Santa Terezinha do Menino Jesus – Carmelita Descalça – Memória – 1º de Outubro

SANTA TEREZINHA DO MENINO JESUS – Carmelita Descalça – Memória – 1º de Outubro

Amadíssima Santa Terezinha das Rosas peço sua intercessão para um  livramento que considero especial (se for da Vontade e Onisciência de Deus Pai): que nosso País abra seus olhos para o perigo que representa uma linha de governo, em futuro próximo, a favor da legalização do aborto no Brasil, bem como a sujeição a outras mudanças que entrarão em conflito com a religiosidade do povo brasileiro. Como consequência, seremos confrontados por realidades não naturais, acarretando o perigo do  afastamento das realidades sobrenaturais, espirituais, cristãs. Amém.

****

ocdsalegriadasagradaface.blogspot.com

___________________________________________________________________________________________________

Fonte: http://www.comamor.com.br/staterez_rosa.htm

Esta novena pode ser começada em qualquer dia do mês; há um grande número de amigos de Santa Terezinha que fazem a novena entre os dias 9 e 17 de cada mês.

ORAÇÃO “Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, eu Vos agradeço todos os favores, todas as graças com que enriquecestes a alma de Vossa serva Santa Terezinha do Menino Jesus, durante os 24 anos que passou na terra e, pelos méritos de tão querida Santinha, concedei-me a graça que ardentemente Vos peço (faça o pedido da graça que deseja) – se for conforme a Vossa Santíssima vontade e para salvação de minha alma. Ajudai minha fé e minha esperança, ó Santa Terezinha, cumprindo mais uma vez sua promessa de que ninguém Vos invocaria em vão, fazendo-me ganhar uma rosa, sinal de que alcançarei a graça pedida. “Reza-se em seguida 24 vezes: “Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, assim como era no princípio, agora e sempre, por todos os séculos e séculos, amém.” Santa Terezinha do Menino Jesus, rogai por nós.”
Rezar 1 Pai-Nosso, 1 Ave Maria.

PT assume legalização do aborto e o seu reconhecimento como direito no Brasil, denunciam Bispos do Regional Sul 1 (Reportagem – ACI Digital – 28.09.2010)

Fonte/imagem: http://www.harmoniadomundo.net/O_Mundo_da_Crianca.htm

Artigo”A Flauta Mágica”, de Mozart – Ópera para crianças –

Teatro Nacional de São Carlos -Portugal

****

ELEIÇÕES BRASIL

___________________________________________________________________________________________________

Fonte: ACI Digital

PT assume legalização do aborto e o seu reconhecimento como direito no Brasil, denunciam Bispos do Regional Sul 1

SÃO PAULO, 28 Set. 10 / 05:25 pm (ACI).- O Presidente da Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 da CNBB e bispo diocesano de Assis (SP), Dom José Benedito Simão,divulgou uma séria denúncia sobre o envolvimento do PT com a promoção do aborto no Brasil. “Estamos alertando nosso povo para uma situação totalmente inédita e sem precedentes: é a primeira vez na história do Brasil que um partido político assume como compromisso de governo a legalização de um crime e o seu reconhecimento como direito”, afirmou o prelado. Os bispos deste regional assumem assim o dever de denunciar “este gravíssimo desvio pelo qual se pretende introduzir a cultura da morte em nosso país”.

“Em 2005 nosso atual governo, sem nenhuma consulta prévia ao povo brasileiro, reconheceu junto à ONU o aborto como um direito humano. Logo em seguida, no mesmo ano, o atual governo enviou ao congresso nacional um projeto de lei que tornaria o aborto totalmente livre, desde a concepção até o momento do parto. Deixem-me repetir, pois é disto mesmo que se trata: o aborto deixaria de ser um delito em qualquer circunstância, tornando-se totalmente livre, durante todos os nove meses de gravidez”, enfatizou Dom Simão.

Seguidamente o Bispo afirma que “tal como havia sido previamente acordado junto à ONU, o projeto reconhecia, em seu primeiro artigo, o aborto como um direito e, em seu último artigo, revogava todos os dispositivos do Código Penal que tipificavam o aborto como crime, tornando-o, por isso mesmo, completamente livre, por qualquer motivo, em todos os estágios da gravidez, o que foi reconhecido, publicamente, pelos mais eminentes juristas, durante as audiências realizadas para debater o assunto dentro da Câmara. A oposição ao projeto cresceu a tal ponto, dentro do próprio Congresso, que o Partido dos Trabalhadores assumiu, em seu Terceiro Congresso Nacional, a completa legalização do aborto como programa de governo e o impôs como obrigatório a todos os seus membros”.

Dom Simão denunciou também que “como consequência desta resolução, os deputados Luiz Bassuma e Henrique Afonso, ambos do PT, foram processados, julgados e condenados pelo partido dos trabalhadores, acusados de terem cometido infrações graves à ética partidária, por haverem militado contra a legalização do aborto, segundo ficou declarado no texto da sentença. Ambos os deputados haviam coordenado a oposição ao projeto do governo pelo qual o aborto se tornaria completamente livre durante toda a gestação e haviam pedido a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar quem estaria financiando a promoção do aborto no Brasil”.

“Estamos alertando nosso povo para uma situação totalmente inédita e sem precedentes: é a primeira vez na história do Brasil que um partido político assume como compromisso de governo a legalização de um crime e o seu reconhecimento como direito, que torna este compromisso obrigatório para todos os seus membros e que pune os que exercem o direito à objeção de consciência como culpados de infrações graves contra a ética partidária, ao mesmo tempo em que nega insistentemente, diante do público, que tenha feito, ou que pretenda fazer, qualquer uma destas coisas”, conclui a denúncia do Presidente da Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1.

No final do pronunciamento, Dom Simão recorda o texto “A Contextualização da Defesa da Vida no Brasil” e faz uma leitura do documento “Apelo a todos os brasileiros e brasileiras”, que pode ser baixado aqui. (…)

(ACIDigital)

Mexicanas rechaçam energicamente aborto: fazê-lo legal, não evitou os abortos clandestinos (Reportagem – ACI Digital – 29.09.2010)

ELEIÇÕES -BRASIL

__________________________________________________________________________________________________

Fonte: ACI Digital

Mexicanas rechaçam energicamente aborto: fazê-lo legal, não evitou os abortos clandestinos

MEXICO D.F., 29 Set. 10 / 12:18 pm (ACI).- No dia em que grupos feministas “celebram” o dia internacional pela despenalização do aborto na América Latina, diversas organizações de mulheres no México exigiram a promoção e a defesa da vida através de leis que fomentem a educação, a saúde e o emprego para combater esta prática anti-vida, que destrói a vida dos não-nascidos e das suas mães.

As organizações criticaram a decisão do Distrito Federal de permitir o aborto até a semana 12 de gestação, “quando a maioria da sociedade não está de acordo” e questionaram que “se mantenha na clandestinidade as cifras de processos realizados em instituições privadas da capital, e se guarde silêncio sobre o síndrome pós-aborto”.

A presidenta do Instituto para a Reabilitação da Mulher e a Família (IRMA), Mari Carmen Alva disse que na especialização do tratamento à síndrome pós-aborto, “encontraram mulheres que inclusive repetiram esta experiência em até três ocasiões, com sequelas psicológicas ou infecções, hemorragias e inclusive, casos dolorosos de jovenzinhas que perderam a matriz e isso com a possibilidade de serem mães, de [darem] vida”.

Como exemplo disto pôs o caso de uma jovem de 23 anos quem “esteve perto da morte por uma perfuração do intestino devido a um aborto e era o único filho que teria em sua vida. Arriscam tudo porque não têm orientação, ninguém lhes dá alternativas mais que a de ‘desfazer-se’ do bebê que leva no ventre à custa de sua própria saúde e da própria vida”, explicou

Alva comentou logo que diversos psicólogos, psiquiatras e tanatologistas confirmam os estragos da síndrome pós-aborto nas mulheres: “porque seguem dizendo a elas que não acontece nada, que depois do cancelamento da gravidez vão seguir sua vida como antes, que se trata de um punhado de células, como se não tivesse acontecido nada, mas a realidade as coloca em quadros permanentes de depressão, transtornos e até tendências suicidas”.

A perita disse que quando uma mulher começa a descobrir que sua vida não é a mesma, que tem pesadelos, insônia, depressão, angústia, é quando a mulher requer de um apoio de especialistas mas não o têm; a autoridade da capital se empenha em assegurar que não existe esta consequência, e, portanto, aqueles que promovem o aborto “condenam a mulher a uma vida de silêncio”.

Depois de questionar o anúncio, “com tambores grandes e pratos” de que no Distrito Federal já se realizaram 50 mil abortos, Mari Carmen Alva disse que “a mulher necessita alternativas distintas ao aborto, como, por exemplo que se ofereça como opção serviços de saúde gratuitos para adolescentes grávidas, creches e serviços perto de suas zonas de trabalho, redução de horários de trabalho para as que são mães, que não a [leve] a tomar uma decisão equivocada”.

Por isso, diversas organizações ressaltaram a decisão de 17 estados da República de blindar a vida desde a concepção. Estas reformas, disseram, não atentam contra as mulheres mas as defendem, assim como os seus filhos não nascidos. Em alguns estados, explicam, substituiu-se a pena de cárcere por atenção médica integral e se trabalha por impulsionar políticas públicas que favoreçam a mulher grávida, sobretudo a que se encontra em situação vulnerável e que brindem alternativas em matéria de saúde, emprego e educação.

O aborto, explicaram logo, não cura nenhuma doença. “Todo procedimento deve ser feito a favor da saúde, inclusive quando tomamos um remédio sabemos que pode haver efeitos secundários, mas o bem que se busca é o da saúde e, nestes casos, não se busca a saúde; é evidente que [isto] vai trazer repercussões mas na sua vida reprodutiva, sem descartar as [afecções] psicológicas”.

Madalena Ernaut, do Código Mulher, disse logo que “a própria autoridade reconheceu que os hospitais privados não reportam o número real de abortos praticados, porque as mulheres que o praticam o que menos querem é ficar registradas; querem manter em silêncio a experiência, por isso preferem evitar o setor saúde. Quer dizer, o fazê-lo legal, não evitou os abortos clandestinos. Por isso, na Cidade do México não temos nenhuma razão para festejar (na capital) e, [sim], muito de quê se lamentar, pois a clandestinidade também obriga as mulheres ao silêncio”. (ACIDigital)

“Aborto, ‘matrimônio’ e adoção gays são contrários à ordem natural e à democracia”, diz Cardeal mexicano (ACI Digital – 27.09.2010)

ELEIÇÕES – BRASIL

____________________________________________________________________________________________________

Fonte: ACI Digital

Cardeal Juan Sandoval Íñiguez, Arcebispo de GuadalajaraAmérica

AMÉRICA

Aborto, “matrimônio” e adoção gays são contrários à ordem natural e à democracia, diz Cardeal mexicano

GUADALAJARA, 27 Set. 10 / 12:32 pm (ACI).- O Arcebispo de Guadalajara, no México, Cardeal Juan Sandoval Íñiguez assinalou que as leis que se aprovaram no Distrito Federal com o aval da Suprema Corte de Justiça da Nação que permitem o aborto até as 12 semanas, a pílula do dia seguinte, as uniões homossexuais equiparadas ao matrimônio e a possibilidade de que estes adotem, são contrárias à ordem natural e à democracia.

No artigo publicado pelo “Semanário” da Arquidiocese de Guadalajara, o Cardeal explica que estas leis são “imorais, muito prejudiciais para o país” e “se forem postas em prática, danificarão sobremaneira a vida desta Nação e a instituição do matrimônio”.

O Arcebispo disse que estas normas são contrárias à ordem natural, “à Lei Natural que todos levamos impressa no coração, e que está inscrita na Natureza. Esta nos ensina que os seres vivos corporais são sexuados; as plantas, os animais e o homem são sexuados: sexo masculino e feminino, sexos que são complementares e, além disso, que contribuem com vida, que são fecundos”.

Em segundo lugar, prosseguiu, com estas leis “danifica-se ou se contradiz à Sagrada Escritura, à fé cristã compartilhada pela maioria do povo do México. portanto, dá como resultado (e isto é o terceiro), que essas leis vão contra a opinião da maioria; inclusive, houve pesquisas referentes, por exemplo, sobre a adoção de crianças por casais de homossexuais, e a maioria das pessoas disse estar em desacordo”.

Por isso, precisou, estas “leis são ditatoriais, são contrárias à democracia, denigrem a representatividade dos governantes e dos legisladores, que não têm poder absoluto, senão aquele que lhes dá o povo que eles representam, e não podem legislar nem contra a Lei Natural nem contra a vontade do povo”.

Depois de denunciar que no Distrito Federal já se realizaram 40 mil abortos como produto da decisão da Corte Suprema, o Cardeal questionou: “como é possível que uns quantos indivíduos legislem para 110 milhões de mexicanos sem tomá-los em conta, sem requerer a opinião da maioria?”

Finalmente expressou seu desejo de que “as leis injustas se revertam; que pudéssemos refletir e colocar marcha atrás nessas normas, como digo, ditatoriais, e que um povo que quer a democracia não deve permitir”. (ACIDigital)

“A ciência ensina que com a concepção começa a existência de um novo indivíduo da espécie humana, com sua individualidade genética e vida própria, distinto a qualquer outro ser humano, com uma dignidade inalienável até a morte natural” – Carta aberta de repúdio a projeto que limita a objeção de consciência dos profissionais da saúde europeus ante o aborto, apresentada pela Federação Mundial de Associações de Médicos Católicos, pela Federação Internacional de Farmacêuticos Católicos e pelo Comitê Católico de Enfermeiros (ACI Digital – 26.09.2010)

ELEIÇÕES – BRASIL

____________________________________________________________________________________________________

Fonte: ACI Digital

Mundo

Violação da objeção de consciência ante o aborto desumaniza a medicina, afirmam profissionais da saúde europeus

Roma, 26 Set. 10 / 09:48 am (ACI).- A Federação Mundial de Associações de Médicos Católicos, a Federação Internacional de Farmacêuticos Católicos e o Comitê Católico de Enfermeiros enviaram uma carta aberta à presidência e membros do Conselho da Europa na que assinalam que a violação do direito à objeção de consciência do pessoal de saúde ante o aborto só pode gerar consequências negativas como a desumanização da medicina.

Na carta assinada pelo Dr. José María Simon, o Dr. Piero Urosa e a senhora Marylee Meehan, presidentes respectivamente das instituições mencionadas, adverte-se que em junho deste ano o Conselho da Europa aprovou uma proposta para limitar e na prática impedir o direito à objeção de consciência ante o aborto. Este projeto será apresentado em Estrasburgo, na França, em sessão plenária nos dias 4 e 8 de outubro.

Este projeto, explica a carta, “é uma muito grave violação da deontologia profissional e da liberdade dos cidadãos europeus”. O que busca é obrigar a que “não tenhamos em conta os aspectos morais da atividade profissional mas que sejamos simples executores das diretivas políticas”.

Depois de recordar que a “ciência ensina que com a concepção começa a existência de um novo indivíduo da [espécie] humana, com sua individualidade genética e vida própria, distinto a qualquer outro ser humano, com uma dignidade inalienável até a morte natural”, o texto recorda os massacres que no século XX foram vistos no mundo pela perda de vidas destas características fundamentais do ser humano.

Logo depois de recordar estes princípios, os assinantes assinalam que “a Comissão do Parlamento Europeu quer garantir o pleno acesso das mulheres a práticas como o aborto ou técnicas especiais de reprodução, que não são problemas estritamente de saúde (a gravidez não é uma doença). O aborto logo depois da concepção é um homicídio e também o são as intervenções nos embriões produzidos in vitro”.

“É inaceitável, ademais, que o pessoal da área de saúde não disposto a não alterar sua defesa do direito à vida sejam discriminados no trabalho, e que sua disposição à objeção de consciência possa converter-se em algo que os impeça exercer sua profissão”, prosseguem.

Finalmente os católicos que redigem o texto advertem que “já hoje, em distintos países, para um médico objetor de consciência é muito difícil, se não impossível, especializar-se em ginecologia. Isto atenta não só contra o direito do médico, mas também contra o direito das mulheres que rechaçam o aborto e que desejam ser atendidas por ginecologistas que compartilhem seus princípios morais”. (ACIDigital)

Haiti e Guatemala sofrem com chuvas e temporais no mês de setembro após terremotos. Cáritas da Guatemala envia amplo relatório sobre 13 regiões atingidas à Agência Fides, indicando falta de alimentos, roupas e sapatos, água potável na Diocese de Zacapa

Fonte: Imagem/Reportagem – Jovem Pan Online

Após temporais, ajuda começa a chegar à Guatemala

País foi o mais devastado da América Central pela tempestade tropical Agatha

___________________________________________________________________________________________________

Fonte: Agência Fides

28.09.2010

AMÉRICAOnda de mau-tempo provoca 5 mortes e destrói 2 mil tendas no Haiti e deixa milhares de desabrigados na Guatemala, dois países já abalados por desastres naturais

Porto Príncipe (Agência Fides) – As fortes e imprevistas chuvas torrenciais do último fim de semana destruíram milhares de tendas em diversos acampamentos que abrigam vítimas do terremoto de 12 de janeiro, no Haiti. As autoridades locais confirmaram que cinco pessoas morreram por causa do mau-tempo e se contam cerca de cinquenta feridos graves na área da capital e nas periferias. “Lembramos que mais de um milhão de desabrigados do terremoto ainda vivem em acampamentos improvisados, que ao invés de se reduzirem, aumentam” – disse à Agência Fides o Núncio apostólico, Dom Auza, há poucos dias (veja Fides 21/09/2010).
A Coordenadora técnica da Proteção Civil, Nadia Lochard, disse em uma coletiva de imprensa que além dos mortos e feridos, 2 mil tendas estão destruídas. As chuvas causaram inúmeros danos não apenas em Porto Príncipe, mas em outras regiões vizinhas, como Thomazeau, Ghantier, Fond Verettes, Gressier e nas áreas de Petit Goave e Iles Cayimites, no sul. Infelizmente, estes são ainda números provisórios e o balanço pode se agravar na conclusão na avaliação realizada pela Defesa Civil e da Cruz Vermelha. As conseqüências da tempestade agravaram-se pela fragilidade dos acampamentos construídos depois do terremoto e pelos fortes ventos, de velocidade de até 95 Km/h, que abateram árvores e derrubaram postes de luz. O Centro Meteorológico Nacional (CNM) informou que um forte temporal, imprevisto, durou cerca de 30 minutos, proveio da vizinha República Dominicana e deixou diversos danos. Infelizmente, estão previstos novos temporais para hoje, 28 de setembro. Outros países da América Central também sofreram a onda de mau-tempo. A Caritas Guatemala enviou um relatório detalhado à Agência Fides sobre a situação de hoje, depois do fim de semana em que se abateram as chuvas: 5.433 pessoas ficaram desabrigadas; 933 sem casa; 176 vivem em acampamentos emergenciais; 13 regiões foram atingidas; Petén, Izabal e Alta Verapaz registram os maiores prejuízos. Em Petén há 3.327 desabrigados, em Izabal 2.106 e em Alta Verapaz, uma centena de pessoas foram evacuadas de 46 casas por causa do alagamento de um rio que atravessa o bairro de Belen. Na área da diocese de Zacapa, o relatório assinala que: 132 habitações estão interditadas; 561 habitações possuem danos menores; 760 famílias (3.800 pessoas) estão desabrigadas; 5 morreram. O serviço elétrico está completamente destruído, assim como o fornecimento de água potável. Faltam gêneros alimentares, água potável, roupas e sapatos. Os dados sobre os prejuízos na diocese foram enviados pelo diretor operativo da diocese de Zacapa. Nos primeiros dias de setembro, as chuvas já haviam atingido duramente as regiões de Escuintla, Suchitepéquez e Retalhuleu, na Guatemala (veja Fides 7/09/2010; 18/9/2010).(CE) (Agência Fides, 28/09/2010)

“Teresa não pactua com a mediocridade e decide-se a entrar nesta aventura com uma ‘determinada determinação’, pondo a sua confiança em Deus que passa a ser o protagonista da sua vida. Em 1572 começa a etapa de plena comunhão, do matrimónio espiritual com Deus.” – Testemunho – “Para vós nasci” – Carmen Valls – 24.09.2010

TESTEMUNHO

Fonte:  “Para vós nasci”  – Teresa de Jesus – Preparando o V Centenário (1515-2015)

24-09-2010

Carmen Aparicio Valls – Universidade Gregoriana, Roma – Directora do Departamento de Teologia Fundamental

Não é outra coisa a oração mental, no meu parecer, senão tratar de amizade, estando muitas vezes a sós com quem sabemos que nos ama”(S.Teresa de Jesus)

Quando penso no Livro da Vida de Santa Teresa automaticamente me vem à memória esta frase. Creio que expressa de uma forma preciosa o que ela transmite neste livro. Quem se abeira desta obra pensando encontrar uma autobiografia, certamente se sentirá defraudado, a não ser que à medida que entra nesta história, se sinta, como Edite Stein, tão atraído que não a possa deixar. Sim, tem dados da sua vida, da sua família, da sua biografia, mas não é este o conteúdo do livro.
Se tenho que definir esta obra, diria que é precisamente a história de amizade de uma mulher que se deixou agarrar pelo amor de Deus; de uma pessoa eminentemente humana porque toda de Deus.

Que Teresa descobri através da narração do Livro da Vida? Descobri uma mulher que não se deixa amedrontar pelas dificuldades, uma mulher sensível, apaixonada, com uma forte afectividade e uma grande capacidade de amar, uma mulher contemplativa. Faz-me pensar em Paulo, o apóstolo que se deixou agarrar por Cristo e que, o mesmo ímpeto que pôs para perseguir os cristãos o porá para anunciar Aquele que deu a sua vida por nós. Teresa, como Paulo, emprega todos os dons que recebeu para viver uma nova aventura, para viver profundamente a relação com Jesus, com o seu Jesus, o Amigo. Todo o livro é uma aventura, a aventura da graça que actua na pessoa, a aventura da experiência de Deus, a aventura do amor vivido no Amor.
Teresa também nos faz aproximar da debilidade. É uma mulher que fisicamente sofreu, esteve doente várias vezes, inclusive levaram-na a perder a esperança, uma mulher que experimentou a fragilidade do corpo, mas que experimentou sobretudo a debilidade da alma. O caminho da amizade com Jesus não é fácil e Teresa também nos fala das quedas, do perigo do auto-engano, das más companhias, do perigo de deixar a oração. Há duas datas que não se podem esquecer: 1554 e 1572. Na vida de Teresa há vários momentos de conversão, de voltar a começar. 1554 é o momento da conversão; é o momento em que podemos dizer que a graça irrompe na sua vida.

Teresa não pactua com a mediocridade e decide-se a entrar nesta aventura com uma “determinada determinação”, pondo a sua confiança em Deus que passa a ser o protagonista da sua vida. Em 1572 começa a etapa de plena comunhão, do matrimónio espiritual com Deus.
Nesta comunicação da sua aventura espiritual Teresa ensinou-me muitas coisas. Uma delas é a importância das boas amizades e boas leituras: quantas vezes Teresa faz referência a isto! Quanta riqueza nessas conversas que levam a Deus!
Outra coisa que me chama a atenção é a capacidade de Teresa de dar nome aos seus sentimentos, de comunicar uma experiência interior. Juntamente com isto a capacidade de ler a passagem de Deus, o Deus providente que vai predispondo as coisas para que possamos reconhecê-l’O e conduzir-nos a Ele. E Teresa conta- nos a passagem de Deus pela sua vida, a sua história pessoal de salvação, a obra de Deus nela que a fez uma criatura nova.

Publicado em “Para vós nasci” – http://www.paravosnasci.com/ .

Diálogo Católico-Ortodoxo: ““Nesta semana se realiza, em Viena, a plenária da Comissão Mista Internacional para o Diálogo Teológico entre a Igreja Católica e a Igreja Ortodoxa em seu conjunto. O tema da fase atual de estudo é a função do Bispo de Roma na comunhão da Igreja Universal, com particular ênfase ao primeiro milênio da história cristã.” – Papa Bento XVI – Apelo na Audiência Geral, no Vaticano, ontem, dia 22 de setembro.

Fonte/imagem: Artigo- Metropolita ortodoxo deseja um encontro entre Bento XVI e Cirillo I Ecclesia News

Fonte: Artigo – Nova dimensão do diálogo cultural entre o Vaticano e a Igreja Ortodoxa MSIa (Movimento de Solidariedade Ibero-Americana)

____________________________________________________________________________________________________

Fonte: Agência Fides

22.09.2010

VATICANO – Apelo do Santo Padre pela consolidação da paz e da concórdia entre os batizados, para dar ao mundo “um testemunho do Evangelho sempre mais autêntico”

Cidade do Vaticano (Agência Fides) –No final da audiência geral, da quarta-feira, 22 de setembro, durante a qual repercorreu as etapas de sua recente viagem apostólica no Reino Unido, o Santo Padre Bento XVI fez um apelo pelo êxito dos trabalhos da plenária da Comissão Mista Internacional para o Diálogo Teológico entre a Igreja Católica e a Igreja Ortodoxa em seu conjunto. São estas as palavras do Papa: “Nesta semana se realiza, em Viena, a plenária da Comissão Mista Internacional para o Diálogo Teológico entre a Igreja Católica e a Igreja Ortodoxa em seu conjunto. O tema da fase atual de estudo é a função do Bispo de Roma na comunhão da Igreja Universal, com particular ênfase ao primeiro milênio da história cristã. A obediência à vontade do Senhor Jesus, e a consideração dos grandes desafios que hoje se apresentam ao cristianismo, nos obrigam a nos empenhar seriamente na causa do restabelecimento da plena comunhão entre as Igrejas. Peço a todos para que rezem intensamente pelos trabalhos da comissão e por um contínuo desenvolvimento e consolidação da paz e da concórdia entre os batizados, a fim de que possamos dar ao mundo um testemunho do Evangelho sempre mais autêntico”. (SL) (Agência Fides 22/09/2010)

“Hoje reconhecemos a santidade de um confessor, um filho desta nação que, embora não tenha sido chamado a derramar seu sangue pelo Senhor, porém, deu um testemunho eloquente durante uma longa vida dedicada ao ministério sacerdotal, especialmente à pregação, ensino e escritos” – Homilia da Missa de beatificação do Cardeal Newman pelo Papa Bento XVI, em Birmingham, na Inglaterra, neste domingo, dia 19 de setembro de 2010.

Fonte/imagem/textos: ACI Digital

Beato Cardeal Newman poderia ser declarado Doutor da Igreja, afirma porta voz Vaticano

Bento XVI se despediu do Reino Unido alentando testemunho católico ante os desafios atuais

__________________________________________________________________________________________________

VIAGEM AO REINO UNIDO

Fonte: Agência Fides

20.09.2010

VATICANOBento XVI beatifica o Cardeal Newman: “o específico serviço ao qual foi chamado causou a aplicação de seu sutil intelecto e de sua caneta prolífica para muitos dos urgentes problemas do dia”

Birmingham (Agência Fides) – “Hoje reconhecemos a santidade de um confessor, um filho desta nação que, embora não tenha sido chamado a derramar seu sangue pelo Senhor, porém, deu um testemunho eloqüente durante uma longa vida dedicada ao ministério sacerdotal, especialmente à pregação, ensino e escritos”: são as palavras pronunciadas pelo Papa Bento XVI durante a missa de beatificação do Servo de Deus, John Henry Newman (1801-1890), Cardeal e fundador do Oratório de São Felipe Neri na Inglaterra, que presidiu no domingo, 19 de setembro em Cofton Park, em Birmingham.

Repetindo o lema do Cardeal Newman, “Cor ad cor loquitur”, que foi também o logotipo de sua viagem apostólica, Bento XVI explicou que isto “nos permite penetrar em sua compreensão da vida cristã como um chamado à santidade, experimentada como “intenso desejo do coração humano de entrar em comunhão íntima com o Coração de Deus. Ele nos lembra que a fidelidade à oração nos transforma gradualmente na imagem de Deus. Newman nos ajuda a entender o que isso significa em nossa vida diária: nos diz que o nosso Divino Mestre foi atribuiu uma tarefa específica para cada um de nós, um serviço bem definido”, confiado unicamente a cada indivíduo”.

Assim, o Papa continuou: “O serviço específico para o qual o Beato John Henry Newman foi chamado, causou a aplicação de seu intelecto sutil e sua caneta prolífica para muitos dos mais urgentes problemas do dia”. “As suas intuições sobre a relação entre fé e razão, sobre o espaço vital da religião revelada na sociedade civilizada, e sobre a necessidade de uma abordagem à educação amplamente fundamentada e de longo alcance, não foram somente de profunda importância para a Inglaterra vitoriana, mas continuam hoje a inspirar e iluminar muitos em todo o mundo”. O Santo Padre prestou homenagem à sua visão de educação: “firmemente contrário a qualquer abordagem reducionista ou utilitarista, tentou criar um ambiente educativo em que a disciplina intelectual, moral e compromisso religioso caminhassem juntos”. Em particular, o Papa sublinhou a atualidade do famoso apelo do beato John Henry “por um laicato inteligente e bem instruído”, e concluiu: “rezo para que através de sua intercessão e exemplo, aqueles que se dedicam à tarefa da educação e catequese sejam inspirados a um esforço maior de sua visão, que claramente se coloca diante de nós”.

Bento XVI concluiu a homilia recordando a vida de um sacerdote e pastor de almas de Newman, que viveu “no devoto cuidado para com as pessoas de Birmingham durante os anos em que fundou o Oratório, visitando os doentes e pobres, confortando os necessitados, cuidando daqueles que estavam na prisão. Não é de se admirar que depois de sua morte milhares de pessoas se colocaram em filas nas ruas do lugar, enquanto seu corpo era levado para a sepultura pouco distante daqui. Cento e vinte anos mais tarde, grandes multidões se reuniram novamente aqui para se alegrar pelo solene reconhecimento da Igreja pela santidade excepcional deste amado pai das almas”. (SL) (Agência Fides 20/09/2010)

………………………………………………………………………………………………………………………………………………………

Fonte: Agência Fides

18.09.2010

VATICANO Bento XVI no Reino Unido: “a colaboração e o diálogo entre religiões requer o respeito recíproco, a liberdade de praticar a própria religião e cumprir atos de culto público, como também a liberdade de seguir a própria consciência”

Londres (Agência Fides) – “Desde o Concílio Vaticano II a Igreja Católica colocou ênfase especial sobre a importância do diálogo e da colaboração com os seguidores de outras religiões. E para que seja fértil, ocorre a reciprocidade por parte de todas as componentes em diálogo e dos seguidores de outras religiões”. Foi o que disse o Papa Bento XVI em seu discurso durante o encontro com líderes os de outras religiões, que se realizou na sexta-feira 17 setembro, no final da manhã, no St Mary’s University College de Twickenham, em Londres. O Papa salientou: “Penso em particular em determinadas situações em algumas partes do mundo, onde a colaboração e diálogo entre as religiões exigem respeito mútuo, a liberdade de praticar sua religião e cumprir atos de culto público, bem como a liberdade de seguir sua consciência, sem sofrer o ostracismo ou a perseguição, até mesmo após a conversão de uma religião para outra”.

O Papa em seguida ilustrou formas concretas através das quais realizar este diálogo em diferentes níveis: o diálogo da vida, que “significa simplesmente viver lado a lado e aprender uns com os outros e o diálogo de ação”, que nos faz aproximar das formas concretas de colaboração”. Depois, há as conversações formais, que não dizem respeito somente ao intercâmbio teológico, “mas também o colocar à consideração mútua suas riquezas espirituais, o falar sobre sua experiência de oração e contemplação, expressar a alegria do nosso encontro com o amor divino”. O Santo Padre elogiou as diversas iniciativas, destacando que “o esforço para ir ao encontro com amizade aos seguidores de outras religiões, está se tornando uma parte familiar da missão da Igreja local, uma característica do panorama religioso neste país”.
No final de seu discurso o Santo Padre garantiu que “a Igreja Católica persegue o caminho do compromisso e do diálogo” e que “os católicos, tanto na Grã-Bretanha seja em todo o mundo, continuarão a edificar pontos de amizade com outras religiões, para corrigir os erros do passado e para promover a confiança entre os indivíduos e comunidades”.

Na parte da tarde, o Santo padre fez uma visita de cortesia ao Arcebispo de Cantuária, Rowan Williams. Relembrando o histórico encontro realizado na Catedral de Cantuária entre o Papa João Paulo II e arcebispo Robert Runcie, Bento XVI disse: “neste mesmo lugar onde Santo Tomás de Cantuária testemunhou Cristo, derramando seu sangue, eles oraram juntos pelo dom da unidade entre os seguidores de Cristo. Ainda hoje continuamos a orar por esse dom, sabendo que a unidade querida por Cristo para os seus discípulos virá somente em resposta à oração”. Deixando de mencionar as dificuldades “que o movimento ecumênico encontrou e encontrando”, o Papa deu graças “pela profunda amizade que cresceu entre nós e os progressos notáveis em muitas áreas de diálogo”.

O fato de que a cultura se desenvolva “de modo sempre mais distante de suas raízes cristãs” e a sociedade assuma uma dimensão multicultural, aumentando a oportunidade de conhecer outras religiões, abre aos cristãos a possibilidade de “explorar, juntamente com os membros de outras tradições religiosas, maneiras de testemunhar a dimensão transcendente da pessoa humana e do chamado universal à santidade. A cooperação ecumênica nesta área continua a ser essencial, e irá certamente dar frutos na promoção da paz e harmonia num mundo que tantas vezes parece em risco fragmentação. Ao mesmo tempo, nós cristãos não devemos hesitar em proclamar a nossa fé na unicidade da salvação obtida por Cristo para nós, e explorar juntos uma compreensão maior profunda compreensão dos meios que Ele colocou à nossa disposição para alcançar a salvação”. Enfim, o Santo Padre citou o testemunho de John Henry Newman: “por um lado ele foi movido em seguir a própria consciência, mesmo com um pesado custo pessoal; por outro lado, o calor da amizade contínua com seus precedentes colegas, o levou a explorar com eles, com verdadeiro espírito irênico, as questões sobre as quais tinha divergência, movido por uma busca profunda da unidade na fé”. (SL) (Agência Fides 18/09/2010)

“Por isso, nós que somos os discípulos de Jesus, os cristãos, temos uma grande missão, sermos sal num mundo corrompido pela podridão do pecado, das injustiças, do egoísmo, da ambição, riqueza, poder…” – Pregação – Mês da Bíblia – Padre Ademir V. Borges – Setembro – 2010

Fonte/imagem: Arquidiocese de Brasília – Artigo “Mês da Bíblia”

__________________________________________________________________________________________________

Eu e meu esposo assistimos o filme “A Estrada”. Este filme propõe uma visão de absoluta derrocada da vida na terra, por intermédio de uma explosão nuclear, onde o que é vivo foi dizimado, enquanto que materiais inorgânicos não são destruídos. O cenário é apocalíptico, e dá a ideia de que uma nuvem nuclear atingiu o mundo inteiro com maior ou menor intensidade, tal como um tornado. No entanto, alguns seres humanos restaram, talvez pela razão de estarem mais distantes do epicentro da explosão. Aliás, o roteiro permite que imaginemos que podem ter ocorrido várias explosões. A comida é rara; não há animais, e entre os que estão vivos, alguns, agrupados em gangues ou armados individualmente, se tornaram canibais… Provavelmente a bomba atômica é a de nêutrons, que já foi testada. Esta, criada há cinco ou seis décadas, tem a característica particularmente hedionda de manter intactos os bens materiais do inimigo, enquanto dizima tudo que respira…

Não foi fácil acompanhar o desenvolvimento da história, que está centrada na luta solitária e desesperada de um pai e um filho para sobreviver em meio à hecatombe nuclear, sem, no entanto, conceber o recurso a matarem seres humanos e deles se alimentarem. Há uma afirmação central no filme: naquela situação os seres humanos estão divididos, sem meio-termo, entre bons e maus, e o que os diferencia, tal como o pai do menino afirma é que os bons possuem um “fogo interior”. Achei que esta definição, diferenciação foi lapidar, apropriada em hora tão cruel, mas fruto de escolhas humanas que chegaram a um ponto que foi possível tal término da vida  sobre a face da terra. Na verdade, entre os que estão vivos, que perambulam pelas estradas, e sobrevivem como é possível, afora carne humana, do que é comestível, há a perspectiva do aniquilamento porque estão contaminados em algum grau com a radiação. O pai do menino morre de um doença que lhe afetou os pulmões, que em dias normais poderia ser tuberculose.

O que nos resta pensar é que se as agressões ao meio-ambiente continuam, e a propostas do governantes mundiais não são unânimes quanto ao Protocolo de Kioto, por exemplo, renegado pelos Estados Unidos, e a fabricação de armas de extermínio em massa continuam a ser admitidas, temos um quadro propício para uma reação em cadeia em meio a conflitos entre nações. O Paquistão, país preponderantemente islâmico, mas que não protege a população de opção religiosa não muçulmana, preocupa, tal como a Índia que também possui em seu arsenal, armamento atômico. É preocupante também para o mundo ocidental que, aliás,  iniciou a fabricação de bombas atômicas, mas que tem atualmente a proposta de recuo na estratégia de possíveis guerras, os avanços e recuos do Irã no sentido de utilização não-pacífica de urânio e outros componentes para fabricação de uma bomba atômica.

A propósito deste assunto, desta realidade assustadora, ou seja, do que fazemos enquanto avança este quadro de conflitos, ou invasões em busca de petróleo entre as nações, trago a pregação do Padre Ademir V. Borges, de Santa Catarina. Ela ilumina nossa conduta em meio a todas essas possibilidade, com base nos ensinamentos de Jesus Cristo.

________________________________________________________________________________________________

SAL DA TERRA E LUZ DO MUNDO

Estamos no mês de setembro, dedicado à Palavra de Deus , Palavra que alimenta nossa alma e orienta nossa vida, nos aproximando dos valores do Reino de Deus. Como nos lembra o Salmista “Tua Palavra é lâmpada para oa meus pés, e Luz para o meu caminho” (Sl 119, 105).

O evangelista Mateus, no Capítulo cinco , depois de Jesus proclamar as bem-aventuranças, o caminho da felicidade, mostra que Nosso Senhor Jesus olha cada um de seus discípulos que estão à sua volta e diz: “Vos sóis o sal da terra. Vós sois a luz do mundo” (Mt 5,13-14). estas palavras são muito importantes porque nos ensinam que elas não foram entregues para a nossa vida, mas para a de todo mundo. Por isso, nós que somos os discípulos de Jesus, os cristãos, temos uma grande missão, sermos sal num mundo corrompido pela podridão do pecado, das injustiças, do egoísmo, da ambição, riqueza, poder… Assim como Jesus, temos de dar sabor à nossa vida e à vida de tantos irmãos e irmãs que estão perdendo suas vidas. como podemos ser sal? Tendo as mesmas atitudes de Jesus para com as pessoas: atitudes de amor, misericórdia, bondade, justiça, esperança… Porque, “se o sal se tornar insosso, com que salgaremos? Para nada mais serve , senão para para ser lançado fora e pisado pelos homens”. Isso exige de nós perseverança, luta constante, fé diante das tentações, e perseguições do mundo, para não perdermos o sabor, a alegria, a coragem de testemunhar a Palavra e a Salvação que vem do Senhor, senão também nos perderemos e não serviremos para nada!

“Vós sois a luz do mundo”. O mundo não é uma nação só de vinte cidades, mas de milhares e milhares, e também de povos e nações. Por isso nossa luz que é Jesus vivo e ressuscitado tem que estar sempre acesa e no alto para que todos possam ver e ser atraídos por ela. “Não se acende uma lâmpada para colocá-la debaixo da mesa, mas na luminária”. Nesse sentido, ser luz no mundo e ser sinal vivo da presença do amor de Jesus diante das trevas e escuridão criadas pelas pessoas que escolheram o caminho do mal. Que nossa luz brilhe forte e alto no esforço de cada dia para não desistirmos do amor, de ter esperança, de lutar, e acreditando na força do bem, que outro modelo de mundo é possível, sem guerra, violência, ganância e injustiças. “Brilhe vossa luz diante dos homens, para que vendo vossas boas obras, eles glorifiquem vosso Pai que está nos céus.

alimentados pela Palavra de Deus e a Eucaristia procuremos ser no mundo e na vida das pessoas como o sal que dá sabor e conserva os alimentos e como a luz que ilumina a escuridão e aquece os corações frios e sedentos do amor de Jesus!

Com minha bênção e oração.

Pe. Ademir V. Borges

****

“A Evangelização da cultura é de especial importância em nosso tempo, quando a ‘ditadura do relativismo’ ameaça obscurecer a verdade imutável sobre a natureza do homem, sobre seu destino e seu bem último.” – Trecho da Homilia do Papa Bento XVI, celebrada em Glasgow, na Escócia, no dia 16 de setembro, em viagem apostólica ao Reino Unido.

Papa Bento XVI e Rainha Elisabeth II em solenidade

A viagem apostólica do Papa Bento XVI transcorrerá no período de 16 a 19 de setembro, no Reino Unido. Incluída no roteiro está a capital Glasgow, na Escócia, onde celebrou uma Missa, ontem, dia 16 de setembro.

A Homilia completa, em espanhol, da Missa, pode ser acessada no link  mais abaixo, a partir do site do Vaticano, ou na fonte citada aqui,  em espanhol (não há tradução disponível para o português no site do Vaticano), no seguinte endereço: http://missatridentinaemportugal.blogspot.com/2010/09/homilia-del-santo-padre-benedicto-xvi.html .

__________________________________________________________________________________________________

Missa cebebrada pelo Papa Bento XVI no "Bellahouston Park"

Fonte: Missa Gregoriana em Portugal

Viagem Apostólica do Santo Padre à Grã-Bretanha (III) – Homilia em Glasgow

Trechos da Homilia do Papa no Bellahouston Park em Glasgow, Escócia (16.09.2010)

A Evangelização da cultura é de especial importância em nosso tempo, quando a “ditadura do relativismo” ameaça obscurecer a verdade imutável sobre a natureza do homem, sobre seu destino e seu bem último. Hoje em dia, alguns buscam excluir da esfera pública as crenças religiosas, relegá-las ao âmbito privado, objectando que são uma ameaça para a igualdade e a liberdade. No entanto, a religião é na realidade garantia de autêntica liberdade e respeito, que nos move a ver cada pessoa como um irmão ou irmã. Por este motivo, convido-vos particularmente a vós, fiéis leigos, em virtude da vossa vocação e missão batpismal, a serdes não somente exemplo de fé em público, como também a promoverdes no foro público os argumentos da sabedoria e da visão de mundo que decorrem da fé. A sociedade atual necessita de vozes claras que defendam nosso direito a viver, não numa selva de liberdades autodestrutivas e arbitrárias, mas numa sociedade que trabalhe pelo verdadeiro bem-estar de seus cidadãos e lhes ofereça orientação e proteção em sua debilidade e fragilidade. Não tenhais medo de oferecer este serviço a vossos irmãos e irmãs, e ao futuro de vossa amada nação.

São Ninian, cuja festa celebramos hoje, não teve medo de elevar sua voz sozinho. Seguindo as ondas dos discípulos que Nosso Senhor enviou antes dele, Ninian foi um dos primeiros missionários católicos a trazer a boa-nova de Jesus Cristo a seus irmãos britânicos.

Gostaria de me dirigir agora especialmente aos Bispos da Escócia. Como sabeis, um de vossos primeiros deveres pastorais está relacionado a vossos sacerdotes e a sua santificação.

Finalmente, desejo dirigir-me a vós, meus queridos jovens católicos da Escócia. Eu vso exorto a levar uma vida digna de Nosso Senhor e de vós mesmos. Há muitas tentações que deveis enfrentar cada dia – droga, dinheiro, sexo, pornografia, álcool – e que o mundo vos diz que trarão felicidade, quando, na verdade, estas coisas são destrutivas e criam divisão. Só uma coisa permanece: o amor pessoal de Jesus por cada um de vós. Buscai-O, conhecei-O e amai-O, e Ele vos libertará da escravidão da existência deslumbrante, mas superficial, que a sociedade atual frequentemente propõe. Deixai de lado tudo o que é indigno e descobri vossa própria dignidade de filhos de Deus.

Para o texto completo da Homilia, aqui.

Fonte: Oblatvs

Postado por Mons.Lebrum às 22:40.

Publicado em Missa Tridentina em Portugal.

POEMAS DE SANTA TERESA DE JESÚS (em Espanhol )- Justo S. Alarcón (edição eletrônica)

Link: POEMAS DE SANTA TERESA  DE JESÚS (em Espanhol)  – Justo S. Alarcón

VUESTRA SOY, PARA VOS NACÍ

Vuestra soy, para Vos nací,
¿qué mandáis hacer de mí?

Soberana Majestad,
eterna sabiduría,
bondad buena al alma mía;
Dios alteza, un ser, bondad,
la gran vileza mirad
que hoy os canta amor así:
¿qué mandáis hacer de mí?

Vuestra soy, pues me criastes,
vuestra, pues me redimistes,
vuestra, pues que me sufristes,
vuestra pues que me llamastes,
vuestra porque me esperastes,
vuestra, pues no me perdí:
¿qué mandáis hacer de mí?

¿Qué mandáis, pues, buen Señor,
que haga tan vil criado?
¿Cuál oficio le habéis dado
a este esclavo pecador?
Veisme aquí, mi dulce Amor,
amor dulce, veisme aquí:
¿qué mandáis hacer de mí?

Veis aquí mi corazón,
yo le pongo en vuestra palma,
mi cuerpo, mi vida y alma,
mis entrañas y afición;
dulce Esposo y redención,
pues por vuestra me ofrecí:
¿qué mandáis hacer de mí?

Dadme muerte, dadme vida:
dad salud o enfermedad,
honra o deshonra me dad,
dadme guerra o paz crecida,
flaqueza o fuerza cumplida,
que a todo digo que sí:
¿qué mandáis hacer de mí?

Dadme riqueza o pobreza,
dad consuelo o desconsuelo,
dadme alegría o tristeza,
dadme infierno o dadme cielo,
vida dulce, sol sin velo,
pues del todo me rendí:
¿qué mandáis hacer de mí?

Si queréis, dadme oración,
si no, dadme sequedad,
si abundancia y devoción,
y si no esterilidad.
Soberana Majestad,
sólo hallo paz aquí:
¿qué mandáis hacer de mi?

Dadme, pues, sabiduría,
o por amor, ignorancia;
dadme años de abundancia,
o de hambre y carestía;
dad tiniebla o claro día,
revolvedme aquí o allí:
¿qué mandáis hacer de mí?

Si queréis que esté holgando,
quiero por amor holgar.
Si me mandáis trabajar,
morir quiero trabajando.
Decid, ¿dónde, cómo y cuándo?
Decid, dulce Amor, decid:
¿qué mandáis hacer de mí?

Dadme Calvario o Tabor,
desierto o tierra abundosa;
sea Job en el dolor,
o Juan que al pecho reposa;
sea viña fructuosa
o estéril, si cumple así:
¿qué mandáis hacer de mí?

Sea José puesto en cadenas,
o de Egipto adelantado,
o David sufriendo penas,
o ya David encumbrado;
sea Jonás anegado,
o libertado de allí:
¿qué mandáis hacer de mí?

Esté callando o hablando,
haga fruto o no le haga,
muéstreme la ley mi llaga,
goce de Evangelio blando;
esté penando o gozando,
sólo vos en mí vivid:
¿qué mandáis hacer de mí?

Vuestra soy, para vos nací,
¿qué mandáis hacer de mí?

(Santa Teresa de Jesús – Poemas – “Vuestra soy, para vos nací)

POEMAS

(Para acessar cada poema, clique no link acima, que remeterá à página original)

VIVO SIN VIVIR EN MÍ VUESTRA SOY, PARA VOS NACÍ
SOBRE AQUELLAS PALABRAS “DILECTUS MEUS MIHI” COLOQUIO AMOROSO
¡OH HERMOSURA QUE EXCEDÉIS! AYES DEL DESTIERRO
ALMA, BUSCARTE HAS EN MÍ PASTORES QUE VELÁIS
AL NACIMIENTO DE JESÚS PARA NAVIDAD
A LA CIRCUNCISIÓN EN LA FESTIVIDAD DE LOS SANTOS REYES
CRUZ, DESCANSO SABROSO… A UNA PROFESA
EN LA CRUZ ESTÁ LA VIDA A SAN ANDRÉS
A SANTA CATALINA MÁRTIR A LA PROFESIÓN DE ISABEL DE LOS ÁNGELES

SU BIOGRAFIA (clique aqui para acessar a biografia de Santa Teresa de Jesus em Espanhol).

“Os Carmelitas recebem o nome devido ao Monte Carmelo, Monte da Palestina, junto do Mediterrâneo e da Baía de Haifa, pois foi aí que viveram os primeiros monges, junto da fonte de Elias.” – Origem e História (Irmãs Mensageiras do Espírito Santo)

São Simão Stock - Fundador das ordens carmelitas na Europa

Fonte/imagem: “Santos” – Paróquia São Sebastião – Matão-SP

………………………………………………………………………………………………………………………………………………………

SANTO ELIAS

0 profeta Elias aparece na Sagrada Escritura como o homem que caminha sempre na presença de Deus e combate, inflamado de zelo, pelo culto do único e verdadeiro Deus. Reivindica os direitos divinos no desafio feito aos profetas do Monte Carmelo, goza no Horeb da íntima experiência de Deus vivo.

Segundo a tradição, os primeiros eremitas, que no século XIII iniciaram a vida monástica no Monte Carmelo em honra da Virgem Maria, voltaram-se para Elias, tomando-o como exemplo da própria vida, juntamente com a Mãe de Deus.

Na Igreja e no Carmelo que tenta redescobrir o seu carisma profético, Elias assume uma grande importância. Todos os carmelitas o contemplam como modelo do seu amor a Deus que ele busca na montanha de Horeb. Elias é aquele que, encontrando Deus, não o guarda para si, mas desce para comunicá-lo aos homens.

***

Fonte: Comunidade Carmelitana – http://www.freiscarmelitas.com.br/santos/santo_elias.htm

__________________________________________________________________________________________________

Fonte: Irmãs e Irmãos Carmelitas Mensageiros do Espírito Santo

CARMELO – História

“Cada Ordem toma o seu nome de um lugar ou de um Santo” escreve João Baconthorp, Carmelita Inglês do séc. XIV. No caso dos Carmelitas, recebem o nome devido ao Monte Carmelo, Monte da Palestina, junto do Mediterrâneo e da Baía de Haifa, pois foi aí que viveram os primeiros monges, junto da fonte de Elias.

I – Origem
Quanto à data do início da Ordem Carmelita, não há muita certeza e é um ponto de discussão que se tornou clássico na história da Igreja, pois é difícil de precisar. É como que um labirinto histórico onde os historiadores se dividem. Por um lado, aparecem lendas piedosas sem qualquer valor histórico; por outro, há uma grande quantidade de documentos, fruto da pesquisa dos historiadores do séc. XX, que provocaram um renascimento da história da Ordem. Há, no entanto, dois fenômenos marcantes no séc. XI e XII que interessam para a história da Ordem:

  • ressurgimento da vida eremítica;
  • as peregrinações maciças à Terra Santa, conhecidas como Cruzadas.

Apesar de tudo, pensamos que podemos ficar com algumas datas certas para a origem da Ordem Carmelita: entre 1153 e 1159, Bertoldo, por inspiração do profeta Elias, dirige-se para o Monte Carmelo. Aí, com o auxílio do seu primo, o Patriarca D. Aimerico de Antioquia, constrói uma pequena capela perto da gruta de Elias e cerca as ruínas que existiam por lá. Aos poucos, cresce o número de eremitas que se espalham por todo o Monte, vivendo separados uns dos outros em pequenas cavernas, procurando assim imitar Elias.Provavelmente em 1209, Alberto, Patriarca de Jerusalém, dá-lhes uma forma de viver concreta, escrita (Regra), e reune-os perto da fonte de Elias, sob a obediência dum certo B. (segundo se pensa seria Brocardo), que é assim, de fato, o primeiro superior da Ordem.

II – Fundador
A grande glória dos Carmelitas é a grande anonimidade. Não têm fachada, por assim dizer; apenas procuram imitar Elias no “Vivere Deo”, no recolhimento e no silêncio. Nunca nenhum dos eremitas da época da formação teve a pretensão de ser o fundador. Mais tarde, quando todas as Ordens se gabavam do seu Fundador, quiseram os Carmelitas pôr Elias como o seu. Daí que tenha surgido uma corrente de lendas da Sucessão Eliana, que colocaram “os Filhos dos Profetas” como os primeiros habitantes do Carmelo. Mas é claro que esta sucessão ininterrupta não aconteceu. Elias é apenas o modelo e Pai Espiritual.

III – História
Com a Regra dada por Alberto de Jerusalém, os Carmelitas receberam a sua existência canônica. Podemos considerar, por isso, esta Regra como a codificação da vida que os Carmelitas já levavam no Monte Carmelo. Podemos chegar a esta conclusão baseando-nos nas palavras da Introdução da Regra: “…visto que nos pedis uma Norma de Vida que corresponda à vossa aspiração…”No entanto, não foi fácil. Quando, em 1215, o Concílio de Latrão proibia o estabelecimento de novas Ordens Religiosas, vários Prelados da Terra Santa começaram a contestar o direito de existência aos Carmelitas, visto eles não terem ainda aprovação pontifícia. Daí que os Carmelitas tivessem de recorrer a Roma. Depois de várias insistências, chega, finalmente, a aprovação dada pelo Papa Honório IV, em 30 de Janeiro de 1216, com a Bula Ut vivendi norman: “Mandamos, a vós e aos vossos sucessores, que observeis em remissão dos vossos pecados, na medida do possível, a Regra que vos foi dada pelo Patriarca de Jerusalém, de santa memória, pois que humildemente afirmais tê-la recebido antes do Concílio Geral”. A primeira emigração para Europa fez-se entre 1226 e 1229. As primeiras fundações na Europa mostram-nos claramente a intenção dos eremitas refugiados continuarem a vida solitária e contemplativa. São prova disso os conventos de Aygalades, perto de Marselha, Aylesford e Cambridge, que eram verdadeiros eremitérios construídos segundo a Regra de Santo Alberto. Esta primeira vinda para a Europa foi quase uma aventura, mas torna-se obrigatória, em 1237, devido às perseguições dos Islamitas. Todos os eremitas europeus recebem ordem de regressar aos seus países de origem. Este êxodo foi providencial, pois, em 1291, os Religiosos que continuaram no Monte Carmelo foram todos massacrados. A Ordem Carmelita salvou-se porque já tinha criado raízes na Europa.

Não foi nada fácil a adaptação à Europa, pois, aí, a vida tinha outras exigências que não tinha a vida eremítica. Em 1229, o Papa Gregório IX obriga-os a uma pobreza mais estrita, equiparando-os às Ordens Mendicantes: tinham que procurar o seu sustento numa vida mais ativa. Todavia, eram proibidos por muitos Bispos de viverem nas cidades, em sítios ermos, conforme mandava a Regra. Foi nestas circunstâncias difíceis que se celebrou o primeiro Capítulo Geral, em Aylesford, em 1245, sendo eleito Prior Geral Simão Stock, a quem Nossa senhora entregou o Escapulário do Carmo. Este, vendo as dificuldades, pediu ao Papa a adaptação da Regra às novas situações. Esta adaptação foi-lhe concedida pelo Papa Inocêncio IV, em 1 de Outubro de 1247, mediante a Bula Quae honorem conditoris. Mediante a adaptação da Regra à nova situação, iniciou-se uma nova vida e uma nova era na Ordem Carmelita. A exemplo das outras Ordens Mendicantes, Simão Stock fundou conventos nas cidades universitárias: Cambridge, 1249; Oxford, 1253; Paris, 1259; Bolonha, 1260. Como já dissemos, esta adaptação à nova vida na Europa não foi nada fácil. Por um lado, as pessoas não os acolhem bem, pensando que são mais uns tantos que vêm viver à custa das suas esmolas; por outro, são os próprios eremitas que têm dificuldade em se adaptar à nova situação. O Geral de então, Nicolau, o Francês, sucessor de Simão Stock, tentou mesmo destruir a obra do seu antecessor. Mas, ao sentir oposição, demitiu-se e resolveu retirar-se para a solidão, onde escreveu a célebre Sagitta Ignea, em 1272. Aí descreve as suas desilusões e convida todos a regressarem novamente à vida contemplativa na solidão dos eremitérios. Como em outras Ordens, também na Carmelita houve Reformas. Há duas mais importantes: no séc. XV, após o Cisma do Ocidente; no séc. XVI, após o Concílio de Trento. Desta segunda Reforma surgiram os hoje chamados “Carmelitas Descalços”.

Itens relacionados:

…………………………………………………………………………

Publicado em Carmelitas Mensageiras do Espírito Santo.

Mensagem do Papa: “Diante dos homens e mulheres da Ásia se abrem amplos horizontes de missão em seus esforços de testemunhar a verdade do Evangelho.” (in Agência Fides – 02.09.2010)

Fonte/imagem: Jornal Missão Jovem – Pime

Texto:  História da Igreja – As Missões no Extremo Oriente

__________________________________________________________________________________________________

Fonte: Agência FIDES

02.09.2010

VATICANOMensagem do Papa: “Diante dos homens e mulheres da Ásia se abrem amplos horizontes de missão em seus esforços de testemunhar a verdade do Evangelho”

Cidade do Vaticano – (Agência Fides) – “O número sempre mais elevado de leigos engajados, preparados e entusiasmados é um sinal de imensa esperança para o futuro da Igreja na Ásia” – afirma o Santo Padre Bento XVI em sua Mensagem enviada ao Congresso dos leigos católicos da Ásia, em andamento, em Seul, na Coréia do Sul, de 31 de agosto a 5 de setembro, promovido pelo Pontifício Conselho para os Leigos sobre o tema “Proclamar Jesus Cristo na Ásia hoje”.

O Papa recorda que a Ásia, onde habitam dois terços da população mundial, “está passando por processos de crescimento econômico e de transformação social sem precedentes, neste contexto, os católicos são chamados a serem sinal e promessa da unidade e da comunhão, comunhão com Deus e com os homens, da qual toda a família humana deve desfrutar”. A eles é confiada a grande missão “de testemunhar Jesus Cristo, o Salvador universal da humanidade. Este é o serviço supremo, o maior dom que a Igreja pode oferecer ao povo asiático”.
Para realizar esta missão, os leigos “devem se tornar mais conscientes da graça batismal e de sua dignidade como filhos e filhas de Deus”, prossegue a mensagem enviada ao Presidente do Pontifício Conselho para os Leigos, Cardeal Stanislaw Rylko, observando que “em união de mente e coração com os seus pastores, e acompanhados a cada passo de sua viagem de fé por uma adequada formação espiritual e catequética, devem ser incentivados a colaborar de forma ativa, não só na construção de suas comunidades cristãs locais, mas também na criação de novas maneiras de anunciar o Evangelho em todos os setores da sociedade. Diante dos homens e mulheres da Ásia se abrem agora amplos horizontes de missão em seus esforços de testemunhar a verdade do Evangelho”. Neste ponto, o Papa cita o exemplo oferecido pelo amor conjugal e da vida familiar segundo os princípios cristãos, a defesa da vida, a preocupação com os pobres e oprimidos, a disponibilidade de perdoar os inimigos e perseguidores, o exemplo de justiça, verdade e solidariedade no local de trabalho e na vida pública. Bento XVI agradeceu “o trabalho excepcional de muitos catequistas que transmitem as riquezas da fé católica tanto aos jovens e quanto aos idosos”, lembra a contribuição para a formação do laicato por parte de movimentos apostólicos e carismáticos, as atividades das associações e movimentos eclesiais dedicados à promoção da dignidade humana e da justiça. “Com muitas comunidades e indivíduos envolvidos na oração e nas obras caritativas, e contribuindo nos conselhos pastorais e paróquias – afirma o Papa – estes grupos desempenham um importante papel nas Igrejas particulares da Ásia a ser edificada no amor e na fé, reforçada na comunhão com a Igreja Universal e renovada no zelo pela difusão do Evangelho”.

No final da mensagem, Bento XVI promete rezar a fim de que o Congresso “evidencie a função indispensável dos leigos na missão da Igreja e desenvolva iniciativas e programas específicos para ajudá-los em sua tarefa de anunciar Jesus Cristo na Ásia hoje”. (SL) (Agência Fides 2/09/2010)

_______________________

ASSUNTO RELACIONADO

Fonte: Agência FIDES

03.09.2010

ÁSIA/PAQUISTÃO – Águas desviadas: os protestos da sociedade civil

Islamabad (Agência Fides) – A sociedade civil, a política, os meios de comunicação no Paquistão estão levantando a voz contra o fenômeno das “águas desviadas” que causou sofrimento e deslocamento de milhões de pobres. Como a Fides denunciou nos últimos dias, durante as inundações, alguns proprietários de terra, para salvar suas terras,  construíram barragens e desviaram as águas para as áreas onde se localizavam os povoados e terras de pequenos agricultores e camponeses pobres, muitas vezes pertencentes às minorias religiosas cristãs e hindus.

Raza Haroon, Ministro da Tecnologia da Informação, na província de Sindh, fez um apelo em favor da formação de uma Comissão jurídica, para constatar as responsabilidades do desvio das águas, pedindo que seja incluído os juízes da Suprema Corte do Paquistão. Conforme relatado à Agência Fides, a Comissão para os Direitos Humanos do Paquistão e outras ONGs, de diversas proveniências, cristas e muçulmanas, pediram ao governo a investigação da Suprema Corte.

“Essas águas desviadas, em detrimento dos pobres, é um fenômeno que causou grande perplexidade e indignação na opinião pública. Os grandes proprietários pensaram em salvar suas terras, construção estruturas de canalização, sem se interessarem pelas conseqüências. Eles são pessoas ricas, influentes e também diretamente no Parlamento. Pensam que podem agir sem perturbações”, explica numa conversa com a Agência Fides, Mehdi Hasan, jornalista e acadêmico, Presidente da Comissão para os Direitos Humanos do Paquistão (HRCP), ONG que trabalha pelo defesa dos direitos humanos. “Nós pedimos ao governo um protesto oficial a este abuso contra esses abusos que interessam pelo menos 2 milhões de pessoas em Sindh e Punjab. Juntamente com a lentidão das ajudas é um dos motivos que aumentam nessas horas, a raiva das pessoas deslocadas”, denunciada pela Cruz Vermelha Internacional. “Pedimos ao governo e ao poder judicial para investigar e apurar os responsáveis. E se for verificado que estão envolvidos membros do Parlamento, de iniciar contra eles um procedimento de censura e ressarcimento de danos” – acrescenta.

A Comissão confirma as discriminações nas ajudas em detrimento das minorias religiosas: “Também por isso, expressamos nossa grande desilusão. O problema ocorre quando as ajudas passam por meio de associações caritativas de matriz islâmica fundamentalista”, explica. “A primeira é uma questão política: os senhores feudais do Paquistão gozam de fortes apoios e influências de alto nível. O segundo problema é de caráter social e cultural: É urgente rever o sistema educacional do Paquistão e a formação das jovens gerações sob a bandeira dos valores da laicidade, da democracia, respeito, liberdade religiosa”.

Ayud Sajid, católico, é diretor da ONG paquistanesa “Organização para o Desenvolvimento e a Paz” (ODP), não confessional, mas guiada pelo dominicano Pe. Raphael Mehnga. A ODP é empenhada no trabalho humanitário em 5 distritos do sul do Punjab, entre as mais afetadas pelas enchentes. “Na área de Muzaffargarh – disse à Fides – existiam também comunidades cristãs e hindus, afetadas pelas inundações desviadas. Aconteceu especialmente em Sindh, mas também em partes do Punjab. Especialmente os pequenos agricultores vão precisar de ajuda para recuperar pelo menos o grão a ser plantado para a safra do próximo Outono. Caso contrário será fome”. “O governo deve assumir a responsabilidade por essas pessoas: numa declaração conjunta, assinada por várias ONGs também solicitamos a intervenção do judiciário”. (PA) (Agência Fides 3/9/2010)

*Grifo meu.

“(…) É dever do Estado cuidar da família e ajudá-la a realizar bem sua missão.” – Artigo – Cardeal Dom Odilo P. Scherer – Arcebispo de São Paulo – (Blog dos Casais Carmelitas)

Fonte: Missionários e Missionárias da Consolata:

“Vamos amar e cuidar de nossas crianças” – Exploração Sexual Infantil

Fonte/imagem: Novena – 9º dia Dia – Missionários e Missionárias da Consolata – Missões

__________________________________________________________________________________________________

Gostaria de manifestar o quanto me incomoda a naturalidade com que o meio político dominante na atualidade se posiciona a respeito da distribuição de preservativos nas escolas. Concordo totalmente com D. Odilo Scherer (no artigo abaixo) que vê nesta ação o incentivo à  atividade sexual precoce de crianças e adolescentes. Para mim, é uma tragédia nacional, tanto quanto, a legalização do aborto e o consequente atendimento de adolescente e mulheres adultas na rede pública. Explico-me: se a atividade sexual entre adultos gera  uma série de realidades não controláveis, imaginem  como anda a situação entre pré-adolescentes e adolescentes.  Há uma cultura de liberdade sexual, a qual as crianças e adolescentes são incentivados precocemente, com a ressalva da “proteção” contra as doenças venéreas, Aids e gravidez. Ainda mais, se uma gravidez inesperada acontecer entre as jovens dessas faixas, poderiam se “livrar” do problema através do serviço público. Tal decisão seria  facilitada pelo exemplo das mães, de todas as idades, que do SUS se utilizariam em momentos considerados pouco convenientes para uma gravidez… Acho desagradável pensar que boa parte da Europa, Leste europeu e Ásia aderiram, infelizmente, à cultura do descarte da vida ainda no ventre das mulheres. Eu condeno a ação governamental que manipula dados sobre mortes de mulheres em clínicas de aborto precárias e outras alternativas também precárias, para tornar o aborto uma prática pública. No entanto, acho que esta decisão é de foro íntimo, e em si mesma, traz graves consequências à psique feminina. Portanto, tal como Jesus, devemos ter em mente que há lugar para o arrependimento profundo, não cabendo a ninguém pessoalmente condenar a mulher que o praticou. Aos olhos de Deus  e diante de si própria sabe do peso de seu ato.

Através de diversos estudos feitos pela Igreja e outros organismos, foi demonstrado que as mulheres que decidem pelo aborto, de modo consciente ou inconsciente, acabam carregando ao longo de suas vidas o peso da culpa por um aborto efetivado, são depressivas, angustiadas. Por consequência, recorrem a algum tipo de alívio,  tornando-se, em geral,  dependentes do álcool.

Lembro que, pouco antes de morrer, parece-me que Johnson, da dupla de cientistas famosos Master e Johnson, dos EUA, voltou atrás  à respeito de uma declaração bombástica feita na década de 70. Havia dito à imprensa  que “milhões” de mulheres morriam no país devido à práticas abortivas, porque estava em busca de fundos para pesquisas. Se disse arrependido com relação à legalização do aborto, e pateticamente, admitia que, de fato, o número ficava na casa de milhares no país… A lei de legalização foi rapidamente aprovada na época. Agora as clínicas de aborto são, não se pode dizer, bilionárias, mas com certeza, milionárias…

Horror dos horrores é, a meu ver, a prática do aborto legalizado e público. Soube que há campanhas nos Estados Unidos para reverter a lei federal que deixa aos estados a decisão para descriminalizar o aborto. Por que experimentaríamos esta “rotina” nefasta, mortífera em si, se enquanto povo, certamente haverá arrependimento, tal como está acontecendo com a maior parte do povo norte-americano?

Reflitamos sobre as palavras de Dom Odilo Scherer, Arcebispo de São Paulo.

__________________________________________________________________________________________________

Fonte: Blog dos Casais Carmelitas

REFLEXÃO

Agosto de 2010

E a família, como vai?

Cardeal Odilo P. Scherer
Arcebispo de São Paulo

“Desejo, pois, dirigir-me a todas as famílias e dizer-lhes que são uma grande bênção de Deus! A família deveria ser reconhecida pela ONU como um “patrimônio da humanidade!” Se há cidades, monumentos e ruínas antigas que recebem esse reconhecimento, quanto mais ele caberia bem para a família, que tanto bem realizou e ainda realiza no presente, à pessoa, à sociedade!

Não vou tratar aqui dos problemas familiares, das crises do casal, das dificuldades na educação dos filhos, dos desencontros que inevitavelmente surgem ao longo da vida e das famílias mal constituídas ou fracassadas. Tudo isso, sem dúvida, existe, mas não coloca em dúvida a importância da família. Quero falar bem da família, da sua importância na vida das pessoas, da sociedade e da Igreja. Ela presta um serviço insubstituível à pessoa, desde o seu nascimento até à morte e se revela fundamental, sobretudo, nas fases extremas da vida, na infância e na velhice, quando as pessoas são quase inteiramente dependentes da ajuda e da proteção de outros. Imaginemos a criança recém-nascida, sem o aconchego familiar… Ou o doente, a pessoa idosa, já incapaz de se ajudar…

A família está fundada sobre as bases da natureza e do amor, ela é humanizadora e “personalizadora” e faz com que o indivíduo não se sinta isolado no mundo, ou um objeto útil para outros fins, mas um sujeito em diálogo com outros sujeitos e participante de um grupo de base, onde a pessoa vale por ela mesma, e não porque ela pode ser útil ou interessante para a sociedade, para o sistema econômico ou político.

A família também é um bem para a grande sociedade. Continua valendo o princípio afirmado há muito tempo pela Doutrina Social da Igreja e pela antropologia cristã: a família é a célula básica da sociedade, uma instituição natural que precede a sociedade política; ela é intermediária entre o indivíduo e o Estado, com a diferença que neste pequeno núcleo de relações humanas, a pessoa conta por ela mesma, e não apenas pelo interesse que ela possa ter para a sociedade. Se a grande sociedade descuida da família, ela destrói suas próprias bases. Existem estudos científicos recentes, do ponto de vista sociológico e antropológico, que deixam claro: onde o cidadão está amparado por uma família, a sociedade tem mais solidez e coesão; e o Estado tem muito menos problemas para resolver na educação, na saúde, na formação do senso ético, na superação da violência. E, ao invés disso, muito maiores problemas de violência, de abandono de pessoas, de depressão são constatados onde as relações familiares estão comprometidas, ou não existem.

Em tempos de campanha eleitoral seria bom ouvir dos candidatos a todos os cargos em questão, do Executivo e do Legislativo, quais são suas convicções e propostas de políticas públicas para a família. Como pretende proteger e defender a família natural, formada a partir da união de um homem com mulher? Como pretende promover a paternidade e a maternidade responsável? O que pensa do aborto? Da eutanásia? Da união civil de pessoas do mesmo sexo? Do incentivo à atividade sexual precoce de crianças e adolescentes, mediante a distribuição de preservativos nas escolas?

Faria bem o Estado, se investisse mais na família através de políticas públicas para incentivar os jovens a formar famílias bem constituídas. Se alguém pensa que isso é discurso “moralista” ou “religioso”, está muito equivocado, pois é dever do Estado cuidar da família e ajudá-la a realizar bem sua missão. Se as famílias conseguem conviver num espaço digno, educar bem os filhos, encaminhá-los na vida para serem pessoas de bem, isso será um ganho para toda a sociedade e o Estado.

Pela importância antropológica, educativa, econômica e política que a família tem, bem que o futuro Governo Federal poderia instituir um Ministério da Família, que se ocupasse do amparo e do incentivo à família. Seria uma enorme ajuda ao próprio Estado, que passaria a se preocupar mais diretamente com as pessoas, suas situações e necessidades. Será que é demais, sonhar com isso? Espero que não.”

Cardeal Odilo P. Scherer
Arcebispo de São Paulo

P.S. Este artigo foi publicado no jornal “O São Paulo”, da Arquidiocese de São Paulo, e divulgado em zenit.org.

Postado por Carlos Eduardo, Adinéia Maria – http://casaiscarmelitas.blogspot.com/ – OCDS – Comunidade Santa Teresa ((16.08.2010)

……………………………………………………………………………………………………………………………………………………..

Publicado em Blog dos Casais Carmelitas  – OCDS – Província Nossa Senhora do Carmo – Curitiba-PR.