Nossa Senhora da Conceição Aparecida – 12 de outubro – Padroeira do Brasil

Fonte/imagem: encantonocanto.arteblog.com.br

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Fonte: Portal da Família

12 de outubro –

Nossa Senhora da Conceição

Aparecida

No dia 12 de outubro, comemoram-se três datas, embora poucos lembrem-se de todas elas: Nossa Senhora Aparecida, padroeira oficial do Brasil, o Dia das Crianças e o Descobrimento da América. Nosso feriado nacional, no entanto, deve-se somente à primeira data, e, embora a devoção à santa remonte aos idos do século XVIII, só foi decretado em 1980.

Há duas fontes sobre o achado da imagem, que se encontram no Arquivo da Cúria Metropolitana de Aparecida e no Arquivo Romano da Companhia de Jesus, em Roma.

Segundo estas fontes, em 1717 os pescadores Domingos Martins García, João Alves e Filipe Pedroso pescavam no rio Paraíba, na época chamado de rio Itaguaçu. Ou melhor, tentavam pescar, pois toda vez que jogavam a rede, ela voltava vazia, até que lhes trouxe a imagem de uma santa, sem a cabeça. Jogando a rede uma vez mais, um pouco abaixo do ponto onde haviam pescado a santa, pescaram, desta vez, a cabeça que faltava à imagem e as redes, até então vazias, passaram a voltar ao barco repletas de peixes. Esse é considerado o primeiro milagre da santa. Eles limparam a imagem apanhada no rio e notaram que se tratava da imagem de Nossa Senhora da Conceição, de cor escura.

Durante os próximos 15 anos, a imagem permaneceu com a família de Felipe Pedroso, um dos pescadores, e passou a ser alvo das orações de toda a comunidade. A devoção cresceu à medida que a fama dos milagres realizados pela santa se espalhava. A família construiu um oratório, que, logo constatou-se, era pequeno para abrigar os fiéis que chegavam em número cada vez maior. Em meados de 1734, o vigário de Guaratinguetá mandou construir uma capela no alto do Morro dos Coqueiros para abrigar a imagem da santa e receber seus fiéis. A imagem passou a ser chamada de Aparecida e deu origem à cidade de mesmo nome.

Em 1834 iniciou-se a construção da igreja que hoje é conhecida como Basílica Velha. Em 06 de novembro de 1888, a princesa Isabel visitou pela segunda vez a basílica e deixou para a santa uma coroa de ouro cravejada de diamantes e rubis, juntamente com o manto azul. Em 8 de setembro de 1904 foi realizada a solene coroação da imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida e, em 1930, o papa Pio XI decreta-a padroeira do Brasil, declaração esta reafirmada, em 1931, pelo presidente Getúlio Vargas.

A construção da atual Basílica iniciou-se em 1946, com projeto assinado pelo
Engenheiro Benedito Calixto de Jesus. A inauguração aconteceu em 1967, por ocasião da comemoração do 250.º Aniversário do encontro milagroso da imagem,
ainda com o templo inacabado. O Papa Paulo VI ofertou à santa uma rosa de ouro, símbolo de amor e confiança pelas inúmeras bênçãos e graças por ela concedidas. A partir de 1950 já se pensava na construção de um novo templo mariano devido ao crescente número de romarias. O majestoso templo foi consagrado pelo Papa, após mais de vinte e cinco anos de construção, no dia 4 de julho de 1980, na primeira visita de João Paulo II ao Brasil.

A data comemorativa à Nossa Senhora Aparecida (aniversário do aparecimento da imagem no Rio) foi fixada pela Santa Sé em 1954, como sendo 12 de outubro, embora as informações sobre tal data sejam controversas. É nesta época do ano que a Basílica registra a presença de uma multidão incontável de fiéis, embora eles marquem presença notável durante todo ano.

A imagem encontrada e até hoje reverenciada é de terracota e mede 40 cm de altura. A cor original foi certamente afetada pelo tempo em que a imagem esteve mergulhada na água do rio, bem como pela fumaça das velas e dos candeeiros que durante tantos anos foram os símbolos da devoção dos fiéis à santa. Em 1978, após o atentado que a reduziu a quase 200 pedaços, ela foi reconstituída pela artista plástica Maria Helena Chartuni, na época, restauradora do Museu de Arte de São Paulo. Peritos afirmam que ela foi moldada com argila da região, pelo monge beneditino Frei Agostinho de Jesus, embora esta autoria seja de difícil comprovação.

Seja qual for a autoria da imagem ou a história de sua origem, a esta altura ela pouco importa, pois as graças alcançadas por seu intermédio têm trazido esperança e alento a um sem número de pessoas. Se quiser saber mais detalhes sobre a Basílica e sua programação, visite o site http://www.santuarionacional.com.br, no qual também é possível acender uma vela virtual. E já que a fé, assim como a internet, não conhece fronteiras, eu já acendi a minha, por um mais paz e igualdade no mundo. Acenda a sua e que
Nossa Senhora Aparecida nos ouça e ilumine o mundo, que está precisando tanto de cuidados.

Além da farta pescaria, muitos outros milagres são atribuídos à Nossa Senhora Aparecida. Veja alguns abaixo:

A libertação do escravo Zacarias
O escravo Zacarias havia fugido de uma fazenda no Paraná e acabou sendo
capturado no Vale do Paraíba. Foi caçado e capturado por um famoso capitão
do mato e, ao ser levado de volta, preso por correntes nos pulsos e nos pés,
e como passassem perto da capela da Santa, pediu permissão para rezar diante
da imagem. Rezou com tanta devoção que as correntes milagrosamente se
romperam, deixando-o livre. Diante do ocorrido, seu senhor acabou por
libertá-lo.

O cavaleiro ateu
Um cavaleiro que passava por Aparecida, vendo a fé dos romeiros, zombou
deles e tentou entrar na igreja a cavalo para destruir a imagem da santa. Na
tentativa, as patas do cavalo ficaram presas na escadaria da igreja. Até
hoje pode-se ver a marca de uma das ferraduras em uma pedra, na sala dos
milagres da Basílica Nova.

A cura da menina cega
Uma menina cega, ao aproximar-se, com a mãe, da Basílica, olhou em direção a
ela e, de repente, exclamou “Mãe, como aquela igreja é bonita.” Estava
enxergando, perfeitamente curada.

Baseado no artigo de Márcia Busanello
Fonte: site Ao Mestre Com Carinho

Publicado em Portal da Família.

“A tarefa da imprensa católica: ajudar o homem contemporâneo a orientar-se para Cristo, único Salvador, e a manter acesa no mundo a chama da esperança.” – Papa Bento XVI – Congresso Mundial sobre a Imprensa Católica (Agência Fides – 08.10.2010)

Fonte/imagem: http://www.tlc.org.br/

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Fonte: Agência Fides

08.10.2010

VATICANO – A tarefa da imprensa católica: “ajudar o homem contemporâneo a orientar-se para Cristo, único Salvador, e a manter acesa no mundo a chama da esperança”

Cidade do Vaticano (Agência Fides) – “A tarefa de vocês, queridos profissionais da imprensa católica, é ajudar o homem de hoje a orientar-se para Cristo, único Salvador, e a manter acesa no mundo a chama da esperança, para viver dignamente o presente e construir adequadamente o futuro. É por isso, que os exorto a renovar constantemente a sua escolha pessoal por Cristo, bebendo daqueles recursos espirituais que a mentalidade mundana subestima, embora sejam valiosas, aliás, indispensáveis”. Foi o que recomendou o Santo Padre Bento XVI recebendo em audiência, no dia 7 de outubro, os participantes no Congresso sobre a Imprensa Católica, promovido pelo Pontifício Conselho das Comunicações Sociais.

Em seu discurso, o Santo Padre destacou as profundas mudanças que afetam os meios de comunicação, especialmente com o desenvolvimento de novas tecnologias e multi-midialidade, que parecem “pôr em discussão o papel dos meios mais tradicionais e consolidados”. Hoje, na comunicação está tendo um peso sempre maior o mundo da imagem e, o Papa advertiu sobre os riscos que isso implica: “pode tornar-se distante da realidade, pode dar vida a um mundo virtual com várias consequências, a primeira das quais é o risco da indiferença para com a verdade… Além disso, a retomada de um evento, feliz ou triste, pode visto como entretenimento e não como uma ocasião para reflexão. A busca por maneiras que levem a uma autêntica promoção humana, passa em segundo lugar, porque o evento é apresentado principalmente para despertar emoções. Estes aspectos soam como sinos de alarme: um convite para considerar o perigo que o mundo virtual se distancie da realidade, e não estimule a buscar a verdade. Neste contexto, a imprensa católica é chamada, de uma nova forma, a expressar plenamente as suas potencialidades e dar a razão, a cada dia, de sua indispensável missão”.

Continuando seu discurso, o Papa sublinhou que “a fé cristã tem em comum com a comunicação uma estrutura fundamental: o fato que os meios e a mesma mensagem coincidem; o Filho de Deus, o Verbo Encarnado, é ao mesmo tempo mensagem de salvação e meio através do qual a salvação se realiza. Além disso, a Igreja, Corpo Místico de Cristo, presente em todos os lugares ao mesmo tempo, alimenta a capacidade de relações mais fraternas e mais humanas, colocando-se como lugar de comunhão entre os fiéis e juntos, como sinal e instrumento da vocação de todos à comunhão. A sua força é Cristo e em seu nome ela ‘acompanha’ o homem pelas estradas do mundo para salvá-lo do “mysterium iniquitatis”, que com insídia nele trabalha”.

Depois de salientar que a imprensa evoca “o valor da palavra escrita” e que “a Palavra de Deus veio aos homens e foi transmitida também a nós através de um livro, a Bíblia”, Bento XVI disse que “a palavra continua sendo o instrumento fundamental, e num certo sentido, constitutiva da comunicação”. “O desafio da comunicação é para a Igreja e para aqueles que partilham a sua missão, muito difícil”, também reiterou o Papa, e “os cristãos não podem ignorar a crise de fé existente na sociedade, ou simplesmente confiar que o patrimônio de valores transmitidos durante os séculos passados possa continuar a inspirar e moldar o futuro da família humana”.

Então, o pontífice concluiu: “aqueles que trabalham nos meios de comunicação, se não querem ser como um bronze que soa ou um címbalo que tine “(1 Cor 13, 1) – como diria São Paulo – devem sentir forte dentro de si a opção fundamental que os torna capazes de lidar com as coisas do mundo colocando sempre Deus no ápice da escala de valores”. (SL) (Agência Fides 8/10/2010)

* O texto integral do discurso do Santo Padre, em italiano (Agência Fides)

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Confira também:

http://www.tlc.org.br/ –  Expectativas da imprensa católica são discutidas em Congresso Internacional

ZENIT – “O mundo visto de Roma”“Congresso mundial da imprensa católica, em outubro, no Vaticano”

O Magnificat “Discurso de Bento XVI no Congresso sobre a Imprensa Católica”

ACI Digital Congresso da Imprensa Católica reunirá comunicadores de todo o mundo em Roma

Dom Celli convida a ser missionários através das novas tecnologias

Dom Celli pede aos comunicadores católicos que reflitam se é que vivem os valores que transmitem


Congresso em Roma discutiu papel da imprensa católica

“À recitação do Rosário é que a igreja atribui os seus maiores triunfos (…)” – Memória – 07 de outubro – Nossa Senhora do Rosário (Página Oriente)

Fonte: Página Oriente (Nossa Senhora do Rosário – Site Católico Apostólico Romano)

NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO

Tudo o que no Pai Nosso pedimos, é muito reto, muito bem ordenado e conforme a fé, esperança e caridade cristã, e já por isto tem o especial agrado da SS. Virgem. Além disto, ouvindo-nos rezar, Ela reconhece em nossa voz  o timbre da voz de seu Filho, que nos deu e ensinou à viva voz esta oração e nô-la impôs dizendo: Assim deveis rezar.  Maria, vendo-nos assim com o Rosário, cumprindo fielmente a ordem recebida, com tanto mais amor e solicitude nos atenderá. “As místicas coroas que lhe oferecemos, são-lhe sumamente agradáveis e penhores de graça para nós” (Leão XIII). A própria Rainha do Céu fez-se quase fiadora da  eficácia desta excelente oração.

A origem da devoção à Nossa Senhora do Rosário é muito antiga, mas sua propagação tomou impulso com São Domingos de Gusmão.  Foi  por sua inspiração que São Domingos fez do Rosário  sua poderosa arma para combater a heresia dos albingenses, isto no início do século XIII, onde a tal heresia crescia vertiginosamente na França.  Fundou a ordem dominicana e por sua intensa propagação e devoção, a Igreja lhe conferiu o título de “Apóstolo do Santo Rosário”.  Existem, inclusive, certas versões históricas que afirmam ter Nossa Senhora aparecido a São Domingos segurando o Menino Jesus no colo e oferecendo-lhe o santo Rosário, e cuja propagação e divulgação teria tomado impulso por pedido pessoal de Maria Santíssima.

À recitação do  Rosário é que a igreja atribui os seus maiores triunfos, e grata atesta, pela boca dos Sumos Pontífices que, “pelo Rosário todos os dias desce uma chuva de bênçãos sobre o povo cristão”(Urbano IV);  “que é a oração oportuna para honrar a Deus e a Virgem, como afastar bem longe os iminentes perigos do mundo” (Sixto IV);  “propagando-se esta devoção, os cristãos  entregues à meditação dos mistérios inflamados por esta oração, começarão a  transformar-se em outros homens, as trevas das heresias dissipar-se-ão e  difundir-se-á a luz da fé católica” (São Pio V);  “desejamos ver sempre mais largamente propagada esta piedosa prática e tornar-se devoção verdadeiramente popular de todos os  lugares, de todos os  dias” (Leão XIII).

Nos mistérios do Rosário, contemplamos todas as fases do Evangelho:

Os mistérios gozosos retratam as meditações da anunciação do Anjo a Nossa Senhora, visitação de Maria à Santa Isabel, nascimento triunfante de Jesus,  sua apresentação no templo e Jesus, entre os doutores da lei.

Nos mistérios dolorosos contemplamos a agonia de Jesus no horto,  flagelação de Jesus, a coroação de espinhos,  o calvário, a crucificação e morte de Jesus.

Nos mistérios gloriosos, a Ressurreição de Jesus, a sua Ascensão aos céus,  a vinda do Espírito Santo sobre Maria e os Apóstolos,  a Sua Assunção  e gloriosa  Coroação.

E,  sob inspiração maternal de Nossa Senhora, no dia 16/10/2002,  pela carta apostólica Rosarium Virginis Mariae, que Sua Santidade o Papa João Paulo II acrescentou ao Rosário os Mistérios Luminosos,  que retratam a  vida pública de Jesus,  desde o seu batismo no Jordão,  o primeiro milagre nas Bodas de Caná,   proclamação do reino, transfiguração e  instituição da Eucaristia.  Estes mistérios foram inseridos entre os mistérios  gozosos e os dolorosos, formando um perfeito complemento da meditação da Bíblia.

A santa devoção atravessou os séculos sempre com o empenho da Santa Igreja de difundi-lo. Tem a virtude de excitar e nutrir em nós o recolhimento, pondo-nos em contato com os mistérios da nossa religião. É a oração do sábio e do ignorante, pois, como nenhuma outra, se adapta à capacidade de todos.

Peçamos a Maria Santíssima a graça de sermos não só fiéis propagadores, mas principalmente perseverantes na prática de sua recitação, e que tenhamos sempre o desejo inflamado de rezá-lo sempre com muito entusiasmo e alegria.  E que tenhamos a convicção de que o Rosário une o tempo à eternidade, a cidade terrena à cidade de Deus.

Aprendendo a Rezar o Santo Rosário

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Publicado em Página Oriente.

Confira também: Movimento Rosário Perpétuo


“Da túnica entreaberta sobre o peito saíam dois grandes raios, um vermelho e outro pálido. (…) Logo depois, Jesus me disse: Pinta uma Imagem de acordo com o modelo que estás vendo, com a inscrição: Jesus, eu confio em Vós” – Diário de Santa Faustina Kowalska (Portal da Divina Misericórdia)

Fonte: imagem/texto: Divina Misericórdia  – Santa Faustina

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Fonte: Portal da Divina Misericórdia http://www.misericordia.org.br/

Secretária da Misericórdia Divina

O século XX foi um dos períodos mais contraditórios da história humana. De um lado, grandes avanços nos mais variados campos do saber (biologia, física, tecnologia etc.); a Igreja Católica, por sua vez, viveria uma nova primavera em diversos âmbitos (bíblico, litúrgico, pastoral etc.). Por outro lado, deparamo-nos com o crescimento do agnosticismo e a proliferação das seitas; com enormes atrocidades, de proporções quase universais; milhões e milhões foram brutalmente dizimados em dezenas de guerras, bem como em carestias, pestes e catástrofes, em parte frutos da ganância e arrogância de alguns poucos.
Ao mesmo tempo, é o século de cristãos de grande envergadura, como os Papas S. Pio X, o Beato João XXIII e o Servo de Deus João Paulo II, S. Gemma Galgani e Madre Teresa de Calcutá, os santos Padres Pio e Maximiliano Kolbe, ou como os pastorinhos de Fátima. É o século outrossim de uma das maiores místicas da história do cristianismo, Santa Faustina Kowalska. Mística pois deixou-se invadir pelo mistério do amor divino, no dia a dia de uma vida escondida e laboriosa. A partir dela nasce uma nova espiritualidade, centrada na Divina Misericórdia. Eis em breves linhas um pouco da sua vida.

Origens

Faustina nasceu na aldeia de Glogowiec, distrito de Turek, prefeitura de Poznan (atualmente Swinice Warckie, principado de Konin), na Polônia, no dia 25/08/1905. Naquela época a Polônia estava sob o domínio russo. Ela é a terceira de dez filhos do casal Estanislau Kowalska e Mariana Babel, que cuidam de 5 hectares de terra (e 3 vacas!). As duas primeiras gravidezes foram muito cansativas; por isso, a terceira foi esperada com preocupação, mas tudo correu bem.
Dois dias depois do nascimento a menina foi batizada, na paróquia de Swinice Warckie (dedicada a S. Casimiro), com o nome de Helena Kowalska. Deus os abençoou com outros sete filhos. “A Helena, minha filha abençoada, santificou o meu ventre”, dirá a mãe após a sua morte. Sabemos bem pouco acerca das origens desta futura santa. As principais fontes são o seu Diário e o relato de algumas testemunhas.
Por exemplo, a sua casa, com paredes de pedra e poucos móveis, é composta por 2 divisões, separadas por um corredor. O pavimento é de terra e as paredes não são rebocadas nem caiadas. A mãe faz queijo com grande perfeição. Todas as noites rezam o terço e dão graças por tudo o que têm.
Seu pai, Estanislau, lavrador e carpinteiro, era muito piedoso. Freqüentava sempre as Missas dominicais e cantava todos os dias o ofício da Imaculada Conceição, bem como o hino matinal. Na Quaresma, cantava as lamentações da Paixão. Era muito exigente com os filhos, e por isso Helena desde os 9 anos ajuda nos serviços da casa – debulhando o trigo, levando as vacas para o pasto e ajudando na cozinha. A mãe era uma boa mulher, muito dedicada e trabalhadora, particularmente sensível com os pobres. Assim se vai moldando o caráter de Helena (Dr. H. W.,Irmã Faustina. Apóstola da Divina Misericórdia, Loyola, S. Paulo, 1983, p. 30).

Vocação

A vida espiritual de Helena começara cedo. Em seu Diário escreve: “Quando eu tinha sete anos ouvi pela primeira vez a voz de Deus na minha alma”. Depois da preparação recebida do Pároco, Pe. Romano Pawlowski, em 1914 faz a Primeira Comunhão, momento que muito lhe marcou: “Eu estou contente porque Jesus veio ter comigo e agora posso caminhar com Ele”. A oração se torna mais assídua e fervorosa. A mãe a encontrou várias vezes ajoelhada no chão, principalmente de noite. Helena lhe explicava: “tenho certeza de que é o meu Anjo que me acorda”.
Os pais não aceitam facilmente a vocação da filha Helena. Em 1920 e 1922 a jovem lhes pede permissão para entrar no convento, mas os pais o recusam. Não possuem recursos para lhe dar o dote necessário, estão mergulhados em dívidas – e, acima de tudo, estão muito ligados à filha. Neste período recebeu o sacramento da Crisma, em Aleksandrów (1921). De modo especial a adolescente escuta com atenção as homilias dominicais, repetindo-as durante a semana, e também a leitura da Bíblia feita pelo seu pai, que mantém em casa uma pequena biblioteca.
Com dificuldades Helena iniciou os seus estudos (1917). É obrigada a interrompê-los a fim de poder trabalhar como empregada doméstica. Aos 14 anos disse à mãe: “Papai trabalha muito e eu não tenho com que me vestir aos domingos; sou a mais mal-apresentada de todas as moças. Irei trabalhar para ganhar alguma coisa”. O desejo de se consagrar totalmente a Deus lhe acompanha, mas, ante as dificuldades, por um tempo Helena desiste da idéia. Entrega-se, então, à “vaidade da vida”, aos “passatempos”, como anos depois escreveria em seu Diário.
Deus, porém, não volta atrás. Estando um dia num baile com sua irmã, uma visão de Cristo Sofredor interpela a jovem Helena: “Até quando hei de ter paciência contigo e até quando tu Me desiludirás?” (Diário, 9). Decide entrar no convento. Bateu em várias portas até ser acolhida no dia 1º/08/1925 na clausura do convento da Congregação das Irmãs de Nossa Senhora da Misericórdia, em Varsóvia. Foi tentada a deixar essa comunidade várias vezes, mas Jesus lhe apareceu e exortou: “Chamei-te para este e não para outro lugar e preparei muitas graças para ti” (D. 19).

Revelações

Dentro da Congregação Helena recebeu o hábito e o nome de Irmã Maria Faustina, em 1926. Dois anos depois faria a primeira profissão dos votos religiosos. Em sua vida exterior nada deixava transparecer da sua profunda vida espiritual, que haveria de incluir as graças extraordinárias da contemplação infusa, o conhecimento da misericórdia divina, visões, aspirações, estigmas escondidos, o dom da profecia e discernimento, e o raro dom dos esponsais místicos (D. 1056). Com humildade exerceu as funções de cozinheira, jardineira e até de porteira. Cumpria fielmente as regras de sua comunidade, em espírito de recolhimento mas sem nenhum desequilíbrio, deixando ao mesmo tempo transparecer serenidade e benevolência. Um sonho a movia – viver plenamente o mandamento do amor:
Ó meu Jesus, Vós sabeis que desde os meus mais tenros anos eu desejava tornar-me uma grande santa, isto é, desejava amar-Vos com um amor tão grande com que até então nenhuma alma Vos tinha amado” (D. 1372).

O Senhor a escolhe para uma missão especial. Depois de atravessar pela “noite escura” das provações físicas, morais e espirituais, a partir de 22/02/1931, em Plock,o próprio Senhor Jesus Cristo começa a se manifestar à Irmã Faustina de um modo particular, revelando de um modo extraordinário a centralidade do mistério da misericórdia divina para o mundo e a história– presente em todo o agir divino, particularmente na Cruz Redentora de Cristo – e novas formas de culto e apostolado em prol desta sua divina misericórdia. Descreve esta primeira visão:
Da túnica entreaberta sobre o peito saíam dois grandes raios, um vermelho e outro pálido. (…) Logo depois, Jesus me disse: Pinta uma Imagem de acordo com o modelo que estás vendo, com a inscrição: Jesus, eu confio em Vós” (D. 47).

Jesus insistirá particularmente no seu desejo de instituir uma Festa em honra da Divina Misericórdia para toda a Igreja, o que haveria de se cumprir somente a partir do ano 2000. Todas estas vivências se encontram relatadas em seu famoso Diário, escrito entre 1934-1938 sob a orientação dos Padres Miguel Sopocko e Andrasz SJ, o primeiro deles beatificado a 28/09/2008.
Segundo um dos mais famosos estudiosos do mesmo, Pe. Ignacy Rózycki, no Diário – e numa das Cartas de Santa Faustina – encontramos, dentre outros, 83 revelações particulares especiais sobre o mistério e o culto da Divina Misericórdia. Ao longo do Diário descobrimos que Jesus a escolhe como secretária, apóstola, testemunha e dispensadora da divina misericórdia(nn. 965; 1142; 400; 570). Já pode ser considerado como um dos clássicos da espiritualidade católica, ao lado de História de uma alma, A prática do amor a Jesus Cristo, Filotéia e outros.

Páscoa

Assim como na vida de Santa Teresinha, Jesus pede também à Santa Faustina que se ofereça como vítima pelos pecadores. É a graça de poder viver aquilo que diz o Apóstolo: Completo em minha carne o que falta das tribulações de Cristo pelo seu Corpo, que é a Igreja(Cl 1,24; cf. Flp 1,20; 2Cor 12,10). Na Quinta-feira Santa de 1934, Jesus lhe revela o seu desejo que se entregue pela conversão dos pecadores. A este desejo Irmã Faustina respondeu prontamente com um ato de consagração no qual se oferece voluntariamente pelos pecadores. Desde essa ocasião, os sofrimentos que oprimiriam a religiosa polonesa foram a prova de que sua oferta fora aceita pelo Senhor.
Irmã Faustina levava uma vida muito austera, já antes de entrar no convento. Não perdia nenhuma oportunidade em oferecer suas penas pela conversão dos pecadores. Nos últimos anos de sua breve vida aumentaram os seus tormentos interiores e os padecimentos do organismo. Desenvolve-se uma tuberculose que lhe atacou os pulmões e os intestinos. Muito fraca, é levada ao convento Jósefów. Segundo um costume da comunidade, pede perdão às coirmãs pelas faltas cometidas – e afirma que morreria treze dias depois. Ao Pe. Sopocko diz (26/09): “Perdoe-me, padre, agora estou ocupada no colóquio com o Pai Celeste. Aquilo que tinha para dizer, já disse”.
No dia da sua morte ela recebe o viático do Pe. Andrasz. Pede mas logo recusa uma injeção, dizendo: “Deus exige sacrifício”. Plenamente unida a Deus, na presença da irmã Ligoria, erguendo os olhos para o céu, Irmã Faustina falece com fama de santidade às 22h45min do dia 5/10/1938, com apenas 33 anos de vida. O seu corpo foi depositado no cemitério do convento em Cracóvia-Lagiewniki.
A situação na Europa se agravava. Hitler havia invadido a Áustria (11/03/1938). A Polônia entra num período tempestuoso quando Berlim e Moscou dividiram o seu território (22/09/1939). Irmã Faustina rezava pela Polônia. Em setembro de 1938, a jardineira irmã Klemensa foi visitá-la no hospital. Faustina estava reduzida a pele e ossos. Klemensa lhe perguntou: “O senhor Jesus te disse se haverá guerra?”. – “Haverá guerra”, respondeu ela. E depois acrescentou: “…A guerra durará muito tempo, haverá muitas desgraças. Sofrimentos terríveis cairão sobre as pessoas” (in Bergadano, Elena, Faustina Kowalska. Mensageira da Divina Misericórdia, Paulinas, S. Paulo, 2006,p. 81).
Há inúmeros relatos de graças alcançadas por sua intercessão a partir da morte da Ir. Faustina. Um deles se refere a um fato ocorrido durante a II Guerra, assinado por Miquelina Niewiadomska em Varsóvia, ano de 1946:

Como mensageira do exército clandestino da Polônia, levava um dia um maço de jornais e documentos importantes da imprensa subterrânea, num cesto vulgar, aberto, de modo a não chamar a atenção. Numa paragem, o tranvia [transporte] foi abordado pela polícia da Gestapo, que começou a inspecionar os passageiros. Antes que eu desse conta, estava a meu lado. Apanhada de improviso, sabia que não tinha maneira de escapar e deitei o cesto no chão. O que estava dentro caiu, com o livrinho intitulado ‘Jesus, eu confio em Vós’ por cima de tudo. Um dos policiais baixou-se para o apanhar e em voz baixa segredou-me: ‘E eu também confio n’Ele’, e, voltando-se, permitiu que eu apanhasse os papéis” (in Andrasz-Sopocko, A misericórdia de Deus. A única esperança da humanidade, 2ª ed., Tipografia Porto Médico L.da, Porto, 1956, pp. 88s).

O processo informativo para a canonização da Irmã Faustina se iniciou em 1965. O Cardeal Karol Wojtyla o encerra com uma sessão solene no dia 20/09/1967. Anos depois (1978) Karol Wojtyla se tornaria o Papa João Paulo II, e por suas mãos Irmã Faustina seria beatificada (1993) e canonizada (2000), tornado-se assim a primeira santa canonizada no III Milênio cristão. O milagre que permitiu a sua canonização foi a cura do Pe. Romualdo P. Pytel que sofria de “estenose aórtica predominante, calcificada e localizada na bicúspide, com insuficiência aórtica associada, e descompensação cardíaca esquerda” (in Laria, Raffaele, Santa Faustina e a Divina Misericórdia, Paulus, Apelação, 2004, p. 84). A data de sua celebração litúrgica é o dia 5 de outubro, que marca seu nascimento para o céu.

(…)

Publicado em Portal da Divina Misericórdia.

São Francisco de Assis – Memória – 04 de outubro (Reflexões de Espiritualidade Franciscana)

Fonte/imagem: Porta de Assis

Seções: Aconselhamento, Pedido de Oração e Testemunho

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Fonte: Reflexões de Espiritualidade Franciscana

Numa noite de inverno do ano de 1216, enquanto o Homem Seráfico, aceso de zelo ardentíssimo, pensava sobre a conversão e a salvação dos pecadores, uma luz suave o circundou e um Anjo o convidou para a Capela, onde o esperavam Nosso Senhor, a sua Santíssima Mãe e muitíssimos Anjos. Francisco se prostrou na capela e adorou a Jesus e venerou a Virgem Santíssima e os Anjos. Enquanto ele se humilhava assim na vildade do seu nada, Jesus lhe deu a coragem de pedir a graça que lhe agradava. E São Francisco então, como novo Moisés, não pensou em si, mas em todas as almas e respondeu: “Senhor, peço que todos aqueles que, arrependidos e confessados, entrando nesta igrejinha, tenham o perdão de todos os seus pecados e a completa remissão das penas devidas às suas culpas”. E Jesus a ele: “Grande é a graça que me pedes, ó Francisco; todavia, concedo-lha a ti, se minha Mãe me pedir”. Francisco então pediu a mediação da Virgem Maria, a qual com sua súplica, seu Divino Filho concedeu a graça. Porém, quis que apresentasse ao seu Vigário, o Sumo Pontífice, para obter a sua confirmação.

Dito isto, cessou a visão e Francisco imediatamente foi ao Papa Honório III e ele, depois de várias dificuldades, lhe confirmou a graça, limitando-a, porém, a um dia somente, por todos os anos e fixando para esta o dia 2 de agosto, a começar das Vésperas da Vigília.

No dia 2 de agosto do mesmo ano de 1216, o Seráfico Pai, na presença dos Bispos de Assis, Perúgia, Todi, Espoleto, Nocera, Gúbio e Folinho, que foram convidados para a consagração da igrejinha da Porciúncula, diante de uma multidão extraordinária de fiéis, promulgou a grande indulgência que ele tinha obtido e assim foi aberto a todos os homens perpetuamente o incomparável tesouro do Perdão de Assis.

Depois, com a Bula do dia 4 de julho de 1622, o Papa Gregório XV estendeu esta grande indulgência a todas as Igrejas da Ordem Franciscana e prescreveu que, além da confissão, era necessária a comunhão e a oração pelo Sumo Pontífice. Em 12 de janeiro de 1678, o Papa Inocêncio XI declarou que a dita indulgência estava aplicada também às almas do Purgatório.

Esta indulgência tornou-se célebre pela sua origem toda extraordinária e pela circunstância singularíssima que esta pode ser lucrada toties quoties, isto é, tantas vezes quanto se visitar a igreja que goza de tal favor e nas quais se cumprem as prescrições requeridas. A respeito deste propósito, surgiram, é verdade, dúvidas, mas a Santa Sé interveio várias vezes e autoritativamente tirou toda dúvida, declarando e confirmando que ao Perdão de Assis estava anexo este privilégio toties quoties.

Hoje a “Porciúncula” fica dentro da imponente Basílica.

Para render mais facilmente aos fiéis a aquisição de tão grande benefício, o Sumo Pontífice Pio X condedeu, para a comodidade dos fiéis que o Perdão de Assis pudesse ser obtido também nas igrejas ou oratórios que, na aplicação do privilégio com o consenso do Bispo e que o Perdão de Assis pudesse ser transferido do dia 2 de agosto para o Domingo seguinte. O Papa Bento XV, em 16 de abril de 1921, com o um solene documento estendeu esta indulgência do Perdão de Assis a todos os dias do ano, in perpetuo, mas somente na Basílica de Santa Maria dos Anjos, em Assis. E assim o desejo expresso por São Francisco a Nosso Senhor vem com um tal ato completamente exaudito. Ainda hoje em todas as Igrejas do orbe, a indulgência é aplicada neste dia. (T)

(1) Cf. Mt 13,47-53
(2) Mt 13, 52
(3) OFICIO DIVINO. (Breviário) Petrópolis: Vozes, 2000, p.1384.
(4) DRAGO, Augusto. Palavra de Deus, Sagrada Escritura. Dicionário Franciscano. Petrópolis: Vozes, 1983, p.532.

Publicado em Reflexões de Espiritualidade Franciscana.

PT assume legalização do aborto e o seu reconhecimento como direito no Brasil, denunciam Bispos do Regional Sul 1 (Reportagem – ACI Digital – 28.09.2010)

Fonte/imagem: http://www.harmoniadomundo.net/O_Mundo_da_Crianca.htm

Artigo”A Flauta Mágica”, de Mozart – Ópera para crianças –

Teatro Nacional de São Carlos -Portugal

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ELEIÇÕES BRASIL

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Fonte: ACI Digital

PT assume legalização do aborto e o seu reconhecimento como direito no Brasil, denunciam Bispos do Regional Sul 1

SÃO PAULO, 28 Set. 10 / 05:25 pm (ACI).- O Presidente da Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 da CNBB e bispo diocesano de Assis (SP), Dom José Benedito Simão,divulgou uma séria denúncia sobre o envolvimento do PT com a promoção do aborto no Brasil. “Estamos alertando nosso povo para uma situação totalmente inédita e sem precedentes: é a primeira vez na história do Brasil que um partido político assume como compromisso de governo a legalização de um crime e o seu reconhecimento como direito”, afirmou o prelado. Os bispos deste regional assumem assim o dever de denunciar “este gravíssimo desvio pelo qual se pretende introduzir a cultura da morte em nosso país”.

“Em 2005 nosso atual governo, sem nenhuma consulta prévia ao povo brasileiro, reconheceu junto à ONU o aborto como um direito humano. Logo em seguida, no mesmo ano, o atual governo enviou ao congresso nacional um projeto de lei que tornaria o aborto totalmente livre, desde a concepção até o momento do parto. Deixem-me repetir, pois é disto mesmo que se trata: o aborto deixaria de ser um delito em qualquer circunstância, tornando-se totalmente livre, durante todos os nove meses de gravidez”, enfatizou Dom Simão.

Seguidamente o Bispo afirma que “tal como havia sido previamente acordado junto à ONU, o projeto reconhecia, em seu primeiro artigo, o aborto como um direito e, em seu último artigo, revogava todos os dispositivos do Código Penal que tipificavam o aborto como crime, tornando-o, por isso mesmo, completamente livre, por qualquer motivo, em todos os estágios da gravidez, o que foi reconhecido, publicamente, pelos mais eminentes juristas, durante as audiências realizadas para debater o assunto dentro da Câmara. A oposição ao projeto cresceu a tal ponto, dentro do próprio Congresso, que o Partido dos Trabalhadores assumiu, em seu Terceiro Congresso Nacional, a completa legalização do aborto como programa de governo e o impôs como obrigatório a todos os seus membros”.

Dom Simão denunciou também que “como consequência desta resolução, os deputados Luiz Bassuma e Henrique Afonso, ambos do PT, foram processados, julgados e condenados pelo partido dos trabalhadores, acusados de terem cometido infrações graves à ética partidária, por haverem militado contra a legalização do aborto, segundo ficou declarado no texto da sentença. Ambos os deputados haviam coordenado a oposição ao projeto do governo pelo qual o aborto se tornaria completamente livre durante toda a gestação e haviam pedido a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar quem estaria financiando a promoção do aborto no Brasil”.

“Estamos alertando nosso povo para uma situação totalmente inédita e sem precedentes: é a primeira vez na história do Brasil que um partido político assume como compromisso de governo a legalização de um crime e o seu reconhecimento como direito, que torna este compromisso obrigatório para todos os seus membros e que pune os que exercem o direito à objeção de consciência como culpados de infrações graves contra a ética partidária, ao mesmo tempo em que nega insistentemente, diante do público, que tenha feito, ou que pretenda fazer, qualquer uma destas coisas”, conclui a denúncia do Presidente da Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1.

No final do pronunciamento, Dom Simão recorda o texto “A Contextualização da Defesa da Vida no Brasil” e faz uma leitura do documento “Apelo a todos os brasileiros e brasileiras”, que pode ser baixado aqui. (…)

(ACIDigital)

Haiti e Guatemala sofrem com chuvas e temporais no mês de setembro após terremotos. Cáritas da Guatemala envia amplo relatório sobre 13 regiões atingidas à Agência Fides, indicando falta de alimentos, roupas e sapatos, água potável na Diocese de Zacapa

Fonte: Imagem/Reportagem – Jovem Pan Online

Após temporais, ajuda começa a chegar à Guatemala

País foi o mais devastado da América Central pela tempestade tropical Agatha

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Fonte: Agência Fides

28.09.2010

AMÉRICAOnda de mau-tempo provoca 5 mortes e destrói 2 mil tendas no Haiti e deixa milhares de desabrigados na Guatemala, dois países já abalados por desastres naturais

Porto Príncipe (Agência Fides) – As fortes e imprevistas chuvas torrenciais do último fim de semana destruíram milhares de tendas em diversos acampamentos que abrigam vítimas do terremoto de 12 de janeiro, no Haiti. As autoridades locais confirmaram que cinco pessoas morreram por causa do mau-tempo e se contam cerca de cinquenta feridos graves na área da capital e nas periferias. “Lembramos que mais de um milhão de desabrigados do terremoto ainda vivem em acampamentos improvisados, que ao invés de se reduzirem, aumentam” – disse à Agência Fides o Núncio apostólico, Dom Auza, há poucos dias (veja Fides 21/09/2010).
A Coordenadora técnica da Proteção Civil, Nadia Lochard, disse em uma coletiva de imprensa que além dos mortos e feridos, 2 mil tendas estão destruídas. As chuvas causaram inúmeros danos não apenas em Porto Príncipe, mas em outras regiões vizinhas, como Thomazeau, Ghantier, Fond Verettes, Gressier e nas áreas de Petit Goave e Iles Cayimites, no sul. Infelizmente, estes são ainda números provisórios e o balanço pode se agravar na conclusão na avaliação realizada pela Defesa Civil e da Cruz Vermelha. As conseqüências da tempestade agravaram-se pela fragilidade dos acampamentos construídos depois do terremoto e pelos fortes ventos, de velocidade de até 95 Km/h, que abateram árvores e derrubaram postes de luz. O Centro Meteorológico Nacional (CNM) informou que um forte temporal, imprevisto, durou cerca de 30 minutos, proveio da vizinha República Dominicana e deixou diversos danos. Infelizmente, estão previstos novos temporais para hoje, 28 de setembro. Outros países da América Central também sofreram a onda de mau-tempo. A Caritas Guatemala enviou um relatório detalhado à Agência Fides sobre a situação de hoje, depois do fim de semana em que se abateram as chuvas: 5.433 pessoas ficaram desabrigadas; 933 sem casa; 176 vivem em acampamentos emergenciais; 13 regiões foram atingidas; Petén, Izabal e Alta Verapaz registram os maiores prejuízos. Em Petén há 3.327 desabrigados, em Izabal 2.106 e em Alta Verapaz, uma centena de pessoas foram evacuadas de 46 casas por causa do alagamento de um rio que atravessa o bairro de Belen. Na área da diocese de Zacapa, o relatório assinala que: 132 habitações estão interditadas; 561 habitações possuem danos menores; 760 famílias (3.800 pessoas) estão desabrigadas; 5 morreram. O serviço elétrico está completamente destruído, assim como o fornecimento de água potável. Faltam gêneros alimentares, água potável, roupas e sapatos. Os dados sobre os prejuízos na diocese foram enviados pelo diretor operativo da diocese de Zacapa. Nos primeiros dias de setembro, as chuvas já haviam atingido duramente as regiões de Escuintla, Suchitepéquez e Retalhuleu, na Guatemala (veja Fides 7/09/2010; 18/9/2010).(CE) (Agência Fides, 28/09/2010)

Arcanjos São Miguel, São Rafael e São Gabriel – Memória 29 de setembro (Secretariado Nacional de Liturgia – Santuário de Fátima)

Arcanjos São Miguel, São Rafael e São Gabriel – Memória 29 de setembro (Secretariado Nacional de Liturgia – Santuário de Fátima)

Fonte/imagem: Igreja Paroquial de Tabuaço

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Santos

S. MIGUEL, S. GABRIEL e S. RAFAEL, Arcanjos

Nota Histórica

Entre «os puros espíritos que também são denominados Anjos» (Credo do Povo de Deus), sobressaem três, que têm sido especialmente honrados, através do séculos e a Liturgia une na mesma celebração. Além das funções próprias de todos os Anjos, eles aparecem-nos, na Escritura Sagrada, incumbidos de missão especial.

S. Miguel (= «Quem como Deus»?)

É o príncipe dos Anjos, identificado, por vezes, como o Anjo do turíbulo de ouro de que fala o Apocalipse. É o Anjo dos supremos combates. É o melhor guia do cristão, na hora da viagem para a eternidade. É o protector da Igreja de Deus (Apoc. 12-19).

S. Gabriel (= «Deus é a minha força»)

É o mensageiro da Incarnação (Dan. 9, 21-22). É o enviado das grandes embaixadas divinas: anuncia a Zacarias o nascimento do Precursor e revela a Maria o mistério da divina Maternidade. Pio XII, em 12 de Janeiro de 1951, declarou este Arcanjo patrono das telecomunicações.

S. Rafael (= «Medicina de Deus»)

Manifesta-se na Bíblia como diligente e eficaz protector duma família, que se debate para não sucumbir às provações. É conselheiro, companheiro de viagem, defensor e médico.

Honrando os Anjos, cuja existência nos é abundantemente testemunhada pela Sagrada Escritura, nós exaltamos o poder de Deus, Criador do mundo visível e invisível.

Missa

ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 102, 20 
Bendizei o Senhor, todos os seus Anjos, 
poderosos executores das suas ordens, sempre atentos à sua palavra. 

Diz-se o Glória. 

ORAÇÃO COLECTA 
Senhor Deus do universo, 
que estabeleceis com admirável providência 
as funções dos Anjos e dos homens, 
concedei, propício, que a nossa vida seja protegida na terra 
por aqueles que eternamente Vos assistem e servem no Céu. 
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, 
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. 

LEITURA I Dan 7, 9-10.13-14 
«Milhares de milhares o serviam» 

Leitura da Profecia de Daniel 
Eu estava a olhar, 
quando foram colocados tronos 
e um Ancião sentou-se. 
Tinha vestes brancas como a neve 
e os cabelos eram como a lã pura. 
O seu trono eram chamas de fogo, com rodas de lume vivo. 
Um rio de fogo corria, irrompendo diante dele. 
Milhares de milhares o serviam 
e miríades de miríades o assistiam. 
O tribunal abriu a sessão e os livros foram abertos. 
Contemplava eu as visões da noite, 
quando, sobre as nuvens do céu, 
veio alguém semelhante a um Filho do homem. 
Dirigiu-Se para o Ancião venerável 
e conduziram-no à sua presença. 
Foi-lhe entregue o poder, a honra e a realeza, 
e todos os povos, nações e línguas O serviram. 
O seu poder é eterno, não passará jamais, 
e o seu reino jamais será destruído. 
Palavra do Senhor. 

Em vez da leitura precedente, pode utilizar-se a seguinte: 

LEITURA I Ap 12, 7-12a 
«Miguel e os seus Anjos lutaram contra o Dragão» 

Leitura do Apocalipse de São João 
Travou-se um combate no Céu: 
Miguel e os seus Anjos lutaram contra o Dragão. 
O Dragão e os seus anjos lutaram também, 
mas foram derrotados 
e perderam o seu lugar no Céu para sempre. 
Foi expulso o enorme Dragão, a antiga serpente, 
aquele que chamam Diabo e Satanás, 
que seduz o universo inteiro; 
foi precipitado sobre a terra 
e os seus anjos foram precipitados com ele. 
Depois ouvi no Céu uma voz poderosa que dizia: 
«Agora chegou a salvação, o poder e a realeza do nosso Deus 
e a autoridade do seu Ungido, 
porque foi precipitado o acusador dos nossos irmãos, 
aquele que os acusava dia e noite diante do nosso Deus. 
Eles venceram-no, graças ao sangue do Cordeiro 
e à palavra do testemunho que deram, 
desprezando a própria vida, até aceitarem a morte. 
Por isso, alegrai-vos, ó Céus, 
e vós que neles habitais». 
Palavra do Senhor. 

SALMO RESPONSORIAL Salmo 137 (138), 1-2a.2bc-3.4-5 (R. 1c) 
Refrão: Na presença dos Anjos, 
eu Vos louvarei, Senhor. 

De todo o coração, Senhor, eu Vos dou graças, 
porque ouvistes as palavras da minha boca. 
Na presença dos Anjos Vos hei-de cantar 
e Vos adorarei, voltado para o vosso templo santo. 

Hei-de louvar o vosso nome pela vossa bondade e fidelidade, 
porque exaltastes acima de tudo o vosso nome 
e a vossa promessa. 
Quando Vos invoquei, me respondestes, 
aumentastes a fortaleza da minha alma. 

Todos os reis da terra Vos hão-de louvar, Senhor, 
quando ouvirem as palavras da vossa boca. 
Celebrarão os caminhos do Senhor, 
porque é grande a glória do Senhor. 

ALELUIA Salmo 102 (103), 21 
Refrão: Aleluia. Repete-se 

Bendizei o Senhor todos os seus exércitos, 
poderosos executores da sua vontade. Refrão 

EVANGELHO Jo 1, 47-51 
«Vereis o Céu aberto 
e os Anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do homem» 

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João 
Naquele tempo, 
Jesus viu Natanael, que vinha ao seu encontro, e disse: 
«Eis um verdadeiro israelita, 
em quem não há fingimento». 
Perguntou-lhe Natanael: «De onde me conheces?». 
Jesus respondeu-lhe: 
«Antes que Filipe te chamasse, 
Eu vi-te quando estavas debaixo da figueira». 
Disse-lhe Natanael: 
«Mestre, Tu és o Filho de Deus, 
Tu és o Rei de Israel!». 
Jesus respondeu: 
«Porque te disse: ‘Eu vi-te debaixo da figueira’, acreditas. 
Verás coisas maiores do que estas». 
E acrescentou: «Em verdade, em verdade vos digo: 
Vereis o Céu aberto 
e os Anjos de Deus subindo e descendo 
sobre o Filho do homem». 
Palavra da salvação. 

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS 
Aceitai, Senhor, este sacrifício de louvor 
e fazei que, pelo ministério dos Anjos, 
seja levado à presença da vossa divina majestade 
e se torne para nós fonte de salvação eterna. 
Por Nosso Senhor. 

Prefácio dos Anjos 

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 137, 1 
De todo o coração, Senhor, eu Vos dou graças. 
Na presença dos Anjos Vos louvarei, meu Deus. 

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO 
Senhor, nosso Pai, 
que nos fortalecestes com o pão do Céu, 
fazei que, protegidos pelos santos Anjos, 
sigamos firmemente o caminho da salvação. 
Por Nosso Senhor.

Liturgia das Horas

Das Homilias de São Gregório Magno, papa,
sobre os Evangelhos

Das Homilias sobre os Evangelhos, de São Gregório Magno, papa

(Hom. 34,8-9:PL76,1250-1251)

(Séc.VI)

A palavra «Anjo» designa a sua função, não a sua natureza 

Deveis saber que a palavra «Anjo» designa uma função, não uma natureza. Na verdade, aqueles santos espíritos da pátria celeste são sempre espíritos, mas nem sempre se podem chamar Anjos. Só são Anjos quando exercem a função de mensageiros. Os que transmitem mensagens de menor importância chamam se Anjos; os que transmitem mensagens de maior transcendência chamam se Arcanjos.
Esta é a razão pela qual à Virgem Maria não foi enviado um Anjo qualquer mas o Arcanjo Gabriel; de facto, era justo que para esta missão fosse enviado um Anjo superior, porque vinha anunciar a maior de todas as mensagens.
É pela mesma razão que se lhes atribuem nomes particulares, que designam a missão respectiva que desempenham. Na santa cidade do Céu, onde a visão de Deus omnipotente dá um perfeito conhecimento de tudo, não precisam de nomes próprios para se distinguirem uns dos outros; mas quando vêm realizar alguma missão junto dos homens, são conhecidos pelo nome da função que exercem.
Assim, Miguel significa «Quem como Deus?»; Gabriel, «Fortaleza de Deus»; e Rafael, «Medicina de Deus».
Quando se trata de realizar algum mistério que exige um poder especial, verifica se que é Miguel o enviado, para dar a entender, pela sua acção e pelo seu nome, que ninguém pode actuar como Deus. Por isso aquele antigo inimigo, que pela sua soberba pretendeu ser semelhante a Deus, dizendo: Subirei até ao céu, levantarei o meu trono acima dos astros do céu e serei semelhante ao Altíssimo, será abandonado a si mesmo no fim do mundo e condenado ao extremo suplício. É este que São João no Apocalipse nos apresenta a combater contra o Arcanjo Miguel: Travou se um combate no Céu contra o Arcanjo Miguel.
A Maria foi enviado Gabriel, que significa «Fortaleza de Deus», porque veio anunciar Aquele que, apesar da sua aparência humilde, havia de triunfar sobre os poderes superiores. Convinha, de facto, ser anunciado pela «Fortaleza de Deus» Aquele que vinha ao mundo como Senhor dos Exércitos e poderoso das batalhas.
Rafael, como dissemos, quer dizer «Medicina de Deus», como se compreende na missão que teve junto de Tobias: tocou lhe os olhos como um médico e dissipou as trevas da sua cegueira. Por isso, aquele que foi enviado para curar, é chamado «Medicina de Deus».

Publicado em Secretariado Nacional de Liturgia – Santuário de Fátima – Portugal.

22º Encontro da União Católica Internacional de Imprensa,após 83 anos de sua fundação, acontece pela primeira vez no continente africano, em Burkina Fasso

Fonte: Agência FIDES

25.09.2010

ÁFRICA/BURKINA FASSO “Um encontro muito positivo” disse à Fides Dom Rouamba que participou do Congresso da União Católica Internacional da Imprensa realizado pela primeira vez na África

Uagadugu (Agência Fides) – “O encontro foi muito positivo como eu pude ver pessoalmente falando com alguns jornalistas do meu país que participaram”, disse à Fides Dom Séraphin François Rouamba, Arcebispo de Koupéla e Presidente da Conferência Episcopal de Burkina Fasso e Níger, que participaram do 22º Congresso Mundial da UCIP (União Católica Internacional de Imprensa), que pela primeira vez em 83 anos após a sua Fundação realizou-se na África. O 22º Congresso Mundial da UCIP realizou-se de 14 a 19 de setembro em Uagadugu, capital de Burkina Fasso. O evento contou com a presença de 300 representantes de 48 países dos cinco continentes.

“Foi muito apreciada a iniciativa de oferecer uma formação para os jovens jornalistas da organização”, disse Dom Rouamba.

Do Congresso, que foi oficialmente inaugurado pelo Presidente do Burkina Fasso, Blaise Compare, participaram o ex-presidente do Gana, John Jerry Rawlings, o secretário-geral da UCIP, José Calstas-Chittilappily, Dom Cláudio Maria Celli, presidente do Pontifício Conselho das Comunicações Sociais, além de Dom Séraphin François Rouamba.

O tema principal da conferência foi: “Os meios de comunicação a serviço da justiça, da paz e do bom governo num mundo atormentado pela desigualdade e pobreza“. Entre os temas discutidos estavam: profissionalismo e cultura da paz; jornalismo a serviço da paz e da justiça e do bom governo; os conflitos inter-religiosos e os desafios para a paz; os conflitos étnico-religiosos na Nigéria e a necessidade de sua solução; o papel da mídia na difusão da democracia; ética e deontologia do jornalismo a serviço do desenvolvimento; Igreja e comunicação: a ética e a moral cristã; qual tipo de comunicação para a Igreja num mundo de crise. (L.M.) (Agência Fides 25/9/2010)

Deus, o rei e o julgamento de Thomas More – William Newton (Comentário ao discurso do Papa no Parlamento britânico – Zenit.org)

Fonte: Zenit.org

Deus, o rei e o julgamento de Thomas More

por William Newton*

Comentário ao discurso do Papa no Parlamento britânico

TRUMAU (Áustria), 22 de setembro de 2010 (ZENIT.org) – É conhecido o ditado de Mark Twain de que a história não se repete, mas às vezes rima. Na sexta-feira passada, em Westminster Hall, Londres, houve uma dessas ocasiões.

Neste edifício, em julho de 1535, São Thomas More foi condenado à morte por traição, ao não reconhecer a autoridade suprema do soberano temporal, o rei, sobre a autoridade da Igreja e sobre o Papa.

Foram necessários 500 anos para que, na sexta-feira passada, John Bercow, sucessor de São Thomas More como presidente da Câmara dos Comuns, desse boas-vindas ao sucessor do Papa Clemente VII, ao se dirigir ao Parlamento Britânico reunido.

Bento XVI era plenamente consciente do significado da ocasião e não teve pudor em recordar aos parlamentares o que estava em jogo no julgamento de Thomas More. Bento XVI assinalou que “o dilema que More teve de enfrentar naqueles difíceis tempos” foi “a perene questão da relação entre o que pertence a César e o que é de Deus”.

O objetivo do discurso do Papa – e um dos significativos de toda sua visita ao Reino Unido – era, por conseguinte, “refletir sobre o espaço adequado da crença religiosa dentro do processo político”.

Bento XVI assinalou que “os questionamentos fundamentais em jogo no julgamento de More continuam se apresentando hoje”, e entre estas questões a mais importante é: “apelando a que autoridade se podem resolver os dilemas morais?”.

Thomas More, e todos os homens e mulheres de seu tempo na Inglaterra, foram obrigados – sob a pena de morte – a responder a esta pergunta: “sobre que base se pode decidir a questão moral do divórcio e do novo casamento? Qual foi o fundamento da opinião de quem tinha o poder político (rei Henrique XVIII), e em que se baseavam os princípios morais perenes, defendidos pela Igreja?

Fundamentos

Muito mudou na Inglaterra desde o ponto de vista político nos 500 anos que se seguiram, mas a questão permanece: há algumas bases éticas da sociedade civil e política que simplesmente não podem ser mudadas por quem exerce o poder, inclusive se o poder é democrático?

A resposta de Bento XVI é, obviamente, sim, porque “se os princípios morais que sustentam o processo democrático não forem determinados por algo mais sólido que o consenso social, a fragilidade do processo [democrático] se faz muito evidente”.

Aqui, sem dúvida, o Santo Padre pensa, entre outras coisas, nas leis antivida aprovadas pelo Parlamento britânico e outras democracias de recentes décadas, ao sabor do “consenso social”, mas contrárias ao bem verdadeiro da sociedade.

Bento XVI não mencionou diretamente o aborto, a eutanásia e a pesquisa com embriões, mas deu outro exemplo do sacrifício dos fundamentos morais da sociedade. Referindo-se à atual crise financeira global, recordou aos parlamentares que isso demonstra à sociedade o que ela pode esperar quando os fundamentos éticos são sacrificados pelo interesse privado e o pragmatismo.

Afirmou que “há um amplo consenso de que a falta de um sólido fundamento ético na atividade econômica contribuiu para as graves dificuldades [econômicas] em que hoje vivem milhões de pessoas em todo o mundo”.

Insistindo neste ponto, recordou aos parlamentares “uma das conquistas especialmente notáveis do Parlamento britânico”, a abolição do comércio de escravos. O Santo Padre indicou que a campanha que esta legislação conduziu foi um marco. Construiu-se “não sobre o terreno cambiante da opinião pública” (de fato, a população se mantinha como muito ambivalente), mas “sobre princípios éticos firmes, enraizados na lei natural” e, se poderia dizer, liderados por cristãos dedicados a isso, tais como William Wilberforce.

Após essa afirmação, Bento XVI tratou sobre a réplica óbvia: “onde se pode encontrar o fundamento ético das decisões políticas? Respondeu assinalando que “as normas objetivas que governam a ação correta são acessíveis à razão, prescindindo do conteúdo da revelação”. Contra as afirmações do relativismo, a razão humana pode conhecer o que é verdade e o que é correto. Aqui, obviamente, refere-se a nada menos que à lei natural.

Luz que guia

Portanto, se as normas morais objetivas podem ser conhecidas pela razão humana, inclusive sem revelação, qual é o papel da religião, e especialmente da fé cristã, na sociedade? Não consiste, afirmou Bento XVI, em suprir estas normas morais. Não ainda em oferecer um anteprojeto para estruturar a política e a vida econômica de um país. Mas sim “ajuda a purificar e lançar luz sobre a aplicação da razão para a descoberta de princípios morais objetivos”.

De acordo com isso, é, em muitos casos, um papel “corretivo”, o que significa que ajuda a guiar a razão em sua busca de normas morais e sua concreta aplicação, um guia que se necessita porque o pecado frequentemente dificulta a razão em sua busca da verdade. O Santo Padre advertiu que “sem o corretivo proporcionado pela religião… a razão [também] pode ser presa de distorções, como quando é manipulada pela ideologia, ou aplicada em um modo parcial que não leva em conta a dignidade da pessoa humana”.

Bento XVI recordou ao Parlamento que “este mau emprego da razão… foi que o estabeleceu o comércio de escravos em primeiro lugar”, quando este comércio se fundou sobre a negação de princípios morais que a razão sozinha deveria ter afirmado, por exemplo, a igualdade de todos os homens e sua inerente dignidade.

O Papa assinalou que esta função “corretiva” da fé e da revelação não é sempre acolhida em muitas sociedades democráticas atuais. Ele admitiu que às vezes há boas razões para isso. Aqui, referiu-se ao sectarismo e ao fundamentalismo, que ele qualificou de fé religiosa privada de razão.

A questão é que a razão necessita da fé, e a fé, da razão: “há um processo em duas direções”. Sendo este o caso, Bento XVI pediu aos seus ouvintes – homens e mulheres com poder político no Reino Unido – fazer o que puderem para assegurar “um diálogo profundo e continuado” entre “o mundo da racionalidade secular e o mundo da fé religiosa”, para “o bem de nossa civilização”.

À luz da importância crítica deste diálogo entre razão e fé, Bento XVI expressou sua “preocupação com a crescente marginalização da religião, especialmente do cristianismo”, que se registra em muitos países, incluído o Reino Unido.

Ele se referiu também a “sinais preocupantes de uma falta de apreço… dos direitos dos crentes à liberdade de consciência e de religião”. Aqui, sem dúvida, pensava nas recentemente estabelecidas leis (chamadas) antidiscriminatórias aprovadas no Parlamento britânico que, entre outras coisas, dão direitos exagerados a pessoas homossexuais (incluindo o direito de adoção) em detrimento da liberdade religiosa. As agências de adoção católicas têm sido obrigadas a aceitar isso ou a fechar.

Silêncio

O Papa assinalou também que há quem gostaria que a voz da religião fosse silenciada ou ao menos relegada à esfera puramente privada.

No dia seguinte, falando na vigília da beatificação do cardeal John Henry Newman, Bento XVI disse que “Newman descrevia o trabalho de sua vida como uma luta contra a crescente tendência a ver a religião como um assunto puramente privado e subjetivo”.

À luz desta tendência “privatizadora”, o fato de que a visita do Papa tenha sido de Estado tem um significado imenso. Bento XVI, de obra e de palavra, põe o acento na verdade de que as sociedades atuais, incluindo as modernas democracias, não podem atuar sem religião na praça pública.

São Thomas More, depois de tudo, foi um bom servidor do rei, porque foi um melhor servidor de Deus. A comunidade política necessita da influência do cristianismo para alcançar seu objetivo.

No convite sem precedentes ao Santo Padre para se dirigir ao Parlamento britânico, algo simplesmente inconcebível inclusive há poucos anos, acende o farol da esperança de que o cristianismo pode continuar sendo uma luz guia para a sociedade.

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*William Newton é professor no Instituto Teológico Internacional em Trumau, Áustria, e membro associado do Instituto Maryvale, em Birmingham, Reino Unido.

Diálogo Católico-Ortodoxo: ““Nesta semana se realiza, em Viena, a plenária da Comissão Mista Internacional para o Diálogo Teológico entre a Igreja Católica e a Igreja Ortodoxa em seu conjunto. O tema da fase atual de estudo é a função do Bispo de Roma na comunhão da Igreja Universal, com particular ênfase ao primeiro milênio da história cristã.” – Papa Bento XVI – Apelo na Audiência Geral, no Vaticano, ontem, dia 22 de setembro.

Fonte/imagem: Artigo- Metropolita ortodoxo deseja um encontro entre Bento XVI e Cirillo I Ecclesia News

Fonte: Artigo – Nova dimensão do diálogo cultural entre o Vaticano e a Igreja Ortodoxa MSIa (Movimento de Solidariedade Ibero-Americana)

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Fonte: Agência Fides

22.09.2010

VATICANO – Apelo do Santo Padre pela consolidação da paz e da concórdia entre os batizados, para dar ao mundo “um testemunho do Evangelho sempre mais autêntico”

Cidade do Vaticano (Agência Fides) –No final da audiência geral, da quarta-feira, 22 de setembro, durante a qual repercorreu as etapas de sua recente viagem apostólica no Reino Unido, o Santo Padre Bento XVI fez um apelo pelo êxito dos trabalhos da plenária da Comissão Mista Internacional para o Diálogo Teológico entre a Igreja Católica e a Igreja Ortodoxa em seu conjunto. São estas as palavras do Papa: “Nesta semana se realiza, em Viena, a plenária da Comissão Mista Internacional para o Diálogo Teológico entre a Igreja Católica e a Igreja Ortodoxa em seu conjunto. O tema da fase atual de estudo é a função do Bispo de Roma na comunhão da Igreja Universal, com particular ênfase ao primeiro milênio da história cristã. A obediência à vontade do Senhor Jesus, e a consideração dos grandes desafios que hoje se apresentam ao cristianismo, nos obrigam a nos empenhar seriamente na causa do restabelecimento da plena comunhão entre as Igrejas. Peço a todos para que rezem intensamente pelos trabalhos da comissão e por um contínuo desenvolvimento e consolidação da paz e da concórdia entre os batizados, a fim de que possamos dar ao mundo um testemunho do Evangelho sempre mais autêntico”. (SL) (Agência Fides 22/09/2010)

“Hoje reconhecemos a santidade de um confessor, um filho desta nação que, embora não tenha sido chamado a derramar seu sangue pelo Senhor, porém, deu um testemunho eloquente durante uma longa vida dedicada ao ministério sacerdotal, especialmente à pregação, ensino e escritos” – Homilia da Missa de beatificação do Cardeal Newman pelo Papa Bento XVI, em Birmingham, na Inglaterra, neste domingo, dia 19 de setembro de 2010.

Fonte/imagem/textos: ACI Digital

Beato Cardeal Newman poderia ser declarado Doutor da Igreja, afirma porta voz Vaticano

Bento XVI se despediu do Reino Unido alentando testemunho católico ante os desafios atuais

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VIAGEM AO REINO UNIDO

Fonte: Agência Fides

20.09.2010

VATICANOBento XVI beatifica o Cardeal Newman: “o específico serviço ao qual foi chamado causou a aplicação de seu sutil intelecto e de sua caneta prolífica para muitos dos urgentes problemas do dia”

Birmingham (Agência Fides) – “Hoje reconhecemos a santidade de um confessor, um filho desta nação que, embora não tenha sido chamado a derramar seu sangue pelo Senhor, porém, deu um testemunho eloqüente durante uma longa vida dedicada ao ministério sacerdotal, especialmente à pregação, ensino e escritos”: são as palavras pronunciadas pelo Papa Bento XVI durante a missa de beatificação do Servo de Deus, John Henry Newman (1801-1890), Cardeal e fundador do Oratório de São Felipe Neri na Inglaterra, que presidiu no domingo, 19 de setembro em Cofton Park, em Birmingham.

Repetindo o lema do Cardeal Newman, “Cor ad cor loquitur”, que foi também o logotipo de sua viagem apostólica, Bento XVI explicou que isto “nos permite penetrar em sua compreensão da vida cristã como um chamado à santidade, experimentada como “intenso desejo do coração humano de entrar em comunhão íntima com o Coração de Deus. Ele nos lembra que a fidelidade à oração nos transforma gradualmente na imagem de Deus. Newman nos ajuda a entender o que isso significa em nossa vida diária: nos diz que o nosso Divino Mestre foi atribuiu uma tarefa específica para cada um de nós, um serviço bem definido”, confiado unicamente a cada indivíduo”.

Assim, o Papa continuou: “O serviço específico para o qual o Beato John Henry Newman foi chamado, causou a aplicação de seu intelecto sutil e sua caneta prolífica para muitos dos mais urgentes problemas do dia”. “As suas intuições sobre a relação entre fé e razão, sobre o espaço vital da religião revelada na sociedade civilizada, e sobre a necessidade de uma abordagem à educação amplamente fundamentada e de longo alcance, não foram somente de profunda importância para a Inglaterra vitoriana, mas continuam hoje a inspirar e iluminar muitos em todo o mundo”. O Santo Padre prestou homenagem à sua visão de educação: “firmemente contrário a qualquer abordagem reducionista ou utilitarista, tentou criar um ambiente educativo em que a disciplina intelectual, moral e compromisso religioso caminhassem juntos”. Em particular, o Papa sublinhou a atualidade do famoso apelo do beato John Henry “por um laicato inteligente e bem instruído”, e concluiu: “rezo para que através de sua intercessão e exemplo, aqueles que se dedicam à tarefa da educação e catequese sejam inspirados a um esforço maior de sua visão, que claramente se coloca diante de nós”.

Bento XVI concluiu a homilia recordando a vida de um sacerdote e pastor de almas de Newman, que viveu “no devoto cuidado para com as pessoas de Birmingham durante os anos em que fundou o Oratório, visitando os doentes e pobres, confortando os necessitados, cuidando daqueles que estavam na prisão. Não é de se admirar que depois de sua morte milhares de pessoas se colocaram em filas nas ruas do lugar, enquanto seu corpo era levado para a sepultura pouco distante daqui. Cento e vinte anos mais tarde, grandes multidões se reuniram novamente aqui para se alegrar pelo solene reconhecimento da Igreja pela santidade excepcional deste amado pai das almas”. (SL) (Agência Fides 20/09/2010)

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Fonte: Agência Fides

18.09.2010

VATICANO Bento XVI no Reino Unido: “a colaboração e o diálogo entre religiões requer o respeito recíproco, a liberdade de praticar a própria religião e cumprir atos de culto público, como também a liberdade de seguir a própria consciência”

Londres (Agência Fides) – “Desde o Concílio Vaticano II a Igreja Católica colocou ênfase especial sobre a importância do diálogo e da colaboração com os seguidores de outras religiões. E para que seja fértil, ocorre a reciprocidade por parte de todas as componentes em diálogo e dos seguidores de outras religiões”. Foi o que disse o Papa Bento XVI em seu discurso durante o encontro com líderes os de outras religiões, que se realizou na sexta-feira 17 setembro, no final da manhã, no St Mary’s University College de Twickenham, em Londres. O Papa salientou: “Penso em particular em determinadas situações em algumas partes do mundo, onde a colaboração e diálogo entre as religiões exigem respeito mútuo, a liberdade de praticar sua religião e cumprir atos de culto público, bem como a liberdade de seguir sua consciência, sem sofrer o ostracismo ou a perseguição, até mesmo após a conversão de uma religião para outra”.

O Papa em seguida ilustrou formas concretas através das quais realizar este diálogo em diferentes níveis: o diálogo da vida, que “significa simplesmente viver lado a lado e aprender uns com os outros e o diálogo de ação”, que nos faz aproximar das formas concretas de colaboração”. Depois, há as conversações formais, que não dizem respeito somente ao intercâmbio teológico, “mas também o colocar à consideração mútua suas riquezas espirituais, o falar sobre sua experiência de oração e contemplação, expressar a alegria do nosso encontro com o amor divino”. O Santo Padre elogiou as diversas iniciativas, destacando que “o esforço para ir ao encontro com amizade aos seguidores de outras religiões, está se tornando uma parte familiar da missão da Igreja local, uma característica do panorama religioso neste país”.
No final de seu discurso o Santo Padre garantiu que “a Igreja Católica persegue o caminho do compromisso e do diálogo” e que “os católicos, tanto na Grã-Bretanha seja em todo o mundo, continuarão a edificar pontos de amizade com outras religiões, para corrigir os erros do passado e para promover a confiança entre os indivíduos e comunidades”.

Na parte da tarde, o Santo padre fez uma visita de cortesia ao Arcebispo de Cantuária, Rowan Williams. Relembrando o histórico encontro realizado na Catedral de Cantuária entre o Papa João Paulo II e arcebispo Robert Runcie, Bento XVI disse: “neste mesmo lugar onde Santo Tomás de Cantuária testemunhou Cristo, derramando seu sangue, eles oraram juntos pelo dom da unidade entre os seguidores de Cristo. Ainda hoje continuamos a orar por esse dom, sabendo que a unidade querida por Cristo para os seus discípulos virá somente em resposta à oração”. Deixando de mencionar as dificuldades “que o movimento ecumênico encontrou e encontrando”, o Papa deu graças “pela profunda amizade que cresceu entre nós e os progressos notáveis em muitas áreas de diálogo”.

O fato de que a cultura se desenvolva “de modo sempre mais distante de suas raízes cristãs” e a sociedade assuma uma dimensão multicultural, aumentando a oportunidade de conhecer outras religiões, abre aos cristãos a possibilidade de “explorar, juntamente com os membros de outras tradições religiosas, maneiras de testemunhar a dimensão transcendente da pessoa humana e do chamado universal à santidade. A cooperação ecumênica nesta área continua a ser essencial, e irá certamente dar frutos na promoção da paz e harmonia num mundo que tantas vezes parece em risco fragmentação. Ao mesmo tempo, nós cristãos não devemos hesitar em proclamar a nossa fé na unicidade da salvação obtida por Cristo para nós, e explorar juntos uma compreensão maior profunda compreensão dos meios que Ele colocou à nossa disposição para alcançar a salvação”. Enfim, o Santo Padre citou o testemunho de John Henry Newman: “por um lado ele foi movido em seguir a própria consciência, mesmo com um pesado custo pessoal; por outro lado, o calor da amizade contínua com seus precedentes colegas, o levou a explorar com eles, com verdadeiro espírito irênico, as questões sobre as quais tinha divergência, movido por uma busca profunda da unidade na fé”. (SL) (Agência Fides 18/09/2010)

“Por isso, nós que somos os discípulos de Jesus, os cristãos, temos uma grande missão, sermos sal num mundo corrompido pela podridão do pecado, das injustiças, do egoísmo, da ambição, riqueza, poder…” – Pregação – Mês da Bíblia – Padre Ademir V. Borges – Setembro – 2010

Fonte/imagem: Arquidiocese de Brasília – Artigo “Mês da Bíblia”

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Eu e meu esposo assistimos o filme “A Estrada”. Este filme propõe uma visão de absoluta derrocada da vida na terra, por intermédio de uma explosão nuclear, onde o que é vivo foi dizimado, enquanto que materiais inorgânicos não são destruídos. O cenário é apocalíptico, e dá a ideia de que uma nuvem nuclear atingiu o mundo inteiro com maior ou menor intensidade, tal como um tornado. No entanto, alguns seres humanos restaram, talvez pela razão de estarem mais distantes do epicentro da explosão. Aliás, o roteiro permite que imaginemos que podem ter ocorrido várias explosões. A comida é rara; não há animais, e entre os que estão vivos, alguns, agrupados em gangues ou armados individualmente, se tornaram canibais… Provavelmente a bomba atômica é a de nêutrons, que já foi testada. Esta, criada há cinco ou seis décadas, tem a característica particularmente hedionda de manter intactos os bens materiais do inimigo, enquanto dizima tudo que respira…

Não foi fácil acompanhar o desenvolvimento da história, que está centrada na luta solitária e desesperada de um pai e um filho para sobreviver em meio à hecatombe nuclear, sem, no entanto, conceber o recurso a matarem seres humanos e deles se alimentarem. Há uma afirmação central no filme: naquela situação os seres humanos estão divididos, sem meio-termo, entre bons e maus, e o que os diferencia, tal como o pai do menino afirma é que os bons possuem um “fogo interior”. Achei que esta definição, diferenciação foi lapidar, apropriada em hora tão cruel, mas fruto de escolhas humanas que chegaram a um ponto que foi possível tal término da vida  sobre a face da terra. Na verdade, entre os que estão vivos, que perambulam pelas estradas, e sobrevivem como é possível, afora carne humana, do que é comestível, há a perspectiva do aniquilamento porque estão contaminados em algum grau com a radiação. O pai do menino morre de um doença que lhe afetou os pulmões, que em dias normais poderia ser tuberculose.

O que nos resta pensar é que se as agressões ao meio-ambiente continuam, e a propostas do governantes mundiais não são unânimes quanto ao Protocolo de Kioto, por exemplo, renegado pelos Estados Unidos, e a fabricação de armas de extermínio em massa continuam a ser admitidas, temos um quadro propício para uma reação em cadeia em meio a conflitos entre nações. O Paquistão, país preponderantemente islâmico, mas que não protege a população de opção religiosa não muçulmana, preocupa, tal como a Índia que também possui em seu arsenal, armamento atômico. É preocupante também para o mundo ocidental que, aliás,  iniciou a fabricação de bombas atômicas, mas que tem atualmente a proposta de recuo na estratégia de possíveis guerras, os avanços e recuos do Irã no sentido de utilização não-pacífica de urânio e outros componentes para fabricação de uma bomba atômica.

A propósito deste assunto, desta realidade assustadora, ou seja, do que fazemos enquanto avança este quadro de conflitos, ou invasões em busca de petróleo entre as nações, trago a pregação do Padre Ademir V. Borges, de Santa Catarina. Ela ilumina nossa conduta em meio a todas essas possibilidade, com base nos ensinamentos de Jesus Cristo.

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SAL DA TERRA E LUZ DO MUNDO

Estamos no mês de setembro, dedicado à Palavra de Deus , Palavra que alimenta nossa alma e orienta nossa vida, nos aproximando dos valores do Reino de Deus. Como nos lembra o Salmista “Tua Palavra é lâmpada para oa meus pés, e Luz para o meu caminho” (Sl 119, 105).

O evangelista Mateus, no Capítulo cinco , depois de Jesus proclamar as bem-aventuranças, o caminho da felicidade, mostra que Nosso Senhor Jesus olha cada um de seus discípulos que estão à sua volta e diz: “Vos sóis o sal da terra. Vós sois a luz do mundo” (Mt 5,13-14). estas palavras são muito importantes porque nos ensinam que elas não foram entregues para a nossa vida, mas para a de todo mundo. Por isso, nós que somos os discípulos de Jesus, os cristãos, temos uma grande missão, sermos sal num mundo corrompido pela podridão do pecado, das injustiças, do egoísmo, da ambição, riqueza, poder… Assim como Jesus, temos de dar sabor à nossa vida e à vida de tantos irmãos e irmãs que estão perdendo suas vidas. como podemos ser sal? Tendo as mesmas atitudes de Jesus para com as pessoas: atitudes de amor, misericórdia, bondade, justiça, esperança… Porque, “se o sal se tornar insosso, com que salgaremos? Para nada mais serve , senão para para ser lançado fora e pisado pelos homens”. Isso exige de nós perseverança, luta constante, fé diante das tentações, e perseguições do mundo, para não perdermos o sabor, a alegria, a coragem de testemunhar a Palavra e a Salvação que vem do Senhor, senão também nos perderemos e não serviremos para nada!

“Vós sois a luz do mundo”. O mundo não é uma nação só de vinte cidades, mas de milhares e milhares, e também de povos e nações. Por isso nossa luz que é Jesus vivo e ressuscitado tem que estar sempre acesa e no alto para que todos possam ver e ser atraídos por ela. “Não se acende uma lâmpada para colocá-la debaixo da mesa, mas na luminária”. Nesse sentido, ser luz no mundo e ser sinal vivo da presença do amor de Jesus diante das trevas e escuridão criadas pelas pessoas que escolheram o caminho do mal. Que nossa luz brilhe forte e alto no esforço de cada dia para não desistirmos do amor, de ter esperança, de lutar, e acreditando na força do bem, que outro modelo de mundo é possível, sem guerra, violência, ganância e injustiças. “Brilhe vossa luz diante dos homens, para que vendo vossas boas obras, eles glorifiquem vosso Pai que está nos céus.

alimentados pela Palavra de Deus e a Eucaristia procuremos ser no mundo e na vida das pessoas como o sal que dá sabor e conserva os alimentos e como a luz que ilumina a escuridão e aquece os corações frios e sedentos do amor de Jesus!

Com minha bênção e oração.

Pe. Ademir V. Borges

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Há necessidade urgente de cuidados paliativos para as crianças soropositivas e com câncer: somente 24% usufruem do tratamento anti-retroviral e do recurso a medicamentos de alívio para dor – Relatório da Human Rights Watch – HRW (Agência Fides – 14.09.2010)

Crianças desabrigadas no Quênia

Fonte/imagem: topicos.estadao.com.br

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Fonte: Agência FIDES

13.09.2010

ÁFRICA/QUÊNIAHá necessidade urgente de cuidados paliativos para as crianças soropositivas e com câncer: somente 24% usufruem do tratamento anti-retroviral e do recurso a medicamentos de alívio para dor*

Nairóbi (Agência Fides) – De um novo relatório da Human Rights Watch (HRW) emerge a necessidade de que o governo do Quênia se empenhe mais em favor dos cuidados paliativos para crianças com doenças crônicas, incluindo o HIV e AIDS. O relatório, ‘Needless Pain: Government Failure to Provide Palliative Care for Children in Kenya’, destaca os progressos consideráveis realizados pelo governo sobre a administração da terapia antirretroviral (ART) e quanto ainda tem de ser feito para aliviar a dor de muitas crianças que vivem longas agonias, sofrendo de câncer, HIV/AIDS. A falta de uma política nacional de cuidados paliativos, serviços precários de assistência às crianças, a escassa de disponibilidade de tratamentos contra as dores crônicas e a falta de um guia para os profissionais de saúde sobre o uso de opiáceos, estão entre os principais obstáculos para o acesso das crianças ao tratamento adequado da dor.

O Kenya Hospices and Palliative Care Association (KEHPCA) está trabalhando com o governo por um serviço de cuidados paliativos aos pacientes com HIV e câncer em 10 hospitais públicos do país. Infelizmente, embora a Organização Mundial de Saúde recomende a administração de morfina e outros opiáceos e o governo queniano os considera como medicamentos essenciais, não são tão comuns nos hospitais. O apelo ao governo é feito não só para melhorar o tratamento contra a dor das crianças, mas para melhor integrar a gama completa de cuidados paliativos pediátricos no sistema de saúde no país. Em 2008, a HRW criticou o governo por não tomar os cuidados adequados para o tratamento pediátrico com os ART, com apenas 24% das crianças que delas necessitam têm acesso. No entanto, segundo a Sessão Especial da Assembléia Geral da ONU sobre os progressos realizados no campo do HIV/SIDA no Quênia, muitas ONGs, a sociedade civil e funcionários do governo descobriram que a maioria das pessoas que necessitam não têm acesso aos cuidados paliativos e ao tratamento de infecções relacionadas ao HIV. (AP) (13/9/2010 Agência Fides)

*Título original: “ÁFRICA/QUÊNIA – Servem urgentemente curas paliativas para as crianças soropositivas: somente 24% usufruem do tratamento”

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Fonte: Agência FIDES

2010-09-07

ÁFRICA/QUÊNIA – Daqui a um ano nascerá a Catholic Continental News Agency for Africa

Nairóbi (Agência Fides)- O Igreja Católica africana terá uma única, grande, agência de notícias para todo o continente. Isto é o que ficou decidido no encontro em Nairóbi, que teve início em 31 de agosto (ver Fides1/9/2010), organizado pelo Simpósio das Conferências Episcopais da África e Madagascar (SECAM), em colaboração com o Conselho dos Meios de Comunicação Católicos (CAMECA). “Nós estabelecemos um ano de tempo para traçar o plano final para o lançamento da nova agência” – disse à Fides disse Benedict Assorow, Diretor das Comunicações do SECAM e membro do Central Working Group, responsável de projetar a nova agência. Os outros membros do Central Working Group são, Pe. Patrick Alumuku e André Quenum. Foi constituído uma comissão financeira e de colega de fundos presidido por Pe. Roger Tessier da Agência CISA de Nairóbi. “A reunião de Nairóbi é o ponto de chegada de um percurso iniciado há três anos, em 2007, quando começamos a discutir a criação de uma única agência de notícias católica em toda a África, com também a contribuição dada por jornalistas da UCAN, a agência católica asiática”, lembra Assorow. 
Segundo um comunicado divulgado no final da reunião, a Catholic Continental News Agency for Africa foi criada para fazer ouvir “a voz autêntica da África”, segundo a exortação do Papa Bento XVI para a II Assembleia Especial para a África do Sínodo dos Bispos realizada em Roma, em Outubro de 2009 e as Proposições Finais da Assembléia.

Em particular, a proposição nº 56 exige: “uma maior presença da Igreja nos meios de comunicação; a rede de centros áudio-visual, casas publicitárias e centros midiáticos; a formação profissional e a formação ética dos jornalistas para promover uma cultura de diálogo que evite a divisão, o sensacionalismo, informações erradas e ofensiva banalização do sofrimento humano, comportamentos que possam prejudicar a harmonia e a paz da sociedade e das comunidades; o uso dos meios modernos para propagar o Evangelho e os frutos do Sínodo atual, para a educação dos povos africanos à verdade, reconciliação e promoção da justiça e da paz; desenvolvimento de redes de satélite, sob a coordenação do CEPACS (o órgão da mídia SECAM) para servir a Igreja-Família de Deus na África, e organização de comissões para a comunicação diocesana, nacional e regional, com pessoas competentes para ajudar a Igreja a exercer o seu ministério profético na sociedade”. A nova agência será difundida gratuitamente em inglês, francês e português. (L.M.) (Agência Fides 7/9/2010)

“Os Carmelitas recebem o nome devido ao Monte Carmelo, Monte da Palestina, junto do Mediterrâneo e da Baía de Haifa, pois foi aí que viveram os primeiros monges, junto da fonte de Elias.” – Origem e História (Irmãs Mensageiras do Espírito Santo)

São Simão Stock - Fundador das ordens carmelitas na Europa

Fonte/imagem: “Santos” – Paróquia São Sebastião – Matão-SP

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SANTO ELIAS

0 profeta Elias aparece na Sagrada Escritura como o homem que caminha sempre na presença de Deus e combate, inflamado de zelo, pelo culto do único e verdadeiro Deus. Reivindica os direitos divinos no desafio feito aos profetas do Monte Carmelo, goza no Horeb da íntima experiência de Deus vivo.

Segundo a tradição, os primeiros eremitas, que no século XIII iniciaram a vida monástica no Monte Carmelo em honra da Virgem Maria, voltaram-se para Elias, tomando-o como exemplo da própria vida, juntamente com a Mãe de Deus.

Na Igreja e no Carmelo que tenta redescobrir o seu carisma profético, Elias assume uma grande importância. Todos os carmelitas o contemplam como modelo do seu amor a Deus que ele busca na montanha de Horeb. Elias é aquele que, encontrando Deus, não o guarda para si, mas desce para comunicá-lo aos homens.

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Fonte: Comunidade Carmelitana – http://www.freiscarmelitas.com.br/santos/santo_elias.htm

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Fonte: Irmãs e Irmãos Carmelitas Mensageiros do Espírito Santo

CARMELO – História

“Cada Ordem toma o seu nome de um lugar ou de um Santo” escreve João Baconthorp, Carmelita Inglês do séc. XIV. No caso dos Carmelitas, recebem o nome devido ao Monte Carmelo, Monte da Palestina, junto do Mediterrâneo e da Baía de Haifa, pois foi aí que viveram os primeiros monges, junto da fonte de Elias.

I – Origem
Quanto à data do início da Ordem Carmelita, não há muita certeza e é um ponto de discussão que se tornou clássico na história da Igreja, pois é difícil de precisar. É como que um labirinto histórico onde os historiadores se dividem. Por um lado, aparecem lendas piedosas sem qualquer valor histórico; por outro, há uma grande quantidade de documentos, fruto da pesquisa dos historiadores do séc. XX, que provocaram um renascimento da história da Ordem. Há, no entanto, dois fenômenos marcantes no séc. XI e XII que interessam para a história da Ordem:

  • ressurgimento da vida eremítica;
  • as peregrinações maciças à Terra Santa, conhecidas como Cruzadas.

Apesar de tudo, pensamos que podemos ficar com algumas datas certas para a origem da Ordem Carmelita: entre 1153 e 1159, Bertoldo, por inspiração do profeta Elias, dirige-se para o Monte Carmelo. Aí, com o auxílio do seu primo, o Patriarca D. Aimerico de Antioquia, constrói uma pequena capela perto da gruta de Elias e cerca as ruínas que existiam por lá. Aos poucos, cresce o número de eremitas que se espalham por todo o Monte, vivendo separados uns dos outros em pequenas cavernas, procurando assim imitar Elias.Provavelmente em 1209, Alberto, Patriarca de Jerusalém, dá-lhes uma forma de viver concreta, escrita (Regra), e reune-os perto da fonte de Elias, sob a obediência dum certo B. (segundo se pensa seria Brocardo), que é assim, de fato, o primeiro superior da Ordem.

II – Fundador
A grande glória dos Carmelitas é a grande anonimidade. Não têm fachada, por assim dizer; apenas procuram imitar Elias no “Vivere Deo”, no recolhimento e no silêncio. Nunca nenhum dos eremitas da época da formação teve a pretensão de ser o fundador. Mais tarde, quando todas as Ordens se gabavam do seu Fundador, quiseram os Carmelitas pôr Elias como o seu. Daí que tenha surgido uma corrente de lendas da Sucessão Eliana, que colocaram “os Filhos dos Profetas” como os primeiros habitantes do Carmelo. Mas é claro que esta sucessão ininterrupta não aconteceu. Elias é apenas o modelo e Pai Espiritual.

III – História
Com a Regra dada por Alberto de Jerusalém, os Carmelitas receberam a sua existência canônica. Podemos considerar, por isso, esta Regra como a codificação da vida que os Carmelitas já levavam no Monte Carmelo. Podemos chegar a esta conclusão baseando-nos nas palavras da Introdução da Regra: “…visto que nos pedis uma Norma de Vida que corresponda à vossa aspiração…”No entanto, não foi fácil. Quando, em 1215, o Concílio de Latrão proibia o estabelecimento de novas Ordens Religiosas, vários Prelados da Terra Santa começaram a contestar o direito de existência aos Carmelitas, visto eles não terem ainda aprovação pontifícia. Daí que os Carmelitas tivessem de recorrer a Roma. Depois de várias insistências, chega, finalmente, a aprovação dada pelo Papa Honório IV, em 30 de Janeiro de 1216, com a Bula Ut vivendi norman: “Mandamos, a vós e aos vossos sucessores, que observeis em remissão dos vossos pecados, na medida do possível, a Regra que vos foi dada pelo Patriarca de Jerusalém, de santa memória, pois que humildemente afirmais tê-la recebido antes do Concílio Geral”. A primeira emigração para Europa fez-se entre 1226 e 1229. As primeiras fundações na Europa mostram-nos claramente a intenção dos eremitas refugiados continuarem a vida solitária e contemplativa. São prova disso os conventos de Aygalades, perto de Marselha, Aylesford e Cambridge, que eram verdadeiros eremitérios construídos segundo a Regra de Santo Alberto. Esta primeira vinda para a Europa foi quase uma aventura, mas torna-se obrigatória, em 1237, devido às perseguições dos Islamitas. Todos os eremitas europeus recebem ordem de regressar aos seus países de origem. Este êxodo foi providencial, pois, em 1291, os Religiosos que continuaram no Monte Carmelo foram todos massacrados. A Ordem Carmelita salvou-se porque já tinha criado raízes na Europa.

Não foi nada fácil a adaptação à Europa, pois, aí, a vida tinha outras exigências que não tinha a vida eremítica. Em 1229, o Papa Gregório IX obriga-os a uma pobreza mais estrita, equiparando-os às Ordens Mendicantes: tinham que procurar o seu sustento numa vida mais ativa. Todavia, eram proibidos por muitos Bispos de viverem nas cidades, em sítios ermos, conforme mandava a Regra. Foi nestas circunstâncias difíceis que se celebrou o primeiro Capítulo Geral, em Aylesford, em 1245, sendo eleito Prior Geral Simão Stock, a quem Nossa senhora entregou o Escapulário do Carmo. Este, vendo as dificuldades, pediu ao Papa a adaptação da Regra às novas situações. Esta adaptação foi-lhe concedida pelo Papa Inocêncio IV, em 1 de Outubro de 1247, mediante a Bula Quae honorem conditoris. Mediante a adaptação da Regra à nova situação, iniciou-se uma nova vida e uma nova era na Ordem Carmelita. A exemplo das outras Ordens Mendicantes, Simão Stock fundou conventos nas cidades universitárias: Cambridge, 1249; Oxford, 1253; Paris, 1259; Bolonha, 1260. Como já dissemos, esta adaptação à nova vida na Europa não foi nada fácil. Por um lado, as pessoas não os acolhem bem, pensando que são mais uns tantos que vêm viver à custa das suas esmolas; por outro, são os próprios eremitas que têm dificuldade em se adaptar à nova situação. O Geral de então, Nicolau, o Francês, sucessor de Simão Stock, tentou mesmo destruir a obra do seu antecessor. Mas, ao sentir oposição, demitiu-se e resolveu retirar-se para a solidão, onde escreveu a célebre Sagitta Ignea, em 1272. Aí descreve as suas desilusões e convida todos a regressarem novamente à vida contemplativa na solidão dos eremitérios. Como em outras Ordens, também na Carmelita houve Reformas. Há duas mais importantes: no séc. XV, após o Cisma do Ocidente; no séc. XVI, após o Concílio de Trento. Desta segunda Reforma surgiram os hoje chamados “Carmelitas Descalços”.

Itens relacionados:

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Publicado em Carmelitas Mensageiras do Espírito Santo.