coragem. Maria, Estrela da Evangelização, e o seu casto esposo São José intercedam para que aquela «estrela» que o Senhor acendeu no universo, a Igreja, com a reforma teresiana continue a irradiar o grande brilho do amor e da verdade de Cristo a todos os homens. É com estes votos, Venerado Irmão no Episcopado, que lhe envio esta mensagem, a qual peço que faça conhecer à grei confiada aos seus cuidados pastorais, e de maneira muito especial às queridas Carmelitas Descalças do convento de São José, em Ávila, que perpetuam no tempo o espírito da sua Fundadora, e de cuja oração fervorosa pelo Sucessor de Pedro tenho grata confirmação. A elas, a Vossa Excelência e a todos os fiéis de Ávila, concedo com afecto a Bênção Apostólica, penhor de copiosos favores celestiais.

Vaticano, 16 de Julho de 2012.

BENEDICTUS PP. XVI

Publicado em Vatican.va.

Assunzione della Beata Vergine Maria – Benedetto XVI (2007 – Regina Mundi – in Libreria Editrice Vaticana)

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Fonte: Texto e imagem proveniente ReginaMundi.Info in Libreria Editrice Vaticana.

Assunzione della Beata Vergine Maria

Si aprì il tempio di Dio che è nel cielo e apparve nel tempio l’arca della sua alleanza.
Un segno grandioso apparve nel cielo: una donna vestita di sole, con la luna sotto i suoi piedi e, sul capo, una corona di dodici stelle. Era incinta, e gridava per le doglie e il travaglio del parto.
Allora apparve un altro segno nel cielo: un enorme drago rosso, con sette teste e dieci corna e sulle teste sette diademi; la sua coda trascinava un terzo delle stelle del cielo e le precipitava sulla terra.
Il drago si pose davanti alla donna, che stava per partorire, in modo da divorare il bambino appena lo avesse partorito.
Essa partorì un figlio maschio, destinato a governare tutte le nazioni con scettro di ferro, e suo figlio fu rapito verso Dio e verso il suo trono. La donna invece fuggì nel deserto, dove Dio le aveva preparato un rifugio.
Allora udii una voce potente nel cielo che diceva:
«Ora si è compiuta la salvezza, la forza e il regno del nostro Dio e la potenza del suo Cristo».
Ap 11,19;12,1-6.10

Benedetto XVI – Homilia – Assunção de Nossa Senhora (áudio-Mp3) – http://www.reginamundi.info/meditazione/Assunzione.mp3 …

Cari fratelli e sorelle,  
nella sua grande opera “La Città di Dio”, Sant’Agostino dice una volta che tutta la storia umana, la storia del mondo, è una lotta tra due amori: l’amore di Dio fino alla perdita di se stesso, fino al dono di se stesso, e l’amore di sé fino al disprezzo di Dio, fino all’odio degli altri. (…)

(cont./ áudio, acima)

Publicado em ReginaMundi.Info in Libreria Editrice Vaticana.

“Maria é sinal de esperança” – o Papa Francisco em Castel Gandolfo no dia da Solenidade da Assunção de Nossa Senhora – 15 de agosto (Rádio do Vaticano)

Texto proveniente de Rádio Vaticano.

Ouça aqui… RealAudioMP3

O Papa Francisco deslocou-se hoje a Castel Gandolfo para ali celebrar na Praça da Liberdade a Eucaristia da Solenidade da Assunção de Nossa Senhora. Antes da celebração, o Papa Francisco visitou em modo privado o Convento de Clausura das Clarissas nesta cidade do Lazio. Trata-se da segunda visita do Papa Francisco às religiosas. A segunda realizou-se em 14 de julho passado.
Na homília desta celebração o Santo Padre começou por recordar o Concílio Vaticano II que nos deixou uma belíssima meditação sobre a Bem-Aventurada Virgem Maria: “A Virgem Imaculada, preservada imune de toda a mancha de culpa original, terminado o curso da vida terrena, foi elevada ao céu em corpo e alma e exaltada por Deus como Rainha do universo” (n. 59).
E depois, perto do fim, ainda podemos ler;
“A Mãe de Jesus, assim como, glorificada já em corpo e alma, é imagem e início da Igreja que se há-de consumar no século futuro, assim também, na terra, brilha como sinal de esperança segura e de consolação, para o Povo de Deus ainda peregrinante, até que chegue o dia do Senhor” (n. 68).
À luz deste belíssimo ícone da nossa Mãe, podemos considerar a mensagem contida nas leituras bíblicas que acabámos de escutar. Podemos concentrar-nos em três palavras-chave: luta, ressurreição e esperança.

A passagem do Apocalipse apresenta a visão da luta entre a mulher e o dragão. A figura da mulher, que representa a Igreja, é por um lado gloriosa, triunfante, e por outro ainda com dores de parto. Assim, na verdade é a Igreja: se no Céu ela já está associada à glória do seu Senhor, na história vive continuamente as provas e os desafios que comporta o conflito entre Deus e o maligno, o inimigo de sempre. E nesta luta que os discípulos de Jesus devem enfrentar, Maria não os deixa sozinhos; a Mãe de Cristo e da Igreja está sempre connosco.

A segunda leitura fala-nos da ressurreição. O apóstolo Paulo, escrevendo aos Coríntios, insiste no facto que ser cristão significa acreditar que Cristo ressuscitou verdadeiramente dos mortos. Toda a nossa fé baseia-se nesta verdade fundamental, que não é uma ideia, mas um evento. E também o mistério da Assunção de Maria em corpo e alma está todo ele inscrito na Ressurreição de Cristo.

“Também Maria conheceu o martírio da cruz: a Paixão do Filho viveu-a plenamente na alma. Esteve plenamente unida a Ele na morte, e por isso foi-lhe dado o dom da ressurreição. Cristo é a primícia dos ressuscitados, e Maria é a primícia dos redimidos, a primeira “daqueles que são de Cristo”.

O Evangelho sugere-nos a terceira palavra: esperança. Esperança é a virtude de quem, experimentando o conflito, a luta quotidiana entre a vida e a morte, entre o bem e o mal, acredita na ressurreição de Cristo, na vitória do Amor. O Magnificat é o cântico da esperança, é o cântico do Povo de Deus em caminho na história.

“Este cântico é particularmente intenso onde o Corpo de Cristo sofre hoje a Paixão. E Maria está lá, próxima a estas comunidades, a estes nossos irmãos, caminha com eles, sofre com eles, e canta com eles o Magnificat da esperança.”
Angelus
No final da missa o Papa Francisco propôs a oração do Angelus afirmando o Sim de Maria que abre o caminho para o Céu. “Aquele sim pronunciado em Nazaré em resposta ao Mensageiro Celeste que anunciava a vontade de Deus para ela.” “E na realidade é mesmo assim” – continuou o Papa – “cada sim a Deus é um passo para o Céu, para a vida eterna”. “Deus quer-nos a todos na Sua casa!”
Aproveitou a ocasião para assegurar a sua oração pelas vítimas dos recentes confrontos no Egipto.
Recordou ainda o 25º aniversário da Carta Apostólica Mulieris Dignitatem do Beato João Paulo II sobre a dignidade e vocação da mulher. Este documento é rico de pontos que merecem ser retomados e desenvolvidos; e na base de tudo está a figura de Maria. “Façamos nossa a oração que está no final dessa Carta Apostólica, por forma a que meditando o mistério bíblico da mulher, condensado em Maria, todas as mulheres se encontrem na plenitude da sua vocação.”
No final agradeceu a presença de todos, nomeadamente dos habitantes de Castel Gandolfo tendo feito uma saudação especial aos peregrinos vindos da Guiné com o seu bispo, as alunas do Colégio Passionista “Michael Ham” de Vicente Lopez e na Argentina, assim como os jovens da banda de música do Colégio Jesus Rebolledo de Coatepec no México.

(RS)

Texto publicado em Rádio Vaticano.

Jornada Mundial da Juventude: Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani Tempesta, destaca a renovação da fé e da esperança como principal legado da JMJ Rio2013, e afirma emocionado – “Os jovens levaram consigo uma experiência de fé, de esperança muito grande. Tenho certeza de que jamais esqueceremos. Os jovens já são protagonistas hoje. O meu coração está muito agradecido.”

Fonte: Rádio do VaticanoTexto proveniente da página http://pt.radiovaticana.va/news/2013/07/31/jmj_rio2013_superou_todas_as_expectativas/bra-715871
do site da Rádio Vaticano

JMJ Rio2013 superou todas as expectativas

Rio de Janeiro (RV) – Os resultados alcançados pela Jornada Mundial da Juventude Rio 2013 superaram todas as expectativas, segundo o Arcebispo do Rio de Janeiro e Presidente do Comitê Organizador Local (COL), Dom Orani Tempesta. O público presente à Missa de Envio chegou a 3,7 milhões de pessoas, seis vezes maior que o número presente no primeiro Ato Central – a Missa de Abertura -, estimado em 600 mil participantes. O impacto econômico também foi significativo. Os visitantes desembolsaram R$ 1,8 bilhões, segundo dados do Ministério do Turismo.

Mas a renovação da fé e da esperança é o principal legado que a JMJ Rio2013 deixará no coração dos jovens, de acordo com Dom Orani. “Os jovens levaram consigo uma experiência de fé, de esperança muito grande. Tenho certeza de que jamais esqueceremos. Os jovens já são protagonistas hoje. O meu coração está muito agradecido”, destacou. O Arcebispo disse ainda que está sendo viabilizada a criação de um instituto para a juventude que terá a responsabilidade de guardar as experiências da JMJ Rio2013 e trabalhar pelos jovens.

No total, mais de 3,5 milhões de pessoas participaram dos eventos da JMJ em Copacabana, Quinta da Boa Vista, Rio Centro e em diversas paróquias da cidade. A cerimônia de acolhida do Papa Francisco, na quinta-feira, 25, reuniu 1,2 milhões de pessoas em Copacabana, enquanto a Via-Sacra chegou a 2 milhões na sexta-feira, 26. Na vigília, cerca de 3,5 milhões de jovens estiveram na praia de Copacabana.

As inscrições foram 427 mil, com peregrinos de 175 países. Os inscritos com hospedagens foram cerca de 180 mil, enquanto as vagas disponibilizadas para hospedagem em casas de família e instituições chegaram a 356,4 mil.

O maior número de participantes era de latino-americanos. Os países com o maior número de inscritos foram, respectivamente, Brasil, Argentina, Estados Unidos, Chile, Itália, Venezuela, França, Paraguai, Peru e México. Do total dos inscritos internacionais, 72,7% estiveram no Brasil pela primeira vez e 86,9% nunca haviam participado de uma Jornada. Foram credenciados 6,4 mil jornalistas para cobrir a JMJ Rio2013 em 57 países.

Foram mais de 70 mil downloads no site oficial da JMJ Rio2013 e mais de 200 mil acessos. O facebook recebeu mais de 1,1 milhão de curtidas e o flickr superou 10 mil downloads.

Entre os peregrinos inscritos, 55% são do sexo feminino; 60% do público tem entre 19 e 34 anos. Foram 644 Bispos inscritos, dos quais 28 são Cardeais. Além disso, foram 7814 sacerdotes inscritos e 632 diáconos. Para cobrir a JMJ Rio2013 em 57 países, foram credenciados 6,4 mil jornalistas.

O evento também contou com 264 locais de catequese, em 25 idiomas. Foram 60 mil voluntários, mais de 800 artistas participantes dos Atos Centrais. Um total de 100 confessionários foram expostos na Feira Vocacional e no Largo da Carioca e 4 milhões de hóstias produzidas, 800 mil para Missa de Envio.

A geração de lixo foi inferior a outros eventos que acontecem em Copacabana, como o Réveillon. A Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) removeu 345 toneladas de resíduos orgânicos e 45 toneladas de materiais recicláveis, durante a JMJ Rio2013. O número representa cerca de 10% a menos do registrado na noite do último Ano Novo.

Entre os vários momentos significativos vividos junto ao Santo Padre, o Arcebispo do Rio destacou dois: a relação de carinho com as crianças e a oração ao Cristo Redentor. “Todas as vezes que nos deslocávamos de helicóptero, o Santo Padre olhava para o Cristo e rezava. Eu que estava atrás dele, pude presenciar várias vezes esses momentos de oração.

A proximidade do Papa com as pessoas traz um testemunho para o mundo de que a Igreja está perto das pessoas, como uma mãe de seus filhos, explicou Dom Orani. “A Igreja antes de mais nada anuncia uma boa notícia a todos”, disse. Outro legado deixado pela JMJ Rio2013 foi a atenção do poder público e da mídia para a Região Oeste, onde está Guaratiba.

A cruz da JMJ e o Ícone de Nossa Senhora serão entregues à Cracóvia, próxima cidade-sede, apenas em Roma. A tradição é que sejam enviados para o Pontifício Conselho para os Leigos e no domingo de Ramos do próximo ano, serão entregues aos jovens da Polônia em cerimônia que deverá acontecer em Roma.
(.rio2013 – JE)

Publicado em Rádio do Vaticano.

 

NOSSA SENHORA DO CARMO – Julho – Mês de Solene Dedicação – Festa em 16 de julho (Confraria Nossa Senhora do Carmo “Flos Carmeli)

Fonte: Convento do Carmo de Santos

Oração de Consagração a Nossa Senhora do Carmo

Senhora do Carmo, Mãe admirável, olhai clemente para esses vossos filhos prostrados na vossa presença. Humildemente pedimos que nos aceiteis no número de vossos filhos. Infundi em nosso coração o amor ao bem, vesti nossa alma com o Escapulário da graça Divina. Que nós, seguindo o caminho que nos conduz à perfeição, possamos, sob a vossa proteção e na presença de vosso Filho, alcançar a felicidade eterna!
Assim seja!

Vintena de Nossa Senhora do Carmo (até 27 de julho)

Festa da padroeira dos Carmelitas, Nossa Senhora do Carmo.

Publicado em Convento do Carmo de Santos.

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Fonte (texto/imagens): Confraria de Nossa Senhora do Monte Carmelo “Flos Carmeli”

Ave Maria Filia Dei Patris. (Ave Maria Filha do Pai).
Ave Maria Mater Dei Filii. (Ave Maria Mãe do Filho)
Ave Maria Sponsa Spiritus Sancti. (Ave Maria Esposa do Espírito Santo)

A Confraria de Nossa Senhora do Monte Carmelo é uma Associação Pública de fiéis que tem como principal objetivo promover uma vida contemplativa segundo o carisma carmelitano

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Dois são os privilégios da irmandade do escapulário, privilégios deveras extraordinários, que mereceram à instituição tão grande simpatia por parte do povo cristão. O primeiro desses privilégios Maria Santíssima frisou-o bem, quando, no ato da entrega do escapulário disse ao seu servo São Simão Stock: “É este o sinal do privilégio, que alcancei para ti e para todos os filhos do Carmelo. Todos aqueles que estiverem revestidos com este hábito, ver-se-ão salvos do fogo do inferno”. O sentido desse privilégio é este: Maria Santíssima prometem a todos os que usam o hábito do Carmo, sua proteção especial, principalmente na hora da morte, que decide a história da humanidade. O pecador, portanto, por mais miserável que seja, pondo a confiança em Maria Santíssima e vestindo seu hábito, tendo aliás a intenção firme de sair do estado do pecado, pode seguramente contar com o auxílio de Nossa Senhora, a qual lhe alcançará a graça da conversão e da perseverança. O escapulário não é um amuleto que assegure, sob qualquer hipótese, a salvação de quem o usar. Contam-se milhares as conversões de pecadores na hora da morte, atribuídas unicamente ao escapulário de Nossa Senhora do Carmo; muitos também são os casos que mostram à evidência, que privilégio nenhum favorece a quem, de maneira nenhuma, se quer separar do pecado elevar uma vida digna e cristã. Santo Agostinho diz a verdade, quando ensina: “Deus, que nos criou sem nossa cooperação, não nos pode salvar sem que o queiramos e desejemos”. Quem não quer deixar de ofender a Deus, morrerá na impenitência; e se Maria Santíssima não ver a possibilidade alguma de arrancar a alma do pecador aos vícios e paixões, fará com que na hora da morte, por uma casualidade qualquer, não se encontre o hábito salvador, o que se tem dado muitas vezes.

O Segundo privilégio é o tal chamado “privilégio sabatino”. Um decreto da Santa Inquisição romana, datado de 20 de janeiro de 1613, dá aos sacerdotes da Ordem Carmelitana autorização para pregar a seguinte doutrina: “O povo cristão pode crer no auxílio que experimentarão as almas dos Irmãos e membros da Irmandade de Nossa Senhora do Carmo, auxílio este, segundo o qual todos aqueles que morrerem na graça do Senhor, tendo em vida usado o escapulário, conservado a castidade própria do estado, recitado o Ofício Parvo de Nossa Senhora, ou se não souberem ler, tiverem observado fielmente o jejum eclesiástico, bem como a abstinência nas quartas-feiras e sábados (exceto se a festa de Natal cair num destes dias), serão socorridos por uma proteção extraordinária da Santíssima Virgem, no primeiro sábado que se lhe seguirão trânsito, por ser sábado o dia da semana consagrado a Nossa Senhora (Bula sabatina de João XXII.3, III 1322).
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A Mãe e Rainha do Carmelo, com seus filhos santos.
Quem usa o Escapulário de Nossa Senhora do Carmo, participa de todas as bênçãos do Carmelo.
Vemos Nossa Senhora dando o seu manto, o Escapulário ,para são Simão Stock!
Publicado em Confraria de Nossa Senhora do Monte Carmelo “Flos Carmeli”.
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Fonte: Paróquia Nossa Senhora do Carmo – Campo Belo-MG
Quarta-feira, 17 de julho de 2013 – 23:39 hs

Sagrado Coração de Jesus: “… Se Vos tenho negado, deixai-me reconhecer-Vos; Se Vos tenho injuriado, deixai-me louvar-Vos; Se Vos tenho ofendido, deixai-me servir-Vos. Porque é mais morte que vida, a que não empregada em vosso santo serviço…” (Padre Mateo Crawley-Boevey) – Mês do Sagrado Coração de Jesus – Junho (Frates in Unum)

Cor Iesu Sacratissimum, miserere nobis!

Que tenho eu, Senhor Jesus, que não me tenhais dado?… Que sei eu que Vós não me tenhais ensinado?… Que valho eu se não estou ao vosso lado? Que mereço eu, se a Vós não estou unido?… Perdoai-me os erros que contra Vós tenho cometido. Pois me criastes sem que o merecesse… E me redimistes sem que Vo-lo pedisse… Muito fizestes ao me criar, muito em me redimir, e não sereis menos generoso em perdoar-me. Pois o muito sangue que derramastes e a acerba morte que padecestes não foram pelos anjos que Vos louvam, senão por mim e demais pecadores que Vos ofendem… Se Vos tenho negado, deixai-me reconhecer-Vos; Se Vos tenho injuriado, deixai-me louvar-Vos; Se Vos tenho ofendido, deixai-me servir-Vos. Porque é mais morte que vida, a que não empregada em vosso santo serviço… – Padre Mateo Crawley-BoeveyImagemPublicado em Frates in Unum.com