Bento XVI: “Estudar com diligência as linguagens da moderna cultura digital para ajudar a missão evangelizadora da Igreja e inserir nestas novas modalidades expressivas os conteúdos da fé cristã.” – Discurso no Pontifício Conselho das Comunicações (Rádio Vaticano)

 

Fonte/imagem/texto: Arquidiocese de São Paulo  –“Igreja Católica se prepara para usar novas mídias”

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Fonte: Rádio Vaticano

BENTO XVI: IGREJA APRENDA LINGUAGENS DA NOVA MÍDIA PARA INSERIR EVANGELHO NA CULTURA DIGITAL

Cidade do Vaticano, 28 fev (RV) – Estudar com diligência as linguagens da moderna cultura digital para ajudar a missão evangelizadora da Igreja e inserir nestas novas modalidades expressivas os conteúdos da fé cristã.

Esse foi, substancialmente, o discurso que Bento XVI dirigiu na manhã desta segunda-feira, na Sala Clementina, no Vaticano, aos membros que participam – de hoje até a próxima quinta-feira – da plenária do Pontifício Conselho das Comunicações Sociais.

Uma linguagem “emotiva”, exposta ao risco constante da banalidade. De contrapartida, uma linguagem rica de símbolos, de milhares de anos a serviço do transcendente. O que a comunicação digital tem em comum com a comunicação da Bíblia? Pouco, aparentemente, se não fosse que para a Igreja não existe linguagem nova que não possa ser compreendidade e utilizada para anunciar a mensagem de sempre, a mensagem do Evangelho.

Bento XVI examinou as implicações dessa questão voltando a um tema muitas vezes abordado nestes últimos anos: o das novas tecnologias e das mudanças que elas induzem no modo de comunicar, a ponto de ter configurado “uma vasta transformação cultural”.

As redes web – afirmou o Pontífice – são a demonstração de como “oportunidades inéditas” estão delineando um “novo modo de aprender e de pensar”, de “estabelecer relações e construir comunhão”. Mas não basta ter consciência disso – observou. A análise deve ser mais profunda:
“As novas linguagens que se desenvolvem na comunicação digital determinam, entre outras coisas, uma capacidade mais intuitiva e emotiva que analítica, orientam a uma diferente organização lógica do pensamento e da relação com a realidade, privilegiam, muitas vezes, a imagem e as conexões hipertextuais. Ademais, a tradicional distinção nítida entre linguagem escrita e oral parece abrandar em favor de uma comunicação escrita que assume a forma e a imediação da oralidade.”

Estar “na rede” – prosseguiu o Papa – requer que a pessoa se encontre envolvida com aquilo que comunica. E, portanto, nesse nível de interconexão as pessoas não se limitam a trocar informações, mas “já estão compartilhando a si mesmas e a sua visão de mundo”. Uma dinâmica que, para o Santo Padre, não está isenta de pontos fracos:
“Os riscos que se correm, certamente, estão diante dos olhos de todos: a perda da interioridade, a superficialidade no viver as relações, a fuga na emotividade, o prevalecer da opinião mais convincente em relação ao desejo de verdade. E, todavia, estes são a consequência de uma incapacidade de viver plenamente, e de modo autêntico, o sentido das inovações. Eis o motivo pelo qual é urgente a reflexão sobre as linguagens desenvolvidas pelas novas tecnologias.”

Aí – observou o Pontífice – se insere o trabalho que a Igreja deve fazer e, particularmente, o Pontifício Conselho das Comunicações Sociais. “Aprofundar a cultura digital” e, posteriormente, “ajudar aqueles que têm responsabilidade na Igreja” a “entender, interpretar e falar a “nova linguagem” da mídia em função pastoral”. Bem sabendo que nem mesmo a dimensão espiritual da pessoa é estranha ao mundo da comunicação:
“A cultura digital apresenta novos desafios à nossa capacidade de falar e de escutar uma linguagem simbólica que fale da transcendência. Jesus mesmo no anúncio do Reino soube utilizar elementos da cultura e do ambiente de seu tempo: o rebanho, os campos, o banquete, as sementes, e assim por diante. Hoje somos chamados a descobrir, também na cultura digital, símbolos e metáforas significativas para as pessoas, que possam ser de ajuda ao falar do Reino de Deus ao homem de hoje.”

Bento XVI reiterou que a “relação sempre mais estreita e ordinária entre o homem e as máquinas”, sejam elas computadores ou celulares, pode encontrar na riqueza expressiva da fé e nos “valores espirituais” uma dimensão ainda mais ampla do que a já além-fronteiras que a tecnologia parece assegurar.

Quatro séculos atrás, o jesuíta Pe. Matteo Ricci, o grande apóstolo da China, soube demonstrar isso, conseguindo acolher “tudo aquilo que existia de positivo” na tradição daquele povo, e “animá-lo e elevá-lo com a sabedoria e a verdade de Cristo”. A mesma coisa são chamados a fazerem os cristãos de hoje, que no mundo da mídia podem contribuir para abrir “horizontes de sentido e de valor que a cultura digital sozinha não é capaz de entrever e representar” – concluiu o Santo Padre. (RL)

Publicado em Rádio Vaticano.

“Depois da saúde, da alimentação e da habitação, o bem fundamental da educação deve ser preservado por toda a política que deve procurar o bem comum. Que bom que a Igreja pode colaborar.” Miguel Yañez – Pontifícia Gregoriana de Roma (Agência Ecclesia)

Fonte: Agência Ecclesia

“Igreja não pode calar a sua voz profética”

Miguel Yañez, professor de teologia moral da Universidade Pontifícia Gregoriana de Roma, fala sobre a educação católica

Fórum EMRC

O padre Miguel Yañez, professor de teologia moral na Universidade Pontifícia Gregoriana de Roma e na Universidade de Teologia de Salvador, na Argentina, veio a Portugal participar no Fórum de Educação Moral e Religiosa Católica.

Durante o encontro, realizado entre 28 e 30 de Janeiro, em Fátima, o religioso jesuíta proferiu duas conferências: «A fractura social: pobreza e as opções da Igreja» e «A fractura ideológica: a sexualidade no contexto da antropologia cristã».

Em entrevista à agência Ecclesia, o professor de teologia moral afirma a importância que a Igreja tem na educação e o “papel profético” através dos seus ensinamentos e do testemunho dos cristãos

AE – As duas conferências que proferiu no Fórum EMRC focam duas fracturas, uma social e uma ideológica. Como é que elas se manifestam?

MY – Encontramos brechas numa sociedade pluralista, onde se destacam formas distintas de ver a pessoa humana e as suas relações.

Encontramo-nos numa sociedade onde a globalização se impõe e que é uma conquista. Mas precisamos distinguir entre estas conquistas, que são irreversíveis e representam uma grande oportunidade para toda a humanidade e para a Igreja, do que podemos chamar de uma certa ideologia que parece estar na base de auto poderes que actuam na sociedade e impõem um certo modo de ver a vida, de ver a pessoa, e deixa um pouco a desejar, pelo menos do ponto de vista cristã e humano.

Crescemos muito no século XX, no que à tecnologia e ciência diz respeito. Contudo parece-me que a humanidade tem de dar um salto qualitativo sobre a moralidade pessoal e social.

AE – Que papel tem a Igreja no meio destas duas fracturas?

MY – Antes de mais tem um papel profético com os seus ensinamentos e também com o testemunho dos cristãos. A Igreja não pode calar a sua voz mas, sobretudo através de todos os cristãos inseridos na sociedade, deve tornar presente um estilo de vida que me parece ser, naturalmente, contra-cultural.

No meu entender, (a Igreja deve optar por) um estilo de vida marcado pela promoção da pessoa, diferente do individualismo reinante que tem sido estimulado e tem sido veiculado pelos meios de comunicação social.

AE – A opção preferencial pelos pobres é indicada pelo magistério da Igreja. Como propor esta opção em âmbito escolar?

MY – A formulação da opção preferencial pelos pobres é nova mas a ideia subjacente é sublinhada em toda a Escritura, em especial no Evangelho. Contém uma carga humanista e ética, que filósofos e também políticos incorporaram com outros termos.

Se uma sociedade deseja realmente ser justa – creio que é algo inquestionável – tem de colocar no centro da sua preocupação os mais desfavorecidos e desprotegidos.

Uma sociedade de capitalismo pós-industrial gera uma massa de gente que é expulsa do mercado laboral, do mercado de produção e de consumo. A sociedade não sabe o que fazer com estas pessoas. Como integrá-las nesta dinâmica vertiginosa de crescimento económico, mobilizado pela tecnologia que oferece oportunidades inéditas na história da humanidade – pensemos por exemplo na Internet, nos meios de comunicação social?

Tudo isto é uma grande batalha com uma brecha imensa. É uma questão que agrava a dignidade da pessoa humana.

AE – E como se pode propor a opção pela pobreza em ambiente escolar, tanto na pedagogia como nos conteúdos?

MY – Tem de ser uma proposta a vários níveis. Primeiro temos de mudar de paradigma na actividade profissional. A excelência é, no fundo, um meio para alcançar um êxito pessoal e alcançar uma competitividade que se revela selvagem.

A Igreja tem aqui de propor uma excelência baseada na solidariedade, como afirmou o Papa João Paulo II e o próprio Bento XVI.

Por outro lado são necessárias estratégias concretas e contactos reais com situações de pobreza, com as pessoas que estão excluídas: o voluntariado tem crescido muito, em especial na Europa, e pode ser uma resposta na ajuda do conhecimento de uma realidade que esperamos, depois, possa envolver as pessoas, cada uma no seu local de trabalho e no âmbito da sua profissão.

Precisamos de mudar de sistema, o que será muito difícil. Ou pensar na correcção do actual para que realmente possa ser mais humano.

AE – A educação insere-se nesta fractura ideológica que traçou, no contraste entre a proposta da Igreja Católica e do Estado. Em Portugal vivemos uma situação de constrangimento orçamental que põe em causa a coexistência de duas propostas. Que consequências pode esta situação trazer para o futuro da educação e da sociedade?

MY – Não conheço a situação portuguesa, mas posso falar no que acontece na Argentina. O serviço que a Igreja presta na educação é de caridade. Não porque nós o dizemos, nem pela quantidade de pedidos dos alunos que recebemos.

É um serviço oferecido a todos os níveis sociais que a Igreja desenvolve, um trabalho de integração social muito importante. E também de qualidade, sobretudo nos níveis populares, onde, pelo menos no meu país, a oferta estatal é deficiente.

Se realmente queremos uma promoção dos mais pobres e mais débeis, a educação é uma arma imprescindível. A Igreja, oferecendo um serviço social não deveria ser penalizada e descriminada, mas antes apoiada. É preciso inteligência na concepção política de uma sociedade.

AE – A Igreja pede também aos cristãos que ajudem a sobrevivência destas escolas. Até que ponto a proposta cristã da educação é valorizada?

MY – É fundamental. Depois da saúde, da alimentação e da habitação, o bem fundamental da educação deve ser preservado por toda a política que deve procurar o bem comum. Que bom que a Igreja pode colaborar.

LS

Publicado em Agência Ecclesia.

O Papa ao Corpo diplomático: “devem ser garantidas às comunidades católicas a plena autonomia de organização e a liberdade de cumprir a sua missão” (Agência Fides – 11.01.2011)

Fonte: Agência Fides

11.01.2011

VATICANO – O Papa ao Corpo diplomático: “devem ser garantidas às comunidades católicas a plena autonomia de organização e a liberdade de cumprir a sua missão”

Cidade do Vaticano (Agência Fides) – “A dimensão religiosa é uma característica inegável e irrefreável do ser e do agir do homem… Por isso, quando o próprio indivíduo ou aqueles que o rodeiam negligenciam ou negam este aspecto fundamental, geram-se desequilíbrios e conflitos a todos os níveis, tanto no plano pessoal como no interpessoal”. Assim afirmou o Santo Padre Bento XVI em seu discurso ao Corpo diplomático acreditado junto à Santa Sé, recebido em audiência para os votos de início de ano, em 10 de janeiro. Partindo de sua Mensagem para o Dia Mundial da Paz 2011, dedicado à liberdade religiosa como “caminho fundamental para a construção da paz”, o Papa tocou no discurso as diversas situações de hoje no mundo nas quais o direito à liberdade religiosa é lesado ou negado.

“Este direito do homem – explicou o Pontífice – “é na realidade, o primeiro dos direitos, porque historicamente se afirmou em primeiro lugar e ainda porque tem como objeto a dimensão constitutiva do homem, isto é, a sua relação com o Criador”. Com o olhar no Oriente, onde numerosos atentados “semearam morte, sofrimento e desconcerto entre os cristãos do Iraque, a ponto de os impelir a deixar a terra onde seus pais viveram ao longo dos séculos”, Bento XVI renovou o apelo às Autoridades e líderes religiosos muçulmanos “a trabalharem para que os seus concidadãos cristãos possam viver em segurança e continuar a prestar a sua contribuição à sociedade de que são membros com pleno título”. Também os ataques terroristas que atingiram fiéis reunidos em uma igreja em Alexandria, no Egito, são “um sinal da urgente necessidade que há de os governos da região adotarem, não obstante as dificuldades e as ameaças, medidas eficazes para a proteção das minorias religiosas”. O Pontífice reiterou em seguida que a “liberdade religiosa não é plenamente aplicada quando se garante apenas a liberdade de culto, demais a mais com limitações”, encorajando programas que, desde a escola primária e no quadro do ensino religioso, eduquem para o respeito de todos os irmãos em humanidade”.

No que diz respeito aos Estados da Península Arábica, “onde vivem numerosos trabalhadores emigrantes cristãos”, o Papa auspiciou que “a Igreja Católica possa dispor de adequadas estruturas pastorais”. O Papa reservou uma menção especial à lei contra a blasfêmia no Paquistão, encorajando as autoridades “a realizarem os esforços necessários para a ab-rogar, tanto mais que é evidente que a mesma serve de pretexto para provocar injustiças e violências contra as minorias religiosas”. Outras situações preocupantes “podem ser mencionadas no Sul e Sudeste do continente asiático” – recordou o Pontífice, evidenciando que “o peso particular de uma determinada religião numa nação não deveria jamais implicar que os cidadãos pertencentes a outra confissão fossem discriminados na vida social ou, pior ainda, que se tolerasse a violência contra eles”. O diálogo inter-religioso è chamado a favorecer “um compromisso comum por reconhecer e promover a liberdade religiosa de cada pessoa e de cada comunidade”.

Enfim, o Santo Padre citou a África, onde os ataques contra lugares de culto na Nigéria, precisamente enquanto se celebrava o Natal de Cristo, são outro “triste testemunho” da violência contra os cristãos. Destaca-se ainda que em vários países, “a Constituição reconhece uma certa liberdade religiosa, mas, de fato, a vida das comunidade religiosas torna-se difícil e por vezes até precária, porque o ordenamento jurídico ou social se inspira em sistemas filosóficos e políticos que postulam um estrito controle – para não dizer um monopólio – do Estado sobre a sociedade”. A este respeito, o Santo Padre pediu “que cessem tais ambiguidades, de maneira que os crentes não se vejam lacerados entre a fidelidade a Deus e a lealdade à sua pátria”. De modo especial, Bento XVI pediu que “sejam garantidas às comunidades católicas a plena autonomia de organização e a liberdade de cumprir a sua missão, de acordo com as normas e padrões internacionais neste campo”. O Papa dirigiu também seu pensamento à comunidade católica da China continental e a seus Pastores, “que vivem um período de dificuldade e provação”, e às Autoridades de Cuba, a fim de que o “diálogo, que felizmente se instaurou com a Igreja, se reforce e amplie ainda mais”. Voltando o olhar para o ocidente, o Santo Padre citou outros tipos de ameaças contra o pleno exercício da liberdade religiosa: a “crescente marginalização” da religião, considerada “um fator sem importância, alheio à sociedade moderna ou mesmo desestabilizador”, “chegando a pretender que os cristãos ajam, no exercício da sua profissão, sem referimento às suas convicções religiosas e morais, e mesmo em contradição com elas”. A eliminação da vida pública de “festas e símbolos religiosos, em nome do respeito por quantos pertencem a outras religiões ou por aqueles que não acreditam”. “Reconhecer a liberdade religiosa significa, além disso, garantir que as comunidades religiosas possam agir livremente na sociedade, com iniciativas nos setores social, caritativo ou educativo… Causa preocupação ver este serviço que as comunidades religiosas prestam a toda a sociedade, particularmente em favor da educação das jovens gerações, comprometido ou dificultado por projetos de lei que correm o risco de criar uma espécie de monopólio estatal”.

Outra ameaça à liberdade religiosa das famílias em alguns países europeus é a “participação em cursos de educação sexual ou cívica que propagam concepções da pessoa e da vida pretensamente neutras mas que, na realidade, refletem uma antropologia contrária à fé e à reta razão”. Na parte conclusiva de seu discurso, o Santo Padre recordou alguns princípios aos quais a Santa Sé, com toda a Igreja, se inspira: “em primeiro lugar, aparece a convicção de que não se pode criar uma espécie de escala na gravidade da intolerância com as religiões”; “há que rejeitar também o contraste perigoso que alguns querem instaurar entre o direito à liberdade religiosa e os outros direitos do homem, esquecendo ou negando assim o papel central do respeito da liberdade religiosa na defesa e proteção da alta dignidade do homem”; enfim “não basta uma proclamação abstrata da liberdade religiosa: esta norma fundamental da vida social deve encontrar aplicação e respeito a todos os níveis e em todos os campos”. Depois de recordar também que “a atividade dos Representantes Pontifícios junto dos Estados e das Organizações Internacionais está ao serviço da liberdade religiosa” e ressaltar com satisfação que “as autoridades vietnamitas aceitaram que eu designe um Representante, que há-de com as suas visitas exprimir à querida comunidade católica deste país a solicitude do Sucessor de Pedro”, Bento XVI concluiu “que a religião não constitui um problema para a sociedade, não é um fator de perturbação ou de conflito. Quero repetir que a Igreja não procura privilégios, nem deseja intervir em âmbitos alheios à sua missão, mas simplesmente exercer a mesma com liberdade… Que nenhuma sociedade humana se prive, voluntariamente, da contribuição fundamental que são as pessoas e as comunidades religiosas!”. (SL) (Agência Fides 11/01/2011)

Publicado em Agência Fides.

“Desejo encorajar todos os fiéis a redescobrirem a beleza de ser batizados e de pertencer à família de Deus, e a dar feliz testemunho de sua fé, para que ela gere frutos de bem e de concórdia” – Exortação do Papa Bento XVI durante a oração do Angelus, domingo , dia 9 de janeiro (Agência Fides)

Apresentação de Jesus no Templo

 

Fonte/imagem: Blog do Padre Isaías

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Fonte: Agência Fides

10.01.2011
VATICANO – O Papa encoraja os católicos a “redescobrirem a beleza de ser batizados” e recorda o terremoto do Haiti e o empenho pela liberdade religiosa

Cidade do Vaticano (Agência Fides) – “Desejo encorajar todos os fiéis a redescobrirem a beleza de ser batizados e de pertencer à família de Deus, e a dar feliz testemunho de sua fé, para que ela gere frutos de bem e de concórdia”: esta foi a exortação dirigida pelo Santo Padre Bento XVI durante a oração do Angelus, domingo, 9 de janeiro. Na festividade do Batismo do Senhor, o Papa administrou o sacramento do Batismo a 21 recém-nascidos, na Capela Sistina. “Este mistério da vida de Cristo – explicou o Papa – demonstra visivelmente que sua vinda na carne é o ato sublime de amor das Três Pessoas divinas. Podemos dizer que a partir deste solene evento, a ação criadora, redentora e santificadora da Santíssima Trindade ficou sempre mais manifesta na missão pública de Jesus, em seu ensinamento, nos milagres, em sua paixão, morte e ressurreição”. Em seguida, Bento XVI recordou que o Messias, Filho do Altíssimo, “ao sair das águas do Jordão, estabeleceu a regeneração no Espírito e abriu àqueles que o querem, a possibilidade de se tornar filhos de Deus. Com efeito, todo batizado adquire o caráter de filho a partir no nome cristão, sinal inconfundível de que o Espírito Santo faz nascer ‘de novo’ o homem do ventre da Igreja”. Enfim, o Papa evidenciou que “o Batismo é o início da vida espiritual, que encontra sua plenitude por meio da Igreja”.
Após a oração do Angelus, o Santo Padre recordou o Haiti, o empenho pela liberdade religiosa, e dirigiu uma saudação aos fiéis coptas com as seguintes palavras: “No contexto da oração mariana, desejo dedicar uma recordação especial à população do Haiti, um ano depois do terrível terremoto ao qual infelizmente, seguiu-se uma grave epidemia de cólera. O Cardeal Robert Sarah, Presidente do Pontifício Conselho Cor Unum, vai hoje à Ilha caribenha expressar a minha constante solidariedade e a de toda a Igreja. Saúdo o grupo de Parlamentares italianos aqui presentes e lhes agradeço, assim como a seus colegas, por seu empenho em favor da liberdade religiosa. Saúdo também os fiéis coptas aqui presentes, a quem renovo a minha amizade”. (SL) (Agência Fides 10/1/2011)

* Links: O texto integral das palavras do Santo Padre no Angelus está em:

Publicado em Agência Fides.

“O anúncio do Natal é luz também para os povos, para o caminho coletivo da humanidade …” Mensagem do Papa Bento XVI (Agência Fides – 28.12.2010)

Fonte: Agência Fides

28.12.2010

VATICANO – O anúncio do Natal “motivo de esperança para todos aqueles cuja dignidade foi ofendida e violada, porque Aquele que nasceu em Belém veio libertar o homem da raiz de toda escravidão”

Cidade do Vaticano (Agência Fides) – O anúncio do Natal é luz também para os povos, para o caminho coletivo da humanidade … Crer em Deus, que quis partilhar a nossa história é um incentivo constante para se ocupar dela, mesmo em meio às suas contradições. É motivo de esperança para todos aqueles cuja dignidade é ofendida e violada, porque Aquele que nasceu em Belém veio para libertar o homem da raiz de toda escravidão”. Estas são as palavras da mensagem de Natal do Papa Bento XVI, proferidas no dia de Natal, sábado, 25 de dezembro, da varanda central da Basílica de São Pedro antes dar a bênção Urbi et Orbi. Olhando para a situação do mundo, o Papa continuou: “A luz do Natal brilha novamente naquela terra onde Jesus nasceu e inspire israelenses e palestinos a buscarem uma convivência justa e pacífica. O anúncio consolador da vinda do Emmanuel alivie a dor e console nas provações as queridas comunidades cristãs no Iraque e em todo o Oriente Médio, dando-lhes conforto e esperança para o futuro e animando os líderes das nações a uma solidariedade concreta para com eles”. O Papa também fez um apelo à solidariedade internacional para as pessoas que no Haiti “sofrem as conseqüências do terremoto devastador e do recente surto de cólera”, e exortou a não esquecer as vítimas das recentes catástrofes naturais, na Colômbia, Venezuela, Guatemala e Costa Rica. O Papa “perspectivas de uma paz duradoura e de autêntico progresso” para o povo da Somália, Darfur e na Costa do Marfim”. O Natal do Senhor “promova a estabilidade política e social de Madagáscar; leve segurança e respeito pelos direitos humanos no Afeganistão e no Paquistão; incentive o diálogo entre Nicarágua e Costa Rica; favoreça a reconciliação na península coreana”. O Papa continuou: “A celebração do nascimento do Redentor promova o espírito de fé, paciência e coragem nos fiéis da Igreja na China continental, para que não se desanimem por causa das limitações de sua liberdade de religião e de consciência e, perseverando na fidelidade a Cristo e à sua Igreja, mantenham viva a chama da esperança. O amor do ‘Deus conosco’ doe perseverança a todas as comunidades cristãs que sofrem discriminações e perseguições, e inspire os líderes políticos e religiosos que se comprometerem em favor do pleno respeito pela liberdade religiosa de todos”. (SL) (Agência Fides 28/12/2010)

Bento XVI, em seu discurso à Cúria Romana por ocasião das felicitações de Natal afirmou: “A fé não é coisa do passado, mas um encontro com o Deus que vive e age agora”

Imagem:Wikimedia Commons

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VATICANO – “A fé não é coisa do passado, mas um encontro com o Deus que vive e age agora”: Bento XVI à Cúria Romana

Cidade do Vaticano (Agência Fides) – Em seu discurso à Cúria Romana por ocasião das felicitações de Natal, em 20 de dezembro, o Santo Padre Bento XVI recordou, como de costume, nesta ocasião, os principais acontecimentos do ano passado. Em primeiro lugar, o Papa citou o Ano Sacerdotal que renovou nos sacerdotes e leigos “a consciência do dom que representa o sacerdócio da Igreja Católica, que nos foi confiado pelo Senhor”. No entanto, destacou o Santo Padre, “ficamos chocados quando este ano e numa dimensão para nós inimaginável, tivemos conhecimento de abusos contra menores cometidos por sacerdotes, que desvirtuam o Sacramento, sob o manto do sagrado ferem profundamente a pessoa humana na sua infância, prejudicando-a por toda a vida”. Citando uma visão de Santa Hildegarda de Bingen, o Papa disse: “Na visão de Santa Hildegarda, o rosto da Igreja está coberto de poeira, e é assim que nós, o temos visto. A sua roupa está rasgada – por causa da culpa dos sacerdotes. Assim como ela viu e expressou, o vimos este ano. Devemos aceitar essa humilhação como um chamado à verdade e um chamado à renovação”. Após reiterar que “estamos conscientes da especial gravidade deste pecado cometido por sacerdotes e de nossa co-responsabilidade”, o Santo Padre convidou a olhar para o contexto do nosso tempo: “existe um mercado da pornografia concernente às crianças, que de alguma forma parece ser considerado sempre mais pela sociedade como uma coisa normal. Dos bispos de países do Terceiro Mundo ouço sempre de novo como turismo sexual ameaça toda uma geração e a danifica em sua liberdade e em sua dignidade humana … Neste contexto, se coloca o problema da droga, que com força crescente estende seus tentáculos de polvo ao redor do globo terrestre”. “O segundo tema de reflexão em causa foi o da Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para o Oriente Médio, que começou com a viagem a Chipre para a entrega do Instrumentum Laboris aos bispos dos países que se reuniram ali. “No Sínodo o olhar se deteve sobre todo o Oriente Médio – disse o Papa -, onde convivem fiéis pertencentes a diferentes religiões e também muitos ritos e tradições… Nos acontecimentos dos últimos anos foi abalada a história de partilha, as tensões e as divisões aumentaram de modo que sempre de novo com espanto somos testemunhas de atos de violência que já não respeita o que para o outro é sagrado, no qual aliás caem as elementares regras da humanidade. Na situação atual, os cristãos são a minoria mais oprimida e atormentada… Com base no espírito de fé e na racionalidade, o Sínodo desenvolveu um grande conceito do diálogo, perdão e aceitação mútua, um conceito que agora quero gritar ao mundo. O ser humano é um e a humanidade é uma só. O que em qualquer lugar é feito contra o homem, no final prejudica a todos. Assim, as palavras e os pensamentos do Sínodo devem ser um grito forte às pessoas com a responsabilidade política ou religiosa para que acabem com a cristãofobia; para que se levantem para defender os refugiados e os que sofrem e revitalizar o espírito de reconciliação. Em última análise, a cura pode vir somente de uma fé profunda no amor reconciliador de Deus. “Dar força a esta fé, nutri-la e deixá-la brilhar é a principal tarefa da Igreja nesta hora”. Enfim, Bento XVI falou de sua viagem no Reino Unido, recordando o encontro com o mundo da cultura na Westminster Hall, e a beatificação do Cardeal John Henry Newman. Além disso, mencionou a viagem a Malta, Portugal e Espanha, onde “se tornou visível novamente que a fé não é uma coisa do passado, mas um encontro com o Deus que vive e age agora. “Ele nos chama em questão e se opõe à nossa preguiça, e nos abre o caminho para a verdadeira alegria”. (SL) (Agência Fides 21/12/2010)

Link relacionado

Você conhece as figuras do Advento? (Canto da Paz – 02.12.2010)

Fonte: Canto da Paz

2 Dezembro 2010

(A Sagrada Família de Bartolomeo Esteban Murillo. 1650)

As Figuras do Advento: você conhece?

No advento existem algumas Figuras principais, que vão aparecer ao longo dos domingos até a chegada do Natal. Estas Figuras do Advento são:

a) O PROFETA ISAIAS
É o profeta que, durante os tempos difíceis do exílio do povo eleito, levava a consolação e a esperança. Na segunda parte do seu livro, dos capítulos 40 – 55 (Livro da Consolação), anuncia a libertação, fala de um novo e glorioso êxodo e da criação de uma nova Jerusalém, reanimando assim, os exilados.

As principais passagens deste livro são proclamadas durante o tempo do Advento num anúncio perene de esperança para os homens de todos os tempos.

b) JOÃO BATISTA
É o último dos profetas e segundo o próprio Jesus, “mais que um profeta”, “o maior entre os que nasceram de mulher”, o mensageiro que veio diante d’Ele a fim de lhe preparar o caminho, anunciando a sua vinda (conf. Lc 7, 26 – 28), pregando aos povos a conversão, pelo conhecimento da salvação e perdão dos pecados (Lc 1, 76s).

A figura de João Batista ao ser o precursor do Senhor e aponta-LO como presença já estabelecida no meio do povo, encarna todo o espírito do Advento; por isso ele ocupa um grande espaço na liturgia desse tempo, em especial no segundo e no terceiro domingo.

João Batista é o modelo dos que são consagrados a Deus e que, no mundo de hoje, são chamados a também ser profetas e profecias do reino, vozes no deserto e caminho que sinaliza para o Senhor, permitindo, na própria vida, o crescimento de Jesus e a diminuição de si mesmo, levando, por sua vez os homens a despertar do torpor do pecado.

c) MARIA, A MÃE DE JESUS
Não há melhor maneira de se viver o Advento que unindo-se a Maria como mãe, grávida de Jesus, esperando o seu nascimento. Assim como Deus precisou do “sim” de Maria, hoje, Ele também precisa do nosso “sim” para poder nascer e se manifestar no mundo; assim como Maria se “preparou” para o nascimento de Jesus, a começar pele renúncia e mudança de seus planos pessoais para sua vida inteira, nós precisamos nos preparar para vivenciar o Seu nascimento em nós mesmos e no mundo, também numa disposição de “Faça-se em mim segundo a sua Palavra” (Lc 1, 38), permitindo uma conversão do nosso modo de pensar, da nossa mentalidade, do nosso modo de viver, agir etc.

Em Maria encontramos se realizando, a expectativa messiânica de todo o Antigo Testamento.

d) JOSÉ, ESPOSO DE MARIA
Nos textos bíblicos do Advento, se destaca José, esposo de Maria, o homem justo e humilde que aceita a missão de ser o pai adotivo de Jesus. Ao ser da descendência de Davi e pai legal de Jesus, José tem um lugar especial na encarnação, permitindo que se cumpra em Jesus o título messiânico de “Filho de Davi”.

José é justo por causa de sua fé, modelo de fé dos que querem entrar em diálogo e comunhão com Deus.

(texto extraído de: Comunidade Shalom – http://www.comshalom.org/formacao/liturgia/o_tempo_advento.html)

Publicado em Canto da Paz.

Papa recomenda a Igreja na China às orações dos católicos do mundo inteiro (Agência Fides – 01.12.2010)

Fonte/imagem/artigo: Radio Nederland Internacional – “Restrições ao cristianismo na China”

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Fonte: Agência Fides

01.12.2010

VATICANO – O Papa recomenda a Igreja na China às orações dos católicos do mundo inteiro

Cidade do Vaticano (Agência Fides) – No final da Audiência Geral, o Santo Padre Bento XVI fez o seguinte apelo pela Igreja na China: “Peço aos fiéis presentes e aos católicos do mundo inteiro para que rezem pela Igreja na China, que está vivendo momentos particularmente difíceis. Peço à Virgem Maria, Auxílio dos Cristãos, para que ajude todos os bispos chineses, a mim tão queridos, a testemunharem sua fé com coragem, colocando toda esperança no Salvador que esperamos. Confiamos à Virgem todos os católicos desse amado país, para que, com a sua intercessão, possam viver uma autêntica existência cristã em comunhão com a Igreja Universal, contribuindo assim para a harmonia e o bem comum de seu nobre povo”.
(SL) (Agência Fides 01/12/2010)

“O tempo presente é, segundo o Senhor, o tempo do Espírito e do testemunho mas é também um tempo ainda marcado pela «angústia» (1Cor 7, 26) e pela provação do mal, que não poupa a Igreja e inaugura os combates dos últimos dias. É um tempo de espera e de vigília” – Dia dedicado a Nossa Senhora das Graças

Fonte/imagem/texto: Blog Rainha do Carmelo – OCDS

“(…)O tempo presente é, segundo o Senhor, o tempo do Espírito e do testemunho mas é também um tempo ainda marcado pela «angústia» (1Cor 7, 26) e pela provação do mal, que não poupa a Igreja e inaugura os combates dos últimos dias. É um tempo de espera e de vigília. (…)”

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Fonte: Lepanto

Nossa Senhora das Graças – Medalha Milagrosa (1830)

Capela das aparições na Rue du Bac, em Paris

Foi em 1830 que Nossa Senhora apareceu, em Paris, a Santa Catarina Labouré, então jovem religiosa, e lhe ensinou a devoção da Medalha Milagrosa.

“Fazei cunhar uma medalha com este modelo. Todas as pessoas que a usarem receberão grandes graças, trazendo-a ao pescoço. As graças serão abundantes para as pessoas que a usarem com confiança” — prometeu a Santíssima Virgem.

A promessa efetivamente se cumpriu.

Quando iam ser cunhadas as primeiras medalhas, uma terrível epidemia de cólera, proveniente da Europa oriental, atingia Paris.

O flagelo se manifestou a 26 de março de 1832 e se estendeu até meados do ano. A 1º de abril, faleceram 79 pessoas; no dia 2, 168; no dia seguinte, 216, e assim foram aumentando os óbitos, até atingirem 861 no dia 9. No total, faleceram 18.400 pessoas, oficialmente; na realidade, esse número foi maior, dado que as estatísticas oficiais e a imprensa diminuíram os números para evitar a intensificação do pânico popular.

No dia 30 de junho, foram entregues as primeiras 1500 medalhas que haviam sido encomendadas à Casa Vachette, e as religiosas Filhas da­ Caridade começaram a distribuí-las entre os flagelados. Na mesma hora refluiu a peste e começaram, em série, os prodígios que em poucos anos tornariam a Medalha Milagrosa mundialmente célebre.

O Arcebispo de Paris, que autorizara a cunhagem da Medalha e recebera logo algumas das primeiras, alcançou imediatamente uma graça extraordinária por meio delas, e passou a ser propagandista entusiasta e protetor da nova devoção. Também o Papa Gregório XVI recebeu um lote de medalhas, e passou a distribuí-las a pessoas que o visitavam.

Até 1836, mais de 15 milhões de medalhas tinham sido cunhadas e distribuídas, no mundo inteiro. Em 1842, essa cifra atingia a casa dos 100 milhões. Dos mais remotos países chegavam relatos de graças extraordinárias alcançadas por meio da medalha: curas, conversões, proteção contra perigos iminentes etc.

Prodigiosa conversão

Mas, em janeiro de 1842, a conversão espetacular do judeu Afonso Ratisbonne — que apresenta notável analogia com a conversão do Apóstolo São Paulo na estrada de Damasco — chamaria ainda mais as atenções sobre a Medalha Milagrosa. Ratisbonne, jovem banqueiro de Estrasburgo, cheio de preconceitos e antipatias contra a Igreja Católica, estava viajando por Roma quando aceitou, meio a contragosto, uma Medalha Milagrosa que lhe ofereceu um nobre francês. Poucos dias depois, inesperada e milagrosamente, a Virgem lhe apareceu na Igreja de Sant’Andrea delle Fratte, e em poucos segundos o antigo inimigo da Igreja transformou-se no apóstolo ardoroso que viria a fundar, juntamente com seu irmão Padre Teodoro Ratisbonne, a Congregação dos Missionários de Nossa Senhora de Sion, dedicada à conversão dos judeus.

Em 1876, ano da morte de Santa Catarina Labouré, mais de um bilhão de Medalhas Milagrosas já espalhavam graças pelo mundo.

Em 1894, a Santa Igreja instituiu a festa litúrgica de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa, a ser celebrada no dia 27 de novembro.

Em 1980, quando se comemoravam 150 anos da revelação da Medalha Milagrosa, o próprio João Paulo II, compareceu como peregrino ao local das aparições.

La Salette, Lourdes, Fátima

Para os devotos e propagandistas de Fátima, a Medalha Milagrosa tem um significado muito especial.

As aparições de Nossa Senhora a Santa Catarina Labouré, em 1830, marcaram o início de um ciclo de grandes revelações mariais. Esse ciclo prosseguiu em La Salette (1846), em Lourdes (1858) e culminou em Fátima (1917).

Desde 1830 Nossa Senhora se manifesta deplorando os pecados do mundo, oferecendo perdão e misericórdia à humanidade pecadora e prevendo severos castigos caso ela não se convertesse. Mas também anunciando que, após esses castigos, viria um triunfo esplendoroso do Bem.

Em novembro de 1876, um mês antes de sua morte, Santa Catarina Labouré afirmou: “Virão grandes catástrofes…. o sangue jorrará nas ruas. Por um momento, crer-se-á tudo perdido. Mas tudo será ganho. A Santíssima Virgem é quem nos salvará. Sim, quando esta Virgem, oferecendo o mundo ao Padre Eterno, for honrada, seremos salvos e teremos a paz”.

E em 13 de julho de 1917, Nossa Senhora prometeu formalmente em Fátima: “Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará”.

Publicado em Lepanto – Frente Universitária.

Pela vossa constância é que sereis salvos! – Sermão 306 de Santo Agostinho , Bispo de Hipona (354-430)

Santo Agostinho, Bispo de Hipona vai nos ensinar algo muito importante sobre a a constância. Antes, no entanto, gostaria de dar meu testemunho. Venho enfrentando dificuldades interiores e exteriores. Assim é com todos os viventes. Tenho experimentado mais o silêncio, mas me sinto inclinada a falar deste momento de minha vida. Alguém pode se beneficiar, tal como eu, quando li alguma coisa da vida interior de alguém se debatendo, na tentativa de vencer a si próprio, sem hesitações. É que descobri, tal como em outras vezes, minha falta de constância. Tenho esperança que , talvez, reconhecendo esta lacuna, Deus tenha piedade de minha situação e, quando de mim for exigida, em outras fases, a constância de que fala Santo Agostinho mais abaixo (que se assemelha à paciência na espera de algo), eu vença a mim mesma estes momentos difíceis. Penso o quanto isto envolve  minha vida interior.

A constância é uma grande virtude, senão um dom de Deus. Mas em nossa fraqueza, constato que  não conseguimos nos manter constantes quando o barco de nossa vida adentra em mar revolto… Agradeço a Deus a pouca constância (podia não ter nenhuma…) que pude vivenciar neste período. Devo-a ainda às muitas preces, súplicas e orações do terço, ainda que eventuais. Preciso aprender dos santos e santas a conquistar este estado de alma. Ser constante é ter fé a ponto de andar sob as águas tal como Jesus nos pede e pediu antes a  São Pedro. No relato do Novo Testamento, temos a consolação de que Ele nos compreende em nossa falta de fé e nos estende a mão… Parece-me que a  constância, em seu grau máximo, somente a apresenta os santos, as santas. Então, como estou decidida a buscar a santidade, que implica em não ser vencida pelas minhas fraquezas, eu suplico: Jesus, aumentai a minha fé. Amém.

(LBN)

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Mártires – Vietnan

Fonte: Blog da Comunidade Rainha do Carmelo (OCDS)

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Pela vossa constância é que sereis salvos!

Comentário ao Evangelho do dia feito por :
Santo Agostinho (354-430), Bispo de Hipona (África do Norte) e Doutor da Igreja
Sermão 306

Queres alcançar a vida onde estarás para sempre liberto do engano? Quem não o quererá? […] Todos queremos a vida e a verdade. Mas como o conseguir? Que caminho seguir? É verdade que não chegámos ainda ao termo da viagem, mas vislumbramo-lo, já […], aspiramos à vida e à verdade. Ambas as coisas estão em Cristo. Que direção tomar, para as alcançarmos? «Eu sou o Caminho», disse Ele. «Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida» (Jo 14, 6).
Eis o que os mártires realmente amaram; eis por que motivos ultrapassaram o amor a bens presentes e efémeros. Não vos surpreenda a sua coragem; foi o amor que, neles, venceu o sofrimento […]; trilhemos os seus passos, de olhos postos n’Aquele que é o seu e o nosso Chefe; se desejarmos alcançar tão grande felicidade, não temamos passar por caminhos difíceis. Aquele que no-lo prometeu é verdadeiro; Ele é fiel, Ele não nos enganaria. […] Por que temer as duras vias do sofrimento e da tribulação? O próprio Salvador as sofreu.
Responderás: «Mas era Ele, o Salvador !» Lembra-te de que os apóstolos também passaram por esses caminhos. Dirás: «Eram apóstolos !». Eu sei. Mas não te esqueças de que, depois deles, um grande número de homens como tu passaram por semelhantes provações […]; e mulheres, também […]; e crianças, mesmo meninas muito pequenas, passaram por tal caminho de provação. Será ainda tão duro, esse caminho afinal já aplanado por tantos que o percorreram?

Postado por Natália Durand, ocds.

Publicado em Blog da Comunidade Rainha do Carmelo (OCDS).

Relatório da fundação “Ajuda à Igreja que Sofre” apresentado hoje, em Roma registra que liberdade religiosa é violada no mundo inteiro (Agência Fides – 24.11.2010)

Fonte: Agência Fides

24.11.2010

EUROPA – Liberdade religiosa violada no mundo inteiro

Roma (Agência Fides) – Violações da liberdade religiosa, abusos e discriminações contra as minorias religiosas se registram ainda em muitos países no mundo: é o que afirma o relatório 20201 sobre a liberdade religiosa no mundo, da fundação “Ajuda à Igreja que Sofre” apresentado hoje, em Roma. O relatório, que contém 194 fichas relativas a diferentes países, oferece um mapa de nível continental. No continente americano se citam países como Cuba, onde a “situação não mudou em relação à legislação e a prática administrativa de repressão contra o fenômeno religioso, mas existem sinais de abertura, como a autorização para realizar atos religiosos anteriormente proibidos “. No norte da África, ” se apresentam os problemas causados pela coincidência da religião com a política tanto na legislação da maioria deles, quanto na mentalidade generalizada entre maioria da população. O resultado que surge é que os cidadãos com plenos direitos é somente aquele que professa a religião dominante, enquanto as minorias religiosas são toleradas, ou na melhor das hipóteses vistas como uma ameaça da estabilidade social”. Nós relatamos o caso da Etiópia que “diante de uma legislação exemplar do ponto de vista da liberdade religiosa, infelizmente apresenta episódios de intolerância social, especialmente nas áreas onde está presente uma maioria islâmica”, enquanto “a prática de outras religiões diferentes do Islã provoca reações intolerantes em todo o território da Somália, e as conversões são desencorajadas por formas de ostracismo e exclusão social. No Oriente Médio, afirma o relatório, “na Turquia ainda não foi possível converter abertamente ao cristianismo, devido à discriminação contra os convertidos “e se observa que” a Arábia Saudita e o Iêmen são os países do Golfo onde uma severa legislação islâmica, que inclui, por exemplo, a pena de morte por apostasia, assim chamado, impede toda e qualquer manifestação e toda prática religiosa , também privada, não obstante a presença na Arábia Saudita de cerca de um milhão de imigrantes cristãos”. No Iraque “se torna sempre mais dramática a vida das antigas comunidades cristãs, hoje ameaçadas de extinção, sujeitas a uma sistemática agressão terrorista”, enquanto “no Irã o Islã xiita, em sua versão integralistas e garantida pelas autoridades religiosas, permanece a religião de Estado. Isso leva à discriminação e violência contra outras religiões e até mesmo contra o islã sunita”. Na Ásia Central, “as repúblicas do Cazaquistão, Quirguistão, Tajiquistão, Turcomenistão e Uzbequistão, apresentam problemas mais ou menos graves, relativos não somente à liberdade religiosa, mas também em relação a outros direitos humanos”. Na República Islâmica do Paquistão “d 1986 a 2010 pelo menos 993 pessoas foram acusadas de profanar o Alcorão ou difamar o profeta Maomé, vítimas da discutida lei polêmica anti-blasfêmia”. A Índia continua a registrando “um aumento da violência com base religiosa e étnica”, e Orissa é o caso emblemático. A Coreia do Norte “permanece um dos países onde mais desumana é a condição de vida dos cidadãos. A liberdade religiosa é negada em todos os seus aspectos e as informações disponíveis acerca do que acontece no país são escassas e difíceis de encontrar”. O relatório cita obstáculos e sérias restrições no Vietnã, Laos e Mianmar. No país muçulmano mais populoso do mundo, na Indonésia, os casos de violência são contra os cristãos e grupos muçulmanos considerados “heréticos” pela ortodoxia, como os Ahmadis.

(PA) (Agência Fides 24/11/2010)

“O Papa reza no Angelus ‘para que em toda parte do mundo seja assegurada a liberdade religiosa a todos’” (Agência Fides – 22.11.2010)

Fonte: Agência Fides

22.11.2010

VATICANO – O Papa reza no Angelus “para que em toda parte do mundo seja assegurada a liberdade religiosa a todos”

Cidade do Vaticano (Agência Fides) – “Hoje, na Itália, a convite dos Bispos, as comunidades eclesiais rezam pelos cristãos que sofrem perseguições e discriminações, especialmente no Iraque. Uno-me a esta unânime invocação ao Deus da vida e da paz para que em toda parte do mundo, seja assegurada a liberdade religiosa a todos. Sinto-me próximo destes irmãos e irmãs pelo elevado testemunho de fé que oferecem a Deus”. Estas foram as palavras proferidas pelo Santo Padre Bento XVI após rezar a oração do Angelus com os fiéis reunidos na Praça São Pedro, domingo, 21 de novembro. O Papa recordou também a celebração da “Jornada pro Orantibus”, dedicada às monjas e monges de clausura, convidando a “sustentar concretamente tais comunidades” às quais concedeu a sua benção. Antes do Angelus, o Santo Padre comentou o significado da solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo. “O Evangelho de São Lucas apresenta, como num grande quadro, a realeza de Jesus no momento da crucificação” – disse o Pontífice “justamente na Cruz, Jesus está ‘à altura’ de Deus, que é Amor. Lá, podemos ‘conhecê-lo’. Jesus nos dá a ‘vida’ porque nos dá Deus. E pode nos dá-Lo porque Ele próprio é uma só coisa com Deus”. (SL) (Agência Fides 22/11/2010)

Links: 
O texto integral do discurso do Santo Padre, em várias línguas, está em:
http://www.fides.org/ita/documents/Angelus_21112010.doc

Comunicado reage a interpretações quanto a afirmações de Bento XVI sobre uso de preservativo publicadas em livro-entrevista ( Agência Ecclesia – 21.11.2010)

Fonte/imagem/texto: dn.sapo.pt – “Papa admite o uso do preservativo “em certos casos” – Livro será lançado na quarta-feira

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Fonte: Agência Ecclesia

21.11.2010

Preservativo: Vaticano descarta revolução

Comunicado reage a interpretações sobre as afirmações de Bento XVI publicadas em livro-entrevista

As palavras de Bento XVI sobre o uso do preservativo em situações pontuais não devem ser vistas como uma “reviravolta revolucionária”, disse este Domingo o porta-voz do Vaticano.

O padre Federico Lombardi reagiu em comunicado a “interpretações dadas às palavras do Papa” a este respeito no livro-entrevista de Peter Seewald, “Luz do Mundo”, que vai ser apresentado à imprensa no dia 23 de Novembro.

Segundo o director da sala de imprensa da Santa Sé, “o Papa toma em consideração uma situação excepcional na qual o exercício da sexualidade representa um verdadeiro risco para a vida do outro”.

Num excerto da obra publicado antecipadamente pelo jornal do Vaticano, «L’Osservatore Romano», Bento XVI afirma que pode haver casos pontuais, “justificados”, em que admite o caso do preservativo.

Para o porta-voz do Vaticano, “o Papa não justifica moralmente o exercício desordenado da sexualidade, mas defende que o uso do preservativo para diminuir o perigo de contágio é «um primeiro acto de responsabilidade», «um primeiro passo na estrada para uma sexualidade mais humana», mais do que o não fazer uso do mesmo expondo o outro a um risco de vida”.

O padre Lombardi acrescenta que “numerosos teólogos e personalidades de renome sustentaram e sustentam posições análogas”.

“É verdade, contudo, que não as tínhamos ainda escutado com tanta clareza da boca do Papa, ainda que numa forma coloquial e não magisterial”, precisa, frisando que “Bento XVI dá assim, corajosamente, um importante contributo de clarificação e aprofundamento sobre uma questão longamente discutida”.

O director da sala de imprensa da Santa Sé fala num “contributo original” de Bento XVI que ajuda a refutar “uma via ilusória, como a «confiança no preservativo», rumo a um “exercício mais humano e responsável da sexualidade.

No final do capítulo 10 do livro, Bento XVI responde a duas perguntas sobre a luta contra a SIDA e o uso de preservativos, que retomam a discussão que se seguiu às suas palavras sobre o tema, no início da sua viagem a África, em 2009.

O Papa reafirma que “a Igreja, naturalmente, não considera os preservativos como a solução autêntica e moral” do problema da SIDA.

No seu comunicado, o padre Federico Lombardi precisa que Bento XVI “não muda ou reforma o ensinamento da Igreja, mas reafirma-o na perspectiva do valor e da dignidade da sexualidade humana como expressão de amor e responsabilidade”.

Sobre as declarações de 2009, a caminho dos Camarões, o director da sala de imprensa da Santa Sé sublinha que as mesmas não eram uma tomada de posição “sobre o problema dos preservativos em geral”, mas uma afirmação de que o problema da SIDA não se resolve “apenas com a distribuição” dos mesmos.

“O Papa observa que também no âmbito não eclesial se desenvolveu uma consciência análoga, como na chamada teoria Abc (Abstinence – Be Faithful – Condom), na qual os dois primeiros elementos (abstinência e fidelidade) são muito mais determinantes e fundamentais para a luta contra a Sida e o preservativo aparece em último lugar, como escapatória, quando faltam os outros dois”, acrescenta.

O livro “Luz do mundo. O Papa, a Igreja e os sinais dos tempos” resulta de uma conversa entre Bento XVI e Seewald – que já por duas vezes tinha entrevistado Joseph Ratzinger, ainda cardeal – na residência pontifícia de Castel Gandolfo, perto de Roma, entre os dias 26 e 31 de Julho.

Ao longo de 18 capítulos, o Papa aborda várias das questões mais inquietantes para a Igreja e a humanidade de hoje. A edição portuguesa deve estar disponível dentro de aproximadamente duas semanas.

A Lucerna, marca da Principia Editora vai estar no Vaticano na próxima Terça-feira para a apresentação mundial do livro e entregará ao Papa a edição em português.

O título deste livro foi escrito à mão pelo próprio Papa.

Publicado em Agência Ecclesia – Portugal.

“Nós somos aquela criança, todos nós, todos os dias: apanhados no escuro, precisando e querendo saltar, mas incapazes de ver onde vamos cair, sentindo-nos sós e assustados. Somos também Pedro, querendo andar sobre a água em direção a Jesus, mas hesitamos e deixamo-nos submergir.(…)” – Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura – Portugal – 20.11.2010

 

Fonte: Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura (SNPC) – Portugal

Espiritualidade

Saltar no escuro… e não olhar para trás

Depois, Jesus obrigou os discípulos a embarcar e a ir adiante para a outra margem, enquanto Ele despedia as multidões. Logo que as despediu, subiu a um monte para orar na solidão. E, chegada a noite, estava ali só. O barco encontrava-se já a várias centenas de metros da terra, açoitado pelas ondas, pois o vento era contrário. De madrugada, Jesus foi ter com eles, caminhando sobre o mar. Ao verem-no caminhar sobre o mar, os discípulos assustaram-se e disseram: «É um fantasma!» E gritaram com medo. No mesmo instante, Jesus falou-lhes, dizendo: «Tranquilizai-vos! Sou Eu! Não temais!» Pedro respondeu-lhe: «Se és Tu, Senhor, manda-me ir ter contigo sobre as águas.» «Vem» – disse-lhe Jesus. E Pedro, descendo do barco, caminhou sobre as águas para ir ter com Jesus. Mas, sentindo a violência do vento, teve medo e, começando a ir ao fundo, gritou: «Salva-me, Senhor!» Imediatamente Jesus estendeu-lhe a mão, segurou-o e disse-lhe: «Homem de pouca fé, porque duvidaste?» E, quando entraram no barco, o vento amainou. (Mateus 14, 22-32)

Às primeiras horas da madrugada, o som de um alarme de incêndio interrompeu o silêncio e, no momento exato, despertou uma família para o choque de ver a sua casa envolvida pelas chamas. Sem tempo para salvar o que quer que fosse a não ser as suas próprias vidas, desceram as escadas a correr e escaparam para a escuridão. Ainda a recuperar o fôlego, o Pai contava os filhos: «João, Ana, Maria, Miguel… – onde está o Miguel?»

Naquele preciso momento, o Miguel, de cinco anos, chorava de uma das janelas do primeiro andar: «Mãe! Pai! Onde estão?»

Era demasiado tarde para voltar a entrar – a casa estava um inferno – pelo que o Pai respondeu: «Salta, Miguel, que eu seguro-te».

Entre soluços, a criança chorava: «Mas eu não consigo ver-te, papá!»

O pai respondeu-lhe calmamente: «Eu sei que não me consegues ver, filho, mas eu vejo-te. Salta!»

Durante alguns instantes não houve nada a não ser o silêncio. Então o rapaz saltou para a escuridão e encontrou a segurança nos braços do pai.

***

Nós somos aquela criança, todos nós, todos os dias: apanhados no escuro, precisando e querendo saltar, mas incapazes de ver onde vamos cair, sentindo-nos sós e assustados. Somos também Pedro, querendo andar sobre a água em direção a Jesus, mas hesitamos e deixamo-nos submergir.

“O medo é inútil», disse muitas vezes Jesus. “O que é preciso é fé”. Está certo, mas a fé de que Ele fala não é o que muitos de nós pensamos. Não se tratam de abstrações teológicas. Trata-se de nos confiarmos às mãos de Deus porque sabemos que Ele nos ama mais do que nós nos amamos a nós mesmos.

Mas ainda que esta ideia esteja clara, podemos ainda ficar desorientados por pensarmos que, ao confiar em Deus, Ele nos protege do fracasso e da dor. A promessa não é essa. A promessa de Deus para aqueles que nEle confiam é esta: Ele dar-nos-á a força para enfrentar todos os problemas que surgirem, e nunca deixará que sejamos destruídos por eles, ainda que morramos.

Mas a fé tem ainda outro lado: os talentos e dons que Deus nos deu porque Ele teve fé em nós. Pedro perdeu a fé nos dons que Deus lhe havia dado e esperou que Deus resolvesse o problema. Resultado: afundou-se! Confiar em Deus significa também confiar nos seus dons. E confiar nos seus dons significa usá-los.

Há uma antiga expressão que diz: Trabalha como se tudo dependesse de ti, e reza como se tudo dependesse de Deus. É precisamente o que é necessário, mas não é fácil aplicá-lo porque não conseguimos ver Deus, e demasiadas vezes não conseguimos ver os nossos dons. Pode ajudar recordar as palavras escritas há mais de 50 anos na parede do gueto de Varsóvia:

Acredito no sol, ainda que não brilhe.

Acredito no amor, ainda que não o sinta.

Acredito em Deus, ainda que não O veja.

Confie em Deus e confie nos dons que Ele lhe deu. Ou seja, use os seus dons. E então salte! E nunca olhe para trás!

Mons. Dennis Clark
In Catholic Exchange
Trad. / adapt.: rm
© SNPC (trad.) | 20.11.10

Publicado em SNPC – Portugal.

Comunicado final do 7° Colóquio entre o Centro para o Diálogo Inter-religioso da Organização para a Cultura e as Relações Islâmicas e o Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso (Agência Fides – 16.11.2010)

Fonte: Agência Fides

16.11.2010

VATICANO – Comunicado final do 7° Colóquio entre o Centro para o Diálogo Inter-religioso da Organização para a Cultura e as Relações Islâmicas e o Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso

Cidade do Vaticano (Agência Fides) – Na conclusão do sétimo Colóquio organizado pelo Centro para o Diálogo Inter-religioso da Organização para a Cultura e as Relações Islâmicas de Teerã (Irã) e do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso (Vaticano), realizado em Teerã de 9 a 11 de novembro de 2010, os participantes concordaram o seguinte: 1. Fiéis e comunidades religiosas, fundados em sua fé em Deus, têm um papel específico a desempenhar na sociedade, em um plano de paridade com os outros cidadãos. 2. A religião possui uma intrínseca dimensão social que o Estado tem o dever de respeitar; por conseguinte, no interesse da própria sociedade, a religião não pode ser confinada à esfera privada. 3. Os fiéis são chamados a cooperar na busca do bem comum, com base em uma sólida relação entre fé e razão. 4. É necessário que cristãos e muçulmanos, assim como todos os fiéis e pessoas de boa vontade, cooperem ao responder aos desafios da atualidade, promovendo os valores morais, a justiça, a paz, e defendendo a família, o meio ambiente e os recursos naturais. 5. A fé, por sua própria natureza, exige a liberdade. Por isso, a liberdade religiosa, como direito intrínseco da liberdade humana, deve sempre ser respeitada pelos indivíduos, pelos atores sociais e pelo Estado. Na aplicação deste princípio fundamental, deve ser considerado que o contexto histórico-social de cada social não esteja em contradição com a dignidade humana. 6. A educação das jovens gerações deve se basear na busca da verdade, nos valores espirituais e na promoção do conhecimento.
(S.L.) (Agência Fides 16/11/2010)