Jovem congregação de religiosas engajadas no combate ao tráfico de jovens nas Filipinas (Agência Fides)

Crianças filipinas em momento de oração

Fonte/imagem: Missão Portas Abertas

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Fonte: Agência Fides

23.02.2011

ÁSIA/FILIPINAS – Jovem congregação de religiosas engajadas no combate ao tráfico de jovens, a partir da raiz

Cebu (Agência Fides) – As Filipinas são o quarto dentre os dez países com o maior índice de prostituição infantil. Esta chaga muito grave envolve moças de 15 a 20 anos, mas não poupa meninas de apenas 8 anos. Segundo uma informação enviada à Agência Fides pela Catholic News Agency, Irmã Irene Baquiran, da Congregação da Arquidiocese de Cebu “Immaculate Mary Queen of Heaven Missionaries”, IMQHM, engajada na evangelização dos oprimidos, declarou que as vítimas são obrigadas a ter de 5 a 10 encontros sexuais por noite, por 2 dólares cada. A maior parte das jovens é drogada ou narcotizada por seus exploradores, para suportar o horror. Para combater a pobreza desde suas raízes, as irmãs missionárias IMQHM visitam as aldeias onde os exploradores recrutam as jovens e lhes prometem um bom trabalho na cidade. Através do programa-piloto Feeding of the Good Shepherd Foundation, tentam tirá-las da prostituição oferecendo ajuda. Quando estão em missão, as irmãs caminham em pares e não usam o hábito religioso. Uma das duas entra em um bar e se aproxima da jovem que provavelmente precisa de ajuda, a outra permanece fora para assinalar eventuais riscos. Se conseguem fazer amizade com a menor que quer sair do túnel da prostituição, as irmãs a encaminham ao orfanato onde pode ser hospedada e receber instrução. Irmã Irene relata que as irmãs transformaram seu instituto de Cebu na “Casa do Amor”, ou MQHM Rehabilitation and Livelihood Training Center, onde oferecem abrigo, alimentos, instrução, assistência de saúde e formação profissional às ex-prostitutas e seus filhos. Atualmente, as irmãs hospedam 20 vítimas do tráfico. As irmãs oferecem também instrução a 800 estudantes da escola fundamental e 275 da escola superior. As IMQHM têm grandes projetos para a missão: querem realizar um centro de acolhimento maior, para hospedar até 500 mulheres e crianças menores de cinco anos. Até 2012 esperam introduzir cursos vocacionais e classes de estudo superior. A ordem, fundada em 1996 por Irmã Corazon Salazar, conta oito irmãs professas, 11 com votos temporários e três noviças. Seu carisma é dirigido às mulheres e crianças vítimas da prostituição e da luta à pobreza, causa principal da prostituição. (AP) (23/2/2011 Agência Fides)

Publicado em Agência Fides.

“Ama o teu próximo como a ti mesmo” – Papa Bento XVI – Oração Mariana do Angelus (Rádio Vaticano)

Fonte: Rádio Vaticano

20/02/2011

“Ama o teu próximo como a ti mesmo” – reflexões teológicas em volta das leituras deste domingo, tecidas pelo Papa, ao meio dia, na Praça de São Pedro, por ocasião da Oração Mariana do Angelus

“Ama o teu próximo como a ti mesmo”. Nas palavras pronunciadas este domingo por ocasião da oração mariana do Angelus, Bento XVI percorreu textos bíblicos e autores antigos como São Cipriano e Giovani Climaco para ilustrar a vontade de Deus de nos tornar participes da sua santidade. “sede santos, porque eu, o vosso Senhor, vosso Deus, sou santo” – disse citando o Livro do Levítico. Um apelo de Deus ao seu povo que encontramos também em Jesus feito homem com a mesma força e veemência: “sede perfeitos como perfeito é o vosso Pai Celeste”. Perfeição que significa – disse o Papa – viver como filhos de Deus cumprindo concretamente a sua vontade. À paternidade de Deus deve corresponder um comportamento de filhos de Deus” recordava por sua vez São Cipriano.
Mas, “de que modo podemos imitar Jesus – perguntou-se o Papa que logo respondeu citando São Mateus: “Amai os vossos inimigos e rezai por aqueles que vos perseguem a fim de ser filhos do vosso Pai que está nos Céus”. Quem acolhe o Senhor na sua própria vida e o ama com todo o coração é capaz de um novo início. Consegue cumprir a vontade de Deus: realizar uma nova forma de existência animada pelo amor e destinada à eternidade” – acrescentou o Papa.

Bento XVI passou depois às palavras em que São Paulo recorda aos Coríntios que são templo de Deus e que o Espírito de Deus habita neles. Se tivermos realmente consciência disto – sublinhou o Papa – o nosso testemunho será claro, eloquente e eficaz. E aqui recorreu ao escritor medieval Giovanni Clímaco que diz “Quando todo o ser da pessoa humana se misturar, por assim dizer, com o amor de Deus, o esplendor da sua alma se reflecte também no aspecto exterior, na totalidade da sua vida”
E foi pelas palavras do Livro da Imitação de Cristo que conclui a sua reflexão teológica, dizendo:
“Grande coisa é o amor, um bem que torna leve as coisas pesadas e suporta tranquilamente as coisas difíceis. O amor aspira a ascender ao alto sem se deixar reter por nada que é terreno. Nasce de Deus e só em Deus poderá encontrar repouso”

Recordando já no final da sua alocução que depois de amanhã 22 de Fevereiro é a festa da Cátedra de São Pedro, o primeiro dos Apóstolos a quem Cristo confiou a tarefa de Mestre e Pastor, Bento XVI exortou todos os pastores de hoje a “assimilarem aquele “novo estilo de vida” que foi inaugurado por Jesus e que os apóstolos fizeram próprios.
Por fim invocou a Virgem Maria, Mãe de Deus a fim de que nos ensine a amarmo-nos uns aos outros e a acolhermo-nos como irmãos, filhos do Pai Celeste.

Publicado em Rádio Vaticano.

Papa pede para incrementar “as vocações sacerdotais e religiosas, especialmente as missionárias” e a garantir “uma distribuição equitativa dos sacerdotes no mundo” (Agência Fides)

Fonte/imagem: paroquiadamatriz.org

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Fonte: Agência Fides

12.02.2011

VATICANO – Vocações: o Papa pede para incrementar “as vocações sacerdotais e religiosas, especialmente as missionárias” e a garantir “uma distribuição equitativa dos sacerdotes no mundo”

Cidade do Vaticano (Agência Fides) – “Faço um apelo especial a vós, queridos Irmãos no Episcopado. Para dar continuidade e difundir a sua missão de salvação em Cristo é importante “incrementar como é possível as vocações sacerdotais e religiosas, e de modo particular as missionárias’ (Decreto Christus Dominus, 15)”: foi o convite que o Papa Bento XVI fez aos bispos do mundo em sua mensagem para o XLVIII Dia Mundial de Oração pelas Vocações, que será comemorado em 15 de maio de 2011, IV Domingo de Páscoa, sobre o tema: “Propor as vocações na Igreja local”. O Papa continua sua exortação: “Gostaria também de lembrar, amados Irmãos no Episcopado, a solicitude da Igreja universal em favor da distribuição equitativa dos sacerdotes no mundo. “A sua disponibilidade para com as dioceses com a escassez de vocações, torna-se uma bênção de Deus para as suas comunidades e sendo para os fiéis o testemunho de um serviço sacerdotal que se abre generosamente às necessidades de toda a Igreja”. Em sua mensagem o Santo Padre recorda a “instituição, setenta anos atrás, da Pontifícia Obra para as Vocações Sacerdotais, seguido pelo nascimento de obras similares em muitas dioceses no mundo, e sublinha que “as vocações ao sacerdócio e à vida consagrada são principalmente fruto de um contato constante com o Deus vivo e de uma insistente oração que se eleva ao “Dono da messe” tanto nas comunidades paroquiais, tanto nas famílias cristãs, quanto nos cenáculos vocacionais”. Depois de citar as passagens do Evangelho, onde o Senhor nos chama para seguir Jesus, Bento XVI disse que “ainda hoje, é difícil a sequela de Cristo”, mas “o Senhor não deixa de chamar em todas as estações da vida, a compartilhar sua missão e a servir a Igreja no ministério ordenado e na vida consagrada”. Em seguida, afirma: “É importante incentivar e apoiar aqueles que mostram sinais claros do chamado ao sacerdócio e à consagração religiosa, para que sintam o calor de toda a comunidade para dizer seu “sim” a Deus e à Igreja. Ilustrando o tema do próximo dia de oração – “Propor as vocações na Igreja local” – Papa Bento XVI disse que “significa ter a coragem de indicar, através de uma pastoral vocacional atenta e adequada, este caminho exigente da sequela de Cristo, que, enquanto rico de sentido, é capaz de mudar toda a sua vida”. (SL) (Agência Fides 12/02/2011)

* O texto integral da mensagem do Santo Padre, em várias línguas

Publicado em Agência Fides.

São Pedro Canísio, modelo de pregador e testemunha cristã : tema da catequese do Papa na audiência geral (Rádio Vaticano)

 

Fonte/imagem: Congregação das Irmãs de São Pedro Canísio – Biografia

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Fonte: Rádio Vaticano

09/02/2011 12.08.49

São Pedro Canísio, modelo de pregador e testemunha cristã : tema da catequese do Papa na audiência geral

O anúncio cristão, e o ministério dos padres e fiéis, “é incisivo e produz nos corações frutos de salvação, só se o pregador for testemunha pessoal de Jesus e souber ser instrumento de vida moral, através da oração incessante e do amor; isto vale para qualquer cristão que queira viver com empenho e fidelidade a sua adesão a Cristo”. Considerações de Bento XVI, na audiência geral desta quarta-feira, dedicada a São Pedro Canísio (1521-1597), “doutor da Igreja”, jesuíta holandês que actuou sobretudo na Alemanha, nos tempos da Reforma protestante.
“A vida cristã não cresce – sublinhou o Papa – se não for alimentada pela participação na liturgia e pela oração pessoal quotidiana, pelo contacto pessoal com Deus: no meio das mil actividades e dos múltiplos estímulos do dia a dia, é necessário encontrar cada dia momentos de recolhimento perante o Senhor, para O escutar e falar com Ele” – recomendou.
Bento XVI explicou as características de pregador de São Pedro Canísio, cujos catecismos formaram gerações e gerações de católicos, ao longo de séculos. “Em tempos de fortes contrastes confessionais (observou), ele evitava asperezas e a retórica da ira”, expondo a doutrina o mais possível numa linguagem bíblica e sem tons polémicos. Revelando um amplo e penetrante conhecimento da Sagrada Escritura e dos Padres da Igreja, as obras de São Pedro Canísio, de uma austera espiritualidade, visavam propor simplesmente os conteúdos da fé católica, revitalizando a fé da Igreja.

Mas ouçamos o resumo que desta catequese Bento XVI pronunciou em português e a saudação dirigida aos peregrinos lusófonos:

“Queridos irmãos e irmãs,
São Pedro Canísio, sacerdote jesuíta e doutor da Igreja, nasceu em Nimega, na Holanda, no ano 1521. Interveio em acontecimentos decisivos do seu tempo, como o Concílio de Trento, e exerceu uma influência especial com os seus escritos. A sua obra mais difundida é o Catecismo, onde aparece a doutrina exposta sob a forma de breves perguntas e respostas, elaboradas em termos bíblicos e sem tons polêmicos. E dele preparou três versões: uma para pessoas com elementares noções de teologia; outra para crianças sem escolaridade; e a terceira para estudantes liceais ou universitários. Nisto se revela uma das características de Pedro Canísio: sabia harmonizar a fidelidade aos princípios dogmáticos com o respeito devido a cada pessoa.

“Amados peregrinos de língua portuguesa, para todos a minha saudação amiga e encorajadora! Antes de vós, veio peregrino a Roma Pedro Canísio para invocar a intercessão dos Apóstolos São Pedro e São Paulo sobre a missão que lhe fora confiada na Alemanha, o seu campo de apostolado mais longo. No seu diário, descreve como aqui sentiu a graça divina que fazia dele um continuador da missão dos Apóstolos. Como ele, todos nós, cristãos, somos enviados a evangelizar, mas para isso precisamos de permanecer unidos com Jesus e com a Igreja. Sobre vós e a vossa família, desça a minha Bênção.”

No final da audiência, após as variadas saudações aos mais de cinco mil peregrinos presentes na Aula Paulo VI, do Vaticano, Bento XVI dirigiu-se particularmente os bispos participantes no encontro promovido pelo Movimento dos Focolares: congratulando-se com “esta oportunidade” de “confrontarem experiências eclesiais de diversas zonas do mundo”, o Papa fez votos de que “estas jornadas de oração e reflexão possam produzir abundantes frutos” para as respectivas comunidades.
Bento XVI saudou também os membros da Associação “Novos Horizontes”, recentemente reconhecida pelo Pontifício Conselho para os Leigos como associação internacional de fiéis.

Publicado em Rádio Vaticano.

“Depois da saúde, da alimentação e da habitação, o bem fundamental da educação deve ser preservado por toda a política que deve procurar o bem comum. Que bom que a Igreja pode colaborar.” Miguel Yañez – Pontifícia Gregoriana de Roma (Agência Ecclesia)

Fonte: Agência Ecclesia

“Igreja não pode calar a sua voz profética”

Miguel Yañez, professor de teologia moral da Universidade Pontifícia Gregoriana de Roma, fala sobre a educação católica

Fórum EMRC

O padre Miguel Yañez, professor de teologia moral na Universidade Pontifícia Gregoriana de Roma e na Universidade de Teologia de Salvador, na Argentina, veio a Portugal participar no Fórum de Educação Moral e Religiosa Católica.

Durante o encontro, realizado entre 28 e 30 de Janeiro, em Fátima, o religioso jesuíta proferiu duas conferências: «A fractura social: pobreza e as opções da Igreja» e «A fractura ideológica: a sexualidade no contexto da antropologia cristã».

Em entrevista à agência Ecclesia, o professor de teologia moral afirma a importância que a Igreja tem na educação e o “papel profético” através dos seus ensinamentos e do testemunho dos cristãos

AE – As duas conferências que proferiu no Fórum EMRC focam duas fracturas, uma social e uma ideológica. Como é que elas se manifestam?

MY – Encontramos brechas numa sociedade pluralista, onde se destacam formas distintas de ver a pessoa humana e as suas relações.

Encontramo-nos numa sociedade onde a globalização se impõe e que é uma conquista. Mas precisamos distinguir entre estas conquistas, que são irreversíveis e representam uma grande oportunidade para toda a humanidade e para a Igreja, do que podemos chamar de uma certa ideologia que parece estar na base de auto poderes que actuam na sociedade e impõem um certo modo de ver a vida, de ver a pessoa, e deixa um pouco a desejar, pelo menos do ponto de vista cristã e humano.

Crescemos muito no século XX, no que à tecnologia e ciência diz respeito. Contudo parece-me que a humanidade tem de dar um salto qualitativo sobre a moralidade pessoal e social.

AE – Que papel tem a Igreja no meio destas duas fracturas?

MY – Antes de mais tem um papel profético com os seus ensinamentos e também com o testemunho dos cristãos. A Igreja não pode calar a sua voz mas, sobretudo através de todos os cristãos inseridos na sociedade, deve tornar presente um estilo de vida que me parece ser, naturalmente, contra-cultural.

No meu entender, (a Igreja deve optar por) um estilo de vida marcado pela promoção da pessoa, diferente do individualismo reinante que tem sido estimulado e tem sido veiculado pelos meios de comunicação social.

AE – A opção preferencial pelos pobres é indicada pelo magistério da Igreja. Como propor esta opção em âmbito escolar?

MY – A formulação da opção preferencial pelos pobres é nova mas a ideia subjacente é sublinhada em toda a Escritura, em especial no Evangelho. Contém uma carga humanista e ética, que filósofos e também políticos incorporaram com outros termos.

Se uma sociedade deseja realmente ser justa – creio que é algo inquestionável – tem de colocar no centro da sua preocupação os mais desfavorecidos e desprotegidos.

Uma sociedade de capitalismo pós-industrial gera uma massa de gente que é expulsa do mercado laboral, do mercado de produção e de consumo. A sociedade não sabe o que fazer com estas pessoas. Como integrá-las nesta dinâmica vertiginosa de crescimento económico, mobilizado pela tecnologia que oferece oportunidades inéditas na história da humanidade – pensemos por exemplo na Internet, nos meios de comunicação social?

Tudo isto é uma grande batalha com uma brecha imensa. É uma questão que agrava a dignidade da pessoa humana.

AE – E como se pode propor a opção pela pobreza em ambiente escolar, tanto na pedagogia como nos conteúdos?

MY – Tem de ser uma proposta a vários níveis. Primeiro temos de mudar de paradigma na actividade profissional. A excelência é, no fundo, um meio para alcançar um êxito pessoal e alcançar uma competitividade que se revela selvagem.

A Igreja tem aqui de propor uma excelência baseada na solidariedade, como afirmou o Papa João Paulo II e o próprio Bento XVI.

Por outro lado são necessárias estratégias concretas e contactos reais com situações de pobreza, com as pessoas que estão excluídas: o voluntariado tem crescido muito, em especial na Europa, e pode ser uma resposta na ajuda do conhecimento de uma realidade que esperamos, depois, possa envolver as pessoas, cada uma no seu local de trabalho e no âmbito da sua profissão.

Precisamos de mudar de sistema, o que será muito difícil. Ou pensar na correcção do actual para que realmente possa ser mais humano.

AE – A educação insere-se nesta fractura ideológica que traçou, no contraste entre a proposta da Igreja Católica e do Estado. Em Portugal vivemos uma situação de constrangimento orçamental que põe em causa a coexistência de duas propostas. Que consequências pode esta situação trazer para o futuro da educação e da sociedade?

MY – Não conheço a situação portuguesa, mas posso falar no que acontece na Argentina. O serviço que a Igreja presta na educação é de caridade. Não porque nós o dizemos, nem pela quantidade de pedidos dos alunos que recebemos.

É um serviço oferecido a todos os níveis sociais que a Igreja desenvolve, um trabalho de integração social muito importante. E também de qualidade, sobretudo nos níveis populares, onde, pelo menos no meu país, a oferta estatal é deficiente.

Se realmente queremos uma promoção dos mais pobres e mais débeis, a educação é uma arma imprescindível. A Igreja, oferecendo um serviço social não deveria ser penalizada e descriminada, mas antes apoiada. É preciso inteligência na concepção política de uma sociedade.

AE – A Igreja pede também aos cristãos que ajudem a sobrevivência destas escolas. Até que ponto a proposta cristã da educação é valorizada?

MY – É fundamental. Depois da saúde, da alimentação e da habitação, o bem fundamental da educação deve ser preservado por toda a política que deve procurar o bem comum. Que bom que a Igreja pode colaborar.

LS

Publicado em Agência Ecclesia.

As bem-aventuranças, um novo programa de vida; a Igreja não teme a pobreza, desprezo e perseguição: Bento XVI antes de recitação do Angelus (Rádio Vaticano)

Fonte: Rádio Vaticano

As bem-aventuranças, um novo programa de vida; a Igreja não teme a pobreza, desprezo e perseguição: Bento XVI antes de recitação do Angelus . A solidariedade do Papa aos doentes de lepra e apoio aqueles que os curam , e o pedido de projectos concretos de paz para a Terra Santa

(30/1/2011)

Dirigindo-se aos milhares de pessoas congregadas ao meio dia na Praça de S. Pedro para a recitação do Angelus, Bento XVI comentou o Evangelho deste quarto domingo do Tempo Comum que apresenta o primeiro grande discurso que o Senhor dirige á multidão das suaves colinas á volta do lago da Galileia.
Jesus proclama bem aventurados “os pobres que o são no seu intimo, os aflitos, os misericordiosos, os que têm fome e sede de justiça, os puros de coração, os que sofrem perseguição”….
Não se trata – salientou o Papa – de uma nova ideologia, mas de um ensinamento que vem do alto e toca a condição humana, precisamente aquela que o Senhor incarnando-se quis assumir, para a salvar.

As bem-aventuranças são um novo programa de vida para nos libertarmos dos falsos valores do mundo e nos abrirmos aos bens verdadeiros, presentes e futuros. De facto quando Deus consola, sacia a fome e sede de justiça, enxuga as lágrimas dos aflitos, significa que, para além de recompensar cada um de maneira sensível abre o Reino dos Céus. As Bem aventuranças são a transposições da cruz e da ressurreição para a existência dos discípulos , disse o Papa citando uma passagem do seu livro “Jesus de Nazaret”.São espelho da vida do Filho de Deus que se deixa perseguir, desprezar até á condenação á morte, para que seja dada a salvação aos homens.

Bento XVI salientou depois que o Evangelho das bem-aventuranças se comenta com a própria historia da Igreja, a historia da santidade cristã, porque – como escreve São Paulo – “o que é fraco, segundo o mundo, é que Deus escolheu para confundir o que é forte. O que é vil e desprezível no mundo, é que Deus escolheu como também aquelas coisas que nada são, para destruir as que são” ( 1 Cor 1,27-28) .
Por isso a Igreja não teme a pobreza, o desprezo, a perseguição numa sociedade muitas vezes atraída pelo bem estar material e pelo poder mundano – disse Bento XVI a concluir.

-Depois da recitação do Angelus o Papa recordou que neste domingo se celebra o dia mundial dos doentes de lepra, promovido nos anos 50 do século passado por Raul Follereau e reconhecido oficialmente pela ONU.
“A lepra, – salientou Bento XVI- embora esteja a regredir, infelizmente atinge ainda muitas pessoas em condições de grave miséria. A todos os doentes asseguro uma oração especial, que estendo a todos aqueles que os assistem e de varias maneiras se empenham a vencer o morbo de Hansen. Saúdo em particular – acrescentou o Santo Padre – a associação italiana dos Amigos de Raul Follereau que completa 50 anos de actividade

Bento XVI recordou ainda que nos próximos dias em vários países do Extremo Oriente se celebra com alegria, especialmente na intimidade das famílias, o novo ano lunar. A todos aqueles grandes povos o Papa desejou de coração serenidade e prosperidade.
Outra efeméride á qual Bento XVI quis referir-se foi a jornada internacional de oração pela Paz na Terra Santa.
Associo-me – disse o Santo Padre – ao Patriarca Latino de Jerusalém e ao Custodio da Terra Santa no convite dirigido a todos, a pedir ao Senhor para que faça convergir as mentes e os corações para projectos concretos de paz.
Simbolicamente, no final do Angelus, duas crianças lançaram pombas brancas desde a janela do apartamento do Papa, sobre a Praça de São Pedro, numa iniciativa promovida pela Acção Católica de Roma.

Publicado em Rádio Vaticano.

“Para que nos territórios de missão onde é mais urgente a luta contra as doenças, as comunidades cristãs saibam testemunhar a presença de Cristo junto dos sofredores” – Comentário da Intenção Missionária de fevereiro 2011 (Agência Fides)

Fonte: Agência Fides

INTENÇÃO MISSIONÁRIA

29.01.2011

“Para que nos territórios de missão onde é mais urgente a luta contra as doenças, as comunidades cristãs saibam testemunhar a presença de Cristo junto dos sofredores” – Comentário da Intenção Missionária de fevereiro 2011

Cidade do Vaticano (Agência Fides) – Durante sua vida terrena, Jesus sempre esteve próximo ao sofrimento humano. A experiência da cura dos enfermos ocupou boa parte de sua missão pública. Para Ele levaram os doentes, os aleijados, os cegos e leprosos. Uma cadeia de dor vivida muitas vezes na exclusão social e considerado o resultado do pecado pessoal ou de seus pais (Cf. Jo 9, 2). Santo Agostinho amava chamar Jesus de “o médico humilde”. Ele passou pelo mundo fazendo o bem e curando as doenças. Bento XVI disse: “Apesar de a doença fazer parte da experiência humana, a ela não conseguimos nos acostumar, não só porque às vezes é realmente pesada e grave, mas essencialmente porque somos criados para a vida, para a vida completa. Justamente, o nosso instinto interior nos faz pensar em Deus como plenitude de vida, aliás, como Vida eterna e perfeita (Angelus de 8 de fevereiro de 2009). Às vezes a dor e impotência causada pela doença podem colocar à prova a fé. Os fiéis têm o dever de ajudar seus irmãos a encontrar o significado do sofrimento na cruz de Jesus Cristo e continuar a rezar para pedir a Deus a graça de “saber sofrer”. Precisamos ser  para eles a proximidade de Deus na dor. Diante da pergunta colocada pela doença, Deus respondeu em Cristo Jesus: “Deus – que nos revelou seu rosto – é o Deus da vida que nos liberta de todo mal. Os sinais de sua força de amor são as curas que realiza demonstra assim que o Reino de Deus está próximo, restituindo aos homens e mulheres sua integridade de espírito e corpo” (Bento XVI, ibid). Mas essas curas físicas não um fim a si mesmo. São sinais que falam da necessidade de uma cura mais profunda. A doença mais grave que afeta os seres humanos de todos os tempos é a ausência de Deus, fonte da verdade e do amor. Em Cristo, Deus se tornou Bom Samaritano para nós. Através da encarnação tornou-se o “nosso próximo”, ele nos pegou sobre seus ombros de Bom Pastor e nos trouxe para a estalagem, que é símbolo da Igreja. Ele curou as nossas feridas com o óleo dos sacramentos, para recuperar a nossa saúde. Falando do sentido pleno do ministério de Cristo, o Papa afirma que “só a reconciliação com Deus pode nos dar a verdadeira cura, a verdadeira vida, porque uma vida sem Amor sem verdade não seria a vida. O Reino de Deus é precisamente a presença de verdade e do amor, e assim é cura no profundo de nosso ser. Entende-se, portanto, porque a sua pregação e as curas que faz estejam sempre unidas: formam uma única mensagem de esperança e salvação” (Bento XVI, ibid.). O ministério de Cristo continua na Igreja. Ela continua a curar o ser humano com a graça dos sacramentos, enquanto, envolvida em milhares de atividades beneficentes, atenua o dor daqueles que sofrem, sendo para eles a presença amorosa de Deus Rezemos para que muitos cristãos – sacerdotes, religiosos e leigos – que cuidam dos doentes em várias partes do mundo, continuem sendo as mãos e o coração de Cristo para seus irmãos nos países de missão. “Todas as vezes que vocês fizeram isso a um dos menores de meus irmãos, foi a mim que o fizeram”. (Mt 25, 40). (Agência Fides 29/1/2011)

Situação dos Cristãos no Oriente Médio é Tema de Encontro do CMI (Rádio Vaticano)

Fonte: Rádio Vaticano

26/01/2011

SITUAÇÃO DOS CRISTÃOS NO ORIENTE MÉDIO TEMA DO ENCONTRO DO CMI

Genebra, 26 jan (RV) – “Construir comunidades em favor da paz justa entre homens e mulheres” é o tema da próxima sessão da Comissão Central do Conselho Mundial de Igrejas (CMI) que se realizará de 16 a 22 de fevereiro próximo, em Genebra, na Suíça.

A comissão refletirá sobre a difícil situação dos cristãos no Oriente Médio e será apresentado o documento “Apelo ecumênico pela paz justa”, em vista do encontro ecumênico internacional pela paz que se realizará de 17 a 25 de maio próximo, em Kingston, capital da Jamaica.

O apelo pela paz, cujo documento foi escrito na assembleia do CMI realizada, em 2006, em Porto Alegre, convida a comunidade cristã no mundo a promover a paz justa e se baseia nas indicações emersas durante a Década Ecumênica “Vencer a violência”, concluída em 2010.

A Comissão Central deverá decidir o tema da 10ª Assembleia do CMI que se realizará, em Busan, na Coreia do Sul, em 2013. (MJ)

Publicado em Rádio Vaticano.

“O Evangelho não é uma propriedade exclusiva de quem o recebeu, mas um dom a ser partilhado e comunicado” – Mensagem do Papa para o Dia Mundial da Missões 2011 (Rádio Vaticano)

Fonte/imagem:Clicapiaui

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Fonte: Rádio Vaticano

26/01/2011

MENSAGEM DO PAPA PARA DIA MUNDIAL DAS MISSÕES 2011

Cidade do Vaticano, 26 jan (RV) – Foi publicada, nesta terça-feira, a mensagem de Bento XVI para o Dia Mundial das Missões 2011, que se realizará em 23 de outubro próximo.

O Papa reitera na mensagem que a evangelização é uma dimensão essencial da Igreja e uma tarefa urgente hoje, pois a secularização faz com que muitas pessoas vivam como se Deus não existisse.

“O Evangelho não é uma propriedade exclusiva de quem o recebeu, mas um dom a ser partilhado e comunicado” – sublinha o Papa, reiterando que todo batizado é chamado a levar a todos a Boa Nova do Evangelho.

Bento XVI ressalta que aumenta o número de pessoas que tendo recebido o anúncio do Evangelho o esqueceram e abandonaram. “Esta em andamento uma mudança cultural, alimentada pela globalização e pelo relativismo, uma mudança que leva a um estilo de vida que exclui a mensagem do Evangelho e exalta a busca do bem-estar, do dinheiro fácil, da carreira e do sucesso como objetivo de vida, mesmo em detrimento dos valores morais” – disse ainda o Papa.

O Santo Padre convida os fiéis a responderem à vocação missionária resposta essencial para a vida da Igreja. “A obra evangelizadora é essencial para a Igreja e não pode ser considerada simplesmente como uma das várias atividades pastorais” – sublinha Bento XVI.

Referindo-se a Paulo VI, a mensagem ressalta que a animação missionária dá uma atenção particular à solidariedade. “É inaceitável que a evangelização transcure as questões relativas à promoção humana, justiça e libertação de todas as formas de opressão, obviamente, respeitando a autonomia da esfera política. Ignorar os problemas temporais da humanidade significa esquecer a lição que vem do Evangelho sobre o amor ao próximo que está sofrendo” – frisa Bento XVI.

O Dia Mundial das Missões “é um chamado a revigorar em cada pessoa o desejo e a alegria de ir ao encontro da humanidade levando a todos, Cristo” – conclui a mensagem. (MJ)

Publicado em Rádio Vaticano.

“Estamos celebrando a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos e todas as pessoas que crêem em Cristo estão convidadas a rezar pelo dom da plena comunhão” – Papa Bento XVI (Rádio Vaticano – 19.01.2011)

Fonte/imagem /artigo: Conselho Nacional de Igrejas Cristãs no Brasil (CONIC) – “18/01/2011 – Igrejas cristãs se unem em oração pela unidade

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Fonte: Rádio Vaticano

19.01.2011

CATEQUESE DO PAPA SOBRE SEMANA DE ORAÇÃO PELA UNIDADE DOS CRISTÃOS

Cidade do Vaticano, 19 jan (RV) – Bento XVI acolheu na Sala Paulo VI, no Vaticano, na manhã desta quarta-feira, dia de Audiência Geral, vários fiéis e peregrinos.

Na catequese de hoje, o Papa falou sobre a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, atualmente celebrada em vários países do mundo. A Igreja no Brasil celebra a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos entre o Domingo da Ascensão e o Domingo de Pentecostes.

“Estamos celebrando a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos e todas as pessoas que crêem em Cristo estão convidadas a rezar pelo dom da plena comunhão” – frisou Bento XVI.

“A comunidade estava unida na escuta dos ensinamentos dos apóstolos, na comunhão, no partir o pão e na oração. Estes quatro elementos ainda são os pilares da vida de cada comunidade cristã e formam a base sobre a qual construir a unidade, progresso visível da Igreja” – disse ainda o Santo Padre.

O Papa frisou que “como discípulos de Cristo, todos nós devemos testemunhar ao mundo o Deus que se revelou a nós em Jesus Cristo, que nos trouxe a mensagem que orienta e ilumina o caminho das pessoas de todos os tempos”.

Bento XVI ressaltou a “importância de crescer a cada dia no amor recíproco a fim de superar as barreiras que ainda existem entre os cristãos”.

A seguir, o Pontífice fez um resumo de sua catequese em português, saudou os fiéis lusófonos presentes na audiência e concedeu a todos a sua bênção apostólica.

Queridos irmãos e irmãs,

Estamos celebrando a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, cujo tema, neste ano, refere-se à experiência da primeira comunidade cristã, descrita nos Atos dos Apóstolos: “Eles eram perseverantes em ouvir o ensinamento dos apóstolos, na comunhão fraterna, na fração do pão e nas orações” (At 2, 42). Aqui encontramos quatro características que definem a primeira comunidade e que constituem uma sólida base para a construção da unidade visível da Igreja: “Escutar o ensinamento dos apóstolos”, ou seja, o testemunho da missão, vida, morte e ressurreição do Senhor; “a comunhão fraterna”, isto é, dividir os próprios bens, materiais e espirituais; “a fração do pão” – a eucaristia – o ápice da nossa união com Deus e que representa a plenitude da unidade; e, finalmente, “a oração”, que deve ser a atitude constante dos discípulos de Cristo. Com efeito, o caminho para a construção da unidade entre os cristãos deve manter no centro a oração: isso nos lembra que a unidade não é um simples fruto da ação humana, mas é, acima de tudo, um dom de Deus.

Amados peregrinos de língua portuguesa, sede bem-vindos! A todos saúdo com grande afeto e alegria, exortando-vos a perseverar na oração, pedindo a Deus o dom da unidade, a fim de que se cumpra no mundo inteiro o seu desígnio de salvação! Ide em paz!

Publicado em Rádio Vaticano.

O papa Bento XVI enviou, nesta sexta-feira, 14, uma mensagem de solidariedade às vítimas das chuvas na região serrana do Rio de Janeiro (Flos Carmeli)

Fonte: Flos Carmeli

Mensagem do Santo Padre às Vitimas

O papa Bento XVI enviou, nesta sexta-feira, 14, uma mensagem de solidariedade às vítimas das chuvas na região serrana do Rio de Janeiro. Em telegrama assinado pelo secretário de Estado do Vaticano, cardeal Tarcísio Bertone, o papa se diz “consternado com as trágicas consequências das fortes chuvas que atingiram a região serrana do Estado do Rio de Janeiro, particularmente Teresópolis, Petrópolis e Nova Friburgo”.

Bento XVI manifesta sua solidariedade espiritual ao querido povo fluminense, nessa hora difícil” e “recomenda as vítimas a Deus misericordioso e implora a assistência e consolação divina para os desalojados e quantos sofrem física e moralmente, enviando-lhes uma propiciadora bênção apostólica”. O telegrama foi enviado ao bispo de Petrópolis, dom Filippo Santoro.

Os números da maior tragédia climática do país não param de crescer. Os mortos já passam de 700 e são milhares de desabrigados e desalojados na região serrana do Rio.

A Igreja pede ajuda aos que sofrem.

Faça a sua doação:

Cáritas Arquidiocesana – Rio de Janeiro
Banco Bradesco
agência 0814-1
conta 48500-4.

Campanha “SOS Serra” – Diocese de Petrópolis
Banco Bradesco
Agência 4014
conta 11.4134-1

Campanha “SOS Nova Friburgo” – Diocese de Nova Friburgo
Banco Bradesco
Agencia 540
conta 114.000-0

Campanha “SOS Teresópolis – Donativos” – Prefeitura de Teresópolis
Banco do Brasil
agência 0741
conta é 110000-9

Publicado em Flos Carmeli,

O Papa ao Corpo diplomático: “devem ser garantidas às comunidades católicas a plena autonomia de organização e a liberdade de cumprir a sua missão” (Agência Fides – 11.01.2011)

Fonte: Agência Fides

11.01.2011

VATICANO – O Papa ao Corpo diplomático: “devem ser garantidas às comunidades católicas a plena autonomia de organização e a liberdade de cumprir a sua missão”

Cidade do Vaticano (Agência Fides) – “A dimensão religiosa é uma característica inegável e irrefreável do ser e do agir do homem… Por isso, quando o próprio indivíduo ou aqueles que o rodeiam negligenciam ou negam este aspecto fundamental, geram-se desequilíbrios e conflitos a todos os níveis, tanto no plano pessoal como no interpessoal”. Assim afirmou o Santo Padre Bento XVI em seu discurso ao Corpo diplomático acreditado junto à Santa Sé, recebido em audiência para os votos de início de ano, em 10 de janeiro. Partindo de sua Mensagem para o Dia Mundial da Paz 2011, dedicado à liberdade religiosa como “caminho fundamental para a construção da paz”, o Papa tocou no discurso as diversas situações de hoje no mundo nas quais o direito à liberdade religiosa é lesado ou negado.

“Este direito do homem – explicou o Pontífice – “é na realidade, o primeiro dos direitos, porque historicamente se afirmou em primeiro lugar e ainda porque tem como objeto a dimensão constitutiva do homem, isto é, a sua relação com o Criador”. Com o olhar no Oriente, onde numerosos atentados “semearam morte, sofrimento e desconcerto entre os cristãos do Iraque, a ponto de os impelir a deixar a terra onde seus pais viveram ao longo dos séculos”, Bento XVI renovou o apelo às Autoridades e líderes religiosos muçulmanos “a trabalharem para que os seus concidadãos cristãos possam viver em segurança e continuar a prestar a sua contribuição à sociedade de que são membros com pleno título”. Também os ataques terroristas que atingiram fiéis reunidos em uma igreja em Alexandria, no Egito, são “um sinal da urgente necessidade que há de os governos da região adotarem, não obstante as dificuldades e as ameaças, medidas eficazes para a proteção das minorias religiosas”. O Pontífice reiterou em seguida que a “liberdade religiosa não é plenamente aplicada quando se garante apenas a liberdade de culto, demais a mais com limitações”, encorajando programas que, desde a escola primária e no quadro do ensino religioso, eduquem para o respeito de todos os irmãos em humanidade”.

No que diz respeito aos Estados da Península Arábica, “onde vivem numerosos trabalhadores emigrantes cristãos”, o Papa auspiciou que “a Igreja Católica possa dispor de adequadas estruturas pastorais”. O Papa reservou uma menção especial à lei contra a blasfêmia no Paquistão, encorajando as autoridades “a realizarem os esforços necessários para a ab-rogar, tanto mais que é evidente que a mesma serve de pretexto para provocar injustiças e violências contra as minorias religiosas”. Outras situações preocupantes “podem ser mencionadas no Sul e Sudeste do continente asiático” – recordou o Pontífice, evidenciando que “o peso particular de uma determinada religião numa nação não deveria jamais implicar que os cidadãos pertencentes a outra confissão fossem discriminados na vida social ou, pior ainda, que se tolerasse a violência contra eles”. O diálogo inter-religioso è chamado a favorecer “um compromisso comum por reconhecer e promover a liberdade religiosa de cada pessoa e de cada comunidade”.

Enfim, o Santo Padre citou a África, onde os ataques contra lugares de culto na Nigéria, precisamente enquanto se celebrava o Natal de Cristo, são outro “triste testemunho” da violência contra os cristãos. Destaca-se ainda que em vários países, “a Constituição reconhece uma certa liberdade religiosa, mas, de fato, a vida das comunidade religiosas torna-se difícil e por vezes até precária, porque o ordenamento jurídico ou social se inspira em sistemas filosóficos e políticos que postulam um estrito controle – para não dizer um monopólio – do Estado sobre a sociedade”. A este respeito, o Santo Padre pediu “que cessem tais ambiguidades, de maneira que os crentes não se vejam lacerados entre a fidelidade a Deus e a lealdade à sua pátria”. De modo especial, Bento XVI pediu que “sejam garantidas às comunidades católicas a plena autonomia de organização e a liberdade de cumprir a sua missão, de acordo com as normas e padrões internacionais neste campo”. O Papa dirigiu também seu pensamento à comunidade católica da China continental e a seus Pastores, “que vivem um período de dificuldade e provação”, e às Autoridades de Cuba, a fim de que o “diálogo, que felizmente se instaurou com a Igreja, se reforce e amplie ainda mais”. Voltando o olhar para o ocidente, o Santo Padre citou outros tipos de ameaças contra o pleno exercício da liberdade religiosa: a “crescente marginalização” da religião, considerada “um fator sem importância, alheio à sociedade moderna ou mesmo desestabilizador”, “chegando a pretender que os cristãos ajam, no exercício da sua profissão, sem referimento às suas convicções religiosas e morais, e mesmo em contradição com elas”. A eliminação da vida pública de “festas e símbolos religiosos, em nome do respeito por quantos pertencem a outras religiões ou por aqueles que não acreditam”. “Reconhecer a liberdade religiosa significa, além disso, garantir que as comunidades religiosas possam agir livremente na sociedade, com iniciativas nos setores social, caritativo ou educativo… Causa preocupação ver este serviço que as comunidades religiosas prestam a toda a sociedade, particularmente em favor da educação das jovens gerações, comprometido ou dificultado por projetos de lei que correm o risco de criar uma espécie de monopólio estatal”.

Outra ameaça à liberdade religiosa das famílias em alguns países europeus é a “participação em cursos de educação sexual ou cívica que propagam concepções da pessoa e da vida pretensamente neutras mas que, na realidade, refletem uma antropologia contrária à fé e à reta razão”. Na parte conclusiva de seu discurso, o Santo Padre recordou alguns princípios aos quais a Santa Sé, com toda a Igreja, se inspira: “em primeiro lugar, aparece a convicção de que não se pode criar uma espécie de escala na gravidade da intolerância com as religiões”; “há que rejeitar também o contraste perigoso que alguns querem instaurar entre o direito à liberdade religiosa e os outros direitos do homem, esquecendo ou negando assim o papel central do respeito da liberdade religiosa na defesa e proteção da alta dignidade do homem”; enfim “não basta uma proclamação abstrata da liberdade religiosa: esta norma fundamental da vida social deve encontrar aplicação e respeito a todos os níveis e em todos os campos”. Depois de recordar também que “a atividade dos Representantes Pontifícios junto dos Estados e das Organizações Internacionais está ao serviço da liberdade religiosa” e ressaltar com satisfação que “as autoridades vietnamitas aceitaram que eu designe um Representante, que há-de com as suas visitas exprimir à querida comunidade católica deste país a solicitude do Sucessor de Pedro”, Bento XVI concluiu “que a religião não constitui um problema para a sociedade, não é um fator de perturbação ou de conflito. Quero repetir que a Igreja não procura privilégios, nem deseja intervir em âmbitos alheios à sua missão, mas simplesmente exercer a mesma com liberdade… Que nenhuma sociedade humana se prive, voluntariamente, da contribuição fundamental que são as pessoas e as comunidades religiosas!”. (SL) (Agência Fides 11/01/2011)

Publicado em Agência Fides.

“O anúncio do Natal é luz também para os povos, para o caminho coletivo da humanidade …” Mensagem do Papa Bento XVI (Agência Fides – 28.12.2010)

Fonte: Agência Fides

28.12.2010

VATICANO – O anúncio do Natal “motivo de esperança para todos aqueles cuja dignidade foi ofendida e violada, porque Aquele que nasceu em Belém veio libertar o homem da raiz de toda escravidão”

Cidade do Vaticano (Agência Fides) – O anúncio do Natal é luz também para os povos, para o caminho coletivo da humanidade … Crer em Deus, que quis partilhar a nossa história é um incentivo constante para se ocupar dela, mesmo em meio às suas contradições. É motivo de esperança para todos aqueles cuja dignidade é ofendida e violada, porque Aquele que nasceu em Belém veio para libertar o homem da raiz de toda escravidão”. Estas são as palavras da mensagem de Natal do Papa Bento XVI, proferidas no dia de Natal, sábado, 25 de dezembro, da varanda central da Basílica de São Pedro antes dar a bênção Urbi et Orbi. Olhando para a situação do mundo, o Papa continuou: “A luz do Natal brilha novamente naquela terra onde Jesus nasceu e inspire israelenses e palestinos a buscarem uma convivência justa e pacífica. O anúncio consolador da vinda do Emmanuel alivie a dor e console nas provações as queridas comunidades cristãs no Iraque e em todo o Oriente Médio, dando-lhes conforto e esperança para o futuro e animando os líderes das nações a uma solidariedade concreta para com eles”. O Papa também fez um apelo à solidariedade internacional para as pessoas que no Haiti “sofrem as conseqüências do terremoto devastador e do recente surto de cólera”, e exortou a não esquecer as vítimas das recentes catástrofes naturais, na Colômbia, Venezuela, Guatemala e Costa Rica. O Papa “perspectivas de uma paz duradoura e de autêntico progresso” para o povo da Somália, Darfur e na Costa do Marfim”. O Natal do Senhor “promova a estabilidade política e social de Madagáscar; leve segurança e respeito pelos direitos humanos no Afeganistão e no Paquistão; incentive o diálogo entre Nicarágua e Costa Rica; favoreça a reconciliação na península coreana”. O Papa continuou: “A celebração do nascimento do Redentor promova o espírito de fé, paciência e coragem nos fiéis da Igreja na China continental, para que não se desanimem por causa das limitações de sua liberdade de religião e de consciência e, perseverando na fidelidade a Cristo e à sua Igreja, mantenham viva a chama da esperança. O amor do ‘Deus conosco’ doe perseverança a todas as comunidades cristãs que sofrem discriminações e perseguições, e inspire os líderes políticos e religiosos que se comprometerem em favor do pleno respeito pela liberdade religiosa de todos”. (SL) (Agência Fides 28/12/2010)

Haiti: “a situação é dramática; ajudem-nos, aqui precisamos de tudo” – Padre Antonio Menegón, Camiliano – responsável pela Missão Camiliana no Haiti – 13.12.2010

Fonte/imagem/reportagem: AFP – 15.12.2010 – “Comissão para reconstrução do Haiti aprova US$ 430 milhões em projetos” – Comissão Interina para a Reconstrução do Haiti

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Fonte: Agência Fides

13.12.2010

AMÉRICA/HAITI – Violências e cólera: a “situação é dramática; ajudem-nos, aqui precisamos de tudo”

Porto Príncipe (Agência Fides) – “A situação na ilha piora sempre mais, estamos já com 2.100 mortos e fala-se de 400 mil contágios e 200 mil mortos caso a epidemia não for detida”: estas são as últimas notícias comunicadas por padre Antonio Menegòn, Camiliano, Responsável pela Missão Camiliana no Haiti, à Agência Fides (veja Fides 26/11/2010). “A situação é dramática também por causa da violência que domina o país depois das eleições; tudo está fechado e parado – afirma pe. Menegòn. O porto e o aeroporto estão fechados, há poucos voos. Devido às violências, os Estados Unidos e o Canadá fecharam suas embaixadas. As lojas estão sendo saqueadas. Não conseguimos nos abastecer de medicamentos e gasolina porque está tudo fechado”. O missionário Camiliano prossegue: “nosso hospital continua a acolher os doentes de cólera. Alguns morreram, outros se curaram. Durante um velório em que não se sabia que a causa da morte era a cólera, morreram 25 membros de uma família. Com outros hospitais, estamos tentando deter esta emergência, mas é tudo muito complicado. A Província Camiliana de Turim está enviando éter, antibióticos e outros medicamentos para combater a cólera. Os problemas são muitos e a situação está cada vez mais grave”.

Padre Crescenzo Mazzell. “A situação é dramática – diz padre Crescenzo – ajudem-nos, precisam de tudo, e também que Deus dirija seu olhar ao Haiti”. De Jeremie, outro Camiliano, padre Massimo, informa que já há 500 mortes certas, mas certamente são o duplo, porque todo o país está infectado. Também na casa dos religiosos há doentes e mortos. No hospital público, há milhares de pessoas abandonadas e contagiadas.

(AM/AP) (13/12/2010 Agência Fides)

Brinquedos que alimentam a cultura da violência (Artigo – Prof. Sílvio de Sá Arantes – Colégio Franciscano João XXIII)

Fonte/imagem/texto: “INFÃNCIA: O que pensa uma criança iraquiana? A violência banalizada!” (Saulo Valley) -http://saulovalley.blogspot.com/2010/10/infancia-o-que-pensa-uma-crianca.html

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BRINQUEDOS QUE ALIMENTAM A CULTURA DA VIOLÊNCIA

Por Prof. Sílvio de Sá Arantes*

A nossa sociedade está acostumada com notícias que evidenciam a cultura da violência no lar, na escola e em outros ambientes, acomodando-se  à fatalidade de casos reais como normais. Os movimentos que se manifestam contra esta cultura de violência, muitas vezes, são banalizados por vários meios. A família é bombardeada por contravalores apresentados em novelas, seriados, brinquedos comuns e eletrônicos. Uma medida muito adequada seria o filtro da própria família em questões de programas e brinquedos que são de fácil acesso para os filhos, mudando, assim, as tendências e conceitos. Proibir só não bastaria: toda privação deve ser muito bem dialogada e fundamentada para surgir daí uma postura consciente e decisiva. É um bom começo para a implantação da paz que tanto sonhamos para nossos filhos.

*Colégio Franciscano João XXIII – SP

Fonte: Folhinha do Sagrado Coração