“Para que nos territórios de missão onde é mais urgente a luta contra as doenças, as comunidades cristãs saibam testemunhar a presença de Cristo junto dos sofredores” – Comentário da Intenção Missionária de fevereiro 2011 (Agência Fides)

Fonte: Agência Fides

INTENÇÃO MISSIONÁRIA

29.01.2011

“Para que nos territórios de missão onde é mais urgente a luta contra as doenças, as comunidades cristãs saibam testemunhar a presença de Cristo junto dos sofredores” – Comentário da Intenção Missionária de fevereiro 2011

Cidade do Vaticano (Agência Fides) – Durante sua vida terrena, Jesus sempre esteve próximo ao sofrimento humano. A experiência da cura dos enfermos ocupou boa parte de sua missão pública. Para Ele levaram os doentes, os aleijados, os cegos e leprosos. Uma cadeia de dor vivida muitas vezes na exclusão social e considerado o resultado do pecado pessoal ou de seus pais (Cf. Jo 9, 2). Santo Agostinho amava chamar Jesus de “o médico humilde”. Ele passou pelo mundo fazendo o bem e curando as doenças. Bento XVI disse: “Apesar de a doença fazer parte da experiência humana, a ela não conseguimos nos acostumar, não só porque às vezes é realmente pesada e grave, mas essencialmente porque somos criados para a vida, para a vida completa. Justamente, o nosso instinto interior nos faz pensar em Deus como plenitude de vida, aliás, como Vida eterna e perfeita (Angelus de 8 de fevereiro de 2009). Às vezes a dor e impotência causada pela doença podem colocar à prova a fé. Os fiéis têm o dever de ajudar seus irmãos a encontrar o significado do sofrimento na cruz de Jesus Cristo e continuar a rezar para pedir a Deus a graça de “saber sofrer”. Precisamos ser  para eles a proximidade de Deus na dor. Diante da pergunta colocada pela doença, Deus respondeu em Cristo Jesus: “Deus – que nos revelou seu rosto – é o Deus da vida que nos liberta de todo mal. Os sinais de sua força de amor são as curas que realiza demonstra assim que o Reino de Deus está próximo, restituindo aos homens e mulheres sua integridade de espírito e corpo” (Bento XVI, ibid). Mas essas curas físicas não um fim a si mesmo. São sinais que falam da necessidade de uma cura mais profunda. A doença mais grave que afeta os seres humanos de todos os tempos é a ausência de Deus, fonte da verdade e do amor. Em Cristo, Deus se tornou Bom Samaritano para nós. Através da encarnação tornou-se o “nosso próximo”, ele nos pegou sobre seus ombros de Bom Pastor e nos trouxe para a estalagem, que é símbolo da Igreja. Ele curou as nossas feridas com o óleo dos sacramentos, para recuperar a nossa saúde. Falando do sentido pleno do ministério de Cristo, o Papa afirma que “só a reconciliação com Deus pode nos dar a verdadeira cura, a verdadeira vida, porque uma vida sem Amor sem verdade não seria a vida. O Reino de Deus é precisamente a presença de verdade e do amor, e assim é cura no profundo de nosso ser. Entende-se, portanto, porque a sua pregação e as curas que faz estejam sempre unidas: formam uma única mensagem de esperança e salvação” (Bento XVI, ibid.). O ministério de Cristo continua na Igreja. Ela continua a curar o ser humano com a graça dos sacramentos, enquanto, envolvida em milhares de atividades beneficentes, atenua o dor daqueles que sofrem, sendo para eles a presença amorosa de Deus Rezemos para que muitos cristãos – sacerdotes, religiosos e leigos – que cuidam dos doentes em várias partes do mundo, continuem sendo as mãos e o coração de Cristo para seus irmãos nos países de missão. “Todas as vezes que vocês fizeram isso a um dos menores de meus irmãos, foi a mim que o fizeram”. (Mt 25, 40). (Agência Fides 29/1/2011)

“Estamos celebrando a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos e todas as pessoas que crêem em Cristo estão convidadas a rezar pelo dom da plena comunhão” – Papa Bento XVI (Rádio Vaticano – 19.01.2011)

Fonte/imagem /artigo: Conselho Nacional de Igrejas Cristãs no Brasil (CONIC) – “18/01/2011 – Igrejas cristãs se unem em oração pela unidade

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Fonte: Rádio Vaticano

19.01.2011

CATEQUESE DO PAPA SOBRE SEMANA DE ORAÇÃO PELA UNIDADE DOS CRISTÃOS

Cidade do Vaticano, 19 jan (RV) – Bento XVI acolheu na Sala Paulo VI, no Vaticano, na manhã desta quarta-feira, dia de Audiência Geral, vários fiéis e peregrinos.

Na catequese de hoje, o Papa falou sobre a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, atualmente celebrada em vários países do mundo. A Igreja no Brasil celebra a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos entre o Domingo da Ascensão e o Domingo de Pentecostes.

“Estamos celebrando a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos e todas as pessoas que crêem em Cristo estão convidadas a rezar pelo dom da plena comunhão” – frisou Bento XVI.

“A comunidade estava unida na escuta dos ensinamentos dos apóstolos, na comunhão, no partir o pão e na oração. Estes quatro elementos ainda são os pilares da vida de cada comunidade cristã e formam a base sobre a qual construir a unidade, progresso visível da Igreja” – disse ainda o Santo Padre.

O Papa frisou que “como discípulos de Cristo, todos nós devemos testemunhar ao mundo o Deus que se revelou a nós em Jesus Cristo, que nos trouxe a mensagem que orienta e ilumina o caminho das pessoas de todos os tempos”.

Bento XVI ressaltou a “importância de crescer a cada dia no amor recíproco a fim de superar as barreiras que ainda existem entre os cristãos”.

A seguir, o Pontífice fez um resumo de sua catequese em português, saudou os fiéis lusófonos presentes na audiência e concedeu a todos a sua bênção apostólica.

Queridos irmãos e irmãs,

Estamos celebrando a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, cujo tema, neste ano, refere-se à experiência da primeira comunidade cristã, descrita nos Atos dos Apóstolos: “Eles eram perseverantes em ouvir o ensinamento dos apóstolos, na comunhão fraterna, na fração do pão e nas orações” (At 2, 42). Aqui encontramos quatro características que definem a primeira comunidade e que constituem uma sólida base para a construção da unidade visível da Igreja: “Escutar o ensinamento dos apóstolos”, ou seja, o testemunho da missão, vida, morte e ressurreição do Senhor; “a comunhão fraterna”, isto é, dividir os próprios bens, materiais e espirituais; “a fração do pão” – a eucaristia – o ápice da nossa união com Deus e que representa a plenitude da unidade; e, finalmente, “a oração”, que deve ser a atitude constante dos discípulos de Cristo. Com efeito, o caminho para a construção da unidade entre os cristãos deve manter no centro a oração: isso nos lembra que a unidade não é um simples fruto da ação humana, mas é, acima de tudo, um dom de Deus.

Amados peregrinos de língua portuguesa, sede bem-vindos! A todos saúdo com grande afeto e alegria, exortando-vos a perseverar na oração, pedindo a Deus o dom da unidade, a fim de que se cumpra no mundo inteiro o seu desígnio de salvação! Ide em paz!

Publicado em Rádio Vaticano.

O Papa no Angelus recorda que também “o Filho de Deus era um refugiado”, e reza pelas populações atingidas pelas inundações na Austrália, Brasil, Filipinas e Sri Lanka (Agência Fides)

Fonte: Agência Fides

17.01.2011

VATICANO – O Papa no Angelus recorda que também “o Filho de Deus era um refugiado”, e reza pelas populações atingidas pelas inundações na Austrália, Brasil, Filipinas e Sri Lanka

Cidade do Vaticano (Agência Fides) – No Dia Mundial do Migrante e do Refugiado, celebrado no domingo, 16 de janeiro, o Papa Bento XVI convidou a refletir, em seu discurso antes da oração do Angelus, sobre a experiência de muitos homens e mulheres, e muitas famílias, que deixam seu país em busca de melhores condições de vida”. O Papa sublinhou que “esta migração é, às vezes voluntária, outras vezes, infelizmente, é forçada pela guerra ou perseguições e acontece muitas vezes em condições desumanas”. Recordando a experiência da Sagrada Família de Nazaré, Bento XVI sublinhou que “o Filho de Deus também foi um refugiado”, e que “a Igreja sempre vive dentro de si a experiência da migração. “Às vezes, infelizmente, os cristãos se sentem obrigados a deixar com sofrimento suas terras, empobrecendo assim os países onde seus antepassados viveram”. “Os movimento voluntários de cristãos, por diversos motivos, de uma cidade para outra, de um país para outro, de um continente para outro – continuou o pontífice – são uma oportunidade para aumentar o dinamismo da Palavra de Deus e fazem com que o testemunho da fé circule no Corpo Místico de Cristo atravessando os povos e culturas, e alcançando novas fronteiras, novos ambientes”. Citando, enfim, o tema da mensagem enviada para o Dia Mundial do Migrante, Bento XVI afirmou que “o objetivo da grande viagem da humanidade através dos séculos” é “formar uma única família, naturalmente com todas as diferenças que a enriquecem, mas sem barreiras, reconhecendo todos irmãos”. E citando a este propósito a “Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos”, que se realizará de 18 a 25 de janeiro, definindo “fundamental” o fato de que os cristãos ao em todo o mundo e, portanto, “diferentes por culturas e tradições, são uma só coisa, como deseja o Senhor “. Depois da oração mariana, o Papa expressou a alegria da Igreja pela beatificação do Venerável Papa João Paulo II, em 1° de maio – “Aqueles que o conheceram, aqueles que o estimaram e amaram, se alegram com a Igreja por este evento. Estamos felizes !”- e citou as vítimas das recentes catástrofes naturais: “Quero assegurar minha especial recordação na oração para as populações da Austrália, Brasil, Filipinas e Sri Lanka, atingidas recentemente por enchentes devastadoras. “O Senhor acolha as almas dos mortos, dê força às pessoas deslocadas e fortaleça os esforços daqueles que estão fazendo o possível para aliviar o sofrimento e privações”. (SL) (Agência Fides 17/1/2011)

* Links: O texto integral das palavras do Santo Padre no Angelus

Publicado em Agência Fides.

O papa Bento XVI enviou, nesta sexta-feira, 14, uma mensagem de solidariedade às vítimas das chuvas na região serrana do Rio de Janeiro (Flos Carmeli)

Fonte: Flos Carmeli

Mensagem do Santo Padre às Vitimas

O papa Bento XVI enviou, nesta sexta-feira, 14, uma mensagem de solidariedade às vítimas das chuvas na região serrana do Rio de Janeiro. Em telegrama assinado pelo secretário de Estado do Vaticano, cardeal Tarcísio Bertone, o papa se diz “consternado com as trágicas consequências das fortes chuvas que atingiram a região serrana do Estado do Rio de Janeiro, particularmente Teresópolis, Petrópolis e Nova Friburgo”.

Bento XVI manifesta sua solidariedade espiritual ao querido povo fluminense, nessa hora difícil” e “recomenda as vítimas a Deus misericordioso e implora a assistência e consolação divina para os desalojados e quantos sofrem física e moralmente, enviando-lhes uma propiciadora bênção apostólica”. O telegrama foi enviado ao bispo de Petrópolis, dom Filippo Santoro.

Os números da maior tragédia climática do país não param de crescer. Os mortos já passam de 700 e são milhares de desabrigados e desalojados na região serrana do Rio.

A Igreja pede ajuda aos que sofrem.

Faça a sua doação:

Cáritas Arquidiocesana – Rio de Janeiro
Banco Bradesco
agência 0814-1
conta 48500-4.

Campanha “SOS Serra” – Diocese de Petrópolis
Banco Bradesco
Agência 4014
conta 11.4134-1

Campanha “SOS Nova Friburgo” – Diocese de Nova Friburgo
Banco Bradesco
Agencia 540
conta 114.000-0

Campanha “SOS Teresópolis – Donativos” – Prefeitura de Teresópolis
Banco do Brasil
agência 0741
conta é 110000-9

Publicado em Flos Carmeli,

O Papa ao Corpo diplomático: “devem ser garantidas às comunidades católicas a plena autonomia de organização e a liberdade de cumprir a sua missão” (Agência Fides – 11.01.2011)

Fonte: Agência Fides

11.01.2011

VATICANO – O Papa ao Corpo diplomático: “devem ser garantidas às comunidades católicas a plena autonomia de organização e a liberdade de cumprir a sua missão”

Cidade do Vaticano (Agência Fides) – “A dimensão religiosa é uma característica inegável e irrefreável do ser e do agir do homem… Por isso, quando o próprio indivíduo ou aqueles que o rodeiam negligenciam ou negam este aspecto fundamental, geram-se desequilíbrios e conflitos a todos os níveis, tanto no plano pessoal como no interpessoal”. Assim afirmou o Santo Padre Bento XVI em seu discurso ao Corpo diplomático acreditado junto à Santa Sé, recebido em audiência para os votos de início de ano, em 10 de janeiro. Partindo de sua Mensagem para o Dia Mundial da Paz 2011, dedicado à liberdade religiosa como “caminho fundamental para a construção da paz”, o Papa tocou no discurso as diversas situações de hoje no mundo nas quais o direito à liberdade religiosa é lesado ou negado.

“Este direito do homem – explicou o Pontífice – “é na realidade, o primeiro dos direitos, porque historicamente se afirmou em primeiro lugar e ainda porque tem como objeto a dimensão constitutiva do homem, isto é, a sua relação com o Criador”. Com o olhar no Oriente, onde numerosos atentados “semearam morte, sofrimento e desconcerto entre os cristãos do Iraque, a ponto de os impelir a deixar a terra onde seus pais viveram ao longo dos séculos”, Bento XVI renovou o apelo às Autoridades e líderes religiosos muçulmanos “a trabalharem para que os seus concidadãos cristãos possam viver em segurança e continuar a prestar a sua contribuição à sociedade de que são membros com pleno título”. Também os ataques terroristas que atingiram fiéis reunidos em uma igreja em Alexandria, no Egito, são “um sinal da urgente necessidade que há de os governos da região adotarem, não obstante as dificuldades e as ameaças, medidas eficazes para a proteção das minorias religiosas”. O Pontífice reiterou em seguida que a “liberdade religiosa não é plenamente aplicada quando se garante apenas a liberdade de culto, demais a mais com limitações”, encorajando programas que, desde a escola primária e no quadro do ensino religioso, eduquem para o respeito de todos os irmãos em humanidade”.

No que diz respeito aos Estados da Península Arábica, “onde vivem numerosos trabalhadores emigrantes cristãos”, o Papa auspiciou que “a Igreja Católica possa dispor de adequadas estruturas pastorais”. O Papa reservou uma menção especial à lei contra a blasfêmia no Paquistão, encorajando as autoridades “a realizarem os esforços necessários para a ab-rogar, tanto mais que é evidente que a mesma serve de pretexto para provocar injustiças e violências contra as minorias religiosas”. Outras situações preocupantes “podem ser mencionadas no Sul e Sudeste do continente asiático” – recordou o Pontífice, evidenciando que “o peso particular de uma determinada religião numa nação não deveria jamais implicar que os cidadãos pertencentes a outra confissão fossem discriminados na vida social ou, pior ainda, que se tolerasse a violência contra eles”. O diálogo inter-religioso è chamado a favorecer “um compromisso comum por reconhecer e promover a liberdade religiosa de cada pessoa e de cada comunidade”.

Enfim, o Santo Padre citou a África, onde os ataques contra lugares de culto na Nigéria, precisamente enquanto se celebrava o Natal de Cristo, são outro “triste testemunho” da violência contra os cristãos. Destaca-se ainda que em vários países, “a Constituição reconhece uma certa liberdade religiosa, mas, de fato, a vida das comunidade religiosas torna-se difícil e por vezes até precária, porque o ordenamento jurídico ou social se inspira em sistemas filosóficos e políticos que postulam um estrito controle – para não dizer um monopólio – do Estado sobre a sociedade”. A este respeito, o Santo Padre pediu “que cessem tais ambiguidades, de maneira que os crentes não se vejam lacerados entre a fidelidade a Deus e a lealdade à sua pátria”. De modo especial, Bento XVI pediu que “sejam garantidas às comunidades católicas a plena autonomia de organização e a liberdade de cumprir a sua missão, de acordo com as normas e padrões internacionais neste campo”. O Papa dirigiu também seu pensamento à comunidade católica da China continental e a seus Pastores, “que vivem um período de dificuldade e provação”, e às Autoridades de Cuba, a fim de que o “diálogo, que felizmente se instaurou com a Igreja, se reforce e amplie ainda mais”. Voltando o olhar para o ocidente, o Santo Padre citou outros tipos de ameaças contra o pleno exercício da liberdade religiosa: a “crescente marginalização” da religião, considerada “um fator sem importância, alheio à sociedade moderna ou mesmo desestabilizador”, “chegando a pretender que os cristãos ajam, no exercício da sua profissão, sem referimento às suas convicções religiosas e morais, e mesmo em contradição com elas”. A eliminação da vida pública de “festas e símbolos religiosos, em nome do respeito por quantos pertencem a outras religiões ou por aqueles que não acreditam”. “Reconhecer a liberdade religiosa significa, além disso, garantir que as comunidades religiosas possam agir livremente na sociedade, com iniciativas nos setores social, caritativo ou educativo… Causa preocupação ver este serviço que as comunidades religiosas prestam a toda a sociedade, particularmente em favor da educação das jovens gerações, comprometido ou dificultado por projetos de lei que correm o risco de criar uma espécie de monopólio estatal”.

Outra ameaça à liberdade religiosa das famílias em alguns países europeus é a “participação em cursos de educação sexual ou cívica que propagam concepções da pessoa e da vida pretensamente neutras mas que, na realidade, refletem uma antropologia contrária à fé e à reta razão”. Na parte conclusiva de seu discurso, o Santo Padre recordou alguns princípios aos quais a Santa Sé, com toda a Igreja, se inspira: “em primeiro lugar, aparece a convicção de que não se pode criar uma espécie de escala na gravidade da intolerância com as religiões”; “há que rejeitar também o contraste perigoso que alguns querem instaurar entre o direito à liberdade religiosa e os outros direitos do homem, esquecendo ou negando assim o papel central do respeito da liberdade religiosa na defesa e proteção da alta dignidade do homem”; enfim “não basta uma proclamação abstrata da liberdade religiosa: esta norma fundamental da vida social deve encontrar aplicação e respeito a todos os níveis e em todos os campos”. Depois de recordar também que “a atividade dos Representantes Pontifícios junto dos Estados e das Organizações Internacionais está ao serviço da liberdade religiosa” e ressaltar com satisfação que “as autoridades vietnamitas aceitaram que eu designe um Representante, que há-de com as suas visitas exprimir à querida comunidade católica deste país a solicitude do Sucessor de Pedro”, Bento XVI concluiu “que a religião não constitui um problema para a sociedade, não é um fator de perturbação ou de conflito. Quero repetir que a Igreja não procura privilégios, nem deseja intervir em âmbitos alheios à sua missão, mas simplesmente exercer a mesma com liberdade… Que nenhuma sociedade humana se prive, voluntariamente, da contribuição fundamental que são as pessoas e as comunidades religiosas!”. (SL) (Agência Fides 11/01/2011)

Publicado em Agência Fides.

“De acordo com o evangelista Lucas seriam pastores que visitaram o Divino Infante Jesus na manjedoura. Assim perdura o mistério da época exata da adoração dos Três Reis Magos ao Menino Jesus.(…)” – Solenidade dos Três Reis Magos

A Tradição do Natal (o presépio de São Francisco, por exemplo…) nos trouxe até aqui, mesmo que o mundo insista, com todas as forças, em fazer do período natalino, nada mais que uma data de confraternizações. Este é o nosso lastimável tempo. Em todo caso, lembremos da visitação dos Três Reis Magos, que, metaforicamente falando, foram aqueles que acreditaram na poesia que a vinda de um Redentor representaria para o mundo. Vieram inspirados pelos Espírito Santo, e hoje  nos inspiram a ver a vida com simplicidade e grandeza de espírito.

Lembremos por um instante como foi que o Menino Jesus foi recebido por estranhos cheios de esperança e amor…

(LBN)

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Os Três Reis Magos

Também chamados dos Três Homens SábiosTrês homens sábios vindos do Leste, chamados de Magos os quais seguiram a estrela para Belém, em Israel para encontrar Jesus. Eles eram provavelmente Medes da “clã” de Magnus da antiga Babilônia ( moderno Iraque) e eram excepcionais astrônomos. Os Reis Magos anunciaram a sua presença ao Rei Herodes antes seguirem para o local do nascimento de Jesus e oferecerem presentes de ouro, incenso e mirra ao Divino Infante. Avisados por um anjo, em sonhos durante os sono ele retornaram ao seu país por uma rota diferente de modo a evitar o Rei Herodes que suspeitavam de suas intenções malignas. No sexto século, devido a pesquisas mais acuradas, passaram a serem considerados reis de três diferentes raças.

Seus nomes Baltazar, Gaspar e Belchior (em alguns países este ultimo é chamado de Melchior) foram atribuídos a eles no século oitavo, segundo alguns estudiosos, devido a uma visão de um santo. Suas relíquias estão em um santuário em Colonha, na Alemanha.

Desde o século sétimo que os reis magos foram identificados como Gaspar, Melchior e Balthazar. O venerável São Bede (735DC) escreveu:

Os Magos eram aqueles que trouxeram presentes para Senhor: O primeiro Melchior, um velho homem com cabelos brancos e longos que ofereceu ouro como para um Rei. O segundo Gaspar jovem sem barba de complexão rude honrou a Jesus como Deus com o presente de incenso, um presente digno da Divindade. O terceiro um homem de pele escura, muito barbudo de nome Balthazar pelo seu presente de mirra, testemunhou que o Filho do Homem teria que morrer.

Um escrito do calendário dos santos da época medieval impresso no Colégio de Colônia lê : “Tendo passado muitos problemas e muito cansados os três homens sábios se encontraram em Sewa (Sebaste em Armênio) no ano de 54 DC para celebrar a festa do Natal. Assim após a celebração da missa eles morreram: São Melchior com 116 anos em 11 de janeiro, São Baltazar em 6 de jan com 112 anos e São Gaspar em 11 de janeiro com 109 anos. A Martirologia Romana também lista estas datas como as respectivas festas dos magos”.

Sua festa é celebrada no dia 6 de janeiro.

NR:

As relíquias dos três homens sábios ou três reis magos, foram dados ao Arcebispo Von Dassel em 1165 que as levou para Colonha, Alemanha e construiu um santuário para elas. O santuário tornou-se local de peregrinação desde então. Estariam hoje na Catedral de Colonha, Alemanha.

Estudos mais acurados mostram que eles eram astrônomos e sem dúvida sábios (“magos” significava homens de grande sabedoria) e eram de origem real. Provavelmente vierem da Pérsia ou da Arábia visto que a Mirra e Frankincenso eram plantas originárias daquela região.Alem disso quando se falava “homens do oriente ou homens do leste” siginificava vindos da Arábia.

Na viagem de ida, depois do encontro com o Rei Herodes( que deve ter acontecido no seu palácio) eles devem ter tomado o rumo norte e depois de uns 8 km, mudaram o rumo para Belém. Depois de adorarem Jesus teriam, provavelmente, retornado para Sheba, na Pérsia.

Estudos mais recentes indicam que provavelmente eles visitaram Jesus já no seu segundo ano de vida em sua casa. Isto que vem de encontro ao Evangelho de Matheus 2:11 que diz: “E entrando na casa, viram o menino com Maria sua mãe e, prostrando-se, o adoraram; e abrindo os seus tesouros, ofertaram-lhe dádivas: ouro incenso e mirra.” ou seja Ele não era mais um bebê e sim uma criança, e não estava na manjedoura e sim em sua casa.

Alguns estudiosos ainda pensam que era 4 os Reis Magos.Na Catacumba de Domitila foram encontradas relíquias de 4, dois de cada lado e ainda pinturas de mestres famosos como Velasques e Boticcelli, mostram 4 pessoas em vez de três. Mas, como foram dados apenas três presentes é de se presumir que eram três.

De acordo com o evangelista Lucas seriam pastores que visitaram o Divino Infante Jesus na manjedoura. Assim perdura o mistério da época exata da adoração dos Três Reis Magos ao Menino Jesus.

Alem disto o Evangelho de Matheus, 2:11 diz:

“Ao verem eles a estrela, regozijaram-se com grande alegria.
E entrando na casa, viram o menino com Maria sua mãe e, prostrando-se, o adoraram; e abrindo os seus tesouros, ofertaram-lhe dádivas: ouro incenso e mirra.”

O que leva a crer que Jesus já se encontrava em uma casa em Belém.

Postado por Ivson de Moraes Alexandre.

Publicado em: Curiosidades Católicas – “Os Três Reis Magos.

“O anúncio do Natal é luz também para os povos, para o caminho coletivo da humanidade …” Mensagem do Papa Bento XVI (Agência Fides – 28.12.2010)

Fonte: Agência Fides

28.12.2010

VATICANO – O anúncio do Natal “motivo de esperança para todos aqueles cuja dignidade foi ofendida e violada, porque Aquele que nasceu em Belém veio libertar o homem da raiz de toda escravidão”

Cidade do Vaticano (Agência Fides) – O anúncio do Natal é luz também para os povos, para o caminho coletivo da humanidade … Crer em Deus, que quis partilhar a nossa história é um incentivo constante para se ocupar dela, mesmo em meio às suas contradições. É motivo de esperança para todos aqueles cuja dignidade é ofendida e violada, porque Aquele que nasceu em Belém veio para libertar o homem da raiz de toda escravidão”. Estas são as palavras da mensagem de Natal do Papa Bento XVI, proferidas no dia de Natal, sábado, 25 de dezembro, da varanda central da Basílica de São Pedro antes dar a bênção Urbi et Orbi. Olhando para a situação do mundo, o Papa continuou: “A luz do Natal brilha novamente naquela terra onde Jesus nasceu e inspire israelenses e palestinos a buscarem uma convivência justa e pacífica. O anúncio consolador da vinda do Emmanuel alivie a dor e console nas provações as queridas comunidades cristãs no Iraque e em todo o Oriente Médio, dando-lhes conforto e esperança para o futuro e animando os líderes das nações a uma solidariedade concreta para com eles”. O Papa também fez um apelo à solidariedade internacional para as pessoas que no Haiti “sofrem as conseqüências do terremoto devastador e do recente surto de cólera”, e exortou a não esquecer as vítimas das recentes catástrofes naturais, na Colômbia, Venezuela, Guatemala e Costa Rica. O Papa “perspectivas de uma paz duradoura e de autêntico progresso” para o povo da Somália, Darfur e na Costa do Marfim”. O Natal do Senhor “promova a estabilidade política e social de Madagáscar; leve segurança e respeito pelos direitos humanos no Afeganistão e no Paquistão; incentive o diálogo entre Nicarágua e Costa Rica; favoreça a reconciliação na península coreana”. O Papa continuou: “A celebração do nascimento do Redentor promova o espírito de fé, paciência e coragem nos fiéis da Igreja na China continental, para que não se desanimem por causa das limitações de sua liberdade de religião e de consciência e, perseverando na fidelidade a Cristo e à sua Igreja, mantenham viva a chama da esperança. O amor do ‘Deus conosco’ doe perseverança a todas as comunidades cristãs que sofrem discriminações e perseguições, e inspire os líderes políticos e religiosos que se comprometerem em favor do pleno respeito pela liberdade religiosa de todos”. (SL) (Agência Fides 28/12/2010)

A Sagrada Família – Jesus, Nossa Senhora e São José em destaque com a proximidade do Natal – Artigo – “Canto da Paz” – Irmãs Clarissas

São José, varão justo

O motivo deste artigo se deve ao fato de que estamos bem próximos do Natal, onde a figura da Sagrada Família (Jesus, Nossa Senhora e São José) passam a ter mais destaque. Também porque algumas pessoas nos colocaram a seguinte questão: “se São José era justo, porque pensou em abandonar Maria? Ora, sendo justo não o podia fazer”.

Bem, em certa ocasião, ouvi um sacerdote dar a seguinte esclarecimento para esta questão: São José e Nossa Senhora já tinham firmado o pacto conjugal (o qual será melhor esclarecido ao longo deste artigo), mas ainda não moravam juntos, quando Maria apareceu grávida.

Isto pode ser constatado no capítulo 1 do Evangelho de São Mateus, versículos 8 ao 25 (Mateus, 1, 8-25):

“Eis como nasceu Jesus Cristo: Maria, sua mãe, estava desposada com José. Antes de coabitarem, aconteceu que ela concebeu por virtude do Espírito Santo. José, seu esposo, que era homem de bem, não querendo difamá-la, resolveu rejeitá-la secretamente. Enquanto assim pensava, eis que um anjo do Senhor lhe apareceu em sonhos e lhe disse: José, filho de Davi, não temas receber Maria por esposa, pois o que nela foi concebido vem do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo de seus pecados. Tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que o Senhor falou pelo profeta: Eis que a Virgem conceberá e dará à luz um filho, que se chamará Emanuel (Is 7, 14), que significa: Deus conosco. Despertando do sono, José fez como o anjo do Senhor lhe havia mandado e recebeu em sua casa sua esposa. E, sem que ele a tivesse conhecido, ela deu à luz o seu filho, que recebeu o nome de Jesus.”

Assim, por ser esposo de Nossa Senhora perante a lei, tinha o direito, segundo a lei de Moisés, de delatá-la às autoridades caso tivesse ficado grávida de outro homem, o que ocasionaria o apedrejamento de Maria Santíssima. No entanto, São José conhecia a santidade de sua esposa, também conhecida por todos da cidade desde a sua infância. Sabia que o filho não era seu e sabia que Maria não o tinha traído. Com o passar do tempo, o crescimento da barriga de Nossa Senhora não poderia mais esconder a gravidez. Como resolver este dilema? Fingir que o filho era seu, e “admitir” que se uniram antes do tempo previsto em lei para o “noivado”? Admitir que o filho não era seu e levar Maria para ser apedrejada? Poderemos imaginar os momentos de sofrimento passados por São José, em silêncio Por isso, resolveu deixá-la na calada da noite e respeitar o mistério sagrado que a envolvia. Foi por isso, também, que o anjo apareceu-lhe em sonhos, para lhe dizer o que fazer.

Agora, aprofundando o tema com mais calma, encontramos uma outra explicação bem fundamentada, para o fato de São José ter decidido abandonar Nossa Senhora. Leia com atenção o texto, a seguir, do Pe. Mário Beccar Varela:

JOSÉ VARÃO JUSTO POR EXCELÊNCIA

A Teologia aprofundou de forma admirável, ao longo dos séculos, na divina missão de São José e descreveu com riqueza de detalhes as graças que Providência lhe concedera.

Os principais traços da vida do santo esposo da Virgem Maria chegaram até nós nos primeiros capítulos do primeiro (São Mateus) e terceiro evangelhos (São Lucas).

Segundo vários autores, entre os quais São Justino, São José era originário de Belém, a cidade de Davi, seu antepassado, situada dez quilômetros ao sul de Jerusalém. Mais tarde, passou a morar em Nazaré, cidade na qual, em obediência à voz do anjo, estabeleceu-se novamente ao voltar do Egito, cumprindo-se assim o que de Jesus diziam os profetas: “Será chamado Nazareno” (Mt 2, 23).

Mateus (13, 55) e Marcos (6, 3) o designam como téktón, o que significa tanto carpinteiro quanto artesão ou edificador de pequenas casas.

PERFIL MORAL DO SANTO PATRIARCA

Poucos são, em consequência, os dados diretos que nos referem os Evangelhos sobre São José. No entanto, ao ter sido ele escolhido por Deus para esposo de Maria, a “cheia de graça”, e digno custódio do Verbo Encarnado, não podemos duvidar de ter sido ele provido de dons e virtudes extraordinários, que vão muito além do conciso relato de Marcos e Mateus.

José “é o esposo de Maria e pai legal de Jesus. Dessa fonte mana sua dignidade, sua santidade, sua glória. Certo é que a dignidade de Mãe de Deus chega tão alto que nada pode existir de mais sublime. Mas, uma vez que entre a Santíssima Virgem e José estreitou-se um laço conjugal, não há dúvida de que ele, mais do que qualquer outro, se aproximou daquela altíssima dignidade pela qual a Mãe de Deus supera de muito todas as criaturas. Já que o matrimônio é o máximo consórcio e amizade – ao qual está unida a comunhão de bens – segue-se que, se Deus deu José como esposo à Virgem, não o deu apenas como companheiro de vida, testemunho da virgindade e tutor da honestidade, mas também para que ele participasse, por meio do pacto conjugal, na excelsa grandeza d’Ela”.

Nesse sentido, Santo Alberto Magno o exalta dizendo: “Fez de seu coração e de seu corpo um templo ao Espírito Santo, no qual ofereceu a si mesmo a Deus e, em si mesmo, a mais perfeita castidade de corpo e alma, no mais aceitável e agradável sacrifício a Deus”.

E o Papa Leão XIII, numa encíclica dedicada a São José, mostra como seu matrimônio com a Santíssima Virgem o fazia partícipe da grandeza d’Ela.

O EVANGELHO DA SOLENIDADE

Jamais houve em São José dúvida quanto à santidade de Maria. A passagem mais significativa das Sagradas Escrituras a respeito do esposo de Maria foi escolhida pela Igreja como segunda leitura própria da solenidade de São José. Tomada do Evangelho de Mateus (1, 18-24), ao percorrê-la, sentimos o estilo claro, breve, exato, musical até, com que os autores sagrados narram as maravilhas da salvação. Analisemos um a um esses seis poéticos versículos:

“Eis como nasceu Jesus Cristo: Maria, sua Mãe, estava desposada com José. Antes de coabitarem, aconteceu que Ela concebeu por virtude do Espírito Santo.”

O termo “desposada” merece uma explicação, que nos é dada pelo douto Pe. Ricciotti: “O matrimônio entre os judeus se realizava em duas etapas.

O compromisso (em hebraico kiddushin ou erusin) não era uma mera promessa, como hoje, mas um contrato legal perfeito, ou seja, verdadeiro matrimonium ratum. Portanto, a mulher prometida em casamento era esposa em sentido pleno e podia receber o libelo de repúdio. E em caso de morte era verdadeira viúva. Cumprido este compromisso matrimonial, os prometidos esposos ficavam nas respectivas famílias por certo tempo que era costumeiramente de um ano […] Este tempo era empregado nos preparativos da nova casa e do mobiliário familiar”.

JOSÉ, SEU MARIDO, QUE ERA UM HOMEM JUSTO

A palavra “justo” tem aqui um valor muito grande. Santo Alberto Magno assim comenta: “São José foi varão perfeito, no referente à justiça, pela constância da sua fé; quanto à temperança, pela virtude de sua castidade; quanto à prudência, pela excelência de sua discrição; quanto à fortaleza, pela energia de sua ação. Assim, pois, encontramos nele as quatro virtudes cardeais em grau excelente”. Consideremos mais adiante as virtudes de São José, dando continuação agora ao relato de Mateus.

JOSÉ JAMAIS DUVIDOU DA INTEGRIDADE DE MARIA

…”e, não querendo difamá-La, resolveu deixá-La secretamente.”

É importante salientar que dentro desta grande perplexidade jamais houve em São José dúvida alguma quanto à santidade de Maria. Esta santidade lhe era evidente, não só por ser notória para qualquer um, mas porque José fora dotado por Deus – uma vez que tinha sido escolhido para ser o pai adotivo de Jesus – com dons especiais para discernir todas as virtudes que adornavam a alma da Virgo Virginum.

O sensum fidei nos leva, portanto, a concluir não ser possível que José tenha duvidado d’Ela. Ao encontro disso, vejamos também o que comentam a respeito desta passagem alguns grandes doutores.

Diz São Tomás que José conhecia a santidade de Maria, o que o fazia sentir-se demasiado pequeno: “José não quis abandonar Maria para tomar outra esposa, ou por alguma suspeita, mas porque temia, em sua humildade, viver unido a tanta santidade; por isso lhe foi dito: ‘Não temas’ (Mt 1, 20)”.

Por sua vez, o doctor melifulus, São Bernardo, exclama, em uníssono com São Tomás: “Mas por que quereria ele deixá-la? Considerai sobre este ponto, não meu próprio pensamento, mas o dos Padres da Igreja. Se José quis abandonar Maria, o fez movido pelo mesmo sentimento que levou São Pedro dizer, quando procurava afastar o Senhor para longe de si: ‘Retirai-Vos de mim, porque sou um homem pecador’ (Lc 5); e ao centurião, dissuadindo o Salvador de ir até sua morada, afirmar: ‘Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha casa’. Foi, pois, levado por esse pensamento que José também, julgando-se indigno e pecador, dizia a si mesmo que não devia viver por mais tempo na familiaridade de uma mulher tão perfeita e tão santa, cuja admirável grandeza de tal forma o ultrapassava e lhe inspirava pavor. Ele via com uma espécie de assombro que Ela estava grávida da presença de um Deus, e, não podendo penetrar esse mistério, tinha feito o propósito de deixá-La”.

O motivo do desejo de partir, portanto, não era uma dúvida sobre a integridade de Maria, mas, pelo contrário, o seu abismamento de veneração e de humildade perante a grandeza d’Ela!

Enquanto José pensava nisso, eis que o anjo do Senhor apareceu-lhe, em sonho, e lhe disse: “José, Filho de Davi, não tenhas medo de receber Maria como tua esposa, pois n’Ela o que é gerado é do Espírito Santo”.

Desvendado o mistério, tudo fica claro. É esta uma verdadeira “anunciação” a José, a qual se relaciona harmoniosamente com a Anunciação do anjo Gabriel a Maria.

(fonte do texto entre aspas: http://www.arautos.org  –  autor: Pe. Mário Beccar Varela, E.P.)

Publicado em Canto da Paz – Irmãs Clarissas.

Haiti: “a situação é dramática; ajudem-nos, aqui precisamos de tudo” – Padre Antonio Menegón, Camiliano – responsável pela Missão Camiliana no Haiti – 13.12.2010

Fonte/imagem/reportagem: AFP – 15.12.2010 – “Comissão para reconstrução do Haiti aprova US$ 430 milhões em projetos” – Comissão Interina para a Reconstrução do Haiti

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Fonte: Agência Fides

13.12.2010

AMÉRICA/HAITI – Violências e cólera: a “situação é dramática; ajudem-nos, aqui precisamos de tudo”

Porto Príncipe (Agência Fides) – “A situação na ilha piora sempre mais, estamos já com 2.100 mortos e fala-se de 400 mil contágios e 200 mil mortos caso a epidemia não for detida”: estas são as últimas notícias comunicadas por padre Antonio Menegòn, Camiliano, Responsável pela Missão Camiliana no Haiti, à Agência Fides (veja Fides 26/11/2010). “A situação é dramática também por causa da violência que domina o país depois das eleições; tudo está fechado e parado – afirma pe. Menegòn. O porto e o aeroporto estão fechados, há poucos voos. Devido às violências, os Estados Unidos e o Canadá fecharam suas embaixadas. As lojas estão sendo saqueadas. Não conseguimos nos abastecer de medicamentos e gasolina porque está tudo fechado”. O missionário Camiliano prossegue: “nosso hospital continua a acolher os doentes de cólera. Alguns morreram, outros se curaram. Durante um velório em que não se sabia que a causa da morte era a cólera, morreram 25 membros de uma família. Com outros hospitais, estamos tentando deter esta emergência, mas é tudo muito complicado. A Província Camiliana de Turim está enviando éter, antibióticos e outros medicamentos para combater a cólera. Os problemas são muitos e a situação está cada vez mais grave”.

Padre Crescenzo Mazzell. “A situação é dramática – diz padre Crescenzo – ajudem-nos, precisam de tudo, e também que Deus dirija seu olhar ao Haiti”. De Jeremie, outro Camiliano, padre Massimo, informa que já há 500 mortes certas, mas certamente são o duplo, porque todo o país está infectado. Também na casa dos religiosos há doentes e mortos. No hospital público, há milhares de pessoas abandonadas e contagiadas.

(AM/AP) (13/12/2010 Agência Fides)

“Advento significa portanto fazer memória da primeira vinda do Senhor na carne, significa reconhecer que Cristo presente entre nós se faz nosso companheiro de viagem na vida da Igreja que celebra o seu mistério.” – Homilia de Bento XVI sobre o Advento (Flos Carmeli – 03.12.2010)

Fonte: Flos Carmeli

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Reflexão para o Tempo do Advento

Homilia de Bento XVI
“Com este primeiro domingo de Advento, entramos naquele tempo de quatro semanas com o qual inicia um novo ano litúrgico e que imediatamente nos prepara para a festa do Natal, memória da encarnação de Cristo na história. Mas a mensagem espiritual do Advento é mais profunda e projecta-nos já para a vinda gloriosa do Senhor, no final da história. Adventus é a palavra latina que se poderia traduzir por “chegada”, “vinda”, “presença”. Na linguagem do mundo antigo era uma palavra técnica que indicava a chegada de um funcionário, em particular a visita de reis ou de imperadores às províncias, mas também podia ser utilizada para o aparecimento de uma divindade, que saía da sua habitação escondida e assim manifestava o seu poder divino: a sua presença era celebrada solenemente no culto.
Adoptando a palavra Advento, os cristãos pretendiam expressar a relação especial que os unia a Cristo crucificado e ressuscitado. Ele é Rei que, tendo entrado nesta província chamada terra, nos fez o dom da sua visita e, depois, da sua ressurreição e ascensão connosco: sentimos esta sua misteriosa presença na assembleia litúrgica. Celebrando a Eucaristia, proclamamos de facto que Ele não se retirou do mundo e não nos deixou sozinhos e, mesmo se não o podemos ver nem tocar como acontece com as realidades materiais e sensíveis, contudo Ele está connosco e entre nós; aliás, está em nós, porque pode atrair a si e comunicar a própria vida a cada crente que lhe abre o coração.
Advento significa portanto fazer memória da primeira vinda do Senhor na carne, significa reconhecer que Cristo presente entre nós se faz nosso companheiro de viagem na vida da Igreja que celebra o seu mistério. Esta consciência, queridos irmãos e irmãs, alimentada pela escuta da Palavra de Deus, deveria ajudar-nos a ver o mundo com olhos diferentes, a interpretar cada um dos acontecimentos da vida e da história como palavras que Deus nos dirige, como sinais do seu amor que nos garantem a sua proximidade em cada situação; nesta consciência, sobretudo, deveria preparar-nos para O acolher quando “vier de novo na glória para julgar os vivos e os mortos, e o seu reino não terá fim”, como repetiremos daqui a pouco no Credo. Nesta perspectiva o Advento torna-se para todos os cristãos um tempo de expectativa e de esperança, um tempo privilegiado de escuta e de reflexão, sob a condição de que nos deixemos guiar pela liturgia que convida a ir ao encontro do Senhor que vem.
“Vinde, Senhor Jesus”: esta fervorosa invocação da comunidade cristã do início deve tornar-se, queridos amigos, também a nossa aspiração constante, a aspiração da Igreja de todas as épocas, que anseia e se prepara para o encontro com o seu Senhor; iluminai-nos, dai-nos a paz, ajudai-nos a vencer a violência. Vinde, Senhor, rezamos precisamente nestas semanas
(…)
Preparar-nos para o advento de Cristo é também uma exortação que tiramos do Evangelho de hoje: “Vigiai”, diz-nos Jesus na breve parábola do dono de casa que parte mas não se sabe quando regressará (cf. Mc 13, 33-37). Vigiar significa seguir o Senhor, escolher o que Cristo escolheu, amar o que Ele amou, conformar a própria vida com a sua; vigiar exige que se transcorra cada momento do nosso tempo no horizonte do seu amor, sem nos deixarmos abater pelas inevitáveis dificuldades e problemas quotidianos. Assim fez São Lourenço, assim devemos fazer nós e peçamos ao Senhor que nos conceda a sua graça para que o Advento seja estímulo para que todos caminhem nesta direcção.”
I Domingo de Advento, 30 de Novembro de 2008 – Trecho da Homilia de Bento XVI proferida na Basílica de São Lourenço Fora dos Muros.

Postado por Flos Carmeli.

Publicado por Flos Carmeli.

Você conhece as figuras do Advento? (Canto da Paz – 02.12.2010)

Fonte: Canto da Paz

2 Dezembro 2010

(A Sagrada Família de Bartolomeo Esteban Murillo. 1650)

As Figuras do Advento: você conhece?

No advento existem algumas Figuras principais, que vão aparecer ao longo dos domingos até a chegada do Natal. Estas Figuras do Advento são:

a) O PROFETA ISAIAS
É o profeta que, durante os tempos difíceis do exílio do povo eleito, levava a consolação e a esperança. Na segunda parte do seu livro, dos capítulos 40 – 55 (Livro da Consolação), anuncia a libertação, fala de um novo e glorioso êxodo e da criação de uma nova Jerusalém, reanimando assim, os exilados.

As principais passagens deste livro são proclamadas durante o tempo do Advento num anúncio perene de esperança para os homens de todos os tempos.

b) JOÃO BATISTA
É o último dos profetas e segundo o próprio Jesus, “mais que um profeta”, “o maior entre os que nasceram de mulher”, o mensageiro que veio diante d’Ele a fim de lhe preparar o caminho, anunciando a sua vinda (conf. Lc 7, 26 – 28), pregando aos povos a conversão, pelo conhecimento da salvação e perdão dos pecados (Lc 1, 76s).

A figura de João Batista ao ser o precursor do Senhor e aponta-LO como presença já estabelecida no meio do povo, encarna todo o espírito do Advento; por isso ele ocupa um grande espaço na liturgia desse tempo, em especial no segundo e no terceiro domingo.

João Batista é o modelo dos que são consagrados a Deus e que, no mundo de hoje, são chamados a também ser profetas e profecias do reino, vozes no deserto e caminho que sinaliza para o Senhor, permitindo, na própria vida, o crescimento de Jesus e a diminuição de si mesmo, levando, por sua vez os homens a despertar do torpor do pecado.

c) MARIA, A MÃE DE JESUS
Não há melhor maneira de se viver o Advento que unindo-se a Maria como mãe, grávida de Jesus, esperando o seu nascimento. Assim como Deus precisou do “sim” de Maria, hoje, Ele também precisa do nosso “sim” para poder nascer e se manifestar no mundo; assim como Maria se “preparou” para o nascimento de Jesus, a começar pele renúncia e mudança de seus planos pessoais para sua vida inteira, nós precisamos nos preparar para vivenciar o Seu nascimento em nós mesmos e no mundo, também numa disposição de “Faça-se em mim segundo a sua Palavra” (Lc 1, 38), permitindo uma conversão do nosso modo de pensar, da nossa mentalidade, do nosso modo de viver, agir etc.

Em Maria encontramos se realizando, a expectativa messiânica de todo o Antigo Testamento.

d) JOSÉ, ESPOSO DE MARIA
Nos textos bíblicos do Advento, se destaca José, esposo de Maria, o homem justo e humilde que aceita a missão de ser o pai adotivo de Jesus. Ao ser da descendência de Davi e pai legal de Jesus, José tem um lugar especial na encarnação, permitindo que se cumpra em Jesus o título messiânico de “Filho de Davi”.

José é justo por causa de sua fé, modelo de fé dos que querem entrar em diálogo e comunhão com Deus.

(texto extraído de: Comunidade Shalom – http://www.comshalom.org/formacao/liturgia/o_tempo_advento.html)

Publicado em Canto da Paz.

Papa recomenda a Igreja na China às orações dos católicos do mundo inteiro (Agência Fides – 01.12.2010)

Fonte/imagem/artigo: Radio Nederland Internacional – “Restrições ao cristianismo na China”

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Fonte: Agência Fides

01.12.2010

VATICANO – O Papa recomenda a Igreja na China às orações dos católicos do mundo inteiro

Cidade do Vaticano (Agência Fides) – No final da Audiência Geral, o Santo Padre Bento XVI fez o seguinte apelo pela Igreja na China: “Peço aos fiéis presentes e aos católicos do mundo inteiro para que rezem pela Igreja na China, que está vivendo momentos particularmente difíceis. Peço à Virgem Maria, Auxílio dos Cristãos, para que ajude todos os bispos chineses, a mim tão queridos, a testemunharem sua fé com coragem, colocando toda esperança no Salvador que esperamos. Confiamos à Virgem todos os católicos desse amado país, para que, com a sua intercessão, possam viver uma autêntica existência cristã em comunhão com a Igreja Universal, contribuindo assim para a harmonia e o bem comum de seu nobre povo”.
(SL) (Agência Fides 01/12/2010)

“Frei João da Cruz, o Homem Interior” – Comunidade Santa Teresa (OCDS) – Província Nossa Senhora do Carmo – Sul – Brasil

Fonte/imagem: OCDS – Província São José

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Fonte: Comunidade Santa Teresa (OCDS) – Província Nossa Senhora do Carmo – Sul – Brasil

FREI JOÃO DA CRUZ, O HOMEM INTERIOR

(…) Frei João da Cruz assume, desde inícios de novembro de 1578, a responsabilidade de vigário no convento de El Calvario e a direção das monjas de Beas. E essa será sua ocupação durante os próximos dez anos: governo e direção dos religiosos e religiosas seguidores da Madre Teresa de Jesus.

A chave para compreender este período da vida de frei João no-la dá a mesma Santa numa carta à priora de Caravaca em dezembro de 1579: “Filha, procurarei que o Padre Frei João da Cruz passe por aí. Faça de conta que sou eu; abram-lhe com franqueza suas almas. Consolem-se com ele, que é alma a quem Deus comunica o seu Espírito”.

No capítulo quarto já vimos a importância que dava a Madre Teresa, nas comunidades que ia criando, à figura da superiora-mestra de espírito. Das qualidades extraordinárias da Madre Fundadora para essa missão, dão testemunho seus escritos e suas filhas que, inclusive depois de ter saído de sob seu magistério imediato, aproveitavam a passagem da Madre a caminho de novas fundações para continuar tratando de suas almas com ela. O “façam de conta que sou eu”, tem , pois, o sentido de uma recomendação incondicional do estilo espiritual de frei João da Cruz, que tinha assimilado plenamente o espírito da Madre Fundadora.

E como à Madre Fundadora suas filhas de Ávila pediram-lhe que deixasse por escrito o conteúdo de suas conversações espirituais para poderem ruminar sua doutrina e tirar dela maior proveito, também ao frei João da Cruz começaram a pedir o mesmo. Graças a isso podemos documentar o período histórico mais importante de sua vida e também nós podemos aproveitar de sua experiência e magistério.

Os primeiros escritos conservados – além das poesias que compôs no cárcere – reproduzem o esquema do Monte, ditos e máximas espirituais e dois brevíssimos tratados intitulados Cautelas e Avisos a um religioso. Por eles podemos ter uma idéia da experiência e conhecimento do mundo interior que possuía o Santo a dez anos de distância de seu encontro com Teresa de Jesus, vemos quais são os temas de suas conversações e práticas espirituais e quais os pontos-chave de sua pedagogia para encaminhar as almas para a verdadeira contemplação.

Se do valor histórico desses documentos queremos passar a sua utilidade espiritual, perene e sempre atualíssima, bastarão um par de indicações metodológicas para evitar tropeços. Em primeiro lugar tenha-se presente o título que o Santo mesmo colocou em suas máximas: “Ditos de luz e amor”, e como o amor e a luz não podem ser classificados, tampouco esses ditos podem reduzir-se a axiomas matemáticos, mas  devem ser meditados, buscando-se neles a profundidade e a amplidão de sentido que têm nos lábios do mestre e que transcende as circunstâncias particulares nas quais podia se achar a alma que lhos pediu ou o momento determinado em que foram escritos.

O mesmo pode-se dizer, e com maior razão, de seus breves tratados. Contêm uma orientação, um verdadeiro sistema de vida cuja utilidade espiritual não está condicionada por nenhuma circunstância: “Resignação, mortificação, exercício das virtudes e solidão física e espiritual”. Cada alma irá vendo dia por dia, momento por momento, em qual desses aspectos deverá reforçar a vigilância ou aumentar a generosidade: recomendando resignação, o Santo ensina a não querer solução para tudo, a não meter-se alguém onde não é chamado, livrando-se de desassossegos estéreis e, inclusive, nocivos, que costumam encobrir-se com capa de zelo; recomenda a mortificação especialmente com os de casa, pois todos os desejos de imitar a Cristo crucificado caem por terra se não se sabe aceitar com paciência e humildade as limitações, reais ou aparentes, daqueles que nos rodeiam; o exercício de virtudes mais seguro o Santo indica-o no cumprimento cotidiano do próprio dever, empenhando-se nele com perseverança, só por amor de Deus, evitando com cuidado toda inclinação ao próprio brilho e buscando antes aquilo que ninguém quer fazer; por solidão física e espiritual entende, finalmente, a solicitude da alma para recolher-se em Deus assim que suas obrigações o permitirem, vivendo em contínua oração e desprezando todo pensamento que não vai direcionado para Deus.

“Com isso, não pretendo insinuar que se descuide do ofício de que o encarregaram ou de qualquer outro que a obediência lhe designe, não empregando toda a solicitude requerida. O que quero dizer é que deve executá-lo de modo a ficar nele isento de culpa, pois isto não o quer Deus nem os superiores” [15] .

As Cautelas contêm a mesma substância de doutrina, com o acréscimo de algumas orientações práticas sobre o modo de considerar o superior religioso, que a um leitor superficial poderiam parecer um contraste com o magistério teresiano. Para compreender o sentido de tais contradições aparentes, convém ter presente que costumam se acentuar alguns aspectos com mais ou menos intensidade, segundo as circunstâncias em que se fala dos mesmos.

Por isso, é necessário, para conhecer o pensamento de um autor, recolher todas as suas expressões e fazer com elas uma síntese completa. Bastará indicar aqui que, quando a Santa fala com suas filhas, dirige-se a comunidades onde reina a paz e a harmonia e não necessita, como frei João quando fala com as Descalças de Beas em conflito momentâneo com o provincial, explicar-lhes o mistério de um superior inepto ou o modo de tirar proveito espiritual de um mau governo.

Por isso, o Santo distingue, em perfeito acordo com Teresa, entre o que é “sentimento particular” e o que diz respeito ao bem comum. A Santa recomenda a obediência sempre e se há algo a corrigir no superior, não há de se corrigir com a murmuração, senão através da autoridade competente: se a experiência demonstra que a superiora não é apta para o cargo “não se deve deixar passar o primeiro ano sem tirá-la do cargo. Porque em um não pode causar muito dano, mas em três pode destruir o convento” [16] .

Frei João recomenda essa mesma submissão e põe em guarda contra os estragos que o demônio costuma causar entre os religiosos quando estes não olham a obediência com olhos sobrenaturais; mas não proíbe de fazer uso da luz natural para ajudá-la. Vemos, com efeito, que ele pessoalmente apoiou a “rebelião” das monjas da Encarnação contra o provincial, animando-as a preferir a Madre Teresa como priora, pagando com o cárcere a sua postura [17] , e continuava apoiando as monjas de Beas que, valendo-se da situação geográfica pouco definida de seu convento, não prestavam obediência nem ao provincial de Andaluzia nem ao de Castela, apesar dos decretos do núncio.

As religiosas que tiveram a dita de experimentar a eficácia dessa doutrina e compartilhar as confidências espirituais de frei João da Cruz o batizaram de “homem interior”. Porém, essa interioridade não impediu o Santo de desenvolver uma atividade extraordinária nos mais variados ministérios, quando o serviço de Deus e o bem das almas o exigiam.

O Santo trata várias vezes do tema em seus escritos, sobretudo no Cântico, onde achamos uma frase que se tornou proverbial: “É mais precioso diante dele e da alma um pouquinho desse puro amor e de maior proveito para a Igreja, embora pareça nada fazer a alma, do que todas as demais obras juntas”. Frase que vem precedida de uma exegese admirável das palavras do Senhor a Marta: “Uma só coisa é necessária” (Lc 10), com um convite explícito a evitar interpretações unilaterais: “Notemos aqui o seguinte: enquanto a alma não chega ao perfeito estado de união de amor, convém exercitar-se no amor tanto na vida ativa como na vida contemplativa” [18] .

E na vida ativa e na contemplativa o Santo prosseguiu exercitando-se, como deduz-se de seus escritos e de suas biografias, deixando-nos em sua vida o modelo mais perfeito de equilíbrio entre ação e contemplação, que recomenda em seus escritos. (…)

Autor: Frei Ildefonso Moriones,  OCD.
Do livro: “O CARMELO TERESIANO – Páginas de sua história”

Tradução do original: Monjas do Mosteiro de São José, Jundiaí – SP, Brasil.

Fonte: http://www.ocd.pcn.net/hp_5.htm#8

Publicado em Comunidade Santa Tresa (OCDS).

Papa faz apelo no I Domingo do Advento “para promover uma cultura sempre respeitosa da vida humana, para procurar condições favoráveis e redes de apoio ao acolhimento e ao desenvolvimento da vida” (Agência Fides – 29.11.2010)

Fonte: Internet

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Fonte: Agência Fides

29.11.2010

VATICANO – O apelo do Papa “para promover uma cultura sempre respeitosa da vida humana, para procurar condições favoráveis e redes de apoio ao acolhimento e ao desenvolvimento da vida”

Cidade do Vaticano (Agência Fides) – “Exorto os protagonistas da política, da economia e da comunicação social a fazerem o que está em suas possibilidades, para promover uma cultura sempre respeitosa da vida humana, para procurar condições favoráveis e redes de apoio ao acolhimento e ao desenvolvimento da vida”: é o apelo que o Santo Padre Bento XVI lançou sábado à tarde, 27 de novembro, na Basílica Vaticana, durante a celebração das Primeiras Vésperas do I Domingo do Advento, precedida pela Vigília de oração pela vida nascente. “O início do Ano Litúrgico nos faz viver novamente a espera de Deus que se fez carne no seio da Virgem Maria, do Deus que se fez pequeno, se tornou uma criança” – disse o Papa na homilia; nos fala da vinda de um Deus próximo, que quis repercorrer a vida do homem, desde o início e isto para salvá-la totalmente, em plenitude. E assim o mistério da Encarnação do Senhor e o início da vida humana estão intimamente e harmonicamente ligadas entre si, entre o único desígnio salvífico de Deus, Senhor da vida de todos e de cada um’. O Santo Padre reiterou que “o ser humano é uma pessoa capaz de entender e querer, autoconsciente e livre, único e insubstituível” que “tem o direito de não ser tratado como um objeto que deve ser possuído ou como uma coisa que pode ser manipulada como quiser, de não ser reduzido a puro instrumento para a vantagem dos outros e de seus interesses. A pessoa é um bem in si mesma e é preciso buscar sempre o seu desenvolvimento integral. O amor para com todos, se é sincero, espontaneamente se torna atenção preferencial para os mais vulneráveis e mais pobres. Nesta linha se enquadra a solicitude da Igreja pela vida nascente, a mais frágil, a mais ameaçada pelo egoísmo dos adultos e pelo obscurecer das consciências”. Diante de algumas tendências culturais atuais, a própria ciência reconhece que o embrião no seio materno não é uma massa de material biológico, mas um novo ser vivo, dinâmico e maravilhosamente ordenado, um novo indivíduo da espécie humana. “Assim foi Jesus no seio de Maria; assim foi cada um nós, no seio da mãe”. Infelizmente – prosseguiu Bento XVI – também depois do nascimento, a vida das crianças continua sendo exposta ao abandono, à fome, miséria, doença, abusos, violência, exploração. As múltiplas violações de seus direitos que se cometem no mundo ferem dolorosamente a consciência de toda pessoa de boa vontade. Diante do triste panorama de injustiças cometidas contra a vida humana, antes e depois do nascimento, faço minhas as palavras do Papa João Paulo II em favor da responsabilidade de todos e de cada um: “Respeita, defende, ama e serve a vida, toda vida humana! Somente neste caminho encontrarás justiça, desenvolvimento, verdadeira liberdade, paz e felicidade” (Enc. Evangelium vitae, 5).” (SL) (Agência Fides 29/11/2010)

* O texto integral da homilia do Santo Padre, em italiano

“O tempo presente é, segundo o Senhor, o tempo do Espírito e do testemunho mas é também um tempo ainda marcado pela «angústia» (1Cor 7, 26) e pela provação do mal, que não poupa a Igreja e inaugura os combates dos últimos dias. É um tempo de espera e de vigília” – Dia dedicado a Nossa Senhora das Graças

Fonte/imagem/texto: Blog Rainha do Carmelo – OCDS

“(…)O tempo presente é, segundo o Senhor, o tempo do Espírito e do testemunho mas é também um tempo ainda marcado pela «angústia» (1Cor 7, 26) e pela provação do mal, que não poupa a Igreja e inaugura os combates dos últimos dias. É um tempo de espera e de vigília. (…)”

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Fonte: Lepanto

Nossa Senhora das Graças – Medalha Milagrosa (1830)

Capela das aparições na Rue du Bac, em Paris

Foi em 1830 que Nossa Senhora apareceu, em Paris, a Santa Catarina Labouré, então jovem religiosa, e lhe ensinou a devoção da Medalha Milagrosa.

“Fazei cunhar uma medalha com este modelo. Todas as pessoas que a usarem receberão grandes graças, trazendo-a ao pescoço. As graças serão abundantes para as pessoas que a usarem com confiança” — prometeu a Santíssima Virgem.

A promessa efetivamente se cumpriu.

Quando iam ser cunhadas as primeiras medalhas, uma terrível epidemia de cólera, proveniente da Europa oriental, atingia Paris.

O flagelo se manifestou a 26 de março de 1832 e se estendeu até meados do ano. A 1º de abril, faleceram 79 pessoas; no dia 2, 168; no dia seguinte, 216, e assim foram aumentando os óbitos, até atingirem 861 no dia 9. No total, faleceram 18.400 pessoas, oficialmente; na realidade, esse número foi maior, dado que as estatísticas oficiais e a imprensa diminuíram os números para evitar a intensificação do pânico popular.

No dia 30 de junho, foram entregues as primeiras 1500 medalhas que haviam sido encomendadas à Casa Vachette, e as religiosas Filhas da­ Caridade começaram a distribuí-las entre os flagelados. Na mesma hora refluiu a peste e começaram, em série, os prodígios que em poucos anos tornariam a Medalha Milagrosa mundialmente célebre.

O Arcebispo de Paris, que autorizara a cunhagem da Medalha e recebera logo algumas das primeiras, alcançou imediatamente uma graça extraordinária por meio delas, e passou a ser propagandista entusiasta e protetor da nova devoção. Também o Papa Gregório XVI recebeu um lote de medalhas, e passou a distribuí-las a pessoas que o visitavam.

Até 1836, mais de 15 milhões de medalhas tinham sido cunhadas e distribuídas, no mundo inteiro. Em 1842, essa cifra atingia a casa dos 100 milhões. Dos mais remotos países chegavam relatos de graças extraordinárias alcançadas por meio da medalha: curas, conversões, proteção contra perigos iminentes etc.

Prodigiosa conversão

Mas, em janeiro de 1842, a conversão espetacular do judeu Afonso Ratisbonne — que apresenta notável analogia com a conversão do Apóstolo São Paulo na estrada de Damasco — chamaria ainda mais as atenções sobre a Medalha Milagrosa. Ratisbonne, jovem banqueiro de Estrasburgo, cheio de preconceitos e antipatias contra a Igreja Católica, estava viajando por Roma quando aceitou, meio a contragosto, uma Medalha Milagrosa que lhe ofereceu um nobre francês. Poucos dias depois, inesperada e milagrosamente, a Virgem lhe apareceu na Igreja de Sant’Andrea delle Fratte, e em poucos segundos o antigo inimigo da Igreja transformou-se no apóstolo ardoroso que viria a fundar, juntamente com seu irmão Padre Teodoro Ratisbonne, a Congregação dos Missionários de Nossa Senhora de Sion, dedicada à conversão dos judeus.

Em 1876, ano da morte de Santa Catarina Labouré, mais de um bilhão de Medalhas Milagrosas já espalhavam graças pelo mundo.

Em 1894, a Santa Igreja instituiu a festa litúrgica de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa, a ser celebrada no dia 27 de novembro.

Em 1980, quando se comemoravam 150 anos da revelação da Medalha Milagrosa, o próprio João Paulo II, compareceu como peregrino ao local das aparições.

La Salette, Lourdes, Fátima

Para os devotos e propagandistas de Fátima, a Medalha Milagrosa tem um significado muito especial.

As aparições de Nossa Senhora a Santa Catarina Labouré, em 1830, marcaram o início de um ciclo de grandes revelações mariais. Esse ciclo prosseguiu em La Salette (1846), em Lourdes (1858) e culminou em Fátima (1917).

Desde 1830 Nossa Senhora se manifesta deplorando os pecados do mundo, oferecendo perdão e misericórdia à humanidade pecadora e prevendo severos castigos caso ela não se convertesse. Mas também anunciando que, após esses castigos, viria um triunfo esplendoroso do Bem.

Em novembro de 1876, um mês antes de sua morte, Santa Catarina Labouré afirmou: “Virão grandes catástrofes…. o sangue jorrará nas ruas. Por um momento, crer-se-á tudo perdido. Mas tudo será ganho. A Santíssima Virgem é quem nos salvará. Sim, quando esta Virgem, oferecendo o mundo ao Padre Eterno, for honrada, seremos salvos e teremos a paz”.

E em 13 de julho de 1917, Nossa Senhora prometeu formalmente em Fátima: “Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará”.

Publicado em Lepanto – Frente Universitária.