“Pela vida da mãe e de seu filho” – Artigo – Cardeal Odilo Pedro Scherer – Arcebispo de São Paulo (SP) – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB)

Fonte: Temas Polêmicos da Igreja Católica: “Aborto Não!” – Artigo (subtítulos):  Cultura de Vida e Aborto, Aborto e Estupro, Aborto de Anencéfalos Aborto – Direito de Decidir?, As Consequências do Aborto, Complicações Tardias do Aborto, Consequência sobre a Criança Não Nascida, Consequências Psicológicas, Consequências Sociais, Mensagem para Reflexão. Home: (16.03.2012)  http://temaspolemicosigreja.blogspot.com.br/2012/03/consolemos-nossa-mae.html

Links encartados na matéria:

http://www.providafamilia.org.br/site/secoes_detalhes.php?sc=52&id=362

http://www.providafamilia.org.br/site/secoes_detalhes.php?sc=50&id=382

http://temaspolemicosigreja.blogspot.com/2010/06/contra-o-sexo-antes-do-casamento.html)

http://www.providafamilia.org.br/site/secoes_detalhes.php?sc=33&id=70

Publicada por Taiana Froes em Junho 24, 2010.

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Línks relacionados (ao lado, no Blogroll do blog “Castelo Interior”, ao final da lista):

“Resources Medical” – Anti-Abortion (http://www.priestsforlife.org)

“This is a Suction Abortion” – Fr. Frank Pavone – “Priests for Life”.

Catholic Home School (Pro-Life Anti-Abortion) – Vídeo “Development of the Unborn Baby” (“Vídeo Pró-Vida; Anti-Aborto: Desenvolvimento de um Bebê por Nascer

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Pela vida da mãe e de seu filho

Cardeal Odilo Pedro Scherer
Arcebispo de São Paulo (SP)

De novo, em pauta a questão do aborto. Estamos num ano eleitoral, os partidos vão costurando suas alianças e, como não podia deixar de ser, na pauta dos ajustes também entram questões polêmicas, em discussão há mais tempo na opinião pública e também no Congresso Nacional.

Há quem gostaria que certos temas delicados não estivessem nos grandes debates político-eleitorais, talvez para não exigir uma tomada de posição clara perante os eleitores; prefere-se, então, qualificá-las como “questões religiosas”, das quais o Estado laico não se deveria ocupar, nem gastar tempo com elas na discussão política… Não penso assim. Decisões sobre a vida e a morte de outros seres humanos, sobre o modelo de casamento, família e educação, sobre justiça social e princípios éticos básicos para o convívio social são questões do mais alto interesse e relevância política. Dizer que são “temas religiosos” significa desqualificar a sua discussão pública, relegando-os à esfera da vida privada, ou ao ativismo de grupos voltados mais para interesses particulares que para o bem comum. Tirar da pauta política esses temas também poderia sugerir que pessoas sem religião não precisam estar vinculadas a valores e convicções éticas, o que é falso e até ofensivo.

Preocupo-me quando ouço que, no Brasil, a cada ano, são realizados mais de um milhão de abortos “clandestinos” e que, tantas mil mulheres (número bem expressivo!), morrem em consequência de abortos mal feitos! Há algo que não convence nesses números e afirmações. Sendo clandestinos, como pode alguém afirmar com tanta certeza dados tão impressionantes? Maior perplexidade ainda é suscitada, quando isso é afirmado por uma autoridade representativa do Estado, mostrando que tem, supostamente, conhecimento seguro de uma violação aberta e grave da lei e nada fazendo para que ela seja respeitada para preservar tantas vidas! De fato, continua valendo a lei que veta o aborto indiscriminado no Brasil.

Esses números assombrosos, ou estão prá lá de superdimensionados e manipulados para pressionar e atingir, de maneira desonesta, objetivos almejados; ou então, alguém está faltando para com seu dever de maneira consciente e irresponsável,  deixando que a lei seja violada impunemente, em casos tão graves, onde vidas humanas inocentes e indefesas são ceifadas, às centenas de milhares, ou até na conta dos milhões!

É lamentável a morte de cada mulher, em conseqüência de um aborto clandestino e mal feito. Lamentável também é, e muito, a sorte trágica de cada ser humano, que tem sua vida tolhida antes mesmo de ter visto a luz. Se há um problema de saúde pública a ser encarado, a solução não deveria ser a instrumentalização dessa tragédia humana para promover a legalização do aborto.

Dar roupagem legal à tragédia curaria a dor e faria sossegar a consciência? Questão de saúde pública deve ser enfrentada com políticas voltadas para a melhoria da saúde e das condições de vida, e não para a promoção da morte seletiva. Uma campanha de conscientização sobre a ilegalidade das práticas abortistas protegeria melhor a mulher e o ser que ela está gerando; haveria muito a fazer para alertar contra os riscos do recurso às clínicas – nem tão clandestinas – de “interrupção da gravidez”. Alguém conhece alguma campanha do Governo, ou alguma política pública para desestimular práticas abortivas contrárias à lei e arriscadas para a saúde da mulher? Não seria o caso de fazer?

Está em curso a discussão sobre a reforma do Código Penal brasileiro; em muitas coisas, certamente, ele deverá ser revisto e adequado. No entanto, chama a atenção e merece uma reflexão atenta da sociedade a proposta relativa ao artigo 128, sobre novos casos de aborto “não puníveis”, além dos dois casos já previstos (risco de vida para a mãe e gravidez resultante de estupro; cf http:/migre.me/845Dp).

No inciso I do artigo 128, propõe-se que não haja crime “se houver risco de vida ou à saúde da gestante”. A alusão ao “risco à saúde da mulher” é absolutamente vaga e, por si só, já ofereceria base para a universalização do aborto legal. No inciso II propõe-se que não haja crime se a gravidez resultar de violação da dignidade sexual, ou do emprego de técnica não-consentida de reprodução assistida”. O que se pretende qualificar como “violação da dignidade sexual”? O delito, neste caso, não aparece configurado e poderia ser facilmente alegado, sem que ninguém fosse capaz de comprovar a real ocorrência dos fatos. Além disso, a “reprodução assistida” já está legalizada e regulamentada no Brasil?

No inciso III do mesmo artigo, propõe-se que não haja punibilidade quando, “comprovada a anencefalia, ou quando o feto padecer de graves e incuráveis anomalias que inviabilizem a vida independente, em ambos os casos atestado pelo médico”. Além da anencefalia, já em discussão no STF, acrescentam-se outras “graves e incuráveis anomalias”, o que é preocupante, pois isso abriria as portas para uma inaceitável, do ponto de vista ético, “seleção pré-natal” dos indivíduos considerados “aptos” a viver e o descarte de outros, considerados “inviáveis”. É o controle de qualidade aplicado ao ser humano, já praticado em tempos passados por regimes condenados quase universalmente pelas suas práticas eugênicas. Vamos legalizar isso no Brasil agora?! No inciso IV, propõe-se que, “por vontade da gestante até a 12ª. semana de gestação, quando o médico constatar que a mulher não apresenta condições psicológicas de arcar com a maternidade”, o aborto poderia ser praticado, sem penalidades. Passa-se ao médico o peso da decisão sobre a vida ou a morte de seres humanos. Acho isso absolutamente inadequado! É preciso refletir muito, para não legalizar a banalização da vida humana.

Publicado por CNBB em 12 de Março de 2012.


II Domingo da Quaresma 2012 – Agência Ecclesia – Portugal

Fonte: Agência Ecclesia – Portugal

Quaresma por palavras (pelo Con. António Rego) – “Reconciliação, Palavra, Fé, Diálogo, Libertação, Pecado, Perdão, Retiro, Partilha, Silêncio, Jejum, Oração, Quaresma”

Clique no link abaixo:

Player (áudio): http://bit.ly/Aw19A1 

 

Orar com os místicos do Carmelo: “Vibrar em uníssono” – Ordem dos Padres Carmelitas Descalços – Portugal

Fonte: Ordem dos Padres Carmelitas Descalços  – “Orar com os Místicos do Carmelo” – Portugal

VIBRAR EM UNÍSSONO

«Uma alma que discute com o seu eu,
que se ocupa com as suas sensibilidades,
que persegue um inútil pensamento,
ou um qualquer desejo,
esta alma dispersa as suas forças,
e não está inteiramente ordenada a Deus:
a sua lira não vibra em uníssono com o Mestre;
quando a toca, não pode tirar dela harmonias divinas,
pois há demasiado de humano e é uma dissonância.»

B. Isabel da Trindade, Último Retiro, 3

Senhor, há tanto de miserável em mim,
Tanto barulho que me dispersa e afasta de Ti…
Unifica o meu ser,
Retira de mim todo o pecado que me desfigura,
Lança sobre mim a Tua graça,
Para que encontre beleza e harmonia a Teus olhos
E vibre como uma lira
Ao suave toque da tua mão
Que me salva e cura.

Síria: Santa Sé exige fim da violência (Agência Ecclesia – Portugal – 03.03.2012)

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Fonte: Agência Ecclesia – Portugal

Lisboa, 29 fev 2012 (Ecclesia) – Três responsáveis da diplomacia do Vaticano lançaram apelos ao fim imediato da violência na Síria que, segundo a ONU, provocou mais de 7500 mortos nos últimos meses.

Em declarações à Rádio Vaticano, o observador permanente da Santa Sé Conselho da ONU para os Direitos Humanos, D. Silvano Maria Tomasi, disse hoje que “nunca é demasiado tarde para pôr fim ao uso da violência”.

Para este responsável, não é “aceitável uma violação sistemática dos Direitos Humanos das pessoas, através da repressão violenta, do uso da força contra manifestantes e do assassinato de tantos civis, incluindo crianças”.

O arcebispo italiano destaca que a situação síria tem consequências nos “equilíbrios internos no Médio Oriente”, pedindo o “fim do uso da força”.

Os confrontos entre manifestantes e o regime do presidente Bashar al-Assad são particularmente visíveis na cidade de Homs, 160 km a norte de Damasco, sob bombardeamento das forças do Governo.

D. Silvano Maria Tomasi falou esta terça-feira, perante os membros do referido Conselho da ONU, lamentando os “dramáticos e crescentes episódios de violência na Síria que causaram tantas vítimas e grave sofrimento”.

O núncio apostólico (embaixador da Santa Sé) em Damasco, D. Mario Zenari, afirma, por seu lado, ter ficado “impressionado ao ver as crianças vítimas deste conflito”.

Segundo o diplomata, a situação é “grave” pela falta de alimentos ou medicamentos, sendo difícil “socorrer e curar os feridos, enterrar os mortos”.

D. Michael Fitzgerald, núncio apostólico no Egito e observador da Santa Sé na Liga Árabe, Dom, sublinha a necessidade de “permitir a entrada de médicos, medicamentos e alimentos para as pessoas”.

O prelado considera que a decisão de enviar Kofi Annan como enviado especial conjunto da ONU e da Liga Árabe “para ver se é possível negociar” na Síria é “muito importante”.

No último dia 12, Bento XVI lançou um “apelo urgente” pedindo o fim da violência e do “derramamento de sangue” na Síria.

“Sigo com muita apreensão os dramáticos e crescentes episódios de violência na Síria”, disse o Papa, após a recitação da oração do Angelus com milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro, Vaticano.

Falando em “numerosas vítimas”, nas quais se incluem “algumas crianças”, Bento XVI lembrou ainda os feridos e “quantos sofrem as consequências de um conflito cada vez mais preocupante”.

OC

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Publicado em Agência Ecclesia – Portugal.

A Igreja Católica inicia na próxima quarta-feira, dia 22 de fevereiro, o Tempo da Quaresma, período de preparação para a festa da Páscoa (“Celebrando” – Revista Virtual de Liturgia – Arquidiocese de Campinas – SP – Brasil)

Fonte/imagem/artigo: Missionários Combonianos – Actualidades – “Quaresma 2012 dedicada às boas obras

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Fonte: CELEBRANDO – Revista Virtual de Liturgia – Arquidiocese de Campinas

TEMPO DE QUARESMA 2012

A Igreja Católica inicia na próxima quarta-feira, dia 22 de fevereiro, o Tempo da Quaresma, período de preparação para a festa da Páscoa que, com a morte e ressurreição de Jesus, tornou-se o grande referencial da nossa fé, o dia da vitória da Vida sobre a morte. A Quarta-feira de Cinzas marca, também, no Brasil, o início da Campanha da Fraternidade.

1. A Quaresma é o período de 40 dias que começa na quarta-feira de Cinzas e termina na véspera do Domingo de Ramos, este ano no dia 1º de abril, quando tem início a Semana Santa. Nesses 40 dias, somos convidados a reviver a experiência dos 40 anos de travessia do deserto pelo povo de Israel e os 40 dias que Jesus passou no deserto antes de iniciar a sua Missão. Somos convidados a três atitudes que são os pilares da vida cristã: a Oração, relação do homem com Deus; o Jejum, relação do homem consigo mesmo; e a Caridade, relação do homem com o próximo. É um tempo rico de reflexão sobre a nossa vida, buscando valorizar o que temos feito de bom e dar um novo caminho ao que temos feito de ruim ou deixado de fazer. É o convite à conversão.

2. O nosso calendário civil é definido a partir da Festa da Páscoa, por isso a Quaresma varia de ano para ano. A festa da Páscoa é celebrada no primeiro domingo após a primeira lua cheia do início do outono. Neste ano de 2012 o outono começa no dia 21 de março, e a primeira lua cheia acontece no dia 06 de abril. Assim, a Festa da Páscoa acontece no domingo seguinte, dia 08 de abril. A partir desta data são definidas a Semana Santa, a Quarta-feira de Cinzas e, também, o Carnaval. A festa da Páscoa era primitivamente um ritual realizado por pastores que, para proteger as suas famílias e seus rebanhos dos espíritos maus, matavam um cordeiro e tingiam a entrada das tendas com o seu sangue. Por volta de 1250 anos antes de Cristo, esse ritual adquiriu um novo sentido, com a libertação do povo de Israel da escravidão do Egito. Depois, com a ressurreição de Jesus, a Páscoa se tornou a principal festa dos cristãos, lembrando que Deus liberta seu povo através de Jesus Cristo, o novo cordeiro pascal.

3. Na Quarta-feira de Cinzas, nas missas celebradas nas Paróquias e Comunidades, se benzem e impõem as cinzas feitas de ramos de oliveiras ou palmeiras, bentos no Domingo de Ramos do ano anterior. Em procissão, os cristãos e cristãs recebem na fronte um pouco dessas cinzas para expressar o desejo e votos de assumir o processo de conversão que se iniciou no Batismo, por uma vida de oração, esmola e jejum. As cinzas nos lembram que todo orgulho, prepotência, bens materiais não são nada mais do que cinzas após a morte. Conscientes de nossa pequenez, somos chamados a ser agentes de transformação de uma sociedade injusta, desigual e violenta, através de obras, ações, do amor que entrega a própria vida pela vida do outro.

4. A Quarta-feira de Cinzas abre a Campanha da Fraternidade, promovida pela CNBB desde 1964, destacando uma situação da realidade social para a reflexão das comunidades e de toda a sociedade. O tema deste ano é “Fraternidade e Saúde Pública” e o lema “Que a saúde se difunda sobre a terra”, um chamado à reflexão sobre a realidade da saúde no Brasil,em vista de uma vida saudável, suscitando o espírito fraterno e comunitário das pessoas na atenção aos enfermos e na mobilização pela melhoria no sistema público de saúde.

Em todas as Paróquias e Comunidades da nossa região haverá Missa na Quarta-feira de Cinzas. Clique aqui para acessar a Mensagem do Papa Bento XVI para a Quaresma 2012.

Desejamos um excelente início de Quaresma!

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Publicado em CELEBRANDO – Revista Virtual de Liturgia – Arquidiocese de Campinas.

Peça publicitária da Igreja Católica – sem fins lucrativos, veiculada em tevês pelo mundo, reconverte católicos em uma semana nos EUA – YouTube – Blog ” In Nomine Patris, et Filii, et Spiritus Sancti”

Este vídeo, de 2009, é apresentado do seguinte modo no YouTube:  “Peça publicitária da Igreja Católica, veiculada em Tvs pelo mundo. (…) Categoria: Sem fins lucrativos/ativismo”.

Acredito que é válida a sua divulgação, já que na atualidade, há a publicização de vídeos também “non-profit”,  em circuito global, de temas favoráveis sobre as “vantagens” que  multinacionais,  a maioria poluidoras, oferecem a países com desemprego, ou, igualmente prejudiciais, de extração de madeira em países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento, e pela mesma razão. Em seus países de origem as campanhas da população influenciam as decisões parlamentares pela não-instalação de seus parques industriais, em seu próprio solo. Outro exemplo é o da “indústria” do aborto,  que através do ativismo pró-escolha (com representações na ONU), lutam por sua legalização em nível global. Têm também o suporte de “lobbies” nos Parlamentos, através de todos os tipos de  organizações não-governamentais (ONGs).  Em nome dos “direitos da mulher”, tentam persuadir a todos através de um “pacote” de idéias, teorias, pesquisas que têm como pano de fundo um novo conceito, o de “Gênero”. No entanto, há estudos que afirmam que a tese de “Gênero” é, na verdade, mais  uma ideologia que vem sendo apresentada e propagandeada, principalmente nas áreas de educação e cultura. Inclusive, é trazido à tona que órgão de fomento mundial, atrelam a liberação de empréstimos a partir da publicização das idéias que compões o conceito de “Gênero”.

Ainda sobre a legalização do aborto, entre outras teorias relativistas, fundadas em concepções ditas pós-modernas, há a tentativa de convencimento de que estes sistemas de idéias poderiam vir a substituir a cultura judaico-cristã.  O termo denominado “cultura” evidencia tanto uma racionalidade quanto uma subjetividade, que perdura há  dois mil anos, por ter em essência, valores desde sempre reconhecidos como universais.  Tal cultura, a judaico-cristã, firmou concepções sobre o que é um ser humano, uma pessoa, e seus direitos inalienáveis, sejam os de um não-nascido, uma criança, uma mulher ou um homem.

Em seu conjunto, devemos estar atentos para a tentativa atual de banimento do Cristianismo. Diante do “novíssimo” caldo cultural da pós-modernidade, a base conceitual da fé cristã está ultrapassada. Entretanto, vale lembrar, que desde a sua origem lançou as bases da constituição do que entendemos como “família”, aliás, vigentes sem contestação até o final do século XX. Estamos portanto diante de uma campanha mundial de instauração de uma “nova” bagagem  de ideias e teorias sobre o que crianças devem “aprender” e adultos devem tomar como “verdade” enquanto seres humanos.. Adolf Hitler, mentor do nazismo também buscava “relativizar” a importância da cultura religiosa monoteísta do Judaísmo e do Cristianismo. Tinha em mente uma nova era para a Humanidade… (LBN)

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Apresento o blog abaixo como fonte publicadora da peça publicitária “pró-Cristianismo”, que também pode ser encontrada no YouTube:

IN NOMINE PATRIS, ET FILII, ET SPIRITUS SANCTI (Blog)

In Nomine Patris, et Filii, et Spiritus Sanctii –  htp://paternoster10.blogspot.com/

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“Papa apela ao silêncio no dia dos jornalistas” – 24 de janeiro – Dia de São Francisco de Sales – Padroeiro dos jornalistas e escritores católicos

Fonte: www.expresso.pt

13:00 Terça feira, 24 de janeiro de 2012

Papa apela ao silêncio no dia dos jornalistas

É dia de São Francisco de Sales, padroeiro dos jornalistas. E Bento XVI aproveita a oportunidade para lembrar como “o silêncio é precioso”.
Rosa Pedroso Lima


Bento XVI: «É necessário criar um ambiente propício,

quase uma espécie de ‘ecossistema’ capaz de equilibrar

silêncio, palavra, imagem e sons»
Pier Paolo Cito/AP

Como já vem sendo habitual, Bento XVI volta a supreender com um discurso que está bem longe do main stream. Aproveitando o dia de São Francisco Sales – que a Igreja designou como padoreiro dos jornalistas – o Papa apresentou a sua mensagem ao Dia Mundial das Comunicações Sociais, que este ano se celebrará a 20 de Maio.

“Silêncio e palavra: caminho de evangelização” é o título dado à mensagem papal. E, retomando a antiga tradição – aliás patente em várias religiões – que destaca o papel do silêncio na comunicação humana, Bento XVI apela a que se encontre um equilíbrio entre os momentos de palavra e os momentos de silêncio. Trata-se, segundo o Papa, de “dois momentos da comunicação que se devem equilibrar, alternar e integrar entre si para se obter um diálogo autêntico e uma união profunda entre as pessoas”.

“O silêncio é parte integrante da comunicação”, afirma, sublinhando que é na parte não dita da Comunicação que se “abre um espaço de escuta recíproca e se torna possível uma relação humana mais plena”. Para além, claro, de ser no silêncio que “escutamo-nos e conhecemo-nos melhor a nós mesmos”.

Depois de já ter sublinhado a importância das novas tecnologias no desenvolvimento das comunicações e de ter ‘aberto’ o Vaticano às novas tecnologias – como o Twitter ou as páginas online – o Papa defende uma espécie de nova ordem da comunicação. “O homem de hoje vê-se, frequentemente, bombardeado por respostas a questões que nunca se pôs e a necessidade que não sente”, esclarece o Papa. “É necessário criar um ambiente propício, quase uma espécie de ‘ecossistema’ capaz de equilibrar silêncio, palavra, imagem e sons”, conclui.

Publicado em http://www.expresso.pt/.
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Fonte/imagem: Salesianos de Dom Bosco  
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Fonte: http://oblatosamlat.cybermeme.net/ 

A VIDA DE SÃO FRANCISCO DE SALES

Os anos convulsionados na França, depois da Reforma Protestante, formaram o pano de fundo da vida de Francisco de Sales. Ele nasceu no dia 21 de agosto de 1567 de uma família nobre, no reino da Sabóia, situado entre a França, Itália e Suíça. Ele estudou no Colégio de Clermont dos Jesuítas, em Paris, e na Universidade de Pádua, onde se doutorou no Direito Canônico e  Civil.

Sendo estudante em Paris, teve que enfrentar a tempestade de uma severa crise espiritual, ao sofrer a tentação de desespero referente à predestinação.

Para o seu pai, foi uma grande decepção que Francisco não aceitou uma carreira esplêndida no mundo, mas preferiu o sacerdócio. Depois da ordenação, o seu bispo oenviou como jovem missionário para Chablais, distrito da Sabóia, por quatro anos. Lá ficou famoso por seus folhetos em defesa da fé e, mal e mal, se escapou de um atentado contra sua vida. Os seus escritos dessa  época foram publicados com o título

Controvérsias e a Defesa do Estandarte da Santa Cruz. Ao finalizar o seu apostolado de missionário, ele tinha persuadido cerca de 72.000 Calvinistas a voltar para a Igreja Católica.

Foi ordenado bispo de Genebra em 1602, mas residia em Annecy (agora situada na França), já que  Genebra estava sob o domínio dos Calvinistas e ficou fechada para ele.

Sua diocese tornou-se muito conhecida na Europa por motivo de sua organização eficiente, seu clero zeloso e os leigos bem esclarecidos — uma realização monumental naquela época. A sua fama como diretor espiritual e escritor aumentava.

Convenceram-no que reunisse, organizasse e expandisse suas muitas cartas sobre assuntos espirituais e as publicasse. É o que ele fez em 1609, com o título Introdução à Vida Devota. Essa se tornou a sua obra mais famosa e, ainda hoje, é uma obra clássica que se encontra nas livrarias no mundo inteiro. Mas o seu projeto especial foi o escrito do Tratado do Amor de Deus, fruto de anos de oração e trabalho. Este também continua sendo publicado hoje. Ele queria escrever também uma obra paralela ao Tratado, ou seja, sobre o amor ao próximo, mas a sua morte no dia 28 de dezembro de 1622, aos 55 anos de idade, o impossibilitou. Além das obras mencionadas acima, suas cartas, pregações e palestras ocupam cerca de 30 volumes. O valor permanente e a popularidade dos seus escritos levou a Igreja a conceder-lhe o título de Padroeirode Escritores Católicos.

Francisco aceitou em sua casa um jovem com dificuldade de audição e criou uma linguagem de símbolos para possibilitar a comunicação. Essa obra de caridade conduziu a Igreja a dar-lhe um outro título, ou seja, o de Padroeiro dos de Difícil Audição.

Ele colaborou com Santa Francisca de Chantal na fundação da ordem religiosa das Irmãs da Visitação de Santa Maria, conhecidas pela simplicidade da sua regra e tradições e por sua abertura especial a viúvas. Foi através da persistência de uma destas irmãs, uns 250 anos mais tarde, a Madre Maria de Sales Chappuis, que um sacerdote de Troyes, na França, Luís Brisson, fundou os Oblatos de São Francisco de Sales, uma comunidade de sacerdotes e irmãos, dedicados à vida  e divulgação do espírito e dos ensinamentos de São Francisco de Sales. Padre Brisson fundou também uma comunidade de irmãs com o mesmo nome, Oblatas de São Francisco de Sales.

O espírito e a fama de Francisco e a influência dos seus escritos se estenderam rapidamente depois de sua morte. A Igreja o declarou santo formalmente em 1665 e  lhe deu o título excepcional de Doutor da Igreja em 1867 – um título outorgado só a uns 30  santos na história da Igreja que são famosos por seus escritos. A sua festa a Igreja celebra no dia 24 de janeiro.

Diferente de muitos santos,cujas vidas,repletas de acontecimentos maravilhosos, parecem estar fora do alcance de cristãos comuns, a vida de Francisco de Sales não apresenta nada de sensacional. Os seus ideais de moderação e caridade, de gentileza e humildade, de alegria e entrega à vontade de Deus são expressos com uma sensatez que anima os fracos e alimenta os fortes, ocasionando-lhe o reputação como o Santo Cavalheiro.

(…)

O ESPÍRITO DE SÃO FRANCISCO DE SALES
(extraído dos seus escritos)

Publicado em http://oblatosamlat.cybermeme.net/ .

IMITAÇÃO DE CRISTO: “Que se deve repousar em Deus acima de todos os bens e dons” – Tomás de Kempis – Livro III – Capítulo XXI

Fonte/imagem/artigo: Carmelo Santa Teresa ( Ordem dos Carmelitas Seculares – Província do Carmo Sul do Brasil)

Artigo: ” O CARMELO E O SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS”

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IMITAÇÃO DE CRISTO

LIVRO III

CAPÍTULO XXI

Que se deve repousar em Deus acima de todos os bens e dons

O DISCÍPULO

1.Minha alma, em tudo e sobre tudo descansa sempre em Deus, que é o eterno descanso dos Santos.

Dulcíssimo e amantíssimo Jesus, fazei que eu ache mais descanso só em Vós do que em todas as coisas criadas; mais do que na saúde e na formosura; mais do que na glória e na honra; mais do que no poder e nas dignidades; mais do que ciência e na sutileza; mais do que nas riquezas e nas artes; mais do que na alegria e divertimento; mais do que na fama e no louvor; mais do que nas delícias e nos prazeres. Fazei com que eu vos prefira a todas as esperanças  e promessas que nos dais; a todos os merecimentos e bons desejos que podemos ter; a todas as graças e graças e favores de que podeis encher-nos; a todas as consolações e doçuras que podemos receber de Vós. Fazei que eu ame mais descansar em Vós só do que em todos os anjos, esses espíritos celestiais; mais do que todo o visível e invisível; enfim, mais do que em tudo o que há fora de Vós, Deus meu!

2. Porque Vós só sois infinitamente bom; Vós só Altíssimo; Vós só Poderosíssimo; Vós só Suficientíssimo  e Pleníssimo; Vós só Suavíssimo e Amabilíssimo.

Vós só formosíssimo e amantíssimo. Vós só Nobilíssimo e Gloriosíssimo sobre todas as coisas, em que todos os bens sempre estiveram, estão e estarão eternamente juntos em suma perfeição.

Assim, é pouco, insuficiente tudo o que me dais ou prometeis, ou me descobris de Vós mesmo, não vos vendo,nem vos possuindo plenamente.

Porque o meu coração não pode dar-se por cabalmente satisfeito senão elevando-se acima de todas as criaturas, a fim de descansar Vós só.

3. Ó meu Jesus, esposo amabilíssimo e puríssimo amante as almas, Senhor de todas as criaturas!

Quem me dará asas de verdadeira liberdade para voar e descansar em Vós!

Oh! quando serei assaz desapegado  da terra para ver quão suave sois, Deus e Senhor meu!

Quando serei por tal modo absorto em Vós, por tal modo penetrado de vosso amor, que não sinta mais a mim mesmo e não viva mais senão em Vós, nessa união inefável e acima  dos sentidos, que nem todos conhecem!

Agora passo eu a vida nos gemidos e levo com dor o peso da minha miséria!

Porque neste vale de lágrimas encontro tantos males que me perturbam a miúdo, me entristecem e anuviam a alma; muitas vezes me cansam e embaraçam, distraem-me, apoderam-se de mim e me impedem de ter livre entrada junto de Vós; privam-me desses deliciosos amplexos de que gozam sempre e sem obstáculos os espíritos bem-aventurados, que assistem em vossa presença!

Ó meu Deus, ouvi os meus suspiros e tornai-vos sensível a tantos males que sofro sobre a terra!

4. Ó Jesus! Esplendor da eterna glória, alívio da alma aflita neste desterro! Minha boca está diante de Vós, e meu silêncio vos fala por mim!

Até quando tardará o meu Senhor em vir à minha alma?

Venha a mim na extrema pobreza em que jazo e encham-me de alegria. Estenda sua mão e levante este infeliz da miséria em que está prostrado.O DISCÍPULO

Vinde, meu Deus, vinde; sem vós não posso ter dia nem hora alegre, porque sois toda a minha alegria e vós só podeis encher o vazio de meu coração.

Miserável sou, como preso e carregado de ferros, enquanto me não concedeis a luz da vossa presença e me dais a liberdade, mostrando-me vosso doce e amoroso semblante.

5. Busquem outros em lugar  de Vós o que quiserem, que a mim nenhuma outra coisa agrada, nem agradará nunca, senão Vós, Deus meu, esperança minha e minha eterna felicidade.

Gemerei sempre e não deixarei de orar até que a vossa graça volte a mim e vós me faleis no interior.

6. Jesus Cristo – Aqui me tens, filho meu, e venho a ti, pois me chamaste .  As tuas lágrimas e os desejos de tua alma, a humildade e a penitência de teu coração me inclinaram a vir a ti.

O Discípulo – E disse: Senhor, chamei-Vos e desejei gozar-vos, na resolução de desprezar tudo por amor de Vós.

Porém, Vós mesmo me excitastes a buscar-Vos.

Sede, pois, bendito, Senhor, por haver usado com vosso servo de tamanha bondade, segundo Vossa misericórdia infinita.

À vista disto, que resta ao vosso servo senão humilhar-se profundamente em vossa presença, sem perder nunca a lembrança de sua maldade e vileza?

Em toda esta multidão de maravilhas, de que enchestes o céu e a terra, nada há que vos seja semelhante, ó meu Deus!

Todas as vossas obras são perfeitíssimas, “todos os vossos juízos são retos, e o universo  governais por vossa soberana providência” (Salmo 118, 16).

Dê-se, pois, todo o louvor e glória a Vós, que sois a sabedoria do Pai! A minha alma, a minha língua e todas as criaturas juntas vos louvem eternamente.

Fonte: Imitação de Cristo, Tomás de Kempis, Livro III, Capítulo XXI.

“Céus, escutai! Terra, ouve com atenção! Que todas as criaturas, e sobretudo o homem, sejam arrebatadas de admiração e irrompam em louvores: «Jesus Cristo, Filho de Deus, nasce em Belém da Judeia” – Primeiro Sermão para a Vigília de Natal – São Bernardo (1091-1153) – Ordem dos Carmelitas Descalços Seculares (OCDS) – Fortaleza-CE – 24 de dezembrode 2011

Fonte (imagem/texto): Paróquia Santo Cristo dos Milagres (Capuchinhos) – Fonseca – Niterói-RJ. Texto: “Natal: O Nascimento do Nosso Senhor Jesus Cristo’.

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O Natal perdeu há pelos três décadas, em todo o mundo cristão, o seu verdadeirro significado: a data que marca a chegada do Messias, o Salvador, o Filho de Deus, Jesus Cristo. Foi anunciada pelos profetas do Antigo Testamento. Ele nasceria de uma virgem, e seria concebido envolto em mistério.

Veio em carne, para redimir a Humanidade do passado, da sua época e do futuro. E, além disso, apesar de nada acrescentar à Lei dada pelo próprio Criador a Moisés, explicou-a pelo viés do Amor, da Miserricórida. Este legado é contado, através de vários ângulos, pelos Apóstolos. Já estabelecida com uma mínima hierarquia na Igreja Primitiva, na qual São Pedro foi o primeiro representante da comunidade cristã. Ele e seus sucessores, guardaram os escritos que viriam formar o Novo Testamento. Reunidos, após cerca de quatro séculos de perseguições e martírios pelos pagãos, a Igreja Católica, já instituída  (denominada desse modo no sentido de ser universal), tem, na atualidade, como representante de Cristo, enquanto aguardamos sua segunda vinda, o Papa Bento XVI. Este continuamente nos insta a prestarmos a atenção na pessoa de Jesus de Nazaré, na essência de sua Palavra, aplicando-a em nossas vidas, ainda que o mundo ocidental tenha dado as costas a praticamente tudo que herdou da herança cristã.

Os presentes e a confraternização (em geral, com muito álcool), incentivados há semanas por apelos comerciais, darão o tom da festa, infelizmente. Cristo vai estar ausente nos corações da maioria que comemora este Natal, e, ao que parece, o mesmo se repetirá nos próximos. Para quem pode, será uma festa cada vez mais ostentatória… Penso que, já seria um alento que o mundo cristão se desse conta que entregou seu coração à irreligiosidade, e voltasse Jesus Cristo: “Caminho, Verdade e Vida”.

Desejo a todos que o Natal seja inspirado no nascimento do Menino Jesus, que nasce no tempo humano e nos nossos corações para nos trazer amor, luz e paz! (LBN)

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Fonte (imagem/texto):  Agência de Notícias AFP: Cidade do Vaticano  – Santa Sé -“Papa: é preciso recobrar a humildade diante do consumismo”.

Copyright © 2011 AFP- Permissão de divulgação sem fins comerciais.

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Fonte: Blog da Comunidade Rainha do Carmelo (OCDS) – Ordem dos Carmelitas Descalços Seculares -Fortaleza-CE

24.12.2011

Comentário ao Evangelho do dia feito por : São Bernardo (1091-1153), monge cistercense e doutor da Igreja

Primeiro sermão para a Vigília de Natal

Céus, escutai! Terra, ouve com atenção! Que todas as criaturas, e sobretudo o homem, sejam arrebatadas de admiração e irrompam em louvores: «Jesus Cristo, Filho de Deus, nasce em Belém da Judeia». […] Haverá notícia mais bela a anunciar à terra? […] Alguma vez se ouviu coisa parecida, alguma vez o mundo soube de alguma coisa semelhante? «Em Belém da Judeia nasce Jesus Cristo, o Filho de Deus.» Tão poucas palavras para exprimir a vinda do Verbo, a Palavra de Deus feita criança, mas que doçura nestas palavras! […] «Jesus Cristo, o Filho de Deus, nasce em Belém.» Nascimento de uma santidade incomparável: honra do mundo inteiro, exaltação de todos os homens devido ao bem imenso que Ele lhes traz, admiração dos anjos por causa da profundidade deste mistério de uma novidade sem paralelo (cf Ef 3,10). […]

«Jesus Cristo, Filho de Deus, nasce em Belém da Judeia». Vós que estais deitados na poeira, erguei-vos e louvai Deus! Eis o Senhor que chega com a salvação, eis a vinda do Ungido do Senhor, do Seu Messias, ei-Lo que vem na Sua glória. […] Feliz daquele que se sente atraído por Ele e que «acorre à fragrância dos Seus perfumes» (Ct 1,4 LXX): ele verá «a glória que lhe vem do Pai como Filho único» (Jo 1,14).

Vós que estais perdidos, respirai! Jesus vem salvar o que perecera. Vós, os doentes, voltai a ser saudáveis: Cristo vem estender o bálsamo da Sua misericórdia sobre a chaga dos vossos corações. Estremecei de alegria, todos vós que sentis grandes desejos: o Filho de Deus vem a vós para fazer de vós co-herdeiros do Seu Reino (Rm 8,17). Sim, Senhor, peço-Te, cura-me e ficarei curado; salva-me e serei salvo (Jr 7,14); glorifica-me e ficarei verdadeiramente na glória. Sim, «que a minha alma bendiga o Senhor e que tudo em mim bendiga o Seu santo nome» (Sl 102,1). […] O Filho de Deus faz-Se homem para fazer dos homens filhos de Deus.

Publicado em Blog da Comunidade Rainha do Carmelo (OCDS) – Ordem dos Carmelitas Descalços Seculares – Fortaleza-CE.

Dia de Nossa Senhora de Guadalupe (México), padroeira da América Latina (12.12.2011) – Yo Tube

12.12.2011

Ainda que o dia dedicado a Nossa Senhora de Guadalupe (México), padroeira da América Latina, esteja chegando ao fim, já que adentramos a noite, achei este vídeo encantador, simples  e ilustrativo. Há legendas em inglês, mas um locutor vai relatando a sequência de imagens em português. No entanto, o que, de fato, é importante é que Nossa Senhora não “desiste” da Humanidade. Em aparições miraculosas, como a que se deu em Gaudalupe, há 500 anos, vem nos alertando para a necessidade da conversão diária de cada um de nós, e dos povos. Ela nos indica o caminho do Amor e da Paz, que Seu Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo nos legou há dois mil anos.

 

“O anúncio da Boa Nova cristã, da beleza da fé em Cristo, precisa de pessoas que, com coerência de vida e fidelidade, testemunhada se necessário ao dom de si mesmo, manifestem a primazia absoluta do Amor em qualquer circunstância.” – Papa Bento XVI – 01.12.2011 (Agência Fides)

Fonte: Agência Fides

01.12.2011

VATICANO

Bento XVI: “Ontem como hoje, o sangue dos mártires toca o coração do ser humano e o torna fecundo”

Cidade do Vaticano (Agência Fides) – “O anúncio da Boa Nova cristã, da beleza da fé em Cristo, precisa de pessoas que, com coerência de vida e fidelidade, testemunhada se necessário ao dom de si mesmo, manifestem a primazia absoluta do Amor em qualquer circunstância.” Foi o que disse o Santo Padre Bento XVI em sua mensagem para a 16ª Sessão Pública das Pontifícias Academias realizada, no Vaticano, na tarde desta quarta-feira, sobre o tema “Testemunhos e testemunhas. Os mártires e os campeões da fé”, realizada na tarde de 30 de novembro. O Papa sublinha: “Se observarmos com atenção o exemplo dos mártires, corajosas testemunhas da antiguidade cristã, e de várias testemunhas do nosso tempo, notamos que foram pessoas profundamente livres, livres acordos e laços egoístas, conscientes da importância e da beleza de sua vida, e por isso, capazes de amar a Deus e aos outros de maneira heróica, vivendo a santidade cristã”. Detendo-se sobre o tema da Sessão Pública, o Papa sublinha a importância da historicidade do cristianismo, “o seu envolvimento contínuo com a história para transformá-la profundamente graças ao fermento do Evangelho e da santidade vivida e testemunhada”. O estudo atento dos testemunhos do passado permite “redescobrir não poucos aspectos da vida das gerações passadas como também da experiência de fé das antigas comunidades cristãs”. Dentre os sítios arqueológicos em que emergem os sinais da presença cristã, o Pontífice citou de maneira particular a Terra Santa e a cidade de Roma, onde os mártires “atestam não só uma genérica presença cristã, mas sobretudo, um forte testemunho dos cristãos e daqueles que por Cristo deram suas vidas, os mártires … As numerosas intervenções monumentais e artísticas dedicadas aos mártires, documentadas pelas escavações arqueológicas e todas as outras pesquisas relacionadas, decorrem de uma convicção sempre presente na comunidade cristã, de ontem e de hoje: o Evangelho fala ao coração humano e se comunica principalmente através do testemunho vivo dos fiéis”.

Enfim, Bento XVI sublinhou que “também hoje se a Igreja deseja falar eficazmente ao mundo, se quer continuar anunciando fielmente o Evangelho e fazer sentir sua presença amiga aos homens e mulheres que vivem sua existência sentindo-se peregrinos da verdade e da paz, deve ser, também nos contextos aparentemente difíceis ou indiferentes ao anúncio do Evangelho, testemunha da credibilidade da fé, oferecendo testemunhos concretos e proféticos através de sinais eficazes e transparentes de coerência, fidelidade e amor incondicionado a Cristo, não desligada da autêntica caridade, do amor ao próximo. Ontem como hoje, o sangue dos mártires, seu tangível e eloqüente testemunho toca o coração humano e o torna fecundo, capaz de frutificar em si uma vida nova, acolher a vida do Ressuscitado para levar ressurreição e esperança ao mundo ao seu redor”. (SL) (Agência Fides 1/12/2011)

“Não que se oponham ambos os aspectos da experiência teresiana: pelo contrário, falar da escritora pressupõe fazer referências constantes à sua doutrina espiritual, como, por outro lado, falar da experiência mística de Teresa é entrar na linguagem literária que traduziu tal experiência.(…)” – Seminário – María de la Concepción Piñero Valverde (FFLCHUSP)

Fonte/texto/imagem: Da Mihi Animas (Padre Marcelo Tenório) – Notícia da Agência Fides:  Papa propõe Santa Teresa de Jesus como “mestra espiritual” hoje

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Fonte: http://www.hottopos.com/seminario/sem2/concha.htm#_ftn1 (Artigo Completo)

Aproximação à Obra Literária de
Santa Teresa de Jesus

María de la Concepción Piñero Valverde
(Livre-Docente FFLCHUSP)

As reflexões que se seguem procuraram servir de breve apresentação da obra literária de Santa Teresa de Jesus a um público de jovens estudantes universitários brasileiros. Não houve, portanto, a pretensão de desenvolver análise literária da obra teresiana e muito menos de apresentar toda a sua riqueza para a espiritualidade cristã. O que se buscou, somente, foi oferecer uma primeira visão da obra de uma extraordinária mulher que, apesar de universalmente conhecida como grande mística, é ainda pouco estudada como a grande escritora que também foi. Não que se oponham ambos os aspectos da experiência teresiana: pelo contrário, falar da escritora pressupõe fazer referências constantes à sua doutrina espiritual, como, por outro lado, falar da experiência mística de Teresa é entrar na linguagem literária que traduziu tal experiência. Podemos, pois, reconhecer desde já que o estudo de Teresa, a escritora, é inseparável do estudo de Teresa, a mística. Assim, ao concentrar a atenção na expressão literária teresiana, que é o que se pretende agora, espera-se oferecer elementos que permitam apreciar melhor também sua doutrina e espiritualidade.

Teresa de Jesus: mulher do século XVI que se expressou por meio de obra escrita. E obra escrita de grande valor literário. Por outras palavras, o que Teresa escreveu, além do valor religioso, tem valor estético. Teresa, como Agostinho e Pascal, está entre os autores espirituais que foram também grandes escritores, autores de textos lidos até mesmo por pessoas estranhas à prática religiosa.

Buscar as raízes da beleza que encontramos nas páginas teresianas é lembrar que Teresa de Cepeda e Ahumada nasce em Ávila, uma das mais belas cidades de Castela, rodeada de antigas e famosas muralhas. A paisagem da cidade natal lhe inspiraria, mais tarde, a nitidez das imagens de uma de suas maiores obras, as Moradas ou Castelo Interior. É precisamente como um castelo rodeado de muralhas que Teresa expressará o íntimo da vida humana, o lugar onde se dá o encontro com o divino.

Teresa desde o berço contemplou o belo à sua volta e também desde muito cedo começou a experimentar o fascínio da palavra poética. Palavra que conheceu, antes de mais nada, por meio de seus pais, cristãos fervorosos, que lhe fizeram familiar a dos salmos, dos cânticos, das parábolas evangélicas. As Escrituras Sagradas, as divinae litterae, foram, pois, a porta pela qual Teresa entrou no mundo da literatura.

(…)

Obra-prima das mais conhecidas é a que se intitula Las Moradas o Castillo Interior, tratado destinado a auxiliar os que desejam aprender a oração. Logo que foi redigido, em 1577, um carmelita descalço amigo de Teresa, Jerónimo Gracián, cuidou de esconder a obra em Sevilha, para salvá-la de ser apreendida pela Inquisição, que dois anos antes havia recolhido a autobiografia de Teresa. O texto salvo foi depois publicado pelo grande poeta do século XVI, frei Luis de León, em sua edição das obras teresianas. Característica das Moradas é a variedade de destinatários, o que condiciona de modo decisivo seu estilo. Este vai mudando, segundo a pessoa a quem a escritora se dirige (por exemplo, aos cristãos todos, às carmelitas e ao próprio Deus). É notável que ao falar com Deus, o estilo de Teresa não perde as características de quem se dirige aos interlocutores visíveis: pelo contrário, torna-se muito mais afetivo. “Rey mío”, “Dios mío”, “Señor de mi alma”, “Padre y Criador mío”, são algumas expressões de Teresa, que poderiam formar uma lista inesgotável.

Mas a organização do texto das Moradas tem como chave o simbolismo do “castelo interior” ou castelo da alma. A figura do castelo era imagem antiga na tradição literária cristã, mas havia também sido usada, em tempos próximos de Teresa, por alguns autores que ela provavelmente leu na biblioteca de seu pai, como Bernardino de Laredo. A crítica vem lembrando, ainda, que a imagem do castelo é um dos símbolos da mística muçulmana: e nós sabemos a importância da presença muçulmana na cultura espanhola medieval. Mas não podemos esquecer também a importância dos castelos nas novelas de cavalaria, tão apreciadas por Teresa. Nem podemos esquecer o que já se disse, isto é, que Teresa cresceu vendo as célebres muralhas de Ávila, sua cidade natal. Provavelmente todas essas lembranças confluíram na criação da imagem literária do castelo teresiano. Seja qual for a origem dessa imagem, certo é que ela se tornou um dos recursos literários de maior êxito para explicar o processo da vida espiritual de interiorização e união. O castelo teresiano é esférico, formado por sete moradas concêntricas e “en el centro y mitad de todas éstas tiene la más principal, que es adonde pasan las cosas de mucho secreto entre Dios y el alma” (Moradas, I,1,3). Isso simboliza a caminhada mística, que parte, nas primeiras moradas, de uma fase de purificação e chega aos desposórios místicos nas últimas moradas.

Em todos os escritos de Santa Teresa, como já se havia dito, vemos refletir-se toda a sua vida espiritual e toda a sua vida de fundadora do Carmelo reformado. Mas, como já se disse também, essa obra não tem valor somente como documento histórico, biográfico ou espiritual. É uma obra importantíssima pelo valor literário, como havia percebido seu primeiro editor, o poeta frei Luis de León, já citado. Ele é quem louva a dicção castiça da Santa, chamando a atenção para a beleza da linguagem teresiana, uma beleza quase “caseira”. Isso acontece justamente porque Santa Teresa escrevia com propriedade e sem afetação a língua que havia aprendido desde menina.

Apesar desse reconhecimento inicial, o valor literário da obra teresiana acabou ofuscado por seu valor espiritual e foi ficando relativamente esquecido. Chegou mesmo a pesar sobre os escritos teresianos uma opinião um tanto sumária, segundo a qual os textos da Santa estariam redigidos em “estilo ermitaño”, isto é, em estilo despojado e pobre, como o de um ermitão que apresentasse a mensagem espiritual em termos rudimentares. Este preconceito desmoronou há mais de um século, quando o grande crítico Menéndez Pidal chamou a atenção para um aspecto revolucionário da linguagem teresiana, ou seja: o desvio da norma, a ruptura com o vocabulário erudito geralmente empregado nos textos espirituais em sua época. A simplicidade do vocabulário, segundo o crítico, longe de mostrar pobreza da escritora indicava seu desejo de expressar com liberdade sua experiência pessoal, sem se vincular à terminologia abstrata. Teresa revaloriza, com um novo sentido, termos comuns que estavam desgastados no vocabulário convencional. Além disso, já vimos que o estilo teresiano é rico em alegorias, comparações e símbolos, é o caso do castelo interior, imagens cuja beleza traduz a experiência pessoal da escritora. É preciso notar ainda que os escritos de Santa Teresa estão muitas vezes marcados por emendas e correções que ela mesma fazia, o que revela seu cuidado em escrever de modo claro e apropriado.

Nestes últimos anos, percebeu-se afinal toda a importância da obra literária teresiana. Para a crítica recente, o que é autenticamente original na literatura de Santa Teresa é a liberdade de expressão. Na literatura espiritual anterior, partia-se de um sistema de princípios, que em um segundo momento era aplicado à situação individual. Teresa de Jesus inverte esse processo. Ela parte não de princípios abstratos, mas de um fato da sua experiência, que se esforça por entender e expressar. Assim ela se afasta das teorias dos letrados e inaugura, na espiritualidade européia, a modernidade renascentista.

Mas já é tempo de ir concluindo estas reflexões. Como eu disse de início, nosso assunto era Santa Teresa escritora. A grandeza mística de Santa Teresa e sua importância para a história da Igreja já vinham sendo reconhecidas há muito tempo. Mas em nossos dias, quando se valoriza a contribuição feminina para todas as artes e ciências, mais do que nunca os estudiosos se têm voltado para Teresa como escritora. Ou seja, como mulher que soube criar beleza através de seus escritos. Em conclusão, no momento em que se redescobre a presença feminina na literatura, pode-se, com boas razões, falar em redescoberta literária de Santa Teresa.

[1] Os textos teresianos aqui citados seguem esta edição: Santa Teresa de Jesús, Obras Completas, Madrid, Biblioteca de Autores Cristianos, 1962.

Autora: María de la Concepción Piñero Valverde
(Livre-Docente FFLCHUSP)
concha@centrodeartes.com.br

Fonte: http://www.hottopos.com/seminario/sem2/concha.htm#_ftn1 (Artigo Completo)

“Deus é amor, e quem permanece no amor, permanece em Deus e Deus nele” -(Jo 4, 16) – Imitação de Cristo

Reflexão

“Deus é amor, e quem permanece no amor, permanece em Deus e Deus nele” (Jo 4, 16)

Mas o amor tem seus tempos de prova, como seus momentos de gozo; e esta vida transitória deve ser o contínuo exercício  de amor, ou a consumação dum grande sacrifício, cujo prêmio será uma vida eterna ou um  amor imutável.

Todos os caracteres da caridade, enumerados por São Paulo, nos recordam a ideia de sacrifício; e o mesmo amor infinito não pôde manifestar-se plenamente a nós senão por um sacrifício infinito. “Deus amou de tal modo o mundo, que deu por ele seu filho único (Jo, 3, 16).

E nosso amor para com Deus não pode tampouco manifestar-se senão por um sacrifício, não igual, o que é impossível, mas semelhante pelo dom de todo o nosso ser, ou uma perfeita obediência de nosso espírito, de nosso coração e de nossos sentidos à vontade daquele que tão extremosamente nos amou.

Então se verifica aquela união inefável que, na sua última hora, pedia Jesus Cristo a seu Eterno Pai operasse entre Ele e a criatura resgatada. Enquanto a natureza viver ainda em nós, alguma coisa nos separa de Deus e de Jesus, e o amor de Jesus urge que acabemos o sacrifício e pronunciemos aquela última palavra que o mundo não compreende, mas que regozija o céu: “Tudo está consumado” (Jo 19, 30).

Quando pronunciarás tu, minha alma, esta palavra decisiva?

Publicado em Imitação de Cristo – Reflexões – página 212

Imagem: Canto da Paz

A data fixada em 16 de julho, segundo a tradição carmelitana, marca o momento em que Nossa Senhora apareceu a São Simão Stock e lhe entregou o escapulário (Servos da Rainha)

Nossa Senhora do Carmo

Dom Eurico dos Santos Veloso

No dia 16 de julho,  comemoraramos a festa de Nossa Senhora do Carmo, padroeira da Ordem Carmelitana. Essa festa remonta aos anos de 1376 e 1386, quando adveio o pio costume de celebrar uma festa especial em honra de Nossa Senhora, em ação de graças pela aprovação pontifícia da Regra Carmelitana, pelo Papa Honório III, em 1226.

A data fixada de 16 de julho coincide, segundo a tradição carmelitana, com a data em que Nossa Senhora apareceu a São Simão Stock e lhe entregou o escapulário. Com o passar do tempo, no início do século XVII a data de dezesseis de julho se transformou em data oficial da “festa do escapulário” e, imediatamente, começou a ser celebrada também fora da Ordem Carmelitana. Em 1726, esta data solidificou-se como a festa da Virgem do Carmo por toda a Igreja do Ocidente, pela ação do Papa Bento XIII. No próprio da missa do dia não se faz menção ao escapulário ou à visão que teve São Simão; porém, ambos os fatos são mencionados nas leituras do segundo noturno das Matinas no antigo Breviário e o escapulário no prefácio especial usado pelos carmelitas.

A Ordem dos Carmelitas, uma das mais antigas na história da Igreja, embora considere o profeta Elias como o seu patriarca modelo, não tem um verdadeiro fundador, mas um grande amor: o culto a Maria, honrada como a Bem-aventurada Virgem do Carmo. “O Carmo – disse o cardeal Piazza, carmelita – existe para Maria e Maria é tudo para o Carmelo, na sua origem e na sua história, na sua vida de lutas e de triunfos, na sua vida interior e espiritual”.

Elias e Maria estão unidos numa narração que tem sabor de lenda. Refere o Livro das Instituições dos primeiros monges: “Em lembrança da visão que mostrou ao profeta a vinda desta Virgem sob a figura de uma pequena nuvem que saía da terra e se dirigia para o Carmelo (1Rs 18,20-45), os monges, no ano 93 da Encarnação do Filho de Deus, destruíram sua antiga casa e construíram uma capela sobre o monte Carmelo, na Palestina, perto da fonte de Elias em honra desta primeira Virgem voltada a Deus. Expulsos pelos sarracenos no século XIII, os monges que haviam entretanto recebido do patriarca de Jerusalém, Santo Alberto, uma regra aprovada em 1226 pelo papa Honório III, voltaram ao Ocidente e na Europa fundaram vários mosteiros, superando várias dificuldades, nas quais, porém, puderam experimentar a proteção da Virgem. Um episódio em particular sensibilizou os devotos: os irmãos suplicavam humildemente a Maria que os livrasse das insídias infernais. A um deles, Simão Stock, enquanto assim rezava, a Mãe de Deus apareceu acompanhada de uma multidão de anjos, segurando nas mãos o escapulário da ordem e lhe disse: ‘Eis o privilégio que dou a ti e a todos os filhos do Carmelo: todo o que for revestido deste hábito será salvo’”.

Numa bula de 11 de fevereiro de 1950, o Papa Pio XII convidava a “colocar em primeiro lugar, entre as devoções marianas, o escapulário que está ao alcance de todos”. Entendido como veste mariana, esse é de fato um ótimo símbolo da proteção da Mãe celeste, enquanto sacramental extrai o seu valor das orações da Igreja e da confiança e amor daqueles que o usam. Nossa Senhora é a nossa Mãe, colocada como insigne modelo de correspondência à graça e, ao contemplarmos a sua vida, o Senhor dar-nos-á luz para que saibamos divinizar a nossa existência vulgar.

Durante o ano, quando celebramos as festas marianas, e cada dia em várias ocasiões, nós, os cristãos, pensamos muitas vezes na Virgem Maria. Se aproveitamos, na festa que se avizinha, esses instantes, imaginando como se comportaria a nossa Mãe nas tarefas que temos de realizar, iremos aprendendo a pouco e pouco, até que acabaremos por nos parecermos com Ela, como os filhos se parecem com a sua mãe. Por isso somos chamados, como discípulos-missionários de Jesus, a imitar, em primeiro lugar, o seu amor. A caridade não se limita a sentimentos: há-de estar presente nas palavras e, sobretudo, nas obras. A Virgem não só disse fiat, mas também cumpriu essa decisão firme e irrevogável a todo o momento. Assim, também nós, quando o amor de Deus nos ferir e soubermos o que Ele quer, devemos comprometer-nos a ser fiéis, leais, mas a sê-lo efetivamente, porque “nem todo o que me diz: Senhor, Senhor, entrará no reino dos céus; mas o que faz a vontade de meu Pai, que está nos Céus, esse entrará no reino dos Céus”.

Assim, unidos a todos as ordens Carmelitas, primários, secundários e terciários, particularmente os membros da Irmandade do Carmo da Sé Catedral de Juiz de Fora, queremos exortar a todos os fiéis que, seguindo a Maria, encontrem a Jesus, o verdadeiro sentido para que o amor de Deus recaia sobre cada um de nós. E que os sacramentais, sinais visíveis da graça de Deus, produzam seus frutos necessários de vida, de santidade, de disponibilidade total para um SIM permanente a convite de Jesus, para que sejamos missionários dentro da realidade em que estamos inseridos.

Virgem do Carmo, Rogai por nós!

Fonte: Servos da Rainha

Bento XVI na Croácia: “A qualidade da vida social e civil, a qualidade da democracia dependem em grande parte deste ponto «crítico» que é a consciência, de como a mesma é entendida e de quanto se investe na sua formação. ” – Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura – Portugal

Fonte: Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura – SNPC – Portugal

Celebração na Croácia

Bento XVI deslocou-se este sábado e domingo à Croácia, para celebrar a 1.ª Jornada Nacional das Famílias Católicas Croatas.

Com as fotografias da viagem, apresentamos excertos do discurso do Papa no encontro com expoentes da sociedade civil, do mundo político, académico, cultural e empresarial, com o corpo diplomático e com os líderes religiosos, realizado a 4 de junho no Teatro Nacional Croata, em Zagreb, capital do país. (….)

……

Excertos do discurso de Bento XVI no início de junho, na Croácia

(…) E aqui queria introduzir o tema central desta minha breve reflexão: a consciência. Transversal aos diferentes campos onde estais empenhados, este tema é fundamental para uma sociedade livre e justa, tanto a nível nacional como supranacional. Aqui penso naturalmente na Europa, de que a Croácia faz parte desde sempre no plano histórico-cultural, ao passo que, no plano político-institucional, está em vias de entrar na União.

Pois bem, as grandes conquistas da idade moderna, ou seja, o reconhecimento e a garantia da liberdade de consciência, dos direitos humanos, da liberdade da ciência e, consequentemente, de uma sociedade livre, há que confirmá-las e desenvolvê-las mas mantendo a racionalidade e a liberdade abertas ao seu fundamento transcendente, para evitar que tais conquistas se autodestruam, como infelizmente temos de constatar em não poucos casos. A qualidade da vida social e civil, a qualidade da democracia dependem em grande parte deste ponto «crítico» que é a consciência, de como a mesma é entendida e de quanto se investe na sua formação.

Se a consciência se reduz, segundo o pensamento moderno predominante, ao âmbito da subjetividade, para o qual se relegam a religião e a moral, a crise do Ocidente não tem remédio e a Europa está destinada à involução. Pelo contrário, se a consciência é descoberta novamente como lugar da escuta da verdade e do bem, lugar da responsabilidade diante de Deus e dos irmãos em humanidade – que é a força contra toda a ditadura – então há esperança para o futuro.

Estou grato ao Prof. Zurak por ter lembrado as raízes cristãs de numerosas instituições culturais e científicas deste país, como aliás aconteceu em todo o continente europeu. O lembrar estas origens é necessário inclusive para a verdade histórica, mas é importante saber lê-las em profundidade a fim de que possam animar também os dias de hoje. Por outras palavras, é decisivo captar o dinamismo que está dentro do acontecimento, por exemplo, da criação duma universidade, ou dum movimento artístico, ou dum hospital. É preciso compreender o porquê e o como de isso ter acontecido, para se valorizar nos dias de hoje tal dinamismo, que é uma realidade espiritual que se torna cultural e, consequentemente, social.

Na base de tudo, encontram-se homens e mulheres, encontram-se pessoas, consciências, movidas pela força da verdade e do bem. Foram citados alguns dos filhos ilustres desta terra. Gostaria de deter-me no Padre jesuíta Ruđer Josip Bošković, que nasceu em Dubrovnik há trezentos anos, no dia 18 de maio de 1711. Ele personifica muito bem o consórcio feliz entre a fé e a ciência, que se estimulam reciprocamente a uma pesquisa ao mesmo tempo aberta, diversificada e capaz de síntese. A sua obra mais importante, Theoria philosophiae naturalis, publicada em Viena e depois em Veneza a meados do século XVIII, tem um subtítulo muito significativo: redacta ad unicam legem virium in natura existentium, ou seja, «segundo a única lei das forças existentes na natureza». Em Bošković, temos a análise, o estudo de múltiplos ramos do saber, mas temos também a paixão pela unidade. E isto é típico da cultura católica. (…)

Contudo, para além da homenagem, é preciso aproveitar o método, a abertura mental destes grandes homens. Voltemos, pois, à consciência como chave mestra para a elaboração cultural e a construção do bem comum. É na formação das consciências que a Igreja oferece à sociedade a sua contribuição mais específica e preciosa. Uma contribuição que começa na família e que encontra um reforço importante na paróquia, onde as crianças e adolescentes e, depois, os jovens aprendem a aprofundar as Sagradas Escrituras, que são o «grande códice» da cultura europeia; e, ao mesmo tempo, aprendem o sentido da comunidade fundada no dom: não no interesse económico ou na ideologia, mas no amor, que é «a força propulsora principal para o verdadeiro desenvolvimento de cada pessoa e da humanidade inteira» (Caritas in veritate, 1).


Aprendida na infância e na adolescência, esta lógica da gratuidade é, depois, vivida nos diversos âmbitos, no jogo e no desporto, nas relações interpessoais, na arte, no serviço voluntário aos pobres e aos doentes, e, uma vez assimilada, pode-se concretizar nos âmbitos mais complexos da política e da economia, colaborando para uma polis que seja acolhedora e hospitaleira, e que ao mesmo tempo não seja vazia, nem falsamente neutra, mas rica de conteúdos humanos, com uma forte consistência ética. É aqui que os christifideles laici estão chamados a fazer render generosamente a sua formação, guiados pelos princípios da Doutrina Social da Igreja, por uma autêntica laicidade, a justiça social, a defesa da vida e da família, a liberdade religiosa e educativa.

Ilustres amigos, a vossa presença e a tradição cultural croata sugeriram-me estas breves reflexões. Deixo-vo-las como sinal da minha estima e sobretudo da vontade que tem a Igreja de caminhar com a luz do Evangelho no meio deste povo. (…)»

Bento XVI

Publicado em SNPC.