Dia de Nossa Senhora de Guadalupe (México), padroeira da América Latina (12.12.2011) – Yo Tube

12.12.2011

Ainda que o dia dedicado a Nossa Senhora de Guadalupe (México), padroeira da América Latina, esteja chegando ao fim, já que adentramos a noite, achei este vídeo encantador, simples  e ilustrativo. Há legendas em inglês, mas um locutor vai relatando a sequência de imagens em português. No entanto, o que, de fato, é importante é que Nossa Senhora não “desiste” da Humanidade. Em aparições miraculosas, como a que se deu em Gaudalupe, há 500 anos, vem nos alertando para a necessidade da conversão diária de cada um de nós, e dos povos. Ela nos indica o caminho do Amor e da Paz, que Seu Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo nos legou há dois mil anos.

 

“Não que se oponham ambos os aspectos da experiência teresiana: pelo contrário, falar da escritora pressupõe fazer referências constantes à sua doutrina espiritual, como, por outro lado, falar da experiência mística de Teresa é entrar na linguagem literária que traduziu tal experiência.(…)” – Seminário – María de la Concepción Piñero Valverde (FFLCHUSP)

Fonte/texto/imagem: Da Mihi Animas (Padre Marcelo Tenório) – Notícia da Agência Fides:  Papa propõe Santa Teresa de Jesus como “mestra espiritual” hoje

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Fonte: http://www.hottopos.com/seminario/sem2/concha.htm#_ftn1 (Artigo Completo)

Aproximação à Obra Literária de
Santa Teresa de Jesus

María de la Concepción Piñero Valverde
(Livre-Docente FFLCHUSP)

As reflexões que se seguem procuraram servir de breve apresentação da obra literária de Santa Teresa de Jesus a um público de jovens estudantes universitários brasileiros. Não houve, portanto, a pretensão de desenvolver análise literária da obra teresiana e muito menos de apresentar toda a sua riqueza para a espiritualidade cristã. O que se buscou, somente, foi oferecer uma primeira visão da obra de uma extraordinária mulher que, apesar de universalmente conhecida como grande mística, é ainda pouco estudada como a grande escritora que também foi. Não que se oponham ambos os aspectos da experiência teresiana: pelo contrário, falar da escritora pressupõe fazer referências constantes à sua doutrina espiritual, como, por outro lado, falar da experiência mística de Teresa é entrar na linguagem literária que traduziu tal experiência. Podemos, pois, reconhecer desde já que o estudo de Teresa, a escritora, é inseparável do estudo de Teresa, a mística. Assim, ao concentrar a atenção na expressão literária teresiana, que é o que se pretende agora, espera-se oferecer elementos que permitam apreciar melhor também sua doutrina e espiritualidade.

Teresa de Jesus: mulher do século XVI que se expressou por meio de obra escrita. E obra escrita de grande valor literário. Por outras palavras, o que Teresa escreveu, além do valor religioso, tem valor estético. Teresa, como Agostinho e Pascal, está entre os autores espirituais que foram também grandes escritores, autores de textos lidos até mesmo por pessoas estranhas à prática religiosa.

Buscar as raízes da beleza que encontramos nas páginas teresianas é lembrar que Teresa de Cepeda e Ahumada nasce em Ávila, uma das mais belas cidades de Castela, rodeada de antigas e famosas muralhas. A paisagem da cidade natal lhe inspiraria, mais tarde, a nitidez das imagens de uma de suas maiores obras, as Moradas ou Castelo Interior. É precisamente como um castelo rodeado de muralhas que Teresa expressará o íntimo da vida humana, o lugar onde se dá o encontro com o divino.

Teresa desde o berço contemplou o belo à sua volta e também desde muito cedo começou a experimentar o fascínio da palavra poética. Palavra que conheceu, antes de mais nada, por meio de seus pais, cristãos fervorosos, que lhe fizeram familiar a dos salmos, dos cânticos, das parábolas evangélicas. As Escrituras Sagradas, as divinae litterae, foram, pois, a porta pela qual Teresa entrou no mundo da literatura.

(…)

Obra-prima das mais conhecidas é a que se intitula Las Moradas o Castillo Interior, tratado destinado a auxiliar os que desejam aprender a oração. Logo que foi redigido, em 1577, um carmelita descalço amigo de Teresa, Jerónimo Gracián, cuidou de esconder a obra em Sevilha, para salvá-la de ser apreendida pela Inquisição, que dois anos antes havia recolhido a autobiografia de Teresa. O texto salvo foi depois publicado pelo grande poeta do século XVI, frei Luis de León, em sua edição das obras teresianas. Característica das Moradas é a variedade de destinatários, o que condiciona de modo decisivo seu estilo. Este vai mudando, segundo a pessoa a quem a escritora se dirige (por exemplo, aos cristãos todos, às carmelitas e ao próprio Deus). É notável que ao falar com Deus, o estilo de Teresa não perde as características de quem se dirige aos interlocutores visíveis: pelo contrário, torna-se muito mais afetivo. “Rey mío”, “Dios mío”, “Señor de mi alma”, “Padre y Criador mío”, são algumas expressões de Teresa, que poderiam formar uma lista inesgotável.

Mas a organização do texto das Moradas tem como chave o simbolismo do “castelo interior” ou castelo da alma. A figura do castelo era imagem antiga na tradição literária cristã, mas havia também sido usada, em tempos próximos de Teresa, por alguns autores que ela provavelmente leu na biblioteca de seu pai, como Bernardino de Laredo. A crítica vem lembrando, ainda, que a imagem do castelo é um dos símbolos da mística muçulmana: e nós sabemos a importância da presença muçulmana na cultura espanhola medieval. Mas não podemos esquecer também a importância dos castelos nas novelas de cavalaria, tão apreciadas por Teresa. Nem podemos esquecer o que já se disse, isto é, que Teresa cresceu vendo as célebres muralhas de Ávila, sua cidade natal. Provavelmente todas essas lembranças confluíram na criação da imagem literária do castelo teresiano. Seja qual for a origem dessa imagem, certo é que ela se tornou um dos recursos literários de maior êxito para explicar o processo da vida espiritual de interiorização e união. O castelo teresiano é esférico, formado por sete moradas concêntricas e “en el centro y mitad de todas éstas tiene la más principal, que es adonde pasan las cosas de mucho secreto entre Dios y el alma” (Moradas, I,1,3). Isso simboliza a caminhada mística, que parte, nas primeiras moradas, de uma fase de purificação e chega aos desposórios místicos nas últimas moradas.

Em todos os escritos de Santa Teresa, como já se havia dito, vemos refletir-se toda a sua vida espiritual e toda a sua vida de fundadora do Carmelo reformado. Mas, como já se disse também, essa obra não tem valor somente como documento histórico, biográfico ou espiritual. É uma obra importantíssima pelo valor literário, como havia percebido seu primeiro editor, o poeta frei Luis de León, já citado. Ele é quem louva a dicção castiça da Santa, chamando a atenção para a beleza da linguagem teresiana, uma beleza quase “caseira”. Isso acontece justamente porque Santa Teresa escrevia com propriedade e sem afetação a língua que havia aprendido desde menina.

Apesar desse reconhecimento inicial, o valor literário da obra teresiana acabou ofuscado por seu valor espiritual e foi ficando relativamente esquecido. Chegou mesmo a pesar sobre os escritos teresianos uma opinião um tanto sumária, segundo a qual os textos da Santa estariam redigidos em “estilo ermitaño”, isto é, em estilo despojado e pobre, como o de um ermitão que apresentasse a mensagem espiritual em termos rudimentares. Este preconceito desmoronou há mais de um século, quando o grande crítico Menéndez Pidal chamou a atenção para um aspecto revolucionário da linguagem teresiana, ou seja: o desvio da norma, a ruptura com o vocabulário erudito geralmente empregado nos textos espirituais em sua época. A simplicidade do vocabulário, segundo o crítico, longe de mostrar pobreza da escritora indicava seu desejo de expressar com liberdade sua experiência pessoal, sem se vincular à terminologia abstrata. Teresa revaloriza, com um novo sentido, termos comuns que estavam desgastados no vocabulário convencional. Além disso, já vimos que o estilo teresiano é rico em alegorias, comparações e símbolos, é o caso do castelo interior, imagens cuja beleza traduz a experiência pessoal da escritora. É preciso notar ainda que os escritos de Santa Teresa estão muitas vezes marcados por emendas e correções que ela mesma fazia, o que revela seu cuidado em escrever de modo claro e apropriado.

Nestes últimos anos, percebeu-se afinal toda a importância da obra literária teresiana. Para a crítica recente, o que é autenticamente original na literatura de Santa Teresa é a liberdade de expressão. Na literatura espiritual anterior, partia-se de um sistema de princípios, que em um segundo momento era aplicado à situação individual. Teresa de Jesus inverte esse processo. Ela parte não de princípios abstratos, mas de um fato da sua experiência, que se esforça por entender e expressar. Assim ela se afasta das teorias dos letrados e inaugura, na espiritualidade européia, a modernidade renascentista.

Mas já é tempo de ir concluindo estas reflexões. Como eu disse de início, nosso assunto era Santa Teresa escritora. A grandeza mística de Santa Teresa e sua importância para a história da Igreja já vinham sendo reconhecidas há muito tempo. Mas em nossos dias, quando se valoriza a contribuição feminina para todas as artes e ciências, mais do que nunca os estudiosos se têm voltado para Teresa como escritora. Ou seja, como mulher que soube criar beleza através de seus escritos. Em conclusão, no momento em que se redescobre a presença feminina na literatura, pode-se, com boas razões, falar em redescoberta literária de Santa Teresa.

[1] Os textos teresianos aqui citados seguem esta edição: Santa Teresa de Jesús, Obras Completas, Madrid, Biblioteca de Autores Cristianos, 1962.

Autora: María de la Concepción Piñero Valverde
(Livre-Docente FFLCHUSP)
concha@centrodeartes.com.br

Fonte: http://www.hottopos.com/seminario/sem2/concha.htm#_ftn1 (Artigo Completo)

“Deus é amor, e quem permanece no amor, permanece em Deus e Deus nele” -(Jo 4, 16) – Imitação de Cristo

Reflexão

“Deus é amor, e quem permanece no amor, permanece em Deus e Deus nele” (Jo 4, 16)

Mas o amor tem seus tempos de prova, como seus momentos de gozo; e esta vida transitória deve ser o contínuo exercício  de amor, ou a consumação dum grande sacrifício, cujo prêmio será uma vida eterna ou um  amor imutável.

Todos os caracteres da caridade, enumerados por São Paulo, nos recordam a ideia de sacrifício; e o mesmo amor infinito não pôde manifestar-se plenamente a nós senão por um sacrifício infinito. “Deus amou de tal modo o mundo, que deu por ele seu filho único (Jo, 3, 16).

E nosso amor para com Deus não pode tampouco manifestar-se senão por um sacrifício, não igual, o que é impossível, mas semelhante pelo dom de todo o nosso ser, ou uma perfeita obediência de nosso espírito, de nosso coração e de nossos sentidos à vontade daquele que tão extremosamente nos amou.

Então se verifica aquela união inefável que, na sua última hora, pedia Jesus Cristo a seu Eterno Pai operasse entre Ele e a criatura resgatada. Enquanto a natureza viver ainda em nós, alguma coisa nos separa de Deus e de Jesus, e o amor de Jesus urge que acabemos o sacrifício e pronunciemos aquela última palavra que o mundo não compreende, mas que regozija o céu: “Tudo está consumado” (Jo 19, 30).

Quando pronunciarás tu, minha alma, esta palavra decisiva?

Publicado em Imitação de Cristo – Reflexões – página 212

Imagem: Canto da Paz

“Nada te perturbe” – Oração – Santa Teresa de Jesus – Vídeo clipe (Gloria.tv) – 02.11.2011

Fonte: Gloria.tv

Olá a todos!

Temos hoje, como ofício de memória da Igreja, a lembrança de nossos entes já falecidos. Peçamos a Deus que aqueles que o temeram, por obediência, e lutaram para fazer o bem que Ele plantou em seus corações, pelo menos, tenham a oportunidade de merecer o Céu. Que o mesmo valha para nós, na nossa hora.  Amém.

Era o que Santa Teresa pedia para seus amigos e amigas, incluindo o mundo inteiro em suas orações. Isto, tal como todos os carmelitas, descalços e calçados também o fazem na oração : a salvação de todas as almas que amam e amaram ao Criador, Nosso Pai, e Seu Filho, Cristo Jesus.

Apresento-lhes, a propósito, um vídeo clipe.

Entramos repetidas vezes em contradição com exemplos de santos e santas que tem lugar especial em nosso coração… Acredito que assim será enquanto vivermos. No entanto, tal como Santa  Teresa de Jesus nos alertava, temos sempre que estar atentos para que nosso coração não seja vítima da tentação do medo, da falta de confiança no amor, na misericórdia de Deus Pai e Seu Filho, Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Temos ainda a proteção maternal e intercessora de Nossa Senhora, nossa Mãe Santíssima. Vejamos o vídeo da oração mais conhecida de Santa Teresa de Ávila (e difícil, para nós que vivemos no mundo), quase que permantemente “atormentados” por toda sorte de perturbações. Sem o concurso da oração – tal como ela enfatizava – a  nossa missão, a nossa  jornada estará mais distante do  “Caminho, Verdade e Vida”, que é Jesus Cristo e seu legado de amor e salvação. Que Ele, por meio de seu Santo Espírito nos ilumine e abençoe.  Amém.

Vídeo clipe de Santa Tereza de Jesus – 15 de Outubro Ofício da Memória

http://pt.gloria.tv/?media=103267

 

 

ÁSIA/JAPÃO – Os heróis cristãos de Fukushima que sacrificam suas vidas para impedir uma catástrofe nuclear (Agência Fides)

Fonte: Agência Fides

30.03.2011

ÁSIA/JAPÃO – Os heróis cristãos de Fukushima que sacrificam suas vidas para impedir uma catástrofe nuclear

Sendai (Agência Fides) – Entre os trabalhadores que estão na verdade sacrificando suas vidas na usina nuclear de Fukushima, para dominar a radioatividade crescente e tentar colocar em segurança a usina, existem também alguns cristãos. A notícia, que chegou à Fides por alguns missionários locais, foi confirmada pelo Bispo de Sendai, cujo território se encontra na província de Fukushima: “Na tragédia que estamos vivendo e que cria grande preocupação em todos – disse à Agência Fides Dom Martin Tetsuo Hiraga – sabemos que alguns cristãos estão trabalhando como voluntários nas proximidades da usina. Nessa situação terrível, os cristãos japoneses têm uma grande oportunidade para oferecer um testemunho de nossa fé e os valores do Evangelho. Eles estão fazendo isso na solidariedade, na dedicação aos outros, num espírito de abnegação. Em Fukushima os trabalhadores estão arriscando suas vidas para salvar a população japonesa e evitar uma catástrofe nuclear”. Em Fukushima, existem atualmente 180 voluntários anônimos que, em turnos de 50, entram na usina nuclear para realizar operações de emergência. Nos últimos dias, três homens que trabalhavam perto do reator nº 3 da usina nuclear foram hospitalizadas porque contaminados pela radiação. Segundo fontes locais de Fides, o líder da equipe que administra todas as operações é um cristão, enquanto outros cinco membros de uma comunidade Batista estão trabalhando no processo de refrigeração do reator n º 1. e 2. Os fiéis estão realizando esta tarefa delicada e perigosa, “com plena consciência de dar sua vida pelos outros, na fé e na oração” e pediram orações por todos os fiéis do mundo”, para confiar a sua vida nas mãos de Deus”. Uma vigília de oração especial pelas vítimas, para aqueles que estão trabalhando na solidariedade, para as comunidades cristãs japonesas e para apoiar “os heróis cristãos de Fukushima” foi realizada em Cingapura nos últimos dias pela OFM (Overseas Missionary Fellowship), comunidade cristã evangélica que tem missionários em 12 países asiáticos. (PA) (Agência Fides 30/3/2011)

Publicado em Agência Fides.

“Foi um momento em que minha incredulidade abalou-se. O judaísmo obscureceu-se e Cristo levantou-se luminoso diante de meus olhos: Cristo no mistério da Cruz” – Edith Stein – Revista Mundo e Missão

Fonte: http://www.pimenet.org.br/mundoemissao/espiritmissaoedith.htm

Revista ” Mundo e Missão”
Espiritualidade e Missão

Edith Stein 

Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein)

TRAJETÓRIA

Edith Stein, de família judia, nasce em 1891, em Breslau (Alemanha), hoje Wroclau (Polônia). Órfã de pai aos dois anos, Edith herda da mãe a austera formação judaica e a paixão pelos estudos. Cursa filosofia em Breslau e em Gottinga na Alemanha. Em 1915, integra a Cruz Vermelha para tratar de feridos da Primeira Guerra Mundial. Os campos de guerra da Moravia lançam-lhe a semente da cruz.

Ela escreverá: “Foi um momento em que minha incredulidade abalou-se. O judaísmo obscureceu-se e Cristo levantou-se luminoso diante de meus olhos: Cristo no mistério da Cruz”. No ano seguinte, passa a ser assistente de Edmund Husserl, cujo pensamento fenomenológico a influencia profundamente. Em 1921, a leitura da Autobiografia de Teresa D’Ávila é a água que lhe faz germinar na alma a semente cristã, semeada em Moravia. É batizada no início do ano seguinte, rompendo com a família, que passou a considerá-la infiel a seus irmãos perseguidos.

Para ela, porém, a perseguição aos judeus era a perseguição à humanidade de Jesus. Imitando-o, ela via a possibilidade de vencer o mal pelo bem. Tal vitória não seria a fuga do sofrimento, mas – aceitando-o na força da cruz – a solidariedade com os que sofrem. Leciona filosofia em Speyer e em Münster até 1933, quando Hitler proíbe os judeus de lecionar. No mesmo ano, ingressa no Carmelo, em Colônia. Em 1938, faz os votos perpétuos e transfere-se para Echt, na Holanda. Os alemães ocupam a Holanda em 1940 e, no dia 2 de agosto de 1942, os judeus católicos são de lá deportados.

Com eles, seguem Edith e sua irmã Rosa, da ordem terceira do Carmelo. Na rápida passagem pelo campo de concentração de Westerbork (norte da Holanda), Edith escreve à priora: “Estou feliz por tudo. Só podemos adquirir a ciência da cruz, experimentando a cruz até o fim… repito no meu coração: ave, ó cruz, única esperança”. De lá, as irmãs são levadas, em 7 de agosto, para Auschwitz, na Polônia. Dois ou três dias depois, morrem na câmara de gás, com outros prisioneiros, cujos corpos são cremados.

A CIÊNCIA DA CRUZ

Sempre mergulhada nos livros, Edith descobre, no Carmelo, que “não é a atividade humana que pode nos salvar, mas só a paixão de Cristo. Participar da paixão do Senhor: eis o desejo”. E escreve: “O caminho da fé nos dá mais que o caminho do pensamento filosófico: nos dá Deus, tão próximo como uma pessoa que nos ama e se compadece de nós, e nos dá esta segurança que não é própria de nenhum outro conhecimento natural. Porém, o caminho da fé é obscuro”.

Seu caminho espiritual é a mística de Teresa D’Ávila e João da Cruz, o pai espiritual das Carmelitas Descalças. Não à toa, ela recebe, no Carmelo de Colônia, o nome de Teresa Benedita da Cruz. E lá surge, entre outros escritos, o seu testamento espiritual: A Ciência da Cruz – Um estudo sobre São João da Cruz, no qual explora a essência da pessoa humana: o eu, a liberdade e a pessoa, de um lado; o espírito, a fé e a contemplação, do outro.

Valem para ela as palavras com que descreve seu guia espiritual: “para aquele místico… a alma está unida a Cristo, e viverá a vida de Cristo, ao conseguir entregar-se completamente a ele, seguindo-lhe inteiramente o caminho da cruz” (A Ciência da Cruz). “Também nós, somente com santa reverência poderemos nos aproximar dos segredos divinos que se passam no íntimo da alma recolhida. Uma vez levantado o véu, não é permitido continuar em silêncio; eis diante de nós… a união beatificante da alma que terminou a via crucis”. Os últimos capítulos do livro não são escritos; são vividos no calvário de Auschwitz.

Frei Romeu Leuven, OCD, é sucinto: “Sua obra, centro de sua vida e lugar de união mística, radica em Deus o princípio e a finalidade da vida de todas as pessoas”. Edith Stein é canonizada em 10 de outubro de 1998, pelo papa João Paulo II, no Vaticano.

Publicado em “Revista Mundo e Missão“.

O Papa ao Corpo diplomático: “devem ser garantidas às comunidades católicas a plena autonomia de organização e a liberdade de cumprir a sua missão” (Agência Fides – 11.01.2011)

Fonte: Agência Fides

11.01.2011

VATICANO – O Papa ao Corpo diplomático: “devem ser garantidas às comunidades católicas a plena autonomia de organização e a liberdade de cumprir a sua missão”

Cidade do Vaticano (Agência Fides) – “A dimensão religiosa é uma característica inegável e irrefreável do ser e do agir do homem… Por isso, quando o próprio indivíduo ou aqueles que o rodeiam negligenciam ou negam este aspecto fundamental, geram-se desequilíbrios e conflitos a todos os níveis, tanto no plano pessoal como no interpessoal”. Assim afirmou o Santo Padre Bento XVI em seu discurso ao Corpo diplomático acreditado junto à Santa Sé, recebido em audiência para os votos de início de ano, em 10 de janeiro. Partindo de sua Mensagem para o Dia Mundial da Paz 2011, dedicado à liberdade religiosa como “caminho fundamental para a construção da paz”, o Papa tocou no discurso as diversas situações de hoje no mundo nas quais o direito à liberdade religiosa é lesado ou negado.

“Este direito do homem – explicou o Pontífice – “é na realidade, o primeiro dos direitos, porque historicamente se afirmou em primeiro lugar e ainda porque tem como objeto a dimensão constitutiva do homem, isto é, a sua relação com o Criador”. Com o olhar no Oriente, onde numerosos atentados “semearam morte, sofrimento e desconcerto entre os cristãos do Iraque, a ponto de os impelir a deixar a terra onde seus pais viveram ao longo dos séculos”, Bento XVI renovou o apelo às Autoridades e líderes religiosos muçulmanos “a trabalharem para que os seus concidadãos cristãos possam viver em segurança e continuar a prestar a sua contribuição à sociedade de que são membros com pleno título”. Também os ataques terroristas que atingiram fiéis reunidos em uma igreja em Alexandria, no Egito, são “um sinal da urgente necessidade que há de os governos da região adotarem, não obstante as dificuldades e as ameaças, medidas eficazes para a proteção das minorias religiosas”. O Pontífice reiterou em seguida que a “liberdade religiosa não é plenamente aplicada quando se garante apenas a liberdade de culto, demais a mais com limitações”, encorajando programas que, desde a escola primária e no quadro do ensino religioso, eduquem para o respeito de todos os irmãos em humanidade”.

No que diz respeito aos Estados da Península Arábica, “onde vivem numerosos trabalhadores emigrantes cristãos”, o Papa auspiciou que “a Igreja Católica possa dispor de adequadas estruturas pastorais”. O Papa reservou uma menção especial à lei contra a blasfêmia no Paquistão, encorajando as autoridades “a realizarem os esforços necessários para a ab-rogar, tanto mais que é evidente que a mesma serve de pretexto para provocar injustiças e violências contra as minorias religiosas”. Outras situações preocupantes “podem ser mencionadas no Sul e Sudeste do continente asiático” – recordou o Pontífice, evidenciando que “o peso particular de uma determinada religião numa nação não deveria jamais implicar que os cidadãos pertencentes a outra confissão fossem discriminados na vida social ou, pior ainda, que se tolerasse a violência contra eles”. O diálogo inter-religioso è chamado a favorecer “um compromisso comum por reconhecer e promover a liberdade religiosa de cada pessoa e de cada comunidade”.

Enfim, o Santo Padre citou a África, onde os ataques contra lugares de culto na Nigéria, precisamente enquanto se celebrava o Natal de Cristo, são outro “triste testemunho” da violência contra os cristãos. Destaca-se ainda que em vários países, “a Constituição reconhece uma certa liberdade religiosa, mas, de fato, a vida das comunidade religiosas torna-se difícil e por vezes até precária, porque o ordenamento jurídico ou social se inspira em sistemas filosóficos e políticos que postulam um estrito controle – para não dizer um monopólio – do Estado sobre a sociedade”. A este respeito, o Santo Padre pediu “que cessem tais ambiguidades, de maneira que os crentes não se vejam lacerados entre a fidelidade a Deus e a lealdade à sua pátria”. De modo especial, Bento XVI pediu que “sejam garantidas às comunidades católicas a plena autonomia de organização e a liberdade de cumprir a sua missão, de acordo com as normas e padrões internacionais neste campo”. O Papa dirigiu também seu pensamento à comunidade católica da China continental e a seus Pastores, “que vivem um período de dificuldade e provação”, e às Autoridades de Cuba, a fim de que o “diálogo, que felizmente se instaurou com a Igreja, se reforce e amplie ainda mais”. Voltando o olhar para o ocidente, o Santo Padre citou outros tipos de ameaças contra o pleno exercício da liberdade religiosa: a “crescente marginalização” da religião, considerada “um fator sem importância, alheio à sociedade moderna ou mesmo desestabilizador”, “chegando a pretender que os cristãos ajam, no exercício da sua profissão, sem referimento às suas convicções religiosas e morais, e mesmo em contradição com elas”. A eliminação da vida pública de “festas e símbolos religiosos, em nome do respeito por quantos pertencem a outras religiões ou por aqueles que não acreditam”. “Reconhecer a liberdade religiosa significa, além disso, garantir que as comunidades religiosas possam agir livremente na sociedade, com iniciativas nos setores social, caritativo ou educativo… Causa preocupação ver este serviço que as comunidades religiosas prestam a toda a sociedade, particularmente em favor da educação das jovens gerações, comprometido ou dificultado por projetos de lei que correm o risco de criar uma espécie de monopólio estatal”.

Outra ameaça à liberdade religiosa das famílias em alguns países europeus é a “participação em cursos de educação sexual ou cívica que propagam concepções da pessoa e da vida pretensamente neutras mas que, na realidade, refletem uma antropologia contrária à fé e à reta razão”. Na parte conclusiva de seu discurso, o Santo Padre recordou alguns princípios aos quais a Santa Sé, com toda a Igreja, se inspira: “em primeiro lugar, aparece a convicção de que não se pode criar uma espécie de escala na gravidade da intolerância com as religiões”; “há que rejeitar também o contraste perigoso que alguns querem instaurar entre o direito à liberdade religiosa e os outros direitos do homem, esquecendo ou negando assim o papel central do respeito da liberdade religiosa na defesa e proteção da alta dignidade do homem”; enfim “não basta uma proclamação abstrata da liberdade religiosa: esta norma fundamental da vida social deve encontrar aplicação e respeito a todos os níveis e em todos os campos”. Depois de recordar também que “a atividade dos Representantes Pontifícios junto dos Estados e das Organizações Internacionais está ao serviço da liberdade religiosa” e ressaltar com satisfação que “as autoridades vietnamitas aceitaram que eu designe um Representante, que há-de com as suas visitas exprimir à querida comunidade católica deste país a solicitude do Sucessor de Pedro”, Bento XVI concluiu “que a religião não constitui um problema para a sociedade, não é um fator de perturbação ou de conflito. Quero repetir que a Igreja não procura privilégios, nem deseja intervir em âmbitos alheios à sua missão, mas simplesmente exercer a mesma com liberdade… Que nenhuma sociedade humana se prive, voluntariamente, da contribuição fundamental que são as pessoas e as comunidades religiosas!”. (SL) (Agência Fides 11/01/2011)

Publicado em Agência Fides.

Haiti: “a situação é dramática; ajudem-nos, aqui precisamos de tudo” – Padre Antonio Menegón, Camiliano – responsável pela Missão Camiliana no Haiti – 13.12.2010

Fonte/imagem/reportagem: AFP – 15.12.2010 – “Comissão para reconstrução do Haiti aprova US$ 430 milhões em projetos” – Comissão Interina para a Reconstrução do Haiti

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Fonte: Agência Fides

13.12.2010

AMÉRICA/HAITI – Violências e cólera: a “situação é dramática; ajudem-nos, aqui precisamos de tudo”

Porto Príncipe (Agência Fides) – “A situação na ilha piora sempre mais, estamos já com 2.100 mortos e fala-se de 400 mil contágios e 200 mil mortos caso a epidemia não for detida”: estas são as últimas notícias comunicadas por padre Antonio Menegòn, Camiliano, Responsável pela Missão Camiliana no Haiti, à Agência Fides (veja Fides 26/11/2010). “A situação é dramática também por causa da violência que domina o país depois das eleições; tudo está fechado e parado – afirma pe. Menegòn. O porto e o aeroporto estão fechados, há poucos voos. Devido às violências, os Estados Unidos e o Canadá fecharam suas embaixadas. As lojas estão sendo saqueadas. Não conseguimos nos abastecer de medicamentos e gasolina porque está tudo fechado”. O missionário Camiliano prossegue: “nosso hospital continua a acolher os doentes de cólera. Alguns morreram, outros se curaram. Durante um velório em que não se sabia que a causa da morte era a cólera, morreram 25 membros de uma família. Com outros hospitais, estamos tentando deter esta emergência, mas é tudo muito complicado. A Província Camiliana de Turim está enviando éter, antibióticos e outros medicamentos para combater a cólera. Os problemas são muitos e a situação está cada vez mais grave”.

Padre Crescenzo Mazzell. “A situação é dramática – diz padre Crescenzo – ajudem-nos, precisam de tudo, e também que Deus dirija seu olhar ao Haiti”. De Jeremie, outro Camiliano, padre Massimo, informa que já há 500 mortes certas, mas certamente são o duplo, porque todo o país está infectado. Também na casa dos religiosos há doentes e mortos. No hospital público, há milhares de pessoas abandonadas e contagiadas.

(AM/AP) (13/12/2010 Agência Fides)

Brinquedos que alimentam a cultura da violência (Artigo – Prof. Sílvio de Sá Arantes – Colégio Franciscano João XXIII)

Fonte/imagem/texto: “INFÃNCIA: O que pensa uma criança iraquiana? A violência banalizada!” (Saulo Valley) -http://saulovalley.blogspot.com/2010/10/infancia-o-que-pensa-uma-crianca.html

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BRINQUEDOS QUE ALIMENTAM A CULTURA DA VIOLÊNCIA

Por Prof. Sílvio de Sá Arantes*

A nossa sociedade está acostumada com notícias que evidenciam a cultura da violência no lar, na escola e em outros ambientes, acomodando-se  à fatalidade de casos reais como normais. Os movimentos que se manifestam contra esta cultura de violência, muitas vezes, são banalizados por vários meios. A família é bombardeada por contravalores apresentados em novelas, seriados, brinquedos comuns e eletrônicos. Uma medida muito adequada seria o filtro da própria família em questões de programas e brinquedos que são de fácil acesso para os filhos, mudando, assim, as tendências e conceitos. Proibir só não bastaria: toda privação deve ser muito bem dialogada e fundamentada para surgir daí uma postura consciente e decisiva. É um bom começo para a implantação da paz que tanto sonhamos para nossos filhos.

*Colégio Franciscano João XXIII – SP

Fonte: Folhinha do Sagrado Coração

Pela vossa constância é que sereis salvos! – Sermão 306 de Santo Agostinho , Bispo de Hipona (354-430)

Santo Agostinho, Bispo de Hipona vai nos ensinar algo muito importante sobre a a constância. Antes, no entanto, gostaria de dar meu testemunho. Venho enfrentando dificuldades interiores e exteriores. Assim é com todos os viventes. Tenho experimentado mais o silêncio, mas me sinto inclinada a falar deste momento de minha vida. Alguém pode se beneficiar, tal como eu, quando li alguma coisa da vida interior de alguém se debatendo, na tentativa de vencer a si próprio, sem hesitações. É que descobri, tal como em outras vezes, minha falta de constância. Tenho esperança que , talvez, reconhecendo esta lacuna, Deus tenha piedade de minha situação e, quando de mim for exigida, em outras fases, a constância de que fala Santo Agostinho mais abaixo (que se assemelha à paciência na espera de algo), eu vença a mim mesma estes momentos difíceis. Penso o quanto isto envolve  minha vida interior.

A constância é uma grande virtude, senão um dom de Deus. Mas em nossa fraqueza, constato que  não conseguimos nos manter constantes quando o barco de nossa vida adentra em mar revolto… Agradeço a Deus a pouca constância (podia não ter nenhuma…) que pude vivenciar neste período. Devo-a ainda às muitas preces, súplicas e orações do terço, ainda que eventuais. Preciso aprender dos santos e santas a conquistar este estado de alma. Ser constante é ter fé a ponto de andar sob as águas tal como Jesus nos pede e pediu antes a  São Pedro. No relato do Novo Testamento, temos a consolação de que Ele nos compreende em nossa falta de fé e nos estende a mão… Parece-me que a  constância, em seu grau máximo, somente a apresenta os santos, as santas. Então, como estou decidida a buscar a santidade, que implica em não ser vencida pelas minhas fraquezas, eu suplico: Jesus, aumentai a minha fé. Amém.

(LBN)

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Mártires – Vietnan

Fonte: Blog da Comunidade Rainha do Carmelo (OCDS)

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Pela vossa constância é que sereis salvos!

Comentário ao Evangelho do dia feito por :
Santo Agostinho (354-430), Bispo de Hipona (África do Norte) e Doutor da Igreja
Sermão 306

Queres alcançar a vida onde estarás para sempre liberto do engano? Quem não o quererá? […] Todos queremos a vida e a verdade. Mas como o conseguir? Que caminho seguir? É verdade que não chegámos ainda ao termo da viagem, mas vislumbramo-lo, já […], aspiramos à vida e à verdade. Ambas as coisas estão em Cristo. Que direção tomar, para as alcançarmos? «Eu sou o Caminho», disse Ele. «Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida» (Jo 14, 6).
Eis o que os mártires realmente amaram; eis por que motivos ultrapassaram o amor a bens presentes e efémeros. Não vos surpreenda a sua coragem; foi o amor que, neles, venceu o sofrimento […]; trilhemos os seus passos, de olhos postos n’Aquele que é o seu e o nosso Chefe; se desejarmos alcançar tão grande felicidade, não temamos passar por caminhos difíceis. Aquele que no-lo prometeu é verdadeiro; Ele é fiel, Ele não nos enganaria. […] Por que temer as duras vias do sofrimento e da tribulação? O próprio Salvador as sofreu.
Responderás: «Mas era Ele, o Salvador !» Lembra-te de que os apóstolos também passaram por esses caminhos. Dirás: «Eram apóstolos !». Eu sei. Mas não te esqueças de que, depois deles, um grande número de homens como tu passaram por semelhantes provações […]; e mulheres, também […]; e crianças, mesmo meninas muito pequenas, passaram por tal caminho de provação. Será ainda tão duro, esse caminho afinal já aplanado por tantos que o percorreram?

Postado por Natália Durand, ocds.

Publicado em Blog da Comunidade Rainha do Carmelo (OCDS).

“O Papa reza no Angelus ‘para que em toda parte do mundo seja assegurada a liberdade religiosa a todos’” (Agência Fides – 22.11.2010)

Fonte: Agência Fides

22.11.2010

VATICANO – O Papa reza no Angelus “para que em toda parte do mundo seja assegurada a liberdade religiosa a todos”

Cidade do Vaticano (Agência Fides) – “Hoje, na Itália, a convite dos Bispos, as comunidades eclesiais rezam pelos cristãos que sofrem perseguições e discriminações, especialmente no Iraque. Uno-me a esta unânime invocação ao Deus da vida e da paz para que em toda parte do mundo, seja assegurada a liberdade religiosa a todos. Sinto-me próximo destes irmãos e irmãs pelo elevado testemunho de fé que oferecem a Deus”. Estas foram as palavras proferidas pelo Santo Padre Bento XVI após rezar a oração do Angelus com os fiéis reunidos na Praça São Pedro, domingo, 21 de novembro. O Papa recordou também a celebração da “Jornada pro Orantibus”, dedicada às monjas e monges de clausura, convidando a “sustentar concretamente tais comunidades” às quais concedeu a sua benção. Antes do Angelus, o Santo Padre comentou o significado da solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo. “O Evangelho de São Lucas apresenta, como num grande quadro, a realeza de Jesus no momento da crucificação” – disse o Pontífice “justamente na Cruz, Jesus está ‘à altura’ de Deus, que é Amor. Lá, podemos ‘conhecê-lo’. Jesus nos dá a ‘vida’ porque nos dá Deus. E pode nos dá-Lo porque Ele próprio é uma só coisa com Deus”. (SL) (Agência Fides 22/11/2010)

Links: 
O texto integral do discurso do Santo Padre, em várias línguas, está em:
http://www.fides.org/ita/documents/Angelus_21112010.doc

Comunicado reage a interpretações quanto a afirmações de Bento XVI sobre uso de preservativo publicadas em livro-entrevista ( Agência Ecclesia – 21.11.2010)

Fonte/imagem/texto: dn.sapo.pt – “Papa admite o uso do preservativo “em certos casos” – Livro será lançado na quarta-feira

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Fonte: Agência Ecclesia

21.11.2010

Preservativo: Vaticano descarta revolução

Comunicado reage a interpretações sobre as afirmações de Bento XVI publicadas em livro-entrevista

As palavras de Bento XVI sobre o uso do preservativo em situações pontuais não devem ser vistas como uma “reviravolta revolucionária”, disse este Domingo o porta-voz do Vaticano.

O padre Federico Lombardi reagiu em comunicado a “interpretações dadas às palavras do Papa” a este respeito no livro-entrevista de Peter Seewald, “Luz do Mundo”, que vai ser apresentado à imprensa no dia 23 de Novembro.

Segundo o director da sala de imprensa da Santa Sé, “o Papa toma em consideração uma situação excepcional na qual o exercício da sexualidade representa um verdadeiro risco para a vida do outro”.

Num excerto da obra publicado antecipadamente pelo jornal do Vaticano, «L’Osservatore Romano», Bento XVI afirma que pode haver casos pontuais, “justificados”, em que admite o caso do preservativo.

Para o porta-voz do Vaticano, “o Papa não justifica moralmente o exercício desordenado da sexualidade, mas defende que o uso do preservativo para diminuir o perigo de contágio é «um primeiro acto de responsabilidade», «um primeiro passo na estrada para uma sexualidade mais humana», mais do que o não fazer uso do mesmo expondo o outro a um risco de vida”.

O padre Lombardi acrescenta que “numerosos teólogos e personalidades de renome sustentaram e sustentam posições análogas”.

“É verdade, contudo, que não as tínhamos ainda escutado com tanta clareza da boca do Papa, ainda que numa forma coloquial e não magisterial”, precisa, frisando que “Bento XVI dá assim, corajosamente, um importante contributo de clarificação e aprofundamento sobre uma questão longamente discutida”.

O director da sala de imprensa da Santa Sé fala num “contributo original” de Bento XVI que ajuda a refutar “uma via ilusória, como a «confiança no preservativo», rumo a um “exercício mais humano e responsável da sexualidade.

No final do capítulo 10 do livro, Bento XVI responde a duas perguntas sobre a luta contra a SIDA e o uso de preservativos, que retomam a discussão que se seguiu às suas palavras sobre o tema, no início da sua viagem a África, em 2009.

O Papa reafirma que “a Igreja, naturalmente, não considera os preservativos como a solução autêntica e moral” do problema da SIDA.

No seu comunicado, o padre Federico Lombardi precisa que Bento XVI “não muda ou reforma o ensinamento da Igreja, mas reafirma-o na perspectiva do valor e da dignidade da sexualidade humana como expressão de amor e responsabilidade”.

Sobre as declarações de 2009, a caminho dos Camarões, o director da sala de imprensa da Santa Sé sublinha que as mesmas não eram uma tomada de posição “sobre o problema dos preservativos em geral”, mas uma afirmação de que o problema da SIDA não se resolve “apenas com a distribuição” dos mesmos.

“O Papa observa que também no âmbito não eclesial se desenvolveu uma consciência análoga, como na chamada teoria Abc (Abstinence – Be Faithful – Condom), na qual os dois primeiros elementos (abstinência e fidelidade) são muito mais determinantes e fundamentais para a luta contra a Sida e o preservativo aparece em último lugar, como escapatória, quando faltam os outros dois”, acrescenta.

O livro “Luz do mundo. O Papa, a Igreja e os sinais dos tempos” resulta de uma conversa entre Bento XVI e Seewald – que já por duas vezes tinha entrevistado Joseph Ratzinger, ainda cardeal – na residência pontifícia de Castel Gandolfo, perto de Roma, entre os dias 26 e 31 de Julho.

Ao longo de 18 capítulos, o Papa aborda várias das questões mais inquietantes para a Igreja e a humanidade de hoje. A edição portuguesa deve estar disponível dentro de aproximadamente duas semanas.

A Lucerna, marca da Principia Editora vai estar no Vaticano na próxima Terça-feira para a apresentação mundial do livro e entregará ao Papa a edição em português.

O título deste livro foi escrito à mão pelo próprio Papa.

Publicado em Agência Ecclesia – Portugal.

Comunicado final do 7° Colóquio entre o Centro para o Diálogo Inter-religioso da Organização para a Cultura e as Relações Islâmicas e o Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso (Agência Fides – 16.11.2010)

Fonte: Agência Fides

16.11.2010

VATICANO – Comunicado final do 7° Colóquio entre o Centro para o Diálogo Inter-religioso da Organização para a Cultura e as Relações Islâmicas e o Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso

Cidade do Vaticano (Agência Fides) – Na conclusão do sétimo Colóquio organizado pelo Centro para o Diálogo Inter-religioso da Organização para a Cultura e as Relações Islâmicas de Teerã (Irã) e do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso (Vaticano), realizado em Teerã de 9 a 11 de novembro de 2010, os participantes concordaram o seguinte: 1. Fiéis e comunidades religiosas, fundados em sua fé em Deus, têm um papel específico a desempenhar na sociedade, em um plano de paridade com os outros cidadãos. 2. A religião possui uma intrínseca dimensão social que o Estado tem o dever de respeitar; por conseguinte, no interesse da própria sociedade, a religião não pode ser confinada à esfera privada. 3. Os fiéis são chamados a cooperar na busca do bem comum, com base em uma sólida relação entre fé e razão. 4. É necessário que cristãos e muçulmanos, assim como todos os fiéis e pessoas de boa vontade, cooperem ao responder aos desafios da atualidade, promovendo os valores morais, a justiça, a paz, e defendendo a família, o meio ambiente e os recursos naturais. 5. A fé, por sua própria natureza, exige a liberdade. Por isso, a liberdade religiosa, como direito intrínseco da liberdade humana, deve sempre ser respeitada pelos indivíduos, pelos atores sociais e pelo Estado. Na aplicação deste princípio fundamental, deve ser considerado que o contexto histórico-social de cada social não esteja em contradição com a dignidade humana. 6. A educação das jovens gerações deve se basear na busca da verdade, nos valores espirituais e na promoção do conhecimento.
(S.L.) (Agência Fides 16/11/2010)

“A comunidade religiosa enriquece a Igreja de que é parte viva, antes de tudo com o seu amor” – OCDS – Província de Nossa Senhora do Carmo – Brasil

Fonte: Ordem dos Carmelitas Seculares – Província Nossa Senhora do Carmo – Sul do Brasil

A gratidão do Papa aos consagrados e consagradas!

“Porção eleita do Povo de Deus, os consagrados e consagradas lembram hoje «uma planta com muitos ramos, que assenta as suas raízes no Evangelho e produz abundantes frutos em cada estação da Igreja».

Sendo a caridade o primeiro fruto do Espírito (cf. Gl 5, 22) e o maior de todos os carismas (cf. 1 Cor 12, 31), a comunidade religiosa enriquece a Igreja de que é parte viva, antes de tudo com o seu amor: ama a sua Igreja particular, enriquece-a com seus carismas e abre-a a uma dimensão mais universal…

Perante a diminuição dos membros em muitos Institutos e o seu envelhecimento, evidente em algumas partes do mundo, muitos se interrogam se a vida consagrada seja ainda hoje uma proposta capaz de atrair os jovens e as jovens. Bem sabemos, queridos Bispos, que as várias Famílias religiosas desde a vida monástica até às congregações religiosas e sociedades de vida apostólica, desde os institutos seculares até às novas formas de consagração tiveram a sua origem na história, mas a vida consagrada como tal teve origem com o próprio Senhor que escolheu para Si esta forma de vida virgem, pobre e obediente.

Por isso a vida consagrada nunca poderá faltar nem morrer na Igreja: foi querida pelo próprio Jesus como parcela irremovível da sua Igreja. Daqui o apelo ao compromisso geral na pastoral vocacional: se a vida consagrada é um bem de toda a Igreja, algo que interessa a todos, também a pastoral que visa promover as vocações à vida consagrada deve ser um empenho sentido por todos: Bispos, sacerdotes, consagrados e leigos.

Entretanto, como afirma o decreto conciliar Perfectae caritatis, «a conveniente renovação dos Institutos depende sobretudo da formação dos membros» (n. 18)…A capacidade formativa de um Instituto, quer na sua fase inicial quer nas fases sucessivas, está no centro de todo o processo de renovação.
«De fato, se a vida consagrada é, em si mesma, uma progressiva assimilação dos sentimentos de Cristo, resulta evidente que um tal caminho terá de durar a vida inteira para permear toda a pessoa… e torná-la semelhante ao Filho que Se entrega ao Pai pela humanidade. Assim entendida, a formação já não é apenas um tempo pedagógico de preparação para os votos, mas representa um modo teológico de pensar a própria vida consagrada, que em si mesma é uma formação jamais terminada, uma participação na ação do Pai que, através do Espírito plasma no coração os sentimentos do Filho».

Pelo modo que considerardes mais oportuno, venerados irmãos, fazei chegar às vossas comunidades de consagrados e consagradas, independentemente do serviço claustral ou apostólico que estão desempenhando, a viva gratidão do Papa que de todas e todos se recorda nas suas orações, lembrando em especial os idosos e doentes, quantos atravessam momentos de crise e de solidão, quem sofre e se sente confuso e também os jovens e as jovens que hoje batem à porta das suas Casas e pedem para se entregar a Jesus Cristo na radicalidade do Evangelho.

Agora, invocando o celeste patrocínio de Maria, modelo perfeito de consagração a Cristo, confirmo-vos mais uma vez a minha estima fraterna e concedo-vos, extensiva a todos os fiéis confiados aos vossos cuidados pastorais, uma propiciadora Bênção Apostólica” (Sua Santidade, Papa Bento XVI, Mensagem aos Bispos do Paraná, 5 de Novembro de 2010).

Publicado em OCDS – Província Nossa Senhora do Carmo.

Cristãos feridos no Iraque acolhidos em Roma (Notícia – Rádio Vaticano – 13.11.2010)

Fonte/imagem/texto: Paróquia de Tarouca – Quarta-feira, 3 de Novembro de 2010 : ‘Milhares de pessoas nas ruas de Mossul para condenar ataques contra cristãos’

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Fonte: Rádio Vaticano

13/11/2010 13.38.25

CRISTÃOS  FERIDOS NO IRAQUE ACOLHIDOS EM ROMA

Roma, 13 nov (RV) – Chegou ontem a Roma um grupo de 26 cristãos iraquianos feridos no ataque de Al-Qaeda contra a catedral sírio-católica de Bagdá, que causou a morte de 68 pessoas. Os feridos foram transferidos para a Policlínica Gemelli, de Roma, onde receberão todo o tratamento necessário. O anúncio foi feito pelo Ministério dos Exteriores italiano, explicando que o Ministro, Franco Frattini, acolheu o apelo feito pelo Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Tarcisio Bertone. Ontem, o governo da região da Toscana deu a disponibilidade de acolher os feridos graves que não podem ser curados e iniciar relações e intercâmbios entre os hospitais da Toscana e hospitais de Bagdá. A partida do grupo da capital do Iraque coincidiu com uma missa em memória das 19 vítimas italianas do massacre de Nasiriyah, que foi celebrada precisamente na catedral sírio-católica. Participou da celebração, por ocasião do sétimo aniversário do ataque, o embaixador italiano no Iraque, Gerardo Carante.

Enquanto isso, para a comunidade cristã no país do Golfo, a situação continua dramática. O Arcebispo caldeu de Mossul, Dom Emil Shimoun Nona, – destacou à agência Sir – que “os cristãos têm medo porque sabem o que significa ser vítima de violência, já que eles vivem isso na própria pele”. Segundo o prelado, “a maioria dos cristãos não pensa, no momento, deixar a cidade, apesar de alguns já terem feito isso”. Contudo, diz Dom Nona, “não basta o reforço da segurança ao redor das igrejas e lugares de culto cristãos em Mosul, decidido, após o massacre na igreja em Bagdá, para tranquilizar os fiéis”.

Neste contexto, acrescenta o Bispo de Mosul, “estamos felizes de que a CEI, Conferência Episcopal Italiana, tenha promovido para o próximo 21 de novembro um dia de oração pelos cristãos perseguidos e seus perseguidores. Esperamos que a iniciativa seja adotada também em outros países”.

O bispo saúda, enfim, com satisfação, a formação do novo governo após oito meses de impasse institucional: “A presença de um governo forte e respeitável deveria também ter um impacto positivo sobre a situação dos cristãos. Até agora, os grupos extremistas têm feito o que querem, agora vamos esperar que a situação melhore em termos de segurança e estabilidade”. (SP)

Publicado em Rádio Vaticano.