“Chegou a vitória, o poder e o reinado do nosso Deus e a autoridade de seu Messias: pois foi expulso aquele que acusava nossos irmãos, aquele que os acusava dia e noite diante de Deus.” (Apocalipse 12, 10-12) – Bíblia do Peregrino – Edição de estudo, com aprovação eclesiástica – Pe. Luís Alono Schökel (1920-1998). Publicação brasileira – 1997.

Jesus Cristo no "Limbo"

Em que que consistia exatamente o “Limbo”, quando Jesus “desceu à mansão dos mortos”?

Verifique em…

Fonte/imagens: http://www.filhosdapaixao.org.br/catequese/catequese_03.htm

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Bíblia do Peregrino¹ – “Bíblia del Peregrino – Edición de estudo²

[10] Escutei no céu uma voz potente que dizia: Chegou a vitória, o poder e o reinado do nosso Deus e a autoridade de seu Messias: pois foi expulso aquele que acusava nossos irmãos, aquele que os acusava dia e noite diante de Deus. [11] Eles o derrotaram com o sangue do Cordeiro e com o próprio testemunho, pois desprezaram a vida até morrer. [12] Por isso festejai, céus, e os que neles habitais. Ai da terra e do mar! Porque desceu até vós o diabo, enfurecido por saber que lhe sobra pouco tempo.(…) [13-18]” (Apocalipse 12, 10-12)

12,9: Quatro nomes e um qualificativo para o poder hostil: Dragão gigante + Serpente primitiva (Gn3) = Satanás (rival) = Diabo (acusador); sua tática e sua força consistem em “enganar”, porque é inimigo da verdade (Jo8,44).

12,11: É significativo o paralelismo do “testemunho” e do “sangue do Cordeiro”.

12, 13-18: Continua a hostilidade do dragão contra a mulher na terra (Gn 3,15). Com “asas de águia” (Ex 19,4), a mulher se refugia no deserto: como Moisés, Davi, Elias, um salmista (SL 55,7-9), durante a metade de sete anos, alimentada com um novo maná (cf. Jo,6). O dragão envia, como agente seu, “as “águas torrenciais” (SL 18,5; 32,6; Jn 2,4), que que a terra engole (cf. Nm 16, 30-32). Doravante o dragão lutará contra o “resto da descendência” da mulher (Gn 3,15).

12, 18: O dragão se detém na fronteira da terra e do mar. O anjo poderoso pisava ao mesmo tempo a terra e o mar (10,2).

¹ Organizador e editor (notas) na edição espanhola e brasileira – 1997: Pe. Luís Alonso Schökel (1920-1998). Com aprovação eclesiática. Tradutor (introduções, notas, cronologia e vocabulário): José Raimundo Vidigal. Editora Paulus-2002.

²Título original: Bíblia de Peregrino – Edición de estudo (Tomo I: Prosa; Tomo II: Poesia; Tomo III: Nuevo Testamento). Ega – Mensajeo – Verbo Divino. Luís Alono Schökel, 1997.

Observação: No prefácio à edição brasileira, os Editores nos fornecem algo importante sobre o perfil do Pe. Alonso, que ao tempo da publicação no Brasil, já havia preparado quase um terço a mais às notas do Evangelhos (em 1997): “De fato, a Bíblia do Peregrino amadureceu após 25 anos de trabalho, estudo e contemplação. Nela se encontra sua alma de poeta, místico e sábio. Nesse manancial se alimentaram várias gerações, e muitas outras sugarão com satisfação a abundância dessa sabedoria contemplativa.

“Como já foi recordado, ministro com capacidade de celebrar in persona Christi o sacramento da Eucaristia é somente o sacerdote validamente ordenado. Por isso, o nome “ministro da Eucaristia” cabe propriamente somente ao sacerdote. Também por causa da sagrada Ordenação, os ministros ordinários da santa comunhão são os Bispos, os Sacerdotes e os Diáconos, aos quais, portanto, cabe distribuir a santa Comunhão aos fiéis leigos na celebração da Santa Missa.” (Artigo 154) – Decretos do Documento Redemptionis Sacramentum publicados pelo Papa Bento XVI – Encíclica Ecclesia de Eucharistia – Papa João Paulo II

“A quem iremos” – A Palavra de Deus no Domingo

Paróquia Santa Teresa D’Ávila – Salvador – Bahia

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Leiam abaixo o que encontrei a respeito. As referência incluem o Papa João Paulo II e Bento XVI.
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Fonte: Associação Cultural Monfort

DOUTRINA

Ministros Extraordinários da Eucaristia

PERGUNTA

Nome:     Marcos
Enviada em:     12/03/2004
Local:     São Paulo – SP,
Religião:     Católica

Olá, teremos em breve um “Curso para Ministros Extraordinários da Eucaristia”, mas infelizmente o padre é progressista e totalmente heterodoxo em relação as doutrinas da Igreja. Por isso gostaria de esclarecer alguns temas e pedir a sua ajuda para me indicar que argumentos podemos usar caso ele diga coisas contrárias ao que a Igreja ensina.

Alguns pontos controversos:

1- Idade mínima para se tornar Ministro (e demais requisitos, se precisa ser crismado, etc).

2- Sobre as vestes do Ministro (no momento usamos túnicas e estão querendo substituir por aquele jaleco ou avental).

3- Sobre o papel do ministro durante a Missa -temos o costume de purificar os dedos antes e depois de distribuirmos a Eucaristia no purificador que fica na mesa do altar e enxugamos as mãos no manustérgio (agora estão falando que os ministros não podem purificar seus dedos junto ao altar mas que temos que trazer o purificador para a Credência para purificarmos os dedos, o que não é nem um pouco prático).

4- Ao buscarmos as âmbulas no Sacrário, ao abrirmos as portas fazemos uma genuflexão e ficamos alguns segundos em silêncio e oração (agora nos disseram que não devemos nos ajoelhar pois isso se torna um “ritualzinho particular”.)

5- Qual é o certo: trazer todas as âmbulas que estão no Sacrário para o altar no momento do Cordeiro, evitando assim dividir a Adoração ao Senhor Sacramentado ou apenas as que vão ser usadas deixando as outras lá? Durante a comunhão as portas do sacrário devem ser fechadas ou pemanecer abertas?

6- O padre nunca purifica os vasos, dando essa atribuição aos Ministros. Isso é correto?

Se é correto onde devemos purificá-los? Nós purificávamos junto ao altar, agora dizem que temos que purificar na credência.

E nesse caso como proceder? Levar o Sangue consagrado de Jesus de qualquer jeito para a Credência, ou consumi-lo antes junto ao altar? E as partículas e fragmentos? Onde são consumidas no altar ou na credência?

Peço sua ajuda e na medida do possível que nos cite a fonte de onde tal regra é tirada, pois estão dizendo que exite uma nova Instrução sobre o missal romano que modifica para essa forma que eles estão impondo, isso procede?

Como posso ter acesso a essa nova Instrução?

Desde já agradeço a atenção e peço ao Senhor Jesus que os abençoe!

Marcos

RESPOSTA

Muito prezado Marcos, salve Maria !

Após o Concílio Vaticano II e a infeliz e errada reforma da Liturgia de Paulo VI surgiram muitos abusos, que o Papa atual, agora, graças a Deus, procura coibir.

Um desses abusos foi a invenção desastrosa dos “Ministros da Eucaristia”.

Para que você compreenda bem essa questão, recomendo que você leia atentamente a encíclica Ecclesia de Eucharistia do Papa João Paulo II, e os decretos que o Papa acaba de publicar no documento Redemptionis Sacramentum, documentos nos quais ele trata desse problema, sobre o qual você me questiona.

O Papa João Paulo II proíbe que se use a expressão “Ministro da Eucaristia” por ser ambígua, pois que Ministro da Eucaristia é só o Padre ordenado, jamais um leigo. Diz o Papa que a Expressão Ministro da Eucaristia pode levar a erro, julgando-se que o leigo pode exercer funções próprias do sacerdote.

O artigo 154 do Redemptionis Sacramentum diz textualmente:

“Como já foi recordado, ministro com capacidade de celebrar in persona Christi o sacramento da Eucaristia é somente o sacerdote validamente ordenado. Por isso, o nome “ministro da Eucaristia” cabe propriamente somente ao sacerdote. Também por causa da sagrada Ordenação, os ministros ordinários da santa comunhão são os Bispos, os Sacerdotes e os Diáconos, aos quais, portanto, cabe distribuir a santa Comunhão aos fiéis leigos na celebração da santa Missa. Manifeste-se, assim, corretamente e com plenitude o seu múnus ministerial na Igreja, e se cumpra o sinal sacramental”.

O artigo 155 afirma que o Bispo Diocesano, por razão de “autêntica necessidade” pode delegar a um leigo como “ministro extraordinário da comunhão” — não da Eucaristia — e que “Somente em casos particulares e imprevistos, pode ser dada permissão por um sacerdote, a um leigo, para dar a Comunhão, só para uma ocasião concreta” ( não para sempre).

Que essa permissão não deve ser para sempre, ou habitualmente, é afirmado no artigo 156 que diz:

“Este ofício — [de distribuir a comunhão extraordinariamente] — seja entendido em sentido estrito conforme sua denominação de ministro extraordinário da santa Comunhão, e não “ministro especial da santa Comunhão” ou “ministro extraordinário da Eucaristia” ou “ministro especial da Eucaristia” definições que ampliam indevidamente e impropriamente o alcance dessa denominação”. [O negrito é meu].

Como você vê, então, caro Marcos, a distribuição da Comunhão não pode ser delegada para sempre, definitivamente, pelo sacerdote. Esse é um dos abusos que o Papa determinou extirpar.

O artigo 157 do decreto papal afirma que havendo Padre, é ele quem deve distribuir a sagrada Comunhão e não delegar essa função a um leigo.

Veja o que determinou o Papa a quem você — e todos os católicos, inclusive o padre –devem obedecer:

“157. Se costumeiramente está presente um número suficiente de ministros sacros também para a distribuição da santa Comunhão, não se podem deputar para essa função os ministros extraordinários da santa Comunhão. Em tais circunstâncias, aqueles que fossem deputados a tal ministério, não o exercitem.

É reprovável o costume daqueles sacerdotes que, se bem que estejam presentes à celebração, se abstém normalmente de distribuir a Comunhão, encarregando os leigos para tal dever” (O sublinhado e o negrito são meus).

Como você vê, prezado Marcos, nunca distribua a comunhão, havendo um padre presente.

E o artigo 158 prossegue explicando:

“158. O ministro extraordinário da Santa Comunhão, de fato, poderá administrar a Comunhão somente quando faltem o Sacerdote e o Diácono, quando o Sacerdote estiver impedido por doença, velhice ou outro motivo sério, ou quando o número de fiéis que acedem à Comunhão é tão grande que a própria celebração da Missa se prolongaria por demais. Todavia, isto se compreenda no sentido de que um breve prolongamento da Missa, conforme a cultura e os hábitos locais, será considerado motivo totalmente insuficiente [para delegar a distribuição a leigos]” (Negrito e sublinhado meus].

Desse modo, a desculpa de que há muita gente para comungar não é, de si, suficiente para delegar que a Comunhão seja distribuída por leigos. Isso vale só se há multidão excessiva, e não apenas muita gente.

Você me informa que o vigário de sua paróquia é “progressista e totalmente heterodoxo”.

E o que você me conta que é feito em sua paróquia coincide exatamente com os abusos que o Papa quer extirpar. É então completamente proibido pelos novos decretos fazer o que vocês costumam fazer, em sua paróquia, e de modo habitual.

Sendo assim, ele muito provavelmente não vai obedecer aos decretos do Papa. Ou então, pelo menos, vai tentar “dar um jeitinho”. Vai tentar “driblar” os decretos. O que é desobediência pior, pois envolve malícia.

Que fazer, então?

Não vejo outra saída senão obedecer ao Papa e não ao vigário modernista.

Mostre o próprio texto dos decretos ao vigário, e pergunte-lhe, respeitosamente, se ele vai acatar ou não o que o Papa mandou.

Caso ele acate, tudo bem.

Caso ele desobedeça ao Papa, diga-lhe que você já não irá mais distribuir a Comunhão. Depois, denuncie essa desobediência dele ao Bispo, e mesmo ao Papa, como manda o artigo 184 do decreto Redemptionis Sacramentum.

Aceitar o que o vigário mandar contra os decretos pontifícios seria grave desobediência ao Papa . E como essa desobediência envolve coisas sagradas, incorreria em sacrilégio.

In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

Assoicação Cultural Monfort.
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TESTEMUNHO – “Devemos buscar, com humildade, a elevação espiritual, que nos leva Deus, e não pretender que a sacralidade cristã desça à altura de nossa capacidade de transcendência…” . (LBN)

Gostaria de esclarecer que não faço parte da Associação Cultural Monfort, portanto não me sinto obrigada a concordar com todas as exposições do Prof. Orlando Fedeli (é do tipo “frio ou quente” – tal como Deus Pai aprova…), no que diz respeito aos muitos  “combates da fé” (pacíficos, é claro…) No entanto, como historiador católico, ele apresenta os fundamentos canônicos de algumas visões chamadas “conservadoras”,  que acabam por  entrar em  “rota de colisão” com os que veem no Concílio Vaticano II a renovação do catolicismo no Brasil, e no mundo. Cá comigo, penso que o Papa Bento XVI valoriza a importância de alguns dos “novos ares” trazidos por este Concílio, ocorrido em torno de 1962. Entretanto, não está disposto a fazer concessões quanto ao que entra em conflito, por exemplo, com Concílio Ecumênico de Trento (1545-1563). Este, historicamente, foi uma resposta à Reforma Protestante, Bento XVI não admite nada que entre em conflito com a doutrina católica. A propósito, venho aprendendo que tudo que a Igreja afirma como dogma tem rigoroso vínculo com as Sagradas Escrituras.

Assim, ao tempo do Concílio II, também ecumênico, mas em conformidade com os “novos tempos”, nos quais os leigos passaram a fazer forte pressão para que houvesse mudança, segundo os fatos, este transcorreu também dentro da esfera interno ao Vaticano, mas com abertura a instituições externas leigas, com extensão às denominações cristãs protestantes. Portanto, diferiu do status, por exemplo, dos demais Concílio, ainda que ecumênicos. Nestes, que todas as discussões foram realizadas em caráter privado, sem objeções ou sugestões externas dirigidas aos ao Papa Cardeais e Bispos. Todas as decisões tiveram caráter irrevogável porque amplamente discutidas, e por fim, acordadas entre todos.  “Quem vos fala” tinha dois “aninhos”nesta época…  No colo de minha mãe acompanhei a missa pelo rito antigo, mas não deve ter passado dos meus cinco anos, em 1965, Lembro que meu pai, apesar de pequena ainda, ao chegarmos em casa falava que como seria possível alguma concentração com ao “ritmo” de guitarras… Não gostava de crianças correndo, gritando, desde os corredores até o entorno do altar… Ou fotógrafos atrás do altar para os “melhores ângulos” do casamento,  ou em volta do padre, na pia batismal… Lá pelos meus oito anos, pouco antes de minha Primeira Comunhão comecei a compreender que aquilo me incomodava também. Desde meus 14 nos, passei a não ir aos domingos pela manhã à missa, e sim, à tardinha. Tudo era calmo… Meus pais continuaram a ir aos domingos porque no sábado havia muito o que fazer, ou seja, supermercado, reparos e outros compromissos. quando entrei no mundo do trabalho, aos 17 anos, continuei indo à missa aos sábados, agora com minhas duas irmãs pré-adolescentes.

Há uma lacuna nesta fase inicial de minha vida espiritual e católica: quando chegou o momento de minha preparação para o sacramento da Crisma: não quis me inscrever de jeito nenhum. Até hoje não sei se foi porque não gostava da agitação da Missa, e, por essa razão, quando a catequista, já no final de nossa  preparação para a Primeira Eucaristia afirmou que teríamos de fazer um “juramento” na Crisma: sempre seríamos católicos. Ela teve a melhor das intenções, tenho certeza. Lembro o nome dela. Eu e meu irmão, chegamos à conclusão que seríamos sempre “amigos” de Jesus Cristo, mas não poderíamos jurar em falso; e se mudássemos de idéia no futuro quanto à Igreja?  Crianças com 10 e 11 anos… Deve ter havido nesta decisão (por medo de “mentir para Deus”),  a influência de outras opções (ou denominações?), que, aliás,  vieram no bojo do Concílio II. Ou seja, na mídia, na cultura, as demais denominações, sem maiores análises –  as reformadas e até mesmo as que beiravam o pentecostalismo (em geral, sem nenhuma Liturgia) foram assimiladas tão somente por serem cristãs.  Atualmente, isto mudou um pouco, já que o papa Bento XVI dialoga, mas pede que voltem ao rebanho original…

Estranho é que ao entrar na adolescência jamais pensei na possibilidade de sair do catolicismo. Pelo contrário, não via sentido na divisão decorrente do protestantismo, ainda que não tivesse qualquer preconceito com relação  a outras denominações. O curioso é que, nos anos 80, logo descobri o contrário: não havia, de fato, a aceitação da doutrina católica, criada há dois mil anos, nem mesmo pelos reformados. Pelo que pesquisei, os votos de castidade, pobreza e obediência (no caso, ao Papa, bispo de Roma) tem sido um entrave para que a Igreja Católica volte a ser Una, Santa e Apostólica.

Sempre estranhei essa nossa “excentricidade” porque meus pais vieram de famílias católicas – geração após geração. Quanto à liberdade que nos deram de não nos crismarmos. penso que os “novos ares” do Concílio II deram a conhecer midiaticamente “novas opções” dentro da Liturgia Católica. a celebração ficou parecida com a dos reformados. No Concílio II, os bispos foram instruídos a adequarem a Liturgia, em conformidade com a cultura dos países das Américas. Provavelmente, isto criou um “caldo” propício para os pais entenderem que seus filhos poderiam naturalmente aderir aos cultos reformados e até calvinistas. Por quê? Pela ênfase” no conceito de ecumenismo: ou seja: a idéia de Jesus de que “Pedro – sobre ti erguerei a minha Igreja” admitia que Cristo Jesus não se importaria com as milhares de divisões que temos hoje, mesmo depois de Santa Teresa de Ávila, São Francisco de Sales, entre outros contra-reformadores. O Cardeal Newmann,  teólogo e estudioso anglicano, convertido ao catolicismo. Foi beatificado.

Todos sabemos que a Liturgia católica atual  replica o altar das Igrejas da Reforma, incluindo outras inovações. Algumas são aceitáveis, outras, a meu ver, são execráveis. Em uma delas, por exemplo, antes do padre tomar assento, em uma celebração católica nos Estados Unidos bailava entre os corredores super-iluminados, em veste branca, discreta, uma mulher magra, madura, alta e esguia. Parecia ser uma bailarina clássica. Logo após adentra um bailarino negro, “fora de forma”, e baila também no mesmo estilo (não coloquei som). Não compreendi o que veio depois: dois bonecos (aqueles sobre pernas-de-pau), com visual afro (mas havia muitos brancos na igreja; acredito que eram maioria). Os bonecos, enormes, lentos, bailavam também… Saíram de cena. a “bailarina cinquentona apanha uma toalha branca, e ajudada pelo outro bailarino a coloca sobre a mesa do altar. Tudo parece normal, menos para mim e meu marido… Logo em seguida, “aparece” o sacerdote, vestido como tal, ou seja, com veste longa, e bordaduras amarelo-douradas. Ele atravessa o altar (devia estar sentado ao fundo, ao lado), e, paradoxalmente, desce o altar, se assentando em uma das cadeiras. Paramos ali. Penso que esperou  que ambos “bailarinos” (Davi dançava e tocava instrumentos – talvez seja esta a razão…) dessem por acabada a performance… Certamente, tudo depois transcorreu aos moldes da missa que conhecemos. Certamente, por Cristo Jesus foi celebrada pelo sacerdote, e ajudado por ministros e mistras da Eucaristia. em nossa região as Ministras vão até os que querem receber a Santa Comunhão. Para mim, particularmente, se queremos comungar devemos ir até o Corpo de Cristo, e pelas mãos do sacerdote e diácono.

Não tenho nenhuma pretensão a não ser refletir sobre o excesso de “criatividade”, em detrimento do que nos aponta o bom senso dos papas, bispos, sacerdotes e  teólogos em relação a  um respeitoso, suave e transcendente culto, tal como Cristo Jesus, no Novo Testamento,  e Deus-Pai, lá no Êxodo, por exemplo. Um rito sagrado não pode conter “caprichos” profanos. Empobrece nossa vida espiritual.  Por que a cerimônia religiosa do matrimônio é realizada do mesmo modo desde a Igreja Primitiva? Afora, obviamente, os holofotes… É o que penso. (L.B.N)

Na audiência geral Bento XVI fala sobre teologia monástica e teologia escolástica – L’Osservatore Romano(Vaticano) – 31.10.2009

VATICANO  –  L’Osservatore Romano

31.10.2009

Na audiência geral Bento XVI fala sobre teologia monástica e teologia escolástica

Amizade natural entre fé e razão

Valores e dinamismo dos povos africanos “Entre fé e razão existe uma amizade natural, fundada na própria ordem da criação”, afirmou o Papa na audiência geral de quarta-feira, 28 de Outubro, na Praça de São Pedro, falando sobre teologia monástica e teologia escolástica que floresceram no século XII.

Queridos irmãos e irmãs!
Detenho-me hoje a falar sobre uma interessante página de história, relativa ao florescimento da teologia latina no século xii, que se verificou devido a uma série providencial de coincidências. Nos países da Europa ocidental reinava então uma paz relativa, que garantia à sociedade desenvolvimento económico e consolidação das estruturas políticas, e favorecia uma vivaz actividade cultural graças também aos contactos com o Oriente. No interior da Igreja sentiam-se os benefícios da vasta acção conhecida como “reforma gregoriana”, a qual, promovida vigorosamente no século precedente, tinha contribuído com uma maior pureza evangélica para a vida da comunidade eclesial, sobretudo no clero, e tinha restituído à Igreja e ao Papado uma autêntica liberdade de acção. Além disso ia-se difundindo uma vasta renovação espiritual, apoiada pelo vigoroso desenvolvimento da vida consagrada:  nasciam e expandiam-se novas Ordens religiosas, enquanto que as que já existiam conheciam uma retomada prometedora.

Refloresceu trambém a teologia adquirindo maior consciência da própria natureza:  apurou o método, enfrentou problemas novos, progrediu na contemplação dos Mistérios de Deus, produziu obras fundamentais, inspirou iniciativas importantes da cultura, da arte e da literatura, e preparou as obras-primas do século seguinte, o século de Tomás de Aquino e de Boaventura de Bagnoregio. Foram dois os ambientes nos quais se desenvolveram esta fervorosa actividade teológica:  os mosteiros e as escolas das cidades, as scholae, algumas das quais deram depressa vida às Universidades, que constituem uma das “invenções” típicas da Idade Média cristã. Precisamente a partir destes dois ambientes, os mosteiros e as scholae, pode-se falar de dois modelos diferentes de teologia:  a “teologia monástica” e a “teologia escolástica”. Os representantes da teologia monástica eram monges, em geral Abades, dotados de sabedoria e de fervor evangélico, dedicados essencialmente a suscitar e a alimentar o desejo amoroso de Deus. Os representantes da teologia escolástica eram homens cultos, apaixonados pela pesquisa; magistri desejosos de mostrar a racionalidade e o fundamento dos Mistérios de Deus e do homem, acreditados com a fé, sem dúvida, mas compreendidos também pela razão. A finalidade diversa explica a diferença do seu método e do seu modo de fazer teologia.

Nos mosteiros do século xii o método teológico estava ligado principalmente à explicação da Sagrada Escritura, da sacra pagina para nos expressar como os autores daquele período; praticava-se especialmente a teologia bíblica. Isto é, os monges eram todos devotos ouvintes e leitores das Sagradas Escrituras, e uma das suas principais ocupações consistia na lectio divina, ou seja, na leitura pregada da Bíblia. Para eles a simples leitura do Texto sagrado não era suficiente para compreender o seu sentido profundo, a sua unidade interior e a sua mensagem transcendente. Portanto, era preciso praticar uma “leitura espiritual”, guiada com docilidade ao Espírito Santo. Na escola dos Padres, a Bíblia era assim  interpretada  alegoricamente,  para  descobrir  em  cada  página, quer do Antigo quer do Novo Testamento, o que diz de Cristo e da sua obra de salvação.

O Sínodo dos Bispos do ano passado sobre a “Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja” recordou a importância da abordagem espiritual das Sagradas Escrituras. Com esta finalidade, é útil valorizar a teologia monástica, uma ininterrupta exegese bíblica, assim como as obras compostas pelos seus representantes, preciosos comentários ascéticos aos livros da Bíblia. Portanto, a teologia monástica unia a preparação literária à espiritual. Estava portanto consciente de que uma leitura meramente teórica e profana não era suficiente:  para entrar no coração da Sagrada Escritura, ela deve ser lida no espírito com o qual foi escrita e criada. A preparação literária era necessária para conhecer o significado exacto das palavras e facilitar a compreensão do texto, afinando a sensibilidade gramatical e filológica. O estudioso beneditino do século passado Jean Leclercq intitulou do seguinte modo o ensaio com o qual apresenta as características da teologia monástica:  L’amour des lettres et le désir de Dieu (O amor às letras e o desejo de Deus). De facto, o desejo de conhecer e de amar a Deus, que vem ao nosso encontro através da sua Palavra que deve ser acolhida, meditada e praticada, leva a procurar aprofundar os textos bíblicos em todas as suas dimensões. Há depois outra aptidão sobre a qual insistem quantos praticam a teologia monástica, isto é, uma profunda atitude orante, que deve preceder, acompanhar e completar o estudo da Sagrada Escritura. Dado que, em última análise, a teologia monástica é escuta da Palavra de Deus, não se pode deixar de purificar o coração para a acolher e, sobretudo, não se pode deixar de estimular nele o fervor para encontrar o Senhor. A teologia torna-se portanto meditação, oração, canto de louvor e chama a uma conversão sincera. Não poucos representantes da teologia monástica chegaram, por este caminho, às metas mais altas da experiência mística, e constituem um convite também para nós a alimentar a nossa existência com a Palavra de Deus, por exemplo, mediante a escuta mais atenta das leituras e do Evangelho, sobretudo na Missa dominical. É importante, além disso, dedicar todos os dias um certo tempo à meditação da Bíblia, para que a Palavra de Deus seja lâmpada que ilumina o nosso caminho quotidiano sobre a terra.

Pelo contrário, a teologia escolástica como disse era praticada nas scholae, que surgiram ao lado das grandes catedrais da época, para a preparação do clero, ou em volta de um mestre de teologia e dos seus discípulos, para formar profissionais da cultura, numa época na qual o saber era cada vez mais apreciado. No método dos escolásticos era central a quaestio, ou seja, o problema que se apresenta ao leitor ao enfrentar as palavras da Escritura e da Tradição. Face ao problema que estes textos influentes apresentam, levantam-se questões e nasce o debate entre o mestre e os estudantes. Neste debate surgem por um lado os argumentos da autoridade, por outro os da razão e o debate desenvolve-se no sentido de encontrar, no final, uma síntese mais profunda da palavra de Deus. A este propósito, São Boaventura diz que a teologia é “per additionem” (cf. Commentaria in quatuor libros sententiarum, i, proem., q. 1, concl.), ou seja, a teologia acrescenta a dimensão da razão à palavra de Deus e assim cria uma fé mais profunda, mais pessoal e, por conseguinte, também mais concreta na vida do homem. Neste sentido, encontravam-se diversas soluções e formavam-se conclusões que começavam a construir um sistema de teologia. A organização das quaestiones levava à compilação de sínteses cada vez mais extensas, ou seja, compunham-se as diversas quaestiones com as respostas que surgiam, criando assim uma síntese, as chamadas summae, que eram, na realidade, amplos tratados teológico-dogmáticos nascidos do confronto da razão humana com a palavra de Deus. A teologia escolástica tinha como objectivo apresentar a unidade e a harmonia da Revelação cristã com um método, chamado precisamente “escolástico”, da escola, que concede confiança à razão humana:  a gramática e a filologia estão ao serviço do saber teológico, mas ainda mais está a lógica, que é a disciplina que estuda o “funcionamento” do raciocínio humano, de modo que sobressaia a verdade de uma proposição. Ainda hoje, lendo as summae escolásticas permanecemos admirados com a ordem, a clareza, o nexo lógico dos argumentos e a profundidade de algumas intuições. Com linguagem técnica é atribuído a cada palavra um significado claro e, entre o crer e o compreender, estabelece-se um recíproco movimento de esclarecimento.

Queridos irmãos e irmãs, fazendo eco ao convite da Primeira Carta de Pedro, a teologia escolástica estimula-nos a estar sempre prontos a responder a quem quer que nos pergunte a razão da nossa esperança (cf. 3, 15). Ao ouvir as perguntas como se fossem nossas e assim ser capazes também de dar uma resposta. Recorda-nos que entre fé e razão existe uma amizade natural, fundada na própria ordem da criação. O Servo de Deus João Paulo ii, no incipit da Encíclica Fides et ratio escreve:  “A fé e a razão são como duas asas, com as quais o espírito humano se eleva rumo à contemplação da verdade”. A fé está aberta ao esforço de compreensão da parte da razão; a razão, por sua vez, reconhece que a fé não a mortifica, aliás, estimula-a para horizontes mais amplos e elevados. Insere-se aqui a perene lição da teologia monástica. Fé e razão, em recíproco diálogo, vibram de alegria quando ambas estão animadas pela busca da união íntima com Deus. Quando o amor vivifica a dimensão orante da teologia, o conhecimento, adquirido pela razão, alarga-se. A verdade é procurada com humildade, acolhida com estupefacção e gratidão:  numa palavra, o conhecimento cresce unicamente se ama a verdade. O amor torna-se inteligência e a teologia, autêntica sabedoria do coração, que orienta e ampara a fé e a vida dos crentes. Rezemos portanto para que o caminho do conhecimento e do aprofundamento dos Mistérios de Deus seja sempre iluminado pelo amor divino.

Também em português a catequese do Papa

Novidade na audiência geral:  pela primeira vez Bento XVI pronunciou também em português a síntese da catequese. Até agora era feita só em francês, inglês, alemão e espanhol. A novidade foi acolhida com entusiasmo pelos grupos que falam esta língua sobretudo pelo coro juvenil da arquidiocese brasileira de Maringá aos quais o Papa dirigiu a seguinte saudação:

Amados peregrinos do Porto e demais pessoas de língua portuguesa, sede bem-vindos! Uma saudação particular ao coro infanto-juvenil de Maringá e aos grupos paroquais de Santa Cruz, em Belém, e de nossa Senhora do Carmo, no Rio de Janeiro. Que nada vos impeça de viver e crescer na amizade de Deus. Procurai iluminar o vosso caminho com a Palavra divina, ouvindo-a atentamente na Eucaristia do domingo e reservando alguns momentos em cada dia para a sua meditação. Sobre vós e vossas famílias, desça a minha Bênção.

Publicado por L’Osservatore Romano – 31 de Outubro de 2009.

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OPINIÃO

O que eu penso sobre um rito que me permita elevar minha alma às alturas, tenho plena certeza que a poucos  interessa… Entretanto, faço questão que saibam, aqui neste espaço virtual,  o que acho mais adequado em termos “formais e espirituais” em relação ao rituais, toda a Liturgia que envolve a Santa Missa. Entendo agora o que certo comentário publicado no l”Osservatore procura dar a saber sobre o Papa Bento XVI, que  pedia em abril deste ano: “Rezem por mim…”, em seu quinto ano de Pontificado. Certamente, os “lobos” mencionados no artigo,  são os grupos que se opõem a missas austeras, além de afrontas de outros grupos, os quais são mais “liberalizantes” que católicos… Assim,  Papa Bento XVI menciona a pressão midiática contra os valores cristãos, mas sabemos que há adversários internos. Entretanto,  o Papa é sagaz e político, e além disso, rezamos por ele, não? Ele precisa: dentro da própria Igreja Católica há quem não tenha outro objetivo a não ser que tudo corra sem controle algum…  A propósito, penso que devemos nos conformar (sem subserviência) à tradição apostólica, que representa a sabedoria acumulada por séculos, iluminados pelo Espírito Santo. Este termo “tradição “apostólica”,  para mim, é emblemático para o Catolicismo, já que sempre se baseou em indicações bíblicas, e estudos aprofundados por teólogos, sacerdotes estudiosos (p.ex., São Tomás de Aquino),  bispos, papas, alguns santificados. Todos operavam em nível de excelência. Em contrapartida, se assim não for, cada um interpreta o significado dos Dez Mandamentos, ao bel prazer, entre outros temas polêmicos, sem ao menos procurar informações sobre o que os “antigos” nos legaram. além disso, há fundamentação bíblica em cada dogma anunciado pela Igreja Católica… Por esta razão, já que não há explicações ou tentativas de explicar o sentido de um dogma, acabamos lendo por aí que “isto é dogmático”… Ora, dogma é uma expressão religiosa, portanto, na medida em que ela surge fora do mundo religioso, deve haver o devido esclarecimento da inadequação de seu uso. Por uma simples razão: acusação de obscurantismo… Não esperemos que o ramo protestante parta em busca desta pesquisa, que tem por base dois mil anos de Cristianismo… Dos seminários católicos saíram sacerdotes  que deixaram bulas papais, encíclicas, documentos orientadores para nós, o rebanho de Cristo Jesus…

A absurda adesão católica à festa de Halloweenn no Brasil e no mundo

Pasmem: nos Estados Unidos a atual visão da Liturgia “multicultural” adaptou a “missa” à “festa de halloween”, que se deu há três dias… Meu Deus! Não penso como muita gente estar “update” com a fé católica, com a vontade de Deus… Pelo contrário, comungo espiritualmente porque sou casada há 24 anos com um ex-ateu (quando o conheci), que depois se revelou protestante (por parte de pai), e que, devido à mãe foi batizado no catolicismo. Há quatro anos é ex-protestante, leitor e devoto de Francisco de Sales e Santa Joanna de Chantal. O problema reside agora no rito, que ambos temos dificuldade em nos sentir à vontade, dada a superficialidade. Desculpem a sinceridade. Simplificando: vocês não acham que há muita invenção e pouca devoção?

Cliquem nas fotos (algumas, pois há links nos títulos) e terão informações adicionais sobre o “Rito Gregoriano”. Entre elas, a de que o Brasil não possui um grupo firmado “frontal e corajosamente” a favor do rito romano. O grupo, fundado por leigos na Espanha, é apoiado pelo Papa Bento XVI , que sugeriu aos bispos que autorizassem grupos de leigos que quisessem missas celebradas segundo o “Rito Gregoriano” ou “Tridentino”. Obviamente que, para cada país há a especificidade da cultura em que este rito “básico” seria  inserido. O grupo leigo espanhol, que leva à frente a iniciativa de divulgação do “Rito Tridentino” se chama “Una Voce”.

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Fonte: Una Voce en España

Con el objetivo de coordinar esfuerzos y unir a distintas asociaciones de laicos vinculados a la Misa Gregoriana, llamada por el Santo Padre Benedicto XVI Forma Extraordinaria del Rito Romano, nace la Federación Una Voce Hispania. Una Voce Hispania es el capítulo español de la Federación Internacional Una Voce y su objetivo es el de reunir en este mismo capítulo a todas las asociaciones afines que vayan surgiendo en España, para mejor cumplir los fines de todas y cada una que pueden resumirse en el mantenimiento, defensa y difusión de la liturgia romana extraordinaria en todas sus expresiones y, particularmente, la Misa Gregoriana, así como de todo el entorno artístico y musical que la rodea.

La primera asociación que hubo en España vinculada a Una Voce Internacional fue la asociación Roma Aeterna, de Barcelona, a la que siguieron Una Voce Sevilla, Una Voce Madrid, Una Voce Málaga, Una Voce La Coruña y Una Voce Reino de Castilla. La promulgación del Motu Proprio Summorum Pontificum por el Santo Padre Benedicto XVI ha supuesto el renacimiento en España de un interés renovado por la Forma Extraordinaria de la Misa, lo que ha propiciado el nacimiento de asociaciones similares por diversos puntos de nuestra geografía.

Una Voce Hispania, ahora que se cumple un año de la entrada en vigor de Summorum Pontificum, nace además con vocación de estimular la creación de nuevas asociaciones que quieran promover la liturgia tradicional, y también para velar por la correcta aplicación de Summorum Pontificum en nuestro país, tratando de aunar la voz de distintos grupos de fieles españoles interesados en la herencia latina de la Iglesia Católica y sirviendo, mediante el diálogo, de vehículo para su expresión ante nuestros pastores y la sociedad en general.

El 14 de septiembre de 2008, Festividad de la Exaltación de la Santa Cruz y primer aniversario de la entrada en vigor del Motu Proprio Summorum Pontificum, las seis primeras asociaciones miembros del capítulo español de Una Voce decidimos lanzar a la Red esta sencilla página, que en el dominio de unavoce.es, irá creciendo con el tiempo, D. m., dotándose de contenidos y que esperamos que produzca buenos y abundantes frutos, para mayor gloria de Dios, en España.

UNA VOCE en el mundo

EN ESPAÑA

UNA VOCE HISPANIA. Federación de Una Voce para España.
UNA VOCE CÁDIZ.
UNA VOCE CÓRDOBA.
UNA VOCE LA CORUÑA.
UNA VOCE MADRID.
UNA VOCE MÁLAGA.
UNA VOCE REINO DE CASTILLA.
UNA VOCE SEVILLA.
ROMA AETERNA “UNA VOCE”, en Barcelona.

EN EUROPA

Una Voce Austria, en Austria.
Una Voce Czech Republic, en la República Checa.
Una Voce Deutschland, en Alemania.
Una Voce Estonia, en Estonia.
Una Voce Finlandia, en Finlandia.
Una Voce France, en Francia.
Una Voce Helvetica – Deutchsprachig, en Suiza.
Una Voce Helvetica – Francophone, en Suiza.
Una Voce Italia, en Italia.
Una Voce Norge, en Noruega.
Una Voce Polonia, en Polonia.
Una Voce Russia, en Rusia.
Una Voce Scotland, en Escocia.
Una Voce Venetia, en Venecia.
Una Voce Vlaanderen, en Bélgica.
Ecclesia Dei Delft. Asociación holandesa afiliada a Una Voce Internacional.
Cumann an Aifrinn Laidinigh – Latin Mass Society of Ireland. Afiliada de Irlanda.
Grupo San Carlos Borromeo. Asociación danesa, afiliada a Una Voce internacional.
Inter Multiplices Una Vox. Asociación de Una Voce en Italia.
Pro Missa Tridentina. Afiliada de Alemania.
St. Conleth’s Catholic Heritage Association. Afiliada de Irlanda.
The Latin Mass Society. Afiliada para Inglaterra y Gales.
Verein Mariae Namen. Afiliada de Suiza.

EN AMÉRICA

Asociación Una Voce América. Federación de Una Voce para los Estados Unidos de América.
Una Voce Central Alabama, en Alabama (USA)
Una Voce Northern Alabama, en Alabama (USA)
Una Voce Albany: Kateri Tekakwitha, en New York (USA)
Una Voce Altoona/Johnstown, en Pennsylvania (USA)
Una Voce Los Ángeles, en California (USA)
Una Voce Ann Arbor/Ypsilanti, en Michigan (USA)
Una Voce Argentina. Asociación Una Voce de Argentina.
Una Voce Northwest Arkansas, en Arkansas (USA)
Una Voce Ashtabula, en Ohio (USA)
Una Voce Berkshire County, en Massachusetts (USA)
Una Voce Boston, en Massachusetts (USA)
Una Voce Boston: St. Patrick, en Massachusetts (USA)
Una Voce Bridgeport, en Connecticut (USA)
Una Voce Brighton, en Michigan (USA)
Una Voce Bronx, en New York (USA)
Una Voce Brooklyn, en New York (USA)
Una Voce Buffalo, en New York (USA)
Una Voce Central Coast of California, en California (USA)
Una Voce Cape Cod, en Massachusetts (USA)
Una Voce Carmel, en Indiana (USA)
Una Voce Cedar Rapids, en Iowa (USA)
Una Voce Charlotte, en North Carolina (USA)
Una Voce Chesapeake, en Virginia (USA)
Una Voce Chicago, en Illinois (USA)
Una Voce Columbus, en Ohio (USA)
Una Voce Metro Detroit East, en Michigan (USA)
Una Voce Metro Detroit West, en Michigan (USA)
Una Voce del Noreste de Florida, en Florida (USA)
Una Voce Fresno, en California (USA)
Una Voce Gallatin Valley, en Montana (USA)
Una Voce Georgia, en Georgia (USA)
Una Voce Grand Rapids, en Michigan (USA)
Una Voce Greenville, en South Carolina (USA)
Una Voce Hartford, en Connecticut (USA)
Una Voce Hawaii, en Hawaii (USA)
Una Voce Houston, en Texas (USA)
Una Voce Northern Illinois: St. Peter’s, en Illinois (USA)
Una Voce Kansas City: Pope Pius XII, en Kansas (USA)
Una Voce Lafayette, en Indiana (USA)
Una Voce Lafayette LA, en Louisiana (USA)
Una Voce Western Maine, en Maine (USA)
Una Voce México. Asociación Una Voce de México.
Una Voce Michigan, en Michigan (USA)
Una Voce Central Minnesota, en Minnesota (USA)
Una Voce Southern Mississippi, en Mississippi (USA)
Una Voce Western Montana, en Montana (USA)
Una Voce Monterrey, en México.
Una Voce Muncie, en Indiana (USA)
Una Voce Naples,en Florida (USA)
Una Voce Sacred Heart, en West Virginia (USA)
Una Voce Southern Nevada, en Nevada (USA)
Una Voce New Hampshire, en New Hampshire (USA)
Una Voce Newark, en New Jersey (USA)
Una Voce North Bay, en Ontario (USA)
Una Voce Northeastern Oklahoma, en Oklahoma (USA)
Una Voce of Orange County, en California (USA)
Una Voce Central Oregon, en Oregon (USA)
Una Voce Ozarks,en Arkansas (USA)
Una Voce Palo Alto, en California (USA)
Una Voce Central Pennsylvania, en Pennsylvania (USA)
Una Voce Philadelphia, en Pennsylvania (USA)
Una Voce Piedmont, en North Carolina (USA)
Una Voce Pittsburgh, en Pennsylvania (USA)
Una Voce Powell, en Wyoming (USA)
Una Voce Quad Cities, en Iowa (USA)
Una Voce Rapid City: St Michael’s, en South Dakota (USA)
Una Voce Rhode Island, en Rhode Island (USA)
Una Voce Rochester, en New York (USA)
Una Voce San Bernardino, en California (USA)
Una Voce Springfield Area, en Missouri (USA)
Una Voce St. John’s, en Newfoundland (USA)
Una Voce St. Louis, en Missouri (USA)
Una Voce Syracuse, en New York (USA)
Una Voce Upper Peninsula, Lake Superior Chapter, en Michigan (USA)
Una Voce Ventura: Blessed Junipero Serra, en California (USA)
Una Voce Western Washington, en Washhington (USA)
Una Voce Westchester, en New York (USA)
Ad Altare Dei. De la Sociedad Gregoriana de Baltimore, afiliada a Una Voce América.
Coalition in Support of Ecclesia Dei, afiliada de Illinois (USA)
Comunidad San Juan Bautista en defensa de la Misa Tradicional. Filial en Arkansas(USA)
Credo of the Catholic Laity, afiliada de Missouri (USA)
Ecclesia Dei Society of Southwest Florida, afiliada de Florida (USA)
Fresno Traditional Mass Society. Capítulo de Una Voce en Fresno (USA)
Gregorian Society of Baltimore, afiliada de Maryland (USA)
League of St. Anthony, afiliada de Indiana (USA)
Magnificat Chili. Afiliada de Chile.
Mysterium Fidei Catholic Community, afiliada de Louisiana (USA)
Rockford Latin Mass Community, afiliada de Illinois (USA)
The Saint Gregory Society of New Haven. Afiliada a Una Voce América.
The St. Joseph Foundation. Afiliada de Texas (USA)
The St. John Fisher Forum. Librería católica vinculada a Una Voce América.
Vancouver Traditional Mass Society. Afiliada de Canadál.

EN ÁFRICA

Una Voce South Africa. Asociación de Una Voce en Sudáfrica.
Ecclesia Dei Society of Nigeria. Afiliada de Nigeria.

EN ASIA

Una Voce Singapore. Asociación de Una Voce en Singapur.
All India Laity Congress. Afiliada de la India.

EN OCEANÍA

Una Voce Australia. Asociación de Una Voce en Australia.
Ecclesia Dei Society of New Zealand.Afiliada de Nueva Zelanda.

Postado por Mons.Lebrum às 16:21

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Fonte: Missa Tidentina em Portugal

domingo, 15 de fevereiro de 2009

PAPA BENTO XVI CONVIDA A REDESCOBRIR O VALOR E A IMPORTÂNCIA DO SACRAMENTO DA CONFISSÃO

(15/2/2009) Antes da recitação do Angelus do meio dia, juntamente com os milhares de fieis congregados na Praça de S. Pedro O Papa Bento XVI comentou o trecho do Evangelho segundo São Marcos que a Liturgia nos apresenta neste sexto domingo do tempo comum: a cura do leproso.O Santo Padre recordou antes de mais que segundo a antiga lei judaica a lepra era considerada não só uma doença, mas a forma mais grave de impureza para o culto. Tocava aos sacerdotes diagnosticá-la e declarar imundo o doente, o qual devia ser afastado da comunidade e estar fora da povoação até à eventual e bem certificada cura.A lepra portanto constituía uma espécie de morte religiosa e civil e a sua cura uma espécie de ressurreição. Na lepra – salientou depois o Papa – é possível entrever um símbolo do pecado, que é a verdadeira impureza do coração capaz de nos afastar de Deus. Efectivamente não é a doença física da lepra que nos separa de Deus , mas a culpa, o mal espiritual e moral….Os pecados que cometemos afastam-nos de Deus, e se não são confessados humildemente confiando na misericórdia divina chegam ao ponto de produzir a morte da alma. Este milagre reveste então – acrescentou o Papa – uma forte valência simbólica. Jesus, como profetizara Isaías é o servo que tomou sobre si as nossa doenças, carregou as nossas dores.

Na sua paixão, tornar-se-á como um leproso, tornado impuro pelos nossos pecados, separado de Deus: tudo isto fará por amor, para nos obter a reconciliação, o perdão e a salvação.

No sacramento da penitencia – salientou Bento XVI – Cristo crucificado e ressuscitado, mediante os seus ministros, purifica-nos com a sua misericórdia infinita, restitui-nos à comunhão com o Pai celeste e com os irmãos, concede-nos o dom do seu amor, da sua alegria e da sua paz.

A concluir o Santo Padre convidou a invocar a Virgem Maria, que Deus preservou de toda a mancha de pecado, para que nos ajude a evitar o pecado e a recorrer frequentemente ao Sacramento da Confissão, o Sacramento do Perdão, que hoje deve ser redescoberto ainda mais no seu valor e na sua importância para a nossa vida cristã.

Não faltou neste Domingo uma saudação do Papa em língua portuguesa Saúdo com afecto o grupo das paróquias do Barreiro e Vale de Figueira, em Portugal, e demais peregrinos de língua portuguesa, desejando que esta vossa romagem vos ajude a fortalecer a confiança em Jesus Cristo e a encarnar na vida a sua mensagem de salvação. De coração vos agradeço e abençoo. Ide com Deus!

Postado por Mons.Lebrum às 22:03

MÉTODO DE PARTICIPAR NA SANTA MISSA PELA MEDITAÇÃO DA PAIXÃO

“Sempre que participardes dos Mistérios Sagrados, anunciareis a Morte do Senhor”
(I Cor XI, 26).Para assistir devotamente à Santa Missa, meditai nos diversos passos da Paixão do Salvador, renovados ali de maneira tão admirável.Preparação — Considerai o Templo como o lugar mais santo e respeitável do mundo, como um novo Calvário. O Altar, de pedra, contém os ossos dos Mártires. Os círios, que ardem e se consomem, são o símbolo da fé, esperança e caridade. As toalhas brancas, que cobrem o Altar, lembram-nos as mortalhas em que foi envolvido o Corpo de Jesus Cristo. O Crucifixo no-lo representa morrendo por nós.No sacerdote, vede Jesus Cristo com as vestes de sua Paixão: no amito, o pedaço de fazenda com que os carrascos velaram a Face do Salvador; na alva, a túnica branca de escárnio com que o vestiu o impudico Herodes; no cordão, os laços com que os Judeus o ataram no Jardim das Oliveiras, a fim de levá-lo aos tribunais; no manipulo, as cadeias com que foi preso à coluna de flagelação; na estola, as cordas com que o puxaram pelas ruas de Jerusalém com a Cruz às costas; na casula, o manto púrpura que lhe lançaram no pretório, ou a Cruz que lhe impuseram.

Numa palavra, o ministro, trazendo as vestes sacerdotais. representa-nos o próprio Jesus Cristo, caminhando para o suplício do Calvário. E, além disso, ensina-nos quais as disposições com que nos devemos apresentar ao Santo Sacrifício.

O amito, colocado primeiro na cabeça e logo depois nos ombros, é símbolo da modéstia e do recolhimento; a alva branca e o cordão, da pureza; o manipulo, da contrição; a estola, da veste de inocência; a casula, do amor da cruz e do jugo do Senhor.

O sacerdote entra e se aproxima do altar levando o cálice. Vede Jesus dirigindo-se ao Jardim de Getsêmani para ali começar sua Paixão de Amor. Com os Apóstolos, acompanhai-o, mas ficai a velar e rogar com Ele. Afastai toda distração, todo pensamento alheio a tão tremendo Mistério.

O sacerdote, aos pés do Altar, inclina-se, ora e humilha-se profundamente, à vista dos seus pecados. Jesus, no Jardim, prostra-se, a face contra a terra; humilha-se pelos pecadores; um suor de Sangue, fruto de sua imensa dor, corre-lhe pelo Corpo, ensangüentando-lhe as vestes, manchando a terra. É que Ele tomou a si nossos pecados, com toda a amargura inerente.

A vós, então, cabe confessar com o sacerdote vossas faltas; com ele pedir humildemente perdão e receber a absolvição, para que, purificado, possais assistir ao Santo Sacrifício. Se esta só consideração vos ocupar durante todo o Sacrifício; se vos for dado participar dos sentimentos e da agonia de Jesus; se a graça vos retiver ao seu lado, está bem. De outra forma, acompanhai-o no percurso da Paixão.

O sacerdote, subindo o Altar, beija-o. Judas, chegando ao Jardim das Oliveiras, dá a Jesus um beijo pérfido. Ah! quantos não tem ele recebido dos seus filhos e ministros infiéis!

Ai de mim! nunca o traí eu?… Nunca o entreguei aos seus inimigos ou às minhas paixões?… E, no entanto, Ele muito me amou!

Podeis também contemplar a Jesus preso, tornando a Jerusalém, a fim de comparecer perante seus inimigos e deixando-se levar com a doçura do Cordeiro. Pedi-lhe a paciência e a mansidão nas provações por parte do próximo.

O sacerdote começa o intróito e benze-se. Jesus é conduzido à presença do sumo Pontífice Caifás, onde Pedro o renega. Ah! quantas vezes não o reneguei eu, à sua verdade, à sua lei, às minhas promessas! E não foi nem o temor, nem a surpresa que me levaram a renegar meu Salvador. Ai de mim! Sou, por conseguinte, mais culpado do que Pedro, cujas lágrimas correram sem demora, uma vez cometida a culpa. E ele chorou-a toda a vida, enquanto meu coração permanece duro e insensível.

O sacerdote recita o Kyrie. Jesus clama ao Pai por nós. Aceitai, com Ele, todos os sacrifícios que Deus vos pedir.

O sacerdote recita as Orações e a Epístola. Jesus, em presença de Caifás, confessa sua Divindade, ciente de que a sentença de morte lhe virá punir semelhante declaração.

Meu Deus, fortificai, aumentai minha fé nessa mesma Divindade, para que, mesmo em perigo de vida, eu a adore, a ame e a confesse, feliz em poder dar meu sangue para defendê-la.

O sacerdote lê o Evangelho. Jesus, em presença de Pilatos, dá testemunho de sua realeza. Sede sempre, ó Jesus, rei de meu espírito pela vossa Verdade, rei de meu coração pelo vosso Amor, rei de meu corpo pela vossa Pureza, rei de toda a minha vida pela vontade que tenho de consagrá-la à vossa maior Glória.

Recitai em seguida o Credo, com fé e piedade, lembrando-vos de que o Salvador morreu em defesa da Verdade.

O sacerdote oferece o pão e o vinho do sacrifício, a hóstia a Deus Pai. Pilatos apresenta Jesus ao povo exclamando: Ecce Homo, eis o Homem! Seu estado excita compaixão. A flagelação feriu-o até o Sangue, e a coroa de espinhos lhe ensangüentou a Face. Um manto de púrpura, já gasto, junto à vara que leva na mão, fazem dele um rei de comédia. Pilatos propõe ao povo que lhe conceda a graça. Mas este não quer e responde: Seja crucificado! Crucifigatur! E nesse momento Jesus se oferecia ao Pai pela salvação do mundo todo e do seu povo em particular, e o Pai aceitava sua oblação.

Ofereço-vos, com o sacerdote, ó Padre Santo, a Hóstia pura e imaculada de minha salvação e da salvação de todos os homens. Ofereço-vos, em união com essa oblação divina, minha alma, meu corpo e minha vida. Quero continuar a fazer reviver em mim a santidade, as virtudes e a penitência de vosso divino Filho. O Domine, regna super nos.

O sacerdote lava as mãos. Pilatos também lavou as mãos para protestar a inocência de Jesus. Ah! meu Salvador, lavai-me no vosso Sangue puríssimo e purificai-me dos muitos pecados e imperfeições que maculam minha vida.

O sacerdote convida os fiéis, no Prefácio, a louvar a Deus. Jesus, Homem de Dores, há pouco aclamado por aqueles que hoje o coroam de espinhos e o atam num poste, recebe ali as homenagens derrisórias e sacrílegas de seus carrascos, que o atormentam com ultrajes indignos, lhe cospem na Face, e dele zombam. Ai de nós! Tais são as homenagens que nosso orgulho, nossa sensualidade, nosso respeito humano rendem a Jesus Cristo!

No Cânon, o sacerdote inclina-se, ora e santifica as ofertas por numerosos Sinais-da-Cruz. Jesus curva os ombros sob o fardo da Cruz. Toma-a com amor, beija-a, leva-a com carinho, encaminhando-se para o Calvário, dobrado sob esse peso de amor. Ah! Ele carrega meus pecados a fim de expiá-los, e minhas cruzes a fim de santificá-las. Sigamos Jesus Cristo, levando a Cruz e subindo penosamente o monte Calvário. Acompanhemo-lo com Maria, as santas mulheres e Simão, o Cireneu.

O sacerdote impõe as mãos sobre o cálice e a hóstia. Os carrascos, apoderando-se de Jesus Cristo, despem-no violentamente, e estendem-no sobre a Cruz, onde o crucificam.

Consagração e Elevação. O sacerdote consagra o pão e vinho no Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo. Adora, de joelhos, seu Salvador e seu Deus, real e verdadeiramente presente em suas mãos. Eleva-o, em seguida, apresentando-o à adoração dos fiéis. E Jesus erguido na Cruz, entre o céu e a terra, qual Vítima e Mediador entre Deus irritado e nós, míseros pecadores.

Adorai e oferecei esta Vítima Divina em expiação, não somente pelos vossos próprios pecados, mas também pelos pecados dos homens em geral e dos vossos pais, parentes e amigos em particular. Prostrados a seus pés, seja o grito de vosso coração: Meu Senhor e meu Deus!

Considerai a Jesus estendido no Altar, como outrora na Cruz, adorando ao Pai, no profundo aniquilamento de sua própria Glória, rendendo-lhe graças por todos os bens concedidos aos homens seus irmãos — e irmãos redimidos — mostrando-lhe as Chagas, ainda abertas, que pedem graça e misericórdia pelos pecadores; rezando por nós de tal forma, que o Pai nada lhe pode recusar, a Ele, seu Filho, e Filho que se imolou por amor à sua Glória.

Prestai ao próprio Jesus o culto que Ele presta ao Pai. Adoro-vos, ó meu Salvador presente realmente sobre o Altar para renovar em meu benefício o Sacrifício do Calvário. A vós que sois o Cordeiro, ainda e diariamente imolado, bênção, glória e poder nos séculos dos séculos! Rendo-vos, agora, e por toda a eternidade vos renderei ações de graças pelo grande Amor que me manifestastes.

O sacerdote invoca, profundamente inclinado, a Clemência Divina para si e para todos. E Jesus quem diz: Pai, perdoai-lhes, que não sabem o que fazem. Adorai tamanha Bondade que, desculpando sempre os criminosos, não lhes quer chamar nem inimigos, nem carrascos.

Perdoai-me, ó meu Salvador, que minha culpa excede a deles, porquanto eu vos ofendi, embora soubesse que éreis o Messias, meu Salvador e meu Deus. Perdoai-me. Vossa Misericórdia será maior e, por conseguinte, mais digna ainda do vosso Coração. Se sou pródigo, sou todavia, filho. Eis-me aos vossos pés.

O sacerdote ora pelos mortos. Jesus na Cruz reza pelos mortos espirituais, pelos pecadores. Sua prece converte um dos dois celerados que primeiro o haviam insultado, blasfemando contra Ele. “Lembrai-vos de mim, Senhor, quando estiverdes no vosso Reino”, diz-lhe o bom ladrão. E Jesus responde-lhe: “Hoje mesmo estarás comigo no Paraíso”.

Ó meu Deus, pudesse eu, na hora da morte, fazer-vos o mesmo pedido e ouvir a mesma resposta! Lembrai-vos de mim nesse momento terrível, como vos lembrastes do ladrão penitente.

No “Pater”, o sacerdote invoca o Pai Celeste. Jesus na Cruz recomenda sua Alma ao Pai. Pedi a graça da perseverança final.

No “Libera nos “, o sacerdote roga para ser preservado dos males desta vida. Jesus, no grande Amor que nos tem, tem sede de novos sofrimentos e bebe, para expiar nossas gulodices, o fel misturado com vinagre.

O sacerdote divide a Hóstia santa. Jesus inclina a cabeça, a fim de lançar sobre nós um último olhar todo de amor e expira, exclamando: Tudo está consumado.

É a Alma que se separa do Corpo! Adora, ó minha alma, a Jesus morrendo, e já que Ele morreu por ti, saibas tu também viver e morrer por Ele. Implorai a graça de uma morte boa e santa, nos braços de Jesus, Maria e José.

O sacerdote, no “Agnus Dei”, bate três vezes no peito. Enquanto Jesus expira, o sol se eclipsa de dor, a terra estremece apavorada, os túmulos se abrem. Então, carrascos e espectadores, batendo no peito, confessam publicamente seu erro, em presença de Jesus na Cruz, proclamam-no Filho de Deus e afastam-se contritos e perdoados. Uni-vos à sua contrição e merecereis o mesmo perdão.

O sacerdote bate no peito e comunga. Jesus é descido da Cruz, e colocado nos braços de sua Mãe dolorosa. É embalsamado, amortalhado num lençol branco e colocado num sepulcro novo.

São Pedro Julião Eymard
Ó Jesus, ao receber-vos no meu corpo e na minha alma, desejo que meu coração seja não um túmulo, mas sim um templo alvo e puro, ornado de belas virtudes, onde só Vós reinareis.

Ofereço-vos minha alma para morada. Vinde nela habitar, qual Senhor supremo. Não seja eu um túmulo de morte, mas um tabernáculo vivo. Ah! aproximai-vos de mim, pois longe de vós, desfaleço.

Acompanhai a Alma de Jesus enquanto desce ao limbo a levar às almas dos justos a sua libertação. Uni-vos à sua alegria, ao seu reconhecimento e dai-vos para sempre ao vosso Salvador e vosso Deus.

O sacerdote purifica o cálice e cobre-o com o véu. Jesus ergue-se do túmulo, glorioso e triunfante, encobrindo, todavia, por amor aos homens, o esplendor de sua Glória.

O sacerdote, em ação de graças, recita as orações. Jesus convida aos seus a se regozijarem pela sua vitória sobre a morte e sobre o inferno. Uni-vos ao júbilo dos discípulos e das santas mulheres em presença de Jesus ressuscitado.

O sacerdote abençoa o povo. Jesus abençoa seus discípulos. Inclinai-vos, confiante de receber uma Bênção que há de realizar tudo quanto promete.

O sacerdote lê o último Evangelho. É quase sempre o de São João, onde está descrita a Geração Eterna, temporal e espiritual do Verbo Encarnado.

Adorai a Jesus que subiu ao Céu para ali vos preparar um lugar. Contemplai-o reinando num trono de glória e enviando aos Apóstolos seu Espírito de Verdade e de Amor.

Pedi que esse Espírito divino habite em vós e vos dirija em tudo o que fizerdes no correr do dia, e que este, pela graça do Santo Sacrifício, seja todo santificado e tornado fecundo em obras de graça e de salvação.

Postado por Mons.Lebrum às 10:57

NOVENA PELO ROMANO PONTÍFICE

NOVENA PELO ROMANO PONTÍFICE
Do Rorate Cæli
Traduzido por Apologeta:Em acréscimo a petição on-line, contra a absura investida midiática contra Sua Santidade Bento XVI, a FSSP(Fraternidade Sacerdotal São Pedro) convoca a todos a unirem-se em uma novena a favor do Papa por ocasião da Festa da Cátedra de São Pedro, 22 de Fevereiro, iniciando-se portanto em 14 de Fevereiro (hoje) e encerrando-se no Domingo, onde somos todos chamados a oferecer nossa comunhão com as intenções do Sumo Pontífice e de toda a Igreja.Novena para o papa
Pater Noster, 3 Ave Maria, Gloria PatriV. Orémus pro Pontífice nostro Benedícto.

R. Dóminus consérvet eum, et vivíficet eum, et beátum fáciat eum in terra, et non tradat eum in ánimam inimicórum eius.

V. Tu es Petrus.
R. Et super hanc petram ædificábo Ecclésiam meam

Orémus
Omnípotens sempitérne Deus, miserére fámulo tuo Pontífici nostro Benedícto : et dírige eum secúndum tuam cleméntiam in viam salútis ætérnæ : ut, te donánte, tibi plácita cúpiat, et tota virtúte perfíciat.

R. Amen.

Mater Ecclésiæ, ora pro nobis..
Sancte Petre, ora pro nobis.
Um Pai Nosso, 3 Ave Marias e um Glória ao Pai, seguidos desta oração.

V: Oremos para o nosso Papa Bento.

R: Que o Senhor o guarde e fortaleça, e o faça abençoado nesta terra, e não o abandone ante a perversidade de seus inimigos.

V. Tu és Pedro,
R. E sobre esta pedra edificarei minha Igreja.

Oremos,
Omnipotente e eterno Deus, tem piedade de teu servo, Bento, nosso Soberano Pontífice, e guia-o conforme tua bondade, a caminho da vida eterna, de modo que, com a assistência da sua graça, ele possa velar pelo rebanho que lhe foi confiado, alcançando junto com ele a salvação; Através de Cristo, Nosso Senhor.

R. Ámen.

V. Mãe da Igreja, R. Rogai por nós

V. São Pedro, R. Rogai por nós

Postado por Mons.Lebrum às 10:39

‘Sancti Patris Benedicti, Crux Sacra Sit Mihi Lux,Non Draco Sit Mihi Dux. (PAX/IHS) Vade Retro Sátana Nunquam Suade Mihi Vana – Sunt Mala Quae Libas Ipse Venena Bibas’ – “Cruz do Santo Pai Bento, A cruz sagrada seja minha luz, Não seja o dragão meu guia. (PAX/IHS) Retira-te, satanás, nunca me aconselhes coisas vãs! É mau o que me ofereces, bebe tu mesmo os teus venenos!” – Oração na medalha de São Bento – Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro

MOSTEIRO DE SÃO BENTO DO RIO DE JANEIRO

São Bento de Núrsia

Medalha e Oração de São Bento


A medalha de São Bento não é um “amuleto da sorte”. Trata-se de um sacramental, isto é, um sinal visível de nossa fé.

O uso habitual da medalha tem por efeito colocar-nos sob a especial proteção de São Bento, principalmente quando se tem confiança nos méritos de tão grande Santo e nas grandes virtudes da Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo! São numerosos os fatos maravilhosos atribuídos à esta medalha. Ela nos assegura poderoso socorro contra as ciladas do demônio e também para alcançar graças espirituais, com conversão, vitória contra as tentações, inimizades etc.

Contudo, a medalha não age automaticamente contra as adversidades, como se fosse um talismã ou vara mágica.

Todo Cristão, a exemplo de Jesus Cristo, deve carregar a sua cruz. Pois, é necessário que nossas faltas sejam expiadas; nossa fé seja ; provada; e nossa caridade purificada, para que aumentem nossos méritos.

O símbolo da nossa redenção, a cruz, gravada na medalha não tem por fim nos livrar da prova; no entanto, a virtude da cruz de Jesus e a intercessão de São Bento produzirão efeitos salutares em muitas circunstâncias, a medalha concede, também, graças especiais para hora da morte, pois, São Bento com São José são padroeiros da boa morte.

Para se ficar livre das ciladas do demônio é preciso, acima de tudo, estar na graça e amizade com Deus. Portanto, é preciso servi-lo e amá-lo, cumprindo, todos os deveres religiosos:Oração, Missa dominical, recepção dos Sacramentos, cumprimento dos deveres de justiça; em uma palavra, cumprimento de todos os mandamentos da lei de Deus e da Igreja. Nem o demônio, nem alguma criatura, tem o poder de prejudicar verdadeiramente uma alma unida a Deus.

Em resumo, o efeito da medalha de São Bento depende em grande parte das  disposições da pessoa para com Deus e da observância dos requisitos acima mencionados.

Na frente da medalha (veja foto) são apresentados uma cruz e entre  seus braços estão gravadas as letras C S P B, cujo significado é, do latim: Cruz Sancti Patris Benedicti – “Cruz do Santo Pai Bento”.

Na haste vertical da cruz lêem-se as iniciais C S S M L: Crux Sacra Sit Mihi Lux – “A cruz sagrada seja minha luz”.

Na haste horizontal lêem-se as iniciais N D S M D: Non Draco Sit Mihi Dux – “Não seja o dragão meu guia”.

No alto da cruz está gravada a palavra PAX (“Paz”), que é lema da Ordem de São Bento. Às vezes, PAX é substituído pelo monograma de Cristo: I H S.

À partir da direita de PAX estão as iniciais: V R S N S M V: Vade Retro Sátana Nunquam Suade Mihi Vana – “Retira-te, satanás, nunca me aconselhes coisas vãs!” e S M Q L I V B: Sunt Mala Quae Libas Ipse Venena Bibas – “É mau o que me ofereces, bebe tu mesmo os teus venenos!”.

Nas costas da medalha está São Bento, segurando na mão esquerda o livro da Regra que escreveu para os monges e, na outra mão, a cruz. Ao redor do Santo lê-se a seguinte jaculatória ou prece: EIUS – IN – OBITU – NRO – PRAESENTIA – MUNIAMUR – “Sejamos confortados pela presença de São Bento na hora de nossa morte”.

É representado também a imagem de um cálice do qual sai uma serpente e um corvo com um pedaço de pão no bico, lembrando as duas tentativas de envenenamento, das quais São Bento saiu, milagrosamente, ileso.

Oração para alcançar alguma graça:

Ó glorioso Patriarca São Bento, que vos mostrastes sempre compassivo com os necessitados, fazei que também nós, recorrendo à vossa poderosa intercessão, obtenhamos auxílio em todas as nossas aflições, que nas famílias reine a paz e a tranquilidade; que se afastem de nós todas as desgraças tanto corporais como espirituais, especialmente o mal do pecado. Alcançai do Senhor a graça  … que vos suplicamos, finalmente,vos pedimos que ao térnimo de nossa vida terrestre possamos ir louvar a Deus convosto no Paraíso. Amém.

Postado por Mosteiro São Bento do Rio de Janeiro. Post atualizado no site:  Medalha de São Bento.

“São Pedro de Alcântara, consciente de que no seguimento de Cristo nunca se pode dizer que se tenha alcançado a meta e que sempre se pode bater o próprio recorde, se lançou atrás da mais alta santidade, sem olhar o preço que isso lhe pudesse custar, atraindo a si os que, como ele, se sentiam inquietos e desejosos de alcançar a perfeição.” – Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil (19 de outubro)

São Pedro de Alcântara, monge e prior franciscano, confessor, diretor espiritual, e idoso amigo de Santa Teresa de Jesus. Co-Padroeiro do Brasil.

Fonte:  Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil

SÃO PEDRO DE ALCÃNTARA

Dados biográficos

Atualidade de São Pedro de Alcântara

O Padroeiro do Brasil

Sobre São Pedro

Oração

“Para dentro e para fora da Ordem”

Sua vida tem duas vertentes bem diferenciadas e, ao mesmo tempo, complementares: para dentro e para fora da Ordem. Para dentro, foi homem de governo, desempenhando o ofício de guardião, mestre de noviços, definidor provincial e ministro provincial; e reformador da vida franciscana em seus aspectos fundamentais. Para fora, foi homem de conselho e de discernimento, acompanhando espiritualmente homens e mulheres que, sabedores de sua santidade e vida espiritual, a ele recorriam: Carlos V, que o chamou a Yuste para falar de sua alma; reis e infantes de Portugal; condes de Oropesa; Rodrigo de Chaves, a quem dedicou seu “Tratado da Oração e Meditação”; Santa Teresa de Ávila e São Francisco Borja.

Frei Pedro viveu um momento histórico, um tempo marcado por intensa inquietude espiritual e grande desejo de renovação de vida. Tempo, como diz um cronista da época, “em que todo o mundo queria entrar no paraíso”. Eram tempos carregados de intensa vida eclesial: celebração de dois Concílios ecumênicos: o Latrão V e o de Trento; três anos santos: o de 1500, com Alexandre VI, o de 1525, com Clemente VII, e o de 1550, com Júlio III; nascimento de numerosas Ordens religiosas: mínimos, barnabitas, teatinos, jesuítas, irmãos de São João de Deus, ursulinas. Tempos de grandes iniciativas missionárias, particularmente na América por obra dos mendicantes, e na Ásia, pelos jesuítas. Eram tempos também de grandes reformas ao interno da Igreja, particularmente a reforma teresiana, e de muitas outras reformas contra a Igreja: a de Martinho Lutero, na Alemanha; a de Henrique VIII, na Inglaterra e Irlanda; a de Calvino, na Escócia; a da igreja nacional na Holanda.

A Ordem dos Frades Menores participou plenamente dessas ânsias de profunda renovação e de dinamismo missionário: início da reforma capuchinha; fortaleceu-se o trabalho missionário da Ordem no Novo Mundo, iniciado pelos chamados “XII Apóstolos”, que saíram para o México em 1523, renovou-se e cresceu com a chegada de mais 150 missionários; na Espanha consolidou-se a reforma dos descalços, iniciada por Frei Juan de Puebla e Frei Juan de Guadalupe e estruturada definitivamente por Frei Pedro de Alcântara com suas Ordenações. Uma reforma que logo se estendeu pela Espanha inteira, Portugal, Brasil, México e Filipinas e que tinha como motor a “estreitíssima observância” da Regra Bulada de São Francisco, lida à luz do Testamento, sem glosas nem comentários acomodatícios.

Como Provincial, Frei Pedro entregou-se aos ofícios humildes, dedicou-se com carinho aos irmãos leigos. Cuidou dos doentes e adotou como lema de sua vida o pensamento de São Pascoal Bailón: “É preciso ter para com Deus um coração de menino, para com o próximo um coração de mãe, e para consigo mesmo um coração de juiz.”

A espiritualidade de São Pedro de Alcântara era de uma profundidade tão grande, que sem interromper a contemplação dedicava-se  aos seus deveres de estado. Acima de todos os êxtases ele colocava as obras de misericórdias, o servir Cristo na pessoa dos pobres. Frei Pedro escreveu o “Tratado da Oração e Meditação”.

Frei Pedro foi testemunha privilegiada de todos esses acontecimentos e participou ativamente em muitos deles. Apesar de seu gosto pela solidão e pela oração, não se recusou aos pedidos de conselho e orientação que pequenos e grandes, nobres e plebeus, santos e pecadores lhe faziam para se sentirem seguros nos caminhos da santidade.

São Pedro, consciente de que no seguimento de Cristo nunca se pode dizer que se tenha alcançado a meta e que sempre se pode bater o próprio recorde, se lançou atrás da mais alta santidade, sem olhar o preço que isso lhe pudesse custar, atraindo a si os que, como ele, se sentiam inquietos e desejosos de alcançar a perfeição. No momento em que muitos de seus conterrâneos se lançavam à descoberta e conquista de novos mundos e glórias humanas, Frei Pedro de Alcântara, como um dia fizeram Paulo de Tarso e Francisco de Assis, deixou tudo para ganhar Cristo e viver nele (cf. Fl 3,8).

Sua memória histórica continua viva por onde passou: El Palancar (Cáceres), lugar despojado, rico de solidão e recolhimento, pedra angular de sua reforma, modelo e referência de todas as outras fundações. Frei Pedro, que considerava a alegria espiritual “remo sem o qual não se pode navegar”, começou aqui a última etapa de sua vida; Arrábida, em Portugal, experiência de vida penitente e contemplativa, na qual o importante era manter vivo o “espírito de oração e devoção” com gestos concretos, com a busca intensa da presença de Deus, com “a mente e o coração voltados para o Senhor” (Rnb 22,19); Solitudine, em Piedimonte Matese (Itália), lugar de rigoroso silêncio, de intensa oração e penitência; Arenas de San Pedro (Ávila), com suas ermidas e capelas para recolhimento e solidão orante, onde repousam os restos mortais deste homem que, apesar de sua “áspera penitência – no dizer de Santa Teresa era muito afável… e de privilegiada inteligência”.

Frei Giacomo Bini, então Ministro Geral da OFM,  em outubro de 1999, por ocasião do V Centenário de Nascimento de São Pedro de Alcântara.

Festa da Padroeira do Brasil – Nossa Senhora da Conceição Aparecida

Neste dia comemoramos a Festa da Padroeira do Brasil – Nossa Senhora da Conceição Aparecida. Nosso co-Padroeiro é São Pedro de Alcântara, confessor, conselheiro e idoso amigo de Santa Teresa de Ávila. A amizade surgiu principalmente do ideal de ambos por reformas na vida monástica de seu tempo – século XVI. Faleceu em 18 de outubro, mas o dia dedicado pela Igreja Católica à sua memória  é 19 de outubro.

Em 6 de fevereiro de 1818, D. João VI foi aclamado Rei de Portugal, estando no Brasil; para agradecer a Nossa Senhora da Conceição, criou a Ordem Militar de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, porque é em Vila Viçosa, Portugal, o Solar da Padroeira deste país. Dom Pedro I, sucedendo ao pai, confirmou o Brasil e o Império à proteção de Nossa Senhora da Conceição, associando-lhe São Pedro de Alcântara.

Todo o Brasil, desde os primórdios da colonização, sempre pertenceu de direito a Nossa Senhora da Conceição. O Alvará Régio das Cortes Portuguesas de 25 de março de 1646, promulgado por Dom João IV, proclamou Nossa Senhora da Conceição como Padroeira e Rainha de Portugal e de todos os domínios portugueses, conferindo a ela as honras de soberana e oferecendo-lhe a coroa real. A partir de então, nas representações e retratos, os monarcas da Dinastia de Bragança não mais ostentaram a coroa, que aparece sobre uma almofada, e a cerimônia da coroação dos reis de Portugal passou a denominar-se Aclamação. Como fosse o Brasil colônia de Portugal, foi também posto sob a soberania e proteção de Nossa Senhora da Conceição; por isso muitas cidades brasileiras nasceram da invocação de Nossa Senhora da Conceição.

A Imaculada Conceição, de Migliaccio.

A Imaculada Conceição de Maria é um dogma da Igreja Católica Romana. Definido no século XIX, sua festa litúrgica é celebrada em 8 de Dezembro. Segundo o Dogma, a Igreja confessa e crê que a Bem Aventurada Virgem Maria foi preservada do pecado original desde o primeiro instante de sua existência.

O bom senso dos fiéis sempre acreditou na imunidade de Maria do pecado original. Tanto no Oriente como no Ocidente, há grande devoção à Maria enquanto mãe de Jesus e “Virgem sem Pecado”, notados desde os primórdios do cristianismo, quando o dogma da Imaculada Conceição já era tido para os fiéis como verdade de fé.

Os escritos cristãos do século II testemunhavam a ideia, concebendo Maria como nova Eva, ao lado de Jesus, o novo Adão, na luta contra o mal. O Protoevangelho de Tiago, obra apócrifa antiga, narrava Maria como diferente dos outros seres humanos. No século IV, Efrém (306-373), diácono, teólogo e compositor de hinos, propunha que só Jesus Cristo e Maria de Nazaré são limpos e puros de toda a mancha do pecado.

Já no século VIII se celebrava a festa litúrgica da Conceição de Maria aos 8 de dezembro ou nove meses antes da festa de sua natividade, comemorada no dia 8 de setembro. No século X a Grã-Bretanha celebrava a Imaculada Conceição de Maria.

Na Itália do século XV o franciscano Bernardino de Bustis escreveu o Ofício da Imaculada Conceição, com aprovação oficial do texto pelo Papa Inocêncio XI em 1678. Foi enriquecido pelo Papa Pio IX em 31 de março de 1876, após a definição do dogma com 300 dias de indulgência cada vez que recitado.

Aos 8 de dezembro de 1854, Pio IX, na Bula Ineffabilis Deus, fez a definição oficial do dogma da Imaculada Conceição de Maria. Assim o Papa se expressou:

“Em honra da santa e indivisa Trindade, para decoro e ornamento da Virgem Mãe de Deus, para exaltação da fé católica, e para incremento da religião cristã, com a autoridade de Nosso Senhor Jesus Cristo, dos bem-aventurados Apóstolos Pedro e Paulo, e com a nossa, declaramos, pronunciamos e definimos a doutrina que sustenta que a beatíssima Virgem Maria, no primeiro instante de sua conceição, por singular graça e privilégio de Deus onipotente, em vista dos méritos de Jesus Cristo, Salvador do gênero humano, foi preservada imune de toda mancha de pecado original, essa doutrina foi revelada por Deus e, portanto, deve ser sólida e constantemente crida por todos os fiéis”

Em 1858 Bernadete Soubirous, uma jovem pobre e de pouca instrução, afirmou ter visto uma aparição que se auto-denominou de “Imaculada Conceição” na localidade Lourdes, diocese de Tarbes na França. O caso foi submetido às autoridades civis locais e eclesiásticas, após o que o bispo de Tarbes deu por confirmadas as aparições como sendo da Virgem Maria. As autoridades civis francesas se viram impotentes para impedir a devoção de milhares de peregrinos na época, hoje Lourdes se transformou num lugar de peregrinação internacional de milhões de católicos devotos da Virgem Maria.

Nossa Senhora da Conceição Aparecida é um título dedicado a Maria Santíssima, Mãe de Jesus, depois da aparição de uma pequena imagem nas águas do Rio Paraíba do Sul, na atual cidade de Aparecida. A imagem de Nossa Senhora da Conceição foi encontrada por três pescadores em outubro de 1717, por isso foi lhe atribuído o título de “Aparecida”, por ter sido encontra nas águas do rio. Com o crescimento da devoção foi lhe construída uma igreja que depois tornou-se Basílica Menor. Devido aos muitos milagres acontecidos em Aparecida e grande fé do Povo de Deus, Nossa Senhora da Conceição Aparecida foi proclamada pelo Papa Pio IX “Rainha e Padroeira do Brasil”. A Catedral Basílica do Santuário Nacional de Nossa Senhora da Conceição Aparecida localiza-se em Aparecida, no estado de São Paulo, e a sua festa é comemorada, anualmente, a 12 de outubro.

Postado por Basílica Santuário de Nossa Senhora da Conceição.

A cooperação dos anjos e o ministério sacerdotal: “Com a ajuda deles, podemos aprofundar a nossa identidade para anunciar ao mundo que o cristianismo é ‘a religião da felicidade’” – Monsenhor Luciano Alimandi (Vaticano) – 02 de outubro Ofício para memória dos Santos Anjos da Guarda

Santo Anjo do senhor,

meu zeloso guardador,

já que a ti me confiou a piedade divina,

sempre me rege, me guarda, me governe e me ilumine. Amém.


Lefebvre, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960. (Fonte: Precioso Depósito)

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Fonte: Agência Fides

VATICANO – “AVE MARIA”, sob a direção de monsenhor Luciano Alimandi: Os anjos, mensageiros de felicidade.

Cidade do Vaticano (Agência Fides) – O grande doutor da Igreja, São Bernardo abade, nos exorta a amar afetuosamente os anjos, e a confiar neles, porque estes espíritos celestes nos foram dados por Deus para nos acompanhar e proteger no caminho da nossa vida: “Amamos afetuosamente os anjos de Deus, como aqueles que um dia serão nossos co-herdeiros, mas que enquanto isso são nossos guias e tutores, constituídos e prepostos pelo Pai para nós. Ora, de fato, somos filhos de Deus, ainda que atualmente não o compreendamos claramente, porque somos ainda crianças sob administradores e tutores e, conseqüentemente, não diferimos em nada dos servos. De resto, mesmo que sejamos ainda crianças e temos um caminho tão longo e tão perigoso, o que devemos temer sob protetores tão grandes? Não podem ser derrotados, nem seduzidos e nem mesmo seduzir, aqueles que nos custodiam em todas as nossas vias. São fiéis, são prudentes, são poderosos. Por que temer? Apenas devemos segui-los, estando-lhes próximos, e assim permanecemos na proteção do Deus do céu” (cf. Ofício das leituras para a memória dos Santos Anjos da Guarda).

A memória dos Santos Anjos da Guarda, que ocorreu ontem, dia 2 de outubro, convida a renovar a devoção a estes companheiros celestes que a providência divina colocou ao nosso lado, para nos acompanhar no caminho, às vezes difíceis, da existência humana. No plano salvífico de Deus para toda a humanidade, os anjos não têm um papel marginal e nos ajudam chegar à meta principal: a beatitude eterna. Eles já a vivem em plenitude, porque estão imersos na glória divina e, como afirma Jesus, “contemplam o rosto de Deus” (cf. Mt 18,10), mas desejam de todo o seu ser que também nós um dia, com eles e com os santos do céu, magnifiquemos o Senhor, vivendo com ele em uma felicidade que não terá fim.

Os anjos são mensageiros de felicidade que nos indicam constantemente a direção a ser seguida para escolher o bem e evitar o mal, vivendo na liberdade dos filhos de Deus. Em meio a todas as nossas lutas eles estão ao nosso lado, para nos defender dos espíritos do mal e nos apoiar na mais árdua batalha, aquela contra o nosso egoísmo.

Nós que estamos em busca de um “bem estar”, de uma satisfação interior e de uma realização, devemos nos aliar aos anjos, justamente para chegarmos, também graças à ajuda deles, àquela felicidade que continuamente procuramos.

A felicidade do homem – como afirmou o Santo Padre Bento XVI – tem um nome, um rosto, isto é, uma identidade, que os anjos conhecem perfeitamente e que nós fiéis conhecemos por divina revelação: “Caros amigos, Jesus é o verdadeiro amigo e Senhor de vocês. Entrem em uma relação de verdadeira amizade com Ele! Ele os espera e apenas n’Ele encontrarão a felicidade. Como é fácil se contentar dos prazeres superficiais que a existência quotidiana nos oferece, como é fácil viver somente para si mesmo, aparentemente usufruindo a vida! Mas, antes ou depois, nos damos conta que não se trata de verdadeira felicidade, porque esta está muito mais em profundidade: a encontramos somente em Jesus. Como eu disse em Colônia, ‘a felicidade que vocês buscam, a felicidade que vocês têm o direito de saborear, tem um nome, um rosto: aquele de Jesus de Nazaré’”(Bento XVI, Mensagem aos jovens da Holanda, 21 de novembro de 2005).

Somente Jesus, de fato, a Palavra de Deus, afirma: “da sua plenitude nós todos recebemos graça sobre graça. Porque a lei foi dada por meio de Moisés, a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo” (Jo 1,16-17). Justamente aos apóstolos, àqueles que se tornarão os primeiros “consagrados” do Senhor no sacerdócio ministerial, é revelada explicitamente pelo Senhor a ação dos anjos: “em verdade, em verdade eu vos digo: vereis o céu aberto e os anjos de Deus subirem e descerem sobre o Filho do Homem” (Jo 1,50-51).

A graça deste Ano Sacerdotal poderá nos fazer redescobrir, em primeiro lugar a nós sacerdotes, a cooperação dos anjos com o ministério sacerdotal. Contando também com a ajuda deles, podemos aprofundar a nossa identidade para anunciar ao mundo que o cristianismo é “a religião da felicidade”: “O sacerdote, certamente homem da Palavra divina e do sagrado, deve hoje mais do que nunca ser homem da alegria e da esperança. Aos homens que não podem conceber que Deus seja puro amor, ele dirá sempre que a vida vale a pena ser vivida e que Cristo lhe dá todo o seu sentido, porque ele ama os homens, todos os homens. A religião do Cura d’Ars é uma religião da felicidade, não uma busca doentia da mortificação, como algumas vezes se pensou: ‘A nossa felicidade é grande demais; não, não a compreenderemos nunca’ (Nodet, p. 110), dizia”. (Bento XVI, mensagem em vídeo enviada aos participantes do Retiro Sacerdotal Internacional em Ars, 29 de setembro de 2009).

(Agência Fides 2/10/2009)

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Sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Santos Anjos da Guarda

Este dia é consagrado pela Igreja ao culto dos Santos Anjos da Guarda. Deus, em sua misericórdia, atribuiu a cada homem um Anjo, que o acompanha em todos os passos da vida, reza por ele, protege-o contra os perigos do corpo e da alma. Infelizmente, a maior parte dos homens não se beneficia devidamente desse celeste protetor. Rezemos a cada dia, ao nosso Anjo da Guarda, a tradicional oração: “Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, já que a ti me confiou a piedade divina, sempre me rege, guarda, governa e ilumina. Amém”.
(Fonte: “Cada dia tem seu Santo”, de A. de França Andrade – Artpress)

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Confira a nova sub-página de “MUNDO CATÓLICO”: ANO SACERDOTAL – ESTUDOS – VATICANO, que traz um riquíssimo tema: “A santidade do sacerdote, à luz de São Tomás de Aquino”,  magistralmente apresentado por Mons. João Scognamiglio Clá Dias, EP . Retirado do site “ANO SACERDOTAL – CONGREGAÇÃO PARA O CLERO – VATICANO “.

“Eu sou a Conceptio Immaculata”: Nossa Senhora responde à jovenzinha Bernadete (Santa), em Lourdes (1858-França).

Fonte: Paróquia Nossa Senhora de Lourdes (Paróquia do Carmelo Santa Teresa)

Pároco: Pe. Sérgio José de Souza

Nossa Senhora de Lourdes "Dogma da Imaculada Conceição" (8 de dezembro de 1854 ) - Natividade (8 de setembro)

EVANGELHO DO DIA

Quarta-Feira, 09 de Setembro de 2009, às 08:56 hs

Evangelho (Lucas 6,20-26)

23ª Semana Comum

— O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós.

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 20 Jesus, levantando os olhos para os seus discípulos, disse: “Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o Reino de Deus! 21 Bem-aventurados vós que agora tendes fome, porque sereis saciados! Bem-aventurados vós que agora chorais, porque havereis de rir! 22 Bem-aventurados sereis, quando os homens vos odiarem, vos expulsarem, vos insultarem e amaldiçoarem o vosso nome, por causa do Filho do Homem! 23 Alegrai-vos, nesse dia, e exultai pois será grande a vossa recompensa no céu; porque era assim que os antepassados deles tratavam os profetas. 24 Mas, ai de vós, ricos, porque já tendes vossa consolação! 25 Ai de vós que agora tendes fartura, porque passareis fome! Ai de vós que agora rides, porque tereis luto e lágrimas! 26 Ai de vós quando todos vos elogiam! Era assim que os antepassados deles tratavam os falsos profetas.   – Palavra da Salvação. – Glória a vós, Senhor.

“Só podemos continuar a lutar contra o mal e as trevas se acreditarmos no bem; e podemos acreditar no bem sobretudo se o experimentarmos e vivermos como realidade. Nesta hora sondamos o bem e o belo com nosso coração” – Papa Bento XVI, comenta concerto a ele oferecido pela Orquestra da Baviera – Bach, Mozart e Britten (Zenit.org)

Zenit.org (Fonte) Musica Sacra 2009-2010 - The 21st Season

Música permite vivenciar a beleza e o bem da criação, diz Papa

Concerto oferecido ao pontífice ontem apresentou Bach, Mozart e Britten

CASTEL GANDOLFO, segunda-feira, 3 agosto de 2009 (ZENIT.org). – Bento XVI afirmou nesse domingo que a música permite sondar o Paraíso e vivenciar a beleza e o bem da criação.

No início da noite de ontem, no pátio interno da residência apostólica de Castel Gandolfo, foi oferecido ao pontífice um concerto. A orquestra de câmara de Bad Bruchenau (Baviera) executou peças de Bach, Mozart e Benjamin Britten.

As peças escolhidas, direcionadas para oboé, tiveram a execução “magistral”, no comentário do Papa, do músico Albrecht Mayer.

Após o concerto, em um breve discurso, o Papa lamentou não poder aplaudir com vigor os músicos, devido à lesão no punho.

Ele afirmou que foi comovente observar como o fluxo de todo universo da música pode ressoar através de um pequeno instrumento como o oboé. “O insondável e o jubiloso, a gravidade e o espirituoso, o grandioso e o simples, o diálogo interior da melodia”, disse.

“Eu pensei no quanto é magnífico que uma pequena peça criativa esconda tal promessa, que o músico pode libertar. Isso significa que toda criação está cheia de promessas e que ao homem é dado o dom de folhear este livro de promessas ao menos por um instante”, afirmou.

O Papa recordou que se celebrava o dia da Porciúncula e da milagrosa visão de São Francisco, em que o Senhor permite-lhe levar o perdão a casa. Francisco, em seguida, expressa aos seus amigos: o Senhor quer que todos tenham o Céu.

“Hoje penso que pudemos transcorrer este momento como uma hora do Céu, observar e ouvir o Paraíso e a beleza incorruptível e a bondade da criação”, disse.

Segundo o Papa, não se trata de uma fuga da miséria deste mundo e da vida quotidiana. “Só podemos continuar a lutar contra o mal e as trevas se acreditarmos no bem; e podemos acreditar no bem sobretudo se o experimentarmos e vivermos como realidade. Nesta hora sondamos o bem e o belo com nosso coração”, afirmou.

Postado por Agência Zenit, 3 de agosto de 2009.

“Tanto a ermida, como a cela, assim como os espaços verdes e solitários são, por assim dizer lugares privilegiados do eremitismo carmelitano, contudo, é sempre bom repetir que o deserto “pessoal” da monja, o lugar concreto que a Regra defende a todo o custo, é a cela.” (in Carmelo da SS. Trindade da Guarda)

Fonte: O DESERTO (do Carmelo)

“Estudos e Formação”Carmelo da SS. Trindade da Guarda

SÍNTESE
1.Visão geral
A espiritualidade do deserto
Atitude de quem é chamado ao deserto

2.Modalidades de Eremitismo
Anacoretismo
Eremitismo professado sob obediência

3.O deserto carmelitano – O “preceito da cela”
(Bibliografia)

1. VISÃO GERAL
Rompendo com a civilização da sua época, houve homens[1] e mulheres[2] que se retiraram para o deserto ou lugares solitários, para aí se entregarem plenamente a DEUS. Estamos a falar dos anos 300 d.c.

No princípio, estes homens e mulheres, eram apenas uns pouquinhos – recordemos os padres do deserto do Egipto ou os da Palestina – mas mais tarde, outros, atraídos por esta maneira de viver, começaram a pedir orientação a estes primeiros eremitas no deserto, constituindo, com o tempo, verdadeiras colónias monásticas. Em pouco tempo, estas experiências individuais e excêntricas, acabaram paradoxalmente por constituírem verdadeiros ‘centros’ monásticos.

Claro está que, com a aglomeração de todos estes homens que, necessitados de solidão e de silêncio para se dedicarem a Deus, foram impelidos para o deserto, foi necessário em primeiro lugar, encontrar ritmos de vida que conciliassem as exigências de uma vida ao ‘lado’ uns dos outros no deserto, com as suas peculiares exigências de solidão.

O ritmo de vida mais comumente adoptado consistia em passar a semana inteira em seu ermitério (cela separada) e na noite de sábado para domingo encontrarem-se na Igreja ou nas dependências dela para, em conjunto, cantarem o Ofício nocturno, celebrarem no Domingo a Eucaristia e fazerem algumas gestões necessárias, como sejam o colóquio espiritual, alguma ‘palavra de sabedoria’ dado pelo eremita mais sábio (a sabedoria do espírito) ou simplesmente chamar a atenção para alguma falta.

Cada um dos eremitas devia viver do seu trabalho manual, NÃO UM TRABALHO QUALQUER, mas um trabalho que fosse compatível com o deserto e com as exigências da oração contínua e do recolhimento. Este trabalho consistia no fabrico manual de cestos, cordas e esteiras que o ‘guardião’ da Comunidade de eremitas era encarregado de vender para obter, em troca, alimentos.

Foram estes bem-aventurados padres, os iniciadores e mestres da vida dos monges. Podemos também apontar alguns nomes femininos como exemplos pré-monásticos como sejam Stª Tecla, Stª Macrina- iniciadora da vida eremítica feminina, Stª Synclética, a mais famosa das ‘Madres do deserto’[3]

Muito mais posteriormente, por volta do ano 1150 – sabendo que houve sempre eremitas como vocação peculiar e especial na Igreja – um grupo de homens, depois de haverem participado na reconquista dos lugares santos, instalaram-se como eremitas , na Palestina, nomeadamente na Montanha do Carmelo, junto a uma fonte, para se dedicarem plenamente à contemplação de Deus, como fizeram aqueles 1ºs padres do deserto.

Estes homens pretenderam inserir-se na tradição monástica oriental mais antiga[4], que se inspirava nos exemplos do profeta Elias e dos seus discípulos, segundo o testemunho dado por S. Jerónimo, que viveu também esta excepcional espiritualidade de Elias, na tradição Monástica oriental. Diz ele: “Nosso modelo é Elias, modelo é Eliseo, nossos guias aqueles filhos dos profetas”

Estes nossos 1ºs irmãos eremitas do monte Carmelo, no início, contentaram-se apenas com um conjunto de prescrições tomadas dessa grande tradição monástica oriental. Contudo, por volta do ano 1209, amadurecidos e experimentados na vida solitária, pediram ao então Patriarca de Jerusalém Stº Alberto de Av. uma norma ou uma regra de vida concreta para eles, salvaguardando sempre o peculiar da vida solitária com a sua oração contínua.

A Regra recebida do Patriarca de Jerusalém, codifica um género de vida em activo, de carácter estritamente eremítico e contemplativo. a) A Espiritualidade do deserto ou da vida solitária

O fim da vida solitária, ou eremítica ou de deserto que tudo significa praticamente o mesmo, é CONTEMPLAR, pura e constantemente a Deus; é AMAR fervorosamente e sem desânimo a Deus. Esta é a OCUPAÇÃO PRINCIPAL daquele que é chamado à vida solitária: dedicar-se, unir-se, gozar e abraçar perfeita e assiduamente a Deus, fazendo-se pouco a pouco uma só ‘coisa’ com Ele.

Os primeiros padres do deserto, assim como todos os eremitas e anacoretas posteriores[5], abandonaram os lugares habitados para, no silêncio e em solidão, se entregarem ASSIDUAMENTE e CADA VEZ MAIS INTENSAMENTE a Deus, evitando por meio da solidão distracções que prejudicassem essa união com Deus, manifestada na oração contínua. A ORAÇÃO CONTÍNUA É A MARCA DO EREMITISMO.

O ‘DESERTO’, O ‘ERMO’, O ‘ESPAÇO DESABITADO’ é muito mais do que um lugar de retiro, já que, pela sua extensão ou configuração, e pela sua ‘aspereza’ ou ‘austeridade’, tem VALORES PRÓPRIOS.

Todos esses ‘lugares’ levam em si, o sinal da pobreza, da austera beleza que aponta a simplicidade mais absoluta, tornando-se num sinal da total impotência do homem, que descobre a sua fragilidade porque não pode subsistir sozinho no deserto, daí que ele se veja obrigado a procurar a sua única força somente em Deus.

Permanecer nestes lugares é como uma tentativa de AVANÇO, mas despido, desprendido de todo o apoio humano, na carência de todo o sustento egocêntrico e incluso espiritual (as noites), para encontrar DEUS. O homem necessita, aqui, de muita determinação.

Os dias no deserto são um ensaio, uma tentativa cheia de confiança para pedir a Deus que nos venha buscar, na nossa impotência, para levar-nos a Ele.

O deserto implica necessariamente o desprendimento total. O homem só permanece no deserto para se tornar totalmente ‘presa’ de Deus, de contrário, a sua vida corre o perigo de se afundar no vazio.

O deserto leva consigo a ruptura com o próprio habitat: deixa-se o mundo das relações sociais e das comodidades para encontrar-se sozinho num ambiente ‘despido’ onde se privilegia a união com DEUS. Quem é chamado ao ‘deserto’ não só deve pacificar o seu espírito apagando os desejos inúteis e o lamento da ‘escravidão’, mas erigir o ABSOLUTO DE DEUS, relativizando os outros valores e rejeitando os ídolos.

Daí que, o ‘deserto’ seja um período (lugar) de prova e de tentação, a fim de desocupar o coração humano dos ídolos, e poder experimentar, que SÓ DEUS CONTA: Ele é o Absoluto, é o Senhor da VIDA, o DADOR da salvação anelada, pedida, implorada, desejada…

É necessário pois, que Deus ponha esse coração em situações difíceis, de ‘morte’, a fim de que se manifestem as intenções do homem, este as conheça e se submeta ao tratamento purificador da Bondade infinita e então Deus converte-se em maná que nutre, em água viva que tira a sede.. converte-se em Cristo que salva…

Este absoluto, que é Deus, manifesta-se como AMOR que atrai a SI, numa comunhão íntima, singular, e como ALIANÇA ETERNA. O DESERTO, portanto, converte-se num tempo de REVELAÇÃO DE DEUS e de REVELAÇÃO DO HOMEM, de renovação da aliança e da restauração da santidade.[6]b) Atitude de quem é chamado ao ‘deserto’

Quem vai ao deserto para nele perseverar, vai pela SEDE DE ESTAR CARA A CARA COM DEUS. Foi esta a atitude – que é a única válida – de Jesus quando se retirava discretamente para os lugares solitários. Este desejo de intimidade com Deus é o único móbil que deve levar o homem à solidão do ermo, a retirar-se da barafunda da vida e das mil e uma distracções que o impediriam de realizar este anseio fundo que a sua própria vocação lhe proporciona. Assim procederam tanto os anacoretas verdadeiros do deserto nos seus primórdios, como todos os outros posteriores até aos nossos contemporâneos (ex: Charles de F.)

O deserto, situação e lugar privilegiado, põe o homem frente a si mesmo. Privado de todos os seus hábitos de vida, das suas forças e potências, que se faziam valer na vida social, é impulsionado fortemente a enfrentar-se com a Presença de Deus no maior despojamento possível, e somente o desejo da intimidade com Deus é que lhe vai suster nesta luta entre o seu nada e o Absoluto de Deus. Todo o homem que penetra no deserto, melhor dito, que se deixa penetrar no deserto e ser purificado no fogo divino, alcançará a pureza de coração…só assim poderá ‘ver’ a Deus.

Sintetizando: o Único motivo que deve animar a nossa procura de solidão e silêncio é DEUS, É ALCANÇAR A INTIMIDADE COM DEUS.

Todos os primeiros eremitas do Monte Carmelo, tiveram esta excelente experiência de solidão, como procura incessante de Deus. Como já foi dito, nos seus primórdios, estes nossos irmãos contentaram-se com umas reduzidas prescrições que orientaram a sua vida solitária – como aconteceu aos 1ºs padres do deserto quando depararam com abundantes discípulos. Claro está que, com a aglomeração de discípulos, havia que estabelecer-se normas concretas para defender o silêncio e a solidão que cada um procurou, quando deixou tudo e abraçou o eremitismo.

Esta vida solitária amadureceu levando-os a pedir ao Patriarca de Jerusalém Stº Alberto, que lhes desse uma regra de vida, respeitando quanto possível a vida eremítica e a oração contínua, que vinham experimentando havia anos.

Stº Alberto, ao dar-lhes uma regra de vida, tendo em conta o seu modo de viver, juntou-lhes 2 elementos, a saber: o oratório e o refeitório (rezar em comum e comer em comum) e pô-los sob a obediência de um superior, E ISTO PORQUÊ?

2. Modalidades de eremitismo

O anacoretismo

Como diz o Ecl IV,5 “ai daquele que está só, que, se cai, não tem quem o levante”. De facto S. Jerónimo já dizia : “no deserto, muito facilmente nasce a soberba, pela liberdade que existe em agir segundo o próprio parecer”

Só os homens e mulheres muito acrisolados na virtude e na vida do espírito é que podiam permanecer no deserto sem sucumbirem; é o caso dos chamados “padres ou madres do deserto”. Uma delas, a “Amma Sara” dizia de si mesma quando um dos anciãos, também anacoreta, foi ter com ela para a humilhar : “pela natureza sou mulher, mas não no espírito…”[7]. Foi destes homens e mulheres fortes na fé e no discernimento, possuídos pelo Espírito Santo, que Stº Agostinho dizia: “Os que moram no deserto gozam dos divinos colóquios de Deus, a Quem se entregaram com pureza de alma; devem jejuar boas temporadas a pão e água”.

Esta vida eremítica completamente isolada nos seus primórdios, constitui a 1ª modalidade, pois foi a 1ª forma aparecida nos desertos, montanhas ou lugares solitários junto dos rios. A estes eremitas chamam-se ‘anacoretas’.

O Eremitismo sob Obediência

Contudo, a partir desta 1ª modalidade, surgiu mais tarde o eremitismo que se professa debaixo da obediência, pois a experiência anacorética[8] foi mostrando quantos erros se pode cometer quando o eremita não está “sujeito” à obediência. S.Jerónimo, destes que vivem sujeitos diz :”Não poderão fazer o que querem, mas aquilo que se lhes mande; terão unicamente aquilo que se lhes der… e assim conseguirão servir e amar a Deus com filial amor..”

Nesta 2ª modalidade, o eremita, logo à partida, pode não possuir essa tal virtude acrisolada que se exige para o anacoretismo, mas recebe a aprendizagem que a “obediência” lhe proporciona para poder entrar na solidão, no silêncio e na oração contínua, orientado apenas pela Vontade de Deus. O eremitismo vivido sob a obediência impede o homem de extraviar-se pelo labirinto do orgulho, da vaidade e dos caprichos da sensibilidade; ajuda-o a sair vitorioso na luta contra o “inimigo de Cristo” como dizia uma das madres do deserto referindo-se ao mau espírito, e contra si próprio, já que esta, é a guerra mais tenaz e encarniçada que o eremita tem que travar. Só a obediência lhe pode conferir a certeza moral de caminhar sob a Vontade de Deus, a única que o purifica, a única que o salva.

3.O deserto carmelitano – O “preceito da cela”
(Bibliografia)

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Postado por Carmelo da SS. Trindade da Guarda.

Papa Bento XVI sobre São Gregório Magno:”(…)A esperança do cumprimento em Cristo de todas as coisas é um pensamento constante do grande pontífice e acaba por converter-se em motivo inspirador de todo seu pensamento e atividade. Daqui brotam seus incessantes chamados à vigilância e ao empenho nas boas obras.(…)” – Veritatis Splendor (03 de setembro-Memória)

Fonte: Apostolado Veritatis Splendor

Tradução: Élison Santos (Fonte: Zenit)

SÃO GREGÓRIO I DE ROMA

São Gregório Magno (São Gregório I de Roma)
São Gregório Magno

Por Papa Bento XVI

Queridos irmãos e irmãs!

Na quarta-feira passada, falei de um Padre da Igreja pouco conhecido no Ocidente, Romano o Meloda; hoje desejo apresentar a figura de um dos maiores Padres da história da Igreja, um dos quatro doutores do Ocidente, o Papa São Gregório, que foi bispo de Roma entre o ano 590 e 604, e que mereceu da parte da tradição o título Magnus/Grande. Gregório foi verdadeiramente um grande Papa e um grande Doutor da Igreja! Nasceu em Roma, em torno de 540, de uma rica família patrícia da gens Anicia, que se distinguia não só pela nobreza de sangue, mas também pelo apego à fé cristã e pelos serviços prestados à Sé Apostólica. Desta família procediam dois Papas: Félix III (483-492), tataravô de Gregório, e Agapito (535-536). A casa na qual Gregório cresceu se levantava na Clivus Scauri, rodeada de solenes edifícios que testemunhavam a grandeza da antiga Roma e a força espiritual do cristianismo. Para inspirar-lhe elevados sentimentos cristãos estiveram também os exemplos de seus pais Giordiano e Silvia, ambos venerados como santos, e os de suas tias paternas Emiliana e Tarsília, que viviam na própria casa como virgens consagradas em um caminho compartilhado de oração e ascese.

Gregório ingressou logo na carreira administrativa, que havia seguido também seu pai, e em 572 alcançou o cume, convertendo-se em prefeito da cidade. Este cargo, complicado pela tristeza daqueles tempos, permitiu-lhe aplicar-se em um amplo raio a todo tipo de problemas administrativos, obtendo deles luz para suas futuras tarefas. Em particular ficou nele um profundo sentido da ordem e da disciplina: já como Papa, sugerirá aos bispos que tomem como modelo na gestão dos assuntos eclesiásticos a diligência e o respeito das leis próprias dos funcionários civis. Aquela vida não lhe devia satisfazer, visto que, não muito depois, decidiu deixar todo cargo civil para retirar-se em sua casa e começar a vida de monge, transformando a casa de família no mosteiro de Santo André. Desse período de vida monástica, vida de diálogo permanente com o Senhor na escuta de sua palavra, ficou nele uma perene nostalgia que sempre de novo e cada vez mais aparece em suas homilias: em meio às preocupações pastorais, ele recordará várias vezes em seus escritos como um tempo feliz de recolhimento em Deus, de dedicação à oração, de serena imersão no estudo. Pôde assim adquirir esse profundo conhecimento da Sagrada Escritura e dos Padres da Igreja, do qual se serviu depois em suas obras.

Mas o retiro claustral de Gregório não durou muito. A preciosa experiência amadurecida na administração civil em um período carregado de graves problemas, as relações que teve nesta tarefa com os bizantinos, a estima universal que havia ganhado, induziram o Papa Pelágio a nomeá-lo diácono e a enviá-lo a Constantinopla como seu «apocrisiario» – hoje se diria «Núncio Apostólico» – para favorecer a superação dos últimos restos de controversa monofisista e sobretudo para obter o apoio do imperador no esforço de conter a pressão longobarda. A permanência em Constantinopla, onde havia reiniciado a vida monástica com um grupo de monges, foi importantíssima para Gregório, pois lhe permitiu ganhar experiência direta no mundo bizantino, assim como se aproximar do problema dos Longobardos, que depois colocaria à prova sua habilidade e sua energia nos anos do Pontificado. Passados alguns anos, foi chamado de novo a Roma pelo Papa, que o nomeou seu secretário. Eram anos difíceis: as contínuas chuvas, o transbordamento dos rios e a carestia atingiam muitas áreas da Itália e da própria Roma. No final se desatou a peste, que causou numerosas vítimas, entre elas também o Papa Pelágio II. O clero, o povo e o senado foram unânimes em eleger como seu sucessor na Sede de Pedro precisamente ele, Gregório. Tentou resistir, inclusive buscando a fuga, mas tudo foi inútil: ao final teve de ceder. Era o ano de 590.

Reconhecendo que havia sucedido a vontade de Deus, o novo pontífice se pôs imediatamente ao trabalho com empenho. Desde o princípio revelou uma visão singularmente lúcida da realidade com a qual devia medir-se, uma extraordinária capacidade de trabalho ao enfrentar os assuntos tanto eclesiais como civis, um constante equilíbrio nas decisões, também valentes, que sua missão lhe impunha. Conserva-se de seu governo uma ampla documentação graças ao Registro de suas cartas (aproximadamente 800), nas quais se reflete o enfrentamento diário dos complexos interrogantes que chegavam à sua mesa. Eram questões que procediam dos bispos, dos abades, dos clérigos, e também das autoridades civis de toda ordem e grau. Entre os problemas que afligiam naquele tempo a Itália e Roma, havia um de particular relevância no âmbito tanto civil como eclesial: a questão longobarda. A ela o Papa dedicou toda a energia possível com vistas a uma solução verdadeiramente pacificadora. Ao contrário do Imperador bizantino, que partia do pressuposto de que os Longobardos eram só indivíduos depredadores a quem era preciso derrotar ou exterminar, São Gregório via estas pessoas com os olhos do bom pastor, preocupado por anunciar-lhes a palavra de salvação, estabelecendo com eles relações de fraternidade orientadas a uma futura paz fundada no respeito recíproco e na serena convivência entre italianos, imperiais e longobardos. Preocupou-se pela conversão dos jovens povos e da nova organização civil da Europa: os Visigodos da Espanha, os Francos, os Saxões, os imigrantes na Bretanha e os Lonbogardos foram os destinatários privilegiados de sua missão evangelizadora. Ontem celebramos a memória litúrgica de Santo Agostinho de Canterbury, guia de um grupo de monges aos que Gregório encomendou ir a Bretanha para evangelizar a Inglaterra.

Para obter uma paz efetiva em Roma e na Itália, o Papa se empenhou a fundo – era um verdadeiro pacificador – empreendendo uma estreita negociação com o rei longobardo Agilulfo. Tal conversa levou a um período de trégua que durou cerca de três anos (598-601), após os quais foi possível estipular em 603 um armistício mais estável. Este resultado positivo se conseguiu graças também aos contatos paralelos que, entretanto, o Papa mantinha com a rainha Teodolinda, que era uma princesa bávara e, ao contrário dos chefes dos outros povos germanos, era católica, profundamente católica. Conserva-se uma série de cartas do Papa Gregório a esta rainha, nas quais ele mostra sua estima e sua amizade para com ela. Teodolinda conseguiu, pouco a pouco, orientar o rei para o catolicismo, preparando assim o caminho para a paz. O Papa se preocupou também de enviar-lhe as relíquias para a basílica de São João Batista que ela levantou em Monza, e não deixou de felicitar e oferecer preciosos presentes para a mesma catedral de Monza por ocasião do nascimento e do batismo de seu filho Adoaloaldo. A vicissitude desta rainha constitui um belo testemunho sobre a importância das mulheres na história da Igreja. No fundo, os objetivos sobre os que Gregório apontou constantemente foram três: conter a expansão dos Longobardos na Itália, subtrair a rainha Teodolinda da influência dos cismáticos e reforçar a fé católica, assim como mediar entre Longobardos e Bizantinos com vistas a um acordo que garantisse a paz na península e consentisse desenvolver uma ação evangelizadora entre os próprios Longobardos. Portanto, foi dupla sua constante orientação na complexa situação: promover acordos no plano diplomático-político e difundir o anúncio da verdadeira fé entre as populações.

Junto à ação meramente espiritual e pastoral, o Papa Gregório foi ativo protagonista também de uma multiforme atividade social. Com as rendas do conspícuo patrimônio que a Sede romana possuía na Itália, especialmente na Sicília, comprou e distribuiu trigo, socorreu quem se encontrava em necessidade, ajudou sacerdotes, monges e monjas que viviam na indigência, pagou resgates de cidadãos que eram prisioneiros dos Longobardos, adquiriu armistícios e tréguas. Também desenvolveu tanto em Roma como em outras partes da Itália uma atenta obra de reordenação administrativa, ministrando instruções precisas para que os bens da Igreja, úteis à sua subsistência e à sua obra evangelizadora no mundo, se dirigissem com absoluta retidão e segundo as regras da justiça e da misericórdia. Exigia que os colonos fossem protegidos dos abusos dos concessionários das terras de propriedade da Igreja e, em caso de fraude, que foram ressarcidos com prontidão, para que o rosto da Esposa de Cristo não se contaminasse com benefícios desonestos.

Gregório levou a cabo esta intensa atividade apesar de sua incerta saúde, que o obrigava com freqüência a ficar de cama durante longos dias. Os jejuns que havia praticado nos anos da vida monástica lhe haviam ocasionado sérios transtornos digestivos. Também sua voz era muito frágil, de forma que com freqüência tinha de confiar ao diácono a leitura de suas homilias para que os fiéis das basílicas romanas pudessem ouvi-lo. Ele fazia o possível por celebrar nos dias de festa Missarum sollmnia, isto é, a Missa Solene, e então se encontrava pessoalmente com o povo de Deus, que o estimava muito porque via nele a referência autorizada para obter segurança: não por acaso lhe atribuíram logo o título de consul Dei. Apesar das dificílimas condições nas quais teve de atuar, conseguiu conquistar, graças à santidade de vida e à rica humanidade, a confiança dos fiéis, conseguindo para seu tempo e para o futuro resultados verdadeiramente grandiosos. Era um homem imerso em Deus: o desejo de Deus estava sempre vivo no fundo de sua alma e precisamente por isso estava sempre muito perto do próximo, das necessidades das pessoas de sua época. Em um tempo desastroso, mais ainda, desesperado, soube criar paz e esperança. Este homem de Deus nos mostra as verdadeiras fontes da paz, de onde vem a esperança, e se converte assim em uma guia também para nós hoje.

SERVO DOS SERVOS DE DEUS
Volto hoje, em nosso encontro das quartas-feiras, à extraordinária figura do Papa Gregório Magno, para recolher mais luzes de seu rico ensinamento. Apesar dos múltiplos compromissos vinculados à sua missão como bispo de Roma, ele nos deixou numerosas obras das quais a Igreja, nos séculos seguintes, nutriu-se abundantemente. Além de seu conspícuo epistolário – o Registro ao qual aludia na catequese passada contém mais de 800 cartas –, ele nos deixou sobretudo escritos de caráter exegeta, entre os quais se distinguem o Comentário moral a Jó –conhecido sob o título latino de Morallia in Iob –, as Homilias sobre Ezequiel, as Homilias sobre os Evangelhos. Desta forma, existe uma importante obra de caráter hagiográfico, os Diálogos, escrita por Gregório para a edificação de rainha longobarda Teodolinda. A principal e mais conhecida obra é sem dúvida a Regra pastoral, que o Papa redigiu no começo de seu pontificado com finalidade claramente programática.

Fazendo um rápido repasso por estas obras, observamos, antes de tudo, que em seus escritos Gregório jamais se mostra preocupado em traçar uma doutrina «sua», uma originalidade própria. Mas tenta fazer eco do ensinamento tradicional da Igreja, quer simplesmente ser a boca de Cristo e de sua Igreja no caminho que se deve percorrer para chegar a Deus. A respeito disso, são exemplares seus comentários exegéticos. Foi um apaixonado leitor da Bíblia, à qual se aproximou com pretensões não meramente especulativas: da Sagrada Escritura, pensava ele, o cristão deve tirar não tanto um conhecimento teórico, mas o alimento cotidiano para sua alma, para sua vida de homem neste mundo. Nas Homilias sobre Ezequiel, por exemplo, ele insiste fortemente nesta função do texto sagrado; aproximar-se da Escritura simplesmente para satisfazer o próprio desejo de conhecimento significa ceder à tentação do orgulho e expor-se assim ao risco de cair na heresia. A humildade intelectual é a regra primária para quem tenta penetrar nas realidades sobrenaturais partindo do Livro Sagrado. A humildade, obviamente, não exclui o estudo sério; mas para conseguir que este seja verdadeiramente proveitoso, consistindo entrar realmente na profundidade do texto, a humildade é indispensável. Só com esta atitude interior se escuta realmente e se percebe por fim a voz de Deus. Por outro lado, quando se trata da Palavra de Deus, compreender não é nada se a compreensão não conduz à ação. Nestas homilias sobre Ezequiel se encontra também essa bela expressão segundo a qual «o pregador deve molhar sua caneta no sangue de seu coração; poderá assim chegar também ao ouvido do próximo». Ao ler estas homilias suas se vê que realmente Gregório escreveu com o sangue de seu coração e por isso continua falando a nós.

Gregório desenvolve também este tema no Comentário moral a Jó. Seguindo a tradição patrística, examina o texto sacro nas três dimensões de seu sentido: a dimensão literal, a dimensão alegórica e a moral, que são dimensões do único sentido da Sagrada Escritura. Contudo, Gregório atribui uma clara preponderância ao sentido moral. Nesta perspectiva propõe seu pensamento através de alguns binômios significativos – saber-fazer, saber-viver, conhecer-atuar. Isso nos evoca os dois aspectos da vida humana que deverão ser complementares, mas que com freqüência acabam por ser antitéticos. O ideal moral – comenta – consiste sempre em levar a cabo uma harmoniosa integração entre palavra e ação, pensamento e compromisso, oração e dedicação aos deveres entre palavra e ação, pensamento e compromisso, oração e dedicação aos deveres do próprio estado: este é o caminho para realizar a síntese graças à qual o divino desce no homem e o homem se eleva até a identificação com Deus. O grande papa traça assim para o autêntico crente um projeto de vida completo; por isso, o Comentário moral a Jó constituirá no curso da Idade Média uma espécie de Summa da moral cristã.

São de notável relevância e beleza também as suas Homilias sobre os Evangelhos. A primeira delas foi pronunciada na basílica de São Pedro durante o tempo de Advento do ano 590, portanto, poucos meses depois de sua eleição ao pontificado; a última foi pronunciada na basílica de São Lourenço no segundo domingo depois do Pentecostes de 593. O Papa pregava ao povo nas igrejas onde se celebravam as «estações» – especiais cerimônias de oração nos tempos fortes do ano litúrgico – ou as festas dos mártires titulares. O princípio inspirador que une as diversas intervenções se sintetiza na palavra “praedicator”: não só o ministro de Deus, mas também todo cristão tem a tarefa de tornar-se «pregador» de tudo que experimentou em seu interior, a exemplo de Cristo, que se fez homem para levar a todos o anúncio da salvação. O horizonte deste compromisso é o escatológico: a esperança do cumprimento em Cristo de todas as coisas é um pensamento constante do grande pontífice e acaba por converter-se em motivo inspirador de todo seu pensamento e atividade. Daqui brotam seus incessantes chamados à vigilância e ao empenho nas boas obras.

Talvez o texto mais orgânico de Gregório Magno seja a Regra pastoral, escrita nos primeiros anos de pontificado. Nela, Gregório se propõe traçar a figura do bispo ideal, mestre e guia de seu rebanho. A tal fim ilustra a gravidade do ofício de pastor da Igreja e os deveres que isso comporta: portanto, aqueles que não foram chamados a tal tarefa, que não a busquem com superficialidade; aqueles, ao contrário, que a tenham assumido sem a devida reflexão, que sintam nascer na alma uma necessária turbação. Retomando um tema predileto, afirma que o bispo é antes de tudo o «pregador» por excelência; como tal, deve ser sobretudo exemplo para os demais, de forma que seu comportamento possa constituir um ponto de referência para todos. Uma ação pastoral eficaz requer também que ele conheça os destinatários e adapte suas intervenções à situação de cada um: Gregório se detém em ilustrar a valorização de quem viu nesta obra também um tratado de psicologia. Daqui se entende que ele conhecia realmente seu rebanho e falava de tudo com as pessoas de seu tempo e de sua cidade.

O grande pontífice, contudo, insiste no dever de que o pastor deve reconhecer cada dia a própria miséria, de maneira que o orgulho não torne vão, aos olhos do Juiz Supremo, o bem realizado. Por isso, o capítulo final da Regra está dedicado à humildade: «Quando se tem complacência em ter alcançado muitas virtudes, é bom refletir sobre as próprias insuficiências e humilhar-se; ao invés de considerar o bem realizado, é preciso considerar o que se descuidou». Todas estas indicações preciosas demonstram o altíssimo conceito que São Gregório tem do cuidado das almas, por ele definido «ars artium», a arte das artes. A Regra teve um êxito tão grande que, coisa mais bem rara, logo se traduziu em grego e em anglo-saxônico.

Significativa é igualmente outra obra, os Diálogos, nos quais o amigo e diácono Pedro, convencido de que os costumes estavam tão corrompidos que não permitiam que tivesse santos como em tempos passados, Gregório demonstra o contrário: a santidade sempre é possível, ainda em tempos difíceis. O prova narrando a vida de pessoas contemporâneas ou desaparecidas recentemente às que bem se poderia qualificar de santas, ainda que não estivessem canonizadas. A narração está acompanhada de reflexões teológicas e místicas que fazem do livro um texto hagiográfico singular, capaz de fascinar gerações inteiras de leitores. O material toca as tradições vivas do povo e tem o objetivo de edificar e formar, atraindo a atenção de quem lê sobre uma série de questões como o sentido do milagre, a interpretação da Escritura, a imortalidade da alma, a existência do inferno, a representação do mais além, temas todos que requeriam oportunos esclarecimentos. O livro II se dedica por inteiro à figura de Bento de Nursia e é o único testemunho antigo da vida do santo monge, cuja beleza espiritual aparece no texto com toda evidência.

Na linha teológica que Gregório desenvolve através de suas obras, passado, presente e futuro se relativizam. O que conta para ele, mais que nada, é todo o arco da história salvífica, que continua desenvolvendo-se entre os obscuros meandros do tempo. Nesta perspectiva, é significativo que ele introduza o anúncio da conversão dos Anglos no meio do Comentário moral a Jó: a seus olhos, o evento constituía um alento do Reino de Deus do qual trata a Escritura; portanto, podia mencionar-se no comentário um livro sacro. Em sua opinião, os guias das comunidades cristãs devem empenhar-se em reler os acontecimentos à luz da Palavra de Deus: neste sentido, o grande pontífice sente o dever de orientar pastores e fiéis no itinerário espiritual de uma lectio divina iluminada e concreta, situada no contexto da própria vida. (*)

Antes de concluir, é necessário falar das relações que o Papa Gregório cultivou com os patriarcas de Antioquia, de Alexandria e da própria Constantinopla. Preocupou-se sempre por reconhecer e respeitar os direitos, guardando-se de toda interferência que limitasse a legítima autonomia daqueles. Ainda que São Gregório, no contexto da situação histórica, se opôs ao título de «ecumênico» por parte do Patriarca de Constantinopla, não o fez por limitar ou negar esta legítima autoridade, mas porque estava preocupado pela unidade fraterna da Igreja universal. Ele o fez sobretudo por sua profunda convicção de que a humildade devia ser a virtude fundamental de todo bispo, mais ainda de um Patriarca. Gregório havia continuado sendo um simples monge em seu coração e por isso era decididamente contrário aos grandes títulos. Queria ser – é expressão sua – servus servorum Dei. Esta palavra que acunhou não era em seus lábios uma piedosa fórmula, mas a verdadeira manifestação de seu modo de viver e de atuar. Estava intimamente impressionado pela humildade de Deus, que em Cristo se fez nosso servo, nos lavou e nos lava os pés. Portanto, estava convencido de que, sobretudo um bispo, deveria imitar esta humildade de Deus e assim seguir Cristo. Seu desejo verdadeiramente foi o de viver como monge em permanente colóquio com a Palavra de Deus, mas por amor a Deus soube fazer-se servidor de todos em um tempo repleto de tribulações e de sofrimentos, soube fazer-se «servo dos servos». Precisamente porque o foi, é grande e mostra também a nós a medida de sua verdadeira grandeza.

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(*) Grifo meu.

Todos os artigos disponíveis neste sítio são de livre cópia e difusão deste que sempre sejam citados a fonte e o(s) autor(es).
Para citar este artigo:
PAPA, Bento XVI. Apostolado Veritatis Splendor: SÃO GREGÓRIO I DE ROMA. Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/5250. Desde 30/07/2008.

Santa Rosa de Lima – terciária dominicana: “inclinação para a oração e meditação, e exercício das virtudes da paciência, penitência e alegria” (Memória – 23 de agosto – SpeDeus)

A personalidade de Santa Rosa de Lima, desde a infância, é impressionante. Nasceu em uma rica família espanhola que se transferiu para o Peru. Contudo, com a falência dos negócios da família, conheceram a miséria. Não quis ser freira. Foi aceita em  uma ordem secular dominicana. Os pais, contrariados, já que a queriam casada, lhe impuseram os mais duros trabalhos domésticos para que desistisse da idéia. Aos 20 anos, professou os votos na Ordem Terceira de São domingos. Obteve a autorização do bispo, e com recursos próprios da venda de refinados bordados e costuras, mandou construir uma pequena cela ao fundo, no quintal da casa dos pais. Ali permaneceu até a morte, em 24 de agosto. É Padroeira da América Latina e das Filipinas, pela caridade para com os dessassistidos, principamente com pessoas pertencentes aos povos  negros e índios. Leia mais….
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Fonte: Spe Deus
Isabel Flores y de Oliva nasceu no dia 20 de Abril de 1586, na cidade de Lima (capital do Peru), no seio duma família numerosa e rica de origem espanhola. Contudo os negócios declinaram e ficaram na miséria.
Isabel foi o nome colocado no baptismo. Mais tarde foi mudado para Rosa, com a aprovação do Arcebispo local, ao saber que uma criança índia tinha visto o seu rosto como uma rosa: de facto, possuía feições rosadas e era muito bela mas desde cedo, tentou disfarçar a sua beleza: esfregava os olhos com pimentos e maltratava o rosto à força de vigílias e jejuns.

Curiosamente fazia penitências logo na sua infância que eram dissimuladas pelo seu carácter alegre e simpático. Era dotada para as artes: cantava, tocava harpa e viola, fazia versos e desenhava tanto no papel como no pano.

Rosa teve também desde logo uma grande inclinação para a oração e meditação, procurando exercitar as virtudes da paciência, da penitência e da alegria.

Já adolescente, enquanto rezava diante da imagem da Virgem Maria, decidiu entregar sua vida somente a Cristo. Os pais queriam casá-la e tinha vários pretendentes mas ela recusou, defendendo-se com o voto de virgindade que tinha feito muito cedo.

Ingressou na Ordem Terceira de S. Domingos, inspirada pela vida Santa Catarina de Sena. Dedicou-se, então, ao jejum, às severas penitências e à oração contemplativa, aumentando seus dons de profecia e prodígios. Os pais indignaram-se com as atitudes que Isabel adoptara e começaram a maltratá-la ocupando-a dos trabalhos mais duros da casa o que ela fazia sem se queixar e sem abandonar os seus exercícios de piedade.

Aos vinte anos, pediu e obteve licença para emitir os votos religiosos em casa e não no convento, como terciária dominicana.

Quando vestiu o hábito e se consagrou, mudou então o nome para Rosa e acrescentou Santa Maria, por causa de sua grande devoção à Virgem Maria, passando a ser chamada Rosa de Santa Maria.

Construiu uma pequena cela no fundo do quintal da casa de seus pais, levando uma vida de austeridade, de mortificação e de abandono à vontade de Deus. Passou a sustentar a família com as rendas e bordados que fazia, pois seu confessor consentiu que ela não saísse mais de sua cela, excepto para receber a Eucaristia.

A partir da tomada do hábito, imprimiu ainda mais rigor nas suas penitências. Começou a usar, na cabeça, uma coroa de metal espinhento, disfarçada com botões de rosas. Aumentou os dias de jejum e dormia sobre uma tábua com pregos. Estes são apenas alguns exemplos do que Rosa fazia por amor à Paixão de Cristo penitenciando o seu corpo

Vivendo em contínuo contacto com Deus, atingiu um alto grau de vida contemplativa e experiência mística, compreendendo em profundidade o mistério da Paixão e Morte de Jesus. É-lhe reconhecido o dom da profecia e penetração dos corações, o dom dos milagres e tinha êxtases com frequência e por vezes com duração de 48 horas e até de 62 horas!

Aos trinta e um anos de idade, em Abril de 1617, foi acometida por uma grave doença, que lhe causou sofrimentos e danos físicos até à morte (24 de Agosto).

Encontrando-se a morrer, olhava para a mãe aflita, que estava junto à sua cabeceira e, com alusão evangélica à parábola das 10 virgens disse-lhe: “Tenho de ser pontual; se não chegar à hora marcada, fechar-me-ão as portas como às virgens loucas” Fez sobre si o sinal da cruz e suspirou: “Jesus, Jesus, está comigo!”

Rosa foi beatificada em 1667 e canonizada a 12 de Abril de 1671 pelo papa Clemente X.

PALAVRAS DE SANTA ROSA LIMA RETIRADAS DE ESCRITOS:

“O Salvador fez ouvir a sua voz e disse com incomparável majestade:

«Saibam todos que à tribulação, se segue a graça; reconheçam que, sem o peso das aflições, não se pode chegar à plenitude da graça; compreendam que com o aumento dos trabalhos cresce simultaneamente a medida dos carismas. Não se deixem enganar: esta é a única escada verdadeira do paraíso, e sem a cruz não há caminho por onde se possa subir ao céu»

(…)Ó, se os mortais conhecessem o que é a graça divina, como é bela, nobre e preciosa, quantas riquezas encerra, quantos tesouros, quantas alegrias e delícias em si contêm!

(…) Ninguém se queixaria da cruz nem dos sofrimentos que porventura lhe advêm, se conhecesse a balança em que são pesados para serem distribuídos pelos homens”

“Oh, que daria eu por anunciar o Evangelho! Atravessaria cidades pregando a penitência, com os pés descalços, o crucifixo na mão e o corpo envolvido num cilício espantoso. Caminharia durante a noite gritando: deixai as vossas iniquidades. Até quando sereis como rebanhos aturdidos diante dos demónios? Fugi dos castigos eternos; pensai que há só um instante entre a vida e o inferno”

(Fontes: sites ‘Santopédia’ e’ Coisas de Santos’ com edição e adaptação de JPR)
Publicado por SpeDeus às 00:06.

“Necessidade que temos da Intercessão de Maria Santíssima para nossa salvação” – Santo Afonso, in Tomo III (www.saopiov.org)

Nossa Senhora da Humildade - Prizri Na Smirenie

Fonte: São Pio V – Fiéis Católicos de Curitiba

INTERCESSÃO DE NOSSA SENHORA

Excerto publicado por Thiago Teixeira

NECESSIDADE QUE TEMOS DA INTERCESSÃO DE
MARIA SANTÍSSIMA PARA NOSSA SALVAÇÃO
Santo Afonso
(Fonte: “Meditações para todos os dias do ano”, Tomo III)

“Gens et regnum, quod non servierit tibi, peribit” – “A gente e o reino que te não servir, perecerá” (Is LX, 12).

I.Que a prática de invocar aos Santos, a fim de nos alcançarem a divina graça, seja não somente lícita, mas também útil, é um ponto da fé. Entre os Santos, porém, que são amigos de Deus, e a Santíssima Virgem, que é sua verdadeira Mãe, há esta diferença, que a intercessão de Maria não é só utilíssima, mas também moralmente necessária, de modo que o Bemaventurado Alberto Magno e São Boaventura chegam a afirmar que todos os que se descuidam da devoção a Nossa Senhora, não a servem, e consequentemente não são por ela protegidos, morrerão todos em pecado mortal, e se condenarão: “A gente que te não servir, perecerá”. É esta, diz Soares, a opinião universal da Igreja.

E com razão; porquanto, não sendo nós capazes de conceber um só bom pensamento em ordem à vida eterna, a graça divina nos é indispensável para a salvação. Verdade é que só Jesus Cristo nos mereceu esta graça, por ser Medianeiro de justiça. Mas, para nos inspirar mais confiança de obtermos a graça, e ao mesmo tempo para exaltar sua Mãe Santíssima, Jesus a depositou nas mãos de Maria, e, constituindo-a medianeira de graça, decretou que nenhuma graça fosse dispensada aos homens sem que passasse pelas mãos de Maria.

Numa palavra, diz São Bernardo, Deus constituiu Nossa Senhora como que um “aqueduto” dos bens celestes que descem à terra, e determinou que por meio de Maria recebamos o Salvador que por seu intermédio nos foi dado na Incarnação. Vede, pois, conclui o Santo, vede, ó homens, com que afeto de devoção quer o Senhor que honremos à nossa Rainha, refugiando-nos sempre a ela e confiando em seu patrocínio!

II. Assim como Holofernes, para conquistar a cidade de Bethulia, ordenou que se cortassem os aquedutos, também o demônio faz quanto pode, afim de que as almas percam a devoção à Mãe de Deus. Pela experiência o espírito maligno sabe que, tapado este canal das graças, depois fácil ou, antes, certamente consegue conquista-las. Quantos cristãos estão agora no inferno por se terem deixado iludir assim. Nós, portanto, demos graças á divina Mãe, por nos ter tomado debaixo de seu santíssimo manto, como no-lo garantem as graças recebidas pela sua intercessão. Ao mesmo tempo, porém, examinemos se por ventura estamos resfriados na sua devoção, e renovemos nosso propósito de sermos para o futuro mais constantes.

Sim, eu vos dou graças, ó minha Mãe amorosíssima, por todos os bens que tendes feito a este desgraçado réu do inferno. Ó minha Rainha, de quantos perigos me tendes livrado! Quantas luzes e quantas misericórdias me tendes alcançado de Deus! Que grande bem, ou que grande honra recebestes de mim para vos empenhardes tanto a meu favor? Foi só a vossa bondade que a isso vos moveu. Ah! Se eu pudesse dar por vosso amor o sangue e a vida, ainda seria pouco, à vista da obrigação que vos devo, pois que me livrastes da morte eterna e me fizestes recuperar, como espero, a graça divina; a vós sou devedor de toda a minha felicidade.

Senhora minha amabilíssima, eu, miserável, não tenho que vos dar senão os meus louvores e o meu amor. Ah, não desprezeis o afeto de um pobre pecador, abrasado em amor pela vossa bondade. Se o meu coração é indigno de vos amar, por estar imundo e cheio de afetos terrestres, vós o podeis mudar: mudai-o, pois. Ah, minha Senhora prendei-me a meu Deus, e prendei-me de tal modo que nunca mais possa separar-me de seu amor. Vós quereis que eu ame o vosso Deus; e eu quero que me alcanceis este amor; fazei que o ame sempre e nada mais deseje.

Ó MARIA, CONCEBIDA SEM PECADO, ROGAI POR NÓS QUE RECORREMOS A VÓS!

Postado por Thiago Teixeira – 26.07.2009.

“Se alguém pedir uma palavra de ordem, sempre daremos esta e não outra: restaurar todas as coisas em Cristo.”: São Pio X (Memória 21 de Agosto)

Fonte: Flos Carmeli


O glorioso, árduo e fecundo pontificado desse Vigário de Cristo durou 11 anos. Nesse período, foram lançados mais de 3.000 documentos oficiais, com o objetivo de Instaurare omnia in Christo — conforme seu lema.

E tem estreita analogia com esta sua afirmação: “Se alguém pedir uma palavra de ordem, sempre daremos esta e não outra: Restaurar todas as coisas em Cristo”. Nesse sentido de restaurar todas as coisas em Cristo, foram numerosas e admiráveis as obras empreendidas pelo Santo Pontífice para defender a Civilização Cristã gravemente ameaçada.

Em seu esplêndido livro de memórias, o Cardeal Merry del Val, Secretário de Estado de São Pio X, enumera de passagem algumas dessas obras: “A reforma da Cúria Romana; a fundação do Instituto Bíblico; a construção de seminários centrais e a promulgação de leis para a melhor disciplina do clero; a nova disciplina referente à primeira comunhão e àcomunhão freqüente; o restabelecimento da música sacra; a vigorosa resistência movida contra os fatais erros do chamado modernismo e a corajosa defesa da liberdade da Igreja na França, Alemanha, Portugal, Rússia e outros países, sem aludir a outros atos de governo, justificam certamente que S. Pio X tenha sido destacado como um grande Pontífice e um diretor humano excepcional.”

Fonte : Piox.net

Sua vida

Nascido Giuseppe Melchiorre Sarto, (Riese, 2 de Junho de 1835) era o segundo de dez filhos de uma família rural da província de Treviso (Itália). Ordenado em 1858, estudou direito canônico e a obra de São Tomás de Aquino. Em 10 de Novembro de 1884 foi elevado a Bispo de Mântua, e em 1896 a Patriarca de Veneza sendo eleito Papa em 4 de Agosto de 1903 com 55 dos 60 votos possíveis no conclave. Em sua primeira encíclica, Pio X anunciava que sua meta primordial era a de “Renovar tudo em Cristo”. Governou a Igreja com mão firme numa época em que esta enfrentava um laicismo muito forte e diversas tendências do modernismo, encarado como a síntese de todas as heresias nos campos dos estudos bíblicos e teologia.

São Pio X introduziu grandes reformas na liturgia, sempre num sentido tradicional, fomentou a prática da comunhão freqüente e o acesso das crianças à Santíssima Eucaristia quando da chegada à chamada idade da razão, por essas medidas ficou conhecido como o “Papa da Eucaristia”.

Publicou 16 encíclicas, promoveu ainda o estudo do catecismo e o canto gregoriano. Criou a Pontifícia Comissão Bíblica e colocou as bases do Código de Direito Canônico, promulgado em 1917 após a sua morte em Roma, 20 de Agosto de 1914.

Na lápide do seu túmulo na Basílica de São Pedro no Vaticano, lê-se: A sua tiara era formada por três coroas: pobreza, humildade e bondade. Foi beatificado em 1951 e canonizado em 3 de Setembro de 1954 por Pio XII, tendo sua memória litúrgica celebrada no dia 21 de Agosto.

Fonte : Ecclesiasancta

São Pio X, rogai por nós!

Postado por Flos Carmeli às 16:26

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Fonte: Flos Carmeli

Nossa Senhora do Carmo entrega o escapulário a São Simão Stock 16 de Julho de 1251.

Carmelitas (Gravura: Blog Flos Carmeli)HISTÓRIA DA ORDEM CARMELITA  (…)

O escapulário: nosso penhor de salvação !Destacam-se entre os papas devotos do escapulário:São Pio X, Inocêncio IV, João XXII, Alexandre V, Bento XIV, Pio VI, Clemente VII, Urbano VII, Nicolau V, Sixto IV, Paulo III, São Pio V, Leão XI, Alexandre VII, Pio IX, Leão XII, Bento XV, Pio XI, João XXIII, Paulo VI, João Paulo II, que com bulas apostólicas, aprovaram os seus privilégios, e cumularam de favores as confrarias do Carmo .É vontade de Nossa Senhora – Rainha do Carmelo que ponhamos o selo do seu escapulário sobre nosso peito para demonstrar que o nosso coração lhe pertence, para guardar os tesouros que no coração se encerra.

Como é bom estarmos debaixo da proteção de uma mãe tão boa! Que força ousaria arrancar-nos de seu regaço? Privilégios do Escapulário de Nossa Senhora do Carmo:

-Quem morrer com o santo escapulário não padecera no fogo do inferno. A Virgem Maria os livrará do purgatório o quanto antes, ou seja, no primeiro sábado após a morte.-
-O escapulário é proteção em todos os perigos.

-O escapulário é sinal de paz e do pacto sempre eterno de concórdia, garantido por Maria.

-O escapulário é sinal de salvação.

– É um meio simples e prático de honrar a SantíssimaVirgem Maria.

– O escapulário do Carmo é garantia da preservação da fé, e da firmeza na devoção à Virgem Maria, devoção que, por sua vez, é sinal de predestinação.“Maria é tesouro de Deus. Onde está Maria,  aí está o coração de Deus”. (São Bernardo)Jesus é o grande dom e sinal do amor ao Pai Eterno. Ele estabeleceu a Igreja como sinal e instrumento do seu amor. Na vida cristã também existem sinais. Jesus os utilizou: o pão, o vinho, a água, para nos fazer compreender as realidades que não vemos e não tocamos.Na Santíssima Eucaristia e demais sacramentos (batismo, crisma, confissão, matrimonio, ordem, extrema unção), os símbolos (água, óleo, imposição das mãos, alianças) exprimem o seu significado e introduzem-nos numa comunicação com Deus, presente através deles. Além dos sinais litúrgicos, existem na Igreja outros ligados a um acontecimento, a uma tradição, a uma pessoa. Um desses é o escapulário do Carmo.

O escapulário é sacramental:

– Aprovação pela Igreja há sete séculos;

-Representa a nossa filiação à Santa Vírgem Maria;

-O escapulário não é um sinal de proteção mágica, ou amuleto;

-Também não é uma garantia automática de salvação, sem viver as exigências de uma vida cristã.O escapulário é imposto somente uma vez por um sacerdote, através de um rito próprio. E benze e o impõe, dizendo: “Recebe este santo escapulário com sinal da santíssima Virgem Maria, Rainha do Carmelo, para que com seus méritos, o uses sempre com dignidade, seja tua defesa em todas as adversidades e te conduza a vida eterna”.O escapulário do Carmo compõe-se de duas peças de pano de lã, de cor marrom, unidas entre si por dois cordões. Não façamos do santo escapulário, objeto de decoração ou adereço de moda, ele é sinal de predestinação.

O escapulário é sinal de esperança: “Oh, quantas coisas boas não nos diz este titulo: Nossa Senhora do Carmo! Quantos pensamentos bons nos sugere! Na dor, na amargura, na angústia, na agonia a Virgem do Carmo é a nossa esperança. Nas privações, nos trabalhos, nos trabalhos, na pobreza, nas doenças, a virgem do Carmo é a nossa esperança. Nos desprezos, nas humilhações, nas calúnias, nas perseguições, ela é nossa esperança. Nas dúvidas, nos temores, nas tentações, nos perigos do corpo e da alma, enfim, em todas as necessidades, a Virgem do Carmo é a nossa esperança. Maria é também nossa esperança nas necessidades alheias, aquelas que principalmente padecem pessoas queridas, parentes ou amigos. Mas, sobretudo ela é nossa esperança nos bens celestiais; nós pedimos a Deus pela intersessão da Virgem do Carmo, o perdão de nossos pecados, a graça de nunca mais pecar, um firme e constante propósito de fazer o bem; confiando que seremos atendidos, porque ela, a Virgem do Carmo é a nossa esperança”. (Santo Afonso)

Confiemos nossas vidas nas mãos de Nossa Senhora, e assim, teremos a certeza que ela não nos abandonara, embora sejamos pecadores e indignos.

Postado por Flos Carmeli – 09.05.2006

Como devemos invocar a Deus no tempo da tribulação (in “Imitação de Cristo”, Capítulo XXIX – Livro III)

Cristo Rei Vitral

IMITAÇÃO DE CRISTO

LIVRO III – Capítulo XXIX

“Como devemos invocar a Deus no tempo da tribulação”

O DISCÍPULO

1. Seja vosso nome para sempre bendito, Senhor, pois quisestes provar-me com esta tribulação.

E porque não posso evitá-la que outra coisa farei senão acolher-me a Vós para que me auxilieis e a convertais em proveito meu?

Senhor, sinto-me atribulado; meu coração está desassossegado por causa desta paixão que o atormenta vivamente.

“Que vos direi agora”, ó Pai amantíssimo! Rodeado estou de angústias. Salvai-me nesta hora” (Jo 12, 27).

Vós permitistes que eu chegasse a este estado para que sejais glorificado quando eu estiver muito abatido e for por por vós livre.

Dignai-Vos, Senhor, socorrer-me: porque, pobre criatura, que posso eu fazer e onde irei sem Vós?

Dai-me paciência, Senhor, ainda desta vez. Estendei-me a vossa mão, Deus meu, e não temerei, por mais forte  que seja a tribulação.

2. Que posso dizer-vos neste estado? “Senhor, faça-se a vossa vontade”. Bem merecido tenho angústias e tribulações em que me vejo (Mt 6, 10).

Convém que as sofra; e oxalá seja com paciência, até que passe a tempestade e venha a bonança.

Poderosa é a vossa mão onipotente para afastar de mim esta tentação e moderar sua violência, para que não sucumba de todo; como tantas vezes tendes feito para comigo, Deus meu, misericórdia minha.

E quanto para mim é mais dificultosa esta mudança, tanto mais fácil é ela para Vós: “porque é obra da direita do Altíssimo” (Sl 76, 11)


Imitação de Cristo – Thomas de Kempis é tido como o autor do terceiro livro “Consolação Interior“. De acordo com o tradutor do texto latino, e autor das reflexões sobre a obra – Pe. J.I. Roquette, Kempis teria sido o “cônego regrante de Santo Agostinho” (que viveu no século V). No “Prólogo”, Pe. Roquette aventa (e a discussão sobre a autoria atravessa séculos…) que os dois primeiros livros e o quarto foram escritos pelos  abades – Gersen  e Gerson – para orientação de seus monges. É interessante observar que em certa parte há menção a São Francisco de Assis (séc. XIII).O consenso, conforme o tradutor do latim e comentador  é que tudo contibuiu para a riqueza espiritual que há nesta pequena, antiga, reconhecida e estimada obra chamada “Imitação de Cristo”. (Editora Ave-Maria, 18ª edição, 1991; Imprimatur 26.11.1928)