O humano vem sendo substituído pelo artifício, e nem mesmo os sentimentos, as emoções estão fora de seu alcance. O mundo virtual está mudando, em sentido geral, a noção do que é viver em uma perspectiva ampla… A Ciência tem se mostrado em muitos campos, um bem para a Humanidade. Mas sabemos que, em geral, oculta conteúdos nefastos ao longo de seu desenvolvimento. Este blog é uma tentativa, e ao mesmo tempo, uma proposta de autopreservação tanto emocional quanto espiritual. Quanto aos visitantes do blog "Castelo Interior", penso que o legado de Santa Teresa, bem como as contribuições da cristandade podem propiciar este "cuidado interior". Aliás, um cuidado vital que envolve nossas mentes, nossas almas. O título do blog é uma reverência à vida e à obra de Santa Teresa de Jesus (Ávila). Suas leituras me inspiraram, e mais que isto, continuam me ensinando a viver neste tempo caótico, a interpretá-lo à luz da Fé. A partir do que compreendi de seus escritos "Castelo Interior" e "Livro da Vida", e os mais breves (estou no início de "Caminho da Perfeição"), me lancei à proposta de uma "mescla" entre Jornalismo, Literatura (suas Obras, por excelência, através da análise de estudiosos carmelitanos descalços, principalmente), com abertura para textos clássicos católicos, e artigos universais e relevantes, segundo a ótica da doutrina católica. Por fim, acredito que a produção de Santa Teresa de Ávila evidenciará o quanto sua produção nos insere em uma inevitável espiral de espiritualidade. Seu tempo, como o nosso, estava impregnado de perigos extremos – tanto para o corpo, quanto para a alma. Entretanto, esta Doutora da Igreja deixou-nos, em seus três principais escritos, a essência de seu pensamento: "Nada te turbe, nada te espante. Tudo se pasa. Dios no se muda. La paciencia todo lo alcanza. Quien a Dios tiene nada le falta. Sólo Dios basta!" (Santa Teresa de Jesus). Este blog foi criado em 2007 e não tem fins comerciais.
No Natal Deus se esconde e se humilha, assumindo condição humana. Na Epifania, Deus se manifesta e mostra a todas as nações sua glória divina e realeza. A Epifania revela o aspecto glorioso do mistério natalino; o caráter universal da mensagem do Evangelho e a missão da Igreja de fazer com que todos reconheçam o Cristo como encarnação amorosa de Deus. “Nós vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorar o Senhor!” Num contraste muito grande com a cegueira e o orgulho de Herodes e dos sábios de Israel, cheios de boa vontade e atentos aos sinais dos tempos, os Magos se dispõem a correr a aventura da fé. Realizam assim as profecias e rompem os limites estreitos da concepção judaica da História da Salvação. Somos também convidados para ir a “Belém” e encontrar Deus que se revela.
Frei Anacleto Luiz Gapski, OFM
BATISMO DO SENHOR Mc 1, 7-11)
O Batismo é a última Festa da Manifestação do Senhor do ciclo do Natal. Ela constitui uma grande revelação da Santíssima Trindade e de Jesus Cristo como Filho amado e o Espírito Santo é visto pairar sobre Jesus. Jesus diz: “Nós devemos cumprir toda a justiça”. Ele não precisava de batismo, mas, mergulhando nas águas, quis assumir a humanidade pecadora. como na Encarnação, Deus assumiu o ser humano como criatura pecadora mortal. Como tocou nas águas do Jordão, Jesus continua a tocar a Humanidade, restabelecendo a justiça entre Deus e o ser humano pecador. Jesus nos tocou no Batismo e, agora, na Eucaristia.
Frei Alberto Beckhäuser, OFM
Fonte: Folhinha do Sagrado Coração de Jesus (2012).
O Natal perdeu há pelos três décadas, em todo o mundo cristão, o seu verdadeirro significado: a data que marca a chegada do Messias, o Salvador, o Filho de Deus, Jesus Cristo. Foi anunciada pelos profetas do Antigo Testamento. Ele nasceria de uma virgem, e seria concebido envolto em mistério.
Veio em carne, para redimir a Humanidade do passado, da sua época e do futuro. E, além disso, apesar de nada acrescentar à Lei dada pelo próprio Criador a Moisés, explicou-a pelo viés do Amor, da Miserricórida. Este legado é contado, através de vários ângulos, pelos Apóstolos. Já estabelecida com uma mínima hierarquia na Igreja Primitiva, na qual São Pedro foi o primeiro representante da comunidade cristã. Ele e seus sucessores, guardaram os escritos que viriam formar o Novo Testamento. Reunidos, após cerca de quatro séculos de perseguições e martírios pelos pagãos, a Igreja Católica, já instituída (denominada desse modo no sentido de ser universal), tem, na atualidade, como representante de Cristo, enquanto aguardamos sua segunda vinda, o Papa Bento XVI. Este continuamente nos insta a prestarmos a atenção na pessoa de Jesus de Nazaré, na essência de sua Palavra, aplicando-a em nossas vidas, ainda que o mundo ocidental tenha dado as costas a praticamente tudo que herdou da herança cristã.
Os presentes e a confraternização (em geral, com muito álcool), incentivados há semanas por apelos comerciais, darão o tom da festa, infelizmente. Cristo vai estar ausente nos corações da maioria que comemora este Natal, e, ao que parece, o mesmo se repetirá nos próximos. Para quem pode, será uma festa cada vez mais ostentatória… Penso que, já seria um alento que o mundo cristão se desse conta que entregou seu coração à irreligiosidade, e voltasse Jesus Cristo: “Caminho, Verdade e Vida”.
Desejo a todos que o Natal seja inspirado no nascimento do Menino Jesus, que nasce no tempo humano e nos nossos corações para nos trazer amor, luz e paz! (LBN)
Comentário ao Evangelho do dia feito por : São Bernardo (1091-1153), monge cistercense e doutor da Igreja
Primeiro sermão para a Vigília de Natal
Céus, escutai! Terra, ouve com atenção! Que todas as criaturas, e sobretudo o homem, sejam arrebatadas de admiração e irrompam em louvores: «Jesus Cristo, Filho de Deus, nasce em Belém da Judeia». […] Haverá notícia mais bela a anunciar à terra? […] Alguma vez se ouviu coisa parecida, alguma vez o mundo soube de alguma coisa semelhante? «Em Belém da Judeia nasce Jesus Cristo, o Filho de Deus.» Tão poucas palavras para exprimir a vinda do Verbo, a Palavra de Deus feita criança, mas que doçura nestas palavras! […] «Jesus Cristo, o Filho de Deus, nasce em Belém.» Nascimento de uma santidade incomparável: honra do mundo inteiro, exaltação de todos os homens devido ao bem imenso que Ele lhes traz, admiração dos anjos por causa da profundidade deste mistério de uma novidade sem paralelo (cf Ef 3,10). […]
«Jesus Cristo, Filho de Deus, nasce em Belém da Judeia». Vós que estais deitados na poeira, erguei-vos e louvai Deus! Eis o Senhor que chega com a salvação, eis a vinda do Ungido do Senhor, do Seu Messias, ei-Lo que vem na Sua glória. […] Feliz daquele que se sente atraído por Ele e que «acorre à fragrância dos Seus perfumes» (Ct 1,4 LXX): ele verá «a glória que lhe vem do Pai como Filho único» (Jo 1,14).
Vós que estais perdidos, respirai! Jesus vem salvar o que perecera. Vós, os doentes, voltai a ser saudáveis: Cristo vem estender o bálsamo da Sua misericórdia sobre a chaga dos vossos corações. Estremecei de alegria, todos vós que sentis grandes desejos: o Filho de Deus vem a vós para fazer de vós co-herdeiros do Seu Reino (Rm 8,17). Sim, Senhor, peço-Te, cura-me e ficarei curado; salva-me e serei salvo (Jr 7,14); glorifica-me e ficarei verdadeiramente na glória. Sim, «que a minha alma bendiga o Senhor e que tudo em mim bendiga o Seu santo nome» (Sl 102,1). […] O Filho de Deus faz-Se homem para fazer dos homens filhos de Deus.
Este é o final da a quarta e última pregação do Advento de 2011, pronunciada nesta manhã de sexta-feira no Vaticano pelo pregador da Casa Pontifícia, Padre Raniero Cantalamessa, OFM Cap.
Leia mais abaixo, a íntegra desta pregação, que fala do apostolado dos leigos, e foi publicada pela Agência Zenit, de Roma. (LBN)
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“Daqui a dois dias é Natal. É reconfortante para os irmãos leigos lembrar que ao redor da manjedoura de Jesus, além de Maria e José, estavam os seus representantes, os pastores e os magos.
O Natal no leva de volta à ponta da ponta do rastro do navio, porque tudo começou a partir daí, daquela criança na manjedoura. Na liturgia escutaremos proclamar “Hodie Christus Natus est, hodie Salvator apparuit”, “Hoje Cristo nasceu, hoje o Salvador apareceu”. Ouvindo-os, repensamos aquilo que dissemos da anamnese que torna o evento mais presente do que quando aconteceu pela primeira vez”. Sim, Cristo nasce hoje, porque ele realmente nasce para mim no momento que reconheço e creio no mistério. “O que me aproveita que Cristo tenha nascido uma vez em Belém, se não nascer de novo pela fé em meu coração?” São palavras pronunciadas por Orígenes e repetidas por Santo Agostinho e São Bernardo. (Orígenes, Comentário ao Evangelho de Lucas, 22,3 (SCh. 87, p. 302).
Façamos nossa a invocação escolhida pelo nosso Santo Padre para os seus votos natalícios desse ano e repitamos com todo o anseio do coração: fazemos nossa a invocação próprios escolhidos pelo nosso Santo Padre para o seu cartão de Natal deste ano e repeti-lo com todo o anseio do coração: “Veni ad salvandum nos”, Vem, Senhor, e salva-nos!” (…)
CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 23 dezembro de 2011 (ZENIT.org) – Publicamos a seguir a quarta e última pregação do Advento de 2011, pronunciada nesta manhã de sexta-feira no Vaticano pelo pregador da Casa Pontifícia, Padre Raniero Cantalamessa, OFM Cap.
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Recomeçar do início
A atual onda de evangelização
1. Um novo destinatário do anúncio
“Prope est iam Dominus: venite, adoremus”: O Senhor está próximo: venham, adoremos. Começamos essa meditação, como inicia a liturgia das horas nestes dias antes do Natal, para que também essa faça parte de nossa preparação para a solenidade..
Terminemos hoje as nossas reflexões sobre a evangelização.Tentei reconstruir, nas meditações anteriores, três grandes ondas de evangelização na história da Igreja. Certamente poderíamos ter lembrado de outros grandes empreendimentos missionários, como o que começou São Francisco Xavier no século XVI no Oriente – Índia, China e Japão – como também a evangelização do continente Africano no século XIX pelas mãos de Daniel Comboni, do cardeal Guglielmo Massaia e de tantos outros. No entanto, há uma razão pela escolha feita, que eu espero que tenha podido transparecer das reflexões realizadas.
Aquilo que muda e que distingue as várias ondas evangelizadoras lembradas, não é o objeto do anúncio – “a fé, transmitida aos santos uma vez por todas”, como é chamada pela Carta de Judas -, mas os destinatários da mesma, respectivamente o mundo greco-romano, o mundo bárbaro e o novo mundo, ou seja, o continente americano.
Então nos perguntamos: quem é o novo destinatário, que nos permite falar da atual evangelização de hoje, da quarta onda de nova evangelização? A resposta é: o mundo ocidental secularizado e, em alguns aspectos, pós-cristão. Esta especificação que já aparecia nos documentos do Beato João Paulo II, tornou-se explícita no ensinamento do Santo Padre Bento XVI. No Motu Proprio com o qual ele criou o “Pontifício Conselho para a Promoção da nova evangelização”, ele fala de “muitos países de antiga tradição cristã, que se tornaram refratários à mensagem do Evangelho (Bento XVI, Motu Proprio “Ubicunque et semper”).
No Advento do ano passado tentei caracterizar este novo destinatário do anúncio, resumindo-o em três pontos: cientificismo, secularismo e racionalismo. Três tendências que levam a um resultado comum, o relativismo.
E juntamente com a aparição no cenário de um novo mundo para evangelizar, vimos cada vez o surgimento de uma nova categoria de anunciadores: os bispos, nos primeiros três séculos (sobretudo no III), os monges na segunda onda e os frades na terceira. Também hoje testemunhamos o surgimento de uma nova categoria de protagonistas da evangelização: os leigos. Não se trata evidentemente da substituição de uma categoria pela outra, mas de uma nova parcela do Povo de Deus que se acrescenta às outras, permanecendo sempre os bispos, encabeçados pelo Papa, os guias oficiais e os responsáveis últimos pela tarefa missionária da Igreja.
2. Como o rastro deixado por um grande navio
Eu disse que ao longo dos séculos mudaram os destinatários do anúncio, mas não o anúncio em si. Porém, devo esclarecer esta última afirmação. É verdade que não pode mudar a essência do anúncio, mas pode e deve mudar a maneira de apresentá-lo, as prioridades, a partir de que ponto começar o anúncio.
Resumimos os progressos realizados pelo anúncio do Evangelho para chegar até nós. Há, antes de tudo, o anúncio feito por Jesus que tem por objeto central a notícia: “Já chegou a vós o Reino de Deus”. Depois desta fase única e irrepetível, que chamamos de “o tempo de Jesus”, acontece, depois da Páscoa, “o tempo da Igreja”. Nesse, Jesus não é mais o anunciador, mas o anunciado; a palavra “Evangelho” não significa mais “a boa nova de Jesus”, mas a boa nova sobre Jesus, ou seja, que tem por objeto a Jesus e, em particular , sua morte e ressurreição. Isto é o que São Paulo entende sempre com a palavra “Evangelho”.
É necessário, porém, estar atentos para não separar muito os dois tempos e os dois anúncios, aquele de Jesus e aquele da Igreja, ou, como se costuma dizer faz tempo, o “Jesus histórico” do “Cristo da fé”. Jesus não é somente o objeto do anúncio da Igreja, a coisa anunciada. Ai de o reduzir apenas a isso! Seria esquecer a ressurreição. No anúncio da Igreja é o Cristo ressucitado que, com o seu Espírito, ainda fala; ele é também o sujeito que anuncia. Como diz um texto do Concílio: “Cristo está presente na sua palavra, pois é Ele quem fala quando lemos as Escrituras na Igreja.” (Sacrosanctum concilium, n. 7).
Partindo do anúncio inicial da Igreja, o kerygma, podemos resumir com uma imagem o desenvolver-se sucessivo da pregação da Igreja. Pensemos no rastro deixado por um navio. Começa com uma ponta, que é a ponta do navio, mas vai se espalhando sempre mais, até perder-se no horizonte e tocar as duas margens opostas do mar. É o que aconteceu com o anúncio da Igreja; começou com uma ponta: o kerygma “Cristo morreu pelos nossos pecados e ressuscitou para nossa justificação” (cf. Rm 4, 25, 1 Cor 15,1-3 ); de modo ainda mais significativo e sintético: “Jesus é o Senhor” (Atos 2, 36; Rm 10,9).
Uma primeira expansão deste ponto ocorreu com o nascimento dos quatro evangelhos, escritos para explicar aquele núcleo inicial, e com o resto do Novo Testamento; depois disso veio a tradição da Igreja, com seu ensinamento, a sua teologia, as suas instituições, as suas leis, a sua espiritualidade. O resultado final é uma imensa riqueza que nos faz imaginar precisamente o rastro do navio na sua expansão máxima.
Por tanto, neste ponto, caso queiramos reevangelizar o mundo secularizado, faz-se necessário uma escolha. Por onde começar? A partir de qualquer ponto do rastro deixado, ou pela ponta? A imensa riqueza de doutrina e de instituições podem se tornar uma desvantagem se queremos apresentar-nos assim ao homem que perdeu todo o contato com a Igreja e já não sabe quem é Jesus. Seria como colocar uma daquelas enormes e pesadas capas pluviais de brocado em cima de uma criança.
É necessário ajudar este homem a estabelecer uma relação com Jesus; fazer com ele o que Pedro fez no dia de Pentecostes com as três mil pessoas presentes: falar-lhes do Jesus que nós crucificamos e que Deus ressuscitou, levá-lo ao ponto no qual também ele, tocado no coração, peça: “O que devemos fazer, irmãos?” e nós responderemos, como disse Pedro: “Arrependei-vos, recebam o batismo, se ainda não o receberam, ou confessem-se se já são batizados”.
Aqueles que responderão ao anúncio se unirão, também hoje, como então, à comunidade dos crentes, escutarão o ensinamento dos apóstolos e tomarão parte na fração do pão; segundo o chamado e a resposta de cada um, poderão fazer próprio, aos poucos, todo este imenso patrimônio nascido do Kerygma. Nâo se aceita Jesus por causa da palavra da Igreja, mas se aceita a Igreja por causa da palavra de Jesus.
Temos um aliado neste esforço: o fracasso de todas as tentativas do mundo secular para substituir o Kerygma cristão por outros “gritos” e outros “slogans”. Costumo usar o exemplo da famosa pintura do pintor norueguês Edvard Munch, intitulada “O Grito”. Um homem em cima de uma ponte, sobre um fundo avermelhado, com as mãos ao redor de sua boca escancarada, emite um grito que, entende-se imediatamente, é um grito de angústia, um grito vazio, sem palavras, só o som. Parece-me a descrição mais eficaz da situação do homem moderno que, tendo esquecido o grito cheio de conteúdo que é o kerygma, se vê obrigado a gritar ao vazio da própria angústia existencial. Se, como alguém disse, “Deus é a direção à qual o homem lança seu próprio grito”, então “O Grito” de Munch é, a seu modo, uma oração.
3. Cristo, nosso contemporâneo
Agora, deixe-me tentar explicar por que é possível, no Cristianismo, recomeçar, a qualquer momento, da ponta do navio, sem que isto seja um fingimento mental, ou uma simples tarefa de arqueologia. A razão é simples: aquele navio ainda navega o mar e o rastro deixado ainda começa por uma ponta!
Há um ponto onde eu não concordo com o filósofo Kierkegaard, que também disse coisas maravilhosas sobre a fé e sobre Jesus. Um dos seus temas favoritos é aquele da contemporaneidade de Cristo. Mas ele concebe tal contemporaneidade como um tornar-nos um contemporâneio de Cristo. “Aquele que crê em Cristo – escreve – é obrigado a fazer-se um contemporâneo seu no rebaixamento.” (S. Kierkegaard, Exercício do cristianismo, I, E, in Opere, aos cuidades de C. Fabro, Florença 1972, p. 708) A idéia é que para acreditar realmente, com a mesma fé exigida aos apóstolos, é necessário prescindir dos dois mil anos de história e de confirmações sobre Cristo e colocar-se no lugar daqueles a quem Jesus dirigia sua palavra: “Vinde a mim, vós todos que estais cansados e sobrecarregados e eu vos aliviarei “(Mateus 11, 28). Logo ele, um homem que não tinha uma pedra onde repousar a cabeça!
A verdadeira contemporaneidade de Cristo é outra coisa: é ele que se faz nosso contemporâneo, porque, tendo ressuscitado, vive no Espírito e na Igreja. Se nós nos fôssemos fazer contemporâneos de Cristo, seria uma contemporaneidade só intencional; mas, se é Cristo que se faz contemporâneio nosso, então é uma contemporaneidade real. De acordo com um pensamento arrojado da espiritualidade ortodoxa, “a anamnese é uma lembrança alegre que torna o passado ainda mais presente do que quando foi vivido.”Não é um exagero. Na celebração litúrgica da Missa, o evento da morte e ressurreição de Cristo se torna mais real para mim do que era na verdade para aqueles que testemunharam materialmente o evento, porque então havia uma presença “segundo a carne”, agora se trata de uma presença “segundo o Espírito”.
O mesmo quando se proclama com fé: “Cristo morreu pelos meus pecados, ressuscitou para a minha justificação, ele é o Senhor”. Um autor do século IV escreve: “Para cada homem, o princípio da vida é aquele, a partir do qual Cristo foi imolado por ele. Mas Cristo foi imolado por ele no momento em que ele reconhece a graça e se torna consciente da vida que lhe foi dada daquela imolação”.( Homilia pasqual do ano 387 , SCh 36, p. 59 s.)
Percebo que não é fácil e talvez nem mesmo possível dizer essas coisas para as pessoas, muito menos ao mundo secularizado de hoje; mas é o que nós, evangelizadores, temos que ter bem claro para tirar coragem disso e crer na palavra do evangelista João que diz: “Aquele que está em vocês é mais forte do que aquele que está no mundo” (1 Jo 4, 4).
4. Os leigos, protagonistas da evangelização
Dizia no início que, do ponto de vista dos protagonistas, a novidade, na atual fase da evangelização, são os leigos. Do seu papel na evangelização trataram o concílio na “Apostolicam Actuositatem”, Paulo VI na “Evangelii Nuntiandi”, João Paulo II na “Christifideles laici.”
As premissas desta chamada universal à missão já estão no Evangelho. Após o primeiro envio dos apóstolos em missão, Jesus, lê-se no Evangelho de Lucas, “designou outros setenta e dois, e os enviou dois a dois à sua frente a toda cidade e lugar aonde ele próprio devia ir” (Lc 10, 1). Esses setenta e dois discípulos foram provavelmente todos aqueles que ele tinha reunido até aquele momento, ou ao menos todos aqueles que estavam dispostos a comprometer-se seriamente por ele. Jesus, portanto, envia todos os seus discípulos.
Conheci um leigo dos Estados Unidos, pai de família, que, ao lado da sua profissão, desempenha também uma evangelização intensa. É um sujeito bem-humorado e que evangeliza ao som de estrondosas gargalhadas, como só os americanos sabem fazer. Quando ele vai para um lugar novo, começa dizendo muito sério: “Dois mil e quinhentos bispos, reunidos no Vaticano, pediram-me para vir e anunciar-vos o evangelho”. As pessoas ficam naturalmente curiosas. Ele então explica que os 2.500 bispos são aqueles que participaram no Concílio Vaticano II e escreveram o decreto sobre o apostolado dos leigos (Apostolicam Actuositatem), que convida todos os leigos cristãos a participarem na missão evangelizadora da Igreja. E estava absolutamente certo de dizer “me pediram.” Essas palavras não são faladas ao vento, para todos e para ninguém; são dirigidas pessoalmente a cada leigo católico.
Hoje conhecemos a energia nuclear que se libera da “fissão” do átomo. Um átomo de urânio é bombardeado e “partido” em dois pelo impacto de uma partícula chamada nêutron, liberando energia neste processo. Começa daí uma reação em cadeia. Os dois novos elementos “fissionam”, ou seja, partem-se por sua vez, dois outros átomos, estes outros quatro, e assim por bilhões de átomos, de modo que a energia “liberada” no final, é imensa. E não necessariamente energia destrutiva, porque a energia nuclear também pode ser usada para fins pacíficos, em favor do homem.
Neste sentido, podemos dizer que os leigos são um tipo de energia nuclear da Igreja no plano espiritual. Um leigo alcançado pelo Evangelho, vivendo ao lado de outros, pode “contagiar” outros dois, estes, outros quatro, e como os leigos cristãos não são só algumas dezenas de milhares como o clero, mas centenas de milhões, eles podem realmente desempenhar um papel decisivo na difusão, no mundo, da luz benéfica do Evangelho.
Do apostolado dos leigos não se começou a falar somente com o Concílio Vaticano II. Já se falava há tempo. O que, no entanto, o concílio contribuiu foi o título com o qual os leigos contribuem no apostalado da hierarquia. Eles não são meros colaboradores chamados a dar o seu contributo profissional, o seu tempo e os seus recursos; são portadores de carismas, com os quais, diz a Lumen Gentium, estão aptos e prontos para assumirem obras e ofícios, úteis na renovação e à maior expansão da Igreja”. (L.G., 12)
Jesus quis que seus apóstolos fossem pastores de ovelhas e pescadores de homens. Para nós, do clero, é mais fácil ser pastores que pescadores; ou seja, alimentar com a palavra e com os sacramentos aqueles que veem à Igreja, e não ir em busca dos que estão distantes, nos ambientes mais diferentes da vida. A parábola da ovelha perdida se inverteu hoje em dia: noventa e nove ovelhas se distanciaram e uma só permaneceu no redil. O perigo que temos é de passarmos todo o tempo alimentando esta única que permaneceu e de não ter tempo, até mesmo pela falta de clero, para ir em busca das perdidas. Nisso a contribuição dos leigos se faz providencial.
A realização mais avançada neste sentido são os movimentos eclesiais. A sua contribuição específica para a evangelização é de oferecer aos adultos uma oportunidade de redescobrir o seu batismo e se tornarem membros ativos e engajados da Igreja. Muitas conversões de adultos e a volta à prática religiosa de “cristãos de nome” acontecem hoje dentro desses movimentos. Um dos propósitos do Congresso sobre a evangelização, ocorrido no passado mês de Outubro, foi justamente, eu acho, aquele de coletar as várias e originais formas de evangelização experimentadas por eles.
Recentemente, o Santo Padre Bento XVI voltou sobre a importância da família em vista da evangelização, falando de um “protagonismo” das famílias cristãs neste campo. “Como estão relacionados o eclipse de Deus e a crise da família, dizia, assim a nova evangelização é inseparável da família cristã”. (Bento XVI, discurso à Plenária do Pontifício Conselho para a família, no “L’Osservatore Romano”, 2 Dezembro, p.8.)
Comentando o texto de Lucas, onde se diz que Jesus “designou outros setenta e dois e os enviou dois a dois à sua frente a cada cidade e lugar aonde ele próprio devia ir ” (Lc 10, 1), São Gregório Magno escreve que os envia dois a dois , “porque menos que entre dois não pode haver amor”, e o amor é aquilo pelo qual os homens poderão reconhecer que somos discípulos de Cristo. Isso se aplica a todos, mas de uma maneira especial para dois: pai e mãe. Se eles já não podem fazer nada mais para ajudar seus filhos na fé, já fariam muito se, olhando para eles, seus filhos pudessem dizer entre si: “Vejam como papai e mamãe se amam “. “O amor é de Deus”, diz a Escritura (1 Jo 4, 7) e isso explica por que onde quer que haja um pouco de amor “verdadeiro, ali, Deus é sempre anunciado.
A primeira evangelização começa dentro das paredes de casa. A um jovem que lhe perguntava o que deveria fazer para ser salvo, Jesus dizia: “Vai, vende o que tens e dá aos pobres …, depois vem e segue-me” (Mc 10, 21); mas a outro jovem que queria deixar tudo e segui-lo, não o permitiu, mas lhe disse: “Vai para tua casa e para os teus e anuncia-lhes tudo o que fez por ti o Senhor na sua misericórdia” (Mc 5, 19).
Há um famoso canto espiritual negro intitulado “There is a balm in Gilead” “Há um bálsamo em Gilead” Algumas das suas palavras podem incentivar os leigos, e não somente eles, na tarefa da evangelização de pessoa a pessoa, de porta em porta. Diz:
“If you cannot preach like Peter, if you cannot preach like Paul, go home and tell your neighbor that Jesus died for all”.
“Se você não sabe pregar como Pedro, se você não sabe pregar como Paulo, vai para tua casa” e diga “a seus vizinhos: Jesus morreu por nós!”
Daqui a dois dias é Natal. É reconfortante para os irmãos leigos lembrar que ao redor da manjedoura de Jesus, além de Maria e José, estavam os seus representantes, os pastores e os magos.
O Natal no leva de volta à ponta da ponta do rastro do navio, porque tudo começou a partir daí, daquela criança na manjedoura. Na liturgia escutaremos proclamar “Hodie Christus Natus est, hodie Salvator apparuit”, “Hoje Cristo nasceu, hoje o Salvador apareceu”. Ouvindo-os, repensamos aquilo que dissemos da anamnese que torna o evento mais presente do que quando aconteceu pela primeira vez”. Sim, Cristo nasce hoje, porque ele realmente nasce para mim no momento que reconheço e creio no mistério. “O que me aproveita que Cristo tenha nascido uma vez em Belém, se não nascer de novo pela fé em meu coração?” São palavras pronunciadas por Orígenes e repetidas por Santo Agostinho e São Bernardo. (Orígenes, Comentário ao Evangelho de Lucas, 22,3 (SCh. 87, p. 302).
Façamos nossa a invocação escolhida pelo nosso Santo Padre para os seus votos natalícios desse ano e repitamos com todo o anseio do coração: fazemos nossa a invocação próprios escolhidos pelo nosso Santo Padre para o seu cartão de Natal deste ano e repeti-lo com todo o anseio do coração: “Veni ad salvandum nos”, Vem, Senhor, e salva-nos!
“Toda a minha glória está na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo. Por Ele o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo” (Gal 6, 14).
BIOGRAFIA
“São João da Cruz nasceu em Fontiveros, Ávila, Espanha. Em Medina del Campo, com 21 anos de idade, tomou o hábito da Ordem Carmelita.
Um providencial encontro com Santa Teresa de Jesus fez dele o primeiro carmelita descalço, comungando plenamente com o novo estilo de vida instaurado pela Madre Fundadora. Por essa razão é reconhecido, juntamente com Santa Teresa de Jesus, como verdadeiro Fundador do Carmelo Descalço.
São João da Cruz foi homem de refinada humanidade, modelo de humildade, sabedoria, paciência nas adversidades, grande amigo da oração e renomado diretor espiritual. Muitas foram as pessoas que beneficiaram-se da sua doutrina, entre elas Santa Teresa de Jesus e várias descalças da primeira geração.
Em época de grandes dificuldades na Ordem do Carmelo sofreu o cárcere, o desprezo e a perseguição. Tudo suportou com admirável paciência e espírito de caridade.
Na vida fraterna foi modelo de afabilidade, trato ameno e caridade heróica. Todos os que tratavam com ele saíam reconfortados e desejosos de uma vida mais perfeita. Dele disse Santa Teresa que era um “homem celestial e divino”!
Em 1726 foi canonizado por Bento XIII, em 1926 declarado Doutor da Igreja por Pio XI e em 1952 declarado Patrono dos poetas Espanhóis” (Fonte: Frei Davi de Maria Imaculada, OCD).
OREMOS COM FÉ:
Senhor, que inspirastes a São João da Cruz, nosso pai,
a perfeita abnegação de si mesmo e o ardente amor à cruz,
concedei que, imitando o seu exemplo,
cheguemos à contemplação eterna da vossa glória.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
RECEBA A BÊNÇÃO SOLENE POR INTERCESSÃO DE SÃO JOÃO DA CRUZ:
“Deus, Pai misericordioso,
que vos fez participar da vida divina
na celebração destes santos mistérios
vos abençoe faça chegar à perfeição da santidade cristã. Amém.
Cristo Nosso Senhor,
vos conceda, como a São João da Cruz,
que caminheis na fé, na esperança e no amor,
sempre unidos a Ele,
através das noites escuras
e das jornadas luminosas da vida cristã. Amém.
O Espírito Santo,
vos torne dóceis às suas inspirações
para que possais alcançar a liberdade dos filhos de Deus
e as alegria da vida eterna. Amém.”
Abençoe-vos O Deus todo-poderoso,
Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.
“A alma que verdadeiramente ama a Deus não deixa de fazer o que pode para achar o Filho de Deus, seu Amado. Mesmo depois de haver empregado todos os esforços, não se contenta e julga não ter feito nada.”
São João da Cruz, rogai por nós!
Oração da Novena a São João da Cruz
São João da Cruz, rogai por nós!
Nós vos agradecemos, ó Deus
Porque suscitastes na Vossa Igreja
e no Carmelo São João da Cruz, sacerdote santo
Que passou pela vida ensinando
O caminho da oração.
Ele, que aqui na terra
Experimentou o sofrimento, a pobreza,
As incompreensões, e nunca desanimou,
Olhe as nossas necessidades
E obtenha a graça que lhe pedimos…
Confiantes na intercessão deSão João da Cruz e
Na Vossa InfinitaMisericórdia e amor de Pai,
Concedei-nos, percorrer
O caminho da santidade.
E que sejamos atendidos nos
Nossos pedidos. Amém.
Pai Nosso, Ave Maria, Glória ao Pai.
1. Ó Senhor! Deus meu! Quem te buscará com amor puro e singelo que deixei de Te encontrar muito a seu gosto e vontade, se és tu o primeiro a mostrar-te e sais ao encontro daqueles que te desejam?
2. O que cai estando cego, não se levantará só, e se acaso se levantar, encaminhar-se-á por onde não lhe convém.
3. Deus prefere de ti o menor grau de pureza de consciência a quantas obras possa fazer.
4. Ó dulcíssimo amor de Deus, mal conhecido! Aquele que entrou a Tua fonte, repousou.
5. O que cai estando só, caído a sós fica e em pouca conta tem a alma, pois a si unicamente confiou.
6. A alma enamorada é suave, humilde, paciente e mansa.
7. A alma dura no seu próprio amor se endurece. Se tu, não suaviza a sua alma no Teu amor, ó bom Jesus, ela preservará sempre na sua dureza.
8. Um só pensamento do homem vale mais do que o mundo todo; portanto só Deus é digno dele.
9. O pai disse uma palavra que foi seu Filho. Di-la sempre no eterno silêncio; ela há de ser ouvida pela alma.
10. Eu quero para mim todo o áspero e trabalhoso, e para Ti, Amado meu, tudo quanto é suave e saboroso.
11. O amor não consiste em sentir grandes coisas, mas em ter uma grande desnudez e em padecer pelo (Cristo) Amado.
12. A sabedoria entra pelo amor, pelo silêncio e mortificação; grande sabedoria é saber calar e não olhar aos ditos nem feitos nem vidas alheias.
13. Para se enamorar duma alma não põe Deus os olhos na grandeza dela, mas na grandeza da sua humildade.
Ainda que o dia dedicado a Nossa Senhora de Guadalupe (México), padroeira da América Latina, esteja chegando ao fim, já que adentramos a noite, achei este vídeo encantador, simples e ilustrativo. Há legendas em inglês, mas um locutor vai relatando a sequência de imagens em português. No entanto, o que, de fato, é importante é que Nossa Senhora não “desiste” da Humanidade. Em aparições miraculosas, como a que se deu em Gaudalupe, há 500 anos, vem nos alertando para a necessidade da conversão diária de cada um de nós, e dos povos. Ela nos indica o caminho do Amor e da Paz, que Seu Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo nos legou há dois mil anos.
Hoje, a Igreja celebra o Dia da Imaculada Conceição, também Padroeira de Portugal.
Anunciaçao do Anjo S. Gabriel
Do: Evangelho de de S. Lucas 1, 26-38
«O Anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia chamada Nazaré,
a uma Virgem desposada com um homem chamado José,
que era descendente de David.
O nome da Virgem era Maria. Tendo entrado onde ela estava, disse o Anjo:
«Ave, cheia de graça, o Senhor está contigo».
Ela ficou perturbada com estas palavras e pensava que saudação seria aquela.
Disse-lhe o Anjo:
«Não temas, Maria,
porque encontraste graça diante de Deus.
Conceberás e darás à luz um Filho,
a quem porás o nome de Jesus.
Ele será grande e chamar-Se-á Filho do Altíssimo.
O Senhor Deus Lhe dará o trono de seu pai David;
reinará eternamente sobre a casa de Jacob
e o seu reinado não terá fim».
……….
«O Espírito Santo virá sobre ti
e a força do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra.
Por isso o Santo que vai nascer será chamado Filho de Deus.
……….
Maria disse então:
«Eis a escrava do Senhor;
faça-se em mim segundo a tua palavra».
Glorifiquemos a Vírgem Santíssima, Santa Mãe de Deus:
Virgem Maria, Santa Mãe de Deus
Magnificat
«A minha alma glorifica o Senhor
E o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador.
Porque pôs os olhos na humildade da sua Serva:
de hoje em diante me chamarão bem aventurada, todas as gerações.
O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas:
Santo é o seu nome.
A sua misericórdia se estende de geração em geração
Sobre aqueles que o temem.
Manifestou o poder do seu braço
E dispersou os soberbos.
Derrubou os poderosos de seus tronos
E exaltou os humildes.
Aos famintos encheu de bens
aos ricos despediu de mãos vazias.
Acolheu a Israel, seu servo,
Lembrado da sua misericórdia,
Como tinha prometido a nossos pais,
A Abraão e à sua descendência para sempre
Glória ao Pai e ao Filho E ao Espírito Santo,
como era no princípio, Agora e sempre.
Ámen.»
Como Maria aprendamos a caminhar com confiança e discernimento abrindo os nossos corações aos projectos que Deus tem para cada um de nós aceitando com benevolência os Seus desígnios.
Por Sua intercessão junto de seu Filho Jesus peço a Sua clemência para com todos os que se encontram doentes, sós, abandonados, por todas as mães cujos corações se encontrem atribulados e por todos os que de alguma forma sofram de qualquer espécie de injustiça ou aflição.
Que Nossa Senhora da Conceição a todos ajude e proteja.
Bento XVI: “Ontem como hoje, o sangue dos mártires toca o coração do ser humano e o torna fecundo”
Cidade do Vaticano (Agência Fides) – “O anúncio da Boa Nova cristã, da beleza da fé em Cristo, precisa de pessoas que, com coerência de vida e fidelidade, testemunhada se necessário ao dom de si mesmo, manifestem a primazia absoluta do Amor em qualquer circunstância.” Foi o que disse o Santo Padre Bento XVI em sua mensagem para a 16ª Sessão Pública das Pontifícias Academias realizada, no Vaticano, na tarde desta quarta-feira, sobre o tema “Testemunhos e testemunhas. Os mártires e os campeões da fé”, realizada na tarde de 30 de novembro. O Papa sublinha: “Se observarmos com atenção o exemplo dos mártires, corajosas testemunhas da antiguidade cristã, e de várias testemunhas do nosso tempo, notamos que foram pessoas profundamente livres, livres acordos e laços egoístas, conscientes da importância e da beleza de sua vida, e por isso, capazes de amar a Deus e aos outros de maneira heróica, vivendo a santidade cristã”. Detendo-se sobre o tema da Sessão Pública, o Papa sublinha a importância da historicidade do cristianismo, “o seu envolvimento contínuo com a história para transformá-la profundamente graças ao fermento do Evangelho e da santidade vivida e testemunhada”. O estudo atento dos testemunhos do passado permite “redescobrir não poucos aspectos da vida das gerações passadas como também da experiência de fé das antigas comunidades cristãs”. Dentre os sítios arqueológicos em que emergem os sinais da presença cristã, o Pontífice citou de maneira particular a Terra Santa e a cidade de Roma, onde os mártires “atestam não só uma genérica presença cristã, mas sobretudo, um forte testemunho dos cristãos e daqueles que por Cristo deram suas vidas, os mártires … As numerosas intervenções monumentais e artísticas dedicadas aos mártires, documentadas pelas escavações arqueológicas e todas as outras pesquisas relacionadas, decorrem de uma convicção sempre presente na comunidade cristã, de ontem e de hoje: o Evangelho fala ao coração humano e se comunica principalmente através do testemunho vivo dos fiéis”.
Enfim, Bento XVI sublinhou que “também hoje se a Igreja deseja falar eficazmente ao mundo, se quer continuar anunciando fielmente o Evangelho e fazer sentir sua presença amiga aos homens e mulheres que vivem sua existência sentindo-se peregrinos da verdade e da paz, deve ser, também nos contextos aparentemente difíceis ou indiferentes ao anúncio do Evangelho, testemunha da credibilidade da fé, oferecendo testemunhos concretos e proféticos através de sinais eficazes e transparentes de coerência, fidelidade e amor incondicionado a Cristo, não desligada da autêntica caridade, do amor ao próximo. Ontem como hoje, o sangue dos mártires, seu tangível e eloqüente testemunho toca o coração humano e o torna fecundo, capaz de frutificar em si uma vida nova, acolher a vida do Ressuscitado para levar ressurreição e esperança ao mundo ao seu redor”. (SL) (Agência Fides 1/12/2011)
A Paz de Cristo Jesus a todos os visitantes do blog “Castelo Interior”!
Apresento a vocês um vídeo que traz, de modo muito agradável e interessante, dados sobre o “Carmelo de Uberaba”, sediado em Minas Gerais. Seu título é “Nossa História” (YouTube). Traz belas imagens, acompanhadas pela “Ave Maria”, de Schubert. Para mim, se me permitem brincar um pouquinho, foi uma experiência quase “mística” adentrar pelo convento, já que em um tempo caótico como o que vivemos, este silêncio é um verdadeiro bálsamo para nossas almas confusas e sofridas. Seu conteúdo me levou a refletir sobre a atemporalidade do Bem, além da importância da existência de pessoas consagradas à oração. Afinal, o objetivo principal de suas vidas na clausura é a salvação da almas do mundo inteiro. Não é pouco portanto o que gratuitamente oferecem de si por todos nós. Aliás, é importantíssimo este gesto – o da doação – na contra-face de um tempo individualista e relativista.
Uma peculariedade que este Carmelo Descalço apresenta é a atuação de três irmãs carmelitas denominadas “Veleiras”. Ainda que participantes da vida contemplativa, receberam a incumbência de oferecer atendimento direto aos que lá acorrem, além de se ocuparem dos assuntos externos relativos ao Carmelo de Uberaba.
Aproximação à Obra Literária de Santa Teresa de Jesus
María de la Concepción Piñero Valverde
(Livre-Docente FFLCHUSP)
As reflexões que se seguem procuraram servir de breve apresentação da obra literária de Santa Teresa de Jesus a um público de jovens estudantes universitários brasileiros. Não houve, portanto, a pretensão de desenvolver análise literária da obra teresiana e muito menos de apresentar toda a sua riqueza para a espiritualidade cristã. O que se buscou, somente, foi oferecer uma primeira visão da obra de uma extraordinária mulher que, apesar de universalmente conhecida como grande mística, é ainda pouco estudada como a grande escritora que também foi. Não que se oponham ambos os aspectos da experiência teresiana: pelo contrário, falar da escritora pressupõe fazer referências constantes à sua doutrina espiritual, como, por outro lado, falar da experiência mística de Teresa é entrar na linguagem literária que traduziu tal experiência. Podemos, pois, reconhecer desde já que o estudo de Teresa, a escritora, é inseparável do estudo de Teresa, a mística. Assim, ao concentrar a atenção na expressão literária teresiana, que é o que se pretende agora, espera-se oferecer elementos que permitam apreciar melhor também sua doutrina e espiritualidade.
Teresa de Jesus: mulher do século XVI que se expressou por meio de obra escrita. E obra escrita de grande valor literário. Por outras palavras, o que Teresa escreveu, além do valor religioso, tem valor estético. Teresa, como Agostinho e Pascal, está entre os autores espirituais que foram também grandes escritores, autores de textos lidos até mesmo por pessoas estranhas à prática religiosa.
Buscar as raízes da beleza que encontramos nas páginas teresianas é lembrar que Teresa de Cepeda e Ahumada nasce em Ávila, uma das mais belas cidades de Castela, rodeada de antigas e famosas muralhas. A paisagem da cidade natal lhe inspiraria, mais tarde, a nitidez das imagens de uma de suas maiores obras, as Moradas ou Castelo Interior. É precisamente como um castelo rodeado de muralhas que Teresa expressará o íntimo da vida humana, o lugar onde se dá o encontro com o divino.
Teresa desde o berço contemplou o belo à sua volta e também desde muito cedo começou a experimentar o fascínio da palavra poética. Palavra que conheceu, antes de mais nada, por meio de seus pais, cristãos fervorosos, que lhe fizeram familiar a dos salmos, dos cânticos, das parábolas evangélicas. As Escrituras Sagradas, as divinae litterae, foram, pois, a porta pela qual Teresa entrou no mundo da literatura.
(…)
Obra-prima das mais conhecidas é a que se intitula Las Moradas o Castillo Interior, tratado destinado a auxiliar os que desejam aprender a oração. Logo que foi redigido, em 1577, um carmelita descalço amigo de Teresa, Jerónimo Gracián, cuidou de esconder a obra em Sevilha, para salvá-la de ser apreendida pela Inquisição, que dois anos antes havia recolhido a autobiografia de Teresa. O texto salvo foi depois publicado pelo grande poeta do século XVI, frei Luis de León, em sua edição das obras teresianas. Característica das Moradas é a variedade de destinatários, o que condiciona de modo decisivo seu estilo. Este vai mudando, segundo a pessoa a quem a escritora se dirige (por exemplo, aos cristãos todos, às carmelitas e ao próprio Deus). É notável que ao falar com Deus, o estilo de Teresa não perde as características de quem se dirige aos interlocutores visíveis: pelo contrário, torna-se muito mais afetivo. “Rey mío”, “Dios mío”, “Señor de mi alma”, “Padre y Criador mío”, são algumas expressões de Teresa, que poderiam formar uma lista inesgotável.
Mas a organização do texto das Moradas tem como chave o simbolismo do “castelo interior” ou castelo da alma. A figura do castelo era imagem antiga na tradição literária cristã, mas havia também sido usada, em tempos próximos de Teresa, por alguns autores que ela provavelmente leu na biblioteca de seu pai, como Bernardino de Laredo. A crítica vem lembrando, ainda, que a imagem do castelo é um dos símbolos da mística muçulmana: e nós sabemos a importância da presença muçulmana na cultura espanhola medieval. Mas não podemos esquecer também a importância dos castelos nas novelas de cavalaria, tão apreciadas por Teresa. Nem podemos esquecer o que já se disse, isto é, que Teresa cresceu vendo as célebres muralhas de Ávila, sua cidade natal. Provavelmente todas essas lembranças confluíram na criação da imagem literária do castelo teresiano. Seja qual for a origem dessa imagem, certo é que ela se tornou um dos recursos literários de maior êxito para explicar o processo da vida espiritual de interiorização e união. O castelo teresiano é esférico, formado por sete moradas concêntricas e “en el centro y mitad de todas éstas tiene la más principal, que es adonde pasan las cosas de mucho secreto entre Dios y el alma” (Moradas, I,1,3). Isso simboliza a caminhada mística, que parte, nas primeiras moradas, de uma fase de purificação e chega aos desposórios místicos nas últimas moradas.
Em todos os escritos de Santa Teresa, como já se havia dito, vemos refletir-se toda a sua vida espiritual e toda a sua vida de fundadora do Carmelo reformado. Mas, como já se disse também, essa obra não tem valor somente como documento histórico, biográfico ou espiritual. É uma obra importantíssima pelo valor literário, como havia percebido seu primeiro editor, o poeta frei Luis de León, já citado. Ele é quem louva a dicção castiça da Santa, chamando a atenção para a beleza da linguagem teresiana, uma beleza quase “caseira”. Isso acontece justamente porque Santa Teresa escrevia com propriedade e sem afetação a língua que havia aprendido desde menina.
Apesar desse reconhecimento inicial, o valor literário da obra teresiana acabou ofuscado por seu valor espiritual e foi ficando relativamente esquecido. Chegou mesmo a pesar sobre os escritos teresianos uma opinião um tanto sumária, segundo a qual os textos da Santa estariam redigidos em “estilo ermitaño”, isto é, em estilo despojado e pobre, como o de um ermitão que apresentasse a mensagem espiritual em termos rudimentares. Este preconceito desmoronou há mais de um século, quando o grande crítico Menéndez Pidal chamou a atenção para um aspecto revolucionário da linguagem teresiana, ou seja: o desvio da norma, a ruptura com o vocabulário erudito geralmente empregado nos textos espirituais em sua época. A simplicidade do vocabulário, segundo o crítico, longe de mostrar pobreza da escritora indicava seu desejo de expressar com liberdade sua experiência pessoal, sem se vincular à terminologia abstrata. Teresa revaloriza, com um novo sentido, termos comuns que estavam desgastados no vocabulário convencional. Além disso, já vimos que o estilo teresiano é rico em alegorias, comparações e símbolos, é o caso do castelo interior, imagens cuja beleza traduz a experiência pessoal da escritora. É preciso notar ainda que os escritos de Santa Teresa estão muitas vezes marcados por emendas e correções que ela mesma fazia, o que revela seu cuidado em escrever de modo claro e apropriado.
Nestes últimos anos, percebeu-se afinal toda a importância da obra literária teresiana. Para a crítica recente, o que é autenticamente original na literatura de Santa Teresa é a liberdade de expressão. Na literatura espiritual anterior, partia-se de um sistema de princípios, que em um segundo momento era aplicado à situação individual. Teresa de Jesus inverte esse processo. Ela parte não de princípios abstratos, mas de um fato da sua experiência, que se esforça por entender e expressar. Assim ela se afasta das teorias dos letrados e inaugura, na espiritualidade européia, a modernidade renascentista.
Mas já é tempo de ir concluindo estas reflexões. Como eu disse de início, nosso assunto era Santa Teresa escritora. A grandeza mística de Santa Teresa e sua importância para a história da Igreja já vinham sendo reconhecidas há muito tempo. Mas em nossos dias, quando se valoriza a contribuição feminina para todas as artes e ciências, mais do que nunca os estudiosos se têm voltado para Teresa como escritora. Ou seja, como mulher que soube criar beleza através de seus escritos. Em conclusão, no momento em que se redescobre a presença feminina na literatura, pode-se, com boas razões, falar em redescoberta literária de Santa Teresa.
[1] Os textos teresianos aqui citados seguem esta edição: Santa Teresa de Jesús, Obras Completas, Madrid, Biblioteca de Autores Cristianos, 1962.
Autora: María de la Concepción Piñero Valverde
(Livre-Docente FFLCHUSP)
concha@centrodeartes.com.br
“Deus é amor, e quem permanece no amor, permanece em Deus e Deus nele” (Jo 4, 16)
Mas o amor tem seus tempos de prova, como seus momentos de gozo; e esta vida transitória deve ser o contínuo exercício de amor, ou a consumação dum grande sacrifício, cujo prêmio será uma vida eterna ou um amor imutável.
Todos os caracteres da caridade, enumerados por São Paulo, nos recordam a ideia de sacrifício; e o mesmo amor infinito não pôde manifestar-se plenamente a nós senão por um sacrifício infinito. “Deus amou de tal modo o mundo, que deu por ele seu filho único (Jo, 3, 16).
E nosso amor para com Deus não pode tampouco manifestar-se senão por um sacrifício, não igual, o que é impossível, mas semelhante pelo dom de todo o nosso ser, ou uma perfeita obediência de nosso espírito, de nosso coração e de nossos sentidos à vontade daquele que tão extremosamente nos amou.
Então se verifica aquela união inefável que, na sua última hora, pedia Jesus Cristo a seu Eterno Pai operasse entre Ele e a criatura resgatada. Enquanto a natureza viver ainda em nós, alguma coisa nos separa de Deus e de Jesus, e o amor de Jesus urge que acabemos o sacrifício e pronunciemos aquela última palavra que o mundo não compreende, mas que regozija o céu: “Tudo está consumado” (Jo 19, 30).
Quando pronunciarás tu, minha alma, esta palavra decisiva?
Publicado em Imitação de Cristo – Reflexões – página 212
Temos hoje, como ofício de memória da Igreja, a lembrança de nossos entes já falecidos. Peçamos a Deus que aqueles que o temeram, por obediência, e lutaram para fazer o bem que Ele plantou em seus corações, pelo menos, tenham a oportunidade de merecer o Céu. Que o mesmo valha para nós, na nossa hora. Amém.
Era o que Santa Teresa pedia para seus amigos e amigas, incluindo o mundo inteiro em suas orações. Isto, tal como todos os carmelitas, descalços e calçados também o fazem na oração : a salvação de todas as almas que amam e amaram ao Criador, Nosso Pai, e Seu Filho, Cristo Jesus.
Apresento-lhes, a propósito, um vídeo clipe.
Entramos repetidas vezes em contradição com exemplos de santos e santas que tem lugar especial em nosso coração… Acredito que assim será enquanto vivermos. No entanto, tal como Santa Teresa de Jesus nos alertava, temos sempre que estar atentos para que nosso coração não seja vítima da tentação do medo, da falta de confiança no amor, na misericórdia de Deus Pai e Seu Filho, Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Temos ainda a proteção maternal e intercessora de Nossa Senhora, nossa Mãe Santíssima. Vejamos o vídeo da oração mais conhecida de Santa Teresa de Ávila (e difícil, para nós que vivemos no mundo), quase que permantemente “atormentados” por toda sorte de perturbações. Sem o concurso da oração – tal como ela enfatizava – a nossa missão, a nossa jornada estará mais distante do “Caminho, Verdade e Vida”, que é Jesus Cristo e seu legado de amor e salvação. Que Ele, por meio de seu Santo Espírito nos ilumine e abençoe. Amém.
Vídeo clipe de Santa Tereza de Jesus – 15 de Outubro Ofício da Memória
“O rosário é para todos uma fonte de benefícios inapreciáveis. Eleva-nos insensivelmente ao conhecimento perfeito de Jesus Cristo, purifica as nossas almas do pecado, abrasa-nos do amor a Nosso Senhor e enriquece-nos de graças e de méritos” (S. Luiz Maria G. De Montfort).
A Santa Igreja sempre nos ensinou que o Terço é uma oração completa, pois abrange a oração vocal, a meditação e a contemplação dos mistérios de Deus. Nossa Senhora, nossa Mãe, em todas as ocasiões em que se dignou aparecer aos seus mais humildes filhos (La Salette, Lourdes, Fátima) sempre insistiu para que rezássemos todos os dias o santo Terço. Se é verdade que algumas pessoas encontram certa dificuldade em rezá-lo, também é certo que aquelas que conseguiram vencer estas dificuldades testemunham da riqueza de graças que descobriram ao passar a rezá-lo com freqüência. Nada mais saudável para as famílias do que reunir os filhos em torno da imagem de Nossa Senhora para dirigir a Ela nossas súplicas, no meio de tantas necessidades e perigos.
“No rosário tenho encontrado os atrativos mais suaves, mais eficazes e mais poderosos para me unir com Deus!” (Santa Teresa de Jesus)
O Santo Rosário foi dado à Igreja por São Domingos que o recebeu da Bem Aventurada Virgem Maria como um meio poderoso de converter os albigenses e outros pecadores. Uma noite, enquanto estava em oração profunda, Nossa Senhora lhe apareceu, com o Rosário na mão, e lhe disse: “Tenha bom ânimo, Domingos. O remédio para os males que lamentas será a meditação na vida, morte e glória do meu Filho, unindo tudo isto com a recitação da Ave Maria, através da qual o milagre da redenção foi anunciado ao mundo. Esta devoção, que tu ensinarás pela pregação, é muito considerada por meu Filho e por Mim. Com ela os fiéis obterão vantagens, e sempre me encontrarão pronta a ajudá-los nos seus desejos. Este é o dom precioso que deixo para ti e para os teus filhos espirituais”.
Desde quando São Domingos estabeleceu a devoção ao Santo Rosário e o Bem-aventurado Alano de la Roche o restabeleceu em 1460, ele foi chamado de O Saltério de Jesus e Maria, devido ao fato de possuir o mesmo número de saudações angélicas (Ave-Marias) como os 150 salmos de Davi.
A palavra Rosário quer dizer “coroa de rosas”, ou seja, toda vez que se reza o Santo Rosário de maneira devota, coloca-se uma coroa de 153 rosas vermelhas e dezesseis rosas brancas nas cabeças de Jesus e Maria. A rosa é a rainha das flores e o Rosário, depois da Santa Missa, é a melhor das devoções, pois é uma obra direta da Santíssima Trindade e não foi feito através de um instrumento humano.
(…)
“O Rosário é, pelas almas, como o Pão Espiritual de cada dia” (Irmã Lucia).
“Rezai o terço todos os dias” (Nossa Senhora de Fátima).
Olá a todos! Nasci no Rio Grande do Sul e vivi lá até meus quarenta anos. Por motivos profissionais, eu e meu marido nos transferimos para outro estado, e por lá ficamos um bom tempo. Acredito que exista o “tempo de Deus” para as coisas. Agora, não se completaram nem quinze dias, estamos em outro. Mas Deus é misericordioso, já que em meio às adversidades, nos amadurece, e nos encaminha ao que condiz com a nossa luta e Sua Vontade.
Um abraço a todos os visitantes, e, rezem por nós, para que nessa nova terra, tenhamos fortaleza em Deus e façamos tudo conforme Seu agrado.(LBN)
Corrente de Oração pela Jornada Mundial da Juventude
Pedimos orações pelos participantes da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que é o grande encontro global de jovens com o Papa que se realiza cada três anos num lugar do mundo. Desta vez está sendo realizada Madrid, de 16 a 21 de Agosto de 2011, tendo como padroeiros São João da Cruz e Santa Teresa de Jesus (também chamada de Santa Teresa de Ávila, sua cidade natal).
Durante a Jornada (JMJ) haverá uma corrente de oração “non stop” no Seminário de Madrid com adoração eucarística durante as 121 horas do evento: sempre haverá alguem orando durante as horas de cada dia. Os mosteiros de clausura em Madrid aderiram a esta campanhae todos os que desejam podem unir-se a esta corrente de oração. No dia 20 de Agosto ocorrerá uma Vigília de oração dos jovens com o Papa Bento XVI, no Aeródromo de Cuatro Vientos.
As relíquias de Santa Teresinha do Menino Jesus estarão expostas para veneração na Praça de Espanha em Madrid e os freis carmelitas descalços de Avignon e Paris realizarão encontros de oração na intenção da Jornada Mundial da Juventude.
O lema da Jornada é “Enraizados e Edificados em Cristo, Firmes na Fé” (São Paulo), pois, nas incertezas da vida, há necessidade de um fundamento claro, sobretudo para os jovens que “manifestam a aspiração de construir relações autênticas de amizade, de conhecer o verdadeiro amor, de fundar uma família unida, de adquirir uma estabilidade pessoal e uma segurança real, que possam garantir um futuro sereno e feliz”. São esperados 400 mil jovens, mas o número de pessoas pode triplicar durante o evento:
“Gostaria que todos os jovens, tanto os que compartilham nossa fé quanto os que hesitam, duvidam ou não creem, pudessem viver esta experiência, que pode ser decisiva para a vida: a experiência do Senhor Jesus ressuscitado e vivo, de seu amor por cada um de nós”(Mensagem do Papa Bento XVI para a Jornada Mundial da Juventude – 2011).
JM+JT
Santa Teresa de Jesus e São João da Cruz, roguem por nós!
Fonte: Carmelo Online- Salmos – Ordem dos Carmelitas Descalços – Província Nossa Senhora do Carmo – Regiões Sul e Centro-Oeste
Salmos, 23
Deus, pastor dos homens
1. Salmo de Davi. O Senhor é meu pastor, nada me faltará. 2. Em verdes prados ele me faz repousar. Conduz-me junto às águas refrescantes, 3. restaura as forças de minha alma. Pelos caminhos retos ele me leva, por amor do seu nome. 4. Ainda que eu atravesse o vale escuro, nada temerei, pois estais comigo. Vosso bordão e vosso báculo são o meu amparo. 5. Preparais para mim a mesa à vista de meus inimigos. Derramais o perfume sobre minha cabeça, e transborda minha taça. 6. A vossa bondade e misericórdia hão de seguir-me por todos os dias de minha vida. E habitarei na casa do Senhor por longos dias.