“Com sua singeleza, pureza e entrega, N. Senhora trouxe ao mundo o Filho – o modelo acabado de perfeição e bondade.” Nossa Senhora do Carmo – 16 de julho (OCDS)

Fonte: Ordem dos Carmelitas Descalços Seculares (OCDS)

A Mãe apresentada pelas Filhas – Nossa Senhora do Carmo

Diversos e diferentes títulos são ofertados Àquela que, em frações de segundos não hesitou em dizer o “Sim” mais importante da história da salvação e da humanidade. Com sua singeleza, pureza e entrega, Nossa Senhora trouxe ao mundo o Filho – o modelo acabado de perfeição e bondade. Após este momento fulgural toda uma teologia desenvolveu-se culminando com a morte e ressurreição de Jesus.

No Carmelo, a flor mimosa e bela, desde os remotos tempos do Profeta e Santo Elias, passando pela presença junto à São Simão Stock, tem sido sempre notada pela presença discreta e decisiva em importantes momentos da vida de diversos Santos e Santas.

Com a reforma Teresiana do Carmelo sempre ficou evidente o amor e carinho não somente da Madre como de São João da Cruz, mas também de suas filhas carmelitas à Virgem Maria. Então, como estas filhas se dirigiram a sua Mãe e Virgem do Carmo? Apenas para ilustrar esta relação de amor filial, de veneração e de carinho, podemos pelos frutos admirar ainda mais a frondosa árvore.

Durante seus poucos anos de vida no mundo, Teresa de Jesus dos Andes, nos apresenta uma Mãe generosa e uma guia espiritual. Nos diz: “Mãe minha, mostra que és minha Mãe. Ouve o grito de minha alma pecadora arrependida, que sofre e leva até o fim o cálice da dor. Mãe, consola-me, alenta-me, aconselha-me, acompanha-me e abençoa-me”. Ainda em outro momento de seus textos nos mostra algumas das virtudes da Virgem. Oh Mãe, celestial Madonna que nos guia. Tu deixaste cair de tuas mãos maternais raios de céu. Minha alma, extasiada a teus pés virginais, te escutava. Tua linguagem era terna, era de céu, quase divino”.

E como a Santa de Lisieux se dirigia a sua Mãezinha? Na poesia número 7, Canto de gratidão à Virgem do Carmo, ela nos ensina:

Desde o primeiro instante de minha vida
me tomaste em teus braços,
e desde aquele momento,
minha amada Mãe,
me proteges aqui na terra.
Para guardar intata minha inocência,
me escondeste em um suave e doce ninho,
guardaste minha infância
à bendita sombra
de um claustro retirado.

E mais tarde, ao chegar
minha juventude em seus primeiros dias,
escutei o chamado de Jesus.
Me mostraste o Carmelo
com inefável ternura.
“Venha imolar-te por teu Salvador
– me dizias, então com doçura –
perto de mim te sentiras feliz,
Venha imolar-te por teu Salvador”

Perto de ti, oh minha terna Mãe,
encontrei a paz do coração,
nesta terra nada mais desejo,
Só Jesus é toda minha ventura.
Se alguma vez me assaltam
a tristeza ou o medo,
em minha debilidade, tu me sustenta
e sempre, minha Mãe, me abençoa.

Alcançai-me a graça de manter-me fiel
a meu divino Esposo, Jesus
Para que um dia
eu escute sua voz doce
quando eu voar me convide a sentar-me
entre seus eleitos.
Então já não haverá
nem desterro, nem mais sofrimento.
Já no céu,
eu voltarei a cantar-te
meu amor e gratidão,
doce e amável Rainha do Carmelo.

Também podemos admirar e constatar a beleza da Mãe pelos dizeres da Beata Elisabete da SS. Trindade que tão bem expressou os seus sentimentos de amor a Virgem do Carmo, quando nos fala: “Quem mais terna, mais misericordiosa que Maria? Ela sofreu tanto por nós! Podia demonstrar-nos de modo melhor o seu amor? Vejo-a contemplando o seu Jesus morto que repousa em seus braços. Quanto sofre esse coração de Mãe! Seria eu capaz de recusar-lhe o meu consolo?”.

Assim, neste dia 16 pedimos a mimosa e admirável flor do Carmelo, Maria, que continue a abençoar com seu manto sagrado e com o Santo escapulário, a todas as suas filhas e filhos carmelitas e a todos que peregrinam rumo a morada celestial.

Professor Hercílio Martelli Júnior e Irmã Maria Teresa Margarida do Sagrado Coração de Jesus, OCD.

Publicado por Ordem dos Carmelitas Descalços Seculares (OCDS).

Santa Isabel da Hungria: “Ela sabia unir, com rara felicidade, a vida ativa à contemplativa.” – Terceira franciscana – Roberto Alves Leite (in “O Catolicismo)

Fonte: O Catolicismo

Santa Isabel da Hungria: nobreza e resignação heróica no infortúnio

Nos faustos da corte, piedade. Sob a calúnia e a perseguição, magnanimidade. Na opulência, caridade extremada. E, com a morte, a glória dos altares e da felicidade eterna.

Por Roberto Alves Leite

A vida de um santo é uma cruzada épica, em que ele põe todas as suas forças físicas e espirituais em ação. Quer se tenha convertido na maturidade, quer tenha sido aquinhoado desde pequeno com grandes dons, a partir do momento em que decidiu aprimorar-se nas virtudes e combater seus defeitos para alcançar a santidade o aspecto heróico passará a ser uma característica predominante em sua vida. Tal aspecto pode manifestar-se, às vezes, de forma surpreendente.
Quando Santa Isabel da Hungria nasceu, em 1207, cessaram todas as guerras em seu país natal. Seu pai, o Rei André II, da dinastia dos Arpades, e sua mãe, Gertrudes de Meran, descendente direta de Carlos Magno, tinham motivos para se alegrar por esta feliz coincidência.

Quatro anos depois, o Duque Herman, da Turíngia, enviou magnífica embaixada à Hungria para solicitar ao Rei a mão de Isabel para seu filho Luís, de onze anos.

Isabel passou a viver então na corte da Turíngia, onde, à medida que crescia, ia manifestando sua profunda piedade, que caracterizava todos os seus atos. Quando atingiu a adolescência, foi alvo de críticas da parte de nobres da corte, que a acusaram de ser muito religiosa, reservada, sem os traços mundanos que eles julgavam necessários para uma duquesa. Também diziam que ela iria arruinar o reino com as esmolas que dava.

Aos 13 anos, casou-se com Luís. Este tinha todas as qualidades de um autêntico cruzado, um verdadeiro defensor da Igreja. Em 1227 partiu para a Terra Santa como cruzado, com a elite de sua cavalaria, viagem da qual não haveria de voltar, pois morreu na mesma.

Hospedada no lugar dos porcos…

Viúva aos 20 anos, Isabel viu então a perseguição abater-se sobre ela e seus quatro filhos, um dos quais recém-nascido. O Duque Henrique, seu cunhado, que jurara protegê-la, expulsou-a do palácio com seus filhos e duas damas de honra, que lhe permaneceram fiéis. E proibiu à população recebê-la em suas casas.

Assim, em pleno inverno, Isabel viu-se obrigada a andar pelas ruas e bater de porta em porta, na esperança de que alguma alma caridosa se dispusesse a recebê-la. Só conseguiu entrar numa estalagem, onde o dono lhe destinou o lugar onde estavam os porcos, que foram removidos para ali ficar com seus filhos uma duquesa e princesa real.

No dia seguinte vagueou desamparada pela mesma cidade onde tantas pessoas se tinham beneficiado das esmolas que distribuíra com a prodigalidade que lhe era peculiar. Finalmente um padre, pobre também, resolve acolhê-la e dar-lhe certa proteção. Para que os filhos não morressem de fome, é obrigada a aceitar o conselho de deixá-los em mãos de outras pessoas.

Aparições do Redentor, de Nossa senhora e de São João Batista

Em sua vida de miséria e desamparo, Isabel sofreu muitas humilhações, tantas vezes vindas daquelas mesmas pessoas a quem muito tinha ajudado quando estavam necessitadas. Mas Nosso Senhor Jesus Cristo, que a ninguém esquece, aparecia para consolá-la em suas aflições. São João Batista vinha confessá-la, e Nossa Senhora muitas vezes a visitava para a instruir, esclarecer e fortificar. Foi nessa ocasião que decidiu viver apenas para Deus.

Tendo chegado aos ouvidos de seus parentes, na Hungria, as provações por que passava, recebeu ela de seu tio, o Bispo-Príncipe de Bamberg, um castelo à altura de sua posição.

Além disso, os vassalos de seu finado marido, o Príncipe Luís, ao voltarem da Cruzada, dirigiram palavras duras ao usurpador, acusando-o de ter ofendido a Deus e desonrado o Ducado da Turíngia.

Isabel foi então reconduzida aos seus domínios, onde passou a exercer a caridade como desejava; e para melhor fazê-lo, decidiu recolher-se como terceira franciscana.

Virtude heróica: exagero para alguns…

Nesta situação, entretinha-se fiando a lã para dá-la aos pobres. Sua paciência e caridade não tinham limites. Nada a irritava ou descontentava. No atendimento aos doentes, nunca se viu tão maravilhoso triunfo sobre as repugnâncias dos sentidos. Era de espantar ver como a filha de um rei e viúva de um duque tratava os indigentes mais miseráveis. Até pessoas piedosas julgavam que ela exagerava em seus cuidados.

Seu pai, ao saber como vivia, enviou-lhe mensageiros para tentar retirá-la desse “estado miserável”. Ela lhes respondeu que, vivendo assim, era mais feliz que seu pai em sua pompa real. E retomou serenamente seu trabalho de tecer a lã.

Ela sabia unir, com rara felicidade, a vida ativa à contemplativa. Apesar das fatigantes obras de misericórdia a que se dedicava, sempre encontrava tempo para passar longas horas na oração e na meditação.

Era incansável na distribuição de benefícios materiais e espirituais. A um surdo-mudo ordenou, em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, que dissesse de onde vinha; ao que ele imediatamente obedeceu, contando sua história. Do mesmo modo, cegos, possessos e estropiados eram curados.

Milagres atestam santidade antes e depois da morte

Tinha apenas 24 anos quando Nosso Senhor chamou-a a Si para premiá-la com a glória celestial. Na véspera da morte, sua fisionomia transformou-se. Seu olhar tornou-se resplandecente, manifestando uma alegria e felicidade que cresciam a cada instante. Quando exalou seu último suspiro, um delicioso perfume se espalhou pelo ar, ao mesmo tempo que um coro de vozes do Céu se fez ouvir em cânticos de júbilo. Era o dia 19 de Novembro de 1231.

A notícia de sua morte atraiu verdadeira multidão que desejava contemplá-la pela última vez antes de seu sepultamento. Eram pessoas de todas as condições sociais, que não se constrangiam em arrancar-lhe pedaços das vestes, mechas de cabelo, fragmentos de unhas, etc, guardando-os piedosamente como relíquias.

Para atender a todos foi necessário prolongar a exposição do corpo por quatro dias, durante os quais seu rosto se conservava como o de uma pessoa viva. Na noite que precedeu o enterro, o teto da Igreja se encheu de pássaros desconhecidos, que cantavam melodias inefáveis.

Após sua morte verificaram-se muitos milagres atribuídos à sua intercessão, como a cura de cegos, surdos, leprosos, coxos, paralíticos, etc. Isto suscitou um grande movimento popular pela sua canonização, o que muito contribuiu para que o Papa Gregório IX a elevasse sem demora à honra dos altares, fato ocorrido em tocante cerimônia no dia de Pentecostes, 26 de maio de 1235, decorridos apenas três anos e meio de seu falecimento.

Poucos dias depois, em 1º de junho do mesmo ano, o Papa publicou a bula de canonização, que foi logo enviada aos Príncipes e aos Bispos de toda a Igreja.
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Fonte de referência:
Conde de Montalembert, Histoire de Sainte Élisabeth de Hongrie, Duchesse de Thuringe, Pierre Téqui, Paris, 1930.

Fonte: O Catolicismo.

Postado em Dezembro 10, 2007 by Feri.

“O amor será o grande tema norteador da espiritualidade da carmelita descalça de Lisieux.” – Santa Teresinha do Menino Jesus – Frei Patrício Sciadini (OCD)

Santa Teresinha de Lisieux

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Fonte: Frades Carmelitas Descalços (Ordem dos Carmelitas Descalços-OCD)

SANTA TERESINHA DO MENINO JESUS

Nasceu em 1873, em Alençon, França. Entrou adolescente para o Mosteiro das Carmelitas de Lisieux, com apenas 15 anos, onde se distinguiu particularmente pela humildade, simplicidade evangélica e confiança em Deus e, estas virtudes ensinou-as às noviças, com seu exemplo e palavras. Morreu no dia 30 de setembro de 1897, oferecendo sua vida pela salvação das almas, a santificação dos sacerdotes e a expansão da Igreja. Foi beatificada pelo Papa Pio XI, em 29 de abril de 1923, que fez dela a “estrela de seu pontificado”. Canonizada por Pio XI, em 17 de maio de 1925. E pelo mesmo Papa proclamada Padroeira das Missões em 14 de dezembro de 1927. O Papa João Paulo II proclamou-a Doutora da Igreja no dia 19 de outubro de 1997. Santa Teresinha, aparentemente pequena aos olhos das criaturas, mas que trazia em si uma alma de gigante. Podemos defini-la como a “Pequena Gigante”.

Postado por Pastoral Vocacional Carmelitana.

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Fonte: Paróquia Santa Teresinha – Ordem dos Carmelitas Descalços (OCD)

SANTA TERESINHA DO MENINO JESUS

Frei Patrício Sciadini, ocd.

Desde o início, para não confundi-la com Teresa de Ávila, fundadora do Carmelo Descalço, acostumou-se a chamar a carmelita francesa, nascida em Alençon, França, em 1783, pelo nome de Santa Teresinha do Menino Jesus. Esta menina, que, desde pequena, sentiu-se fortemente atraída por Jesus Cristo e pelo Carmelo, “quis porque quis” ser carmelita aos quinze anos. Conseguiu entrar no Carmelo de Lisieux, onde, no silêncio, na oração, na austeridade de vida, chegou a ser santa.

A palavra que mais usa em seus escritos e que manifesta uma qualidade muito importante para todas as situações da vida é “QUERO”. Sua vontade educada na escola do Carmelo sabe ser firme nos propósitos assumidos. Já antes de entrar para a vida carmelitana, ela afirma que quer “ser santa e uma grande santa”. Conseguiu. É, sem dúvida, uma das santas mais conhecidas e famosas de toda a Igreja. Exerce sobre teólogos, bispos, papas e pessoas simples uma influência toda especial. Há em Teresinha um carisma singular: o da simpatia. Não é possível ler seus escritos sem sentir uma grande comoção interior por sua delicadeza, por sua linguagem terna e perfumada como as flores simples do campo que são cuidadas por Deus.

“Observai como crescem os lírios do campo: não trabalham nem fiam. Mas eu vos digo que nem Salomão com toda a sua glória se vestiu como um deles”(Mt 6, 28s).

Teresinha do Menino Jesus, por trás de sua simplicidade, esconde um caráter firme e decidido. No claustro do Carmelo vai encontrando o sentido escondido de sua vocação, do seu ser Igreja, do porquê da oração e da vida. É no silêncio que ela se faz palavra para o mundo, e é depois de sua morte que, como “missionária”, percorrerá todos os lugares do mundo, ensinando a amar a Cristo e educando-nos para um novo estilo de anunciar o evangelho: “a oração e o sacrifício”. Ousada em suas intuições, ela procura um caminho de santidade que todas as pessoas possam trilhar sem necessidade de penitências que são possíveis para poucas. É o caminho do “abandono e da confiança”, e, para que isto seja compreensível, em sua criatividade escolhe o símbolo do “elevador”, que, sem esforço, leva até os andares mais altos. Os braços de Jesus, sublime elevador, nos levam até o coração de Deus.

A espiritualidade da carmelita de Lisieux não está encerrada numa obra teológica orgânica; ela se encontra na narrativa de sua vida espiritual, com que ela sabe entrar em nosso coração. Não se trata de uma cronologia da vida, mas de momentos importantes do encontro com Deus, que vão acontecendo e que, mais tarde, ela sabe reler como mimos de Deus e, por isso, poderá cantar as misericórdias do Senhor.

Teresinha do Menino Jesus é o divisor entre uma espiritualidade “punitiva”, de um Deus que deve ser aplacado através de sacrifícios e de vítimas para que não envie sofrimentos e dores sobre a terra, e nosso Bom Deus, ávido por nossa salvação. Aquela primeira imagem de Deus não condiz com sua confiança e sua experiência do pai humano que teve. Ela será assim capaz de descobrir que Deus necessita, sim, de vítimas, não para ser aplacado mas para satisfazer sua sede de misericórdia e de amor. O amor será o grande tema norteador da espiritualidade da carmelita descalça de Lisieux.

A História de uma Alma, autêntico best seller traduzido em 120 línguas, faz inveja a qualquer escritor. Quantas pessoas encontram nos escritos da pequena Teresa força para continuar o caminho. Em sua doutrina bebem os santos e os pecadores em cuja mesa ela gosta de se sentar. Os ateus buscam em seu livro consolo para suas noites escuras, nas quais não enxergam nada de Deus, embora sejam contemplados pelo mesmo Deus.

Além desta obra-prima da literatura espiritual, considerada uma das “sete maravilhas” da espiritualidade, Teresinha nos oferece poesias, cartas, peças teatrais, de onde transborda seu amor a Deus e ao próximo. Necessitamos hoje, mais do que nunca, nos colocar na escola dos santos simples que sabem falar ao coração mais do que à inteligência entupida de idéias e de auto-suficiência.

A Igreja, considerando sua importância na teologia e na espiritualidade, não encontrou dificuldades em proclamá-la “Doutora da Igreja” e doutora da ciência mais difícil, “Doutora da ciência do amor”, aquela ciência que não se aprende nos livros mas no discipulado de Jesus. Teresinha morre aos 24 anos, aos 30 de setembro de 1897, dizendo: “- Meu Deus, eu vos amo!” Foi proclamada Padroeira das missões pelo Papa Pio XI, que a chamava de estrela de seu pontificado, e Doutora da Igreja pelo Papa João Paulo II, aos 19 de outubro de 1997.

Quer conhecer mais sobre Santa Teresinha? Leia História de uma Alma e outras obras que você encontra em todas as editoras católicas.

“Sou de tal natureza que o temor me faz recuar; com o amor não somente avanço, mas vôo…” Santa Teresinha

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Extraído integralmente do site Paróquia Santa Teresinha (OCD) – Higienópolis (São Paulo).

19 de junho – Devoção ao Sagrado Coração de Jesus

Me ausentei um pouco. Estou chocada com este abalo em nossa democracia e em minha vida profissional, em  minha vocação. Com a ajuda de Deus reagi e manifestei na web, no Observatório da Imprensa minha tristeza com os rumos que estamos tomando, minha contrariedade e inconformismo. Se trata de uma decisão infelizmente histórica para o exercício do bom Jornalismo no Brasil: nesta quarta-feira, dia 17, após muitos anos de idas e vindas entre instâncias jurídicas, polêmicas, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu por 8 votos favoráveis e um contrário ao fim da exigência legal do diploma para atuação como Jornalista. Votaram pela inconstitucionalidade, por concordarem com a tese patronal e de outros grupos de profissionais de que a exigência de diploma “cerceia” a liberdade de expressão. Na verdade querem aviltar salários e manipular os que “escrevem bem”… Jornalismo é mais que isso: são quatro anos de estudos de Humanidades e técnicas de reportagem e redação (além dos gastos com mensalidades, alimentação e transporte). Obtive minha formação em 1990 em universidade do RS. Foi sacrificado, mas me orgulho muito da conquista do diploma porque, no meu caso, havia um objetivo principal: dar voz àqueles que ficam à margem de tudo…

A Lei que instituiu o diploma para atuar como Jornalista é de 1969, portanto em plena ditadura militar no Brasil. No entanto, este argumento é tendencioso, já que jornais tinham censores civis e militares dentro das redações, e muitos jornalistas foram perseguidos, banidos do país, alguns torturados, dados como desaparecidos. Wladimir Herzog amanheceu morto, enforcado com sua própria gravata, pendurado na grade com as pernas esticadas há cerca de dez ou vinte centímetros do chão… O silêncio impera porque os registros sobre este período ainda não foram liberados ao livre acesso dos pesquisadores, familiares e pesquisadores.

Meu registro profissional ńo Ministério do Trabalho – MTb/RS é 7142. Há milhares na minha condição, e ao que parece é irreversível a decisão do STF. Não perdemos nosso registro, mas perdemos em termos de credibilidade, valorização de nossa profissão. O ministro Gilmar Mendes, do STF, fez inclusive alusões a profissões que não precisam de regulamentação como por exemplo – cozinheiro… Outro alegou que Medicina e Engenharia, etc. são profissões compostas de “saber científico”,  e além colocariam a vida humana em risco. Quanto ao Jornalismo não haveria qualquer implicação, já que tem base no intelecto… O ministro gilmar Mendes ontem ameaçava com a possibilidade de eliminação da necessidade de diploma para outras habilitações.

Me conforta a mensagem transmitida à Santa Margarida Maria Alacoque por Jesus. Na devoção ao Sagrado Coração de Jesus há tudo que se pode imaginar de mais sutil, poético e consolador, mesmo em meio aos sofrimentos da vida.

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Fonte/imagem:Ordem dos Carmelitas Descalços Seculares (OCDS) – Província S.José

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Leituras: Os 11,1.3-4.8c-9 – Sl (Is 12,2-6) – Ef 3,8-12.14-19 – Jo 19,31-37

“Do coração de Jesus aberto pela lança, na cruz, saiu sangue e água.”

Tanto o sangue como a água são pensados simbolicamente. Fazem referência a dois grandes sacramentos da Igreja: o Batismo e a Eucaristia.

“Tal é o amor que Deus pediu a Davi ao dizer: Cria em mim, ó Deus, um coração puro (Sl 50,12), porque a pureza de coração não é outra coisa senão o amor e graça de Deus. Nosso Salvador chama bem-aventurados aos puros de coração, o que é tanto como chamá-los enamorados, pois a bem-aventurança não se dá por menos que por amor.”
São João da Cruz – 2N 12,1

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Fonte: Wikipédia

Santa_Margherita_Maria_Alacoque

Santa Margarida Maria Alacoque (Verosvres, 22 de Agosto de 1647 – Paray-le-Monial, 17 de Outubro de 1690) é uma santa católica.

Margarida Maria Alacoque, nasceu no dia 22 de Agosto de 1647 em Verosvres, na Borgonha. Seu pai, juiz e tabelião, morreu quando Margarida ainda era muito jovem.a Após a morte de seu pai Claudio de Alacoque foi morar com na casa de seu tio Toussant(tussã). Sofreram ela e sua mae dona Felizberta de Alacoque. Assim ela conheceu a humilhação da necessidade, vivendo ao capricho de parentes pouco generosos e nada propensos a consentir que ela realizasse o seu desejo de fechar-se no convento. Recebeu a comunhão aos nove anos e aos 22, a confirmação, para a qual quis preparar-se com confissão geral: ficando quinze dias preparando-se, escrevendo num caderninho a grande lista de seus pecados e faltas, para ler depois ao confessor. Na festividade de São João Evangelista de 1673, uma moça de vinte e cinco anos, irmã Margarida Maria, recolhida em oração diante do Santíssimo Sacramento, teve o singular privilégio da primeira manifestação visível de Jesus, que se repetiria por outros dois anos, toda primeira sexta-feira do mês. Em 1675, durante a oitava do Corpo de Deus, Jesus manifestou-se-lhe com o peito aberto e apontando com o dedo seu Coração, exclamou:

Eis o Coração que tem amado tanto aos homens a ponto de nada poupar até exaurir-se e consumir-se para demonstrar-lhes o seu amor. E em reconhecimento não recebo senão ingratidão da maior parte deles“.

Margarida Maria Alacoque, escolhida por Jesus para ser a mensageira do Sagrado Coração, já fazia um ano que vestira o hábito das monjas da Visitação em Paray-le-Monial. No último período de sua vida, nomeada mestra das noviças, ela teve a consolação de ver propagar-se a devoção ao Sagrado Coração de Jesus, e os próprios opositores de outrora mudarem-se em fervorosos propagadores. Morreu em 17 de Outubro de 1690, aos 43 anos de idade. Foi canonizada em 1920, mas a data da sua festa foi antecipada por um dia para não coincidir com a de Santo Inácio de Antioquia.

“Por isso cada pessoa deverá interrogar-se não tanto sobre o que é que pode fazer com a liberdade, mas o que é que deixa que a liberdade faça da sua vida. Se este exercício for reduzido a uma pedagogia, corre-se o risco de amplificar o relativismo pós-moderno.” D.Manuel Clemente – 5ª Jornada da Pastoral da Cultura (SNPC) – Fátima

Fonte: Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura (SNPC) – Fátima

08.06.2009

Autor: Fra Angelico

Evangelho segundo S. Mateus, 5, 1-12a

E vendo [Jesus] as companhias, subiu a um monte; e assentando-se, chegaram-se a ele seus Discípulos.
E abrindo sua boca, ensinava-os, dizendo:
Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos Céus.
Bem-aventurados os tristes, porque eles serão consolados.
Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra.
Bem-aventurados os que hão fome e sede [da] Justiça, porque eles serão fartos.
Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia.
Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus.
Bem-aventurados os pacíficos, porque eles serão chamados filhos de Deus.
Bem-aventurados os que padecem perseguição por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus.
Bem-aventurados sois vosoutros, quando vos injuriarem, e perseguirem, e contra vós todo mal falarem, por minha causa, mentindo.
Gozai[-vos] e alegrai[-vos] que grande [é] vosso galardão em os céus.

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Apresento abaixo o relato da Agência Ecclesia sobre o que os palestrantes “pensaram” quanto ao uso da liberdade, após 34 anos do fim da ditadura militar em Portugal. A 5ª Jornada da Pastoral da Cultura aconteceu em Fátima, no dia 05 de junho de 2009, sob a coordenação do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura (SNPC)-Portugal. Antes, procurei dar o contexto da 5ª Jornada da Pastoral da Cultura, que teve como foco “Elogio à Liberdade”, ou seja, se trata de um país – Portugal – que comemora mas reflete sobre a condição de “liberdade”, ou seja, como usufruem dela, após 48 anos de ditadura sob o regime de Salazar. Daí porque faço menção, logo abaixo, à Revolução dos Cravos.

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Fonte: Wikipédia – Revolução dos Cravos

Revolução dos Cravos é o nome dado ao golpe de estado militar que derrubou, num só dia, sem grande resistência das forças leais ao governo – que cederam perante a revolta das forças armadas – o regime político que vigorava em Portugal desde 1926.

ANTECEDENTES

Na sequência do golpe militar de 28 de Maio de 1926, foi implementado em Portugal um regime autoritário de inspiração fascista. Com a Constituição de 1933 o regime é remodelado, auto-denominando-se Estado Novo e Oliveira Salazar passou a controlar o país, não mais abandonando o poder até 1968, quando este lhe foi retirado por incapacidade, na sequência de uma queda em que sofreu lesões cerebrais. Foi substituído por Marcelo Caetano que dirigiu o país até ser deposto no 25 de Abril de 1974.

O levantamento, também conhecido pelos portugueses como 25 de Abril, foi conduzido em 1974 pelos oficiais intermédios da hierarquia militar (o MFA), na sua maior parte capitães que tinham participado na Guerra Colonial. Considera-se, em termos gerais, que esta revolução trouxe a liberdade ao povo português (denominando-se “Dia da Liberdade” o feriado instituído em Portugal para comemorar a revolução). Fonte: Wikipédia – Revolução dos Cravos.

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Quanto aos cravos, há o registro histórico de que um soldado recebera de uma florista, bem cedo, naquela manhã de 25 de abril um cravo vermelho, e este o colocara na ponta do fuzil. O gesto foi repetido por todo o pelotão. As fotos revelam a face inusitada e poética da libertação de um regime tirânico. Certamente deu o “tom” para a reação à esta ditadura quase cinquentenária, que foi deposta sem manifestações de violência. No entanto, o povo português foi mais longe naquele dia. A participação popular foi paradoxalmente ousada e pacífica neste levante. Após viverem 48 anos sob a égide ditatorial, colonialista e fascista de Salazar, na ânsia de respirar o ar da liberdade, a população tomou as ruas, e se juntou pacificamente aos pelotões. Não deram ouvidos às ordens militares para que ficassem  em casa. Pelo registro das fotos da época, o povo português acompanhou os soldados em suas atividades mais corriqueiras naquele dia…

Assim, não importa, a meu ver, o que inspira uma ditadura – seja de direita ou de esquerda, religiosa ou liberal, e menos ainda, se for imperialista. Se muitos vão viver de modo diferente do que viviam, mas em troca outros serão oprimidos – não há legitimidade, em absoluto.

Tudo que importa afinal, é que nascemos livres, ou seja, nossa vocação é para a liberdade – de expressão, de ação, de ir e vir, dentro ou fora de nosso território. Desse modo, há somente uma única condição a ser considerada: o respeito à pessoa. Não há qualquer superioridade pré-adquirida de um povo sobre outro, e nem de grupos militares, operários, religiosos ou intelectuais sobre grupos de indivíduos, sobre cada pessoa dentro de uma Nação.

No Brasil vivemos uma ditadura militar, que incluiu a tortura, tal como se deu no período salazarista. Tivemos 20 anos de perda paulatina de nossa identidade cultural, e que em 20 anos e pouco mais de liberdade parecem não dar nem mesmo o vislumbre de que nos recomporemos das lacunas geradas em nossa personalidade enquanto povo, enquanto Nação. Sim, tivemos uma “Nova República”, mas ao que parece, e apesar dela, o caldo posterior, fruto do desmantelamento cultural (que influenciou nossa ação política) me traz a imagem de um barco à deriva…

Cada Nação deve se pensar (ao cansaço) para que as gerações futuras não naveguem docilmente sob qualquer vento. Muitos ventos levam milhares, milhões de criaturas ao abismo, tanto material quanto espiritual.

Eu, enquanto brasileira, jornalista, gostaria de dizer o quanto admiro esta iniciativa de nossos irmãos portugueses. O Brasil é um povo peculiar, mas, talvez por ser um “jovem” de 509 anos, ainda não se deu conta que outros povos, principalmente os antigos, acertam bastante porque não tem somente “saberes”, e sim porque, entre os  inúmeros erros de avaliação, tentaram e continuam tentando exercitar a “sabedoria”. Não é uma época propícia, mas é inegável que os Evangelhos fornecem relatos maravilhosos para todos os povos da terra a respeito disso. No entanto, as nações ocidentais parecem acreditar que a negação até mesmo de valores universais vai lhes trazer paz e prosperidade…

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Fonte: Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura – Fátima – Portugal

5.ª Jornada da Pastoral da Cultura

Liberdade: um anseio a conquistar

Trinta e cinco anos depois do 25 de Abril de 1974, o Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura reuniu-se em Fátima para o «Elogio à Liberdade», tema da 5.ª Jornada daquele Organismo que ocorreu, em Fátima, no dia 5 de Junho.

Durante a primeira parte do encontro, em que participaram cerca de cem pessoas, José Manuel Fernandes, director do «Público», enquadrou o estado da liberdade em diversas áreas da sociedade portuguesa.

Para o segundo momento da Jornada, a maestrina Joana Carneiro propôs uma nova abordagem ao conceito de liberdade: uma partitura, duas interpretações, ou a criatividade de Herbert von Karajan e de Leonard Bernstein diante da mesma obra de Beethoven.

«Que havemos de fazer com a liberdade?» foi a pergunta a que D. Manuel Clemente e Marcelo Rebelo de Sousa procuraram responder durante a tarde.

Uma das dificuldades no entendimento do conceito de liberdade consiste em a considerar apenas como um fenómeno externo, que é concedido em maior ou menor grau ao ser humano. Mas para D. Manuel Clemente, ela é um processo sempre inacabado, pelo qual o Espírito actua para atenuar e remover tudo o que obsta ao desenvolvimento pleno da personalidade. Por isso cada pessoa deverá interrogar-se não tanto sobre o que é que pode fazer com a liberdade, mas o que é que deixa que a liberdade faça da sua vida. Se este exercício for reduzido a uma pedagogia, corre-se o risco de amplificar o relativismo pós-moderno.

Para o Presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais, a vida de Jesus é o melhor exemplo do cumprimento da vontade do Pai, num ambiente marcado por condicionalismos externos como a violência, o isolamento e a incompreensão. Viver na tensão entre a realização dos desejos individuais e na concretização da vontade de Deus, visível por exemplo nas necessidades das pessoas, é, nas palavras de Marcelo Rebelo de Sousa, “um equilíbrio difícil, em que todos tropeçamos“.

Olhando para o Portugal contemporâneo, o professor universitário considera que há diversos obstáculos ao exercício da liberdade. Desde logo porque muitas pessoas vivem em condições de exclusão, pobreza, dependência, ignorância e ausência de um percurso educativo adequado. Para esta parte da população, a liberdade garantida pela Constituição não pode ser aplicada.

Ser livre é, para D. Manuel Clemente, muito mais do que agir sem prejudicar ninguém; é sobretudo uma capacidade de acolher e estar disponível. Não estamos sós no mundo, pelo que esta pedagogia da exigência, que deve começar com as crianças, é essencial para conjugar a liberdade individual com a das pessoas que vivem em sociedade.

Pensa-se por vezes que a liberdade justifica todos os comportamentos; segundo Marcelo Rebelo de Sousa, este ponto de vista reflecte-se na disseminação da violência familiar e laboral, na dificuldade em viver no espaço público e na intolerância face às opiniões discordantes.

No que diz respeito à manifestação pública da opção crente, o comentador defende que se está a assistir ao “ressurgir de posições iluministas, não apenas anti-clericais”, que revelam dificuldades em entender o que é a liberdade religiosa.

D. Manuel Clemente defende a necessidade da Igreja, especialmente através do protagonismo laical, se envolver nos debates seculares em que a liberdade se analisa e perspectiva. Para Marcelo Rebelo de Sousa, os leigos precisam de converter em acção a sua convicção.

A Jornada foi também marcada pela entrega do «Prémio de Cultura Árvore da Vida – Padre Manuel Antunes» ao Professor Adriano Moreira, que evocou as qualidades do presbítero jesuíta enquanto pastor e cidadão, numa época atravessada por mudanças aceleradas: “É com muita humildade que se deve receber uma distinção que é referida ao exemplo que ele deu”. Quando D. Manuel Clemente “me deu essa notícia [da atribuição do Prémio] eu disse uma coisa muito simples: ‘obrigado pela bênção'”.

Depois da leitura da Acta do Júri, o Presidente da Comissão Episcopal fez uma breve alocução, a que se seguiu a entrega da escultura e do cheque, no valor de € 2.500, oferecido pela Rádio Renascença. A cerimónia, que contou com a actuação do agrupamento «Sol Ensemble», concluiu-se com a intervenção de Adriano Moreira. (RM)

In Agência Ecclesia
09.06.09

Agência Ecclesia traz tema sobre esquecimentos das crianças (01 de junho – Dia Mundial da Criança)

Fonte: Agência Ecclesia – Portugal

Não ao esquecimento das crianças

A Associação Famílias acusa a justiça de “olhar mais às leis do que ao amor” pelas crianças. No âmbito do Dia Mundial da Criança, que se celebra no próximo dia 1 de Junho, a associação lamenta que este dia sirva apenas para lembrar “o esquecimento dos direitos das crianças”. Numa mensagem enviada à Agência ECCLESIA, a Associação Famílias afirma que os governos esquecem o direito à vida. “Esquecem as diferenças fisiológicas (das crianças, ndr), económicas e sociais pela não promulgação de medidas que facilitem o seu acesso à educação formal e à cultura”.

Também as famílias “esquecem a responsabilidade de educar pelo exemplo”, exprime o comunicado. “A criança tem uma personalidade própria, mas que essa personalidade se constrói e não se impõe”.

As crianças aparecem como “estatísticas” mas depois “a sociedade esquece-se de lhes proporcionar uma integração normativamente orientada”, em “conformidade com os valores de uma colectividade”.

A Associação Famílias critica ainda os media que se “esquecem de formar” deixando isso ao cuidado “das famílias e da escola”. Também a publicidade “esquece que as oportunidades não estão disponíveis de igual forma acarretando conflitos interiores”.

A resposta para esta ausência sobre as crianças deve ser revertida através da “educação dos governos e das famílias”, de forma a que as crianças “sejam educadas e formadas em consciência desenvolvendo a autonomia do pensamento e a consciência moral”.

Nacional | Agência Ecclesia | 2009-05-28 | 11:01:05 | Criança

Nossa Senhora lembrou ao mundo a necessidade da oração, em resposta a apelo do papa Bento XV aos católicos, em 1917… (OCDS)

Nossa Senhora do Carmo
Nossa Senhora do Carmo

Observem, tal como eu, que o mundo do século XX e início deste, ao que parece, está dando as costas  para seu Criador… Vivemos dentro de uma ótica tão materialista que estaremos caindo no abismo e não nos daremos conta enquanto não encontrarmos o chão… O papa Bento XVI está em Israel, e “peregrina” em meio ao conflito do Oriente Médio, e, com originalidade vai respondendo aos seus contendores. Ele também está clamando por paz entre os povos, exatamente como o papa Bento XV o fez, em 1917.

Entretanto, acredito que a tarefa do nosso atual papa é hercúlea, ou seja, é mais complexa que ao tempo da aparição de Nossa Senhora em Fátima. Seu clamor tem caído no vazio, dada ao que considero uma verdadeira “indiferença mundial pela paz”. Ele próprio indica a fonte do problema: o relativismo; o conceito está dentro do ideário “pós-moderno”. Estudiosos de Sociologia e Antropologia afirmam que estamos passando por uma fase de transição – do período “moderno” para o “pós-moderno”. Pessoalmente, ainda não consegui compreender em que se baseia este “determinismo”. É um fato histórico que passamos dos estudos “astrológicos” para os astronômicos – ou seja, da Idade Média para a Moderna. No entanto, o que sempre foi aceito como um valor universal, desde os gregos chegou incólume até a década de 80. Desde o final daquela década  há algo em curso (isto me lembra a “mão invisível” do Adam Smith…), que vem se mostrando inexorável. Algo que quer se firmar como a “Terceira Onda”, de Alvin Tofler, ou “1984”, de George Orwell. Enfim, há uma atmosfera, a meu ver, à lá Kafka. A pós-industrialização, que gerou a globalização, que gerará a virtualização da vida humana… O papa Bento XVI traduz tudo quando critica a relativização de todos os valores até então válidos…

Verifico que o papa Ratzinger tem a seu favor, em termos de defesa do Cristianismo, do catolicismo – a inteligência brilhante e o domínio das Escrituras Sagradas, e quanto a este aspecto, é pós-doutor em Teologia. Além disso, isto é, é um homem de 82 anos, que acumulou uma vasta cultura e, para melhorar seu perfil de Sumo Pontífice, é conhecido como um homem muito simples – o que vem surpreendendo a todos. Sendo assim, é um homem que possui sabedoria, a mesma que é valorizada no Antigo Testamento. No entanto, pede que rezemos continuamente por ele… certamente para que não esmoreça. Ou seja, Bento XVI vem enfrentando “intelectualmente” o combate sistemático da imprensa mundial, que, diga-se de passagem, é a favor de tudo que não lhe contrarie interesses… Obviamente que há outros grupos que lhe fazem oposição.

A propósito, desde o final do dia de ontem e no dia de hoje, 13 de maio, teve de enfrentar a rejeição de alguns líderes religiosos israelitas quanto ao projeto de estabelecimento de uma sede na Terra Santa – algo em torno de um organismo estatal, o qual representaria o pensamento do Vaticano. A idéia é viabilizar meios que permitam a proteção dos cristãos de todas as nacionalidades, que residem nas áreas de conflito, bem como palestinos, cristãos ou muçulmanos. Esta notícia contrariou o mundo político de Israel, provavelmente porque agradou, por exemplo, reinados muçulmanos, como o da Jordânia. Esta tem como característica o acolhimento “democrático” de cristãos e muçulmanos, tanto no aspecto da prática religioso quanto da educação e cultura que os caracteriza.

Quanto a manifestações de alguns rabinos ultra-conservadores em Israel, não lhes foi permitido entrar com faixas e cartazes no ambiente em que o papa Bento XVI se dirigiria a uma ampla gama de autoridades religiosas e políticas, que compõem o estado de Israel. Pelas notícias, o papa falou de improviso e seu apelo à paz teve argumentação bíblica, que foi acolhida com surpresa pelos presentes…

Voltemos à aparição de Nossa Senhora em Fátima. Em 1917, o papa referido abaixo – Bento XV – clamava ao mundo católico que pedisse a intercessão de Nossa Senhora pela paz, em meio à primeira Guerra Mundial. O mundo não ouviu, tanto que veio uma segunda Grande Guerra, e com uso de uma bomba atômica… Constato que o papa Bento XVI nem ao menos pode apelar a sentimentos como – piedade, compaixão, amor, perdão. Pelo menos com a certeza de que, se não for atendido, será compreendido ou aceito… Podemos ter a certeza de que o papa Bento XV foi compreendido, ainda que não lhe tenham dado ouvidos…

Estamos negando nossa humanidade, cedendo-a, sim, aos apelos do mundo da Ciência e da Tecnologia. Estas, na minha ótica, duas “deusas” que, há cerca de três décadas foram “entronizadas” na vida que adotamos, sem crítica de espécie alguma…

Tenho que admitir a luta – que vai se mostrando inglória, ainda que perseverante, graças a Deus – em todas as áreas da vida humana. Está sendo travada por muitos de nós – ao tentarmos preservar uma “vida interior”. Ou seja, é empreendida, em nosso dia-a-dia, uma verdadeira “batalha” para vivermos com liberdade e autenticidade, em meio a este estado de coisas, nossos ideais de transcendência. O absurdo é que nada é mais humano que esta realidade, já que o instinto de sobrevivência é básico. Por que chegamos a este nível de negação de nós próprios? Acumulação? Prestígio? Nesse sentido, sinto-me “vítima”. O que me consola é que estou bem acompanhada, e por muitos… Assim, chega a parecer piada, dentro do que eu chamo “tirania desumanizante” – afirmarmos nossa religiosidade, nossos anseios espirituais… A “Matéria” em nosso tempo, sufoca, ao cansaço, o “Espírito”; este, no sentido filosófico. Será que a Humanidade ainda pensa que existe alma, e que esta deve aspirar à salvação? Nossa Senhora… ora pro nobis. Amém.

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Fonte: Ordem dos Carmelitas Descalços Seculares (OCDS) – Província de São José http://ocdsprovinciasaojose.blogspot.com/

Nossa Senhora de Fátima

No dia 5 de maio de 1917, durante a primeira guerra mundial, o papa Bento XV convidou os católicos do mundo inteiro a se unirem em orações para a paz com a intercessão de Nossa Senhora. Oito dias depois a Santíssima Virgem dava a sua resposta, aparecendo a três pastorinhos portugueses. A 13 de Maio de 1917, três crianças apascentavam um pequeno rebanho na Cova da Iria, freguesia de Fátima, conselho de Vila Nova de Ourém, hoje diocese de Leiria-Fátima. Chamavam-se Lúcia de Jesus, de 10 anos, e Francisco e Jacinta Marto, seus primos, de 9 e 7 anos.

Por volta do meio dia, depois de rezarem o terço, como habitualmente faziam, entretinham-se a construir uma pequena casa de pedras soltas, no local onde hoje se encontra a Basílica. De repente, viram uma luz brilhante; julgando ser um relâmpago, decidiram ir-se embora, mas, logo abaixo, outro clarão iluminou o espaço, e viram em cima de uma pequena azinheira, onde agora se encontra a Capelinha das Aparições, uma “Senhora mais brilhante que o sol”, de cujas mãos pendia um terço branco.

A Senhora disse aos três pastorinhos que era necessário rezar muito e convidou-os a voltarem à Cova da Iria durante mais cinco meses consecutivos, no dia 13 e àquela hora. (…) Leia mais em http://ocdsprovinciasaojose.blogspot.com/.

Humanos para sempre…

A era da técnica, tão enaltecida pelo mundo dos negócios, tem nos trazido muito desencanto. No meu caso, percebo isto desde que me senti parte do mundo da produção. Que sensação de infelicidade, de excesso, de confusão advém desta realidade que tem nos imposto o mundo que nos cerca, inocentemente chamado de “globalizado”. Minha mente está cansada de tantas informações: soltas, jogadas ao ar pelos meios de comunicação, ou espalhadas, aos milhares, em impressos… Apesar dos homens de negócios propalarem aos quatro ventos a chamada interatividade ou interconectividade, o que está ocorrendo se dá de modo totalmente o contrário. Os negócios vão muito bem; o nosso case é que não estamos interessados nos seus lucros. Eles matam, virtual e literalmente. Lembremos que há redes dando-lhes suporte em seus negócios nefastos.

O VAZIO DA SERVIDÃO CONSENTIDA

A informação, o conhecimento advindo da internet deveria produzir bem-estar aos povos do mundo, e não o seu contrário, uma Babel… Esta, se formos inteligentes, não será uma monstruosidade se cumprir seu dever público de ser útil à coletividade humana, isto é, nos servir. Sim, esta biblioteca mundial, que se alimenta da produção de saber humano (medicina, engenharia, biologia, filosofia, comunicação, etc.) produzida ao longo dos séculos da civilização, necessita ser “agarrada” por todos, para que beneficie, de fato, a Humanidade. Por que deixaríamos toda esta bagagem de cultura mundial nas mãos de negociantes? Por analogia, seria a mesma coisa que deixar uma turma de “fazedores” de filmes pornôs ocuparem o seu interior de uma igreja, por algumas horas, e lá, realizarem certas cenas, a portas fechadas… Espantoso, não? Mas, infelizmente este filme foi produzido. Como sou jornalista, acabo sabendo de um tudo um pouco, ainda que de maneira rápida, superficial. Foi na Itália há cerca de dois anos. Em uma pequena cidade da Itália, um indivíduo assistia a tal “película” e reconheceu que o “cenário” era real, e pela pior razão: se tratava do interior da sua igreja. Como católico, escandalizado, numa admirável demonstração de coragem (deixou a hipocrisia de lado…), chamou a imprensa, e, sobrou para a Cúria, que chamou o padre. Este, embaraçado afirmou ter sido enganado, já que ficaria ausente a maior parte do dia, mas não viu problema em liberar a chave da igreja porque viu o casal de noivos. Se o padre falou a verdade, faz sentido ele ter afirmado que se ausentaria por algumas horas. Não creio que tivesse interesse em ficar assistindo a pretensa gravação do casamento. A partir disso, a produção e a direção trataram de aproveitar bem o tempo. Uma entrada, desde a escadaria da igreja até o altar leva, no máximo, uns 15 minutos. Descontando que refizeram umas dez vezes a entrada, obviamente para não dar na vista, calculo um total que giraria em torno de três horas de “filmagem”. O que fizeram depois das portas fechadas pode ter sido bem mais rápido (sem repetições), o que não estranheza. Afinal, filmes com cenas de casamento se limitam à chegada da noiva, com corte para a sua chegada ao altar. Portanto, considerei plausível o argumento do padre italiano. O resultado desconcertante é que a igreja foi denominada como profanada (e, a meu ver, ela o foi, já que tudo que se passou lá dentro não é admissível de maneira alguma ). Houve um estranhíssimo desrespeito à crença, o que denota que a cultura judaico-cristã está sofrendo muitos ataques. Nem precisa ser beato para considerar este evento uma blasfêmia, não? Na notícia, seria esvaziada e novamente consagrada, e além disso, tudo dentro dela seria trocado, para ser certamente também consagrado. Este relato (real) revela que não certos limites estão sendo ultrapassados de um modo não usual. Temos aqui a técnica de filmagem e o set todo a serviço do lucro. Nem se trata mais de non sense (isto é do tempo do Fellini…), e sim de ganância, que a fórceps busca conspurcar valores universais, em vista da liberdade de ganhar dinheiro com qualquer coisa, de qualquer modo.

MENTES CONSPURCADAS OU PROFANADAS?

Voltemos ao abuso da técnica, do uso exacerbado de tecnologias que nos desumanizam. Entendo que até há 20 e poucos anos anos (sem ingenuidade, obviamente) comunicar algo era libertar as pessoas de certos entraves (por falta de informações) que limitavam o potencial de suas mentes, de suas vidas. Bons tempos.

Não sou contra o desenvolvimento de instrumentos, de recursos que possibilitem uma melhor qualidade de vida para nós próprios, e sem dúvida, para a humanidade. Mas, inexoravelmente, as coisas caminham há, pelo menos, três séculos para o caos. Não aquele caos dos pessimistas, e sim, o caos do excesso. A natureza humana  não poderia suportar este turbilhão de invenções, úteis e inúteis; e, tanto faz, já que não somos computadores ambulantes. Podemos cruzar dados, até o ponto de criá-los para que façam isto por nós. No entanto, nossa natureza não comporta mais esta profusão de conhecimentos, e que, na maior parte das vezes, não está produzindo saber, sabedoria de viver…

Temos que pensar (ou repensar) se queremos esta inteligência artificial nos espreitando, vampirizando nossas vidas. Quem, afinal, tem o direito de nos nos tornar como que zumbis (como no cinema e na literatura, que são ficção)? Nestes, seus corpos irrompem na madrugada, e agem como mortos-vivos. Afora, por exemplo, uma leitura noturna ou um saída com amigos à noite em um bar ou jantar em suas casas, vivemos para o dia- nele nos saudamos, sorrimos, rimos, nos estressamos, e portanto, sentimos dores. Tudo porque simplesmente estamos vivos! Faz parte de nossa humanidade sermos assim, até com perdas de controle emocional, de vez em quando, claro… Afinal é nossa sanidade que está em jogo e também a sanidade daqueles que estimamos, e por aí vai).

Assim, se perde no tempo a perda de um sem número de “sensibilidades”: poéticas, estéticas, literárias, do simples bem-viver, que inclui, inclusive, uma boa refeição e o prazer que nossos sentidos experimentam ao saboreá-la… Ou então, a audição de uma música – em que o som dos instrumentos falam conosco (como isto pode sr possível?), ou sua melodia e letra, criativamente interpretada pela voz humana. A música se vale de um princípio técnico para ser repetida com exatidão, que são as partituras, mas é a intenção do autor que a torna viva. A música, ainda que executada de maneira técnica, nos comunica sentimentos e sensações, visões de mundo. Saímos, em nosso cotidiano, da limitação de “fazer” algo, ou muitas coisas. Nesse sentido o uso de uma técnica, ou a fruição do seu resultado, como a música, a pintura, entre outras extensões de nossa humanidade, pode representar algo maravilhoso em nossas vidas, que jamais podemos dispensar, já que compartilha do mirandum que acompanha nossa caminhada pelo mundo. Até nos esquecemos da morte… Ou, pelo contrário nos faz mergulhar em abismos inauditos, mas necessários.

NÃO SÃO NOSSOS OS OLHOS QUE INVENTAM MUNDOS ALEATÓRIOS…

A título de sugestão, ouçam, já que há pouco tive acesso a uma gravação em MP3  de uma composição do grupo Supertramp (dos anos 80), que é, na minha avaliação, uma obra-prima de nosso tempo. Falo de “Fool’s Overture” (Supertramp). Me fascina essa peça musical, que tem um caráter épico; enfim, é uma ópera contemporânea. Por certo vocês sentirão ao ouvi-la uma dramaticidade que impressiona, que em seus altos e baixos, revela a intensidade que há em nossas vidas, queiramos ou não… Será quase uma uma experiência “religiosa”. Não há lugar para sentimentos neutros. Atentem para o momento em que uma gravação antiga, em que uma voz masculina menciona com gravidade “(…)Pandora’s witches”. Em um primeiro momento, acreditei ter ouvido “box” e, assim registrei no post. Isto, porque culturalmente conhecemos a expressão “Caixa de Pandora”. Então, como gosto demais desta música, ouvi-a novamente, desta vez com mais atenção, e ouvi(?) o locutor dizer, em um inglês britânico – “witches”. Na letra não consta esta fala, o que me inclina (pelo contexto desta “Overture”) a pensar que é plausível a referência a bruxas. Afinal, da “Caixa de Pandora”, quando aberta, saem para o mundo todas as loucuras, mesmo as inimagináveis…

Para aliviar um pouco, confiram na Wikipédia que “Overture” se trata de peça musical de grande expressão. Bach compôs neste estilo, no entanto há uma relação de outras produções que foram denominadas historicamente desse modo, que se estende ao final do século XX. A propósito, especificamente, no caso de “Fool’s Overture” (e outras peças musicais de sonoridade sofisticada) fica evidente que fomos esmagados por uma massificação, que nos toldou a criatividade, inclusive a musical. Quem atualmente joga com tais dados da cultura humana? Passou. Ficou para trás.. Vale a pena detalhar, até mesmo para valorizar esta magnífica obra da mente humana. A genialidade do grupo se mostra no fato de inserir a gravação antiga de uma fala de peça teatral. Como resultado, em seu conjunto, a composição chega a ser assustadora.

Estes recortes, que são dados culturais (alguns já  centenários) estão se perdendo pela tecnificação do nosso atual modo de vida. Antes que a “Caixa de Pandora” se abra totalmente, vale a pena mergulhar no sentido que esta produção musical  traz como desafio à compreensão de nossas vidas. Não somos robôs, mas a Ciência não descansará enquanto não nos conformarmos ao “modelito” científico de ver e viver a Vida.

Assim, fiquem atentos aos acontecimentos musicais contidos em “Fool’s Overture” (por exemplo, a percussão primorosa). É verdade: há muito estudo de notas, tons, portanto, muita técnica. Mas, em meio à melodia, no vácuo da interpretação do vocalista e de um coro eventual, nossas emoções serão envolvidas por corais religiosos, ventos avassaladores, sinos que badalam ao fundo, e, entre outros arranjos, o Big Ben anunciará a hora…