Bento XVI reza pelas vítimas da “absurda violência” na catedral sírio-católica de Bagdá, “ainda mais feroz por ter atingido pessoas indefesas, reunidas na casa de Deus” – Oração do Angelus (Agência Fides – 03.11.2010)

Fonte: Agência Fides

03.11.2010

VATICANO – Bento XVI reza pelas vítimas da “absurda violência” na catedral sírio-católica de Bagdá, “ainda mais feroz por ter atingido pessoas indefesas, reunidas na casa de Deus”

Cidade do Vaticano (Agência Fides) – Na conclusão da oração do Ângelus, rezada com os peregrinos reunidos na Praça São Pedro na solenidade de todos os Santos, segunda-feira, 1º de novembro, o Santo Padre Bento XVI proferiu as seguintes palavras: “Ontem à noite, em um gravíssimo atentado na catedral sírio-católica de Bagdá, dezenas de pessoas morreram e ficaram feridas, inclusive dois sacerdotes e um grupo de fiéis reunidos para a Santa Missa dominical. Rezo pelas vítimas desta absurda violência, ainda mais feroz por ter atingido pessoas indefesas recolhidas na casa de Deus, que é casa de amor e reconciliação. Expresso também a minha carinhosa solidariedade à comunidade cristã, mais uma vez atingida, e encorajo pastores e fiéis a serem fortes e compactos na esperança. Diante dos cruéis episódios de violência que continuam a sacrificar as populações do Oriente Médio, gostaria ainda de renovar o meu premente apelo pela paz: ela é dom de Deus, mas é também resultado de esforços dos homens de boa vontade, das instituições nacionais e internacionais. Que todos unam as suas forças para que esta violência tenha fim!”. Por ocasião das exéquias das vítimas do ataque terrorista, celebradas no dia 2 de novembro, o Santo Padre Bento XVI enviou a seguinte mensagem a Dom Athanase Matti Shaba Matoka, arcebispo de Bagdá dos Sírio-católicos: “Profundamente comovido pela violenta morte de tantos fiéis e dos Sacerdotes Tha’ir Saad e Boutros Wasim, por ocasião do Sagrado rito das exéquias, desejo fazer-me espiritualmente partícipe, rezando para que estes irmãos e irmãs sejam acolhidos pela misericórdia de Cristo na Casa do Pai. Há anos, este amado País sofre inenarráveis sofrimentos e também os cristãos são alvo de cruéis ataques que ao desprezar totalmente a vida, dom inviolável de Deus, querem ameaçar a confiança e a convivência civil. Renovo meu apelo para que o sacrifício destes nossos irmãos e irmãs possa ser semente de paz e de verdadeiro renascimento e para que aqueles que têm a reconciliação e a fraterna e solidária convivência em seus corações encontrem motivações e forças para agir pelo bem. A todos vocês, queridos irmãos e filhos, envio a minha confortadora Benção Apostólica, que estendo amplamente aos feridos e a suas famílias, tão duramente provadas”.
(SL) (Agência Fides 3/11/2010)

Padre José Agusto (Comunidade Canção Nova): “O homem luta para não morrer!” (Sábado Santo – 30 de março de 2013) – Pregações anteriores (Abril-2012/Março-2013)2013)

luta para não morrer! Padre José Augusto 30/03/2013 – 21h00. Tags: homilia padre José Augusto pascal Vigília ressuscitado Salvador Páscoa. Tags:

PREGAÇÃO (Comunidade Canção Nova – Março – 2013)-  SEMANA SANTA

Pregações – Padre José Augusto (Comunidade Canção Nova):

O homem luta para não morrer!
30/03/2013 às 21:00 h

Os sentimentos de Jesus
29/03/2013 às 15:00 h

Eu creio na Igreja Católica!
31/12/2012 às 08:30 h

Acreditar e testemunhar Jesus Cristo
24/08/2012 às 21:00 h

Preocupai-vos com o Reino dos céus
23/06/2012 às 16:00 h

Testemunhar pela força do Espírito
26/05/2012 às 16:00 h

A Divina Misericórdia dá valor ao homem
15/04/2012 às 16:00 h

O cristão vive o “sim” para Deus e “não” para o mundo
07/04/2012 às 21:00 h

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Post publicado em 28.10.2010 – Blog “Castelo Interior – Moradas”:

Sacerdote brasileiro é retirado da grade de rede de televisão católica após manifestar publicamente sua posição contra a legalização do aborto em relação à dignidade família humana como valor universal (YouTube)

Após uma homilia apresentada na rede de televisão Canção Nova (reproduzida logo abaixo), um de seus integrantes foi retirado da grade de programação. Padre José Augusto condenou abertamente o projeto de legalização do aborto no Brasil. Já para os ativistas a favor – denominados “pró-escolha”, que atuam em várias áreas, se trata de descriminalização. Consideram  indevida a possibilidade de enquadramento penal do ato de abortamento, tanto em relação à mulher quanto  aos profissionais de Medicina envolvidos posicionamento. No entanto, em relação ao afastamento, este é no mínimo estranho, já que está de acordo com a visão do papa Bento XVI a respeito de manifestações de padres e bispos em público. Para o Sumo Pontífice, é adequado ao sacerdote assim se expressar quando está em jogo a salvação das almas (termo grifado por ter sido usado em seu recente pronunciamento aos Bispos do Nordeste, Regional 5, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB), bem como a dignidade da pessoa. Bento XVi, em manifestação sobre a questão do aborto, declarou que a dignidade da vida tem início no ventre materno, ou seja, desde a concepção até uma possível vida vegetativa na velhice. Aqui, se refere ao recurso à eutanásia, repudiado pela Igreja Católica. É importante a consideração de que em tais visitas – ad limina, no caso a deste setor da CNNB à Santa Sé, o Papa não externa o seu pensamento sem prévia e rigorosa análise.

Já é bem conhecido o PNH-3 (Plano Nacional de Direitos Humanos-3). Este plano prevê várias medidas que entram em confronto com a doutrina religiosa cristã, tanto da Igreja Católica, predominante no País, quanto de boa parte dos ramos reformados históricos e pentecostais.  No centro, está o conceito fundamental de família, bem como temas adjacentes.

Esta homilia, na minha ótica, muito apropriada e corajosa, estranhamente (ou obviamente…), deixou de integrar a grade de programação daquele canal católico de televisão. Na imprensa, não há referência ao assunto, nem a rede católica justificou sua decisão. (Lúcia Barden Nunes – 28.10.2010).

Papa Bento XVI apoia defesa pública de valores pró-família humana na política em visita Ad Limina de bispos da Regional Nordeste 5, da CNBB ao Vaticano (Boletim de Notícias do Vaticano – 28.10.2010)

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Fonte: http://press.catholica.va/news_services/

VISITA “AD LIMINA APOSTOLORUM” DEGLI ECC. MI PRESULI DELLA CONFERENZA EPISCOPALE DEL BRASILE (REGIONE NORDESTE V) , 28.10.2010

(…)

  • DISCURSO DO SANTO PADRE

Amados Irmãos no Episcopado,

«Para vós, graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo» (2 Cor 1, 2). Desejo antes de mais nada agradecer a Deus pelo vosso zelo e dedicação a Cristo e à sua Igreja que cresce no Regional Nordeste 5 (*). Lendo os vossos relatórios, pude dar-me conta dos problemas de caráter religioso e pastoral, além de humano e social, com que deveis medir-vos diariamente. O quadro geral tem as suas sombras, mas tem também sinais de esperança, como Dom Xavier Gilles acaba de referir na saudação que me dirigiu, dando livre curso aos sentimentos de todos vós e do vosso povo.

Como sabeis, nos sucessivos encontros com os diversos Regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, tenho sublinhado diferentes âmbitos e respectivos agentes do multiforme serviço evangelizador e pastoral da Igreja na vossa grande Nação; hoje, gostaria de falar-vos de como a Igreja, na sua missão de fecundar e fermentar a sociedade humana com o Evangelho, ensina ao homem a sua dignidade de filho de Deus e a sua vocação à união com todos os homens, das quais decorrem as exigências da justiça e da paz social, conforme à sabedoria divina.

Entretanto, o dever imediato de trabalhar por uma ordem social justa é próprio dos fiéis leigos, que, como cidadãos livres e responsáveis, se empenham em contribuir para a reta configuração da vida social, no respeito da sua legítima autonomia e da ordem moral natural (cf. Deus caritas est, 29). O vosso dever como Bispos junto com o vosso clero é mediato, enquanto vos compete contribuir para a purificação da razão e o despertar das forças morais necessárias para a construção de uma sociedade justa e fraterna. Quando, porém, os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas o exigirem, os pastores têm o grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas (cf. GS, 76).

Ao formular esses juízos, os pastores devem levar em conta o valor absoluto daqueles preceitos morais negativos que declaram moralmente inaceitável a escolha de uma determinada ação intrinsecamente má e incompatível com a dignidade da pessoa; tal escolha não pode ser resgatada pela bondade de qualquer fim, intenção, conseqüência ou circunstância. Portanto, seria totalmente falsa e ilusória qualquer defesa dos direitos humanos políticos, econômicos e sociais que não compreendesse a enérgica defesa do direito à vida desde a concepção até à morte natural (cf. Christifideles laici, 38). Além disso no quadro do empenho pelos mais fracos e os mais indefesos, quem é mais inerme que um nascituro ou um doente em estado vegetativo ou terminal? Quando os projetos políticos contemplam, aberta ou veladamente, a descriminalização do aborto ou da eutanásia, o ideal democrático – que só é verdadeiramente tal quando reconhece e tutela a dignidade de toda a pessoa humana – é atraiçoado nas suas bases (cf. Evangelium vitæ, 74). Portanto, caros Irmãos no episcopado, ao defender a vida «não devemos temer a oposição e a impopularidade, recusando qualquer compromisso e ambigüidade que nos conformem com a mentalidade deste mundo» (ibidem, 82).

Além disso, para melhor ajudar os leigos a viverem o seu empenho cristão e sócio-político de um modo unitário e coerente, é «necessária — como vos disse em Aparecida — uma catequese social e uma adequada formação na doutrina social da Igreja, sendo muito útil para isso o “Compêndio da Doutrina Social da Igreja”» (Discurso inaugural da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, 3). Isto significa também que em determinadas ocasiões, os pastores devem mesmo lembrar a todos os cidadãos o direito, que é também um dever, de usar livremente o próprio voto para a promoção do bem comum (cf. GS, 75).

Neste ponto, política e fé se tocam. A fé tem, sem dúvida, a sua natureza específica de encontro com o Deus vivo que abre novos horizontes muito para além do âmbito próprio da razão. «Com efeito, sem a correção oferecida pela religião até a razão pode tornar-se vítima de ambigüidades, como acontece quando ela é manipulada pela ideologia, ou então aplicada de uma maneira parcial, sem ter em consideração plenamente a dignidade da pessoa humana» (Viagem Apostólica ao Reino Unido, Encontro com as autoridades civis, 17-IX-2010).

Só respeitando, promovendo e ensinando incansavelmente a natureza transcendente da pessoa humana é que uma sociedade pode ser construída. Assim, Deus deve «encontrar lugar também na esfera pública, nomeadamente nas dimensões cultural, social, econômica e particularmente política» (Caritas in veritate, 56). Por isso, amados Irmãos, uno a minha voz à vossa num vivo apelo a favor da educação religiosa, e mais concretamente do ensino confessional e plural da religião, na escola pública do Estado.

Queria ainda recordar que a presença de símbolos religiosos na vida pública é ao mesmo tempo lembrança da transcendência do homem e garantia do seu respeito. Eles têm um valor particular, no caso do Brasil, em que a religião católica é parte integral da sua história. Como não pensar neste momento na imagem de Jesus Cristo com os braços estendidos sobre a baía da Guanabara que representa a hospitalidade e o amor com que o Brasil sempre soube abrir seus braços a homens e mulheres perseguidos e necessitados provenientes de todo o mundo? Foi nessa presença de Jesus na vida brasileira, que eles se integraram harmonicamente na sociedade, contribuindo ao enriquecimento da cultura, ao crescimento econômico e ao espírito de solidariedade e liberdade.

Amados Irmãos, confio à Mãe de Deus e nossa, invocada no Brasil sob o título de Nossa Senhora Aparecida, estes anseios da Igreja Católica na Terra de Santa Cruz e de todos os homens de boa vontade em defesa dos valores da vida humana e da sua transcendência, junto com as alegrias e esperanças, as tristezas e angústias dos homens e mulheres da província eclesiástica do Maranhão. A todos coloco sob a Sua materna proteção, e a vós e ao vosso povo concedo a minha Benção Apostólica.

[Texto original: Português]

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Publicado em http://press.catholica.va/news_services/bulletin/news/26281.php?index=26281&lang=po

*Grifo meu.

Fonte/imagem: maisacao.net

Bento XVI encerra o Sínodo para o Oriente Médio enfatizando que “a paz é possível. A paz é urgente. A paz é a condição indispensável para uma vida digna da pessoa humana e da sociedade.” (Agência Fides – 25.10.2010)

Fonte: Agência Fides

25.10.2010

VATICANO – Bento XVI encerra o Sínodo para o Oriente Médio exortando a “não resignar-se à falta de paz” e promover “uma autêntica liberdade religiosa e de consciência”

Cidade do Vaticano (Agência Fides) – “Perduram há muito tempo no Oriente Médio os conflitos, as guerras, a violência, o terrorismo. A paz que é dom de Deus, é também o resultado dos esforços dos homens de boa vontade, de instituições nacionais e internacionais, especialmente dos Estados mais envolvidos na busca da solução dos conflitos. Jamais se deve resignar-se à falta de paz. A paz é possível. A paz é urgente. A paz é a condição indispensável para uma vida digna da pessoa humana e da sociedade. Paz também é o melhor remédio para evitar a emigração do Oriente Médio.” São as palavras do Santo Padre Bento XVI durante a concelebração eucaristia com os Padres sinodais, na conclusão da Assemleia Especial para o Oriente Médio do Sínodo dos Bispos, que presidiu no domingo 24 de outubro na Basílica Vaticana. Depois de exortar a rezar pela paz no Oriente Médio e a se empenhar “a fim de que tal dom de Deus oferecido aos homens de boa vontade se difunda no mundo inteiro”, o Papa citou outra contribuição que os cristãos podem dar à sociedade: “promoção de uma verdadeira liberdade religiosa e de consciência, um dos direitos fundamentais da pessoa humana que cada Estado deveria sempre respeitar. Em muitos países do Oriente Médio, há liberdade de culto, enquanto o espaço da liberdade religiosa em muitos casos é muito limitado. Ampliar esse espaço de liberdade se torna uma exigência para assegurar todas as pessoas pertencentes às várias comunidades religiosas a verdadeira liberdade de viver e professar a sua fé”. Na homilia o pontífice recordou os “tantos irmãos e irmãs que vivem no Oriente Médio e que encontram em situações difíceis, muitas vezes pesadas, tanto do ponto de vista material quanto pelo desânimo, o estado de tensão e muitas vezes o medo”. A Assembleia sinodal permitiu partilhar “as alegrias e as dores, as preocupações e as esperanças dos cristãos do Oriente Médio e também a “unidade da Igreja na variedade das Igrejas presentes naquela Região”, disse ainda o Papa, exortando a valorizar “a riqueza litúrgica, espiritual e teológica da Igreja Oriental Católica, além daquela da Igreja Latina… também nas respectivas comunidades do Oriente Médio, favorecendo a participação dos fiéis nas celebrações litúrgicas dos outros Ritos Católicos e portanto a abrir-se às dimensões da Igreja Universal”. Entre os desafios da Igreja Católica no Oriente Médio, o Papa evidenciou “a comunhão dentro de cada Igreja sui iuris, como também nas relações entre as várias Igrejas católicas de diferentes tradições”, e reiterou a necessidade de humildade, “para reconhecer as nossas limitações, nossos erros e omissões”, pois “uma mais plena comunhão dentro da Igreja Católica favorece também o diálogo ecumênico com as outras Igrejas e Comunidades eclesiais”. Enfim, a exortação aos cristãos no Oriente Médio aos cristãos no Oriente Médio que mesmo se pouco numerosos, “portadores da Boa Nova do amor de Deus pelo homem, o amor que se revelou precisamente na Terra Santa, na pessoa de Jesus Cristo. Esta Palavra de salvação… é a única palavra capaz de romper o ciclo vicioso da vingança, do ódio, da violência… os cristãos, cidadãos com todos os direitos, podem e devem dar a sua contribuição com o espírito das bem-aventuranças, tornando-se construtores de paz e apóstolos de reconciliação para o benefício de toda a sociedade”. (SL) (Agência Fides 25/10/2010)

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Fonte: Agência Ecclesia – Portugal

Artigo

ENCERRAMENTO DO SÍNODO DO ORIENTE MÉDIO

Adel Sidarus (Évora)

As pessoas interessadas sabem onde encontrar as suas conclusões para as apreciar. Terão também lido sobre os desafios que levaram à sua convocação e, porventura, alguns relatos sobre os debates ou sobre algum tema em particular.

Neste apontamento que me foi solicitado, apenas queria dar o testemunho de um cristão médio-oriental, na ocorrência copta (cristão “egípcio” autóctone), radicado na Europa há mais de quatro décadas, sem deixar de seguir de vários modos a evolução da região.

O que significa ser cristão em “Terra do Islão” (Dar al-Islam)?

Em primeiro lugar, uma longa convivência, nem sempre pacífica, tão longa como a própria idade dessa religião: catorze séculos!

O seu mote foi dado pelo “dito” (hadith) do fundador do Islão a seguir à morte prematura do seu único filho varão, Ibrahim. De acordo com a tradição islâmica, este terá nascido da sua união com Maria a Copta (Maryam al-Qibtiyya). O Profeta Muhammad terá então lançado o anátema contra todo o muçulmano que causasse dano algum aos coptas! Infelizmente, alguns dos meus compatriotas fanáticos de hoje esquecem ou ignoram essa advertência…

A história antiga e recente do mundo árabo-muçulmano, no meio de momentos conflituosos que um bom muçulmano repudiaria, confirma esse pressuposto global. Falo da História longa, com conhecimento de causa!

Os cristãos árabes ou arabófonos contribuíram, entre outros, na elaboração da cultura clássica, forjada na brilhante Bagdade dos séculos IX-XI: filosofia e ciências, teologia e mística. Nos tempos modernos, tiveram um papel relevante na dita Nahda árabe (‘ressurgimento, renas-cimento’) dos séculos XIX-XX: letras e modernidade, economia e política. No permeio, no século XIII, destacam-se, em sentido contrário, o “renascimento siríaco”, que se fez sob o sinal da cultura árabo-islâmica de então, e a idade de ouro da literatura copto-árabe (de que sou especialista).

Quem sabe que o pioneiro do nacionalismo árabe dos tempos modernos foi George Antoniyus, um intelectual cristão sírio do século XVIII? Ou que o co-fundador e verdadeiro ideólogo do partido Baas, no poder na Síria e até há pouco no Iraque, era o outro cristão sírio Michel Aflak? E quem se lembra ainda que o primeiro árabe e africano a aceder ao lugar de Secretário Geral das Nações Unidas foi o copta Butros (Pedro) Butros-Ghali? Um prestigiado professor de direito internacional, estratega da política africana do governo egípcio durante longos anos, assim como do tratado de paz entre Egipto e Israel!

Estes factos constituem, pois, trunfos para um renovado entendimento pacifico entre muçulmanos e cristãos da região, assim como para a reintegração destes nas diversas cidadanias nacionais rumo ao bem comum!

Para mim, ser cristão é antes de tudo viver de acordo com os ditos e feitos do Cristo-Messias (al-Masih), Jesus filho de Maria (?Isa ’bnu Maryam), e dar testemunho dele. Não se trata de gritar à toa a sua gesta e os mistérios da sua vida e morte (os muçulmanos piedosos sabem muito a este respeito!). Mas antes de partilhar, com a humildade e a entrega do Mestre, a vida dos outros, a sua história, a sua cultura, o seu modo de vida. Assumir, com o recuo legítimo e necessário, as suas angústias e dúvidas, assim como as suas esperanças e os seus êxitos.

Muitos dos meus correligionários, no Egipto tal como noutros países do grande Médio Oriente islâmico, partilham dessa perspectiva, por vezes inconscientemente. Eles vivem isso no âmago da luta pelo quotidiano. Eu, aqui na Europa, por meio do estudo, do ensino, da divulgação. Mas também através do meu empenho em esclarecer e denunciar as injustiças que esses povos sofreram nos tempos coloniais, e sofrem, hoje ainda, pela arrogância de um certo Ocidente e pela violência de um certo Império, com seus aliados internos e externos.

Não foi isso afinal o lema do Sínodo: “comunhão e testemunho”?

Publica em Agência Ecclesia.

Diante das ameaças de morte recebidas por alguns Bispos, a Conferência Episcopal reitera que a Igreja defende sempre a vida, “em todas as suas fases e em suas várias dimensões” – Dom Geraldo Lyrio Rocha, presidente da CNBB afirma em coletiva à imprensa (Agência Fides – 23.10.2010)

Fonte: Agência Fides

23.10.2010

AMÉRICA/BRASIL – Diante das ameaças de morte recebidas por alguns Bispos, a Conferência Episcopal reitera que a Igreja defende sempre a vida, “em todas as suas fases e em suas várias dimensões”

Brasília (Agência Fides) – O Presidente da Conferência [Nacional] dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Geraldo Lyrio Rocha, expressou solidariedade ao Bispo de Guarulhos, Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, que recebeu ameaças de morte anônimas por defender o direito à vida e denunciar a posição favorável ao aborto do Partido dos Trabalhadores (PT) durante a campanha eleitoral. O PT é o partido do presidente Lula da Silva e da candidata à presidência Dilma Rousseff. Acompanhado pelo Secretário-geral da Conferência, Dom Dimas Lara Barbosa, Dom Lyrio Rocha recordou em coletiva à imprensa que “o estado é leigo mas a sociedade brasileira é profundamente religiosa: católica, evangélica, adepta de cultos africanos e indígenas. Esta é a razão pela qual todas as religiões podem e devem expressar sua opinião sobre um determinado tema”. O Presidente da CNBB destacou que todavia, “Dom Bergonzini, como Bispo diocesano de Guarulhos, falou em relação a seu território de competência, porque não se dirigiu à nação brasileira. Este procedimento é totalmente regular no âmbito do modo de agir da Igreja”.
 Dom Lyrio Rocha reafirmou também que a Igreja Católica defende sempre a vida, “em todas as suas fases e em suas várias dimensões: quando é ameaçada, quando se trata dos índios ou dos anciãos. Sobre tal tema não há desacordo no Episcopado. Unanimemente, os Bispos defendem a posição de defesa e respeito pela vida”, especialmente no que se refere ao aborto. O Presidente da Conferência Episcopal negou que haja opiniões contrastantes entre os Bispos do Brasil sobre este argumento. Uma nota enviada pela CNBB à Fides informa que outros dois Bispos, Dom Benedito Beni Dos Santos, Bispo de Lorena, e Dom Nelson Westrupp, Bispo de Santo André  [defendem posição a  favor] da vida. (CE) (Agência Fides, 23/10/2010)

“Como católicos, temos uma maravilhosa responsabilidade, gerada por nosso batismo, de determinar uma mudança em prol de nosso mundo.(…)” – Papa Bento XVI em sua mensagem preparatória ao Dia Mundial das Missões 2010 (Agência Fides – 20.10.2010)

SANTA TERESINHA DO MENINO JESUS,

Padroeira das Missões

A Vós, Santa Teresinha
Através das Vossas súplicas e do Vosso exemplo de santidade,
Intercedeis para que fiquemos sempre mais perto do Senhor Jesus,
E fazeis com que as vossas preces, sempre tão agradáveis ao Menino Jesus,
Descortine nossa visão, para que possamos contemplar a face do Justo Senhor
E para que, assim, sejamos abençoados em nossa caminhada de fé.
Assiste-nos, meiga e afetuosa eleita, para que o Senhor Jesus,
Estendendo sobre nós a resignação dos justos,
Faça prosperar em nossas almas a virtude do amor.
Rogamos, ainda, que pela força do nosso clamor,
Sejamos amparados pelo teu obsequioso auxílio
Que o Senhor Jesus, com a vossa insigne intervenção,
Mantenha-se a controlar nossas alegrias e aflições,
Dando-nos o firme impulso para a nossa vocação missionária.

Amém.

Fonte: Secretariado Diocesano das Missões – Diocese da Guarda -Obras Missionárias Pontifícias

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Fonte: Agência Fides

20.10.2010

VATICANO – Dia Mundial das Missões 2010: “Somos todos missionários e juntos podemos fazer a diferença”

Cidade do Vaticano (Agência Fides) – “Como católicos, temos uma maravilhosa responsabilidade, gerada por nosso batismo, de determinar uma mudança em prol de nosso mundo. Para isso, no entanto, devemos tomar consciência da necessidade de levar adiante esta transformação antes de tudo em nós mesmos, e sucessivamente em nossas comunidades paroquiais locais”. É o que nos pede o Santo Padre, porque as pessoas de hoje, consciente ou inconscientemente, desejam esta mudança e querem também “ver Jesus”. O tema central da mensagem do Santo Padre Bento XVI para a celebração do Dia Mundial das Missões, domingo, 24 de outubro, é “A construção da comunidade eclesial é a chave da missão”. Ela encoraja todos, nos campos diocesano e paroquial, assim como os Institutos de Vida Consagrada, os Movimentos eclesiais e todo o Povo de Deus, a renovar o [o] compromisso em anunciar o Evangelho e atribuir à atividade pastoral um caráter mais missionário.

O Santo Padre afirma que “cada um de nós deve enriquecer a própria vida com uma consciência sempre maior do amor incondicionado de Deus por nós e por sua experiência, que transforma nossas vidas. Por meio de nós, a sociedade, sempre mais fragmentada, pode ser transformada em uma comunhão eclesial. Podemos faze-lo com uma contribuição ativa e criativa no âmbito da comunidade e envolvendo os outros, para que juntos possamos promover “um novo humanismo, fundado no Evangelho de Jesus”. “Ele mesmo nos diz: ‘aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele.’ (Jo 14,21). Somente a partir deste encontro com o Amor de Deus, que muda nossa existência, podemos viver em comunhão com Ele e entre nós, e oferecer aos irmãos um testemunho crível, pedindo a razão da esperança que há em nós (cfr 1Pt 3,15)”.
 “Hoje, as pessoas estão à procura de algo diferente na confusão cotidiana do mundo e muitas delas querem ‘ver Jesus’. Como comunidade cristã, podemos e devemos dar-lhes testemunho de nossa esperança, “que porém, não se pode realizar de modo crível sem uma profunda conversão pessoal, comunitária e pastoral”. A Mensagem agradece os missionários por seu testemunho e pede a todos nós para contribuirmos em realizar uma “renovação integral e abrirmo-nos sempre mais à cooperação missionária entre as Igrejas, para promover o anúncio do Evangelho no coração de cada pessoa, povo, cultura, raça e nacionalidade, em qualquer latitude”.

“Como Secretário Geral da Pontifícia Obra da Propagação da Fé, tenho o privilégio de promover este Dia das Missões do Santo Padre e gostaria de agradecer todos os que colaboram com os nossos Diretores Diocesanos e Nacionais pelo sucesso de nossa especial Coleta de solidariedade missionária deste Dia. Enquanto estou em viagem à Zâmbia, neste mês missionário de outubro, posso constatar pessoalmente como os nossos missionários, que realizam um grande trabalho, estão agradecidos, e posso ver como as mais pobres Igrejas locais precisam de nossa ajuda. Juntos, formamos a Igreja e somos missionários em razão de nosso batismo; somos todos missionários e juntos podemos fazer a diferença. Saibam que sua sensibilidade, generosidade e orações fazem realmente a diferença e são muito apreciadas, como posso ver aqui na Zâmbia, onde foi feito bom uso das ofertas que ofereceram no ano passado. Nossas Igrejas locais de todo o mundo não poderiam sobreviver sem a sua ajuda. Assim, “não obstante as nossas dificuldades econômicas”, sejamos generosos neste Dia das Missões e poderemos continuar, como uma família em missão, a alcançar, através “da oração, da meditação da Palavra de Deus e do estudo das verdades da fé, uma sempre maior consciência do amor incondicionado de Deus por todos nós, como irmãos e irmãs”. Pe. Timothy Lehane Barrett svd, Secretário Geral da Pontifícia Obra da Propagação da Fé. (Agência Fides 20/10/2010)

Publicado em Agência Fides.

Encontro de religiosas da Rede “Um grito pela Vida” prepara 27 pessoas das regiões do norte e do nordeste do Brasil para atuar na prevenção do tráfico de seres humanos (Agência Fides 19.10.2010)

 

Fonte/imagem: Jornal Partilhando – Artigo: “Alegria” –

Paróquia de Santo Antônio – Santo Antônio do Monte, MG

Fonte/imagem: Partilhando Online  – Artigo “Alegria)

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Fundação Nosso Lar  – http://www.fnl.org.br/

Pedidos de “Cartilha sobre tráfico de pessoas” – Distribuição gratuita


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Fonte: Agência Fides

19.10. 2010

AMÉRICA/BRASIL Aumentam as religiosas empenhadas contra o tráfico de seres humanos

Salvador (Agência Fides) – Concluiu-se em Salvador, na Bahia, o encontro de religiosas da Rede “Um grito pela Vida”, que preparou 27 pessoas das regiões do norte e do nordeste do Brasil para atuar na prevenção do tráfico de seres humanos. O encontro teve início em 14 de outubro e alcançou resultados positivos, como afirmou irmã Gabriela Bottani, integrante brasileira da Rede. Durante o encontro, foram apresentados estudos sobre o tráfico de seres humanos, inspirando-se em material didático, pesquisas e até mesmo estudos bíblicos. Um dos temas considerados mais urgentes a serem enfrentados, segundo a Rede, foi a exploração sexual de mulheres e crianças. Foram também utilizados dados oficiais da Organização Internacional para as Migrações (OIM) a respeito deste crime transnacional, assim como dados do Instituto de Pesquisa Nacional sobre o tráfico de mulheres, crianças e adolescentes (PESTRAF, 2002) que permitem aprofundar os aspectos relacionados a este problema. O objetivo do encontro foi formar “multiplicadores” (formadores que, por sua vez, possam formar outras pessoas) na prevenção do tráfico de seres humanos e promover o reforço da Rede na região. Segundo Irmã Gabriela, estiveram representados na reunião os estados de Rondônia e Pará, no Norte, e Bahia, Pernambuco, Alagoas, Ceará e Maranhão, do Nordeste. Depois desta formação, os participantes poderão formar núcleos em suas áreas de competência, para comunicar aos outros aquilo que aprenderam e alertar para os perigos do tráfico de seres humanos. “É necessário ter e dispor de uma presença mais capilar, ou seja, alcançar lugares diversos e sensibilizar o mais pessoas possível” – evidenciou Irmã Gabriela.

A nota enviada à Agência Fides, informa que está no calendário de 2011 um encontro de religiosas em Foz do Iguaçu, no Paraná, para reforçar e ampliar ainda mais as atividades da Rede “Um Grito pela Vida”. “As pessoas estão percebendo como é importante o trabalho das religiosas e estamos criando oportunidades para a participação dos leigos” – concluiu Irmã Gabriela.
A Rede “Um Grito pela Vida” está estritamente ligada à Conferência dos Religiosos do Brasil (CBR), e age na prevenção do tráfico de seres humanos com trabalho de sensibilização, principalmente em meio a comunidades e grupos com maior risco de se tornar vítimas deste crime organizado.
(CE) (Agência Fides, 19/10/2010)

“(…)Y sabemos que la fe es el cimiento y, en definitiva, los cimientos de la tierra no pueden vacilar si permanece firme la fe, la verdadera sabiduría.(…)” – Benedicto XVI – Sínodo de los Obispos para Oriente Medio – 11.10.2010 (Vaticano)

Fonte/imagem: Paróquia São José dos Angicos: Bento XVI abre o Sínodo dos Bispos para Igreja no Oriente Médio com apelo à paz e à justiça

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Fonte: http://www.vatican.va/news

PRIMERA CONGREGACIÓN GENERAL (LUNES 11DE OCTUBRE de 2010 (…)

– REFLEXIÓN DEL SANTO PADRE

En la apertura de la Primera Congregación General de esta mañana, lunes 11 de octubre de 2010, tras la lectura breve de la Hora Tercia, el Santo Padre Benedicto XVI hizo la siguiente reflexión:

Queridos hermanos y hermanas:

El 11 de octubre de 1962, hace cuarenta y ocho años, el Papa Juan XXIII inauguraba el Concilio Vaticano II. Entonces el 11 de octubre se celebraba la fiesta de la Maternidad divina de María y, con este gesto, con esta fecha, el Papa quiso encomendar todo el Concilio a las manos maternas, al corazón materno de la Virgen. También nosotros empezamos el 11 de octubre, también nosotros queremos encomendar este Sínodo, con todos los problemas, con todos los desafíos, con todas las esperanzas, al corazón materno de la Virgen, la Madre de Dios.

Pio XI, en 1930, había introducido esta fiesta, mil seiscientos años después del Concilio de Éfeso, el cual había legitimado para María el título Theotókos, Dei Genitrix. En esta gran palabra, Dei Genitrix, Theotókos, el Concilio de Éfeso había resumido toda la doctrina de Cristo, de María, toda la doctrina de la redención. Así, vale la pena reflexionar un poco, un momento, sobre lo que nos dice el Concilio de Efeso, o sea, de lo que nos dice en este día de hoy.

En realidad, Theotókos es un título audaz. Una mujer es Madre de Dios. Podríamos decir: ¿cómo es posible? Dios es eterno, es el Creador. Nosotros somos criaturas, estamos en el tiempo. ¿Cómo podría una persona humana ser Madre de Dios, del Eterno, dado que todos nosotros estamos en el tiempo, somos todos criaturas? Por lo tanto se entiende que había una gran oposición, en parte, contra esta palabra. Los nestorianos decían: se puede hablar de Christotókos, sí, pero de Theotókos no: Theós, Dios, es más, está por encima de los acontecimientos de la historia. Pero el Concilio decidió esto y justamente así ha puesto en evidencia la aventura de Dios, la grandeza de todo lo que ha hecho por nosotros. Dios no ha permanecido en sí: ha salido de sí, se ha unido de tal modo, tan radicalmente con este hombre, Jesús, que este hombre Jesús es Dios y si hablamos con Él, podemos siempre hablar también con Dios. No sólo ha nacido un hombre que tiene que ver con Dios, sino que en Él ha nacido Dios en la tierra. Dios ha salido de sí. Pero podemos decir también lo contrario: Dios nos ha atraído hacia sí, de forma que ya no estamos fuera de Dios, sino que estamos en lo íntimo, en la intimidad de Dios mismo.

La filosofía aristotélica, lo sabemos bien, nos dice que entre Dios y el hombre existe sólo una relación no recíproca. El hombre se refiere a Dios, pero Dios, el Eterno, está en sí, no cambia: no puede tener hoy esta relación y mañana otra. Está en sí, no tiene una relación ad extra. Es una palabra muy lógica, pero es una palabra que nos desespera: por lo tanto Dios mismo no tiene relación conmigo. Con la encarnación, con el advenimiento de la Theotókos, esto ha cambiado de forma radical, porque Dios nos ha atraído hacia sí mismo y Dios en sí mismo es relación y nos hace participar en su relación interior. Así estamos en su ser Padre, Hijo y Espíritu Santo, estamos en el interior de su relación, estamos en relación con Él y Él realmente ha creado una relación con nosotros. En ese momento Dios deseaba nacer de una mujer y ser siempre sí mismo: este es el gran advenimiento. Y así podemos entender la profundidad del acto del Papa Juan XXIII, que confió la asamblea conciliar, sinodal, al misterio central, a la Madre de Dios que es atraída por el Señor en Él mismo, y así todos nosotros con Ella.

El Concilio empezó con el icono de la Theotókos. Al final, el Papa Pablo VI reconoce a la misma Virgen el título de Mater Ecclesiae. Y estas dos imágenes, que abren y cierran el Concilio, están intrínsecamente conectadas; son, al final, una imagen sola. Porque Cristo no ha nacido como un individuo entre los otros. Ha nacido para crearse un cuerpo: ha nacido – como dice san Juan en el capítulo 12 de su Evangelio – para atraer a todos hacia Él y en Él. Ha nacido – como dicen las Cartas a los Colosenses y a los Efesios – para recapitular todo el mundo, ha nacido como primogénito de muchos hermanos, ha nacido para reunir al cosmos en sí, para que así Él sea la Cabeza de un gran Cuerpo. Donde nace Cristo inicia el movimiento de la recapitulación, inicia el movimiento de la llamada, de la construcción de su Cuerpo, de la Santa Iglesia. La Madre de Theós, la Madre de Dios, es Madre de la Iglesia, porque es Madre de Aquél que ha venido para reunirnos a todos en su Cuerpo resucitado.

San Lucas nos hace entender este paralelismo entre el primer capítulo de su Evangelio y el primer capítulo de los Hechos de los Apóstoles, que repiten en dos niveles el mismo misterio. En el primer capítulo del Evangelio, el Espíritu Santo viene sobre María y así alumbra y nos dona el Hijo de Dios. En el primer capítulo del Hecho de los Apóstoles, María está en el centro de los discípulos de Jesús que están rezando juntos, implorando la nube del Espíritu Santo. Y así, de la Iglesia creyente, con María en el centro, nace la Iglesia, el Cuerpo de Cristo. Este doble nacimiento es el único nacimiento del Christus totus, del Cristo que abraza al mundo y a todos nosotros.

Nacimiento en Belén, nacimiento en el Cenáculo. Nacimiento del Niño Jesús, nacimiento del Cuerpo de Cristo, de la Iglesia. Son dos advenimientos o un único advenimiento. Pero entre los dos están realmente la Cruz y la Resurrección. Y sólo a través de la Cruz tiene lugar el camino hacia la totalidad del Cristo, hacia su Cuerpo resucitado, hacia la universalización de su ser en la unidad de la Iglesia. Y así, teniendo presente que sólo del grano caído en la tierra nace la gran cosecha, del Señor clavado en la Cruz viene la universalidad de sus discípulos reunidos en este su Cuerpo, muerto y resucitado.

Teniendo en cuenta este nexo entre Theotókos y Mater Ecclesiae, nuestra mirada se dirige al último libro de la Sagradas Escrituras, el Apocalipsis, donde en el capítulo 12 aparece justamente esta síntesis. La mujer vestida de sol, con doce estrellas sobre la cabeza y la luna bajo los pies, da a luz. Y alumbra con un grito de dolor, alumbra con gran dolor. Aquí el misterio mariano es el misterio de Belén ampliado al misterio cósmico. Cristo nace siempre de nuevo en todas las generaciones y así asume, recoge la humanidad en sí mismo. Y este nacimiento cósmico se realiza en el grito de la Cruz, en el dolor de la Pasión. Y a este grito en la Cruz pertenece la sangre de los mártires.

Así, en este momento, podemos echar una mirada al segundo Salmo de esta Hora Media, el Salmo 81, donde se ve una parte de este proceso. Dios está entre los dioses – aún están considerados en Israel como dioses. En este Salmo, en una gran concentración, en una visión profética, se ve el debilitamiento de los dioses. Los que aparecían como dioses no son dioses y pierden su carácter divino, caen a tierra. Dii estis et moriemini sicut homines (cfr. Sal 81, 6-7): el debilitamiento, la caída de la divinidad.

Este proceso que se lleva a cabo en el largo camino de la fe de Israel y que aquí está resumido en una única visión, es un proceso verdadero de la historia de la religión: la caída de los dioses. Y así la transformación del mundo, el conocimiento del Dios verdadero, el debilitamiento de las fuerzas que dominan la tierra, es un proceso de dolor. En la historia de Israel vemos como este liberarse del politeísmo, este reconocimiento – “solo Él es Dios” – se produce con tantos dolores, empezando por el camino de Abraham, el exilio, los Macabeos, hasta Cristo. Y en la historia continua este proceso de debilitamiento, del cual habla el Apocalipsis en el capítulo 12; habla de la caída de los ángeles, que no son ángeles, no son divinidades en la tierra. Y se lleva a cabo realmente, justo en el tiempo de la Iglesia naciente, donde vemos como con la sangre de los mártires se debilitan las divinidades, empezando por el divino emperador, de todas estas divinidades. Es la sangre de los mártires, el dolor, el grito de la Madre Iglesia que las hace caer transformando así el mundo.
Esta caída no es sólo el conocimiento de que ellas no son Dios; es el proceso de transformación del mundo, que cuesta la sangre, cuesta el sufrimiento de los testigos de Cristo. Y, si miramos bien, vemos que este proceso no se ha acabado nunca. Se lleva a cabo en distintos periodos de la historia con modos siempre nuevos; y también hoy, en este momento, en el cual Cristo, el único Hijo de Dios, debe nacer para el mundo con la caída de los dioses, con el dolor, con el martirio de los testigos. Pensemos en las grandes potencias de la historia de hoy, pensemos en los capitales anónimos que esclavizan al hombre, que no son más que el hombre, pero que son un poder anónimo al cual sirven los hombres, por el cual son atormentados los hombres e incluso masacrados. Son un poder destructivo, que amenaza el mundo. Y, después, el poder de las ideologías terroristas. Aparentemente en nombre de Dios se aplica la violencia, pero no es Dios: son falsas divinidades, que deben ser desenmascaradas, que no son Dios. Y la droga, este poder que, como una bestia voraz, extiende sus manos sobre todas las partes de la tierra y destruye: es una divinidad, pero es una divinidad falsa, que debe caer. O también el modo de vivir propagado por la opinión pública: hoy se hace así, el matrimonio ya no cuenta, la castidad no es una virtud y así por el estilo.

Estas ideologías que dominan, de forma que se imponen con la fuerza, son divinidades. Y en el dolor de los santos, en el dolor de los creyentes, de la Madre Iglesia de la cual nosotros somos parte, deben caer estas divinidades, debe realizarse cuanto dicen las Cartas a los Colosenses y los Efesios: las dominaciones, los poderes caen y se convierten en súbditos del único Señor Jesucristo. De esta lucha en la cual nosotros estamos, de esta debilitamiento de Dios, de esta caída de los falsos dioses que caen porque no son divinidades sino poderes que destruyen el mundo, habla el Apocalipsis en el capítulo 12, también con una imagen misteriosa para la cual me parece que, sin embargo, hay distintas bellas interpretaciones. Se dice que el dragón lanza un gran río de agua contra la mujer en fuga para derribarla. Y parece inevitable que la mujer se ahogue en este río. Pero la buena tierra absorbe este río y éste no puede causar daño. Yo pienso que el río se puede interpretar fácilmente: son las corrientes que nos dominan a todos y que quieren hacer desaparecer la fe de la Iglesia, la cual parece no tener lugar ante la fuerza de estas corrientes que se imponen como la única racionalidad, el único modo de vivir. Y la tierra que absorbe estas corrientes es la fe de los sencillos, que no se deja derribar por estos ríos y salva a la Madre y salva al Hijo. Por esto el Salmo dice – el primer Salmo de la Hora Media – la fe de los sencillos es la verdadera sabiduría (cfr. Sal 118,130). Esta sabiduría verdadera de la fe sencilla, que no se deja devorar por las aguas, es la fuerza de la Iglesia. Y volvemos al misterio mariano.

Y hay también una última palabra en el Salmo 81, “movebuntur omnia fundamenta terrae” (Sal 81,5), vacilan los cimientos de la tierra. Lo vemos hoy, con los problemas climáticos, cómo están amenazados los cimientos de la tierra, pero están amenazados por nuestro comportamiento. Vacilan los cimientos exteriores porque vacilan los cimientos interiores, los cimientos morales y religiosos, la fe de la cual sale el recto modo de vivir. Y sabemos que la fe es el cimiento y, en definitiva, los cimientos de la tierra no pueden vacilar si permanece firme la fe, la verdadera sabiduría.

Y después el Salmo dice: “¡Álzate, oh Dios, juzga a la tierra!” (Sal 81,8). Así decimos también nosotros al Señor: “Álzate en este momento, toma la tierra entre tus manos, protege a tu Iglesia, protege a la humanidad, protege a la tierra”. Y nos encomendamos de nuevo a la Madre de Dios, a María, y oramos: “Tú, la gran creyente, tú que has abierto la tierra al cielo, ayúdanos, abre también hoy las puertas, para que sea vencedora la verdad, la voluntad de Dios, que es el verdadero bien, la verdadera salvación del mundo”. Amén.

Publicado por vatican.va/ .

“A tarefa da imprensa católica: ajudar o homem contemporâneo a orientar-se para Cristo, único Salvador, e a manter acesa no mundo a chama da esperança.” – Papa Bento XVI – Congresso Mundial sobre a Imprensa Católica (Agência Fides – 08.10.2010)

Fonte/imagem: http://www.tlc.org.br/

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Fonte: Agência Fides

08.10.2010

VATICANO – A tarefa da imprensa católica: “ajudar o homem contemporâneo a orientar-se para Cristo, único Salvador, e a manter acesa no mundo a chama da esperança”

Cidade do Vaticano (Agência Fides) – “A tarefa de vocês, queridos profissionais da imprensa católica, é ajudar o homem de hoje a orientar-se para Cristo, único Salvador, e a manter acesa no mundo a chama da esperança, para viver dignamente o presente e construir adequadamente o futuro. É por isso, que os exorto a renovar constantemente a sua escolha pessoal por Cristo, bebendo daqueles recursos espirituais que a mentalidade mundana subestima, embora sejam valiosas, aliás, indispensáveis”. Foi o que recomendou o Santo Padre Bento XVI recebendo em audiência, no dia 7 de outubro, os participantes no Congresso sobre a Imprensa Católica, promovido pelo Pontifício Conselho das Comunicações Sociais.

Em seu discurso, o Santo Padre destacou as profundas mudanças que afetam os meios de comunicação, especialmente com o desenvolvimento de novas tecnologias e multi-midialidade, que parecem “pôr em discussão o papel dos meios mais tradicionais e consolidados”. Hoje, na comunicação está tendo um peso sempre maior o mundo da imagem e, o Papa advertiu sobre os riscos que isso implica: “pode tornar-se distante da realidade, pode dar vida a um mundo virtual com várias consequências, a primeira das quais é o risco da indiferença para com a verdade… Além disso, a retomada de um evento, feliz ou triste, pode visto como entretenimento e não como uma ocasião para reflexão. A busca por maneiras que levem a uma autêntica promoção humana, passa em segundo lugar, porque o evento é apresentado principalmente para despertar emoções. Estes aspectos soam como sinos de alarme: um convite para considerar o perigo que o mundo virtual se distancie da realidade, e não estimule a buscar a verdade. Neste contexto, a imprensa católica é chamada, de uma nova forma, a expressar plenamente as suas potencialidades e dar a razão, a cada dia, de sua indispensável missão”.

Continuando seu discurso, o Papa sublinhou que “a fé cristã tem em comum com a comunicação uma estrutura fundamental: o fato que os meios e a mesma mensagem coincidem; o Filho de Deus, o Verbo Encarnado, é ao mesmo tempo mensagem de salvação e meio através do qual a salvação se realiza. Além disso, a Igreja, Corpo Místico de Cristo, presente em todos os lugares ao mesmo tempo, alimenta a capacidade de relações mais fraternas e mais humanas, colocando-se como lugar de comunhão entre os fiéis e juntos, como sinal e instrumento da vocação de todos à comunhão. A sua força é Cristo e em seu nome ela ‘acompanha’ o homem pelas estradas do mundo para salvá-lo do “mysterium iniquitatis”, que com insídia nele trabalha”.

Depois de salientar que a imprensa evoca “o valor da palavra escrita” e que “a Palavra de Deus veio aos homens e foi transmitida também a nós através de um livro, a Bíblia”, Bento XVI disse que “a palavra continua sendo o instrumento fundamental, e num certo sentido, constitutiva da comunicação”. “O desafio da comunicação é para a Igreja e para aqueles que partilham a sua missão, muito difícil”, também reiterou o Papa, e “os cristãos não podem ignorar a crise de fé existente na sociedade, ou simplesmente confiar que o patrimônio de valores transmitidos durante os séculos passados possa continuar a inspirar e moldar o futuro da família humana”.

Então, o pontífice concluiu: “aqueles que trabalham nos meios de comunicação, se não querem ser como um bronze que soa ou um címbalo que tine “(1 Cor 13, 1) – como diria São Paulo – devem sentir forte dentro de si a opção fundamental que os torna capazes de lidar com as coisas do mundo colocando sempre Deus no ápice da escala de valores”. (SL) (Agência Fides 8/10/2010)

* O texto integral do discurso do Santo Padre, em italiano (Agência Fides)

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Confira também:

http://www.tlc.org.br/ –  Expectativas da imprensa católica são discutidas em Congresso Internacional

ZENIT – “O mundo visto de Roma”“Congresso mundial da imprensa católica, em outubro, no Vaticano”

O Magnificat “Discurso de Bento XVI no Congresso sobre a Imprensa Católica”

ACI Digital Congresso da Imprensa Católica reunirá comunicadores de todo o mundo em Roma

Dom Celli convida a ser missionários através das novas tecnologias

Dom Celli pede aos comunicadores católicos que reflitam se é que vivem os valores que transmitem


Congresso em Roma discutiu papel da imprensa católica

Organização Internacional para as Migrações (OIM) e República Dominicana assinam acordo para formação contra tráfico de pessoas (Rádio Vaticano – 07.10.2010)

Fonte/imagem: Fundação Nosso Lar  – http://www.fnl.org.br/

Pedidos de “Cartilha sobre tráfico de pessoas” – Distribuição gratuita

Download da cartilha tráfico de pessoas

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Fonte: Rádio Vaticano

07/10/2010

REPÚBLICA DOMINICANA: FORMAÇÃO CONTRA TRÁFICO DE PESSOAS

Santo Domingo, 07 out (RV) – A República Dominicana e a Organização Internacional para as Migrações (OIM) assinaram um acordo, no último dia 1°, sobre o combate ao tráfico de seres humanos.

Segundo o acordo, serão oferecidos cursos de formação para os responsáveis do Governo no campo da Justiça, da imigração e dos direitos humanos na luta contra o tráfico de pessoas.

A formação se centraliza em palestras e seminários especiais sobre o tema “Tráfico de seres humanos e mobilidade humana”. Está prevista a colaboração técnica para o desenvolvimento de programas de estudos, projetos acadêmicos e intercâmbio de informações.

O Governo da República Dominicana decidiu investir na realização do plano de formação, segundo os padrões educacionais propostos pelo projeto, além da avaliação, junto com a OIM, dos requisitos básicos para o desenvolvimento da formação e a prática.

Por sua vez, a OIM deve identificar e fornecer especialistas internacionais do setor, além do apoio técnico e o material que será utilizado na formação.

O Procurador Geral, Radhames Jimenez Pena, ressaltou a importância de reforçar a formação dos oficiais de Justiça, considerando que este órgão é parte fundamental na luta contra o tráfico de seres humanos.

O chefe da missão da OIM no país, Cy Winter, sublinhou que a ajuda na realização do programa de assistência técnica reforçará o trabalho de combate ao crime e o tratamento das vítimas.

O tráfico de seres humanos tem aumentado nos últimos anos, sobretudo no Brasil e na América Central. (MJ) (Rádio Vaticano)

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PT assume legalização do aborto e o seu reconhecimento como direito no Brasil, denunciam Bispos do Regional Sul 1 (Reportagem – ACI Digital – 28.09.2010)

Fonte/imagem: http://www.harmoniadomundo.net/O_Mundo_da_Crianca.htm

Artigo”A Flauta Mágica”, de Mozart – Ópera para crianças –

Teatro Nacional de São Carlos -Portugal

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ELEIÇÕES BRASIL

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Fonte: ACI Digital

PT assume legalização do aborto e o seu reconhecimento como direito no Brasil, denunciam Bispos do Regional Sul 1

SÃO PAULO, 28 Set. 10 / 05:25 pm (ACI).- O Presidente da Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 da CNBB e bispo diocesano de Assis (SP), Dom José Benedito Simão,divulgou uma séria denúncia sobre o envolvimento do PT com a promoção do aborto no Brasil. “Estamos alertando nosso povo para uma situação totalmente inédita e sem precedentes: é a primeira vez na história do Brasil que um partido político assume como compromisso de governo a legalização de um crime e o seu reconhecimento como direito”, afirmou o prelado. Os bispos deste regional assumem assim o dever de denunciar “este gravíssimo desvio pelo qual se pretende introduzir a cultura da morte em nosso país”.

“Em 2005 nosso atual governo, sem nenhuma consulta prévia ao povo brasileiro, reconheceu junto à ONU o aborto como um direito humano. Logo em seguida, no mesmo ano, o atual governo enviou ao congresso nacional um projeto de lei que tornaria o aborto totalmente livre, desde a concepção até o momento do parto. Deixem-me repetir, pois é disto mesmo que se trata: o aborto deixaria de ser um delito em qualquer circunstância, tornando-se totalmente livre, durante todos os nove meses de gravidez”, enfatizou Dom Simão.

Seguidamente o Bispo afirma que “tal como havia sido previamente acordado junto à ONU, o projeto reconhecia, em seu primeiro artigo, o aborto como um direito e, em seu último artigo, revogava todos os dispositivos do Código Penal que tipificavam o aborto como crime, tornando-o, por isso mesmo, completamente livre, por qualquer motivo, em todos os estágios da gravidez, o que foi reconhecido, publicamente, pelos mais eminentes juristas, durante as audiências realizadas para debater o assunto dentro da Câmara. A oposição ao projeto cresceu a tal ponto, dentro do próprio Congresso, que o Partido dos Trabalhadores assumiu, em seu Terceiro Congresso Nacional, a completa legalização do aborto como programa de governo e o impôs como obrigatório a todos os seus membros”.

Dom Simão denunciou também que “como consequência desta resolução, os deputados Luiz Bassuma e Henrique Afonso, ambos do PT, foram processados, julgados e condenados pelo partido dos trabalhadores, acusados de terem cometido infrações graves à ética partidária, por haverem militado contra a legalização do aborto, segundo ficou declarado no texto da sentença. Ambos os deputados haviam coordenado a oposição ao projeto do governo pelo qual o aborto se tornaria completamente livre durante toda a gestação e haviam pedido a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar quem estaria financiando a promoção do aborto no Brasil”.

“Estamos alertando nosso povo para uma situação totalmente inédita e sem precedentes: é a primeira vez na história do Brasil que um partido político assume como compromisso de governo a legalização de um crime e o seu reconhecimento como direito, que torna este compromisso obrigatório para todos os seus membros e que pune os que exercem o direito à objeção de consciência como culpados de infrações graves contra a ética partidária, ao mesmo tempo em que nega insistentemente, diante do público, que tenha feito, ou que pretenda fazer, qualquer uma destas coisas”, conclui a denúncia do Presidente da Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1.

No final do pronunciamento, Dom Simão recorda o texto “A Contextualização da Defesa da Vida no Brasil” e faz uma leitura do documento “Apelo a todos os brasileiros e brasileiras”, que pode ser baixado aqui. (…)

(ACIDigital)

Mexicanas rechaçam energicamente aborto: fazê-lo legal, não evitou os abortos clandestinos (Reportagem – ACI Digital – 29.09.2010)

ELEIÇÕES -BRASIL

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Fonte: ACI Digital

Mexicanas rechaçam energicamente aborto: fazê-lo legal, não evitou os abortos clandestinos

MEXICO D.F., 29 Set. 10 / 12:18 pm (ACI).- No dia em que grupos feministas “celebram” o dia internacional pela despenalização do aborto na América Latina, diversas organizações de mulheres no México exigiram a promoção e a defesa da vida através de leis que fomentem a educação, a saúde e o emprego para combater esta prática anti-vida, que destrói a vida dos não-nascidos e das suas mães.

As organizações criticaram a decisão do Distrito Federal de permitir o aborto até a semana 12 de gestação, “quando a maioria da sociedade não está de acordo” e questionaram que “se mantenha na clandestinidade as cifras de processos realizados em instituições privadas da capital, e se guarde silêncio sobre o síndrome pós-aborto”.

A presidenta do Instituto para a Reabilitação da Mulher e a Família (IRMA), Mari Carmen Alva disse que na especialização do tratamento à síndrome pós-aborto, “encontraram mulheres que inclusive repetiram esta experiência em até três ocasiões, com sequelas psicológicas ou infecções, hemorragias e inclusive, casos dolorosos de jovenzinhas que perderam a matriz e isso com a possibilidade de serem mães, de [darem] vida”.

Como exemplo disto pôs o caso de uma jovem de 23 anos quem “esteve perto da morte por uma perfuração do intestino devido a um aborto e era o único filho que teria em sua vida. Arriscam tudo porque não têm orientação, ninguém lhes dá alternativas mais que a de ‘desfazer-se’ do bebê que leva no ventre à custa de sua própria saúde e da própria vida”, explicou

Alva comentou logo que diversos psicólogos, psiquiatras e tanatologistas confirmam os estragos da síndrome pós-aborto nas mulheres: “porque seguem dizendo a elas que não acontece nada, que depois do cancelamento da gravidez vão seguir sua vida como antes, que se trata de um punhado de células, como se não tivesse acontecido nada, mas a realidade as coloca em quadros permanentes de depressão, transtornos e até tendências suicidas”.

A perita disse que quando uma mulher começa a descobrir que sua vida não é a mesma, que tem pesadelos, insônia, depressão, angústia, é quando a mulher requer de um apoio de especialistas mas não o têm; a autoridade da capital se empenha em assegurar que não existe esta consequência, e, portanto, aqueles que promovem o aborto “condenam a mulher a uma vida de silêncio”.

Depois de questionar o anúncio, “com tambores grandes e pratos” de que no Distrito Federal já se realizaram 50 mil abortos, Mari Carmen Alva disse que “a mulher necessita alternativas distintas ao aborto, como, por exemplo que se ofereça como opção serviços de saúde gratuitos para adolescentes grávidas, creches e serviços perto de suas zonas de trabalho, redução de horários de trabalho para as que são mães, que não a [leve] a tomar uma decisão equivocada”.

Por isso, diversas organizações ressaltaram a decisão de 17 estados da República de blindar a vida desde a concepção. Estas reformas, disseram, não atentam contra as mulheres mas as defendem, assim como os seus filhos não nascidos. Em alguns estados, explicam, substituiu-se a pena de cárcere por atenção médica integral e se trabalha por impulsionar políticas públicas que favoreçam a mulher grávida, sobretudo a que se encontra em situação vulnerável e que brindem alternativas em matéria de saúde, emprego e educação.

O aborto, explicaram logo, não cura nenhuma doença. “Todo procedimento deve ser feito a favor da saúde, inclusive quando tomamos um remédio sabemos que pode haver efeitos secundários, mas o bem que se busca é o da saúde e, nestes casos, não se busca a saúde; é evidente que [isto] vai trazer repercussões mas na sua vida reprodutiva, sem descartar as [afecções] psicológicas”.

Madalena Ernaut, do Código Mulher, disse logo que “a própria autoridade reconheceu que os hospitais privados não reportam o número real de abortos praticados, porque as mulheres que o praticam o que menos querem é ficar registradas; querem manter em silêncio a experiência, por isso preferem evitar o setor saúde. Quer dizer, o fazê-lo legal, não evitou os abortos clandestinos. Por isso, na Cidade do México não temos nenhuma razão para festejar (na capital) e, [sim], muito de quê se lamentar, pois a clandestinidade também obriga as mulheres ao silêncio”. (ACIDigital)

“Aborto, ‘matrimônio’ e adoção gays são contrários à ordem natural e à democracia”, diz Cardeal mexicano (ACI Digital – 27.09.2010)

ELEIÇÕES – BRASIL

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Fonte: ACI Digital

Cardeal Juan Sandoval Íñiguez, Arcebispo de GuadalajaraAmérica

AMÉRICA

Aborto, “matrimônio” e adoção gays são contrários à ordem natural e à democracia, diz Cardeal mexicano

GUADALAJARA, 27 Set. 10 / 12:32 pm (ACI).- O Arcebispo de Guadalajara, no México, Cardeal Juan Sandoval Íñiguez assinalou que as leis que se aprovaram no Distrito Federal com o aval da Suprema Corte de Justiça da Nação que permitem o aborto até as 12 semanas, a pílula do dia seguinte, as uniões homossexuais equiparadas ao matrimônio e a possibilidade de que estes adotem, são contrárias à ordem natural e à democracia.

No artigo publicado pelo “Semanário” da Arquidiocese de Guadalajara, o Cardeal explica que estas leis são “imorais, muito prejudiciais para o país” e “se forem postas em prática, danificarão sobremaneira a vida desta Nação e a instituição do matrimônio”.

O Arcebispo disse que estas normas são contrárias à ordem natural, “à Lei Natural que todos levamos impressa no coração, e que está inscrita na Natureza. Esta nos ensina que os seres vivos corporais são sexuados; as plantas, os animais e o homem são sexuados: sexo masculino e feminino, sexos que são complementares e, além disso, que contribuem com vida, que são fecundos”.

Em segundo lugar, prosseguiu, com estas leis “danifica-se ou se contradiz à Sagrada Escritura, à fé cristã compartilhada pela maioria do povo do México. portanto, dá como resultado (e isto é o terceiro), que essas leis vão contra a opinião da maioria; inclusive, houve pesquisas referentes, por exemplo, sobre a adoção de crianças por casais de homossexuais, e a maioria das pessoas disse estar em desacordo”.

Por isso, precisou, estas “leis são ditatoriais, são contrárias à democracia, denigrem a representatividade dos governantes e dos legisladores, que não têm poder absoluto, senão aquele que lhes dá o povo que eles representam, e não podem legislar nem contra a Lei Natural nem contra a vontade do povo”.

Depois de denunciar que no Distrito Federal já se realizaram 40 mil abortos como produto da decisão da Corte Suprema, o Cardeal questionou: “como é possível que uns quantos indivíduos legislem para 110 milhões de mexicanos sem tomá-los em conta, sem requerer a opinião da maioria?”

Finalmente expressou seu desejo de que “as leis injustas se revertam; que pudéssemos refletir e colocar marcha atrás nessas normas, como digo, ditatoriais, e que um povo que quer a democracia não deve permitir”. (ACIDigital)

“A ciência ensina que com a concepção começa a existência de um novo indivíduo da espécie humana, com sua individualidade genética e vida própria, distinto a qualquer outro ser humano, com uma dignidade inalienável até a morte natural” – Carta aberta de repúdio a projeto que limita a objeção de consciência dos profissionais da saúde europeus ante o aborto, apresentada pela Federação Mundial de Associações de Médicos Católicos, pela Federação Internacional de Farmacêuticos Católicos e pelo Comitê Católico de Enfermeiros (ACI Digital – 26.09.2010)

ELEIÇÕES – BRASIL

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Fonte: ACI Digital

Mundo

Violação da objeção de consciência ante o aborto desumaniza a medicina, afirmam profissionais da saúde europeus

Roma, 26 Set. 10 / 09:48 am (ACI).- A Federação Mundial de Associações de Médicos Católicos, a Federação Internacional de Farmacêuticos Católicos e o Comitê Católico de Enfermeiros enviaram uma carta aberta à presidência e membros do Conselho da Europa na que assinalam que a violação do direito à objeção de consciência do pessoal de saúde ante o aborto só pode gerar consequências negativas como a desumanização da medicina.

Na carta assinada pelo Dr. José María Simon, o Dr. Piero Urosa e a senhora Marylee Meehan, presidentes respectivamente das instituições mencionadas, adverte-se que em junho deste ano o Conselho da Europa aprovou uma proposta para limitar e na prática impedir o direito à objeção de consciência ante o aborto. Este projeto será apresentado em Estrasburgo, na França, em sessão plenária nos dias 4 e 8 de outubro.

Este projeto, explica a carta, “é uma muito grave violação da deontologia profissional e da liberdade dos cidadãos europeus”. O que busca é obrigar a que “não tenhamos em conta os aspectos morais da atividade profissional mas que sejamos simples executores das diretivas políticas”.

Depois de recordar que a “ciência ensina que com a concepção começa a existência de um novo indivíduo da [espécie] humana, com sua individualidade genética e vida própria, distinto a qualquer outro ser humano, com uma dignidade inalienável até a morte natural”, o texto recorda os massacres que no século XX foram vistos no mundo pela perda de vidas destas características fundamentais do ser humano.

Logo depois de recordar estes princípios, os assinantes assinalam que “a Comissão do Parlamento Europeu quer garantir o pleno acesso das mulheres a práticas como o aborto ou técnicas especiais de reprodução, que não são problemas estritamente de saúde (a gravidez não é uma doença). O aborto logo depois da concepção é um homicídio e também o são as intervenções nos embriões produzidos in vitro”.

“É inaceitável, ademais, que o pessoal da área de saúde não disposto a não alterar sua defesa do direito à vida sejam discriminados no trabalho, e que sua disposição à objeção de consciência possa converter-se em algo que os impeça exercer sua profissão”, prosseguem.

Finalmente os católicos que redigem o texto advertem que “já hoje, em distintos países, para um médico objetor de consciência é muito difícil, se não impossível, especializar-se em ginecologia. Isto atenta não só contra o direito do médico, mas também contra o direito das mulheres que rechaçam o aborto e que desejam ser atendidas por ginecologistas que compartilhem seus princípios morais”. (ACIDigital)

Deus, o rei e o julgamento de Thomas More – William Newton (Comentário ao discurso do Papa no Parlamento britânico – Zenit.org)

Fonte: Zenit.org

Deus, o rei e o julgamento de Thomas More

por William Newton*

Comentário ao discurso do Papa no Parlamento britânico

TRUMAU (Áustria), 22 de setembro de 2010 (ZENIT.org) – É conhecido o ditado de Mark Twain de que a história não se repete, mas às vezes rima. Na sexta-feira passada, em Westminster Hall, Londres, houve uma dessas ocasiões.

Neste edifício, em julho de 1535, São Thomas More foi condenado à morte por traição, ao não reconhecer a autoridade suprema do soberano temporal, o rei, sobre a autoridade da Igreja e sobre o Papa.

Foram necessários 500 anos para que, na sexta-feira passada, John Bercow, sucessor de São Thomas More como presidente da Câmara dos Comuns, desse boas-vindas ao sucessor do Papa Clemente VII, ao se dirigir ao Parlamento Britânico reunido.

Bento XVI era plenamente consciente do significado da ocasião e não teve pudor em recordar aos parlamentares o que estava em jogo no julgamento de Thomas More. Bento XVI assinalou que “o dilema que More teve de enfrentar naqueles difíceis tempos” foi “a perene questão da relação entre o que pertence a César e o que é de Deus”.

O objetivo do discurso do Papa – e um dos significativos de toda sua visita ao Reino Unido – era, por conseguinte, “refletir sobre o espaço adequado da crença religiosa dentro do processo político”.

Bento XVI assinalou que “os questionamentos fundamentais em jogo no julgamento de More continuam se apresentando hoje”, e entre estas questões a mais importante é: “apelando a que autoridade se podem resolver os dilemas morais?”.

Thomas More, e todos os homens e mulheres de seu tempo na Inglaterra, foram obrigados – sob a pena de morte – a responder a esta pergunta: “sobre que base se pode decidir a questão moral do divórcio e do novo casamento? Qual foi o fundamento da opinião de quem tinha o poder político (rei Henrique XVIII), e em que se baseavam os princípios morais perenes, defendidos pela Igreja?

Fundamentos

Muito mudou na Inglaterra desde o ponto de vista político nos 500 anos que se seguiram, mas a questão permanece: há algumas bases éticas da sociedade civil e política que simplesmente não podem ser mudadas por quem exerce o poder, inclusive se o poder é democrático?

A resposta de Bento XVI é, obviamente, sim, porque “se os princípios morais que sustentam o processo democrático não forem determinados por algo mais sólido que o consenso social, a fragilidade do processo [democrático] se faz muito evidente”.

Aqui, sem dúvida, o Santo Padre pensa, entre outras coisas, nas leis antivida aprovadas pelo Parlamento britânico e outras democracias de recentes décadas, ao sabor do “consenso social”, mas contrárias ao bem verdadeiro da sociedade.

Bento XVI não mencionou diretamente o aborto, a eutanásia e a pesquisa com embriões, mas deu outro exemplo do sacrifício dos fundamentos morais da sociedade. Referindo-se à atual crise financeira global, recordou aos parlamentares que isso demonstra à sociedade o que ela pode esperar quando os fundamentos éticos são sacrificados pelo interesse privado e o pragmatismo.

Afirmou que “há um amplo consenso de que a falta de um sólido fundamento ético na atividade econômica contribuiu para as graves dificuldades [econômicas] em que hoje vivem milhões de pessoas em todo o mundo”.

Insistindo neste ponto, recordou aos parlamentares “uma das conquistas especialmente notáveis do Parlamento britânico”, a abolição do comércio de escravos. O Santo Padre indicou que a campanha que esta legislação conduziu foi um marco. Construiu-se “não sobre o terreno cambiante da opinião pública” (de fato, a população se mantinha como muito ambivalente), mas “sobre princípios éticos firmes, enraizados na lei natural” e, se poderia dizer, liderados por cristãos dedicados a isso, tais como William Wilberforce.

Após essa afirmação, Bento XVI tratou sobre a réplica óbvia: “onde se pode encontrar o fundamento ético das decisões políticas? Respondeu assinalando que “as normas objetivas que governam a ação correta são acessíveis à razão, prescindindo do conteúdo da revelação”. Contra as afirmações do relativismo, a razão humana pode conhecer o que é verdade e o que é correto. Aqui, obviamente, refere-se a nada menos que à lei natural.

Luz que guia

Portanto, se as normas morais objetivas podem ser conhecidas pela razão humana, inclusive sem revelação, qual é o papel da religião, e especialmente da fé cristã, na sociedade? Não consiste, afirmou Bento XVI, em suprir estas normas morais. Não ainda em oferecer um anteprojeto para estruturar a política e a vida econômica de um país. Mas sim “ajuda a purificar e lançar luz sobre a aplicação da razão para a descoberta de princípios morais objetivos”.

De acordo com isso, é, em muitos casos, um papel “corretivo”, o que significa que ajuda a guiar a razão em sua busca de normas morais e sua concreta aplicação, um guia que se necessita porque o pecado frequentemente dificulta a razão em sua busca da verdade. O Santo Padre advertiu que “sem o corretivo proporcionado pela religião… a razão [também] pode ser presa de distorções, como quando é manipulada pela ideologia, ou aplicada em um modo parcial que não leva em conta a dignidade da pessoa humana”.

Bento XVI recordou ao Parlamento que “este mau emprego da razão… foi que o estabeleceu o comércio de escravos em primeiro lugar”, quando este comércio se fundou sobre a negação de princípios morais que a razão sozinha deveria ter afirmado, por exemplo, a igualdade de todos os homens e sua inerente dignidade.

O Papa assinalou que esta função “corretiva” da fé e da revelação não é sempre acolhida em muitas sociedades democráticas atuais. Ele admitiu que às vezes há boas razões para isso. Aqui, referiu-se ao sectarismo e ao fundamentalismo, que ele qualificou de fé religiosa privada de razão.

A questão é que a razão necessita da fé, e a fé, da razão: “há um processo em duas direções”. Sendo este o caso, Bento XVI pediu aos seus ouvintes – homens e mulheres com poder político no Reino Unido – fazer o que puderem para assegurar “um diálogo profundo e continuado” entre “o mundo da racionalidade secular e o mundo da fé religiosa”, para “o bem de nossa civilização”.

À luz da importância crítica deste diálogo entre razão e fé, Bento XVI expressou sua “preocupação com a crescente marginalização da religião, especialmente do cristianismo”, que se registra em muitos países, incluído o Reino Unido.

Ele se referiu também a “sinais preocupantes de uma falta de apreço… dos direitos dos crentes à liberdade de consciência e de religião”. Aqui, sem dúvida, pensava nas recentemente estabelecidas leis (chamadas) antidiscriminatórias aprovadas no Parlamento britânico que, entre outras coisas, dão direitos exagerados a pessoas homossexuais (incluindo o direito de adoção) em detrimento da liberdade religiosa. As agências de adoção católicas têm sido obrigadas a aceitar isso ou a fechar.

Silêncio

O Papa assinalou também que há quem gostaria que a voz da religião fosse silenciada ou ao menos relegada à esfera puramente privada.

No dia seguinte, falando na vigília da beatificação do cardeal John Henry Newman, Bento XVI disse que “Newman descrevia o trabalho de sua vida como uma luta contra a crescente tendência a ver a religião como um assunto puramente privado e subjetivo”.

À luz desta tendência “privatizadora”, o fato de que a visita do Papa tenha sido de Estado tem um significado imenso. Bento XVI, de obra e de palavra, põe o acento na verdade de que as sociedades atuais, incluindo as modernas democracias, não podem atuar sem religião na praça pública.

São Thomas More, depois de tudo, foi um bom servidor do rei, porque foi um melhor servidor de Deus. A comunidade política necessita da influência do cristianismo para alcançar seu objetivo.

No convite sem precedentes ao Santo Padre para se dirigir ao Parlamento britânico, algo simplesmente inconcebível inclusive há poucos anos, acende o farol da esperança de que o cristianismo pode continuar sendo uma luz guia para a sociedade.

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*William Newton é professor no Instituto Teológico Internacional em Trumau, Áustria, e membro associado do Instituto Maryvale, em Birmingham, Reino Unido.