Nossa Senhora da Conceição Aparecida – 12 de outubro – Padroeira do Brasil

Fonte/imagem: encantonocanto.arteblog.com.br

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Fonte: Portal da Família

12 de outubro –

Nossa Senhora da Conceição

Aparecida

No dia 12 de outubro, comemoram-se três datas, embora poucos lembrem-se de todas elas: Nossa Senhora Aparecida, padroeira oficial do Brasil, o Dia das Crianças e o Descobrimento da América. Nosso feriado nacional, no entanto, deve-se somente à primeira data, e, embora a devoção à santa remonte aos idos do século XVIII, só foi decretado em 1980.

Há duas fontes sobre o achado da imagem, que se encontram no Arquivo da Cúria Metropolitana de Aparecida e no Arquivo Romano da Companhia de Jesus, em Roma.

Segundo estas fontes, em 1717 os pescadores Domingos Martins García, João Alves e Filipe Pedroso pescavam no rio Paraíba, na época chamado de rio Itaguaçu. Ou melhor, tentavam pescar, pois toda vez que jogavam a rede, ela voltava vazia, até que lhes trouxe a imagem de uma santa, sem a cabeça. Jogando a rede uma vez mais, um pouco abaixo do ponto onde haviam pescado a santa, pescaram, desta vez, a cabeça que faltava à imagem e as redes, até então vazias, passaram a voltar ao barco repletas de peixes. Esse é considerado o primeiro milagre da santa. Eles limparam a imagem apanhada no rio e notaram que se tratava da imagem de Nossa Senhora da Conceição, de cor escura.

Durante os próximos 15 anos, a imagem permaneceu com a família de Felipe Pedroso, um dos pescadores, e passou a ser alvo das orações de toda a comunidade. A devoção cresceu à medida que a fama dos milagres realizados pela santa se espalhava. A família construiu um oratório, que, logo constatou-se, era pequeno para abrigar os fiéis que chegavam em número cada vez maior. Em meados de 1734, o vigário de Guaratinguetá mandou construir uma capela no alto do Morro dos Coqueiros para abrigar a imagem da santa e receber seus fiéis. A imagem passou a ser chamada de Aparecida e deu origem à cidade de mesmo nome.

Em 1834 iniciou-se a construção da igreja que hoje é conhecida como Basílica Velha. Em 06 de novembro de 1888, a princesa Isabel visitou pela segunda vez a basílica e deixou para a santa uma coroa de ouro cravejada de diamantes e rubis, juntamente com o manto azul. Em 8 de setembro de 1904 foi realizada a solene coroação da imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida e, em 1930, o papa Pio XI decreta-a padroeira do Brasil, declaração esta reafirmada, em 1931, pelo presidente Getúlio Vargas.

A construção da atual Basílica iniciou-se em 1946, com projeto assinado pelo
Engenheiro Benedito Calixto de Jesus. A inauguração aconteceu em 1967, por ocasião da comemoração do 250.º Aniversário do encontro milagroso da imagem,
ainda com o templo inacabado. O Papa Paulo VI ofertou à santa uma rosa de ouro, símbolo de amor e confiança pelas inúmeras bênçãos e graças por ela concedidas. A partir de 1950 já se pensava na construção de um novo templo mariano devido ao crescente número de romarias. O majestoso templo foi consagrado pelo Papa, após mais de vinte e cinco anos de construção, no dia 4 de julho de 1980, na primeira visita de João Paulo II ao Brasil.

A data comemorativa à Nossa Senhora Aparecida (aniversário do aparecimento da imagem no Rio) foi fixada pela Santa Sé em 1954, como sendo 12 de outubro, embora as informações sobre tal data sejam controversas. É nesta época do ano que a Basílica registra a presença de uma multidão incontável de fiéis, embora eles marquem presença notável durante todo ano.

A imagem encontrada e até hoje reverenciada é de terracota e mede 40 cm de altura. A cor original foi certamente afetada pelo tempo em que a imagem esteve mergulhada na água do rio, bem como pela fumaça das velas e dos candeeiros que durante tantos anos foram os símbolos da devoção dos fiéis à santa. Em 1978, após o atentado que a reduziu a quase 200 pedaços, ela foi reconstituída pela artista plástica Maria Helena Chartuni, na época, restauradora do Museu de Arte de São Paulo. Peritos afirmam que ela foi moldada com argila da região, pelo monge beneditino Frei Agostinho de Jesus, embora esta autoria seja de difícil comprovação.

Seja qual for a autoria da imagem ou a história de sua origem, a esta altura ela pouco importa, pois as graças alcançadas por seu intermédio têm trazido esperança e alento a um sem número de pessoas. Se quiser saber mais detalhes sobre a Basílica e sua programação, visite o site http://www.santuarionacional.com.br, no qual também é possível acender uma vela virtual. E já que a fé, assim como a internet, não conhece fronteiras, eu já acendi a minha, por um mais paz e igualdade no mundo. Acenda a sua e que
Nossa Senhora Aparecida nos ouça e ilumine o mundo, que está precisando tanto de cuidados.

Além da farta pescaria, muitos outros milagres são atribuídos à Nossa Senhora Aparecida. Veja alguns abaixo:

A libertação do escravo Zacarias
O escravo Zacarias havia fugido de uma fazenda no Paraná e acabou sendo
capturado no Vale do Paraíba. Foi caçado e capturado por um famoso capitão
do mato e, ao ser levado de volta, preso por correntes nos pulsos e nos pés,
e como passassem perto da capela da Santa, pediu permissão para rezar diante
da imagem. Rezou com tanta devoção que as correntes milagrosamente se
romperam, deixando-o livre. Diante do ocorrido, seu senhor acabou por
libertá-lo.

O cavaleiro ateu
Um cavaleiro que passava por Aparecida, vendo a fé dos romeiros, zombou
deles e tentou entrar na igreja a cavalo para destruir a imagem da santa. Na
tentativa, as patas do cavalo ficaram presas na escadaria da igreja. Até
hoje pode-se ver a marca de uma das ferraduras em uma pedra, na sala dos
milagres da Basílica Nova.

A cura da menina cega
Uma menina cega, ao aproximar-se, com a mãe, da Basílica, olhou em direção a
ela e, de repente, exclamou “Mãe, como aquela igreja é bonita.” Estava
enxergando, perfeitamente curada.

Baseado no artigo de Márcia Busanello
Fonte: site Ao Mestre Com Carinho

Publicado em Portal da Família.

“A tarefa da imprensa católica: ajudar o homem contemporâneo a orientar-se para Cristo, único Salvador, e a manter acesa no mundo a chama da esperança.” – Papa Bento XVI – Congresso Mundial sobre a Imprensa Católica (Agência Fides – 08.10.2010)

Fonte/imagem: http://www.tlc.org.br/

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Fonte: Agência Fides

08.10.2010

VATICANO – A tarefa da imprensa católica: “ajudar o homem contemporâneo a orientar-se para Cristo, único Salvador, e a manter acesa no mundo a chama da esperança”

Cidade do Vaticano (Agência Fides) – “A tarefa de vocês, queridos profissionais da imprensa católica, é ajudar o homem de hoje a orientar-se para Cristo, único Salvador, e a manter acesa no mundo a chama da esperança, para viver dignamente o presente e construir adequadamente o futuro. É por isso, que os exorto a renovar constantemente a sua escolha pessoal por Cristo, bebendo daqueles recursos espirituais que a mentalidade mundana subestima, embora sejam valiosas, aliás, indispensáveis”. Foi o que recomendou o Santo Padre Bento XVI recebendo em audiência, no dia 7 de outubro, os participantes no Congresso sobre a Imprensa Católica, promovido pelo Pontifício Conselho das Comunicações Sociais.

Em seu discurso, o Santo Padre destacou as profundas mudanças que afetam os meios de comunicação, especialmente com o desenvolvimento de novas tecnologias e multi-midialidade, que parecem “pôr em discussão o papel dos meios mais tradicionais e consolidados”. Hoje, na comunicação está tendo um peso sempre maior o mundo da imagem e, o Papa advertiu sobre os riscos que isso implica: “pode tornar-se distante da realidade, pode dar vida a um mundo virtual com várias consequências, a primeira das quais é o risco da indiferença para com a verdade… Além disso, a retomada de um evento, feliz ou triste, pode visto como entretenimento e não como uma ocasião para reflexão. A busca por maneiras que levem a uma autêntica promoção humana, passa em segundo lugar, porque o evento é apresentado principalmente para despertar emoções. Estes aspectos soam como sinos de alarme: um convite para considerar o perigo que o mundo virtual se distancie da realidade, e não estimule a buscar a verdade. Neste contexto, a imprensa católica é chamada, de uma nova forma, a expressar plenamente as suas potencialidades e dar a razão, a cada dia, de sua indispensável missão”.

Continuando seu discurso, o Papa sublinhou que “a fé cristã tem em comum com a comunicação uma estrutura fundamental: o fato que os meios e a mesma mensagem coincidem; o Filho de Deus, o Verbo Encarnado, é ao mesmo tempo mensagem de salvação e meio através do qual a salvação se realiza. Além disso, a Igreja, Corpo Místico de Cristo, presente em todos os lugares ao mesmo tempo, alimenta a capacidade de relações mais fraternas e mais humanas, colocando-se como lugar de comunhão entre os fiéis e juntos, como sinal e instrumento da vocação de todos à comunhão. A sua força é Cristo e em seu nome ela ‘acompanha’ o homem pelas estradas do mundo para salvá-lo do “mysterium iniquitatis”, que com insídia nele trabalha”.

Depois de salientar que a imprensa evoca “o valor da palavra escrita” e que “a Palavra de Deus veio aos homens e foi transmitida também a nós através de um livro, a Bíblia”, Bento XVI disse que “a palavra continua sendo o instrumento fundamental, e num certo sentido, constitutiva da comunicação”. “O desafio da comunicação é para a Igreja e para aqueles que partilham a sua missão, muito difícil”, também reiterou o Papa, e “os cristãos não podem ignorar a crise de fé existente na sociedade, ou simplesmente confiar que o patrimônio de valores transmitidos durante os séculos passados possa continuar a inspirar e moldar o futuro da família humana”.

Então, o pontífice concluiu: “aqueles que trabalham nos meios de comunicação, se não querem ser como um bronze que soa ou um címbalo que tine “(1 Cor 13, 1) – como diria São Paulo – devem sentir forte dentro de si a opção fundamental que os torna capazes de lidar com as coisas do mundo colocando sempre Deus no ápice da escala de valores”. (SL) (Agência Fides 8/10/2010)

* O texto integral do discurso do Santo Padre, em italiano (Agência Fides)

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Confira também:

http://www.tlc.org.br/ –  Expectativas da imprensa católica são discutidas em Congresso Internacional

ZENIT – “O mundo visto de Roma”“Congresso mundial da imprensa católica, em outubro, no Vaticano”

O Magnificat “Discurso de Bento XVI no Congresso sobre a Imprensa Católica”

ACI Digital Congresso da Imprensa Católica reunirá comunicadores de todo o mundo em Roma

Dom Celli convida a ser missionários através das novas tecnologias

Dom Celli pede aos comunicadores católicos que reflitam se é que vivem os valores que transmitem


Congresso em Roma discutiu papel da imprensa católica

Organização Internacional para as Migrações (OIM) e República Dominicana assinam acordo para formação contra tráfico de pessoas (Rádio Vaticano – 07.10.2010)

Fonte/imagem: Fundação Nosso Lar  – http://www.fnl.org.br/

Pedidos de “Cartilha sobre tráfico de pessoas” – Distribuição gratuita

Download da cartilha tráfico de pessoas

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Fonte: Rádio Vaticano

07/10/2010

REPÚBLICA DOMINICANA: FORMAÇÃO CONTRA TRÁFICO DE PESSOAS

Santo Domingo, 07 out (RV) – A República Dominicana e a Organização Internacional para as Migrações (OIM) assinaram um acordo, no último dia 1°, sobre o combate ao tráfico de seres humanos.

Segundo o acordo, serão oferecidos cursos de formação para os responsáveis do Governo no campo da Justiça, da imigração e dos direitos humanos na luta contra o tráfico de pessoas.

A formação se centraliza em palestras e seminários especiais sobre o tema “Tráfico de seres humanos e mobilidade humana”. Está prevista a colaboração técnica para o desenvolvimento de programas de estudos, projetos acadêmicos e intercâmbio de informações.

O Governo da República Dominicana decidiu investir na realização do plano de formação, segundo os padrões educacionais propostos pelo projeto, além da avaliação, junto com a OIM, dos requisitos básicos para o desenvolvimento da formação e a prática.

Por sua vez, a OIM deve identificar e fornecer especialistas internacionais do setor, além do apoio técnico e o material que será utilizado na formação.

O Procurador Geral, Radhames Jimenez Pena, ressaltou a importância de reforçar a formação dos oficiais de Justiça, considerando que este órgão é parte fundamental na luta contra o tráfico de seres humanos.

O chefe da missão da OIM no país, Cy Winter, sublinhou que a ajuda na realização do programa de assistência técnica reforçará o trabalho de combate ao crime e o tratamento das vítimas.

O tráfico de seres humanos tem aumentado nos últimos anos, sobretudo no Brasil e na América Central. (MJ) (Rádio Vaticano)

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“À recitação do Rosário é que a igreja atribui os seus maiores triunfos (…)” – Memória – 07 de outubro – Nossa Senhora do Rosário (Página Oriente)

Fonte: Página Oriente (Nossa Senhora do Rosário – Site Católico Apostólico Romano)

NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO

Tudo o que no Pai Nosso pedimos, é muito reto, muito bem ordenado e conforme a fé, esperança e caridade cristã, e já por isto tem o especial agrado da SS. Virgem. Além disto, ouvindo-nos rezar, Ela reconhece em nossa voz  o timbre da voz de seu Filho, que nos deu e ensinou à viva voz esta oração e nô-la impôs dizendo: Assim deveis rezar.  Maria, vendo-nos assim com o Rosário, cumprindo fielmente a ordem recebida, com tanto mais amor e solicitude nos atenderá. “As místicas coroas que lhe oferecemos, são-lhe sumamente agradáveis e penhores de graça para nós” (Leão XIII). A própria Rainha do Céu fez-se quase fiadora da  eficácia desta excelente oração.

A origem da devoção à Nossa Senhora do Rosário é muito antiga, mas sua propagação tomou impulso com São Domingos de Gusmão.  Foi  por sua inspiração que São Domingos fez do Rosário  sua poderosa arma para combater a heresia dos albingenses, isto no início do século XIII, onde a tal heresia crescia vertiginosamente na França.  Fundou a ordem dominicana e por sua intensa propagação e devoção, a Igreja lhe conferiu o título de “Apóstolo do Santo Rosário”.  Existem, inclusive, certas versões históricas que afirmam ter Nossa Senhora aparecido a São Domingos segurando o Menino Jesus no colo e oferecendo-lhe o santo Rosário, e cuja propagação e divulgação teria tomado impulso por pedido pessoal de Maria Santíssima.

À recitação do  Rosário é que a igreja atribui os seus maiores triunfos, e grata atesta, pela boca dos Sumos Pontífices que, “pelo Rosário todos os dias desce uma chuva de bênçãos sobre o povo cristão”(Urbano IV);  “que é a oração oportuna para honrar a Deus e a Virgem, como afastar bem longe os iminentes perigos do mundo” (Sixto IV);  “propagando-se esta devoção, os cristãos  entregues à meditação dos mistérios inflamados por esta oração, começarão a  transformar-se em outros homens, as trevas das heresias dissipar-se-ão e  difundir-se-á a luz da fé católica” (São Pio V);  “desejamos ver sempre mais largamente propagada esta piedosa prática e tornar-se devoção verdadeiramente popular de todos os  lugares, de todos os  dias” (Leão XIII).

Nos mistérios do Rosário, contemplamos todas as fases do Evangelho:

Os mistérios gozosos retratam as meditações da anunciação do Anjo a Nossa Senhora, visitação de Maria à Santa Isabel, nascimento triunfante de Jesus,  sua apresentação no templo e Jesus, entre os doutores da lei.

Nos mistérios dolorosos contemplamos a agonia de Jesus no horto,  flagelação de Jesus, a coroação de espinhos,  o calvário, a crucificação e morte de Jesus.

Nos mistérios gloriosos, a Ressurreição de Jesus, a sua Ascensão aos céus,  a vinda do Espírito Santo sobre Maria e os Apóstolos,  a Sua Assunção  e gloriosa  Coroação.

E,  sob inspiração maternal de Nossa Senhora, no dia 16/10/2002,  pela carta apostólica Rosarium Virginis Mariae, que Sua Santidade o Papa João Paulo II acrescentou ao Rosário os Mistérios Luminosos,  que retratam a  vida pública de Jesus,  desde o seu batismo no Jordão,  o primeiro milagre nas Bodas de Caná,   proclamação do reino, transfiguração e  instituição da Eucaristia.  Estes mistérios foram inseridos entre os mistérios  gozosos e os dolorosos, formando um perfeito complemento da meditação da Bíblia.

A santa devoção atravessou os séculos sempre com o empenho da Santa Igreja de difundi-lo. Tem a virtude de excitar e nutrir em nós o recolhimento, pondo-nos em contato com os mistérios da nossa religião. É a oração do sábio e do ignorante, pois, como nenhuma outra, se adapta à capacidade de todos.

Peçamos a Maria Santíssima a graça de sermos não só fiéis propagadores, mas principalmente perseverantes na prática de sua recitação, e que tenhamos sempre o desejo inflamado de rezá-lo sempre com muito entusiasmo e alegria.  E que tenhamos a convicção de que o Rosário une o tempo à eternidade, a cidade terrena à cidade de Deus.

Aprendendo a Rezar o Santo Rosário

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Publicado em Página Oriente.

Confira também: Movimento Rosário Perpétuo


“O chamado à missão é um imperativo dirigido a cada batizado, um elemento essencial de sua vocação” – recorda Bento XVI a um grupo de Bispos do Brasil (Agência Fides-05.10.2010)

Fonte: Agência Fides

05.10.2010

Visita ad Limina Apostolorum

VATICANO – “O chamado à missão é um imperativo dirigido a cada batizado, um elemento essencial de sua vocação” – recorda Bento XVI a um grupo de Bispos do Brasil

Cidade do Vaticano (Agência Fides) – “O chamado à missão não é algo destinado exclusivamente a um restrito grupo de membros da Igreja, mas um imperativo dirigido a cada batizado, um elemento essencial de sua vocação” – reiterou o Santo Padre Bento XVI recebendo em audiência os Bispos do Regional Norte 1 e Noroeste da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, em 4 de outubro, por ocasião da Visita ad Limina Apostolorum.

Em seu discurso o Papa elogiou os esforços feitos pelos Bispos desta região do Brasil “de levar a Boa Nova de Jesus a todos os cantos da floresta amazônica” e diante de algumas dúvidas que surgem acerca da presumida “violência à liberdade religiosa” que significaria impor a verdade do Evangelho, disse Paulo VI afirmou na Evangelii Nuntiandi (nº 80): “É claro que seria certamente um erro impor qualquer coisa à consciência dos nossos irmãos. Mas propor a essa consciência a verdade evangélica e a salvação em Jesus Cristo, com absoluta clareza e com todo o respeito pelas opções livres que essa consciência fará – e isso, sem pressões coercitivas, sem persuasões desonestas e sem aliciá-la com estímulos menos retos – longe de ser um atentado à liberdade religiosa, é uma homenagem a essa liberdade, à qual é proporcionado o escolher uma via que mesmo os não crentes reputam nobre e exaltante. (…) Esta maneira respeitosa de propor Cristo e o seu Reino, mais do que um direito, é um dever do evangelizador. E é também um direito dos homens seus irmãos receber dele o anúncio da Boa Nova da salvação” .

Bento XVI prosseguiu a ilustrar o significado da missão: “O desejo de anunciar o Evangelho nasce de um coração enamorado por Jesus, que anela ardentemente que mais pessoas possam receber o convite e participar no banquete das Bodas do Filho de Deus”. Um dos compromissos centrais da V Conferência Geral do Episcopado da América Latina e do Caribe, realizada em Aparecida em 2007, “foi o de despertar nos cristãos a consciência de discípulos e missionários”, por isto valorizou a dimensão missionária da Igreja convocando uma Missão Continental.

O Santo Padre indicou o Beato José de Anchieta, “que fez com que a Palavra de Deus se propagasse tanto entre os índios quanto entre os portugueses” como exemplo para ajudar as Igrejas particulares a encontras os percursos mais adequados para a formação dos discípulos missionários no espírito da Conferência de Aparecida. Em seu discurso aos bispos brasileiros, Bento XVI deteve-se sobre o tema da missão: “Esta não pode ser limitada a uma simples busca de novas técnicas e formas que tornem a Igreja mais atrativa e capaz de vencer a concorrência com outros grupos religiosos ou com ideologias relativistas. A Igreja não trabalha para si: está ao serviço de Jesus Cristo; existe para fazer que a Boa Nova seja acessível para todas as pessoas. A Igreja é católica justamente porque convida todo o ser humano a experimentar a nova existência em Cristo. A missão, portanto, nada mais é que a consequência natural da própria essência da Igreja, um serviço do ministério da união que Cristo quis operar no seu corpo crucificado”.

Enfim, o Papa chamou a atenção sobre o enfraquecimento do espírito missionário que “talvez não se deva tanto a limitações e carências nas formas externas da ação missionária tradicional quanto ao esquecimento de que a missão deve alimentar-se de um núcleo mais profundo. Esse núcleo é a Eucaristia. Esta, como presença do amor humano-divino de Jesus Cristo, supõe continuamente o passo de Jesus aos homens que serão seus membros, que serão eles mesmos Eucaristia. Em suma, para que a Missão Continental seja realmente eficaz, esta deve partir da Eucaristia e conduzir para a Eucaristia”. (SL) (Agência Fides 5/10/2010)

O texto integral do discurso do Santo Padre, em português (Agência Fides)

“Da túnica entreaberta sobre o peito saíam dois grandes raios, um vermelho e outro pálido. (…) Logo depois, Jesus me disse: Pinta uma Imagem de acordo com o modelo que estás vendo, com a inscrição: Jesus, eu confio em Vós” – Diário de Santa Faustina Kowalska (Portal da Divina Misericórdia)

Fonte: imagem/texto: Divina Misericórdia  – Santa Faustina

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Fonte: Portal da Divina Misericórdia http://www.misericordia.org.br/

Secretária da Misericórdia Divina

O século XX foi um dos períodos mais contraditórios da história humana. De um lado, grandes avanços nos mais variados campos do saber (biologia, física, tecnologia etc.); a Igreja Católica, por sua vez, viveria uma nova primavera em diversos âmbitos (bíblico, litúrgico, pastoral etc.). Por outro lado, deparamo-nos com o crescimento do agnosticismo e a proliferação das seitas; com enormes atrocidades, de proporções quase universais; milhões e milhões foram brutalmente dizimados em dezenas de guerras, bem como em carestias, pestes e catástrofes, em parte frutos da ganância e arrogância de alguns poucos.
Ao mesmo tempo, é o século de cristãos de grande envergadura, como os Papas S. Pio X, o Beato João XXIII e o Servo de Deus João Paulo II, S. Gemma Galgani e Madre Teresa de Calcutá, os santos Padres Pio e Maximiliano Kolbe, ou como os pastorinhos de Fátima. É o século outrossim de uma das maiores místicas da história do cristianismo, Santa Faustina Kowalska. Mística pois deixou-se invadir pelo mistério do amor divino, no dia a dia de uma vida escondida e laboriosa. A partir dela nasce uma nova espiritualidade, centrada na Divina Misericórdia. Eis em breves linhas um pouco da sua vida.

Origens

Faustina nasceu na aldeia de Glogowiec, distrito de Turek, prefeitura de Poznan (atualmente Swinice Warckie, principado de Konin), na Polônia, no dia 25/08/1905. Naquela época a Polônia estava sob o domínio russo. Ela é a terceira de dez filhos do casal Estanislau Kowalska e Mariana Babel, que cuidam de 5 hectares de terra (e 3 vacas!). As duas primeiras gravidezes foram muito cansativas; por isso, a terceira foi esperada com preocupação, mas tudo correu bem.
Dois dias depois do nascimento a menina foi batizada, na paróquia de Swinice Warckie (dedicada a S. Casimiro), com o nome de Helena Kowalska. Deus os abençoou com outros sete filhos. “A Helena, minha filha abençoada, santificou o meu ventre”, dirá a mãe após a sua morte. Sabemos bem pouco acerca das origens desta futura santa. As principais fontes são o seu Diário e o relato de algumas testemunhas.
Por exemplo, a sua casa, com paredes de pedra e poucos móveis, é composta por 2 divisões, separadas por um corredor. O pavimento é de terra e as paredes não são rebocadas nem caiadas. A mãe faz queijo com grande perfeição. Todas as noites rezam o terço e dão graças por tudo o que têm.
Seu pai, Estanislau, lavrador e carpinteiro, era muito piedoso. Freqüentava sempre as Missas dominicais e cantava todos os dias o ofício da Imaculada Conceição, bem como o hino matinal. Na Quaresma, cantava as lamentações da Paixão. Era muito exigente com os filhos, e por isso Helena desde os 9 anos ajuda nos serviços da casa – debulhando o trigo, levando as vacas para o pasto e ajudando na cozinha. A mãe era uma boa mulher, muito dedicada e trabalhadora, particularmente sensível com os pobres. Assim se vai moldando o caráter de Helena (Dr. H. W.,Irmã Faustina. Apóstola da Divina Misericórdia, Loyola, S. Paulo, 1983, p. 30).

Vocação

A vida espiritual de Helena começara cedo. Em seu Diário escreve: “Quando eu tinha sete anos ouvi pela primeira vez a voz de Deus na minha alma”. Depois da preparação recebida do Pároco, Pe. Romano Pawlowski, em 1914 faz a Primeira Comunhão, momento que muito lhe marcou: “Eu estou contente porque Jesus veio ter comigo e agora posso caminhar com Ele”. A oração se torna mais assídua e fervorosa. A mãe a encontrou várias vezes ajoelhada no chão, principalmente de noite. Helena lhe explicava: “tenho certeza de que é o meu Anjo que me acorda”.
Os pais não aceitam facilmente a vocação da filha Helena. Em 1920 e 1922 a jovem lhes pede permissão para entrar no convento, mas os pais o recusam. Não possuem recursos para lhe dar o dote necessário, estão mergulhados em dívidas – e, acima de tudo, estão muito ligados à filha. Neste período recebeu o sacramento da Crisma, em Aleksandrów (1921). De modo especial a adolescente escuta com atenção as homilias dominicais, repetindo-as durante a semana, e também a leitura da Bíblia feita pelo seu pai, que mantém em casa uma pequena biblioteca.
Com dificuldades Helena iniciou os seus estudos (1917). É obrigada a interrompê-los a fim de poder trabalhar como empregada doméstica. Aos 14 anos disse à mãe: “Papai trabalha muito e eu não tenho com que me vestir aos domingos; sou a mais mal-apresentada de todas as moças. Irei trabalhar para ganhar alguma coisa”. O desejo de se consagrar totalmente a Deus lhe acompanha, mas, ante as dificuldades, por um tempo Helena desiste da idéia. Entrega-se, então, à “vaidade da vida”, aos “passatempos”, como anos depois escreveria em seu Diário.
Deus, porém, não volta atrás. Estando um dia num baile com sua irmã, uma visão de Cristo Sofredor interpela a jovem Helena: “Até quando hei de ter paciência contigo e até quando tu Me desiludirás?” (Diário, 9). Decide entrar no convento. Bateu em várias portas até ser acolhida no dia 1º/08/1925 na clausura do convento da Congregação das Irmãs de Nossa Senhora da Misericórdia, em Varsóvia. Foi tentada a deixar essa comunidade várias vezes, mas Jesus lhe apareceu e exortou: “Chamei-te para este e não para outro lugar e preparei muitas graças para ti” (D. 19).

Revelações

Dentro da Congregação Helena recebeu o hábito e o nome de Irmã Maria Faustina, em 1926. Dois anos depois faria a primeira profissão dos votos religiosos. Em sua vida exterior nada deixava transparecer da sua profunda vida espiritual, que haveria de incluir as graças extraordinárias da contemplação infusa, o conhecimento da misericórdia divina, visões, aspirações, estigmas escondidos, o dom da profecia e discernimento, e o raro dom dos esponsais místicos (D. 1056). Com humildade exerceu as funções de cozinheira, jardineira e até de porteira. Cumpria fielmente as regras de sua comunidade, em espírito de recolhimento mas sem nenhum desequilíbrio, deixando ao mesmo tempo transparecer serenidade e benevolência. Um sonho a movia – viver plenamente o mandamento do amor:
Ó meu Jesus, Vós sabeis que desde os meus mais tenros anos eu desejava tornar-me uma grande santa, isto é, desejava amar-Vos com um amor tão grande com que até então nenhuma alma Vos tinha amado” (D. 1372).

O Senhor a escolhe para uma missão especial. Depois de atravessar pela “noite escura” das provações físicas, morais e espirituais, a partir de 22/02/1931, em Plock,o próprio Senhor Jesus Cristo começa a se manifestar à Irmã Faustina de um modo particular, revelando de um modo extraordinário a centralidade do mistério da misericórdia divina para o mundo e a história– presente em todo o agir divino, particularmente na Cruz Redentora de Cristo – e novas formas de culto e apostolado em prol desta sua divina misericórdia. Descreve esta primeira visão:
Da túnica entreaberta sobre o peito saíam dois grandes raios, um vermelho e outro pálido. (…) Logo depois, Jesus me disse: Pinta uma Imagem de acordo com o modelo que estás vendo, com a inscrição: Jesus, eu confio em Vós” (D. 47).

Jesus insistirá particularmente no seu desejo de instituir uma Festa em honra da Divina Misericórdia para toda a Igreja, o que haveria de se cumprir somente a partir do ano 2000. Todas estas vivências se encontram relatadas em seu famoso Diário, escrito entre 1934-1938 sob a orientação dos Padres Miguel Sopocko e Andrasz SJ, o primeiro deles beatificado a 28/09/2008.
Segundo um dos mais famosos estudiosos do mesmo, Pe. Ignacy Rózycki, no Diário – e numa das Cartas de Santa Faustina – encontramos, dentre outros, 83 revelações particulares especiais sobre o mistério e o culto da Divina Misericórdia. Ao longo do Diário descobrimos que Jesus a escolhe como secretária, apóstola, testemunha e dispensadora da divina misericórdia(nn. 965; 1142; 400; 570). Já pode ser considerado como um dos clássicos da espiritualidade católica, ao lado de História de uma alma, A prática do amor a Jesus Cristo, Filotéia e outros.

Páscoa

Assim como na vida de Santa Teresinha, Jesus pede também à Santa Faustina que se ofereça como vítima pelos pecadores. É a graça de poder viver aquilo que diz o Apóstolo: Completo em minha carne o que falta das tribulações de Cristo pelo seu Corpo, que é a Igreja(Cl 1,24; cf. Flp 1,20; 2Cor 12,10). Na Quinta-feira Santa de 1934, Jesus lhe revela o seu desejo que se entregue pela conversão dos pecadores. A este desejo Irmã Faustina respondeu prontamente com um ato de consagração no qual se oferece voluntariamente pelos pecadores. Desde essa ocasião, os sofrimentos que oprimiriam a religiosa polonesa foram a prova de que sua oferta fora aceita pelo Senhor.
Irmã Faustina levava uma vida muito austera, já antes de entrar no convento. Não perdia nenhuma oportunidade em oferecer suas penas pela conversão dos pecadores. Nos últimos anos de sua breve vida aumentaram os seus tormentos interiores e os padecimentos do organismo. Desenvolve-se uma tuberculose que lhe atacou os pulmões e os intestinos. Muito fraca, é levada ao convento Jósefów. Segundo um costume da comunidade, pede perdão às coirmãs pelas faltas cometidas – e afirma que morreria treze dias depois. Ao Pe. Sopocko diz (26/09): “Perdoe-me, padre, agora estou ocupada no colóquio com o Pai Celeste. Aquilo que tinha para dizer, já disse”.
No dia da sua morte ela recebe o viático do Pe. Andrasz. Pede mas logo recusa uma injeção, dizendo: “Deus exige sacrifício”. Plenamente unida a Deus, na presença da irmã Ligoria, erguendo os olhos para o céu, Irmã Faustina falece com fama de santidade às 22h45min do dia 5/10/1938, com apenas 33 anos de vida. O seu corpo foi depositado no cemitério do convento em Cracóvia-Lagiewniki.
A situação na Europa se agravava. Hitler havia invadido a Áustria (11/03/1938). A Polônia entra num período tempestuoso quando Berlim e Moscou dividiram o seu território (22/09/1939). Irmã Faustina rezava pela Polônia. Em setembro de 1938, a jardineira irmã Klemensa foi visitá-la no hospital. Faustina estava reduzida a pele e ossos. Klemensa lhe perguntou: “O senhor Jesus te disse se haverá guerra?”. – “Haverá guerra”, respondeu ela. E depois acrescentou: “…A guerra durará muito tempo, haverá muitas desgraças. Sofrimentos terríveis cairão sobre as pessoas” (in Bergadano, Elena, Faustina Kowalska. Mensageira da Divina Misericórdia, Paulinas, S. Paulo, 2006,p. 81).
Há inúmeros relatos de graças alcançadas por sua intercessão a partir da morte da Ir. Faustina. Um deles se refere a um fato ocorrido durante a II Guerra, assinado por Miquelina Niewiadomska em Varsóvia, ano de 1946:

Como mensageira do exército clandestino da Polônia, levava um dia um maço de jornais e documentos importantes da imprensa subterrânea, num cesto vulgar, aberto, de modo a não chamar a atenção. Numa paragem, o tranvia [transporte] foi abordado pela polícia da Gestapo, que começou a inspecionar os passageiros. Antes que eu desse conta, estava a meu lado. Apanhada de improviso, sabia que não tinha maneira de escapar e deitei o cesto no chão. O que estava dentro caiu, com o livrinho intitulado ‘Jesus, eu confio em Vós’ por cima de tudo. Um dos policiais baixou-se para o apanhar e em voz baixa segredou-me: ‘E eu também confio n’Ele’, e, voltando-se, permitiu que eu apanhasse os papéis” (in Andrasz-Sopocko, A misericórdia de Deus. A única esperança da humanidade, 2ª ed., Tipografia Porto Médico L.da, Porto, 1956, pp. 88s).

O processo informativo para a canonização da Irmã Faustina se iniciou em 1965. O Cardeal Karol Wojtyla o encerra com uma sessão solene no dia 20/09/1967. Anos depois (1978) Karol Wojtyla se tornaria o Papa João Paulo II, e por suas mãos Irmã Faustina seria beatificada (1993) e canonizada (2000), tornado-se assim a primeira santa canonizada no III Milênio cristão. O milagre que permitiu a sua canonização foi a cura do Pe. Romualdo P. Pytel que sofria de “estenose aórtica predominante, calcificada e localizada na bicúspide, com insuficiência aórtica associada, e descompensação cardíaca esquerda” (in Laria, Raffaele, Santa Faustina e a Divina Misericórdia, Paulus, Apelação, 2004, p. 84). A data de sua celebração litúrgica é o dia 5 de outubro, que marca seu nascimento para o céu.

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Publicado em Portal da Divina Misericórdia.

São Francisco de Assis – Memória – 04 de outubro (Reflexões de Espiritualidade Franciscana)

Fonte/imagem: Porta de Assis

Seções: Aconselhamento, Pedido de Oração e Testemunho

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Fonte: Reflexões de Espiritualidade Franciscana

Numa noite de inverno do ano de 1216, enquanto o Homem Seráfico, aceso de zelo ardentíssimo, pensava sobre a conversão e a salvação dos pecadores, uma luz suave o circundou e um Anjo o convidou para a Capela, onde o esperavam Nosso Senhor, a sua Santíssima Mãe e muitíssimos Anjos. Francisco se prostrou na capela e adorou a Jesus e venerou a Virgem Santíssima e os Anjos. Enquanto ele se humilhava assim na vildade do seu nada, Jesus lhe deu a coragem de pedir a graça que lhe agradava. E São Francisco então, como novo Moisés, não pensou em si, mas em todas as almas e respondeu: “Senhor, peço que todos aqueles que, arrependidos e confessados, entrando nesta igrejinha, tenham o perdão de todos os seus pecados e a completa remissão das penas devidas às suas culpas”. E Jesus a ele: “Grande é a graça que me pedes, ó Francisco; todavia, concedo-lha a ti, se minha Mãe me pedir”. Francisco então pediu a mediação da Virgem Maria, a qual com sua súplica, seu Divino Filho concedeu a graça. Porém, quis que apresentasse ao seu Vigário, o Sumo Pontífice, para obter a sua confirmação.

Dito isto, cessou a visão e Francisco imediatamente foi ao Papa Honório III e ele, depois de várias dificuldades, lhe confirmou a graça, limitando-a, porém, a um dia somente, por todos os anos e fixando para esta o dia 2 de agosto, a começar das Vésperas da Vigília.

No dia 2 de agosto do mesmo ano de 1216, o Seráfico Pai, na presença dos Bispos de Assis, Perúgia, Todi, Espoleto, Nocera, Gúbio e Folinho, que foram convidados para a consagração da igrejinha da Porciúncula, diante de uma multidão extraordinária de fiéis, promulgou a grande indulgência que ele tinha obtido e assim foi aberto a todos os homens perpetuamente o incomparável tesouro do Perdão de Assis.

Depois, com a Bula do dia 4 de julho de 1622, o Papa Gregório XV estendeu esta grande indulgência a todas as Igrejas da Ordem Franciscana e prescreveu que, além da confissão, era necessária a comunhão e a oração pelo Sumo Pontífice. Em 12 de janeiro de 1678, o Papa Inocêncio XI declarou que a dita indulgência estava aplicada também às almas do Purgatório.

Esta indulgência tornou-se célebre pela sua origem toda extraordinária e pela circunstância singularíssima que esta pode ser lucrada toties quoties, isto é, tantas vezes quanto se visitar a igreja que goza de tal favor e nas quais se cumprem as prescrições requeridas. A respeito deste propósito, surgiram, é verdade, dúvidas, mas a Santa Sé interveio várias vezes e autoritativamente tirou toda dúvida, declarando e confirmando que ao Perdão de Assis estava anexo este privilégio toties quoties.

Hoje a “Porciúncula” fica dentro da imponente Basílica.

Para render mais facilmente aos fiéis a aquisição de tão grande benefício, o Sumo Pontífice Pio X condedeu, para a comodidade dos fiéis que o Perdão de Assis pudesse ser obtido também nas igrejas ou oratórios que, na aplicação do privilégio com o consenso do Bispo e que o Perdão de Assis pudesse ser transferido do dia 2 de agosto para o Domingo seguinte. O Papa Bento XV, em 16 de abril de 1921, com o um solene documento estendeu esta indulgência do Perdão de Assis a todos os dias do ano, in perpetuo, mas somente na Basílica de Santa Maria dos Anjos, em Assis. E assim o desejo expresso por São Francisco a Nosso Senhor vem com um tal ato completamente exaudito. Ainda hoje em todas as Igrejas do orbe, a indulgência é aplicada neste dia. (T)

(1) Cf. Mt 13,47-53
(2) Mt 13, 52
(3) OFICIO DIVINO. (Breviário) Petrópolis: Vozes, 2000, p.1384.
(4) DRAGO, Augusto. Palavra de Deus, Sagrada Escritura. Dicionário Franciscano. Petrópolis: Vozes, 1983, p.532.

Publicado em Reflexões de Espiritualidade Franciscana.

Santa Terezinha do Menino Jesus – Carmelita Descalça – Memória – 1º de Outubro

SANTA TEREZINHA DO MENINO JESUS – Carmelita Descalça – Memória – 1º de Outubro

Amadíssima Santa Terezinha das Rosas peço sua intercessão para um  livramento que considero especial (se for da Vontade e Onisciência de Deus Pai): que nosso País abra seus olhos para o perigo que representa uma linha de governo, em futuro próximo, a favor da legalização do aborto no Brasil, bem como a sujeição a outras mudanças que entrarão em conflito com a religiosidade do povo brasileiro. Como consequência, seremos confrontados por realidades não naturais, acarretando o perigo do  afastamento das realidades sobrenaturais, espirituais, cristãs. Amém.

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ocdsalegriadasagradaface.blogspot.com

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Fonte: http://www.comamor.com.br/staterez_rosa.htm

Esta novena pode ser começada em qualquer dia do mês; há um grande número de amigos de Santa Terezinha que fazem a novena entre os dias 9 e 17 de cada mês.

ORAÇÃO “Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, eu Vos agradeço todos os favores, todas as graças com que enriquecestes a alma de Vossa serva Santa Terezinha do Menino Jesus, durante os 24 anos que passou na terra e, pelos méritos de tão querida Santinha, concedei-me a graça que ardentemente Vos peço (faça o pedido da graça que deseja) – se for conforme a Vossa Santíssima vontade e para salvação de minha alma. Ajudai minha fé e minha esperança, ó Santa Terezinha, cumprindo mais uma vez sua promessa de que ninguém Vos invocaria em vão, fazendo-me ganhar uma rosa, sinal de que alcançarei a graça pedida. “Reza-se em seguida 24 vezes: “Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, assim como era no princípio, agora e sempre, por todos os séculos e séculos, amém.” Santa Terezinha do Menino Jesus, rogai por nós.”
Rezar 1 Pai-Nosso, 1 Ave Maria.

PT assume legalização do aborto e o seu reconhecimento como direito no Brasil, denunciam Bispos do Regional Sul 1 (Reportagem – ACI Digital – 28.09.2010)

Fonte/imagem: http://www.harmoniadomundo.net/O_Mundo_da_Crianca.htm

Artigo”A Flauta Mágica”, de Mozart – Ópera para crianças –

Teatro Nacional de São Carlos -Portugal

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ELEIÇÕES BRASIL

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Fonte: ACI Digital

PT assume legalização do aborto e o seu reconhecimento como direito no Brasil, denunciam Bispos do Regional Sul 1

SÃO PAULO, 28 Set. 10 / 05:25 pm (ACI).- O Presidente da Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 da CNBB e bispo diocesano de Assis (SP), Dom José Benedito Simão,divulgou uma séria denúncia sobre o envolvimento do PT com a promoção do aborto no Brasil. “Estamos alertando nosso povo para uma situação totalmente inédita e sem precedentes: é a primeira vez na história do Brasil que um partido político assume como compromisso de governo a legalização de um crime e o seu reconhecimento como direito”, afirmou o prelado. Os bispos deste regional assumem assim o dever de denunciar “este gravíssimo desvio pelo qual se pretende introduzir a cultura da morte em nosso país”.

“Em 2005 nosso atual governo, sem nenhuma consulta prévia ao povo brasileiro, reconheceu junto à ONU o aborto como um direito humano. Logo em seguida, no mesmo ano, o atual governo enviou ao congresso nacional um projeto de lei que tornaria o aborto totalmente livre, desde a concepção até o momento do parto. Deixem-me repetir, pois é disto mesmo que se trata: o aborto deixaria de ser um delito em qualquer circunstância, tornando-se totalmente livre, durante todos os nove meses de gravidez”, enfatizou Dom Simão.

Seguidamente o Bispo afirma que “tal como havia sido previamente acordado junto à ONU, o projeto reconhecia, em seu primeiro artigo, o aborto como um direito e, em seu último artigo, revogava todos os dispositivos do Código Penal que tipificavam o aborto como crime, tornando-o, por isso mesmo, completamente livre, por qualquer motivo, em todos os estágios da gravidez, o que foi reconhecido, publicamente, pelos mais eminentes juristas, durante as audiências realizadas para debater o assunto dentro da Câmara. A oposição ao projeto cresceu a tal ponto, dentro do próprio Congresso, que o Partido dos Trabalhadores assumiu, em seu Terceiro Congresso Nacional, a completa legalização do aborto como programa de governo e o impôs como obrigatório a todos os seus membros”.

Dom Simão denunciou também que “como consequência desta resolução, os deputados Luiz Bassuma e Henrique Afonso, ambos do PT, foram processados, julgados e condenados pelo partido dos trabalhadores, acusados de terem cometido infrações graves à ética partidária, por haverem militado contra a legalização do aborto, segundo ficou declarado no texto da sentença. Ambos os deputados haviam coordenado a oposição ao projeto do governo pelo qual o aborto se tornaria completamente livre durante toda a gestação e haviam pedido a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar quem estaria financiando a promoção do aborto no Brasil”.

“Estamos alertando nosso povo para uma situação totalmente inédita e sem precedentes: é a primeira vez na história do Brasil que um partido político assume como compromisso de governo a legalização de um crime e o seu reconhecimento como direito, que torna este compromisso obrigatório para todos os seus membros e que pune os que exercem o direito à objeção de consciência como culpados de infrações graves contra a ética partidária, ao mesmo tempo em que nega insistentemente, diante do público, que tenha feito, ou que pretenda fazer, qualquer uma destas coisas”, conclui a denúncia do Presidente da Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1.

No final do pronunciamento, Dom Simão recorda o texto “A Contextualização da Defesa da Vida no Brasil” e faz uma leitura do documento “Apelo a todos os brasileiros e brasileiras”, que pode ser baixado aqui. (…)

(ACIDigital)

Mexicanas rechaçam energicamente aborto: fazê-lo legal, não evitou os abortos clandestinos (Reportagem – ACI Digital – 29.09.2010)

ELEIÇÕES -BRASIL

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Fonte: ACI Digital

Mexicanas rechaçam energicamente aborto: fazê-lo legal, não evitou os abortos clandestinos

MEXICO D.F., 29 Set. 10 / 12:18 pm (ACI).- No dia em que grupos feministas “celebram” o dia internacional pela despenalização do aborto na América Latina, diversas organizações de mulheres no México exigiram a promoção e a defesa da vida através de leis que fomentem a educação, a saúde e o emprego para combater esta prática anti-vida, que destrói a vida dos não-nascidos e das suas mães.

As organizações criticaram a decisão do Distrito Federal de permitir o aborto até a semana 12 de gestação, “quando a maioria da sociedade não está de acordo” e questionaram que “se mantenha na clandestinidade as cifras de processos realizados em instituições privadas da capital, e se guarde silêncio sobre o síndrome pós-aborto”.

A presidenta do Instituto para a Reabilitação da Mulher e a Família (IRMA), Mari Carmen Alva disse que na especialização do tratamento à síndrome pós-aborto, “encontraram mulheres que inclusive repetiram esta experiência em até três ocasiões, com sequelas psicológicas ou infecções, hemorragias e inclusive, casos dolorosos de jovenzinhas que perderam a matriz e isso com a possibilidade de serem mães, de [darem] vida”.

Como exemplo disto pôs o caso de uma jovem de 23 anos quem “esteve perto da morte por uma perfuração do intestino devido a um aborto e era o único filho que teria em sua vida. Arriscam tudo porque não têm orientação, ninguém lhes dá alternativas mais que a de ‘desfazer-se’ do bebê que leva no ventre à custa de sua própria saúde e da própria vida”, explicou

Alva comentou logo que diversos psicólogos, psiquiatras e tanatologistas confirmam os estragos da síndrome pós-aborto nas mulheres: “porque seguem dizendo a elas que não acontece nada, que depois do cancelamento da gravidez vão seguir sua vida como antes, que se trata de um punhado de células, como se não tivesse acontecido nada, mas a realidade as coloca em quadros permanentes de depressão, transtornos e até tendências suicidas”.

A perita disse que quando uma mulher começa a descobrir que sua vida não é a mesma, que tem pesadelos, insônia, depressão, angústia, é quando a mulher requer de um apoio de especialistas mas não o têm; a autoridade da capital se empenha em assegurar que não existe esta consequência, e, portanto, aqueles que promovem o aborto “condenam a mulher a uma vida de silêncio”.

Depois de questionar o anúncio, “com tambores grandes e pratos” de que no Distrito Federal já se realizaram 50 mil abortos, Mari Carmen Alva disse que “a mulher necessita alternativas distintas ao aborto, como, por exemplo que se ofereça como opção serviços de saúde gratuitos para adolescentes grávidas, creches e serviços perto de suas zonas de trabalho, redução de horários de trabalho para as que são mães, que não a [leve] a tomar uma decisão equivocada”.

Por isso, diversas organizações ressaltaram a decisão de 17 estados da República de blindar a vida desde a concepção. Estas reformas, disseram, não atentam contra as mulheres mas as defendem, assim como os seus filhos não nascidos. Em alguns estados, explicam, substituiu-se a pena de cárcere por atenção médica integral e se trabalha por impulsionar políticas públicas que favoreçam a mulher grávida, sobretudo a que se encontra em situação vulnerável e que brindem alternativas em matéria de saúde, emprego e educação.

O aborto, explicaram logo, não cura nenhuma doença. “Todo procedimento deve ser feito a favor da saúde, inclusive quando tomamos um remédio sabemos que pode haver efeitos secundários, mas o bem que se busca é o da saúde e, nestes casos, não se busca a saúde; é evidente que [isto] vai trazer repercussões mas na sua vida reprodutiva, sem descartar as [afecções] psicológicas”.

Madalena Ernaut, do Código Mulher, disse logo que “a própria autoridade reconheceu que os hospitais privados não reportam o número real de abortos praticados, porque as mulheres que o praticam o que menos querem é ficar registradas; querem manter em silêncio a experiência, por isso preferem evitar o setor saúde. Quer dizer, o fazê-lo legal, não evitou os abortos clandestinos. Por isso, na Cidade do México não temos nenhuma razão para festejar (na capital) e, [sim], muito de quê se lamentar, pois a clandestinidade também obriga as mulheres ao silêncio”. (ACIDigital)

“Aborto, ‘matrimônio’ e adoção gays são contrários à ordem natural e à democracia”, diz Cardeal mexicano (ACI Digital – 27.09.2010)

ELEIÇÕES – BRASIL

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Fonte: ACI Digital

Cardeal Juan Sandoval Íñiguez, Arcebispo de GuadalajaraAmérica

AMÉRICA

Aborto, “matrimônio” e adoção gays são contrários à ordem natural e à democracia, diz Cardeal mexicano

GUADALAJARA, 27 Set. 10 / 12:32 pm (ACI).- O Arcebispo de Guadalajara, no México, Cardeal Juan Sandoval Íñiguez assinalou que as leis que se aprovaram no Distrito Federal com o aval da Suprema Corte de Justiça da Nação que permitem o aborto até as 12 semanas, a pílula do dia seguinte, as uniões homossexuais equiparadas ao matrimônio e a possibilidade de que estes adotem, são contrárias à ordem natural e à democracia.

No artigo publicado pelo “Semanário” da Arquidiocese de Guadalajara, o Cardeal explica que estas leis são “imorais, muito prejudiciais para o país” e “se forem postas em prática, danificarão sobremaneira a vida desta Nação e a instituição do matrimônio”.

O Arcebispo disse que estas normas são contrárias à ordem natural, “à Lei Natural que todos levamos impressa no coração, e que está inscrita na Natureza. Esta nos ensina que os seres vivos corporais são sexuados; as plantas, os animais e o homem são sexuados: sexo masculino e feminino, sexos que são complementares e, além disso, que contribuem com vida, que são fecundos”.

Em segundo lugar, prosseguiu, com estas leis “danifica-se ou se contradiz à Sagrada Escritura, à fé cristã compartilhada pela maioria do povo do México. portanto, dá como resultado (e isto é o terceiro), que essas leis vão contra a opinião da maioria; inclusive, houve pesquisas referentes, por exemplo, sobre a adoção de crianças por casais de homossexuais, e a maioria das pessoas disse estar em desacordo”.

Por isso, precisou, estas “leis são ditatoriais, são contrárias à democracia, denigrem a representatividade dos governantes e dos legisladores, que não têm poder absoluto, senão aquele que lhes dá o povo que eles representam, e não podem legislar nem contra a Lei Natural nem contra a vontade do povo”.

Depois de denunciar que no Distrito Federal já se realizaram 40 mil abortos como produto da decisão da Corte Suprema, o Cardeal questionou: “como é possível que uns quantos indivíduos legislem para 110 milhões de mexicanos sem tomá-los em conta, sem requerer a opinião da maioria?”

Finalmente expressou seu desejo de que “as leis injustas se revertam; que pudéssemos refletir e colocar marcha atrás nessas normas, como digo, ditatoriais, e que um povo que quer a democracia não deve permitir”. (ACIDigital)

“A ciência ensina que com a concepção começa a existência de um novo indivíduo da espécie humana, com sua individualidade genética e vida própria, distinto a qualquer outro ser humano, com uma dignidade inalienável até a morte natural” – Carta aberta de repúdio a projeto que limita a objeção de consciência dos profissionais da saúde europeus ante o aborto, apresentada pela Federação Mundial de Associações de Médicos Católicos, pela Federação Internacional de Farmacêuticos Católicos e pelo Comitê Católico de Enfermeiros (ACI Digital – 26.09.2010)

ELEIÇÕES – BRASIL

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Fonte: ACI Digital

Mundo

Violação da objeção de consciência ante o aborto desumaniza a medicina, afirmam profissionais da saúde europeus

Roma, 26 Set. 10 / 09:48 am (ACI).- A Federação Mundial de Associações de Médicos Católicos, a Federação Internacional de Farmacêuticos Católicos e o Comitê Católico de Enfermeiros enviaram uma carta aberta à presidência e membros do Conselho da Europa na que assinalam que a violação do direito à objeção de consciência do pessoal de saúde ante o aborto só pode gerar consequências negativas como a desumanização da medicina.

Na carta assinada pelo Dr. José María Simon, o Dr. Piero Urosa e a senhora Marylee Meehan, presidentes respectivamente das instituições mencionadas, adverte-se que em junho deste ano o Conselho da Europa aprovou uma proposta para limitar e na prática impedir o direito à objeção de consciência ante o aborto. Este projeto será apresentado em Estrasburgo, na França, em sessão plenária nos dias 4 e 8 de outubro.

Este projeto, explica a carta, “é uma muito grave violação da deontologia profissional e da liberdade dos cidadãos europeus”. O que busca é obrigar a que “não tenhamos em conta os aspectos morais da atividade profissional mas que sejamos simples executores das diretivas políticas”.

Depois de recordar que a “ciência ensina que com a concepção começa a existência de um novo indivíduo da [espécie] humana, com sua individualidade genética e vida própria, distinto a qualquer outro ser humano, com uma dignidade inalienável até a morte natural”, o texto recorda os massacres que no século XX foram vistos no mundo pela perda de vidas destas características fundamentais do ser humano.

Logo depois de recordar estes princípios, os assinantes assinalam que “a Comissão do Parlamento Europeu quer garantir o pleno acesso das mulheres a práticas como o aborto ou técnicas especiais de reprodução, que não são problemas estritamente de saúde (a gravidez não é uma doença). O aborto logo depois da concepção é um homicídio e também o são as intervenções nos embriões produzidos in vitro”.

“É inaceitável, ademais, que o pessoal da área de saúde não disposto a não alterar sua defesa do direito à vida sejam discriminados no trabalho, e que sua disposição à objeção de consciência possa converter-se em algo que os impeça exercer sua profissão”, prosseguem.

Finalmente os católicos que redigem o texto advertem que “já hoje, em distintos países, para um médico objetor de consciência é muito difícil, se não impossível, especializar-se em ginecologia. Isto atenta não só contra o direito do médico, mas também contra o direito das mulheres que rechaçam o aborto e que desejam ser atendidas por ginecologistas que compartilhem seus princípios morais”. (ACIDigital)

Haiti e Guatemala sofrem com chuvas e temporais no mês de setembro após terremotos. Cáritas da Guatemala envia amplo relatório sobre 13 regiões atingidas à Agência Fides, indicando falta de alimentos, roupas e sapatos, água potável na Diocese de Zacapa

Fonte: Imagem/Reportagem – Jovem Pan Online

Após temporais, ajuda começa a chegar à Guatemala

País foi o mais devastado da América Central pela tempestade tropical Agatha

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Fonte: Agência Fides

28.09.2010

AMÉRICAOnda de mau-tempo provoca 5 mortes e destrói 2 mil tendas no Haiti e deixa milhares de desabrigados na Guatemala, dois países já abalados por desastres naturais

Porto Príncipe (Agência Fides) – As fortes e imprevistas chuvas torrenciais do último fim de semana destruíram milhares de tendas em diversos acampamentos que abrigam vítimas do terremoto de 12 de janeiro, no Haiti. As autoridades locais confirmaram que cinco pessoas morreram por causa do mau-tempo e se contam cerca de cinquenta feridos graves na área da capital e nas periferias. “Lembramos que mais de um milhão de desabrigados do terremoto ainda vivem em acampamentos improvisados, que ao invés de se reduzirem, aumentam” – disse à Agência Fides o Núncio apostólico, Dom Auza, há poucos dias (veja Fides 21/09/2010).
A Coordenadora técnica da Proteção Civil, Nadia Lochard, disse em uma coletiva de imprensa que além dos mortos e feridos, 2 mil tendas estão destruídas. As chuvas causaram inúmeros danos não apenas em Porto Príncipe, mas em outras regiões vizinhas, como Thomazeau, Ghantier, Fond Verettes, Gressier e nas áreas de Petit Goave e Iles Cayimites, no sul. Infelizmente, estes são ainda números provisórios e o balanço pode se agravar na conclusão na avaliação realizada pela Defesa Civil e da Cruz Vermelha. As conseqüências da tempestade agravaram-se pela fragilidade dos acampamentos construídos depois do terremoto e pelos fortes ventos, de velocidade de até 95 Km/h, que abateram árvores e derrubaram postes de luz. O Centro Meteorológico Nacional (CNM) informou que um forte temporal, imprevisto, durou cerca de 30 minutos, proveio da vizinha República Dominicana e deixou diversos danos. Infelizmente, estão previstos novos temporais para hoje, 28 de setembro. Outros países da América Central também sofreram a onda de mau-tempo. A Caritas Guatemala enviou um relatório detalhado à Agência Fides sobre a situação de hoje, depois do fim de semana em que se abateram as chuvas: 5.433 pessoas ficaram desabrigadas; 933 sem casa; 176 vivem em acampamentos emergenciais; 13 regiões foram atingidas; Petén, Izabal e Alta Verapaz registram os maiores prejuízos. Em Petén há 3.327 desabrigados, em Izabal 2.106 e em Alta Verapaz, uma centena de pessoas foram evacuadas de 46 casas por causa do alagamento de um rio que atravessa o bairro de Belen. Na área da diocese de Zacapa, o relatório assinala que: 132 habitações estão interditadas; 561 habitações possuem danos menores; 760 famílias (3.800 pessoas) estão desabrigadas; 5 morreram. O serviço elétrico está completamente destruído, assim como o fornecimento de água potável. Faltam gêneros alimentares, água potável, roupas e sapatos. Os dados sobre os prejuízos na diocese foram enviados pelo diretor operativo da diocese de Zacapa. Nos primeiros dias de setembro, as chuvas já haviam atingido duramente as regiões de Escuintla, Suchitepéquez e Retalhuleu, na Guatemala (veja Fides 7/09/2010; 18/9/2010).(CE) (Agência Fides, 28/09/2010)

Arcanjos São Miguel, São Rafael e São Gabriel – Memória 29 de setembro (Secretariado Nacional de Liturgia – Santuário de Fátima)

Arcanjos São Miguel, São Rafael e São Gabriel – Memória 29 de setembro (Secretariado Nacional de Liturgia – Santuário de Fátima)

Fonte/imagem: Igreja Paroquial de Tabuaço

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Santos

S. MIGUEL, S. GABRIEL e S. RAFAEL, Arcanjos

Nota Histórica

Entre «os puros espíritos que também são denominados Anjos» (Credo do Povo de Deus), sobressaem três, que têm sido especialmente honrados, através do séculos e a Liturgia une na mesma celebração. Além das funções próprias de todos os Anjos, eles aparecem-nos, na Escritura Sagrada, incumbidos de missão especial.

S. Miguel (= «Quem como Deus»?)

É o príncipe dos Anjos, identificado, por vezes, como o Anjo do turíbulo de ouro de que fala o Apocalipse. É o Anjo dos supremos combates. É o melhor guia do cristão, na hora da viagem para a eternidade. É o protector da Igreja de Deus (Apoc. 12-19).

S. Gabriel (= «Deus é a minha força»)

É o mensageiro da Incarnação (Dan. 9, 21-22). É o enviado das grandes embaixadas divinas: anuncia a Zacarias o nascimento do Precursor e revela a Maria o mistério da divina Maternidade. Pio XII, em 12 de Janeiro de 1951, declarou este Arcanjo patrono das telecomunicações.

S. Rafael (= «Medicina de Deus»)

Manifesta-se na Bíblia como diligente e eficaz protector duma família, que se debate para não sucumbir às provações. É conselheiro, companheiro de viagem, defensor e médico.

Honrando os Anjos, cuja existência nos é abundantemente testemunhada pela Sagrada Escritura, nós exaltamos o poder de Deus, Criador do mundo visível e invisível.

Missa

ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 102, 20 
Bendizei o Senhor, todos os seus Anjos, 
poderosos executores das suas ordens, sempre atentos à sua palavra. 

Diz-se o Glória. 

ORAÇÃO COLECTA 
Senhor Deus do universo, 
que estabeleceis com admirável providência 
as funções dos Anjos e dos homens, 
concedei, propício, que a nossa vida seja protegida na terra 
por aqueles que eternamente Vos assistem e servem no Céu. 
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, 
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. 

LEITURA I Dan 7, 9-10.13-14 
«Milhares de milhares o serviam» 

Leitura da Profecia de Daniel 
Eu estava a olhar, 
quando foram colocados tronos 
e um Ancião sentou-se. 
Tinha vestes brancas como a neve 
e os cabelos eram como a lã pura. 
O seu trono eram chamas de fogo, com rodas de lume vivo. 
Um rio de fogo corria, irrompendo diante dele. 
Milhares de milhares o serviam 
e miríades de miríades o assistiam. 
O tribunal abriu a sessão e os livros foram abertos. 
Contemplava eu as visões da noite, 
quando, sobre as nuvens do céu, 
veio alguém semelhante a um Filho do homem. 
Dirigiu-Se para o Ancião venerável 
e conduziram-no à sua presença. 
Foi-lhe entregue o poder, a honra e a realeza, 
e todos os povos, nações e línguas O serviram. 
O seu poder é eterno, não passará jamais, 
e o seu reino jamais será destruído. 
Palavra do Senhor. 

Em vez da leitura precedente, pode utilizar-se a seguinte: 

LEITURA I Ap 12, 7-12a 
«Miguel e os seus Anjos lutaram contra o Dragão» 

Leitura do Apocalipse de São João 
Travou-se um combate no Céu: 
Miguel e os seus Anjos lutaram contra o Dragão. 
O Dragão e os seus anjos lutaram também, 
mas foram derrotados 
e perderam o seu lugar no Céu para sempre. 
Foi expulso o enorme Dragão, a antiga serpente, 
aquele que chamam Diabo e Satanás, 
que seduz o universo inteiro; 
foi precipitado sobre a terra 
e os seus anjos foram precipitados com ele. 
Depois ouvi no Céu uma voz poderosa que dizia: 
«Agora chegou a salvação, o poder e a realeza do nosso Deus 
e a autoridade do seu Ungido, 
porque foi precipitado o acusador dos nossos irmãos, 
aquele que os acusava dia e noite diante do nosso Deus. 
Eles venceram-no, graças ao sangue do Cordeiro 
e à palavra do testemunho que deram, 
desprezando a própria vida, até aceitarem a morte. 
Por isso, alegrai-vos, ó Céus, 
e vós que neles habitais». 
Palavra do Senhor. 

SALMO RESPONSORIAL Salmo 137 (138), 1-2a.2bc-3.4-5 (R. 1c) 
Refrão: Na presença dos Anjos, 
eu Vos louvarei, Senhor. 

De todo o coração, Senhor, eu Vos dou graças, 
porque ouvistes as palavras da minha boca. 
Na presença dos Anjos Vos hei-de cantar 
e Vos adorarei, voltado para o vosso templo santo. 

Hei-de louvar o vosso nome pela vossa bondade e fidelidade, 
porque exaltastes acima de tudo o vosso nome 
e a vossa promessa. 
Quando Vos invoquei, me respondestes, 
aumentastes a fortaleza da minha alma. 

Todos os reis da terra Vos hão-de louvar, Senhor, 
quando ouvirem as palavras da vossa boca. 
Celebrarão os caminhos do Senhor, 
porque é grande a glória do Senhor. 

ALELUIA Salmo 102 (103), 21 
Refrão: Aleluia. Repete-se 

Bendizei o Senhor todos os seus exércitos, 
poderosos executores da sua vontade. Refrão 

EVANGELHO Jo 1, 47-51 
«Vereis o Céu aberto 
e os Anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do homem» 

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João 
Naquele tempo, 
Jesus viu Natanael, que vinha ao seu encontro, e disse: 
«Eis um verdadeiro israelita, 
em quem não há fingimento». 
Perguntou-lhe Natanael: «De onde me conheces?». 
Jesus respondeu-lhe: 
«Antes que Filipe te chamasse, 
Eu vi-te quando estavas debaixo da figueira». 
Disse-lhe Natanael: 
«Mestre, Tu és o Filho de Deus, 
Tu és o Rei de Israel!». 
Jesus respondeu: 
«Porque te disse: ‘Eu vi-te debaixo da figueira’, acreditas. 
Verás coisas maiores do que estas». 
E acrescentou: «Em verdade, em verdade vos digo: 
Vereis o Céu aberto 
e os Anjos de Deus subindo e descendo 
sobre o Filho do homem». 
Palavra da salvação. 

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS 
Aceitai, Senhor, este sacrifício de louvor 
e fazei que, pelo ministério dos Anjos, 
seja levado à presença da vossa divina majestade 
e se torne para nós fonte de salvação eterna. 
Por Nosso Senhor. 

Prefácio dos Anjos 

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 137, 1 
De todo o coração, Senhor, eu Vos dou graças. 
Na presença dos Anjos Vos louvarei, meu Deus. 

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO 
Senhor, nosso Pai, 
que nos fortalecestes com o pão do Céu, 
fazei que, protegidos pelos santos Anjos, 
sigamos firmemente o caminho da salvação. 
Por Nosso Senhor.

Liturgia das Horas

Das Homilias de São Gregório Magno, papa,
sobre os Evangelhos

Das Homilias sobre os Evangelhos, de São Gregório Magno, papa

(Hom. 34,8-9:PL76,1250-1251)

(Séc.VI)

A palavra «Anjo» designa a sua função, não a sua natureza 

Deveis saber que a palavra «Anjo» designa uma função, não uma natureza. Na verdade, aqueles santos espíritos da pátria celeste são sempre espíritos, mas nem sempre se podem chamar Anjos. Só são Anjos quando exercem a função de mensageiros. Os que transmitem mensagens de menor importância chamam se Anjos; os que transmitem mensagens de maior transcendência chamam se Arcanjos.
Esta é a razão pela qual à Virgem Maria não foi enviado um Anjo qualquer mas o Arcanjo Gabriel; de facto, era justo que para esta missão fosse enviado um Anjo superior, porque vinha anunciar a maior de todas as mensagens.
É pela mesma razão que se lhes atribuem nomes particulares, que designam a missão respectiva que desempenham. Na santa cidade do Céu, onde a visão de Deus omnipotente dá um perfeito conhecimento de tudo, não precisam de nomes próprios para se distinguirem uns dos outros; mas quando vêm realizar alguma missão junto dos homens, são conhecidos pelo nome da função que exercem.
Assim, Miguel significa «Quem como Deus?»; Gabriel, «Fortaleza de Deus»; e Rafael, «Medicina de Deus».
Quando se trata de realizar algum mistério que exige um poder especial, verifica se que é Miguel o enviado, para dar a entender, pela sua acção e pelo seu nome, que ninguém pode actuar como Deus. Por isso aquele antigo inimigo, que pela sua soberba pretendeu ser semelhante a Deus, dizendo: Subirei até ao céu, levantarei o meu trono acima dos astros do céu e serei semelhante ao Altíssimo, será abandonado a si mesmo no fim do mundo e condenado ao extremo suplício. É este que São João no Apocalipse nos apresenta a combater contra o Arcanjo Miguel: Travou se um combate no Céu contra o Arcanjo Miguel.
A Maria foi enviado Gabriel, que significa «Fortaleza de Deus», porque veio anunciar Aquele que, apesar da sua aparência humilde, havia de triunfar sobre os poderes superiores. Convinha, de facto, ser anunciado pela «Fortaleza de Deus» Aquele que vinha ao mundo como Senhor dos Exércitos e poderoso das batalhas.
Rafael, como dissemos, quer dizer «Medicina de Deus», como se compreende na missão que teve junto de Tobias: tocou lhe os olhos como um médico e dissipou as trevas da sua cegueira. Por isso, aquele que foi enviado para curar, é chamado «Medicina de Deus».

Publicado em Secretariado Nacional de Liturgia – Santuário de Fátima – Portugal.

22º Encontro da União Católica Internacional de Imprensa,após 83 anos de sua fundação, acontece pela primeira vez no continente africano, em Burkina Fasso

Fonte: Agência FIDES

25.09.2010

ÁFRICA/BURKINA FASSO “Um encontro muito positivo” disse à Fides Dom Rouamba que participou do Congresso da União Católica Internacional da Imprensa realizado pela primeira vez na África

Uagadugu (Agência Fides) – “O encontro foi muito positivo como eu pude ver pessoalmente falando com alguns jornalistas do meu país que participaram”, disse à Fides Dom Séraphin François Rouamba, Arcebispo de Koupéla e Presidente da Conferência Episcopal de Burkina Fasso e Níger, que participaram do 22º Congresso Mundial da UCIP (União Católica Internacional de Imprensa), que pela primeira vez em 83 anos após a sua Fundação realizou-se na África. O 22º Congresso Mundial da UCIP realizou-se de 14 a 19 de setembro em Uagadugu, capital de Burkina Fasso. O evento contou com a presença de 300 representantes de 48 países dos cinco continentes.

“Foi muito apreciada a iniciativa de oferecer uma formação para os jovens jornalistas da organização”, disse Dom Rouamba.

Do Congresso, que foi oficialmente inaugurado pelo Presidente do Burkina Fasso, Blaise Compare, participaram o ex-presidente do Gana, John Jerry Rawlings, o secretário-geral da UCIP, José Calstas-Chittilappily, Dom Cláudio Maria Celli, presidente do Pontifício Conselho das Comunicações Sociais, além de Dom Séraphin François Rouamba.

O tema principal da conferência foi: “Os meios de comunicação a serviço da justiça, da paz e do bom governo num mundo atormentado pela desigualdade e pobreza“. Entre os temas discutidos estavam: profissionalismo e cultura da paz; jornalismo a serviço da paz e da justiça e do bom governo; os conflitos inter-religiosos e os desafios para a paz; os conflitos étnico-religiosos na Nigéria e a necessidade de sua solução; o papel da mídia na difusão da democracia; ética e deontologia do jornalismo a serviço do desenvolvimento; Igreja e comunicação: a ética e a moral cristã; qual tipo de comunicação para a Igreja num mundo de crise. (L.M.) (Agência Fides 25/9/2010)