“Frei João da Cruz, o Homem Interior” – Comunidade Santa Teresa (OCDS) – Província Nossa Senhora do Carmo – Sul – Brasil

Fonte/imagem: OCDS – Província São José

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Fonte: Comunidade Santa Teresa (OCDS) – Província Nossa Senhora do Carmo – Sul – Brasil

FREI JOÃO DA CRUZ, O HOMEM INTERIOR

(…) Frei João da Cruz assume, desde inícios de novembro de 1578, a responsabilidade de vigário no convento de El Calvario e a direção das monjas de Beas. E essa será sua ocupação durante os próximos dez anos: governo e direção dos religiosos e religiosas seguidores da Madre Teresa de Jesus.

A chave para compreender este período da vida de frei João no-la dá a mesma Santa numa carta à priora de Caravaca em dezembro de 1579: “Filha, procurarei que o Padre Frei João da Cruz passe por aí. Faça de conta que sou eu; abram-lhe com franqueza suas almas. Consolem-se com ele, que é alma a quem Deus comunica o seu Espírito”.

No capítulo quarto já vimos a importância que dava a Madre Teresa, nas comunidades que ia criando, à figura da superiora-mestra de espírito. Das qualidades extraordinárias da Madre Fundadora para essa missão, dão testemunho seus escritos e suas filhas que, inclusive depois de ter saído de sob seu magistério imediato, aproveitavam a passagem da Madre a caminho de novas fundações para continuar tratando de suas almas com ela. O “façam de conta que sou eu”, tem , pois, o sentido de uma recomendação incondicional do estilo espiritual de frei João da Cruz, que tinha assimilado plenamente o espírito da Madre Fundadora.

E como à Madre Fundadora suas filhas de Ávila pediram-lhe que deixasse por escrito o conteúdo de suas conversações espirituais para poderem ruminar sua doutrina e tirar dela maior proveito, também ao frei João da Cruz começaram a pedir o mesmo. Graças a isso podemos documentar o período histórico mais importante de sua vida e também nós podemos aproveitar de sua experiência e magistério.

Os primeiros escritos conservados – além das poesias que compôs no cárcere – reproduzem o esquema do Monte, ditos e máximas espirituais e dois brevíssimos tratados intitulados Cautelas e Avisos a um religioso. Por eles podemos ter uma idéia da experiência e conhecimento do mundo interior que possuía o Santo a dez anos de distância de seu encontro com Teresa de Jesus, vemos quais são os temas de suas conversações e práticas espirituais e quais os pontos-chave de sua pedagogia para encaminhar as almas para a verdadeira contemplação.

Se do valor histórico desses documentos queremos passar a sua utilidade espiritual, perene e sempre atualíssima, bastarão um par de indicações metodológicas para evitar tropeços. Em primeiro lugar tenha-se presente o título que o Santo mesmo colocou em suas máximas: “Ditos de luz e amor”, e como o amor e a luz não podem ser classificados, tampouco esses ditos podem reduzir-se a axiomas matemáticos, mas  devem ser meditados, buscando-se neles a profundidade e a amplidão de sentido que têm nos lábios do mestre e que transcende as circunstâncias particulares nas quais podia se achar a alma que lhos pediu ou o momento determinado em que foram escritos.

O mesmo pode-se dizer, e com maior razão, de seus breves tratados. Contêm uma orientação, um verdadeiro sistema de vida cuja utilidade espiritual não está condicionada por nenhuma circunstância: “Resignação, mortificação, exercício das virtudes e solidão física e espiritual”. Cada alma irá vendo dia por dia, momento por momento, em qual desses aspectos deverá reforçar a vigilância ou aumentar a generosidade: recomendando resignação, o Santo ensina a não querer solução para tudo, a não meter-se alguém onde não é chamado, livrando-se de desassossegos estéreis e, inclusive, nocivos, que costumam encobrir-se com capa de zelo; recomenda a mortificação especialmente com os de casa, pois todos os desejos de imitar a Cristo crucificado caem por terra se não se sabe aceitar com paciência e humildade as limitações, reais ou aparentes, daqueles que nos rodeiam; o exercício de virtudes mais seguro o Santo indica-o no cumprimento cotidiano do próprio dever, empenhando-se nele com perseverança, só por amor de Deus, evitando com cuidado toda inclinação ao próprio brilho e buscando antes aquilo que ninguém quer fazer; por solidão física e espiritual entende, finalmente, a solicitude da alma para recolher-se em Deus assim que suas obrigações o permitirem, vivendo em contínua oração e desprezando todo pensamento que não vai direcionado para Deus.

“Com isso, não pretendo insinuar que se descuide do ofício de que o encarregaram ou de qualquer outro que a obediência lhe designe, não empregando toda a solicitude requerida. O que quero dizer é que deve executá-lo de modo a ficar nele isento de culpa, pois isto não o quer Deus nem os superiores” [15] .

As Cautelas contêm a mesma substância de doutrina, com o acréscimo de algumas orientações práticas sobre o modo de considerar o superior religioso, que a um leitor superficial poderiam parecer um contraste com o magistério teresiano. Para compreender o sentido de tais contradições aparentes, convém ter presente que costumam se acentuar alguns aspectos com mais ou menos intensidade, segundo as circunstâncias em que se fala dos mesmos.

Por isso, é necessário, para conhecer o pensamento de um autor, recolher todas as suas expressões e fazer com elas uma síntese completa. Bastará indicar aqui que, quando a Santa fala com suas filhas, dirige-se a comunidades onde reina a paz e a harmonia e não necessita, como frei João quando fala com as Descalças de Beas em conflito momentâneo com o provincial, explicar-lhes o mistério de um superior inepto ou o modo de tirar proveito espiritual de um mau governo.

Por isso, o Santo distingue, em perfeito acordo com Teresa, entre o que é “sentimento particular” e o que diz respeito ao bem comum. A Santa recomenda a obediência sempre e se há algo a corrigir no superior, não há de se corrigir com a murmuração, senão através da autoridade competente: se a experiência demonstra que a superiora não é apta para o cargo “não se deve deixar passar o primeiro ano sem tirá-la do cargo. Porque em um não pode causar muito dano, mas em três pode destruir o convento” [16] .

Frei João recomenda essa mesma submissão e põe em guarda contra os estragos que o demônio costuma causar entre os religiosos quando estes não olham a obediência com olhos sobrenaturais; mas não proíbe de fazer uso da luz natural para ajudá-la. Vemos, com efeito, que ele pessoalmente apoiou a “rebelião” das monjas da Encarnação contra o provincial, animando-as a preferir a Madre Teresa como priora, pagando com o cárcere a sua postura [17] , e continuava apoiando as monjas de Beas que, valendo-se da situação geográfica pouco definida de seu convento, não prestavam obediência nem ao provincial de Andaluzia nem ao de Castela, apesar dos decretos do núncio.

As religiosas que tiveram a dita de experimentar a eficácia dessa doutrina e compartilhar as confidências espirituais de frei João da Cruz o batizaram de “homem interior”. Porém, essa interioridade não impediu o Santo de desenvolver uma atividade extraordinária nos mais variados ministérios, quando o serviço de Deus e o bem das almas o exigiam.

O Santo trata várias vezes do tema em seus escritos, sobretudo no Cântico, onde achamos uma frase que se tornou proverbial: “É mais precioso diante dele e da alma um pouquinho desse puro amor e de maior proveito para a Igreja, embora pareça nada fazer a alma, do que todas as demais obras juntas”. Frase que vem precedida de uma exegese admirável das palavras do Senhor a Marta: “Uma só coisa é necessária” (Lc 10), com um convite explícito a evitar interpretações unilaterais: “Notemos aqui o seguinte: enquanto a alma não chega ao perfeito estado de união de amor, convém exercitar-se no amor tanto na vida ativa como na vida contemplativa” [18] .

E na vida ativa e na contemplativa o Santo prosseguiu exercitando-se, como deduz-se de seus escritos e de suas biografias, deixando-nos em sua vida o modelo mais perfeito de equilíbrio entre ação e contemplação, que recomenda em seus escritos. (…)

Autor: Frei Ildefonso Moriones,  OCD.
Do livro: “O CARMELO TERESIANO – Páginas de sua história”

Tradução do original: Monjas do Mosteiro de São José, Jundiaí – SP, Brasil.

Fonte: http://www.ocd.pcn.net/hp_5.htm#8

Publicado em Comunidade Santa Tresa (OCDS).

“O tempo presente é, segundo o Senhor, o tempo do Espírito e do testemunho mas é também um tempo ainda marcado pela «angústia» (1Cor 7, 26) e pela provação do mal, que não poupa a Igreja e inaugura os combates dos últimos dias. É um tempo de espera e de vigília” – Dia dedicado a Nossa Senhora das Graças

Fonte/imagem/texto: Blog Rainha do Carmelo – OCDS

“(…)O tempo presente é, segundo o Senhor, o tempo do Espírito e do testemunho mas é também um tempo ainda marcado pela «angústia» (1Cor 7, 26) e pela provação do mal, que não poupa a Igreja e inaugura os combates dos últimos dias. É um tempo de espera e de vigília. (…)”

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Fonte: Lepanto

Nossa Senhora das Graças – Medalha Milagrosa (1830)

Capela das aparições na Rue du Bac, em Paris

Foi em 1830 que Nossa Senhora apareceu, em Paris, a Santa Catarina Labouré, então jovem religiosa, e lhe ensinou a devoção da Medalha Milagrosa.

“Fazei cunhar uma medalha com este modelo. Todas as pessoas que a usarem receberão grandes graças, trazendo-a ao pescoço. As graças serão abundantes para as pessoas que a usarem com confiança” — prometeu a Santíssima Virgem.

A promessa efetivamente se cumpriu.

Quando iam ser cunhadas as primeiras medalhas, uma terrível epidemia de cólera, proveniente da Europa oriental, atingia Paris.

O flagelo se manifestou a 26 de março de 1832 e se estendeu até meados do ano. A 1º de abril, faleceram 79 pessoas; no dia 2, 168; no dia seguinte, 216, e assim foram aumentando os óbitos, até atingirem 861 no dia 9. No total, faleceram 18.400 pessoas, oficialmente; na realidade, esse número foi maior, dado que as estatísticas oficiais e a imprensa diminuíram os números para evitar a intensificação do pânico popular.

No dia 30 de junho, foram entregues as primeiras 1500 medalhas que haviam sido encomendadas à Casa Vachette, e as religiosas Filhas da­ Caridade começaram a distribuí-las entre os flagelados. Na mesma hora refluiu a peste e começaram, em série, os prodígios que em poucos anos tornariam a Medalha Milagrosa mundialmente célebre.

O Arcebispo de Paris, que autorizara a cunhagem da Medalha e recebera logo algumas das primeiras, alcançou imediatamente uma graça extraordinária por meio delas, e passou a ser propagandista entusiasta e protetor da nova devoção. Também o Papa Gregório XVI recebeu um lote de medalhas, e passou a distribuí-las a pessoas que o visitavam.

Até 1836, mais de 15 milhões de medalhas tinham sido cunhadas e distribuídas, no mundo inteiro. Em 1842, essa cifra atingia a casa dos 100 milhões. Dos mais remotos países chegavam relatos de graças extraordinárias alcançadas por meio da medalha: curas, conversões, proteção contra perigos iminentes etc.

Prodigiosa conversão

Mas, em janeiro de 1842, a conversão espetacular do judeu Afonso Ratisbonne — que apresenta notável analogia com a conversão do Apóstolo São Paulo na estrada de Damasco — chamaria ainda mais as atenções sobre a Medalha Milagrosa. Ratisbonne, jovem banqueiro de Estrasburgo, cheio de preconceitos e antipatias contra a Igreja Católica, estava viajando por Roma quando aceitou, meio a contragosto, uma Medalha Milagrosa que lhe ofereceu um nobre francês. Poucos dias depois, inesperada e milagrosamente, a Virgem lhe apareceu na Igreja de Sant’Andrea delle Fratte, e em poucos segundos o antigo inimigo da Igreja transformou-se no apóstolo ardoroso que viria a fundar, juntamente com seu irmão Padre Teodoro Ratisbonne, a Congregação dos Missionários de Nossa Senhora de Sion, dedicada à conversão dos judeus.

Em 1876, ano da morte de Santa Catarina Labouré, mais de um bilhão de Medalhas Milagrosas já espalhavam graças pelo mundo.

Em 1894, a Santa Igreja instituiu a festa litúrgica de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa, a ser celebrada no dia 27 de novembro.

Em 1980, quando se comemoravam 150 anos da revelação da Medalha Milagrosa, o próprio João Paulo II, compareceu como peregrino ao local das aparições.

La Salette, Lourdes, Fátima

Para os devotos e propagandistas de Fátima, a Medalha Milagrosa tem um significado muito especial.

As aparições de Nossa Senhora a Santa Catarina Labouré, em 1830, marcaram o início de um ciclo de grandes revelações mariais. Esse ciclo prosseguiu em La Salette (1846), em Lourdes (1858) e culminou em Fátima (1917).

Desde 1830 Nossa Senhora se manifesta deplorando os pecados do mundo, oferecendo perdão e misericórdia à humanidade pecadora e prevendo severos castigos caso ela não se convertesse. Mas também anunciando que, após esses castigos, viria um triunfo esplendoroso do Bem.

Em novembro de 1876, um mês antes de sua morte, Santa Catarina Labouré afirmou: “Virão grandes catástrofes…. o sangue jorrará nas ruas. Por um momento, crer-se-á tudo perdido. Mas tudo será ganho. A Santíssima Virgem é quem nos salvará. Sim, quando esta Virgem, oferecendo o mundo ao Padre Eterno, for honrada, seremos salvos e teremos a paz”.

E em 13 de julho de 1917, Nossa Senhora prometeu formalmente em Fátima: “Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará”.

Publicado em Lepanto – Frente Universitária.

Pela vossa constância é que sereis salvos! – Sermão 306 de Santo Agostinho , Bispo de Hipona (354-430)

Santo Agostinho, Bispo de Hipona vai nos ensinar algo muito importante sobre a a constância. Antes, no entanto, gostaria de dar meu testemunho. Venho enfrentando dificuldades interiores e exteriores. Assim é com todos os viventes. Tenho experimentado mais o silêncio, mas me sinto inclinada a falar deste momento de minha vida. Alguém pode se beneficiar, tal como eu, quando li alguma coisa da vida interior de alguém se debatendo, na tentativa de vencer a si próprio, sem hesitações. É que descobri, tal como em outras vezes, minha falta de constância. Tenho esperança que , talvez, reconhecendo esta lacuna, Deus tenha piedade de minha situação e, quando de mim for exigida, em outras fases, a constância de que fala Santo Agostinho mais abaixo (que se assemelha à paciência na espera de algo), eu vença a mim mesma estes momentos difíceis. Penso o quanto isto envolve  minha vida interior.

A constância é uma grande virtude, senão um dom de Deus. Mas em nossa fraqueza, constato que  não conseguimos nos manter constantes quando o barco de nossa vida adentra em mar revolto… Agradeço a Deus a pouca constância (podia não ter nenhuma…) que pude vivenciar neste período. Devo-a ainda às muitas preces, súplicas e orações do terço, ainda que eventuais. Preciso aprender dos santos e santas a conquistar este estado de alma. Ser constante é ter fé a ponto de andar sob as águas tal como Jesus nos pede e pediu antes a  São Pedro. No relato do Novo Testamento, temos a consolação de que Ele nos compreende em nossa falta de fé e nos estende a mão… Parece-me que a  constância, em seu grau máximo, somente a apresenta os santos, as santas. Então, como estou decidida a buscar a santidade, que implica em não ser vencida pelas minhas fraquezas, eu suplico: Jesus, aumentai a minha fé. Amém.

(LBN)

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Mártires – Vietnan

Fonte: Blog da Comunidade Rainha do Carmelo (OCDS)

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Pela vossa constância é que sereis salvos!

Comentário ao Evangelho do dia feito por :
Santo Agostinho (354-430), Bispo de Hipona (África do Norte) e Doutor da Igreja
Sermão 306

Queres alcançar a vida onde estarás para sempre liberto do engano? Quem não o quererá? […] Todos queremos a vida e a verdade. Mas como o conseguir? Que caminho seguir? É verdade que não chegámos ainda ao termo da viagem, mas vislumbramo-lo, já […], aspiramos à vida e à verdade. Ambas as coisas estão em Cristo. Que direção tomar, para as alcançarmos? «Eu sou o Caminho», disse Ele. «Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida» (Jo 14, 6).
Eis o que os mártires realmente amaram; eis por que motivos ultrapassaram o amor a bens presentes e efémeros. Não vos surpreenda a sua coragem; foi o amor que, neles, venceu o sofrimento […]; trilhemos os seus passos, de olhos postos n’Aquele que é o seu e o nosso Chefe; se desejarmos alcançar tão grande felicidade, não temamos passar por caminhos difíceis. Aquele que no-lo prometeu é verdadeiro; Ele é fiel, Ele não nos enganaria. […] Por que temer as duras vias do sofrimento e da tribulação? O próprio Salvador as sofreu.
Responderás: «Mas era Ele, o Salvador !» Lembra-te de que os apóstolos também passaram por esses caminhos. Dirás: «Eram apóstolos !». Eu sei. Mas não te esqueças de que, depois deles, um grande número de homens como tu passaram por semelhantes provações […]; e mulheres, também […]; e crianças, mesmo meninas muito pequenas, passaram por tal caminho de provação. Será ainda tão duro, esse caminho afinal já aplanado por tantos que o percorreram?

Postado por Natália Durand, ocds.

Publicado em Blog da Comunidade Rainha do Carmelo (OCDS).

Comunicado reage a interpretações quanto a afirmações de Bento XVI sobre uso de preservativo publicadas em livro-entrevista ( Agência Ecclesia – 21.11.2010)

Fonte/imagem/texto: dn.sapo.pt – “Papa admite o uso do preservativo “em certos casos” – Livro será lançado na quarta-feira

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Fonte: Agência Ecclesia

21.11.2010

Preservativo: Vaticano descarta revolução

Comunicado reage a interpretações sobre as afirmações de Bento XVI publicadas em livro-entrevista

As palavras de Bento XVI sobre o uso do preservativo em situações pontuais não devem ser vistas como uma “reviravolta revolucionária”, disse este Domingo o porta-voz do Vaticano.

O padre Federico Lombardi reagiu em comunicado a “interpretações dadas às palavras do Papa” a este respeito no livro-entrevista de Peter Seewald, “Luz do Mundo”, que vai ser apresentado à imprensa no dia 23 de Novembro.

Segundo o director da sala de imprensa da Santa Sé, “o Papa toma em consideração uma situação excepcional na qual o exercício da sexualidade representa um verdadeiro risco para a vida do outro”.

Num excerto da obra publicado antecipadamente pelo jornal do Vaticano, «L’Osservatore Romano», Bento XVI afirma que pode haver casos pontuais, “justificados”, em que admite o caso do preservativo.

Para o porta-voz do Vaticano, “o Papa não justifica moralmente o exercício desordenado da sexualidade, mas defende que o uso do preservativo para diminuir o perigo de contágio é «um primeiro acto de responsabilidade», «um primeiro passo na estrada para uma sexualidade mais humana», mais do que o não fazer uso do mesmo expondo o outro a um risco de vida”.

O padre Lombardi acrescenta que “numerosos teólogos e personalidades de renome sustentaram e sustentam posições análogas”.

“É verdade, contudo, que não as tínhamos ainda escutado com tanta clareza da boca do Papa, ainda que numa forma coloquial e não magisterial”, precisa, frisando que “Bento XVI dá assim, corajosamente, um importante contributo de clarificação e aprofundamento sobre uma questão longamente discutida”.

O director da sala de imprensa da Santa Sé fala num “contributo original” de Bento XVI que ajuda a refutar “uma via ilusória, como a «confiança no preservativo», rumo a um “exercício mais humano e responsável da sexualidade.

No final do capítulo 10 do livro, Bento XVI responde a duas perguntas sobre a luta contra a SIDA e o uso de preservativos, que retomam a discussão que se seguiu às suas palavras sobre o tema, no início da sua viagem a África, em 2009.

O Papa reafirma que “a Igreja, naturalmente, não considera os preservativos como a solução autêntica e moral” do problema da SIDA.

No seu comunicado, o padre Federico Lombardi precisa que Bento XVI “não muda ou reforma o ensinamento da Igreja, mas reafirma-o na perspectiva do valor e da dignidade da sexualidade humana como expressão de amor e responsabilidade”.

Sobre as declarações de 2009, a caminho dos Camarões, o director da sala de imprensa da Santa Sé sublinha que as mesmas não eram uma tomada de posição “sobre o problema dos preservativos em geral”, mas uma afirmação de que o problema da SIDA não se resolve “apenas com a distribuição” dos mesmos.

“O Papa observa que também no âmbito não eclesial se desenvolveu uma consciência análoga, como na chamada teoria Abc (Abstinence – Be Faithful – Condom), na qual os dois primeiros elementos (abstinência e fidelidade) são muito mais determinantes e fundamentais para a luta contra a Sida e o preservativo aparece em último lugar, como escapatória, quando faltam os outros dois”, acrescenta.

O livro “Luz do mundo. O Papa, a Igreja e os sinais dos tempos” resulta de uma conversa entre Bento XVI e Seewald – que já por duas vezes tinha entrevistado Joseph Ratzinger, ainda cardeal – na residência pontifícia de Castel Gandolfo, perto de Roma, entre os dias 26 e 31 de Julho.

Ao longo de 18 capítulos, o Papa aborda várias das questões mais inquietantes para a Igreja e a humanidade de hoje. A edição portuguesa deve estar disponível dentro de aproximadamente duas semanas.

A Lucerna, marca da Principia Editora vai estar no Vaticano na próxima Terça-feira para a apresentação mundial do livro e entregará ao Papa a edição em português.

O título deste livro foi escrito à mão pelo próprio Papa.

Publicado em Agência Ecclesia – Portugal.

“Nós somos aquela criança, todos nós, todos os dias: apanhados no escuro, precisando e querendo saltar, mas incapazes de ver onde vamos cair, sentindo-nos sós e assustados. Somos também Pedro, querendo andar sobre a água em direção a Jesus, mas hesitamos e deixamo-nos submergir.(…)” – Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura – Portugal – 20.11.2010

 

Fonte: Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura (SNPC) – Portugal

Espiritualidade

Saltar no escuro… e não olhar para trás

Depois, Jesus obrigou os discípulos a embarcar e a ir adiante para a outra margem, enquanto Ele despedia as multidões. Logo que as despediu, subiu a um monte para orar na solidão. E, chegada a noite, estava ali só. O barco encontrava-se já a várias centenas de metros da terra, açoitado pelas ondas, pois o vento era contrário. De madrugada, Jesus foi ter com eles, caminhando sobre o mar. Ao verem-no caminhar sobre o mar, os discípulos assustaram-se e disseram: «É um fantasma!» E gritaram com medo. No mesmo instante, Jesus falou-lhes, dizendo: «Tranquilizai-vos! Sou Eu! Não temais!» Pedro respondeu-lhe: «Se és Tu, Senhor, manda-me ir ter contigo sobre as águas.» «Vem» – disse-lhe Jesus. E Pedro, descendo do barco, caminhou sobre as águas para ir ter com Jesus. Mas, sentindo a violência do vento, teve medo e, começando a ir ao fundo, gritou: «Salva-me, Senhor!» Imediatamente Jesus estendeu-lhe a mão, segurou-o e disse-lhe: «Homem de pouca fé, porque duvidaste?» E, quando entraram no barco, o vento amainou. (Mateus 14, 22-32)

Às primeiras horas da madrugada, o som de um alarme de incêndio interrompeu o silêncio e, no momento exato, despertou uma família para o choque de ver a sua casa envolvida pelas chamas. Sem tempo para salvar o que quer que fosse a não ser as suas próprias vidas, desceram as escadas a correr e escaparam para a escuridão. Ainda a recuperar o fôlego, o Pai contava os filhos: «João, Ana, Maria, Miguel… – onde está o Miguel?»

Naquele preciso momento, o Miguel, de cinco anos, chorava de uma das janelas do primeiro andar: «Mãe! Pai! Onde estão?»

Era demasiado tarde para voltar a entrar – a casa estava um inferno – pelo que o Pai respondeu: «Salta, Miguel, que eu seguro-te».

Entre soluços, a criança chorava: «Mas eu não consigo ver-te, papá!»

O pai respondeu-lhe calmamente: «Eu sei que não me consegues ver, filho, mas eu vejo-te. Salta!»

Durante alguns instantes não houve nada a não ser o silêncio. Então o rapaz saltou para a escuridão e encontrou a segurança nos braços do pai.

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Nós somos aquela criança, todos nós, todos os dias: apanhados no escuro, precisando e querendo saltar, mas incapazes de ver onde vamos cair, sentindo-nos sós e assustados. Somos também Pedro, querendo andar sobre a água em direção a Jesus, mas hesitamos e deixamo-nos submergir.

“O medo é inútil», disse muitas vezes Jesus. “O que é preciso é fé”. Está certo, mas a fé de que Ele fala não é o que muitos de nós pensamos. Não se tratam de abstrações teológicas. Trata-se de nos confiarmos às mãos de Deus porque sabemos que Ele nos ama mais do que nós nos amamos a nós mesmos.

Mas ainda que esta ideia esteja clara, podemos ainda ficar desorientados por pensarmos que, ao confiar em Deus, Ele nos protege do fracasso e da dor. A promessa não é essa. A promessa de Deus para aqueles que nEle confiam é esta: Ele dar-nos-á a força para enfrentar todos os problemas que surgirem, e nunca deixará que sejamos destruídos por eles, ainda que morramos.

Mas a fé tem ainda outro lado: os talentos e dons que Deus nos deu porque Ele teve fé em nós. Pedro perdeu a fé nos dons que Deus lhe havia dado e esperou que Deus resolvesse o problema. Resultado: afundou-se! Confiar em Deus significa também confiar nos seus dons. E confiar nos seus dons significa usá-los.

Há uma antiga expressão que diz: Trabalha como se tudo dependesse de ti, e reza como se tudo dependesse de Deus. É precisamente o que é necessário, mas não é fácil aplicá-lo porque não conseguimos ver Deus, e demasiadas vezes não conseguimos ver os nossos dons. Pode ajudar recordar as palavras escritas há mais de 50 anos na parede do gueto de Varsóvia:

Acredito no sol, ainda que não brilhe.

Acredito no amor, ainda que não o sinta.

Acredito em Deus, ainda que não O veja.

Confie em Deus e confie nos dons que Ele lhe deu. Ou seja, use os seus dons. E então salte! E nunca olhe para trás!

Mons. Dennis Clark
In Catholic Exchange
Trad. / adapt.: rm
© SNPC (trad.) | 20.11.10

Publicado em SNPC – Portugal.

“A comunidade religiosa enriquece a Igreja de que é parte viva, antes de tudo com o seu amor” – OCDS – Província de Nossa Senhora do Carmo – Brasil

Fonte: Ordem dos Carmelitas Seculares – Província Nossa Senhora do Carmo – Sul do Brasil

A gratidão do Papa aos consagrados e consagradas!

“Porção eleita do Povo de Deus, os consagrados e consagradas lembram hoje «uma planta com muitos ramos, que assenta as suas raízes no Evangelho e produz abundantes frutos em cada estação da Igreja».

Sendo a caridade o primeiro fruto do Espírito (cf. Gl 5, 22) e o maior de todos os carismas (cf. 1 Cor 12, 31), a comunidade religiosa enriquece a Igreja de que é parte viva, antes de tudo com o seu amor: ama a sua Igreja particular, enriquece-a com seus carismas e abre-a a uma dimensão mais universal…

Perante a diminuição dos membros em muitos Institutos e o seu envelhecimento, evidente em algumas partes do mundo, muitos se interrogam se a vida consagrada seja ainda hoje uma proposta capaz de atrair os jovens e as jovens. Bem sabemos, queridos Bispos, que as várias Famílias religiosas desde a vida monástica até às congregações religiosas e sociedades de vida apostólica, desde os institutos seculares até às novas formas de consagração tiveram a sua origem na história, mas a vida consagrada como tal teve origem com o próprio Senhor que escolheu para Si esta forma de vida virgem, pobre e obediente.

Por isso a vida consagrada nunca poderá faltar nem morrer na Igreja: foi querida pelo próprio Jesus como parcela irremovível da sua Igreja. Daqui o apelo ao compromisso geral na pastoral vocacional: se a vida consagrada é um bem de toda a Igreja, algo que interessa a todos, também a pastoral que visa promover as vocações à vida consagrada deve ser um empenho sentido por todos: Bispos, sacerdotes, consagrados e leigos.

Entretanto, como afirma o decreto conciliar Perfectae caritatis, «a conveniente renovação dos Institutos depende sobretudo da formação dos membros» (n. 18)…A capacidade formativa de um Instituto, quer na sua fase inicial quer nas fases sucessivas, está no centro de todo o processo de renovação.
«De fato, se a vida consagrada é, em si mesma, uma progressiva assimilação dos sentimentos de Cristo, resulta evidente que um tal caminho terá de durar a vida inteira para permear toda a pessoa… e torná-la semelhante ao Filho que Se entrega ao Pai pela humanidade. Assim entendida, a formação já não é apenas um tempo pedagógico de preparação para os votos, mas representa um modo teológico de pensar a própria vida consagrada, que em si mesma é uma formação jamais terminada, uma participação na ação do Pai que, através do Espírito plasma no coração os sentimentos do Filho».

Pelo modo que considerardes mais oportuno, venerados irmãos, fazei chegar às vossas comunidades de consagrados e consagradas, independentemente do serviço claustral ou apostólico que estão desempenhando, a viva gratidão do Papa que de todas e todos se recorda nas suas orações, lembrando em especial os idosos e doentes, quantos atravessam momentos de crise e de solidão, quem sofre e se sente confuso e também os jovens e as jovens que hoje batem à porta das suas Casas e pedem para se entregar a Jesus Cristo na radicalidade do Evangelho.

Agora, invocando o celeste patrocínio de Maria, modelo perfeito de consagração a Cristo, confirmo-vos mais uma vez a minha estima fraterna e concedo-vos, extensiva a todos os fiéis confiados aos vossos cuidados pastorais, uma propiciadora Bênção Apostólica” (Sua Santidade, Papa Bento XVI, Mensagem aos Bispos do Paraná, 5 de Novembro de 2010).

Publicado em OCDS – Província Nossa Senhora do Carmo.

Padre José Agusto (Comunidade Canção Nova): “O homem luta para não morrer!” (Sábado Santo – 30 de março de 2013) – Pregações anteriores (Abril-2012/Março-2013)2013)

luta para não morrer! Padre José Augusto 30/03/2013 – 21h00. Tags: homilia padre José Augusto pascal Vigília ressuscitado Salvador Páscoa. Tags:

PREGAÇÃO (Comunidade Canção Nova – Março – 2013)-  SEMANA SANTA

Pregações – Padre José Augusto (Comunidade Canção Nova):

O homem luta para não morrer!
30/03/2013 às 21:00 h

Os sentimentos de Jesus
29/03/2013 às 15:00 h

Eu creio na Igreja Católica!
31/12/2012 às 08:30 h

Acreditar e testemunhar Jesus Cristo
24/08/2012 às 21:00 h

Preocupai-vos com o Reino dos céus
23/06/2012 às 16:00 h

Testemunhar pela força do Espírito
26/05/2012 às 16:00 h

A Divina Misericórdia dá valor ao homem
15/04/2012 às 16:00 h

O cristão vive o “sim” para Deus e “não” para o mundo
07/04/2012 às 21:00 h

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Post publicado em 28.10.2010 – Blog “Castelo Interior – Moradas”:

Sacerdote brasileiro é retirado da grade de rede de televisão católica após manifestar publicamente sua posição contra a legalização do aborto em relação à dignidade família humana como valor universal (YouTube)

Após uma homilia apresentada na rede de televisão Canção Nova (reproduzida logo abaixo), um de seus integrantes foi retirado da grade de programação. Padre José Augusto condenou abertamente o projeto de legalização do aborto no Brasil. Já para os ativistas a favor – denominados “pró-escolha”, que atuam em várias áreas, se trata de descriminalização. Consideram  indevida a possibilidade de enquadramento penal do ato de abortamento, tanto em relação à mulher quanto  aos profissionais de Medicina envolvidos posicionamento. No entanto, em relação ao afastamento, este é no mínimo estranho, já que está de acordo com a visão do papa Bento XVI a respeito de manifestações de padres e bispos em público. Para o Sumo Pontífice, é adequado ao sacerdote assim se expressar quando está em jogo a salvação das almas (termo grifado por ter sido usado em seu recente pronunciamento aos Bispos do Nordeste, Regional 5, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB), bem como a dignidade da pessoa. Bento XVi, em manifestação sobre a questão do aborto, declarou que a dignidade da vida tem início no ventre materno, ou seja, desde a concepção até uma possível vida vegetativa na velhice. Aqui, se refere ao recurso à eutanásia, repudiado pela Igreja Católica. É importante a consideração de que em tais visitas – ad limina, no caso a deste setor da CNNB à Santa Sé, o Papa não externa o seu pensamento sem prévia e rigorosa análise.

Já é bem conhecido o PNH-3 (Plano Nacional de Direitos Humanos-3). Este plano prevê várias medidas que entram em confronto com a doutrina religiosa cristã, tanto da Igreja Católica, predominante no País, quanto de boa parte dos ramos reformados históricos e pentecostais.  No centro, está o conceito fundamental de família, bem como temas adjacentes.

Esta homilia, na minha ótica, muito apropriada e corajosa, estranhamente (ou obviamente…), deixou de integrar a grade de programação daquele canal católico de televisão. Na imprensa, não há referência ao assunto, nem a rede católica justificou sua decisão. (Lúcia Barden Nunes – 28.10.2010).

Papa Bento XVI apoia defesa pública de valores pró-família humana na política em visita Ad Limina de bispos da Regional Nordeste 5, da CNBB ao Vaticano (Boletim de Notícias do Vaticano – 28.10.2010)

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Fonte: http://press.catholica.va/news_services/

VISITA “AD LIMINA APOSTOLORUM” DEGLI ECC. MI PRESULI DELLA CONFERENZA EPISCOPALE DEL BRASILE (REGIONE NORDESTE V) , 28.10.2010

(…)

  • DISCURSO DO SANTO PADRE

Amados Irmãos no Episcopado,

«Para vós, graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo» (2 Cor 1, 2). Desejo antes de mais nada agradecer a Deus pelo vosso zelo e dedicação a Cristo e à sua Igreja que cresce no Regional Nordeste 5 (*). Lendo os vossos relatórios, pude dar-me conta dos problemas de caráter religioso e pastoral, além de humano e social, com que deveis medir-vos diariamente. O quadro geral tem as suas sombras, mas tem também sinais de esperança, como Dom Xavier Gilles acaba de referir na saudação que me dirigiu, dando livre curso aos sentimentos de todos vós e do vosso povo.

Como sabeis, nos sucessivos encontros com os diversos Regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, tenho sublinhado diferentes âmbitos e respectivos agentes do multiforme serviço evangelizador e pastoral da Igreja na vossa grande Nação; hoje, gostaria de falar-vos de como a Igreja, na sua missão de fecundar e fermentar a sociedade humana com o Evangelho, ensina ao homem a sua dignidade de filho de Deus e a sua vocação à união com todos os homens, das quais decorrem as exigências da justiça e da paz social, conforme à sabedoria divina.

Entretanto, o dever imediato de trabalhar por uma ordem social justa é próprio dos fiéis leigos, que, como cidadãos livres e responsáveis, se empenham em contribuir para a reta configuração da vida social, no respeito da sua legítima autonomia e da ordem moral natural (cf. Deus caritas est, 29). O vosso dever como Bispos junto com o vosso clero é mediato, enquanto vos compete contribuir para a purificação da razão e o despertar das forças morais necessárias para a construção de uma sociedade justa e fraterna. Quando, porém, os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas o exigirem, os pastores têm o grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas (cf. GS, 76).

Ao formular esses juízos, os pastores devem levar em conta o valor absoluto daqueles preceitos morais negativos que declaram moralmente inaceitável a escolha de uma determinada ação intrinsecamente má e incompatível com a dignidade da pessoa; tal escolha não pode ser resgatada pela bondade de qualquer fim, intenção, conseqüência ou circunstância. Portanto, seria totalmente falsa e ilusória qualquer defesa dos direitos humanos políticos, econômicos e sociais que não compreendesse a enérgica defesa do direito à vida desde a concepção até à morte natural (cf. Christifideles laici, 38). Além disso no quadro do empenho pelos mais fracos e os mais indefesos, quem é mais inerme que um nascituro ou um doente em estado vegetativo ou terminal? Quando os projetos políticos contemplam, aberta ou veladamente, a descriminalização do aborto ou da eutanásia, o ideal democrático – que só é verdadeiramente tal quando reconhece e tutela a dignidade de toda a pessoa humana – é atraiçoado nas suas bases (cf. Evangelium vitæ, 74). Portanto, caros Irmãos no episcopado, ao defender a vida «não devemos temer a oposição e a impopularidade, recusando qualquer compromisso e ambigüidade que nos conformem com a mentalidade deste mundo» (ibidem, 82).

Além disso, para melhor ajudar os leigos a viverem o seu empenho cristão e sócio-político de um modo unitário e coerente, é «necessária — como vos disse em Aparecida — uma catequese social e uma adequada formação na doutrina social da Igreja, sendo muito útil para isso o “Compêndio da Doutrina Social da Igreja”» (Discurso inaugural da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, 3). Isto significa também que em determinadas ocasiões, os pastores devem mesmo lembrar a todos os cidadãos o direito, que é também um dever, de usar livremente o próprio voto para a promoção do bem comum (cf. GS, 75).

Neste ponto, política e fé se tocam. A fé tem, sem dúvida, a sua natureza específica de encontro com o Deus vivo que abre novos horizontes muito para além do âmbito próprio da razão. «Com efeito, sem a correção oferecida pela religião até a razão pode tornar-se vítima de ambigüidades, como acontece quando ela é manipulada pela ideologia, ou então aplicada de uma maneira parcial, sem ter em consideração plenamente a dignidade da pessoa humana» (Viagem Apostólica ao Reino Unido, Encontro com as autoridades civis, 17-IX-2010).

Só respeitando, promovendo e ensinando incansavelmente a natureza transcendente da pessoa humana é que uma sociedade pode ser construída. Assim, Deus deve «encontrar lugar também na esfera pública, nomeadamente nas dimensões cultural, social, econômica e particularmente política» (Caritas in veritate, 56). Por isso, amados Irmãos, uno a minha voz à vossa num vivo apelo a favor da educação religiosa, e mais concretamente do ensino confessional e plural da religião, na escola pública do Estado.

Queria ainda recordar que a presença de símbolos religiosos na vida pública é ao mesmo tempo lembrança da transcendência do homem e garantia do seu respeito. Eles têm um valor particular, no caso do Brasil, em que a religião católica é parte integral da sua história. Como não pensar neste momento na imagem de Jesus Cristo com os braços estendidos sobre a baía da Guanabara que representa a hospitalidade e o amor com que o Brasil sempre soube abrir seus braços a homens e mulheres perseguidos e necessitados provenientes de todo o mundo? Foi nessa presença de Jesus na vida brasileira, que eles se integraram harmonicamente na sociedade, contribuindo ao enriquecimento da cultura, ao crescimento econômico e ao espírito de solidariedade e liberdade.

Amados Irmãos, confio à Mãe de Deus e nossa, invocada no Brasil sob o título de Nossa Senhora Aparecida, estes anseios da Igreja Católica na Terra de Santa Cruz e de todos os homens de boa vontade em defesa dos valores da vida humana e da sua transcendência, junto com as alegrias e esperanças, as tristezas e angústias dos homens e mulheres da província eclesiástica do Maranhão. A todos coloco sob a Sua materna proteção, e a vós e ao vosso povo concedo a minha Benção Apostólica.

[Texto original: Português]

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Publicado em http://press.catholica.va/news_services/bulletin/news/26281.php?index=26281&lang=po

*Grifo meu.

Fonte/imagem: maisacao.net

“A oração é um ato de insistência, de quem pede Àquele que é capaz” – Artigo – Dom Paulo Mendes Peixoto Bispo de São José do Rio Preto (OCDS – Comunidade Santa Teresa – Curitiba)

“Auxílio quando você está… …ansioso e impaciente” – SALMO 13

Comunidade Santa Teresa – Curitiba

Fonte: Ordem Carmelita Descalça Secular (OCDS) – Sul e Centro-Oeste – Comunidade Santa Teresa

ARTIGO

Certeza Cristã!

A oração é um ato de insistência, de quem pede Àquele que é capaz

“O mundo é das incertezas. Não podemos ter plena segurança na fidelidade das pessoas. O que conta e nos dá a plena firmeza é a fé, caminho de certeza da justiça divina. Só quem acredita em Deus consegue viver de mãos erguidas, na confiança de um mundo melhor.  

Moisés teve uma atitude bonita, pois colocou-se na posição de súplica a Deus, pedindo para que seu povo vencesse na guerra. Mesmo na condição de chefe, sentiu seus limites e passou a confiar na força de Javé. Enquanto permanecia de mãos erguidas para o alto, seu povo vencia a luta.

No mundo dos mortais, não basta às pessoas terem conhecimento teórico e técnico, porque nem sempre a ciência e a prática conseguem emitir uma certeza total. Estamos na condição temporal, no mundo que deve ser sempre construído e caminhar na busca da perfeição da obra da criação.

Corremos o risco do endeusamento de nós mesmos, mas só Deus é perfeito e capaz de nos dar plena segurança e certeza. Aqui está o sentido da oração, da dependência que temos de algo perfeito, que só é encontrado em Deus. Ele é o juiz da perfeição e da total segurança.

A oração é um ato de insistência de quem pede Àquele é capaz de responder com segurança. Deus é como um juiz, que toma partido do lado de quem precisa e de quem está vivendo no limite de suas necessidades e de sua dignidade.

O juízo de Deus não tem parcialidade. Ele atende a quem tem interesse pelos valores do Reino, olha para aqueles que sofrem as injustiças causadas pelas maldades do mundo, leva em conta as atitudes de insistência na vivência da fé.

Nem sempre temos as forças necessárias para cumprir as tarefas que o mundo exige, e não é fácil sentir a mão protetora de Deus na vida cotidiana. Por isso o nosso coração deve ser sempre confiante na ação divina. Mãos ao alto em atitude indefesa, desarmada, frágil e vulnerável. A fé é a fonte da oração.”

Dom Paulo Mendes Peixoto
Bispo de São José do Rio Preto 

Fonte:
http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/

Publicado em Comunidade Santa Teresa – OCDS.

Bento XVI encerra o Sínodo para o Oriente Médio enfatizando que “a paz é possível. A paz é urgente. A paz é a condição indispensável para uma vida digna da pessoa humana e da sociedade.” (Agência Fides – 25.10.2010)

Fonte: Agência Fides

25.10.2010

VATICANO – Bento XVI encerra o Sínodo para o Oriente Médio exortando a “não resignar-se à falta de paz” e promover “uma autêntica liberdade religiosa e de consciência”

Cidade do Vaticano (Agência Fides) – “Perduram há muito tempo no Oriente Médio os conflitos, as guerras, a violência, o terrorismo. A paz que é dom de Deus, é também o resultado dos esforços dos homens de boa vontade, de instituições nacionais e internacionais, especialmente dos Estados mais envolvidos na busca da solução dos conflitos. Jamais se deve resignar-se à falta de paz. A paz é possível. A paz é urgente. A paz é a condição indispensável para uma vida digna da pessoa humana e da sociedade. Paz também é o melhor remédio para evitar a emigração do Oriente Médio.” São as palavras do Santo Padre Bento XVI durante a concelebração eucaristia com os Padres sinodais, na conclusão da Assemleia Especial para o Oriente Médio do Sínodo dos Bispos, que presidiu no domingo 24 de outubro na Basílica Vaticana. Depois de exortar a rezar pela paz no Oriente Médio e a se empenhar “a fim de que tal dom de Deus oferecido aos homens de boa vontade se difunda no mundo inteiro”, o Papa citou outra contribuição que os cristãos podem dar à sociedade: “promoção de uma verdadeira liberdade religiosa e de consciência, um dos direitos fundamentais da pessoa humana que cada Estado deveria sempre respeitar. Em muitos países do Oriente Médio, há liberdade de culto, enquanto o espaço da liberdade religiosa em muitos casos é muito limitado. Ampliar esse espaço de liberdade se torna uma exigência para assegurar todas as pessoas pertencentes às várias comunidades religiosas a verdadeira liberdade de viver e professar a sua fé”. Na homilia o pontífice recordou os “tantos irmãos e irmãs que vivem no Oriente Médio e que encontram em situações difíceis, muitas vezes pesadas, tanto do ponto de vista material quanto pelo desânimo, o estado de tensão e muitas vezes o medo”. A Assembleia sinodal permitiu partilhar “as alegrias e as dores, as preocupações e as esperanças dos cristãos do Oriente Médio e também a “unidade da Igreja na variedade das Igrejas presentes naquela Região”, disse ainda o Papa, exortando a valorizar “a riqueza litúrgica, espiritual e teológica da Igreja Oriental Católica, além daquela da Igreja Latina… também nas respectivas comunidades do Oriente Médio, favorecendo a participação dos fiéis nas celebrações litúrgicas dos outros Ritos Católicos e portanto a abrir-se às dimensões da Igreja Universal”. Entre os desafios da Igreja Católica no Oriente Médio, o Papa evidenciou “a comunhão dentro de cada Igreja sui iuris, como também nas relações entre as várias Igrejas católicas de diferentes tradições”, e reiterou a necessidade de humildade, “para reconhecer as nossas limitações, nossos erros e omissões”, pois “uma mais plena comunhão dentro da Igreja Católica favorece também o diálogo ecumênico com as outras Igrejas e Comunidades eclesiais”. Enfim, a exortação aos cristãos no Oriente Médio aos cristãos no Oriente Médio que mesmo se pouco numerosos, “portadores da Boa Nova do amor de Deus pelo homem, o amor que se revelou precisamente na Terra Santa, na pessoa de Jesus Cristo. Esta Palavra de salvação… é a única palavra capaz de romper o ciclo vicioso da vingança, do ódio, da violência… os cristãos, cidadãos com todos os direitos, podem e devem dar a sua contribuição com o espírito das bem-aventuranças, tornando-se construtores de paz e apóstolos de reconciliação para o benefício de toda a sociedade”. (SL) (Agência Fides 25/10/2010)

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Fonte: Agência Ecclesia – Portugal

Artigo

ENCERRAMENTO DO SÍNODO DO ORIENTE MÉDIO

Adel Sidarus (Évora)

As pessoas interessadas sabem onde encontrar as suas conclusões para as apreciar. Terão também lido sobre os desafios que levaram à sua convocação e, porventura, alguns relatos sobre os debates ou sobre algum tema em particular.

Neste apontamento que me foi solicitado, apenas queria dar o testemunho de um cristão médio-oriental, na ocorrência copta (cristão “egípcio” autóctone), radicado na Europa há mais de quatro décadas, sem deixar de seguir de vários modos a evolução da região.

O que significa ser cristão em “Terra do Islão” (Dar al-Islam)?

Em primeiro lugar, uma longa convivência, nem sempre pacífica, tão longa como a própria idade dessa religião: catorze séculos!

O seu mote foi dado pelo “dito” (hadith) do fundador do Islão a seguir à morte prematura do seu único filho varão, Ibrahim. De acordo com a tradição islâmica, este terá nascido da sua união com Maria a Copta (Maryam al-Qibtiyya). O Profeta Muhammad terá então lançado o anátema contra todo o muçulmano que causasse dano algum aos coptas! Infelizmente, alguns dos meus compatriotas fanáticos de hoje esquecem ou ignoram essa advertência…

A história antiga e recente do mundo árabo-muçulmano, no meio de momentos conflituosos que um bom muçulmano repudiaria, confirma esse pressuposto global. Falo da História longa, com conhecimento de causa!

Os cristãos árabes ou arabófonos contribuíram, entre outros, na elaboração da cultura clássica, forjada na brilhante Bagdade dos séculos IX-XI: filosofia e ciências, teologia e mística. Nos tempos modernos, tiveram um papel relevante na dita Nahda árabe (‘ressurgimento, renas-cimento’) dos séculos XIX-XX: letras e modernidade, economia e política. No permeio, no século XIII, destacam-se, em sentido contrário, o “renascimento siríaco”, que se fez sob o sinal da cultura árabo-islâmica de então, e a idade de ouro da literatura copto-árabe (de que sou especialista).

Quem sabe que o pioneiro do nacionalismo árabe dos tempos modernos foi George Antoniyus, um intelectual cristão sírio do século XVIII? Ou que o co-fundador e verdadeiro ideólogo do partido Baas, no poder na Síria e até há pouco no Iraque, era o outro cristão sírio Michel Aflak? E quem se lembra ainda que o primeiro árabe e africano a aceder ao lugar de Secretário Geral das Nações Unidas foi o copta Butros (Pedro) Butros-Ghali? Um prestigiado professor de direito internacional, estratega da política africana do governo egípcio durante longos anos, assim como do tratado de paz entre Egipto e Israel!

Estes factos constituem, pois, trunfos para um renovado entendimento pacifico entre muçulmanos e cristãos da região, assim como para a reintegração destes nas diversas cidadanias nacionais rumo ao bem comum!

Para mim, ser cristão é antes de tudo viver de acordo com os ditos e feitos do Cristo-Messias (al-Masih), Jesus filho de Maria (?Isa ’bnu Maryam), e dar testemunho dele. Não se trata de gritar à toa a sua gesta e os mistérios da sua vida e morte (os muçulmanos piedosos sabem muito a este respeito!). Mas antes de partilhar, com a humildade e a entrega do Mestre, a vida dos outros, a sua história, a sua cultura, o seu modo de vida. Assumir, com o recuo legítimo e necessário, as suas angústias e dúvidas, assim como as suas esperanças e os seus êxitos.

Muitos dos meus correligionários, no Egipto tal como noutros países do grande Médio Oriente islâmico, partilham dessa perspectiva, por vezes inconscientemente. Eles vivem isso no âmago da luta pelo quotidiano. Eu, aqui na Europa, por meio do estudo, do ensino, da divulgação. Mas também através do meu empenho em esclarecer e denunciar as injustiças que esses povos sofreram nos tempos coloniais, e sofrem, hoje ainda, pela arrogância de um certo Ocidente e pela violência de um certo Império, com seus aliados internos e externos.

Não foi isso afinal o lema do Sínodo: “comunhão e testemunho”?

Publica em Agência Ecclesia.

Diante das ameaças de morte recebidas por alguns Bispos, a Conferência Episcopal reitera que a Igreja defende sempre a vida, “em todas as suas fases e em suas várias dimensões” – Dom Geraldo Lyrio Rocha, presidente da CNBB afirma em coletiva à imprensa (Agência Fides – 23.10.2010)

Fonte: Agência Fides

23.10.2010

AMÉRICA/BRASIL – Diante das ameaças de morte recebidas por alguns Bispos, a Conferência Episcopal reitera que a Igreja defende sempre a vida, “em todas as suas fases e em suas várias dimensões”

Brasília (Agência Fides) – O Presidente da Conferência [Nacional] dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Geraldo Lyrio Rocha, expressou solidariedade ao Bispo de Guarulhos, Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, que recebeu ameaças de morte anônimas por defender o direito à vida e denunciar a posição favorável ao aborto do Partido dos Trabalhadores (PT) durante a campanha eleitoral. O PT é o partido do presidente Lula da Silva e da candidata à presidência Dilma Rousseff. Acompanhado pelo Secretário-geral da Conferência, Dom Dimas Lara Barbosa, Dom Lyrio Rocha recordou em coletiva à imprensa que “o estado é leigo mas a sociedade brasileira é profundamente religiosa: católica, evangélica, adepta de cultos africanos e indígenas. Esta é a razão pela qual todas as religiões podem e devem expressar sua opinião sobre um determinado tema”. O Presidente da CNBB destacou que todavia, “Dom Bergonzini, como Bispo diocesano de Guarulhos, falou em relação a seu território de competência, porque não se dirigiu à nação brasileira. Este procedimento é totalmente regular no âmbito do modo de agir da Igreja”.
 Dom Lyrio Rocha reafirmou também que a Igreja Católica defende sempre a vida, “em todas as suas fases e em suas várias dimensões: quando é ameaçada, quando se trata dos índios ou dos anciãos. Sobre tal tema não há desacordo no Episcopado. Unanimemente, os Bispos defendem a posição de defesa e respeito pela vida”, especialmente no que se refere ao aborto. O Presidente da Conferência Episcopal negou que haja opiniões contrastantes entre os Bispos do Brasil sobre este argumento. Uma nota enviada pela CNBB à Fides informa que outros dois Bispos, Dom Benedito Beni Dos Santos, Bispo de Lorena, e Dom Nelson Westrupp, Bispo de Santo André  [defendem posição a  favor] da vida. (CE) (Agência Fides, 23/10/2010)

“Como católicos, temos uma maravilhosa responsabilidade, gerada por nosso batismo, de determinar uma mudança em prol de nosso mundo.(…)” – Papa Bento XVI em sua mensagem preparatória ao Dia Mundial das Missões 2010 (Agência Fides – 20.10.2010)

SANTA TERESINHA DO MENINO JESUS,

Padroeira das Missões

A Vós, Santa Teresinha
Através das Vossas súplicas e do Vosso exemplo de santidade,
Intercedeis para que fiquemos sempre mais perto do Senhor Jesus,
E fazeis com que as vossas preces, sempre tão agradáveis ao Menino Jesus,
Descortine nossa visão, para que possamos contemplar a face do Justo Senhor
E para que, assim, sejamos abençoados em nossa caminhada de fé.
Assiste-nos, meiga e afetuosa eleita, para que o Senhor Jesus,
Estendendo sobre nós a resignação dos justos,
Faça prosperar em nossas almas a virtude do amor.
Rogamos, ainda, que pela força do nosso clamor,
Sejamos amparados pelo teu obsequioso auxílio
Que o Senhor Jesus, com a vossa insigne intervenção,
Mantenha-se a controlar nossas alegrias e aflições,
Dando-nos o firme impulso para a nossa vocação missionária.

Amém.

Fonte: Secretariado Diocesano das Missões – Diocese da Guarda -Obras Missionárias Pontifícias

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Fonte: Agência Fides

20.10.2010

VATICANO – Dia Mundial das Missões 2010: “Somos todos missionários e juntos podemos fazer a diferença”

Cidade do Vaticano (Agência Fides) – “Como católicos, temos uma maravilhosa responsabilidade, gerada por nosso batismo, de determinar uma mudança em prol de nosso mundo. Para isso, no entanto, devemos tomar consciência da necessidade de levar adiante esta transformação antes de tudo em nós mesmos, e sucessivamente em nossas comunidades paroquiais locais”. É o que nos pede o Santo Padre, porque as pessoas de hoje, consciente ou inconscientemente, desejam esta mudança e querem também “ver Jesus”. O tema central da mensagem do Santo Padre Bento XVI para a celebração do Dia Mundial das Missões, domingo, 24 de outubro, é “A construção da comunidade eclesial é a chave da missão”. Ela encoraja todos, nos campos diocesano e paroquial, assim como os Institutos de Vida Consagrada, os Movimentos eclesiais e todo o Povo de Deus, a renovar o [o] compromisso em anunciar o Evangelho e atribuir à atividade pastoral um caráter mais missionário.

O Santo Padre afirma que “cada um de nós deve enriquecer a própria vida com uma consciência sempre maior do amor incondicionado de Deus por nós e por sua experiência, que transforma nossas vidas. Por meio de nós, a sociedade, sempre mais fragmentada, pode ser transformada em uma comunhão eclesial. Podemos faze-lo com uma contribuição ativa e criativa no âmbito da comunidade e envolvendo os outros, para que juntos possamos promover “um novo humanismo, fundado no Evangelho de Jesus”. “Ele mesmo nos diz: ‘aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele.’ (Jo 14,21). Somente a partir deste encontro com o Amor de Deus, que muda nossa existência, podemos viver em comunhão com Ele e entre nós, e oferecer aos irmãos um testemunho crível, pedindo a razão da esperança que há em nós (cfr 1Pt 3,15)”.
 “Hoje, as pessoas estão à procura de algo diferente na confusão cotidiana do mundo e muitas delas querem ‘ver Jesus’. Como comunidade cristã, podemos e devemos dar-lhes testemunho de nossa esperança, “que porém, não se pode realizar de modo crível sem uma profunda conversão pessoal, comunitária e pastoral”. A Mensagem agradece os missionários por seu testemunho e pede a todos nós para contribuirmos em realizar uma “renovação integral e abrirmo-nos sempre mais à cooperação missionária entre as Igrejas, para promover o anúncio do Evangelho no coração de cada pessoa, povo, cultura, raça e nacionalidade, em qualquer latitude”.

“Como Secretário Geral da Pontifícia Obra da Propagação da Fé, tenho o privilégio de promover este Dia das Missões do Santo Padre e gostaria de agradecer todos os que colaboram com os nossos Diretores Diocesanos e Nacionais pelo sucesso de nossa especial Coleta de solidariedade missionária deste Dia. Enquanto estou em viagem à Zâmbia, neste mês missionário de outubro, posso constatar pessoalmente como os nossos missionários, que realizam um grande trabalho, estão agradecidos, e posso ver como as mais pobres Igrejas locais precisam de nossa ajuda. Juntos, formamos a Igreja e somos missionários em razão de nosso batismo; somos todos missionários e juntos podemos fazer a diferença. Saibam que sua sensibilidade, generosidade e orações fazem realmente a diferença e são muito apreciadas, como posso ver aqui na Zâmbia, onde foi feito bom uso das ofertas que ofereceram no ano passado. Nossas Igrejas locais de todo o mundo não poderiam sobreviver sem a sua ajuda. Assim, “não obstante as nossas dificuldades econômicas”, sejamos generosos neste Dia das Missões e poderemos continuar, como uma família em missão, a alcançar, através “da oração, da meditação da Palavra de Deus e do estudo das verdades da fé, uma sempre maior consciência do amor incondicionado de Deus por todos nós, como irmãos e irmãs”. Pe. Timothy Lehane Barrett svd, Secretário Geral da Pontifícia Obra da Propagação da Fé. (Agência Fides 20/10/2010)

Publicado em Agência Fides.

Encontro de religiosas da Rede “Um grito pela Vida” prepara 27 pessoas das regiões do norte e do nordeste do Brasil para atuar na prevenção do tráfico de seres humanos (Agência Fides 19.10.2010)

 

Fonte/imagem: Jornal Partilhando – Artigo: “Alegria” –

Paróquia de Santo Antônio – Santo Antônio do Monte, MG

Fonte/imagem: Partilhando Online  – Artigo “Alegria)

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Fundação Nosso Lar  – http://www.fnl.org.br/

Pedidos de “Cartilha sobre tráfico de pessoas” – Distribuição gratuita


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Fonte: Agência Fides

19.10. 2010

AMÉRICA/BRASIL Aumentam as religiosas empenhadas contra o tráfico de seres humanos

Salvador (Agência Fides) – Concluiu-se em Salvador, na Bahia, o encontro de religiosas da Rede “Um grito pela Vida”, que preparou 27 pessoas das regiões do norte e do nordeste do Brasil para atuar na prevenção do tráfico de seres humanos. O encontro teve início em 14 de outubro e alcançou resultados positivos, como afirmou irmã Gabriela Bottani, integrante brasileira da Rede. Durante o encontro, foram apresentados estudos sobre o tráfico de seres humanos, inspirando-se em material didático, pesquisas e até mesmo estudos bíblicos. Um dos temas considerados mais urgentes a serem enfrentados, segundo a Rede, foi a exploração sexual de mulheres e crianças. Foram também utilizados dados oficiais da Organização Internacional para as Migrações (OIM) a respeito deste crime transnacional, assim como dados do Instituto de Pesquisa Nacional sobre o tráfico de mulheres, crianças e adolescentes (PESTRAF, 2002) que permitem aprofundar os aspectos relacionados a este problema. O objetivo do encontro foi formar “multiplicadores” (formadores que, por sua vez, possam formar outras pessoas) na prevenção do tráfico de seres humanos e promover o reforço da Rede na região. Segundo Irmã Gabriela, estiveram representados na reunião os estados de Rondônia e Pará, no Norte, e Bahia, Pernambuco, Alagoas, Ceará e Maranhão, do Nordeste. Depois desta formação, os participantes poderão formar núcleos em suas áreas de competência, para comunicar aos outros aquilo que aprenderam e alertar para os perigos do tráfico de seres humanos. “É necessário ter e dispor de uma presença mais capilar, ou seja, alcançar lugares diversos e sensibilizar o mais pessoas possível” – evidenciou Irmã Gabriela.

A nota enviada à Agência Fides, informa que está no calendário de 2011 um encontro de religiosas em Foz do Iguaçu, no Paraná, para reforçar e ampliar ainda mais as atividades da Rede “Um Grito pela Vida”. “As pessoas estão percebendo como é importante o trabalho das religiosas e estamos criando oportunidades para a participação dos leigos” – concluiu Irmã Gabriela.
A Rede “Um Grito pela Vida” está estritamente ligada à Conferência dos Religiosos do Brasil (CBR), e age na prevenção do tráfico de seres humanos com trabalho de sensibilização, principalmente em meio a comunidades e grupos com maior risco de se tornar vítimas deste crime organizado.
(CE) (Agência Fides, 19/10/2010)

Nossa Senhora da Conceição Aparecida – 12 de outubro – Padroeira do Brasil

Fonte/imagem: encantonocanto.arteblog.com.br

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Fonte: Portal da Família

12 de outubro –

Nossa Senhora da Conceição

Aparecida

No dia 12 de outubro, comemoram-se três datas, embora poucos lembrem-se de todas elas: Nossa Senhora Aparecida, padroeira oficial do Brasil, o Dia das Crianças e o Descobrimento da América. Nosso feriado nacional, no entanto, deve-se somente à primeira data, e, embora a devoção à santa remonte aos idos do século XVIII, só foi decretado em 1980.

Há duas fontes sobre o achado da imagem, que se encontram no Arquivo da Cúria Metropolitana de Aparecida e no Arquivo Romano da Companhia de Jesus, em Roma.

Segundo estas fontes, em 1717 os pescadores Domingos Martins García, João Alves e Filipe Pedroso pescavam no rio Paraíba, na época chamado de rio Itaguaçu. Ou melhor, tentavam pescar, pois toda vez que jogavam a rede, ela voltava vazia, até que lhes trouxe a imagem de uma santa, sem a cabeça. Jogando a rede uma vez mais, um pouco abaixo do ponto onde haviam pescado a santa, pescaram, desta vez, a cabeça que faltava à imagem e as redes, até então vazias, passaram a voltar ao barco repletas de peixes. Esse é considerado o primeiro milagre da santa. Eles limparam a imagem apanhada no rio e notaram que se tratava da imagem de Nossa Senhora da Conceição, de cor escura.

Durante os próximos 15 anos, a imagem permaneceu com a família de Felipe Pedroso, um dos pescadores, e passou a ser alvo das orações de toda a comunidade. A devoção cresceu à medida que a fama dos milagres realizados pela santa se espalhava. A família construiu um oratório, que, logo constatou-se, era pequeno para abrigar os fiéis que chegavam em número cada vez maior. Em meados de 1734, o vigário de Guaratinguetá mandou construir uma capela no alto do Morro dos Coqueiros para abrigar a imagem da santa e receber seus fiéis. A imagem passou a ser chamada de Aparecida e deu origem à cidade de mesmo nome.

Em 1834 iniciou-se a construção da igreja que hoje é conhecida como Basílica Velha. Em 06 de novembro de 1888, a princesa Isabel visitou pela segunda vez a basílica e deixou para a santa uma coroa de ouro cravejada de diamantes e rubis, juntamente com o manto azul. Em 8 de setembro de 1904 foi realizada a solene coroação da imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida e, em 1930, o papa Pio XI decreta-a padroeira do Brasil, declaração esta reafirmada, em 1931, pelo presidente Getúlio Vargas.

A construção da atual Basílica iniciou-se em 1946, com projeto assinado pelo
Engenheiro Benedito Calixto de Jesus. A inauguração aconteceu em 1967, por ocasião da comemoração do 250.º Aniversário do encontro milagroso da imagem,
ainda com o templo inacabado. O Papa Paulo VI ofertou à santa uma rosa de ouro, símbolo de amor e confiança pelas inúmeras bênçãos e graças por ela concedidas. A partir de 1950 já se pensava na construção de um novo templo mariano devido ao crescente número de romarias. O majestoso templo foi consagrado pelo Papa, após mais de vinte e cinco anos de construção, no dia 4 de julho de 1980, na primeira visita de João Paulo II ao Brasil.

A data comemorativa à Nossa Senhora Aparecida (aniversário do aparecimento da imagem no Rio) foi fixada pela Santa Sé em 1954, como sendo 12 de outubro, embora as informações sobre tal data sejam controversas. É nesta época do ano que a Basílica registra a presença de uma multidão incontável de fiéis, embora eles marquem presença notável durante todo ano.

A imagem encontrada e até hoje reverenciada é de terracota e mede 40 cm de altura. A cor original foi certamente afetada pelo tempo em que a imagem esteve mergulhada na água do rio, bem como pela fumaça das velas e dos candeeiros que durante tantos anos foram os símbolos da devoção dos fiéis à santa. Em 1978, após o atentado que a reduziu a quase 200 pedaços, ela foi reconstituída pela artista plástica Maria Helena Chartuni, na época, restauradora do Museu de Arte de São Paulo. Peritos afirmam que ela foi moldada com argila da região, pelo monge beneditino Frei Agostinho de Jesus, embora esta autoria seja de difícil comprovação.

Seja qual for a autoria da imagem ou a história de sua origem, a esta altura ela pouco importa, pois as graças alcançadas por seu intermédio têm trazido esperança e alento a um sem número de pessoas. Se quiser saber mais detalhes sobre a Basílica e sua programação, visite o site http://www.santuarionacional.com.br, no qual também é possível acender uma vela virtual. E já que a fé, assim como a internet, não conhece fronteiras, eu já acendi a minha, por um mais paz e igualdade no mundo. Acenda a sua e que
Nossa Senhora Aparecida nos ouça e ilumine o mundo, que está precisando tanto de cuidados.

Além da farta pescaria, muitos outros milagres são atribuídos à Nossa Senhora Aparecida. Veja alguns abaixo:

A libertação do escravo Zacarias
O escravo Zacarias havia fugido de uma fazenda no Paraná e acabou sendo
capturado no Vale do Paraíba. Foi caçado e capturado por um famoso capitão
do mato e, ao ser levado de volta, preso por correntes nos pulsos e nos pés,
e como passassem perto da capela da Santa, pediu permissão para rezar diante
da imagem. Rezou com tanta devoção que as correntes milagrosamente se
romperam, deixando-o livre. Diante do ocorrido, seu senhor acabou por
libertá-lo.

O cavaleiro ateu
Um cavaleiro que passava por Aparecida, vendo a fé dos romeiros, zombou
deles e tentou entrar na igreja a cavalo para destruir a imagem da santa. Na
tentativa, as patas do cavalo ficaram presas na escadaria da igreja. Até
hoje pode-se ver a marca de uma das ferraduras em uma pedra, na sala dos
milagres da Basílica Nova.

A cura da menina cega
Uma menina cega, ao aproximar-se, com a mãe, da Basílica, olhou em direção a
ela e, de repente, exclamou “Mãe, como aquela igreja é bonita.” Estava
enxergando, perfeitamente curada.

Baseado no artigo de Márcia Busanello
Fonte: site Ao Mestre Com Carinho

Publicado em Portal da Família.

“A tarefa da imprensa católica: ajudar o homem contemporâneo a orientar-se para Cristo, único Salvador, e a manter acesa no mundo a chama da esperança.” – Papa Bento XVI – Congresso Mundial sobre a Imprensa Católica (Agência Fides – 08.10.2010)

Fonte/imagem: http://www.tlc.org.br/

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Fonte: Agência Fides

08.10.2010

VATICANO – A tarefa da imprensa católica: “ajudar o homem contemporâneo a orientar-se para Cristo, único Salvador, e a manter acesa no mundo a chama da esperança”

Cidade do Vaticano (Agência Fides) – “A tarefa de vocês, queridos profissionais da imprensa católica, é ajudar o homem de hoje a orientar-se para Cristo, único Salvador, e a manter acesa no mundo a chama da esperança, para viver dignamente o presente e construir adequadamente o futuro. É por isso, que os exorto a renovar constantemente a sua escolha pessoal por Cristo, bebendo daqueles recursos espirituais que a mentalidade mundana subestima, embora sejam valiosas, aliás, indispensáveis”. Foi o que recomendou o Santo Padre Bento XVI recebendo em audiência, no dia 7 de outubro, os participantes no Congresso sobre a Imprensa Católica, promovido pelo Pontifício Conselho das Comunicações Sociais.

Em seu discurso, o Santo Padre destacou as profundas mudanças que afetam os meios de comunicação, especialmente com o desenvolvimento de novas tecnologias e multi-midialidade, que parecem “pôr em discussão o papel dos meios mais tradicionais e consolidados”. Hoje, na comunicação está tendo um peso sempre maior o mundo da imagem e, o Papa advertiu sobre os riscos que isso implica: “pode tornar-se distante da realidade, pode dar vida a um mundo virtual com várias consequências, a primeira das quais é o risco da indiferença para com a verdade… Além disso, a retomada de um evento, feliz ou triste, pode visto como entretenimento e não como uma ocasião para reflexão. A busca por maneiras que levem a uma autêntica promoção humana, passa em segundo lugar, porque o evento é apresentado principalmente para despertar emoções. Estes aspectos soam como sinos de alarme: um convite para considerar o perigo que o mundo virtual se distancie da realidade, e não estimule a buscar a verdade. Neste contexto, a imprensa católica é chamada, de uma nova forma, a expressar plenamente as suas potencialidades e dar a razão, a cada dia, de sua indispensável missão”.

Continuando seu discurso, o Papa sublinhou que “a fé cristã tem em comum com a comunicação uma estrutura fundamental: o fato que os meios e a mesma mensagem coincidem; o Filho de Deus, o Verbo Encarnado, é ao mesmo tempo mensagem de salvação e meio através do qual a salvação se realiza. Além disso, a Igreja, Corpo Místico de Cristo, presente em todos os lugares ao mesmo tempo, alimenta a capacidade de relações mais fraternas e mais humanas, colocando-se como lugar de comunhão entre os fiéis e juntos, como sinal e instrumento da vocação de todos à comunhão. A sua força é Cristo e em seu nome ela ‘acompanha’ o homem pelas estradas do mundo para salvá-lo do “mysterium iniquitatis”, que com insídia nele trabalha”.

Depois de salientar que a imprensa evoca “o valor da palavra escrita” e que “a Palavra de Deus veio aos homens e foi transmitida também a nós através de um livro, a Bíblia”, Bento XVI disse que “a palavra continua sendo o instrumento fundamental, e num certo sentido, constitutiva da comunicação”. “O desafio da comunicação é para a Igreja e para aqueles que partilham a sua missão, muito difícil”, também reiterou o Papa, e “os cristãos não podem ignorar a crise de fé existente na sociedade, ou simplesmente confiar que o patrimônio de valores transmitidos durante os séculos passados possa continuar a inspirar e moldar o futuro da família humana”.

Então, o pontífice concluiu: “aqueles que trabalham nos meios de comunicação, se não querem ser como um bronze que soa ou um címbalo que tine “(1 Cor 13, 1) – como diria São Paulo – devem sentir forte dentro de si a opção fundamental que os torna capazes de lidar com as coisas do mundo colocando sempre Deus no ápice da escala de valores”. (SL) (Agência Fides 8/10/2010)

* O texto integral do discurso do Santo Padre, em italiano (Agência Fides)

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Confira também:

http://www.tlc.org.br/ –  Expectativas da imprensa católica são discutidas em Congresso Internacional

ZENIT – “O mundo visto de Roma”“Congresso mundial da imprensa católica, em outubro, no Vaticano”

O Magnificat “Discurso de Bento XVI no Congresso sobre a Imprensa Católica”

ACI Digital Congresso da Imprensa Católica reunirá comunicadores de todo o mundo em Roma

Dom Celli convida a ser missionários através das novas tecnologias

Dom Celli pede aos comunicadores católicos que reflitam se é que vivem os valores que transmitem


Congresso em Roma discutiu papel da imprensa católica