Você conhece as figuras do Advento? (Canto da Paz – 02.12.2010)

Fonte: Canto da Paz

2 Dezembro 2010

(A Sagrada Família de Bartolomeo Esteban Murillo. 1650)

As Figuras do Advento: você conhece?

No advento existem algumas Figuras principais, que vão aparecer ao longo dos domingos até a chegada do Natal. Estas Figuras do Advento são:

a) O PROFETA ISAIAS
É o profeta que, durante os tempos difíceis do exílio do povo eleito, levava a consolação e a esperança. Na segunda parte do seu livro, dos capítulos 40 – 55 (Livro da Consolação), anuncia a libertação, fala de um novo e glorioso êxodo e da criação de uma nova Jerusalém, reanimando assim, os exilados.

As principais passagens deste livro são proclamadas durante o tempo do Advento num anúncio perene de esperança para os homens de todos os tempos.

b) JOÃO BATISTA
É o último dos profetas e segundo o próprio Jesus, “mais que um profeta”, “o maior entre os que nasceram de mulher”, o mensageiro que veio diante d’Ele a fim de lhe preparar o caminho, anunciando a sua vinda (conf. Lc 7, 26 – 28), pregando aos povos a conversão, pelo conhecimento da salvação e perdão dos pecados (Lc 1, 76s).

A figura de João Batista ao ser o precursor do Senhor e aponta-LO como presença já estabelecida no meio do povo, encarna todo o espírito do Advento; por isso ele ocupa um grande espaço na liturgia desse tempo, em especial no segundo e no terceiro domingo.

João Batista é o modelo dos que são consagrados a Deus e que, no mundo de hoje, são chamados a também ser profetas e profecias do reino, vozes no deserto e caminho que sinaliza para o Senhor, permitindo, na própria vida, o crescimento de Jesus e a diminuição de si mesmo, levando, por sua vez os homens a despertar do torpor do pecado.

c) MARIA, A MÃE DE JESUS
Não há melhor maneira de se viver o Advento que unindo-se a Maria como mãe, grávida de Jesus, esperando o seu nascimento. Assim como Deus precisou do “sim” de Maria, hoje, Ele também precisa do nosso “sim” para poder nascer e se manifestar no mundo; assim como Maria se “preparou” para o nascimento de Jesus, a começar pele renúncia e mudança de seus planos pessoais para sua vida inteira, nós precisamos nos preparar para vivenciar o Seu nascimento em nós mesmos e no mundo, também numa disposição de “Faça-se em mim segundo a sua Palavra” (Lc 1, 38), permitindo uma conversão do nosso modo de pensar, da nossa mentalidade, do nosso modo de viver, agir etc.

Em Maria encontramos se realizando, a expectativa messiânica de todo o Antigo Testamento.

d) JOSÉ, ESPOSO DE MARIA
Nos textos bíblicos do Advento, se destaca José, esposo de Maria, o homem justo e humilde que aceita a missão de ser o pai adotivo de Jesus. Ao ser da descendência de Davi e pai legal de Jesus, José tem um lugar especial na encarnação, permitindo que se cumpra em Jesus o título messiânico de “Filho de Davi”.

José é justo por causa de sua fé, modelo de fé dos que querem entrar em diálogo e comunhão com Deus.

(texto extraído de: Comunidade Shalom – http://www.comshalom.org/formacao/liturgia/o_tempo_advento.html)

Publicado em Canto da Paz.

Comunicado reage a interpretações quanto a afirmações de Bento XVI sobre uso de preservativo publicadas em livro-entrevista ( Agência Ecclesia – 21.11.2010)

Fonte/imagem/texto: dn.sapo.pt – “Papa admite o uso do preservativo “em certos casos” – Livro será lançado na quarta-feira

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Fonte: Agência Ecclesia

21.11.2010

Preservativo: Vaticano descarta revolução

Comunicado reage a interpretações sobre as afirmações de Bento XVI publicadas em livro-entrevista

As palavras de Bento XVI sobre o uso do preservativo em situações pontuais não devem ser vistas como uma “reviravolta revolucionária”, disse este Domingo o porta-voz do Vaticano.

O padre Federico Lombardi reagiu em comunicado a “interpretações dadas às palavras do Papa” a este respeito no livro-entrevista de Peter Seewald, “Luz do Mundo”, que vai ser apresentado à imprensa no dia 23 de Novembro.

Segundo o director da sala de imprensa da Santa Sé, “o Papa toma em consideração uma situação excepcional na qual o exercício da sexualidade representa um verdadeiro risco para a vida do outro”.

Num excerto da obra publicado antecipadamente pelo jornal do Vaticano, «L’Osservatore Romano», Bento XVI afirma que pode haver casos pontuais, “justificados”, em que admite o caso do preservativo.

Para o porta-voz do Vaticano, “o Papa não justifica moralmente o exercício desordenado da sexualidade, mas defende que o uso do preservativo para diminuir o perigo de contágio é «um primeiro acto de responsabilidade», «um primeiro passo na estrada para uma sexualidade mais humana», mais do que o não fazer uso do mesmo expondo o outro a um risco de vida”.

O padre Lombardi acrescenta que “numerosos teólogos e personalidades de renome sustentaram e sustentam posições análogas”.

“É verdade, contudo, que não as tínhamos ainda escutado com tanta clareza da boca do Papa, ainda que numa forma coloquial e não magisterial”, precisa, frisando que “Bento XVI dá assim, corajosamente, um importante contributo de clarificação e aprofundamento sobre uma questão longamente discutida”.

O director da sala de imprensa da Santa Sé fala num “contributo original” de Bento XVI que ajuda a refutar “uma via ilusória, como a «confiança no preservativo», rumo a um “exercício mais humano e responsável da sexualidade.

No final do capítulo 10 do livro, Bento XVI responde a duas perguntas sobre a luta contra a SIDA e o uso de preservativos, que retomam a discussão que se seguiu às suas palavras sobre o tema, no início da sua viagem a África, em 2009.

O Papa reafirma que “a Igreja, naturalmente, não considera os preservativos como a solução autêntica e moral” do problema da SIDA.

No seu comunicado, o padre Federico Lombardi precisa que Bento XVI “não muda ou reforma o ensinamento da Igreja, mas reafirma-o na perspectiva do valor e da dignidade da sexualidade humana como expressão de amor e responsabilidade”.

Sobre as declarações de 2009, a caminho dos Camarões, o director da sala de imprensa da Santa Sé sublinha que as mesmas não eram uma tomada de posição “sobre o problema dos preservativos em geral”, mas uma afirmação de que o problema da SIDA não se resolve “apenas com a distribuição” dos mesmos.

“O Papa observa que também no âmbito não eclesial se desenvolveu uma consciência análoga, como na chamada teoria Abc (Abstinence – Be Faithful – Condom), na qual os dois primeiros elementos (abstinência e fidelidade) são muito mais determinantes e fundamentais para a luta contra a Sida e o preservativo aparece em último lugar, como escapatória, quando faltam os outros dois”, acrescenta.

O livro “Luz do mundo. O Papa, a Igreja e os sinais dos tempos” resulta de uma conversa entre Bento XVI e Seewald – que já por duas vezes tinha entrevistado Joseph Ratzinger, ainda cardeal – na residência pontifícia de Castel Gandolfo, perto de Roma, entre os dias 26 e 31 de Julho.

Ao longo de 18 capítulos, o Papa aborda várias das questões mais inquietantes para a Igreja e a humanidade de hoje. A edição portuguesa deve estar disponível dentro de aproximadamente duas semanas.

A Lucerna, marca da Principia Editora vai estar no Vaticano na próxima Terça-feira para a apresentação mundial do livro e entregará ao Papa a edição em português.

O título deste livro foi escrito à mão pelo próprio Papa.

Publicado em Agência Ecclesia – Portugal.

“Nós somos aquela criança, todos nós, todos os dias: apanhados no escuro, precisando e querendo saltar, mas incapazes de ver onde vamos cair, sentindo-nos sós e assustados. Somos também Pedro, querendo andar sobre a água em direção a Jesus, mas hesitamos e deixamo-nos submergir.(…)” – Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura – Portugal – 20.11.2010

 

Fonte: Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura (SNPC) – Portugal

Espiritualidade

Saltar no escuro… e não olhar para trás

Depois, Jesus obrigou os discípulos a embarcar e a ir adiante para a outra margem, enquanto Ele despedia as multidões. Logo que as despediu, subiu a um monte para orar na solidão. E, chegada a noite, estava ali só. O barco encontrava-se já a várias centenas de metros da terra, açoitado pelas ondas, pois o vento era contrário. De madrugada, Jesus foi ter com eles, caminhando sobre o mar. Ao verem-no caminhar sobre o mar, os discípulos assustaram-se e disseram: «É um fantasma!» E gritaram com medo. No mesmo instante, Jesus falou-lhes, dizendo: «Tranquilizai-vos! Sou Eu! Não temais!» Pedro respondeu-lhe: «Se és Tu, Senhor, manda-me ir ter contigo sobre as águas.» «Vem» – disse-lhe Jesus. E Pedro, descendo do barco, caminhou sobre as águas para ir ter com Jesus. Mas, sentindo a violência do vento, teve medo e, começando a ir ao fundo, gritou: «Salva-me, Senhor!» Imediatamente Jesus estendeu-lhe a mão, segurou-o e disse-lhe: «Homem de pouca fé, porque duvidaste?» E, quando entraram no barco, o vento amainou. (Mateus 14, 22-32)

Às primeiras horas da madrugada, o som de um alarme de incêndio interrompeu o silêncio e, no momento exato, despertou uma família para o choque de ver a sua casa envolvida pelas chamas. Sem tempo para salvar o que quer que fosse a não ser as suas próprias vidas, desceram as escadas a correr e escaparam para a escuridão. Ainda a recuperar o fôlego, o Pai contava os filhos: «João, Ana, Maria, Miguel… – onde está o Miguel?»

Naquele preciso momento, o Miguel, de cinco anos, chorava de uma das janelas do primeiro andar: «Mãe! Pai! Onde estão?»

Era demasiado tarde para voltar a entrar – a casa estava um inferno – pelo que o Pai respondeu: «Salta, Miguel, que eu seguro-te».

Entre soluços, a criança chorava: «Mas eu não consigo ver-te, papá!»

O pai respondeu-lhe calmamente: «Eu sei que não me consegues ver, filho, mas eu vejo-te. Salta!»

Durante alguns instantes não houve nada a não ser o silêncio. Então o rapaz saltou para a escuridão e encontrou a segurança nos braços do pai.

***

Nós somos aquela criança, todos nós, todos os dias: apanhados no escuro, precisando e querendo saltar, mas incapazes de ver onde vamos cair, sentindo-nos sós e assustados. Somos também Pedro, querendo andar sobre a água em direção a Jesus, mas hesitamos e deixamo-nos submergir.

“O medo é inútil», disse muitas vezes Jesus. “O que é preciso é fé”. Está certo, mas a fé de que Ele fala não é o que muitos de nós pensamos. Não se tratam de abstrações teológicas. Trata-se de nos confiarmos às mãos de Deus porque sabemos que Ele nos ama mais do que nós nos amamos a nós mesmos.

Mas ainda que esta ideia esteja clara, podemos ainda ficar desorientados por pensarmos que, ao confiar em Deus, Ele nos protege do fracasso e da dor. A promessa não é essa. A promessa de Deus para aqueles que nEle confiam é esta: Ele dar-nos-á a força para enfrentar todos os problemas que surgirem, e nunca deixará que sejamos destruídos por eles, ainda que morramos.

Mas a fé tem ainda outro lado: os talentos e dons que Deus nos deu porque Ele teve fé em nós. Pedro perdeu a fé nos dons que Deus lhe havia dado e esperou que Deus resolvesse o problema. Resultado: afundou-se! Confiar em Deus significa também confiar nos seus dons. E confiar nos seus dons significa usá-los.

Há uma antiga expressão que diz: Trabalha como se tudo dependesse de ti, e reza como se tudo dependesse de Deus. É precisamente o que é necessário, mas não é fácil aplicá-lo porque não conseguimos ver Deus, e demasiadas vezes não conseguimos ver os nossos dons. Pode ajudar recordar as palavras escritas há mais de 50 anos na parede do gueto de Varsóvia:

Acredito no sol, ainda que não brilhe.

Acredito no amor, ainda que não o sinta.

Acredito em Deus, ainda que não O veja.

Confie em Deus e confie nos dons que Ele lhe deu. Ou seja, use os seus dons. E então salte! E nunca olhe para trás!

Mons. Dennis Clark
In Catholic Exchange
Trad. / adapt.: rm
© SNPC (trad.) | 20.11.10

Publicado em SNPC – Portugal.

Padre José Agusto (Comunidade Canção Nova): “O homem luta para não morrer!” (Sábado Santo – 30 de março de 2013) – Pregações anteriores (Abril-2012/Março-2013)2013)

luta para não morrer! Padre José Augusto 30/03/2013 – 21h00. Tags: homilia padre José Augusto pascal Vigília ressuscitado Salvador Páscoa. Tags:

PREGAÇÃO (Comunidade Canção Nova – Março – 2013)-  SEMANA SANTA

Pregações – Padre José Augusto (Comunidade Canção Nova):

O homem luta para não morrer!
30/03/2013 às 21:00 h

Os sentimentos de Jesus
29/03/2013 às 15:00 h

Eu creio na Igreja Católica!
31/12/2012 às 08:30 h

Acreditar e testemunhar Jesus Cristo
24/08/2012 às 21:00 h

Preocupai-vos com o Reino dos céus
23/06/2012 às 16:00 h

Testemunhar pela força do Espírito
26/05/2012 às 16:00 h

A Divina Misericórdia dá valor ao homem
15/04/2012 às 16:00 h

O cristão vive o “sim” para Deus e “não” para o mundo
07/04/2012 às 21:00 h

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Post publicado em 28.10.2010 – Blog “Castelo Interior – Moradas”:

Sacerdote brasileiro é retirado da grade de rede de televisão católica após manifestar publicamente sua posição contra a legalização do aborto em relação à dignidade família humana como valor universal (YouTube)

Após uma homilia apresentada na rede de televisão Canção Nova (reproduzida logo abaixo), um de seus integrantes foi retirado da grade de programação. Padre José Augusto condenou abertamente o projeto de legalização do aborto no Brasil. Já para os ativistas a favor – denominados “pró-escolha”, que atuam em várias áreas, se trata de descriminalização. Consideram  indevida a possibilidade de enquadramento penal do ato de abortamento, tanto em relação à mulher quanto  aos profissionais de Medicina envolvidos posicionamento. No entanto, em relação ao afastamento, este é no mínimo estranho, já que está de acordo com a visão do papa Bento XVI a respeito de manifestações de padres e bispos em público. Para o Sumo Pontífice, é adequado ao sacerdote assim se expressar quando está em jogo a salvação das almas (termo grifado por ter sido usado em seu recente pronunciamento aos Bispos do Nordeste, Regional 5, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB), bem como a dignidade da pessoa. Bento XVi, em manifestação sobre a questão do aborto, declarou que a dignidade da vida tem início no ventre materno, ou seja, desde a concepção até uma possível vida vegetativa na velhice. Aqui, se refere ao recurso à eutanásia, repudiado pela Igreja Católica. É importante a consideração de que em tais visitas – ad limina, no caso a deste setor da CNNB à Santa Sé, o Papa não externa o seu pensamento sem prévia e rigorosa análise.

Já é bem conhecido o PNH-3 (Plano Nacional de Direitos Humanos-3). Este plano prevê várias medidas que entram em confronto com a doutrina religiosa cristã, tanto da Igreja Católica, predominante no País, quanto de boa parte dos ramos reformados históricos e pentecostais.  No centro, está o conceito fundamental de família, bem como temas adjacentes.

Esta homilia, na minha ótica, muito apropriada e corajosa, estranhamente (ou obviamente…), deixou de integrar a grade de programação daquele canal católico de televisão. Na imprensa, não há referência ao assunto, nem a rede católica justificou sua decisão. (Lúcia Barden Nunes – 28.10.2010).

Papa Bento XVI apoia defesa pública de valores pró-família humana na política em visita Ad Limina de bispos da Regional Nordeste 5, da CNBB ao Vaticano (Boletim de Notícias do Vaticano – 28.10.2010)

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Fonte: http://press.catholica.va/news_services/

VISITA “AD LIMINA APOSTOLORUM” DEGLI ECC. MI PRESULI DELLA CONFERENZA EPISCOPALE DEL BRASILE (REGIONE NORDESTE V) , 28.10.2010

(…)

  • DISCURSO DO SANTO PADRE

Amados Irmãos no Episcopado,

«Para vós, graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo» (2 Cor 1, 2). Desejo antes de mais nada agradecer a Deus pelo vosso zelo e dedicação a Cristo e à sua Igreja que cresce no Regional Nordeste 5 (*). Lendo os vossos relatórios, pude dar-me conta dos problemas de caráter religioso e pastoral, além de humano e social, com que deveis medir-vos diariamente. O quadro geral tem as suas sombras, mas tem também sinais de esperança, como Dom Xavier Gilles acaba de referir na saudação que me dirigiu, dando livre curso aos sentimentos de todos vós e do vosso povo.

Como sabeis, nos sucessivos encontros com os diversos Regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, tenho sublinhado diferentes âmbitos e respectivos agentes do multiforme serviço evangelizador e pastoral da Igreja na vossa grande Nação; hoje, gostaria de falar-vos de como a Igreja, na sua missão de fecundar e fermentar a sociedade humana com o Evangelho, ensina ao homem a sua dignidade de filho de Deus e a sua vocação à união com todos os homens, das quais decorrem as exigências da justiça e da paz social, conforme à sabedoria divina.

Entretanto, o dever imediato de trabalhar por uma ordem social justa é próprio dos fiéis leigos, que, como cidadãos livres e responsáveis, se empenham em contribuir para a reta configuração da vida social, no respeito da sua legítima autonomia e da ordem moral natural (cf. Deus caritas est, 29). O vosso dever como Bispos junto com o vosso clero é mediato, enquanto vos compete contribuir para a purificação da razão e o despertar das forças morais necessárias para a construção de uma sociedade justa e fraterna. Quando, porém, os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas o exigirem, os pastores têm o grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas (cf. GS, 76).

Ao formular esses juízos, os pastores devem levar em conta o valor absoluto daqueles preceitos morais negativos que declaram moralmente inaceitável a escolha de uma determinada ação intrinsecamente má e incompatível com a dignidade da pessoa; tal escolha não pode ser resgatada pela bondade de qualquer fim, intenção, conseqüência ou circunstância. Portanto, seria totalmente falsa e ilusória qualquer defesa dos direitos humanos políticos, econômicos e sociais que não compreendesse a enérgica defesa do direito à vida desde a concepção até à morte natural (cf. Christifideles laici, 38). Além disso no quadro do empenho pelos mais fracos e os mais indefesos, quem é mais inerme que um nascituro ou um doente em estado vegetativo ou terminal? Quando os projetos políticos contemplam, aberta ou veladamente, a descriminalização do aborto ou da eutanásia, o ideal democrático – que só é verdadeiramente tal quando reconhece e tutela a dignidade de toda a pessoa humana – é atraiçoado nas suas bases (cf. Evangelium vitæ, 74). Portanto, caros Irmãos no episcopado, ao defender a vida «não devemos temer a oposição e a impopularidade, recusando qualquer compromisso e ambigüidade que nos conformem com a mentalidade deste mundo» (ibidem, 82).

Além disso, para melhor ajudar os leigos a viverem o seu empenho cristão e sócio-político de um modo unitário e coerente, é «necessária — como vos disse em Aparecida — uma catequese social e uma adequada formação na doutrina social da Igreja, sendo muito útil para isso o “Compêndio da Doutrina Social da Igreja”» (Discurso inaugural da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, 3). Isto significa também que em determinadas ocasiões, os pastores devem mesmo lembrar a todos os cidadãos o direito, que é também um dever, de usar livremente o próprio voto para a promoção do bem comum (cf. GS, 75).

Neste ponto, política e fé se tocam. A fé tem, sem dúvida, a sua natureza específica de encontro com o Deus vivo que abre novos horizontes muito para além do âmbito próprio da razão. «Com efeito, sem a correção oferecida pela religião até a razão pode tornar-se vítima de ambigüidades, como acontece quando ela é manipulada pela ideologia, ou então aplicada de uma maneira parcial, sem ter em consideração plenamente a dignidade da pessoa humana» (Viagem Apostólica ao Reino Unido, Encontro com as autoridades civis, 17-IX-2010).

Só respeitando, promovendo e ensinando incansavelmente a natureza transcendente da pessoa humana é que uma sociedade pode ser construída. Assim, Deus deve «encontrar lugar também na esfera pública, nomeadamente nas dimensões cultural, social, econômica e particularmente política» (Caritas in veritate, 56). Por isso, amados Irmãos, uno a minha voz à vossa num vivo apelo a favor da educação religiosa, e mais concretamente do ensino confessional e plural da religião, na escola pública do Estado.

Queria ainda recordar que a presença de símbolos religiosos na vida pública é ao mesmo tempo lembrança da transcendência do homem e garantia do seu respeito. Eles têm um valor particular, no caso do Brasil, em que a religião católica é parte integral da sua história. Como não pensar neste momento na imagem de Jesus Cristo com os braços estendidos sobre a baía da Guanabara que representa a hospitalidade e o amor com que o Brasil sempre soube abrir seus braços a homens e mulheres perseguidos e necessitados provenientes de todo o mundo? Foi nessa presença de Jesus na vida brasileira, que eles se integraram harmonicamente na sociedade, contribuindo ao enriquecimento da cultura, ao crescimento econômico e ao espírito de solidariedade e liberdade.

Amados Irmãos, confio à Mãe de Deus e nossa, invocada no Brasil sob o título de Nossa Senhora Aparecida, estes anseios da Igreja Católica na Terra de Santa Cruz e de todos os homens de boa vontade em defesa dos valores da vida humana e da sua transcendência, junto com as alegrias e esperanças, as tristezas e angústias dos homens e mulheres da província eclesiástica do Maranhão. A todos coloco sob a Sua materna proteção, e a vós e ao vosso povo concedo a minha Benção Apostólica.

[Texto original: Português]

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Publicado em http://press.catholica.va/news_services/bulletin/news/26281.php?index=26281&lang=po

*Grifo meu.

Fonte/imagem: maisacao.net

“Como católicos, temos uma maravilhosa responsabilidade, gerada por nosso batismo, de determinar uma mudança em prol de nosso mundo.(…)” – Papa Bento XVI em sua mensagem preparatória ao Dia Mundial das Missões 2010 (Agência Fides – 20.10.2010)

SANTA TERESINHA DO MENINO JESUS,

Padroeira das Missões

A Vós, Santa Teresinha
Através das Vossas súplicas e do Vosso exemplo de santidade,
Intercedeis para que fiquemos sempre mais perto do Senhor Jesus,
E fazeis com que as vossas preces, sempre tão agradáveis ao Menino Jesus,
Descortine nossa visão, para que possamos contemplar a face do Justo Senhor
E para que, assim, sejamos abençoados em nossa caminhada de fé.
Assiste-nos, meiga e afetuosa eleita, para que o Senhor Jesus,
Estendendo sobre nós a resignação dos justos,
Faça prosperar em nossas almas a virtude do amor.
Rogamos, ainda, que pela força do nosso clamor,
Sejamos amparados pelo teu obsequioso auxílio
Que o Senhor Jesus, com a vossa insigne intervenção,
Mantenha-se a controlar nossas alegrias e aflições,
Dando-nos o firme impulso para a nossa vocação missionária.

Amém.

Fonte: Secretariado Diocesano das Missões – Diocese da Guarda -Obras Missionárias Pontifícias

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Fonte: Agência Fides

20.10.2010

VATICANO – Dia Mundial das Missões 2010: “Somos todos missionários e juntos podemos fazer a diferença”

Cidade do Vaticano (Agência Fides) – “Como católicos, temos uma maravilhosa responsabilidade, gerada por nosso batismo, de determinar uma mudança em prol de nosso mundo. Para isso, no entanto, devemos tomar consciência da necessidade de levar adiante esta transformação antes de tudo em nós mesmos, e sucessivamente em nossas comunidades paroquiais locais”. É o que nos pede o Santo Padre, porque as pessoas de hoje, consciente ou inconscientemente, desejam esta mudança e querem também “ver Jesus”. O tema central da mensagem do Santo Padre Bento XVI para a celebração do Dia Mundial das Missões, domingo, 24 de outubro, é “A construção da comunidade eclesial é a chave da missão”. Ela encoraja todos, nos campos diocesano e paroquial, assim como os Institutos de Vida Consagrada, os Movimentos eclesiais e todo o Povo de Deus, a renovar o [o] compromisso em anunciar o Evangelho e atribuir à atividade pastoral um caráter mais missionário.

O Santo Padre afirma que “cada um de nós deve enriquecer a própria vida com uma consciência sempre maior do amor incondicionado de Deus por nós e por sua experiência, que transforma nossas vidas. Por meio de nós, a sociedade, sempre mais fragmentada, pode ser transformada em uma comunhão eclesial. Podemos faze-lo com uma contribuição ativa e criativa no âmbito da comunidade e envolvendo os outros, para que juntos possamos promover “um novo humanismo, fundado no Evangelho de Jesus”. “Ele mesmo nos diz: ‘aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele.’ (Jo 14,21). Somente a partir deste encontro com o Amor de Deus, que muda nossa existência, podemos viver em comunhão com Ele e entre nós, e oferecer aos irmãos um testemunho crível, pedindo a razão da esperança que há em nós (cfr 1Pt 3,15)”.
 “Hoje, as pessoas estão à procura de algo diferente na confusão cotidiana do mundo e muitas delas querem ‘ver Jesus’. Como comunidade cristã, podemos e devemos dar-lhes testemunho de nossa esperança, “que porém, não se pode realizar de modo crível sem uma profunda conversão pessoal, comunitária e pastoral”. A Mensagem agradece os missionários por seu testemunho e pede a todos nós para contribuirmos em realizar uma “renovação integral e abrirmo-nos sempre mais à cooperação missionária entre as Igrejas, para promover o anúncio do Evangelho no coração de cada pessoa, povo, cultura, raça e nacionalidade, em qualquer latitude”.

“Como Secretário Geral da Pontifícia Obra da Propagação da Fé, tenho o privilégio de promover este Dia das Missões do Santo Padre e gostaria de agradecer todos os que colaboram com os nossos Diretores Diocesanos e Nacionais pelo sucesso de nossa especial Coleta de solidariedade missionária deste Dia. Enquanto estou em viagem à Zâmbia, neste mês missionário de outubro, posso constatar pessoalmente como os nossos missionários, que realizam um grande trabalho, estão agradecidos, e posso ver como as mais pobres Igrejas locais precisam de nossa ajuda. Juntos, formamos a Igreja e somos missionários em razão de nosso batismo; somos todos missionários e juntos podemos fazer a diferença. Saibam que sua sensibilidade, generosidade e orações fazem realmente a diferença e são muito apreciadas, como posso ver aqui na Zâmbia, onde foi feito bom uso das ofertas que ofereceram no ano passado. Nossas Igrejas locais de todo o mundo não poderiam sobreviver sem a sua ajuda. Assim, “não obstante as nossas dificuldades econômicas”, sejamos generosos neste Dia das Missões e poderemos continuar, como uma família em missão, a alcançar, através “da oração, da meditação da Palavra de Deus e do estudo das verdades da fé, uma sempre maior consciência do amor incondicionado de Deus por todos nós, como irmãos e irmãs”. Pe. Timothy Lehane Barrett svd, Secretário Geral da Pontifícia Obra da Propagação da Fé. (Agência Fides 20/10/2010)

Publicado em Agência Fides.

PT assume legalização do aborto e o seu reconhecimento como direito no Brasil, denunciam Bispos do Regional Sul 1 (Reportagem – ACI Digital – 28.09.2010)

Fonte/imagem: http://www.harmoniadomundo.net/O_Mundo_da_Crianca.htm

Artigo”A Flauta Mágica”, de Mozart – Ópera para crianças –

Teatro Nacional de São Carlos -Portugal

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ELEIÇÕES BRASIL

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Fonte: ACI Digital

PT assume legalização do aborto e o seu reconhecimento como direito no Brasil, denunciam Bispos do Regional Sul 1

SÃO PAULO, 28 Set. 10 / 05:25 pm (ACI).- O Presidente da Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 da CNBB e bispo diocesano de Assis (SP), Dom José Benedito Simão,divulgou uma séria denúncia sobre o envolvimento do PT com a promoção do aborto no Brasil. “Estamos alertando nosso povo para uma situação totalmente inédita e sem precedentes: é a primeira vez na história do Brasil que um partido político assume como compromisso de governo a legalização de um crime e o seu reconhecimento como direito”, afirmou o prelado. Os bispos deste regional assumem assim o dever de denunciar “este gravíssimo desvio pelo qual se pretende introduzir a cultura da morte em nosso país”.

“Em 2005 nosso atual governo, sem nenhuma consulta prévia ao povo brasileiro, reconheceu junto à ONU o aborto como um direito humano. Logo em seguida, no mesmo ano, o atual governo enviou ao congresso nacional um projeto de lei que tornaria o aborto totalmente livre, desde a concepção até o momento do parto. Deixem-me repetir, pois é disto mesmo que se trata: o aborto deixaria de ser um delito em qualquer circunstância, tornando-se totalmente livre, durante todos os nove meses de gravidez”, enfatizou Dom Simão.

Seguidamente o Bispo afirma que “tal como havia sido previamente acordado junto à ONU, o projeto reconhecia, em seu primeiro artigo, o aborto como um direito e, em seu último artigo, revogava todos os dispositivos do Código Penal que tipificavam o aborto como crime, tornando-o, por isso mesmo, completamente livre, por qualquer motivo, em todos os estágios da gravidez, o que foi reconhecido, publicamente, pelos mais eminentes juristas, durante as audiências realizadas para debater o assunto dentro da Câmara. A oposição ao projeto cresceu a tal ponto, dentro do próprio Congresso, que o Partido dos Trabalhadores assumiu, em seu Terceiro Congresso Nacional, a completa legalização do aborto como programa de governo e o impôs como obrigatório a todos os seus membros”.

Dom Simão denunciou também que “como consequência desta resolução, os deputados Luiz Bassuma e Henrique Afonso, ambos do PT, foram processados, julgados e condenados pelo partido dos trabalhadores, acusados de terem cometido infrações graves à ética partidária, por haverem militado contra a legalização do aborto, segundo ficou declarado no texto da sentença. Ambos os deputados haviam coordenado a oposição ao projeto do governo pelo qual o aborto se tornaria completamente livre durante toda a gestação e haviam pedido a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar quem estaria financiando a promoção do aborto no Brasil”.

“Estamos alertando nosso povo para uma situação totalmente inédita e sem precedentes: é a primeira vez na história do Brasil que um partido político assume como compromisso de governo a legalização de um crime e o seu reconhecimento como direito, que torna este compromisso obrigatório para todos os seus membros e que pune os que exercem o direito à objeção de consciência como culpados de infrações graves contra a ética partidária, ao mesmo tempo em que nega insistentemente, diante do público, que tenha feito, ou que pretenda fazer, qualquer uma destas coisas”, conclui a denúncia do Presidente da Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1.

No final do pronunciamento, Dom Simão recorda o texto “A Contextualização da Defesa da Vida no Brasil” e faz uma leitura do documento “Apelo a todos os brasileiros e brasileiras”, que pode ser baixado aqui. (…)

(ACIDigital)

Mexicanas rechaçam energicamente aborto: fazê-lo legal, não evitou os abortos clandestinos (Reportagem – ACI Digital – 29.09.2010)

ELEIÇÕES -BRASIL

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Fonte: ACI Digital

Mexicanas rechaçam energicamente aborto: fazê-lo legal, não evitou os abortos clandestinos

MEXICO D.F., 29 Set. 10 / 12:18 pm (ACI).- No dia em que grupos feministas “celebram” o dia internacional pela despenalização do aborto na América Latina, diversas organizações de mulheres no México exigiram a promoção e a defesa da vida através de leis que fomentem a educação, a saúde e o emprego para combater esta prática anti-vida, que destrói a vida dos não-nascidos e das suas mães.

As organizações criticaram a decisão do Distrito Federal de permitir o aborto até a semana 12 de gestação, “quando a maioria da sociedade não está de acordo” e questionaram que “se mantenha na clandestinidade as cifras de processos realizados em instituições privadas da capital, e se guarde silêncio sobre o síndrome pós-aborto”.

A presidenta do Instituto para a Reabilitação da Mulher e a Família (IRMA), Mari Carmen Alva disse que na especialização do tratamento à síndrome pós-aborto, “encontraram mulheres que inclusive repetiram esta experiência em até três ocasiões, com sequelas psicológicas ou infecções, hemorragias e inclusive, casos dolorosos de jovenzinhas que perderam a matriz e isso com a possibilidade de serem mães, de [darem] vida”.

Como exemplo disto pôs o caso de uma jovem de 23 anos quem “esteve perto da morte por uma perfuração do intestino devido a um aborto e era o único filho que teria em sua vida. Arriscam tudo porque não têm orientação, ninguém lhes dá alternativas mais que a de ‘desfazer-se’ do bebê que leva no ventre à custa de sua própria saúde e da própria vida”, explicou

Alva comentou logo que diversos psicólogos, psiquiatras e tanatologistas confirmam os estragos da síndrome pós-aborto nas mulheres: “porque seguem dizendo a elas que não acontece nada, que depois do cancelamento da gravidez vão seguir sua vida como antes, que se trata de um punhado de células, como se não tivesse acontecido nada, mas a realidade as coloca em quadros permanentes de depressão, transtornos e até tendências suicidas”.

A perita disse que quando uma mulher começa a descobrir que sua vida não é a mesma, que tem pesadelos, insônia, depressão, angústia, é quando a mulher requer de um apoio de especialistas mas não o têm; a autoridade da capital se empenha em assegurar que não existe esta consequência, e, portanto, aqueles que promovem o aborto “condenam a mulher a uma vida de silêncio”.

Depois de questionar o anúncio, “com tambores grandes e pratos” de que no Distrito Federal já se realizaram 50 mil abortos, Mari Carmen Alva disse que “a mulher necessita alternativas distintas ao aborto, como, por exemplo que se ofereça como opção serviços de saúde gratuitos para adolescentes grávidas, creches e serviços perto de suas zonas de trabalho, redução de horários de trabalho para as que são mães, que não a [leve] a tomar uma decisão equivocada”.

Por isso, diversas organizações ressaltaram a decisão de 17 estados da República de blindar a vida desde a concepção. Estas reformas, disseram, não atentam contra as mulheres mas as defendem, assim como os seus filhos não nascidos. Em alguns estados, explicam, substituiu-se a pena de cárcere por atenção médica integral e se trabalha por impulsionar políticas públicas que favoreçam a mulher grávida, sobretudo a que se encontra em situação vulnerável e que brindem alternativas em matéria de saúde, emprego e educação.

O aborto, explicaram logo, não cura nenhuma doença. “Todo procedimento deve ser feito a favor da saúde, inclusive quando tomamos um remédio sabemos que pode haver efeitos secundários, mas o bem que se busca é o da saúde e, nestes casos, não se busca a saúde; é evidente que [isto] vai trazer repercussões mas na sua vida reprodutiva, sem descartar as [afecções] psicológicas”.

Madalena Ernaut, do Código Mulher, disse logo que “a própria autoridade reconheceu que os hospitais privados não reportam o número real de abortos praticados, porque as mulheres que o praticam o que menos querem é ficar registradas; querem manter em silêncio a experiência, por isso preferem evitar o setor saúde. Quer dizer, o fazê-lo legal, não evitou os abortos clandestinos. Por isso, na Cidade do México não temos nenhuma razão para festejar (na capital) e, [sim], muito de quê se lamentar, pois a clandestinidade também obriga as mulheres ao silêncio”. (ACIDigital)

“Aborto, ‘matrimônio’ e adoção gays são contrários à ordem natural e à democracia”, diz Cardeal mexicano (ACI Digital – 27.09.2010)

ELEIÇÕES – BRASIL

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Fonte: ACI Digital

Cardeal Juan Sandoval Íñiguez, Arcebispo de GuadalajaraAmérica

AMÉRICA

Aborto, “matrimônio” e adoção gays são contrários à ordem natural e à democracia, diz Cardeal mexicano

GUADALAJARA, 27 Set. 10 / 12:32 pm (ACI).- O Arcebispo de Guadalajara, no México, Cardeal Juan Sandoval Íñiguez assinalou que as leis que se aprovaram no Distrito Federal com o aval da Suprema Corte de Justiça da Nação que permitem o aborto até as 12 semanas, a pílula do dia seguinte, as uniões homossexuais equiparadas ao matrimônio e a possibilidade de que estes adotem, são contrárias à ordem natural e à democracia.

No artigo publicado pelo “Semanário” da Arquidiocese de Guadalajara, o Cardeal explica que estas leis são “imorais, muito prejudiciais para o país” e “se forem postas em prática, danificarão sobremaneira a vida desta Nação e a instituição do matrimônio”.

O Arcebispo disse que estas normas são contrárias à ordem natural, “à Lei Natural que todos levamos impressa no coração, e que está inscrita na Natureza. Esta nos ensina que os seres vivos corporais são sexuados; as plantas, os animais e o homem são sexuados: sexo masculino e feminino, sexos que são complementares e, além disso, que contribuem com vida, que são fecundos”.

Em segundo lugar, prosseguiu, com estas leis “danifica-se ou se contradiz à Sagrada Escritura, à fé cristã compartilhada pela maioria do povo do México. portanto, dá como resultado (e isto é o terceiro), que essas leis vão contra a opinião da maioria; inclusive, houve pesquisas referentes, por exemplo, sobre a adoção de crianças por casais de homossexuais, e a maioria das pessoas disse estar em desacordo”.

Por isso, precisou, estas “leis são ditatoriais, são contrárias à democracia, denigrem a representatividade dos governantes e dos legisladores, que não têm poder absoluto, senão aquele que lhes dá o povo que eles representam, e não podem legislar nem contra a Lei Natural nem contra a vontade do povo”.

Depois de denunciar que no Distrito Federal já se realizaram 40 mil abortos como produto da decisão da Corte Suprema, o Cardeal questionou: “como é possível que uns quantos indivíduos legislem para 110 milhões de mexicanos sem tomá-los em conta, sem requerer a opinião da maioria?”

Finalmente expressou seu desejo de que “as leis injustas se revertam; que pudéssemos refletir e colocar marcha atrás nessas normas, como digo, ditatoriais, e que um povo que quer a democracia não deve permitir”. (ACIDigital)

“A ciência ensina que com a concepção começa a existência de um novo indivíduo da espécie humana, com sua individualidade genética e vida própria, distinto a qualquer outro ser humano, com uma dignidade inalienável até a morte natural” – Carta aberta de repúdio a projeto que limita a objeção de consciência dos profissionais da saúde europeus ante o aborto, apresentada pela Federação Mundial de Associações de Médicos Católicos, pela Federação Internacional de Farmacêuticos Católicos e pelo Comitê Católico de Enfermeiros (ACI Digital – 26.09.2010)

ELEIÇÕES – BRASIL

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Fonte: ACI Digital

Mundo

Violação da objeção de consciência ante o aborto desumaniza a medicina, afirmam profissionais da saúde europeus

Roma, 26 Set. 10 / 09:48 am (ACI).- A Federação Mundial de Associações de Médicos Católicos, a Federação Internacional de Farmacêuticos Católicos e o Comitê Católico de Enfermeiros enviaram uma carta aberta à presidência e membros do Conselho da Europa na que assinalam que a violação do direito à objeção de consciência do pessoal de saúde ante o aborto só pode gerar consequências negativas como a desumanização da medicina.

Na carta assinada pelo Dr. José María Simon, o Dr. Piero Urosa e a senhora Marylee Meehan, presidentes respectivamente das instituições mencionadas, adverte-se que em junho deste ano o Conselho da Europa aprovou uma proposta para limitar e na prática impedir o direito à objeção de consciência ante o aborto. Este projeto será apresentado em Estrasburgo, na França, em sessão plenária nos dias 4 e 8 de outubro.

Este projeto, explica a carta, “é uma muito grave violação da deontologia profissional e da liberdade dos cidadãos europeus”. O que busca é obrigar a que “não tenhamos em conta os aspectos morais da atividade profissional mas que sejamos simples executores das diretivas políticas”.

Depois de recordar que a “ciência ensina que com a concepção começa a existência de um novo indivíduo da [espécie] humana, com sua individualidade genética e vida própria, distinto a qualquer outro ser humano, com uma dignidade inalienável até a morte natural”, o texto recorda os massacres que no século XX foram vistos no mundo pela perda de vidas destas características fundamentais do ser humano.

Logo depois de recordar estes princípios, os assinantes assinalam que “a Comissão do Parlamento Europeu quer garantir o pleno acesso das mulheres a práticas como o aborto ou técnicas especiais de reprodução, que não são problemas estritamente de saúde (a gravidez não é uma doença). O aborto logo depois da concepção é um homicídio e também o são as intervenções nos embriões produzidos in vitro”.

“É inaceitável, ademais, que o pessoal da área de saúde não disposto a não alterar sua defesa do direito à vida sejam discriminados no trabalho, e que sua disposição à objeção de consciência possa converter-se em algo que os impeça exercer sua profissão”, prosseguem.

Finalmente os católicos que redigem o texto advertem que “já hoje, em distintos países, para um médico objetor de consciência é muito difícil, se não impossível, especializar-se em ginecologia. Isto atenta não só contra o direito do médico, mas também contra o direito das mulheres que rechaçam o aborto e que desejam ser atendidas por ginecologistas que compartilhem seus princípios morais”. (ACIDigital)

“Por isso, nós que somos os discípulos de Jesus, os cristãos, temos uma grande missão, sermos sal num mundo corrompido pela podridão do pecado, das injustiças, do egoísmo, da ambição, riqueza, poder…” – Pregação – Mês da Bíblia – Padre Ademir V. Borges – Setembro – 2010

Fonte/imagem: Arquidiocese de Brasília – Artigo “Mês da Bíblia”

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Eu e meu esposo assistimos o filme “A Estrada”. Este filme propõe uma visão de absoluta derrocada da vida na terra, por intermédio de uma explosão nuclear, onde o que é vivo foi dizimado, enquanto que materiais inorgânicos não são destruídos. O cenário é apocalíptico, e dá a ideia de que uma nuvem nuclear atingiu o mundo inteiro com maior ou menor intensidade, tal como um tornado. No entanto, alguns seres humanos restaram, talvez pela razão de estarem mais distantes do epicentro da explosão. Aliás, o roteiro permite que imaginemos que podem ter ocorrido várias explosões. A comida é rara; não há animais, e entre os que estão vivos, alguns, agrupados em gangues ou armados individualmente, se tornaram canibais… Provavelmente a bomba atômica é a de nêutrons, que já foi testada. Esta, criada há cinco ou seis décadas, tem a característica particularmente hedionda de manter intactos os bens materiais do inimigo, enquanto dizima tudo que respira…

Não foi fácil acompanhar o desenvolvimento da história, que está centrada na luta solitária e desesperada de um pai e um filho para sobreviver em meio à hecatombe nuclear, sem, no entanto, conceber o recurso a matarem seres humanos e deles se alimentarem. Há uma afirmação central no filme: naquela situação os seres humanos estão divididos, sem meio-termo, entre bons e maus, e o que os diferencia, tal como o pai do menino afirma é que os bons possuem um “fogo interior”. Achei que esta definição, diferenciação foi lapidar, apropriada em hora tão cruel, mas fruto de escolhas humanas que chegaram a um ponto que foi possível tal término da vida  sobre a face da terra. Na verdade, entre os que estão vivos, que perambulam pelas estradas, e sobrevivem como é possível, afora carne humana, do que é comestível, há a perspectiva do aniquilamento porque estão contaminados em algum grau com a radiação. O pai do menino morre de um doença que lhe afetou os pulmões, que em dias normais poderia ser tuberculose.

O que nos resta pensar é que se as agressões ao meio-ambiente continuam, e a propostas do governantes mundiais não são unânimes quanto ao Protocolo de Kioto, por exemplo, renegado pelos Estados Unidos, e a fabricação de armas de extermínio em massa continuam a ser admitidas, temos um quadro propício para uma reação em cadeia em meio a conflitos entre nações. O Paquistão, país preponderantemente islâmico, mas que não protege a população de opção religiosa não muçulmana, preocupa, tal como a Índia que também possui em seu arsenal, armamento atômico. É preocupante também para o mundo ocidental que, aliás,  iniciou a fabricação de bombas atômicas, mas que tem atualmente a proposta de recuo na estratégia de possíveis guerras, os avanços e recuos do Irã no sentido de utilização não-pacífica de urânio e outros componentes para fabricação de uma bomba atômica.

A propósito deste assunto, desta realidade assustadora, ou seja, do que fazemos enquanto avança este quadro de conflitos, ou invasões em busca de petróleo entre as nações, trago a pregação do Padre Ademir V. Borges, de Santa Catarina. Ela ilumina nossa conduta em meio a todas essas possibilidade, com base nos ensinamentos de Jesus Cristo.

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SAL DA TERRA E LUZ DO MUNDO

Estamos no mês de setembro, dedicado à Palavra de Deus , Palavra que alimenta nossa alma e orienta nossa vida, nos aproximando dos valores do Reino de Deus. Como nos lembra o Salmista “Tua Palavra é lâmpada para oa meus pés, e Luz para o meu caminho” (Sl 119, 105).

O evangelista Mateus, no Capítulo cinco , depois de Jesus proclamar as bem-aventuranças, o caminho da felicidade, mostra que Nosso Senhor Jesus olha cada um de seus discípulos que estão à sua volta e diz: “Vos sóis o sal da terra. Vós sois a luz do mundo” (Mt 5,13-14). estas palavras são muito importantes porque nos ensinam que elas não foram entregues para a nossa vida, mas para a de todo mundo. Por isso, nós que somos os discípulos de Jesus, os cristãos, temos uma grande missão, sermos sal num mundo corrompido pela podridão do pecado, das injustiças, do egoísmo, da ambição, riqueza, poder… Assim como Jesus, temos de dar sabor à nossa vida e à vida de tantos irmãos e irmãs que estão perdendo suas vidas. como podemos ser sal? Tendo as mesmas atitudes de Jesus para com as pessoas: atitudes de amor, misericórdia, bondade, justiça, esperança… Porque, “se o sal se tornar insosso, com que salgaremos? Para nada mais serve , senão para para ser lançado fora e pisado pelos homens”. Isso exige de nós perseverança, luta constante, fé diante das tentações, e perseguições do mundo, para não perdermos o sabor, a alegria, a coragem de testemunhar a Palavra e a Salvação que vem do Senhor, senão também nos perderemos e não serviremos para nada!

“Vós sois a luz do mundo”. O mundo não é uma nação só de vinte cidades, mas de milhares e milhares, e também de povos e nações. Por isso nossa luz que é Jesus vivo e ressuscitado tem que estar sempre acesa e no alto para que todos possam ver e ser atraídos por ela. “Não se acende uma lâmpada para colocá-la debaixo da mesa, mas na luminária”. Nesse sentido, ser luz no mundo e ser sinal vivo da presença do amor de Jesus diante das trevas e escuridão criadas pelas pessoas que escolheram o caminho do mal. Que nossa luz brilhe forte e alto no esforço de cada dia para não desistirmos do amor, de ter esperança, de lutar, e acreditando na força do bem, que outro modelo de mundo é possível, sem guerra, violência, ganância e injustiças. “Brilhe vossa luz diante dos homens, para que vendo vossas boas obras, eles glorifiquem vosso Pai que está nos céus.

alimentados pela Palavra de Deus e a Eucaristia procuremos ser no mundo e na vida das pessoas como o sal que dá sabor e conserva os alimentos e como a luz que ilumina a escuridão e aquece os corações frios e sedentos do amor de Jesus!

Com minha bênção e oração.

Pe. Ademir V. Borges

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A Coroa de Nossa Senhora das Dores teve início na Itália em 1617, por iniciativa da Ordem dos Servos de Maria, assim como a Missa de Nossa Senhora das Dores, que hoje é celebrada em toda a Igreja no dia 15 de setembro. (Movimento Rosário Permanente)

Para refletirmos juntos: o que pode ser mais digno de nossa compaixão e ação, se somos filhos e filhas de Cristo Jesus, que a dor sem mitigação de crianças doentes com HIV, AIDS, ou câncer? Infelizmente, esta é uma realidade no Quênia. Neste país, as autoridades públicas deixam sem a apropriada assistência quase 80% das crianças que se encontram no estágio de agonia… Ou seja, não recebem os devidos cuidados paliativos para dor e, além disso, não são providenciados para todas as infectadas, os anti-retrovirais para o combate ao HIV em seus frágeis organismos.

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Fonte: Movimento do Rosário Permanente

Nossa Senhora das Dores

Festa: 15 de setembro

A Coroa de Nossa Senhora das Dores teve início na Itália em 1617, por iniciativa da Ordem dos Servos de Maria, assim como a Missa de Nossa Senhora das Dores, que hoje é celebrada em toda a Igreja no dia 15 de setembro.
A Coroa é um dos frutos do carisma mariano da Ordem, cultivado desde 1233, ano de sua fundação.
A Coroa surgiu inicialmente como alimento da piedade mariana dos leigos reunidos em grupos chamados Ordem Terceira.
A Coroa das Dores teve sempre a aprovação dos Papas.

Introdução
D- Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
R- Amém!
D- Nós vos louvamos, Senhor, e vos bendizemos!
R- Porque associastes a Virgem Maria à obra da salvação.
D- Nós contemplamos vossas Dores, ó mãe de Deus!
R- E vos seguimos no caminho da fé!

Primeira Dor – Profecia de Simeão
Simeão os abençoou e disse a Maria, sua mãe: Eis que este menino está destinado a ser ocasião de queda e elevação de muitos em Israel e sinal de contradição. Quanto a ti, uma espada te transpassará a alma (Lc 2,34-35).

1 Pai Nosso; 7 Ave Marias

Segunda Dor – Fuga para o Egito
O anjo do Senhor apareceu em sonho a José e disse: Levanta, toma o menino e a mãe, foge para o Egito e fica lá até que te avise. Pois Herodes vai procurar o menino para matá-lo. Levantando-se, José tomou o menino e a mãe, e partiu para o Egito (Mt 2,13-14).
1 Pai Nosso; 7 Ave Marias

Terceira Dor – Maria procura Jesus em Jerusalém
Acabados os dias da festa da Páscoa, quando voltaram, o menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que os pais o percebessem. Pensando que estivesse na caravana, andaram o caminho de um dia e o procuraram entre parentes e conhecidos. E, não o achando, voltaram a Jerusalém à procura dele (Lc 2,43b-45).

1 Pai Nosso; 7 Ave Marias

Quarta Dor – Jesus encontra a Sua Mãe no caminho do Calvário
Ao conduzir Jesus, lançaram mão de um certo Simão de Cirene, que vinha do campo, e o encarregaram de levar a cruz atrás de Jesus. Seguia-o grande multidão de povo e de mulheres que batiam no peito e o lamentavam (Lc 23,26-27).
1 Pai Nosso; 7 Ave Marias

Quinta Dor – Maria ao pé da Cruz de Jesus
Junto à cruz de Jesus estavam de pé sua Mãe, a irmã de sua Mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. Vendo a Mãe e, perto dela, o discípulo a quem amava, disse Jesus para a mãe: Mulher, eis aí o teu filho! Depois disse para o discípulo: Eis aí a tua Mãe! (Jo 19,15-27a).
1 Pai Nosso; 7 Ave Marias

Sexta Dor – Maria recebe Jesus descido da Cruz
Chegada a tarde, porque era o dia da Preparação, isto é, a véspera de sábado, veio José de Arimatéia, entrou decidido na casa de Pilatos e pediu o corpo de Jesus. Pilatos, então, deu o cadáver a José, que retirou o corpo da cruz (Mc 15,42).
1 Pai Nosso; 7 Ave Marias

Sétima Dor – Maria deposita Jesus no Sepulcro
Os discípulos tiraram o corpo de Jesus e envolveram em faixas de linho com aromas, conforme é o costume de sepultar dos judeus. Havia perto do local, onde fora crucificado, um jardim, e no jardim um sepulcro novo onde ninguém ainda fora depositado. Foi ali que puseram Jesus (Jo 19,40-42a).
1 Pai Nosso; 7 Ave Marias

Oração
Ó Deus, por vosso admirável desígnio, dispusestes prolongar a Paixão do vosso Filho, também nas infinitas cruzes da humanidade.
Nós Vos pedimos: assim com oquisestes que ao pé da Cruz do Vosso Filho, estivesse Sua Mãe, da mesma forma, à imitação da Virgem Maria, possamos estar sempre ao lado dos nossos irmãos que sofrem, levando amor e consolo.
Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

Ladainha de Nossa Senhora das Dores

Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.

Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.

(…)

Há necessidade urgente de cuidados paliativos para as crianças soropositivas e com câncer: somente 24% usufruem do tratamento anti-retroviral e do recurso a medicamentos de alívio para dor – Relatório da Human Rights Watch – HRW (Agência Fides – 14.09.2010)

Crianças desabrigadas no Quênia

Fonte/imagem: topicos.estadao.com.br

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Fonte: Agência FIDES

13.09.2010

ÁFRICA/QUÊNIAHá necessidade urgente de cuidados paliativos para as crianças soropositivas e com câncer: somente 24% usufruem do tratamento anti-retroviral e do recurso a medicamentos de alívio para dor*

Nairóbi (Agência Fides) – De um novo relatório da Human Rights Watch (HRW) emerge a necessidade de que o governo do Quênia se empenhe mais em favor dos cuidados paliativos para crianças com doenças crônicas, incluindo o HIV e AIDS. O relatório, ‘Needless Pain: Government Failure to Provide Palliative Care for Children in Kenya’, destaca os progressos consideráveis realizados pelo governo sobre a administração da terapia antirretroviral (ART) e quanto ainda tem de ser feito para aliviar a dor de muitas crianças que vivem longas agonias, sofrendo de câncer, HIV/AIDS. A falta de uma política nacional de cuidados paliativos, serviços precários de assistência às crianças, a escassa de disponibilidade de tratamentos contra as dores crônicas e a falta de um guia para os profissionais de saúde sobre o uso de opiáceos, estão entre os principais obstáculos para o acesso das crianças ao tratamento adequado da dor.

O Kenya Hospices and Palliative Care Association (KEHPCA) está trabalhando com o governo por um serviço de cuidados paliativos aos pacientes com HIV e câncer em 10 hospitais públicos do país. Infelizmente, embora a Organização Mundial de Saúde recomende a administração de morfina e outros opiáceos e o governo queniano os considera como medicamentos essenciais, não são tão comuns nos hospitais. O apelo ao governo é feito não só para melhorar o tratamento contra a dor das crianças, mas para melhor integrar a gama completa de cuidados paliativos pediátricos no sistema de saúde no país. Em 2008, a HRW criticou o governo por não tomar os cuidados adequados para o tratamento pediátrico com os ART, com apenas 24% das crianças que delas necessitam têm acesso. No entanto, segundo a Sessão Especial da Assembléia Geral da ONU sobre os progressos realizados no campo do HIV/SIDA no Quênia, muitas ONGs, a sociedade civil e funcionários do governo descobriram que a maioria das pessoas que necessitam não têm acesso aos cuidados paliativos e ao tratamento de infecções relacionadas ao HIV. (AP) (13/9/2010 Agência Fides)

*Título original: “ÁFRICA/QUÊNIA – Servem urgentemente curas paliativas para as crianças soropositivas: somente 24% usufruem do tratamento”

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Fonte: Agência FIDES

2010-09-07

ÁFRICA/QUÊNIA – Daqui a um ano nascerá a Catholic Continental News Agency for Africa

Nairóbi (Agência Fides)- O Igreja Católica africana terá uma única, grande, agência de notícias para todo o continente. Isto é o que ficou decidido no encontro em Nairóbi, que teve início em 31 de agosto (ver Fides1/9/2010), organizado pelo Simpósio das Conferências Episcopais da África e Madagascar (SECAM), em colaboração com o Conselho dos Meios de Comunicação Católicos (CAMECA). “Nós estabelecemos um ano de tempo para traçar o plano final para o lançamento da nova agência” – disse à Fides disse Benedict Assorow, Diretor das Comunicações do SECAM e membro do Central Working Group, responsável de projetar a nova agência. Os outros membros do Central Working Group são, Pe. Patrick Alumuku e André Quenum. Foi constituído uma comissão financeira e de colega de fundos presidido por Pe. Roger Tessier da Agência CISA de Nairóbi. “A reunião de Nairóbi é o ponto de chegada de um percurso iniciado há três anos, em 2007, quando começamos a discutir a criação de uma única agência de notícias católica em toda a África, com também a contribuição dada por jornalistas da UCAN, a agência católica asiática”, lembra Assorow. 
Segundo um comunicado divulgado no final da reunião, a Catholic Continental News Agency for Africa foi criada para fazer ouvir “a voz autêntica da África”, segundo a exortação do Papa Bento XVI para a II Assembleia Especial para a África do Sínodo dos Bispos realizada em Roma, em Outubro de 2009 e as Proposições Finais da Assembléia.

Em particular, a proposição nº 56 exige: “uma maior presença da Igreja nos meios de comunicação; a rede de centros áudio-visual, casas publicitárias e centros midiáticos; a formação profissional e a formação ética dos jornalistas para promover uma cultura de diálogo que evite a divisão, o sensacionalismo, informações erradas e ofensiva banalização do sofrimento humano, comportamentos que possam prejudicar a harmonia e a paz da sociedade e das comunidades; o uso dos meios modernos para propagar o Evangelho e os frutos do Sínodo atual, para a educação dos povos africanos à verdade, reconciliação e promoção da justiça e da paz; desenvolvimento de redes de satélite, sob a coordenação do CEPACS (o órgão da mídia SECAM) para servir a Igreja-Família de Deus na África, e organização de comissões para a comunicação diocesana, nacional e regional, com pessoas competentes para ajudar a Igreja a exercer o seu ministério profético na sociedade”. A nova agência será difundida gratuitamente em inglês, francês e português. (L.M.) (Agência Fides 7/9/2010)

“O erro nunca se mostra de facto tal qual é, com receio de que, colocado a nu, seja denunciado; antes se disfarça (…) de tal modo que pareça – que coissa ridícula esta! – mais verdadeiro que a própria verdade, graças a esta aparência exterior e aos olhos dos ignorantes.” – Santo Irineu (130-200)

Fonte/imagem: http://www.aascj.org.br/

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Pensei o seguinte sobre o escrito abaixo, de Santo Irineu: todos os cristãos devem ter (ou tentar ter) os pés na terra e o pensamento no Céu. Já lá no primeiro século do Cristianismo já alertava seus “paroquianos” sobre a ação, a intenção, por exemplo, de dirigentes políticos, ou até de líderes religiosos. Fala da pedra tomada como preciosa, que não é senão vidro. Penso que esta análise é análoga aos discursos, principalmente políticos atuais, repletos de raciocínios singelos, que, no entanto, nada têm de simples; pelo contrário: são simplistas. “Palavras-pluma”, eu diria, que escondem intenções sub-reptícias.

Assim, quase 1.900 anos depois, ainda é válida a sua explanação sobre o mascaramento da verdade , o que evidencia que esta intenção é essencialmente humana. No entanto, Santo Irineu que eram bem preparado para enfrentar a mentalidade pagã da época nos indica alguns cuidados essenciais à manutenção de uma vida cristã. Podemos adaptar suas palavras ao nosso tempo perfeitamente, já que o relativismo moral dominante evidencia que nossa época se deixa nortear por uma cultura neo-pagã. (LBN)

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Fonte: Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura (SNPC)

Pregação de Santo Irineu sobre a verdade

O erro nunca se mostra de facto tal qual é, com receio de que, colocado a nu, seja denunciado; antes se disfarça fraudulentamente sob uma veste de verosimilhança, de tal modo que pareça – coisa ridícula esta! – mais verdadeiro que a própria verdade, graças a esta aparência exterior e aos olhos dos ignorantes. Como dizia a propósito um homem superior a mim: ‘a pedra preciosa, como a esmeralda, de grande valor aos olhos de alguns, vê-se insultada por um pedaço de vidro habilmente trabalhado, se não se encontra alguém capaz de proceder a um exame capaz de desmascarar a fraude…'”

“Participam da vida os que veem a Deus, porque é o esplendor de Deus que dá a vida. Por isso, Aquele que é inacessível, incompreensível e invisível, torna-se visível, compreensível e acessível para os homens, a fim de dar vida aos que o alcançam e veem. Porque é impossível viver sem a vida; e não há vida sem a participação de Deus, participação que consiste em ver a Deus e gozar da sua bondade.”

“A glória de Deus é o homem vivo, e a vida do homem é a visão de Deus. Com efeito, se a manifestação de Deus, através da criação, dá a vida a todos os seres da terra, muito mais a manifestação do Pai, por meio do Verbo, dá vida a todos os que veem a Deus.”

Santo Ireneu (c. 130 – c. 200)

Publicado em Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura (SNPC)

“Em 1212, a jovem Clara de Assis seguiu o atraente exemplo de Francisco e viveu, dentro da clausura e na contemplação, o ideal de pobreza evangélica.” – Missões Franciscanas – Santa Clara (Memória – 11 de agosto)

Fonte: Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil

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Fonte: Missões Franciscanas

Frei Kleber em 11 Ago 2008

Oração a Santa Clara

Clara, coração transbordante, acende a alegria.

Clara, louca de amor,
orienta a nossa ternura.Clara, de nome e de vida,
guia-nos na noite.

Clara, fervor do Espírito,
dissipa nossos temores.

Clara, candeia sobre a mesa,
une-nos em família.

Clara, dos olhos límpidos,
tira o pó de nossas pálpebras.

Clara, mãe e irmã,
Roga por nós.
Roga por estas mãos
que por vezes se equivocam.
Roga por estes olhos
que por vezes se fecham.
Roga por este coração
que não ama como deveria.

Clara, mãe e irmã
roga pela paz que nos falta,
pela esperança que não temos
pela alegria que se esvai.

Clara, mãe e irmã,
roga ao Senhor para que nos conceda
o dom da fidelidade
e o dom de novos irmãos e novas irmãs.

Frei José Rodríguez Carballo, Ministro Geral da OFM

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Frei Kleber em 11 Ago 2008

Especial Santa Clara de Assis

Em 1212, a jovem Clara de Assis seguiu o atraente exemplo de Francisco e viveu, dentro da clausura e na contemplação, o ideal de pobreza evangélica. Surgiu, assim, a Ordem das Clarissas, ou a Segunda Ordem Franciscana.

Santa Clara nasceu em Assis, Itália, por volta de 1194, numa família rica e nobre. Seus pais chamavam-se Favarone e Hortolana, sendo Clara a filha primogênita. Com Inês e Beatriz, suas irmãs menores, que mais tarde também entrariam no Mosteiro de São Damião, Clara esforçava-se no amor a Jesus e sentia em seu coração o chamado para segui-lo.

Clara sonhava com uma vida mais cheia de sentido, que lhe trouxesse uma verdadeira felicidade e realização. O estilo de vida dos frades a atraía cada vez mais.
Depois de muitas conversas com Francisco, aos 18 de março de 1212, (Domingo de Ramos), saiu de casa sorrateiramente em plena noite, acompanhada apenas de sua prima Pacífica e de outra fiel amiga, e foi procurar Francisco na Igrejinha de Santa Maria dos Anjos, onde ele e seus companheiros já a aguardavam.
Frente ao altar, Francisco cortou-lhe os longos e dourados cabelos, cobrindo-lhe a cabeça com um véu, sinal de que a donzela Clara fizera a sua consagração como Esposa de Cristo. Nem a ira dos seus parentes, nem as lágrimas de seus pais conseguiram fazê-la retroceder em seu propósito. Poucos dias depois, sua irmã, Inês, veio lhe fazer companhia, imbuída do mesmo ideal. Alguns anos após, sua mãe, Ortulana, juntamente com sua terceira filha Beatriz, seguiu Clara, indo morar com ela no conventinho de São Damião, que foi a primeira moradia das seguidoras de São Francisco.
Com o correr dos anos, rainhas e princesas, juntamente com humildes camponesas, ingressaram naquele convento para viver, à luz do Evangelho, a fascinante aventura das Damas Pobres, seguidoras de São Francisco, muitas das quais se tornaram grandes exemplos de santidade para toda a Igreja.
As Irmãs Clarissas vivem um estilo de vida contemplativa, sendo enclausuradas. Quer dizer que não têm, normalmente, uma atividade pública no meio do povo, dedicando-se mais à oração, à meditação e aos trabalhos internos dos mosteiros.

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