Corrente de Oração pela Jornada Mundial da Juventude (Comunidade Santa Teresa)

Fonte: Comunidade Santa Teresa

Corrente de Oração pela Jornada Mundial da Juventude

Pedimos orações pelos participantes da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que é o grande encontro global de jovens com o Papa que se realiza cada três anos num lugar do mundo. Desta vez está sendo realizada Madrid, de 16 a 21 de Agosto de 2011, tendo como padroeiros São João da Cruz e Santa Teresa de Jesus (também chamada de Santa Teresa de Ávila, sua cidade natal).

Durante a Jornada (JMJ) haverá uma corrente de oração “non stop” no Seminário de Madrid com adoração eucarística durante as 121 horas do evento: sempre haverá alguem orando durante as horas de cada dia. Os mosteiros de clausura em Madrid aderiram a esta campanhae todos os que desejam  podem  unir-se a esta corrente de oração. No dia 20 de Agosto ocorrerá uma Vigília de oração dos jovens com o Papa Bento XVI, no Aeródromo de Cuatro Vientos.

As relíquias de Santa Teresinha do Menino Jesus estarão expostas para veneração na Praça de Espanha em Madrid e os freis carmelitas descalços de Avignon e Paris realizarão encontros de oração na intenção da Jornada Mundial da Juventude.

O lema da Jornada é “Enraizados e Edificados em Cristo, Firmes na Fé” (São Paulo), pois, nas incertezas da vida, há necessidade de um fundamento claro, sobretudo para os jovens que “manifestam a aspiração de construir relações autênticas de amizade, de conhecer o verdadeiro amor, de fundar uma família unida, de adquirir uma estabilidade pessoal e uma segurança real, que possam garantir um futuro sereno e feliz”. São esperados 400 mil jovens, mas o número de pessoas pode triplicar durante o evento:

“Gostaria que todos os jovens, tanto os que compartilham nossa fé quanto os que hesitam, duvidam ou não creem, pudessem viver esta experiência, que pode ser decisiva para a vida: a experiência do Senhor Jesus ressuscitado e vivo, de seu amor por cada um de nós”(Mensagem do Papa Bento XVI para a Jornada Mundial da Juventude – 2011).

JM+JT

Santa Teresa de Jesus e São João da Cruz, roguem por nós!

Publicado em http://comsantateresa.org.br .

A Conferência Episcopal do Quênia decidiu lançar o fundo de emergência (Catholic Charity Emergency Fund) e dirigiu um apelo pela adesão à iniciativa (Agência Fides)

Fonte: Agência Fides

ÁFRICA/QUÊNIA – Os Bispos do Quênia lançam um fundo de emergência para ajudar as populações vítimas da seca

Nairóbi (Agência Fides)- “Estamos todos profundamente preocupados com a crise provocada pela seca e o sofrimento de tantos quenianos. Nossa preocupação se dirige a milhões de pessoas indefesas que correm o risco de morrer de fome e às muitas comunidades que perderam seus meios de subsistência” – afirmam os Bispos do Quênia em um comunicado no qual apresentam um fundo nacional em favor das populações atingidas pela seca que está castigando vários países da África do leste.
Enquanto a situação mais dramática é a da Somália, o Quênia também sofre duramente a crise alimentar, não só porque recebe em seu território centenas de milhares de somalis em fuga de seu país, mas também porque a seca atingiu diversas áreas de seu território.
A mensagem da Conferência Episcopal do Quênia afirma que as pessoas mais vulneráveis são: pastores das regiões do norte, nordeste, noroeste e sul; as famílias mais pobres que vivem da agricultura de subsistência nas planícies costeiras e nas regiões do sudeste.
Segundo os Bispos, a seca causada pela escassez de chuvas de 2010 e deste ano provocou a carência de alimentos, o forte aumento dos preços dos gêneros alimentares, a falta de água, migrações e conflitos; desnutrição, evasão escolar de crianças e perda de bovinos”.
A Conferência Episcopal do Quênia decidiu lançar o fundo de emergência (Catholic Charity Emergency Fund) e dirigiu um apelo pela adesão à iniciativa. Estão sendo organizadas coletas de alimentos em paróquias, escritórios diocesanos e outras estruturas da Igreja.
(L.M.)
(Agência Fides 4/8/2011)

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Fonte: KEC  – Kenya Episcopal Conference- http://www.catholicchurch.or.ke/index.php?option=com_content&view=article&id=275:to-you-dear-catholics-friends-and-all-people-of-goodwill-&catid=114:latest&Itemid=275

Drought Emergency Response Fund For Kenya 2011: Appeal For Contribution

Monday, 01 August 2011 00:00 Very Rev. Fr. Vincent Wambugu News Flash Latest
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To You Dear Catholics, Friends and all People of Goodwill,

Greetings and cordial regards from the Kenya Episcopal Conference.


Situation at TurkanaI wish to communicate to you by mandate of His Eminence John Cardinal Njue, Chairman-KEC, Bishop Martin Kivuva-Chairman Caritas Kenya and all Most and Rt. Rev. Bishops.

As you all are aware, Kenya is facing a very difficult time as a result of the drought which has hit the country following the failure of the 2010 short rains and the 2011 long rains.  The current drought situation in Kenya is characterized by food shortages, increasing food prices, lack of water, migration and conflict, malnutrition, children dropping out of school, starvation and death of livestock.

We are all deeply concerned by this crisis and the suffering of many Kenyans as a result of the current drought. Our concern is that of the millions of vulnerable people who are facing the risk of starvation and the loss of livelihoods of many communities as a result of the crisis.

The most affected area as reported by the media and other sources includes;-

•    Pastoralists in the north, northeast, northwest, and the south (Maasai rangelands)
•    Marginal agricultural households in the coastal and south-eastern lowlands

situation at TurkanaThe Situation at TurkanaIt is in this light that I appeal to you all to join hands in solidarity to ensure that these Kenyans do not continue suffering from starvation and hunger, through food donations and financial support.

Food donations can be channeled through our Outstations, Parishes, Diocesan Offices and other Church Structures. Financial contributions/donations can be sent to the following account:-

KEC- Catholic Charity Emergency Fund, Kenya

Kenya Commercial Bank,

A/C No. 016200646352

Sarit Centre Branch

You can also channel your donation through our Mpesa business line: 560702.

Caritas Kenya, the Development and Social Services Commission of the KEC is taking lead in coordinating and implementing this appeal.

For all communications and inquiries please contact Caritas Kenya on the following addresses:

caritaskenya@catholichurch.or.keThis e-mail address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it   , skituku@catholicchurch.or.keThis e-mail address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it , info@caritaskenya.orgThis e-mail address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it

Mobile Phone No:     0727 802 810

0721 583918 (Mr. Stephen Kituku),

0726 834088 (Mr. Samson Malesi)

Fax: 020 4442 910

I appeal for your generosity and kindness towards assisting all those affected by this drought. Your support and donation will be appreciated. Remember you contribution will go a long way in saving a life in Kenya.

The needs of the affected people are so great. Your emergency gift today will help increase the church’s response to this crisis.

His Eminence and the Excellencies assure you of their prayers and solidarity.

Yours sincerely,

Signed for by mandate of His Eminence John Cardinal Njue, Chairman-KEC

Very Rev. Fr. Vincent Wambugu

Secretary General

Kenya Episcopal Conference

+ His Eminence John Cardinal Njue,

Chairman Kenya Episcopal Conference.

Cc:

1.    Rt. Rev. Martin Kivuva

Chairman

Caritas Kenya

2.    Mr. Stephen Kituku

National Executive Secretary

Caritas Kenya

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Publicado em KEC (Home)- http://www.catholicchurch.or.ke/index.php

“Compaixão no seu sentido mais amplo, no seu sentido divino, é um sentimento que está muito longe do entendimento humano” (Canto da Paz)

Fonte/imagem/artigo: Olhai os Lírios do Campo – Padre Dalmo Radimack

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Fonte: Canto da Paz – Site de Clarissas e Franciscanos

Cinco pães e dois peixes 

EVANGELHO COMENTADO – 18º Domingo do Tempo Comum Evangelho: (Mt 14, 13-21)

Jesus retirou-se, num barco, para um lugar deserto e afastado. Mas o povo soube e o seguiu das cidades a pé. Ao desembarcar, viu uma grande multidão e, sentindo compaixão, curou os seus enfermos. Ao cair da tarde, aproximaram-se dele os discípulos e disseram: “O lugar aqui é deserto e já passou da hora. Despede o povo para que possa ir aos povoados comprar alimentos”. Mas Jesus lhes respondeu: “Não há necessidade de eles irem embora. Dai-lhes vós mesmos de comer”… … Eles, porém, disseram: “Não temos aqui senão cinco pães e dois peixes”. Ele falou: “Trazei-os para cá”. Mandou a multidão sentar-se na grama. Depois tomou os cinco pães e os dois peixes, levantou os olhos para o céu e rezou a bênção; partiu então os pães, deu-os aos discípulos, e estes à multidão. Todos comeram e ficaram saciados. E dos pedaços que sobraram recolheram doze cestos cheios. Os que comeram eram cerca de cinco mil homens, sem contar as mulheres e as crianças.

COMENTÁRIO

No Evangelho de hoje, Mateus nos fala da grande multidão que seguia Jesus, para onde quer que Ele fosse, e usa uma palavra muito forte para se referir ao sentimento de Jesus: ele diz que o Mestre sentiu compaixão da multidão. Compaixão é muito mais que uma simples preocupação, principalmente quando estamos falando de Jesus. Compaixão no seu sentido mais amplo, no seu sentido divino, é um sentimento que está muito longe do entendimento humano. Para nós, compaixão está ligada à uma preocupação superficial, que chamamos de “pena”, “dó” ou qualquer outra coisa que sentimos por um doente, moribundo, ou marginalizado. Compaixão é algo que vai muito além de ficar penalizado ou doar o que nos sobra. Para Jesus, compaixão é sinônimo de amor. Jesus se compadece da multidão, cura os doentes e dá o pão da palavra para aqueles que o procuram. Dá também o pão alimento, símbolo da vida. Multiplica e distribui o alimento que, ainda hoje é tão escasso em nossas mesas. Milhares e milhares morrem de fome em todo mundo. Outros milhares dependem de leito hospitalar, remédios, exames complementares e até mesmo de uma palavra de conforto, e isso nos deixa (entre aspas) “extremamente compadecidos”. Não basta sentimentalismo externo, é preciso ação. Como dissemos, compaixão é sinônimo de amor e, amor é doação, portanto, o amor só está presente na entrega, na partilha. Ninguém é feliz sozinho, felicidade para ser completa, tem que ser compartilhada. Partilhar, repartir são verbos ainda muito pouco utilizados. Em compensação, um verbo que está sempre presente nas rodas de amigos, que tem presença obrigatória nos “papos” informais ou de negócios, é o verbo multiplicar. Só que não é a multiplicação de pães, nem de empregos. A preocupação é com a multiplicação de renda, de poder e de centralização de bens. Com Jesus é diferente. Onde Cristo está presente, ali está a fraternidade. Os cinco mil homens que o Evangelho se refere simbolizam o mundo da época, o povo de Israel. Porém, o mundo atual também sente fome de Deus e precisa ser saciado. O mundo precisa conhecer Jesus, o Verdadeiro Pão. Os primeiros cristãos causavam inveja, porque tudo repartiam e por isso, não havia necessitados entre eles. Vamos imitá-los? Vamos provocar inveja nos que nos rodeiam, vamos viver a alegria de partilhar o pão, a saúde, o emprego, as riquezas, enfim, vamos viver a emoção maior de partilhar o amor.

(Fonte do texto: http://www.miliciadaimaculada.org.br). Autor: Jorge Lorente.

Publicado em Canto da Paz.

Bento XVI na Croácia: “A qualidade da vida social e civil, a qualidade da democracia dependem em grande parte deste ponto «crítico» que é a consciência, de como a mesma é entendida e de quanto se investe na sua formação. ” – Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura – Portugal

Fonte: Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura – SNPC – Portugal

Celebração na Croácia

Bento XVI deslocou-se este sábado e domingo à Croácia, para celebrar a 1.ª Jornada Nacional das Famílias Católicas Croatas.

Com as fotografias da viagem, apresentamos excertos do discurso do Papa no encontro com expoentes da sociedade civil, do mundo político, académico, cultural e empresarial, com o corpo diplomático e com os líderes religiosos, realizado a 4 de junho no Teatro Nacional Croata, em Zagreb, capital do país. (….)

……

Excertos do discurso de Bento XVI no início de junho, na Croácia

(…) E aqui queria introduzir o tema central desta minha breve reflexão: a consciência. Transversal aos diferentes campos onde estais empenhados, este tema é fundamental para uma sociedade livre e justa, tanto a nível nacional como supranacional. Aqui penso naturalmente na Europa, de que a Croácia faz parte desde sempre no plano histórico-cultural, ao passo que, no plano político-institucional, está em vias de entrar na União.

Pois bem, as grandes conquistas da idade moderna, ou seja, o reconhecimento e a garantia da liberdade de consciência, dos direitos humanos, da liberdade da ciência e, consequentemente, de uma sociedade livre, há que confirmá-las e desenvolvê-las mas mantendo a racionalidade e a liberdade abertas ao seu fundamento transcendente, para evitar que tais conquistas se autodestruam, como infelizmente temos de constatar em não poucos casos. A qualidade da vida social e civil, a qualidade da democracia dependem em grande parte deste ponto «crítico» que é a consciência, de como a mesma é entendida e de quanto se investe na sua formação.

Se a consciência se reduz, segundo o pensamento moderno predominante, ao âmbito da subjetividade, para o qual se relegam a religião e a moral, a crise do Ocidente não tem remédio e a Europa está destinada à involução. Pelo contrário, se a consciência é descoberta novamente como lugar da escuta da verdade e do bem, lugar da responsabilidade diante de Deus e dos irmãos em humanidade – que é a força contra toda a ditadura – então há esperança para o futuro.

Estou grato ao Prof. Zurak por ter lembrado as raízes cristãs de numerosas instituições culturais e científicas deste país, como aliás aconteceu em todo o continente europeu. O lembrar estas origens é necessário inclusive para a verdade histórica, mas é importante saber lê-las em profundidade a fim de que possam animar também os dias de hoje. Por outras palavras, é decisivo captar o dinamismo que está dentro do acontecimento, por exemplo, da criação duma universidade, ou dum movimento artístico, ou dum hospital. É preciso compreender o porquê e o como de isso ter acontecido, para se valorizar nos dias de hoje tal dinamismo, que é uma realidade espiritual que se torna cultural e, consequentemente, social.

Na base de tudo, encontram-se homens e mulheres, encontram-se pessoas, consciências, movidas pela força da verdade e do bem. Foram citados alguns dos filhos ilustres desta terra. Gostaria de deter-me no Padre jesuíta Ruđer Josip Bošković, que nasceu em Dubrovnik há trezentos anos, no dia 18 de maio de 1711. Ele personifica muito bem o consórcio feliz entre a fé e a ciência, que se estimulam reciprocamente a uma pesquisa ao mesmo tempo aberta, diversificada e capaz de síntese. A sua obra mais importante, Theoria philosophiae naturalis, publicada em Viena e depois em Veneza a meados do século XVIII, tem um subtítulo muito significativo: redacta ad unicam legem virium in natura existentium, ou seja, «segundo a única lei das forças existentes na natureza». Em Bošković, temos a análise, o estudo de múltiplos ramos do saber, mas temos também a paixão pela unidade. E isto é típico da cultura católica. (…)

Contudo, para além da homenagem, é preciso aproveitar o método, a abertura mental destes grandes homens. Voltemos, pois, à consciência como chave mestra para a elaboração cultural e a construção do bem comum. É na formação das consciências que a Igreja oferece à sociedade a sua contribuição mais específica e preciosa. Uma contribuição que começa na família e que encontra um reforço importante na paróquia, onde as crianças e adolescentes e, depois, os jovens aprendem a aprofundar as Sagradas Escrituras, que são o «grande códice» da cultura europeia; e, ao mesmo tempo, aprendem o sentido da comunidade fundada no dom: não no interesse económico ou na ideologia, mas no amor, que é «a força propulsora principal para o verdadeiro desenvolvimento de cada pessoa e da humanidade inteira» (Caritas in veritate, 1).


Aprendida na infância e na adolescência, esta lógica da gratuidade é, depois, vivida nos diversos âmbitos, no jogo e no desporto, nas relações interpessoais, na arte, no serviço voluntário aos pobres e aos doentes, e, uma vez assimilada, pode-se concretizar nos âmbitos mais complexos da política e da economia, colaborando para uma polis que seja acolhedora e hospitaleira, e que ao mesmo tempo não seja vazia, nem falsamente neutra, mas rica de conteúdos humanos, com uma forte consistência ética. É aqui que os christifideles laici estão chamados a fazer render generosamente a sua formação, guiados pelos princípios da Doutrina Social da Igreja, por uma autêntica laicidade, a justiça social, a defesa da vida e da família, a liberdade religiosa e educativa.

Ilustres amigos, a vossa presença e a tradição cultural croata sugeriram-me estas breves reflexões. Deixo-vo-las como sinal da minha estima e sobretudo da vontade que tem a Igreja de caminhar com a luz do Evangelho no meio deste povo. (…)»

Bento XVI

Publicado em SNPC.

Leitura espiritual do poema “Nada te perturbe” – Lugar de Partilha

Leitura espiritual do poema “Nada te perturbe”

Em homenagem ao aniversário de nascimento de Santa Madre, publicamos a tradução de um texto de Tomás Alvares (Fonte: Revista “Teresa de Jesús”, n. 109).

Parece quase supérfluo fazer a apresentação do poema da Santa. Quem não o conhece? Nós o lemos de sua própria letra, catamo-lo, sussurrando sua música de seda. Tantas vezes repetimos seus versos em grupos de oração, abrindo espaço ao silêncio de todos. Em momentos difíceis o oferecemos ao amigo: veja que tudo passa! Nada te perturbe, dizia Santa Teresa. Deus está acima de tudo…

É tão breve o poema que apenas ocupa espaço. O reproduzimos uma vez mais, para lê-lo pausadamente e debulhar um a um a espiga de seus versos:

Nada te perturbe,

nada te espante,

tudo passa,

Deus não muda,

a paciência

tudo alcança.

Quem a Deus tem,

nada lhe falta.

Só Deus basta!

Como ler o poema? Como entendê-lo e apropriarmo-nos dele? Será um salmo sapiencial, de corte gnômico, como pretendem os entendidos? Ou um salmo íntimo, como certos poemas do saltério bíblico, que convidam a própria alma a prorromper em determinados sentimentos? Por exemplo, “Louva, minh’alma o Senhor, e todo meu seu ser Santo Nome”.

Se é um breve salmo sapiencial, deve ser lido deixando-o flechar-nos na alma como um dardo de cada verso, carregado de ressonâncias, que a partir de cada sentença, nos devolvem às sendas da própria vida, sendas às vezes tortuosas, às vezes encrespadas ou espinhosas.

Se, ao invés, é um salmo íntimo, nos introduz na alma da autora, que vai dizendo a si mesma: “Teresa, que nada te perturbe”…

São duas leituras possíveis, ou dois ensaios de escuta diante da melodia de cada verso. Pessoalmente, prefiro a segunda.

O “nada te perturbe” é uma fineza em solidão. Teresa escreve seu poema a sós. Como fazem sempre ou quase sempre os poetas líricos e os místicos. É certo de que ela não compõe estes versos como um bilhete de envio para convertê-los em missiva espiritual para alguns de seus amigos. Mas os compõe como uma vivência a mais, ou como um simples balbucio da alma.

Em primeiro lugar, Teresa não costuma dirigir-se a seus amigos com o “tu”. Nem sequer à sua irmã Juana ou à sua sobrinha Teresita. Basta ler as cartas que lhes dirige. A Teresita, por exemplo: “… filha minha, muito me alegrei com sua carta e de que lhe deem contento as minhas.” A Teresa, trata-a com o “tu” a voz interior: “Teresa, não tenhas medo”; “não te metas nisso”, etc. Porém, nesse diálogo, ela é a destinatária do “tuteio”.

Ela, por sua vez, só usa a segunda pessoa falando consigo mesma. Ou melhor, quando ela fala à Teresa profunda: “tu, alma minha, por que estás triste?”

Teresa é capaz desse estranho desdobramento de personalidade que lhe permite falar com o tu de si mesma. Exatamente com seu tu interior. Ela tem densa interioridade. Falando do “castelo de sua alma”, não diz ela que se parecia com um castelo cheio de moradas? Está convencida de que, nessa densidade da alma, é-lhe possível enviar mensagens (ou clamores) a partir das moradas superficiais até a morada central do castelo. Porque o tu mais identificado com ela reside aí, no centro do castelo. Pois bem, aí, no fundo, nasce seu poema: “Teresa, que nada te perturbe”.

À parte essa chave literária ou estilística, há também outra razão puramente espiritual, para propor a leitura do poema como um murmúrio da intimidade. Teresa já tinha vivido muitas coisas na vida. Em seu drama interior, porém, aconteceu-lhe algo tremendo, que a tomou de sobressalto. Foi o encontro repentino com uma Presença interior que a transpassa e a desborda. Essa Presença novidadeira a desconcerta de tal sorte, que prontamente surge, em seu interior, uma voz capaz de sedar toda a onda. A voz interior lhe diz: “Não tenhas medo, Teresa”. Referendado pelo tremendo “Eu sou” da Bíblia. Exatamente estas três palavras: “Não tenhas medo, filha, que Eu sou, e não te desampararei” (Vida 25,18).

Esse “não tenhas medo, filha” não seria o ponto de arranque de sua inspiração poética e mística? No Livro da Vida, Teresa o comenta assim: “Parece-me que, segundo estava, eram mister muitas horas para persuadir-me a que me sossegasse, e que não bastaria ninguém. Hei-me aqui sossegada só com estas palavras, com fortaleza, com ânimo, com segurança, com uma quietude e luz, que em um segundo vi minha alma transformada… Oh, que bom Deus!” (ib).

Pois bem. Sabemos que os autênticos poemas líricos, uma vez criados, tornam-se autônomos, têm vida própria, independentes da vontade do autor que os compôs. E que por isso, são polivalentes ou polissêmicos. Cada leitor pode escutá-los livremente: ou como uma voz em que Teresa excepcionalmente o chama de tu: “a ti, leitor, que nada te perturbe”… ou pode sentir-se convocado a esse misterioso ambiente em que sucedem muitas coisas à autora, e ele a escutará dizendo-se a si mesma: “Teresa, que nada te perturbe! ‘Eu sou’ está contigo!”

Não esqueçamos. Teresa é uma contemplativa. Nutre-se de palavra bíblica. Através de suas meditações, tantas palavras bíblicas ficaram presas às cordas da harpa interior.

Em nosso poema, o certo é que cada verso resulta ser um anel enfeitado de palavras bíblicas que ela passou tantas vezes do livro aos olhos, dos olhos à alma.

Nós, leitores de seu poema, podemos rastrear o eco dessas vibrações. Sem pretensões de erudita busca literária. Senão como prolongações de onda na vivência espiritual de Teresa orante ou de Teresa poeta.

O primeiro verso – nada te perturbe – é claro eco da palavra de Jesus ao amedrontados discípulos, momentos antes da Paixão: “Que o vosso coração não se perturbe” (Jo. 14,1).

O segundo verso – “nada te espante”: não fala de susto, senão de assombro. Basta recordar qualquer outra passagem teresiana: comovia-se-lhe de gozo a alma, “espantada da grande bondade e magnificência e misericórdia de Deus” (V. 4,10). Também é ressonância do assombro dos discípulos diante dos gestos taumatúrgicos de Jesus: “Isto vos amedronta? Como estareis admirados quando vereis o Filho do Homem subir para onde antes residia!” (Jo. 6,63).

O verso “tudo passa”, que materialmente remete á consigna do filósofo grego, também é eco da palavra de Paulo: “passa este mundo” (1Cor. 7,31), ou as palavras de Jesus: “céu e terra passarão” (Mt. 34,25), seguidas da eterna vigência da palavra de Jesus – “minhas palavras não passarão” -, que dá passo à sentença do verso seguinte.

“Deus não muda”. Sim, o Senhor e sua verdade permanecem para sempre (Sl. 116,2). Para Teresa, a fidelidade de Deus na amizade (“ele é amigo verdadeiro”) contrasta com a versatilidade das amizades humanas: “Vós sois o amigo verdadeiro. Todas as coisas faltam. Vós, Senhor de todas elas, nunca faltais…, que já tenho experiência da ganância com que atraís a quem só em Vós confia” (V. 25,17). Trata-se de uma antecipação do último verso do poema.

“A paciência tudo alcança”… Jesus dizia aos discípulos anunciando-lhes as perseguições: “com vossa paciência possuireis vossa vida” (Lc. 21,19). O versículo final – “só Deus basta” – é a palavra lema dos contemplativos. Trata-se do “só Deus” de São Bernardo ou do irmão Rafael. “A sós com O só” será o lema teresiano para as jovens pioneiras do Carmelo de São José.

Os três absolutos do poema são estes:

nada, nada, nada

tudo, tudo

só Deus!

Três nadas, dois tudos, um único só Deus.

É possível que a dose balsâmica e sedante que do poema impregna o leitor, deva-se à cadência dos dois versos finais, com sua assonância em a-a: “nada lhe falta / só Deus basta”. Assonância suavemente introduzida nos versos anteriores: “tudo passa – tudo alcança”.

Porém, sem dúvida, mais forte que essa cadência musical, é o medular e absoluto da mensagem que nos chega através do poema, com sua alternância de tudos – nadas – só Deus. Três vezes nada. Duas vezes tudo. E uma só vez, porém fechando o poema, no verso final: “Só Deus!” e ponto O “só Deus” e basta. Se o poema era um sedante psicológico, acima da psicologia prevalece a teologia da contemplativa e mística que é Teresa.

Postado por Rose Piotto, em 7 de abril de 2011.

Publicado em Lugar de Partilha.

Leia mais…

Lugar de Partilha – Lendo juntos os livros de Santa Teresa deJesus  – Quartas Moradas: Capítulos 3, 1-14.

“O Cristo ressuscitado dos mortos, que espalha sobre os homens sua luz e sua paz. Ele que convosco vive e reina na unidade do Espírito Santo.” (…) Vigília Pascal – Santo Agostinho (Flos Carmeli)

Fonte/imagem: Rádio Aparecida AM

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Fonte: Flos Carmeli

Canto do Exultet

Exulte de alegria a multidão dos anjos,

Exultem de Deus os ministros;
Soe a triunfal trombeta,
Esta vitória de um tão grande Rei!

Alegra-te também, ó terra nossa
Que em tantas luzes agora resplandeces,
Vê como foge do universo a treva,
Enquanto fulge a luz do eterno Rei!

Alegra-te também, ó Mãe Igreja,
Ornada inteira de esplendor divino,
Escuta como vibra neste templo
A aclamação do povo!

Prefácio:  

Na verdade é nosso dever e salvação
cantar de coração e a plena voz
Ó Pai todo-poderoso, Deus invisível,
E seu único Filho, Jesus Cristo Senhor nosso.
Foi Ele quem pagou por nós ao Pai eterno,
O preço da dívida de Adão,
E foi quem apagou só por amor, no sangue derramado,
A condenação da antiga culpa.
Eis, pois a festa da Páscoa,
Na qual foi posto à morte o verdadeiro Cordeiro,
Cujo sangue consagrou
As portas dos fiéis.
Eis a noite, em que tirastes do Egito
Os nossos pais, os filhos de Israel,
A quem fizestes transpor
O Mar Vermelho a pé enxuto.
Eis a noite em que a coluna luminosa
Dissipou as trevas do pecado.
Eis a noite que arranca ao mundo corrompido, cego pelo mal,
Os que hoje, em toda a terra, puseram a sua fé no Cristo.
Noite em que os devolve à graça
E os introduz na comunhão dos santos.
Eis a noite em que o Cristo, quebrando os vínculos da morte,
Sai vitorioso do sepulcro.
Oh! imensa comiseração da vossa graça,
Imprevisível amor para conosco:
A fim de resgatar o escravo,
Entregais vosso Filho.
Ó pecado de Adão sem dúvida necesário,
Pois a morte do Cristo o destrói!
Bendita culpa,
Que nos vale um semelhante Redentor!
Pois o poder santificante desta noite
Expulsa o crime e lava as culpas,
Devolve a inocência aos pecadores,
A alegria aos aflitos,
Dissipa o ódio, prepara a concórdia,
Desarma os impérios.
Noite em que o céu se une à terra,
E o homem com Deus se encontra.
Na graça desta noite, acolhei, Pai Santo,
Como sacrifício de louvor vespertino,
A chama que sobe desta coluna de cera
Que a igreja, por nossas mãos Vos oferece.
Por isto, Senhor, Vos pedimos:
Fazei que este círio pascal
Consagrado ao Vosso nome,
Brilhe sem declínio e afugente as trevas desta noite.
Que o astro da manhã
O encontre ainda aceso,
Aquele que não conhece ocaso:
O Cristo ressuscitado dos mortos,
Que espalha sobre os homens sua luz e sua paz.
Ele que convosco vive e reina
Na unidade do Espírito Santo.
Por todos os séculos dos séculos
Amén.

Sermão de Santo Agostinho – Vigília Pascal

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Fonte: http://pt.shvoong.com/humanities

Publicado em Flos Carmeli.

“A tarde de Sexta-Feira Santa apresenta o drama imenso da morte de Cristo no Calvário” – ACI Digital

Fonte/imagem/texto: Reflexões de Espiritualidade Franciscana: “Sexta Feira da Paixão do Senhor”

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Fonte: ACI Digital

Sexta-feira Santa

A tarde de Sexta-feira Santa apresenta o drama imenso da morte de Cristo no Calvário. A cruz erguida sobre o mundo segue de pé como sinal de salvação e de esperança. Com a Paixão de Jesus segundo o Evangelho de João contemplamos o mistério do Crucificado, com o coração do discípulo Amado, da Mãe, do soldado que lhe traspassou o lado.

São João, teólogo e cronista da paixão nos leva a contemplar o mistério da cruz de Cristo como uma solene liturgia. Tudo é digno, solene, simbólico em sua narração: cada palavra, cada gesto. A densidade de seu Evangelho agora se faz mais eloquente. E os títulos de Jesus compõem uma formosa Cristologia. Jesus é Rei. O diz o título da cruz, e o patíbulo é o trono onde ele reina. É a uma só vez, sacerdote e templo, com a túnica sem costura com que os soldados tiram a sorte. É novo Adão junto à Mãe, nova Eva, Filho de Maria e Esposo da Igreja. É o sedento de Deus, o executor do testamento da Escritura. O Doador do Espírito. É o Cordeiro imaculado e imolado, o que não lhe romperam os ossos. É o Exaltado na cruz que tudo o atrai a si, quando os homens voltam a ele o olhar.

A Mãe estava ali, junto à Cruz. Não chegou de repente no Gólgota, desde que o discípulo amado a recordou em Caná, sem ter seguido passo a passo, com seu coração de Mãe no caminho de Jesus. E agora está ali como mãe e discípula que seguiu em tudo a sorte de seu Filho, sinal de contradição como Ele, totalmente ao seu lado. Mas solene e majestosa como uma Mãe, a mãe de todos, a nova Eva, a mãe dos filhos dispersos que ela reúne junto à cruz de seu Filho.

Maternidade do coração, que infla com a espada de dor que a fecunda.

A palavra de seu Filho que prolonga sua maternidade até os confins infinitos de todos os homens. Mãe dos discípulos, dos irmãos de seu Filho. A maternidade de Maria tem o mesmo alcance da redenção de Jesus. Maria comtempla e vive o mistério com a majestade de uma Esposa, ainda que com a imensa dor de uma Mãe. São João a glorifica com a lembrança dessa maternidade. Último testamento de Jesus. Última dádiva. Segurança de uma presença materna em nossa vida, na de todos. Porque Maria é fiel à palavra: Eis aí o teu filho.

O soldado que traspassou o lado de Cristo no lado do coração, não se deu conta que cumpria uma profecia realizava um últmo, estupendo gesto litúrgico. Do coração de Cristo brota sangue e água. O sangue da redenção, a água da salvação. O sangue é sinal daquele maior amor, a vida entregue por nós, a água é sinal do Espírito, a própria vida de Jesus que agora, como em uma nova criação derrama sobre nós.

(….)

Publicado em ACI Digital.

Papa: “Trabalho nos aproxima de Deus” (Rádio do Vaticano)

Fonte: Rádio Vaticano

PAPA: “TRABALHO NOS APROXIMA DE DEUS”

Cidade do Vaticano, 26 mar (RV) – O papa recebeu esta manhã um grupo de peregrinos da Diocese de Terni-Narni-Amelia, que comemoram 30 anos da visita do Papa João Paulo II às siderúrgicos da cidade.

Bento XVI saudou o grupo, liderado pelo Arcebispo Dom Vincenzo Paglia, recordando o amor especial que João Paulo II nutria pelo mundo do trabalho; seu encorajamento, solidariedade, amizade e carinho pelos operários. O Pontífice recordou que no dia de sua eleição, ele mesmo se definiu um “humilde trabalhador na vinha do Senhor”.

No discurso, o Papa falou sobre a crise de hoje, que está colocando a cidade da usina e suas famílias numa situação difícil. Ele disse sentir a preocupação que os operários trazem em seu coração, e demonstrou estar a par da responsabilidade e da participação da Igreja diocesana, comunicando a esperança do Evangelho e a força para edificar uma sociedade mais justa e digna do homem.

Neste sentido, ressaltou a importância da Eucaristia que salva o mundo, fazendo-o viver a alegria da fé e a paixão por melhorá-lo. A Eucaristia do Domingo é o fulcro da ação pastoral da Diocese, “viver de modo eucarístico significa viver como uma família, um único Corpo, uma sociedade de amor”.

“Neste horizonte – disse o Papa – insere-se o tema do trabalho e de seus problemas, como o que mais preocupa hoje: o desemprego. O trabalho é um dos elementos básicos da pessoa e da sociedade. Condições precárias de trabalho dificultam as condições da própria sociedade, as condições de uma vida ordenada segundo as exigências do bem comum”.

Outro problema tocado por Bento XVI foi a segurança no trabalho, uma realidade à qual é preciso estar atentos, para que a trágica série de incidentes seja interrompida. Em seguida, foi abordado também o problema da precariedade profissional entre os jovens.

O papa se disse muito próximo das preocupações e ansiedades dos operários, auspiciando que na lógica da gratuidade e da solidariedade, os momentos difíceis possam ser superados e seja garantido um emprego seguro, digno e estável para todos.

Enfim, recordou que o trabalho ajuda a sentirmo-nos mais perto de Deus e dos outros, e lembrou que Jesus foi um operário, tendo passado grande parte de sua vida terrena em Nazaré, na marcenaria de José.

Em sua visita à Terni, João Paulo II falou do “Evangelho do trabalho”, afirmando que o Filho de Deus, tornando-se homem, trabalhou com as próprias mãos. A sua foi uma verdadeira fatiga física, ocupou a maior parte de sua vida nesta terra, e assim, entrou na obra de redenção do homem e do mundo.

“O trabalho deve ser entendido na perspectiva cristã, ao invés de ser visto apenas como um meio de ganho, ou de exploração, como em muitas partes do mundo, onde é ofendida a própria dignidade da pessoa. Em relação ao trabalho aos domingos, o Papa acenou para o risco de que o ritmo do consumo possa subtrair-nos o sentido da festividade e do Domingo como dia do Senhor e da comunidade.
(CM)

Publicado em Rádio do Vaticano.

Na audiência geral Bento XVI aponta exemplo de oração e serviço à paz de São Lourenço de Brindes, salientando que o mundo precisa de homens e mulheres pacíficos e pacificadores (Rádio Vaticano)

Fonte/imagem: Pope Benedict XVI Blog

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Fonte: Rádio Vaticano

Na audiência geral Bento XVI aponta exemplo de oração e serviço à paz de São Lourenço de Brindes, salientando que o mundo precisa de homens e mulheres pacíficos e pacificadores

(23/3/2011) Depois da fase invernal o encontro semanal do Papa com os fiéis e peregrinos que se deslocam a Roma voltou nesta quarta feira a efectuar-se na Praça de S. Pedro, onde segundo a prefeitura da Casa pontifícia se encontravam cerca de 10 mil pessoas
Bento XVI dedicou a audiência geral desta quarta feira à figura do santo italiano Lourenço de Brindes, que morreu em Lisboa no ano de 1619, tendo sublinhado que a oração é o primeiro serviço que os padres devem oferecer à comunidade que servem.
“Os momentos de oração devem ter na nossa vida uma verdadeira prioridade”, afirmou o Papa, acrescentando que cada presbítero só “pode evitar o perigo do activismo” e do esquecimento das “motivações profundas” da sua identidade se cuidar da sua “vida interior”.
Depois de lembrar “o acolhimento festivo” que teve na cidade italiana de Brindes, em 2008, Bento XVI lembrou o papel desempenhado pelo frade da congregação dos Franciscanos Capuchinhos na oposição às ideias veiculadas pelas correntes teológicas protestantes.
“Profundo conhecedor e amante da Sagrada Escritura e dos Padres da Igreja [sacerdotes que viveram até ao século VIII], era capaz de ilustrar de modo exemplar a doutrina católica mesmo aos cristãos que tinham aderido à Reforma Protestante, mostrando os fundamentos bíblicos e patrísticos das verdades postas em questão por Martinho Lutero”, recordou.
A actividade de Lourenço, nascido no ano de 1559, permite compreender que o “confronto” com a Bíblia, lida na Tradição da Igreja, constitui um elemento irrenunciável e de importância fundamental” para o diálogo ecuménico e para a união a Deus, apontou o Papa.
“São Lourenço de Brindes ensina-nos a amar a Sagrada Escritura, a crescer na familiaridade com ela, a cultivar diariamente a relação de amizade com o Senhor na oração, porque toda a nossa acção, toda a nossa actividade tem n’ Ele o seu início e cumprimento”, afirmou.
O Papa evocou igualmente o conhecimento que o religioso adquiriu de línguas antigas como o hebraico, grego, siríaco e latim e destacou as suas qualidades oratórias: “Foi também um grande pregador, que se dirigiu aos fiéis mais simples e sem cultura, chamando todos a uma vida mais coerente com a fé professada”.
A fluência em francês, italiano e alemão permitiu-lhe transmitir a mensagem cristã a “diversas categorias de pessoas” e contribuiu para promover a “paz e reconciliação entre as nações e povos da Europa”, testemunho que constitui “um excelente exemplo” para a actualidade, “tão cheia de violência, relativismo ético e indiferença religiosa”.
Hoje o mundo precisa muito de paz, precisa de homens e de mulheres pacíficos e pacificadores; afirmou Bento XVI salientando que todos aqueles que acreditam em Deus devem ser sempre fonte e agentes de paz.
Foi ao serviço da paz que o religioso morreu em Lisboa, então sob domínio castelhano, onde se tinha deslocado para interceder junto do rei Filipe III (Filipe II de Portugal) pelos súbditos napolitanos, oprimidos pelas autoridades locais.
“A nova evangelização precisa de apóstolos bem preparados, zelosos e corajosos como São Lourenço”, frisou Bento XVI, lembrando que o santo recebeu em 1959 o título de ‘Doutor Apostólico’.
Referindo-se à Quaresma, o Papa realçou que este tempo de preparação para a Páscoa iniciado a 9 de Março apela à “luta contra o egoísmo”, assim como “à mortificação e penitência”.
Estas as palavras de Bento XVI falando em português

Queridos irmãos e irmãs,
São Lourenço de Brindes, padre capuchinho, nascido em 1559, era dotado de eminentes qualidades intelectuais e grande facilidade de aprender línguas, o que havia de lhe permitir desenvolver um fecundo apostolado com várias categorias de pessoas. Profundo conhecedor e amante da Sagrada Escritura e dos Padres da Igreja, era capaz de ilustrar de modo exemplar a doutrina católica mesmo aos cristãos que tinham aderido à Reforma Protestante, mostrando os fundamentos bíblicos e patrísticos das verdades postas em questão por Martinho Lutero. Foi também um grande pregador, que se dirigiu aos fiéis mais simples e sem cultura, chamando todos a uma vida mais coerente com a fé professada. Outro elemento característico do nosso santo foi a sua acção em prol da paz, tendo sido encarregado de importantes missões diplomáticas, para dirimir controvérsias e favorecer a concórdia entre as nações. Mas, acima de tudo, era um homem de oração, bem ciente de que esta é o primeiro serviço que o sacerdote deve oferecer à Comunidade. Autor de numerosas obras, evidenciou, nos seus escritos, a acção do Espírito Santo na existência do fiel. O Papa Beato João XXIII deu-lhe o título de «Doutor Apostólico».
* * *
Amados peregrinos de língua portuguesa, a todos saúdo e dou as boas-vindas a esta Audiência! São Lourenço de Brindes nos ensina como a familiaridade com a Bíblia e a oração são essenciais para que todas as nossas acções tenham o seu início e cumprimento em Deus. Possa este ser o fundamento do vosso testemunho cristão no mundo de hoje. Que Deus vos abençoe!

Publicado em Rádio Vaticano.

O Papa no Angelus: “que um horizonte de paz e de concórdia surja rapidamente na Líbia em toda a região do norte africano” (Agência Fides)

Fonte: Agência Fides

21.03.2011

VATICANO – O Papa no Angelus: “que um horizonte de paz e de concórdia surja rapidamente na Líbia em toda a região do norte africano”

Cidade do Vaticano (Agência Fides) – O Santo Padre Bento XVI, depois da oração do Angelus, domingo, 20 de março, lançou um apelo para que sejam garantidas a incolumidade e a segurança dos cidadãos líbios e o acesso às ajudas humanitárias. “Nos últimos dias, as preocupantes notícias que chegaram da Líbia suscitaram viva trepidação e temores em mim – disse o Pontífice. Já havia rezado particularmente ao Senhor durante a semana dos Exercícios Espirituais. Agora, acompanho os últimos eventos com grande apreensão, rezo por aqueles que estão envolvidos na dramática situação daquele país e dirijo um apelo às pessoas que têm responsabilidades políticas e militares para que tenham em seus corações antes de tudo a incolumidade e a segurança dos cidadãos e garantam o acesso aos socorros humanitários. À população, desejo assegurar a minha comovida solidariedade, enquanto peço a Deus que um horizonte de paz e de concórdia surja rapidamente na Líbia e em toda a região do norte africano”. “No discurso proferido antes do Angelus, o Santo Padre se centrou no Evangelho do segundo domingo da Quaresma, dedicado ao mistério da Transfiguração de Cristo: “Segundo os sentidos, a luz do sol é a mais intensa conhecida na natureza, mas segundo o espírito, os discípulos viram, por um breve tempo, um esplendor ainda maior, a glória divina da salvação”. A Transfiguração não é uma mudança de Jesus, que ilumina toda a história da salvação, mas é a revelação de sua divindade” – explicou ainda o Pontífice, destacando que “Pedro, Tiago e João, contemplando a divindade do Senhor, foram preparados para enfrentar o escândalo da cruz”. Enfim, o Papa convidou a dar espaço à oração, à escuta da Palavra de Deus, e especialmente neste tempo de Quaresma, à penitência”. (SL) (Agência Fides 21/03/2011)

Bento XVI deseja uma Quaresma marcada pela atenção aos pobres (Rádio Vaticano)

Fonte: Rádio Vaticano

11/03/2011

Bento XVI deseja uma Quaresma marcada pela atenção aos pobres

(11/3/2011) Bento XVI recebeu em audiência nesta sexta feira 45 membros da associação caritativa Pro Petri Sede.
Temos uma responsabilidade em relação aos pobres do nosso tempo disse o Papa ,dirigindo-se aos membros desta associação agradecendo-lhes pela sua ajuda ás populações tão duramente provadas nos últimos tempos e em particular as populações de Haiti, atingidas pelo terramoto nos meses passados.
Bento XVI recordou que a esmola é um dos empenhos centrais da Quaresma e sublinhou como, contribuindo a lutar contra a pobreza, esmola e partilha aproximam-nos dos outros.
“ Verdadeiramente nós precisamos de nos deixar iluminar pela luz de Cristo, para que, do nosso lado, sentindo a urgência da nossa responsabilidade em relação aos pobres do nosso tempo, possamos dirigir sobre eles o nosso olhar que restitui confiança.
Bento XVI afirmou que o “serviço da caridade” pertence à “própria natureza da Igreja” e que esta deve oferecer tanto a “indispensável assistência material” como a “atenção do coração e do amor de que as pessoas em dificuldade tanto precisam”.

Publicado em Rádio do Vaticano.

Na audiência geral Bento XVI falou da Quaresma convidando à penitência e a intensificar o empenho pela conversão (Rádio Vaticano)

Fonte: Rádio Vaticano

Na audiência geral Bento XVI falou da Quaresma convidando à penitência e a intensificar o empenho pela conversão

(9/3/2011) Nesta quarta feira o Papa assinalou o início da Quaresma ao referir-se ao “austero símbolo das Cinzas”, imposto aos fiéis que participam nas missas celebradas neste dia.

“A cinza abençoada imposta sobre a nossa cabeça é um sinal que nos recorda a nossa condição de criaturas, que convida à penitência e a intensificar o empenho pela conversão”, realçou Bento XVI.
A Quaresma – “um itinerário espiritual” até à Páscoa – consiste em “acompanhar Jesus que sobe a Jerusalém, lugar do cumprimento do seu mistério de paixão, morte e ressurreição”, afirmou.
Para chegar “à vitória da vida, do amor, do bem, também nós devemos tomar a cruz de cada dia”, disse Bento XVI, mencionando as narrativas bíblicas em que Jesus carrega a cruz onde viria ser crucificado.
A intervenção do Papa na audiência geral, que decorre habitualmente às quartas-feiras, incluiu um apelo à presença dos fiéis nas celebrações da Quaresma, que não se referem apenas a “uma recordação de factos passados”.
Bento XVI salientou a presença frequente da palavra “hoje” na liturgia, que deve ser entendida no seu “sentido originário e concreto, não metafórico”.
“Hoje Deus revela a sua lei, e a nós é dado escolher entre o bem e o mal, entre a vida e a morte”; hoje o Reino de Deus está próximo (…); hoje Cristo morreu no Calvário e ressuscitou dos mortos (…); hoje é-nos dado o Espírito Santo; hoje é o tempo favorável”, indicou.
Na sua catequese o Papa deteve-se nas vertentes que acompanham aquele tempo litúrgico – jejum, esmola, oração –, assinalando que o primeiro “significa a abstinência de alimento, mas compreende outras formas de privação para uma vida mais sóbria”.
Esta renúncia, frisou, “não é ainda a realidade plena do jejum”, constituindo antes “o sinal externo de uma realidade interior”, do “empenho” em evitar o “mal” e “viver do Evangelho”, pelo que “não jejua verdadeiramente quem não se alimenta da Palavra de Deus”.
Referindo-se à esmola, Bento XVI citou São Leão Magno, papa do século V, assinalando que ela, “sob o nome único de ‘misericórdia’, abraça muitas obras boas”, que estão ao alcance não só dos “ricos” mas também das pessoas “de condição modesta e pobre”.
A Quaresma, período de 40 dias, excepto os domingos, que se prolonga até à Páscoa, “convida a uma oração mais fiel e intensa e a uma prolongada meditação”, mesmo que seja “difícil fazer silêncio”.
Estas as palavras proferidas por Bento XVI em língua portuguesa Queridos irmãos e irmãs,
Hoje está prevista, na celebração da Eucaristia, o rito da imposição das cinzas. Trata-se de um sinal que nos recorda a nossa condição de criaturas e nos convida à penitência e à conversão, para nos configurarmos cada vez mais com Cristo. A Igreja sabe que, à nossa fragilidade humana, custa fazer silêncio e parar diante de Deus, tomando consciência da nossa condição de criaturas que dependem d’Ele e necessitam do seu perdão. Por isso, na Quaresma, a Igreja convida a uma oração mais fiel e intensa e à meditação mais demorada da palavra de Deus. As leituras, que ouviremos na Missa dos próximos domingos e às quais vos convido a prestar especial atenção, propõem-nos o itinerário baptismal que, na tradição antiga, percorriam os catecúmenos – aqueles que se preparavam para o baptismo. Meditando-as, queremos reavivar em nós o dom, as exigências e os compromissos deste sacramento, que está na base da nossa vida cristã, a vida de ressuscitados com Cristo. * * * Saúdo cordialmente os fiéis das paróquias de Calhariz do Benfica e Brandoa no Patriarcado de Lisboa, os professores e alunos das comunidades escolares das dioceses de Coimbra e do Porto e ainda o grupo de peregrinos, médicos e professores, de Guimarães. A vós e a todos os presentes de língua portuguesa desejo um caminho quaresmal abençoado, que vos permita encontrar, acolher e seguir mais de perto Jesus; e assim poderdes dizer, com São Paulo, «já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim». Obrigado pela vossa presença. Ide com Deus.
As celebrações do início da Quaresma por parte de Bento XVI prosseguem esta tarde com inicio ás 16h30 (hora de Roma) com uma procissão penitencial pelas ruas do bairro romano do Aventino que termina na basílica de Santa Sabina, onde se celebra a missa.

Publicado em Rádio Vaticano.

Santa Teresa deixou-nos uma espiritualidade que podemos designar como “teresianismo” (…) – Carmelo Santa Teresa – Portugal

"Santa Teresa, Doutora Mística, inspirada pelo Espírito Santo", Josefa de Óbidos.

Fonte: Carmelo Santa Teresa – Portugal

Espiritualidade

S. Teresa de Jesus

Santa Teresa deixou-nos uma espiritualidade que podemos designar como “teresianismo”, que resumidamente se pode apresentar por estas três componentes:

1) Vida, a sua própria pessoa

Na base da sua espiritualidade está a sua experiência pessoal, humana e cristã, ou seja, a sua maneira própria de encarar a existência e a sua experiência do mistério transcendente: o seu humanismo e o seu misticismo, bem equilibrados e unificados.

Ela mesma durante toda a sua vida, não só se esforçou no conhecimento próprio, como também o testemunha e daí deriva a maior parte da sua mensagem doutrinal. Experiência e doutrina tornam-se estreitamente unidas, tanto nos relatos autobiográficos como nas exposições doutrinais.

Assim, a própria Teresa irrompe como um tipo de vida para os seus seguidores e leitores. Torna-se ela própria assim uma referência, como acontece na tradição espiritual carmelitana, que desde as suas origens se inspirou nas grandes referências bíblicas, para além de Jesus: Elias e Eliseu, Maria e José, Paulo (através do texto da Regra).

Agora, é ela que encarna um tipo referencial de “Mulher e Mãe”: consciente da própria fragilidade, experiente em crises e lutas, sedenta de oração e contemplação, em permanente tensão de serviço, até atingir a plena maturidade humana e plenitude cristã no amor a Cristo, na profunda união a Deus, e na dinâmica do serviço aos outros, ao Carmelo e à Igreja. Luta ascética, sensibilidade humana, união mística, amizade e serviço são os rasgos fundamentais da sua pessoa e da sua história que marcam o seu legado espiritual.

2) A sua doutrina espiritual

O humanismo e o misticismo são as duas componentes básicas da sua doutrina espiritual, o díptico do seu magistério. Parte da simples antropologia teológica que apresenta a vida humana como abertura e recepção da vida divina.

Segundo ela, toda a vida espiritual radica na possibilidade de relações pessoais recíprocas entre Deus e o homem. Deus é transcendência (“magnificência”, diz ela), mas é um Deus “tratável”. E o homem, criatura e limitado, é, por sua vez, susceptível de elevação ao plano da vida divina. Essa relação do homem com Deus desenrola-se como “trato de amizade” entre ambos, com clara consciência humana de que o homem é amado por Deus. E essa relação “homem-Deus” é determinante para o desenvolvimento e plenitude humana, de morada em morada, já que o “castelo interior” (outro nome para o itinerário das “Moradas”) é do homem e de Deus.

O crescimento na relação com Ele é, por sua vez, determinante para a nova relação com os irmãos. Em Jesus, Deus feito homem, apresenta-se-nos mais patente a condição “tratável” de Deus: “Cristo é um grande amigo”; “Que mais queremos com um tão bom amigo ao nosso lado?” (V 22,7). Jesus é o modelo de relação do homem com os irmãos. De modo que ao chegar à maturidade das sétimas moradas, o homem não só cresceu em si mesmo chegando ao mais profundo do próprio “castelo”, mas também se converte em servidor absoluto dos outros, como Jesus.

Teresa situa o crescimento teologal na relação com Deus na vertente interior do homem. É no interior do “castelo” simbólico que se chega à plenitude da inabitação da Trindade e à união do homem com Cristo. Inversamente, o crescimento antropológico e sociológico culmina na vertente exterior, no serviço aos irmãos.

3) O estilo de vida que propôs para os seus seguidores

É a vontade transmissora que Teresa propõe.

A quase totalidade dos seus escritos tem por destinatárias as suas filhas. Escreve-lhes para lhes transmitir a sua mensagem espiritual e pô-las em contacto pessoal com a experiência vivida por ela.

Para este grupo escreve expressamente o Caminho de Perfeição, Moradas e Fundações. Tem por critério: “Não direi coisa de que não tenha por experiência.”

Fará pedagogia e mistagogia: que as suas leitoras (e o leitor orante actual) partilhem o seu ideal e convicções, mas que também empatizem com as suas vivências, como ela mesma empatizou com frei João da Cruz. O magistério de ambos é complementar. Num e noutro, a teologia espiritual e a pedagogia do “Caminho” ou da “Subida do monte” convertem-se em mistagogia. Aos dois interessa, acima de tudo, o mistério de Deus no homem. Ou seja, provocar nos leitores uma comunhão de experiência.

Mais do que todas as estruturas que regulam a da do grupo (as leis da Regra e Constituições, ou a observância), o verdadeiro factor unificador, o verdadeiro motor do “teresianismo” é a comunhão na experiência de Deus e no novo estilo de fraternidade.

De novo se encontram o misticismo e humanismo teresianos.

Publicado em Carmelo Santa Teresa.

O Papa no Angelus recorda “o comovente sacrifício da vida do ministro paquistanês Shahbaz Bhatti”, juntamente com numerosos mortos e a “crescente crise humanitária” na Líbia (Agência Fides)

Fonte: Agência Fides

07.03.2011

VATICANO – O Papa no Angelus recorda “o comovente sacrifício da vida do ministro paquistanês Shahbaz Bhatti”, juntamente com numerosos mortos e a “crescente crise humanitária” na Líbia

Cidade do Vaticano (Agência Fides) – “Eu sigo continuamente e com grande preocupação as tensões que, nestes dias, se verificam na África e na Ásia”, disse o Papa Bento XVI, após recitar o Angelus com os fiéis reunidos na Praça de São Pedro, no domingo, 6 de março. “Peço ao Senhor Jesus – disse o Papa – para que o sacrifício da vida do Ministro paquistanês Shahbaz Bhatti desperte nas consciências a coragem e o compromisso de proteger a liberdade religiosa de todos os homens e, de tal modo, promover a sua igualdade dignidade. O meu pensamento sincero se dirige à Líbia, onde os recentes combates têm causado muitas mortes e uma crescente crise humanitária. Para todas as vítimas e aqueles que se encontram em situações de aflição, asseguro-lhes minhas orações e minha proximidade, e invoco assistência e socorro às pessoas afetadas. “Ao introduzir a oração mariana, o Santo Padre se deteve a comentar o Evangelho de domingo, a conclusão do “Sermão da Montanha”, onde o Senhor Jesus, através da parábola das duas casas construídas sobre a rocha e outra sobre a areia, convida os discípulos a ouvirem suas palavras e colocá-los em prática”. O Papa exortou os fiéis “a abrirem espaço, a cada dia, à Palavra de Deus, a nutrirem-se dela e a meditá-la constantemente. “É também uma preciosa ajuda se proteger de um ativismo superficial, que pode satisfazer por um momento o orgulho, mas no final deixa vazio e insatisfação”. (SL)

* O texto integral do discurso do Santo Padre, em várias línguas

Publicado em Agência Fides.

“Numa fase econômica de aumento dos preços alimentares e do petróleo, e de mudanças políticas que atingem milhões de pessoas que já padecem a fome, a ajuda da Igreja Católica e das suas diversas instituições eclesiásticas é ainda mais vital no apoio à acção do Programa Alimentar Mundial a favor dos mais vulneráveis” – Josette Sheeran – Diretora Executiva do Programa Alimentar Mundial (Rádio Vaticano)

Fonte/imagem/artigo: pime.org: “Fome no Mundo – um problema sem solução?”

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Fonte: Rádio Vaticano

02.03.2011

Audiência do Papa á Directora Executiva do Programa Alimentar Mundial

Bento XVI recebeu em audiência particular nesta quarta-feira, no Vaticano, a Directora Executiva do Programa Alimentar Mundia Josette Sheeran.

Segundo refere um comunicado desta agência humanitária da ONU, Sheeran informou o Papa sobre a missão, há pouco concluída, na fronteira entre a Líbia e a Tunísia, onde pôde constatar directamente a presença de dezenas de milhares de pessoas que fogem das violências num contexto de emergente crise humanitária.

Sheeran visitara a área para lançar uma resposta de emergência a fim de oferecer assistência alimentar aos mais vulneráveis e para ajudar os países em transição política a reforçar as suas redes de protecção alimentar.

“Fiquei comovida com o interesse de Sua Santidade por esse balanço. Expressou a sua preocupação pelas pessoas inocentes no meio dessa terrível tragédia” – afirma Sheeran.

“Numa fase econômica de aumento dos preços alimentares e do petróleo, e de mudanças políticas que atingem milhões de pessoas que já padecem a fome, a ajuda da Igreja Católica e das suas diversas instituições eclesiásticas é ainda mais vital no apoio à acção do Programa Alimentar Mundial a favor dos mais vulneráveis” – reitera.

São numerosas as instituições eclesiásticas e as organizações não-governamentais de inspiração católica que colaboram de modo estável com a agência da ONU para a assistência alimentar.

Dentre elas encontram-se a Caritas Internacional com as suas diversas agências nacionais, com a qual o Programa Alimentar Mundial estabeleceu acordos de parceria em 29 países; a Comunidade de Santo Egídio , com a qual são activos programas nos sectores da assistência alimentar e da saúde; o Catholic Relief Services (CRS) e o Serviço dos Jesuítas para Refugiados (JRS).

Todo os anos, o Programa Alimentar Mundial fornece alimentos a mais de 90 milhões de pessoas em mais de 70 países.

Publicado em Rádio Vaticano.