“(…) É dever do Estado cuidar da família e ajudá-la a realizar bem sua missão.” – Artigo – Cardeal Dom Odilo P. Scherer – Arcebispo de São Paulo – (Blog dos Casais Carmelitas)

Fonte: Missionários e Missionárias da Consolata:

“Vamos amar e cuidar de nossas crianças” – Exploração Sexual Infantil

Fonte/imagem: Novena – 9º dia Dia – Missionários e Missionárias da Consolata – Missões

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Gostaria de manifestar o quanto me incomoda a naturalidade com que o meio político dominante na atualidade se posiciona a respeito da distribuição de preservativos nas escolas. Concordo totalmente com D. Odilo Scherer (no artigo abaixo) que vê nesta ação o incentivo à  atividade sexual precoce de crianças e adolescentes. Para mim, é uma tragédia nacional, tanto quanto, a legalização do aborto e o consequente atendimento de adolescente e mulheres adultas na rede pública. Explico-me: se a atividade sexual entre adultos gera  uma série de realidades não controláveis, imaginem  como anda a situação entre pré-adolescentes e adolescentes.  Há uma cultura de liberdade sexual, a qual as crianças e adolescentes são incentivados precocemente, com a ressalva da “proteção” contra as doenças venéreas, Aids e gravidez. Ainda mais, se uma gravidez inesperada acontecer entre as jovens dessas faixas, poderiam se “livrar” do problema através do serviço público. Tal decisão seria  facilitada pelo exemplo das mães, de todas as idades, que do SUS se utilizariam em momentos considerados pouco convenientes para uma gravidez… Acho desagradável pensar que boa parte da Europa, Leste europeu e Ásia aderiram, infelizmente, à cultura do descarte da vida ainda no ventre das mulheres. Eu condeno a ação governamental que manipula dados sobre mortes de mulheres em clínicas de aborto precárias e outras alternativas também precárias, para tornar o aborto uma prática pública. No entanto, acho que esta decisão é de foro íntimo, e em si mesma, traz graves consequências à psique feminina. Portanto, tal como Jesus, devemos ter em mente que há lugar para o arrependimento profundo, não cabendo a ninguém pessoalmente condenar a mulher que o praticou. Aos olhos de Deus  e diante de si própria sabe do peso de seu ato.

Através de diversos estudos feitos pela Igreja e outros organismos, foi demonstrado que as mulheres que decidem pelo aborto, de modo consciente ou inconsciente, acabam carregando ao longo de suas vidas o peso da culpa por um aborto efetivado, são depressivas, angustiadas. Por consequência, recorrem a algum tipo de alívio,  tornando-se, em geral,  dependentes do álcool.

Lembro que, pouco antes de morrer, parece-me que Johnson, da dupla de cientistas famosos Master e Johnson, dos EUA, voltou atrás  à respeito de uma declaração bombástica feita na década de 70. Havia dito à imprensa  que “milhões” de mulheres morriam no país devido à práticas abortivas, porque estava em busca de fundos para pesquisas. Se disse arrependido com relação à legalização do aborto, e pateticamente, admitia que, de fato, o número ficava na casa de milhares no país… A lei de legalização foi rapidamente aprovada na época. Agora as clínicas de aborto são, não se pode dizer, bilionárias, mas com certeza, milionárias…

Horror dos horrores é, a meu ver, a prática do aborto legalizado e público. Soube que há campanhas nos Estados Unidos para reverter a lei federal que deixa aos estados a decisão para descriminalizar o aborto. Por que experimentaríamos esta “rotina” nefasta, mortífera em si, se enquanto povo, certamente haverá arrependimento, tal como está acontecendo com a maior parte do povo norte-americano?

Reflitamos sobre as palavras de Dom Odilo Scherer, Arcebispo de São Paulo.

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Fonte: Blog dos Casais Carmelitas

REFLEXÃO

Agosto de 2010

E a família, como vai?

Cardeal Odilo P. Scherer
Arcebispo de São Paulo

“Desejo, pois, dirigir-me a todas as famílias e dizer-lhes que são uma grande bênção de Deus! A família deveria ser reconhecida pela ONU como um “patrimônio da humanidade!” Se há cidades, monumentos e ruínas antigas que recebem esse reconhecimento, quanto mais ele caberia bem para a família, que tanto bem realizou e ainda realiza no presente, à pessoa, à sociedade!

Não vou tratar aqui dos problemas familiares, das crises do casal, das dificuldades na educação dos filhos, dos desencontros que inevitavelmente surgem ao longo da vida e das famílias mal constituídas ou fracassadas. Tudo isso, sem dúvida, existe, mas não coloca em dúvida a importância da família. Quero falar bem da família, da sua importância na vida das pessoas, da sociedade e da Igreja. Ela presta um serviço insubstituível à pessoa, desde o seu nascimento até à morte e se revela fundamental, sobretudo, nas fases extremas da vida, na infância e na velhice, quando as pessoas são quase inteiramente dependentes da ajuda e da proteção de outros. Imaginemos a criança recém-nascida, sem o aconchego familiar… Ou o doente, a pessoa idosa, já incapaz de se ajudar…

A família está fundada sobre as bases da natureza e do amor, ela é humanizadora e “personalizadora” e faz com que o indivíduo não se sinta isolado no mundo, ou um objeto útil para outros fins, mas um sujeito em diálogo com outros sujeitos e participante de um grupo de base, onde a pessoa vale por ela mesma, e não porque ela pode ser útil ou interessante para a sociedade, para o sistema econômico ou político.

A família também é um bem para a grande sociedade. Continua valendo o princípio afirmado há muito tempo pela Doutrina Social da Igreja e pela antropologia cristã: a família é a célula básica da sociedade, uma instituição natural que precede a sociedade política; ela é intermediária entre o indivíduo e o Estado, com a diferença que neste pequeno núcleo de relações humanas, a pessoa conta por ela mesma, e não apenas pelo interesse que ela possa ter para a sociedade. Se a grande sociedade descuida da família, ela destrói suas próprias bases. Existem estudos científicos recentes, do ponto de vista sociológico e antropológico, que deixam claro: onde o cidadão está amparado por uma família, a sociedade tem mais solidez e coesão; e o Estado tem muito menos problemas para resolver na educação, na saúde, na formação do senso ético, na superação da violência. E, ao invés disso, muito maiores problemas de violência, de abandono de pessoas, de depressão são constatados onde as relações familiares estão comprometidas, ou não existem.

Em tempos de campanha eleitoral seria bom ouvir dos candidatos a todos os cargos em questão, do Executivo e do Legislativo, quais são suas convicções e propostas de políticas públicas para a família. Como pretende proteger e defender a família natural, formada a partir da união de um homem com mulher? Como pretende promover a paternidade e a maternidade responsável? O que pensa do aborto? Da eutanásia? Da união civil de pessoas do mesmo sexo? Do incentivo à atividade sexual precoce de crianças e adolescentes, mediante a distribuição de preservativos nas escolas?

Faria bem o Estado, se investisse mais na família através de políticas públicas para incentivar os jovens a formar famílias bem constituídas. Se alguém pensa que isso é discurso “moralista” ou “religioso”, está muito equivocado, pois é dever do Estado cuidar da família e ajudá-la a realizar bem sua missão. Se as famílias conseguem conviver num espaço digno, educar bem os filhos, encaminhá-los na vida para serem pessoas de bem, isso será um ganho para toda a sociedade e o Estado.

Pela importância antropológica, educativa, econômica e política que a família tem, bem que o futuro Governo Federal poderia instituir um Ministério da Família, que se ocupasse do amparo e do incentivo à família. Seria uma enorme ajuda ao próprio Estado, que passaria a se preocupar mais diretamente com as pessoas, suas situações e necessidades. Será que é demais, sonhar com isso? Espero que não.”

Cardeal Odilo P. Scherer
Arcebispo de São Paulo

P.S. Este artigo foi publicado no jornal “O São Paulo”, da Arquidiocese de São Paulo, e divulgado em zenit.org.

Postado por Carlos Eduardo, Adinéia Maria – http://casaiscarmelitas.blogspot.com/ – OCDS – Comunidade Santa Teresa ((16.08.2010)

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Publicado em Blog dos Casais Carmelitas  – OCDS – Província Nossa Senhora do Carmo – Curitiba-PR.

Sem identidade nem ajudas: a dolorosa sorte dos refugiados cristãos no Paquistão (Agência Fides – 26.08.2010)

Fonte/imagem: Blogue da Paróquia do

Santíssimo Sacramento – Portugal

Artigo sobre Igreja Primitiva – Primeiras Igrejas

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Fonte: Agência Fides

26.08.2010
ÁSIA/PAQUISTÃO – Sem identidade nem ajudas: a dolorosa sorte dos refugiados cristãos

Multan (Agência Fides) – Mais de 200 mil refugiados cristãos e 150 mil hindus no Sul da província do Punjab estão sendo excluídos das ajudas humanitárias e ainda aguardam uma mínima assistência para sobreviver. É o alarme lançado pela Caritas e outras ONGs presentes na área, que confirmam a discriminação na distribuição das ajudas em detrimento dos refugiados pertencentes a minorias religiosas. 600 mil refugiados cristãos e hindus na província meridional de Sindh estão sofrendo a mesma sorte de abandono e exclusão – dizem fontes da Fides. As ajudas,nesta fase de emergência são insuficientes e administrada por funcionários do Governo próximos ao extremismo islâmico ou a organizações humanitárias muçulmanas, que fazem discriminação sistemática na distribuição. “A estes deslocados cristãos e hindus faltam tudo, aguardando indefesos sem nenhum refúgio. “Os deslocados cristãos muitas vezes ignorados. Sua sobrevivência está em risco grande “, disse à Fides um voluntário que atua em nível local. “Os cristãos deslocados são frequentemente ignorados: não são propositadamente identificados e registrados. Dessa forma são automaticamente excluídos de qualquer assistência médica ou alimentar, porque “não existem”, diz a fonte da Fides. Especialmente no sul do Punjab estão ativas diversas organizações extremistas islâmicas que estão aproveitando dessa tragédia para atingir ainda mais as minorias religiosas. Muitos destes grupos, ressalta a fonte de Fides, se improvisaram “organizações caritativas” e se registraram como ONGs locais, mas seu trabalho consiste em eliminar os cristãos e o desastre lhes dá uma oportunidade favorável.

Nazir S. Bhatti, presidente do “Pakistan Christian Congress disse num comunicado que “ódio anticristão impede o alcance da ajuda em muitas áreas”, e pediu ao Governo “fundos específicos a serem destinados às minorias religiosas”. Ele convidou todos os doadores “manterem como ponto de referência a Caritas do Paquistão”.
Por enquanto, a Caritas da Diocese de Multan, em coordenação com a Caritas do Paquistão e com as autoridades locais, implementou um plano de ação para ajudar os refugiados no sul de Punjab, buscando alcançar os cristãos e hindus abandonados, divididos em sete distritos, entregando tendas, alimentos, água potável e fornecendo assistência médica através da unidade de pequenos socorros, compostas de animadores, voluntários, médicos e paramédicos que andam pelo território. (PA) (Agência Fides 26/8/2010)

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Retrospectiva
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Fonte: Veja – Internacional –  http://veja.abril.com.br/100299/p_052.html

10.02.1999

Guerra ímpia

Discriminados por sua crença, cristãos são
vítimas de atrocidades em três países da Ásia

Uma menina de 7 anos é estuprada por quatro vizinhos e quem termina na cadeia é o pai dela. O caso aconteceu numa região pobre do norte do Paquistão. A pequena Nagina voltava da escola quando quatro homens a cercaram, arrastando-a para uma estrebaria. Os gritos da menina chamaram a atenção dos moradores da aldeia de Shekhupura, inclusive de seu pai, Ghulam Masih. Ele chegou a ver os agressores, filhos de um vizinho, em volta da menina deitada com as pernas cobertas de sangue. Os criminosos fugiram enquanto Ghulam levava a filha para um hospital, onde ela ficou semanas internada com graves ferimentos internos e tão traumatizada que não conseguia falar. Horrorizadas, muitas testemunhas se dispuseram a denunciar os quatro irmãos. Eles passaram seis semanas na cadeia e foram libertados. Hoje, dois anos depois do brutal ataque a Nagina, seu pai está preso, sujeito a pena de morte. Nesse período, ele foi torturado, mantido em cativeiro sem direito a defesa e acusado de um assassinato cujas únicas testemunhas são nada menos que os estupradores de Nagina. A lógica que liberta os agressores e prende a vítima é simples: Ghulam é cristão e os estupradores, muçulmanos.

Por mais absurda que pareça no mundo contemporâneo, a perseguição religiosa existe e está aumentando. Em contextos políticos distintos, minorias católicas ou protestantes estão sendo vítimas de agressões variadas que se intensificaram nos últimos meses em três países asiáticos: Índia, Indonésia e Paquistão. Em comum entre eles, a miséria, a superpopulação e a ferocidade dos confrontos. Em Ambon, uma ilha da Indonésia, o auge dos conflitos entre muçulmanos e cristãos há duas semanas deixou uma paisagem de praça de guerra e 65 mortos, a maioria vítima de linchamentos — e a matança está longe de ter chegado ao fim. No final do mês passado, na Índia, um missionário australiano e dois filhos, de 6 e 10 anos, morreram quando uma gangue de fundamentalistas hindus ateou fogo ao carro onde dormiam. O missionário protestante prestava assistência aos leprosos indianos desde 1965. Em dez meses, mais de 100 cristãos foram espancados e dezenas de casas e igrejas foram queimadas por fundamentalistas hinduístas, o dobro do total de casos registrados nos últimos cinqüenta anos.

Violência legalizada — Fanatismo não é novidade no Paquistão. Ao contrário, a Indonésia, embora abrigue a maior população muçulmana do mundo, nunca havia sido marcada por sectarismo religioso flagrante. A crise econômica transformou o país num caldeirão de ódios variados. Diante da escalada da intolerância dos últimos meses, há quem suspeite até que os conflitos venham sendo incitados por agentes do ditador Suharto, deposto em maio do ano passado. Um padre de Jacarta tem uma explicação mais plausível: “Nesses tempos de desespero e exaustão, a sociedade está perdendo a capacidade de lidar com o pluralismo”. Na Índia, o extremismo religioso do tipo que custou a vida ao pai da independência, Mahatma Gandhi, ganhou impulso renovado com a eleição do governo liderado pelo Bharatiya Janata, um partido que prega a preponderância do hinduísmo há onze meses.

Mais prósperos, os cristãos indonésios têm condições melhores para se defender e revidar os ataques. Miseráveis ao extremo, os paquistaneses são os mais desprotegidos. Lá, a violência anticristã se escora na lei. Em julho de 1992, os tribunais do Paquistão perderam independência e credibilidade internacional com a aprovação de uma lei contra blasfêmia que assim se enuncia: “Qualquer pessoa que, por meio de palavras, ditas ou escritas, ou por representação visível, ou por qualquer acusação, alusão ou insinuação, direta ou indiretamente, insulte o Santo Profeta Maomé deve ser punida com a morte”. Uma lei que prevê o cadafalso até por causa de insinuações se presta a todo tipo de arbitrariedade, desde vinganças pessoais até a rapina dos bens dos acusados por vizinhos cobiçosos.

Filhas roubadas — Uma discussão sobre a posse de alguns pombos, por exemplo, acabou com a condenação a morte de três cristãos em 1994. A acusação, de que tinham escrito ofensas ao profeta nas paredes de uma mesquita, ruiu quando o juiz constatou tratar-se de analfabetos. Soltos, os três foram metralhados por fanáticos muçulmanos. “As coisas começaram com leis de proteção ao nome do profeta e terminaram num massacre institucionalizado”, diz a escritora paquistanesa Shazia Alam. Seu pai, o pastor presbiteriano Noor Alam, foi assassinado dentro de casa por três muçulmanos. A igreja que havia terminado de construir virou pó em um incêndio criminoso.

Numa demonstração de que a perseguição aos cristãos é semi-oficial no Paquistão, a polícia trabalhou em conjunto com uma família muçulmana para tirar três filhas adolescentes de um casal de cristãos, Sima e Khushi Masih (o sobrenome é comum entre os cristãos paquistaneses). Atraídas por presentes, as garotas haviam-se convertido ao islamismo e foram entregues à família vizinha contra a vontade delas. Os pais levaram o caso à Justiça, e as meninas acabaram num reformatório, pois o juiz não aceitou que muçulmanas fossem criadas por cristãos. Sima e Khushi, que têm outros três filhos, resignaram-se. As filhas convertidas e roubadas pelo menos estão mais protegidas do que o resto da família. (Veja – Internacional – 10.02.99)

Publicado em Veja Internacional.

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Observação: Este blog não fins comerciais.

“Em 1212, a jovem Clara de Assis seguiu o atraente exemplo de Francisco e viveu, dentro da clausura e na contemplação, o ideal de pobreza evangélica.” – Missões Franciscanas – Santa Clara (Memória – 11 de agosto)

Fonte: Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil

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Fonte: Missões Franciscanas

Frei Kleber em 11 Ago 2008

Oração a Santa Clara

Clara, coração transbordante, acende a alegria.

Clara, louca de amor,
orienta a nossa ternura.Clara, de nome e de vida,
guia-nos na noite.

Clara, fervor do Espírito,
dissipa nossos temores.

Clara, candeia sobre a mesa,
une-nos em família.

Clara, dos olhos límpidos,
tira o pó de nossas pálpebras.

Clara, mãe e irmã,
Roga por nós.
Roga por estas mãos
que por vezes se equivocam.
Roga por estes olhos
que por vezes se fecham.
Roga por este coração
que não ama como deveria.

Clara, mãe e irmã
roga pela paz que nos falta,
pela esperança que não temos
pela alegria que se esvai.

Clara, mãe e irmã,
roga ao Senhor para que nos conceda
o dom da fidelidade
e o dom de novos irmãos e novas irmãs.

Frei José Rodríguez Carballo, Ministro Geral da OFM

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Frei Kleber em 11 Ago 2008

Especial Santa Clara de Assis

Em 1212, a jovem Clara de Assis seguiu o atraente exemplo de Francisco e viveu, dentro da clausura e na contemplação, o ideal de pobreza evangélica. Surgiu, assim, a Ordem das Clarissas, ou a Segunda Ordem Franciscana.

Santa Clara nasceu em Assis, Itália, por volta de 1194, numa família rica e nobre. Seus pais chamavam-se Favarone e Hortolana, sendo Clara a filha primogênita. Com Inês e Beatriz, suas irmãs menores, que mais tarde também entrariam no Mosteiro de São Damião, Clara esforçava-se no amor a Jesus e sentia em seu coração o chamado para segui-lo.

Clara sonhava com uma vida mais cheia de sentido, que lhe trouxesse uma verdadeira felicidade e realização. O estilo de vida dos frades a atraía cada vez mais.
Depois de muitas conversas com Francisco, aos 18 de março de 1212, (Domingo de Ramos), saiu de casa sorrateiramente em plena noite, acompanhada apenas de sua prima Pacífica e de outra fiel amiga, e foi procurar Francisco na Igrejinha de Santa Maria dos Anjos, onde ele e seus companheiros já a aguardavam.
Frente ao altar, Francisco cortou-lhe os longos e dourados cabelos, cobrindo-lhe a cabeça com um véu, sinal de que a donzela Clara fizera a sua consagração como Esposa de Cristo. Nem a ira dos seus parentes, nem as lágrimas de seus pais conseguiram fazê-la retroceder em seu propósito. Poucos dias depois, sua irmã, Inês, veio lhe fazer companhia, imbuída do mesmo ideal. Alguns anos após, sua mãe, Ortulana, juntamente com sua terceira filha Beatriz, seguiu Clara, indo morar com ela no conventinho de São Damião, que foi a primeira moradia das seguidoras de São Francisco.
Com o correr dos anos, rainhas e princesas, juntamente com humildes camponesas, ingressaram naquele convento para viver, à luz do Evangelho, a fascinante aventura das Damas Pobres, seguidoras de São Francisco, muitas das quais se tornaram grandes exemplos de santidade para toda a Igreja.
As Irmãs Clarissas vivem um estilo de vida contemplativa, sendo enclausuradas. Quer dizer que não têm, normalmente, uma atividade pública no meio do povo, dedicando-se mais à oração, à meditação e aos trabalhos internos dos mosteiros.

Publicado em http://www.franciscanos.org.br/.

Desnutrição alarmante das crianças do Níger e Apelo internacional do Papa frente à violência no Oriente Médio (assassinato de Dom Luigi Padovese, em 03 de junho, na Turquia) – Agência Fides/Roma – 09.06.2010

Dom Luigi Padovese, presidente da Conferência Episcopal da Turquia, foi assassinado na última quinta-feira, dia 3 de junho, dia em que celebramos Corpus Christi – Corpo de Deus – o sacrifício e a Ressurreição de Jesus Cristo. Uma data terrivelmente emblemática para a morte de um homem consagrado ao serviço da construção do Reino de Cristo, até Sua vinda. Lembremos de Dom Luigi em nossas orações.

Creio que seu martírio representa a grave crise, que toma o disfarce de religiosa, mas que visa, de fato, tomada de poder entre grupos que, historicamente, vivem em conflito pelo domínio de uma terra que é chamada Santa, Jerusalém. No caso, todo seu amplo entorno, que afinal, se estende por todo o Oriente Médio. Ao que parece os cristãos chamam a atenção para o diálogo entre as várias vertentes, tanto entre muçulmanos, quanto judaicas, com chave negativa em relação à visão do Estado de Israel. No entanto, salvo melhor avaliação, os cristãos no Oriente Médio, apesar de serem numericamente quase ínfimos naqueles países, são incômodos, e infelizmente, alvo fácil.

Leia, logo abaixo o apelo internacional do Papa Bento XVI para o enfrentamento da violência no Oriente Médio, principalmente contra os cristãos.

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Sempre houve muita fome e miséria na África, principalmente devido à desestruturação social decorrente de centenas de anos de escravidão sofrida e perpetrada, com raras exceções pelo mundo inteiro. No entanto, a cultura africana é propícia à manutenção da violência entre elites tribais, ainda que em meio a arranha-céus… A corrupção é moeda corrente, e a decorrência disso é o frequente esfacelamento dos tecidos sociais.As crianças do Níger passam fome ou sobrevivem desnutridas. Há uma “super-dieta” que está em vias de não poder ser mantida. Uma organização internacional importante está enfrentando a ausência de uma estrutura permanente de assistência – via setor público, devido a uma simples questão: os homens não admitem que suas mulheres se afastem das áreas de colheita, para ajudá-los.  O resultado é que as crianças com saúde mais crítica, não conseguem receber adequadamente a alimentação que lhes é reservada. Por certo, há indiferença dos setores públicos, que, além de aceitarem passivamente a dependência de iniciativas internacionais, não garantem que a cadeia de ajuda humanitária seja mantida. Seria o caso de aplicar multas pesadas sobre os habitantes que desfazem do trabalho de Ongs em geral e de iniciativas, tanto católicas, quanto de outras igrejas cristãs.

Logo abaixo, leia a notícia de hoje sobre a situação em Níger, com cidades que, por falta de transporte chegam a exigir três dias de viagem para ir aos centros de distribuição de alimentação das crianças, e três para a volta.

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Fonte: AGÊNCIA FIDES – Roma

Imagem: "Palco da Vida"-Cabo Verde

ÁFRICA/NÍGER Toda criança tem direito a alimentação e assistência médica

Niamey (Agência Fides) – A falta de meios de transporte, o estilo de vida rural e a pressão exercida sobre as mulheres para trabalhar nos campos, ajudam a piorar as formas de desnutrição nas crianças do Níger que não podem levar a termo os programas de alimentação terapêutico aos quais são submetidos. Em algumas áreas rurais remotas, os centros de saúdem onde são realizados tais tratamentos, estão muito longe. Isso faz com que uma criança desnutrida a cada cinco que participa destes programas, nas províncias de Zinder e Maradi, interrompe o tratamento porque proveniente da Nigéria. A terapia intensiva dura oito semanas. Por causa da interrupção, o número de crianças gravemente desnutridas que são registradas nos programas terapêuticos aumenta semana após semana. Foram verificados 8 mil casos na última semana. Segundo o coordenador do UNICEF, na capital, Niamey, desde o início do ano as agências humanitárias cuidam de 84 crianças gravemente desnutridas. Na província de Diffa, onde trabalha a Ong Save the Children, a situação está piorando. A organização está programando aumentar as ajudas em todos os centros de saúde nos distritos deDiffa onde trabalha.

De Zinder e Maradi é preciso muito tempo para ir e voltar do centro, além disso os maridos não querem que suas mulheres e crianças fiquem ali muito tempo sozinhos e em vista da estação da colheita, as mulheres que trabalham nos campos, são obrigadas a voltar para suas casas. Em algumas áreas, 70% dos povoados distam mais de 15 km dos centros de saúde, outros 50 km, tornando necessário 3 dias para ir e 3 para voltar!

O índice de desnutrição aguda geral em Diffa é o mais alto da região, com 17.4%. Na zona norte da província acontece que ao voltar ao povoado depois de um mês ele não mais existe. As crianças em terapia devem ser controladas pelo menos uma vez por semana para verificar se estão perdendo peso, que não tenham contraído outras complicações, e que a comida hiper-calórica a eles destinados não seja dada aos outros membros da família. No Níger, a assistência de saúde oferecida às crianças com menos de cinco anos e às mulheres grávidas é gratuito, todavia, os remédios não são suficientes. (AP) (8/6/2010 Agência Fides)

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Imagem: Loyola Notícias
Papa Bento XVI no Memorial de Moisés, no Monte Nebo - Basílica (Jordânia) - 08.05.2009. Imagem: Loyola Notícias

Fonte: AGÊNCIA FIDES – Roma

2010-06-07

VATICANO Apelo do Papa em favor do “esforço internacional urgente e intrépido a fim de resolver as tensões que continuam no Oriente Médio, sobretudo na Terra Santa, antes que tais conflitos conduzam a um maior espargimento de sangue”

Nicósia (Agência Fides) – “Renovo o meu apelo pessoal pelo esforço internacional urgente e intrépido a fim de resolver as tensões que continuam no Oriente Médio, sobretudo na Terra Santa, antes que tais conflitos conduzam a um maior espargimento de sangue.” São as palavras proferidas pelo Santo Padre Bento XVI no domingo, 6 de junho, no final da Santa Missa celebrada no Palácio do Esporte Eleftheria de Nicósia, antes da entrega do Instrumentum laboris da próxima Assembleia Especial para o Oriente Médio do Sínodo dos Bispos, que se celebrará em outubro.

Em seu discurso o Santo Padre recordou Dom Luigi Padovese, Presidente da Conferência Episcopal da Turquia, assassinado em 3 de junho. O Papa recordou que o prelado contribuiu na preparação doInstrumentum Laboris e acrescentou: “Confio a sua alma à misericórdia de Deus Onipotente, recordando seu compromisso, especialmente como Bispo, pela compreensão mútua no âmbito inter-religioso e cultural e pelo diálogo entre as Igrejas. A sua morte é um lúcido chamado à vocação que todos os cristãos partilham em ser, em toda circunstância, testemunhas corajosas de tudo aquilo que é bom, nobre e justo”. O Papa evidenciou como o Oriente Médio tenha “um lugar especial no coração de todos os cristãos, a partir do momento que foi ali que Deus se manifestou aos nossos pais na fé”. A mensagem do Evangelho se difundiu no mundo inteiro e “os cristãos em cada lugar continuam olhando o Oriente Médio com reverência especial, por causa dos profetas e dos patriarcas, dos apóstolos e dos mártires, aos quais devemos tanto, aos homens e às mulheres que ouviram a Palavra de Deus, que deram testemunho dela, e a entregaram a nós pertencentes à grande família da Igreja”.

Falando sobre a próxima Assembleia Especial para o Oriente Médio do Sínodo dos Bispos, o Santo Padre evidenciou que ela “buscará aprofundar os laços de comunhão entre os membros das Igrejas locais, como também a comunhão destas Igrejas entre si e com a Igreja universal”. Será um encorajamento no testemunho de fé em Cristo, vivida nos países onde esta fé nasceu e cresceu. “A Assembleia Especial é uma ocasião para todos os cristãos do resto do mundo de oferecer uma ajuda espiritual e uma solidariedade para seus irmãos e irmãs do Oriente Médio” – prosseguiu o Santo Padre. É uma ocasião para ressaltar o valor importante da presença e do testemunho cristão nos países da Bíblia, não somente para a comunidade cristã no mundo, mas igualmente para todos os vizinhos e concidadãos. Contribuam de várias formas ao bem comum, por exemplo, através da educação, do cuidado pelos doentes e a assistência social. Trabalham em favor da construção da sociedade. Vivam em paz e harmonia com seus próximos judeus e muçulmanos.

Muitas vezes vocês agem como artesãos da paz no difícil processo de reconciliação. Vocês merecem o reconhecimento pela função inestimável que desempenham. Espero que os seus direitos sejam sempre respeitados, incluindo o direito à liberdade de culto e a liberdade religiosa, e que vocês não sofram discriminações de todos os tipos. Rezo para que os trabalhos da Assembleia Especial chame a atenção da comunidade internacional sobre a condição dos cristãos no Oriente Médio, que sofrem por causa de sua fé, para que possam encontrar soluções justas e duradouras aos conflitos que causa tantos sofrimentos”. (SL) (Agência Fides 7/06/2010)

Os quatro evangelistas individuam concordemente o lugar da crucifixão de Jesus. Mateus escreve: “Ao saírem, encontraram um homem de Cirene, de nome Simão. E o requisitaram para que carregasse a cruz. Chegando ao lugar chamado Gólgota, isto é, lugar que chamavam de Caveira, deram-lhe de beber vinho misturado com fel” (Mt 27,34a). in Holy Sepulchre – Custódia Franciscana da Terra Santa

Fonte: Holy Sepulchre http://www.christusrex.org/www1/jhs/TSspport.html

© franciscan cyberspot

GÓLGOTA E O SANTO SEPULCRO

Os quatro evangelistas individuam concordemente o lugar da crucifixão de Jesus. Mateus escreve: “Ao saírem, encontraram um homem de Cirene, de nome Simão. E o requisitaram para que carregasse a cruz. Chegando ao lugar chamado Gólgota, isto é, lugar que chamavam de Caveira, deram-lhe de beber vinho misturado com fel” (Mt 27,34a). Marcos conta: “E levaram-no fora para que o crucificassem. Requisitaram um certo Simão Cirineu, que passava por ali vindo do campo, para que carregasse a cruz. Era o pai de Alexandre e de Rufo. Levaram Jesus ao lugar chamado Gólgota, que, traduzindo, quer dizer o lugar da Caveira” (Mc 15, 20b-22). Lucas dá mais detalhes: “Enquanto o levaram, tomaram um certo Simão de Cirene, que vinha do campo, e impuseram-lhe a cruz para levá-la atrás de Jesus. Grande multidão do povo o seguia, como também mulheres que batiam no peito e se lamentavam por causa dele. … Eram conduzidos também dois malfeitores para serem executados com ele. Chegando ao lugar chamado Caveira, lá o crucificaram, bem como aos malfeitores, um à direita e outro à esquerda” (Lc 23, 26-33). O quarto evangelista relata sinteticamente: “Então eles tomaram a Jesus. E ele saíu, carregando a sua cruz, e chegou ao chamado ‘Lugar da Caveira’ – em hebraico chamado Gólgota – onde o crucificaram; e, com ele, dois outros: um de cada lado e Jesus no meio.” (Jo 19,17). Os evangelistas precisam que Jesus saíu a um lugar fora da cidade, em hebraico (aramaico!) chamado Gulgoltha (em latim “Calvaria”, de onde Calvário).

Se Jesus foi crucificado fora da cidade, como se explica que o Calvário e seu sepulcro estejam dentro de seus muros? A cidade cresceu, ora! A arqueologia, além da realidade, o confirmou! Ademais, existe a sagrada tradição. Não a que vem do ocidente, mas a judeu-cristã, especialmente no que se refere ao lugar da sepultura de Adão, cuja caveira foi lavada pelo sangue de Cristo para que todos os filhos de Adão fossem nele pelo “segundo Adão” remidos…

Orígenes refere que a tradição relativa ao sepulcro de Adão no mesmo lugar da crucifixão de Cristo é de origem hebraica. Esse padre da Igreja, nascido em Alexandria do Egito no ano 185, argumenta: “De modo que, como todos morrem em Adão, todos possam ressurgir no Cristo”. A pequena ábside aos pés do Calvário (Capela de Adão) perpetua esse antiqüíssimo vestígio de natureza simbólica. Eusébio de Cesaréia, antes dos trabalhos (327-335) empreendidos por ordem do imperador Constantino, testemunha: “O lugar da caveira, onde Cristo foi crucificado, ainda hoje é mostrado em Élia, ao norte do monte Sião”, embora o culto idolátrico da deusa Vênus/Afrodite se tenha apoderado do lugar, há muito tempo. Uma preciosa cruz, que se perdeu nos saques posteriores, não tardou a ser colocada no topo da elevação rochosa, considerada pelos cristãos como o umbigo, centro espiritual, do mundo (S. Cirilo de Jerusalém, IV séc.).

Eusébio de Cesaréia (pelo ano 340) refere detalhadamente as circunstâncias que levaram à descoberta do sepulcro de Cristo, encoberto por imensa terraplenagem desde o tempo do imperador Adriano (135 d. C.). Narra ele que o imperador Constantino, pouco depois de 325, ordenara derrubar o templo pagão e desentulhar em profundidade o terreno “e, então, contra toda a esperança, apareceu… o venerando e santíssimo testemunho da ressurreição salvífica”. Desde então a tumba reencontrada foi sempre venerada, até ser destruída por ordem do califa Hakem (1009) e era possível observá-la completamente escavada na rocha, por estar revestida de mármore só externamente, relata o peregrino Arculfo, do VII séc.

Apesar das numerosas restaurações, da tripartida basílica constantiniana (Martyrion, Tripórtico e Anástasis) sobra apenas a rotunda da Anástasis, qual grandioso mausoléu sobre o túmulo vazio de Cristo. O resto da construção, a saber, o ingresso a sul, o Cathólicon ao centro, o deambulatório e a capela subterrânea de Sta. Helena é obra dos cruzados (1141). O terremoto de 1927 causou graves rachaduras no monumento; as restaurações, iniciadas em 1960, oportunizaram um conhecimento mais aprofundado sobre a história e a topografia do lugar ao tempo de Cristo.

Desde o século 14, os franciscanos usufruem dos direitos de celebrar na Basílica juntamente com os demais diversos ritos cristãos, direitos esses concedidos inicialmente, a seu bel-prazer, pelo paxá do Cairo e, desde 1517, pelo sultão de Constantinópola, chegando em 1757 e 1852 a estabelecer o “Statu quo”, um férreo ordenamento que até hoje regula a convivência das diversas comunidades. (http://www.christusrex.org/www1/jhs/TSspport.html)

Texto do Frei Eugênio Alliata OFM, SBF – Jerusalém.
Custódia Franciscana da Terra Santa
Um projeto associado
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© direitos autorais 1997.

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Da Cruz Misericórdia e perdão – Cardeal Geraldo Majella Agnelo (CNBB) -Artigo sobre a Semana Santa – 30.03.2010

Fonte/imagem: PASTORAL VOCACIONAL CARMELITANA – Província São José

(clique na imagem)

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CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) – Artigos dos Bispos

Ter, 30 de Março de 2010

Cardeal Geraldo Majella Agnelo

Da Cruz Misericórdia e perdão

Hoje, entramos na Semana Santa. A comemoração do ingresso de Jesus em Jerusalém. Recordamos o mistério de Cristo Salvador que dá a vida por nós, e aprofundamos o sentido de nosso ser cristãos. A celebração de hoje é ao mesmo tempo Domingo de Ramos e Domingo da Paixão do Senhor. Por desejo do Papa é também Jornada mundial da Juventude.

Os ramos constituem o aspecto mais vistoso e sugestivo do acontecimento: palmas e ramos de oliveira recordam o ingresso triunfal de Jesus em Jerusalém. Os ramos eram sinal de alegria, porque o povo tinha em Jesus o seu rei e messias. Nós abençoaremos os ramos de oliveira e os levaremos para nossas casas como recordação de Cristo vencedor da morte.

A Jornada da Juventude. Foram os jovens sobretudo com seu entusiasmo a proclamar o triunfo de Jesus em seu ingresso em Jerusalém. É também o reconhecimento da Igreja ao papel dos jovens no anúncio do Evangelho. O apóstolo João na sua Segunda Carta dirige-se aos jovens com plena confiança: “Escrevi a vós, jovens, porque sois fortes, e a palavra de Deus habita em vós, e vencestes o maligno”. Eles são capazes de entusiasmo, de disponibilidade com o seu tempo, o seu empenho, de criatividade: sabem ser originais e doar-se.

Na primeira leitura da missa, (Isaias 50,4-7), o profeta do tempo da deportação dos hebreus para a Babilônia, descreve um personagem obscuro, chamado “Servo Sofredor”, que é perseguido por seus inimigos, mas põe sua confiança em Deus. Descreve antecipadamente a vida e a paixão do Senhor Jesus.

Na segunda leitura (Filipenses 2,6-11), Paulo convida os cristãos de Filipos a terem em si “os mesmos sentimentos que foram em Cristo Jesus”. Ele soube viver a obediência ao Pai, e o serviço aos irmãos, até ao dom supremo da vida. Por isso o Pai o proclamou Senhor.

Hoje, lemos por inteiro o relato da Paixão do Senhor, narrado por Lucas 22-14-23,56. Lucas, evangelista da misericórdia de Deus, evidencia como o amor do Senhor, a sua divina capacidade de perdão, tiveram plena manifestação no momento crucial da Paixão. Jesus repõe a orelha do servo do sumo sacerdote ferido pela espada; dirige a Pedro depois da traição um olhar de perdão; demonstra compreensão também para o bom ladrão; os judeus que o escarneciam; o centurião que o põe na cruz. Naquele doloroso momento até Herodes e Pilatos tornaram-se amigos. Jesus não opõe violência à violência, mas escolhe a vida da mansidão e do perdão.

Podemos imaginar o relato da Paixão segundo Lucas como articulado em seis momentos: A hora da amizade: Jesus na última ceia, doa-se a seus amigos; revela com delicadeza a presença de um traidor; confirma Pedro no papel de chefe dos apóstolos. A hora da angústia: Jesus em oração no Horto das Oliveiras experimenta a amargura do abandono, enquanto os seus discípulos dormem. A hora da traição: Judas com um beijo entrega Jesus a seus inimigos. A hora do julgamento: Jesus inocente é processado e condenado pelos homens pecadores. A hora da morte: Jesus é crucificado com dois malfeitores, promete o paraíso ao bom ladrão, abandona-se com confiança ao Pai e morre. A hora do silêncio:Jesus é sepultado por seus amigos em um túmulo novo, à espera da ressurreição.

Escutaremos com atenção, gratidão e afeto, sabendo que o Senhor morreu por cada um de nós.

Uma vez conhecida esta imagem de um Deus que sofre, todas as demais não nos bastam. Se no jardim das oliveiras Jesus consumou a sua paixão moral, no Calvário consumou a sua paixão física. Ele está portanto vizinho também a quem sofre no corpo.  A paixão de Cristo, liturgicamente se renova nesta semana, nos ritos sobretudo da Missa que celebramos, mas de fato, materialmente se renova cada dia, em toda parte em que exista uma pessoa se debatendo-se nos tormentos da violência. Quem sofre pode estar seguro de ser compreendido por Jesus, também quando não tem nada a fazer  e grita a Deus, “Por que, por que, por que?”

O relato evangélico não termina aqui. O último momento é a hora da ressurreição. Nós a celebraremos com alegria no domingo próximo, festa da Páscoa.

(CNBB- Cardeal Geraldo Majella Agnelo – 30.03.2010)

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PARA REFLETIR….

História da Igreja e a ação de Deus

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CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) – Artigos dos Bispos

Dom Orani João Tempesta

A ação de Deus na História

Ultimamente o debate sobre os passos do Concílio Vaticano II nos fazem refletir sobre a importância desse acontecimento eclesial.  Como recordou muitas vezes o Papa Bento XVI, infelizmente tivemos muitas interpretações errôneas dos textos conciliares que levaram a Igreja a muitas dificuldades. De outro lado, também escutamos as dificuldades em colocar em prática não só a letra, mas também o espírito desse importante evento. Passados alguns decênios e devido a tantas discussões atuais, seria interessante que pudéssemos estar sempre voltados para a ação do Espírito Santo na sua Igreja e descobrir esses sinais.

Nos inícios do século XX, o interesse pela Igreja renascia nas almas com renovado vigor. O “Movimento litúrgico” esforçava-se por colocar ao alcance de todos o profundo significado da ação litúrgica da Igreja, e a memorável encíclica do Papa Pio XII, “Mystici Corporis”, recolhendo a contribuição de aprofundados estudos e avanços da teologia, ressaltou a dimensão teológica e mística, que, com a dimensão visível e institucional, identifica a Igreja em sua unidade profunda.

Talvez em nenhum outro século a Igreja tenha se voltado para si mesma e refletido sobre sua própria identidade e missão com tanta intensidade e profusão de estudos teológicos e documentos do magistério eclesiástico como no século XX. Mas o que marcou o século XX para a Igreja foi, de fato, o Concílio Vaticano II. A Igreja foi aí o grande tema: a Igreja em si mesma e em sua relação com o mundo; a Igreja em sua unidade fundamental e diversidade de expressões; a Igreja como depositária do Evangelho do Deus vivo revelado em Jesus.

Um dos grandes documentos do Concílio é a Constituição Dogmática “Lumen gentium”. Temos aí uma fonte da qual somos chamados a beber continuamente. A constituição oferece, em linguagem acessível, o que a Igreja pensa sobre si mesma. Toda a riqueza teológica sobre a Igreja, presente nas Escrituras, ressaltada pelos Santos Padres, vivida pelos santos, estudada e sistematizada pelo labor dos teólogos ao longo dos séculos, isto é, toda a tradição de fé a respeito da Igreja encontra na “Lumen gentium” uma vigorosa síntese. Logo no início do documento, a Igreja é apontada como sendo, em Cristo, “como que o sacramento, ou o sinal e instrumento, da íntima união com Deus e da unidade de todo o gênero humano” (n.1). Essas breves palavras revelam já o teor e a profundidade das reflexões contidas ao longo de todo o texto.

Quem deseja unir-se intimamente a Cristo, Deus feito homem, não pode ignorar a Igreja que Ele quis. Cristo e a Igreja são, na verdade, inseparáveis. Aqueles que querem Cristo não podem rejeitar a Igreja. O Plano de Salvação de Deus é sacramental, isto é, Deus houve por bem dispensar-nos a salvação valendo-se de sinais sensíveis, de modo que o invisível viesse a nós por meio das coisas visíveis. A humanidade de Cristo é o primeiro grande sinal visível da salvação de Deus. Cristo é o grande e primordial sacramento de Deus no meio de nós. A visibilidade da salvação continua na Igreja, que, com seus sacramentos, a Palavra que anuncia, o serviço da caridade e a sua organização visível, é o grande sinal de Cristo ao longo da história.

(…)Somos convidados a conhecer melhor a Igreja. Sim; ela é a Esposa de Cristo. Nós, batizados, como Povo de Deus a caminho, somos seus membros vivos, em comunhão com os que nos precederam na mesma fé e que hoje estão na glória do céu ou se purificam no purgatório para a visão de Deus. (…)Não podemos ficar indiferentes à Igreja que Ele amou e conquistou com o Seu sangue. A Igreja é a família de Deus, é a mãe que nos gera para a fé em Cristo. Ela nos ensina a amá-Lo, servi-Lo, celebrá-Lo e esperá-Lo vigilantes. Bento XVI, na abertura da Conferência de Aparecida, disse: “A Igreja tem a grande tarefa de conservar e alimentar a fé do Povo de Deus, e recordar também aos fiéis deste Continente que, em virtude do seu batismo, são chamados a ser discípulos e missionários de Jesus Cristo”.

Que o século XXI possa continuar a empreitada do século XX, fazendo de nosso tempo uma ocasião propícia para um continuado aprofundamento da nossa identidade de cristãos e católicos, membros vivos da Igreja de Cristo. Que a Constituição “Lumen gentium” do Vaticano II nos sirva de farol e guia, já que o revigoramento do verdadeiro sentido de Igreja em nossos corações significa o revigoramento de Cristo em nossas vidas.

(CNBB – Dom Orani João Tempesta – 18.12.2009)

“Na humildade e no recolhimento de um lar de Nazaré se passou o mais transcendente acontecimento da História.” – A. de França Andrade – Hagiografia

Fonte/imagem: Câmara Municipal de Lamego (séc. XVI) – Portugal

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Quinta-feira (Santa), 25 de março de 2010

Anunciação do Anjo e Encarnação do Verbo

Na humildade e no recolhimento de um lar de Nazaré se passou o mais transcendente acontecimento da História.

Quando a Santíssima Virgem respondeu ao Arcanjo São Gabriel “Faça-se em mim segundo a tua palavra” (São Lucas, 1,38), o próprio Verbo de Deus, a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, “se fez carne e habitou entre nós” (São João, 1,14).

Tinha assim início o processo de Redenção do gênero humano, o qual culminaria no Calvário, com a Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Fonte: “Cada dia tem seu Santo”, de A. de França Andrade – Artpress.

Cáritas Chile aciona rede local nas 23 dioceses para ajuda de emergência diante de terremoto devastador que já atingiu o número de 711 mortos (Agência Zenit – Roma – 01.03.2010)

Así quedó la zona conocida como Pelluhue, en Chile, tras el terremoto y el tsunami que azotaron al país.

Fonte: http://www.elespectador.com/noticias/elmundo/articulo190533-chile-el-tsunami-causo-mas-muertes-el-terremotoPor: M. Délano, Santiago de Chile / El País de España

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Fonte: Agência Zenit – Roma – http://www.zenit.org/article-24224?l=portuguese

Chile: ajuda da Igreja chega às vítimas do terremoto

Tempo de oração e união, diz presidente do episcopado

SANTIAGO, segunda-feira, 1º de março de 2010 (ZENIT.org).- “É tempo de oração e de nos unirmos como família que somos”, afirmou Dom Alejandro Goic, presidente da Conferência Episcopal do Chile, após o terremoto de sábado.

Cáritas Chile se mobilizou, através de sua rede local presente nas 23 dioceses desse país andino, para prestar ajuda de emergência às vítimas do devastador sismo que deixou ao menos 711 mortos. As missas desse domingo foram uma oração conjunta do país a favor das vítimas e seus entes queridos.

Segundo informa o diretor da Cáritas nacional, Lorenzo Figueroa, a entidade assistencial está-se coordenando com o governo e outras organizações civis “para estabelecer uma rede nacional de ajuda que nos permita superar as grandes dificuldades que temos nas comunicações”.

“Cáritas Chile está recolhendo alimentos em todo o país para enviá-los imediatamente às comunidades que ficaram mais danificadas pelo terremoto e onde já começa a se registrar escassez de produtos de primeira necessidade”, afirma Lorenzo.

“Neste momento, todos os nossos sistemas de comunicação interna e nossa capacidade logística para armazenamento e distribuição da ajuda estão completamente operativos”, acrescentou, ao tempo que reconhece que dada “a magnitude e alcance da catástrofe, que afetou as regiões mais pobres do país, será necessário apoio da rede Cáritas, ainda que, sobretudo, do que mais necessitamos é esperança para nosso atribulado povo”.

Dom Goic confirmou que todas as paróquias e centros locais de Cáritas no Chile estão somando esforços para atender as vítimas desta catástrofe, e informou que tanto em Maule como em Bio Bio, as regiões mais afetadas, os voluntários das paróquias já começaram a distribuir ajuda.

Cáritas Internationalis enviou a Santiago do Chile uma equipe de especialistas com objetivo de colaborar nas operações de ajuda às vítimas. Entre os membros da equipe figura o diretor de assuntos humanitários da Cáritas Internacionalis, Alistair Dutton, que viaja ao Chile desde o Haiti, assim como os membros da equipe de resgate da Cáritas México, que há algumas semanas participaram nos trabalhos de resgate de vítimas em Porto Príncipe. (Agência Zenit -01.03.2010)

Mensagem para a Quaresma de 2010: “A justiça de Deus está manifestada mediante a fé em Jesus Cristo” – Papa Bento XVI (OCDS – Província N.Sra. do Carmo – Sul – Brasil)

Fonte: Ordem dos Carmelitas Descalços Seculares (OCDS) – Comunidade Santa Teresa – Província Nossa Senhora do Carmo – Sul – Brasil

MENSAGEM PARA A QUARESMA

MENSAGEM DE SUA SANTIDADE,  O PAPA BENTO XVI, PARA A QUARESMA DE 2010

A justiça de Deus está manifestada mediante a fé em Jesus Cristo”
(cf. Rom 3, 21–22 )

Queridos irmãos e irmãs,

“Todos os anos, por ocasião da Quaresma, a Igreja convida-nos a uma revisão sincera da nossa vida á luz dos ensinamentos evangélicos . Este ano desejaria propor-vos algumas reflexões sobre o tema vasto da justiça, partindo da afirmação Paulina: A justiça de Deus está manifestada mediante a fé em Jesus Cristo (cf. Rom 3,21 – 22 ).

Detenho-me em primeiro lugar sobre o significado da palavra “justiça” que na linguagem comum implica “dar a cada um o que é seu – dare cuique suum”, segundo a conhecida expressão de Ulpiano, jurista romana do século III. Porém, na realidade, tal definição clássica não precisa em que é que consiste aquele “suo” que se deve assegurar a cada um. Aquilo de que o homem mais precisa não lhe pode ser garantido por lei. Para gozar de uma existência em plenitude, precisa de algo mais íntimo que lhe pode ser concedido somente gratuitamente: poderíamos dizer que o homem vive daquele amor que só Deus lhe pode comunicar, tendo-o criado à sua imagem e semelhança. (…)

De onde vem a injustiça?

O evangelista Marcos refere as seguintes palavras de Jesus, que se inserem no debate de então acerca do que é puro e impuro: “Nada há fora do homem que, entrando nele, o possa tornar impuro. Mas o que sai do homem, isso é que o torna impuro. Porque é do interior do coração dos homens, que saem os maus pensamentos” (Mc 7,14-15.20-21). Para além da questão imediata relativo ao alimento, podemos entrever nas reações dos fariseus uma tentação permanente do homem: individuar a origem do mal numa causa exterior.

Muitas das ideologias modernas, a bem ver, têm este pressuposto: visto que a injustiça vem “de fora”, para que reine a justiça é suficiente remover as causas externas que impedem a sua atuação: Esta maneira de pensar – admoesta Jesus – é ingênua e míope. A injustiça, fruto do mal , não tem raízes exclusivamente externas; tem origem no coração do homem, onde se encontram os germes de uma misteriosa conivência com o mal. Reconhece-o com amargura o Salmista:”Eis que eu nasci na culpa, e a minha mãe concebeu-se no pecado” (Sl. 51,7). Sim, o homem torna-se frágil por um impulso profundo, que o mortifica na capacidade de entrar em comunhão com o outro.

Para entrar na justiça é portanto necessário sair daquela ilusão de auto–suficiência , daquele estado profundo de fechamento, que á a própria origem da injustiça. Por outras palavras, é necessário um “êxodo” mais profundo do que aquele que Deus efetuou com Moisés, uma libertação do coração, que a palavra da Lei, sozinha, é impotente a realizar. (…)

Qual é portanto a justiça de Cristo? É antes de mais a justiça que vem da graça, onde não é o homem que repara, que cura si mesmo e os outros. O fato de que a “expiação” se verifique no “sangue” de Jesus significa que não são os sacrifícios do homem a libertá-lo do peso das suas culpas, mas o gesto do amor de Deus que se abre até ao extremo, até fazer passar em si “ a maldição” que toca ao homem, para lhe transmitir em troca a “bênção” que toca a Deus (cf. Gal 3,13-14). (…)

Converter-se a Cristo, acreditar no Evangelho, no fundo significa precisamente isto: sair da ilusão da auto-suficiência para descobrir e aceitar a própria indigência – indigência dos outros e de Deus, exigência do seu perdão e da sua amizade.

Compreende-se então como a fé não é um fato natural, cômodo, obvio: é  necessário humildade para aceitar que se precisa que um Outro me liberte do “meu”, para me dar gratuitamente o “seu”. Isto acontece particularmente nos sacramentos da Penitencia e da Eucaristia. Graças á ação de Cristo, nós podemos entrar na justiça “ maior”, que é aquela do amor (cf. Rom 13,8-10), a justiça de quem se sente em todo o caso sempre mais devedor do que credor, porque recebeu mais do que aquilo que poderia esperar.

Precisamente fortalecido por esta experiência, o cristão é levado a contribuir para a formação de sociedades justas, onde todos recebem o necessário para viver segundo a própria dignidade de homem e onde a justiça é vivificada pelo amor.

Queridos irmãos e irmãs, a Quaresma culmina no Tríduo Pascal, no qual também este ano celebraremos a justiça divina, que é plenitude de caridade, de dom, de salvação. Que este tempo penitencial seja para cada cristão tempo de autentica conversão e de conhecimento intenso do mistério de Cristo, que veio para realizar a justiça. Com estes sentimentos, a todos concedo de coração, a Bênção Apostólica.”

BENEDICTUS PP. XVI

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Leia a mensagem completa no site da Comunidade Santa Teresa.

Postado por Comunidade Santa Teresa – OCDS – Província Nossa Senhora do Carmo – Sul – Brasil.

Carmelitas Descalzas de Haití: “Estamos sanas y salvas” – Carmelitas Descalzos, Curia General – ROMA

Fonte: Carmelitas Descalzos, Curia General – ROMA
http://www.carmelitaniscalzi.com/vernoticia.php?Id=2229

EL CARMELO DE PUERTO PRÍNCIPE (HAITÍ) SOBREVIVE AL SEÍSMO

Carmelitas Descalzas de Haití: “Estamos sanas y salvas”

Puerto Príncipe (2010-01-18).- A última hora de la tarde de ayer, la hermana Jacqueline Marie de la Trinite, priora del monasterio de carmelitas descalzas de Puerto Príncipe (Haití), confirmaba que todas las hermanas de la comunidad se encontraban “sanas y salvas”.

Tras el devastador terremoto que el pasado 12 de enero asoló la capital de Haití con una magnitud de 7,3 en la escala de Richter, se perdió toda comunicación con el Monasterio de Puerto Príncipe. A la incertidumbre que generó esta falta de comunicación directa con las carmelitas hubo que sumar las noticias contradictoras que llegaban por distintos canales sobre el estado de la comunidad.

Sólo después de cinco días de producirse la tragedia se despajaron todas las dudas. La propia priora del Monasterio, la hermana Jacqueline Marie de la Trinite, pudo ponerse en contacto con su hermana y con el P. Robert Paul, Definidor General, para comunicar que “nosotras estamos, gracias a Dios, sanas y salvas” y solicitar que “continúen orando por la difícil situación en la que se encuentra sumido el país”.

Esta misma mañana el Vicario Regional del Caribe, P. Francisco Javier Mena, hacía llegar desde la vecina República Dominicana la confirmación del buen estado de las tres hermanas que componen la comunidad -Jacqueline Marie de la Trinite, Therèse Benedicte y Marie Therèse- y del monasterio. El P. Mena transmitía el testimonio de la hermana Inés del Mercado, carmelita de la enseñanza, que pudo comprobar directamente sobre el terreno el estado de la comunidad.

Solidaridad con Haití

El Secretario General para las Misiones de la Orden, el P. Julio Almansa, ha habilitado una cuenta bancaria para dar respuesta a las solicitudes de ayuda y donativos que en estos días están llegando hasta la Casa Generalicia de los Carmelitas Descalzos en Roma. Los fondos recibidos en esta cuenta serán canalizados para ayudar la comunidad de carmelitas de Puerto Príncipe y al pueblo haitiano afectado por la catástrofe.

(CARMELITANI SCALZI)
Credito bergamasco- Filiale 89 – Via Bomcompagni 14 – Roma
IBAN: IT22F0333603200000000001519
BIC o SWIFT: CREBIT22089

Postado por Carmelitas Descalzos, Curia General – ROMA.

Governo e equipes de ajuda têm tarefa gigantesca no Haiti – 22.01.2009 (Agência Reuters/Notícias MSN)

Este blog não fins comerciais.

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Fonte: Reuters, reuters.com, Atualizado: 22/1/2010 7:49

Governo e equipes de ajuda têm tarefa gigantesca no Haiti

REUTERS

Por Patrick Markey e Matthew Bigg

PORTO PRÍNCIPE (Reuters) – Com o início da chegada de comida, medicamentos e dinheiro, o governo do Haiti e as equipes de ajuda começam a gigantesca tarefa de alimentar e abrigar centenas de milhares de sobreviventes do terremoto que ainda vivem na capital tomada por escombros.

Até 1,5 milhão de haitianos ficaram desabrigados pelo terremoto do dia 12 de janeiro que atingiu o país caribenho e devastou a capital Porto Príncipe. Eles precisam de comida e água e muitos precisam de tratamento médico. Assustados com tremores secundários, muitos estão traumatizados demais para dormir debaixo de um teto.

O governo disse na quinta-feira que 400 mil sobreviventes serão levados para novas vilas que serão construídas fora da cidade.

O ministro do Interior, Paul Antoine Bien-Aime, disse que a primeira leva de 100 mil refugiados irá para vilas de 10 mil tendas cada próximas à cidade de Croix Des Bouquets, no norte do país. A ajuda e a comida começam a chegar a Porto Príncipe, mas muitos ainda sofrem com necessidades básicas 10 dias após o terremoto de magnitude 7, que matou até 200 mil pessoas.

“Precisamos de abrigo… Não temos comida ou água. Quando chove, temos uma série de problemas”, disse Iswick Theophin, um estudante.

Helicópteros da Marinha dos Estados Unidos levaram água para as pessoas que estão morando em um acampamento. Mais de 13 mil militares norte-americanos estão no Haiti e em 20 navios no litoral do país. Eles levam suprimentos de avião, retiram os que estão gravemente feridos e protegem os pontos de distribuição de ajuda.

A Organização das Nações Unidas conta quase 450 acampamentos de desabrigados somente em Porto Príncipe e fez um apelo para que o governo os juntasse para facilitar a distribuição de alimentos.

(Reportagem adicional de Catherine Bremer, Joseph Guyler Delva e Natuza Nery em Porto Príncipe, Lesley Wroughton r Adam Entous em Washington).

Postado por http://noticias.br.msn.com/especial/haiti/artigo.aspx?cp-documentid=23308357.

Milhares de corpos se acumulam no Haiti; ajuda lota aeroporto (Reportagem da Agência Internacional REUTERS – publicada em UOL Últimas Notícias – 14.01.2010)

Observação: Este blogue não tem fins comerciais (Blog Castelo Interior – https://castelointerior.wordpress.com/ – “non-profit”).

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Fonte: UOL Notícias – Agência REUTERS – http://noticias.uol.com.br/ultnot/reuters/2010/01

/14/ult729u83853.jhtm

14/01/2010 – 19h39

Milhares de corpos se acumulam no Haiti; ajuda lota aeroporto

Por Tom Brown e Andrew Cawthorne

PORTO PRÍNCIPE (Reuters) – Soldados e aviões com alimentos e remédios chegaram nesta quinta-feira ao Haiti para socorrer uma nação traumatizada e ainda assustada com os tremores secundários, depois do terremoto de magnitude 7,0 que devastou a capital, Porto Príncipe.

A Cruz Vermelha Haitiana estima que haja de 45.000 a 50.000 mortos e 3 milhões de feridos ou desabrigados. O presidente do país, René Préval, disse que cerca de 7.000 vítimas do terremoto já foram enterradas em uma vala comum.

“Já enterramos 7.000 em uma vala comum”, disse Préval a repórteres no aeroporto, enquanto acompanhava o presidente dominicano Leonel Fernández, o primeiro chefe de Estado a visitar o Haiti depois do devastador terremoto.

Dois dias depois do tremor, muita gente continua viva sob os escombros, mas há poucos sinais de um esforço organizado de resgate. Cerca de 1.500 cadáveres estão empilhados diante do principal hospital, e os mortos estão espalhados também pelas ruas.

Aviões cheios de mantimentos chegam ao aeroporto de Porto Príncipe num ritmo mais rápido do que os funcionários são capazes de descarregá-los, e as autoridades aéreas restringiram voos vindos do espaço aéreo norte-americano, temendo que os aviões fiquem sem combustível enquanto esperam para pousar.

A ajuda, no entanto, ainda não chegou aos haitianos necessitados que vagam pelas ruas dilapidadas de Porto Príncipe, buscando desesperadamente água, comida e assistência médica.

“Dinheiro não vale nada agora, água é a moeda”, disse um funcionário de ajuda humanitária à Reuters.

Saqueadores invadiram um supermercado danificado pelo tremor em um bairro de Porto Príncipe, levando produtos eletrônicos e sacos de arroz. Outros tiraram gasolina de um caminhão-tanque quebrado.

“Todos os policiais estão ocupados resgatando e enterrando suas próprias famílias”, disse Manuel Deheusch, dono de uma fábrica de telhas. “Eles não têm tempo de patrulhar as ruas.”

AJUDA INTERNACIONAL

Uma segunda aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) que auxiliará nos trabalhos de resgate decolou de Brasília na tarde desta quinta-feira com 17 toneladas de remédios, água e equipamentos médicos, de busca e salvamento.

O avião levou também 51 bombeiros e quatro cães farejadores que auxiliarão nas buscas por vítimas, além de uma equipe médica da FAB que prestará atendimento aos 12 militares brasileiros feridos após tremor.

Na quarta-feira, a FAB enviou a primeira aeronave com 22 toneladas de água e alimentos para as vítimas do terremoto.

Os Estados Unidos estão enviando 3.500 soldados e 300 trabalhadores da área médica para ajudar no resgate e na segurança na capital devastada. As primeiras equipes deveriam chegar ainda na quinta-feira. O Pentágono também enviaria um porta-aviões e três barcos anfíbios, incluindo um capaz de transportar até 2.000 fuzileiros navais.

“Ao povo do Haiti, dizemos claramente e com convicção: vocês não serão abandonados. Vocês não serão esquecidos. Nesta sua hora de maior necessidade, a América está ao seu lado. O mundo está ao seu lado,” disse o presidente dos EUA, Barack Obama.

A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, disse que uma equipe militar dos EUA reabriu o aeroporto de Porto Príncipe para que aeronaves pesadas pudessem começar a trazer auxílio.

Ela prometeu assistência de longo prazo dos EUA ao debilitado governo haitiano. O Parlamento, o palácio presidencial e muitos prédios públicos desabaram, e não estava claro quantos parlamentares e autoridades sobreviveram. A principal prisão também ruiu, permitindo a fuga de criminosos perigosos.

“As autoridades que existiam antes do terremoto não são capazes de agir plenamente. Vamos tentar apoiá-las até que restabeleçam a autoridade”, disse Hillary à CNN.

Ainda não havia sinais de operações de resgate organizadas para salvar pessoas soterradas, e os médicos no Haiti, o país mais pobre do Ocidente, estão mal equipados para tratar os feridos.

Tendas improvisadas estão espalhadas por todo lado, e os haitianos instalados em um acampamento informal abordaram um jornalista gritando “água, água” em várias línguas.

“Por favor, faça qualquer coisa que você puder, essa gente não tem água, comida ou remédios, ninguém está nos ajudando”, disse Valery Louis, que organizou um dos acampamentos.

Grupos de mulheres que passam as noites nas ruas cantavam hinos religiosos na escuridão e rezavam pelos mortos. “Elas querem que Deus as ajude – todos nós queremos”, disse Dermene Duma funcionária do hotel Villa Créole, que perdeu quatro parentes.

Choro e lamentações surgem cada vez que alguém morre, mas os tremores secundários interrompem o luto, fazendo com que as pessoas saiam correndo em pânico.

O epicentro do terremoto ocorreu a apenas 16 quilômetros de Porto Príncipe, cidade densamente povoada com 4 milhões de habitantes. Corpos jaziam por todos os lados da cidade montanhosa, e as pessoas tapam o nariz com panos por causa do odor da decomposição.

Uma caminhonete chegou levando cadáveres ao Hospital Geral da cidade, cujo diretor, Guy LaRoche, estima que haja 1.500 corpos amontoados no lado de fora do necrotério.

SACOS PARA CADÁVERES

A Cruz Vermelha Haitiana já não tem sacos para guardar os cadáveres, e o Comitê Internacional da Cruz Vermelha disse que está enviando outros 3.000. O Brasil, que comanda a missão de paz da ONU no país, propôs a criação de um cemitério de emergência, e os EUA estão enviando equipes para os trabalhos funerários.

Com as mãos e com marretas, os haitianos escavam os escombros para tentar resgatar os sobreviventes.

Um estoniano de 35 anos, Tarmo Joveer, foi tirado na quinta-feira dos escombros do prédio da ONU, que tinha cinco andares. Ele disse a jornalistas que estava bem.

A ONU afirmou que pelo menos 36 integrantes da missão de paz, que tem 9.000 pessoas, morreram, e que ainda há muitos desaparecidos. O Brasil já confirmou a morte de 14 militares e também da médica Zilda Arns, fundadora da Pastoral da Criança, que fazia uma visita de trabalho ao país.

Também na quinta-feira, 14 hóspedes e funcionários foram retirados com vida do importante hotel Montana, que ficou praticamente destruído. O major chileno Rodrigo Vázquez, que dirigia a operação, estimou que ainda há outras 70 pessoas soterradas. “Isso é devastador,” disse.

Nações de todo o mundo se mobilizam para enviar equipes de resgate, com cães farejadores, maquinário pesado, tendas, unidades de purificação de água, alimentos, médicos e equipes de telecomunicações.

Mas a distribuição da ajuda é complicada pela grande presença de entulho e carros destruídos nas ruas, e também pela paralisação das telecomunicações. Os escritórios de várias entidades humanitárias foram destruídos, e muitos funcionários estão mortos ou desaparecidos.

Os soldados da ONU na cidade parecem sobrecarregados pela enormidade da tarefa de recuperação pela frente. “Simplesmente não sabemos o que fazer,” disse um militar chileno. “Você pode ver como o dano é terrível. Não conseguimos chegar a todas as áreas.”

Muitos hospitais estão sem condições de uso, e os médicos fazem o possível para tratar membros esmagados, feridos e fraturas em instalações improvisadas, nas quais os suprimentos médicos são escassos.

A entidade Médicos Sem Fronteiras está enviando um hospital inflável com dois centros cirúrgicos, e vários países estão mandando hospitais de campo. Um navio-hospital da Marinha dos EUA, o Confort, também está voltando ao Haiti, onde já prestou atendimento à população depois das tempestades, inundações e deslizamentos de 2008.

(Reportagem adicional de Hugo Bachega, Carlos Barria, David Morgan, Joseph Guyler Delva, Stephanie Nebehay, Patrick Worsnip e Louis Charbonneau) – 14.01.2010

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Fonte: UOL Últimas Notícias – Reportagem Agência REUTERS – http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u679596.shtml

14/01/2010 – 22h12

Haitianos revoltados bloqueiam estradas com corpos–testemunha

PORTO PRÍNCIPE (Reuters) – Haitianos revoltados organizaram barricadas com corpos em Porto Príncipe para protestar contra a demora na entrega da ajuda humanitária após o terremoto que devastou o país, afirmou uma testemunha.

Shaul Schwarz, fotógrafo da revista Time, disse ter visto ao menos duas barricadas no centro da cidade formadas com corpos de vítimas do tremor e pedras.

“Eles estão começando a bloquear as estradas com os corpos, está ficando feio aqui, as pessoas estão cansadas de não receber ajuda”, disse Schwarz à Reuters.

(Reportagem de Andrew Cawthorne) – 14.01.2010

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Fonte: Dominus Vobiscum

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Zilda ‘está no coração de Deus’, diz Cardeal Arns

Dra. Zilda Arns - Fundadadora e coordenadora nacional da Pastoral da Criança e da Pastoral da Pessoa Idosa

Zilda Arns Neumann (Forquilhinha, 25 de agosto de 1934 — Porto Príncipe, 12 de janeiro de 2010) foi uma médica pediatra e sanitarista brasileira.

Irmã de Dom Paulo Evaristo Cardeal Arns, foi também fundadora e coordenadora nacional da Pastoral da Criança e da Pastoral da Pessoa Idosa, organismos de ação social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

O Arcebispo Emérito de São Paulo, Dom Paulo Evaristo Cardeal Arns, disse nesta manhã desta quarta-feira que sua irmã, Zilda Arns Neumann, “está no coração de Deus”, segundo a secretária pessoal do Arcebispo, Irmã Devanir. Fundadora e coordenadora internacional da Pastoral da Criança, Zilda morreu no terremoto no Haiti ocorrido na noite de terça-feira. Outros 11 brasileiros – todos militares – também faleceram na tragédia.

Postado por Sem. Ciro Quintella Lacerda – Cor Unum et Anima Una às 09:33

“As crianças encontram novos caminhos” é o lema da campanha deste ano, que nas dioceses alemãs, verá novamente cerca de meio milhão de jovens alemães de porta em porta vestindo trajes dos Reis Magos, levando consigo a estrela cometa.(…) O país símbolo desde ano é o Senegal.” – Pontifícias Obras da Infância Missionária (Agência Fides – Cidade do Vaticano – 04.01.2010)

Fonte/imagem/artigo: Jesus abraçava as crianças… – Evangelho Comentado http://www.cantodapaz.com.br/blog/2009/10/02/jesus-criancas-evangelho-comentado/ .Site franciscano, dedicado a Santa Clara e São Franscisco  e temas católicos (esclarecem que os “anúncios Google” são de empresas externas ao site). Confira também: Peça orações às Clarissas, no mesmo site.

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Fonte: Agência Internacional FIDES – News

EUROPA/ALEMANHA Os Cantores da Estrela da Infância Missionária alemã participam da missa de Ano Novo com Bento XVI Aachen (Agência Fides – 04/01/2010)

Uma delegação de 22 crianças e jovens provenientes da Arquidiocese de Colônia, membros dos “Cantores da Estrela” da Infância Missionária alemã, participou, em 1º de janeiro, da missa de Ano Novo com o Santo Padre Bento XVI na basílica de São Pedro. A direção nacional alemã das Pontifícias Obras Missionárias o comunicou à Agência Fides. Durante o ofertório, três jovens da delegação, vestidos com os trajes dos Reis Magos, levaram dons ao altar. A delegação das paróquias de Santo Estevão e São Pancrácio, da arquidiocese de Colônia, estavam acompanhados, em sua permanência em Roma, pelo diretor nacional da Infância Missionária, Mons. Winfrid Pilz.
Esta é a sexta vez, desde 2001, que uma delegação de crianças alemãs participa da missa de Ano Novo com o papa. Nesta ocasião, eles comunicam ao Santo Padre o valor de sua coleta em favor de seus coetâneos mais carentes em todo o mundo. As crianças também participarão da audiência geral com o papa. Vestindo os trajes dos Reis Magos, com sua estrela cometa e cantos, no tempo natalino e nos primeiros dias do ano novo os “Cantores da Estrela” batem às portas das casas alemãs. Cerca de meio milhão de crianças nas paróquias católicas da Alemanha levarão às famílias, nestes dias, a benção “C+M+B” (“Christus mansionem benedicat – Cristo abençoe esta casa”= às benedica questa casa”), recolhendo ofertas para seus coetâneos que sofrem em todo o mundo. A coleta “Cantores da Estrela” tornou-se a maior iniciativa de solidariedade realizada por crianças em prol de crianças, em todo o mundo. (MS) (Agência Fides, 04/01/2010)

EUROPA/ALEMANHA – “As crianças encontram novos caminhos: o Senegal é o país símbolo da 52ª Campanha dos “Cantores da Estrela” (Sternsinger) Aachen (Agência Fides – 04/01/2010)

Pela 52ª vez, nos dias que antecedem e sucedem a Epifania, os “Cantores da Estrela” (Sternsinger) da Infância Missionária Alemã, estão nas ruas do país com seus cantos natalinos. “As crianças encontram novos caminhos” é o lema da campanha deste ano, que nas dioceses alemãs, verá novamente cerca de meio milhão de jovens alemães de porta em porta vestindo trajes dos Reis Magos, levando consigo a estrela cometa. O país símbolo da coleta deste ano, que envolve as crianças alemãs empenhadas por seus coetâneos que sofrem, é o Senegal. Com o lema “Utub yoon bu bees – As crianças encontram novos caminhos”, a campanha de 2010 quer recordar que sobretudo as crianças dos chamados países em vias de desenvolvimento devem encontrar sempre novos caminhos para seu progresso, para construir seu futuro e tomar suas vidas em suas mãos. Graças ao empenho dos “Cantores da Estrela”, em muitas partes do mundo, crianças podem ter a chance de encontrar um caminho de formação escolar e profissional. No Senegal, país símbolo da campanha de 2010, elas tem que percorrer um longo caminho desde as áreas rurais às cidades, onde estão as escolas. Junto a parceiros locais, a Pontifícia Obra da Infância Missionária alemã atua também para garantir que crianças dos países da África Ocidental tenham acesso às novas formas de comunicação, como internet e e-mail. Para preparar a campanha e apoiar a iniciativa, de 15 de setembro de 2009 a 17 de janeiro de 2010, uma van típica colorida, senegalesa, está rodando pela Alemanha. Parando em praças e ruas de várias cidades alemãs, os colaboradores da Missio informam sobre a vida das crianças no Senegal. A coleta “Cantores da Estrela” tornou-se a maior iniciativa de solidariedade realizada por crianças em prol de crianças, em todo o mundo. (MS) (Agência Fides 4/01/2010)

Links: 
Para mais informações e subsídios, visite
 www.kindermissionswerk.de

Postado por Agência Internacional Fides – Cidade do Vaticano.

*Grifos meus.

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“DEIXAI VIR A MIM AS CRIANCINHAS”

Fonte/imagem/artigo: Dicionário da Fé
http://www.dicionariodafe.com.br/artigos/comunhao_7anos.htm: “A Primeira Comunhão aos sete anos ou mesmo antes” – Cardeal Darío Castrillón Hoyos -Prefeito da Congregação do Clero – janeiro de 2005

Carl Vogel von Vogelstein – Galeria de Arte Moderna, Florença

A propósito das Missões e das Pontifícias Obras da Infância Missionária, agrego a vida de São Judas Tadeu, irmão de de São Simão (que é posterior à linha dos doze Apóstolos). Foi um verdadeiro missionário porque pregou o Evangelho de Jesus Cristo em vários países do Oriente, da Pérsia à Mesopotâmia. A íntegra do artigo está contida no Blog da OCDS (Ordem dos Carmelitas Descalços Seculares).

Uma “historinha” pessoal: quando criança, por sugestão de minha mãe, roguei a São Judas Tadeu, que dizem ser o santo das “causas impossíveis”.. Minha professora, bastante “alterada”, não tinha paciência comigo porque eu, com 11 anos, começava a chorar quando não conseguia resolver (creio que por timidez, nervosismo) uma “quilométrica” conta de divisão… Isto aconteceu várias vezes. Aos meus pés ficava um círculo de lágrimas, e logo que ela me mandava sentar, me via obrigada a pedir para ir para casa devido à dores de barriga, que não cessavam… A vice-diretora, certa vez, irrompeu na sala devido aos seu descontrole… Afinal, tínhamos uma ditadura nos anos 70 no Brasil… Explica mas não justifica, não?

Foi minha professora na 5ª série, e somente falo deste recorte de minha história de vida porque está ligado, por milagre, a São Judas Tadeu e à minha infância, além, é claro, de uma experiência de sofrimento muito marcante. Certamente, segundo a sabedoria divina, deve ter me fortalecido. Creio que me deu um “choque de realidade”. Simples assim. No passado da Humanidade criança não contava… Aliás, isto ainda é comum, infelizmente em nossos dias: as crianças: ou elas passam fome ou são indigentes afetivas, e na pior das hipóteses são expostas a tormentos que lhes tiram a dignidade em mercados que se utilizam até da internet. É o caos. É nosso dever combater estas trevas por todos os meios que dispomos!

No caso de minha professora, compreendi que ela não sabia lidar com sua pesada cruz … A perdoei com a facilidade própria da criança que eu era, já que estava com 11 anos. O evento ficou registrado somente em minha memória. Nada ficou em meu coração sobre sua ação. Explico: era mãe de duas filhas (gêmeas). elas possuíam algum atraso mental, usavam óculos pesados, creio que aos 13, 14 anos, e apresentavam  dificuldades de locomoção. Talvez por este quadro pessoal, tenha projetado o mal-estar que sentia com sua vida… Casualmente, era evangélica: ela mantinha um rabo de cavalo que lhe descia à cintura e sempre vestia saias. enquanto isto, eu apresentava o visual típico dos anos 60, à la “Rita Pavone”, ou seja, bem curtinho… Não guardo mágoa porque quando ela chegava em seu “DKW” com as duas filhas, quase maiores que ela, observava que ela não tinha uma vida “normal”. Possuía compleição física forte – ainda bem… Mas parecia bem difícil sua missão como mãe. Sei lá. Eu era ainda uma criança, mas não tinha raiva dela, e sabia como seria minha tarde se ele me chamasse ao quadro. Me resignava a observar, ao longe, o sofrimento dela… Penso que ela jamais percebeu este fato. O estranho é que, não a vi pedir ajuda e, em contrapartida, ninguém a ajudava… Tenho a imagem quase fotográfica da dificuldade que enfrentava para tirá-las de dentro do carro e levá-las à secretaria. Creio que estudavam em outra escola pela manhã.

Conclusão: a diretora chamou minha mãe pelas dores de barriga frequentes, e principalmente, pelo fato de que minhas notas poderiam impedir-me de passar, no final do ano que estava próximo, para o nível fundamental. Fiz a oração a São Judas Tadeu com fervor, no caso, infantil! Consegui a nota necessária: nem um décimo a mais, nem um décimo a menos! Mesmo assim, a diretora, querida Dona Yolanda não queria me liberar porque acreditava que não conseguiria acompanhar o conteúdo da 6ª série na outra escola. Minha mãe apelou, e ela pelos boletins dos anos anteriores, me liberou! Tem mais: o “milagre” que São Judas Tadeu me concedeu se estendeu à 6ª série: o professor, pai de dois adolescentes, muito brincalhão, por incrível que possa parecer, fez o gesto contrário ao dela: eu me saí tão bem na matemática da 6ª série que ele me chamava ao quadro para “ensinar” os colegas… Nunca esqueci de seu nome: Prof. Cavalcante. Que Deus o abençoe sempre (deve estar com uns 75 anos), e que São Judas Tadeu rogue sempre por ele e sua família! Amém.

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Fonte: OCDS (Ordem dos Carmelitas Descalços Seculares)

Liturgia – 18 de outubro
29º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Dia Mundial das Missões e das Pontifícias Obras da Infância Missionária

(…)

Leituras : Is 53, 10-11 – Sl 32(33) – Hb 4,14-16 – Mc 10, 35-45
“Mestre, queremos que nos conceda tudo o que te pedimos.”

É nosso dever reconhecer todo dia quanto bem Deus nos faz.

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Liturgia – 28 de outubro – Ss. SIMÃO E JUDAS TADEU

Leituras próprias: Ef 2,19-22 – Sl 18(19) – Lc 6, 12-19
“Ao amanhecer, chamou seus discípulos e entre eles escolheu doze.”
O grupo dos doze constitui o núcleo inicial do novo povo de Deus e nos relembra as doze tribos de Israel.

Festa dos Santos Apóstolos Simão e Judas. Simão é chamado “o Zelota” por São Lucas, pois provavelmente pertencia ao partido que tinha este nome, muito ligado à idéia teocrática e messiânica de Israel. Judas, com o sobrenome de Tadeu, foi o que perguntou a Cristo por que ele se tinha manifestado aos Apóstolos e não ao mundo, e recebeu em resposta a garantia da manifestação divina àqueles que O amam (cf. Jo 14,23).
Simão e Judas aparecem juntos nas diversas listas dos “doze”. Na lista dos doze, Simão vem no undécimo lugar em Marcos e Mateus e no décimo em Lucas; Judas no undécimo em Lucas e no décimo em Marcos e Mateus. Dão a este o cognome de Tadeu. O lugar no fim da lista leva a pensar nos trabalhadores contratados às cinco horas da tarde. (Mt 20,6). “São estes os nomes dos doze apóstolos: primeiro, Simão, também chamado Pedro, e André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão; Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o publicano; Tiago, o filho de Alfeu, e Tadeu; Simão, o Zelota, e Judas Iscariotes, aquele que o traiu …” (Mateus 10,1ss.). A respeito de Simão, apenas sabemos que era originário de Caná e era chamado Zelota. Certamente Simão teria pertencido ao partido radical e nacionalista dos zelotas, opositores intransigentes do domínio romano na Palestina. Quanto a Judas, chamado Tadeu, sabemos pelo Evangelho que, na Última Ceia, perguntou a Jesus: “‘Senhor, por que te manifestarás a nós e não ao mundo?’ Respondeu-lhe Jesus: “Se alguém me ama, guardará minha palavra e o meu Pai o amará, e a ele viremos e nele estabeleceremos morada. Quem não me ama não guarda minhas palavras; e a palavra que ouvis não é minha, mas do Pai que me enviou”.Segundo S. Jerónimo, Judas pregara em Osroene (região de Edessa). Teria evangelizado a Mesopotâmia. S. Paulino de Nola tinha-o como apóstolo na Líbia. Fortunato de Poitiers julgava-o enterrado na Pérsia. Os martirológios latinos conservam esta notícia, utilizando uma narração que o reúne a Simão.

Postado por OCDS (Ordem dos Carmelitas Descalços Seculares).

Memória: Santos Inocentes – Mártires – 28 de dezembro – in “Catolicismo”

Fonte/imagem/matéria: Campanha “Nascer é um Direito”

Matéria – Entrevista com Padre Luiz Lodi da Cruz: “Aborto, jamais. Nenhuma circunstância o justifica”. Aconselhamento.
9/6/2008 – Revista Catolicismo

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Hoje, 30 de dezembro, ante-véspera das comemorações do “Final de Ano”, que se darão no mundo inteiro, é um bom dia para pensarmos nas crianças que nascem sob a égide da injustiça. Há cinco dias comemoramos o Natal (onde o “papai-noel” foi o centro da festa”…), e recordamos a “saga” do Menino Jesus, da concepção à fuga para o Egito. No final das contas, Jesus Menino era um “refugiado” já no ventre da Virgem Maria, acompanha de seu esposo, São José. Estes, certamente são protetores especiais de todos que por eles clamam, porque estão em trânsito, de um país a outro, tanto por perigo de extermínio, quanto, por melhores condições de vida.

Sob outro aspecto, os bebês, as crianças pobres de nosso tempo terão uma heróica mãe subnutrida, desnutrida para os amamentar. E, isto vem se espalhando pelos quatro cantos do planeta, em meio ao prometido e alardeado progresso do binômio “Ciência&Tecnologia”, de fato, não cumprido. é quase um clichê na boca dos tecnocratas e dos burocratas políticos. Não se restringe portanto tão somente aos chamados “Terceiro” e Quarto” Mundos. O “problema”, ou seja, povos itinerantes, trazido pela “ambígua” globalização (ambiguidadade proposital, sem dúvida) começa a minar suas próprias economias nacionais – as do “Primeiro”. Efeito reverso…

Tudo se passa com um indiferença brutal em bairros paupérrimos, na África, na Ásia, e mais recentemente em redutos de pessoas que fogem da miséria de seu país. Nestes guetos, situados em países ricos, não há mais compaixão pela situação em que vivem, salvo exceções. É graça divina o fato de existirem (sem desistência) – iniciativas individuais, de organismos não governamentais sérios, da Igreja Católica e outras igrejas cristãs.

No caso, dos guetos do “Primeiro Mundo”, ao final e ao cabo, por não serem brancos, estes bebês se tornarão trabalhadores “escravos” de pessoas abastadas… São por elas exploradas devido à sua condição de ilegalidade, que remonta a seus pais, avós, tios, etc.. Moram em antros, abandonados pelo poder público que não os legaliza, perseguindo-os como animais, desde os jovens aos mais velhos. Enquanto bebês e crianças não têm direito à assistência pública ampla do país em que são chamados “apátridas”, isto é, sem país. A contradição é que seus pais e familiares lá residem há décadas… Eu diria que os governos fazem “vista grossa” porque, geração após geração, se tornam mão-de-obra barata… Quem vai recolher o lixo, varrer as ruas, limpar prédios turísticos antigos, servir e preparar os jantares, com requintes mantidos há séculos?

O texto abaixo também menciona a naturalização ou banalização, por parte das autoridades públicas, em âmbito mundial, que se dá a partir de propaganda e iniciativas a favor da legalização do aborto. No mundo, a partir desta realidade mais recente (porque, ao que parece, orquestrada…), milhões de bebês-embriões, em clínicas, legais ou ilegais, afora os ambientes sem quaisquer condições de higiene são privados do direito mais elementar: nascer!

Levam faixas e nas ruas gritam suas teorias “pró-escolha”, mas diariamente, de fato, dizem um silencioso e nefasto NÃO à VIDA!

Lembro então que, tudo, desde o início dos tempos, está sendo escrito no Livro da Vida, tanto o bem que fazemos, quanto o mal que perpetramos e não nos arrependemos diante de Deus, o Criador de tudo, de todas as vidas…

Pensando bem, a Humanidade há muito não tem o que comemorar. Esqueceu deliberadamente de praticar o bem que é possível, do amor e de sua partilha…

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Dia dos SANTOS INOCENTES – MÁRTIRES

28 de dezembro

Neste dia a Igreja recorda os meninos inocentes de Belém e arredores, de idade inferior a dois anos, os quais, conforme o relato do Evangelho, foram arrancados de suas mães e assassinados cruelmente, por ordem de Herodes. Embora não tivessem uso da razão, morreram por Cristo Jesus, e por isso a Igreja os honra com o título de mártires.

Em nossos dias, assistimos a uma nova matança dos inocentes, desta vez – é triste reconhecê-lo – tantas e tantas vezes perpetrada pelas próprias mães desnaturadas! De fato, em que consiste o aborto voluntariamente provocado? Consiste, pura e simplesmente, no assassinato do filho pela própria mãe. O feto, ou seja, o ser humano desde o momento da concepção até o do nascimento, é um ser distinto de sua mãe. Eliminar o embrião, seja em que fase for de seu desenvolvimento, é um assassinato que viola os direitos humanos. Ora, com toda a naturalidade se vai disseminando a prática pecaminosa do aborto, consagrada e protegida pelas legislações! E em alguns casos são legalmente punidos médicos ou enfermeiras católicos que em consciência se recusam a participar desses crimes!

Fonte: “Cada dia tem seu Santo”, de A. de França Andrade.

Bispo auxiliar do patriarcado da Igreja Católica no Iraque faz apelo de solidariedade, em passagem pelo Vaticano, à comunidade cristã mundial: necessitam de ações mais decididas para proteção dos fiéis cristãos e outros cidadãos, e para reconstrução e restauração de igrejas e edifícios pastorais em Bagdá ( Agência Ecclesia -Portugal – 20.12.2009)

Fonte/imagem: http://www.acidigital.com/noticia.php?id=10159

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Fonte: Agência Ecclesia (Agência de Notícias da Igreja Católica de Portugal)

20.12.2009

«Não nos abandonem», pede bispo iraquiano

O bispo auxiliar do patriarcado de Babilónia dos Caldeus (Iraque), D. Shlemon Warduni, lançou um apelo “a todos os cristãos do mundo”: “Não nos abandonem!”.

O pedido foi proferido durante a visita ao Vaticano, que decorre durante estes dias. A estadia faz parte de uma viagem que o prelado está a fazer pela Europa, com o objectivo de pedir solidariedade e ajuda para a reconstrução e recuperação das igrejas e edifícios pastorais de Bagdad, que foram danificados com os atentados dos últimos meses.

A situação dos fiéis iraquianos “provoca preocupação e dor”, declarou o bispo auxiliar. A instabilidade política e a ingovernabilidade, seguidas das “guerras” e “ocupação militar”, geraram miséria e destruição.

Por isso, afirmou D. Warduni, “muitos cristãos, como tantos outros milhares de cidadãos, tiveram que deixar o país. Perdemos aproximadamente um terço de nossa comunidade”.

O prelado denunciou que a “falta de planejamento político faz crescer o terrorismo, que quer ainda desestabilizar o país”.

“A Igreja no Iraque – acrescentou – pede à comunidade internacional um apoio mais forte e mais decidido. É urgente uma pressão firme dos governos ocidentais para a estabilização do quadro iraquiano e a retomada da legalidade e da segurança”.

Com Rádio Vaticano

Internacional | Agência Ecclesia | 2009-12-18 | 16:59:13| Ásia

Fonte: http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?id=76826

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Veja também:

Agência Ecclesia: Novo atentado contra igreja no Iraque http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?id=55356

Agência ZENIT:   “Iraque: igrejas continuam sob ataque”http://www.zenit.org/article-23590?l=portuguese