Fonte: Ordem dos Padres Carmelitas Descalços – “Orar com os Místicos do Carmelo” – Portugal

O humano vem sendo substituído pelo artifício, e nem mesmo os sentimentos, as emoções estão fora de seu alcance. O mundo virtual está mudando, em sentido geral, a noção do que é viver em uma perspectiva ampla… A Ciência tem se mostrado em muitos campos, um bem para a Humanidade. Mas sabemos que, em geral, oculta conteúdos nefastos ao longo de seu desenvolvimento. Este blog é uma tentativa, e ao mesmo tempo, uma proposta de autopreservação tanto emocional quanto espiritual. Quanto aos visitantes do blog "Castelo Interior", penso que o legado de Santa Teresa, bem como as contribuições da cristandade podem propiciar este "cuidado interior". Aliás, um cuidado vital que envolve nossas mentes, nossas almas. O título do blog é uma reverência à vida e à obra de Santa Teresa de Jesus (Ávila). Suas leituras me inspiraram, e mais que isto, continuam me ensinando a viver neste tempo caótico, a interpretá-lo à luz da Fé. A partir do que compreendi de seus escritos "Castelo Interior" e "Livro da Vida", e os mais breves (estou no início de "Caminho da Perfeição"), me lancei à proposta de uma "mescla" entre Jornalismo, Literatura (suas Obras, por excelência, através da análise de estudiosos carmelitanos descalços, principalmente), com abertura para textos clássicos católicos, e artigos universais e relevantes, segundo a ótica da doutrina católica. Por fim, acredito que a produção de Santa Teresa de Ávila evidenciará o quanto sua produção nos insere em uma inevitável espiral de espiritualidade. Seu tempo, como o nosso, estava impregnado de perigos extremos – tanto para o corpo, quanto para a alma. Entretanto, esta Doutora da Igreja deixou-nos, em seus três principais escritos, a essência de seu pensamento: "Nada te turbe, nada te espante. Tudo se pasa. Dios no se muda. La paciencia todo lo alcanza. Quien a Dios tiene nada le falta. Sólo Dios basta!" (Santa Teresa de Jesus). Este blog foi criado em 2007 e não tem fins comerciais.
Fonte: Ordem dos Padres Carmelitas Descalços – “Orar com os Místicos do Carmelo” – Portugal


Fonte/imagem/artigo: Missionários Combonianos – Actualidades – “Quaresma 2012 dedicada às boas obras”
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Fonte: CELEBRANDO – Revista Virtual de Liturgia – Arquidiocese de Campinas
A Igreja Católica inicia na próxima quarta-feira, dia 22 de fevereiro, o Tempo da Quaresma, período de preparação para a festa da Páscoa que, com a morte e ressurreição de Jesus, tornou-se o grande referencial da nossa fé, o dia da vitória da Vida sobre a morte. A Quarta-feira de Cinzas marca, também, no Brasil, o início da Campanha da Fraternidade.
1. A Quaresma é o período de 40 dias que começa na quarta-feira de Cinzas e termina na véspera do Domingo de Ramos, este ano no dia 1º de abril, quando tem início a Semana Santa. Nesses 40 dias, somos convidados a reviver a experiência dos 40 anos de travessia do deserto pelo povo de Israel e os 40 dias que Jesus passou no deserto antes de iniciar a sua Missão. Somos convidados a três atitudes que são os pilares da vida cristã: a Oração, relação do homem com Deus; o Jejum, relação do homem consigo mesmo; e a Caridade, relação do homem com o próximo. É um tempo rico de reflexão sobre a nossa vida, buscando valorizar o que temos feito de bom e dar um novo caminho ao que temos feito de ruim ou deixado de fazer. É o convite à conversão.
2. O nosso calendário civil é definido a partir da Festa da Páscoa, por isso a Quaresma varia de ano para ano. A festa da Páscoa é celebrada no primeiro domingo após a primeira lua cheia do início do outono. Neste ano de 2012 o outono começa no dia 21 de março, e a primeira lua cheia acontece no dia 06 de abril. Assim, a Festa da Páscoa acontece no domingo seguinte, dia 08 de abril. A partir desta data são definidas a Semana Santa, a Quarta-feira de Cinzas e, também, o Carnaval. A festa da Páscoa era primitivamente um ritual realizado por pastores que, para proteger as suas famílias e seus rebanhos dos espíritos maus, matavam um cordeiro e tingiam a entrada das tendas com o seu sangue. Por volta de 1250 anos antes de Cristo, esse ritual adquiriu um novo sentido, com a libertação do povo de Israel da escravidão do Egito. Depois, com a ressurreição de Jesus, a Páscoa se tornou a principal festa dos cristãos, lembrando que Deus liberta seu povo através de Jesus Cristo, o novo cordeiro pascal.
3. Na Quarta-feira de Cinzas, nas missas celebradas nas Paróquias e Comunidades, se benzem e impõem as cinzas feitas de ramos de oliveiras ou palmeiras, bentos no Domingo de Ramos do ano anterior. Em procissão, os cristãos e cristãs recebem na fronte um pouco dessas cinzas para expressar o desejo e votos de assumir o processo de conversão que se iniciou no Batismo, por uma vida de oração, esmola e jejum. As cinzas nos lembram que todo orgulho, prepotência, bens materiais não são nada mais do que cinzas após a morte. Conscientes de nossa pequenez, somos chamados a ser agentes de transformação de uma sociedade injusta, desigual e violenta, através de obras, ações, do amor que entrega a própria vida pela vida do outro.
4. A Quarta-feira de Cinzas abre a Campanha da Fraternidade, promovida pela CNBB desde 1964, destacando uma situação da realidade social para a reflexão das comunidades e de toda a sociedade. O tema deste ano é “Fraternidade e Saúde Pública” e o lema “Que a saúde se difunda sobre a terra”, um chamado à reflexão sobre a realidade da saúde no Brasil,em vista de uma vida saudável, suscitando o espírito fraterno e comunitário das pessoas na atenção aos enfermos e na mobilização pela melhoria no sistema público de saúde.
Em todas as Paróquias e Comunidades da nossa região haverá Missa na Quarta-feira de Cinzas. Clique aqui para acessar a Mensagem do Papa Bento XVI para a Quaresma 2012.
Desejamos um excelente início de Quaresma!
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Publicado em CELEBRANDO – Revista Virtual de Liturgia – Arquidiocese de Campinas.
Este vídeo, de 2009, é apresentado do seguinte modo no YouTube: “Peça publicitária da Igreja Católica, veiculada em Tvs pelo mundo. (…) Categoria: Sem fins lucrativos/ativismo”.
Acredito que é válida a sua divulgação, já que na atualidade, há a publicização de vídeos também “non-profit”, em circuito global, de temas favoráveis sobre as “vantagens” que multinacionais, a maioria poluidoras, oferecem a países com desemprego, ou, igualmente prejudiciais, de extração de madeira em países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento, e pela mesma razão. Em seus países de origem as campanhas da população influenciam as decisões parlamentares pela não-instalação de seus parques industriais, em seu próprio solo. Outro exemplo é o da “indústria” do aborto, que através do ativismo pró-escolha (com representações na ONU), lutam por sua legalização em nível global. Têm também o suporte de “lobbies” nos Parlamentos, através de todos os tipos de organizações não-governamentais (ONGs). Em nome dos “direitos da mulher”, tentam persuadir a todos através de um “pacote” de idéias, teorias, pesquisas que têm como pano de fundo um novo conceito, o de “Gênero”. No entanto, há estudos que afirmam que a tese de “Gênero” é, na verdade, mais uma ideologia que vem sendo apresentada e propagandeada, principalmente nas áreas de educação e cultura. Inclusive, é trazido à tona que órgão de fomento mundial, atrelam a liberação de empréstimos a partir da publicização das idéias que compões o conceito de “Gênero”.
Ainda sobre a legalização do aborto, entre outras teorias relativistas, fundadas em concepções ditas pós-modernas, há a tentativa de convencimento de que estes sistemas de idéias poderiam vir a substituir a cultura judaico-cristã. O termo denominado “cultura” evidencia tanto uma racionalidade quanto uma subjetividade, que perdura há dois mil anos, por ter em essência, valores desde sempre reconhecidos como universais. Tal cultura, a judaico-cristã, firmou concepções sobre o que é um ser humano, uma pessoa, e seus direitos inalienáveis, sejam os de um não-nascido, uma criança, uma mulher ou um homem.
Em seu conjunto, devemos estar atentos para a tentativa atual de banimento do Cristianismo. Diante do “novíssimo” caldo cultural da pós-modernidade, a base conceitual da fé cristã está ultrapassada. Entretanto, vale lembrar, que desde a sua origem lançou as bases da constituição do que entendemos como “família”, aliás, vigentes sem contestação até o final do século XX. Estamos portanto diante de uma campanha mundial de instauração de uma “nova” bagagem de ideias e teorias sobre o que crianças devem “aprender” e adultos devem tomar como “verdade” enquanto seres humanos.. Adolf Hitler, mentor do nazismo também buscava “relativizar” a importância da cultura religiosa monoteísta do Judaísmo e do Cristianismo. Tinha em mente uma nova era para a Humanidade… (LBN)
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Apresento o blog abaixo como fonte publicadora da peça publicitária “pró-Cristianismo”, que também pode ser encontrada no YouTube:

Fonte: www.expresso.pt
13:00 Terça feira, 24 de janeiro de 2012
É dia de São Francisco de Sales, padroeiro dos jornalistas. E Bento XVI aproveita a oportunidade para lembrar como “o silêncio é precioso”.
Rosa Pedroso Lima

Bento XVI: «É necessário criar um ambiente propício,
quase uma espécie de ‘ecossistema’ capaz de equilibrar
silêncio, palavra, imagem e sons»
Pier Paolo Cito/AP
Como já vem sendo habitual, Bento XVI volta a supreender com um discurso que está bem longe do main stream. Aproveitando o dia de São Francisco Sales – que a Igreja designou como padoreiro dos jornalistas – o Papa apresentou a sua mensagem ao Dia Mundial das Comunicações Sociais, que este ano se celebrará a 20 de Maio.
“Silêncio e palavra: caminho de evangelização” é o título dado à mensagem papal. E, retomando a antiga tradição – aliás patente em várias religiões – que destaca o papel do silêncio na comunicação humana, Bento XVI apela a que se encontre um equilíbrio entre os momentos de palavra e os momentos de silêncio. Trata-se, segundo o Papa, de “dois momentos da comunicação que se devem equilibrar, alternar e integrar entre si para se obter um diálogo autêntico e uma união profunda entre as pessoas”.
“O silêncio é parte integrante da comunicação”, afirma, sublinhando que é na parte não dita da Comunicação que se “abre um espaço de escuta recíproca e se torna possível uma relação humana mais plena”. Para além, claro, de ser no silêncio que “escutamo-nos e conhecemo-nos melhor a nós mesmos”.
Depois de já ter sublinhado a importância das novas tecnologias no desenvolvimento das comunicações e de ter ‘aberto’ o Vaticano às novas tecnologias – como o Twitter ou as páginas online – o Papa defende uma espécie de nova ordem da comunicação. “O homem de hoje vê-se, frequentemente, bombardeado por respostas a questões que nunca se pôs e a necessidade que não sente”, esclarece o Papa. “É necessário criar um ambiente propício, quase uma espécie de ‘ecossistema’ capaz de equilibrar silêncio, palavra, imagem e sons”, conclui.
Publicado em http://www.expresso.pt/.
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Fonte/imagem: Salesianos de Dom Bosco
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Fonte: http://oblatosamlat.cybermeme.net/
A VIDA DE SÃO FRANCISCO DE SALES
Os anos convulsionados na França, depois da Reforma Protestante, formaram o pano de fundo da vida de Francisco de Sales. Ele nasceu no dia 21 de agosto de 1567 de uma família nobre, no reino da Sabóia, situado entre a França, Itália e Suíça. Ele estudou no Colégio de Clermont dos Jesuítas, em Paris, e na Universidade de Pádua, onde se doutorou no Direito Canônico e Civil.
Sendo estudante em Paris, teve que enfrentar a tempestade de uma severa crise espiritual, ao sofrer a tentação de desespero referente à predestinação.
Para o seu pai, foi uma grande decepção que Francisco não aceitou uma carreira esplêndida no mundo, mas preferiu o sacerdócio. Depois da ordenação, o seu bispo oenviou como jovem missionário para Chablais, distrito da Sabóia, por quatro anos. Lá ficou famoso por seus folhetos em defesa da fé e, mal e mal, se escapou de um atentado contra sua vida. Os seus escritos dessa época foram publicados com o título
Controvérsias e a Defesa do Estandarte da Santa Cruz. Ao finalizar o seu apostolado de missionário, ele tinha persuadido cerca de 72.000 Calvinistas a voltar para a Igreja Católica.
Foi ordenado bispo de Genebra em 1602, mas residia em Annecy (agora situada na França), já que Genebra estava sob o domínio dos Calvinistas e ficou fechada para ele.
Sua diocese tornou-se muito conhecida na Europa por motivo de sua organização eficiente, seu clero zeloso e os leigos bem esclarecidos — uma realização monumental naquela época. A sua fama como diretor espiritual e escritor aumentava.
Convenceram-no que reunisse, organizasse e expandisse suas muitas cartas sobre assuntos espirituais e as publicasse. É o que ele fez em 1609, com o título Introdução à Vida Devota. Essa se tornou a sua obra mais famosa e, ainda hoje, é uma obra clássica que se encontra nas livrarias no mundo inteiro. Mas o seu projeto especial foi o escrito do Tratado do Amor de Deus, fruto de anos de oração e trabalho. Este também continua sendo publicado hoje. Ele queria escrever também uma obra paralela ao Tratado, ou seja, sobre o amor ao próximo, mas a sua morte no dia 28 de dezembro de 1622, aos 55 anos de idade, o impossibilitou. Além das obras mencionadas acima, suas cartas, pregações e palestras ocupam cerca de 30 volumes. O valor permanente e a popularidade dos seus escritos levou a Igreja a conceder-lhe o título de Padroeirode Escritores Católicos.
Francisco aceitou em sua casa um jovem com dificuldade de audição e criou uma linguagem de símbolos para possibilitar a comunicação. Essa obra de caridade conduziu a Igreja a dar-lhe um outro título, ou seja, o de Padroeiro dos de Difícil Audição.
Ele colaborou com Santa Francisca de Chantal na fundação da ordem religiosa das Irmãs da Visitação de Santa Maria, conhecidas pela simplicidade da sua regra e tradições e por sua abertura especial a viúvas. Foi através da persistência de uma destas irmãs, uns 250 anos mais tarde, a Madre Maria de Sales Chappuis, que um sacerdote de Troyes, na França, Luís Brisson, fundou os Oblatos de São Francisco de Sales, uma comunidade de sacerdotes e irmãos, dedicados à vida e divulgação do espírito e dos ensinamentos de São Francisco de Sales. Padre Brisson fundou também uma comunidade de irmãs com o mesmo nome, Oblatas de São Francisco de Sales.
O espírito e a fama de Francisco e a influência dos seus escritos se estenderam rapidamente depois de sua morte. A Igreja o declarou santo formalmente em 1665 e lhe deu o título excepcional de Doutor da Igreja em 1867 – um título outorgado só a uns 30 santos na história da Igreja que são famosos por seus escritos. A sua festa a Igreja celebra no dia 24 de janeiro.
Diferente de muitos santos,cujas vidas,repletas de acontecimentos maravilhosos, parecem estar fora do alcance de cristãos comuns, a vida de Francisco de Sales não apresenta nada de sensacional. Os seus ideais de moderação e caridade, de gentileza e humildade, de alegria e entrega à vontade de Deus são expressos com uma sensatez que anima os fracos e alimenta os fortes, ocasionando-lhe o reputação como o Santo Cavalheiro.
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O ESPÍRITO DE SÃO FRANCISCO DE SALES
(extraído dos seus escritos)
Publicado em http://oblatosamlat.cybermeme.net/ .

Fonte/imagem/artigo: Carmelo Santa Teresa ( Ordem dos Carmelitas Seculares – Província do Carmo Sul do Brasil)
Artigo: ” O CARMELO E O SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS”
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LIVRO III
CAPÍTULO XXI
Que se deve repousar em Deus acima de todos os bens e dons
O DISCÍPULO
1.Minha alma, em tudo e sobre tudo descansa sempre em Deus, que é o eterno descanso dos Santos.
Dulcíssimo e amantíssimo Jesus, fazei que eu ache mais descanso só em Vós do que em todas as coisas criadas; mais do que na saúde e na formosura; mais do que na glória e na honra; mais do que no poder e nas dignidades; mais do que ciência e na sutileza; mais do que nas riquezas e nas artes; mais do que na alegria e divertimento; mais do que na fama e no louvor; mais do que nas delícias e nos prazeres. Fazei com que eu vos prefira a todas as esperanças e promessas que nos dais; a todos os merecimentos e bons desejos que podemos ter; a todas as graças e graças e favores de que podeis encher-nos; a todas as consolações e doçuras que podemos receber de Vós. Fazei que eu ame mais descansar em Vós só do que em todos os anjos, esses espíritos celestiais; mais do que todo o visível e invisível; enfim, mais do que em tudo o que há fora de Vós, Deus meu!
2. Porque Vós só sois infinitamente bom; Vós só Altíssimo; Vós só Poderosíssimo; Vós só Suficientíssimo e Pleníssimo; Vós só Suavíssimo e Amabilíssimo.
Vós só formosíssimo e amantíssimo. Vós só Nobilíssimo e Gloriosíssimo sobre todas as coisas, em que todos os bens sempre estiveram, estão e estarão eternamente juntos em suma perfeição.
Assim, é pouco, insuficiente tudo o que me dais ou prometeis, ou me descobris de Vós mesmo, não vos vendo,nem vos possuindo plenamente.
Porque o meu coração não pode dar-se por cabalmente satisfeito senão elevando-se acima de todas as criaturas, a fim de descansar Vós só.
3. Ó meu Jesus, esposo amabilíssimo e puríssimo amante as almas, Senhor de todas as criaturas!
Quem me dará asas de verdadeira liberdade para voar e descansar em Vós!
Oh! quando serei assaz desapegado da terra para ver quão suave sois, Deus e Senhor meu!
Quando serei por tal modo absorto em Vós, por tal modo penetrado de vosso amor, que não sinta mais a mim mesmo e não viva mais senão em Vós, nessa união inefável e acima dos sentidos, que nem todos conhecem!
Agora passo eu a vida nos gemidos e levo com dor o peso da minha miséria!
Porque neste vale de lágrimas encontro tantos males que me perturbam a miúdo, me entristecem e anuviam a alma; muitas vezes me cansam e embaraçam, distraem-me, apoderam-se de mim e me impedem de ter livre entrada junto de Vós; privam-me desses deliciosos amplexos de que gozam sempre e sem obstáculos os espíritos bem-aventurados, que assistem em vossa presença!
Ó meu Deus, ouvi os meus suspiros e tornai-vos sensível a tantos males que sofro sobre a terra!
4. Ó Jesus! Esplendor da eterna glória, alívio da alma aflita neste desterro! Minha boca está diante de Vós, e meu silêncio vos fala por mim!
Até quando tardará o meu Senhor em vir à minha alma?
Venha a mim na extrema pobreza em que jazo e encham-me de alegria. Estenda sua mão e levante este infeliz da miséria em que está prostrado.O DISCÍPULO
Vinde, meu Deus, vinde; sem vós não posso ter dia nem hora alegre, porque sois toda a minha alegria e vós só podeis encher o vazio de meu coração.
Miserável sou, como preso e carregado de ferros, enquanto me não concedeis a luz da vossa presença e me dais a liberdade, mostrando-me vosso doce e amoroso semblante.
5. Busquem outros em lugar de Vós o que quiserem, que a mim nenhuma outra coisa agrada, nem agradará nunca, senão Vós, Deus meu, esperança minha e minha eterna felicidade.
Gemerei sempre e não deixarei de orar até que a vossa graça volte a mim e vós me faleis no interior.
6. Jesus Cristo – Aqui me tens, filho meu, e venho a ti, pois me chamaste . As tuas lágrimas e os desejos de tua alma, a humildade e a penitência de teu coração me inclinaram a vir a ti.
O Discípulo – E disse: Senhor, chamei-Vos e desejei gozar-vos, na resolução de desprezar tudo por amor de Vós.
Porém, Vós mesmo me excitastes a buscar-Vos.
Sede, pois, bendito, Senhor, por haver usado com vosso servo de tamanha bondade, segundo Vossa misericórdia infinita.
À vista disto, que resta ao vosso servo senão humilhar-se profundamente em vossa presença, sem perder nunca a lembrança de sua maldade e vileza?
Em toda esta multidão de maravilhas, de que enchestes o céu e a terra, nada há que vos seja semelhante, ó meu Deus!
Todas as vossas obras são perfeitíssimas, “todos os vossos juízos são retos, e o universo governais por vossa soberana providência” (Salmo 118, 16).
Dê-se, pois, todo o louvor e glória a Vós, que sois a sabedoria do Pai! A minha alma, a minha língua e todas as criaturas juntas vos louvem eternamente.
Fonte: Imitação de Cristo, Tomás de Kempis, Livro III, Capítulo XXI.

Fonte (imagem/texto): Paróquia Santo Cristo dos Milagres (Capuchinhos) – Fonseca – Niterói-RJ. Texto: “Natal: O Nascimento do Nosso Senhor Jesus Cristo’.
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O Natal perdeu há pelos três décadas, em todo o mundo cristão, o seu verdadeirro significado: a data que marca a chegada do Messias, o Salvador, o Filho de Deus, Jesus Cristo. Foi anunciada pelos profetas do Antigo Testamento. Ele nasceria de uma virgem, e seria concebido envolto em mistério.
Veio em carne, para redimir a Humanidade do passado, da sua época e do futuro. E, além disso, apesar de nada acrescentar à Lei dada pelo próprio Criador a Moisés, explicou-a pelo viés do Amor, da Miserricórida. Este legado é contado, através de vários ângulos, pelos Apóstolos. Já estabelecida com uma mínima hierarquia na Igreja Primitiva, na qual São Pedro foi o primeiro representante da comunidade cristã. Ele e seus sucessores, guardaram os escritos que viriam formar o Novo Testamento. Reunidos, após cerca de quatro séculos de perseguições e martírios pelos pagãos, a Igreja Católica, já instituída (denominada desse modo no sentido de ser universal), tem, na atualidade, como representante de Cristo, enquanto aguardamos sua segunda vinda, o Papa Bento XVI. Este continuamente nos insta a prestarmos a atenção na pessoa de Jesus de Nazaré, na essência de sua Palavra, aplicando-a em nossas vidas, ainda que o mundo ocidental tenha dado as costas a praticamente tudo que herdou da herança cristã.
Os presentes e a confraternização (em geral, com muito álcool), incentivados há semanas por apelos comerciais, darão o tom da festa, infelizmente. Cristo vai estar ausente nos corações da maioria que comemora este Natal, e, ao que parece, o mesmo se repetirá nos próximos. Para quem pode, será uma festa cada vez mais ostentatória… Penso que, já seria um alento que o mundo cristão se desse conta que entregou seu coração à irreligiosidade, e voltasse Jesus Cristo: “Caminho, Verdade e Vida”.
Desejo a todos que o Natal seja inspirado no nascimento do Menino Jesus, que nasce no tempo humano e nos nossos corações para nos trazer amor, luz e paz! (LBN)
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Fonte (imagem/texto): Agência de Notícias AFP: Cidade do Vaticano – Santa Sé -“Papa: é preciso recobrar a humildade diante do consumismo”.
Copyright © 2011 AFP- Permissão de divulgação sem fins comerciais.
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Fonte: Blog da Comunidade Rainha do Carmelo (OCDS) – Ordem dos Carmelitas Descalços Seculares -Fortaleza-CE
24.12.2011
Comentário ao Evangelho do dia feito por : São Bernardo (1091-1153), monge cistercense e doutor da Igreja
Céus, escutai! Terra, ouve com atenção! Que todas as criaturas, e sobretudo o homem, sejam arrebatadas de admiração e irrompam em louvores: «Jesus Cristo, Filho de Deus, nasce em Belém da Judeia». […] Haverá notícia mais bela a anunciar à terra? […] Alguma vez se ouviu coisa parecida, alguma vez o mundo soube de alguma coisa semelhante? «Em Belém da Judeia nasce Jesus Cristo, o Filho de Deus.» Tão poucas palavras para exprimir a vinda do Verbo, a Palavra de Deus feita criança, mas que doçura nestas palavras! […] «Jesus Cristo, o Filho de Deus, nasce em Belém.» Nascimento de uma santidade incomparável: honra do mundo inteiro, exaltação de todos os homens devido ao bem imenso que Ele lhes traz, admiração dos anjos por causa da profundidade deste mistério de uma novidade sem paralelo (cf Ef 3,10). […]
«Jesus Cristo, Filho de Deus, nasce em Belém da Judeia». Vós que estais deitados na poeira, erguei-vos e louvai Deus! Eis o Senhor que chega com a salvação, eis a vinda do Ungido do Senhor, do Seu Messias, ei-Lo que vem na Sua glória. […] Feliz daquele que se sente atraído por Ele e que «acorre à fragrância dos Seus perfumes» (Ct 1,4 LXX): ele verá «a glória que lhe vem do Pai como Filho único» (Jo 1,14).
Vós que estais perdidos, respirai! Jesus vem salvar o que perecera. Vós, os doentes, voltai a ser saudáveis: Cristo vem estender o bálsamo da Sua misericórdia sobre a chaga dos vossos corações. Estremecei de alegria, todos vós que sentis grandes desejos: o Filho de Deus vem a vós para fazer de vós co-herdeiros do Seu Reino (Rm 8,17). Sim, Senhor, peço-Te, cura-me e ficarei curado; salva-me e serei salvo (Jr 7,14); glorifica-me e ficarei verdadeiramente na glória. Sim, «que a minha alma bendiga o Senhor e que tudo em mim bendiga o Seu santo nome» (Sl 102,1). […] O Filho de Deus faz-Se homem para fazer dos homens filhos de Deus.
Publicado em Blog da Comunidade Rainha do Carmelo (OCDS) – Ordem dos Carmelitas Descalços Seculares – Fortaleza-CE.
Fonte: Agência Fides
01.12.2011
VATICANO
Cidade do Vaticano (Agência Fides) – “O anúncio da Boa Nova cristã, da beleza da fé em Cristo, precisa de pessoas que, com coerência de vida e fidelidade, testemunhada se necessário ao dom de si mesmo, manifestem a primazia absoluta do Amor em qualquer circunstância.” Foi o que disse o Santo Padre Bento XVI em sua mensagem para a 16ª Sessão Pública das Pontifícias Academias realizada, no Vaticano, na tarde desta quarta-feira, sobre o tema “Testemunhos e testemunhas. Os mártires e os campeões da fé”, realizada na tarde de 30 de novembro. O Papa sublinha: “Se observarmos com atenção o exemplo dos mártires, corajosas testemunhas da antiguidade cristã, e de várias testemunhas do nosso tempo, notamos que foram pessoas profundamente livres, livres acordos e laços egoístas, conscientes da importância e da beleza de sua vida, e por isso, capazes de amar a Deus e aos outros de maneira heróica, vivendo a santidade cristã”. Detendo-se sobre o tema da Sessão Pública, o Papa sublinha a importância da historicidade do cristianismo, “o seu envolvimento contínuo com a história para transformá-la profundamente graças ao fermento do Evangelho e da santidade vivida e testemunhada”. O estudo atento dos testemunhos do passado permite “redescobrir não poucos aspectos da vida das gerações passadas como também da experiência de fé das antigas comunidades cristãs”. Dentre os sítios arqueológicos em que emergem os sinais da presença cristã, o Pontífice citou de maneira particular a Terra Santa e a cidade de Roma, onde os mártires “atestam não só uma genérica presença cristã, mas sobretudo, um forte testemunho dos cristãos e daqueles que por Cristo deram suas vidas, os mártires … As numerosas intervenções monumentais e artísticas dedicadas aos mártires, documentadas pelas escavações arqueológicas e todas as outras pesquisas relacionadas, decorrem de uma convicção sempre presente na comunidade cristã, de ontem e de hoje: o Evangelho fala ao coração humano e se comunica principalmente através do testemunho vivo dos fiéis”.
Enfim, Bento XVI sublinhou que “também hoje se a Igreja deseja falar eficazmente ao mundo, se quer continuar anunciando fielmente o Evangelho e fazer sentir sua presença amiga aos homens e mulheres que vivem sua existência sentindo-se peregrinos da verdade e da paz, deve ser, também nos contextos aparentemente difíceis ou indiferentes ao anúncio do Evangelho, testemunha da credibilidade da fé, oferecendo testemunhos concretos e proféticos através de sinais eficazes e transparentes de coerência, fidelidade e amor incondicionado a Cristo, não desligada da autêntica caridade, do amor ao próximo. Ontem como hoje, o sangue dos mártires, seu tangível e eloqüente testemunho toca o coração humano e o torna fecundo, capaz de frutificar em si uma vida nova, acolher a vida do Ressuscitado para levar ressurreição e esperança ao mundo ao seu redor”. (SL) (Agência Fides 1/12/2011)

Fonte/texto/imagem: Da Mihi Animas (Padre Marcelo Tenório) – Notícia da Agência Fides: Papa propõe Santa Teresa de Jesus como “mestra espiritual” hoje
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Fonte: http://www.hottopos.com/seminario/sem2/concha.htm#_ftn1 (Artigo Completo)
María de la Concepción Piñero Valverde
(Livre-Docente FFLCHUSP)
As reflexões que se seguem procuraram servir de breve apresentação da obra literária de Santa Teresa de Jesus a um público de jovens estudantes universitários brasileiros. Não houve, portanto, a pretensão de desenvolver análise literária da obra teresiana e muito menos de apresentar toda a sua riqueza para a espiritualidade cristã. O que se buscou, somente, foi oferecer uma primeira visão da obra de uma extraordinária mulher que, apesar de universalmente conhecida como grande mística, é ainda pouco estudada como a grande escritora que também foi. Não que se oponham ambos os aspectos da experiência teresiana: pelo contrário, falar da escritora pressupõe fazer referências constantes à sua doutrina espiritual, como, por outro lado, falar da experiência mística de Teresa é entrar na linguagem literária que traduziu tal experiência. Podemos, pois, reconhecer desde já que o estudo de Teresa, a escritora, é inseparável do estudo de Teresa, a mística. Assim, ao concentrar a atenção na expressão literária teresiana, que é o que se pretende agora, espera-se oferecer elementos que permitam apreciar melhor também sua doutrina e espiritualidade.
Teresa de Jesus: mulher do século XVI que se expressou por meio de obra escrita. E obra escrita de grande valor literário. Por outras palavras, o que Teresa escreveu, além do valor religioso, tem valor estético. Teresa, como Agostinho e Pascal, está entre os autores espirituais que foram também grandes escritores, autores de textos lidos até mesmo por pessoas estranhas à prática religiosa.
Buscar as raízes da beleza que encontramos nas páginas teresianas é lembrar que Teresa de Cepeda e Ahumada nasce em Ávila, uma das mais belas cidades de Castela, rodeada de antigas e famosas muralhas. A paisagem da cidade natal lhe inspiraria, mais tarde, a nitidez das imagens de uma de suas maiores obras, as Moradas ou Castelo Interior. É precisamente como um castelo rodeado de muralhas que Teresa expressará o íntimo da vida humana, o lugar onde se dá o encontro com o divino.
Teresa desde o berço contemplou o belo à sua volta e também desde muito cedo começou a experimentar o fascínio da palavra poética. Palavra que conheceu, antes de mais nada, por meio de seus pais, cristãos fervorosos, que lhe fizeram familiar a dos salmos, dos cânticos, das parábolas evangélicas. As Escrituras Sagradas, as divinae litterae, foram, pois, a porta pela qual Teresa entrou no mundo da literatura.
(…)
Obra-prima das mais conhecidas é a que se intitula Las Moradas o Castillo Interior, tratado destinado a auxiliar os que desejam aprender a oração. Logo que foi redigido, em 1577, um carmelita descalço amigo de Teresa, Jerónimo Gracián, cuidou de esconder a obra em Sevilha, para salvá-la de ser apreendida pela Inquisição, que dois anos antes havia recolhido a autobiografia de Teresa. O texto salvo foi depois publicado pelo grande poeta do século XVI, frei Luis de León, em sua edição das obras teresianas. Característica das Moradas é a variedade de destinatários, o que condiciona de modo decisivo seu estilo. Este vai mudando, segundo a pessoa a quem a escritora se dirige (por exemplo, aos cristãos todos, às carmelitas e ao próprio Deus). É notável que ao falar com Deus, o estilo de Teresa não perde as características de quem se dirige aos interlocutores visíveis: pelo contrário, torna-se muito mais afetivo. “Rey mío”, “Dios mío”, “Señor de mi alma”, “Padre y Criador mío”, são algumas expressões de Teresa, que poderiam formar uma lista inesgotável.
Mas a organização do texto das Moradas tem como chave o simbolismo do “castelo interior” ou castelo da alma. A figura do castelo era imagem antiga na tradição literária cristã, mas havia também sido usada, em tempos próximos de Teresa, por alguns autores que ela provavelmente leu na biblioteca de seu pai, como Bernardino de Laredo. A crítica vem lembrando, ainda, que a imagem do castelo é um dos símbolos da mística muçulmana: e nós sabemos a importância da presença muçulmana na cultura espanhola medieval. Mas não podemos esquecer também a importância dos castelos nas novelas de cavalaria, tão apreciadas por Teresa. Nem podemos esquecer o que já se disse, isto é, que Teresa cresceu vendo as célebres muralhas de Ávila, sua cidade natal. Provavelmente todas essas lembranças confluíram na criação da imagem literária do castelo teresiano. Seja qual for a origem dessa imagem, certo é que ela se tornou um dos recursos literários de maior êxito para explicar o processo da vida espiritual de interiorização e união. O castelo teresiano é esférico, formado por sete moradas concêntricas e “en el centro y mitad de todas éstas tiene la más principal, que es adonde pasan las cosas de mucho secreto entre Dios y el alma” (Moradas, I,1,3). Isso simboliza a caminhada mística, que parte, nas primeiras moradas, de uma fase de purificação e chega aos desposórios místicos nas últimas moradas.
Em todos os escritos de Santa Teresa, como já se havia dito, vemos refletir-se toda a sua vida espiritual e toda a sua vida de fundadora do Carmelo reformado. Mas, como já se disse também, essa obra não tem valor somente como documento histórico, biográfico ou espiritual. É uma obra importantíssima pelo valor literário, como havia percebido seu primeiro editor, o poeta frei Luis de León, já citado. Ele é quem louva a dicção castiça da Santa, chamando a atenção para a beleza da linguagem teresiana, uma beleza quase “caseira”. Isso acontece justamente porque Santa Teresa escrevia com propriedade e sem afetação a língua que havia aprendido desde menina.
Apesar desse reconhecimento inicial, o valor literário da obra teresiana acabou ofuscado por seu valor espiritual e foi ficando relativamente esquecido. Chegou mesmo a pesar sobre os escritos teresianos uma opinião um tanto sumária, segundo a qual os textos da Santa estariam redigidos em “estilo ermitaño”, isto é, em estilo despojado e pobre, como o de um ermitão que apresentasse a mensagem espiritual em termos rudimentares. Este preconceito desmoronou há mais de um século, quando o grande crítico Menéndez Pidal chamou a atenção para um aspecto revolucionário da linguagem teresiana, ou seja: o desvio da norma, a ruptura com o vocabulário erudito geralmente empregado nos textos espirituais em sua época. A simplicidade do vocabulário, segundo o crítico, longe de mostrar pobreza da escritora indicava seu desejo de expressar com liberdade sua experiência pessoal, sem se vincular à terminologia abstrata. Teresa revaloriza, com um novo sentido, termos comuns que estavam desgastados no vocabulário convencional. Além disso, já vimos que o estilo teresiano é rico em alegorias, comparações e símbolos, é o caso do castelo interior, imagens cuja beleza traduz a experiência pessoal da escritora. É preciso notar ainda que os escritos de Santa Teresa estão muitas vezes marcados por emendas e correções que ela mesma fazia, o que revela seu cuidado em escrever de modo claro e apropriado.
Nestes últimos anos, percebeu-se afinal toda a importância da obra literária teresiana. Para a crítica recente, o que é autenticamente original na literatura de Santa Teresa é a liberdade de expressão. Na literatura espiritual anterior, partia-se de um sistema de princípios, que em um segundo momento era aplicado à situação individual. Teresa de Jesus inverte esse processo. Ela parte não de princípios abstratos, mas de um fato da sua experiência, que se esforça por entender e expressar. Assim ela se afasta das teorias dos letrados e inaugura, na espiritualidade européia, a modernidade renascentista.
Mas já é tempo de ir concluindo estas reflexões. Como eu disse de início, nosso assunto era Santa Teresa escritora. A grandeza mística de Santa Teresa e sua importância para a história da Igreja já vinham sendo reconhecidas há muito tempo. Mas em nossos dias, quando se valoriza a contribuição feminina para todas as artes e ciências, mais do que nunca os estudiosos se têm voltado para Teresa como escritora. Ou seja, como mulher que soube criar beleza através de seus escritos. Em conclusão, no momento em que se redescobre a presença feminina na literatura, pode-se, com boas razões, falar em redescoberta literária de Santa Teresa.
[1] Os textos teresianos aqui citados seguem esta edição: Santa Teresa de Jesús, Obras Completas, Madrid, Biblioteca de Autores Cristianos, 1962.
Autora: María de la Concepción Piñero Valverde
(Livre-Docente FFLCHUSP)
concha@centrodeartes.com.br
Fonte: http://www.hottopos.com/seminario/sem2/concha.htm#_ftn1 (Artigo Completo)
Fonte: Gloria.tv
Olá a todos!
Temos hoje, como ofício de memória da Igreja, a lembrança de nossos entes já falecidos. Peçamos a Deus que aqueles que o temeram, por obediência, e lutaram para fazer o bem que Ele plantou em seus corações, pelo menos, tenham a oportunidade de merecer o Céu. Que o mesmo valha para nós, na nossa hora. Amém.
Era o que Santa Teresa pedia para seus amigos e amigas, incluindo o mundo inteiro em suas orações. Isto, tal como todos os carmelitas, descalços e calçados também o fazem na oração : a salvação de todas as almas que amam e amaram ao Criador, Nosso Pai, e Seu Filho, Cristo Jesus.
Apresento-lhes, a propósito, um vídeo clipe.
Entramos repetidas vezes em contradição com exemplos de santos e santas que tem lugar especial em nosso coração… Acredito que assim será enquanto vivermos. No entanto, tal como Santa Teresa de Jesus nos alertava, temos sempre que estar atentos para que nosso coração não seja vítima da tentação do medo, da falta de confiança no amor, na misericórdia de Deus Pai e Seu Filho, Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Temos ainda a proteção maternal e intercessora de Nossa Senhora, nossa Mãe Santíssima. Vejamos o vídeo da oração mais conhecida de Santa Teresa de Ávila (e difícil, para nós que vivemos no mundo), quase que permantemente “atormentados” por toda sorte de perturbações. Sem o concurso da oração – tal como ela enfatizava – a nossa missão, a nossa jornada estará mais distante do “Caminho, Verdade e Vida”, que é Jesus Cristo e seu legado de amor e salvação. Que Ele, por meio de seu Santo Espírito nos ilumine e abençoe. Amém.
Vídeo clipe de Santa Tereza de Jesus – 15 de Outubro Ofício da Memória
http://pt.gloria.tv/?media=103267
Fonte: Rádio Vaticano
(9/3/2011) Nesta quarta feira o Papa assinalou o início da Quaresma ao referir-se ao “austero símbolo das Cinzas”, imposto aos fiéis que participam nas missas celebradas neste dia.
“A cinza abençoada imposta sobre a nossa cabeça é um sinal que nos recorda a nossa condição de criaturas, que convida à penitência e a intensificar o empenho pela conversão”, realçou Bento XVI.
A Quaresma – “um itinerário espiritual” até à Páscoa – consiste em “acompanhar Jesus que sobe a Jerusalém, lugar do cumprimento do seu mistério de paixão, morte e ressurreição”, afirmou.
Para chegar “à vitória da vida, do amor, do bem, também nós devemos tomar a cruz de cada dia”, disse Bento XVI, mencionando as narrativas bíblicas em que Jesus carrega a cruz onde viria ser crucificado.
A intervenção do Papa na audiência geral, que decorre habitualmente às quartas-feiras, incluiu um apelo à presença dos fiéis nas celebrações da Quaresma, que não se referem apenas a “uma recordação de factos passados”.
Bento XVI salientou a presença frequente da palavra “hoje” na liturgia, que deve ser entendida no seu “sentido originário e concreto, não metafórico”.
“Hoje Deus revela a sua lei, e a nós é dado escolher entre o bem e o mal, entre a vida e a morte”; hoje o Reino de Deus está próximo (…); hoje Cristo morreu no Calvário e ressuscitou dos mortos (…); hoje é-nos dado o Espírito Santo; hoje é o tempo favorável”, indicou.
Na sua catequese o Papa deteve-se nas vertentes que acompanham aquele tempo litúrgico – jejum, esmola, oração –, assinalando que o primeiro “significa a abstinência de alimento, mas compreende outras formas de privação para uma vida mais sóbria”.
Esta renúncia, frisou, “não é ainda a realidade plena do jejum”, constituindo antes “o sinal externo de uma realidade interior”, do “empenho” em evitar o “mal” e “viver do Evangelho”, pelo que “não jejua verdadeiramente quem não se alimenta da Palavra de Deus”.
Referindo-se à esmola, Bento XVI citou São Leão Magno, papa do século V, assinalando que ela, “sob o nome único de ‘misericórdia’, abraça muitas obras boas”, que estão ao alcance não só dos “ricos” mas também das pessoas “de condição modesta e pobre”.
A Quaresma, período de 40 dias, excepto os domingos, que se prolonga até à Páscoa, “convida a uma oração mais fiel e intensa e a uma prolongada meditação”, mesmo que seja “difícil fazer silêncio”.
Estas as palavras proferidas por Bento XVI em língua portuguesa Queridos irmãos e irmãs,
Hoje está prevista, na celebração da Eucaristia, o rito da imposição das cinzas. Trata-se de um sinal que nos recorda a nossa condição de criaturas e nos convida à penitência e à conversão, para nos configurarmos cada vez mais com Cristo. A Igreja sabe que, à nossa fragilidade humana, custa fazer silêncio e parar diante de Deus, tomando consciência da nossa condição de criaturas que dependem d’Ele e necessitam do seu perdão. Por isso, na Quaresma, a Igreja convida a uma oração mais fiel e intensa e à meditação mais demorada da palavra de Deus. As leituras, que ouviremos na Missa dos próximos domingos e às quais vos convido a prestar especial atenção, propõem-nos o itinerário baptismal que, na tradição antiga, percorriam os catecúmenos – aqueles que se preparavam para o baptismo. Meditando-as, queremos reavivar em nós o dom, as exigências e os compromissos deste sacramento, que está na base da nossa vida cristã, a vida de ressuscitados com Cristo. * * * Saúdo cordialmente os fiéis das paróquias de Calhariz do Benfica e Brandoa no Patriarcado de Lisboa, os professores e alunos das comunidades escolares das dioceses de Coimbra e do Porto e ainda o grupo de peregrinos, médicos e professores, de Guimarães. A vós e a todos os presentes de língua portuguesa desejo um caminho quaresmal abençoado, que vos permita encontrar, acolher e seguir mais de perto Jesus; e assim poderdes dizer, com São Paulo, «já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim». Obrigado pela vossa presença. Ide com Deus.
As celebrações do início da Quaresma por parte de Bento XVI prosseguem esta tarde com inicio ás 16h30 (hora de Roma) com uma procissão penitencial pelas ruas do bairro romano do Aventino que termina na basílica de Santa Sabina, onde se celebra a missa.
Publicado em Rádio Vaticano.
Fonte/imagem/texto: Arquidiocese de São Paulo –“Igreja Católica se prepara para usar novas mídias”
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Fonte: Rádio Vaticano
BENTO XVI: IGREJA APRENDA LINGUAGENS DA NOVA MÍDIA PARA INSERIR EVANGELHO NA CULTURA DIGITAL
Cidade do Vaticano, 28 fev (RV) – Estudar com diligência as linguagens da moderna cultura digital para ajudar a missão evangelizadora da Igreja e inserir nestas novas modalidades expressivas os conteúdos da fé cristã.
Esse foi, substancialmente, o discurso que Bento XVI dirigiu na manhã desta segunda-feira, na Sala Clementina, no Vaticano, aos membros que participam – de hoje até a próxima quinta-feira – da plenária do Pontifício Conselho das Comunicações Sociais.
Uma linguagem “emotiva”, exposta ao risco constante da banalidade. De contrapartida, uma linguagem rica de símbolos, de milhares de anos a serviço do transcendente. O que a comunicação digital tem em comum com a comunicação da Bíblia? Pouco, aparentemente, se não fosse que para a Igreja não existe linguagem nova que não possa ser compreendidade e utilizada para anunciar a mensagem de sempre, a mensagem do Evangelho.
Bento XVI examinou as implicações dessa questão voltando a um tema muitas vezes abordado nestes últimos anos: o das novas tecnologias e das mudanças que elas induzem no modo de comunicar, a ponto de ter configurado “uma vasta transformação cultural”.
As redes web – afirmou o Pontífice – são a demonstração de como “oportunidades inéditas” estão delineando um “novo modo de aprender e de pensar”, de “estabelecer relações e construir comunhão”. Mas não basta ter consciência disso – observou. A análise deve ser mais profunda:
“As novas linguagens que se desenvolvem na comunicação digital determinam, entre outras coisas, uma capacidade mais intuitiva e emotiva que analítica, orientam a uma diferente organização lógica do pensamento e da relação com a realidade, privilegiam, muitas vezes, a imagem e as conexões hipertextuais. Ademais, a tradicional distinção nítida entre linguagem escrita e oral parece abrandar em favor de uma comunicação escrita que assume a forma e a imediação da oralidade.”
Estar “na rede” – prosseguiu o Papa – requer que a pessoa se encontre envolvida com aquilo que comunica. E, portanto, nesse nível de interconexão as pessoas não se limitam a trocar informações, mas “já estão compartilhando a si mesmas e a sua visão de mundo”. Uma dinâmica que, para o Santo Padre, não está isenta de pontos fracos:
“Os riscos que se correm, certamente, estão diante dos olhos de todos: a perda da interioridade, a superficialidade no viver as relações, a fuga na emotividade, o prevalecer da opinião mais convincente em relação ao desejo de verdade. E, todavia, estes são a consequência de uma incapacidade de viver plenamente, e de modo autêntico, o sentido das inovações. Eis o motivo pelo qual é urgente a reflexão sobre as linguagens desenvolvidas pelas novas tecnologias.”
Aí – observou o Pontífice – se insere o trabalho que a Igreja deve fazer e, particularmente, o Pontifício Conselho das Comunicações Sociais. “Aprofundar a cultura digital” e, posteriormente, “ajudar aqueles que têm responsabilidade na Igreja” a “entender, interpretar e falar a “nova linguagem” da mídia em função pastoral”. Bem sabendo que nem mesmo a dimensão espiritual da pessoa é estranha ao mundo da comunicação:
“A cultura digital apresenta novos desafios à nossa capacidade de falar e de escutar uma linguagem simbólica que fale da transcendência. Jesus mesmo no anúncio do Reino soube utilizar elementos da cultura e do ambiente de seu tempo: o rebanho, os campos, o banquete, as sementes, e assim por diante. Hoje somos chamados a descobrir, também na cultura digital, símbolos e metáforas significativas para as pessoas, que possam ser de ajuda ao falar do Reino de Deus ao homem de hoje.”
Bento XVI reiterou que a “relação sempre mais estreita e ordinária entre o homem e as máquinas”, sejam elas computadores ou celulares, pode encontrar na riqueza expressiva da fé e nos “valores espirituais” uma dimensão ainda mais ampla do que a já além-fronteiras que a tecnologia parece assegurar.
Quatro séculos atrás, o jesuíta Pe. Matteo Ricci, o grande apóstolo da China, soube demonstrar isso, conseguindo acolher “tudo aquilo que existia de positivo” na tradição daquele povo, e “animá-lo e elevá-lo com a sabedoria e a verdade de Cristo”. A mesma coisa são chamados a fazerem os cristãos de hoje, que no mundo da mídia podem contribuir para abrir “horizontes de sentido e de valor que a cultura digital sozinha não é capaz de entrever e representar” – concluiu o Santo Padre. (RL)
Publicado em Rádio Vaticano.
Fonte: Rádio Vaticano
As bem-aventuranças, um novo programa de vida; a Igreja não teme a pobreza, desprezo e perseguição: Bento XVI antes de recitação do Angelus . A solidariedade do Papa aos doentes de lepra e apoio aqueles que os curam , e o pedido de projectos concretos de paz para a Terra Santa
(30/1/2011)
Dirigindo-se aos milhares de pessoas congregadas ao meio dia na Praça de S. Pedro para a recitação do Angelus, Bento XVI comentou o Evangelho deste quarto domingo do Tempo Comum que apresenta o primeiro grande discurso que o Senhor dirige á multidão das suaves colinas á volta do lago da Galileia.
Jesus proclama bem aventurados “os pobres que o são no seu intimo, os aflitos, os misericordiosos, os que têm fome e sede de justiça, os puros de coração, os que sofrem perseguição”….
Não se trata – salientou o Papa – de uma nova ideologia, mas de um ensinamento que vem do alto e toca a condição humana, precisamente aquela que o Senhor incarnando-se quis assumir, para a salvar.
As bem-aventuranças são um novo programa de vida para nos libertarmos dos falsos valores do mundo e nos abrirmos aos bens verdadeiros, presentes e futuros. De facto quando Deus consola, sacia a fome e sede de justiça, enxuga as lágrimas dos aflitos, significa que, para além de recompensar cada um de maneira sensível abre o Reino dos Céus. As Bem aventuranças são a transposições da cruz e da ressurreição para a existência dos discípulos , disse o Papa citando uma passagem do seu livro “Jesus de Nazaret”.São espelho da vida do Filho de Deus que se deixa perseguir, desprezar até á condenação á morte, para que seja dada a salvação aos homens.
Bento XVI salientou depois que o Evangelho das bem-aventuranças se comenta com a própria historia da Igreja, a historia da santidade cristã, porque – como escreve São Paulo – “o que é fraco, segundo o mundo, é que Deus escolheu para confundir o que é forte. O que é vil e desprezível no mundo, é que Deus escolheu como também aquelas coisas que nada são, para destruir as que são” ( 1 Cor 1,27-28) .
Por isso a Igreja não teme a pobreza, o desprezo, a perseguição numa sociedade muitas vezes atraída pelo bem estar material e pelo poder mundano – disse Bento XVI a concluir.
-Depois da recitação do Angelus o Papa recordou que neste domingo se celebra o dia mundial dos doentes de lepra, promovido nos anos 50 do século passado por Raul Follereau e reconhecido oficialmente pela ONU.
“A lepra, – salientou Bento XVI- embora esteja a regredir, infelizmente atinge ainda muitas pessoas em condições de grave miséria. A todos os doentes asseguro uma oração especial, que estendo a todos aqueles que os assistem e de varias maneiras se empenham a vencer o morbo de Hansen. Saúdo em particular – acrescentou o Santo Padre – a associação italiana dos Amigos de Raul Follereau que completa 50 anos de actividade
Bento XVI recordou ainda que nos próximos dias em vários países do Extremo Oriente se celebra com alegria, especialmente na intimidade das famílias, o novo ano lunar. A todos aqueles grandes povos o Papa desejou de coração serenidade e prosperidade.
Outra efeméride á qual Bento XVI quis referir-se foi a jornada internacional de oração pela Paz na Terra Santa.
Associo-me – disse o Santo Padre – ao Patriarca Latino de Jerusalém e ao Custodio da Terra Santa no convite dirigido a todos, a pedir ao Senhor para que faça convergir as mentes e os corações para projectos concretos de paz.
Simbolicamente, no final do Angelus, duas crianças lançaram pombas brancas desde a janela do apartamento do Papa, sobre a Praça de São Pedro, numa iniciativa promovida pela Acção Católica de Roma.
Publicado em Rádio Vaticano.
O motivo deste artigo se deve ao fato de que estamos bem próximos do Natal, onde a figura da Sagrada Família (Jesus, Nossa Senhora e São José) passam a ter mais destaque. Também porque algumas pessoas nos colocaram a seguinte questão: “se São José era justo, porque pensou em abandonar Maria? Ora, sendo justo não o podia fazer”.
Bem, em certa ocasião, ouvi um sacerdote dar a seguinte esclarecimento para esta questão: São José e Nossa Senhora já tinham firmado o pacto conjugal (o qual será melhor esclarecido ao longo deste artigo), mas ainda não moravam juntos, quando Maria apareceu grávida.
Isto pode ser constatado no capítulo 1 do Evangelho de São Mateus, versículos 8 ao 25 (Mateus, 1, 8-25):
“Eis como nasceu Jesus Cristo: Maria, sua mãe, estava desposada com José. Antes de coabitarem, aconteceu que ela concebeu por virtude do Espírito Santo. José, seu esposo, que era homem de bem, não querendo difamá-la, resolveu rejeitá-la secretamente. Enquanto assim pensava, eis que um anjo do Senhor lhe apareceu em sonhos e lhe disse: José, filho de Davi, não temas receber Maria por esposa, pois o que nela foi concebido vem do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo de seus pecados. Tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que o Senhor falou pelo profeta: Eis que a Virgem conceberá e dará à luz um filho, que se chamará Emanuel (Is 7, 14), que significa: Deus conosco. Despertando do sono, José fez como o anjo do Senhor lhe havia mandado e recebeu em sua casa sua esposa. E, sem que ele a tivesse conhecido, ela deu à luz o seu filho, que recebeu o nome de Jesus.”
Assim, por ser esposo de Nossa Senhora perante a lei, tinha o direito, segundo a lei de Moisés, de delatá-la às autoridades caso tivesse ficado grávida de outro homem, o que ocasionaria o apedrejamento de Maria Santíssima. No entanto, São José conhecia a santidade de sua esposa, também conhecida por todos da cidade desde a sua infância. Sabia que o filho não era seu e sabia que Maria não o tinha traído. Com o passar do tempo, o crescimento da barriga de Nossa Senhora não poderia mais esconder a gravidez. Como resolver este dilema? Fingir que o filho era seu, e “admitir” que se uniram antes do tempo previsto em lei para o “noivado”? Admitir que o filho não era seu e levar Maria para ser apedrejada? Poderemos imaginar os momentos de sofrimento passados por São José, em silêncio Por isso, resolveu deixá-la na calada da noite e respeitar o mistério sagrado que a envolvia. Foi por isso, também, que o anjo apareceu-lhe em sonhos, para lhe dizer o que fazer.
Agora, aprofundando o tema com mais calma, encontramos uma outra explicação bem fundamentada, para o fato de São José ter decidido abandonar Nossa Senhora. Leia com atenção o texto, a seguir, do Pe. Mário Beccar Varela:
JOSÉ VARÃO JUSTO POR EXCELÊNCIA
A Teologia aprofundou de forma admirável, ao longo dos séculos, na divina missão de São José e descreveu com riqueza de detalhes as graças que Providência lhe concedera.
Os principais traços da vida do santo esposo da Virgem Maria chegaram até nós nos primeiros capítulos do primeiro (São Mateus) e terceiro evangelhos (São Lucas).
Segundo vários autores, entre os quais São Justino, São José era originário de Belém, a cidade de Davi, seu antepassado, situada dez quilômetros ao sul de Jerusalém. Mais tarde, passou a morar em Nazaré, cidade na qual, em obediência à voz do anjo, estabeleceu-se novamente ao voltar do Egito, cumprindo-se assim o que de Jesus diziam os profetas: “Será chamado Nazareno” (Mt 2, 23).
Mateus (13, 55) e Marcos (6, 3) o designam como téktón, o que significa tanto carpinteiro quanto artesão ou edificador de pequenas casas.
PERFIL MORAL DO SANTO PATRIARCA
Poucos são, em consequência, os dados diretos que nos referem os Evangelhos sobre São José. No entanto, ao ter sido ele escolhido por Deus para esposo de Maria, a “cheia de graça”, e digno custódio do Verbo Encarnado, não podemos duvidar de ter sido ele provido de dons e virtudes extraordinários, que vão muito além do conciso relato de Marcos e Mateus.
José “é o esposo de Maria e pai legal de Jesus. Dessa fonte mana sua dignidade, sua santidade, sua glória. Certo é que a dignidade de Mãe de Deus chega tão alto que nada pode existir de mais sublime. Mas, uma vez que entre a Santíssima Virgem e José estreitou-se um laço conjugal, não há dúvida de que ele, mais do que qualquer outro, se aproximou daquela altíssima dignidade pela qual a Mãe de Deus supera de muito todas as criaturas. Já que o matrimônio é o máximo consórcio e amizade – ao qual está unida a comunhão de bens – segue-se que, se Deus deu José como esposo à Virgem, não o deu apenas como companheiro de vida, testemunho da virgindade e tutor da honestidade, mas também para que ele participasse, por meio do pacto conjugal, na excelsa grandeza d’Ela”.
Nesse sentido, Santo Alberto Magno o exalta dizendo: “Fez de seu coração e de seu corpo um templo ao Espírito Santo, no qual ofereceu a si mesmo a Deus e, em si mesmo, a mais perfeita castidade de corpo e alma, no mais aceitável e agradável sacrifício a Deus”.
E o Papa Leão XIII, numa encíclica dedicada a São José, mostra como seu matrimônio com a Santíssima Virgem o fazia partícipe da grandeza d’Ela.
O EVANGELHO DA SOLENIDADE
Jamais houve em São José dúvida quanto à santidade de Maria. A passagem mais significativa das Sagradas Escrituras a respeito do esposo de Maria foi escolhida pela Igreja como segunda leitura própria da solenidade de São José. Tomada do Evangelho de Mateus (1, 18-24), ao percorrê-la, sentimos o estilo claro, breve, exato, musical até, com que os autores sagrados narram as maravilhas da salvação. Analisemos um a um esses seis poéticos versículos:
“Eis como nasceu Jesus Cristo: Maria, sua Mãe, estava desposada com José. Antes de coabitarem, aconteceu que Ela concebeu por virtude do Espírito Santo.”
O termo “desposada” merece uma explicação, que nos é dada pelo douto Pe. Ricciotti: “O matrimônio entre os judeus se realizava em duas etapas.
O compromisso (em hebraico kiddushin ou erusin) não era uma mera promessa, como hoje, mas um contrato legal perfeito, ou seja, verdadeiro matrimonium ratum. Portanto, a mulher prometida em casamento era esposa em sentido pleno e podia receber o libelo de repúdio. E em caso de morte era verdadeira viúva. Cumprido este compromisso matrimonial, os prometidos esposos ficavam nas respectivas famílias por certo tempo que era costumeiramente de um ano […] Este tempo era empregado nos preparativos da nova casa e do mobiliário familiar”.
JOSÉ, SEU MARIDO, QUE ERA UM HOMEM JUSTO
A palavra “justo” tem aqui um valor muito grande. Santo Alberto Magno assim comenta: “São José foi varão perfeito, no referente à justiça, pela constância da sua fé; quanto à temperança, pela virtude de sua castidade; quanto à prudência, pela excelência de sua discrição; quanto à fortaleza, pela energia de sua ação. Assim, pois, encontramos nele as quatro virtudes cardeais em grau excelente”. Consideremos mais adiante as virtudes de São José, dando continuação agora ao relato de Mateus.
JOSÉ JAMAIS DUVIDOU DA INTEGRIDADE DE MARIA
…”e, não querendo difamá-La, resolveu deixá-La secretamente.”
É importante salientar que dentro desta grande perplexidade jamais houve em São José dúvida alguma quanto à santidade de Maria. Esta santidade lhe era evidente, não só por ser notória para qualquer um, mas porque José fora dotado por Deus – uma vez que tinha sido escolhido para ser o pai adotivo de Jesus – com dons especiais para discernir todas as virtudes que adornavam a alma da Virgo Virginum.
O sensum fidei nos leva, portanto, a concluir não ser possível que José tenha duvidado d’Ela. Ao encontro disso, vejamos também o que comentam a respeito desta passagem alguns grandes doutores.
Diz São Tomás que José conhecia a santidade de Maria, o que o fazia sentir-se demasiado pequeno: “José não quis abandonar Maria para tomar outra esposa, ou por alguma suspeita, mas porque temia, em sua humildade, viver unido a tanta santidade; por isso lhe foi dito: ‘Não temas’ (Mt 1, 20)”.
Por sua vez, o doctor melifulus, São Bernardo, exclama, em uníssono com São Tomás: “Mas por que quereria ele deixá-la? Considerai sobre este ponto, não meu próprio pensamento, mas o dos Padres da Igreja. Se José quis abandonar Maria, o fez movido pelo mesmo sentimento que levou São Pedro dizer, quando procurava afastar o Senhor para longe de si: ‘Retirai-Vos de mim, porque sou um homem pecador’ (Lc 5); e ao centurião, dissuadindo o Salvador de ir até sua morada, afirmar: ‘Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha casa’. Foi, pois, levado por esse pensamento que José também, julgando-se indigno e pecador, dizia a si mesmo que não devia viver por mais tempo na familiaridade de uma mulher tão perfeita e tão santa, cuja admirável grandeza de tal forma o ultrapassava e lhe inspirava pavor. Ele via com uma espécie de assombro que Ela estava grávida da presença de um Deus, e, não podendo penetrar esse mistério, tinha feito o propósito de deixá-La”.
O motivo do desejo de partir, portanto, não era uma dúvida sobre a integridade de Maria, mas, pelo contrário, o seu abismamento de veneração e de humildade perante a grandeza d’Ela!
Enquanto José pensava nisso, eis que o anjo do Senhor apareceu-lhe, em sonho, e lhe disse: “José, Filho de Davi, não tenhas medo de receber Maria como tua esposa, pois n’Ela o que é gerado é do Espírito Santo”.
Desvendado o mistério, tudo fica claro. É esta uma verdadeira “anunciação” a José, a qual se relaciona harmoniosamente com a Anunciação do anjo Gabriel a Maria.
(fonte do texto entre aspas: http://www.arautos.org – autor: Pe. Mário Beccar Varela, E.P.)
Publicado em Canto da Paz – Irmãs Clarissas.
Fonte: Carmelo Online – Ordem dos Carmelitas Descalços – Província Nossa Senhora do Carmo – Regiões Sul e Centro-Oeste
14 de Dezembro:
Ele nasceu como João de Ypes de Alvares em Fontiveros, Castilha, Espanha e foi criado pela sua mãe após a morte de seu pai, quando ainda era menino.
Ele estudou no Colégio Jesuíta em Medina e já era aprendiz com a idade de 15 anos no hospital de Nossa Senhora da Conceição.
Desde a infância o distinguiu sempre uma terna devoção a Maria Santíssima, que mais uma vez lhe salvou a vida, milagrosamente. O que raramente se observa em meninos: O desejo da mortificação, em João era bem pronunciado, quando contava apenas 9 anos. Escolhendo para si um leito duro, poucas horas de sono dava ao corpo, castigando-o ainda com jejuns assaz rigorosos. Estudante , ainda tinha por ocupação predileta visitar doentes nos hospitais e prestar-lhes serviços de enfermeiro.
Em 1563 ele entrou para o Monastério das dos Carmelitas em Medina do Campo e tomou o nome de João de São Mathias, e após o noviciado foi enviado para o monastério Carmelita perto da Universidade de Salamanca. Ele estudou ali de 1564 a 1568 e foi ordenado em 1567.
Uma vez feito religioso, não se satisfazia com as praxes disciplinares usuais: Tinha o intento de moldar a vida religiosa pelo rigor antigo da Ordem . Tendo chegado o dia da celebração da primeira Missa, examinou a consciência com o maior escrúpulo; não achando falta com que tivesse gravemente ofendido a Deus, deu muitas graças, pedindo a Nosso Senhor, que o preservasse sempre do pecado mortal. Esta oração foi ouvida, concedendo-lhe Deus a graça da inocência até a morte. Alcançou na perfeição um grau tão elevado, que na sua vida não há exemplo de pecado venial deliberado.
João sentiu que os Carmelitas estavam com excesso de frouxidão e ele considerou passar para a Ordem mais dura dos Cartuzianos, mas foi dissuadido por Santa Tereza d‘Ávila (Santa Tereza de Jesus).
A Ordem dos Cartuxos (do latim Ordo Cartusiensis, O.Cart.) é uma ordem religiosa católica semi-eremítica fundada em 1084, por São Buno, em França.
No passado, esta ordem religiosa dividia-se em dois grupos: os padres e os irmãos leigos. Cada monge tinha acesso à sua própria cela a qual, poucas vezes, abandonava. Três vezes por semana não comiam pão, água ou sal e faziam, muitas vezes por ano, longos jejuns. Os monges cartuxos permaneciam sempre num regime de estrito silêncio e o consumo da carne e do vinho eram-lhes proibidos.
Presentemente, os monges cartuxos continuam ainda a prática, com pequenas modificações, de tal austeridade.
Em Portugal, ainda existe um mosteiro desta Ordem onde se praticam tais costumes, é o Convento de Santa Maria Scala Coeli, em Évora. No Brasil existe também um mosteiro cartuxo, na cidade de Ivorá, RS.
Santa Teresa de Jesus, que foi sua contemporânea, considerava-o santo, e afirma que nunca lhe observou a mínima falta. A mesma Santa conheceu São João da Cruz, por ocasião da fundação dum convento em Medina del Campo. João, levado pela inclinação à vida austera, tencionava entrar na Ordem dos Cartuxos, mas antes de tomar qualquer resolução definitiva neste sentido, pediu o conselho de Santa Teresa. Esta lhe disse, que mais acertado, andaria por ser mais do agrado de Deus, se permanecesse na Ordem Carmelita, e se incumbisse também da reforma da disciplina regular; era esta a vontade de Deus. João apresentou este plano a Deus nas orações e ao confessor, e decidiu seguir a opinião de Santa Teresa. Em pouco tempo, conseguiu a graça de Deus a reforma de alguns conventos da Ordem. A opiniões contrárias fechava os ouvidos, dizendo que o caminho estreito para o Céu, não exigia causa de menos valor.
João imediatamente conseguiu permissão para aderir ao rígido ascetismo da regra original da ordem e imediatamente se juntou a Santa Teresa em sua causa. Os dois se tornaram bons amigos e eles em pouco tempo estabeleceram o primeiro monastério dos Descalços em Duruelo, adotando ao mesmo tempo o nome de João da Cruz.
O resto de sua vida foi devotado a promoção, reformas e escritos. De 1571 ele foi o reitor do monastério em Alcala ,de 1572 a 1577 foi o confessor do convento da Incarnação em Ávila e conseguiu em 1579 a separação das Carmelitas em Carmelitas Calçadas e Descalças, duas comunidades separadas, sendo a Segunda com regras bem mais duras.
De 1579 a 1582 ele foi o Reitor do Colégio que ele fundou em Baeza e depois Reitor em Granada e Prior em Segovia. Através dos anos João sofreu grandes provações. Sofreu vários julgamentos e severas oposição às suas reformas mesmo dentro da Ordem, especialmente daqueles frades que recusavam a validade dos Carmelitas Descalços e tramavam intrigas e esquemas contra Santa Tereza de Jesus e São João da Cruz.
Em 1577, por exemplo, ele ficou preso em uma cela no Monastério de Toledo, escapando após nove meses com um corda feita de pedaços de pano e subiu para a liberdade no dia da Festa da Ascensão.
Ele se refugiou no Monastério de El Calvário em Andaluzia . Ele viveu em constante ameaça da Inquisição Espanhola e foi muito maltratado por Nicola Doria eleito superior da Ordem dos Carmelitas Descalços em 1583.
A política de Doria era tão cruel que João se opôs a ele no Conselho Geral em 1791. Isto levou a Doria a retirar dele todos os postos e bani-lo para o Monastério de La Peneula, em Andaluzia. João morreu em 14 de dezembro de 1591 no Monastério de Ubeba.
Conhecido como Doutor em Teologia Mística, João era um místico, teólogo e poeta que compôs ricos trabalhos onde encontramos profundas expressões místicas em tratados, em forma de poemas com comentários teológicos. Estes renomados poemas incluem o “Cântico Espiritual “, “Ascensão ao Monte Carmel”, “Chama de Amor” e “Noite Sombria da Alma”. Através destes trabalhos João apresenta o desenvolvimento da alma humana através da purgação, iluminação e união com Jesus.
Ele permanece um dos mais expressivos e profundos teólogos místicos da historia da Igreja.
Foi beatificado em 1675,
Canonizado em 1726 pelo Papa Benedito XIII
Ddeclarado Doutor da Igreja em 1926 pelo Papa Pio XI.
Em 1952 foi proclamado “Patrono dos Poetas Espanhóis”.
Talvez a mais bela e completa descrição física e espiritual do Santo Fundador tenha sido feita por Frei Eliseu dos Mártires que com ele conviveu em Baeza: “Homem de estatura mediana, de rosto sério e venerável. Um pouco moreno e de boa fisionomia. Seu trato era muito agradável e sua conversa bastante espiritual era muito proveitosa para os que o ouviam. Todos os que o procuravam saíam espiritualizados e atraídos à virtude. Foi amigo do recolhimento e falava pouco. Quando repreendia como superior, que o foi muitas vezes, agia com doce severidade, exortando com amor paternal..” Santa Teresa de Jesus o considerava “uma das almas mais puras que Deus tem em sua Igreja. Nosso Senhor lhe infundiu grandes riquezas da sabedoria celestial. Mesmo pequeno ele é grande aos olhos de Deus. Não há frade que não fale bem dele, porque tem sido sua vida uma grande penitência”. Poucos homens falaram dos sublimes mistérios de Deus na alma e da alma em Deus como São João da Cruz.
Publicado em Ordem dos Carmelitas Descalços – Província Nossa Senhora do Carmo – Regiões Sul e Centro-Oeste.
Fonte/imagem/texto: Blog Rainha do Carmelo – OCDS
“(…)O tempo presente é, segundo o Senhor, o tempo do Espírito e do testemunho mas é também um tempo ainda marcado pela «angústia» (1Cor 7, 26) e pela provação do mal, que não poupa a Igreja e inaugura os combates dos últimos dias. É um tempo de espera e de vigília. (…)”
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Fonte: Lepanto
Capela das aparições na Rue du Bac, em Paris
Foi em 1830 que Nossa Senhora apareceu, em Paris, a Santa Catarina Labouré, então jovem religiosa, e lhe ensinou a devoção da Medalha Milagrosa.
“Fazei cunhar uma medalha com este modelo. Todas as pessoas que a usarem receberão grandes graças, trazendo-a ao pescoço. As graças serão abundantes para as pessoas que a usarem com confiança” — prometeu a Santíssima Virgem.
A promessa efetivamente se cumpriu.
Quando iam ser cunhadas as primeiras medalhas, uma terrível epidemia de cólera, proveniente da Europa oriental, atingia Paris.
O flagelo se manifestou a 26 de março de 1832 e se estendeu até meados do ano. A 1º de abril, faleceram 79 pessoas; no dia 2, 168; no dia seguinte, 216, e assim foram aumentando os óbitos, até atingirem 861 no dia 9. No total, faleceram 18.400 pessoas, oficialmente; na realidade, esse número foi maior, dado que as estatísticas oficiais e a imprensa diminuíram os números para evitar a intensificação do pânico popular.
No dia 30 de junho, foram entregues as primeiras 1500 medalhas que haviam sido encomendadas à Casa Vachette, e as religiosas Filhas da Caridade começaram a distribuí-las entre os flagelados. Na mesma hora refluiu a peste e começaram, em série, os prodígios que em poucos anos tornariam a Medalha Milagrosa mundialmente célebre.
O Arcebispo de Paris, que autorizara a cunhagem da Medalha e recebera logo algumas das primeiras, alcançou imediatamente uma graça extraordinária por meio delas, e passou a ser propagandista entusiasta e protetor da nova devoção. Também o Papa Gregório XVI recebeu um lote de medalhas, e passou a distribuí-las a pessoas que o visitavam.
Até 1836, mais de 15 milhões de medalhas tinham sido cunhadas e distribuídas, no mundo inteiro. Em 1842, essa cifra atingia a casa dos 100 milhões. Dos mais remotos países chegavam relatos de graças extraordinárias alcançadas por meio da medalha: curas, conversões, proteção contra perigos iminentes etc.
Prodigiosa conversão
Mas, em janeiro de 1842, a conversão espetacular do judeu Afonso Ratisbonne — que apresenta notável analogia com a conversão do Apóstolo São Paulo na estrada de Damasco — chamaria ainda mais as atenções sobre a Medalha Milagrosa. Ratisbonne, jovem banqueiro de Estrasburgo, cheio de preconceitos e antipatias contra a Igreja Católica, estava viajando por Roma quando aceitou, meio a contragosto, uma Medalha Milagrosa que lhe ofereceu um nobre francês. Poucos dias depois, inesperada e milagrosamente, a Virgem lhe apareceu na Igreja de Sant’Andrea delle Fratte, e em poucos segundos o antigo inimigo da Igreja transformou-se no apóstolo ardoroso que viria a fundar, juntamente com seu irmão Padre Teodoro Ratisbonne, a Congregação dos Missionários de Nossa Senhora de Sion, dedicada à conversão dos judeus.
Em 1876, ano da morte de Santa Catarina Labouré, mais de um bilhão de Medalhas Milagrosas já espalhavam graças pelo mundo.
Em 1894, a Santa Igreja instituiu a festa litúrgica de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa, a ser celebrada no dia 27 de novembro.
Em 1980, quando se comemoravam 150 anos da revelação da Medalha Milagrosa, o próprio João Paulo II, compareceu como peregrino ao local das aparições.
La Salette, Lourdes, Fátima
Para os devotos e propagandistas de Fátima, a Medalha Milagrosa tem um significado muito especial.
As aparições de Nossa Senhora a Santa Catarina Labouré, em 1830, marcaram o início de um ciclo de grandes revelações mariais. Esse ciclo prosseguiu em La Salette (1846), em Lourdes (1858) e culminou em Fátima (1917).
Desde 1830 Nossa Senhora se manifesta deplorando os pecados do mundo, oferecendo perdão e misericórdia à humanidade pecadora e prevendo severos castigos caso ela não se convertesse. Mas também anunciando que, após esses castigos, viria um triunfo esplendoroso do Bem.
Em novembro de 1876, um mês antes de sua morte, Santa Catarina Labouré afirmou: “Virão grandes catástrofes…. o sangue jorrará nas ruas. Por um momento, crer-se-á tudo perdido. Mas tudo será ganho. A Santíssima Virgem é quem nos salvará. Sim, quando esta Virgem, oferecendo o mundo ao Padre Eterno, for honrada, seremos salvos e teremos a paz”.
E em 13 de julho de 1917, Nossa Senhora prometeu formalmente em Fátima: “Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará”.
Publicado em Lepanto – Frente Universitária.