“O que me aproveita que Cristo tenha nascido uma vez em Belém, se não nascer de novo pela fé em meu coração?” São palavras pronunciadas por Orígenes e repetidas por Santo Agostinho e São Bernardo.(…)” – Última pregação do Advento de 2011, proferida no Vaticano pelo pregador da Casa Pontifícia, Padre Raniero Cantalamessa, OFM Cap. (Agência Zenit – 23.12.2011)

Fonte: You Tube

______________________________________________________________________________________________

Este é o final da a quarta e última pregação do Advento de 2011, pronunciada nesta manhã de sexta-feira no Vaticano pelo pregador da Casa Pontifícia, Padre Raniero Cantalamessa, OFM Cap.

Leia mais abaixo, a íntegra desta pregação, que fala do apostolado dos leigos, e foi publicada pela Agência Zenit, de Roma. (LBN)

****

“Daqui a dois dias é Natal. É reconfortante para os irmãos leigos lembrar que ao redor da manjedoura de Jesus, além de Maria e José, estavam os seus representantes, os pastores e os magos.

O Natal no leva de volta à ponta da ponta do rastro do navio, porque tudo começou a partir daí, daquela criança na manjedoura. Na liturgia escutaremos proclamar “Hodie Christus Natus est, hodie Salvator apparuit”, “Hoje Cristo nasceu, hoje o Salvador apareceu”. Ouvindo-os, repensamos aquilo que dissemos da anamnese que torna o evento mais presente do que quando aconteceu pela primeira vez”. Sim, Cristo nasce hoje, porque ele realmente nasce para mim no momento que reconheço e creio no mistério. “O que me aproveita que Cristo tenha nascido uma vez em Belém, se não nascer de novo pela fé em meu coração?” São palavras pronunciadas por Orígenes e repetidas por Santo Agostinho e São Bernardo. (Orígenes, Comentário ao Evangelho de Lucas, 22,3 (SCh. 87, p. 302).

Façamos nossa a invocação escolhida pelo nosso Santo Padre para os seus votos natalícios desse ano e repitamos com todo o anseio do coração:  fazemos nossa a invocação próprios escolhidos pelo nosso Santo Padre para o seu cartão de Natal deste ano e repeti-lo com todo o anseio do coração: “Veni ad salvandum nos”, Vem, Senhor, e salva-nos!” (…)

****

Fonte: Agência ZENIT – “O mundo visto de Roma”

23-12-2011

CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 23 dezembro de 2011 (ZENIT.org) – Publicamos a seguir a quarta e última pregação do Advento de 2011, pronunciada nesta manhã de sexta-feira no Vaticano pelo pregador da Casa Pontifícia, Padre Raniero Cantalamessa, OFM Cap.

***

Recomeçar do início

A atual onda de evangelização

1. Um novo destinatário do anúncio

“Prope est iam Dominus: venite, adoremus”: O Senhor está próximo: venham, adoremos. Começamos essa meditação, como inicia a liturgia das horas nestes dias antes do Natal, para que também essa faça parte de nossa preparação para a solenidade..

Terminemos hoje as nossas reflexões sobre a evangelização.Tentei reconstruir, nas meditações anteriores, três grandes ondas de evangelização na história da Igreja. Certamente poderíamos ter lembrado de outros grandes empreendimentos missionários, como o que começou São Francisco Xavier no século XVI no Oriente – Índia, China e Japão – como também a evangelização do continente Africano no século XIX pelas mãos de Daniel Comboni, do cardeal Guglielmo Massaia e de tantos outros. No entanto, há uma razão pela escolha feita, que eu espero que tenha podido transparecer das reflexões realizadas.

Aquilo que muda e que distingue as várias ondas evangelizadoras lembradas, não é o objeto do anúncio – “a fé, transmitida aos santos uma vez por todas”, como é chamada pela Carta de Judas -, mas os destinatários da mesma, respectivamente o mundo greco-romano, o mundo bárbaro e o novo mundo, ou seja, o continente americano.

Então nos perguntamos: quem é o novo destinatário, que nos permite falar da atual evangelização de hoje, da quarta onda de nova evangelização? A resposta é: o mundo ocidental secularizado e, em alguns aspectos, pós-cristão. Esta especificação que já aparecia nos documentos do Beato João Paulo II, tornou-se explícita no ensinamento do Santo Padre Bento XVI. No Motu Proprio com o qual ele criou o “Pontifício Conselho para a Promoção da nova evangelização”, ele fala de “muitos países de antiga tradição cristã, que se tornaram refratários à mensagem do Evangelho (Bento XVI, Motu Proprio “Ubicunque et semper”).

No Advento do ano passado tentei caracterizar este novo destinatário do anúncio, resumindo-o em três pontos: cientificismo, secularismo e racionalismo. Três tendências que levam a um resultado comum, o relativismo.

E juntamente com a aparição no cenário de um novo mundo para evangelizar, vimos cada vez o surgimento de uma nova categoria de anunciadores: os bispos, nos primeiros três séculos (sobretudo no III), os monges na segunda onda e os frades na terceira. Também hoje testemunhamos o surgimento de uma nova categoria de protagonistas da evangelização: os leigos. Não se trata evidentemente da substituição de uma categoria pela outra, mas de uma nova parcela do Povo de Deus que se acrescenta às outras, permanecendo sempre os bispos, encabeçados pelo Papa, os guias oficiais e os responsáveis últimos pela tarefa missionária da Igreja.

2. Como o rastro deixado por um grande navio
Eu disse que ao longo dos séculos mudaram os destinatários do anúncio, mas não o anúncio em si. Porém, devo esclarecer esta última afirmação. É verdade que não pode mudar a essência do anúncio, mas pode e deve mudar a maneira de apresentá-lo, as prioridades, a partir de que ponto começar o anúncio.

Resumimos os progressos realizados pelo anúncio do Evangelho para chegar até nós. Há, antes de tudo, o anúncio feito por Jesus que tem por objeto central a notícia: “Já chegou a vós o Reino de Deus”. Depois desta fase única e irrepetível, que chamamos de “o tempo de Jesus”, acontece, depois da Páscoa, “o tempo da Igreja”. Nesse, Jesus não é mais o anunciador, mas o anunciado; a palavra “Evangelho” não significa mais “a boa nova de Jesus”, mas a boa nova sobre Jesus, ou seja, que tem por objeto a Jesus e, em particular , sua morte e ressurreição. Isto é o que São Paulo entende sempre com a palavra “Evangelho”.

É necessário, porém, estar atentos para não separar muito os dois tempos e os dois anúncios, aquele de Jesus e aquele da Igreja, ou, como se costuma dizer faz tempo, o “Jesus histórico” do “Cristo da fé”. Jesus não é somente o objeto do anúncio da Igreja, a coisa anunciada. Ai de o reduzir apenas a isso! Seria esquecer a ressurreição. No anúncio da Igreja é o Cristo ressucitado que, com o seu Espírito, ainda fala; ele é também o sujeito que anuncia. Como diz um texto do Concílio: “Cristo está presente na sua palavra, pois é Ele quem fala quando lemos as Escrituras na Igreja.” (Sacrosanctum concilium, n. 7).

Partindo do anúncio inicial da Igreja, o kerygma, podemos resumir com uma imagem o desenvolver-se sucessivo da pregação da Igreja. Pensemos no rastro deixado por um navio. Começa com uma ponta, que é a ponta do navio, mas vai se espalhando sempre mais, até perder-se no horizonte e tocar as duas margens opostas do mar. É o que aconteceu com o anúncio da Igreja; começou com uma ponta: o kerygma “Cristo morreu pelos nossos pecados e ressuscitou para nossa justificação” (cf. Rm 4, 25, 1 Cor 15,1-3 ); de modo ainda mais significativo e sintético: “Jesus é o Senhor” (Atos 2, 36; Rm 10,9).

Uma primeira expansão deste ponto ocorreu com o nascimento dos quatro evangelhos, escritos para explicar aquele núcleo inicial, e com o resto do Novo Testamento; depois disso veio a tradição da Igreja, com seu ensinamento, a sua teologia, as suas instituições, as suas leis, a sua espiritualidade. O resultado final é uma imensa riqueza que nos faz imaginar precisamente o rastro do navio na sua expansão máxima.

Por tanto, neste ponto, caso queiramos reevangelizar o mundo secularizado, faz-se necessário uma escolha. Por onde começar? A partir de qualquer ponto do rastro deixado, ou pela ponta? A imensa riqueza de doutrina e de instituições podem se tornar uma desvantagem se queremos apresentar-nos assim ao homem que perdeu todo o contato com a Igreja e já não sabe quem é Jesus. Seria como colocar uma daquelas enormes e pesadas capas pluviais de brocado em cima de uma criança.

É necessário ajudar este homem a estabelecer uma relação com Jesus; fazer com ele o que Pedro fez no dia de Pentecostes com as três mil pessoas presentes: falar-lhes do Jesus que nós crucificamos e que Deus ressuscitou, levá-lo ao ponto no qual também ele, tocado no coração, peça: “O que devemos fazer, irmãos?” e nós responderemos, como disse Pedro: “Arrependei-vos, recebam o  batismo, se ainda não o receberam, ou confessem-se se já são batizados”.

Aqueles que responderão ao anúncio se unirão, também hoje, como então, à comunidade dos crentes, escutarão o ensinamento dos apóstolos e tomarão parte na fração do pão; segundo o chamado e a resposta de cada um, poderão fazer próprio, aos poucos, todo este imenso patrimônio nascido do Kerygma. Nâo se aceita Jesus por causa da palavra da Igreja, mas se aceita a Igreja por causa da palavra de Jesus.

Temos um aliado neste esforço: o fracasso de todas as tentativas do mundo secular para substituir o Kerygma cristão por outros “gritos” e outros “slogans”. Costumo usar o exemplo da famosa pintura do pintor norueguês Edvard Munch, intitulada “O Grito”. Um homem em cima de uma ponte, sobre um fundo avermelhado, com as mãos ao redor de sua boca escancarada, emite um grito que, entende-se imediatamente, é um grito de angústia, um grito vazio, sem palavras, só o som. Parece-me a descrição mais eficaz da situação do homem moderno que, tendo esquecido o grito cheio de conteúdo que é o kerygma, se vê obrigado a gritar ao vazio da própria angústia existencial. Se, como alguém disse, “Deus é a direção à qual o homem lança seu próprio grito”, então “O Grito” de Munch é, a seu modo, uma oração.

3. Cristo, nosso contemporâneo
Agora, deixe-me tentar explicar por que é possível, no Cristianismo, recomeçar, a qualquer momento, da ponta do navio, sem que isto seja um fingimento mental, ou uma simples tarefa de arqueologia. A razão é simples: aquele navio ainda navega o mar e o rastro deixado ainda começa por uma ponta!

Há um ponto onde eu não concordo com o filósofo Kierkegaard, que também disse coisas maravilhosas sobre a fé e sobre Jesus. Um dos seus temas favoritos é aquele da contemporaneidade de Cristo. Mas ele concebe tal contemporaneidade como um tornar-nos um contemporâneio de Cristo. “Aquele que crê em Cristo – escreve – é obrigado a fazer-se um contemporâneo seu no rebaixamento.” (S. Kierkegaard, Exercício do cristianismo, I, E,  in Opere, aos cuidades de C. Fabro, Florença 1972, p. 708) A idéia é que para acreditar realmente, com a mesma fé exigida aos apóstolos, é necessário prescindir dos dois mil anos de história e de confirmações sobre Cristo e colocar-se no lugar daqueles a quem Jesus dirigia sua palavra: “Vinde a mim, vós todos que estais cansados ​​e sobrecarregados e eu vos aliviarei “(Mateus 11, 28). Logo ele, um homem que não tinha uma pedra onde repousar a cabeça!

A verdadeira contemporaneidade de Cristo é outra coisa: é ele que se faz nosso contemporâneo, porque, tendo ressuscitado, vive no Espírito e na Igreja. Se nós nos fôssemos fazer contemporâneos de Cristo, seria uma contemporaneidade só intencional; mas, se é Cristo que se faz contemporâneio nosso, então é uma contemporaneidade real. De acordo com um pensamento arrojado da espiritualidade ortodoxa, “a anamnese é uma lembrança alegre que torna o passado ainda mais presente do que quando foi vivido.”Não é um exagero. Na celebração litúrgica da Missa, o evento da morte e ressurreição de Cristo se torna mais real para mim do que era na verdade para aqueles que testemunharam materialmente o evento, porque então havia uma presença “segundo a carne”, agora se trata de uma presença “segundo o Espírito”.

O mesmo quando se proclama com fé: “Cristo morreu pelos meus pecados, ressuscitou para a minha justificação, ele é o Senhor”. Um autor do século IV escreve: “Para cada homem, o princípio da vida é aquele, a partir do qual Cristo foi imolado por ele. Mas Cristo foi imolado por ele no momento em que ele reconhece a graça e se torna consciente da vida que lhe foi dada daquela imolação”.( Homilia pasqual do ano 387 , SCh 36, p. 59 s.)

Percebo que não é fácil e talvez nem mesmo possível dizer essas coisas para as pessoas, muito menos ao mundo secularizado de hoje; mas é o que nós, evangelizadores, temos que ter bem claro para tirar coragem disso e crer na palavra do evangelista João que diz: “Aquele que está em vocês é mais forte do que aquele que está no mundo” (1 Jo 4, 4).

4. Os leigos, protagonistas da evangelização
Dizia no início que, do ponto de vista dos protagonistas, a novidade, na atual fase da evangelização, são os leigos. Do seu papel na evangelização trataram o concílio na “Apostolicam Actuositatem”, Paulo VI na “Evangelii Nuntiandi”, João Paulo II na “Christifideles laici.”

As premissas desta chamada universal à missão já estão no Evangelho. Após o primeiro envio dos apóstolos em missão, Jesus, lê-se no Evangelho de Lucas, “designou outros setenta e dois, e os enviou dois a dois à sua frente a toda cidade e lugar aonde ele próprio devia ir” (Lc 10, 1). Esses setenta e dois discípulos  foram provavelmente todos aqueles que ele tinha reunido até aquele momento, ou ao menos todos aqueles que estavam dispostos a comprometer-se seriamente por ele. Jesus, portanto, envia todos os seus discípulos.

Conheci um leigo dos Estados Unidos, pai de família, que, ao lado da sua profissão, desempenha também uma evangelização intensa. É um sujeito bem-humorado e que evangeliza ao som de estrondosas gargalhadas, como só os americanos sabem fazer. Quando ele vai para um lugar novo, começa dizendo muito sério: “Dois mil e quinhentos bispos, reunidos no Vaticano, pediram-me para vir e anunciar-vos o evangelho”. As pessoas ficam naturalmente curiosas. Ele então explica que os 2.500 bispos são aqueles que participaram no Concílio Vaticano II e escreveram o decreto sobre o apostolado dos leigos (Apostolicam Actuositatem), que convida todos os leigos cristãos a participarem na missão evangelizadora da Igreja. E estava absolutamente certo de dizer “me pediram.” Essas palavras não são faladas ao vento, para todos e para ninguém; são dirigidas pessoalmente a cada leigo católico.

Hoje conhecemos a energia nuclear que se libera da “fissão” do átomo. Um átomo de urânio é bombardeado e “partido” em dois pelo impacto de uma partícula chamada nêutron, liberando energia neste processo. Começa daí uma reação em cadeia. Os dois novos elementos “fissionam”, ou seja, partem-se por sua vez, dois outros átomos, estes outros quatro, e assim por bilhões de átomos, de modo que a energia “liberada” no final, é imensa. E não necessariamente energia destrutiva, porque a energia nuclear também pode ser usada para fins pacíficos, em favor do homem.

Neste sentido, podemos dizer que os leigos são um tipo de energia nuclear da Igreja no plano espiritual. Um leigo alcançado pelo Evangelho, vivendo ao lado de outros, pode “contagiar” outros dois, estes, outros quatro, e como os leigos cristãos não são só algumas dezenas de milhares como o clero, mas centenas de milhões, eles podem realmente desempenhar um papel decisivo na difusão, no mundo, da luz benéfica do Evangelho.

Do apostolado dos leigos não se começou a falar somente com o Concílio Vaticano II. Já se falava há tempo. O que, no entanto, o concílio contribuiu foi o título com o qual os leigos contribuem no apostalado da hierarquia. Eles não são meros colaboradores chamados a dar o seu contributo profissional, o seu tempo e os seus recursos; são portadores de carismas, com os quais, diz a Lumen Gentium, estão aptos e prontos para assumirem obras e ofícios, úteis na renovação e à maior expansão da Igreja”. (L.G., 12)

Jesus quis que seus apóstolos fossem  pastores de ovelhas e pescadores de homens. Para nós, do clero, é mais fácil ser pastores que pescadores; ou seja, alimentar com a palavra e com os sacramentos aqueles que veem à Igreja, e não ir em busca dos que estão distantes, nos ambientes mais diferentes da vida. A parábola da ovelha perdida se inverteu hoje em dia: noventa e nove ovelhas se distanciaram e uma só permaneceu no redil. O perigo que temos é de passarmos todo o tempo alimentando esta única que permaneceu e de não ter tempo, até mesmo pela falta de clero, para ir em busca das perdidas. Nisso a contribuição dos leigos se faz providencial.

A realização mais avançada neste sentido são os movimentos eclesiais. A sua contribuição específica para a evangelização é de oferecer aos adultos uma oportunidade de redescobrir o seu batismo e se tornarem membros ativos e engajados da Igreja. Muitas conversões de adultos e a volta à prática religiosa de “cristãos de nome” acontecem hoje dentro desses movimentos. Um dos propósitos do Congresso sobre a evangelização, ocorrido no passado mês de Outubro, foi justamente, eu acho, aquele de coletar as várias e originais formas de evangelização experimentadas por eles.

Recentemente, o Santo Padre Bento XVI voltou sobre a importância da família em vista da evangelização, falando de um “protagonismo” das famílias cristãs neste campo. “Como estão relacionados o eclipse de Deus e a crise da família, dizia, assim a nova evangelização é inseparável da família cristã”. (Bento XVI, discurso à Plenária do Pontifício Conselho para a família, no “L’Osservatore Romano”, 2 Dezembro, p.8.)

Comentando o texto de Lucas, onde se diz que Jesus “designou outros setenta e dois e os enviou dois a dois à sua frente a cada cidade e lugar aonde ele próprio devia ir ” (Lc 10, 1), São Gregório Magno escreve que os envia dois a dois , “porque menos que entre dois não pode haver amor”, e o amor é aquilo pelo qual os homens poderão reconhecer que somos discípulos de Cristo. Isso se aplica a todos, mas de uma maneira especial para dois: pai e mãe. Se eles já não podem fazer nada mais para ajudar seus filhos na fé, já fariam muito se, olhando para eles, seus filhos pudessem dizer entre si: “Vejam como papai e mamãe se amam “. “O amor é de Deus”, diz a Escritura (1 Jo 4, 7) e isso explica por que onde quer que haja um pouco de amor “verdadeiro, ali, Deus é sempre anunciado.

A primeira evangelização começa dentro das paredes de casa. A um jovem que lhe perguntava o que deveria fazer para ser salvo, Jesus dizia: “Vai, vende o que tens e dá aos pobres …, depois vem e segue-me” (Mc 10, 21); mas a outro jovem que queria deixar tudo e segui-lo, não o permitiu, mas lhe disse: “Vai para tua casa e para os teus e anuncia-lhes tudo o que fez por ti o Senhor na sua misericórdia” (Mc 5, 19).

Há um famoso canto espiritual negro intitulado “There is a balm in Gilead” “Há um bálsamo em Gilead” Algumas das suas palavras podem incentivar os leigos, e não somente eles, na tarefa da evangelização de pessoa a pessoa, de porta em porta. Diz:

“If you cannot preach like Peter, if you cannot preach like Paul, go home and tell your neighbor that Jesus died for all”.

“Se você não sabe pregar como Pedro, se você não sabe pregar como Paulo, vai para tua casa” e diga “a seus vizinhos: Jesus morreu por nós!”

Daqui a dois dias é Natal. É reconfortante para os irmãos leigos lembrar que ao redor da manjedoura de Jesus, além de Maria e José, estavam os seus representantes, os pastores e os magos.

O Natal no leva de volta à ponta da ponta do rastro do navio, porque tudo começou a partir daí, daquela criança na manjedoura. Na liturgia escutaremos proclamar “Hodie Christus Natus est, hodie Salvator apparuit”, “Hoje Cristo nasceu, hoje o Salvador apareceu”. Ouvindo-os, repensamos aquilo que dissemos da anamnese que torna o evento mais presente do que quando aconteceu pela primeira vez”. Sim, Cristo nasce hoje, porque ele realmente nasce para mim no momento que reconheço e creio no mistério. “O que me aproveita que Cristo tenha nascido uma vez em Belém, se não nascer de novo pela fé em meu coração?” São palavras pronunciadas por Orígenes e repetidas por Santo Agostinho e São Bernardo. (Orígenes, Comentário ao Evangelho de Lucas, 22,3 (SCh. 87, p. 302).

Façamos nossa a invocação escolhida pelo nosso Santo Padre para os seus votos natalícios desse ano e repitamos com todo o anseio do coração:  fazemos nossa a invocação próprios escolhidos pelo nosso Santo Padre para o seu cartão de Natal deste ano e repeti-lo com todo o anseio do coração: “Veni ad salvandum nos”, Vem, Senhor, e salva-nos!

Publicado em Agência ZENIT.

“Deus é amor, e quem permanece no amor, permanece em Deus e Deus nele” -(Jo 4, 16) – Imitação de Cristo

Reflexão

“Deus é amor, e quem permanece no amor, permanece em Deus e Deus nele” (Jo 4, 16)

Mas o amor tem seus tempos de prova, como seus momentos de gozo; e esta vida transitória deve ser o contínuo exercício  de amor, ou a consumação dum grande sacrifício, cujo prêmio será uma vida eterna ou um  amor imutável.

Todos os caracteres da caridade, enumerados por São Paulo, nos recordam a ideia de sacrifício; e o mesmo amor infinito não pôde manifestar-se plenamente a nós senão por um sacrifício infinito. “Deus amou de tal modo o mundo, que deu por ele seu filho único (Jo, 3, 16).

E nosso amor para com Deus não pode tampouco manifestar-se senão por um sacrifício, não igual, o que é impossível, mas semelhante pelo dom de todo o nosso ser, ou uma perfeita obediência de nosso espírito, de nosso coração e de nossos sentidos à vontade daquele que tão extremosamente nos amou.

Então se verifica aquela união inefável que, na sua última hora, pedia Jesus Cristo a seu Eterno Pai operasse entre Ele e a criatura resgatada. Enquanto a natureza viver ainda em nós, alguma coisa nos separa de Deus e de Jesus, e o amor de Jesus urge que acabemos o sacrifício e pronunciemos aquela última palavra que o mundo não compreende, mas que regozija o céu: “Tudo está consumado” (Jo 19, 30).

Quando pronunciarás tu, minha alma, esta palavra decisiva?

Publicado em Imitação de Cristo – Reflexões – página 212

Imagem: Canto da Paz

“Nada te perturbe” – Oração – Santa Teresa de Jesus – Vídeo clipe (Gloria.tv) – 02.11.2011

Fonte: Gloria.tv

Olá a todos!

Temos hoje, como ofício de memória da Igreja, a lembrança de nossos entes já falecidos. Peçamos a Deus que aqueles que o temeram, por obediência, e lutaram para fazer o bem que Ele plantou em seus corações, pelo menos, tenham a oportunidade de merecer o Céu. Que o mesmo valha para nós, na nossa hora.  Amém.

Era o que Santa Teresa pedia para seus amigos e amigas, incluindo o mundo inteiro em suas orações. Isto, tal como todos os carmelitas, descalços e calçados também o fazem na oração : a salvação de todas as almas que amam e amaram ao Criador, Nosso Pai, e Seu Filho, Cristo Jesus.

Apresento-lhes, a propósito, um vídeo clipe.

Entramos repetidas vezes em contradição com exemplos de santos e santas que tem lugar especial em nosso coração… Acredito que assim será enquanto vivermos. No entanto, tal como Santa  Teresa de Jesus nos alertava, temos sempre que estar atentos para que nosso coração não seja vítima da tentação do medo, da falta de confiança no amor, na misericórdia de Deus Pai e Seu Filho, Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Temos ainda a proteção maternal e intercessora de Nossa Senhora, nossa Mãe Santíssima. Vejamos o vídeo da oração mais conhecida de Santa Teresa de Ávila (e difícil, para nós que vivemos no mundo), quase que permantemente “atormentados” por toda sorte de perturbações. Sem o concurso da oração – tal como ela enfatizava – a  nossa missão, a nossa  jornada estará mais distante do  “Caminho, Verdade e Vida”, que é Jesus Cristo e seu legado de amor e salvação. Que Ele, por meio de seu Santo Espírito nos ilumine e abençoe.  Amém.

Vídeo clipe de Santa Tereza de Jesus – 15 de Outubro Ofício da Memória

http://pt.gloria.tv/?media=103267

 

 

“Compaixão no seu sentido mais amplo, no seu sentido divino, é um sentimento que está muito longe do entendimento humano” (Canto da Paz)

Fonte/imagem/artigo: Olhai os Lírios do Campo – Padre Dalmo Radimack

_______________________________________________________________________________________________

Fonte: Canto da Paz – Site de Clarissas e Franciscanos

Cinco pães e dois peixes 

EVANGELHO COMENTADO – 18º Domingo do Tempo Comum Evangelho: (Mt 14, 13-21)

Jesus retirou-se, num barco, para um lugar deserto e afastado. Mas o povo soube e o seguiu das cidades a pé. Ao desembarcar, viu uma grande multidão e, sentindo compaixão, curou os seus enfermos. Ao cair da tarde, aproximaram-se dele os discípulos e disseram: “O lugar aqui é deserto e já passou da hora. Despede o povo para que possa ir aos povoados comprar alimentos”. Mas Jesus lhes respondeu: “Não há necessidade de eles irem embora. Dai-lhes vós mesmos de comer”… … Eles, porém, disseram: “Não temos aqui senão cinco pães e dois peixes”. Ele falou: “Trazei-os para cá”. Mandou a multidão sentar-se na grama. Depois tomou os cinco pães e os dois peixes, levantou os olhos para o céu e rezou a bênção; partiu então os pães, deu-os aos discípulos, e estes à multidão. Todos comeram e ficaram saciados. E dos pedaços que sobraram recolheram doze cestos cheios. Os que comeram eram cerca de cinco mil homens, sem contar as mulheres e as crianças.

COMENTÁRIO

No Evangelho de hoje, Mateus nos fala da grande multidão que seguia Jesus, para onde quer que Ele fosse, e usa uma palavra muito forte para se referir ao sentimento de Jesus: ele diz que o Mestre sentiu compaixão da multidão. Compaixão é muito mais que uma simples preocupação, principalmente quando estamos falando de Jesus. Compaixão no seu sentido mais amplo, no seu sentido divino, é um sentimento que está muito longe do entendimento humano. Para nós, compaixão está ligada à uma preocupação superficial, que chamamos de “pena”, “dó” ou qualquer outra coisa que sentimos por um doente, moribundo, ou marginalizado. Compaixão é algo que vai muito além de ficar penalizado ou doar o que nos sobra. Para Jesus, compaixão é sinônimo de amor. Jesus se compadece da multidão, cura os doentes e dá o pão da palavra para aqueles que o procuram. Dá também o pão alimento, símbolo da vida. Multiplica e distribui o alimento que, ainda hoje é tão escasso em nossas mesas. Milhares e milhares morrem de fome em todo mundo. Outros milhares dependem de leito hospitalar, remédios, exames complementares e até mesmo de uma palavra de conforto, e isso nos deixa (entre aspas) “extremamente compadecidos”. Não basta sentimentalismo externo, é preciso ação. Como dissemos, compaixão é sinônimo de amor e, amor é doação, portanto, o amor só está presente na entrega, na partilha. Ninguém é feliz sozinho, felicidade para ser completa, tem que ser compartilhada. Partilhar, repartir são verbos ainda muito pouco utilizados. Em compensação, um verbo que está sempre presente nas rodas de amigos, que tem presença obrigatória nos “papos” informais ou de negócios, é o verbo multiplicar. Só que não é a multiplicação de pães, nem de empregos. A preocupação é com a multiplicação de renda, de poder e de centralização de bens. Com Jesus é diferente. Onde Cristo está presente, ali está a fraternidade. Os cinco mil homens que o Evangelho se refere simbolizam o mundo da época, o povo de Israel. Porém, o mundo atual também sente fome de Deus e precisa ser saciado. O mundo precisa conhecer Jesus, o Verdadeiro Pão. Os primeiros cristãos causavam inveja, porque tudo repartiam e por isso, não havia necessitados entre eles. Vamos imitá-los? Vamos provocar inveja nos que nos rodeiam, vamos viver a alegria de partilhar o pão, a saúde, o emprego, as riquezas, enfim, vamos viver a emoção maior de partilhar o amor.

(Fonte do texto: http://www.miliciadaimaculada.org.br). Autor: Jorge Lorente.

Publicado em Canto da Paz.

“Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Eu sou a luz do mundo” – Jesus Cristo

Fonte/imagem/oração: http://www.areajesus.com/promessasscj.htm

Sagrado Coração de Jesus Promessas do Sagrado Coração de Jesus
As doze Promessas do Sagrado Coração de Jesus feitas a Santa Margarida Maria:

  1. Eu lhes darei todas as graças necessárias ao seu estado de vida.
  2. Eu farei reinar a paz em suas famílias.
  3. Eu os consolarei em todas as suas aflições.
  4. Serei seu refúgio seguro durante a vida e sobretudo na morte.
  5. Derramarei muitíssimas bênçãos sobre todas as suas empresas.
  6. Os pecadores encontrão em meu Coração a fonte e o mar infinito da misericórdia.
  7. As almas tíbias se tornarão fervorosas.
  8. As almas fervorosas elevar-se-ão rapidamente a grande perfeição.
  9. Abençoarei Eu mesmo as casas onde a imagem do meu Coração estiver exposta e venerada.
  10. Darei aos sacerdotes o dom de abrandar os corações mais endurecidos.
  11. As pessoas que propagarem esta devoção terão os seus nomes escritos
    no meu Coração e dele nunca serão apagados.
  12. No excesso da misericórdia do meu amor todo poderoso darei a graça da perseverança final aos que comungarem na primeira sexta-feira de nove meses seguidos.

_________________________________________________________________________________________________

ORAÇÃO AO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS

Sagrado coração de Jesus, eu me consagro inteiramente a vós: minha pessoa, minha vida, minhas ações, trabalhos e sofrimentos, a fim de empregar tudo quanto sou e tenho, unicamente para colaborar convosco na construção de novos céus e de uma nova terra. Ó Coração Sagrado, eu vos escolho  para único objeto de meu amor, para protetor de minha vida, amparo de minha fragilidade e inconstância, reparação de todas as minhas faltas e auxílio seguro na hora de minha morte.

Coração de Jesus, ternura e bondade! Eu quero que toda minha felicidade seja viver e morrer no vosso serviço, dedicando-me aos meus irmãos. Amém!

ÁSIA/JAPÃO – Os heróis cristãos de Fukushima que sacrificam suas vidas para impedir uma catástrofe nuclear (Agência Fides)

Fonte: Agência Fides

30.03.2011

ÁSIA/JAPÃO – Os heróis cristãos de Fukushima que sacrificam suas vidas para impedir uma catástrofe nuclear

Sendai (Agência Fides) – Entre os trabalhadores que estão na verdade sacrificando suas vidas na usina nuclear de Fukushima, para dominar a radioatividade crescente e tentar colocar em segurança a usina, existem também alguns cristãos. A notícia, que chegou à Fides por alguns missionários locais, foi confirmada pelo Bispo de Sendai, cujo território se encontra na província de Fukushima: “Na tragédia que estamos vivendo e que cria grande preocupação em todos – disse à Agência Fides Dom Martin Tetsuo Hiraga – sabemos que alguns cristãos estão trabalhando como voluntários nas proximidades da usina. Nessa situação terrível, os cristãos japoneses têm uma grande oportunidade para oferecer um testemunho de nossa fé e os valores do Evangelho. Eles estão fazendo isso na solidariedade, na dedicação aos outros, num espírito de abnegação. Em Fukushima os trabalhadores estão arriscando suas vidas para salvar a população japonesa e evitar uma catástrofe nuclear”. Em Fukushima, existem atualmente 180 voluntários anônimos que, em turnos de 50, entram na usina nuclear para realizar operações de emergência. Nos últimos dias, três homens que trabalhavam perto do reator nº 3 da usina nuclear foram hospitalizadas porque contaminados pela radiação. Segundo fontes locais de Fides, o líder da equipe que administra todas as operações é um cristão, enquanto outros cinco membros de uma comunidade Batista estão trabalhando no processo de refrigeração do reator n º 1. e 2. Os fiéis estão realizando esta tarefa delicada e perigosa, “com plena consciência de dar sua vida pelos outros, na fé e na oração” e pediram orações por todos os fiéis do mundo”, para confiar a sua vida nas mãos de Deus”. Uma vigília de oração especial pelas vítimas, para aqueles que estão trabalhando na solidariedade, para as comunidades cristãs japonesas e para apoiar “os heróis cristãos de Fukushima” foi realizada em Cingapura nos últimos dias pela OFM (Overseas Missionary Fellowship), comunidade cristã evangélica que tem missionários em 12 países asiáticos. (PA) (Agência Fides 30/3/2011)

Publicado em Agência Fides.

Papa: “Trabalho nos aproxima de Deus” (Rádio do Vaticano)

Fonte: Rádio Vaticano

PAPA: “TRABALHO NOS APROXIMA DE DEUS”

Cidade do Vaticano, 26 mar (RV) – O papa recebeu esta manhã um grupo de peregrinos da Diocese de Terni-Narni-Amelia, que comemoram 30 anos da visita do Papa João Paulo II às siderúrgicos da cidade.

Bento XVI saudou o grupo, liderado pelo Arcebispo Dom Vincenzo Paglia, recordando o amor especial que João Paulo II nutria pelo mundo do trabalho; seu encorajamento, solidariedade, amizade e carinho pelos operários. O Pontífice recordou que no dia de sua eleição, ele mesmo se definiu um “humilde trabalhador na vinha do Senhor”.

No discurso, o Papa falou sobre a crise de hoje, que está colocando a cidade da usina e suas famílias numa situação difícil. Ele disse sentir a preocupação que os operários trazem em seu coração, e demonstrou estar a par da responsabilidade e da participação da Igreja diocesana, comunicando a esperança do Evangelho e a força para edificar uma sociedade mais justa e digna do homem.

Neste sentido, ressaltou a importância da Eucaristia que salva o mundo, fazendo-o viver a alegria da fé e a paixão por melhorá-lo. A Eucaristia do Domingo é o fulcro da ação pastoral da Diocese, “viver de modo eucarístico significa viver como uma família, um único Corpo, uma sociedade de amor”.

“Neste horizonte – disse o Papa – insere-se o tema do trabalho e de seus problemas, como o que mais preocupa hoje: o desemprego. O trabalho é um dos elementos básicos da pessoa e da sociedade. Condições precárias de trabalho dificultam as condições da própria sociedade, as condições de uma vida ordenada segundo as exigências do bem comum”.

Outro problema tocado por Bento XVI foi a segurança no trabalho, uma realidade à qual é preciso estar atentos, para que a trágica série de incidentes seja interrompida. Em seguida, foi abordado também o problema da precariedade profissional entre os jovens.

O papa se disse muito próximo das preocupações e ansiedades dos operários, auspiciando que na lógica da gratuidade e da solidariedade, os momentos difíceis possam ser superados e seja garantido um emprego seguro, digno e estável para todos.

Enfim, recordou que o trabalho ajuda a sentirmo-nos mais perto de Deus e dos outros, e lembrou que Jesus foi um operário, tendo passado grande parte de sua vida terrena em Nazaré, na marcenaria de José.

Em sua visita à Terni, João Paulo II falou do “Evangelho do trabalho”, afirmando que o Filho de Deus, tornando-se homem, trabalhou com as próprias mãos. A sua foi uma verdadeira fatiga física, ocupou a maior parte de sua vida nesta terra, e assim, entrou na obra de redenção do homem e do mundo.

“O trabalho deve ser entendido na perspectiva cristã, ao invés de ser visto apenas como um meio de ganho, ou de exploração, como em muitas partes do mundo, onde é ofendida a própria dignidade da pessoa. Em relação ao trabalho aos domingos, o Papa acenou para o risco de que o ritmo do consumo possa subtrair-nos o sentido da festividade e do Domingo como dia do Senhor e da comunidade.
(CM)

Publicado em Rádio do Vaticano.

“Numa fase econômica de aumento dos preços alimentares e do petróleo, e de mudanças políticas que atingem milhões de pessoas que já padecem a fome, a ajuda da Igreja Católica e das suas diversas instituições eclesiásticas é ainda mais vital no apoio à acção do Programa Alimentar Mundial a favor dos mais vulneráveis” – Josette Sheeran – Diretora Executiva do Programa Alimentar Mundial (Rádio Vaticano)

Fonte/imagem/artigo: pime.org: “Fome no Mundo – um problema sem solução?”

______________________________________________________________________________________________

Fonte: Rádio Vaticano

02.03.2011

Audiência do Papa á Directora Executiva do Programa Alimentar Mundial

Bento XVI recebeu em audiência particular nesta quarta-feira, no Vaticano, a Directora Executiva do Programa Alimentar Mundia Josette Sheeran.

Segundo refere um comunicado desta agência humanitária da ONU, Sheeran informou o Papa sobre a missão, há pouco concluída, na fronteira entre a Líbia e a Tunísia, onde pôde constatar directamente a presença de dezenas de milhares de pessoas que fogem das violências num contexto de emergente crise humanitária.

Sheeran visitara a área para lançar uma resposta de emergência a fim de oferecer assistência alimentar aos mais vulneráveis e para ajudar os países em transição política a reforçar as suas redes de protecção alimentar.

“Fiquei comovida com o interesse de Sua Santidade por esse balanço. Expressou a sua preocupação pelas pessoas inocentes no meio dessa terrível tragédia” – afirma Sheeran.

“Numa fase econômica de aumento dos preços alimentares e do petróleo, e de mudanças políticas que atingem milhões de pessoas que já padecem a fome, a ajuda da Igreja Católica e das suas diversas instituições eclesiásticas é ainda mais vital no apoio à acção do Programa Alimentar Mundial a favor dos mais vulneráveis” – reitera.

São numerosas as instituições eclesiásticas e as organizações não-governamentais de inspiração católica que colaboram de modo estável com a agência da ONU para a assistência alimentar.

Dentre elas encontram-se a Caritas Internacional com as suas diversas agências nacionais, com a qual o Programa Alimentar Mundial estabeleceu acordos de parceria em 29 países; a Comunidade de Santo Egídio , com a qual são activos programas nos sectores da assistência alimentar e da saúde; o Catholic Relief Services (CRS) e o Serviço dos Jesuítas para Refugiados (JRS).

Todo os anos, o Programa Alimentar Mundial fornece alimentos a mais de 90 milhões de pessoas em mais de 70 países.

Publicado em Rádio Vaticano.

Brinquedos que alimentam a cultura da violência (Artigo – Prof. Sílvio de Sá Arantes – Colégio Franciscano João XXIII)

Fonte/imagem/texto: “INFÃNCIA: O que pensa uma criança iraquiana? A violência banalizada!” (Saulo Valley) -http://saulovalley.blogspot.com/2010/10/infancia-o-que-pensa-uma-crianca.html

____________________________________________________________________________

BRINQUEDOS QUE ALIMENTAM A CULTURA DA VIOLÊNCIA

Por Prof. Sílvio de Sá Arantes*

A nossa sociedade está acostumada com notícias que evidenciam a cultura da violência no lar, na escola e em outros ambientes, acomodando-se  à fatalidade de casos reais como normais. Os movimentos que se manifestam contra esta cultura de violência, muitas vezes, são banalizados por vários meios. A família é bombardeada por contravalores apresentados em novelas, seriados, brinquedos comuns e eletrônicos. Uma medida muito adequada seria o filtro da própria família em questões de programas e brinquedos que são de fácil acesso para os filhos, mudando, assim, as tendências e conceitos. Proibir só não bastaria: toda privação deve ser muito bem dialogada e fundamentada para surgir daí uma postura consciente e decisiva. É um bom começo para a implantação da paz que tanto sonhamos para nossos filhos.

*Colégio Franciscano João XXIII – SP

Fonte: Folhinha do Sagrado Coração

“O tempo presente é, segundo o Senhor, o tempo do Espírito e do testemunho mas é também um tempo ainda marcado pela «angústia» (1Cor 7, 26) e pela provação do mal, que não poupa a Igreja e inaugura os combates dos últimos dias. É um tempo de espera e de vigília” – Dia dedicado a Nossa Senhora das Graças

Fonte/imagem/texto: Blog Rainha do Carmelo – OCDS

“(…)O tempo presente é, segundo o Senhor, o tempo do Espírito e do testemunho mas é também um tempo ainda marcado pela «angústia» (1Cor 7, 26) e pela provação do mal, que não poupa a Igreja e inaugura os combates dos últimos dias. É um tempo de espera e de vigília. (…)”

____________________________________________________________________________

Fonte: Lepanto

Nossa Senhora das Graças – Medalha Milagrosa (1830)

Capela das aparições na Rue du Bac, em Paris

Foi em 1830 que Nossa Senhora apareceu, em Paris, a Santa Catarina Labouré, então jovem religiosa, e lhe ensinou a devoção da Medalha Milagrosa.

“Fazei cunhar uma medalha com este modelo. Todas as pessoas que a usarem receberão grandes graças, trazendo-a ao pescoço. As graças serão abundantes para as pessoas que a usarem com confiança” — prometeu a Santíssima Virgem.

A promessa efetivamente se cumpriu.

Quando iam ser cunhadas as primeiras medalhas, uma terrível epidemia de cólera, proveniente da Europa oriental, atingia Paris.

O flagelo se manifestou a 26 de março de 1832 e se estendeu até meados do ano. A 1º de abril, faleceram 79 pessoas; no dia 2, 168; no dia seguinte, 216, e assim foram aumentando os óbitos, até atingirem 861 no dia 9. No total, faleceram 18.400 pessoas, oficialmente; na realidade, esse número foi maior, dado que as estatísticas oficiais e a imprensa diminuíram os números para evitar a intensificação do pânico popular.

No dia 30 de junho, foram entregues as primeiras 1500 medalhas que haviam sido encomendadas à Casa Vachette, e as religiosas Filhas da­ Caridade começaram a distribuí-las entre os flagelados. Na mesma hora refluiu a peste e começaram, em série, os prodígios que em poucos anos tornariam a Medalha Milagrosa mundialmente célebre.

O Arcebispo de Paris, que autorizara a cunhagem da Medalha e recebera logo algumas das primeiras, alcançou imediatamente uma graça extraordinária por meio delas, e passou a ser propagandista entusiasta e protetor da nova devoção. Também o Papa Gregório XVI recebeu um lote de medalhas, e passou a distribuí-las a pessoas que o visitavam.

Até 1836, mais de 15 milhões de medalhas tinham sido cunhadas e distribuídas, no mundo inteiro. Em 1842, essa cifra atingia a casa dos 100 milhões. Dos mais remotos países chegavam relatos de graças extraordinárias alcançadas por meio da medalha: curas, conversões, proteção contra perigos iminentes etc.

Prodigiosa conversão

Mas, em janeiro de 1842, a conversão espetacular do judeu Afonso Ratisbonne — que apresenta notável analogia com a conversão do Apóstolo São Paulo na estrada de Damasco — chamaria ainda mais as atenções sobre a Medalha Milagrosa. Ratisbonne, jovem banqueiro de Estrasburgo, cheio de preconceitos e antipatias contra a Igreja Católica, estava viajando por Roma quando aceitou, meio a contragosto, uma Medalha Milagrosa que lhe ofereceu um nobre francês. Poucos dias depois, inesperada e milagrosamente, a Virgem lhe apareceu na Igreja de Sant’Andrea delle Fratte, e em poucos segundos o antigo inimigo da Igreja transformou-se no apóstolo ardoroso que viria a fundar, juntamente com seu irmão Padre Teodoro Ratisbonne, a Congregação dos Missionários de Nossa Senhora de Sion, dedicada à conversão dos judeus.

Em 1876, ano da morte de Santa Catarina Labouré, mais de um bilhão de Medalhas Milagrosas já espalhavam graças pelo mundo.

Em 1894, a Santa Igreja instituiu a festa litúrgica de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa, a ser celebrada no dia 27 de novembro.

Em 1980, quando se comemoravam 150 anos da revelação da Medalha Milagrosa, o próprio João Paulo II, compareceu como peregrino ao local das aparições.

La Salette, Lourdes, Fátima

Para os devotos e propagandistas de Fátima, a Medalha Milagrosa tem um significado muito especial.

As aparições de Nossa Senhora a Santa Catarina Labouré, em 1830, marcaram o início de um ciclo de grandes revelações mariais. Esse ciclo prosseguiu em La Salette (1846), em Lourdes (1858) e culminou em Fátima (1917).

Desde 1830 Nossa Senhora se manifesta deplorando os pecados do mundo, oferecendo perdão e misericórdia à humanidade pecadora e prevendo severos castigos caso ela não se convertesse. Mas também anunciando que, após esses castigos, viria um triunfo esplendoroso do Bem.

Em novembro de 1876, um mês antes de sua morte, Santa Catarina Labouré afirmou: “Virão grandes catástrofes…. o sangue jorrará nas ruas. Por um momento, crer-se-á tudo perdido. Mas tudo será ganho. A Santíssima Virgem é quem nos salvará. Sim, quando esta Virgem, oferecendo o mundo ao Padre Eterno, for honrada, seremos salvos e teremos a paz”.

E em 13 de julho de 1917, Nossa Senhora prometeu formalmente em Fátima: “Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará”.

Publicado em Lepanto – Frente Universitária.

Comunicado reage a interpretações quanto a afirmações de Bento XVI sobre uso de preservativo publicadas em livro-entrevista ( Agência Ecclesia – 21.11.2010)

Fonte/imagem/texto: dn.sapo.pt – “Papa admite o uso do preservativo “em certos casos” – Livro será lançado na quarta-feira

___________________________________________________________________________

Fonte: Agência Ecclesia

21.11.2010

Preservativo: Vaticano descarta revolução

Comunicado reage a interpretações sobre as afirmações de Bento XVI publicadas em livro-entrevista

As palavras de Bento XVI sobre o uso do preservativo em situações pontuais não devem ser vistas como uma “reviravolta revolucionária”, disse este Domingo o porta-voz do Vaticano.

O padre Federico Lombardi reagiu em comunicado a “interpretações dadas às palavras do Papa” a este respeito no livro-entrevista de Peter Seewald, “Luz do Mundo”, que vai ser apresentado à imprensa no dia 23 de Novembro.

Segundo o director da sala de imprensa da Santa Sé, “o Papa toma em consideração uma situação excepcional na qual o exercício da sexualidade representa um verdadeiro risco para a vida do outro”.

Num excerto da obra publicado antecipadamente pelo jornal do Vaticano, «L’Osservatore Romano», Bento XVI afirma que pode haver casos pontuais, “justificados”, em que admite o caso do preservativo.

Para o porta-voz do Vaticano, “o Papa não justifica moralmente o exercício desordenado da sexualidade, mas defende que o uso do preservativo para diminuir o perigo de contágio é «um primeiro acto de responsabilidade», «um primeiro passo na estrada para uma sexualidade mais humana», mais do que o não fazer uso do mesmo expondo o outro a um risco de vida”.

O padre Lombardi acrescenta que “numerosos teólogos e personalidades de renome sustentaram e sustentam posições análogas”.

“É verdade, contudo, que não as tínhamos ainda escutado com tanta clareza da boca do Papa, ainda que numa forma coloquial e não magisterial”, precisa, frisando que “Bento XVI dá assim, corajosamente, um importante contributo de clarificação e aprofundamento sobre uma questão longamente discutida”.

O director da sala de imprensa da Santa Sé fala num “contributo original” de Bento XVI que ajuda a refutar “uma via ilusória, como a «confiança no preservativo», rumo a um “exercício mais humano e responsável da sexualidade.

No final do capítulo 10 do livro, Bento XVI responde a duas perguntas sobre a luta contra a SIDA e o uso de preservativos, que retomam a discussão que se seguiu às suas palavras sobre o tema, no início da sua viagem a África, em 2009.

O Papa reafirma que “a Igreja, naturalmente, não considera os preservativos como a solução autêntica e moral” do problema da SIDA.

No seu comunicado, o padre Federico Lombardi precisa que Bento XVI “não muda ou reforma o ensinamento da Igreja, mas reafirma-o na perspectiva do valor e da dignidade da sexualidade humana como expressão de amor e responsabilidade”.

Sobre as declarações de 2009, a caminho dos Camarões, o director da sala de imprensa da Santa Sé sublinha que as mesmas não eram uma tomada de posição “sobre o problema dos preservativos em geral”, mas uma afirmação de que o problema da SIDA não se resolve “apenas com a distribuição” dos mesmos.

“O Papa observa que também no âmbito não eclesial se desenvolveu uma consciência análoga, como na chamada teoria Abc (Abstinence – Be Faithful – Condom), na qual os dois primeiros elementos (abstinência e fidelidade) são muito mais determinantes e fundamentais para a luta contra a Sida e o preservativo aparece em último lugar, como escapatória, quando faltam os outros dois”, acrescenta.

O livro “Luz do mundo. O Papa, a Igreja e os sinais dos tempos” resulta de uma conversa entre Bento XVI e Seewald – que já por duas vezes tinha entrevistado Joseph Ratzinger, ainda cardeal – na residência pontifícia de Castel Gandolfo, perto de Roma, entre os dias 26 e 31 de Julho.

Ao longo de 18 capítulos, o Papa aborda várias das questões mais inquietantes para a Igreja e a humanidade de hoje. A edição portuguesa deve estar disponível dentro de aproximadamente duas semanas.

A Lucerna, marca da Principia Editora vai estar no Vaticano na próxima Terça-feira para a apresentação mundial do livro e entregará ao Papa a edição em português.

O título deste livro foi escrito à mão pelo próprio Papa.

Publicado em Agência Ecclesia – Portugal.

Encontro de religiosas da Rede “Um grito pela Vida” prepara 27 pessoas das regiões do norte e do nordeste do Brasil para atuar na prevenção do tráfico de seres humanos (Agência Fides 19.10.2010)

 

Fonte/imagem: Jornal Partilhando – Artigo: “Alegria” –

Paróquia de Santo Antônio – Santo Antônio do Monte, MG

Fonte/imagem: Partilhando Online  – Artigo “Alegria)

________________________________________________________________________

Fundação Nosso Lar  – http://www.fnl.org.br/

Pedidos de “Cartilha sobre tráfico de pessoas” – Distribuição gratuita


………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………

Fonte: Agência Fides

19.10. 2010

AMÉRICA/BRASIL Aumentam as religiosas empenhadas contra o tráfico de seres humanos

Salvador (Agência Fides) – Concluiu-se em Salvador, na Bahia, o encontro de religiosas da Rede “Um grito pela Vida”, que preparou 27 pessoas das regiões do norte e do nordeste do Brasil para atuar na prevenção do tráfico de seres humanos. O encontro teve início em 14 de outubro e alcançou resultados positivos, como afirmou irmã Gabriela Bottani, integrante brasileira da Rede. Durante o encontro, foram apresentados estudos sobre o tráfico de seres humanos, inspirando-se em material didático, pesquisas e até mesmo estudos bíblicos. Um dos temas considerados mais urgentes a serem enfrentados, segundo a Rede, foi a exploração sexual de mulheres e crianças. Foram também utilizados dados oficiais da Organização Internacional para as Migrações (OIM) a respeito deste crime transnacional, assim como dados do Instituto de Pesquisa Nacional sobre o tráfico de mulheres, crianças e adolescentes (PESTRAF, 2002) que permitem aprofundar os aspectos relacionados a este problema. O objetivo do encontro foi formar “multiplicadores” (formadores que, por sua vez, possam formar outras pessoas) na prevenção do tráfico de seres humanos e promover o reforço da Rede na região. Segundo Irmã Gabriela, estiveram representados na reunião os estados de Rondônia e Pará, no Norte, e Bahia, Pernambuco, Alagoas, Ceará e Maranhão, do Nordeste. Depois desta formação, os participantes poderão formar núcleos em suas áreas de competência, para comunicar aos outros aquilo que aprenderam e alertar para os perigos do tráfico de seres humanos. “É necessário ter e dispor de uma presença mais capilar, ou seja, alcançar lugares diversos e sensibilizar o mais pessoas possível” – evidenciou Irmã Gabriela.

A nota enviada à Agência Fides, informa que está no calendário de 2011 um encontro de religiosas em Foz do Iguaçu, no Paraná, para reforçar e ampliar ainda mais as atividades da Rede “Um Grito pela Vida”. “As pessoas estão percebendo como é importante o trabalho das religiosas e estamos criando oportunidades para a participação dos leigos” – concluiu Irmã Gabriela.
A Rede “Um Grito pela Vida” está estritamente ligada à Conferência dos Religiosos do Brasil (CBR), e age na prevenção do tráfico de seres humanos com trabalho de sensibilização, principalmente em meio a comunidades e grupos com maior risco de se tornar vítimas deste crime organizado.
(CE) (Agência Fides, 19/10/2010)

Organização Internacional para as Migrações (OIM) e República Dominicana assinam acordo para formação contra tráfico de pessoas (Rádio Vaticano – 07.10.2010)

Fonte/imagem: Fundação Nosso Lar  – http://www.fnl.org.br/

Pedidos de “Cartilha sobre tráfico de pessoas” – Distribuição gratuita

Download da cartilha tráfico de pessoas

___________________________________________________________________________________________________

Fonte: Rádio Vaticano

07/10/2010

REPÚBLICA DOMINICANA: FORMAÇÃO CONTRA TRÁFICO DE PESSOAS

Santo Domingo, 07 out (RV) – A República Dominicana e a Organização Internacional para as Migrações (OIM) assinaram um acordo, no último dia 1°, sobre o combate ao tráfico de seres humanos.

Segundo o acordo, serão oferecidos cursos de formação para os responsáveis do Governo no campo da Justiça, da imigração e dos direitos humanos na luta contra o tráfico de pessoas.

A formação se centraliza em palestras e seminários especiais sobre o tema “Tráfico de seres humanos e mobilidade humana”. Está prevista a colaboração técnica para o desenvolvimento de programas de estudos, projetos acadêmicos e intercâmbio de informações.

O Governo da República Dominicana decidiu investir na realização do plano de formação, segundo os padrões educacionais propostos pelo projeto, além da avaliação, junto com a OIM, dos requisitos básicos para o desenvolvimento da formação e a prática.

Por sua vez, a OIM deve identificar e fornecer especialistas internacionais do setor, além do apoio técnico e o material que será utilizado na formação.

O Procurador Geral, Radhames Jimenez Pena, ressaltou a importância de reforçar a formação dos oficiais de Justiça, considerando que este órgão é parte fundamental na luta contra o tráfico de seres humanos.

O chefe da missão da OIM no país, Cy Winter, sublinhou que a ajuda na realização do programa de assistência técnica reforçará o trabalho de combate ao crime e o tratamento das vítimas.

O tráfico de seres humanos tem aumentado nos últimos anos, sobretudo no Brasil e na América Central. (MJ) (Rádio Vaticano)

pixel
pixel
pixel
pixel
 pixel
pixel

“Da túnica entreaberta sobre o peito saíam dois grandes raios, um vermelho e outro pálido. (…) Logo depois, Jesus me disse: Pinta uma Imagem de acordo com o modelo que estás vendo, com a inscrição: Jesus, eu confio em Vós” – Diário de Santa Faustina Kowalska (Portal da Divina Misericórdia)

Fonte: imagem/texto: Divina Misericórdia  – Santa Faustina

__________________________________________________________________________________________________

Fonte: Portal da Divina Misericórdia http://www.misericordia.org.br/

Secretária da Misericórdia Divina

O século XX foi um dos períodos mais contraditórios da história humana. De um lado, grandes avanços nos mais variados campos do saber (biologia, física, tecnologia etc.); a Igreja Católica, por sua vez, viveria uma nova primavera em diversos âmbitos (bíblico, litúrgico, pastoral etc.). Por outro lado, deparamo-nos com o crescimento do agnosticismo e a proliferação das seitas; com enormes atrocidades, de proporções quase universais; milhões e milhões foram brutalmente dizimados em dezenas de guerras, bem como em carestias, pestes e catástrofes, em parte frutos da ganância e arrogância de alguns poucos.
Ao mesmo tempo, é o século de cristãos de grande envergadura, como os Papas S. Pio X, o Beato João XXIII e o Servo de Deus João Paulo II, S. Gemma Galgani e Madre Teresa de Calcutá, os santos Padres Pio e Maximiliano Kolbe, ou como os pastorinhos de Fátima. É o século outrossim de uma das maiores místicas da história do cristianismo, Santa Faustina Kowalska. Mística pois deixou-se invadir pelo mistério do amor divino, no dia a dia de uma vida escondida e laboriosa. A partir dela nasce uma nova espiritualidade, centrada na Divina Misericórdia. Eis em breves linhas um pouco da sua vida.

Origens

Faustina nasceu na aldeia de Glogowiec, distrito de Turek, prefeitura de Poznan (atualmente Swinice Warckie, principado de Konin), na Polônia, no dia 25/08/1905. Naquela época a Polônia estava sob o domínio russo. Ela é a terceira de dez filhos do casal Estanislau Kowalska e Mariana Babel, que cuidam de 5 hectares de terra (e 3 vacas!). As duas primeiras gravidezes foram muito cansativas; por isso, a terceira foi esperada com preocupação, mas tudo correu bem.
Dois dias depois do nascimento a menina foi batizada, na paróquia de Swinice Warckie (dedicada a S. Casimiro), com o nome de Helena Kowalska. Deus os abençoou com outros sete filhos. “A Helena, minha filha abençoada, santificou o meu ventre”, dirá a mãe após a sua morte. Sabemos bem pouco acerca das origens desta futura santa. As principais fontes são o seu Diário e o relato de algumas testemunhas.
Por exemplo, a sua casa, com paredes de pedra e poucos móveis, é composta por 2 divisões, separadas por um corredor. O pavimento é de terra e as paredes não são rebocadas nem caiadas. A mãe faz queijo com grande perfeição. Todas as noites rezam o terço e dão graças por tudo o que têm.
Seu pai, Estanislau, lavrador e carpinteiro, era muito piedoso. Freqüentava sempre as Missas dominicais e cantava todos os dias o ofício da Imaculada Conceição, bem como o hino matinal. Na Quaresma, cantava as lamentações da Paixão. Era muito exigente com os filhos, e por isso Helena desde os 9 anos ajuda nos serviços da casa – debulhando o trigo, levando as vacas para o pasto e ajudando na cozinha. A mãe era uma boa mulher, muito dedicada e trabalhadora, particularmente sensível com os pobres. Assim se vai moldando o caráter de Helena (Dr. H. W.,Irmã Faustina. Apóstola da Divina Misericórdia, Loyola, S. Paulo, 1983, p. 30).

Vocação

A vida espiritual de Helena começara cedo. Em seu Diário escreve: “Quando eu tinha sete anos ouvi pela primeira vez a voz de Deus na minha alma”. Depois da preparação recebida do Pároco, Pe. Romano Pawlowski, em 1914 faz a Primeira Comunhão, momento que muito lhe marcou: “Eu estou contente porque Jesus veio ter comigo e agora posso caminhar com Ele”. A oração se torna mais assídua e fervorosa. A mãe a encontrou várias vezes ajoelhada no chão, principalmente de noite. Helena lhe explicava: “tenho certeza de que é o meu Anjo que me acorda”.
Os pais não aceitam facilmente a vocação da filha Helena. Em 1920 e 1922 a jovem lhes pede permissão para entrar no convento, mas os pais o recusam. Não possuem recursos para lhe dar o dote necessário, estão mergulhados em dívidas – e, acima de tudo, estão muito ligados à filha. Neste período recebeu o sacramento da Crisma, em Aleksandrów (1921). De modo especial a adolescente escuta com atenção as homilias dominicais, repetindo-as durante a semana, e também a leitura da Bíblia feita pelo seu pai, que mantém em casa uma pequena biblioteca.
Com dificuldades Helena iniciou os seus estudos (1917). É obrigada a interrompê-los a fim de poder trabalhar como empregada doméstica. Aos 14 anos disse à mãe: “Papai trabalha muito e eu não tenho com que me vestir aos domingos; sou a mais mal-apresentada de todas as moças. Irei trabalhar para ganhar alguma coisa”. O desejo de se consagrar totalmente a Deus lhe acompanha, mas, ante as dificuldades, por um tempo Helena desiste da idéia. Entrega-se, então, à “vaidade da vida”, aos “passatempos”, como anos depois escreveria em seu Diário.
Deus, porém, não volta atrás. Estando um dia num baile com sua irmã, uma visão de Cristo Sofredor interpela a jovem Helena: “Até quando hei de ter paciência contigo e até quando tu Me desiludirás?” (Diário, 9). Decide entrar no convento. Bateu em várias portas até ser acolhida no dia 1º/08/1925 na clausura do convento da Congregação das Irmãs de Nossa Senhora da Misericórdia, em Varsóvia. Foi tentada a deixar essa comunidade várias vezes, mas Jesus lhe apareceu e exortou: “Chamei-te para este e não para outro lugar e preparei muitas graças para ti” (D. 19).

Revelações

Dentro da Congregação Helena recebeu o hábito e o nome de Irmã Maria Faustina, em 1926. Dois anos depois faria a primeira profissão dos votos religiosos. Em sua vida exterior nada deixava transparecer da sua profunda vida espiritual, que haveria de incluir as graças extraordinárias da contemplação infusa, o conhecimento da misericórdia divina, visões, aspirações, estigmas escondidos, o dom da profecia e discernimento, e o raro dom dos esponsais místicos (D. 1056). Com humildade exerceu as funções de cozinheira, jardineira e até de porteira. Cumpria fielmente as regras de sua comunidade, em espírito de recolhimento mas sem nenhum desequilíbrio, deixando ao mesmo tempo transparecer serenidade e benevolência. Um sonho a movia – viver plenamente o mandamento do amor:
Ó meu Jesus, Vós sabeis que desde os meus mais tenros anos eu desejava tornar-me uma grande santa, isto é, desejava amar-Vos com um amor tão grande com que até então nenhuma alma Vos tinha amado” (D. 1372).

O Senhor a escolhe para uma missão especial. Depois de atravessar pela “noite escura” das provações físicas, morais e espirituais, a partir de 22/02/1931, em Plock,o próprio Senhor Jesus Cristo começa a se manifestar à Irmã Faustina de um modo particular, revelando de um modo extraordinário a centralidade do mistério da misericórdia divina para o mundo e a história– presente em todo o agir divino, particularmente na Cruz Redentora de Cristo – e novas formas de culto e apostolado em prol desta sua divina misericórdia. Descreve esta primeira visão:
Da túnica entreaberta sobre o peito saíam dois grandes raios, um vermelho e outro pálido. (…) Logo depois, Jesus me disse: Pinta uma Imagem de acordo com o modelo que estás vendo, com a inscrição: Jesus, eu confio em Vós” (D. 47).

Jesus insistirá particularmente no seu desejo de instituir uma Festa em honra da Divina Misericórdia para toda a Igreja, o que haveria de se cumprir somente a partir do ano 2000. Todas estas vivências se encontram relatadas em seu famoso Diário, escrito entre 1934-1938 sob a orientação dos Padres Miguel Sopocko e Andrasz SJ, o primeiro deles beatificado a 28/09/2008.
Segundo um dos mais famosos estudiosos do mesmo, Pe. Ignacy Rózycki, no Diário – e numa das Cartas de Santa Faustina – encontramos, dentre outros, 83 revelações particulares especiais sobre o mistério e o culto da Divina Misericórdia. Ao longo do Diário descobrimos que Jesus a escolhe como secretária, apóstola, testemunha e dispensadora da divina misericórdia(nn. 965; 1142; 400; 570). Já pode ser considerado como um dos clássicos da espiritualidade católica, ao lado de História de uma alma, A prática do amor a Jesus Cristo, Filotéia e outros.

Páscoa

Assim como na vida de Santa Teresinha, Jesus pede também à Santa Faustina que se ofereça como vítima pelos pecadores. É a graça de poder viver aquilo que diz o Apóstolo: Completo em minha carne o que falta das tribulações de Cristo pelo seu Corpo, que é a Igreja(Cl 1,24; cf. Flp 1,20; 2Cor 12,10). Na Quinta-feira Santa de 1934, Jesus lhe revela o seu desejo que se entregue pela conversão dos pecadores. A este desejo Irmã Faustina respondeu prontamente com um ato de consagração no qual se oferece voluntariamente pelos pecadores. Desde essa ocasião, os sofrimentos que oprimiriam a religiosa polonesa foram a prova de que sua oferta fora aceita pelo Senhor.
Irmã Faustina levava uma vida muito austera, já antes de entrar no convento. Não perdia nenhuma oportunidade em oferecer suas penas pela conversão dos pecadores. Nos últimos anos de sua breve vida aumentaram os seus tormentos interiores e os padecimentos do organismo. Desenvolve-se uma tuberculose que lhe atacou os pulmões e os intestinos. Muito fraca, é levada ao convento Jósefów. Segundo um costume da comunidade, pede perdão às coirmãs pelas faltas cometidas – e afirma que morreria treze dias depois. Ao Pe. Sopocko diz (26/09): “Perdoe-me, padre, agora estou ocupada no colóquio com o Pai Celeste. Aquilo que tinha para dizer, já disse”.
No dia da sua morte ela recebe o viático do Pe. Andrasz. Pede mas logo recusa uma injeção, dizendo: “Deus exige sacrifício”. Plenamente unida a Deus, na presença da irmã Ligoria, erguendo os olhos para o céu, Irmã Faustina falece com fama de santidade às 22h45min do dia 5/10/1938, com apenas 33 anos de vida. O seu corpo foi depositado no cemitério do convento em Cracóvia-Lagiewniki.
A situação na Europa se agravava. Hitler havia invadido a Áustria (11/03/1938). A Polônia entra num período tempestuoso quando Berlim e Moscou dividiram o seu território (22/09/1939). Irmã Faustina rezava pela Polônia. Em setembro de 1938, a jardineira irmã Klemensa foi visitá-la no hospital. Faustina estava reduzida a pele e ossos. Klemensa lhe perguntou: “O senhor Jesus te disse se haverá guerra?”. – “Haverá guerra”, respondeu ela. E depois acrescentou: “…A guerra durará muito tempo, haverá muitas desgraças. Sofrimentos terríveis cairão sobre as pessoas” (in Bergadano, Elena, Faustina Kowalska. Mensageira da Divina Misericórdia, Paulinas, S. Paulo, 2006,p. 81).
Há inúmeros relatos de graças alcançadas por sua intercessão a partir da morte da Ir. Faustina. Um deles se refere a um fato ocorrido durante a II Guerra, assinado por Miquelina Niewiadomska em Varsóvia, ano de 1946:

Como mensageira do exército clandestino da Polônia, levava um dia um maço de jornais e documentos importantes da imprensa subterrânea, num cesto vulgar, aberto, de modo a não chamar a atenção. Numa paragem, o tranvia [transporte] foi abordado pela polícia da Gestapo, que começou a inspecionar os passageiros. Antes que eu desse conta, estava a meu lado. Apanhada de improviso, sabia que não tinha maneira de escapar e deitei o cesto no chão. O que estava dentro caiu, com o livrinho intitulado ‘Jesus, eu confio em Vós’ por cima de tudo. Um dos policiais baixou-se para o apanhar e em voz baixa segredou-me: ‘E eu também confio n’Ele’, e, voltando-se, permitiu que eu apanhasse os papéis” (in Andrasz-Sopocko, A misericórdia de Deus. A única esperança da humanidade, 2ª ed., Tipografia Porto Médico L.da, Porto, 1956, pp. 88s).

O processo informativo para a canonização da Irmã Faustina se iniciou em 1965. O Cardeal Karol Wojtyla o encerra com uma sessão solene no dia 20/09/1967. Anos depois (1978) Karol Wojtyla se tornaria o Papa João Paulo II, e por suas mãos Irmã Faustina seria beatificada (1993) e canonizada (2000), tornado-se assim a primeira santa canonizada no III Milênio cristão. O milagre que permitiu a sua canonização foi a cura do Pe. Romualdo P. Pytel que sofria de “estenose aórtica predominante, calcificada e localizada na bicúspide, com insuficiência aórtica associada, e descompensação cardíaca esquerda” (in Laria, Raffaele, Santa Faustina e a Divina Misericórdia, Paulus, Apelação, 2004, p. 84). A data de sua celebração litúrgica é o dia 5 de outubro, que marca seu nascimento para o céu.

(…)

Publicado em Portal da Divina Misericórdia.

PT assume legalização do aborto e o seu reconhecimento como direito no Brasil, denunciam Bispos do Regional Sul 1 (Reportagem – ACI Digital – 28.09.2010)

Fonte/imagem: http://www.harmoniadomundo.net/O_Mundo_da_Crianca.htm

Artigo”A Flauta Mágica”, de Mozart – Ópera para crianças –

Teatro Nacional de São Carlos -Portugal

****

ELEIÇÕES BRASIL

___________________________________________________________________________________________________

Fonte: ACI Digital

PT assume legalização do aborto e o seu reconhecimento como direito no Brasil, denunciam Bispos do Regional Sul 1

SÃO PAULO, 28 Set. 10 / 05:25 pm (ACI).- O Presidente da Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 da CNBB e bispo diocesano de Assis (SP), Dom José Benedito Simão,divulgou uma séria denúncia sobre o envolvimento do PT com a promoção do aborto no Brasil. “Estamos alertando nosso povo para uma situação totalmente inédita e sem precedentes: é a primeira vez na história do Brasil que um partido político assume como compromisso de governo a legalização de um crime e o seu reconhecimento como direito”, afirmou o prelado. Os bispos deste regional assumem assim o dever de denunciar “este gravíssimo desvio pelo qual se pretende introduzir a cultura da morte em nosso país”.

“Em 2005 nosso atual governo, sem nenhuma consulta prévia ao povo brasileiro, reconheceu junto à ONU o aborto como um direito humano. Logo em seguida, no mesmo ano, o atual governo enviou ao congresso nacional um projeto de lei que tornaria o aborto totalmente livre, desde a concepção até o momento do parto. Deixem-me repetir, pois é disto mesmo que se trata: o aborto deixaria de ser um delito em qualquer circunstância, tornando-se totalmente livre, durante todos os nove meses de gravidez”, enfatizou Dom Simão.

Seguidamente o Bispo afirma que “tal como havia sido previamente acordado junto à ONU, o projeto reconhecia, em seu primeiro artigo, o aborto como um direito e, em seu último artigo, revogava todos os dispositivos do Código Penal que tipificavam o aborto como crime, tornando-o, por isso mesmo, completamente livre, por qualquer motivo, em todos os estágios da gravidez, o que foi reconhecido, publicamente, pelos mais eminentes juristas, durante as audiências realizadas para debater o assunto dentro da Câmara. A oposição ao projeto cresceu a tal ponto, dentro do próprio Congresso, que o Partido dos Trabalhadores assumiu, em seu Terceiro Congresso Nacional, a completa legalização do aborto como programa de governo e o impôs como obrigatório a todos os seus membros”.

Dom Simão denunciou também que “como consequência desta resolução, os deputados Luiz Bassuma e Henrique Afonso, ambos do PT, foram processados, julgados e condenados pelo partido dos trabalhadores, acusados de terem cometido infrações graves à ética partidária, por haverem militado contra a legalização do aborto, segundo ficou declarado no texto da sentença. Ambos os deputados haviam coordenado a oposição ao projeto do governo pelo qual o aborto se tornaria completamente livre durante toda a gestação e haviam pedido a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar quem estaria financiando a promoção do aborto no Brasil”.

“Estamos alertando nosso povo para uma situação totalmente inédita e sem precedentes: é a primeira vez na história do Brasil que um partido político assume como compromisso de governo a legalização de um crime e o seu reconhecimento como direito, que torna este compromisso obrigatório para todos os seus membros e que pune os que exercem o direito à objeção de consciência como culpados de infrações graves contra a ética partidária, ao mesmo tempo em que nega insistentemente, diante do público, que tenha feito, ou que pretenda fazer, qualquer uma destas coisas”, conclui a denúncia do Presidente da Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1.

No final do pronunciamento, Dom Simão recorda o texto “A Contextualização da Defesa da Vida no Brasil” e faz uma leitura do documento “Apelo a todos os brasileiros e brasileiras”, que pode ser baixado aqui. (…)

(ACIDigital)