“A FÉ EM NOSSO SENHOR” – Conferência de São Pedro Julião Eymard – Apóstolo da Eucaristia e propagador do culto solene à Jesus Sacramentado (Congregação das Servas do Santíssimo Sacramento da Adoração Perpétua)

Apóstolo da Eucaristia e propagador do culto solene à Jesus Sacramentado, São Pedro Julião Eymard nasceu no norte da França, em Esère, no dia 4 de fevereiro de 1811 e faleceu em 1º de agosto de 1868. A sua memória litúrgica deve ser celebrada em 2 de agosto, um dia após o de sua morte. (LBN)

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Pensamentos São Pedro Julião Eymard, extraídos de Servos da Eucaristia.

Jesus está na Eucaristia, portanto todos a Ele“.

 

Uma boa hora de adoração diante do Santíssimo Sacramento produz maior bem do que todas as igrejas de mármore que possamos visitar ou todos os túmulos que possamos venerar.”

 

O grande mal de nossa época é que não vamos a Jesus Cristo como a seu Salvador e a seu Deus. Abandona-se o único fundamento, a única fé, a única graça da salvação… Então o que fazer? Retornar à fonte da vida, mas não ao Jesus histórico ou ao Jesus glorificado no céu mas sim ao Jesus que está na Eucaristia. Temos que fazê-lo sair de seu esconderijo para que possa de novo colocar-se à cabeça da sociedade cristã… Que venha cada vez mais o reino da Eucaristia: Adveniat regnum tuum!

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Fonte: Congregação das Servas do Santíssimo Sacramento da Adoração Perpétua (Conferência proferida por São Pedro Julião Eymard)

 

A FÉ EM NOSSO SENHOR

“Se tiverdes fé como um grão de mostarda, vós fareis as montanhas mudarem de lugar.” [cf. Mt 17,20]

Mas nossa fé que opera tão pouco deve ser bem pequena! Digamos, portanto, como os Apóstolos: Senhor, aumentai a nossa fé [Lc 17,5]. Não peçamos a fé nos milagres, nas verdades, mas em Nosso Senhor Presente. Crê-se nas verdades passadas e distantes que quase não nos tocam. Mas em Nosso Senhor Presente, quase não se tem fé, porque seria necessário amá-LO. Não se acredita em alguém, sem amá-lo, sem honrá-lo. Tem-se medo dos sacrifícios que este amor exige. Ora, todos nós cremos na Eucaristia como verdade, presença – é a salvação. Muitos param aí: fé de conhecimento, fé quase negativa, que quase não honra, que se ocupa muito pouco daquilo que crê. Todos os cristãos têm esta fé; isso não deve bastar ao coração, esta não é uma fé pessoal, é uma fé negativa e especulativa, que não insulta, mas que não honra, ou então que só honra a Nosso Senhor na Igreja – e ainda! Eles entram, não saúdam, ou saúdam de forma ridícula; se tivessem fé, dever-se-ia esbofeteá-los, são insultadores, ou máquinas que não refletem. Se dissessem a si mesmos: “Jesus que lá está é o mesmo que está no Céu! Tudo treme ao Seu olhar, obedece à Sua palavra, Ele tem em sua mão o raio, o trovão”, não se faria o que se faz. Veem-se Igrejas onde os sacristãos, pessoas honestas não fazem nem saudação, nem reverência: é um escândalo. E se eu fosse pagão, vendo isso, jamais me converteria. Vede, a fé, em seu primeiro grau, é o respeito; pois, será que só porque Nosso Senhor Se velou, deve-se faltar com o respeito para com Ele? Pouco respeito significa pouca fé, falta de respeito, impiedade e indiferença. Isto me faz sofrer, crede-me, não falteis jamais com o respeito ao Santíssimo Sacramento. É preferível não vir. As irreverências no lugar santo são sempre punidas neste mundo. Nosso Senhor não pune, Ele quis de tal forma Se esconder!

Depois desta fé na verdade que honra a dignidade, a realeza, que respeita, que é a fé prática, é preciso crer na bondade de Nosso Senhor. Crer na verdade não prende, não cria laços de afeição. Crede em Sua bondade, em Sua misericórdia, em Suas graças. Crede que Ele está lá para conceder Suas graças. Ele não quer guardá-las. Recebei-as ao menos, desembaraçai-O delas. E se credes nesta bondade, doente, vós O consultareis, triste, vós vireis pedir-Lhe a consolação. Na medicina o que melhor cura é o fogo, o éter, o que queima – eis aqui o fogo divino que cauteriza toda ferida.

Vós tendes necessidade de conselhos, vinde a este Amigo, vinde dizer vossas penas corporais e espirituais, o pão para a natureza e para a graça: tudo vem d’Ele nas duas ordens; vós não sois Anjos, tendes necessidades do corpo, pedi a Nosso Senhor. Ele quer fazer pessoas felizes cada dia, Ele quer aplicar o bálsamo, comunicar a força, a luz. Ele é mais feliz em dar, do que nós em receber. Se tivéssemos esta fé, desde que tivéssemos qualquer necessidade, viríamos a Ele. Faz-se tudo ao contrário: vai-se a tudo e termina-se por Ele. Tem-se medo de Sua bondade. Cada um gosta de restituir o que recebe para estar quite. Nosso Senhor dá e não recebe nada, Ele pede somente o reconhecimento. Não gostamos de estar em dívida de reconhecimento. Os Santos sabem disso, ide – eles O fazem trabalhar, desatam-NO, fazem-NO agir. Quase não temos fé, uma vez que permanecemos infelizes longe d’Ele. Digo-vos que temos medo d’Ele. Nada podemos receber de Nosso Senhor sem nos prendermos pelo amor.

Além disso, existe a fé no amor de Nosso Senhor; isto completa a fé na Eucaristia. Crer que Ele está lá por amor, que este amor é tão forte, tão grande, que Ele não pode mais se tornar livre. É um contrato perpétuo. E se Lhe perguntamos: “Por que estais aí?”, Ele não dirá que é para nos fazer o bem, isto nos humilharia. Ele responderá que é por amor, para ser nosso Companheiro, conversar conosco. Se Ele não nos amasse, não estaria lá. A bondade poderia se contentar com os canais dos Sacramentos para nos conceder as graças. O amor não, o amor quer estar lá Ele mesmo. É o fogo que somente Nosso Senhor pode acender e entreter. Também somente o amor vem a Nosso Senhor, ao Seu amor, quero dizer. Se se acreditasse nisso, haveria de que se tornar louco de amor. Jesus Cristo o mesmo que está no Céu! Amando com um amor infinito! Não se poderia mais ir embora. Alguns Santos viviam do êxtase deste amor compreendido.

Nós estamos ainda longe de acreditar que Nosso Senhor está lá, amando-nos como no Céu, mais que isto, consumindo-Se de amor, enquanto que no Céu, Ele não Se consome. O que fazer? Humilhar-se por ter amado mais as criaturas do que Nosso Senhor! por não ter feito por Ele o que fizestes pelo próximo.

Peçamos a fé na bondade, no amor de Nosso Senhor. Devemos pedir que a fé no Santíssimo Sacramento ressurja na terra – eu digo ressurja, porque ela já não existe. Pedi a fé para essas almas que não creem, que estão paralisadas. É isso o que se deve pedir: a fé no coração, na vida de Nosso Senhor. O resto virá, e depressa nos converteremos com isso.

(Conferência feita por São Pedro Julião Eymard em 14 de maio de 1868).

OBRAS COMPLETAS / XII VOLUME)

Publicado em Congregação das Servas do Santíssimo Sacramento da Adoração Perpétua.

“Ó Maria alcançai-nos agora um novo ardor de ressuscitados para levar a todos o Evangelho da vida que vence a morte. Dai-nos a santa ousadia de buscar novos caminhos para que chegue a todos”. Papa Francisco

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“Ó Maria alcançai-nos agora um novo ardor de ressuscitados para levar a todos o Evangelho da vida que vence a morte. Dai-nos a santa ousadia de buscar novos caminhos para que chegue a todos”.

Papa Francisco

Fonte (imagem/texto):  Carmelo Nossa Senhora da Assunção e São José – Comunidade das Irmãs Carmelitas Descalças – Monjas Contemplativas -Curitiba – Paraná – Brasil.

 

Patriarca Latino de Jerusalém presidirá no Santuário de Fátima a peregrinação internacional de 13 de maio (Tarde com Maria)

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Publicado em Tarde com Maria (texto e foto).

O Patriarca Latino de Jerusalém, Dom Fouad Twal, presidirá no Santuário de Fátima a peregrinação internacional de 13 de maio.

Numa entrevista à sala de imprensa do Santuário de Fátima, Dom Twal apresentou as principais intenções de oração que serão feitas num local onde “Maria continua irradiando sua luz, seu amor de Mãe e seus ensinamentos”.

“Irei apresentar a Nossa Senhora as súplicas de seus filhos do Oriente Médio e as de seus filhos do mundo inteiro. De modo especial, pedirei pelas necessidades dos cristãos e de todos os habitantes de sua pátria: a Terra Santa. Peço a todos para que rezem pela Terra de Jesus e de Maria”, frisou o patriarca.

Nas mesmas declarações, Dom Twal falou sobre a primeira viagem do Papa Francisco à Terra Santa de 24 a 26 de maio próximo, afirmando que o Santo Padre irá à Terra Santa “como peregrino da paz e da unidade”, a uma terra “em chamas “, com muros visíveis e invisíveis, difíceis de ultrapassar.

Como gestos concretos para assinalar a peregrinação pontifícia, o Patriarca Latino de Jerusalém pediu liberdade total de acesso aos lugares sagrados para todos os fiéis e liberdade para que as famílias separadas pelo Muro possam se encontrar.

Dom Twal pediu orações pelos cristãos e seu futuro, afirmando que os cristãos no Oriente Médio são uma riqueza para toda a Igreja.

Fonte: Rádio Vaticano.

“Discurso da lua” é proferido espontaneamente pelo Papa João XXIII a fiéis que acorreram à Praça de São Pedro portando velas e em oração, após abertura do Concílio Vaticano II – 11 de outubro de 1962 (YouTube)

“O discurso da lua” é uma das mais famosas intervenções do chamado “Papa bom” ou João XXIII.
Na noite de 11 de Outubro de 1962, após a sessão de abertura do Concílio Vaticano II, uma multidão de fiéis acorreu espontaneamente à Praça de São Pedro com velas e em oração.
Informado pelo seu secretário, Mons. Capovilla, João XXIII aproximou-se à janela, e, emocionado, falou de improviso.
O caráter coloquial e absolutamente inesperado da sua saudação, granjeou-lhe o título de “discurso da lua“, devido à referência que o mesmo fez no início do diálogo. (Fonte: YouTube – Canal João Batista Merc..)

“Não tenhais medo!” Papa João Paulo II – Trecho de discurso inaugural – Domingo 22 outubro 1978 (YouTube)

Trecho do discurso inaugural do pontificado do Papa João Paulo II. Apresenta o tema que foi marcante em sua condução pastoral: “Não tenhais medo!” O texto na íntegra pode ser encontrado aqui: http://www.vatican.va/holy_father/joh…

 

Fonte: YouTube (Canal Andlavor).

Eu ressuscito e ressuscitarei para a vida eterna graças à Tua Encarnação, Paixão, Morte e Ressurreição – Domingo – Páscoa (Carmelo Descalço- OCD – 2014)

Graças, vos damos, Senhor…

páscoa carmelo

Senhor,

neste dia de Páscoa,
é com o coração cheio de júbilo
que faço memória e atualizo a fé em que acredito:
creio na ressurreição dos mortos
e na vida do mundo que há de vir.
Sim, Jesus, dou-Te graças infindas, pois,
porque deste voluntariamente a Tua vida,
retomaste-a e retomaste-a para mim.
Eu ressuscito e ressuscitarei para a vida eterna
graças à Tua Encarnação, Paixão, Morte e Ressurreição.
O coração não cabe em mim de tanta alegria por esta certeza.
Que ela inunde a minha vida, sare as minhas feridas,
cure os meus desgostos e alivie as minhas dores,
porque a Vida venceu a morte, o mal e todo o pecado.
E a vida é a Vida de Deus,
que Tu derramaste no meu coração
e está em mim presente, agora e sempre!

 

Publicado em  Carmelodescalco Ocd.

“A compaixão é a misericórdia que se inclina sobre a miséria e mostra a grandeza da alma.” – Pe. Antônio Francisco Bohn (Quinta-Feira Santa – 2014)

William-Adolphe Bouguereau(1825-1905) – “Compassion” (1897)

A indiferença e o individualismo como fontes da falta de compaixão

Lúcia Barden Nunes

Nosso tempo é marcado por duas características: a indiferença e o individualismo. Ambos já permeiam até mesmo o convívio familiar. Falas ou mensagens rápidas pelo celular; e-mails raros e telegráficos – cartas, nem pensar, e visitas – bem, a agenda está cheia para a maioria. Não devia ser assim porque o tempo deve ser vivido por nós e não o contrário – ele nos apressar, até quando não é necessário. Vivemos em uma sociedade superficial e volúvel. Não devíamos abrir mão de nossos afetos por uma suposta falta de tempo. Quando nosso coração está partido, ou enfrentamos todo tipo de dificuldades que podem surpreender-nos ao longo da vida,  podemos “estranhamente” receber a mesma falta de tempo

Acredito que não é uma regra, mas a pressa, a superficialidade estão pautando os relacionamentos. Fica um vazio que nada preenche, simplesmente porque nada pode preencher o lugar do amor. As cidades estão cheias de pessoas vazias por sua própria conta, enquanto outras se encontram esvaziadas de amor…

Padre Antônio Francisco Bohn, em um pequeno texto na Folhinha do Sagrado Coração, afirma o seguinte:

“A compaixão é que torna o coração verdadeiramente humano. Ela é uma virtude. (….) Inicie suas atividades com o pensamento voltado para o Sagrado Coração de Jesus. Você é a beleza da vida, obra-prima do Criador, a síntese de seu amor. Jesus deve estar em seu pensamento e no seu caminho. Nele você deve confiar todos os seus atos em cada minuto deste dia. Só um espírito bom pode ser compassivo. Quem se compadece dos outros, de si próprio se lembra. A compaixão se manifesta por atos e nela é essencial a bondade. Quando a pessoa tem compaixão das demais, Jesus tem compaixão dela. A compaixão é a misericórdia que se inclina sobre a miséria e mostra a grandeza da alma.”

Tenho pensado que a compaixão parece que deixou de ser um valor universal, e lamentavelmente, a razão pode se dever ao fato, entre outros, de nos permitirmos viver com um um mínimo de afetividade. Vamos ficando cada vez mais vez mais áridos, vazios.

Talvez precisemos retomar o “trabalho da formiguinha”: cada um de nós pode não ter mais influência na cultura de falta de compaixão, indiferença já instaladas, mas, é certo que podemos fazer a nossa parte…  Podemos nos dar uma chance de termos compaixão quando a circunstância se apresenta à nossa frente. Podemos ter a certeza de que nosso peito se aquecerá neste gesto…

Que Deus tenha sempre compaixão de nós. Amém.

LBN

Fonte/imagem: http://www.territorioscuola.com/wikipedia/pt.wikipedia (termo “Compaixão)

 

“Olhando para o ser humano descobrimos que a pessoa vive ao mesmo tempo fatos exteriores que o ajudam a ir crescendo e fatos interiores, sem sinais visíveis de seu passo, mas que o completam em seu círculo vital.(…)” – Artigo: “O Caminho espiritual de Teresa” – V Centenário Santa Teresa de Jesus (STJ500)

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Fonte: V Centenário Santa Teresa de Jesus – Para Vos Nasci 0 – STJ500.

O Caminho espiritual de Teresa

“Olhando para o ser humano descobrimos que a pessoa vive ao mesmo tempo fatos exteriores que o ajudam a ir crescendo e fatos interiores, sem sinais visíveis de seu passo, mas que o completam em seu círculo vital. E tão interior e invisível que, às vezes, o próprio interessado morre sem reconhecê-lo e sem saber que o tinha realizado.

Não é o caso de Teresa, que além de conhecer com precisão suas etapas nos transmitiu o relato que o certifica. E graças a isso conhecemos não só as datas importantes de sua vida e os acontecimentos exteriores, mas também conhecemos seu próprio itinerário espiritual.

Itinerário que começa no lar, guiada pelos exemplos e a piedade sincera e simples de seus pais que fundamentam toda sua vida, o que ela chama a “verdade de quando menina”, que não é outra coisa senão o descobrimento do fugaz e relativo desta vida, frente ao transcendente e eterno de Deus.

Algo vai movê-la a buscar o martírio ingenuamente, fugindo de casa, ou a construir ermidas no horto paterno, enquanto repete com seu irmão insistentemente aquilo de “Para sempre, sempre, sempre”. Movimento que culmina com o recurso à Virgem pedindo que seja sua mãe, quando morre Dona Beatriz.

Logo virá um tempo de esfriamento espiritual, absorvida pelo afã de comprazer e deslumbrar com seus dotes femininos a seus primos, da qual sai, à força e sem muita vontade de mãos de seu pai que a ingressa nas Agostinianas.

Será nesse convento da Agostinianas contando 17 anos, onde renasce “a verdade de quando menina”, e sua primeira inquietude vocacional, ao contato com as religiosas. Inquietude que aviva com a leitura de livros piedosos e entre eles as cartas de São Jerônimo, fazendo com que tomasse a decisão de entrar carmelita na Encarnação de Ávila, onde viverá feliz 27 anos. Primeiro cheios de fervor, depois o ingresso e a profissão e de exemplo no padecer em que desemboca a primeira enfermidade séria onde fica tolhida por três anos.

Durantes os mesmos vai se recuperando graças a São José. Inicia ao mesmo tempo uma certa “frieza” espiritual, onde quer unir sua entrega à oração, amizade com o Senhor, que chega a abandonar, com o cultivo das amizades. A leitura das Confissões de Santo Agostinho e o encontro inesperado com uma imagem de Cristo, na Quaresma de 1554, propiciam o que conhecemos como sua conversão e entrega, já sem retrocessos a uma vida espiritual intensíssima, incentivada por diferentes graças místicas, visões imaginárias, intelectuais, e alocuções com que o Senhor a regala e instrui, enquanto recorre aos doutores e espirituais que vão ajudá-la a clarear seu caminho.

Uma das visões, será no outono de 1560, a visão do inferno, em que experimenta os padecimentos do lugar que teria correspondido a seus pecados se não tivesse se convertido. Graça que a motiva o querer ser mais fiel ao “chamamento” recebido à vida religiosa, e de onde surge a criação de um convento com novo estilo de servir a Deus, e viver a fraternidade, que será o convento de São José.

A profundidade espiritual com que vive naqueles cinco anos de sossego, entregada à contemplação, fazem crescer até limites inimagináveis suas ânsias de ajudar a Igreja e de salvar almas, e como a oração deve desembocar em obras, entra de cheio a fundar Mosteiros, segundo o padrão do convento de Ávila.

Um parênteses nesta tarefa que lhe impõe a obediência no priorado da Encarnação, e sob a guia de Frei João da Cruz, facilitam o momento cume de sua vida espiritual recebendo a graça suprema do matrimônio Espiritual, que coroa sempre o caminho espiritual de quem se entrega de verdade e todo a Deus, conforme ensina a própria santa em sua obra principal: As Moradas ou Castelo Interior.” (STJ500)

Publicado em V Centenário Santa Teresa de Jesus – Para Vos Nasci 0 – STJ500.

“Perdoai e sereis perdoados” – Exortação de Jesus é evocada pelo Papa Francisco na missa em Santa Marta nesta segunda-feira (Rádio Vaticano – 17.03.2014)

Fonte: Rádio Vaticano.

“Perdoai e sereis perdoados” – o Papa Francisco na missa em Santa Marta nesta segunda-feira

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 2014-03-17 12:17:22

Perdoar para encontrar misericórdia – esta foi a principal mensagem do Papa Francisco na homilia desta segunda-feira. Partindo do capítulo 6 do Evangelho de São Lucas em que Jesus exorta os seus discípulos a serem ‘misericordiosos como o vosso Pai é Misericordioso’ o Santo Padre valorizou a vergonha como o primeiro passo para julgarmos menos os outros e examinarmos melhor a nossa consciência. Principalmente dos pequenos pecados de todos os dias:

“É verdade que nenhum de nós matou ninguém, mas tantas pequenas coisas, tantos pecados quotidianos, de todos os dias… E quando pensamos: ‘Mas que coisa, que coração pequenino: eu fiz isto ao Senhor!’ E envergonhar-se! Envergonhar-se perante Deus e esta vergonha é uma graça: é a graça de ser pecador. ‘Eu sou pecador e envergonho-me perente Deus e peço perdão.’ É simples, mas é tão difícil dizer: Eu pequei.”

Segundo o Papa Francisco, é frequente justificarmos os nossos pecados descarregando sobre os outros, dando mesmo a culpa a outras pessoas. Essa não é a atitude correta e não permite cumprir a prece do Pai Nosso: ‘Perdoai as nossas ofensas como nós perdoamos a quem nos tenha ofendido’. Porque é preciso perdoar para sermos perdoados – afirmou o Santo Padre:

“ E o Senhor diz: ‘Não julgueis e não sereis julgados! Não condeneis e não sereis condenados! Perdoais e sereis perdoados! Dai e vos será dado!’. Esta generosidade do coração!

“O homem e a mulher misericordiosos têm um coração largo: sempre desculpam os outros e pensam nos seus pecados. Viste o que aquele fez? Mas eu já tenho que chegue com o que fiz e não me meto nisso. Este é o caminho da misericórdia que devemos ter. Mas se todos nós, todos os povos, as pessoas, as famílias, os bairros, tivessem esta atitude, quanta paz existiria no mundo, quanta paz nos nossos corações! Porque a misericórdia leva-nos à paz. Recordai-vos sempre: Quem sou eu para julgar? Envergonhar-se e alargar o coração. Que o Senhor nos dê esta graça.“ (RS)

Publicado em Rádio Vaticano.

A Igreja não olha para os homossexuais como tais, mas como filhos de Deus (Parte I) – Paris – Entrevista – 20 de fevereiro de 2014 (Zenit.org – Roma)

Entrevista proveniente de Agência Zenit (Roma).

A Igreja não olha para os homossexuais como tais, mas como filhos de Deus (Parte I)

Padre Paul Check relata como nasceu o apostolado “Courage”, voltado para aqueles que mostram atração para pessoas do mesmo sexo

Paris, 20 de Fevereiro de 2014 (Zenit.org) Ann Schneible

The Courage é um apostolado que atende às necessidades das pessoas atraídas pelo mesmo sexo, que se sentem excluídas da Igreja e que querem encontrar a sua unidade além do rótulo de homossexuais.

Nascido nos EUA, onde está presente em metade das dioceses, o projeto então, se espalhou em outros doze países, sempre com o objetivo de ajudar aqueles que têm tendências homossexuais, a viver em castidade, em um espírito de amor e de verdade.

Para conhecer a realidade do The Courage, ZENIT entrevistou o Pe. Paul Check, que tornou-se diretor do projeto após a morte do seu fundador, padre John Harvey.

Acompanhe a seguir:

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ZENIT: Padre Paul, gostaria de nos contar brevemente a história do apostolado The Courage?

Padre Check: Em 1980, o futuro Cardeal Arcebispo de Nova York, Terence Cooke, teve a ideia de criar um apostolado que se preocupasse pelas pessoas necessitadas da proteção materna da Igreja e da sua caridade pastoral, pessoas que se sentissem estranhas à Igreja ou que até mesmo a odiassem. O cardeal pediu, portanto, ao padre Benedict Groeschel para ajudá-lo em um novo apostolado destinado a homens e mulheres com tendências homossexuais, para que compreendessem o amor de Cristo por ele, o seu papel reservado na Igreja, a sua chamada a uma vida de castidade, e as graças que Deus lhes teria concedido caso se abrissem a Ele.

Padre Groeschel conhecia um sacerdote que há muitos anos estudava questões relacionadas à homossexualidade, um verdadeiro pioneiro neste campo: padre John Harvey, um oblato de São Francisco de Sales.

Em 1980, sete homens se reuniram em Manhattan, sob a orientação do padre Harvey e formularam os cinco objetivos de Courage: castidade, oração e dom de si, amizade em Cristo, necessidade de amizades castas e disseminação do bom exemplo.

Além de formar esses grupos de apoio, The Courage oferece treinamento para sacerdotes e seminaristas, ajudando-os a compreender o seu desafio na compreensão da complexidade da homossexualidade e ajudar, por sua vez, homens e mulheres com essa inclinação.

ZENIT: Como pode ser definido e compreendido a atração pelo próprio sexo? E como eles podem definir-se, as pessoas homossexuais?

Padre Check: Esta questão realmente vai ao coração do nosso trabalho. A linguagem é muito importante, porque as palavras evocam imagens, idéias e problemas, por vezes profundamente enraizados. Há, de fato, muita sensibilidade sobre a linguagem, dá-se muito peso às palavras.

Procuro aproximar-me com muito cuidado da questão da identidade, a partir de duas perspectivas, assim como o faz a Igreja, seguindo o exemplo de Cristo. No Evangelho, o Senhor compromete as pessoas de duas formas: a primeira é no ensinamento em grupo, como ocorre, por exemplo, no Sermão da Montanha. Ao mesmo tempo, porém, Nosso Senhor envolve as pessoas individualmente, encontra as almas individualmente e apresenta-lhes a Boa Nova de forma muito precisa, clara e íntima, para orientá-los a um conhecimento mais profundo de si mesmos.

Isso é um desafio, porque a Igreja quer transmitir a sua mensagem mas também encontrar pessoalmente as mulheres e os homens.

Devemos ter em mente que a identidade real e aquela percebida podem não coincidir.

A sua pergunta exige uma longa premissa que espero que possa ajudar, de modo que aquilo que estou pra dizer não pareça insensível ou ignorante da realidade vivida. Jamais podemos dizer: “a sua experiência de si mesmo não é válida”, como se nós soubéssemos mais daquela pessoa do que ela dela mesma.

Portanto, o vocabulário da Igreja foi escolhido com muito cuidado e, ao longo dos anos, tornou-se sempre mais e mais preciso. Ao dizer isso, quero dizer que a Igreja é muito cuidadosa para medir todos os aspectos da experiência humana, de acordo com a sua importância e para dar às coisas o seu peso adequado.

A Igreja evita rotular uma pessoa com base em sua orientação sexual, sem subestimá-la por isso ou sem ser insensível ao conceito que cada um tem de si mesmo. Eu acho que seja interessante notar que a questão mais importante da história da humanidade seja a da identidade. Jesus, afinal, perguntou aos apóstolos: “Quem dizem que eu sou?”.

Quando a Igreja fala de homossexualidade, fala no mais amplo contexto da castidade. A castidade é uma virtude que neutraliza as falsas aspirações, regulando o apetite sexual de acordo com a reta razão e o projeto de Deus para a natureza humana. Um coração casto é um coração em paz, que dá tudo de si mesmo, de acordo com o seu estado de vida, e de acordo com esse dom de si, encontra a sua realização. Um dos maiores desafios que a Igreja está enfrentando hoje é o de propor a castidade como parte da “boa nova”, mas Jesus o fez e também nós o podemos fazer.

Portanto, a Igreja presta muita atenção em quem é realmente cada um de nós , não apenas como uma pessoa com tendências homossexuais, mas como um filho de Deus, redimido pelo Sangue Precioso de Cristo e chamado à graça nesta vida e à glória na vida futura. A Igreja diz: as atrações para com seu próprio sexo podem ser um aspecto importante da sua experiência de vida ou até mesmo da sua auto-compreensão, porém procura não ver-lhe somente através da lente da homossexualidade.

A Igreja fala com atenção e amor quando fala da tendência ou atração homossexual, em vez de usar substantivos como “homossexual”, “lésbica” ou “gay”.

(Tradução Thácio Siqueira)

“Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna”. João 6, 68 (Evangelho Quotidiano – 18.01.2014)

Sábado, dia 18 de janeiro de 2014.

Sábado da 1ª Semana do Tempo Comum

Santo do dia : Santa Prisca ou Priscila, v. m., +séc. I(?),  Santa Margarida da Hungria, v., +1270

Leituras

Comentário do dia : Concílio Vaticano II
Ao passar, viu Levi […] e disse-lhe: «Segue-Me.»

Evangelho segundo S. Marcos 2,13-17.
Naquele tempo, Jesus saiu de novo para a beira-mar. Toda a multidão ia ao seu encontro, e Ele ensinava-os.
Ao passar, viu Levi, filho de Alfeu, sentado no posto de cobrança, e disse-lhe: «Segue-me.» E, levantando-se, ele seguiu Jesus.
Depois, quando se encontrava à mesa em casa dele, muitos cobradores de impostos e pecadores também se puseram à mesma mesa com Jesus e os seus discípulos, pois eram muitos os que o seguiam.
Mas os doutores da Lei do partido dos fariseus, vendo-o comer com pecadores e cobradores de impostos, disseram aos discípulos: «Porque é que Ele come com cobradores de impostos e pecadores?»
Jesus ouviu isto e respondeu: «Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os enfermos. Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores.»

Publicado em Evangelho Quotidiano.

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The Priests : “Pie Jesus”

“The Priests” (2009): Pe. David Delargy, Pe. Eugène e Pe. Martin OHagan (Irlanda).

Pie Jesu – Live at Armagh Cathedral – ThePriests Official

Pie Jesu

Pie Jesu, pie Jesu, pie Jesu, pie Jesu
Qui tollis peccata mundi
Dona eis requiem, dona eis requiem
Pie Jesu, pie Jesu, pie Jesu, pie Jesu
Qui tollis peccata mundi
Dona eis requiem, dona eis requiem

Agnus Dei, Agnus Dei, Agnus Dei, Agnus Dei

Qui tollis peccata mundi

Dona eis requiem, dona eis requiem

Dona eis requiem

Sempiternam

Dona eis requiem

Sempiternam

Requiem

Piedoso Jesus

Piedoso Jesus, piedoso Jesus, piedoso Jesus,
Que tirais o pecado do mundo,
Dá-lhes o descanso, dá-lhes o descanso
Piedoso Jesus, piedoso Jesus, piedoso Jesus,
Que tirais o pecado do mundo,
Dá-lhes o descanso, dá-lhes o descanso

Cordeiro de Deus, Cordeiro de Deus, Cordeiro de Deus

Que tirais o pecado do mundo,

Dá-lhes o descanso, dá-lhes o descanso

Dá-lhes o descanso, dá-lhes o descanso

Por todo o sempre

Dá-lhes o descanso

Por todo o sempre

Descanso

Fonte (letra/tradução): musica.com.br/artistas/katherine-jenkins/m/pie-jesu/traducao

Merciful Jesus

Merciful Jesus, merciful Jesus, merciful Jesus, merciful Jesus
Father, who takes away the sins of the world
Grant them rest, grant them rest

Merciful Jesus, merciful Jesus, merciful Jesus, merciful Jesus
Father, who takes away the sins of the world
Grant them rest, grant them rest

Lamb of God, Lamb of God, Lamb of God, Lamb of God

Father, who takes away the sins of the world
Grant them rest, grant them rest
everlasting
everlasting
Rest

Fonte (tradução para o Inglês): youtube.com/watch?v=1UYDHkLbWgg

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Natal de Jesus: um menino que nasce – envolto em mistério – para ensinar a força do perdão e do amor

Entraremos na semana do Natal dentro de poucos dias, quando todo o mundo ocidental-cristão, tradicionalmente, comemora um acontecimento ocorrido há dois mil anos: o nascimento de uma criança, de um menino – Jesus. Ainda que o sentido da festa esteja comprometido em razão do apelo comercial excessivo, o significado da vinda do Jesus – “Homem”, continua sendo muito significativo em todas as partes do mundo.

Por pensar deste modo, apresento a vocês uma composição visual que, admito, produzi, com certa dificuldade. É fruto da manipulação de algumas imagens muito belas que encontrei no site que refiro mais abaixo, com o fito de representar uma cruz. Posso dizer que pelo resultado final, senti muita satisfação interior. Acredito ser óbvio o motivo (pelo menos, para mim o é): fala em essência da Cristandade.  Em seu conjunto, podemos concluir que estamos diante da obra maravilhosa de Jesus, após sua vinda em carne a este mundo, que se deu através do “sim” corajoso e total da Virgem Maria.

Assim, ao estarmos diante de qualquer Cruz, somos levados também a pensar que Jesus Cristo foi Crucificado por nossas faltas, e, é o primeiro Ressuscitado para toda a Eternidade, para nossa redenção. Ele é a nossa esperança! Em Seu divino, puro e profundo amor por cada um de nós, criaturas de Deus (preocupado com Sua partida), tranquilizou-nos, homens e mulheres de todos os tempos:  “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida“.

Preparemo-nos interiormente para o verdadeiro sentido do Natal. (LBN)

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Crédito/imagens:

http://www.turnbacktogod.com/jesus

São João da Cruz – Memória – 14 de dezembro (Espiritualidade Carmelita)

Fonte: Espiritualidade Carmelita

Breve Biografia de São João da Cruz

A mosca que pousa no mel não pode voar; a alma que fica presa ao sabor do prazer, sente-se impedida em sua liberdade e contemplação.

São João da Cruz nasceu em 1542 em Fontiveros, província de Ávila, na Espanha. Seus pais se chamavam Gonzalo de Yepes e Catalina Alvarez. Gonzalo pertencia a uma família de posses da cidade de Toledo. Por ter-se casado com uma jovem de classe “inferior” foi deserdado por seus pais e tornou-se tecelão de seda.

Em 1548, a família muda-se para Arévalo. Em 1551 transfere-se para Medina del Campo, onde o futuro reformador do Carmelo estuda numa escola destinada a crianças pobres. Por suas aptidões, torna-se empregado do diretor do Hospital de Medina del Campo. Entre 1559 a 1563 estuda Humanidades com os Jesuítas. Ingressou na Ordem dos Carmelitas aos vinte e um anos de idade, em 1563, quando recebe o nome de Frei João de São Matias, em Medina del Campo. Pensa em tornar-se irmão leigo, mas seus superiores não o permitiram. Entre 1564 e 1568 faz sua profissão religiosa e estuda em Salamanca. Tendo concluído com êxito seus estudos teológicos, em 1567 ordena-se sacerdote e celebra sua Primeira Missa.

Infelizmente, ficou muito desiludido pelo relaxamento da vida monástica em que viviam os conventos carmelitas. Decepcionado, tenta passar para a Ordem dos Cartuxos, ordem muito austera, na qual poderia viver a severidade de vida religiosa à que se sentia chamado. Em setembro de 1567 encontra-se com Santa Teresa, que lhe fala sobre o projeto de estender a Reforma da Ordem Carmelita também aos padres. O jovem de apenas vinte e cinco anos de idade aceitou o desafio. Trocou o nome para João da Cruz. No dia 28 de novembro de 1568, juntamente com Frei Antônio de Jesús Heredia, inicia a Reforma. O desejo de voltar à mística religiosidade do deserto custou ao santo fundador maus tratos físicos e difamações. Em 1577 foi preso por oito meses no cárcere de Toledo. Nessas trevas exteriores acendeu-se-lhe a chama de sua poesia espiritual. “Padecer e depois morrer” era o lema do autor da “Noite Escura da alma”, da “Subida do monte Carmelo”, do “Cântico Espiritual” e da “Chama de amor viva”.

A doutrina de João da Cruz é plenamente fiel à antiga tradição: o objetivo do homem na terra é alcançar “Perfeição da Caridade e elevar-se à dignidade de filho de Deus pelo amor”; a contemplação não é um fim em si mesma, mas deve conduzir ao amor e à união com Deus pelo amor e, por último, deve levar à experiência dessa união à qual tudo se ordena”. “Não há trabalho melhor nem mais necessário que o amor”, disse o Santo. “Fomos feitos para o amor”. “O único instrumento do qual Deus se serve é o amor”. “Assim como o Pai e o Filho estão unidos pelo amor, assim o amor é o laço da união da alma com Deus”.

O amor leva às alturas da contemplação, mas como o amor é produto da fé, que é a única ponte que pode salvar o abismo que separa a nossa inteligência do infinito de Deus, a fé ardente e vívida é o. João da Cruz costuma pedir a Deus três coisas: que não deixasse passar um só dia de sua vida sem enviar-lhe sofrimentos, que não o deixasse morrer ocupando o cargo de superior e que lhe permitisse morrer humilhado e desprezado.

Faleceu no convento de Ubeda, aos quarenta e nove anos, no dia 14 de dezembro de 1591, após três meses de sofrimentos atrozes. A primeira edição de suas obras deu-se em Alcalá, em 1618. No dia 25 de janeiro de 1675 foi beatificado por Clemente X. Foi canonizado e declarado Doutor da Igreja por Pio XI . Em 1952 foi proclamado “Patrono dos Poetas Espanhóis”.

Talvez a mais bela e completa descrição física e espiritual do Santo Fundador tenha sido feita por Frei Eliseu dos Mártires que com ele conviveu em Baeza: “Homem de estatura mediana, de rosto sério e venerável. Um pouco moreno e de boa fisionomia. Seu trato era muito agradável e sua conversa bastante espiritual era muito proveitosa para os que o ouviam. Todos os que o procuravam saíam espiritualizados e atraídos à virtude. Foi amigo do recolhimento e falava pouco. Quando repreendia como superior, que o foi muitas vezes, agia com doce severidade, exortando com amor paternal..” Santa Teresa de Jesus o considerava “uma das almas mais puras que Deus tem em sua Igreja. Nosso Senhor lhe infundiu grandes riquezas da sabedoria celestial. Mesmo pequeno ele é grande aos olhos de Deus. Não há frade que não fale bem dele, porque tem sido sua vida uma grande penitência”. Poucos homens falaram dos sublimes mistérios de Deus na alma e da alma em Deus como São João da Cruz.

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Publicado em Espiritualidade Carmelita (por

“O Evangelho de Jesus, acolhido com fé verdadeira, traz alegria incontida e precisa ser partilhado com outras pessoas.” – Dom Odilo Pedro Scherer Arcebispo de São Paulo – SP (CNBB – 27.11.2013)

“JESUS MISERICORDIOSO – Eu confio em Vós”: Impressão poligráfica, replicada a partir da pintura revelada por Jesus a Santa Faustina Kowalska (1931), em visão mística (e, oficialmente aprovada pela Igreja Católica). Pintura restaurada em 2005.

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Com a recém anunciada Exortação Apostólica – Evangelii Gaudium, o Papa Francisco traz o que no mundo católico é tido como uma verdadeira boa nova.  Ela vem para conquistar as consciências de homens e mulheres que se lançam à evangelização em tempos voláteis, relativistas. Esta é a “Nova Evangelização” há muito aguardada por leigos e consagrados, e vem com um tom surpreendentemente positivo numa época permeada pelo que os especialistas chamam de “cultura da morte”. Evangelii Gaudium fala de alegria no anúncio do Evangelho.

Poderia não ter tido esta ênfase, mas o Papa quer trazer uma visão positiva da vida no mundo, justamente para resgatá-lo de suas obscuridades. Certamente, quer alcançar os jovens e os que se afastaram até mesmo da vida cristã  devido às pressões de uma cultura voltada à busca de satisfações  imediatas (consumo desenfreado) ou, então, estão alijados porque perdidos no emaranhado de caminhos que sugerem facilidades, mas que na verdade, confundem as mentes com  sugestões de auto-aniquilamento (em nome de uma suposta mudança de paradigma).

Também não ficam fora do foco da Exortação Apostólica – Evangelii Gaudium – os indivíduos que não estão sendo alcançados pela evangelização porque se encontram em situações de pobreza crônica. O desperdício em nossas sociedades, que anda ao lado da indigência ou linha da miséria o deixa escandalizado. Papa Francisco, nesse sentido, não admite o esquecimento de nenhuma ovelha perdida; quer trazer todas de volta o aprisco. Assim, todos somos convocados a buscá-las e encontrando-as, não ter outra atitude que não a do acolhimento irrestrito em nome  Igreja – o corpo de Cristo, que é a cabeça. E, mais, é católica porque sua vocação é a acolhida, já que  o termo  katholikos traz o significado de “geral” ou “universal”. (LBN)

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Fonte: Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB)

A alegria do Evangelho

27 de novembro de 2013

Dom Odilo Pedro Scherer
Arcebispo de São Paulo (SP)

No Domingo de Cristo Rei, 24 de novembro, o papa Francisco brindou a Igreja com uma bela Exortação Apostólica sobre a evangelização, chamada: Evangelii gaudium – “A Alegria do Evangelho”. É um presente feito à Igreja no encerramento do Ano da Fé, ao longo do qual ela procurou, em todas as suas comunidades, recobrar o fervor da fé.

A Exortação Apostólica traz as contribuições e impulsos da assembleia do Sínodo dos Bispos de outubro de 2012, sobre o tema da “nova evangelização para a transmissão da fé cristã”. Mas também representa uma palavra pessoal do Papa Francisco e retrata sua experiência pessoal de “nova evangelização” na América Latina, especialmente, aquela do Documento de Aparecida.

O Evangelho de Jesus, acolhido com fé verdadeira, traz alegria incontida e precisa ser partilhado com outras pessoas. Quem encontrou Jesus, o Salvador e Senhor, fica de tal modo marcado e fascinado, que não pode segurar só para si essa boa experiência da fé; como os pastores da noite do nascimento de Jesus, em Belém (cf Lc 2,8-20), ou como os apóstolos, no início da pregação do Evangelho (cf At 4,20), também a Igreja sente-se impulsionada a comunicar também aos outros “o que viu e ouviu”.

Assim aconteceu no tempo de Jesus e dos Apóstolos e continuou a acontecer, ao longo da História, em tantas ocasiões e com uma multidão de pessoas. E acontece ainda hoje que homens e mulheres que acolhem com fé e alegria o Evangelho de Cristo, orientando suas vidas para Ele. Muitas pessoas batizadas fazem a experiência de sentir-se amadas por Deus e despertam para um generoso compromisso missionário e evangelizador.

O Evangelho é boa notícia para o nosso mundo e assim deve ser anunciado.  A alegria da fé, nascida do Evangelho, continua a levar a Igreja a anunciar e a compartilhar com outros o dom recebido, mesmo a custo de muitos sacrifícios e cruzes.

No encerramento do Ano da Fé, somos todos novamente enviados em missão, como “discípulos do Reino de Deus”. Anunciar o Evangelho e testemunhar a força e a eficácia de sua ação transformadora não deveria ser uma obrigação pesada, mas uma necessidade que brota do coração agradecido de quem encontrou as razões para crer: “ai de mim, se eu não pregar o Evangelho!” (1Cor, 9,16).

No Brasil, a solenidade de Cristo Rei e, neste ano, o encerramento do Ano da Fé, coincidiram com o início da Campanha Nacional para a Evangelização. Durante três semanas, somos convidados a refletir sobre a realidade da evangelização no Brasil, a rezar e a nos empenhar para que ela aconteça em todos os cantos de nosso País; no terceiro Domingo do Advento, faz-se a coleta em favor da evangelização, como gesto concreto de apoio a esta obra prioritária da Igreja.

Nada mais justo e acertado: o encontro renovado com Cristo Senhor aprofunda os laços da nossa fé; e esta leva-nos a anunciar a alegria do Evangelho, para ajudar outras pessoas a também se aproximarem de Deus. A evangelização é missão deve envolver a todos os batizados; todos eles têm parte na missão de anunciar o Evangelho, de muitas maneiras. A transmissão da fé e a iniciação à vida cristã são desafios urgentes, que todos os membros da Igreja precisam assumir de forma renovada.

A Exortação Apostólica Evangelii Gaudium – “A Alegria do Evangelho” – vem em boa hora para estimular e orientar a todos!

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Publicado em Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Papa propõe reforma da Igreja em sua primeira exortação apostólica (Deutsche Welle – 26.11.2013)

Fonte: Deutsche Welle (DW)

26.11.2013

Papa propõe reforma da Igreja em sua primeira exortação apostólica

Documento critica ordem econômica global e seu papel na geração da violência. Francisco enfatiza necessidade de abertura da Igreja Católica, tanto em suas estruturas internas como em direção a outras religiões.

Foto: DW

Publicado em Deutsche Welle.

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Fonte: Santa Sé – Vaticano: http://www.vatican.va

EXORTAÇÃO APOSTÓLICA
EVANGELII GAUDIUM
DO SANTO PADRE
FRANCISCO
AO EPISCOPADO, AO CLERO
ÀS PESSOAS CONSAGRADAS
E AOS FIÉIS LEIGOS
SOBRE
O ANÚNCIO DO EVANGELHO
NO MUNDO ACTUAL

ÍNDICE

I. Alegria que se renova e comunica [2-8]

II. A doce e reconfortante alegria de evangelizar [9-10]

Uma eterna novidade [11-13]

III. A nova evangelização para a transmissão da fé [14-15]

A proposta desta Exortação e seus contornos [16-18]

Capítulo I
A TRANSFORMAÇÃO MISSIONÁRIA DA IGREJA

I. Uma Igreja «em saída» [20-23]

«Primeirear», envolver-se, acompanhar, frutificar e festejar [24]

II. Pastoral em conversão [25-26]

Uma renovação eclesial inadiável [27-33]

III. A partir do coração do Evangelho [34-39]

IV. A missão que se encarna nas limitações humanas [40-45]

V. Uma mãe de coração aberto [46-49]

Capítulo II
NA CRISE DO COMPROMISSO COMUNITÁRIO

I. Alguns desafios do mundo actual [52]

Não a uma economia da exclusão [53-54]
Não à nova idolatria do dinheiro
[55-56]
Não a um dinheiro que governa em vez de servir
[57-58]
Não à desigualdade social que gera violência
[59-60]
Alguns desafios culturais
[61-67]
Desafios da inculturação da fé
[68-70]
Desafios das culturas urbanas
[71-75]

II. Tentações dos agentes pastorais [76-77]

Sim ao desafio duma espiritualidade missionária [78-80]
Não à acédia egoísta
[81-83]
Não ao pessimismo estéril
[84-86]
Sim às relações novas geradas por Jesus Cristo
[87-92]
Não ao mundanismo espiritual
[93-97]
Não à guerra entre nós
[98-101]
Outros desafios eclesiais
[102-109]

Capítulo III
O ANÚNCIO DO EVANGELHO

I. Todo o povo de Deus anuncia o Evangelho [111]

Um povo para todos [112-114]
Um povo com muitos rostos
[115-118]
Todos somos discípulos missionários
[119-121]
A força evangelizadora da piedade popular
[122-126]
De pessoa a pessoa
[127-129]
Carismas ao serviço da comunhão evangelizadora
[130-131]
Cultura, pensamento e educação
[132-134]

II. A homilia [135-136]

O contexto litúrgico [137-138]
A conversa da mãe
[139-141]
Palavras que abrasam os corações
[142-144]

III. A preparação da pregação [145]

O culto da verdade [146-148]
A personalização da Palavra
[149-151]
A leitura espiritual
[152-153]
À escuta do povo
[154-155]
Recursos pedagógicos
[156-159]

IV. Uma evangelização para o aprofundamento do querigma [160-162]

Uma catequese querigmática e mistagógica [163-168]
O acompanhamento pessoal dos processos de crescimento
[169-173]
Ao redor da Palavra de Deus
[174-175]

Capítulo IV
A DIMENSÃO SOCIAL DA EVANGELIZAÇÃO

I. As repercussões comunitárias e sociais do querigma [177]

Confissão da fé e compromisso social [178-179]
O Reino que nos solicita
[180-181]
A doutrina da Igreja sobre as questões sociais
[182-185]

II. A inclusão social dos pobres [186]

Unidos a Deus, ouvimos um clamor [187-192]
Fidelidade ao Evangelho, para não correr em vão
[193-196]
O lugar privilegiado dos pobres no povo de Deus
[197-201]
Economia e distribuição das entradas
[202-208]
Cuidar da fragilidade
[209-216]

III. O bem comum e a paz social [217-221]

O tempo é superior ao espaço [222-225]
A unidade prevalece sobre o conflito
[226-230]
A realidade é mais importante do que a ideia
[231-233]
O todo é superior à parte
[234-237]

IV. O diálogo social como contribuição para a paz [238-241]

O diálogo entre a fé, a razão e as ciências [242-243]
O diálogo ecuménico
[244-246]
As relações com o Judaísmo
[247-249]
O diálogo inter-religioso
[250-254]
O diálogo social num contexto de liberdade religiosa
[255-258]

Capítulo V
EVANGELIZADORES COM ESPÍRITO

I. Motivações para um renovado impulso missionário [262-263]

O encontro pessoal com o amor de Jesus que nos salva [264-267]
O prazer espiritual de ser povo
[268-274]
A acção misteriosa do Ressuscitado e do seu Espírito
[275-280]
A força missionária da intercessão
[281-283]

II. Maria, a Mãe da evangelização [284]

O dom de Jesus ao seu povo [285-286]
A Estrela da nova evangelização
[287-288]

Publicado em Vaticano – Santa Sé (http://www.vatican.va/holy_father/francesco/apost_exhortations/documents/papa-francesco_esortazione-ap_20131124_evangelii-gaudium_po.html)