Meditação para a Quaresma – “A Sagrada Face do Senhor” – (Flos Carmeli)

No site Flos Carmeli há um interessante resgate histórico sobre a Ordem Terceira e a Ordem do Carmo, que publico aqui, na íntegra, logo abaixo.

Dentro do espírito da Quaresma, também este site carmelita nos apresenta a especial devoção de Santa Teresinha do Menino Jesus à “Sagrada Face”. Esta, ao entrar no Carmelo Descalço passa a assinar seus escritos como  “Ir. Teresa do Menino Jesus da Sagrada Face”. Hà uma boa razão para esta decisão. Sua piedade é profundamente espiritual em relação à imagem de Jesus que se mostra com os olhos semi-cerrados, e com uma coroa de espinhos cravada em sua cabeça, enfim, a própria face do sofrimento. Ela vê nesta imagem o uma analogia com o sofrimento humano, tanto na enfermidade quanto nas provações. Contemplava a “Sagrada Face”, que reproduziu a partir de um quadro,e colocou no cortinado de seu quarto, na condição de enferma.

Pessoalmente, vejo na imagem que Santa Verônica obteve ao colocar um lenço na face de Jesus, rumo ao Calvário, toda a decepção, toda tristeza que Ele sentiu pela carga pesadíssima de pecados da Humanidade, do passado, de seu tempo e dos tempos terríveis que viriam no futuro. Por certo, sabia da tendência futura quanto ao apego ao que é passageiro no mundo. Afinal, Ele mesmo afirmava que era o “Alfa e o Ômega”. Resta-nos refletir:  o que somos nós neste mundo de aparências? O materialismo está nos tornando mais e mais miseráveis…

Senhor, tende piedade de nós! Amém.

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Leia mais sobre a “Sagrada Face” em  Meditação para Quaresma V – A Sagrada Face do Senhorhttp://flordocarmelo.blogspot.com/2010/03/meditacao-para-quaresma-v-sagrada-face.html

Fonte: Flos Carmeli (Flor do Carmelo)

Quem são os carmelitas

A Venerável Ordem Terceira do Carmo (ou chamada Ordem dos Terceiros Carmelitas) é um ramo da Ordem do Carmo composto pelo grupo de membros leigos dos Carmelitas da Antiga Observância, os quais encontram-se sempre unidos em comunhão espiritual e fraterna com os frades contemplativos e com as freiras de clausura da sua ordem religiosa.

A Ordem Terceira do Carmo usufrui do carisma carmelita primitivo da Antiga Observância, ainda que partilhe a riqueza espiritual do ramo reformado por Santa Teresa de Ávila e São João da Cruz.

A instituição da Ordem Terceira do Carmo, depois também chamada de Venerável (devido ao fato de se tratar da maior ordem religiosa mariana), remonta ao tempo de São Simão Stock que, além de ter sido um importante instrumento na expansão da Ordem do Carmo, foi quem recebeu das mãos de Nossa Senhora o Escapulário, sob a promessa das graças que concedidas aos seus confrades que o usassem com devoção.

Nossa Senhora anunciou-lhe: “Meu filho muito amado: eis o escapulário que será o distintivo da minha Ordem. Aceita-o como um penhor de privilégio, que alcancei para ti e para todos os membros da Ordem do Carmo. Aquele que morrer vestido deste escapulário, estará livre do fogo do inferno“. A partir daí, São Simão Sotck passou a difundir, com toda a sua dedicação, esta piedosa devoção mariana pelo mundo inteiro, tendo inclusive sido ele que extendeu a devoção do do Escapulário aos leigos, e obtido, por parte da Rainha Celestial, especial proteção na fundação da confraria de Nossa Senhora do Carmo (no ano de 1251), acolhendo também os devotos leigos que passaram a participar dos grandes privilégios inerentes ao Escapulário.

O Beato João Soreth foi quem instituiu os conventos femininos das Irmãs Carmelitas de clausura e da própria Ordem Terceira do Carmo . Na realidade, tal deve-se ao fato de que, em meados do século XV, apesar dessas comunidades religiosas já existirem, estas viviam sem Regra definida e foi ele quem deu-lhes a devida forma canónica. Foi o Beato João Soreth quem, na primeira pessoa, empreendeu todos os esforços necessários e obteve do Papa a aprovação dos estatutos legais e o reconhecimento da Ordem das Irmãs Carmelitas de clausura e da Ordem Terceira do Carmo (sendo esta última composta maioritariamente por homens e mulheres leigos, mas que estão ligados espiritualmente, e de modo bastante particular, aos restantes membros da Ordem do Carmo).

Breve Histórico da Ordem do Carmo
Quanto à origem da ordem carmelitana, remonta tempos muito antigos. O culto especial e a devoção à Santa Mãe de Deus, remonta a origem da congregação carmelitana aos tempos do profeta Elias. Na Ordem Carmelitana, é guardada a tradição, na qual o profeta Elias, ao ver aquela nuvenzinha que se levantava no mar e a pegada d’homem, teria nela reconhecido a figura da futura Mãe do Salvador.

Segundo uma tradição, aprovada pela liturgia da Igreja (dia de Pentecostes), um grupo de homens devotos aos profetas Eliseu e Elias, foram preparados por São João Batista para o advento do Salvador, ocasião em que abraçaram o cristianismo e construíram junto ao Monte Carmelo, um santuário à SS. Virgem, no mesmo lugar onde Elias vira aparecer aquela nuvenzinha, anunciadora da fecundidade da Mãe de Deus.

Historicamente documentado, temos que no século XII, o calabrês Bertoldo estabeleceu-se no Monte Carmelo com mais alguns companheiros, não sabendo-se se lá encontraram-se com a Congregação dos Servos de Maria ou se fundaram uma com este nome. Em 1209, Santo Alberto, Patriarca de Jerusalém escreveu as regras da Ordem, e por isto é considerado o primeiro legislador da Ordem Carmelita. Alguns anos depois, São Simão Stok, um eremita que vivia em solidão, e que tinha por morada um tronco oco de madeira, dirigiu-se ao Monte Carmelo, onde encontrou-se com os Servos de Maria e decidiu agregar-se à Congregação. Foi ele quem levou a regra escrita por Santo Alberto ao conhecimento do Papa Honório III, que aprovou e reconheceu a Ordem Carmelita. Fundou a Irmandade do Escapulário a pedido de Nossa Senhora do Carmo.

A instituição oficial das Irmãs Carmelitas e da ordem Terceira do Carmo deve-se ao Beato João Soreth. Apesar de já estarem presentes, em meados do século XV, deu forma canônica e empreendeu todos os esforços junto à Santa Sé para obter do Papa o reconhecimento e aprovação dos Institutos legais.

No século XVI, durante o pontificado de Gregório XIII, Santa Tereza Dávila reformou a Ordem Carmelita, tendo pessoalmente escrito a regra para o segmento feminino. Pediu auxílio de São João da Cruz que, ficou incumbido de escrever as regras do segmento masculino. Desde então, existem dois segmentos: Os da Antiga Observância, e os Descalços (ou Reformados).

Post publicado em Flos Carmeli.

“Será o fim do mundo?” – Editorial – Agência Ecclesia (Portugal) – 02.03.2010

Fonte: Agência Ecclesia Agência de Notícias da Igreja Católica em Portugal

02.03.2010

Será o fim do mundo?

Nada sabemos fechados no casulo estreito do nosso tempo, do nosso espaço e até dos factos que nos parecem o fim do mundo e que não passam duma gota de água oceano incomensurável de Deus

Acontece no dia-a-dia. Ou melhor, num dia entre muitos dias. Parece que se acorda com tudo a correr ao contrário. O trabalho urgente a concluir e chega um telefonema a decretar outro mais urgente, uma dor de cabeça que não vem a propósito, um assunto que chegou ao fim mal concluído, um problema novo que se interpôs a todos, alguma sensação de nervosismo com a ideia de que tudo corre mal. Para não falar no que está por fazer, na culpa de alguns insucessos, choques, tensões, com o ego de rastos, a triste sensação de incapacidade para iniciar um novo projecto, o cansaço que desaba e parece bloquear qualquer saída para qualquer problema. E tudo se enrola numa visão mais alargada na profissão, na família, no país de aspecto insolúvel, na economia que parece de terra queimada, na corrupção e esperteza como segredo de triunfo, no poder arrogante dos vencedores de sempre. E depois o fio da história, o bem e o mal, a incerteza do fim, a dúvida sobre o amanhã, os tons carregados de cinzento que se abatem sobre o humor, a resistência, a alegria, a relação com os outros, a estima por si próprio. E uma sequência de tragédias naturais exaustivamente exibidas cujas origens reais não sabemos deslindar. Tudo embrulhado na ementa informativa servida a cada refeição, numa selecção quase sádica e macabra de acontecimentos como se não houvesse outra forma de pintar a história a não ser em cores de sangue e dor, com tiros, lágrimas e gemidos lancinantes à mistura.

Será esta uma representação real da vida ou estaremos marcados pela náusea de Sartre, o niilismo de Nietzsche, o desespero de Hamlet, a fúria de Herodes e a loucura de Hitler, ou a depressão e ansiedade dum pós modernismo insano?

Bem diferente é a teoria de Jesus. E a sua prática: o desprendimento dos “lírios do campo”, a providência sobre “os cabelos da vossa cabeça”,a certeza de que “nada do que pedimos é em vão”, a confiança “no pão que nos concede” em vez do escorpião, a certeza de que Ele venceu o mundo – tudo isso que nos sustenta – e nos projecta para além do desencanto que pode ser um dia mal passado ou uma visão azeda da história. Nada sabemos fechados no casulo estreito do nosso tempo, do nosso espaço e até dos factos que nos parecem o fim do mundo e que não passam duma gota de água oceano incomensurável de Deus. Há negrumes na alma que apenas a sabedoria de Deus pode romper.

Autor: António Rego
Editorial | António Rego | 2010-03-02 | 11:11:09 | Reflexo

Postado em Agência Ecclesia – Portugal.

Apelo internacional: “O sangue de nossos filhos, que são filhos do Iraque, o sangue de nossos bispos e sacerdotes continuará sendo derramado impunemente, sem a prisão dos assassinos? O Estado permanecerá indiferente?” – Declaração feita por Dom Georges Casmoussa, Arcebispo sírio-católico de Mosul à Agência Fides (Vaticano)

Fonte: Agência Fides – Vaticano

22.02.2010

ÁSIA/IRAQUE – Mensagem dos Bispos cristãos de Mosul ao governo: “O sangue dos cristãos será derramado impunemente?”

Mosul (Agência Fides) – “As autoridades devem assumir plena responsabilidade a fim de salvaguardar a presença cristã em Mosul. Precisamos de uma intervenção internacional a fim de impulsionar o governo central e local a agir imediatamente”: é o que declara à Agência Fides Dom Georges Casmoussa, Arcebispo sírio-católico de Mosul, enquanto na cidade não param os seqüestros e homicídios contra os cristãos. No último sábado, a quinta vítima em uma semana, Adnan al Dahan, um cristão ortodoxo de 57 anos, seqüestrado há uma semana, foi encontrado morto.

Por isto, os bispos cristãos de Mosul escreveram e entregaram ao governo local um apelo com palavras muito claras. Dom Casmoussa lustro à Agência Fides os conteúdos da mensagem, assinada por Dom Gregorios Saliba, Arcebispo sírio-ortodoxo, por Dom Georges Casmoussa, e por Dom Emile Nona, Arcebispo caldeu-católico.
A mensagem denuncia a violência contra “os nossos filhos cristãos na cidade de Mosul”, com o assassinato de pessoas pacíficas e inocentes, mostrando “um plano premeditado a fim de pressionar as Igrejas cristãs a fazerem uma agenda”. “Todos os esforços dos líderes religiosos da cidade, cristãos e muçulmanos, não serviram para cessar as violências contra os fiéis em Cristo” – ressalta o texto: “Estes atos repetitivos nos fazem pensar que não somos bem aceitos nesta cidade, que é a nossa Pátria”.
Os bispos recordam que “os cristãos participaram diretamente e com grande eficiência na edificação da civilização em Mosul”, na cidade e em toda a região, oferecendo uma fecunda contribuição na arte, na cultura, no pensamento, na criatividade, no âmbito econômico e social. São reconhecidos por todos como “elementos pacíficos e construtivos na sociedade”. E se perguntam: “Desta maneira somos recompensados? Com a violência em nossa cidade, com a exclusão da vida pública, com a expulsão de nossa terra?”.
O texto prossegue: “O sangue de nossos filhos, que são filhos do Iraque, o sangue de nossos bispos e sacerdotes continuará sendo derramado impunemente, sem a prisão dos assassinos? O Estado permanecerá indiferente?”

“Por isto – escrevem os bispos – pedimos ao governo de Mosul e ao governo central de Bagdá para que assumam plena responsabilidade, que trabalhem pela segurança dos cidadãos, especialmente dos fiéis de minorias cristãs, que são vulneráveis e os mais pacíficos entre os pacíficos”. A mensagem conclui: “exigimos que os homens de governo dêem prioridade ao respeito pela lei e pelo Estado, tutelando a segurança e a confiança dos cidadãos”. “Pedimos aos governantes para que não gastem inutilmente suas forças em lutas pelo poder e hegemonia”, mas que “sejam condenadas as ações criminosas e sejam conduzidos perante a justiça os executores e os mandantes das violências”. (PA) (Agência Fides 22/02/2010)

ÁSIA/IRAQUE – Sacerdote caldeu pede que Mosul não se torne um cemitério de cristãos

19.02.2010

Mosul (Agência Fides) – “Medo e choque são os sentimentos dominantes entre os cristãos de Mosul” – disse à Fides um sacerdote caldeu da Igreja local que pede o anonimato por motivos de segurança.

A ferocidade e a frieza das “verdadeiras e próprias execuções frias” que eliminaram quatro cristãos nos últimos quatro dias parecem ter deixado o sinal na comunidade de fiéis. “é uma limpeza étnica que vai adiante a cada dia, no silêncio e na indiferença geral. Estamos no desconforto mais profundo também porque as autoridades e a polícia não fazem nada para acabar com este massacre” – ressalta. A gente sente um sentimento de desespero que obriga as famílias a deixar o Iraque, a emigrar com a esperança de salvar seus próprios filhos: “Mosul se tornou um cemitério de para os cristãos, é terrível”, diz amargurado o sacerdote. Os assassinos vieram em pleno dia: 14 de fevereiro foi assassinado Rayan Salem Elias, 43 anos, comerciante caldeu.

No dia seguinte Mounir Fatoukhi, tembém ele comerciante de 40 anos, foi imobilizado por desconhecidos e foi morto dentro de seu carro. No dia 16 de fevereiro dos primos cristãos assírios, Ziya Toma de 21 anos e Ramsen Shmael de 22 anos, ambos estudantes, foram mortos metralhados no centro da cidade.O primeiro morreu imediatamente, o segundo ficou ferido gravemente, com poucas esperanças de vida. Em 17 de fevereiro Wissam George, cristão de 20 anos, foi morto no bairro Sul da cidade. “É uma banho de sangue sem limites, e os assassinos estão totalmente livres. Somos vítimas indefesas: podemos ler o terror nos olhos das famílias cristãs que se perguntam: quem será o próximo?”, ressalta à fonte de Fides.

Segundo alguns analistas, a violência está de alguma forma ligada às próximas eleições políticas e ao ressurgir do extremismo, mas parece evidente que “alguns pretendem dizimar os cristãos em Mosul”, por obscuros motivos políticos.

Dom Sleiman, Arcebispo de Bagdá dos Latinos, lançou o alarme, pedindo para “romper o silêncio em relação aos cristãos iraquianos”, constatando “um novo êxodo dos fiéis do país, obrigados a fugir do radicalismo imperante”. Desde 2008, os homicídios mirados são pelo menos 40. Em Mosul, os católicos Caldeus, segundo dados oficiais, mais de 18 mil, e os sírio-católicos cerca de 30 mil. Nos últimos dois anos, porém, pelo menos 12 mil fieis deixaram a cidade, e a presença cristã está se reduzindo. (PA) (Agência Fides 19/2/2010)

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Confira também:

Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/10/071009_iraque_blackwater_mv.shtml

Mulheres pertenciam à minoria cristã da capital iraquiana

Seguranças privados são acusados de matar mulheres em BagdáMulheres pertenciam à minoria cristã da capital iraquiana
A Polícia do Iraque acusou nesta terça-feira agentes ligados a uma empresa de segurança privada de terem matado, enquanto escoltavam um comboio, duas mulheres cristãs em Bagdá. (2007/10-BBC/Brasil)

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O livro  “BlackWater – A Ascensão do Exército mercenário mais poderoso do mundo”, foi escrito em 2008 pelo jornalista norte-americano  Jeremy Scahill, que atuou em coberturas internacionais no Iraque, na ex-Ioguslávia e na Nigéria. E obteve por sua atuação, o renomado prêmio jornalístico George Polk de 2007.

“BlackWater” descreve a ação da empresa privada de segurança que leva este nome, que não demonstra qualquer compromisso com a noção de “crimes de guerra”. Existe desde a era G.W. Bush, e disputa entre as centenas que agem com forças mercenárias, a captação de milhões de dólares em contratos de segurança para-militar desde a invasão do Itaque. É líder absolutas na “concorrência”. Suas ações armadas, ainda em 2010, se caracterizam pelo absoluto desrespeito aos direitos humanos.

Esta companhia, é dirigida por Eric Prince, católico ultra-conservador, que faz parte de uma rede composta por dirigentes denominados como “católicos- evangélicos”, acompanhados por “cristãos evangélicos”. Afirmam suas atividades  como “guerra global ao terror”, tal como afirma o editor do livro “Black Water”.

Os fundadores e políticos ligados a esta corrente fazem parte da estratégia de privatização da guerra, ou seja, privatização do aparato militar norte-americano. Esta companhia é formada por combatentes mercenários de todas as nacionalidades (o mesmo se dá com outras empresas), que segundo o editor do livro, se constitui em um verdadeiro sucesso empresarial. Tanto os dirigentes quanto seus “agentes da morte” visam acima de tudo, muito dinheiro. O alto escalão possui fortunas bilionárias e os mercenários, se não morrem em campo, ganham milhares de dólares por dia.

O jornalista Jeremy Scahill faz um alerta sobre o rumo assustador que os combates tomaram no Oriente Médio. Como seus mentores são sectários, justificam a eliminação sumária de civis muçulmanos, principalmente homens, mas não poupam nem mesmo crianças e mulheres, sem qualquer motivo. Acatam ordens, e para tanto fazem um rastro de morte… Os dirigentes das companhias de segurança privada no Oriente Médio se consideram “cruzados”, e são conhecidos muito recentemente como como “teocon”. Seus “soldados” são atípicos. Se caracterizam pela super-especialização em tecnologias de guerrra e táticas de gueriilha, agindo em pequenos gupos, sem uniforme. Entre eles vale o lema “no mercy, no fear, no remorse”, ou seja, “sem misericórdia, sem medo, sem remorso”… Novos tempos ou fim dos tempos? (LBN)

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Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/10/071002_blackwaterrelatoriobg.shtml

Relatório critica empresa de segurança por violência no Iraque

Bruno Garcez
De Washington, 02 de outubro, 2007 – 16h02 GMT (13h02 Brasília)n – BBC.co.uk/Brasil

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“As crianças encontram novos caminhos” é o lema da campanha deste ano, que nas dioceses alemãs, verá novamente cerca de meio milhão de jovens alemães de porta em porta vestindo trajes dos Reis Magos, levando consigo a estrela cometa.(…) O país símbolo desde ano é o Senegal.” – Pontifícias Obras da Infância Missionária (Agência Fides – Cidade do Vaticano – 04.01.2010)

Fonte/imagem/artigo: Jesus abraçava as crianças… – Evangelho Comentado http://www.cantodapaz.com.br/blog/2009/10/02/jesus-criancas-evangelho-comentado/ .Site franciscano, dedicado a Santa Clara e São Franscisco  e temas católicos (esclarecem que os “anúncios Google” são de empresas externas ao site). Confira também: Peça orações às Clarissas, no mesmo site.

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Fonte: Agência Internacional FIDES – News

EUROPA/ALEMANHA Os Cantores da Estrela da Infância Missionária alemã participam da missa de Ano Novo com Bento XVI Aachen (Agência Fides – 04/01/2010)

Uma delegação de 22 crianças e jovens provenientes da Arquidiocese de Colônia, membros dos “Cantores da Estrela” da Infância Missionária alemã, participou, em 1º de janeiro, da missa de Ano Novo com o Santo Padre Bento XVI na basílica de São Pedro. A direção nacional alemã das Pontifícias Obras Missionárias o comunicou à Agência Fides. Durante o ofertório, três jovens da delegação, vestidos com os trajes dos Reis Magos, levaram dons ao altar. A delegação das paróquias de Santo Estevão e São Pancrácio, da arquidiocese de Colônia, estavam acompanhados, em sua permanência em Roma, pelo diretor nacional da Infância Missionária, Mons. Winfrid Pilz.
Esta é a sexta vez, desde 2001, que uma delegação de crianças alemãs participa da missa de Ano Novo com o papa. Nesta ocasião, eles comunicam ao Santo Padre o valor de sua coleta em favor de seus coetâneos mais carentes em todo o mundo. As crianças também participarão da audiência geral com o papa. Vestindo os trajes dos Reis Magos, com sua estrela cometa e cantos, no tempo natalino e nos primeiros dias do ano novo os “Cantores da Estrela” batem às portas das casas alemãs. Cerca de meio milhão de crianças nas paróquias católicas da Alemanha levarão às famílias, nestes dias, a benção “C+M+B” (“Christus mansionem benedicat – Cristo abençoe esta casa”= às benedica questa casa”), recolhendo ofertas para seus coetâneos que sofrem em todo o mundo. A coleta “Cantores da Estrela” tornou-se a maior iniciativa de solidariedade realizada por crianças em prol de crianças, em todo o mundo. (MS) (Agência Fides, 04/01/2010)

EUROPA/ALEMANHA – “As crianças encontram novos caminhos: o Senegal é o país símbolo da 52ª Campanha dos “Cantores da Estrela” (Sternsinger) Aachen (Agência Fides – 04/01/2010)

Pela 52ª vez, nos dias que antecedem e sucedem a Epifania, os “Cantores da Estrela” (Sternsinger) da Infância Missionária Alemã, estão nas ruas do país com seus cantos natalinos. “As crianças encontram novos caminhos” é o lema da campanha deste ano, que nas dioceses alemãs, verá novamente cerca de meio milhão de jovens alemães de porta em porta vestindo trajes dos Reis Magos, levando consigo a estrela cometa. O país símbolo da coleta deste ano, que envolve as crianças alemãs empenhadas por seus coetâneos que sofrem, é o Senegal. Com o lema “Utub yoon bu bees – As crianças encontram novos caminhos”, a campanha de 2010 quer recordar que sobretudo as crianças dos chamados países em vias de desenvolvimento devem encontrar sempre novos caminhos para seu progresso, para construir seu futuro e tomar suas vidas em suas mãos. Graças ao empenho dos “Cantores da Estrela”, em muitas partes do mundo, crianças podem ter a chance de encontrar um caminho de formação escolar e profissional. No Senegal, país símbolo da campanha de 2010, elas tem que percorrer um longo caminho desde as áreas rurais às cidades, onde estão as escolas. Junto a parceiros locais, a Pontifícia Obra da Infância Missionária alemã atua também para garantir que crianças dos países da África Ocidental tenham acesso às novas formas de comunicação, como internet e e-mail. Para preparar a campanha e apoiar a iniciativa, de 15 de setembro de 2009 a 17 de janeiro de 2010, uma van típica colorida, senegalesa, está rodando pela Alemanha. Parando em praças e ruas de várias cidades alemãs, os colaboradores da Missio informam sobre a vida das crianças no Senegal. A coleta “Cantores da Estrela” tornou-se a maior iniciativa de solidariedade realizada por crianças em prol de crianças, em todo o mundo. (MS) (Agência Fides 4/01/2010)

Links: 
Para mais informações e subsídios, visite
 www.kindermissionswerk.de

Postado por Agência Internacional Fides – Cidade do Vaticano.

*Grifos meus.

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“DEIXAI VIR A MIM AS CRIANCINHAS”

Fonte/imagem/artigo: Dicionário da Fé
http://www.dicionariodafe.com.br/artigos/comunhao_7anos.htm: “A Primeira Comunhão aos sete anos ou mesmo antes” – Cardeal Darío Castrillón Hoyos -Prefeito da Congregação do Clero – janeiro de 2005

Carl Vogel von Vogelstein – Galeria de Arte Moderna, Florença

A propósito das Missões e das Pontifícias Obras da Infância Missionária, agrego a vida de São Judas Tadeu, irmão de de São Simão (que é posterior à linha dos doze Apóstolos). Foi um verdadeiro missionário porque pregou o Evangelho de Jesus Cristo em vários países do Oriente, da Pérsia à Mesopotâmia. A íntegra do artigo está contida no Blog da OCDS (Ordem dos Carmelitas Descalços Seculares).

Uma “historinha” pessoal: quando criança, por sugestão de minha mãe, roguei a São Judas Tadeu, que dizem ser o santo das “causas impossíveis”.. Minha professora, bastante “alterada”, não tinha paciência comigo porque eu, com 11 anos, começava a chorar quando não conseguia resolver (creio que por timidez, nervosismo) uma “quilométrica” conta de divisão… Isto aconteceu várias vezes. Aos meus pés ficava um círculo de lágrimas, e logo que ela me mandava sentar, me via obrigada a pedir para ir para casa devido à dores de barriga, que não cessavam… A vice-diretora, certa vez, irrompeu na sala devido aos seu descontrole… Afinal, tínhamos uma ditadura nos anos 70 no Brasil… Explica mas não justifica, não?

Foi minha professora na 5ª série, e somente falo deste recorte de minha história de vida porque está ligado, por milagre, a São Judas Tadeu e à minha infância, além, é claro, de uma experiência de sofrimento muito marcante. Certamente, segundo a sabedoria divina, deve ter me fortalecido. Creio que me deu um “choque de realidade”. Simples assim. No passado da Humanidade criança não contava… Aliás, isto ainda é comum, infelizmente em nossos dias: as crianças: ou elas passam fome ou são indigentes afetivas, e na pior das hipóteses são expostas a tormentos que lhes tiram a dignidade em mercados que se utilizam até da internet. É o caos. É nosso dever combater estas trevas por todos os meios que dispomos!

No caso de minha professora, compreendi que ela não sabia lidar com sua pesada cruz … A perdoei com a facilidade própria da criança que eu era, já que estava com 11 anos. O evento ficou registrado somente em minha memória. Nada ficou em meu coração sobre sua ação. Explico: era mãe de duas filhas (gêmeas). elas possuíam algum atraso mental, usavam óculos pesados, creio que aos 13, 14 anos, e apresentavam  dificuldades de locomoção. Talvez por este quadro pessoal, tenha projetado o mal-estar que sentia com sua vida… Casualmente, era evangélica: ela mantinha um rabo de cavalo que lhe descia à cintura e sempre vestia saias. enquanto isto, eu apresentava o visual típico dos anos 60, à la “Rita Pavone”, ou seja, bem curtinho… Não guardo mágoa porque quando ela chegava em seu “DKW” com as duas filhas, quase maiores que ela, observava que ela não tinha uma vida “normal”. Possuía compleição física forte – ainda bem… Mas parecia bem difícil sua missão como mãe. Sei lá. Eu era ainda uma criança, mas não tinha raiva dela, e sabia como seria minha tarde se ele me chamasse ao quadro. Me resignava a observar, ao longe, o sofrimento dela… Penso que ela jamais percebeu este fato. O estranho é que, não a vi pedir ajuda e, em contrapartida, ninguém a ajudava… Tenho a imagem quase fotográfica da dificuldade que enfrentava para tirá-las de dentro do carro e levá-las à secretaria. Creio que estudavam em outra escola pela manhã.

Conclusão: a diretora chamou minha mãe pelas dores de barriga frequentes, e principalmente, pelo fato de que minhas notas poderiam impedir-me de passar, no final do ano que estava próximo, para o nível fundamental. Fiz a oração a São Judas Tadeu com fervor, no caso, infantil! Consegui a nota necessária: nem um décimo a mais, nem um décimo a menos! Mesmo assim, a diretora, querida Dona Yolanda não queria me liberar porque acreditava que não conseguiria acompanhar o conteúdo da 6ª série na outra escola. Minha mãe apelou, e ela pelos boletins dos anos anteriores, me liberou! Tem mais: o “milagre” que São Judas Tadeu me concedeu se estendeu à 6ª série: o professor, pai de dois adolescentes, muito brincalhão, por incrível que possa parecer, fez o gesto contrário ao dela: eu me saí tão bem na matemática da 6ª série que ele me chamava ao quadro para “ensinar” os colegas… Nunca esqueci de seu nome: Prof. Cavalcante. Que Deus o abençoe sempre (deve estar com uns 75 anos), e que São Judas Tadeu rogue sempre por ele e sua família! Amém.

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Fonte: OCDS (Ordem dos Carmelitas Descalços Seculares)

Liturgia – 18 de outubro
29º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Dia Mundial das Missões e das Pontifícias Obras da Infância Missionária

(…)

Leituras : Is 53, 10-11 – Sl 32(33) – Hb 4,14-16 – Mc 10, 35-45
“Mestre, queremos que nos conceda tudo o que te pedimos.”

É nosso dever reconhecer todo dia quanto bem Deus nos faz.

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Liturgia – 28 de outubro – Ss. SIMÃO E JUDAS TADEU

Leituras próprias: Ef 2,19-22 – Sl 18(19) – Lc 6, 12-19
“Ao amanhecer, chamou seus discípulos e entre eles escolheu doze.”
O grupo dos doze constitui o núcleo inicial do novo povo de Deus e nos relembra as doze tribos de Israel.

Festa dos Santos Apóstolos Simão e Judas. Simão é chamado “o Zelota” por São Lucas, pois provavelmente pertencia ao partido que tinha este nome, muito ligado à idéia teocrática e messiânica de Israel. Judas, com o sobrenome de Tadeu, foi o que perguntou a Cristo por que ele se tinha manifestado aos Apóstolos e não ao mundo, e recebeu em resposta a garantia da manifestação divina àqueles que O amam (cf. Jo 14,23).
Simão e Judas aparecem juntos nas diversas listas dos “doze”. Na lista dos doze, Simão vem no undécimo lugar em Marcos e Mateus e no décimo em Lucas; Judas no undécimo em Lucas e no décimo em Marcos e Mateus. Dão a este o cognome de Tadeu. O lugar no fim da lista leva a pensar nos trabalhadores contratados às cinco horas da tarde. (Mt 20,6). “São estes os nomes dos doze apóstolos: primeiro, Simão, também chamado Pedro, e André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão; Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o publicano; Tiago, o filho de Alfeu, e Tadeu; Simão, o Zelota, e Judas Iscariotes, aquele que o traiu …” (Mateus 10,1ss.). A respeito de Simão, apenas sabemos que era originário de Caná e era chamado Zelota. Certamente Simão teria pertencido ao partido radical e nacionalista dos zelotas, opositores intransigentes do domínio romano na Palestina. Quanto a Judas, chamado Tadeu, sabemos pelo Evangelho que, na Última Ceia, perguntou a Jesus: “‘Senhor, por que te manifestarás a nós e não ao mundo?’ Respondeu-lhe Jesus: “Se alguém me ama, guardará minha palavra e o meu Pai o amará, e a ele viremos e nele estabeleceremos morada. Quem não me ama não guarda minhas palavras; e a palavra que ouvis não é minha, mas do Pai que me enviou”.Segundo S. Jerónimo, Judas pregara em Osroene (região de Edessa). Teria evangelizado a Mesopotâmia. S. Paulino de Nola tinha-o como apóstolo na Líbia. Fortunato de Poitiers julgava-o enterrado na Pérsia. Os martirológios latinos conservam esta notícia, utilizando uma narração que o reúne a Simão.

Postado por OCDS (Ordem dos Carmelitas Descalços Seculares).

“Acreditando na Providência Divina, juntamente com a contribuição do Povo de Deus, construiremos este novo Mosteiro.” – Nova fundação do Carmelo Santa Teresa em Brusque(SC) – Irmãzinhas Carmelitas Descalças

Fonte: Carmelo Santa Teresa – Irmãzinhas Carmelitas Descalças – Itajaí(SC)

Após completar 22 anos de história, o Carmelo Santa Teresa inicia os preparativos para as obras do novo Carmelo Santa Teresa, na cidade de Brusque/SC, na obediência das regras do claustro, pois a obra de Itajaí, foi realizada (adaptada) em construção já existente, não obedecendo suas estruturas as formas gerais pré-estabelecidas para um mosteiro carmelita.

Desejou-se adaptar na cidade de Itajaí as formas obrigatórias de construção, mas em virtude do crescimento da cidade e das casas noturnas na praia Brava, o som provenientes das mesmas e da própria praia devido ao turismo, não oferece o silêncio e a paz, tão necessárias à vida da comunidade Carmelita,  cuja raiz principal é: A vida contemplativa.

Com aprovação das monjas e da Arquidiocese de Florianópolis, foi escolhida a cidade de Brusque/SC, onde a vida é pacata e o local oferece um ambiente próprio e ideal à escuta da Palavra de Deus.

Acreditando na Providência Divina, juntamente com a contribuição do Povo de Deus, construiremos este novo Mosteiro.  As obras de terraplanagem na iniciaram e seu andamento, agora, depende sobretudo, das orações da comunidade e da sua generosidade.

Contribua também, especialmente com as suas orações. Caso queira colaborar com as Irmãzinhas com qualquer quantia, a fim de socorrê-las também em suas necessidades cotidianas, poderá colaborar com qualquer valor através depósito bancário. Nossa conta corrente é: 28.620-6, agência 0401-4 (Banco do Brasil – Brusque/SC),  de titularidade da S. B. Carmelita Santa Teresa.

Qualquer oração ou valor, por menor que seja, representa para nós uma grande ajuda, seja no campo espiritual, seja no material. E desde já agradecemos, pedindo ao Senhor que conceda a todos os visitantes deste portal, copiosas bênçãos, paz na família e sucesso nas suas tribulações e necessidades, sobretudo no campo espiritual. Acompanhe conosco a seguir, as fotos do andamento das obras do novo Mosteiro:

SERVIÇO DE TERRAPLANAGEM PARA O NOVO MOSTEIRO EM BRUSQUE/SC (…)

Postado por Carmelo Santa Teresa (Itajaí-SC).

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(*) Grifo meu.
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Escapulario entregue por Nossa Senhora a São Simão Stock

Se considerarmos que o mundo é a casa onde Deus habita, poderíamos dizer que o Carmelo é este espaço que Ele reserva só para si; a divisão que Ele não mostra aos de “fora”, porque o que está lá dentro Lhe pertence só a Ele”. (Santa Teresa)

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CARMELO SANTA TERESA
Irmãzinhas Carmelitas Descalças  – Carmelo Santa Teresa (Itajaí-SC)

Republicado… (LBN)

Saiba mais sobre o “segredo” que existe na clausura, de acordo com as palavras das irmãs carmelitas descalças, no singelo e interessante site do Carmelo Santa Teresa.

Podem me chamar do que quiserem (os inconvenientes, é claro!):  elas têm um espaço com “velas virtuais”! Adoro ambientes de quietude, em que a chama de uma vela parece iluminar nosso interior. Ela nos lembra a Luz que é Cristo – Aquele que ilumina as nossas trevas, para que as conheçamos, e as que nos circundam – as do mundo. Não acho isto antigo, carola ou “beatice”. Infelizmente, há milhares, milhões de pessoas (mesmo cristãs) fascinadas pelos falsos “brilhos” do mundo…

Deus  criou o  éter… Há uma singela beleza em uma vela acesa dentro de uma pequena igreja; nas catedrais há dezenas, em algumas, centenas. Há muita luz artificial, e pouca lucidez… As velas iluminam o suficiente quando queremos refletir…  A oração pede recolhimento. Mas estamos saturados de imagens e inflacionados por informações desencontradas nas programações televisivas, na internet. Há  letreiros em neon  nas avenidas, luzes que piscam para chamar atenção de qualquer coisa, e por aí vai.  Luminosidades e obscuridades se interseccionando, o tempo todo. Por isto, gosto de velas e castiçais… Dão uma visão poética à vida. Lembram que a vida é um mistério, que a paz pode nos envolver, que temos vida interior…

Em geral, nós, do lado de fora destas grades, ainda que “aprisionados” no deserto desta verdadeira “Babel high-tech”, temos a pretensão de considerar a vida reclusa “um tanto estranha”. Eu penso diferente. Talvez por ter tido o privilégio de ser bisneta de uma aspirante ao noviciado carmelita, no RS. Conheci a intensidade, bondade e serenidade  de sua pessoa, e soube da profunda e sofrida história de vida dessa queridíssima bisavó (materna) – ela faleceu quando eu tinha 17 anos. Além disso, meu avô (aliás, seu filho mais velho), foi seminarista da Companhia de Jesus, também no RS. O fato de serem ambos, mãe e filho “ex-postulantes” nos indica que Deus sussurra em nosso coração um “chamado” especial. No entanto, nos deixa livres quanto à decisão, tal como se dá em todos os âmbitos de nossas vidas. Não há predestinação, e, para mim, esta é a Sua maior prova de amor: a  liberdade. Somos suas criaturas frágeis, miseráveis, e em geral, em meio aos inúmeros afazeres, isto se nos afigura apenas em lampejos. Ainda assim, apesar de nosso reiterado  desinteresse pelo sagrado – as atividades, as preocupações, enfim, o contínuo “fazer” mundano – acredito que Ele cuida de “tudo” suave e discretamente , na tentativa de evitar que nos extraviemos… Por isto acredito em Anjos, sempre prontos, segundo a Vontade de Deus, a nos auxiliar em situações especiais, sem esquecer, é claro, de nosso amado Anjo da Guarda individual, que nos acompanhará até o último sopro de vida (e não sei muito bem), talvez até um pouco mais adiante…

O mundo tem enganado a muitos que associam “fragilidade e miséria humanas” à infelicidade… Esta negação, esta “auto-suficiência” atrelada a uma vida de exterioridades têm levado muitos à perda de si próprios… Estamos todos reclusos dentro do mundo; nossas “celas” são bem diferentes das habitadas pelas  irmãs consagradas… Mas Deus, não nos quis sós, erráticos, sem amparo depois da queda: temos o Espírito Santo, que nos defende, por misericórdia de nosso Salvador e Senhor , Cristo Jesus. Ele que venceu o mundo, sempre ouvirá nossas súplicas. Amém.

No site do Carmelo Santa Teresa elas afirmam convictas: [As Carmelitas estão “escondidas com Cristo em Deus”.]

“Para nós, cristãos, é olhar para o futuro e ter o conforto de saber que o nosso destino é a vida em Deus – por Cristo fomos chamados a viver na comunhão Trinitária por toda a eternidade! Viemos de Deus e para Ele retornamos! Por isso é que nós chamamos o dia da morte como o “verdadeiro dia do nascimento”, pois é o dia em que nascemos para a vida eterna.” – Dom Orani João Tempesta (Celebração de “Todos os Santos” e dos “Finados”)

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Origem: "Turn bak to God"

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"Pois Deus não nos deu um espírito de covardia, mas de força, de amor e de moderação." 2 Timóteo 1:7 (Bíblia - Novo Testamento - CNBB)

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Fonte: CNBB – Artigos dos Bispos

O dia do nascimento

Dom Orani João Tempesta

[Neste] final de semana teremos a oportunidade de refletir sobre o nosso fim último, pois estaremos celebrando o Dia de Todos os Santos e o Dia dos Fiéis Defuntos, ou como costumamos chamar, Dia dos “finados”.

Para nós, cristãos, é olhar para o futuro e ter o conforto de saber que o nosso destino é a vida em Deus – por Cristo fomos chamados a viver na comunhão Trinitária por toda a eternidade! Viemos de Deus e para Ele retornamos! Por isso é que nós chamamos o dia da morte como o “verdadeiro dia do nascimento”, pois é o dia em que nascemos para a vida eterna.

A Igreja se sente unida aos santos que estão junto do Pai e também àqueles que já partiram e estão necessitados de nossa oração.

Também diante dessas celebrações temos a oportunidade de refletir sobre o sentido de nossa vida e os valores para os quais vivemos. Um dia viemos a este mundo, e um dia sairemos dele!

Nesse tempo que nos foi dado o que foi que construímos?

Toda vida que começa alcança o seu objetivo e depois se finda, se acaba. Apenas o homem, com sua inteligência, é que fica entristecido com o fato de ter que morrer.

Isso se dá, em primeiro lugar porque, quer queiramos ou não, existe em nós a sede do infinito, e por isso o “ter que morrer” nos causa tristeza.

Entretanto, para nós, cristãos, a morte, embora ponha fim à nossa existência neste mundo, é o início da vida sem fim, quando estaremos em Deus.

Além disso, pela fé sabemos que nosso corpo, embora desintegrado, será ressuscitado. Interessante neste contexto termos em mente que a Igreja Católica comemora seus santos pelo dia de sua morte e não pelo dia em que nasceram.

A morte e ressurreição é um mistério de fé, que proclamamos no CREDO: “Creio na ressurreição da carne, na vida eterna…”

São Paulo, na Epístola aos Tessalonicenses, diz palavras confortadoras sobre a ressurreição dos mortos: “Não queremos, irmãos, que ignoreis coisa alguma a respeito dos mortos, para que não vos entristeçais como os outros homens que não têm esperança. Se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim precisamos crer também que Deus levará, por Jesus e com Jesus, os que morreram.” “Consolai-vos, portanto, uns aos outros com estas palavras” (cf. I Tessalonicenses, 4,13 a 15 e 18).

Assim, sustentados pela fé na vida eterna e na ressurreição dos mortos, é muito salutar recordarmos os nossos parentes e amigos que foram trasladados da vida terrena para a vida eterna.

No dia dedicado aos mortos, muitos vão aos cemitérios orar pelos seus falecidos. Os gestos (orações, velas, flores, celebrações) tão belos são uma afirmação de que cremos que a morte não é o fim e que nossos mortos, hoje vivem, estão em Deus e um dia ressuscitarão.

No dia em que nos recordamos dos que nos precedem na comunhão dos santos, diante da necessária reflexão acerca da irmã morte, as palavras de Salomão, no Capitulo 3,1-9 do livro da Sabedoria, nos colocam diante do mistério da vida plena: “A vida dos justos está nas mãos de Deus, nenhum tormento os atingirá. Aos olhos dos insensatos pareceram morrer; sua partida foi tida como uma desgraça, sua viagem para longe de nós como um aniquilamento, mas eles estão em paz. Aos olhos humanos pareciam cumprir uma pena, mas sua esperança estava cheia de imortalidade, por um pequeno castigo receberão grandes favores. Deus os submeteu à prova e os achou dignos de si. Examinou-os como o ouro no crisol e aceitou-os como perfeito holocausto. No tempo de sua visita resplandecerão e correrão como fagulhas no meio da palha. Julgarão as nações, dominarão os povos, e o Senhor reinará sobre eles para sempre. Os que nele confiam compreenderão a verdade, e os que são fiéis permanecerão junto a ele no amor, pois graça e misericórdia são para seus santos, e sua visita é para seus eleitos”.

Neste dia, quando tantas celebrações ocorrerão em todos os cemitérios de nossa Arquidiocese, podemos fazer ser um momento muito importante para que, além de rezarmos pelos nossos falecidos, anunciemos às pessoas a nossa fé, aquela fé que acredita na vida que não termina com a morte e que nos convida a aproveitar o tempo que temos para viver bem como bons cristãos.

Que o Senhor da vida dê o descanso eterno a todos os fiéis! E que os que vivem sejam alcançados pela paz e confortados pela esperança de que nossa morte não será o fim de tudo, mas o começo da vida sem tempo e que nós, que cremos em Cristo, com Ele ressuscitaremos! Amém.

(CNBB – 29.10.2009)

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Observação: Modificado o termo “No próximo final de semana…” para “Neste…), em decorrência de ter sido postado hoje, dia 01.11.2009, enquanto a publicação pela CNBB se deu em 29.10.2009. Conto com a compreensão de V. Revma. Dom Orani João Tempesta.

Mês do Santo Rosário

A devoção do Santo Rosário

 

Virgem do Rosário

Domingo, 04 de outubro de 2009

Mês do Santo Rosário

A devoção do Santo Rosário

A oração do Santo Rosário surge aproximadamente no ano 800 à sombra dos mosteiros, como Saltério dos leigos. Dado que os monges rezavam os salmos (150), os leigos, que em sua maioria não sabiam ler, aprenderam a rezar 150 Pai nossos. Com o passar do tempo, se formaram outros três saltérios com 150 Ave Marias, 150 louvores em honra a Jesus e 150 louvores em honra a Maria.

No ano 1365 fez-se uma combinação dos quatro saltérios, dividindo as 150 Ave Marias em 15 dezenas e colocando um Pai nosso no início de cada uma delas. Em 1500 ficou estabelecido, para cada dezena a meditação de um episódio da vida de Jesus ou Maria, e assim surgiu o Rosário de quinze mistérios.

A palavra Rosário significa ‘Coroa de Rosas’. A Virgem Maria revelou a muitas pessoas que cada vez que rezam uma Ave Maria lhe é entregue uma rosa e por cada Rosário completo lhe é entregue uma coroa de rosas. A rosa é a rainha das flores, sendo assim o Rosário a rosa de todas as devoções e, portanto, a mais importante.
O Santo Rosário é considerado a oração perfeita porque junto com ele está a majestosa história de nossa salvação. Com o rosário, meditamos os mistérios de gozo, de dor e de glória de Jesus e Maria. É uma oração simples, humilde como Maria. É uma oração que podemos fazer com ela, a Mãe de Deus. Com o Ave Maria a convidamos a rezar por nós. A Virgem sempre nos dá o que pedimos. Ela une sua oração à nossa. Portanto, esta é mais poderosa, porque Maria recebe o que ela pede, Jesus nunca diz não ao que sua mãe lhe pede. Em cada uma de suas aparições, nos convida a rezar o Rosário como uma arma poderosa contra o maligno, para nos trazer a verdadeira paz.

O Rosário é composto de dois elementos: oração mental e oração verbal

No Santo Rosário a oração mental é a meditação sobre os principais mistérios ou episódios da vida, morte e glória de Jesus Cristo e de sua Santíssima Mãe. A oração verbal consiste em recitar quinze dezenas (Rosário completo) ou cinco dezenas do Ave Maria, cada dezena iniciada por um Pai Nosso, enquanto meditamos sobre os mistério do Rosário. A Santa Igreja recebeu o Rosário em sua forma atual em 1214 de uma forma milagrosa: quando a Virgem apareceu a Santo Domingo e o entregou como uma arma poderosa para a conversão dos hereges e outros pecadores daquele tempo. Desde então sua devoção se propagou rapidamente em todo o mundo com incríveis e milagrosos resultados. (Fonte: ACI Digital)

“Quem persevera na meditação, mesmo que o demônio a tente de muitas maneiras, tenho certeza que Senhor a levará ao porto da salvação…Quem não pára no caminho da meditação, chegará ainda que tarde”. Também dizia que: “O demônio se esforça muito em afastar a pessoa da meditação porque ele sabe que as pessoas perseverantes na oração estão perdidas para ele”. Santa Teresa de Ávila

Postado por Flos Carmeli às 13:46.

“São Pedro de Alcântara, consciente de que no seguimento de Cristo nunca se pode dizer que se tenha alcançado a meta e que sempre se pode bater o próprio recorde, se lançou atrás da mais alta santidade, sem olhar o preço que isso lhe pudesse custar, atraindo a si os que, como ele, se sentiam inquietos e desejosos de alcançar a perfeição.” – Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil (19 de outubro)

São Pedro de Alcântara, monge e prior franciscano, confessor, diretor espiritual, e idoso amigo de Santa Teresa de Jesus. Co-Padroeiro do Brasil.

Fonte:  Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil

SÃO PEDRO DE ALCÃNTARA

Dados biográficos

Atualidade de São Pedro de Alcântara

O Padroeiro do Brasil

Sobre São Pedro

Oração

“Para dentro e para fora da Ordem”

Sua vida tem duas vertentes bem diferenciadas e, ao mesmo tempo, complementares: para dentro e para fora da Ordem. Para dentro, foi homem de governo, desempenhando o ofício de guardião, mestre de noviços, definidor provincial e ministro provincial; e reformador da vida franciscana em seus aspectos fundamentais. Para fora, foi homem de conselho e de discernimento, acompanhando espiritualmente homens e mulheres que, sabedores de sua santidade e vida espiritual, a ele recorriam: Carlos V, que o chamou a Yuste para falar de sua alma; reis e infantes de Portugal; condes de Oropesa; Rodrigo de Chaves, a quem dedicou seu “Tratado da Oração e Meditação”; Santa Teresa de Ávila e São Francisco Borja.

Frei Pedro viveu um momento histórico, um tempo marcado por intensa inquietude espiritual e grande desejo de renovação de vida. Tempo, como diz um cronista da época, “em que todo o mundo queria entrar no paraíso”. Eram tempos carregados de intensa vida eclesial: celebração de dois Concílios ecumênicos: o Latrão V e o de Trento; três anos santos: o de 1500, com Alexandre VI, o de 1525, com Clemente VII, e o de 1550, com Júlio III; nascimento de numerosas Ordens religiosas: mínimos, barnabitas, teatinos, jesuítas, irmãos de São João de Deus, ursulinas. Tempos de grandes iniciativas missionárias, particularmente na América por obra dos mendicantes, e na Ásia, pelos jesuítas. Eram tempos também de grandes reformas ao interno da Igreja, particularmente a reforma teresiana, e de muitas outras reformas contra a Igreja: a de Martinho Lutero, na Alemanha; a de Henrique VIII, na Inglaterra e Irlanda; a de Calvino, na Escócia; a da igreja nacional na Holanda.

A Ordem dos Frades Menores participou plenamente dessas ânsias de profunda renovação e de dinamismo missionário: início da reforma capuchinha; fortaleceu-se o trabalho missionário da Ordem no Novo Mundo, iniciado pelos chamados “XII Apóstolos”, que saíram para o México em 1523, renovou-se e cresceu com a chegada de mais 150 missionários; na Espanha consolidou-se a reforma dos descalços, iniciada por Frei Juan de Puebla e Frei Juan de Guadalupe e estruturada definitivamente por Frei Pedro de Alcântara com suas Ordenações. Uma reforma que logo se estendeu pela Espanha inteira, Portugal, Brasil, México e Filipinas e que tinha como motor a “estreitíssima observância” da Regra Bulada de São Francisco, lida à luz do Testamento, sem glosas nem comentários acomodatícios.

Como Provincial, Frei Pedro entregou-se aos ofícios humildes, dedicou-se com carinho aos irmãos leigos. Cuidou dos doentes e adotou como lema de sua vida o pensamento de São Pascoal Bailón: “É preciso ter para com Deus um coração de menino, para com o próximo um coração de mãe, e para consigo mesmo um coração de juiz.”

A espiritualidade de São Pedro de Alcântara era de uma profundidade tão grande, que sem interromper a contemplação dedicava-se  aos seus deveres de estado. Acima de todos os êxtases ele colocava as obras de misericórdias, o servir Cristo na pessoa dos pobres. Frei Pedro escreveu o “Tratado da Oração e Meditação”.

Frei Pedro foi testemunha privilegiada de todos esses acontecimentos e participou ativamente em muitos deles. Apesar de seu gosto pela solidão e pela oração, não se recusou aos pedidos de conselho e orientação que pequenos e grandes, nobres e plebeus, santos e pecadores lhe faziam para se sentirem seguros nos caminhos da santidade.

São Pedro, consciente de que no seguimento de Cristo nunca se pode dizer que se tenha alcançado a meta e que sempre se pode bater o próprio recorde, se lançou atrás da mais alta santidade, sem olhar o preço que isso lhe pudesse custar, atraindo a si os que, como ele, se sentiam inquietos e desejosos de alcançar a perfeição. No momento em que muitos de seus conterrâneos se lançavam à descoberta e conquista de novos mundos e glórias humanas, Frei Pedro de Alcântara, como um dia fizeram Paulo de Tarso e Francisco de Assis, deixou tudo para ganhar Cristo e viver nele (cf. Fl 3,8).

Sua memória histórica continua viva por onde passou: El Palancar (Cáceres), lugar despojado, rico de solidão e recolhimento, pedra angular de sua reforma, modelo e referência de todas as outras fundações. Frei Pedro, que considerava a alegria espiritual “remo sem o qual não se pode navegar”, começou aqui a última etapa de sua vida; Arrábida, em Portugal, experiência de vida penitente e contemplativa, na qual o importante era manter vivo o “espírito de oração e devoção” com gestos concretos, com a busca intensa da presença de Deus, com “a mente e o coração voltados para o Senhor” (Rnb 22,19); Solitudine, em Piedimonte Matese (Itália), lugar de rigoroso silêncio, de intensa oração e penitência; Arenas de San Pedro (Ávila), com suas ermidas e capelas para recolhimento e solidão orante, onde repousam os restos mortais deste homem que, apesar de sua “áspera penitência – no dizer de Santa Teresa era muito afável… e de privilegiada inteligência”.

Frei Giacomo Bini, então Ministro Geral da OFM,  em outubro de 1999, por ocasião do V Centenário de Nascimento de São Pedro de Alcântara.

“A dimensão apostólica da vida contemplativa é « amar e fazer amar o Amor!»” – Santa Teresa de Jesus (Solenidade – 15 de outubro – Carmelo Santa Teresa-Coimbra)

Fonte: Carmelo de Santa Teresa – Coimbra

“Vossa sou para Vós nasci, que quereis Senhor de mim?” teresa_carmelocoimbra

Santa Teresa de Jesus

No dia 15 de Outubro, o Carmelo celebra
a Solenidade de Santa Teresa de Jesus.

No Carmelo de Santa Teresa
a Eucaristia será às 18.00 horas,
presidida pelo Bispo de Coimbra, D. Albino Cleto.

Convidamos todos os nossos amigos a unirem-se à
nossa alegria e gratidão a esta grande Carmelita.

VIDA

NASCIMENTO E PRIMEIROS ANOS

Teresa, quando e onde nasceste?

Nasci em Ávila, Espanha, no dia 28 de Março de 1515. O meu pai chamava-se António Sánches de Cepeda e a minha mãe Beatriz de Ahumada.

Quantos irmãos eram?

Eramos três raparigas e nove rapazes. Do primeiro casamento do meu pai nasceu: o João, a Maria e o Pedro. Ficando viúvo muito cedo voltou a casar com a minha mãe de cujo casamento nasceram: o Fernando, o Rodrigo, eu, o Lorenço António, o Pedro, o Jerónimo, o Agostinho e a Joana. A todos estimava muito e era muito querida de todos, mas o meu companheiro preferido nas brincadeiras era o Rodrigo, com o qual tinha várias aventuras!

Podias contar-nos alguma?

Sim! Juntamente com Rodrigo lia muitas vidas de Santos e um dia, quando eu tinha 7 anos de idade, despertou em nós o desejo de ganhar depressa o céu, então, os dois juntos, decidimos fugir para terra de mouros à procura do martírio. Não conseguimos, porque o meu tio, D. Francisco, nos encontrou à saída de Ávila  e arrastou-nos para casa!

Quantos anos tinhas quando ficaste sem a tua mãe?

Tinha então 14 anos, quando me apercebi do que tinha acontecido a minha primeira reacção foi ir junto de uma imagem de Nossa Senhora e pedir-lhe que daí em diante fosse a minha Mãe. Parece-me que embora o tenha feito com ingenuidade valeu-me de muito, porque sempre encontrei ajuda junto dela.

COLEGIAL E CARMELITA

Quando entraste no Colégio das Irmã Agostinhas?

Quando tinha 16 anos o meu pai, receando que me entregasse demasiado às vaidades próprias da sociedade de então, decidiu meter-me neste Colégio a fim de que aí recebesse a boa educação e formação que minha mãe já não me podia dar.

Então o teu pai queria que fosses Religiosa?

Não, pelo contrário! Quando eu, aos 20 anos, decidi optar pela vida religiosa o meu pai negou-se terminantemente a dar-me licença, o que me forçou a fugir de casa na madrugada do dia 2 de Novembro de 1935, para entrar no Convento das Carmelitas da Encarnação em Ávila.

Como foram os primeiros tempos de Carmelita?

Como se sabe no Convento da Encarnação viviam mais de cento e cinquenta monjas, foi no meio delas que comecei o meu Noviciado precisamente um ano depois de entrar e fiz a Profissão a 3 de Novembro de 1537. Foi um tempo vivido com muito fervor e alegria, até que fiquei doente… O meu pai levou-me a Bacedas para me curar, mas voltei a Ávila ainda pior!

É verdade que foste considerada como morta durante três dias?

Por incrível que pareça, é verdade! Chegaram a pôr-me cera nos olhos, como então se fazia aos cadáveres. O meu estado era grave e os médicos davam-me por perdida. Como me vi paralisada com tão pouca idade e no que haviam dado comigo os médicos da terra, determinei-me a recorrer aos do Céu, para que me sarassem, pois desejava a saúde, embora sofresse com muito alegria a sua falta. Pensava algumas vezes que, se estando boa me havia de condenar, melhor seria estar assim. Pensava, no entanto que serviria muito mais a Deus com saúde. Tomei por advogado S. José e encomendei-me muito a ele. Vi claramente que, desta necessidade, como de outras maiores, este pai me tirou com maior bem do que lhe sabia pedir. Embora tenha ficado ainda três anos paralisada e sempre mais ou menos doente, o que é isto comparado com a alegria de continuar a servir o Senhor!

Durante a viagem que fizeste a Bacedas para te curares aconteceu algo importante…

Sim, o meu tio deu-me um livro “O terceiro abecedário” que ensinava a praticar a oração de recolhimento; eu sempre fui muito amiga de livros, mas este devorei-o com especial predilecção e posso dizer que influenciou muito na minha espiritualidade e nas decisões futuras. Outro acontecimento importante foi a morte do meu pai, em 1543. Fui prestar-lhe assistência durante alguns dias e aí conheci o P. Barrón, O. P., que me ajudou a regressar à prática da oração e dos Sacramentos, de que andava um pouco distraída.

REFORMADORA E ESCRITORA

Quando começaste a reforma do Carmelo?

O primeiro Carmelo, de S. José, foi fundado em Ávila no dia 24 de Agosto de 1562, tinha então 47 anos. Aí passei os cinco anos mais tranquilos da minha vida na companhia das Irmãs que partilhavam o mesmo ideal de vida e santidade que eu.

Como surgiu a «ideia» de reformar a Ordem do Carmo?

Ao saber das rupturas na Igreja deste séc. XVI, ao ter notícias de tantos povos sem Evangelho no «novo mundo», comecei a pensar o que poderia fazer por todos eles… depois, numa conversa entre amigas, uma jovem lançou a pergunta: « E porque não fazer uma fundação, com poucas monjas, de vida mais solitária?» Não o tinha pensado, mas o Senhor mandou-me muito que o fizesse.

Quais foram as características principais que desejas-te incutir nas Carmelitas Descalças ou Reformadas?

Quis que o Convento de S. José, assim como os que lhe seguiram, fosse uma fiel IMITAÇÃO DO COLÉGIO DE CRISTO, apenas 12 Irmãs e a Prioresa, favorecendo assim o espírito fraterno, o clima familiar e a ajuda mutua. Aqui todas hão-de ser amigas, todas se hão-de amar no amor d’ Aquele que aqui nos juntou. Ao contrário da maioria dos Convento então existentes que viviam de rendas fixas, quis fundar este Convento em POBREZA, para que as que nele vivessem esperassem tudo, espiritual e material, apenas do Senhor, que nunca falta a quem O ama. Outra característica foi o clima de SILÊNCIO alternado com tempos de CONVÍVIO ENTRE AS IRMÃS, para assim favorecer a oração, a intimidade com o Senhor e alcançarmos melhor o fim para o qual o Senhor nos juntou aqui.

Foram muitas as contradições?

Sim! Quase todos se opuseram, o povo de Ávila que não queria ver-se obrigado a dar esmolas a mais um Convento, nessa altura eram às dezenas naquela cidade, alguns Sacerdotes e até as próprias freiras do Convento da Encarnação, que queriam continuar com a vida mitigada e achavam que o facto de eu querer mais radicalidade era uma injúria para elas, embora algumas me tivessem acompanhado na fundação do Convento de S. José.

Quantos Conventos fundaste em vida?

Com a ajuda e a graça do Senhor e apesar da minha fraca saúde, fundei 16 Conventos de Carmelitas Descalças em Espanha.

Fundou-se mais algum em que não tenhas ido pessoalmente?

Sim. O de Granada, que não podendo ir eu pessoalmente foi a Madre Ana de Jesus com um grupo de Irmãs e Fr. João da Cruz, primeiro Padre Carmelita Descalço.

Como se realizavam as fundações?

Com inumeráveis trabalhos e sacrifícios, cruzando os caminhos de Espanha juntamente com as Irmãs fundadoras, sempre em carros de cavalos. Por vezes o frio ou o calor eram em demasia, outras vezes os caminhos eram péssimos,… Enfim, tudo se passava com ânimo e confiança, pois tínhamos os olhos postos n’ Aquele que nos enviava e que esperava por nós no destino.

Por quem rezam as Carmelitas?

A nossa oração deve abraçar toda a humanidade, todos aqueles que pelo mundo fora mais precisam dela e aqueles que diariamente se dirigem aos Carmelos pedindo a oração das Irmãs, no entanto, temos especialmente presente duas grandes intenções: a conversão dos pecadores (aqueles que andam mais afastados de Deus, que mais O ofendem e se condenam pelos seus próprios actos) e  a santificação dos Sacerdotes. Estas intenções que o Senhor, no séc. XVI, me inspirou a pedir às Carmelitas que tivessem presentes na oração continuam a ser de maior importância, urgência e necessidade no séc. XXI.

Foi por estas alturas que começaste a escrever…

Comecei a escrever ainda estava em S. José, a pedido das Irmãs e por vontade dos meus confessores. Não foi sem algum sacrifício que o fiz entre as canseiras das fundações, o peso da doença e a falta de tempo, mas fi-lo para cumprir a vontade de Deus e sempre com o desejo de, com a minha experiência de vida, poder ajudar quem os lesse.

Sem contar as poesias, as muitas cartas e outras pequenas obras, escreveste vários livros, podias enumerá-los?

O primeiro foi o «Livro da Vida», a minha autobiografia;

depois o «Caminho de Perfeição» especialmente dedicado às minhas Irmãs que me pediam continuamente que lhes escrevesse sobre a oração;
o «Livro das Fundações» onde conto o que nelas de mais notável acontecia;
o «Castelo Interior» que eu considero uma das maiores “luzes” que o Senhor me deu; entre outros…

No final da fundação de Burgos, talvez a mais difícil de todas, Teresa chega a Alba de Tormes esgotada. A 4 de Outubro de 1582 (que passará a ser 15 pela reforma do calendário ocorrida nesse dia) ela entra definitivamente na vida para desfrutar de todo o trabalho que teve pela expansão do Reino e principalmente pelo bem da Ordem do Carmelo e da igreja. Depois de passar com valentia por aventuras, obstáculos, negociações, difamações, ameaças a si própria e à reforma iniciada, ela parte feliz exclamando:

Enfim, morro filha da Igreja!”

SANTA E DOUTORA DA IGREJA

Onde se conserva o corpo de Teresa?

Os seus restos mortais encontram-se à veneração dos fieis no Convento das Carmelitas Descalças de Alba de Tormes, onde morreu.

Quando foi beatificada?

No dia 24 de Abril de 1614, por Paulo V.

Quando foi canonizada?

No dia 12 de Março de 1622, pelo Papa Gregório XV.

Quando e porquê foi, S. Teresa de Jesus, proclamada Doutora da Igreja?

No dia 27 de Setembro de 1970, por Paulo VI. Foi a primeira mulher  a quem a Igreja atribuiu este título, porque reconheceu na sua vida um modelo exemplar e os seus escritos alcançaram um lugar eminente na literatura universal da Igreja. Assim,  a doutrina de Teresa passa a ser, não só do Carmelo, mas de toda a Igreja, que pode e deve encontrar nela ajuda e luz.

MISSÃO

“A Carmelita não tem um lugar para viver,

ela vive pelo mundo.”

«A vocação das Carmelitas  é essencialmente eclesial e apostólica.
O apostolado a que S. Teresa quis que se dedicassem suas filhas  é puramente contemplativo e consiste na oração e na imolação com a Igreja e pela Igreja” ( Const. 126 )

« Iluminados pelo testemunho de S. Teresa do Menino Jesus, padroeira das missões, todos os Carmelos procurarão fomentar o espírito missionário , que deve animar a sua vida contemplativa. » ( Const. 127 )

O Carmelo define assim a sua missão:

Buscar e viver neste mundo a presença do Deus vivo e verdadeiro que,

na pessoa de Cristo, habitou entre nós. Mediante a nossa vida esforçamo-nos por ser

testemunhas desta verdade escatológica,

sensibilizando os outros para descobrirem

a presença de Deus nas suas Vidas.

A dimensão apostólica da vida contemplativa é

« amar e fazer amar o Amor!»

(S. Teresa do Menino Jesus)

As Carmelitas apresentam a Deus na oração “as alegrias e as esperanças, as tristezas e angústias da humanidade actual.” ( G.S. )

A Carmelita é missionária, porque  tem o coração no mundo inteiro,
porque sabe que existe para os outros.

Ser Carmelita é ser Igreja com a Igreja é ter o coração aberto a todas a humanidade!

CARISMA

ESCUTA DA PALAVRA

Os primeiros ermitas do Monte Carmelo
identificaram-se como grupo ou fraternidade,
quando se uniram por um ideal comum:
Viver em obséquio de Jesus Cristo”. velinha

Tinham que realizá-lo adquirindo uma
docilidade especial ao Espírito
que se manifesta na Palavra
e que transmite a mensagem
radical do Evangelho.

Para que a palavra seja eficaz
e se converta em acção
há que aceitá-la e encarná-la.

IRMANDADE MARIANA

Quando foi exigido aos Carmelitas um nome ou

uma identificação que os distinguisse dos outros

religiosos, eles definiram-se como

“Irmãos da Bem-Aventurada Virgem

Maria do Monte Carmelo” .

Esta eleição, que vem praticamente das origens,

foi escolhida, não como distintivo honorífico,

mas como conteúdo espiritual definido,

tendo como ideal a perfeição evangélica em comunhão

com a Santa Mãe de Deus.

EM ESPÍRITO E VIRTUDE DE ELIAS

O  «eleanismo» juntamente com o marianismo definem e qualificam todos os Carmelitas.

O começo histórico da Ordem na montanha bíblica do
profeta cria uma espécie de enlace entre o Carmelo e Elias.

« Ardo de zelo pela glória do Senhor, Deus do Universo »

Deus não está nem no furacão , nem no terramoto :

o Profeta Elias encontrou-O na brisa suave.

ENCONTRO DOS IRMÃOS

A Palavra aceite com docilidade na Contemplação

traduz-se necessariamente em acção.

O Carmelo existe em favor da Igreja e dos Irmãos,  por isso projecta a sua vida de maneira a que o contacto com Deus se converta em busca do bem do próximo.

“Porque aos seus anjos ele mandou que te guarde em todos os teus caminhos, eles te sustentarão em suas mãos, para que não tropeces em alguma pedra” (Sl 90,11-12) – 29 de Setembro-Santos Arcanjos Miguel, Gabriel, Rafael (Flos Carmeli)

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São Gabriel Arcanjo, São Miguel Arcanjo e São Rafael Arcanjo

Fonte:Flos Carmeli

“O anjos levam as nossas orações à bondade misericordiosa do Altíssimo e de informar-nos se elas foram atendidas. Assim sendo, as graças que recebemos nos são dadas por Deus, que é o princípio e o fim de nossa vida, através da intercessão de nosso Anjo Bom.” ( São Francisco de Sales)

“Deus, que criou todas as coisas, criou também os anjos, para que o louvem, obedeçam e atendam. Criou-os para serem eternamente felizes e para que nos ajudem e guiem, especialmente toda a sua Igreja. Entretanto uma grande parte desses anjos cometeu o grave pecado da soberba, desejando tornar-se iguais ao próprio Criador. Por isso Deus os condenou e os precipitou no inferno, onde permanecerão para todo o sempre. Esses anjos rebeldes são chamados espíritos maus, diabos ou demônios, e têm como chefe Satanás.

Os anjos que ficaram fiéis a Deus são os chamados anjos bons ou simplesmente: anjos. Dentre esses é que Deus escolhe nosso Anjo da Guarda, que é pessoal e exclusivo, cuja função é proteger-nos até o retorno da nossa alma à eternidade. Ele nos ampara e nos defende das dos perigos com que os espíritos maus nos tentam, na nossa vida terrena. “Porque aos seus anjos ele mandou que te guardem em todos os teus caminhos, eles te sustentarão em suas mãos, para que não tropeces em alguma pedra” (Sl 90,11-12).

Os Anjos da Guarda estão repletos de dons e privilégios especiais, com uma missão insubstituível ao longo da criação. Eles possuem a natureza angélica espiritual, que é a síntese de toda a beleza e de todas as virtudes de Deus, por isso impossível de ser representada.

Deus confiou cada criatura a um Anjo da Guarda. Esta é uma verdade que está em várias páginas da Sagrada Escritura e na história das tradições da humanidade, sendo um dogma da Igreja Católica, atualmente também confirmado pelos teólogos. A devoção dos anjos é mais antiga até que a dos próprios santos, ganhando maior vigor na Idade Média, quando os monges solitários receberam a companhia dessas invisíveis criaturas, cuja presença era sentida nas suas vidas de silenciosa contemplação e íntima comunhão espiritual com Deus-Pai.

Todavia o Eterno Guardião, como o Anjo da Guarda também é chamado, tão solicitado e cuidado durante a infância, está totalmente esquecido no cotidiano do adulto, que, descuidando de sua exclusiva e própria companhia, não se apercebe mais de sua angélica presença. Mas este espírito puro continua vigilante, constante dos pensamentos e de todas as ações humanas.

O Anjo da Guarda é um ser mais perfeito e digno do que nós, criaturas humanas. Não podemos ignorá-lo. Devemos amá-lo, respeitá-lo e segui-lo, pois está sempre pronto a proteger-nos, animar e orientar, para cumprirmos a missão da vida terrena, trilhando o caminho de Cristo e, assim, ingressarmos na glória eterna.

O Catecismo da Igreja Católica nos orienta:

Quem são os anjos?

“Os anjos são criaturas puramente espirituais, incorpóreas, invisíveis e imortais, seres pessoais dotados de inteligência e de vontade. Estes, contemplando incessantemente a Deus face a face, glorificam-no, servem-no e são os seus mensageiros no cumprimento da missão de salvação, em prol de todos os homens”.

Como é que os anjos estão presentes na vida da Igreja?

“A Igreja une-se aos anjos para adorar a Deus, invoca a sua assistência e celebra liturgicamente a memória de alguns”.

São Pio de Pietrelcina nos ensina que:

“Que o teu anjo da guarda vele sempre por ti, seja o condutor que te guia pelo áspero caminho da vida. Que te proteja sempre na graça de Jesus, que te ampare com suas mãos. Que te proteja sob suas asas de todos os assédios do mundo, do demônio e da carne.

Deves muita devoção a esse bondoso anjo. Como é bom pensar que temos um espírito perto de nós, um espírito que, do berço até o túmulo, não nos deixa um só instante, nem mesmo quando ousamos pecar! Esse espírito celeste nos guia, nos protege, como um amigo, como um irmão.

Também é bom saber que esse anjo ora por nós sem cessar, oferece a Deus todas as boas ações e obras que fazemos, nossos pensamentos, nossos desejos, quando estão puros.

Não devemos nos esquecer desse companheiro invisível, sempre presente, sempre pronto a nos ouvir, e mais pronto ainda a nos consolar. Ó, sublime intimidade, ó bem-aventurada companhia, se soubéssemos compreendê-la! Deves conservá-lo sempre diante dos olhos da mente: lembra-te com freqüência da presença desse anjo, agradece-lhe, dirige a ele as tuas orações, sê para ele um bom companheiro. Abre-te e confia a ele os teus sofrimentos, tem receio de ofender a pureza do seu olhar. Tem consciência de sua presença e guarda-a bem na mente. Ele é tão delicado, tão sensível. Volta-te para ele nas horas de suprema angústia e experimentarás seus efeitos benéficos.

Nunca digas que estás sozinho na luta contra nossos inimigos. Nunca digas que não tens uma alma à qual podes te abrir e confiar-te. Seria um grande erro contra esse mensageiro celeste.”

(Pe. Pio, 1915)

São Miguel Arcanjo

“Miguel” que significa: “Quem como Deus?” é o defensor do Povo de Deus no tempo de angústia. É o padroeiro da Igreja universal e aquele que acompanha as almas dos mortos até o céu.

São Gabriel Arcanjo

“Gabriel” – que significa “Deus é forte” ou “aquele que está na presença de Deus” – aparece no assim chamado evangelho da infância como mensageiro da Boa Nova do Reino de Deus, que já está presente na pessoa de Jesus de Nazaré, nascido de Maria. É ele quem anuncia o nascimento de João Baptista e de Jesus.

Arcanjo São Rafael

“Rafael”- que quer dizer “medicina dos deuses” ou “Deus cura” – foi o companheiro de viagem de Tobias. É o anjo benfazejo que acompanha o jovem Tobias desde Nínive até à Média; quem o defende dos perigos e patrocina o seu casamento com Sara. É ele quem tira da cegueira o velho Tobias.

De todo o coração, Senhor, eu Vos dou graças, porque ouvistes as palavras da minha boca. Na presença dos Anjos Vos hei-de cantar e Vos adorarei, voltado para o vosso templo santo. ( sl 137 )

Postado por Flos Carmeli às 18:56

CNBB divulga Declaração sobre o direito à objeção de consciência (CNBB – Documento publicado em 24.09.2009)

Acredito que devemos estar preparados para certos enfrentamentos que se avizinham nos âmbitos político e legal, que exigirão uma firme resolução a respeito de nossas convicções morais e religiosas.

A Itália, que há alguns anos aprovou a legalização da prática do aborto, vive atualmente em meio ao combate sistemático de grupos contrários aos postulados dos abortistas. Os grupos pró-vida italianos não aceitam  a pílula abortiva “RU486”, denominada por eles com termos radicais (na minha ótica, corretos) tais como “pesticida humano” ou pílula homicida”.  Por aqui, ainda não conseguimos levar a sério temas que envolvem dilemas morais, que inegavelmente têm por base princípios religiosos.

Como pano de fundo, a cultura atual, auto-denominada “pós-moderna”, relativista, quer a todo custo por abaixo o edifício dos valores universais. Os mesmos valores que fundaram e continuam fundamentando a cultura ocidental, aliás cristã. Esta, é bom lembrarmos,  não ignorou o legado da cultura grega – com seus três mil ou mais anos anteriores à vinda de Cristo. Temos, assim, Aristóteles, um pensador grego, que foi incorporado à cultura religiosa cristã-católica. Fala das virtudes –  as consequências quanto ao excesso ou falta de qualquer uma delas: amizade, caridade, coragem, etc. Portanto, a meu ver, não será porque chegamos ao século XXI que deixaremos todo este legado na convivência entre casais (com ou sem filhos), ou entre os demais familiares. Do mesmo modo, seria desastroso, se nós brasileiros aceitássemos essa desintegração ou diluição de valores (amor, ternura, compaixão, perdão, etc.) também em nosso convívio social, em nossas atividades profissionais, de renda, na formação das crianças, adolescentes e de jovens.

Percebo que há há alguns anos as universidades (inclusive algumas públicas) passaram a ser aqui em nosso País,  apenas  “fornecedoras” de diplomas… E o compromisso humano de uns para com os outros? O resultado prático é a selvagem realidade da saúde pública: médicos formados para o próprio enriquecimento, enfermeiras, admisnistradores de hospitais, e políticos de carreira que em punham um diploma universitário, que em nada, leva em conta o sofrimento humano…

Quanto aos endereços eletrônicos abaixo, por favor, ignorem os anúncios de publicidade. Sou contra a fertilização in-vitro (apesar de ser portadora de uma doença crônica “enigmática”, segundo especialistas, chamada Endometriose. No meu caso, foi causa de infertilidade – tenho 49 anos.

Quanto ao blog abaixo (que agrega elementos para  o temor justificadíssimo da CNBB, bem como o dos católicos pró-vida e dos demais cristãos brasileiros),  é admiravelmente completo e amplo a respeito do que expus sucintamente acima – a campanha pró-legalização do aborto (pró-escolha), e outros elementos fragilizadores de nossa humanidade. Não é  um site católico, ainda que, no segundo endereço do blog, apresentem  um artigo em que é mencionada a visão da psiquiatria e os danos provocados pela prática do aborto.  Neste, fazem menção inclusive a passagens da Bíblia. Em um todo, acredito que acrescentará, já que há temas paralelos sutis sobre questões que envolvem família e amor. A ênfase é dada ao aspecto da falta do último e o quanto é  desintegradora para o grupo familiar. Falam, por exemplo, o que me surpreendeu – na importância da reconciliação conjugal, quanto aos aspectos impactantes sobre o casal e os filhos, e a contra-partida, isto é, o crescimento pessoal individual que se dá através do perdão. Tenho lido pouco a respeito deste aspecto na web… Aqui, a meu ver, novamente temos a visão “pós-moderna” tentando solapar o que, por dois mil anos, foi a fonte da paz, da felicidade humana (pelo menos a que é possível alcançarmos na Terra…): o amor. O diferencial na abordagem é que apontam saídas práticas e simples para inúmeros problemas de nível afetivo, sentimental..

http://aborto.aaldeia.net/metodos-aborto-ru-486/

http://familia.aaldeia.net/

http://familia.aaldeia.net/remedios-para-o-desamor/

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Notícias  – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB  (texto integral)

Fonte: CNBB

24/09/2009 13:46:01

A Presidência da CNBB divulgou hoje uma declaração a respeito do direito à objeção de consciência afirmando que é direito de toda pessoa “manifestar sua objeção de consciência frente a tudo o que contraria as exigências da ordem moral, os princípios e valores éticos e a fé professada, de modo que ninguém, por tal motivo, possa ser punido ou forçado a agir de modo contrário àquilo que a consciência o move a fazer”.

A Declaração foi divulgada após a reunião do Conselho Episcopal de Pastoral da CNBB (Consep), que terminou no final da manhã desta quinta-feira.

Leia a íntegra da Declaração.

Declaração sobre o direito à objeção de Consciência

A consciência é o núcleo secretíssimo e o sacrário do homem, onde ele está sozinho com Deus e onde ressoa sua voz” (Gaudium et Spes 16).

Em nome dos Bispos do Conselho Episcopal de Pastoral da CNBB, reunidos em Brasília, nos dias 22 a 24 de setembro de 2009, desejamos expressamos nossa solidariedade a todas as pessoas que se empenham na defesa e promoção da vida humana em todas as fases de seu desenvolvimento, sobretudo, daqueles seres sem nenhuma possibilidade de defesa.

Em nossa sociedade, marcada por tantas e tão contrastantes concepções acerca do ser humano e de sua dignidade, todos os que se propõem a assumir o compromisso de promover a justiça e defender a vida, certamente, enfrentarão muitas resistências e objeções. Movidos pelos ideais cristãos e empenhados na nobre e grave causa da defesa da vida, não nos é permitido ceder a qualquer tipo de pressão ou arrefecer nosso ânimo frente às dificuldades que continuamente enfrentamos.

É direito de toda pessoa manifestar sua objeção de consciência frente a tudo o que contraria as exigências da ordem moral, os princípios e valores éticos e a fé professada, de modo que ninguém, por tal motivo, possa ser punido ou forçado a agir de modo contrário àquilo que a consciência o move a fazer. Em certas ocasiões, com destemida firmeza, é necessário dizer: “É preciso obedecer antes a Deus que aos homens” (At 5,29).

Brasília – DF, 24 de setembro de 2009

Dom Geraldo Lyrio Rocha

Presidente da CNBB

Arcebispo de Mariana

Dom Luiz Soares Vieira

Vice-Presidente da CNBB

Arcebispo de Manaus

Dom Dimas Lara Barbosa

Secretário Geral da CNBB

Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro

“Suplicamos também a Deus que vos fortifique com todo vigor pelo poder glorioso, para que vos firmeis na constância e na paciência.” Carta aos Colossenses 1, 9-23 (Tradução do Novo Testamento – CNBB -1997)

São Paulo, o Apóstolo das Nações (Catequese - Papa Bento XVI)
São Paulo, o Apóstolo das Nações (Catequese - Papa Bento XVI)

O link da imagem dá acesso ao site da Diocese de União da Vitória, no Paraná. A seção “Notícias”, apresenta a primeira alocução do Sumo Pontífice Bento XVI, nas quartas-feiras. Ela foi proferida dia 02.07.2008, dentro de uma série de Catequeses sobre São Paulo.

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CARTA AOS COLOSSENSES

(1, 9-23)

SÚPLICA PELA COMUNIDADE E HINO

“Quanto a nós, desde que tivemos conhecimento dessas coisas, não cessamos de orar por vós e de suplicar para que chegueis a conhecer plenamente a vontade de Deus, com toda a sabedoria e discernimento espiritual. Assim levareis uma vida digna do Senhor, agradando-lhe em tudo, frutificando em toda boa obra e crescendo no conhecimento de Deus. Suplicamos também a Deus que vos fortifique com todo vigor pelo poder glorioso, para que vos firmeis na constância e na paciência. E, com alegria,

dai graças ao Pai que vos tornou dignos

de participar da herança dos santos*, na luz.

Foi ele que nos livrou do poder das trevas,

transferindo-nos para o reino de seu Filho amado,

no qual temos a redenção, o perdão dos pecados.

Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação,

pois é nele que foram criadas todas as coisas, no céu e na terra,

os seres visíveis e invisíveis,

tronos, dominações, principados, potestades,

tudo foi criado através dele e para ele.

Ele existe antes de todas as coisas

e nele todas as coisas têm consistência.

Ele é a Cabeça do corpo, que é a Igreja;

é o princípio, Primogênito dentre os mortos,

de sorte que em tudo tem primazia.

Pois Deus quis fazer habitar nele toda a plenitude

e, por ele, reconciliar consigo todos os seres,

tanto na terra como no céu,

estabelecendo a paz por meio dele, por seu sangue derramado na cruz.

Também a vós que, outrora, vivíeis afastados e éreis inimigos, só pensando em obras más, agora, no tempo presente, ele vos reconciliou pelo corpo carnal de seu Filho, entregue à morte, a fim de que possais comparecer diante dele como santos, íntegros e irrepreensíveis… 23 Isso, enquanto permaneceis bem fundados na fé, sem vos desviardes da esperança dada pelo evangelho que ouvistes, pregado a toda criatura debaixo do céu e do qual eu, Paulo, me tornei ministro.” (Carta aos Colossenses)

*(12) A herança do povo de Deus, agora também aberta aos não-israelitas.

……..

Fonte: CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – 1997. Novo Testamento: co-edição de Editora Vozes e Editora Santuário.

“Eu sou a Conceptio Immaculata”: Nossa Senhora responde à jovenzinha Bernadete (Santa), em Lourdes (1858-França).

Fonte: Paróquia Nossa Senhora de Lourdes (Paróquia do Carmelo Santa Teresa)

Pároco: Pe. Sérgio José de Souza

Nossa Senhora de Lourdes "Dogma da Imaculada Conceição" (8 de dezembro de 1854 ) - Natividade (8 de setembro)

EVANGELHO DO DIA

Quarta-Feira, 09 de Setembro de 2009, às 08:56 hs

Evangelho (Lucas 6,20-26)

23ª Semana Comum

— O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós.

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 20 Jesus, levantando os olhos para os seus discípulos, disse: “Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o Reino de Deus! 21 Bem-aventurados vós que agora tendes fome, porque sereis saciados! Bem-aventurados vós que agora chorais, porque havereis de rir! 22 Bem-aventurados sereis, quando os homens vos odiarem, vos expulsarem, vos insultarem e amaldiçoarem o vosso nome, por causa do Filho do Homem! 23 Alegrai-vos, nesse dia, e exultai pois será grande a vossa recompensa no céu; porque era assim que os antepassados deles tratavam os profetas. 24 Mas, ai de vós, ricos, porque já tendes vossa consolação! 25 Ai de vós que agora tendes fartura, porque passareis fome! Ai de vós que agora rides, porque tereis luto e lágrimas! 26 Ai de vós quando todos vos elogiam! Era assim que os antepassados deles tratavam os falsos profetas.   – Palavra da Salvação. – Glória a vós, Senhor.

“Só podemos continuar a lutar contra o mal e as trevas se acreditarmos no bem; e podemos acreditar no bem sobretudo se o experimentarmos e vivermos como realidade. Nesta hora sondamos o bem e o belo com nosso coração” – Papa Bento XVI, comenta concerto a ele oferecido pela Orquestra da Baviera – Bach, Mozart e Britten (Zenit.org)

Zenit.org (Fonte) Musica Sacra 2009-2010 - The 21st Season

Música permite vivenciar a beleza e o bem da criação, diz Papa

Concerto oferecido ao pontífice ontem apresentou Bach, Mozart e Britten

CASTEL GANDOLFO, segunda-feira, 3 agosto de 2009 (ZENIT.org). – Bento XVI afirmou nesse domingo que a música permite sondar o Paraíso e vivenciar a beleza e o bem da criação.

No início da noite de ontem, no pátio interno da residência apostólica de Castel Gandolfo, foi oferecido ao pontífice um concerto. A orquestra de câmara de Bad Bruchenau (Baviera) executou peças de Bach, Mozart e Benjamin Britten.

As peças escolhidas, direcionadas para oboé, tiveram a execução “magistral”, no comentário do Papa, do músico Albrecht Mayer.

Após o concerto, em um breve discurso, o Papa lamentou não poder aplaudir com vigor os músicos, devido à lesão no punho.

Ele afirmou que foi comovente observar como o fluxo de todo universo da música pode ressoar através de um pequeno instrumento como o oboé. “O insondável e o jubiloso, a gravidade e o espirituoso, o grandioso e o simples, o diálogo interior da melodia”, disse.

“Eu pensei no quanto é magnífico que uma pequena peça criativa esconda tal promessa, que o músico pode libertar. Isso significa que toda criação está cheia de promessas e que ao homem é dado o dom de folhear este livro de promessas ao menos por um instante”, afirmou.

O Papa recordou que se celebrava o dia da Porciúncula e da milagrosa visão de São Francisco, em que o Senhor permite-lhe levar o perdão a casa. Francisco, em seguida, expressa aos seus amigos: o Senhor quer que todos tenham o Céu.

“Hoje penso que pudemos transcorrer este momento como uma hora do Céu, observar e ouvir o Paraíso e a beleza incorruptível e a bondade da criação”, disse.

Segundo o Papa, não se trata de uma fuga da miséria deste mundo e da vida quotidiana. “Só podemos continuar a lutar contra o mal e as trevas se acreditarmos no bem; e podemos acreditar no bem sobretudo se o experimentarmos e vivermos como realidade. Nesta hora sondamos o bem e o belo com nosso coração”, afirmou.

Postado por Agência Zenit, 3 de agosto de 2009.

Novena a São Rafael Arcanjo (Fraternidade Sacerdotal São Pio X)

 

 

Fonte: Fraternidade Sacerdotal São Pio X

São Rafael Arcanjo

NOVENA

A São Rafael Arcanjo

Médico de Deus, Guia dos viajantes, Consolador das famílias atribuladas, Mediador do matrimônio cristão, Modelo dos verdadeiros adoradores de Deus, Caridoso protetor das almas.

Festa: 24 de Outubro.

Explicação

Conhecemos o Arcanjo São Rafael pelo livro de Tobias. O seu papel de maravilhoso médico e de companheiro de viagem do jovem Tobias faz que seja invocado nas viagens e nos momentos difíceis da vida. A missa, ao mesmo tempo que canta a intervenção providencial dos anjos na nossa vida, convida-nos a ver igualmente neles perpétuos adoradores que vivem continuamente na presença da majestade de Deus.

****

Novena
(ORAÇÃO PARA TODOS OS DIAS)

Oh! Glorioso Arcanjo São Rafael, que estais presente ante o trono do Altíssimo. Eu, vosso indigno devoto, me humilho em vossa presença. Conhecendo por uma parte minha indignidade, e por outra vossa ardente caridade, vos suplico do íntimo do coração, que digneis escutar os meus humildes rogos e apresente-os ante o Senhor para obter por vossa mediação os favores que solicito nesta novena. Mas se minha súplica não há de contribuir para maior glória de Deus e salvação da minha alma, rogo-vos, oh! Meu Celestial protetor, mostrai a graça que me há de conduzir com mais segurança à eterna salvação. Não olheis tanto para os meus desejos, quanto ao bem de minha alma. Cheio de inteira confiança em Vós; espero alcançar o que solicito pelos méritos de Nosso Senhor Jesus Cristo, que vive e reina com o Pai e o Espírito Santo pelos séculos dos séculos. Amém.

Pedir as graças que se desejam.

INVOCAÇÃO

Oh! Glorioso Arcanjo São Rafael, lembra-te de seus devotos, em todas as partes e sempre peça por nós, ao Filho de Deus.

(Rezar nove vezes Glória ao Pai, em honra dos nove coros angélicos).

ORAÇÃO FINAL

Glorioso Arcanjo São Rafael, celeste mensageiro destinado por Deus para nos servir de guia na peregrinação desta vida, para nos defender contra as ciladas do demônio e para curar as enfermidades da nossa alma e do nosso corpo. Nós invocamos vossa poderosa intercessão, seguros de que alcançareis por nós e nossas famílias aquelas graças singulares que dispensastes na santa casa de Tobias.

Bem sabeis piedoso Arcanjo, que nossa viagem do tempo à eternidade, está cercada de perigos, e que o demônio, como leão rugindo, nos persegue para causar profundas feridas em nossas almas, até apagar nelas, se for possível, a luz salvadora da fé. Vinde, pois, em nosso auxílio, e dignais ser nosso inseparável companheiro. Dirigi nossos passos ao caminho dos mandamentos divinos fazendo que nossos olhos estejam sempre abertos ao sol da verdade; procurando os remédios mais eficazes para curar e encher de fervor nosso espírito. Ensina-nos, oh! Poderoso arcanjo, a vencer a Satanás com as armas poderosas da oração, da vigilância e da mortificação dos nossos sentidos.

Consolide em nossas famílias o reinado da fé, a prática constante da piedade, o espírito de união e o exercício da santa caridade em favor dos pobres e dos nossos queridos mortos, a fim de que eles recebam do céu abundantes bênçãos que, por mediação vossa derramou Deus sobre o lar de Tobias.

Não nos abandoneis, pois, oh! Santo Arcanjo! Vigiai sempre ao nosso lado para que nossos passos sejam sustentados por vós, todas as vezes que sintamos desfalecidos na penosa e difícil jornada da vida. Nosso Senhor, Deus Todo-poderoso, que estais nos céus, e que é também o vosso, nos há confiado a vossa terna solicitude para que seja nosso guia neste desterro, nosso consultor nas dúvidas e nosso médico nas enfermidades. Coroais vossa obra de amigo fiel e condutor seguro, acompanhando nossas almas até as deixar nos braços de seu criador para amar-lhe e bendizer-lhe com vós eternamente. Assim seja.

Bendito e adorado seja o Santíssimo Sacramento do Altar e a Puríssima e Imaculada Conceição de Maria Santíssima, Senhora Nossa, concebida sem mancha de pecado original desde o primeiro instante de seu ser natural. Amém.