A Campanha da Fraternidade de 2011 (CF-2011) propõe uma questão de evidente atualidade: fraternidade e a vida no nosso Planeta (CNBB, in Canto da Paz)

Fonte: Canto da Paz – Clarissas e Franciscanos

(fonte da imagem: http://www.stellaroid.co.cc)

Quaresma: Creio em Deus, Pai Criador

Campanha da Fraternidade 2011: Creio em Deus, Pai Criador

A Campanha da Fraternidade de 2011 (CF-2011) propõe uma questão de evidente atualidade: fraternidade e a vida no nosso Planeta. Nem é preciso argumentar muito para justificar a escolha desse tema pela CNBB: Já faz tempo que estudiosos estão alertando para o fenômeno do aquecimento global e suas consequências para o clima e para o equilíbrio ecológico.

As Conferências mundiais sobre o clima, que congregam as maiores autoridades científicas da área, deixam sempre mais evidente que o sistema produtivo da economia moderna e contemporânea desencadeia intervenções inadequadas do homem na natureza e se constitui numa ameaça real para o equilíbrio ecológico e até mesmo para o futuro da vida na terra. Em contraste com tais constatações, nas mesmas movimentadas Conferências sobre o clima, as principais autoridades políticas e econômicas do Planeta não conseguem chegar a um acordo sobre as medidas a serem adotadas para sanar o problema e prevenir os riscos. È difícil redimensionar o desenvolvimento econômico, quando a receita é renunciar a certo padrão de consumo dos recursos naturais, que equivale à depredação e depauperamento da natureza. Exigimos da natureza mais do que ela pode oferecer, sem comprometer a sua sustentabilidade.

A CF-2011 convida a encarar seriamente a responsabilidade humana em relação ao futuro da vida no planeta Terra, o “ninho da vida” no universo, a casa comum da grande e diversificada família humana. O Texto Base, que apresenta a proposta da CF, traz argumentos e reflexões sobre o fenômeno do aquecimento global e os motivos que deveriam levar todos a pensar sobre o que é possível fazer e o que não se deveria fazer, para evitar a deterioração do ambiente da vida na terra. Argumentos bíblicos e teológicos deveriam motivar os cristãos e todos os crentes em Deus a uma verdadeira conversão nos modos de viver e de se relacionar com a natureza, quando ficam comprometidas a qualidade da vida e a fraternidade na família humana. Todos são convidados a se envolverem na CF-2011.

Destaco dois motivos de fundo religioso, que deveriam ser levados em conta por todas as pessoas de fé no tocante à questão ecológica. Primeiramente, tratar bem a natureza e cuidar do pedaço do Planeta que ocupamos está implicado na nossa fé no Deus Criador. Professamos a fé no Deus, Criador do céu e da terra, não importa como, ou quando isso aconteceu. A ciência pode continuar a pesquisar sobre a origem do universo e da vida na terra e isso não contradiz a nossa fé no Deus Criador. O certo é que não fomos nós que demos origem a toda essa beleza e grandiosidade. Dizer que tudo isso surgiu por si mesmo é um grande absurdo.

Mas também aprendemos da nossa fé que Deus fez o homem à sua imagem e semelhança, confiando-lhe o cuidado do “jardim da vida”. Embora pequeninos entre as criaturas do grande universo, somos importantes e Deus nos trata com predileção especial. O poeta do Salmo tem consciência disso, quando exclama, admirando o céu numa noite estrelada: “Que é o homem, Senhor, para que dele te ocupes?! No entanto, Tu o fizeste pouco menor que um deus… Tu o colocaste à frente da obra de tuas mãos!” (cf Salmo8). Sim, Deus colocou o mundo à disposição do homem; não para que acabe com ele, e sim, para que dele viva e usufrua, mas também para que zele por ele, qual bom administrador. Cuidar bem da natureza é sinal de fé e de gratidão para com o Deus Criador. Avançar sobre a natureza com a vontade de possuir e dominar, é cair novamente na tentação de “ser deuses”, como Adão e Eva no paraíso (cf Gn 3). Quando o homem resolve assumir o lugar de Deus, desprezando seu desígnio, a desordem e o caos entram no mundo, com seus frutos de injustiça, violência e morte.

O outro motivo, relacionado com o primeiro, é de fundo ético e moral: Cuidar bem da Terra, nossa casa comum, é questão de responsabilidade e solidariedade. Os bens da criação foram colocados por Deus à disposição de todas as suas criaturas; descuidar da natureza, ou estragá-la, é falta de respeito e de justiça para com o próximo e para com as futuras gerações. Não somos os únicos a ocupar esta casa, nem seremos os últimos; e é moralmente correto pensar nos outros, quando nos relacionamos com a natureza. Não ficará bem deixar atrás de nós um paraíso depredado, o mundo cheio de lixo, as terras desertificadas, as águas contaminadas, o ar irrespirável, o equilíbrio ecológico comprometido… A CF-2011 é um convite a refletir, para formar uma consciência comum sobre nossa responsabilidade e para tomar decisões eficazes sobre os cuidados que a Terra merece. É nossa casa comum. E ainda será a casa dos que viverão depois de nós.

(fonte: http://www.cnbb.org.br  –  autor: Cardeal Odilo Pedro Scherer – Arcebispo de São Paulo)

Publicado em Canto da Paz.

Na audiência geral Bento XVI aponta exemplo de oração e serviço à paz de São Lourenço de Brindes, salientando que o mundo precisa de homens e mulheres pacíficos e pacificadores (Rádio Vaticano)

Fonte/imagem: Pope Benedict XVI Blog

_____________________________________________________________________________________________

Fonte: Rádio Vaticano

Na audiência geral Bento XVI aponta exemplo de oração e serviço à paz de São Lourenço de Brindes, salientando que o mundo precisa de homens e mulheres pacíficos e pacificadores

(23/3/2011) Depois da fase invernal o encontro semanal do Papa com os fiéis e peregrinos que se deslocam a Roma voltou nesta quarta feira a efectuar-se na Praça de S. Pedro, onde segundo a prefeitura da Casa pontifícia se encontravam cerca de 10 mil pessoas
Bento XVI dedicou a audiência geral desta quarta feira à figura do santo italiano Lourenço de Brindes, que morreu em Lisboa no ano de 1619, tendo sublinhado que a oração é o primeiro serviço que os padres devem oferecer à comunidade que servem.
“Os momentos de oração devem ter na nossa vida uma verdadeira prioridade”, afirmou o Papa, acrescentando que cada presbítero só “pode evitar o perigo do activismo” e do esquecimento das “motivações profundas” da sua identidade se cuidar da sua “vida interior”.
Depois de lembrar “o acolhimento festivo” que teve na cidade italiana de Brindes, em 2008, Bento XVI lembrou o papel desempenhado pelo frade da congregação dos Franciscanos Capuchinhos na oposição às ideias veiculadas pelas correntes teológicas protestantes.
“Profundo conhecedor e amante da Sagrada Escritura e dos Padres da Igreja [sacerdotes que viveram até ao século VIII], era capaz de ilustrar de modo exemplar a doutrina católica mesmo aos cristãos que tinham aderido à Reforma Protestante, mostrando os fundamentos bíblicos e patrísticos das verdades postas em questão por Martinho Lutero”, recordou.
A actividade de Lourenço, nascido no ano de 1559, permite compreender que o “confronto” com a Bíblia, lida na Tradição da Igreja, constitui um elemento irrenunciável e de importância fundamental” para o diálogo ecuménico e para a união a Deus, apontou o Papa.
“São Lourenço de Brindes ensina-nos a amar a Sagrada Escritura, a crescer na familiaridade com ela, a cultivar diariamente a relação de amizade com o Senhor na oração, porque toda a nossa acção, toda a nossa actividade tem n’ Ele o seu início e cumprimento”, afirmou.
O Papa evocou igualmente o conhecimento que o religioso adquiriu de línguas antigas como o hebraico, grego, siríaco e latim e destacou as suas qualidades oratórias: “Foi também um grande pregador, que se dirigiu aos fiéis mais simples e sem cultura, chamando todos a uma vida mais coerente com a fé professada”.
A fluência em francês, italiano e alemão permitiu-lhe transmitir a mensagem cristã a “diversas categorias de pessoas” e contribuiu para promover a “paz e reconciliação entre as nações e povos da Europa”, testemunho que constitui “um excelente exemplo” para a actualidade, “tão cheia de violência, relativismo ético e indiferença religiosa”.
Hoje o mundo precisa muito de paz, precisa de homens e de mulheres pacíficos e pacificadores; afirmou Bento XVI salientando que todos aqueles que acreditam em Deus devem ser sempre fonte e agentes de paz.
Foi ao serviço da paz que o religioso morreu em Lisboa, então sob domínio castelhano, onde se tinha deslocado para interceder junto do rei Filipe III (Filipe II de Portugal) pelos súbditos napolitanos, oprimidos pelas autoridades locais.
“A nova evangelização precisa de apóstolos bem preparados, zelosos e corajosos como São Lourenço”, frisou Bento XVI, lembrando que o santo recebeu em 1959 o título de ‘Doutor Apostólico’.
Referindo-se à Quaresma, o Papa realçou que este tempo de preparação para a Páscoa iniciado a 9 de Março apela à “luta contra o egoísmo”, assim como “à mortificação e penitência”.
Estas as palavras de Bento XVI falando em português

Queridos irmãos e irmãs,
São Lourenço de Brindes, padre capuchinho, nascido em 1559, era dotado de eminentes qualidades intelectuais e grande facilidade de aprender línguas, o que havia de lhe permitir desenvolver um fecundo apostolado com várias categorias de pessoas. Profundo conhecedor e amante da Sagrada Escritura e dos Padres da Igreja, era capaz de ilustrar de modo exemplar a doutrina católica mesmo aos cristãos que tinham aderido à Reforma Protestante, mostrando os fundamentos bíblicos e patrísticos das verdades postas em questão por Martinho Lutero. Foi também um grande pregador, que se dirigiu aos fiéis mais simples e sem cultura, chamando todos a uma vida mais coerente com a fé professada. Outro elemento característico do nosso santo foi a sua acção em prol da paz, tendo sido encarregado de importantes missões diplomáticas, para dirimir controvérsias e favorecer a concórdia entre as nações. Mas, acima de tudo, era um homem de oração, bem ciente de que esta é o primeiro serviço que o sacerdote deve oferecer à Comunidade. Autor de numerosas obras, evidenciou, nos seus escritos, a acção do Espírito Santo na existência do fiel. O Papa Beato João XXIII deu-lhe o título de «Doutor Apostólico».
* * *
Amados peregrinos de língua portuguesa, a todos saúdo e dou as boas-vindas a esta Audiência! São Lourenço de Brindes nos ensina como a familiaridade com a Bíblia e a oração são essenciais para que todas as nossas acções tenham o seu início e cumprimento em Deus. Possa este ser o fundamento do vosso testemunho cristão no mundo de hoje. Que Deus vos abençoe!

Publicado em Rádio Vaticano.

O Papa no Angelus: “que um horizonte de paz e de concórdia surja rapidamente na Líbia em toda a região do norte africano” (Agência Fides)

Fonte: Agência Fides

21.03.2011

VATICANO – O Papa no Angelus: “que um horizonte de paz e de concórdia surja rapidamente na Líbia em toda a região do norte africano”

Cidade do Vaticano (Agência Fides) – O Santo Padre Bento XVI, depois da oração do Angelus, domingo, 20 de março, lançou um apelo para que sejam garantidas a incolumidade e a segurança dos cidadãos líbios e o acesso às ajudas humanitárias. “Nos últimos dias, as preocupantes notícias que chegaram da Líbia suscitaram viva trepidação e temores em mim – disse o Pontífice. Já havia rezado particularmente ao Senhor durante a semana dos Exercícios Espirituais. Agora, acompanho os últimos eventos com grande apreensão, rezo por aqueles que estão envolvidos na dramática situação daquele país e dirijo um apelo às pessoas que têm responsabilidades políticas e militares para que tenham em seus corações antes de tudo a incolumidade e a segurança dos cidadãos e garantam o acesso aos socorros humanitários. À população, desejo assegurar a minha comovida solidariedade, enquanto peço a Deus que um horizonte de paz e de concórdia surja rapidamente na Líbia e em toda a região do norte africano”. “No discurso proferido antes do Angelus, o Santo Padre se centrou no Evangelho do segundo domingo da Quaresma, dedicado ao mistério da Transfiguração de Cristo: “Segundo os sentidos, a luz do sol é a mais intensa conhecida na natureza, mas segundo o espírito, os discípulos viram, por um breve tempo, um esplendor ainda maior, a glória divina da salvação”. A Transfiguração não é uma mudança de Jesus, que ilumina toda a história da salvação, mas é a revelação de sua divindade” – explicou ainda o Pontífice, destacando que “Pedro, Tiago e João, contemplando a divindade do Senhor, foram preparados para enfrentar o escândalo da cruz”. Enfim, o Papa convidou a dar espaço à oração, à escuta da Palavra de Deus, e especialmente neste tempo de Quaresma, à penitência”. (SL) (Agência Fides 21/03/2011)

“Quaresma…Pensando em vida. Algumas considerações…” – Frei Pierino Orlandini (OCDS – Província São José)

Fonte: OCDS -Província São José

Quaresma…Pensando em vida. Algumas considerações…

“Lembra-te que és pó, e ao pó hás de voltar”.

“Tu amas, Senhor, todas as coisas que existem e nada desprezas do que criaste; se odiasses alguma coisa, não a terias criado… Tu conservas todas as coisas, porque todas são tuas, Senhor, amante da vida” (Sab 11,24-26).

“Ó morte, onde está a tua vitória?”.

Em tempo de quaresma, que começa com o sugestivo (para alguns) e mágico (para outros) rito das cinzas, pensemos na vida, pois o fim do caminho da quaresma (símbolo da caminhada de nossa vida humana) é a celebração da vitória da Vida sobre a morte em Cristo Jesus.

“Tu és pó!”. O homem, então, é pó? Que tipo de homem seria esse?

Com certeza, é o homem que se afastou de Deus, rejeitou o diálogo, foi expulso de sua casa, repeliu o dinamismo do amor, para enveredar numa trajetória de dissolução e de morte. Ou o homem que se opõe a Deus, vira as costas ao seu próprio ser, rejeita sua identidade de filho e condena a si mesmo ao nada. É o homem que se afasta da vontade do Criador.

Felizmente, nesse itinerário de afastamento, existe a possibilidade de uma volta. É possível mudar de direção e voltar à origem. É possível não caminhar para a morte, mas voltar à Fonte. E a FONTE, “ que mana e corre, mesmo de noite”, é Deus, AMANTE DA VIDA.

Eis a conversão! “Lembra-te que és pó, e como pó voltarás….a Deus”. Basta querer. Desde já. É preciso somente tornar-se terra e entregar-se novamente ao Construtor, ao Criador. E aceitar que Ele nos faça de novo. O Artista Divino é capaz de refazer-nos conforme seu projeto original e quer que sejamos sua obra-prima.

Se por acaso erramos, perdemos o caminho da vida ou o sentido do Reino e envolvemos outros em nossa culpa, aceitando nossa realidade, isto é, que somos pó, Ele inclinar-se-á sobre nós para soprar seu sopro de vida.

Assim nosso “nada” será transformado no “tudo” pela plenitude divina. E se ainda nos rebelamos, não aceitando seu projeto e quebrando nossa identidade divina, mesmo em pedaços, gritando de dor e com saudade da casa paterna, Ele saberá reconhecer-nos e, com mão delicada, recolherá os pedaços e nos recriará. Pois, nenhum artista – tanto menos o Artista Divino – dá por perdida qualquer uma de suas obras.

Todo ser humano é fruto do amor transbordante de Deus. Se prestarmos atenção, este amor de Deus se manifesta em tudo. Uma menina que procurava ansiosamente por Deus, depois de fazer a descoberta de sua presença na vida, em qualquer tipo de vida, escreveu atrás de uma fotografia de um prado florido: “Esta é uma fotografia tirada antes de descobrir que Deus nos sorri, nos ama e fala do seu amor  nas flores, nas árvores, nas estrelas, em cada gota de vida”.Nunca poderemos entender verdadeiramente quanto Deus seja Deus-para-nós.

O segredo da felicidade é uma vida com Deus. Longe Dele, ser feliz é praticamente inconcebível. “Nossa vida nasce, vive, amadurece e chega ao fim em relação existencial e moral com Deus. Aqui está toda a esperança da vida, aqui a filosofia da verdade, aqui a teologia do nosso destino… O homem não pode ser entendido sem esta referência essencial com Deus, que incumbe sobre nós, que nos conhece, observa-nos, penetra-nos, conserva-nos continuamente. Ele é o Pai de nossa vida”(Paulo VI).

Deus Pai nos ama, sustenta-nos, acaricia-nos, torna-nos felizes, seja que estejamos num leito de dor, seja que estejamos num prado de flores.

Pensando em cinzas, em quaresma, é bom pensar na vida: a vida que surge e ressurge do pó, das cinzas, da conversão, do sopro do Espírito. E nada: nem cinzas, nem lama, nem poeira, nem pecado algum será empecilho para reconhecermos em nós e nos outros o resplendor do rosto de um filho de Deus.

Pensemos não nas cinzas do túmulo, da morte, mas num punhado de terra na mão do Artífice Divino, no momento solene da Criação; um punhado de terra pronto a receber o “sopro” e tornar-se, assim, “vivente”.

Pensemos no Senhor que “trata com indulgência todas as coisas, porque todas são suas, do Senhor, amante da vida” (Sab 11, 26). Conversão, afinal, é abraçar a vida!

Frei Pierino Orlandini

Postado por Rose.

Publicado em OCDS Província São José.

A Caritas do Japão, com o apoio da rede da Caritas Internacional, está pronta para trabalhar junto com o Governo japonês em favor da emergência e a reabilitação das populações atingidas pelo terremoto e pelo tsunami (Agência Fides)

Fonte: Agência Fides

17.03.2011

ÁSIA/JAPÃO – A Caritas: “Pronta para trabalhar junto com o Governo em favor da emergência e da reconstrução”

Roma (Agência Fides ) – A Caritas do Japão, com o apoio da rede da Caritas Internacional, está pronta para trabalhar junto com o Governo japonês em favor da emergência e a reabilitação das populações atingidas pelo terremoto e pelo tsunami: foi o que disse à Agência Fides Pe. Bonnie Mendes, Diretor do Departamento Ásia da Caritas Internacional, que em Bangcoc está desempenhando uma função de coordenação entre o Governo, a rede internacional e os escritórios centrais. “A obra da Caritas no Japão – explica à Fides – agora é a de se preparar para responder às necessidades que o Governo irá solicitar no campo das ajudas humanitárias. Por isto, instituímos um Centro de Emergência em Sendai. As operações de resgate são realizadas por pessoas da proteção civil nipônica, altamente qualificadas, no campo dos recursos e de tecnologias. Neste caso, onde o desastre atingiu uma sociedade muito bem organizada, não é necessária a presença de voluntários armados somente de boa vontade, mas servem ajudas miradas. A Caritas é uma das organizações que, se chamada para ajudar, estará pronta para entrar em campo para ajudar nas emergências”. Pe. Mendes ressalta ambém que “o problema da possibilidade de contaminação nuclear, impõe máxima prudência e pessoas especializadas também na equipe de resgate”. “O nosso trabalho – ressalta o Diretor da Caritas Ásia – será mais útil, amplo e intenso na segunda fase, relativa à reabilitação pós-emergência. Então teremos que fazer o máximo esforço”. Pe. Mendes disse que “está muito contente com as respostas que chegam dos países asiáticos: as Caritas de Cingapura, Macau, Taiwan, Mianmar e Vietnã, país muito pobre e com dificuldade internas, arrecadaram fundos. Muito ativa está sendo também a Caritas Coreia que, com outros grupos cristãos, está se ativando para ajudar com recursos humanos e tecnológicos a Caritas no Japão. Também na Índia e no Paquistão as comunidades católicas iniciaram coletas e estão acompanhando o povo japonês com a oração. É uma grande manifestação de solidariedade que nos conforta muito”. Sobre o comportamento que hoje vivem os católicos e todo o povo japonês, Pe. Mendes cita as palavras do Salmo 50: “Um coração contrito e humilde tu não o despreza”. “Estou certo de que Deus ouvirá o grito e as orações deste povo que sofre neste momento”. (PA) (Agência Fides 17/3/2011)

Bento XVI deseja uma Quaresma marcada pela atenção aos pobres (Rádio Vaticano)

Fonte: Rádio Vaticano

11/03/2011

Bento XVI deseja uma Quaresma marcada pela atenção aos pobres

(11/3/2011) Bento XVI recebeu em audiência nesta sexta feira 45 membros da associação caritativa Pro Petri Sede.
Temos uma responsabilidade em relação aos pobres do nosso tempo disse o Papa ,dirigindo-se aos membros desta associação agradecendo-lhes pela sua ajuda ás populações tão duramente provadas nos últimos tempos e em particular as populações de Haiti, atingidas pelo terramoto nos meses passados.
Bento XVI recordou que a esmola é um dos empenhos centrais da Quaresma e sublinhou como, contribuindo a lutar contra a pobreza, esmola e partilha aproximam-nos dos outros.
“ Verdadeiramente nós precisamos de nos deixar iluminar pela luz de Cristo, para que, do nosso lado, sentindo a urgência da nossa responsabilidade em relação aos pobres do nosso tempo, possamos dirigir sobre eles o nosso olhar que restitui confiança.
Bento XVI afirmou que o “serviço da caridade” pertence à “própria natureza da Igreja” e que esta deve oferecer tanto a “indispensável assistência material” como a “atenção do coração e do amor de que as pessoas em dificuldade tanto precisam”.

Publicado em Rádio do Vaticano.

O Papa reza pelas vítimas do terremoto no Japão e “por todos os que sofrem por causa destes terríveis eventos” (Agência Fides)

Fonte: Agência Fides

14.03.2011

VATICANO – O Papa reza pelas vítimas do terremoto no Japão e “por todos os que sofrem por causa destes terríveis eventos”

Cidade do Vaticano (Agência Fides) – “As imagens do trágico terremoto e do consequente tsunami no Japão deixaram todos nós fortemente impressionados” – disse o Santo Padre Bento XVI domingo, 13 de março, após rezar a oração do Angelus. “Desejo renovar minha proximidade espiritual à querida população daquele país, que com dignidade e coragem, está enfrentando as consequências desta calamidade – prosseguiu o Pontífice. Rezo pelas vítimas, por seus familiares e por todos os que sofrem por causa destes terríveis eventos. Encorajo as pessoas que com admirável disponibilidade estão se esforçando para levar ajuda. Permaneçamos unidos na oração. O Senhor está conosco!”. Em 12 de março, dia seguinte ao terremoto e ao tsunami, o Santo Padre, por meio do Cardeal Secretário de Estado, enviou um telegrama de pesar a Dom Leo Jun Ikenaga, S.I., Presidente da Conferência Episcopal Japonesa, expressando sua profunda dor e oferecendo orações. (SL) (Agência Fides 14/03/2011) 

Uma campanha de solidariedade em favor das vítimas do terremoto e do tsunami que atingiram o Norte do Japão será lançada amanhã, 13 de março, pela Caritas japonesa em todas as igrejas do país (Agência Fides)

Fonte: Agência Fides

12.03.2011

ÁSIA/JAPÃO – Caritas lança uma Campanha de solidariedade em todo o país

Nagoya (Agência Fides) – Uma campanha de solidariedade em favor das vítimas do terremoto e do tsunami que atingiram o Norte do Japão será lançada amanhã, 13 de março, pela Caritas japonesa em todas as igrejas do país. A iniciativa vai envolver também escolas, associações e instituições católicas, na intenção de coletar verbas para ajudar os desabrigados: é o que anuncia à Agência Fides pe. Daisuke Narui, Diretor Executivo da Caritas japonesa. O diretor frisa que “o nosso dever é demonstrar amor e solidariedade, principalmente pelas pessoas mais vulneráveis, como os idosos, migrantes e sem-teto. Trabalharemos juntos com ONGs de outras extrações. Neste momento, somos chamados a dar testemunho de unidade e a estarmos próximos de todo ser humano que sofre. Sabemos já que a resposta dos fiéis ao nosso apelo será muito generosa”.
Ilustrando a situação, Pe. Narui explica à Fides: “É um desastre terrível, um dos mais fortes da história do país. A área mais atingida é o Norte; já há mais de mil mortos, centenas de feridos e desabrigados internos”. A Caritas se ativou imediatamente depois da tragédia: “Logo depois do terremoto e do tsunami, organizamos um encontro de emergência em tele-conferência. Hoje, a prioridade é recolher informações das áreas mais atingidas, mas é difícil, porque as linhas telefônicas e elétricas ainda estão interrompidas. A Diocese mais atingida é Sendai, mas ainda não recebemos notícias do Diretor da Caritas diocesana e isto nos preocupa muito. Por isso, estamos estudando a possibilidade de uma missão in loco”, explica pe. Narui.
A respeito das consequências do drama, ele explica: “Creio que no Japão de hoje, marcado pela crise econômica, atingido pelo fenômeno social da depressão e dos suicídios, este evento doloroso possa representar uma oportunidade de difundir os valores do Evangelho, ou seja, a fraternidade de todos os homens, a construção do bem comum, reconhecer que toda pessoa tem a dignidade de filho de Deus e é importante aos olhos de Deus. Se com a nossa obra e o nosso testemunho, conseguirmos comunicar isto, deste mal poderá nascer um bem”. (PA) (Agência Fides 12/3/2011)

Publicado em Agência Fides.

………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………

Fonte: Agência Fides

12.03.2011

ÁSIA/JAPÃO – Emergência “crianças” depois do terrível terremoto

Tóquio (Agência Fides) – As crianças do Japão e de toda a área do Pacífico nunca viram um momento tão difícil como o atual, após o terremoto que segundo um balanço provisório, já deixou mil vítimas. A resposta das organizações humanitárias e da Igreja em todo o mundo foi imediata. Segundo informa um comunicado da Conferência Episcopal Australiana enviado à Agência Fides, o Arcebispo Philip Wilson, Presidente da Conferência dos Bispos australianos e dos Bispos da Inglaterra e Gales, assegurou suas orações pelas vítimas do mais grave terremoto registrado no Japão há 40 anos. O Arcebispo exortou também a Caritas Austrália a intervir rapidamente. Também o Presidente da Organização humanitária Save the Children, Charles F. MacCormack, lançou um apelo pelas crianças atingidas pelo terremoto e pela onda de tsunami. A organização, ao lado de outras agências, está priorizando as exigências específicas da crianças e fornecendo apoio de emergência. As crianças são sempre as vítimas mais vulneráveis em situações de emergência e é preciso uma intervenção específica para apoiá-las física e emotivamente, e ajudá-las a enfrentar imediatamente o choque. (AP) (12/3/2011 Agência Fides)

Publicado em Agência Fides.

Na audiência geral Bento XVI falou da Quaresma convidando à penitência e a intensificar o empenho pela conversão (Rádio Vaticano)

Fonte: Rádio Vaticano

Na audiência geral Bento XVI falou da Quaresma convidando à penitência e a intensificar o empenho pela conversão

(9/3/2011) Nesta quarta feira o Papa assinalou o início da Quaresma ao referir-se ao “austero símbolo das Cinzas”, imposto aos fiéis que participam nas missas celebradas neste dia.

“A cinza abençoada imposta sobre a nossa cabeça é um sinal que nos recorda a nossa condição de criaturas, que convida à penitência e a intensificar o empenho pela conversão”, realçou Bento XVI.
A Quaresma – “um itinerário espiritual” até à Páscoa – consiste em “acompanhar Jesus que sobe a Jerusalém, lugar do cumprimento do seu mistério de paixão, morte e ressurreição”, afirmou.
Para chegar “à vitória da vida, do amor, do bem, também nós devemos tomar a cruz de cada dia”, disse Bento XVI, mencionando as narrativas bíblicas em que Jesus carrega a cruz onde viria ser crucificado.
A intervenção do Papa na audiência geral, que decorre habitualmente às quartas-feiras, incluiu um apelo à presença dos fiéis nas celebrações da Quaresma, que não se referem apenas a “uma recordação de factos passados”.
Bento XVI salientou a presença frequente da palavra “hoje” na liturgia, que deve ser entendida no seu “sentido originário e concreto, não metafórico”.
“Hoje Deus revela a sua lei, e a nós é dado escolher entre o bem e o mal, entre a vida e a morte”; hoje o Reino de Deus está próximo (…); hoje Cristo morreu no Calvário e ressuscitou dos mortos (…); hoje é-nos dado o Espírito Santo; hoje é o tempo favorável”, indicou.
Na sua catequese o Papa deteve-se nas vertentes que acompanham aquele tempo litúrgico – jejum, esmola, oração –, assinalando que o primeiro “significa a abstinência de alimento, mas compreende outras formas de privação para uma vida mais sóbria”.
Esta renúncia, frisou, “não é ainda a realidade plena do jejum”, constituindo antes “o sinal externo de uma realidade interior”, do “empenho” em evitar o “mal” e “viver do Evangelho”, pelo que “não jejua verdadeiramente quem não se alimenta da Palavra de Deus”.
Referindo-se à esmola, Bento XVI citou São Leão Magno, papa do século V, assinalando que ela, “sob o nome único de ‘misericórdia’, abraça muitas obras boas”, que estão ao alcance não só dos “ricos” mas também das pessoas “de condição modesta e pobre”.
A Quaresma, período de 40 dias, excepto os domingos, que se prolonga até à Páscoa, “convida a uma oração mais fiel e intensa e a uma prolongada meditação”, mesmo que seja “difícil fazer silêncio”.
Estas as palavras proferidas por Bento XVI em língua portuguesa Queridos irmãos e irmãs,
Hoje está prevista, na celebração da Eucaristia, o rito da imposição das cinzas. Trata-se de um sinal que nos recorda a nossa condição de criaturas e nos convida à penitência e à conversão, para nos configurarmos cada vez mais com Cristo. A Igreja sabe que, à nossa fragilidade humana, custa fazer silêncio e parar diante de Deus, tomando consciência da nossa condição de criaturas que dependem d’Ele e necessitam do seu perdão. Por isso, na Quaresma, a Igreja convida a uma oração mais fiel e intensa e à meditação mais demorada da palavra de Deus. As leituras, que ouviremos na Missa dos próximos domingos e às quais vos convido a prestar especial atenção, propõem-nos o itinerário baptismal que, na tradição antiga, percorriam os catecúmenos – aqueles que se preparavam para o baptismo. Meditando-as, queremos reavivar em nós o dom, as exigências e os compromissos deste sacramento, que está na base da nossa vida cristã, a vida de ressuscitados com Cristo. * * * Saúdo cordialmente os fiéis das paróquias de Calhariz do Benfica e Brandoa no Patriarcado de Lisboa, os professores e alunos das comunidades escolares das dioceses de Coimbra e do Porto e ainda o grupo de peregrinos, médicos e professores, de Guimarães. A vós e a todos os presentes de língua portuguesa desejo um caminho quaresmal abençoado, que vos permita encontrar, acolher e seguir mais de perto Jesus; e assim poderdes dizer, com São Paulo, «já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim». Obrigado pela vossa presença. Ide com Deus.
As celebrações do início da Quaresma por parte de Bento XVI prosseguem esta tarde com inicio ás 16h30 (hora de Roma) com uma procissão penitencial pelas ruas do bairro romano do Aventino que termina na basílica de Santa Sabina, onde se celebra a missa.

Publicado em Rádio Vaticano.

A Quaresma, com início na Quarta-feira de Cinzas, é um tempo litúrgico muito importante para a nossa caminhada cristã (Ordem Franciscana – Irmãs Clarissas)

Fonte: Ordem Franciscana – Irmãs Clarissas

Quaresma: A CAMINHO DA PÁSCOA DO SENHOR

A CAMINHO DA PÁSCOA DO SENHOR

A Quaresma, com início na Quarta-feira de Cinzas, é um tempo litúrgico muito importante para a nossa caminhada cristã. Ajuda as pessoas e as comunidades eclesiais a se prepararem dignamente para a celebração da Páscoa do Senhor.

O período quaresmal é tempo sobremaneira apropriado à conversão de vida e à renovação interior. Aliás, não há Quaresma sem conversão. Converter-se é separar-se do mal e voltar-se para o bem. É mudar radicalmente de vida e de critérios. A conversão radical insere-se no coração da vida. Exige gestos concretos de amor e de misericórdia, de partilha fraterna e de justiça. Podemos dizer que o cristão é um convertido em estado de conversão, pois a conversão dura, enquanto perdurar nosso peregrinar neste mundo.

Converter-se é procurar viver todos os dias a “vida nova”, da qual Cristo nos revestiu, transformando-nos Nele, para fazer um só corpo com Ele e com os irmãos.

Há em nós atitudes que devem morrer. Converter-se cada dia exige morrer aos poucos, sepultar-nos com Cristo para ressuscitarmos com Ele.

O amor de Deus chama-nos à conversão, a renunciar a tudo o que Dele nos afasta. O que mais nos afasta de Deus é o pecado. Pecar é estar no lugar errado, longe da amizade e da graça de Deus.

A conversão quaresmal significa, portanto, crescer na prática das virtudes cristãs. Somos sempre catecúmenos em formação permanente, progredindo no conhecimento e no amor de Cristo.

Ao longo da Quaresma, somos convidados a contemplar o Mistério da Cruz, entrando em comunhão com os seus sofrimentos, tornando-nos semelhantes a Ele na Sua morte, para alcançarmos a Ressurreição dentre os mortos (cf. Fl 3, 10-11). Isso exige uma transformação profunda pela ação do Espírito Santo, orientando nossa vida segundo a vontade de Deus, libertando-nos de todo egoísmo, superando o instinto de dominação sobre os outros e abrindo-nos à caridade de Cristo (cf. Bento XVI, Mensagem da Quaresma 2011).

O período quaresmal é ainda tempo favorável para reconhecermos a nossa fragilidade, abeirando-nos do trono da graça, mediante uma purificadora confissão de nossos pecados (cf. Hb 4, 16). Na Igreja “existem a água e as lágrimas: a água do Batismo e as lágrimas da penitência” (Santo Ambrósio). Vale a pena derramar essas lágrimas, através de uma boa confissão sacramental.

Jesus convida à conversão. Este apelo é parte essencial do anúncio do Reino: “Convertei-vos e crede na Boa-Nova” (Mc, 1, 15).

O itinerário quaresmal é um convite à prática de exercícios espirituais, às liturgias penitenciais, às privações voluntárias como o jejum e a esmola, à partilha fraterna e às obras de caridade (cf. Catecismo da Igreja Católica, 1438). É igualmente um tempo forte de escuta mais intensa da Palavra de Deus e de oração mais assídua.

Quanto mais fervorosa for a prática dos exercícios quaresmais, maiores e mais abundantes serão os frutos que colheremos e hauriremos do Mistério de nossa redenção.

Também a vivência da Campanha da Fraternidade ajuda a fazermos uma boa preparação para a Páscoa. A CNBB propõe para este ano o tema “Fraternidade e a Vida no Planeta”, e como Lema: “A criação geme em dores de parto” (Rm 8, 22).

Maria Santíssima, Mãe do Redentor, guie-nos neste itinerário quaresmal, caminho de conversão ao encontro pessoal com Cristo ressuscitado.

Com o coração voltado para Cristo, vencedor da morte e do pecado, vivamos intensamente o período santo e santificador da Quaresma.

Dom Nelson Westrupp, scj – Bispo Diocesano de Santo André – SP

(fonte: http://senhorbomjesus.net)

Publicado ems Ordem Franciscana – Irmãs Clarissas.

Santa Teresa deixou-nos uma espiritualidade que podemos designar como “teresianismo” (…) – Carmelo Santa Teresa – Portugal

"Santa Teresa, Doutora Mística, inspirada pelo Espírito Santo", Josefa de Óbidos.

Fonte: Carmelo Santa Teresa – Portugal

Espiritualidade

S. Teresa de Jesus

Santa Teresa deixou-nos uma espiritualidade que podemos designar como “teresianismo”, que resumidamente se pode apresentar por estas três componentes:

1) Vida, a sua própria pessoa

Na base da sua espiritualidade está a sua experiência pessoal, humana e cristã, ou seja, a sua maneira própria de encarar a existência e a sua experiência do mistério transcendente: o seu humanismo e o seu misticismo, bem equilibrados e unificados.

Ela mesma durante toda a sua vida, não só se esforçou no conhecimento próprio, como também o testemunha e daí deriva a maior parte da sua mensagem doutrinal. Experiência e doutrina tornam-se estreitamente unidas, tanto nos relatos autobiográficos como nas exposições doutrinais.

Assim, a própria Teresa irrompe como um tipo de vida para os seus seguidores e leitores. Torna-se ela própria assim uma referência, como acontece na tradição espiritual carmelitana, que desde as suas origens se inspirou nas grandes referências bíblicas, para além de Jesus: Elias e Eliseu, Maria e José, Paulo (através do texto da Regra).

Agora, é ela que encarna um tipo referencial de “Mulher e Mãe”: consciente da própria fragilidade, experiente em crises e lutas, sedenta de oração e contemplação, em permanente tensão de serviço, até atingir a plena maturidade humana e plenitude cristã no amor a Cristo, na profunda união a Deus, e na dinâmica do serviço aos outros, ao Carmelo e à Igreja. Luta ascética, sensibilidade humana, união mística, amizade e serviço são os rasgos fundamentais da sua pessoa e da sua história que marcam o seu legado espiritual.

2) A sua doutrina espiritual

O humanismo e o misticismo são as duas componentes básicas da sua doutrina espiritual, o díptico do seu magistério. Parte da simples antropologia teológica que apresenta a vida humana como abertura e recepção da vida divina.

Segundo ela, toda a vida espiritual radica na possibilidade de relações pessoais recíprocas entre Deus e o homem. Deus é transcendência (“magnificência”, diz ela), mas é um Deus “tratável”. E o homem, criatura e limitado, é, por sua vez, susceptível de elevação ao plano da vida divina. Essa relação do homem com Deus desenrola-se como “trato de amizade” entre ambos, com clara consciência humana de que o homem é amado por Deus. E essa relação “homem-Deus” é determinante para o desenvolvimento e plenitude humana, de morada em morada, já que o “castelo interior” (outro nome para o itinerário das “Moradas”) é do homem e de Deus.

O crescimento na relação com Ele é, por sua vez, determinante para a nova relação com os irmãos. Em Jesus, Deus feito homem, apresenta-se-nos mais patente a condição “tratável” de Deus: “Cristo é um grande amigo”; “Que mais queremos com um tão bom amigo ao nosso lado?” (V 22,7). Jesus é o modelo de relação do homem com os irmãos. De modo que ao chegar à maturidade das sétimas moradas, o homem não só cresceu em si mesmo chegando ao mais profundo do próprio “castelo”, mas também se converte em servidor absoluto dos outros, como Jesus.

Teresa situa o crescimento teologal na relação com Deus na vertente interior do homem. É no interior do “castelo” simbólico que se chega à plenitude da inabitação da Trindade e à união do homem com Cristo. Inversamente, o crescimento antropológico e sociológico culmina na vertente exterior, no serviço aos irmãos.

3) O estilo de vida que propôs para os seus seguidores

É a vontade transmissora que Teresa propõe.

A quase totalidade dos seus escritos tem por destinatárias as suas filhas. Escreve-lhes para lhes transmitir a sua mensagem espiritual e pô-las em contacto pessoal com a experiência vivida por ela.

Para este grupo escreve expressamente o Caminho de Perfeição, Moradas e Fundações. Tem por critério: “Não direi coisa de que não tenha por experiência.”

Fará pedagogia e mistagogia: que as suas leitoras (e o leitor orante actual) partilhem o seu ideal e convicções, mas que também empatizem com as suas vivências, como ela mesma empatizou com frei João da Cruz. O magistério de ambos é complementar. Num e noutro, a teologia espiritual e a pedagogia do “Caminho” ou da “Subida do monte” convertem-se em mistagogia. Aos dois interessa, acima de tudo, o mistério de Deus no homem. Ou seja, provocar nos leitores uma comunhão de experiência.

Mais do que todas as estruturas que regulam a da do grupo (as leis da Regra e Constituições, ou a observância), o verdadeiro factor unificador, o verdadeiro motor do “teresianismo” é a comunhão na experiência de Deus e no novo estilo de fraternidade.

De novo se encontram o misticismo e humanismo teresianos.

Publicado em Carmelo Santa Teresa.

O Papa no Angelus recorda “o comovente sacrifício da vida do ministro paquistanês Shahbaz Bhatti”, juntamente com numerosos mortos e a “crescente crise humanitária” na Líbia (Agência Fides)

Fonte: Agência Fides

07.03.2011

VATICANO – O Papa no Angelus recorda “o comovente sacrifício da vida do ministro paquistanês Shahbaz Bhatti”, juntamente com numerosos mortos e a “crescente crise humanitária” na Líbia

Cidade do Vaticano (Agência Fides) – “Eu sigo continuamente e com grande preocupação as tensões que, nestes dias, se verificam na África e na Ásia”, disse o Papa Bento XVI, após recitar o Angelus com os fiéis reunidos na Praça de São Pedro, no domingo, 6 de março. “Peço ao Senhor Jesus – disse o Papa – para que o sacrifício da vida do Ministro paquistanês Shahbaz Bhatti desperte nas consciências a coragem e o compromisso de proteger a liberdade religiosa de todos os homens e, de tal modo, promover a sua igualdade dignidade. O meu pensamento sincero se dirige à Líbia, onde os recentes combates têm causado muitas mortes e uma crescente crise humanitária. Para todas as vítimas e aqueles que se encontram em situações de aflição, asseguro-lhes minhas orações e minha proximidade, e invoco assistência e socorro às pessoas afetadas. “Ao introduzir a oração mariana, o Santo Padre se deteve a comentar o Evangelho de domingo, a conclusão do “Sermão da Montanha”, onde o Senhor Jesus, através da parábola das duas casas construídas sobre a rocha e outra sobre a areia, convida os discípulos a ouvirem suas palavras e colocá-los em prática”. O Papa exortou os fiéis “a abrirem espaço, a cada dia, à Palavra de Deus, a nutrirem-se dela e a meditá-la constantemente. “É também uma preciosa ajuda se proteger de um ativismo superficial, que pode satisfazer por um momento o orgulho, mas no final deixa vazio e insatisfação”. (SL)

* O texto integral do discurso do Santo Padre, em várias línguas

Publicado em Agência Fides.

“Numa fase econômica de aumento dos preços alimentares e do petróleo, e de mudanças políticas que atingem milhões de pessoas que já padecem a fome, a ajuda da Igreja Católica e das suas diversas instituições eclesiásticas é ainda mais vital no apoio à acção do Programa Alimentar Mundial a favor dos mais vulneráveis” – Josette Sheeran – Diretora Executiva do Programa Alimentar Mundial (Rádio Vaticano)

Fonte/imagem/artigo: pime.org: “Fome no Mundo – um problema sem solução?”

______________________________________________________________________________________________

Fonte: Rádio Vaticano

02.03.2011

Audiência do Papa á Directora Executiva do Programa Alimentar Mundial

Bento XVI recebeu em audiência particular nesta quarta-feira, no Vaticano, a Directora Executiva do Programa Alimentar Mundia Josette Sheeran.

Segundo refere um comunicado desta agência humanitária da ONU, Sheeran informou o Papa sobre a missão, há pouco concluída, na fronteira entre a Líbia e a Tunísia, onde pôde constatar directamente a presença de dezenas de milhares de pessoas que fogem das violências num contexto de emergente crise humanitária.

Sheeran visitara a área para lançar uma resposta de emergência a fim de oferecer assistência alimentar aos mais vulneráveis e para ajudar os países em transição política a reforçar as suas redes de protecção alimentar.

“Fiquei comovida com o interesse de Sua Santidade por esse balanço. Expressou a sua preocupação pelas pessoas inocentes no meio dessa terrível tragédia” – afirma Sheeran.

“Numa fase econômica de aumento dos preços alimentares e do petróleo, e de mudanças políticas que atingem milhões de pessoas que já padecem a fome, a ajuda da Igreja Católica e das suas diversas instituições eclesiásticas é ainda mais vital no apoio à acção do Programa Alimentar Mundial a favor dos mais vulneráveis” – reitera.

São numerosas as instituições eclesiásticas e as organizações não-governamentais de inspiração católica que colaboram de modo estável com a agência da ONU para a assistência alimentar.

Dentre elas encontram-se a Caritas Internacional com as suas diversas agências nacionais, com a qual o Programa Alimentar Mundial estabeleceu acordos de parceria em 29 países; a Comunidade de Santo Egídio , com a qual são activos programas nos sectores da assistência alimentar e da saúde; o Catholic Relief Services (CRS) e o Serviço dos Jesuítas para Refugiados (JRS).

Todo os anos, o Programa Alimentar Mundial fornece alimentos a mais de 90 milhões de pessoas em mais de 70 países.

Publicado em Rádio Vaticano.

Bento XVI: “Estudar com diligência as linguagens da moderna cultura digital para ajudar a missão evangelizadora da Igreja e inserir nestas novas modalidades expressivas os conteúdos da fé cristã.” – Discurso no Pontifício Conselho das Comunicações (Rádio Vaticano)

 

Fonte/imagem/texto: Arquidiocese de São Paulo  –“Igreja Católica se prepara para usar novas mídias”

____________________________________________________________________________________________

Fonte: Rádio Vaticano

BENTO XVI: IGREJA APRENDA LINGUAGENS DA NOVA MÍDIA PARA INSERIR EVANGELHO NA CULTURA DIGITAL

Cidade do Vaticano, 28 fev (RV) – Estudar com diligência as linguagens da moderna cultura digital para ajudar a missão evangelizadora da Igreja e inserir nestas novas modalidades expressivas os conteúdos da fé cristã.

Esse foi, substancialmente, o discurso que Bento XVI dirigiu na manhã desta segunda-feira, na Sala Clementina, no Vaticano, aos membros que participam – de hoje até a próxima quinta-feira – da plenária do Pontifício Conselho das Comunicações Sociais.

Uma linguagem “emotiva”, exposta ao risco constante da banalidade. De contrapartida, uma linguagem rica de símbolos, de milhares de anos a serviço do transcendente. O que a comunicação digital tem em comum com a comunicação da Bíblia? Pouco, aparentemente, se não fosse que para a Igreja não existe linguagem nova que não possa ser compreendidade e utilizada para anunciar a mensagem de sempre, a mensagem do Evangelho.

Bento XVI examinou as implicações dessa questão voltando a um tema muitas vezes abordado nestes últimos anos: o das novas tecnologias e das mudanças que elas induzem no modo de comunicar, a ponto de ter configurado “uma vasta transformação cultural”.

As redes web – afirmou o Pontífice – são a demonstração de como “oportunidades inéditas” estão delineando um “novo modo de aprender e de pensar”, de “estabelecer relações e construir comunhão”. Mas não basta ter consciência disso – observou. A análise deve ser mais profunda:
“As novas linguagens que se desenvolvem na comunicação digital determinam, entre outras coisas, uma capacidade mais intuitiva e emotiva que analítica, orientam a uma diferente organização lógica do pensamento e da relação com a realidade, privilegiam, muitas vezes, a imagem e as conexões hipertextuais. Ademais, a tradicional distinção nítida entre linguagem escrita e oral parece abrandar em favor de uma comunicação escrita que assume a forma e a imediação da oralidade.”

Estar “na rede” – prosseguiu o Papa – requer que a pessoa se encontre envolvida com aquilo que comunica. E, portanto, nesse nível de interconexão as pessoas não se limitam a trocar informações, mas “já estão compartilhando a si mesmas e a sua visão de mundo”. Uma dinâmica que, para o Santo Padre, não está isenta de pontos fracos:
“Os riscos que se correm, certamente, estão diante dos olhos de todos: a perda da interioridade, a superficialidade no viver as relações, a fuga na emotividade, o prevalecer da opinião mais convincente em relação ao desejo de verdade. E, todavia, estes são a consequência de uma incapacidade de viver plenamente, e de modo autêntico, o sentido das inovações. Eis o motivo pelo qual é urgente a reflexão sobre as linguagens desenvolvidas pelas novas tecnologias.”

Aí – observou o Pontífice – se insere o trabalho que a Igreja deve fazer e, particularmente, o Pontifício Conselho das Comunicações Sociais. “Aprofundar a cultura digital” e, posteriormente, “ajudar aqueles que têm responsabilidade na Igreja” a “entender, interpretar e falar a “nova linguagem” da mídia em função pastoral”. Bem sabendo que nem mesmo a dimensão espiritual da pessoa é estranha ao mundo da comunicação:
“A cultura digital apresenta novos desafios à nossa capacidade de falar e de escutar uma linguagem simbólica que fale da transcendência. Jesus mesmo no anúncio do Reino soube utilizar elementos da cultura e do ambiente de seu tempo: o rebanho, os campos, o banquete, as sementes, e assim por diante. Hoje somos chamados a descobrir, também na cultura digital, símbolos e metáforas significativas para as pessoas, que possam ser de ajuda ao falar do Reino de Deus ao homem de hoje.”

Bento XVI reiterou que a “relação sempre mais estreita e ordinária entre o homem e as máquinas”, sejam elas computadores ou celulares, pode encontrar na riqueza expressiva da fé e nos “valores espirituais” uma dimensão ainda mais ampla do que a já além-fronteiras que a tecnologia parece assegurar.

Quatro séculos atrás, o jesuíta Pe. Matteo Ricci, o grande apóstolo da China, soube demonstrar isso, conseguindo acolher “tudo aquilo que existia de positivo” na tradição daquele povo, e “animá-lo e elevá-lo com a sabedoria e a verdade de Cristo”. A mesma coisa são chamados a fazerem os cristãos de hoje, que no mundo da mídia podem contribuir para abrir “horizontes de sentido e de valor que a cultura digital sozinha não é capaz de entrever e representar” – concluiu o Santo Padre. (RL)

Publicado em Rádio Vaticano.

São Vicente de Paulo – Memória – 27 de fevereiro (Evangelho Quotidiano)

Fonte/imagem/biografia: Educandário Santa Teresa

____________________________________________________________________________________________

Fonte: Evangelho Quotidiano

Domingo, dia 27 de Fevereiro de 2011

8ª Domingo do Tempo Comum – Ano A (semana IV do saltério)
Hoje a Igreja celebra : S. Gabriel de Nossa Senhora das Dores, confessor, +1862,  S. Leandro, bispo, +600

Ver comentário em baixo (…)
São Vicente de Paulo : Procurai primeiro o reino de Deus

Evangelho segundo S. Mateus 6,24-34.

Ninguém pode servir a dois senhores: ou não gostará de um deles e estimará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro.» «Por isso vos digo: Não vos inquieteis quanto à vossa vida, com o que haveis de comer ou beber, nem quanto ao vosso corpo, com o que haveis de vestir. Porventura não é a vida mais do que o alimento, e o corpo mais do que o vestido? Olhai as aves do céu: não semeiam nem ceifam nem recolhem em celeiros; e o vosso Pai celeste alimenta-as. Não valeis vós mais do que elas? Qual de vós, por mais que se preocupe, pode acrescentar um só côvado à duração de sua vida? Porque vos preocupais com o vestuário? Olhai como crescem os lírios do campo: não trabalham nem fiam! Pois Eu vos digo: Nem Salomão, em toda a sua magnificência, se vestiu como qualquer deles. Ora, se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã será lançada ao fogo, como não fará muito mais por vós, homens de pouca fé? Não vos preocupeis, dizendo: ‘Que comeremos, que beberemos, ou que vestiremos?’ Os pagãos, esses sim, afadigam-se com tais coisas; porém, o vosso Pai celeste bem sabe que tendes necessidade de tudo isso. Procurai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça, e tudo o mais se vos dará por acréscimo. Não vos preocupeis, portanto, com o dia de amanhã, pois o dia de amanhã já terá as suas preocupações. Basta a cada dia o seu problema.»

Da Bíblia Sagrada

Comentário ao Evangelho do dia feito por :

São Vicente de Paulo (1581-1660), presbítero, fundador de comunidades religiosas
Conferência de 21/02/1659 (trad. a partir de Seuil 1960, p. 547)

Procurai primeiro o reino de Deus

«Procurai primeiro o reino de Deus e a sua justiça, e tudo o mais se vos dará por acréscimo.» […] Por conseguinte é dito que procuremos o reino de Deus. «Procurai-o» é apenas uma palavra, mas parece-me significar muitas coisas. Quer dizer […] trabalhar incessantemente para o reino de Deus, e não permanecer num estado ocioso e estático, prestar atenção ao interior para bem o regrar, e não aos divertimentos exteriores. […] Procurai a Deus dentro de vós, visto que Santo Agostinho confessa que, enquanto O procurou fora dele, não O encontrou. Procurai na vossa alma, como Sua morada agradável e base onde os Seus servos procuram pôr em prática todas as virtudes. A vida interior é imprescindível, e é necessário ampliá-la; se não tivermos vida interior, nada temos. […] Procuremos tornar-nos interiores. […] Procuremos a glória de Deus, procuremos o reino de Jesus Cristo. […]

«Mas [dir-me-ão] há tanto a fazer, tantos trabalhos em casa, tantos empregos na cidade, no campo; trabalho por toda a parte; será então necessário deixar tudo para pensar unicamente em Deus?» Não, mas é necessário santificar estas ocupações procurando a Deus nelas, e fazê-las para O encontrar, mais do que para as ver feitas. Nosso Senhor quer, antes de tudo, que procuremos a Sua glória, o Seu reino, a Sua justiça, e, por isso, que o nosso tesouro seja a vida interior, a fé, a confiança, o amor, os exercícios espirituais […], os trabalhos e as dores com vista a Deus, nosso soberano Senhor. […] Uma vez assim constituídos na procura da glória de Deus, temos a certeza de que o resto se seguirá.

Publicado em Evangelho Quotidiano.