“Por isso, nós que somos os discípulos de Jesus, os cristãos, temos uma grande missão, sermos sal num mundo corrompido pela podridão do pecado, das injustiças, do egoísmo, da ambição, riqueza, poder…” – Pregação – Mês da Bíblia – Padre Ademir V. Borges – Setembro – 2010

Fonte/imagem: Arquidiocese de Brasília – Artigo “Mês da Bíblia”

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Eu e meu esposo assistimos o filme “A Estrada”. Este filme propõe uma visão de absoluta derrocada da vida na terra, por intermédio de uma explosão nuclear, onde o que é vivo foi dizimado, enquanto que materiais inorgânicos não são destruídos. O cenário é apocalíptico, e dá a ideia de que uma nuvem nuclear atingiu o mundo inteiro com maior ou menor intensidade, tal como um tornado. No entanto, alguns seres humanos restaram, talvez pela razão de estarem mais distantes do epicentro da explosão. Aliás, o roteiro permite que imaginemos que podem ter ocorrido várias explosões. A comida é rara; não há animais, e entre os que estão vivos, alguns, agrupados em gangues ou armados individualmente, se tornaram canibais… Provavelmente a bomba atômica é a de nêutrons, que já foi testada. Esta, criada há cinco ou seis décadas, tem a característica particularmente hedionda de manter intactos os bens materiais do inimigo, enquanto dizima tudo que respira…

Não foi fácil acompanhar o desenvolvimento da história, que está centrada na luta solitária e desesperada de um pai e um filho para sobreviver em meio à hecatombe nuclear, sem, no entanto, conceber o recurso a matarem seres humanos e deles se alimentarem. Há uma afirmação central no filme: naquela situação os seres humanos estão divididos, sem meio-termo, entre bons e maus, e o que os diferencia, tal como o pai do menino afirma é que os bons possuem um “fogo interior”. Achei que esta definição, diferenciação foi lapidar, apropriada em hora tão cruel, mas fruto de escolhas humanas que chegaram a um ponto que foi possível tal término da vida  sobre a face da terra. Na verdade, entre os que estão vivos, que perambulam pelas estradas, e sobrevivem como é possível, afora carne humana, do que é comestível, há a perspectiva do aniquilamento porque estão contaminados em algum grau com a radiação. O pai do menino morre de um doença que lhe afetou os pulmões, que em dias normais poderia ser tuberculose.

O que nos resta pensar é que se as agressões ao meio-ambiente continuam, e a propostas do governantes mundiais não são unânimes quanto ao Protocolo de Kioto, por exemplo, renegado pelos Estados Unidos, e a fabricação de armas de extermínio em massa continuam a ser admitidas, temos um quadro propício para uma reação em cadeia em meio a conflitos entre nações. O Paquistão, país preponderantemente islâmico, mas que não protege a população de opção religiosa não muçulmana, preocupa, tal como a Índia que também possui em seu arsenal, armamento atômico. É preocupante também para o mundo ocidental que, aliás,  iniciou a fabricação de bombas atômicas, mas que tem atualmente a proposta de recuo na estratégia de possíveis guerras, os avanços e recuos do Irã no sentido de utilização não-pacífica de urânio e outros componentes para fabricação de uma bomba atômica.

A propósito deste assunto, desta realidade assustadora, ou seja, do que fazemos enquanto avança este quadro de conflitos, ou invasões em busca de petróleo entre as nações, trago a pregação do Padre Ademir V. Borges, de Santa Catarina. Ela ilumina nossa conduta em meio a todas essas possibilidade, com base nos ensinamentos de Jesus Cristo.

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SAL DA TERRA E LUZ DO MUNDO

Estamos no mês de setembro, dedicado à Palavra de Deus , Palavra que alimenta nossa alma e orienta nossa vida, nos aproximando dos valores do Reino de Deus. Como nos lembra o Salmista “Tua Palavra é lâmpada para oa meus pés, e Luz para o meu caminho” (Sl 119, 105).

O evangelista Mateus, no Capítulo cinco , depois de Jesus proclamar as bem-aventuranças, o caminho da felicidade, mostra que Nosso Senhor Jesus olha cada um de seus discípulos que estão à sua volta e diz: “Vos sóis o sal da terra. Vós sois a luz do mundo” (Mt 5,13-14). estas palavras são muito importantes porque nos ensinam que elas não foram entregues para a nossa vida, mas para a de todo mundo. Por isso, nós que somos os discípulos de Jesus, os cristãos, temos uma grande missão, sermos sal num mundo corrompido pela podridão do pecado, das injustiças, do egoísmo, da ambição, riqueza, poder… Assim como Jesus, temos de dar sabor à nossa vida e à vida de tantos irmãos e irmãs que estão perdendo suas vidas. como podemos ser sal? Tendo as mesmas atitudes de Jesus para com as pessoas: atitudes de amor, misericórdia, bondade, justiça, esperança… Porque, “se o sal se tornar insosso, com que salgaremos? Para nada mais serve , senão para para ser lançado fora e pisado pelos homens”. Isso exige de nós perseverança, luta constante, fé diante das tentações, e perseguições do mundo, para não perdermos o sabor, a alegria, a coragem de testemunhar a Palavra e a Salvação que vem do Senhor, senão também nos perderemos e não serviremos para nada!

“Vós sois a luz do mundo”. O mundo não é uma nação só de vinte cidades, mas de milhares e milhares, e também de povos e nações. Por isso nossa luz que é Jesus vivo e ressuscitado tem que estar sempre acesa e no alto para que todos possam ver e ser atraídos por ela. “Não se acende uma lâmpada para colocá-la debaixo da mesa, mas na luminária”. Nesse sentido, ser luz no mundo e ser sinal vivo da presença do amor de Jesus diante das trevas e escuridão criadas pelas pessoas que escolheram o caminho do mal. Que nossa luz brilhe forte e alto no esforço de cada dia para não desistirmos do amor, de ter esperança, de lutar, e acreditando na força do bem, que outro modelo de mundo é possível, sem guerra, violência, ganância e injustiças. “Brilhe vossa luz diante dos homens, para que vendo vossas boas obras, eles glorifiquem vosso Pai que está nos céus.

alimentados pela Palavra de Deus e a Eucaristia procuremos ser no mundo e na vida das pessoas como o sal que dá sabor e conserva os alimentos e como a luz que ilumina a escuridão e aquece os corações frios e sedentos do amor de Jesus!

Com minha bênção e oração.

Pe. Ademir V. Borges

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“A Evangelização da cultura é de especial importância em nosso tempo, quando a ‘ditadura do relativismo’ ameaça obscurecer a verdade imutável sobre a natureza do homem, sobre seu destino e seu bem último.” – Trecho da Homilia do Papa Bento XVI, celebrada em Glasgow, na Escócia, no dia 16 de setembro, em viagem apostólica ao Reino Unido.

Papa Bento XVI e Rainha Elisabeth II em solenidade

A viagem apostólica do Papa Bento XVI transcorrerá no período de 16 a 19 de setembro, no Reino Unido. Incluída no roteiro está a capital Glasgow, na Escócia, onde celebrou uma Missa, ontem, dia 16 de setembro.

A Homilia completa, em espanhol, da Missa, pode ser acessada no link  mais abaixo, a partir do site do Vaticano, ou na fonte citada aqui,  em espanhol (não há tradução disponível para o português no site do Vaticano), no seguinte endereço: http://missatridentinaemportugal.blogspot.com/2010/09/homilia-del-santo-padre-benedicto-xvi.html .

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Missa cebebrada pelo Papa Bento XVI no "Bellahouston Park"

Fonte: Missa Gregoriana em Portugal

Viagem Apostólica do Santo Padre à Grã-Bretanha (III) – Homilia em Glasgow

Trechos da Homilia do Papa no Bellahouston Park em Glasgow, Escócia (16.09.2010)

A Evangelização da cultura é de especial importância em nosso tempo, quando a “ditadura do relativismo” ameaça obscurecer a verdade imutável sobre a natureza do homem, sobre seu destino e seu bem último. Hoje em dia, alguns buscam excluir da esfera pública as crenças religiosas, relegá-las ao âmbito privado, objectando que são uma ameaça para a igualdade e a liberdade. No entanto, a religião é na realidade garantia de autêntica liberdade e respeito, que nos move a ver cada pessoa como um irmão ou irmã. Por este motivo, convido-vos particularmente a vós, fiéis leigos, em virtude da vossa vocação e missão batpismal, a serdes não somente exemplo de fé em público, como também a promoverdes no foro público os argumentos da sabedoria e da visão de mundo que decorrem da fé. A sociedade atual necessita de vozes claras que defendam nosso direito a viver, não numa selva de liberdades autodestrutivas e arbitrárias, mas numa sociedade que trabalhe pelo verdadeiro bem-estar de seus cidadãos e lhes ofereça orientação e proteção em sua debilidade e fragilidade. Não tenhais medo de oferecer este serviço a vossos irmãos e irmãs, e ao futuro de vossa amada nação.

São Ninian, cuja festa celebramos hoje, não teve medo de elevar sua voz sozinho. Seguindo as ondas dos discípulos que Nosso Senhor enviou antes dele, Ninian foi um dos primeiros missionários católicos a trazer a boa-nova de Jesus Cristo a seus irmãos britânicos.

Gostaria de me dirigir agora especialmente aos Bispos da Escócia. Como sabeis, um de vossos primeiros deveres pastorais está relacionado a vossos sacerdotes e a sua santificação.

Finalmente, desejo dirigir-me a vós, meus queridos jovens católicos da Escócia. Eu vso exorto a levar uma vida digna de Nosso Senhor e de vós mesmos. Há muitas tentações que deveis enfrentar cada dia – droga, dinheiro, sexo, pornografia, álcool – e que o mundo vos diz que trarão felicidade, quando, na verdade, estas coisas são destrutivas e criam divisão. Só uma coisa permanece: o amor pessoal de Jesus por cada um de vós. Buscai-O, conhecei-O e amai-O, e Ele vos libertará da escravidão da existência deslumbrante, mas superficial, que a sociedade atual frequentemente propõe. Deixai de lado tudo o que é indigno e descobri vossa própria dignidade de filhos de Deus.

Para o texto completo da Homilia, aqui.

Fonte: Oblatvs

Postado por Mons.Lebrum às 22:40.

Publicado em Missa Tridentina em Portugal.

A Coroa de Nossa Senhora das Dores teve início na Itália em 1617, por iniciativa da Ordem dos Servos de Maria, assim como a Missa de Nossa Senhora das Dores, que hoje é celebrada em toda a Igreja no dia 15 de setembro. (Movimento Rosário Permanente)

Para refletirmos juntos: o que pode ser mais digno de nossa compaixão e ação, se somos filhos e filhas de Cristo Jesus, que a dor sem mitigação de crianças doentes com HIV, AIDS, ou câncer? Infelizmente, esta é uma realidade no Quênia. Neste país, as autoridades públicas deixam sem a apropriada assistência quase 80% das crianças que se encontram no estágio de agonia… Ou seja, não recebem os devidos cuidados paliativos para dor e, além disso, não são providenciados para todas as infectadas, os anti-retrovirais para o combate ao HIV em seus frágeis organismos.

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Fonte: Movimento do Rosário Permanente

Nossa Senhora das Dores

Festa: 15 de setembro

A Coroa de Nossa Senhora das Dores teve início na Itália em 1617, por iniciativa da Ordem dos Servos de Maria, assim como a Missa de Nossa Senhora das Dores, que hoje é celebrada em toda a Igreja no dia 15 de setembro.
A Coroa é um dos frutos do carisma mariano da Ordem, cultivado desde 1233, ano de sua fundação.
A Coroa surgiu inicialmente como alimento da piedade mariana dos leigos reunidos em grupos chamados Ordem Terceira.
A Coroa das Dores teve sempre a aprovação dos Papas.

Introdução
D- Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
R- Amém!
D- Nós vos louvamos, Senhor, e vos bendizemos!
R- Porque associastes a Virgem Maria à obra da salvação.
D- Nós contemplamos vossas Dores, ó mãe de Deus!
R- E vos seguimos no caminho da fé!

Primeira Dor – Profecia de Simeão
Simeão os abençoou e disse a Maria, sua mãe: Eis que este menino está destinado a ser ocasião de queda e elevação de muitos em Israel e sinal de contradição. Quanto a ti, uma espada te transpassará a alma (Lc 2,34-35).

1 Pai Nosso; 7 Ave Marias

Segunda Dor – Fuga para o Egito
O anjo do Senhor apareceu em sonho a José e disse: Levanta, toma o menino e a mãe, foge para o Egito e fica lá até que te avise. Pois Herodes vai procurar o menino para matá-lo. Levantando-se, José tomou o menino e a mãe, e partiu para o Egito (Mt 2,13-14).
1 Pai Nosso; 7 Ave Marias

Terceira Dor – Maria procura Jesus em Jerusalém
Acabados os dias da festa da Páscoa, quando voltaram, o menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que os pais o percebessem. Pensando que estivesse na caravana, andaram o caminho de um dia e o procuraram entre parentes e conhecidos. E, não o achando, voltaram a Jerusalém à procura dele (Lc 2,43b-45).

1 Pai Nosso; 7 Ave Marias

Quarta Dor – Jesus encontra a Sua Mãe no caminho do Calvário
Ao conduzir Jesus, lançaram mão de um certo Simão de Cirene, que vinha do campo, e o encarregaram de levar a cruz atrás de Jesus. Seguia-o grande multidão de povo e de mulheres que batiam no peito e o lamentavam (Lc 23,26-27).
1 Pai Nosso; 7 Ave Marias

Quinta Dor – Maria ao pé da Cruz de Jesus
Junto à cruz de Jesus estavam de pé sua Mãe, a irmã de sua Mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. Vendo a Mãe e, perto dela, o discípulo a quem amava, disse Jesus para a mãe: Mulher, eis aí o teu filho! Depois disse para o discípulo: Eis aí a tua Mãe! (Jo 19,15-27a).
1 Pai Nosso; 7 Ave Marias

Sexta Dor – Maria recebe Jesus descido da Cruz
Chegada a tarde, porque era o dia da Preparação, isto é, a véspera de sábado, veio José de Arimatéia, entrou decidido na casa de Pilatos e pediu o corpo de Jesus. Pilatos, então, deu o cadáver a José, que retirou o corpo da cruz (Mc 15,42).
1 Pai Nosso; 7 Ave Marias

Sétima Dor – Maria deposita Jesus no Sepulcro
Os discípulos tiraram o corpo de Jesus e envolveram em faixas de linho com aromas, conforme é o costume de sepultar dos judeus. Havia perto do local, onde fora crucificado, um jardim, e no jardim um sepulcro novo onde ninguém ainda fora depositado. Foi ali que puseram Jesus (Jo 19,40-42a).
1 Pai Nosso; 7 Ave Marias

Oração
Ó Deus, por vosso admirável desígnio, dispusestes prolongar a Paixão do vosso Filho, também nas infinitas cruzes da humanidade.
Nós Vos pedimos: assim com oquisestes que ao pé da Cruz do Vosso Filho, estivesse Sua Mãe, da mesma forma, à imitação da Virgem Maria, possamos estar sempre ao lado dos nossos irmãos que sofrem, levando amor e consolo.
Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

Ladainha de Nossa Senhora das Dores

Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.

Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.

(…)

Há necessidade urgente de cuidados paliativos para as crianças soropositivas e com câncer: somente 24% usufruem do tratamento anti-retroviral e do recurso a medicamentos de alívio para dor – Relatório da Human Rights Watch – HRW (Agência Fides – 14.09.2010)

Crianças desabrigadas no Quênia

Fonte/imagem: topicos.estadao.com.br

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Fonte: Agência FIDES

13.09.2010

ÁFRICA/QUÊNIAHá necessidade urgente de cuidados paliativos para as crianças soropositivas e com câncer: somente 24% usufruem do tratamento anti-retroviral e do recurso a medicamentos de alívio para dor*

Nairóbi (Agência Fides) – De um novo relatório da Human Rights Watch (HRW) emerge a necessidade de que o governo do Quênia se empenhe mais em favor dos cuidados paliativos para crianças com doenças crônicas, incluindo o HIV e AIDS. O relatório, ‘Needless Pain: Government Failure to Provide Palliative Care for Children in Kenya’, destaca os progressos consideráveis realizados pelo governo sobre a administração da terapia antirretroviral (ART) e quanto ainda tem de ser feito para aliviar a dor de muitas crianças que vivem longas agonias, sofrendo de câncer, HIV/AIDS. A falta de uma política nacional de cuidados paliativos, serviços precários de assistência às crianças, a escassa de disponibilidade de tratamentos contra as dores crônicas e a falta de um guia para os profissionais de saúde sobre o uso de opiáceos, estão entre os principais obstáculos para o acesso das crianças ao tratamento adequado da dor.

O Kenya Hospices and Palliative Care Association (KEHPCA) está trabalhando com o governo por um serviço de cuidados paliativos aos pacientes com HIV e câncer em 10 hospitais públicos do país. Infelizmente, embora a Organização Mundial de Saúde recomende a administração de morfina e outros opiáceos e o governo queniano os considera como medicamentos essenciais, não são tão comuns nos hospitais. O apelo ao governo é feito não só para melhorar o tratamento contra a dor das crianças, mas para melhor integrar a gama completa de cuidados paliativos pediátricos no sistema de saúde no país. Em 2008, a HRW criticou o governo por não tomar os cuidados adequados para o tratamento pediátrico com os ART, com apenas 24% das crianças que delas necessitam têm acesso. No entanto, segundo a Sessão Especial da Assembléia Geral da ONU sobre os progressos realizados no campo do HIV/SIDA no Quênia, muitas ONGs, a sociedade civil e funcionários do governo descobriram que a maioria das pessoas que necessitam não têm acesso aos cuidados paliativos e ao tratamento de infecções relacionadas ao HIV. (AP) (13/9/2010 Agência Fides)

*Título original: “ÁFRICA/QUÊNIA – Servem urgentemente curas paliativas para as crianças soropositivas: somente 24% usufruem do tratamento”

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Fonte: Agência FIDES

2010-09-07

ÁFRICA/QUÊNIA – Daqui a um ano nascerá a Catholic Continental News Agency for Africa

Nairóbi (Agência Fides)- O Igreja Católica africana terá uma única, grande, agência de notícias para todo o continente. Isto é o que ficou decidido no encontro em Nairóbi, que teve início em 31 de agosto (ver Fides1/9/2010), organizado pelo Simpósio das Conferências Episcopais da África e Madagascar (SECAM), em colaboração com o Conselho dos Meios de Comunicação Católicos (CAMECA). “Nós estabelecemos um ano de tempo para traçar o plano final para o lançamento da nova agência” – disse à Fides disse Benedict Assorow, Diretor das Comunicações do SECAM e membro do Central Working Group, responsável de projetar a nova agência. Os outros membros do Central Working Group são, Pe. Patrick Alumuku e André Quenum. Foi constituído uma comissão financeira e de colega de fundos presidido por Pe. Roger Tessier da Agência CISA de Nairóbi. “A reunião de Nairóbi é o ponto de chegada de um percurso iniciado há três anos, em 2007, quando começamos a discutir a criação de uma única agência de notícias católica em toda a África, com também a contribuição dada por jornalistas da UCAN, a agência católica asiática”, lembra Assorow. 
Segundo um comunicado divulgado no final da reunião, a Catholic Continental News Agency for Africa foi criada para fazer ouvir “a voz autêntica da África”, segundo a exortação do Papa Bento XVI para a II Assembleia Especial para a África do Sínodo dos Bispos realizada em Roma, em Outubro de 2009 e as Proposições Finais da Assembléia.

Em particular, a proposição nº 56 exige: “uma maior presença da Igreja nos meios de comunicação; a rede de centros áudio-visual, casas publicitárias e centros midiáticos; a formação profissional e a formação ética dos jornalistas para promover uma cultura de diálogo que evite a divisão, o sensacionalismo, informações erradas e ofensiva banalização do sofrimento humano, comportamentos que possam prejudicar a harmonia e a paz da sociedade e das comunidades; o uso dos meios modernos para propagar o Evangelho e os frutos do Sínodo atual, para a educação dos povos africanos à verdade, reconciliação e promoção da justiça e da paz; desenvolvimento de redes de satélite, sob a coordenação do CEPACS (o órgão da mídia SECAM) para servir a Igreja-Família de Deus na África, e organização de comissões para a comunicação diocesana, nacional e regional, com pessoas competentes para ajudar a Igreja a exercer o seu ministério profético na sociedade”. A nova agência será difundida gratuitamente em inglês, francês e português. (L.M.) (Agência Fides 7/9/2010)

“(…) É dever do Estado cuidar da família e ajudá-la a realizar bem sua missão.” – Artigo – Cardeal Dom Odilo P. Scherer – Arcebispo de São Paulo – (Blog dos Casais Carmelitas)

Fonte: Missionários e Missionárias da Consolata:

“Vamos amar e cuidar de nossas crianças” – Exploração Sexual Infantil

Fonte/imagem: Novena – 9º dia Dia – Missionários e Missionárias da Consolata – Missões

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Gostaria de manifestar o quanto me incomoda a naturalidade com que o meio político dominante na atualidade se posiciona a respeito da distribuição de preservativos nas escolas. Concordo totalmente com D. Odilo Scherer (no artigo abaixo) que vê nesta ação o incentivo à  atividade sexual precoce de crianças e adolescentes. Para mim, é uma tragédia nacional, tanto quanto, a legalização do aborto e o consequente atendimento de adolescente e mulheres adultas na rede pública. Explico-me: se a atividade sexual entre adultos gera  uma série de realidades não controláveis, imaginem  como anda a situação entre pré-adolescentes e adolescentes.  Há uma cultura de liberdade sexual, a qual as crianças e adolescentes são incentivados precocemente, com a ressalva da “proteção” contra as doenças venéreas, Aids e gravidez. Ainda mais, se uma gravidez inesperada acontecer entre as jovens dessas faixas, poderiam se “livrar” do problema através do serviço público. Tal decisão seria  facilitada pelo exemplo das mães, de todas as idades, que do SUS se utilizariam em momentos considerados pouco convenientes para uma gravidez… Acho desagradável pensar que boa parte da Europa, Leste europeu e Ásia aderiram, infelizmente, à cultura do descarte da vida ainda no ventre das mulheres. Eu condeno a ação governamental que manipula dados sobre mortes de mulheres em clínicas de aborto precárias e outras alternativas também precárias, para tornar o aborto uma prática pública. No entanto, acho que esta decisão é de foro íntimo, e em si mesma, traz graves consequências à psique feminina. Portanto, tal como Jesus, devemos ter em mente que há lugar para o arrependimento profundo, não cabendo a ninguém pessoalmente condenar a mulher que o praticou. Aos olhos de Deus  e diante de si própria sabe do peso de seu ato.

Através de diversos estudos feitos pela Igreja e outros organismos, foi demonstrado que as mulheres que decidem pelo aborto, de modo consciente ou inconsciente, acabam carregando ao longo de suas vidas o peso da culpa por um aborto efetivado, são depressivas, angustiadas. Por consequência, recorrem a algum tipo de alívio,  tornando-se, em geral,  dependentes do álcool.

Lembro que, pouco antes de morrer, parece-me que Johnson, da dupla de cientistas famosos Master e Johnson, dos EUA, voltou atrás  à respeito de uma declaração bombástica feita na década de 70. Havia dito à imprensa  que “milhões” de mulheres morriam no país devido à práticas abortivas, porque estava em busca de fundos para pesquisas. Se disse arrependido com relação à legalização do aborto, e pateticamente, admitia que, de fato, o número ficava na casa de milhares no país… A lei de legalização foi rapidamente aprovada na época. Agora as clínicas de aborto são, não se pode dizer, bilionárias, mas com certeza, milionárias…

Horror dos horrores é, a meu ver, a prática do aborto legalizado e público. Soube que há campanhas nos Estados Unidos para reverter a lei federal que deixa aos estados a decisão para descriminalizar o aborto. Por que experimentaríamos esta “rotina” nefasta, mortífera em si, se enquanto povo, certamente haverá arrependimento, tal como está acontecendo com a maior parte do povo norte-americano?

Reflitamos sobre as palavras de Dom Odilo Scherer, Arcebispo de São Paulo.

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Fonte: Blog dos Casais Carmelitas

REFLEXÃO

Agosto de 2010

E a família, como vai?

Cardeal Odilo P. Scherer
Arcebispo de São Paulo

“Desejo, pois, dirigir-me a todas as famílias e dizer-lhes que são uma grande bênção de Deus! A família deveria ser reconhecida pela ONU como um “patrimônio da humanidade!” Se há cidades, monumentos e ruínas antigas que recebem esse reconhecimento, quanto mais ele caberia bem para a família, que tanto bem realizou e ainda realiza no presente, à pessoa, à sociedade!

Não vou tratar aqui dos problemas familiares, das crises do casal, das dificuldades na educação dos filhos, dos desencontros que inevitavelmente surgem ao longo da vida e das famílias mal constituídas ou fracassadas. Tudo isso, sem dúvida, existe, mas não coloca em dúvida a importância da família. Quero falar bem da família, da sua importância na vida das pessoas, da sociedade e da Igreja. Ela presta um serviço insubstituível à pessoa, desde o seu nascimento até à morte e se revela fundamental, sobretudo, nas fases extremas da vida, na infância e na velhice, quando as pessoas são quase inteiramente dependentes da ajuda e da proteção de outros. Imaginemos a criança recém-nascida, sem o aconchego familiar… Ou o doente, a pessoa idosa, já incapaz de se ajudar…

A família está fundada sobre as bases da natureza e do amor, ela é humanizadora e “personalizadora” e faz com que o indivíduo não se sinta isolado no mundo, ou um objeto útil para outros fins, mas um sujeito em diálogo com outros sujeitos e participante de um grupo de base, onde a pessoa vale por ela mesma, e não porque ela pode ser útil ou interessante para a sociedade, para o sistema econômico ou político.

A família também é um bem para a grande sociedade. Continua valendo o princípio afirmado há muito tempo pela Doutrina Social da Igreja e pela antropologia cristã: a família é a célula básica da sociedade, uma instituição natural que precede a sociedade política; ela é intermediária entre o indivíduo e o Estado, com a diferença que neste pequeno núcleo de relações humanas, a pessoa conta por ela mesma, e não apenas pelo interesse que ela possa ter para a sociedade. Se a grande sociedade descuida da família, ela destrói suas próprias bases. Existem estudos científicos recentes, do ponto de vista sociológico e antropológico, que deixam claro: onde o cidadão está amparado por uma família, a sociedade tem mais solidez e coesão; e o Estado tem muito menos problemas para resolver na educação, na saúde, na formação do senso ético, na superação da violência. E, ao invés disso, muito maiores problemas de violência, de abandono de pessoas, de depressão são constatados onde as relações familiares estão comprometidas, ou não existem.

Em tempos de campanha eleitoral seria bom ouvir dos candidatos a todos os cargos em questão, do Executivo e do Legislativo, quais são suas convicções e propostas de políticas públicas para a família. Como pretende proteger e defender a família natural, formada a partir da união de um homem com mulher? Como pretende promover a paternidade e a maternidade responsável? O que pensa do aborto? Da eutanásia? Da união civil de pessoas do mesmo sexo? Do incentivo à atividade sexual precoce de crianças e adolescentes, mediante a distribuição de preservativos nas escolas?

Faria bem o Estado, se investisse mais na família através de políticas públicas para incentivar os jovens a formar famílias bem constituídas. Se alguém pensa que isso é discurso “moralista” ou “religioso”, está muito equivocado, pois é dever do Estado cuidar da família e ajudá-la a realizar bem sua missão. Se as famílias conseguem conviver num espaço digno, educar bem os filhos, encaminhá-los na vida para serem pessoas de bem, isso será um ganho para toda a sociedade e o Estado.

Pela importância antropológica, educativa, econômica e política que a família tem, bem que o futuro Governo Federal poderia instituir um Ministério da Família, que se ocupasse do amparo e do incentivo à família. Seria uma enorme ajuda ao próprio Estado, que passaria a se preocupar mais diretamente com as pessoas, suas situações e necessidades. Será que é demais, sonhar com isso? Espero que não.”

Cardeal Odilo P. Scherer
Arcebispo de São Paulo

P.S. Este artigo foi publicado no jornal “O São Paulo”, da Arquidiocese de São Paulo, e divulgado em zenit.org.

Postado por Carlos Eduardo, Adinéia Maria – http://casaiscarmelitas.blogspot.com/ – OCDS – Comunidade Santa Teresa ((16.08.2010)

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Publicado em Blog dos Casais Carmelitas  – OCDS – Província Nossa Senhora do Carmo – Curitiba-PR.

“Em 1212, a jovem Clara de Assis seguiu o atraente exemplo de Francisco e viveu, dentro da clausura e na contemplação, o ideal de pobreza evangélica.” – Missões Franciscanas – Santa Clara (Memória – 11 de agosto)

Fonte: Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil

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Fonte: Missões Franciscanas

Frei Kleber em 11 Ago 2008

Oração a Santa Clara

Clara, coração transbordante, acende a alegria.

Clara, louca de amor,
orienta a nossa ternura.Clara, de nome e de vida,
guia-nos na noite.

Clara, fervor do Espírito,
dissipa nossos temores.

Clara, candeia sobre a mesa,
une-nos em família.

Clara, dos olhos límpidos,
tira o pó de nossas pálpebras.

Clara, mãe e irmã,
Roga por nós.
Roga por estas mãos
que por vezes se equivocam.
Roga por estes olhos
que por vezes se fecham.
Roga por este coração
que não ama como deveria.

Clara, mãe e irmã
roga pela paz que nos falta,
pela esperança que não temos
pela alegria que se esvai.

Clara, mãe e irmã,
roga ao Senhor para que nos conceda
o dom da fidelidade
e o dom de novos irmãos e novas irmãs.

Frei José Rodríguez Carballo, Ministro Geral da OFM

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Frei Kleber em 11 Ago 2008

Especial Santa Clara de Assis

Em 1212, a jovem Clara de Assis seguiu o atraente exemplo de Francisco e viveu, dentro da clausura e na contemplação, o ideal de pobreza evangélica. Surgiu, assim, a Ordem das Clarissas, ou a Segunda Ordem Franciscana.

Santa Clara nasceu em Assis, Itália, por volta de 1194, numa família rica e nobre. Seus pais chamavam-se Favarone e Hortolana, sendo Clara a filha primogênita. Com Inês e Beatriz, suas irmãs menores, que mais tarde também entrariam no Mosteiro de São Damião, Clara esforçava-se no amor a Jesus e sentia em seu coração o chamado para segui-lo.

Clara sonhava com uma vida mais cheia de sentido, que lhe trouxesse uma verdadeira felicidade e realização. O estilo de vida dos frades a atraía cada vez mais.
Depois de muitas conversas com Francisco, aos 18 de março de 1212, (Domingo de Ramos), saiu de casa sorrateiramente em plena noite, acompanhada apenas de sua prima Pacífica e de outra fiel amiga, e foi procurar Francisco na Igrejinha de Santa Maria dos Anjos, onde ele e seus companheiros já a aguardavam.
Frente ao altar, Francisco cortou-lhe os longos e dourados cabelos, cobrindo-lhe a cabeça com um véu, sinal de que a donzela Clara fizera a sua consagração como Esposa de Cristo. Nem a ira dos seus parentes, nem as lágrimas de seus pais conseguiram fazê-la retroceder em seu propósito. Poucos dias depois, sua irmã, Inês, veio lhe fazer companhia, imbuída do mesmo ideal. Alguns anos após, sua mãe, Ortulana, juntamente com sua terceira filha Beatriz, seguiu Clara, indo morar com ela no conventinho de São Damião, que foi a primeira moradia das seguidoras de São Francisco.
Com o correr dos anos, rainhas e princesas, juntamente com humildes camponesas, ingressaram naquele convento para viver, à luz do Evangelho, a fascinante aventura das Damas Pobres, seguidoras de São Francisco, muitas das quais se tornaram grandes exemplos de santidade para toda a Igreja.
As Irmãs Clarissas vivem um estilo de vida contemplativa, sendo enclausuradas. Quer dizer que não têm, normalmente, uma atividade pública no meio do povo, dedicando-se mais à oração, à meditação e aos trabalhos internos dos mosteiros.

Publicado em http://www.franciscanos.org.br/.

A REFORMA TERESIANA, PLENITUDE DA VIDA DO CARMELO – Flos Carmeli

Santa Teresa de Jesus: visão de Cristo Ressuscitado

Fonte/imagem: http://teresadejesus.carmelitas.pt

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Fonte: Flos Carmeli

A REFORMA TERESIANA, PLENITUDE DA VIDA DO CARMELO

(Carmelo São José)

Entre todas as tentativas de reforma na Ordem do Carmo, a mais definitiva e eficaz foi a empreendida por Santa Teresa de Jesus, na cidade espanhola de Ávila dos Cavaleiros. O que não conseguiram homens santos e sábios, o conseguiu esta mulher, lutando contra marés, graças à ajuda divina mais que humana.

A – Causas que motivaram a Reforma Teresiana

Fonte/imagem: evangelhoquotidiano.org

Santa Teresa de Ávila havia tomado o hábito carmelitano no mosteiro da Encarnação no dia 2 de novembro de 1536. Mas não estava contente com o gênero de vida que ali se levava. Havia demasiada relaxação entre as religiosas: muitas visitas, muitas saídas, muita liberdade e pouca observância e vida interior. Isto começou a preocupá-la muito. E “pensava que poderia fazer por Deus, e pensei que o primeiro era seguir o chamamento que sua majestade me havia feito à religião, guardando minha Regra com maior perfeição que pudesse. E embora na casa onde estava havia muitas servas de Deus e era muito servido nela a causa de ter grande necessidade, saíam às monjas muitas vezes a partes onde com toda honestidade podíamos estar, e também não estava fundada em seu primeiro rigor a Regra, senão que se guardava segundo a Bula de relaxação, e também outros inconvenientes, que me parecia a mim ter muito regalo por ser casa tão grande e deleitosa (…) Havendo um dia comungado, mandou-me muito Sua majestade o procurasse com todas as minhas forças, fazendo-me grandes

promessas de que não se deixaria de fazer o mosteiro”.

E assim aconteceu. Ao ver a vontade clara do Senhor, Teresa pôs mãos à obra. Quando as companheiras do convento e quando mais tarde os avileses se inteiraram das intenções de Teresa, valha-me Deus o que se armou: murmurações, insultos, vexames de todas as classes contra a fundadora e reformadora. Até a chamaram de “mulher inquieta e andarilha”, isto o disse o Núncio. Ela aguentou tudo e deixou tudo nas mãos de Deus. E como era da vontade do Senhor que a reforma se fizesse, pois à hora marcada ela aconteceu. E em 24 de agosto de 1562, se erguia o primeiro mosteiro reformado sob o patrocínio de São José na cidade de Ávila berço da reforma. Aquele dia vestiu o hábito de Descalças as quatro “grandes servas de Deus”. A simplicidade do mobiliário, a vida fervorosa e até a reza do Ofício Divino, eram o ambiente apropriado para a oração constante da nascente reforma, que exigia principalmente isso: intimidade com Deus, oração contínua com Ele e vida de família com as irmãs, que haveriam de ser poucas em cada convento, doze ou treze no máximo. Com este novo modo de vida, o Carmelo de São José era insignificante, contrastante, com as formas aparatosas dos antigos mosteiros.

Anos depois chegava à Espanha o Geral da Ordem, João Batista Rúbeo de Rávena, quem trazia autorização do papa Pio V para reformar o Carmelo. Grande foi sua alegria ao conhecer a obra de Teresa. Tanto que a animou a fundar novos Carmelos. Até lhe concedeu autoridade para fundar conventos de homens com o mesmo estilo de vida, homens que como reza a patente de autorização, foram “claros espelhos, lâmpadas ardentes, tochas acesas, estrelas resplandecentes capazes de esclarecer e guiar aos viajantes deste mundo”.

Havia em Salamanca um jovem Freizinho Carmelita que andava dando voltas para entrar na Cartuxa. Chamava-se Frei João de Yepes. A reformadora se entrevista com ele, lhe fala com entusiasmo de seus intentos e o convence. Frei João lhe põe só uma condição: que fosse logo. Que mais queria a Santa? Aos poucos dias, 28 de novembro de 1568, se abria já em Duruelo o primeiro convento de Carmelitas Descalços. Como Prior foi nomeado o Pe. Antonio de Jesus, outra conquista da Madre e a João da Cruz encarregava da direção dos noviços, embora de momento não tivesse nenhum (…) E assim foram colocadas as primeiras pedras da Reforma entre os frades. E que reforma! Uma mulher fazendo “as barbas a homens estudados”, como dizia mais tarde um frade.

S. Teresa de Jesus e S. João da Cruz

A semente lançada pela mão de Teresa foi crescendo segura e firme, de tal maneira que quando morria já se haviam levantado 17 mosteiros de monjas e 15 de frades.

B – Propósito que teve Santa Teresa ao empreender a reforma
A Teresa Reformadora empreende sua obra entre as monjas, graças ao seu zelo eclesial que vibrava em seu peito. Ela mesma nos conta em seu livro “Caminho de Perfeição”:

“Neste tempo recebi notícias dos danos na França e os estragos que haviam feitos estes luteranos e quanto ia aumentando esta desventurada seita. Deu-me grande fadiga, e como se eu pudesse algo ou fosse algo, chorava com o Senhor e lhe suplicava remediasse tanto mal. Parecia-me que mil mortes colocaria eu para remédio de uma alma das muitas que ali se perdiam. E como me vi mulher e ruim e impossibilitada de aproveitar em que eu queria no serviço do Senhor, e toda minha ânsia era, e ainda é, pois que tem tantos inimigos e tão poucos amigos, que eles fossem bons… determinei fazer esse pouquinho que havia em mim, que é seguir os Conselhos Evangélicos com toda perfeição que eu pudesse e procurar que essas pouquinhas que estão aqui fizessem o mesmo, confiante na bondade de Deus, que nunca falta de ajudar a quem por Ele se determina a deixar tudo (…) e que todas ocupadas em oração pelos que são defensores da Igreja e pregadores e letrados que a defendem, ajudássem os no que pudéssemos a este Senhor meu…” (1,2). “Não me deixa de quebrar o coração tantas almas que se perdem (…) Oh, irmãs minhas, em Cristo! Ajudem-me a suplicar a este Senhor, que para isto às juntou aqui, esta é vossa vocação, estes irão ser os vossos negócios, estes hão de ser os vossos desejos, aqui vossas lágrimas, estas vossas preces” (1,5).

O propósito da Santa reformadora está, pois, claro: junta a suas monjas em um pequeno convento para orar por tantas almas que se perdem e pelos defensores da Igreja, pregadores e estudiosos que a defendem. Quer dizer, um motivo de oração completamente eclesial.

O ideal que a Santa buscava na reforma dos Freis é mais ou menos semelhante: ter defensores, pregadores e estudiosos da Igreja para a extensão do reino de Deus e salvação das almas; diretores espirituais de suas irmãs Carmelitas e, como uma arma, a oração e intimidade com Deus.

C – Dificuldades por parte dos calçados
Os primeiros 10 anos foram de tremendas lutas entre Descalços e Calçados ou Padres da Antiga Observância, devida a incompreensões, cuja raiz era a duvidosa legitimidade da nova Reforma. O certo é que no Capítulo Geral da Ordem, em Plasência, Itália 1575, os reformados foram submetidos ao velho tronco da Ordem. Momento terrível para a nascente Reforma. Santa Teresa foi confinada no mosteiro de Toledo, com proibição de sair dali. É São João da Cruz, encarcerado durante nove meses na prisão conventual dos Calçados, também em Toledo, e graças ao Rei Felipe II, a quem depois de Deus se deve a salvação dos Descalços e Descalças, a tempestade diminuiu em 1577 quando o Rei negou seu palacete ao Padre Tostado, encarregado de por em prática os decretos do Capítulo de Plasência.

Em 1578, o Padre Jerônimo Gracian reunia os Descalços em Almodóvar Del Campo, e ali se origina sua província autônoma. Após muitas amarguras, foi aprovada a Reforma Teresiana pela Santa Sé em 1580, fato que causou imensa alegria a Teresa Fundadora, que morria tranqüila, dois anos mais tarde. Em 1587 foi nomeado um Vigário Geral da Ordem e no Capítulo Geral de Cremona, celebrado em 1593, aprovou a separação total da Reforma Teresiana.

D – Contratempos Internos
Lamentavelmente, logo começaram as lutas internas no Carmelo Reformado. Uma dupla corrente, semelhante à surgida na emigração dos Carmelitas à Europa se levantou, capitaneando ambos os lados duas figuras eximias da Descalces Teresiana: os Padres Nicolau Dória e Jerônimo Gracian. O primeiro grande financista que solucionou o caos econômico do império de Felipe II. Era italiano. Liderava o lado dos estritos que gritavam observância e penitência e não admitiam fundações fora da Espanha por temor ao relaxamento. O Padre Gracian, grande amigo e confidente de Santa Teresa e líder da corrente oposta, tinha uma visão mais ampla, conforme o pensamento Teresiano, aberto ao apostolado.

A contenda foi tremenda e o assunto chegou ao Vaticano de tal maneira que para acabar com o assunto, o Papa Clemente VIII erigiu duas Congregações dentro do Carmelo Reformado: a Italiana e a Espanhola. Era no ano de 1600.

– A Congregação de Santo Elias. Tinha tendências apostólicas; além das casas em Gênova e Roma, fundou na Pérsia, Mesopotâmia, Malabar, Mogol, China, Moçambique, Síria e Palestina. Personagens ilustres desta Congregação foram os PP, Pedro de la M. de Dios, primeiro Vigário, Fernando de Santa Maria, João de Jesus Maria, o calagurritano, Tomás de Jesus e Domingo Ruzola de Jesus Maria.

– A Congregação espanhola de São José se limitou ao solo da Espanha; aqui vivia Dória. Distinguiu-se por uma consagração quase exclusiva à vida contemplativa e estabeleceu desertos, que deram muita glória à Ordem. Praticamente o que buscava era voltar à vida eremítica do Monte Conte Carmelo. Apesar da divisão, as relações entre ambas eram boas.

E – Unificação das duas Congregações
As perseguições liberais e revoluções políticas do século XIX extinguiram praticamente a Ordem na Espanha e da Congregação espanhola não ficou oficialmente nada. Perdeu-se o rico arquivo do convento de São Hermenegildo de Madrid, que não mais pertence à Ordem. Ao voltar à restauração, uma vez amainada a tormenta, a Congregação Espanhola extinguida não renasce senão que os conventos que se vão restaurando passam a formar parte da Ordem existente, ano de 1868. Alma desta restauração foi o Padre Manuel de Santa Teresa. Expulsado da Espanha, foi à França e era então Prior do convento francês de Agén.

Graças a esta unificação, a Ordem veio fortalecendo-se e estendendo-se lentamente, porque o golpe da revolução contra o pessoal da Congregação Espanhola foi fatal. Hoje a reforma Teresiana conta com 4.000 religiosos no mundo, com umas 30 províncias vicariatos e delegações e com uma vida missionária rigorosa. Prova de uma fecundidade são também as Irmãs Carmelitas em torno de 15.000, e as numerosas Congregações de Irmãs como as Carmelitas Missionárias, fundadas pelo Padre Palau, OCD, a Companhia de Santa Teresa de Padre Henrique de Ossó, a Instituição Teresiana do Padre Poveda, e muitos outros ramos nascidos das fontes da Espiritualidade e Carisma eliano-teresiano, inclusive há umas cinco congregações brasileiras de inspiração carmelitana.

Fonte/imagem: http://carmelofatima.carmelitas.pt/

http://carmelofatima.carmelitas.pt/Menu.htm (Temas)

A Ordem do Carmo não Reformada
Enquanto teve lugar este grande acontecimento da Reforma Teresiana com o processo que vimos, como ficou o velho tronco da Ordem do Carmo, não reformados, chamado de Antiga Observância?

A – A Ordem e a Revolução Francesa
A Revolução Francesa foi um abalo que comoveu toda a Igreja, reduzindo a cinzas obras e instituições particulares. A Ordem do Carmo como as demais Ordens, sentiram a agonia. De 54 províncias que contava no século XVIII, ficaram em fins do mesmo século somente em 08.

Ao longo daquele século fatal se nota, em toda Europa, uma decadência geral do espírito religioso, com a conseqüente deturpação dos costumes. Neste ambiente nasce a Revolução Francesa, que nega os direitos de Deus e amplia os direitos do homem.

A famosa Constituição Civil do Clero aboliu a vida religiosa em nome da liberdade (1789/1790). Pouco depois (1795) aumentou a influência até a vinda do Diretório e de Napoleão.

O resultado final foi à supressão de todas as Ordens Religiosas do território Francês. O Carmelo tinha ali 08 províncias e 130 conventos. Alguns religiosos se submeteram ao juramento civil imposto pela Revolução ao Clero, enquanto que outros preferiram derramar seu sangue em testemunho de sua fé.

A Revolução Francesa se propagou como um regato de pólvora por toda a Europa, chegando inclusive a repercutir na América. Propagou-se por meio do Exército de Napoleão que passeou triunfalmente por toda a Europa, deixando atrás de si seus germes envenenados.

Ao apoderar-se da Itália, Napoleão suprimiu, em 1830, as Ordens Religiosas; contudo a supressão definitiva chega a ter vigência com o novo governo do Piemonte, de 1854 em diante. Por obra sua se extinguiu o Carmelo Italiano com seus 344 conventos (63 de monjas) da antiga observância, e 119 da reforma de Santa Teresa (29 de monjas).

Uma lei de 1796 terminou com a Ordem na Bélgica e Holanda. Só o convento de Boxmeer sobreviveu e logo foi o ponto de partida para a restauração atual do Carmelo Holandês.

Em 1802 desapareceram as duas províncias da Alemanha.

As demais províncias da Europa Central e Oriental foram desaparecendo, ficando somente um ou outro convento em miseráveis condições.

Em fins do século XVIII desapareceram quase totalmente as províncias: Polônia, Rússia, Lituânia e Boêmia.

Em Portugal foi suprimida a Ordem em 1832, com a conseqüente decadência de suas missões no Brasil.

Excetuando Malta, nada ficou intacto. As províncias inglesas não se restauraram mais depois da Reforma Protestante. Somente em 1827 a Irlanda começava sua restauração.

A perseguição contra os religiosos foi maior na Espanha que em qualquer outra parte. A lei iníqua do governo de Mendizábal do ano de 1835 despojou a Igreja de suas propriedades e declarou abolidas as Ordens Monásticas. Os conventos carmelitas desapareceram por completo.

O balanço da Revolução Francesa é pavoroso: de 466 províncias, 782 conventos e 15.000 religiosos com que contava o Carmelo da Antiga Observância quase nada subsistiu.

B – Restauração
Antes de tudo se tratou de dar a Ordem uma nova existência material.Em 1827 se restaura o Carmelo Irlandês.

Em alguma parte, como Itália, se leva a cabo a restauração com relativa facilidade, graças ao Geral da Ordem Luis M. Galli (1899/1900).

Apenas restaurada a monarquia na Espanha com a chegada de Alfonso XII, se iniciou também em 1875 a restauração carmelitana. Fundou-se em Palma de Mallorca um convento que pouco subsistiu; em 1880 se funda em forma definitiva em Jerez de la Frontera, (Andaluzia), de onde se propaga o novo Carmelo pós Espanha e outros países.

Em alguns países a restauração se iniciou com maiores dificuldades, como em França e Bélgica. Em 1876 se fundou em Montpellier, mas fracassou ao vir à lei de exclaustração de 1880. Na Bélgica nem sequer se tentou a restauração.

Holanda começou partindo do convento de Brexmeer, estendendo-se logo para a Alemanha.

Em 1863 entram os Carmelitas em Lewenworth (Kansas) USA.

Em 1881 fundam na Austrália os padres Irlandeses.

C – Atualmente
Atualmente a Ordem da Antiga Observância está florescendo em vários países:

Na Itália conta a Ordem com 4 províncias.

Malta tem 1 província e 1 missão no Peru (1949).

Na Espanha tem 4 províncias, casas em Portugal, Porto Rico (1920) Argentina (1947), Venezuela (1922), Brasil (1933), Colômbia (1957). Na Revolução Espanhola de 1936 sofreram o martírio 54 religiosas.

Brasil conta com duas províncias, Pernambuco, onde estão desde 1580 e Rio de Janeiro. No Paraná, Curitiba, está o Comissariado, com várias casas, que pertencem a uma província alemã.

Holanda é a Província principal da Ordem com cerca de 500 religiosos. Seu êxito se deve ao incremento dos estudos que tem favorecido sempre a vida religiosa. Holanda tem uma missão na Indonésia e casas em diversos países. Entre os holandeses se destaca o Pe. Tito Brandsma, mártir da imprensa católica, morreu vítima do ódio nazista nos campos de Concentração Nazista em Dachau, no ano de 1942. Foi beatificado pelo Papa João Paulo II, no dia 03 de novembro de 1985.

O Carmelo alemão tem casas na Áustria,Tcheco-Eslováquia e Brasil.

Polônia, apesar do regime ateu, todas as ordens estão florescendo.

A Província Irlandesa se estendeu para a Austrália e USA. Austrália é província autônoma e tem casas em Nova Zelândia.

Nos USA há duas províncias: a de Nova York, de origem irlandesa e de Chicago, a mais florescente; em 1949 fundou casas no Peru e Chile.

Com a Reforma Teresiana os Carmelitas e as Carmelitas estão em diversas partes do mundo, nos cinco continentes.

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Publicado em Flos Carmeli (Fonte de pesquisa: Carmelo São José, texto publicado em http://www.clerus.org/clerus/)

“O Ano Sacerdotal, que celebramos 150 anos depois da morte do Santo Cura d’Ars, modelo do ministério sacerdotal no nosso mundo, está para terminar. Deixamo-nos guiar pelo Cura d’Ars, para voltarmos a compreender a grandeza e a beleza do ministério sacerdotal.” – Homilia do Papa Bento XVI durante o encerramento do Ano Sacerdotal (Vaticano)

Memória: 04 de agosto

S. João Maria Vianey (Santo Cura de Ars), da Ordem Terceira de S. Francisco, falecido em 1859, após dedicada e exemplar pastoral de paróquia rural. Canonizado em 1925.

Fonte: Ordem Franciscana Secular – Fraternidade de Ovar – Portugal

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ENCERRAMENTO DO ANO SACERDOTAL

SANTA MISSA

HOMILIA DO PAPA BENTO XVI
Solenidade do Sagrado Coração de Jesus
Praça de São Pedro
Sexta-feira, 11 de Junho de 2010

(Vídeo)

Imagens da celebração

Prezados irmãos no ministério sacerdotal,
Amados irmãos e irmãs,

O Ano Sacerdotal que celebrámos 150 anos depois da morte do Santo Cura d’Ars, modelo do ministério sacerdotal no nosso mundo, está para terminar. Deixámo-nos guiar pelo Cura d’Ars, para voltarmos a compreender a grandeza e a beleza do ministério sacerdotal. O sacerdote não é simplesmente o detentor de um ofício, como aqueles de que toda a sociedade tem necessidade para nela se realizarem certas funções. É que o sacerdote faz algo que nenhum ser humano, por si mesmo, pode fazer: pronuncia em nome de Cristo a palavra da absolvição dos nossos pecados e assim, a partir de Deus, muda a situação da nossa vida. Pronuncia sobre as ofertas do pão e do vinho as palavras de agradecimento de Cristo que são palavras de transubstanciação – palavras que O tornam presente a Ele mesmo, o Ressuscitado, o seu Corpo e o seu Sangue, e assim transformam os elementos do mundo: palavras que abrem de par em par o mundo a Deus e o unem a Ele. Por conseguinte, o sacerdócio não é simplesmente «ofício», mas sacramento: Deus serve-Se de um pobre homem a fim de, através dele, estar presente para os homens e agir em seu favor. Esta audácia de Deus – que a Si mesmo Se confia a seres humanos; que, apesar de conhecer as nossas fraquezas, considera os homens capazes de agir e estar presentes em seu nome – esta audácia de Deus é o que de verdadeiramente grande se esconde na palavra «sacerdócio». Que Deus nos considere capazes disto; que deste modo Ele chame homens para o seu serviço e Se prenda assim, a partir de dentro, a eles: isto é o que, neste ano, queríamos voltar a considerar e compreender. Queríamos despertar a alegria por termos Deus assim tão perto, e a gratidão pelo facto de Ele Se confiar à nossa fraqueza, de Ele nos conduzir e sustentar dia após dia. E queríamos assim voltar a mostrar aos jovens que esta vocação, esta comunhão de serviço a Deus e com Deus, existe; antes, Deus está à espera do nosso «sim». Juntos com a Igreja, queríamos novamente assinalar que esta vocação devemos pedi-la a Deus. Pedimos operários para a messe de Deus, mas este pedido a Deus é simultaneamente Deus que bate à porta do coração de jovens que se considerem capazes daquilo de que Deus os considera capazes. Era de esperar que este novo resplendor do sacerdócio não fosse visto com agrado pelo «inimigo»; este teria preferido vê-lo desaparecer, para que em definitivo Deus fosse posto fora do mundo. E assim aconteceu que, precisamente neste ano de alegria pelo sacramento do sacerdócio, vieram à luz os pecados dos sacerdotes – sobretudo o abuso contra crianças, no qual o sacerdócio enquanto serviço da solicitude de Deus em benefício do homem se transforma no contrário. Também nós pedimos insistentemente perdão a Deus e às pessoas envolvidas, enquanto pretendemos e prometemos fazer tudo o possível para que um tal abuso nunca mais possa suceder; prometemos que, na admissão ao ministério sacerdotal e na formação ao longo do caminho de preparação para o mesmo, faremos tudo o que pudermos para avaliar a autenticidade da vocação, e que queremos acompanhar ainda mais os sacerdotes no seu caminho, para que o Senhor os proteja e guarde em situações penosas e nos perigos da vida. Se o Ano Sacerdotal devesse ser uma glorificação do nosso serviço humano pessoal, teria ficado arruinado com estas vicissitudes. Mas, para nós, tratava-se precisamente do contrário: sentir-se agradecidos pelo dom de Deus, dom que se esconde em «vasos de argila» e que sem cessar, através de toda a fraqueza humana, concretiza neste mundo o seu amor. Assim consideramos tudo o que sucedeu como um serviço de purificação, um serviço que nos lança para o futuro e faz agradecer e amar muito mais o grande dom de Deus. Deste modo, o dom torna-se o compromisso de responder à coragem e à humildade de Deus com a nossa coragem e a nossa humildade. Nesta hora, a palavra de Cristo, que proclamámos no cântico de entrada desta liturgia, pode dizer-nos o que significa tornar-se e ser sacerdotes: «Tomai o meu jugo sobre vós e aprendei de Mim, que Eu sou manso e humilde de Coração» (Mt 11, 29).

Celebramos a festa do Sagrado Coração de Jesus e, com a liturgia, por assim dizer lançamos um olhar dentro do Coração de Jesus que, na morte, foi aberto pela lança do soldado romano. Sim, o seu Coração está aberto por nós e aos nossos olhos; e deste modo está aberto o Coração do próprio Deus. A liturgia dá-nos a interpretação da linguagem do Coração de Jesus, que fala sobretudo de Deus como pastor dos homens e, deste modo, manifesta-nos o sacerdócio de Jesus, que está radicado no íntimo do seu Coração; indica-nos assim o perene fundamento e também o critério válido de todo o ministério sacerdotal, que deve estar sempre ancorado no Coração de Jesus e ser vivido a partir dele. Hoje queria meditar principalmente sobre os textos com que a Igreja em oração responde à Palavra de Deus apresentada nas leituras. Nestes cânticos, compenetram-se palavra e resposta; por um lado, são tirados da Palavra de Deus, mas, por outro e simultaneamente, são já a resposta do homem à referida Palavra, resposta na qual a própria Palavra se comunica e entra na nossa vida. O mais importante destes textos na liturgia de hoje é o Salmo 22 (23) – «O Senhor é meu pastor» –; nele Israel acolheu em oração a auto-revelação de Deus como pastor e dela fez a orientação para a sua própria vida. «O Senhor é meu pastor, nada me falta»: neste primeiro versículo, exprimem-se alegria e gratidão pelo facto de Deus estar presente e Se ocupar de nós. A leitura tirada do Livro de Ezequiel começa com o mesmo tema: «Eu próprio tomarei cuidado das minhas ovelhas, Eu é que hei-de olhar por elas» (Ez 34, 11). Deus, pessoalmente, cuida de mim, de nós, da humanidade. Não fui deixado sozinho, perdido no universo e numa sociedade onde se fica cada vez mais desorientado. Ele cuida de mim. Não é um Deus distante, para Quem contaria muito pouco a minha vida. As religiões da Terra, por aquilo que nos é dado ver, sempre souberam que, em última análise, só há um Deus; mas este Deus era distante. Aparentemente, Ele deixava o mundo abandonado às outras potestades e forças, às outras divindades. Com estas, era preciso encontrar um acordo. O Deus único era bom, mas distante. Não constituía um perigo, mas tampouco oferecia uma ajuda. Assim, não era necessário ocupar-se d’Ele. Não era Ele que dominava. Por estranho que pareça, este pensamento ressurgiu no Iluminismo. Que o mundo pressupõe um Criador, ainda se compreendia. Este Deus teria construído o mundo, mas depois, evidentemente, retirou-se dele. Agora o mundo tinha um conjunto próprio de leis, segundo as quais se desenvolvia e nas quais Deus não intervinha, nem podia intervir. Deus era apenas uma origem remota. Muitos talvez não desejassem sequer que Deus cuidasse deles. Não queriam ser incomodados por Deus. Mas, sempre que a solicitude e o amor de Deus são sentidos como incómodo, o ser humano acaba subvertido. É bom e consolador saber que há uma pessoa que me ama e cuida de mim; mas muito mais decisivo é que exista um Deus que me conhece, me ama e Se preocupa comigo. «Conheço as minhas ovelhas, e elas conhecem-Me» (Jo 10, 14): diz a Igreja, antes do Evangelho, tomando uma palavra do Senhor. Deus conhece-me, preocupa-Se comigo: este pensamento deveria fazer-nos verdadeiramente felizes; deixemo-lo penetrar profundamente no nosso íntimo. Então compreenderemos também o que significa isto: Deus quer que nós, como sacerdotes, num pequenino ponto da história, compartilhemos as suas preocupações pelos homens. Como sacerdotes, queremos ser pessoas que, em comunhão com a sua solicitude pelos homens, cuidamos deles e lhes fazemos experimentar concretamente esta solicitude de Deus. E o sacerdote, no âmbito que lhe está confiado, deveria poder dizer juntamente com o Senhor: «Conheço as minhas ovelhas, e elas conhecem-me». O sentido deste «conhecer», na Sagrada Escritura, nunca é simplesmente o de um saber exterior, como quando se conhece o número do telefone de uma pessoa; mas «conhecer» significa estar interiormente próximo do outro, amá-lo. Nós havemos de procurar «conhecer» os homens por parte de Deus e em ordem a Deus; havemos de procurar caminhar com eles pela estrada da amizade de Deus.

Voltemos ao nosso Salmo. Lá se diz: «Ele me guia pelo caminho mais seguro para glória do seu nome. Passarei ravinas tenebrosas e não temo; Vós estais comigo, o vosso cajado me sossega» (22, 3-4). O pastor indica a estrada certa àqueles que lhe estão confiados. Vai à sua frente e guia-os. Por outras palavras: o Senhor mostra-nos como se realiza de modo justo o ser homens. Ensina-nos a arte de ser pessoa. Que devo fazer para não me afundar, para não desperdiçar a minha vida com o que não tem sentido? Esta é precisamente a pergunta que cada homem se deve colocar a si mesmo, válida em cada período da vida. E como é grande a escuridão à volta de tal pergunta, no nosso tempo! Vem-nos sempre de novo à mente aquela atitude de Jesus, que Se enchera de compaixão pelos homens, porque eram como ovelhas sem pastor. Senhor, tende piedade também de nós! Indicai-nos a estrada! A partir do Evangelho, sabemos isto: Ele mesmo é o caminho. Viver com Cristo, segui-Lo: isto significa encontrar o caminho certo, para que a nossa vida ganhe sentido e possamos dizer um dia: «Sim, foi bom viver». O povo de Israel sentia-se, e sente-se, agradecido a Deus, porque lhe indicou, nos Mandamentos, o caminho da vida. O longo Salmo 118 (119) é todo ele uma expressão de alegria por este facto: não titubeamos na escuridão. Deus mostrou-nos qual é o caminho, como podemos caminhar de modo certo. O que dizem os Mandamentos foi sintetizado na vida de Jesus e tornou-se um modelo vivo. Compreendemos assim que estas directrizes de Deus não são algemas, mas o caminho que Ele nos indica. Podemos alegrar-nos por elas, e exultar porque em Cristo nos aparecem como realidade vivida. Ele mesmo nos tornou felizes. Caminhando juntamente com Cristo, fazemos a experiência da alegria da Revelação, e, como sacerdotes, devemos comunicar às pessoas a alegria pelo facto de nos ter sido indicado o caminho certo da vida.

Aparece depois a palavra que nos fala de «ravinas tenebrosas», através das quais o homem é guiado pelo Senhor. O caminho de cada um de nós conduzir-nos-á um dia às ravinas tenebrosas da morte, onde ninguém pode acompanhar-nos. Mas Ele estará lá. O próprio Cristo desceu à noite escura da morte. Mesmo lá, Ele não nos abandona. Mesmo lá, Ele nos guia. «Se descer aos abismos, ali Vos encontrais»: diz o Salmo 138 (139). Sim, Vós estais presente mesmo no último transe; e assim o nosso Salmo Responsorial pode dizer: mesmo lá, nas ravinas tenebrosas, não temo mal algum. Mas, ao falar de ravinas tenebrosas, podemos pensar também nas ravinas tenebrosas da tentação, do desânimo, da provação, que cada pessoa humana tem de atravessar. Mesmo nestas ravinas tenebrosas da vida, Ele está presente. Sim, Senhor, nas trevas da tentação, nas horas de ofuscamento quando todas as luzes parecem apagar-se, mostrai-me que estais presente. Ajudai-nos, a nós sacerdotes, para podermos nessas noites escuras estar ao lado das pessoas que nos foram confiadas, para podermos mostrar-lhes a vossa luz.

«O vosso cajado me sossega»: o pastor precisa de usar o cajado como um bastão contra os animais selvagens que querem irromper no meio do rebanho; contra os salteadores que procuram o seu botim. A par de bastão, o cajado serve também de apoio e ajuda para atravessar sítios difíceis. As duas coisas fazem parte também do ministério da Igreja, do ministério do sacerdote. Também a Igreja deve usar o bastão do pastor, o bastão com que protege a fé contra os falsificadores, contra as orientações que, na realidade, são desorientações. Por isso mesmo este uso do bastão pode ser um serviço de amor. Hoje vemos que não se trata de amor, quando se toleram comportamentos indignos da vida sacerdotal. E também não se trata de amor, se se deixa proliferar a heresia, a deturpação e o descalabro da fé, como se tivéssemos nós autonomamente inventado a fé; como se já não fosse dom de Deus, a pedra preciosa que não deixaremos arrebatar. Ao mesmo tempo, porém, o bastão deve continuar a ser o cajado do pastor, cajado que ajude os homens a poderem caminhar por sendas difíceis e a seguirem o Senhor.

A parte final do Salmo fala da mesa preparada, do óleo com que se unge a cabeça, do cálice transbordante, de poder habitar junto do Senhor. No Salmo, tudo isto exprime, antes de mais nada, a dimensão da alegria pela festa de estar com Deus no templo, ser hospedados e servidos por Ele mesmo, poder habitar junto d’Ele. Para nós, que rezamos este Salmo com Cristo e com o seu Corpo que é a Igreja, esta dimensão de esperança adquiriu uma amplidão e profundidade ainda maiores. Por assim dizer, vemos nestas palavras uma antecipação profética do mistério da Eucaristia, no qual Deus mesmo nos acolhe como seus comensais oferecendo-Se-nos a Si mesmo como alimento, como aquele pão e aquele vinho refinados que são os únicos capazes de constituir a derradeira resposta à fome e sede íntima do homem. Como não sentir-se feliz por poder cada dia ser hóspede à própria mesa de Deus, por habitar junto d’Ele? Como não sentir-se feliz pelo facto de Ele nos ter mandado: «Fazei isto em memória de Mim»? Felizes porque Ele nos concedeu preparar a mesa de Deus para os homens, dar-lhes o seu Corpo e o seu Sangue, oferecer-lhes o dom precioso da sua própria presença. Sim, com todo o coração podemos rezar juntos as palavras do Salmo: «A vossa bondade e misericórdia me acompanham no caminhar da minha vida» (22, 6).

Por último lancemos, ainda que brevemente, um olhar sobre os dois cânticos da comunhão propostos pela Igreja na sua liturgia de hoje. Em primeiro lugar, temos as palavras com que São João conclui a narração da crucifixão de Jesus: «Um dos soldados abriu o seu lado com uma lança e dele brotou sangue e água» (Jo 19, 34). O Coração de Jesus é trespassado pela lança. Aberto, torna-se uma fonte; a água e o sangue que saem remetem para os dois Sacramentos fundamentais de que vive a Igreja: o Baptismo e a Eucaristia. Do lado trespassado do Senhor, do seu Coração aberto brota a fonte viva que corre através dos séculos e faz a Igreja. O Coração aberto é fonte de um novo rio de vida; neste contexto, João certamente pensou também na profecia de Ezequiel que vê brotar do novo templo um rio que dá fecundidade e vida (cf. Ez 47): o próprio Jesus é o novo templo, e o seu Coração aberto a fonte da qual jorra um rio de vida nova, que se nos comunica no Baptismo e na Eucaristia.

Mas a liturgia da Solenidade do Sagrado Coração de Jesus prevê como cântico de comunhão ainda outra frase, ligada à primeira, tirada do Evangelho de João: «Se alguém tem sede, venha a Mim e beba, diz o Senhor. Se alguém acredita em Mim, do seu coração brotará uma fonte de água viva» (cf. Jo 7, 37-38). Na fé, por assim dizer bebemos da água viva da Palavra de Deus. Deste modo o próprio fiel torna-se uma fonte, dá à terra sequiosa da história água viva. Vemo-lo nos Santos. Vemo-lo em Maria que, como grande mulher de fé e de amor, se tornou ao longo dos séculos fonte de fé, amor e vida. Cada cristão e cada sacerdote deveriam, a partir de Cristo, tornar-se fonte que comunica vida aos outros. Devemos dar água da vida a um mundo sedento. Senhor, nós Vos agradecemos porque nos abristes o vosso Coração; porque, na vossa morte e na vossa ressurreição, Vos tornastes fonte de vida. Fazei que sejamos pessoas que vivem, que vivem da vossa fonte, e concedei-nos a possibilidade de sermos também nós fontes capazes de dar a este nosso tempo água da vida. Nós Vos agradecemos pela graça do ministério sacerdotal. Senhor, abençoai-nos a nós e abençoai todos os homens deste tempo que estão sedentos e andam à procura. Amen.

Saudações no final da Santa Missa

Queridos sacerdotes dos países de língua oficial portuguesa, dou graças a Deus pelo que sois e pelo que fazeis, recordando a todos que nada jamais substituirá o ministério dos sacerdotes na vida da Igreja. A exemplo e sob o patrocínio do Santo Cura d’Ars, perseverai na amizade de Deus e deixai que as vossas mãos e os vossos lábios continuem a ser as mãos e os lábios de Cristo, único Redentor da humanidade. Bem hajam!

Al termine di questa straordinaria concelebrazione, desidero esprimere la mia viva gratitudine alla Congregazione per il Clero, per l’opera svolta durante l’Anno Sacerdotale e per aver organizzato queste giornate conclusive. Un pensiero di speciale riconoscenza va ai Signori Cardinali ed ai Vescovi che hanno voluto essere presenti, in particolare a quanti sono venuti da lontano.

Chers prêtres francophones, vous avez une proximité particulière avec saint Jean-Marie Vianney. Je souhaite qu’elle devienne une véritable complicité spirituelle. Puisse son exemple sûr, vous inspirez afin que le don que vous avez fait de vous-même au Seigneur porte du bon fruit! Je vous renouvelle ma confiance et je vous encourage à progresser sur les chemins de la sainteté. Que le Seigneur vous garde tous en son Cœur très-aimant!

I now wish to greet all the English-speaking priests present at today’s celebration! My dear brothers, as I thank you for your love of Christ and of his bride the Church, I ask you again solemnly to be faithful to your promises. Serve God and your people with holiness and courage, and always conform your lives to the mystery of the Lord’s cross. May God bless your apostolic labours abundantly!

Von ganzem Herzen grüße ich die Bischöfe, Priester und Ordensleute wie auch alle Pilger, die aus den Diözesen des deutschen Sprachraums zum Abschluß des Priesterjahres nach Rom gekommen sind, um ihre Einheit mit dem Nachfolger Petri zu zeigen. Liebe Mitbrüder, wo kein Zusammenhalt ist, da gibt es keinen Fortschritt. Wenn wir miteinander verbunden bleiben, wenn wir in Christus, dem wahren Weinstock, bleiben, dann können wir starke und lebendige Zeugen der Liebe und der Wahrheit sein, können uns die Winde des Augenblicks nicht verbiegen oder brechen. Christus ist die Wurzel, die uns trägt und uns Leben gibt. Danken wir dem Herrn für die Gnade des Priestertums; dafür, daß er uns jeden Tag neu Gelegenheit gibt, in seiner Nachfolge gute Hirten zu sein. Der Heilige Geist stärke euch bei all eurem Wirken!

Saludo cordialmente a los presbíteros de lengua española, y pido a Dios que esta celebración se convierta en un vigoroso impulso para seguir viviendo con gozo, humildad y esperanza su sacerdocio, siendo mensajeros audaces del Evangelio, ministros fieles de los Sacramentos y testigos elocuentes de la caridad. Con los sentimientos de Cristo, Buen Pastor, os invito a continuar aspirando cada día a la santidad, sabiendo que no hay mayor felicidad en este mundo que gastar la vida por la gloria de Dios y el bien de las almas.

“Dobroć i łaska pójdą w ślad za mną przez wszystkie dni mego życia” (Ps 23/22/, 6). Tymi słowami Psalmu pozdrawiam polskich kapłanów. Drodzy Bracia, Chrystus Was wybrał, wezwał, napełnił dobrocią i łaską. Szczerym sercem podejmujcie każdego dnia ten dar i nieście go z miłością tym, do których zostaliście posłani. Świętymi bądźcie i prowadźcie innych do świętości w Chrystusie. Niech Bóg wam błogosławi!

Rivolgo infine il mio cordiale saluto ai sacerdoti di Roma e d’Italia; come pure ai Presuli, ai sacerdoti e ai seminaristi di tutti i Riti delle Chiese Orientali cattoliche. So, infine, che in tutte le parti del mondo si sono tenuti moltissimi incontri celebrativi e spirituali con grande e fruttuosa partecipazione. Pertanto, desidero ringraziare Vescovi, sacerdoti e organizzatori ed auguro a tutti di proseguire con rinnovato slancio il cammino di santificazione in questo sacro ministero che il Signore vi ha affidato. Vi benedico di cuore!

© Copyright 2010 – Libreria Editrice Vaticana

“Nesta primeira perseguição, de caráter local, morreram os apóstolos Pedro(crucificado ) e Paulo (decapitado por ser cidadão romano).”, in As Perseguições – A Lex Romana (Blog Missio Fides – Pe. Edson Ausier – Brasil)

Fonte: MISSIO FIDES – TOTUS TUUS (Pe.Edson Ausier. Arquidiocese de Manaus, Amazonas, Brasil)

Confira também:

MISSIO FIDES – TOTUS TUUS – “Ícone: Janela para a Eternidade” – quinta-feira, 29 de julho de 2010

PERSEGUIÇÕES- A LEX ROMANA

No ano 186 a C. o senado romano reagiu contra os cultos forâneos (= externos) proibindo as Bacchanalia (=festas em honra de Baco, deus do vinho),e perseguindo duramente os seus seguidores; vários milhares deles foram executados. Proibia-se a associação dos crentes de Baco, a não ser em grupos de dois homens e não mais de três mulheres. Os que não cumprissem estas normas sofreriam a pena capital..

173 a C. para frear os progressos da superstitio populi (= superstição do povo) e restaurar a credibilidade dos deuses pátrios o Senado romano viu-se obrigado a emitir decretos de expulsão contra mestres de retórica e filósofos gregos.

Cícero(-63) em De legibus (= sobre as leis) mantém que a única religião pública é aquela que recebe o reconhecimento do poder político. Os deuses romanos eram cidadãos que podiam ser naturalizados, ou privados de cidadania, segundo decisão, ou conveniência do Estado. Ele afirmava que “nossos antepassados nunca foram mais sábios nem melhor inspirados pelos deuses, que quando decidiram que as mesmas pessoas que presidem a religião governem o Estado”. Daí ao cesaropapismo(= uma única pessoa assume todos os poderes cívicos e religiosos) só um passo, ou um tempo.

Lucrecio ( de Rerum Natura) é um defensor da religião pública frente a toda forma de superstição.

59 a C. o Senado mandou destruir os altares a Isis e Osiris, dentro do pomoerium (direito de alojamento) e do capitólio (= uma das sete colinas de Roma na qual estava o templo de Júpiter, protetor da cidade, chamada também Tarpeya, pela rocha célebre desde que se atiravam os meninos com defeitos no nascimento); proibição que se repetiu em anos posteriores.

29 a C., Augusto, ou melhor Caio Octávio, que reformou seu nome para Caio Julio César Octaviano e recebeu o sobrenome de Augusto, como é conhecido na História, recebe todo o poder político em suas mãos, aceitando o título de princeps senatus( príncipe do Senado).. Recebe o título de Imperator, general vitorioso, encarnação viva de Júpiter, o deus supremo dos romanos. No ano 37 recebe o título de Augustus, (= divino) com autoridade para ser o garante dos auspícios. No ano 12 recebe o título de Pontifex máximus, ( pontífice máximo),uma vez morto Lépido, ficando como único e máximo reponsável de toda a religião romana. Assim neste mesmo ano mandou destruir 2 mil oráculos diversos quando transferiu para o templo de Apolo Palatino os livros sibilinos (da Sibila, mulher sábia com poderes proféticos). A religião romana se transformou num dos apoios mais sólidos do regime imperial. Com exceção de Calígula e Nero, os demais imperadores do século I, apenas se afastaram das normas marcadas por Augusto, apresentando-se como máximos protetores da religião tradicional: a tríade capitolina (Júpiter,Juno, Minerva) a deusa Roma e o Imperador divinizado especialmente em províncias.

Tibério (14-37 )mandou destruir o templo de Isis-Serapis e jogar no Tibre a estátua da deusa. Como continuador da obra de Augusto perseguiu os magos, astrólogos e matemáticos (= no tempo considerados como adivinhos), judeus e outros seguidores de deuses orientais.

Claudio (43) ordena uma perseguição de judeus em Roma por causa de tumultos provocados por enfrentamentos com os cristãos. Entre eles Áquila (At 18,2).

Nero (64) inicia a primeira perseguição contra os cristãos não por motivos religiosos mas por causa do incêndio de Roma do qual são acusados. Nela morrem Pedro e Paulo. Segundo Tertuliano,(final sec II) Nero decretou o Institutum Neronianum( Decreto neroniano) que permitia às autoridades romanas perseguir os cristãos pelo fato mesmo de praticar sua religião, embora os autores modernos o neguem. Porém se propagou entre o povo a idéia de que os cristãos eram ateus (ver o caso de Sócrates) porque rejeitavam os deuses e as religiões, especialmente as tradicionais, sem cujos ritos os males sobrevinham sobre Roma e portanto eram culpáveis dos mesmos. Também que em seus cultos comiam carne de crianças e organizavam orgias sexuais, o qual apontava os banquetes eucarísticos, que eram confundidos com os orientais como os cultos de Mitra ou Baco.

A LEX ROMANA – AS PERSEGUIÇÕES (cont.)

No ano 304 a C. existia uma lei promulgada pela autoridade do Senado que proibia sem ordem do mesmo Senado ou dos tribunos da plebe, dedicar templo ou altar algum privadamente. Cícero explica dizendo que ninguém pode separar-se da cidade no culto aos deuses como ninguém pode infringir suas leis, ou negar-lhe seu serviço, sem deixar, ipso facto, de ser cidadão e cair sob sua justa vingança.

Tertuliano ( autor cristão no fim do século II) é o único que afirma que existiu um decreto de Nero que afirmava Ut christiani non sint(= não é lícito ser cristiano). Não se encontrou outro testemunho e por isso muitos autores o rejeitam. Nero culpou do incêndio de Roma aos cristãos à semelhança do acontecido na Roma do século II a C. quando um incêndio de umas casas vizinhas esteve a ponto de destruir o templo de Vesta, onde se guardava o fogo sempiterno da cidade. O cônsul (magistrado da república com suprema autoridade por um ano; era também chefe do exército), mandado pelo Senado para pesquisar as causas, acusou os habitantes de Cápua, que então visitavam Roma como causantes, porque Cápua era aliada de Aníbal, e esperava ser cabeça da Itália contra os interesses de Roma. Nesta primeira perseguição, de caráter local, morreram os apóstolos Pedro(crucificado ) e Paulo (decapitado por ser cidadão romano). Foram os mais ilustres mártires, de quem Caio (198-217), presbítero romano, escreve: “Dá fé desta história a inscrição, conservada até hoje dos seus sepulcros….que acharás se te aproximas ao Vaticano”. Modernamente nas escavações feitas no subsolo da basílica atual do Vaticano se descobriu um sepulcro com ossos do 1º século de um velho de 70 anos, com moedas desde o 1º século, e a inscrição Petros eini em grego(Pedro está aqui).

Do ano 64 até o 313, ano este em que o cristianismo gozou de liberdade no Império, houve estes períodos de perseguição: Século I 6 anos de perseguição (domiciano) e 28 de tolerância. – Século II: 86 anos de perseguição e 14 de tolerância.- Século III: 24 anos de perseguição e 74 de tolerância. –Século IV: 13 anos de perseguição Total: 129 anos de perseguição e 120 de tolerância. As perseguições mais importantes são as de Domiciano (5 anos) cujo motivo foi que eram molitores rerum novarum, (maquinadores de coisas novas) e que poderíamos traduzir como suspeitosos contra o regime, em que a nobreza romana pela primeira vez foi mártir de Cristo..

250 Décio, descendene de uma família senatorial romana, oficial do Illirico (Yugoslávia atual) tentou reavivar o culto em torno à figura do imperador. No momento em que assumiu o império ditou um edito obrigando a todos os cristãos a realizar atos públicos de submissão religiosa ao imperador e aos deuses oficiais. Aos que o faziam entregava um certificado(libellus)para não serem molestados de novo; e os que se negavam podiam ser encarcerados, torturados e mortos. No fim de um ano as medidas começaram a ser suavizadas, devido à opinião pública impressionada pelos excessos cometidos. Mártires: Fabião, papa em Roma, Ágata na Sicília, Dionísio em Paris. Alguns como Pablo se esconderam no deserto, outros compraram o libello ou apostataram, daí o problema dos lapsi (caídos).

Em 257, Valeriano – O velho Valeriano, no início tolerante, incitado por Macrino, ministro da fazenda que ambicionava os bens eclesiásticos, iniciou uma perseguição mais seletiva., de modo que só se obrigava a oferecer sacrifícios aos membros da hierarquia eclesiástica. Um segundo decreto ia dirigido contra os cristãos da classe alta em 258. Tudo terminou em 260 ao cair Valeriano nas mãos dos persas. Total 3 anos. Seu filho Galiano devolveu aos cristãos as igrejas e iniciou uma paz de quase 50 anos. Mártires: Sixto II em Roma com seu diácono Lourenço. Frutuoso na Espanha, Cipriano em Cartago.

A última perseguição foi a de Diocleciano(10 anos) – um gigante de corpo, de espírito organizador. Instaurou a tetrarquia, que estava acompanhada de um rearme moral e religioso. Sua mulher e filha eram cristãs. Esta perseguição, que teve início por dois incêndios perto da casa imperial, foi a mais cruenta e duradoura. Iniciada em 303, a instigação de seu colega Galério, César do Oriente, alcançou enorme dureza, exceto nas Gálias e Britannia, onde César Constâncio, colega do Augusto Maximiano, se limitou a destruir alguns lugares de culto. Em 305, Diocleciano abdicou e a perseguição só se manteve no Oriente através dos dois césares Galério e Maximino, sendo que no Ocidente cessou praticamente. Em 311, Galério, pouco antes de morrer, ditou um edito de tolerância. Licínio, Constantino e Majêncio o aprovaram. Só Maximino. de modo parcial e por pouco tempo, reiniciou as medidas anticristãs. Mártires: Sebastião em Roma, Lucia em Siracusa.

AS PERSEGUIÇÕES (Sobre os mártires)

O NÚMERO DOS MÁRTIRES.: O número de mártires que conhecemos com nomes próprios é um pouco mais de duzentos. O número conhecido pelas Acta Martyrum (atas dos mártires), pelo culto, ou outras fontes, se aproxima do milhar. Algumas atas e alguns mártires são famosos. No ano 117, Ignácio de Antioquia em Roma. No ano 156, Policarpo de Esmirna.. Em 165, Justino. Em 177, os mártires de Lion nas Gálias, França atual, entre eles S Blondina, escrava. No ano de.180 Perpétua e Felicidade( esta escrava) em Cartago. No século III, temos Cipriano, bispo de Cartago e Frutuoso, bispo de Tarragona. Finalmente, na perseguição de Diocleciano, Vicente, diácono de Zaragoza. São mártires cujas atas conhecemos. Outros, cujo martírio é conhecido pelo culto antigo como os grandes mártires romanos Inés, Sebastião, Pancrácio, dos que temos a igreja a eles dedicada, com seu sepulcro e inscrições e notícias litúrgicas. Muitos são desconhecidos. Para os mais moderados, seu número total nos IV primeiros séculos está mais perto dos 10 mil que dos 100 mil. Talvez foram muitos mais os que, sem ser mortos, tiveram que afrontar a confiscação de bens, o desterro, os cárceres e as minas. Como nota: no primeiro semestre da guerra civil na Espanha, foram mortos 12 bispos, 4 mil sacerdotes seculares e mais de 2 mil religiosos, entre eles 250 escolápios.

[Leia mais neste artigo – LBN]:

OS CÁRCERES

A TORTURA

AS MINAS.-AS CATACUMBAS

A FRAGILIDADE HUMANA – O Pão dos Fortes, Os Lapsi, Tipos de Lapsi, Os Confessores.

A ÚLTIMA PERSEGUIÇÃO – Diocleciano e o Baixo Império, A Perseguição, Galério, Morte de Galério, Licínio, Consequências.

FIM DAS PERSEGUIÇÕES – Constantino (285-337),  Batalha da Ponte Mílvio, Edito de Milão, Batismo e Morte de Constantino.

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Postado no site Missio Fides, por Pe.Edson Ausier, em 30 de abril de 2007.

Nossa Senhora do Carmo – Solenidade – 16 de julho

Nossa Senhora do Carmo

E  história de São Simão Stok (a quem Nossa Senhora apareceu)

http://www.paginaoriente.com/titulos/nscar1607.htm

PAPA ESCREVE AOS CATÓLICOS DA TERRA SANTA PEDINDO UNIÃO

Artigo da Rádio do Vaticano (link) extraído do site /home: http://www.paginaoriente.com/

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Olá a todos! É possível sentir saudade de quem não conhecemos pessoalmente? Parece loucura, não? O que sei que é que me sinto feliz em saudá-los: “Que a Paz de Cristo esteja com vocês!”, caros amigos e amigas. A mesma saudação estendo aos visitantes que estão dando uma passadinha por aqui! Saibam que estive afastada por atividade paralela à minha área profissional – o Jornalismo. Terminei a revisão de uma tese de doutorado, com a Graça de Deus. A concluí em meio a um tratamento por stress continuado. Precisei “dar um tempo”. Que Deus me perdoe a pretensão, bem como nosso amado Apóstolo São Paulo, mas gostaria de expressar o seguinte, mal comparando, é claro: “Combati o bom combate”. O trabalho em si transcorreu como um barco que segue tranquilo. No entanto , no meio do caminho…Posso dizer também: vencemos com a ajuda da Providência Divina, eu e meu esposo, em várias frentes, ainda que algumas expectativas tenham sido frustradas. Mas, como Deus é Onisciente, Onipresente e Onipotente, então, que Assim Seja!

Minha saúde, agora que diminuiu este “poderoso” stresse, já está voltando ao normal.Conhecem aquele ditado, bem popular: “Ninguém é de ferro”? Pois é… É o que passa comigo. O médico havia me sugerido procurar (o que aceitei na teoria na hora), por exemplo, fazer algum tipo de trabalho manual para relaxar a mente. Nem mesmo devia me envolver com este blog…

Nós cristãos temos a “mania” de fazer o máximo porque confiamos que Deus fará, se necessário, o impossível, em sua Misericórdia para nos levantar! A menos que nos queira junto d’ Ele… Desculpem-me se é um tanto chocante raciocinar desse jeito, mas é proveitoso. Melhoramos a cada dia um pouco mais, entre quedas e  asceses, não?

Retorno, portanto, ao ritmo de antes. Um abraço fraterno.

Um pedido especial de minha parte à nossa amadíssima Nossa Senhora do Carmo: peço-Lhe que proteja com seu manto a todos os jornalistas que lutam pelos que sofrem, ou seja, os fracos, os inocentes. Estendo meu pedido de proteção a todos os carmelitas, calçados ou descalços, consagrados e seculares, bem como à minha família como um todo, e a todos que amam a Deus, a Cristo Jesus, no mundo inteiro. Amém.

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Fonte: Igreja Catedral da Diocese de Santo André – SP – Brasil

2010 – Catedral Nossa Senhora do Carmo

Nossa Padroeira

O título “Nossa Senhora do Carmo” é um dos mais antigos e conhecidos da Mãe de Jesus. Surgiu no Monte Carmelo, onde se iniciou a Ordem Carmelita. Nesse monte bíblico foi construída uma pequena capela onde os primeiros monges eremitas carmelitas se reuniam para louvar a Deus e venerar a Virgem Santa.

No século XIII, com as invasões muçulmanas, os monges foram expulsos para o Ocidente e levaram consigo a devoção. Nas dificuldades, invocavam Nossa Senhora por meio do Escapulário de Nossa Senhora do Carmo. O Escapulário tornou-se um sinal, um “sacramental”, que nos recorda o amor materno de Maria e nos convida a viver mais plenamente nossos compromissos com a vida cristã. A devoção ao Escapulário é uma maneira simples e delicada de manifestar o amor à Virgem Santa. O Escapulário é de forma comum e popular chamado por muitos de “bentinho”.

Ele possui o profundo significado de pertença a Maria. O Escapulário é como a forte armadura da fé que nos reveste e nos liberta dos perigos e das tentações do inimigo. Todo cristão que queira comprometer-se com maior empenho na vivência do Evangelho, assumindo Maria como modelo e protetora, pode usar o escapulário. Hoje temos o escapulário em tamanho reduzido para ser dado aos fiéis, para que eles recebam esse sinal protetor de Deus, em nosso caminhar para a casa do Pai.

(Extraído de texto do Frei Patricio Sciadini, OCD)

O Escapulário de Nossa Senhora do Carmo

Pe. Hildebrando

Pe. Hildebrando Rodrigues de Oliveira
Vigário paroquial da Catedral
Publicado em Junho/2006 no Catedral Informa

“Eis o escapulário, aceita-o como um privilégio que alcancei para ti.”

É bom lembrar que o escapulário não é um amuleto, que assegure, sob qualquer hipótese, a salvação de quem o usar. Todavia, contam-se por milhares as conversões de pecadores na hora da morte, atribuídas unicamente ao escapulário de Nossa Senhora do Carmo. A partir de 1245, Simão Stock foi eleito Superior Geral da Ordem Carmelitana, que tem por propósito especial o culto da Mãe de Deus, e pretende ter origem nos tempos do profeta Elias. Diz a tradição que os discípulos de Elias, em lembrança de uma visão do Mestre, teriam fundando uma congregação com sede no Monte Carmelo, com o fim declarado de prestar homenagens à Mãe do Mestre.

Simão Stock era um homem de grandes virtudes, privilegiado por Deus com dons de profecia e dos milagres e por meio dele a Ordem de Nossa Senhora do Carmo começou então a ter uma aceitação extraordinária. Foi aos 16 de julho de 1251 que, estando em oração fervorosa, rodeada de anjos, Nossa Senhora se dignou aparecer-lhe, veio trazer- lhe um escapulário, dizendo: “Meu dileto filho, eis o escapulário, que será o distintivo da minha ordem. Aceita-o como um penhor do privilégio que alcancei para ti e para os membros da Ordem do Carmo. Aquele que morrer vestido desde escapulário está livre do fogo do inferno”.

Estando-lhe assim satisfeita a maior aspiração, Simão Stock tratou de divulgar a irmandade do Escapulário e convidar o mundo católico a participar dos grandes privilégios anexos. O escapulário teve uma aceitação comparável ao rosário. Como o rosário, o escapulário tem experimentado o efeito poderosíssimo da proteção da Mãe de Deus. Muitos são os casos que mostram que privilégio nenhum favorece a quem não quer se separar do pecado e levar uma vida digna e cristã. Assim sendo, meus amigos, não considerem o Escapulário supersticiosamente, ou seja, como um amuleto, mas como compromisso de uma vida digna e cristã, fazendo por merecer os privilégios que ele lhe oferece.

Artigo extraído integralmente do site da Catedral Nossa Senhora do Carmo –  2010 ©.

Vídeo – Santo Antônio de Pádua – 13 de junho – Memória

Santo Antônio de Pádua nasceu em uma família da nobreza de Lisboa. Quando São Francisco de Assis o conheceu, devido à sua erudição e humildade, o nomeou mestre dos franciscanos, contrariando sua decisão de que a Ordem se limitaria aos estudos da Bíblia. Santo Antônio também possuía domínio da oratória, o que para São Francisco acrescentaria ao seu ideal, que, aliás, seguia fielmente o que Jesus Cristo disse aos Apóstolos: “Ide e pregai ao mundo inteiro”.

Além destes dons recebidos do Céu, realizou milagres. Morreu jovem, aos 36 anos de idade, junto a seus irmãos, em Pádua.  Reunia em sua pessoa virtudes como a pureza, a piedade e a humildade, e além disso, foi um pregador de rara inteligência e um hábil orador.

Por tantas graças, Santo Antônio, que veio de Lisboa, e viveu em Pádua, nós, do mundo inteiro, te agradecemos por todas as intercessões que fizeste e fazes  junto a Deus Pai.

Santo Antônio, aconselha-nos nas adversidades e roga por nós! Amém!

No “Arquivo” do blogue “Castelo Interior”, você encontrará uma explanação completa sobre os “feitos”de Santo Antônio de Pádua (com links complementares, que remetem para o site de origem). Vale a pena saber mais sobre este franciscano “por adoção”. Sua vida é surpreendente, já que no post que cito aqui, fica evidente seu potencial de conversão, o que acrescenta, e muito, à idéia que temos dele, ou seja, que era todo o tempo suave, tal como o vemos nas imagens com o menino Jesus que carrega ao colo. Era suave, mas sua pregação era firme e forte.

“Mãe de Deus: Invocação fundamental da Virgem, Mãe do Redentor…o Papa Bento XVI ilustrou o profundo significado desta invocação.”(Mês de Maio – dedicado à Virgem Maria – “Canto da Paz” – Clarissas e Franciscanos)

Olá, estimados e estimadas visitantes! Amigas, amigos em Cristo Jesus…
Como havia avisado anteriormente, me vejo obrigada a fazer postagens sem regularidade  mínima. Ou seja, sem nenhum compromisso com o “tempo real”, que a bem da verdade, não me incomoda. Mas algo diário ou um pouco mais espaçado é o ideal, não? volto ao tema “tempo real”. Como jornalista , penso que esta é uma realidade questionável na net, já que a maior parte das informações que nela circulam, exige aprofundamento… O que temos é uma avalanche de informações, quase sempre inconclusivas. Tempos modernos… Em todo caso, lembro a todos que estou trabalhando em uma revisão de pós-graduação. Entre a introdução, os cinco capítulos e a conclusão, estou quase na metade do quarto. O tema é complexo e exige absoluta concentração. Enquanto isto vai acontecendo, outros compromissos me chamam… Exigências do “caos moderno”…
Logo retomarei, com a Graça de Deus, o ritmo que dava ao blogue “Castelo Interior”. Conto com as orações de todos, certo?
Passou batido o dia da Ascensão do Senhor – o que lamento muito. No “Arquivo” do blogue, em ano anterior fiz uma postagem. Me sinto estranha neste afastamento obrigatório do blogue, ainda que positivo. No entanto, sinto-me “conectada” a Ele, principalmente durante estes últimos 20 dias, ou seja, Jesus Cristo não veio para os sãos (penso que se referia aos santos e santas, já ao seu tempo!). Veio para os pecadores, que aliás, somos todos nós – que pertencemos à Humanidade – e além disso, também para quem se sente atribulado, cansado, esgotado, injustiçado por colocar o amor acima do dinheiro, e pelos que morrem perseguidos na luta por amor e justiça.Então, resta-nos a consolação do dito bíblico conhecidíssimo: “Tudo posso n’Aquele que me fortalece”.
Também ficaram para trás outros assuntos importantes, como, por exemplo, àqueles ligados ao dia-a-dia da Igreja, em Roma. De lá, é bom lembrarmos, partem as decisões que mantém a Igreja Católica Una, Santa e Apostólica.Jesus disse que venceu o mundo, e que, por esta razão, a Sua Igreja não será vencida! Cristo é a cabeça e nós somos os membros deste “Corpo Santo” que é a Igreja – o Papa Bento XVI – Joseph Ratzinger, o Vaticano, os homens e mulheres consagrados espalhados pelo mundo, e nós, leigos cristãos católicos e de outras denominações, seguidores de Seus ensinamentos – pelo menos em nossa “férrea” determinação…
Afinal, viver é lutar, não? Às vezes, confesso – passa uma nuvem que me faz pensar se sou forte o suficiente… Aí, lembro dos cristãos que me antecederam, em tempos, que, historicamente, foram de “corta-cabeças”, e faço com que saiam da minha mente, de meu coração, ainda que com esforço, idéias derrotistas. Na verdade, acredito que quem “manda” todos os sentimentos pouco animadores, ainda que na forma de uma nuvem escura “mental” é a Fé! A oração é a arma neste combate… Afinal, a promessa de Cristo Jesus é que teríamos o “Paráclito” – O Espírito Santo como Divino Auxiliador (Amém!). Assim, tem havido em minha vida, muita luta contra o stresse, o esgotamento – ultimamente, até mesmo com necessidade de medicação. É que os resultados da vida concreta têm sido “desafiadoramente” modestos… Tudo bem. Lutamos por “ser”, como um ideal de vida, e não, pelo ter, acima de tudo… Acho que todos entendem a que me refiro. Infelizmente,esta é a mola mestra do mundo que vivemos, principalmente depois dos anos 80, com ênfase a parir dos 90.
No entanto, no meio da Babel do mundo de hoje, vivi, vivemos um acontecimento confortador e estimulante: a visita de minha irmã caçula e de meu sobrinho, que vieram do exterior. Mas, a saudade reiniciou quando minha irmã partiu… Queremos sempre proteger quem amamos, estar ali, na hora em que a dor ou o contentamento surgem, não? Fazer o quê? É a vida… Nosso sobrinho  ficou no Brasil. Foi difícil para ela. Mas estamos contentes por poder “olhar por ele”, fazer o máximo para que se sinta amado e orientado. Contará com seus avós maternos, eu e meu marido, meu irmão, minha cunhada e seus dois primos e uma prima. Está de bom tamanho. Contamos a proteção da Sagrada Família – Santa Maria, São José e Jesus, seu Filho adotivo. Amém. Que todos os meus familiares, inclusive, os que estão do outro lado do oceano, sejam protegidos, confortados, em especial,  um de meus cunhados, que está hospitalizado. Amém.
Mudando um pouco de assunto, de memória, lembro que foi comentado por um Santo (desculpem-me, mas não tenho certeza – talvez  seja o Cura D’Ars – São João Maria Vianney – patrono do Ano Sacerdotal)): “Até o túmulo o homem será perseguido por tentações.”. Penso que pode ter sido dito por São Francisco de Assis, que teve uma trajetória de vida de crescente sofrimento físico, moral e espiritual. “Tentações” é um termo bem amplo no mundo da espiritualidade cristã. Se assim não fosse, São Francisco de Assis não teria nos deixado o seguinte pensamento: “Quanto mais tentado fores, saiba que és mais amado. Ninguém deve ser reputado servo de Deus até que passe pelas tentações e aridez.” (S.Francisco de Assis)
Até breve. Que Deus nos ilumine e fortaleça. Amém.
(L.B.N.)
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Fonte: CANTO DA PAZ

MÊS DE MAIO

Mãe de Deus – Invocação fundamental da Virgem, Mãe do Redentor

…o Papa Bento XVI ilustrou o profundo significado desta invocação.

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“Este título, que já no século III lhe era atribuído pela devoção popular, foi oficialmente confirmado em 431 pelo Concílio de Éfeso, desejando sublinhar fortemente a unidade das duas naturezas, divina e humana, na pessoa de Cristo.”

Foi a partir daí – recordou o Papa – que se desenvolveu amplamente a devoção mariana, com numerosas igrejas dedicadas à Mãe de Deus, entre as quais, aqui em Roma, a basílica de Santa Maria Maior. O título de “Mãe de Deus”, tão ligado às festas natalícias, é a invocação fundamental com que os fiéis honram a Virgem, e faz ver o nascimento de Jesus e a maternidade divina de Maria como dois aspectos do mesmo mistério da Incarnação do Verbo.

“Todos os títulos atribuídos à Virgem, assim como os privilégios da Imaculada Conceição e da Assunção, têm como fundamento a sua vocação a ser a Mãe do Redentor. Como tal, Maria é também a Mãe do Corpo de Cristo, que é a Igreja.”

Foi por isso que, durante o Concílio Vaticano II, a 21 de Novembro de 1964, Paulo VI conferiu solenemente a Maria o título de “Mãe da Igreja”, que faz com que ela seja também nossa Mãe – acrescentou ainda Bento XVI.

“Somos, portanto, convidados a considerar atentamente a importância da presença da Virgem Maria na vida da Igreja e na nossa vida pessoal, para que ela guie os nossos passos ao longo do novo ano, em que o Senhor nos concede a graça de entrar”.

(Fonte: http://www.diocesedecampinagrande.org)

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Confira também:

Ave Maria – em latim
Padre Amaro Saumell canta a Ave Maria em latim: http://www.cantodapaz.com.br/blog/2006/09/10/ave-maria/

Da Cruz Misericórdia e perdão – Cardeal Geraldo Majella Agnelo (CNBB) -Artigo sobre a Semana Santa – 30.03.2010

Fonte/imagem: PASTORAL VOCACIONAL CARMELITANA – Província São José

(clique na imagem)

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CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) – Artigos dos Bispos

Ter, 30 de Março de 2010

Cardeal Geraldo Majella Agnelo

Da Cruz Misericórdia e perdão

Hoje, entramos na Semana Santa. A comemoração do ingresso de Jesus em Jerusalém. Recordamos o mistério de Cristo Salvador que dá a vida por nós, e aprofundamos o sentido de nosso ser cristãos. A celebração de hoje é ao mesmo tempo Domingo de Ramos e Domingo da Paixão do Senhor. Por desejo do Papa é também Jornada mundial da Juventude.

Os ramos constituem o aspecto mais vistoso e sugestivo do acontecimento: palmas e ramos de oliveira recordam o ingresso triunfal de Jesus em Jerusalém. Os ramos eram sinal de alegria, porque o povo tinha em Jesus o seu rei e messias. Nós abençoaremos os ramos de oliveira e os levaremos para nossas casas como recordação de Cristo vencedor da morte.

A Jornada da Juventude. Foram os jovens sobretudo com seu entusiasmo a proclamar o triunfo de Jesus em seu ingresso em Jerusalém. É também o reconhecimento da Igreja ao papel dos jovens no anúncio do Evangelho. O apóstolo João na sua Segunda Carta dirige-se aos jovens com plena confiança: “Escrevi a vós, jovens, porque sois fortes, e a palavra de Deus habita em vós, e vencestes o maligno”. Eles são capazes de entusiasmo, de disponibilidade com o seu tempo, o seu empenho, de criatividade: sabem ser originais e doar-se.

Na primeira leitura da missa, (Isaias 50,4-7), o profeta do tempo da deportação dos hebreus para a Babilônia, descreve um personagem obscuro, chamado “Servo Sofredor”, que é perseguido por seus inimigos, mas põe sua confiança em Deus. Descreve antecipadamente a vida e a paixão do Senhor Jesus.

Na segunda leitura (Filipenses 2,6-11), Paulo convida os cristãos de Filipos a terem em si “os mesmos sentimentos que foram em Cristo Jesus”. Ele soube viver a obediência ao Pai, e o serviço aos irmãos, até ao dom supremo da vida. Por isso o Pai o proclamou Senhor.

Hoje, lemos por inteiro o relato da Paixão do Senhor, narrado por Lucas 22-14-23,56. Lucas, evangelista da misericórdia de Deus, evidencia como o amor do Senhor, a sua divina capacidade de perdão, tiveram plena manifestação no momento crucial da Paixão. Jesus repõe a orelha do servo do sumo sacerdote ferido pela espada; dirige a Pedro depois da traição um olhar de perdão; demonstra compreensão também para o bom ladrão; os judeus que o escarneciam; o centurião que o põe na cruz. Naquele doloroso momento até Herodes e Pilatos tornaram-se amigos. Jesus não opõe violência à violência, mas escolhe a vida da mansidão e do perdão.

Podemos imaginar o relato da Paixão segundo Lucas como articulado em seis momentos: A hora da amizade: Jesus na última ceia, doa-se a seus amigos; revela com delicadeza a presença de um traidor; confirma Pedro no papel de chefe dos apóstolos. A hora da angústia: Jesus em oração no Horto das Oliveiras experimenta a amargura do abandono, enquanto os seus discípulos dormem. A hora da traição: Judas com um beijo entrega Jesus a seus inimigos. A hora do julgamento: Jesus inocente é processado e condenado pelos homens pecadores. A hora da morte: Jesus é crucificado com dois malfeitores, promete o paraíso ao bom ladrão, abandona-se com confiança ao Pai e morre. A hora do silêncio:Jesus é sepultado por seus amigos em um túmulo novo, à espera da ressurreição.

Escutaremos com atenção, gratidão e afeto, sabendo que o Senhor morreu por cada um de nós.

Uma vez conhecida esta imagem de um Deus que sofre, todas as demais não nos bastam. Se no jardim das oliveiras Jesus consumou a sua paixão moral, no Calvário consumou a sua paixão física. Ele está portanto vizinho também a quem sofre no corpo.  A paixão de Cristo, liturgicamente se renova nesta semana, nos ritos sobretudo da Missa que celebramos, mas de fato, materialmente se renova cada dia, em toda parte em que exista uma pessoa se debatendo-se nos tormentos da violência. Quem sofre pode estar seguro de ser compreendido por Jesus, também quando não tem nada a fazer  e grita a Deus, “Por que, por que, por que?”

O relato evangélico não termina aqui. O último momento é a hora da ressurreição. Nós a celebraremos com alegria no domingo próximo, festa da Páscoa.

(CNBB- Cardeal Geraldo Majella Agnelo – 30.03.2010)

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PARA REFLETIR….

História da Igreja e a ação de Deus

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CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) – Artigos dos Bispos

Dom Orani João Tempesta

A ação de Deus na História

Ultimamente o debate sobre os passos do Concílio Vaticano II nos fazem refletir sobre a importância desse acontecimento eclesial.  Como recordou muitas vezes o Papa Bento XVI, infelizmente tivemos muitas interpretações errôneas dos textos conciliares que levaram a Igreja a muitas dificuldades. De outro lado, também escutamos as dificuldades em colocar em prática não só a letra, mas também o espírito desse importante evento. Passados alguns decênios e devido a tantas discussões atuais, seria interessante que pudéssemos estar sempre voltados para a ação do Espírito Santo na sua Igreja e descobrir esses sinais.

Nos inícios do século XX, o interesse pela Igreja renascia nas almas com renovado vigor. O “Movimento litúrgico” esforçava-se por colocar ao alcance de todos o profundo significado da ação litúrgica da Igreja, e a memorável encíclica do Papa Pio XII, “Mystici Corporis”, recolhendo a contribuição de aprofundados estudos e avanços da teologia, ressaltou a dimensão teológica e mística, que, com a dimensão visível e institucional, identifica a Igreja em sua unidade profunda.

Talvez em nenhum outro século a Igreja tenha se voltado para si mesma e refletido sobre sua própria identidade e missão com tanta intensidade e profusão de estudos teológicos e documentos do magistério eclesiástico como no século XX. Mas o que marcou o século XX para a Igreja foi, de fato, o Concílio Vaticano II. A Igreja foi aí o grande tema: a Igreja em si mesma e em sua relação com o mundo; a Igreja em sua unidade fundamental e diversidade de expressões; a Igreja como depositária do Evangelho do Deus vivo revelado em Jesus.

Um dos grandes documentos do Concílio é a Constituição Dogmática “Lumen gentium”. Temos aí uma fonte da qual somos chamados a beber continuamente. A constituição oferece, em linguagem acessível, o que a Igreja pensa sobre si mesma. Toda a riqueza teológica sobre a Igreja, presente nas Escrituras, ressaltada pelos Santos Padres, vivida pelos santos, estudada e sistematizada pelo labor dos teólogos ao longo dos séculos, isto é, toda a tradição de fé a respeito da Igreja encontra na “Lumen gentium” uma vigorosa síntese. Logo no início do documento, a Igreja é apontada como sendo, em Cristo, “como que o sacramento, ou o sinal e instrumento, da íntima união com Deus e da unidade de todo o gênero humano” (n.1). Essas breves palavras revelam já o teor e a profundidade das reflexões contidas ao longo de todo o texto.

Quem deseja unir-se intimamente a Cristo, Deus feito homem, não pode ignorar a Igreja que Ele quis. Cristo e a Igreja são, na verdade, inseparáveis. Aqueles que querem Cristo não podem rejeitar a Igreja. O Plano de Salvação de Deus é sacramental, isto é, Deus houve por bem dispensar-nos a salvação valendo-se de sinais sensíveis, de modo que o invisível viesse a nós por meio das coisas visíveis. A humanidade de Cristo é o primeiro grande sinal visível da salvação de Deus. Cristo é o grande e primordial sacramento de Deus no meio de nós. A visibilidade da salvação continua na Igreja, que, com seus sacramentos, a Palavra que anuncia, o serviço da caridade e a sua organização visível, é o grande sinal de Cristo ao longo da história.

(…)Somos convidados a conhecer melhor a Igreja. Sim; ela é a Esposa de Cristo. Nós, batizados, como Povo de Deus a caminho, somos seus membros vivos, em comunhão com os que nos precederam na mesma fé e que hoje estão na glória do céu ou se purificam no purgatório para a visão de Deus. (…)Não podemos ficar indiferentes à Igreja que Ele amou e conquistou com o Seu sangue. A Igreja é a família de Deus, é a mãe que nos gera para a fé em Cristo. Ela nos ensina a amá-Lo, servi-Lo, celebrá-Lo e esperá-Lo vigilantes. Bento XVI, na abertura da Conferência de Aparecida, disse: “A Igreja tem a grande tarefa de conservar e alimentar a fé do Povo de Deus, e recordar também aos fiéis deste Continente que, em virtude do seu batismo, são chamados a ser discípulos e missionários de Jesus Cristo”.

Que o século XXI possa continuar a empreitada do século XX, fazendo de nosso tempo uma ocasião propícia para um continuado aprofundamento da nossa identidade de cristãos e católicos, membros vivos da Igreja de Cristo. Que a Constituição “Lumen gentium” do Vaticano II nos sirva de farol e guia, já que o revigoramento do verdadeiro sentido de Igreja em nossos corações significa o revigoramento de Cristo em nossas vidas.

(CNBB – Dom Orani João Tempesta – 18.12.2009)

Domingo de Ramos: “”Como nos amastes, ó Pai Bondoso!… Entregaste teu Filho Único à morte por nós, ímpios pecadores! Como nos amastes! Foi por nosso Amor que Ele, não tendo como usurpação o ser igual a Vós, se fez por nós obediente até a morte e morte de cruz, Ele, o Único que, entre os mortos, estava isento da morte, o Único que tinha Poder de entregar a Vida e de retomá-la!(…) – Santo Agostinho – (OCDS-28.03.2010)

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DOMINGO DE RAMOS E DA PAIXÃO DO SENHOR – 28/03/10 (Ordem dos Carmelitas Descalços Seculares(OCDS)

LITURGIA DIÁRIA
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A Semana Santa que inclui o Tríduo Pascal, visa recordar a Paixão e a Ressurreição de Cristo, desde a sua entrada messiânica em Jerusalém.

EVANGELHO (São Lucas 19, 28-40)

Naquele tempo, 28Jesus caminhava à frente dos discípulos, subindo para Jerusalém. 29Quando se aproximou de Betfagé e Betânia, perto do monteperto do monte chamado das Oliveiras, enviou dois de seus discípulos, dizendo: 30“Ide ao povoado ali na frente. Logo na entrada encontrareis um jumentinho amarrado, que nunca foi montado. Desamarrai-o e trazei-o aqui. 31Se alguém, por acaso, vos perguntar: ‘Por que desamarrais o jumentinho?’, respondereis assim: ‘O Senhor precisa dele’”. 32Os enviados partiram e encontraram tudo exatamente como Jesus lhes havia dito. 33Quando desamarravam o jumentinho, os donos perguntaram: “Por que estais desamarrando o jumentinho?” 34Eles responderam: “O Senhor precisa dele”. 35E levaram o jumentinho a Jesus. Então puseram seus mantos sobre o animal e ajudaram Jesus a montar. 36E enquanto Jesus passava, o povo ia estendendo suas roupas no caminho. 37Quando chegou perto da descida do monte das Oliveiras, a multidão dos discípulos, aos gritos e cheia de alegria, começou a louvar a Deus por todos os milagres que tinha visto. 38Todos gritavam: “Bendito o rei, que vem em nome do Senhor! Paz no céu e glória nas alturas!” 39Do meio da multidão, alguns dos fariseus disseram a Jesus: “Mestre, repreende teus discípulos!” 40Jesus, porém, respondeu: “Eu vos declaro: se eles se calarem, as pedras gritarão”.

Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor!

MEDITANDO O EVANGELHO DO DIA

“Como nos amastes, ó Pai Bondoso!… Entregaste teu Filho Único à morte por nós, ímpios pecadores! Como nos amastes! Foi por nosso Amor que Ele, não tendo como usurpação o ser igual a Vós, se fez por nós obediente até a morte e morte de cruz, Ele, o Único que, entre os mortos, estava isento da morte, o Único que tinha Poder de entregar a Vida e de retomá-la! Foi, diante de Vós, o nosso Sacerdote e sacrifício: e foi Sarcedote por que foi sacrifício. De escravos fez-nos vossos filhos; e serviu-nos, apesar de ter nascido de Vós. Com razão Nele coloco toda a minha firme confiança, esperando que curais todas as minhas enfermidades por intermédio Daquele que, sentando à Vossa Direita, intercede por nós. Sem Ele eu desesperaria! Ah! São muitas e grandes as minhas fraquezas, mas maior é o Poder da Vossa Medicina.” (Santo Agostinho)


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Vamos refletir um pouco mais sobre a Paixão de Jesus? (LBN)

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FLOS CARMELI – FLOR DO CARMELO

Meditação – Ano Litúrgico 2009

Reflexão – Por que a Cruz?

Ensina-nos quem somos

Recorda-nos o Amor Divino

O sinal do cristão

Contemplar a cruz com fé nos salva

Força de Deus

Síntese do Evangelho

(Fonte: ACIDigital)

Este post foi publicado em Flos Carmeli.

Boatos contra o Papa fazem parte da agenda de lobbies laicistas e anticatólicos, devido à eficaz ação de defesa da vida e da família pela Igreja, afirma vaticanista a respeito de publicação no New York Times,no dia 25 de março de 2010.

Oração a São Miguel Arcanjo

Época: Séc. XIX

São Miguel Arcanjo,
protegei-nos no combate,
defendei-nos com o vosso escudo
contra as armadilhas
e ciladas do demónio.
Deus o submeta,
instantemente o pedimos;
e vós, Príncipe da milícia celeste,
pelo divino poder,
precipitai no inferno a Satanás
e aos outros espíritos malignos
que andam pelo mundo
procurando perder as almas.
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Ámen.

[Nota: O Papa Leão XIII, durante a celebração de uma missa particular, teve uma visão segundo a qual soube que o Demónio pediu permissão para submeter a Igreja a um período de provações. Deus concedeu-lhe permissão para provar a Igreja por um século (este século). Assim que o Demónio se afastou, Deus chamou Nossa Senhora e São Miguel Arcanjo e lhes disse:
“Dou-vos, agora, a incumbência de contrabalançar a obra nefasta do Demónio.”

O Papa a seguir compôs a oração a São Miguel Arcanjo, ordenando depois que fosse rezada de joelhos, no fim de cada Santa Missa.

Fonte: http://www.paroquias.org/oracoes/?o=230

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A esta informação agrego outra: o Papa Leão XIII, na Missa referida acima, teria ficado pálido por ouvir a conversação entre Deus e o demônio, e além disso, após a bênção final, ter acompanhado a aparição do Maligno (a quem Jesus se refere). Nesta visão, Satã caminhava entre as pilastras, ao fundo da catedral. Logo a seguir, o Papa, como um ser humano normal, adentra a Sacristia, de acordo com relatos, apavorado. Ajoelha-se imediatamente no genuflexório, e pede ao padre que o auxiliava que registrasse no papel suas palavras. O escrito resultou na oração que conhecemos como “Oração a São Miguel Arcanjo”, publicada mais acima, neste post.

Nosso século é materialista, lógico, mas a Igreja Católica afirma que este evento é extraordinário (e outros), e por tal razão os denomina como “visão mística”. Na História da Igreja Católica há milhares deles, e foram reconhecidos como tal porque em nada contradizem os cânones (as Escrituras Sagradas, a Tradição Apostólica, o Direito Canônico).

Parece que chegou o momento de atentarmos para o combate espiritual severo que este pontífice, o Papa Bento XVI está travando, praticamente sem trégua. Façamos o que ele nos pediu logo que assumiu seu Pontificado: “Rezem por mim”. Afinal, somos membros do Corpo de Cristo, que é a Igreja Católica.

Que Deus  dê ao Papa Bento XVI fortaleza na sua difícil tarefa e, quanto a nós,  que o Espírito Santo nos alerte e ilumine para que não deixemos de lado a parte que nos cabe neste combate. Ainda que  esta batalha seja visível, lembremos das exortações de São Paulo para o fato de que não lutamos contra a a”carne” e sim contra “potestades”.  No entanto,  nada devemos temer, já que a vitória já foi conquistada por Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Amém.

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Fonte: Zenit.org (Roma)

Lobby laicista contra Papa: grande boato do “New York Times”

Por Massimo Introvigne

ROMA, quinta-feira, 25 de março de 2010 (ZENIT.org).- Se existe um jornal que me vem à mente quando se fala de lobbies laicistas e anticatólicos, este é o New York Times. No dia 25 de março de 2010, o jornal de Nova York confirmou esta vocação sua com um incrível boato relativo a Bento XVI e ao cardeal secretário de Estado, Tarcisio Bertone.

Segundo o jornal, em 1996, os cardeais Ratzinger e Bertone teriam ocultado o caso – indicado à Congregação para a Doutrina da Fé pela arquidiocese de Milwaukee – relativo a um padre pedófilo, Lawrence Murphy. Incrivelmente – após anos de esclarecimentos e depois que o documento foi publicado e comentado amplamente em meio mundo, desvelando as falsificações e erros de tradução dos lobbies laicistas –, o New York Times ainda acusa a instrução Crimen sollicitationis, de 1962 (na verdade, 2ª edição de um texto de 1922) de ter agido para impedir que o caso Murphy fosse levado à atenção das autoridades civis.

Os fatos são um pouco diferentes. Por volta de 1975, Murphy foi acusado de abusos particularmente graves e desagradáveis em um colégio para menores surdos. O caso foi imediatamente denunciado às autoridades civis, que não encontraram provas suficientes para proceder contra Murphy. A Igreja, nesta questão mais severa que o Estado, continuou com persistência indagando sobre Murphy e, dado que suspeitava que ele fosse culpado, limitou de diversas formas seu exercício do ministério, apesar de que a denúncia contra ele tinha sido arquivada pela magistratura correspondente.

Vinte anos depois dos fatos, em 1995 – em um clima de fortes polêmicas sobre os casos dos “padres pedófilos” –, a arquidiocese de Milwaukee considerou oportuno indicar o caso à Congregação para a Doutrina da Fé. A indicação era relativa a violações da disciplina da confissão, matéria de competência da Congregação, e não tinha nada a ver com a investigação civil, que havia sido levada a cabo e que havia sido concluída 20 anos antes. Também é preciso observar que, nos 20 anos precedentes a 1995, não houve nenhum fato novo nem novas acusações feitas a Murphy. Os fatos sobre os quais se discutia eram ainda aqueles de 1975.

A arquidiocese indicou também a Roma que Murphy estava moribundo. A Congregação para a Doutrina da Fé certamente não publicou documentos e declarações 20 anos depois dos fatos, mas recomendou que se continuasse limitando as atividades pastorais de Murphy e que lhe fosse pedido que admitisse publicamente sua responsabilidade. Quatro meses depois da intervenção romana, Murphy faleceu.

Este novo exemplo de jornalismo lixo confirma como funcionam os “pânicos morais”. Para desonrar a pessoa do Santo Padre, desenterra-se um episódio de 35 anos atrás, conhecido e discutido pela imprensa local já na década de 70, cuja gestão – enquanto era da sua competência e 25 anos depois dos fatos – por parte da Congregação para a Doutrina da Fé foi canônica e impecável, e muito mais severa que a das autoridades estatais americanas.

De quantas destas ‘descobertas’ ainda temos necessidade para perceber que o ataque contra o Papa não tem nada a ver com a defesa das vítimas dos casos de pedofilia – certamente graves, inaceitáveis e criminais, como Bento XVI recordou com tanta severidade –, mas que tenta desacreditar um pontífice e uma Igreja que incomodam os lobbies pela sua eficaz ação de defesa da vida e da família? (ZENIT-25.03.2010))