“Por isso, nós que somos os discípulos de Jesus, os cristãos, temos uma grande missão, sermos sal num mundo corrompido pela podridão do pecado, das injustiças, do egoísmo, da ambição, riqueza, poder…” – Pregação – Mês da Bíblia – Padre Ademir V. Borges – Setembro – 2010

Fonte/imagem: Arquidiocese de Brasília – Artigo “Mês da Bíblia”

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Eu e meu esposo assistimos o filme “A Estrada”. Este filme propõe uma visão de absoluta derrocada da vida na terra, por intermédio de uma explosão nuclear, onde o que é vivo foi dizimado, enquanto que materiais inorgânicos não são destruídos. O cenário é apocalíptico, e dá a ideia de que uma nuvem nuclear atingiu o mundo inteiro com maior ou menor intensidade, tal como um tornado. No entanto, alguns seres humanos restaram, talvez pela razão de estarem mais distantes do epicentro da explosão. Aliás, o roteiro permite que imaginemos que podem ter ocorrido várias explosões. A comida é rara; não há animais, e entre os que estão vivos, alguns, agrupados em gangues ou armados individualmente, se tornaram canibais… Provavelmente a bomba atômica é a de nêutrons, que já foi testada. Esta, criada há cinco ou seis décadas, tem a característica particularmente hedionda de manter intactos os bens materiais do inimigo, enquanto dizima tudo que respira…

Não foi fácil acompanhar o desenvolvimento da história, que está centrada na luta solitária e desesperada de um pai e um filho para sobreviver em meio à hecatombe nuclear, sem, no entanto, conceber o recurso a matarem seres humanos e deles se alimentarem. Há uma afirmação central no filme: naquela situação os seres humanos estão divididos, sem meio-termo, entre bons e maus, e o que os diferencia, tal como o pai do menino afirma é que os bons possuem um “fogo interior”. Achei que esta definição, diferenciação foi lapidar, apropriada em hora tão cruel, mas fruto de escolhas humanas que chegaram a um ponto que foi possível tal término da vida  sobre a face da terra. Na verdade, entre os que estão vivos, que perambulam pelas estradas, e sobrevivem como é possível, afora carne humana, do que é comestível, há a perspectiva do aniquilamento porque estão contaminados em algum grau com a radiação. O pai do menino morre de um doença que lhe afetou os pulmões, que em dias normais poderia ser tuberculose.

O que nos resta pensar é que se as agressões ao meio-ambiente continuam, e a propostas do governantes mundiais não são unânimes quanto ao Protocolo de Kioto, por exemplo, renegado pelos Estados Unidos, e a fabricação de armas de extermínio em massa continuam a ser admitidas, temos um quadro propício para uma reação em cadeia em meio a conflitos entre nações. O Paquistão, país preponderantemente islâmico, mas que não protege a população de opção religiosa não muçulmana, preocupa, tal como a Índia que também possui em seu arsenal, armamento atômico. É preocupante também para o mundo ocidental que, aliás,  iniciou a fabricação de bombas atômicas, mas que tem atualmente a proposta de recuo na estratégia de possíveis guerras, os avanços e recuos do Irã no sentido de utilização não-pacífica de urânio e outros componentes para fabricação de uma bomba atômica.

A propósito deste assunto, desta realidade assustadora, ou seja, do que fazemos enquanto avança este quadro de conflitos, ou invasões em busca de petróleo entre as nações, trago a pregação do Padre Ademir V. Borges, de Santa Catarina. Ela ilumina nossa conduta em meio a todas essas possibilidade, com base nos ensinamentos de Jesus Cristo.

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SAL DA TERRA E LUZ DO MUNDO

Estamos no mês de setembro, dedicado à Palavra de Deus , Palavra que alimenta nossa alma e orienta nossa vida, nos aproximando dos valores do Reino de Deus. Como nos lembra o Salmista “Tua Palavra é lâmpada para oa meus pés, e Luz para o meu caminho” (Sl 119, 105).

O evangelista Mateus, no Capítulo cinco , depois de Jesus proclamar as bem-aventuranças, o caminho da felicidade, mostra que Nosso Senhor Jesus olha cada um de seus discípulos que estão à sua volta e diz: “Vos sóis o sal da terra. Vós sois a luz do mundo” (Mt 5,13-14). estas palavras são muito importantes porque nos ensinam que elas não foram entregues para a nossa vida, mas para a de todo mundo. Por isso, nós que somos os discípulos de Jesus, os cristãos, temos uma grande missão, sermos sal num mundo corrompido pela podridão do pecado, das injustiças, do egoísmo, da ambição, riqueza, poder… Assim como Jesus, temos de dar sabor à nossa vida e à vida de tantos irmãos e irmãs que estão perdendo suas vidas. como podemos ser sal? Tendo as mesmas atitudes de Jesus para com as pessoas: atitudes de amor, misericórdia, bondade, justiça, esperança… Porque, “se o sal se tornar insosso, com que salgaremos? Para nada mais serve , senão para para ser lançado fora e pisado pelos homens”. Isso exige de nós perseverança, luta constante, fé diante das tentações, e perseguições do mundo, para não perdermos o sabor, a alegria, a coragem de testemunhar a Palavra e a Salvação que vem do Senhor, senão também nos perderemos e não serviremos para nada!

“Vós sois a luz do mundo”. O mundo não é uma nação só de vinte cidades, mas de milhares e milhares, e também de povos e nações. Por isso nossa luz que é Jesus vivo e ressuscitado tem que estar sempre acesa e no alto para que todos possam ver e ser atraídos por ela. “Não se acende uma lâmpada para colocá-la debaixo da mesa, mas na luminária”. Nesse sentido, ser luz no mundo e ser sinal vivo da presença do amor de Jesus diante das trevas e escuridão criadas pelas pessoas que escolheram o caminho do mal. Que nossa luz brilhe forte e alto no esforço de cada dia para não desistirmos do amor, de ter esperança, de lutar, e acreditando na força do bem, que outro modelo de mundo é possível, sem guerra, violência, ganância e injustiças. “Brilhe vossa luz diante dos homens, para que vendo vossas boas obras, eles glorifiquem vosso Pai que está nos céus.

alimentados pela Palavra de Deus e a Eucaristia procuremos ser no mundo e na vida das pessoas como o sal que dá sabor e conserva os alimentos e como a luz que ilumina a escuridão e aquece os corações frios e sedentos do amor de Jesus!

Com minha bênção e oração.

Pe. Ademir V. Borges

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A Coroa de Nossa Senhora das Dores teve início na Itália em 1617, por iniciativa da Ordem dos Servos de Maria, assim como a Missa de Nossa Senhora das Dores, que hoje é celebrada em toda a Igreja no dia 15 de setembro. (Movimento Rosário Permanente)

Para refletirmos juntos: o que pode ser mais digno de nossa compaixão e ação, se somos filhos e filhas de Cristo Jesus, que a dor sem mitigação de crianças doentes com HIV, AIDS, ou câncer? Infelizmente, esta é uma realidade no Quênia. Neste país, as autoridades públicas deixam sem a apropriada assistência quase 80% das crianças que se encontram no estágio de agonia… Ou seja, não recebem os devidos cuidados paliativos para dor e, além disso, não são providenciados para todas as infectadas, os anti-retrovirais para o combate ao HIV em seus frágeis organismos.

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Fonte: Movimento do Rosário Permanente

Nossa Senhora das Dores

Festa: 15 de setembro

A Coroa de Nossa Senhora das Dores teve início na Itália em 1617, por iniciativa da Ordem dos Servos de Maria, assim como a Missa de Nossa Senhora das Dores, que hoje é celebrada em toda a Igreja no dia 15 de setembro.
A Coroa é um dos frutos do carisma mariano da Ordem, cultivado desde 1233, ano de sua fundação.
A Coroa surgiu inicialmente como alimento da piedade mariana dos leigos reunidos em grupos chamados Ordem Terceira.
A Coroa das Dores teve sempre a aprovação dos Papas.

Introdução
D- Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
R- Amém!
D- Nós vos louvamos, Senhor, e vos bendizemos!
R- Porque associastes a Virgem Maria à obra da salvação.
D- Nós contemplamos vossas Dores, ó mãe de Deus!
R- E vos seguimos no caminho da fé!

Primeira Dor – Profecia de Simeão
Simeão os abençoou e disse a Maria, sua mãe: Eis que este menino está destinado a ser ocasião de queda e elevação de muitos em Israel e sinal de contradição. Quanto a ti, uma espada te transpassará a alma (Lc 2,34-35).

1 Pai Nosso; 7 Ave Marias

Segunda Dor – Fuga para o Egito
O anjo do Senhor apareceu em sonho a José e disse: Levanta, toma o menino e a mãe, foge para o Egito e fica lá até que te avise. Pois Herodes vai procurar o menino para matá-lo. Levantando-se, José tomou o menino e a mãe, e partiu para o Egito (Mt 2,13-14).
1 Pai Nosso; 7 Ave Marias

Terceira Dor – Maria procura Jesus em Jerusalém
Acabados os dias da festa da Páscoa, quando voltaram, o menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que os pais o percebessem. Pensando que estivesse na caravana, andaram o caminho de um dia e o procuraram entre parentes e conhecidos. E, não o achando, voltaram a Jerusalém à procura dele (Lc 2,43b-45).

1 Pai Nosso; 7 Ave Marias

Quarta Dor – Jesus encontra a Sua Mãe no caminho do Calvário
Ao conduzir Jesus, lançaram mão de um certo Simão de Cirene, que vinha do campo, e o encarregaram de levar a cruz atrás de Jesus. Seguia-o grande multidão de povo e de mulheres que batiam no peito e o lamentavam (Lc 23,26-27).
1 Pai Nosso; 7 Ave Marias

Quinta Dor – Maria ao pé da Cruz de Jesus
Junto à cruz de Jesus estavam de pé sua Mãe, a irmã de sua Mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. Vendo a Mãe e, perto dela, o discípulo a quem amava, disse Jesus para a mãe: Mulher, eis aí o teu filho! Depois disse para o discípulo: Eis aí a tua Mãe! (Jo 19,15-27a).
1 Pai Nosso; 7 Ave Marias

Sexta Dor – Maria recebe Jesus descido da Cruz
Chegada a tarde, porque era o dia da Preparação, isto é, a véspera de sábado, veio José de Arimatéia, entrou decidido na casa de Pilatos e pediu o corpo de Jesus. Pilatos, então, deu o cadáver a José, que retirou o corpo da cruz (Mc 15,42).
1 Pai Nosso; 7 Ave Marias

Sétima Dor – Maria deposita Jesus no Sepulcro
Os discípulos tiraram o corpo de Jesus e envolveram em faixas de linho com aromas, conforme é o costume de sepultar dos judeus. Havia perto do local, onde fora crucificado, um jardim, e no jardim um sepulcro novo onde ninguém ainda fora depositado. Foi ali que puseram Jesus (Jo 19,40-42a).
1 Pai Nosso; 7 Ave Marias

Oração
Ó Deus, por vosso admirável desígnio, dispusestes prolongar a Paixão do vosso Filho, também nas infinitas cruzes da humanidade.
Nós Vos pedimos: assim com oquisestes que ao pé da Cruz do Vosso Filho, estivesse Sua Mãe, da mesma forma, à imitação da Virgem Maria, possamos estar sempre ao lado dos nossos irmãos que sofrem, levando amor e consolo.
Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

Ladainha de Nossa Senhora das Dores

Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.

Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.

(…)

Há necessidade urgente de cuidados paliativos para as crianças soropositivas e com câncer: somente 24% usufruem do tratamento anti-retroviral e do recurso a medicamentos de alívio para dor – Relatório da Human Rights Watch – HRW (Agência Fides – 14.09.2010)

Crianças desabrigadas no Quênia

Fonte/imagem: topicos.estadao.com.br

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Fonte: Agência FIDES

13.09.2010

ÁFRICA/QUÊNIAHá necessidade urgente de cuidados paliativos para as crianças soropositivas e com câncer: somente 24% usufruem do tratamento anti-retroviral e do recurso a medicamentos de alívio para dor*

Nairóbi (Agência Fides) – De um novo relatório da Human Rights Watch (HRW) emerge a necessidade de que o governo do Quênia se empenhe mais em favor dos cuidados paliativos para crianças com doenças crônicas, incluindo o HIV e AIDS. O relatório, ‘Needless Pain: Government Failure to Provide Palliative Care for Children in Kenya’, destaca os progressos consideráveis realizados pelo governo sobre a administração da terapia antirretroviral (ART) e quanto ainda tem de ser feito para aliviar a dor de muitas crianças que vivem longas agonias, sofrendo de câncer, HIV/AIDS. A falta de uma política nacional de cuidados paliativos, serviços precários de assistência às crianças, a escassa de disponibilidade de tratamentos contra as dores crônicas e a falta de um guia para os profissionais de saúde sobre o uso de opiáceos, estão entre os principais obstáculos para o acesso das crianças ao tratamento adequado da dor.

O Kenya Hospices and Palliative Care Association (KEHPCA) está trabalhando com o governo por um serviço de cuidados paliativos aos pacientes com HIV e câncer em 10 hospitais públicos do país. Infelizmente, embora a Organização Mundial de Saúde recomende a administração de morfina e outros opiáceos e o governo queniano os considera como medicamentos essenciais, não são tão comuns nos hospitais. O apelo ao governo é feito não só para melhorar o tratamento contra a dor das crianças, mas para melhor integrar a gama completa de cuidados paliativos pediátricos no sistema de saúde no país. Em 2008, a HRW criticou o governo por não tomar os cuidados adequados para o tratamento pediátrico com os ART, com apenas 24% das crianças que delas necessitam têm acesso. No entanto, segundo a Sessão Especial da Assembléia Geral da ONU sobre os progressos realizados no campo do HIV/SIDA no Quênia, muitas ONGs, a sociedade civil e funcionários do governo descobriram que a maioria das pessoas que necessitam não têm acesso aos cuidados paliativos e ao tratamento de infecções relacionadas ao HIV. (AP) (13/9/2010 Agência Fides)

*Título original: “ÁFRICA/QUÊNIA – Servem urgentemente curas paliativas para as crianças soropositivas: somente 24% usufruem do tratamento”

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Fonte: Agência FIDES

2010-09-07

ÁFRICA/QUÊNIA – Daqui a um ano nascerá a Catholic Continental News Agency for Africa

Nairóbi (Agência Fides)- O Igreja Católica africana terá uma única, grande, agência de notícias para todo o continente. Isto é o que ficou decidido no encontro em Nairóbi, que teve início em 31 de agosto (ver Fides1/9/2010), organizado pelo Simpósio das Conferências Episcopais da África e Madagascar (SECAM), em colaboração com o Conselho dos Meios de Comunicação Católicos (CAMECA). “Nós estabelecemos um ano de tempo para traçar o plano final para o lançamento da nova agência” – disse à Fides disse Benedict Assorow, Diretor das Comunicações do SECAM e membro do Central Working Group, responsável de projetar a nova agência. Os outros membros do Central Working Group são, Pe. Patrick Alumuku e André Quenum. Foi constituído uma comissão financeira e de colega de fundos presidido por Pe. Roger Tessier da Agência CISA de Nairóbi. “A reunião de Nairóbi é o ponto de chegada de um percurso iniciado há três anos, em 2007, quando começamos a discutir a criação de uma única agência de notícias católica em toda a África, com também a contribuição dada por jornalistas da UCAN, a agência católica asiática”, lembra Assorow. 
Segundo um comunicado divulgado no final da reunião, a Catholic Continental News Agency for Africa foi criada para fazer ouvir “a voz autêntica da África”, segundo a exortação do Papa Bento XVI para a II Assembleia Especial para a África do Sínodo dos Bispos realizada em Roma, em Outubro de 2009 e as Proposições Finais da Assembléia.

Em particular, a proposição nº 56 exige: “uma maior presença da Igreja nos meios de comunicação; a rede de centros áudio-visual, casas publicitárias e centros midiáticos; a formação profissional e a formação ética dos jornalistas para promover uma cultura de diálogo que evite a divisão, o sensacionalismo, informações erradas e ofensiva banalização do sofrimento humano, comportamentos que possam prejudicar a harmonia e a paz da sociedade e das comunidades; o uso dos meios modernos para propagar o Evangelho e os frutos do Sínodo atual, para a educação dos povos africanos à verdade, reconciliação e promoção da justiça e da paz; desenvolvimento de redes de satélite, sob a coordenação do CEPACS (o órgão da mídia SECAM) para servir a Igreja-Família de Deus na África, e organização de comissões para a comunicação diocesana, nacional e regional, com pessoas competentes para ajudar a Igreja a exercer o seu ministério profético na sociedade”. A nova agência será difundida gratuitamente em inglês, francês e português. (L.M.) (Agência Fides 7/9/2010)

Sem identidade nem ajudas: a dolorosa sorte dos refugiados cristãos no Paquistão (Agência Fides – 26.08.2010)

Fonte/imagem: Blogue da Paróquia do

Santíssimo Sacramento – Portugal

Artigo sobre Igreja Primitiva – Primeiras Igrejas

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Fonte: Agência Fides

26.08.2010
ÁSIA/PAQUISTÃO – Sem identidade nem ajudas: a dolorosa sorte dos refugiados cristãos

Multan (Agência Fides) – Mais de 200 mil refugiados cristãos e 150 mil hindus no Sul da província do Punjab estão sendo excluídos das ajudas humanitárias e ainda aguardam uma mínima assistência para sobreviver. É o alarme lançado pela Caritas e outras ONGs presentes na área, que confirmam a discriminação na distribuição das ajudas em detrimento dos refugiados pertencentes a minorias religiosas. 600 mil refugiados cristãos e hindus na província meridional de Sindh estão sofrendo a mesma sorte de abandono e exclusão – dizem fontes da Fides. As ajudas,nesta fase de emergência são insuficientes e administrada por funcionários do Governo próximos ao extremismo islâmico ou a organizações humanitárias muçulmanas, que fazem discriminação sistemática na distribuição. “A estes deslocados cristãos e hindus faltam tudo, aguardando indefesos sem nenhum refúgio. “Os deslocados cristãos muitas vezes ignorados. Sua sobrevivência está em risco grande “, disse à Fides um voluntário que atua em nível local. “Os cristãos deslocados são frequentemente ignorados: não são propositadamente identificados e registrados. Dessa forma são automaticamente excluídos de qualquer assistência médica ou alimentar, porque “não existem”, diz a fonte da Fides. Especialmente no sul do Punjab estão ativas diversas organizações extremistas islâmicas que estão aproveitando dessa tragédia para atingir ainda mais as minorias religiosas. Muitos destes grupos, ressalta a fonte de Fides, se improvisaram “organizações caritativas” e se registraram como ONGs locais, mas seu trabalho consiste em eliminar os cristãos e o desastre lhes dá uma oportunidade favorável.

Nazir S. Bhatti, presidente do “Pakistan Christian Congress disse num comunicado que “ódio anticristão impede o alcance da ajuda em muitas áreas”, e pediu ao Governo “fundos específicos a serem destinados às minorias religiosas”. Ele convidou todos os doadores “manterem como ponto de referência a Caritas do Paquistão”.
Por enquanto, a Caritas da Diocese de Multan, em coordenação com a Caritas do Paquistão e com as autoridades locais, implementou um plano de ação para ajudar os refugiados no sul de Punjab, buscando alcançar os cristãos e hindus abandonados, divididos em sete distritos, entregando tendas, alimentos, água potável e fornecendo assistência médica através da unidade de pequenos socorros, compostas de animadores, voluntários, médicos e paramédicos que andam pelo território. (PA) (Agência Fides 26/8/2010)

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Retrospectiva
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Fonte: Veja – Internacional –  http://veja.abril.com.br/100299/p_052.html

10.02.1999

Guerra ímpia

Discriminados por sua crença, cristãos são
vítimas de atrocidades em três países da Ásia

Uma menina de 7 anos é estuprada por quatro vizinhos e quem termina na cadeia é o pai dela. O caso aconteceu numa região pobre do norte do Paquistão. A pequena Nagina voltava da escola quando quatro homens a cercaram, arrastando-a para uma estrebaria. Os gritos da menina chamaram a atenção dos moradores da aldeia de Shekhupura, inclusive de seu pai, Ghulam Masih. Ele chegou a ver os agressores, filhos de um vizinho, em volta da menina deitada com as pernas cobertas de sangue. Os criminosos fugiram enquanto Ghulam levava a filha para um hospital, onde ela ficou semanas internada com graves ferimentos internos e tão traumatizada que não conseguia falar. Horrorizadas, muitas testemunhas se dispuseram a denunciar os quatro irmãos. Eles passaram seis semanas na cadeia e foram libertados. Hoje, dois anos depois do brutal ataque a Nagina, seu pai está preso, sujeito a pena de morte. Nesse período, ele foi torturado, mantido em cativeiro sem direito a defesa e acusado de um assassinato cujas únicas testemunhas são nada menos que os estupradores de Nagina. A lógica que liberta os agressores e prende a vítima é simples: Ghulam é cristão e os estupradores, muçulmanos.

Por mais absurda que pareça no mundo contemporâneo, a perseguição religiosa existe e está aumentando. Em contextos políticos distintos, minorias católicas ou protestantes estão sendo vítimas de agressões variadas que se intensificaram nos últimos meses em três países asiáticos: Índia, Indonésia e Paquistão. Em comum entre eles, a miséria, a superpopulação e a ferocidade dos confrontos. Em Ambon, uma ilha da Indonésia, o auge dos conflitos entre muçulmanos e cristãos há duas semanas deixou uma paisagem de praça de guerra e 65 mortos, a maioria vítima de linchamentos — e a matança está longe de ter chegado ao fim. No final do mês passado, na Índia, um missionário australiano e dois filhos, de 6 e 10 anos, morreram quando uma gangue de fundamentalistas hindus ateou fogo ao carro onde dormiam. O missionário protestante prestava assistência aos leprosos indianos desde 1965. Em dez meses, mais de 100 cristãos foram espancados e dezenas de casas e igrejas foram queimadas por fundamentalistas hinduístas, o dobro do total de casos registrados nos últimos cinqüenta anos.

Violência legalizada — Fanatismo não é novidade no Paquistão. Ao contrário, a Indonésia, embora abrigue a maior população muçulmana do mundo, nunca havia sido marcada por sectarismo religioso flagrante. A crise econômica transformou o país num caldeirão de ódios variados. Diante da escalada da intolerância dos últimos meses, há quem suspeite até que os conflitos venham sendo incitados por agentes do ditador Suharto, deposto em maio do ano passado. Um padre de Jacarta tem uma explicação mais plausível: “Nesses tempos de desespero e exaustão, a sociedade está perdendo a capacidade de lidar com o pluralismo”. Na Índia, o extremismo religioso do tipo que custou a vida ao pai da independência, Mahatma Gandhi, ganhou impulso renovado com a eleição do governo liderado pelo Bharatiya Janata, um partido que prega a preponderância do hinduísmo há onze meses.

Mais prósperos, os cristãos indonésios têm condições melhores para se defender e revidar os ataques. Miseráveis ao extremo, os paquistaneses são os mais desprotegidos. Lá, a violência anticristã se escora na lei. Em julho de 1992, os tribunais do Paquistão perderam independência e credibilidade internacional com a aprovação de uma lei contra blasfêmia que assim se enuncia: “Qualquer pessoa que, por meio de palavras, ditas ou escritas, ou por representação visível, ou por qualquer acusação, alusão ou insinuação, direta ou indiretamente, insulte o Santo Profeta Maomé deve ser punida com a morte”. Uma lei que prevê o cadafalso até por causa de insinuações se presta a todo tipo de arbitrariedade, desde vinganças pessoais até a rapina dos bens dos acusados por vizinhos cobiçosos.

Filhas roubadas — Uma discussão sobre a posse de alguns pombos, por exemplo, acabou com a condenação a morte de três cristãos em 1994. A acusação, de que tinham escrito ofensas ao profeta nas paredes de uma mesquita, ruiu quando o juiz constatou tratar-se de analfabetos. Soltos, os três foram metralhados por fanáticos muçulmanos. “As coisas começaram com leis de proteção ao nome do profeta e terminaram num massacre institucionalizado”, diz a escritora paquistanesa Shazia Alam. Seu pai, o pastor presbiteriano Noor Alam, foi assassinado dentro de casa por três muçulmanos. A igreja que havia terminado de construir virou pó em um incêndio criminoso.

Numa demonstração de que a perseguição aos cristãos é semi-oficial no Paquistão, a polícia trabalhou em conjunto com uma família muçulmana para tirar três filhas adolescentes de um casal de cristãos, Sima e Khushi Masih (o sobrenome é comum entre os cristãos paquistaneses). Atraídas por presentes, as garotas haviam-se convertido ao islamismo e foram entregues à família vizinha contra a vontade delas. Os pais levaram o caso à Justiça, e as meninas acabaram num reformatório, pois o juiz não aceitou que muçulmanas fossem criadas por cristãos. Sima e Khushi, que têm outros três filhos, resignaram-se. As filhas convertidas e roubadas pelo menos estão mais protegidas do que o resto da família. (Veja – Internacional – 10.02.99)

Publicado em Veja Internacional.

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Observação: Este blog não fins comerciais.

“É essencial prestar muita atenção às instituições que se escolhem para enviar fundos: existem falsas ONGs, nascidas para especular e apropriarem-se dos fundos, ou associações ligadas a grupos integralistas islâmicos” – Declaração de Dom Joseph Coutts, Bispo de Faisalabad e presidente da Cáritas Paquistão à Agência Fides

Fonte: Agência Fides

23.08.2010

ÁSIA/PAQUISTÃO – “Atenção às falsas ONGs”: apelo de Dom Coutts aos doadores

Até 20 milhões de pessoas ficaram desabrigadas pelas inundações (Imagem/legenda: BBC - Notícias/Brasil)
Faisalabad (Agência Fides) – Neste momento de grande mobilização de ajudas humanitárias, “é essencial prestar muita atenção às instituições que se escolhem para enviar fundos: existem falsas ONGs, nascidas para especular e apropriarem-se dos fundos, ou associações ligadas a grupos integralistas islâmicos. Mesmo no mundo cristão se multiplicam as organizações de caridade, sobretudo na área protestante: somente em
Faisalabad existem mais de 50. O meu apelo é para escolher a Caritas, uma instituição crível e transparente, expressão oficial da Igreja Católica”: foi o que disse, numa à Agência Fides, Dom Joseph Coutts, Bispo de Faisalabad e presidente da Cáritas Paquistão, engajada no trabalho de socorro das vítimas das inundações. Dom Coutts anunciou que no domingo, 24 de agosto, a Igreja no Paquistão vai parar a fim de rezar pelas vítimas das inundações e pelos refugiados.

Como a Caritas está trabalhando na ajuda humanitária?
A Igreja no Paquistão, através da Caritas, mobilizou os seus recursos em todos os níveis. Estamos em contato com as redes da Cáritas Internacional e nos beneficiamos das preciosas ajudas de outras nações, um esforço conjunto de grande espessura, mas em nível local, as escolas, paróquias, pequenas instituições cristãs em todo o país estão fazendo o seu melhor, proporcionando estruturas para o acolhimento, coleta de alimentos e ajudas. O nosso compromisso prossegue ao lado de instituições da sociedade civil, que visam coordenar os esforços.

Teve noticias sobre a discriminação dos cristãos deslocados, excluídos das ajudas?
Embora doloroso em momentos como estes, em primeiro plano, existe sempre a solidariedade, é possível que essa discriminação aconteça em algumas áreas, onde já as minorias cristãs são perseguidas e excluídas. Anuncia-se para eles um grande sofrimento, que tentaremos de todas as maneiras abater. Em todo caso, a resposta da Caritas é o amor sem condições: prestar assistência e socorro a todos os deslocados sem discriminação, e 99% são muçulmanos. O nosso espírito é o do Bom Samaritano, que não olhou a carteira de identidade do homem para ajudá-lo.

Existem informações sobre tráfico de seres humanos, sobretudo crianças, entre os deslocados?
A fase que vivemos é o muito delicada: no êxodo que continua, enquanto se organizam as ajudas, é possível que se infiltrem organizações criminosas envolvidas no tráfico de crianças. Pedimos ao Governo e à polícia para prestar atenção e vigiar atentamente sobre esse fenômeno que poderia se unir ao desastre natural um flagelo para as crianças.

O que dizer aos doadores de todo o mundo?
Gostaria de alertara para alguns riscos: é fundamental prestar atenção nas instituições que optarem por enviar recursos. Existem falsas ONGs que nasceram para especular e apropriarem-se dos fundos, ou associações ligadas a grupos integralistas islâmicos. Mesmo no mundo cristão se multiplicam as organizações de caridade, sobretudo na área protestante: somente em Faisalabad existem mais de 50. O meu apelo é para escolher a Caritas, uma instituição crível e transparente, expressão oficial da Igreja Católica.

A comunidade cristã é também ativa no âmbito espiritual?
A oração é muito importante para nós, enquanto nos conduz nos eventos dolorosos ao relacionamento com Deus: no domingo, 24 de agosto, como Conferência Episcopal do Paquistão fixamos em todas as igrejas do país uma vigília de oração especial elas vítimas das inundações, pelos sobreviventes, mortos e deslocados. Pedimos a todos os cristãos em todo o mundo para que se unam nesta oração, apoio e para que rezem também para ajudar aqueles que estão se dedicando inteiramente na ajuda aos deslocados. Nisto agradecemos ao Santo Padre por suas orações e seus apelos em favor do povo paquistanês.

Que problemas vão encontrar nos próximos meses?
O principal problema será a segurança alimentar: a colheita foi destruída pelas inundações e muitas famílias de agricultores perderam suas reservas guardadas para os próximos meses, mas se a inundação não baixar rapidamente, se perderá também a próxima colheita, a de outono, o que significa uma catástrofe alimentar, com grande sofrimento, fome e miséria para milhares de famílias. Também milhares de animais morreram: eles eram a única fonte de sobrevivência para muitas famílias. Se pensamos que a água que ainda alaga as planícies, cidades e povoados não é potável e é uma fonte de infecções, entendemos os graves riscos graves que milhões de pessoas estão expostas. É urgente uma ação internacional para evitar isso. (PA) (Agência Fides 23/8/2010)

Inundações no Paquistão: “É urgente focalizar parte da ação humanitária em favor dos menores.” – Shamsa Rizwan, advogada de Islamabad, responsável pela seção paquistanesa da organização não-governamental” Childhealth Advocay International (CAI), em entrevista à Agência Fides.

Fonte: Agência Fides

Sobreviventes das inundações do Paquistão caminham por área alagada na região de Tando Hafiz Shah, em 21 de agosto. (AFP: imagem/texto da legenda)

Islamabad (Agência Fides) – “Embora os esforços de resgate estão concentrados na coleta e disposição dos deslocados que continuam a aumentando, o número de crianças desaparecidas, e mães que choram seus filhos desaparecidos, aumentou excessivamente. É urgente focalizar parte da ação humanitária em favor dos menores”: é o alarme lançado numa entrevista à Agência Fides por Shamsa Rizwan, doutora de Islamabad, responsável pela seção paquistanesa da organização não-governamental” Childhealth Advocay International (CAI). A ONG atua há anos no país para a proteção, saúde e educação das crianças, sobretudo refugiados e deslocados internos devido a catástrofes naturais ou conflitos.
Após as enchentes, a CAI está engajada em algumas operações de salvamento no Vale do Swat e Noshera, e organizou um curso de formação intensiva para os voluntários que trabalharão em casas de acolhimento, que abrirão e 1° de setembro, para a identificação e assistência às crianças deslocadas.
Segundo estimativas oficiais, as crianças menores de 14 anos atingidas pelas inundações são cerca de seis milhões. O UNICEF anunciou que mais de 3,5 milhões de crianças correm perigo de morte por causa das infecções e poluição da água. Numerosas ONGs locais relataram à Agência Fides, a dramática situação das crianças desaparecidas, órfãos ou doentes, que tiveram a vida devastada pelas inundações: “Eles são as vítimas mais vulneráveis da pior catástrofe natural da história de seu país”, ressalta à Fides, Shamsa Rizwan. Muitos perderam seus pais: os adolescentes de 14 anos devem cuidar dos irmãos mais novos, sem nenhuma ajuda dos adultos.
“Hoje é urgente o problema da nutrição, da água e de milhares de crianças desaparecidas e não identificadas. Ninguém se importa especificamente desses pequenos” – observa alarmada a responsável pelo CAI-Paquistão. “Esta situação de caos é uma oportunidade para as redes de traficantes de seres humanos. Depois das cheias, o fenômeno do desaparecimento de crianças está aumentando. Aconteceu, por exemplo, o caso de uma menina, salva in extremis por um voluntário: aproximou-se dela um homem que a prometeu alimento, mas que queria sequestrá-la. As crianças precisam de proteção, são os alvos mais fáceis. Pedimos ao governo que favoreça intervenções específicas”.
A CAI e outras ONGs estão tentando organizar abrigos para a identificação de crianças e o reagrupamento familiar, mas não é fácil se mover, observam eles, numa situação de caos generalizado e falta de ajudas humanitárias.
As inundações e o deslocamento irão aumentar o fenômeno já grave no Paquistão: segundo um recente estudo da ONG “Plan”-Paquistão – que trabalha para proteger os menores – publicado no início de agosto de 2010, os casos de desaparecimentos ou sequestros de crianças chegam a 3.000 por ano. Muitas não são encontradas: são vítimas de traficantes. O fenômeno cresce – ressalta o “Plan”, por causa do fraco sistema de proteção de menores existente no país. Nos últimos 18 meses, segundo o relatório, os casos de desaparecimentos registrados nas principais cidades do Paquistão, são mais de 4.300.
Segundo dados fornecidos pela Agência Fides por outra ONG local “Madadgaar Helpline” – que criou uma linha de telefone para assinalar os abusos contra menores – nos últimos dez anos (2000-2010) desapareceram 10.511 crianças (sobretudo após eventos que causaram vários deslocados) e o fenômeno mostra uma clara tendência de aumento. (PA) (Agência Fides 21/08/2010)

“É impossível que se perca quem se dirige com confiança a Maria e a quem Ela acolher” (Santo Anselmo) – 22 de agosto – Data de celebração em Memória de Nossa Senhora Rainha, instituída pelo Papa Pio XII (Paróquia N.Senhora Rainha)

Fonte: Paróquia – Igreja Nossa Senhora Rainha – Padroeira – Belo Horizonte – MG

Nossa Senhora Rainha

A data de 22 de agosto foi instituída pelo Papa Pio XII para celebrar a Memória de Nossa Senhora Rainha, que visa louvar o Filho, pois já dizia o Cardeal Suenens: ” Toda devoção a Maria termina em Jesus, tal como o rio se lança no mar “.

Paralela ao reconhecimento do Cristo Rei encontramos a realeza da Virgem a qual foi Assunta aos Céus! Mãe da Cabeça, dos membros do Corpo místico e Mãe da Igreja; Nossa Senhora é aquela que do Céu reina sobre as Almas cristãs, a fim de que haja a salvação:

“É impossível que se perca quem se dirige com confiança a Maria e a quem Ela acolher” (Santo Anselmo).

Nossa Senhora Rainha desde a Encarnação do Filho de Deus, buscou participar dos Mistérios de sua vida, como discípula, porém sem nunca renunciar sua maternidade divina, por isso o Evangelista São Lucas a identifica entre os primeiros cristãos: “Maria, a mãe de Jesus”(Atos 1,14). Diante desta doce realidade de se ter uma Rainha no Céu que influencia a terra, podemos com toda a Igreja saudá-la : ” Salve Rainha ” e repetir com o Papa Pio XII que instituiu e escreveu a carta encíclica À Rainha do Céu : “A Jesus por Maria. Não há outro caminho “.

Nossa Senhora Rainha…rogai por nós!

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ORAÇÃO À NOSSA SENHORA RAINHA

Ó minha Senhora e
minha Mãe, Rainha
e Serva fiel do Senhor!

A ti venho confiadamente
entregar todo o
meu ser para que da fonte inesgotável
do Amor me ensines a beber!

Salve Rainha,
Mãe de Misericórdia!

Se te invocamos como Rainha é porque
antes foste Serva, em quem se realizou
a vontade do Senhor!
Bendita és Tu entre as mulheres, cujo
Bendito Fruto te elevou
às mais altas alturas do humano louvor.
Santa Maria, Mãe de Deus!
Caminha conosco na terra,
intercede e protege os filhos teus.
E faz-nos chegar um dia, por Jesus, contigo aos céus!

Amém!

(Pe. Alexandre Fernandes de Oliveira)

Publicado em Paróquia Nossa Senhora Rainha.

“Nossa Senhora do Carmo é como a encarnação do estilo de vida e do espírito da Ordem. A partir da sua experiência mística a presença de Maria torna-se constante e integrante de muitas graças místicas.” – P. Jeremias Carlos Vechina, OCD – Portugal

Fonte: Ordem dos Carmelitas Descalços – Portugal

Teresa e Maria do Carmelo

Por P. Jeremias Carlos Vechina, OCD

Nossa Senhora está presente nos momentos mais decisivos da vida de Teresa. Já desde os primeiros balbuceios da sua infância é influenciada pela oração cadenciada do terço.

Com a idade de seis ou sete anos a mãe tinha o cuidado “em fazer-nos rezar e sermos devotos de Nossa Senhora e de alguns Santos”. Teresa continua a contar-nos que desde muito jovem: “Procurava solidão para rezar as minhas devoções que eram muitas, em especial o Rosário, do qual a minha mãe era muito devota e assim nos fazia sê-lo”.

Quando Teresa perde sua mãe, que seria entre os treze e quatorze anos de idade, vai-se encomendar a Nossa Senhora. É ela a narrar: “Quando comecei a perceber o que tinha perdido, fui-me, aflita, a uma imagem de Nossa Senhora e supliquei-Lhe, com muitas lágrimas, que fosse minha Mãe. Embora o fizesse com simplicidade, parece-me que me tem valido; porque conhecidamente tenho encontrado esta Virgem soberana, sempre que me tenho encomendado a Ela, e, enfim, tornou-me a Si”.

Por amor e devoção a Nossa Senhora, Teresa entra no Carmelo da Encarnação de Ávila. Neste mosteiro, como em todos os outros, a presença de Maria é uma constante. A tomada de hábito marcou-a profundamente. Tomava o hábito de Nossa Senhora. Para ela, Nossa Senhora do Carmo é como a encarnação do estilo de vida e do espírito da Ordem. A partir da sua experiência mística a presença de Maria torna-se constante e integrante de muitas graças místicas.

São muitas as graças místicas que Teresa recebe ao longo da sua existência e que têm como objecto e conteúdo Nossa Senhora. Algumas são muito significativas para a sua vida e obra de fundadora. Recordo a que ela narra no Livro da Vida, capítulo 33. É uma espécie de vestidura que Maria faz a Teresa anunciando-lhe o facto de a partir deste momento ser mãe de uma nova família religiosa: o Novo Carmelo. Jesus une sua Mãe a este seu plano. Era no dia de Nossa Senhora da Assunção. Participava na Eucaristia na Capela do Santo Cristo do Convento de S. Domingos e veio-lhe um arroubamento tão grande que ficou fora de si. “Parecia-me, estando assim, que me via vestir uma roupa de muita brancura e claridade. A princípio não via quem ma vestia; depois vi a Nossa Senhora a meu lado direito e a meu Pai S. José à esquerda, que me vestiam aquela roupa. Deu-se-me a entender que já estava limpa de meus pecados. Acabada de vestir e eu com grandíssimo deleite e glória, logo me pareceu Nossa Senhora pegar-me nas mãos. Disse-me que Lhe dava muito gosto sendo devota do glorioso S. José; que tivesse por certo que, o que eu pretendia do mosteiro, se havia de fazer e nele se serviria muito o Senhor e a eles ambos; que não temesse que nisto houvesse jamais quebra, embora a obediência que dava não fosse a meu gosto, porque Eles nos guardariam e já Seu Filho nos tinha prometido andar connosco. Para sinal de que isto se cumpriria dava-me aquela jóia.

Pareceu-me então que me tinha deitado ao pescoço um colar de ouro muito formoso e preso a ele uma cruz de muito valor. Este ouro e pedras são tão diferentes das de cá, que não têm comparação”.

Santa Teresa teve outra graça mística mariana em que ela experimenta a glorificação de Nossa Senhora: “Em dia da Assunção da Rainha dos Anjos e Senhora nossa, quis o Senhor fazer-me esta mercê: num arroubamento representou-se-me a Sua subida ao Céu e a alegria e solenidade com que foi recebida e o lugar onde está. Dizer como foi isto, eu não saberia. Foi grandíssimo o deleite que o meu espírito teve de ver tanta glória. Causou isto em mim grandes efeitos e tirei de proveito ficar com mais e maiores desejos de passar grandes trabalhos e de servir a esta Senhora, pois tanto mereceu” (V 39, 26).

Noutra visão, Teresa compreendeu como o Senhor agracearia as suas irmãs de S. José de Ávila, ao colocá-las sob a protecção de Maria: “Estando todas no coro em oração depois de Completas, vi Nossa Senhora, com grandíssima glória, revestida dum manto branco e, debaixo dele, parecia amparar-nos a todas. Entendi quão alto grau de glória daria o Senhor às desta casa” (V 36, 24).

Apesar de serem muitas as graças místicas marianas experienciadas por Teresa de Jesus, há um parelelismo muito marcado entre a experiência que ela tem de Cristo e de Maria. Depois de tantos trabalhos e sofrimentos passados nas suas fundações Teresa alegra-se com as suas irmãs: “Nós alegramo-nos de podermos em algo servir a Nossa Mãe, Senhora e Padroeira” (F 29, 23). Jesus e Maria são duas criaturas sempre unidas na vida de Teresa e dos seus Carmelos: “Pouco a pouco se vão fazendo outras coisas para honra e glória desta gloriosa Virgem e de Seu Filho. Seja Ele para sempre louvado, ámen, ámen!” (F 29, 28).

P. Jeremias Carlos Vechina, OCD

Publicado em http://teresadejesus.carmelitas.pt/.

“Em 1212, a jovem Clara de Assis seguiu o atraente exemplo de Francisco e viveu, dentro da clausura e na contemplação, o ideal de pobreza evangélica.” – Missões Franciscanas – Santa Clara (Memória – 11 de agosto)

Fonte: Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil

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Fonte: Missões Franciscanas

Frei Kleber em 11 Ago 2008

Oração a Santa Clara

Clara, coração transbordante, acende a alegria.

Clara, louca de amor,
orienta a nossa ternura.Clara, de nome e de vida,
guia-nos na noite.

Clara, fervor do Espírito,
dissipa nossos temores.

Clara, candeia sobre a mesa,
une-nos em família.

Clara, dos olhos límpidos,
tira o pó de nossas pálpebras.

Clara, mãe e irmã,
Roga por nós.
Roga por estas mãos
que por vezes se equivocam.
Roga por estes olhos
que por vezes se fecham.
Roga por este coração
que não ama como deveria.

Clara, mãe e irmã
roga pela paz que nos falta,
pela esperança que não temos
pela alegria que se esvai.

Clara, mãe e irmã,
roga ao Senhor para que nos conceda
o dom da fidelidade
e o dom de novos irmãos e novas irmãs.

Frei José Rodríguez Carballo, Ministro Geral da OFM

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Frei Kleber em 11 Ago 2008

Especial Santa Clara de Assis

Em 1212, a jovem Clara de Assis seguiu o atraente exemplo de Francisco e viveu, dentro da clausura e na contemplação, o ideal de pobreza evangélica. Surgiu, assim, a Ordem das Clarissas, ou a Segunda Ordem Franciscana.

Santa Clara nasceu em Assis, Itália, por volta de 1194, numa família rica e nobre. Seus pais chamavam-se Favarone e Hortolana, sendo Clara a filha primogênita. Com Inês e Beatriz, suas irmãs menores, que mais tarde também entrariam no Mosteiro de São Damião, Clara esforçava-se no amor a Jesus e sentia em seu coração o chamado para segui-lo.

Clara sonhava com uma vida mais cheia de sentido, que lhe trouxesse uma verdadeira felicidade e realização. O estilo de vida dos frades a atraía cada vez mais.
Depois de muitas conversas com Francisco, aos 18 de março de 1212, (Domingo de Ramos), saiu de casa sorrateiramente em plena noite, acompanhada apenas de sua prima Pacífica e de outra fiel amiga, e foi procurar Francisco na Igrejinha de Santa Maria dos Anjos, onde ele e seus companheiros já a aguardavam.
Frente ao altar, Francisco cortou-lhe os longos e dourados cabelos, cobrindo-lhe a cabeça com um véu, sinal de que a donzela Clara fizera a sua consagração como Esposa de Cristo. Nem a ira dos seus parentes, nem as lágrimas de seus pais conseguiram fazê-la retroceder em seu propósito. Poucos dias depois, sua irmã, Inês, veio lhe fazer companhia, imbuída do mesmo ideal. Alguns anos após, sua mãe, Ortulana, juntamente com sua terceira filha Beatriz, seguiu Clara, indo morar com ela no conventinho de São Damião, que foi a primeira moradia das seguidoras de São Francisco.
Com o correr dos anos, rainhas e princesas, juntamente com humildes camponesas, ingressaram naquele convento para viver, à luz do Evangelho, a fascinante aventura das Damas Pobres, seguidoras de São Francisco, muitas das quais se tornaram grandes exemplos de santidade para toda a Igreja.
As Irmãs Clarissas vivem um estilo de vida contemplativa, sendo enclausuradas. Quer dizer que não têm, normalmente, uma atividade pública no meio do povo, dedicando-se mais à oração, à meditação e aos trabalhos internos dos mosteiros.

Publicado em http://www.franciscanos.org.br/.

“O Ano Sacerdotal, que celebramos 150 anos depois da morte do Santo Cura d’Ars, modelo do ministério sacerdotal no nosso mundo, está para terminar. Deixamo-nos guiar pelo Cura d’Ars, para voltarmos a compreender a grandeza e a beleza do ministério sacerdotal.” – Homilia do Papa Bento XVI durante o encerramento do Ano Sacerdotal (Vaticano)

Memória: 04 de agosto

S. João Maria Vianey (Santo Cura de Ars), da Ordem Terceira de S. Francisco, falecido em 1859, após dedicada e exemplar pastoral de paróquia rural. Canonizado em 1925.

Fonte: Ordem Franciscana Secular – Fraternidade de Ovar – Portugal

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ENCERRAMENTO DO ANO SACERDOTAL

SANTA MISSA

HOMILIA DO PAPA BENTO XVI
Solenidade do Sagrado Coração de Jesus
Praça de São Pedro
Sexta-feira, 11 de Junho de 2010

(Vídeo)

Imagens da celebração

Prezados irmãos no ministério sacerdotal,
Amados irmãos e irmãs,

O Ano Sacerdotal que celebrámos 150 anos depois da morte do Santo Cura d’Ars, modelo do ministério sacerdotal no nosso mundo, está para terminar. Deixámo-nos guiar pelo Cura d’Ars, para voltarmos a compreender a grandeza e a beleza do ministério sacerdotal. O sacerdote não é simplesmente o detentor de um ofício, como aqueles de que toda a sociedade tem necessidade para nela se realizarem certas funções. É que o sacerdote faz algo que nenhum ser humano, por si mesmo, pode fazer: pronuncia em nome de Cristo a palavra da absolvição dos nossos pecados e assim, a partir de Deus, muda a situação da nossa vida. Pronuncia sobre as ofertas do pão e do vinho as palavras de agradecimento de Cristo que são palavras de transubstanciação – palavras que O tornam presente a Ele mesmo, o Ressuscitado, o seu Corpo e o seu Sangue, e assim transformam os elementos do mundo: palavras que abrem de par em par o mundo a Deus e o unem a Ele. Por conseguinte, o sacerdócio não é simplesmente «ofício», mas sacramento: Deus serve-Se de um pobre homem a fim de, através dele, estar presente para os homens e agir em seu favor. Esta audácia de Deus – que a Si mesmo Se confia a seres humanos; que, apesar de conhecer as nossas fraquezas, considera os homens capazes de agir e estar presentes em seu nome – esta audácia de Deus é o que de verdadeiramente grande se esconde na palavra «sacerdócio». Que Deus nos considere capazes disto; que deste modo Ele chame homens para o seu serviço e Se prenda assim, a partir de dentro, a eles: isto é o que, neste ano, queríamos voltar a considerar e compreender. Queríamos despertar a alegria por termos Deus assim tão perto, e a gratidão pelo facto de Ele Se confiar à nossa fraqueza, de Ele nos conduzir e sustentar dia após dia. E queríamos assim voltar a mostrar aos jovens que esta vocação, esta comunhão de serviço a Deus e com Deus, existe; antes, Deus está à espera do nosso «sim». Juntos com a Igreja, queríamos novamente assinalar que esta vocação devemos pedi-la a Deus. Pedimos operários para a messe de Deus, mas este pedido a Deus é simultaneamente Deus que bate à porta do coração de jovens que se considerem capazes daquilo de que Deus os considera capazes. Era de esperar que este novo resplendor do sacerdócio não fosse visto com agrado pelo «inimigo»; este teria preferido vê-lo desaparecer, para que em definitivo Deus fosse posto fora do mundo. E assim aconteceu que, precisamente neste ano de alegria pelo sacramento do sacerdócio, vieram à luz os pecados dos sacerdotes – sobretudo o abuso contra crianças, no qual o sacerdócio enquanto serviço da solicitude de Deus em benefício do homem se transforma no contrário. Também nós pedimos insistentemente perdão a Deus e às pessoas envolvidas, enquanto pretendemos e prometemos fazer tudo o possível para que um tal abuso nunca mais possa suceder; prometemos que, na admissão ao ministério sacerdotal e na formação ao longo do caminho de preparação para o mesmo, faremos tudo o que pudermos para avaliar a autenticidade da vocação, e que queremos acompanhar ainda mais os sacerdotes no seu caminho, para que o Senhor os proteja e guarde em situações penosas e nos perigos da vida. Se o Ano Sacerdotal devesse ser uma glorificação do nosso serviço humano pessoal, teria ficado arruinado com estas vicissitudes. Mas, para nós, tratava-se precisamente do contrário: sentir-se agradecidos pelo dom de Deus, dom que se esconde em «vasos de argila» e que sem cessar, através de toda a fraqueza humana, concretiza neste mundo o seu amor. Assim consideramos tudo o que sucedeu como um serviço de purificação, um serviço que nos lança para o futuro e faz agradecer e amar muito mais o grande dom de Deus. Deste modo, o dom torna-se o compromisso de responder à coragem e à humildade de Deus com a nossa coragem e a nossa humildade. Nesta hora, a palavra de Cristo, que proclamámos no cântico de entrada desta liturgia, pode dizer-nos o que significa tornar-se e ser sacerdotes: «Tomai o meu jugo sobre vós e aprendei de Mim, que Eu sou manso e humilde de Coração» (Mt 11, 29).

Celebramos a festa do Sagrado Coração de Jesus e, com a liturgia, por assim dizer lançamos um olhar dentro do Coração de Jesus que, na morte, foi aberto pela lança do soldado romano. Sim, o seu Coração está aberto por nós e aos nossos olhos; e deste modo está aberto o Coração do próprio Deus. A liturgia dá-nos a interpretação da linguagem do Coração de Jesus, que fala sobretudo de Deus como pastor dos homens e, deste modo, manifesta-nos o sacerdócio de Jesus, que está radicado no íntimo do seu Coração; indica-nos assim o perene fundamento e também o critério válido de todo o ministério sacerdotal, que deve estar sempre ancorado no Coração de Jesus e ser vivido a partir dele. Hoje queria meditar principalmente sobre os textos com que a Igreja em oração responde à Palavra de Deus apresentada nas leituras. Nestes cânticos, compenetram-se palavra e resposta; por um lado, são tirados da Palavra de Deus, mas, por outro e simultaneamente, são já a resposta do homem à referida Palavra, resposta na qual a própria Palavra se comunica e entra na nossa vida. O mais importante destes textos na liturgia de hoje é o Salmo 22 (23) – «O Senhor é meu pastor» –; nele Israel acolheu em oração a auto-revelação de Deus como pastor e dela fez a orientação para a sua própria vida. «O Senhor é meu pastor, nada me falta»: neste primeiro versículo, exprimem-se alegria e gratidão pelo facto de Deus estar presente e Se ocupar de nós. A leitura tirada do Livro de Ezequiel começa com o mesmo tema: «Eu próprio tomarei cuidado das minhas ovelhas, Eu é que hei-de olhar por elas» (Ez 34, 11). Deus, pessoalmente, cuida de mim, de nós, da humanidade. Não fui deixado sozinho, perdido no universo e numa sociedade onde se fica cada vez mais desorientado. Ele cuida de mim. Não é um Deus distante, para Quem contaria muito pouco a minha vida. As religiões da Terra, por aquilo que nos é dado ver, sempre souberam que, em última análise, só há um Deus; mas este Deus era distante. Aparentemente, Ele deixava o mundo abandonado às outras potestades e forças, às outras divindades. Com estas, era preciso encontrar um acordo. O Deus único era bom, mas distante. Não constituía um perigo, mas tampouco oferecia uma ajuda. Assim, não era necessário ocupar-se d’Ele. Não era Ele que dominava. Por estranho que pareça, este pensamento ressurgiu no Iluminismo. Que o mundo pressupõe um Criador, ainda se compreendia. Este Deus teria construído o mundo, mas depois, evidentemente, retirou-se dele. Agora o mundo tinha um conjunto próprio de leis, segundo as quais se desenvolvia e nas quais Deus não intervinha, nem podia intervir. Deus era apenas uma origem remota. Muitos talvez não desejassem sequer que Deus cuidasse deles. Não queriam ser incomodados por Deus. Mas, sempre que a solicitude e o amor de Deus são sentidos como incómodo, o ser humano acaba subvertido. É bom e consolador saber que há uma pessoa que me ama e cuida de mim; mas muito mais decisivo é que exista um Deus que me conhece, me ama e Se preocupa comigo. «Conheço as minhas ovelhas, e elas conhecem-Me» (Jo 10, 14): diz a Igreja, antes do Evangelho, tomando uma palavra do Senhor. Deus conhece-me, preocupa-Se comigo: este pensamento deveria fazer-nos verdadeiramente felizes; deixemo-lo penetrar profundamente no nosso íntimo. Então compreenderemos também o que significa isto: Deus quer que nós, como sacerdotes, num pequenino ponto da história, compartilhemos as suas preocupações pelos homens. Como sacerdotes, queremos ser pessoas que, em comunhão com a sua solicitude pelos homens, cuidamos deles e lhes fazemos experimentar concretamente esta solicitude de Deus. E o sacerdote, no âmbito que lhe está confiado, deveria poder dizer juntamente com o Senhor: «Conheço as minhas ovelhas, e elas conhecem-me». O sentido deste «conhecer», na Sagrada Escritura, nunca é simplesmente o de um saber exterior, como quando se conhece o número do telefone de uma pessoa; mas «conhecer» significa estar interiormente próximo do outro, amá-lo. Nós havemos de procurar «conhecer» os homens por parte de Deus e em ordem a Deus; havemos de procurar caminhar com eles pela estrada da amizade de Deus.

Voltemos ao nosso Salmo. Lá se diz: «Ele me guia pelo caminho mais seguro para glória do seu nome. Passarei ravinas tenebrosas e não temo; Vós estais comigo, o vosso cajado me sossega» (22, 3-4). O pastor indica a estrada certa àqueles que lhe estão confiados. Vai à sua frente e guia-os. Por outras palavras: o Senhor mostra-nos como se realiza de modo justo o ser homens. Ensina-nos a arte de ser pessoa. Que devo fazer para não me afundar, para não desperdiçar a minha vida com o que não tem sentido? Esta é precisamente a pergunta que cada homem se deve colocar a si mesmo, válida em cada período da vida. E como é grande a escuridão à volta de tal pergunta, no nosso tempo! Vem-nos sempre de novo à mente aquela atitude de Jesus, que Se enchera de compaixão pelos homens, porque eram como ovelhas sem pastor. Senhor, tende piedade também de nós! Indicai-nos a estrada! A partir do Evangelho, sabemos isto: Ele mesmo é o caminho. Viver com Cristo, segui-Lo: isto significa encontrar o caminho certo, para que a nossa vida ganhe sentido e possamos dizer um dia: «Sim, foi bom viver». O povo de Israel sentia-se, e sente-se, agradecido a Deus, porque lhe indicou, nos Mandamentos, o caminho da vida. O longo Salmo 118 (119) é todo ele uma expressão de alegria por este facto: não titubeamos na escuridão. Deus mostrou-nos qual é o caminho, como podemos caminhar de modo certo. O que dizem os Mandamentos foi sintetizado na vida de Jesus e tornou-se um modelo vivo. Compreendemos assim que estas directrizes de Deus não são algemas, mas o caminho que Ele nos indica. Podemos alegrar-nos por elas, e exultar porque em Cristo nos aparecem como realidade vivida. Ele mesmo nos tornou felizes. Caminhando juntamente com Cristo, fazemos a experiência da alegria da Revelação, e, como sacerdotes, devemos comunicar às pessoas a alegria pelo facto de nos ter sido indicado o caminho certo da vida.

Aparece depois a palavra que nos fala de «ravinas tenebrosas», através das quais o homem é guiado pelo Senhor. O caminho de cada um de nós conduzir-nos-á um dia às ravinas tenebrosas da morte, onde ninguém pode acompanhar-nos. Mas Ele estará lá. O próprio Cristo desceu à noite escura da morte. Mesmo lá, Ele não nos abandona. Mesmo lá, Ele nos guia. «Se descer aos abismos, ali Vos encontrais»: diz o Salmo 138 (139). Sim, Vós estais presente mesmo no último transe; e assim o nosso Salmo Responsorial pode dizer: mesmo lá, nas ravinas tenebrosas, não temo mal algum. Mas, ao falar de ravinas tenebrosas, podemos pensar também nas ravinas tenebrosas da tentação, do desânimo, da provação, que cada pessoa humana tem de atravessar. Mesmo nestas ravinas tenebrosas da vida, Ele está presente. Sim, Senhor, nas trevas da tentação, nas horas de ofuscamento quando todas as luzes parecem apagar-se, mostrai-me que estais presente. Ajudai-nos, a nós sacerdotes, para podermos nessas noites escuras estar ao lado das pessoas que nos foram confiadas, para podermos mostrar-lhes a vossa luz.

«O vosso cajado me sossega»: o pastor precisa de usar o cajado como um bastão contra os animais selvagens que querem irromper no meio do rebanho; contra os salteadores que procuram o seu botim. A par de bastão, o cajado serve também de apoio e ajuda para atravessar sítios difíceis. As duas coisas fazem parte também do ministério da Igreja, do ministério do sacerdote. Também a Igreja deve usar o bastão do pastor, o bastão com que protege a fé contra os falsificadores, contra as orientações que, na realidade, são desorientações. Por isso mesmo este uso do bastão pode ser um serviço de amor. Hoje vemos que não se trata de amor, quando se toleram comportamentos indignos da vida sacerdotal. E também não se trata de amor, se se deixa proliferar a heresia, a deturpação e o descalabro da fé, como se tivéssemos nós autonomamente inventado a fé; como se já não fosse dom de Deus, a pedra preciosa que não deixaremos arrebatar. Ao mesmo tempo, porém, o bastão deve continuar a ser o cajado do pastor, cajado que ajude os homens a poderem caminhar por sendas difíceis e a seguirem o Senhor.

A parte final do Salmo fala da mesa preparada, do óleo com que se unge a cabeça, do cálice transbordante, de poder habitar junto do Senhor. No Salmo, tudo isto exprime, antes de mais nada, a dimensão da alegria pela festa de estar com Deus no templo, ser hospedados e servidos por Ele mesmo, poder habitar junto d’Ele. Para nós, que rezamos este Salmo com Cristo e com o seu Corpo que é a Igreja, esta dimensão de esperança adquiriu uma amplidão e profundidade ainda maiores. Por assim dizer, vemos nestas palavras uma antecipação profética do mistério da Eucaristia, no qual Deus mesmo nos acolhe como seus comensais oferecendo-Se-nos a Si mesmo como alimento, como aquele pão e aquele vinho refinados que são os únicos capazes de constituir a derradeira resposta à fome e sede íntima do homem. Como não sentir-se feliz por poder cada dia ser hóspede à própria mesa de Deus, por habitar junto d’Ele? Como não sentir-se feliz pelo facto de Ele nos ter mandado: «Fazei isto em memória de Mim»? Felizes porque Ele nos concedeu preparar a mesa de Deus para os homens, dar-lhes o seu Corpo e o seu Sangue, oferecer-lhes o dom precioso da sua própria presença. Sim, com todo o coração podemos rezar juntos as palavras do Salmo: «A vossa bondade e misericórdia me acompanham no caminhar da minha vida» (22, 6).

Por último lancemos, ainda que brevemente, um olhar sobre os dois cânticos da comunhão propostos pela Igreja na sua liturgia de hoje. Em primeiro lugar, temos as palavras com que São João conclui a narração da crucifixão de Jesus: «Um dos soldados abriu o seu lado com uma lança e dele brotou sangue e água» (Jo 19, 34). O Coração de Jesus é trespassado pela lança. Aberto, torna-se uma fonte; a água e o sangue que saem remetem para os dois Sacramentos fundamentais de que vive a Igreja: o Baptismo e a Eucaristia. Do lado trespassado do Senhor, do seu Coração aberto brota a fonte viva que corre através dos séculos e faz a Igreja. O Coração aberto é fonte de um novo rio de vida; neste contexto, João certamente pensou também na profecia de Ezequiel que vê brotar do novo templo um rio que dá fecundidade e vida (cf. Ez 47): o próprio Jesus é o novo templo, e o seu Coração aberto a fonte da qual jorra um rio de vida nova, que se nos comunica no Baptismo e na Eucaristia.

Mas a liturgia da Solenidade do Sagrado Coração de Jesus prevê como cântico de comunhão ainda outra frase, ligada à primeira, tirada do Evangelho de João: «Se alguém tem sede, venha a Mim e beba, diz o Senhor. Se alguém acredita em Mim, do seu coração brotará uma fonte de água viva» (cf. Jo 7, 37-38). Na fé, por assim dizer bebemos da água viva da Palavra de Deus. Deste modo o próprio fiel torna-se uma fonte, dá à terra sequiosa da história água viva. Vemo-lo nos Santos. Vemo-lo em Maria que, como grande mulher de fé e de amor, se tornou ao longo dos séculos fonte de fé, amor e vida. Cada cristão e cada sacerdote deveriam, a partir de Cristo, tornar-se fonte que comunica vida aos outros. Devemos dar água da vida a um mundo sedento. Senhor, nós Vos agradecemos porque nos abristes o vosso Coração; porque, na vossa morte e na vossa ressurreição, Vos tornastes fonte de vida. Fazei que sejamos pessoas que vivem, que vivem da vossa fonte, e concedei-nos a possibilidade de sermos também nós fontes capazes de dar a este nosso tempo água da vida. Nós Vos agradecemos pela graça do ministério sacerdotal. Senhor, abençoai-nos a nós e abençoai todos os homens deste tempo que estão sedentos e andam à procura. Amen.

Saudações no final da Santa Missa

Queridos sacerdotes dos países de língua oficial portuguesa, dou graças a Deus pelo que sois e pelo que fazeis, recordando a todos que nada jamais substituirá o ministério dos sacerdotes na vida da Igreja. A exemplo e sob o patrocínio do Santo Cura d’Ars, perseverai na amizade de Deus e deixai que as vossas mãos e os vossos lábios continuem a ser as mãos e os lábios de Cristo, único Redentor da humanidade. Bem hajam!

Al termine di questa straordinaria concelebrazione, desidero esprimere la mia viva gratitudine alla Congregazione per il Clero, per l’opera svolta durante l’Anno Sacerdotale e per aver organizzato queste giornate conclusive. Un pensiero di speciale riconoscenza va ai Signori Cardinali ed ai Vescovi che hanno voluto essere presenti, in particolare a quanti sono venuti da lontano.

Chers prêtres francophones, vous avez une proximité particulière avec saint Jean-Marie Vianney. Je souhaite qu’elle devienne une véritable complicité spirituelle. Puisse son exemple sûr, vous inspirez afin que le don que vous avez fait de vous-même au Seigneur porte du bon fruit! Je vous renouvelle ma confiance et je vous encourage à progresser sur les chemins de la sainteté. Que le Seigneur vous garde tous en son Cœur très-aimant!

I now wish to greet all the English-speaking priests present at today’s celebration! My dear brothers, as I thank you for your love of Christ and of his bride the Church, I ask you again solemnly to be faithful to your promises. Serve God and your people with holiness and courage, and always conform your lives to the mystery of the Lord’s cross. May God bless your apostolic labours abundantly!

Von ganzem Herzen grüße ich die Bischöfe, Priester und Ordensleute wie auch alle Pilger, die aus den Diözesen des deutschen Sprachraums zum Abschluß des Priesterjahres nach Rom gekommen sind, um ihre Einheit mit dem Nachfolger Petri zu zeigen. Liebe Mitbrüder, wo kein Zusammenhalt ist, da gibt es keinen Fortschritt. Wenn wir miteinander verbunden bleiben, wenn wir in Christus, dem wahren Weinstock, bleiben, dann können wir starke und lebendige Zeugen der Liebe und der Wahrheit sein, können uns die Winde des Augenblicks nicht verbiegen oder brechen. Christus ist die Wurzel, die uns trägt und uns Leben gibt. Danken wir dem Herrn für die Gnade des Priestertums; dafür, daß er uns jeden Tag neu Gelegenheit gibt, in seiner Nachfolge gute Hirten zu sein. Der Heilige Geist stärke euch bei all eurem Wirken!

Saludo cordialmente a los presbíteros de lengua española, y pido a Dios que esta celebración se convierta en un vigoroso impulso para seguir viviendo con gozo, humildad y esperanza su sacerdocio, siendo mensajeros audaces del Evangelio, ministros fieles de los Sacramentos y testigos elocuentes de la caridad. Con los sentimientos de Cristo, Buen Pastor, os invito a continuar aspirando cada día a la santidad, sabiendo que no hay mayor felicidad en este mundo que gastar la vida por la gloria de Dios y el bien de las almas.

“Dobroć i łaska pójdą w ślad za mną przez wszystkie dni mego życia” (Ps 23/22/, 6). Tymi słowami Psalmu pozdrawiam polskich kapłanów. Drodzy Bracia, Chrystus Was wybrał, wezwał, napełnił dobrocią i łaską. Szczerym sercem podejmujcie każdego dnia ten dar i nieście go z miłością tym, do których zostaliście posłani. Świętymi bądźcie i prowadźcie innych do świętości w Chrystusie. Niech Bóg wam błogosławi!

Rivolgo infine il mio cordiale saluto ai sacerdoti di Roma e d’Italia; come pure ai Presuli, ai sacerdoti e ai seminaristi di tutti i Riti delle Chiese Orientali cattoliche. So, infine, che in tutte le parti del mondo si sono tenuti moltissimi incontri celebrativi e spirituali con grande e fruttuosa partecipazione. Pertanto, desidero ringraziare Vescovi, sacerdoti e organizzatori ed auguro a tutti di proseguire con rinnovato slancio il cammino di santificazione in questo sacro ministero che il Signore vi ha affidato. Vi benedico di cuore!

© Copyright 2010 – Libreria Editrice Vaticana

Nossa Senhora do Carmo – Solenidade – 16 de julho

Nossa Senhora do Carmo

E  história de São Simão Stok (a quem Nossa Senhora apareceu)

http://www.paginaoriente.com/titulos/nscar1607.htm

PAPA ESCREVE AOS CATÓLICOS DA TERRA SANTA PEDINDO UNIÃO

Artigo da Rádio do Vaticano (link) extraído do site /home: http://www.paginaoriente.com/

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Olá a todos! É possível sentir saudade de quem não conhecemos pessoalmente? Parece loucura, não? O que sei que é que me sinto feliz em saudá-los: “Que a Paz de Cristo esteja com vocês!”, caros amigos e amigas. A mesma saudação estendo aos visitantes que estão dando uma passadinha por aqui! Saibam que estive afastada por atividade paralela à minha área profissional – o Jornalismo. Terminei a revisão de uma tese de doutorado, com a Graça de Deus. A concluí em meio a um tratamento por stress continuado. Precisei “dar um tempo”. Que Deus me perdoe a pretensão, bem como nosso amado Apóstolo São Paulo, mas gostaria de expressar o seguinte, mal comparando, é claro: “Combati o bom combate”. O trabalho em si transcorreu como um barco que segue tranquilo. No entanto , no meio do caminho…Posso dizer também: vencemos com a ajuda da Providência Divina, eu e meu esposo, em várias frentes, ainda que algumas expectativas tenham sido frustradas. Mas, como Deus é Onisciente, Onipresente e Onipotente, então, que Assim Seja!

Minha saúde, agora que diminuiu este “poderoso” stresse, já está voltando ao normal.Conhecem aquele ditado, bem popular: “Ninguém é de ferro”? Pois é… É o que passa comigo. O médico havia me sugerido procurar (o que aceitei na teoria na hora), por exemplo, fazer algum tipo de trabalho manual para relaxar a mente. Nem mesmo devia me envolver com este blog…

Nós cristãos temos a “mania” de fazer o máximo porque confiamos que Deus fará, se necessário, o impossível, em sua Misericórdia para nos levantar! A menos que nos queira junto d’ Ele… Desculpem-me se é um tanto chocante raciocinar desse jeito, mas é proveitoso. Melhoramos a cada dia um pouco mais, entre quedas e  asceses, não?

Retorno, portanto, ao ritmo de antes. Um abraço fraterno.

Um pedido especial de minha parte à nossa amadíssima Nossa Senhora do Carmo: peço-Lhe que proteja com seu manto a todos os jornalistas que lutam pelos que sofrem, ou seja, os fracos, os inocentes. Estendo meu pedido de proteção a todos os carmelitas, calçados ou descalços, consagrados e seculares, bem como à minha família como um todo, e a todos que amam a Deus, a Cristo Jesus, no mundo inteiro. Amém.

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Fonte: Igreja Catedral da Diocese de Santo André – SP – Brasil

2010 – Catedral Nossa Senhora do Carmo

Nossa Padroeira

O título “Nossa Senhora do Carmo” é um dos mais antigos e conhecidos da Mãe de Jesus. Surgiu no Monte Carmelo, onde se iniciou a Ordem Carmelita. Nesse monte bíblico foi construída uma pequena capela onde os primeiros monges eremitas carmelitas se reuniam para louvar a Deus e venerar a Virgem Santa.

No século XIII, com as invasões muçulmanas, os monges foram expulsos para o Ocidente e levaram consigo a devoção. Nas dificuldades, invocavam Nossa Senhora por meio do Escapulário de Nossa Senhora do Carmo. O Escapulário tornou-se um sinal, um “sacramental”, que nos recorda o amor materno de Maria e nos convida a viver mais plenamente nossos compromissos com a vida cristã. A devoção ao Escapulário é uma maneira simples e delicada de manifestar o amor à Virgem Santa. O Escapulário é de forma comum e popular chamado por muitos de “bentinho”.

Ele possui o profundo significado de pertença a Maria. O Escapulário é como a forte armadura da fé que nos reveste e nos liberta dos perigos e das tentações do inimigo. Todo cristão que queira comprometer-se com maior empenho na vivência do Evangelho, assumindo Maria como modelo e protetora, pode usar o escapulário. Hoje temos o escapulário em tamanho reduzido para ser dado aos fiéis, para que eles recebam esse sinal protetor de Deus, em nosso caminhar para a casa do Pai.

(Extraído de texto do Frei Patricio Sciadini, OCD)

O Escapulário de Nossa Senhora do Carmo

Pe. Hildebrando

Pe. Hildebrando Rodrigues de Oliveira
Vigário paroquial da Catedral
Publicado em Junho/2006 no Catedral Informa

“Eis o escapulário, aceita-o como um privilégio que alcancei para ti.”

É bom lembrar que o escapulário não é um amuleto, que assegure, sob qualquer hipótese, a salvação de quem o usar. Todavia, contam-se por milhares as conversões de pecadores na hora da morte, atribuídas unicamente ao escapulário de Nossa Senhora do Carmo. A partir de 1245, Simão Stock foi eleito Superior Geral da Ordem Carmelitana, que tem por propósito especial o culto da Mãe de Deus, e pretende ter origem nos tempos do profeta Elias. Diz a tradição que os discípulos de Elias, em lembrança de uma visão do Mestre, teriam fundando uma congregação com sede no Monte Carmelo, com o fim declarado de prestar homenagens à Mãe do Mestre.

Simão Stock era um homem de grandes virtudes, privilegiado por Deus com dons de profecia e dos milagres e por meio dele a Ordem de Nossa Senhora do Carmo começou então a ter uma aceitação extraordinária. Foi aos 16 de julho de 1251 que, estando em oração fervorosa, rodeada de anjos, Nossa Senhora se dignou aparecer-lhe, veio trazer- lhe um escapulário, dizendo: “Meu dileto filho, eis o escapulário, que será o distintivo da minha ordem. Aceita-o como um penhor do privilégio que alcancei para ti e para os membros da Ordem do Carmo. Aquele que morrer vestido desde escapulário está livre do fogo do inferno”.

Estando-lhe assim satisfeita a maior aspiração, Simão Stock tratou de divulgar a irmandade do Escapulário e convidar o mundo católico a participar dos grandes privilégios anexos. O escapulário teve uma aceitação comparável ao rosário. Como o rosário, o escapulário tem experimentado o efeito poderosíssimo da proteção da Mãe de Deus. Muitos são os casos que mostram que privilégio nenhum favorece a quem não quer se separar do pecado e levar uma vida digna e cristã. Assim sendo, meus amigos, não considerem o Escapulário supersticiosamente, ou seja, como um amuleto, mas como compromisso de uma vida digna e cristã, fazendo por merecer os privilégios que ele lhe oferece.

Artigo extraído integralmente do site da Catedral Nossa Senhora do Carmo –  2010 ©.

Vídeo – Santo Antônio de Pádua – 13 de junho – Memória

Santo Antônio de Pádua nasceu em uma família da nobreza de Lisboa. Quando São Francisco de Assis o conheceu, devido à sua erudição e humildade, o nomeou mestre dos franciscanos, contrariando sua decisão de que a Ordem se limitaria aos estudos da Bíblia. Santo Antônio também possuía domínio da oratória, o que para São Francisco acrescentaria ao seu ideal, que, aliás, seguia fielmente o que Jesus Cristo disse aos Apóstolos: “Ide e pregai ao mundo inteiro”.

Além destes dons recebidos do Céu, realizou milagres. Morreu jovem, aos 36 anos de idade, junto a seus irmãos, em Pádua.  Reunia em sua pessoa virtudes como a pureza, a piedade e a humildade, e além disso, foi um pregador de rara inteligência e um hábil orador.

Por tantas graças, Santo Antônio, que veio de Lisboa, e viveu em Pádua, nós, do mundo inteiro, te agradecemos por todas as intercessões que fizeste e fazes  junto a Deus Pai.

Santo Antônio, aconselha-nos nas adversidades e roga por nós! Amém!

No “Arquivo” do blogue “Castelo Interior”, você encontrará uma explanação completa sobre os “feitos”de Santo Antônio de Pádua (com links complementares, que remetem para o site de origem). Vale a pena saber mais sobre este franciscano “por adoção”. Sua vida é surpreendente, já que no post que cito aqui, fica evidente seu potencial de conversão, o que acrescenta, e muito, à idéia que temos dele, ou seja, que era todo o tempo suave, tal como o vemos nas imagens com o menino Jesus que carrega ao colo. Era suave, mas sua pregação era firme e forte.

Desnutrição alarmante das crianças do Níger e Apelo internacional do Papa frente à violência no Oriente Médio (assassinato de Dom Luigi Padovese, em 03 de junho, na Turquia) – Agência Fides/Roma – 09.06.2010

Dom Luigi Padovese, presidente da Conferência Episcopal da Turquia, foi assassinado na última quinta-feira, dia 3 de junho, dia em que celebramos Corpus Christi – Corpo de Deus – o sacrifício e a Ressurreição de Jesus Cristo. Uma data terrivelmente emblemática para a morte de um homem consagrado ao serviço da construção do Reino de Cristo, até Sua vinda. Lembremos de Dom Luigi em nossas orações.

Creio que seu martírio representa a grave crise, que toma o disfarce de religiosa, mas que visa, de fato, tomada de poder entre grupos que, historicamente, vivem em conflito pelo domínio de uma terra que é chamada Santa, Jerusalém. No caso, todo seu amplo entorno, que afinal, se estende por todo o Oriente Médio. Ao que parece os cristãos chamam a atenção para o diálogo entre as várias vertentes, tanto entre muçulmanos, quanto judaicas, com chave negativa em relação à visão do Estado de Israel. No entanto, salvo melhor avaliação, os cristãos no Oriente Médio, apesar de serem numericamente quase ínfimos naqueles países, são incômodos, e infelizmente, alvo fácil.

Leia, logo abaixo o apelo internacional do Papa Bento XVI para o enfrentamento da violência no Oriente Médio, principalmente contra os cristãos.

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Sempre houve muita fome e miséria na África, principalmente devido à desestruturação social decorrente de centenas de anos de escravidão sofrida e perpetrada, com raras exceções pelo mundo inteiro. No entanto, a cultura africana é propícia à manutenção da violência entre elites tribais, ainda que em meio a arranha-céus… A corrupção é moeda corrente, e a decorrência disso é o frequente esfacelamento dos tecidos sociais.As crianças do Níger passam fome ou sobrevivem desnutridas. Há uma “super-dieta” que está em vias de não poder ser mantida. Uma organização internacional importante está enfrentando a ausência de uma estrutura permanente de assistência – via setor público, devido a uma simples questão: os homens não admitem que suas mulheres se afastem das áreas de colheita, para ajudá-los.  O resultado é que as crianças com saúde mais crítica, não conseguem receber adequadamente a alimentação que lhes é reservada. Por certo, há indiferença dos setores públicos, que, além de aceitarem passivamente a dependência de iniciativas internacionais, não garantem que a cadeia de ajuda humanitária seja mantida. Seria o caso de aplicar multas pesadas sobre os habitantes que desfazem do trabalho de Ongs em geral e de iniciativas, tanto católicas, quanto de outras igrejas cristãs.

Logo abaixo, leia a notícia de hoje sobre a situação em Níger, com cidades que, por falta de transporte chegam a exigir três dias de viagem para ir aos centros de distribuição de alimentação das crianças, e três para a volta.

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Fonte: AGÊNCIA FIDES – Roma

Imagem: "Palco da Vida"-Cabo Verde

ÁFRICA/NÍGER Toda criança tem direito a alimentação e assistência médica

Niamey (Agência Fides) – A falta de meios de transporte, o estilo de vida rural e a pressão exercida sobre as mulheres para trabalhar nos campos, ajudam a piorar as formas de desnutrição nas crianças do Níger que não podem levar a termo os programas de alimentação terapêutico aos quais são submetidos. Em algumas áreas rurais remotas, os centros de saúdem onde são realizados tais tratamentos, estão muito longe. Isso faz com que uma criança desnutrida a cada cinco que participa destes programas, nas províncias de Zinder e Maradi, interrompe o tratamento porque proveniente da Nigéria. A terapia intensiva dura oito semanas. Por causa da interrupção, o número de crianças gravemente desnutridas que são registradas nos programas terapêuticos aumenta semana após semana. Foram verificados 8 mil casos na última semana. Segundo o coordenador do UNICEF, na capital, Niamey, desde o início do ano as agências humanitárias cuidam de 84 crianças gravemente desnutridas. Na província de Diffa, onde trabalha a Ong Save the Children, a situação está piorando. A organização está programando aumentar as ajudas em todos os centros de saúde nos distritos deDiffa onde trabalha.

De Zinder e Maradi é preciso muito tempo para ir e voltar do centro, além disso os maridos não querem que suas mulheres e crianças fiquem ali muito tempo sozinhos e em vista da estação da colheita, as mulheres que trabalham nos campos, são obrigadas a voltar para suas casas. Em algumas áreas, 70% dos povoados distam mais de 15 km dos centros de saúde, outros 50 km, tornando necessário 3 dias para ir e 3 para voltar!

O índice de desnutrição aguda geral em Diffa é o mais alto da região, com 17.4%. Na zona norte da província acontece que ao voltar ao povoado depois de um mês ele não mais existe. As crianças em terapia devem ser controladas pelo menos uma vez por semana para verificar se estão perdendo peso, que não tenham contraído outras complicações, e que a comida hiper-calórica a eles destinados não seja dada aos outros membros da família. No Níger, a assistência de saúde oferecida às crianças com menos de cinco anos e às mulheres grávidas é gratuito, todavia, os remédios não são suficientes. (AP) (8/6/2010 Agência Fides)

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Imagem: Loyola Notícias
Papa Bento XVI no Memorial de Moisés, no Monte Nebo - Basílica (Jordânia) - 08.05.2009. Imagem: Loyola Notícias

Fonte: AGÊNCIA FIDES – Roma

2010-06-07

VATICANO Apelo do Papa em favor do “esforço internacional urgente e intrépido a fim de resolver as tensões que continuam no Oriente Médio, sobretudo na Terra Santa, antes que tais conflitos conduzam a um maior espargimento de sangue”

Nicósia (Agência Fides) – “Renovo o meu apelo pessoal pelo esforço internacional urgente e intrépido a fim de resolver as tensões que continuam no Oriente Médio, sobretudo na Terra Santa, antes que tais conflitos conduzam a um maior espargimento de sangue.” São as palavras proferidas pelo Santo Padre Bento XVI no domingo, 6 de junho, no final da Santa Missa celebrada no Palácio do Esporte Eleftheria de Nicósia, antes da entrega do Instrumentum laboris da próxima Assembleia Especial para o Oriente Médio do Sínodo dos Bispos, que se celebrará em outubro.

Em seu discurso o Santo Padre recordou Dom Luigi Padovese, Presidente da Conferência Episcopal da Turquia, assassinado em 3 de junho. O Papa recordou que o prelado contribuiu na preparação doInstrumentum Laboris e acrescentou: “Confio a sua alma à misericórdia de Deus Onipotente, recordando seu compromisso, especialmente como Bispo, pela compreensão mútua no âmbito inter-religioso e cultural e pelo diálogo entre as Igrejas. A sua morte é um lúcido chamado à vocação que todos os cristãos partilham em ser, em toda circunstância, testemunhas corajosas de tudo aquilo que é bom, nobre e justo”. O Papa evidenciou como o Oriente Médio tenha “um lugar especial no coração de todos os cristãos, a partir do momento que foi ali que Deus se manifestou aos nossos pais na fé”. A mensagem do Evangelho se difundiu no mundo inteiro e “os cristãos em cada lugar continuam olhando o Oriente Médio com reverência especial, por causa dos profetas e dos patriarcas, dos apóstolos e dos mártires, aos quais devemos tanto, aos homens e às mulheres que ouviram a Palavra de Deus, que deram testemunho dela, e a entregaram a nós pertencentes à grande família da Igreja”.

Falando sobre a próxima Assembleia Especial para o Oriente Médio do Sínodo dos Bispos, o Santo Padre evidenciou que ela “buscará aprofundar os laços de comunhão entre os membros das Igrejas locais, como também a comunhão destas Igrejas entre si e com a Igreja universal”. Será um encorajamento no testemunho de fé em Cristo, vivida nos países onde esta fé nasceu e cresceu. “A Assembleia Especial é uma ocasião para todos os cristãos do resto do mundo de oferecer uma ajuda espiritual e uma solidariedade para seus irmãos e irmãs do Oriente Médio” – prosseguiu o Santo Padre. É uma ocasião para ressaltar o valor importante da presença e do testemunho cristão nos países da Bíblia, não somente para a comunidade cristã no mundo, mas igualmente para todos os vizinhos e concidadãos. Contribuam de várias formas ao bem comum, por exemplo, através da educação, do cuidado pelos doentes e a assistência social. Trabalham em favor da construção da sociedade. Vivam em paz e harmonia com seus próximos judeus e muçulmanos.

Muitas vezes vocês agem como artesãos da paz no difícil processo de reconciliação. Vocês merecem o reconhecimento pela função inestimável que desempenham. Espero que os seus direitos sejam sempre respeitados, incluindo o direito à liberdade de culto e a liberdade religiosa, e que vocês não sofram discriminações de todos os tipos. Rezo para que os trabalhos da Assembleia Especial chame a atenção da comunidade internacional sobre a condição dos cristãos no Oriente Médio, que sofrem por causa de sua fé, para que possam encontrar soluções justas e duradouras aos conflitos que causa tantos sofrimentos”. (SL) (Agência Fides 7/06/2010)

“(…)A fé diz-nos que é o próprio Cristo que continua dando o seu corpo e o seu sangue por amor a nós, como garantia de salvação para todos.” (SpeDeus – 03 de junho – Festa de Corpus Christi – Corpo de Deus)

Ceia do Senhor

Fonte: “Instituição da Eucaristia” – Achiropita.org.br

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Fonte: SpeDeus

Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo – Festa do Corpo de Deus

A Igreja coloca a festa da Eucaristia na semana seguinte ao domingo da Trindade. Tem tudo a ver. A coerência da liturgia corresponde à coerência da fé.

Se Deus é amor, se Ele assim se revelou no seu mistério da Trindade, que é a comunhão divina no seu amor, este amor foi manifestado para nós pela maneira como Cristo nos amou. E diz o Evangelho que ele nos amou até o fim! Deu por inteiro a sua vida por amor.
“Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida por seus amigos”, disse Jesus. Disse e fez. Deu por inteiro sua vida. E tornou perene este seu gesto de amor, colocando-o como sua memória para ser celebrada para sempre.

Isto é a Eucaristia. Ela recolhe o amor de Cristo, que continua dando a sua vida por nós e para nós. Também nisto se mostra a coerência do mistério de Deus. Deus é amor. Tendo assumido um corpo humano, o Filho de Deus fez do seu corpo uma expressão de amor. E, para mostrar que queria partilhar connosco o seu amor, fez do seu corpo alimento para nossas vidas, à semelhança de pão para comer e de vinho para beber. Sob estas aparências, a fé diz-nos que é o próprio Cristo que continua dando o seu corpo e o seu sangue por amor a nós, como garantia de salvação para todos.

A coerência de amor divino convida-nos à coerência de nossa fé. No pão consagrado e no cálice abençoado reconhecemos a presença viva do próprio Senhor, que nos envolve em seu amor e nos fortalece em sua comunhão.

A Eucaristia é o grande sinal do amor de Deus, que Cristo nos testemunhou e nos comunica por seu Santíssimo Sacramento.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)
Publicada por JPR em Quinta-feira, Junho 03, 2010 (SpeDeus).

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Papa Bento XVI

Oremus pro Pontifice nostro Benedicto
Dominus conservet eum et vivificet eum et
beatum faciat eum in terra
et non tradat eum in animam inimicorum eius

Tradução:

Oremos pelo nosso Papa Bento.
O Senhor o conserve e lhe dê vida e saúde,
O faça feliz na terra
E o guarde de todos os males. Amen.

(Tradução de JPR a partir da versão italiana)

«A Cruz de Cristo será a ruína do demónio; e por isso Jesus não deixa de ensinar aos seus discípulos que, para se entrar na Sua glória, deve sofrer muito, ser rejeitado, condenado e crucificado (cf. Lc 24, 26), pois o sofrimento é parte integrante da sua missão.»

«Jesus sofre e morre na Cruz por amor. Deste modo, considerando bem, deu sentido ao nosso sofrimento, um sentido que muitos homens e mulheres em todas as épocas compreenderam e assumiram como seu, experimentando uma profunda serenidade, mesmo na amargura perante duras provas físicas e morais.»

(Tradução de JPR a partir da versão espanhola)

Angelus de 1 de Fevereiro de 2009.

(Tradução de JPR a partir do site da Santa Sé e das versões italiana e espanhola)

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Fonte: SpeDeus
Tema para reflexão
A nossa vida em Deus (1)

Sendo Deus eterna comunicação de Amor, é compreensível que esse Amor transborde para fora d’Ele na Sua actuação. Toda a actuação de Deus na história é obra conjunta das três Pessoas, dado que se distinguem apenas no interior de Deus. Não obstante, cada uma imprime nas acções divinas “ad extra” a sua ( ) característica pessoal. Com uma imagem, poder-se-ia dizer que a acção divina é sempre única, como o dom que nós poderíamos receber da parte de uma família amiga, que é fruto de um só acto; mas, para quem conhece as pessoas que formam essa família, é possível reconhecer a mão ou a intervenção de cada uma, pela marca pessoal deixada por elas na prenda única.

Este reconhecimento é possível, porque conhecemos as Pessoas divinas na Sua distinção pessoal mediante as missões, quando Deus Pai enviou juntamente o Filho e o Espírito Santo na história (cf. Jo 3, 16-17 e 14, 26), para que se fizessem presentes entre os homens: «São sobretudo as missões divinas da Encarnação do Filho e do dom do Espírito Santo que manifestam as propriedades das pessoas divinas» (Catecismo, 258). Eles são como que as duas mãos do Pai que abraçam os homens de todos os tempos, para os levar ao seio do Pai. Se Deus está presente em todos os seres enquanto princípio do que existe, com as missões do Filho e do Espírito fazem-se presentes de uma forma nova . A própria Cruz de Cristo manifesta ao homem de todos os tempos o eterno Dom que Deus faz de Si mesmo, revelando na Sua morte a íntima dinâmica do Amor que une as três Pessoas.

(GIULIO MASPERO)
Agradecimento: António Mexia Alves
Publicada por JPR em Quinta-feira, Junho 03, 2010 (SpeDeus).

“Mãe de Deus: Invocação fundamental da Virgem, Mãe do Redentor…o Papa Bento XVI ilustrou o profundo significado desta invocação.”(Mês de Maio – dedicado à Virgem Maria – “Canto da Paz” – Clarissas e Franciscanos)

Olá, estimados e estimadas visitantes! Amigas, amigos em Cristo Jesus…
Como havia avisado anteriormente, me vejo obrigada a fazer postagens sem regularidade  mínima. Ou seja, sem nenhum compromisso com o “tempo real”, que a bem da verdade, não me incomoda. Mas algo diário ou um pouco mais espaçado é o ideal, não? volto ao tema “tempo real”. Como jornalista , penso que esta é uma realidade questionável na net, já que a maior parte das informações que nela circulam, exige aprofundamento… O que temos é uma avalanche de informações, quase sempre inconclusivas. Tempos modernos… Em todo caso, lembro a todos que estou trabalhando em uma revisão de pós-graduação. Entre a introdução, os cinco capítulos e a conclusão, estou quase na metade do quarto. O tema é complexo e exige absoluta concentração. Enquanto isto vai acontecendo, outros compromissos me chamam… Exigências do “caos moderno”…
Logo retomarei, com a Graça de Deus, o ritmo que dava ao blogue “Castelo Interior”. Conto com as orações de todos, certo?
Passou batido o dia da Ascensão do Senhor – o que lamento muito. No “Arquivo” do blogue, em ano anterior fiz uma postagem. Me sinto estranha neste afastamento obrigatório do blogue, ainda que positivo. No entanto, sinto-me “conectada” a Ele, principalmente durante estes últimos 20 dias, ou seja, Jesus Cristo não veio para os sãos (penso que se referia aos santos e santas, já ao seu tempo!). Veio para os pecadores, que aliás, somos todos nós – que pertencemos à Humanidade – e além disso, também para quem se sente atribulado, cansado, esgotado, injustiçado por colocar o amor acima do dinheiro, e pelos que morrem perseguidos na luta por amor e justiça.Então, resta-nos a consolação do dito bíblico conhecidíssimo: “Tudo posso n’Aquele que me fortalece”.
Também ficaram para trás outros assuntos importantes, como, por exemplo, àqueles ligados ao dia-a-dia da Igreja, em Roma. De lá, é bom lembrarmos, partem as decisões que mantém a Igreja Católica Una, Santa e Apostólica.Jesus disse que venceu o mundo, e que, por esta razão, a Sua Igreja não será vencida! Cristo é a cabeça e nós somos os membros deste “Corpo Santo” que é a Igreja – o Papa Bento XVI – Joseph Ratzinger, o Vaticano, os homens e mulheres consagrados espalhados pelo mundo, e nós, leigos cristãos católicos e de outras denominações, seguidores de Seus ensinamentos – pelo menos em nossa “férrea” determinação…
Afinal, viver é lutar, não? Às vezes, confesso – passa uma nuvem que me faz pensar se sou forte o suficiente… Aí, lembro dos cristãos que me antecederam, em tempos, que, historicamente, foram de “corta-cabeças”, e faço com que saiam da minha mente, de meu coração, ainda que com esforço, idéias derrotistas. Na verdade, acredito que quem “manda” todos os sentimentos pouco animadores, ainda que na forma de uma nuvem escura “mental” é a Fé! A oração é a arma neste combate… Afinal, a promessa de Cristo Jesus é que teríamos o “Paráclito” – O Espírito Santo como Divino Auxiliador (Amém!). Assim, tem havido em minha vida, muita luta contra o stresse, o esgotamento – ultimamente, até mesmo com necessidade de medicação. É que os resultados da vida concreta têm sido “desafiadoramente” modestos… Tudo bem. Lutamos por “ser”, como um ideal de vida, e não, pelo ter, acima de tudo… Acho que todos entendem a que me refiro. Infelizmente,esta é a mola mestra do mundo que vivemos, principalmente depois dos anos 80, com ênfase a parir dos 90.
No entanto, no meio da Babel do mundo de hoje, vivi, vivemos um acontecimento confortador e estimulante: a visita de minha irmã caçula e de meu sobrinho, que vieram do exterior. Mas, a saudade reiniciou quando minha irmã partiu… Queremos sempre proteger quem amamos, estar ali, na hora em que a dor ou o contentamento surgem, não? Fazer o quê? É a vida… Nosso sobrinho  ficou no Brasil. Foi difícil para ela. Mas estamos contentes por poder “olhar por ele”, fazer o máximo para que se sinta amado e orientado. Contará com seus avós maternos, eu e meu marido, meu irmão, minha cunhada e seus dois primos e uma prima. Está de bom tamanho. Contamos a proteção da Sagrada Família – Santa Maria, São José e Jesus, seu Filho adotivo. Amém. Que todos os meus familiares, inclusive, os que estão do outro lado do oceano, sejam protegidos, confortados, em especial,  um de meus cunhados, que está hospitalizado. Amém.
Mudando um pouco de assunto, de memória, lembro que foi comentado por um Santo (desculpem-me, mas não tenho certeza – talvez  seja o Cura D’Ars – São João Maria Vianney – patrono do Ano Sacerdotal)): “Até o túmulo o homem será perseguido por tentações.”. Penso que pode ter sido dito por São Francisco de Assis, que teve uma trajetória de vida de crescente sofrimento físico, moral e espiritual. “Tentações” é um termo bem amplo no mundo da espiritualidade cristã. Se assim não fosse, São Francisco de Assis não teria nos deixado o seguinte pensamento: “Quanto mais tentado fores, saiba que és mais amado. Ninguém deve ser reputado servo de Deus até que passe pelas tentações e aridez.” (S.Francisco de Assis)
Até breve. Que Deus nos ilumine e fortaleça. Amém.
(L.B.N.)
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Fonte: CANTO DA PAZ

MÊS DE MAIO

Mãe de Deus – Invocação fundamental da Virgem, Mãe do Redentor

…o Papa Bento XVI ilustrou o profundo significado desta invocação.

Maria Mae de Deus_ canto da paz_clarissas

“Este título, que já no século III lhe era atribuído pela devoção popular, foi oficialmente confirmado em 431 pelo Concílio de Éfeso, desejando sublinhar fortemente a unidade das duas naturezas, divina e humana, na pessoa de Cristo.”

Foi a partir daí – recordou o Papa – que se desenvolveu amplamente a devoção mariana, com numerosas igrejas dedicadas à Mãe de Deus, entre as quais, aqui em Roma, a basílica de Santa Maria Maior. O título de “Mãe de Deus”, tão ligado às festas natalícias, é a invocação fundamental com que os fiéis honram a Virgem, e faz ver o nascimento de Jesus e a maternidade divina de Maria como dois aspectos do mesmo mistério da Incarnação do Verbo.

“Todos os títulos atribuídos à Virgem, assim como os privilégios da Imaculada Conceição e da Assunção, têm como fundamento a sua vocação a ser a Mãe do Redentor. Como tal, Maria é também a Mãe do Corpo de Cristo, que é a Igreja.”

Foi por isso que, durante o Concílio Vaticano II, a 21 de Novembro de 1964, Paulo VI conferiu solenemente a Maria o título de “Mãe da Igreja”, que faz com que ela seja também nossa Mãe – acrescentou ainda Bento XVI.

“Somos, portanto, convidados a considerar atentamente a importância da presença da Virgem Maria na vida da Igreja e na nossa vida pessoal, para que ela guie os nossos passos ao longo do novo ano, em que o Senhor nos concede a graça de entrar”.

(Fonte: http://www.diocesedecampinagrande.org)

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Padre Amaro Saumell canta a Ave Maria em latim: http://www.cantodapaz.com.br/blog/2006/09/10/ave-maria/