Comunicado final do 7° Colóquio entre o Centro para o Diálogo Inter-religioso da Organização para a Cultura e as Relações Islâmicas e o Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso (Agência Fides – 16.11.2010)

Fonte: Agência Fides

16.11.2010

VATICANO – Comunicado final do 7° Colóquio entre o Centro para o Diálogo Inter-religioso da Organização para a Cultura e as Relações Islâmicas e o Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso

Cidade do Vaticano (Agência Fides) – Na conclusão do sétimo Colóquio organizado pelo Centro para o Diálogo Inter-religioso da Organização para a Cultura e as Relações Islâmicas de Teerã (Irã) e do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso (Vaticano), realizado em Teerã de 9 a 11 de novembro de 2010, os participantes concordaram o seguinte: 1. Fiéis e comunidades religiosas, fundados em sua fé em Deus, têm um papel específico a desempenhar na sociedade, em um plano de paridade com os outros cidadãos. 2. A religião possui uma intrínseca dimensão social que o Estado tem o dever de respeitar; por conseguinte, no interesse da própria sociedade, a religião não pode ser confinada à esfera privada. 3. Os fiéis são chamados a cooperar na busca do bem comum, com base em uma sólida relação entre fé e razão. 4. É necessário que cristãos e muçulmanos, assim como todos os fiéis e pessoas de boa vontade, cooperem ao responder aos desafios da atualidade, promovendo os valores morais, a justiça, a paz, e defendendo a família, o meio ambiente e os recursos naturais. 5. A fé, por sua própria natureza, exige a liberdade. Por isso, a liberdade religiosa, como direito intrínseco da liberdade humana, deve sempre ser respeitada pelos indivíduos, pelos atores sociais e pelo Estado. Na aplicação deste princípio fundamental, deve ser considerado que o contexto histórico-social de cada social não esteja em contradição com a dignidade humana. 6. A educação das jovens gerações deve se basear na busca da verdade, nos valores espirituais e na promoção do conhecimento.
(S.L.) (Agência Fides 16/11/2010)

Cristãos feridos no Iraque acolhidos em Roma (Notícia – Rádio Vaticano – 13.11.2010)

Fonte/imagem/texto: Paróquia de Tarouca – Quarta-feira, 3 de Novembro de 2010 : ‘Milhares de pessoas nas ruas de Mossul para condenar ataques contra cristãos’

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Fonte: Rádio Vaticano

13/11/2010 13.38.25

CRISTÃOS  FERIDOS NO IRAQUE ACOLHIDOS EM ROMA

Roma, 13 nov (RV) – Chegou ontem a Roma um grupo de 26 cristãos iraquianos feridos no ataque de Al-Qaeda contra a catedral sírio-católica de Bagdá, que causou a morte de 68 pessoas. Os feridos foram transferidos para a Policlínica Gemelli, de Roma, onde receberão todo o tratamento necessário. O anúncio foi feito pelo Ministério dos Exteriores italiano, explicando que o Ministro, Franco Frattini, acolheu o apelo feito pelo Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Tarcisio Bertone. Ontem, o governo da região da Toscana deu a disponibilidade de acolher os feridos graves que não podem ser curados e iniciar relações e intercâmbios entre os hospitais da Toscana e hospitais de Bagdá. A partida do grupo da capital do Iraque coincidiu com uma missa em memória das 19 vítimas italianas do massacre de Nasiriyah, que foi celebrada precisamente na catedral sírio-católica. Participou da celebração, por ocasião do sétimo aniversário do ataque, o embaixador italiano no Iraque, Gerardo Carante.

Enquanto isso, para a comunidade cristã no país do Golfo, a situação continua dramática. O Arcebispo caldeu de Mossul, Dom Emil Shimoun Nona, – destacou à agência Sir – que “os cristãos têm medo porque sabem o que significa ser vítima de violência, já que eles vivem isso na própria pele”. Segundo o prelado, “a maioria dos cristãos não pensa, no momento, deixar a cidade, apesar de alguns já terem feito isso”. Contudo, diz Dom Nona, “não basta o reforço da segurança ao redor das igrejas e lugares de culto cristãos em Mosul, decidido, após o massacre na igreja em Bagdá, para tranquilizar os fiéis”.

Neste contexto, acrescenta o Bispo de Mosul, “estamos felizes de que a CEI, Conferência Episcopal Italiana, tenha promovido para o próximo 21 de novembro um dia de oração pelos cristãos perseguidos e seus perseguidores. Esperamos que a iniciativa seja adotada também em outros países”.

O bispo saúda, enfim, com satisfação, a formação do novo governo após oito meses de impasse institucional: “A presença de um governo forte e respeitável deveria também ter um impacto positivo sobre a situação dos cristãos. Até agora, os grupos extremistas têm feito o que querem, agora vamos esperar que a situação melhore em termos de segurança e estabilidade”. (SP)

Publicado em Rádio Vaticano.

Bispos iraquianos “se confiam à especial intercessão de Nossa Senhora de Lourdes”(…) – Mensagem de apelo enviada aos prelados franceses diante da insegurança dos cristãos (Agência Fides – 05.11.2010)

 

 

Fonte/imagem: Ordem dos Carmelitas Descalços  Seculares (OCDS)– Província São José

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Fonte: Agência Fides

05.11.2010

ÁSIA/IRAQUE – Os cristãos se confiam à Nossa Senhora de Lourdes

Lourdes (Agência Fides) – “Fiquem conosco, rezem por nós. Precisamos de seu apoio fraterno e moral“: é o apelo que os bispos do Iraque, em nome de todos os cristãos do Iraque, fizeram a todos os fiéis e bispos franceses, reunidos desde o dia 04 de novembro, em Lourdes, para a Assembleia Plenária da Conferência Episcopal. Numa mensagem enviada aos prelados franceses cuja cópia chegou à Agência Fides, os bispos iraquianos se confiam à especial intercessão de Nossa Senhora de Lourdes, “para que o Senhor possa protegê-los neste momento de grande sofrimento”. A mensagem, que será lida no domingo, 7 de novembro em todas as paróquias da França, afirma: “O nosso calvário é pesado e nos parece longo. O massacre na igreja de Nossa Senhora do Socorro nos abalou profundamente, mas não perdemos a fé e a esperança”. O evento de gravidade sem precedentes, que ocorreu depois da conclusão do Sínodo, “nos ofende ainda mais”, dizem os bispos. “Precisamos de sua oração e seu apoio fraterno e moral. A sua amizade nos encoraja a permanecer em nossa terra, a perseverar e esperar. Sem tudo isso nos sentimos isolados. Precisamos de sua compaixão diante de tudo aquilo que afeta a vida de pessoas inocentes, cristãos e muçulmanos. Fiquem conosco – conclui o texto – fiquem conosco até que termine o flagelo”. (PA)

(Agência Fides 5/11/2010)

Delegação de bispos e líderes políticos cristãos de todas as confissões encontram Primeiro Ministro do Iraque para debate sobre prioridade quanto à segurança (Agência Fides – 04.11.2010)

Fonte: Agência Fides

04.11.2010

ÁSIA/IRAQUE – Bispos encontram o Primeiro Ministro: prioridade à segurança

Bagdá (Agência Fides) – Segurança, solidariedade, compromisso com a construção de um país no qual reinem prosperidade e paz: estes temas foram debatidos em uma cúpula de emergência, em Bagdá, entre o atual Primeiro Ministro, Nuri al Maliki, e uma delegação de Bispos e líderes políticos cristãos de todas as confissões.
Fontes da Fides presentes no encontro informam que os Bispos expressaram ao Primeiro Ministro desconcerto e pesar pelo ataque sofrido pela comunidade cristã domingo, 31 de outubro, recordando que também nos meses passados, em todo o país, lugares e fiéis cristãos sofreram ameaças, agressões e violências. A delegação, que incluiu o Cardeal de Bagdá, Emmanuel Delly, expressou também sua preocupação pelo futuro, citando a precariedade e o choque dos cristãos, que estão pensando em deixar o país.
O Premiê, que visitou ontem alguns feridos no hospital de Bagdá, prometeu que o Estado fará o máximo para lhes garantir proteção e tutela, avaliando a presença dos cristãos no Iraque como ‘importante e preciosa’. Dentre as estratégias propostas, decidiu-se por reforçar as medidas de segurança nas proximidades de igrejas e mosteiros, principalmente quando se realizam liturgias ou encontros de oração.
Sábado, 6 de novembro, o Premiê Al Maliki visitará a Igreja sírio-católica de Nossa Senhora da Salvação, em Bagdá, para homenagear as vítimas, levar mais um testemunho de proximidade e solidariedade à comunidade cristã, e reiterar o respeito e a estima pela componente cristã na sociedade iraquiana, sempre engajada pelo bem da nação.
A reunião se concluiu com a unânime opinião de que todo o país – a política, a sociedade civil, as comunidades religiosas – deve se empenhar para tutelar a presença e a contribuição dos cristãos no Iraque.
(PA) (Agência Fides 4/11/2010)

“Os cristãos iraquianos estão chocados e aterrorizados. Estão diante de um dilema terrível: emigrar para salvar a vida de seus entes queridos ou ficar no país para testemunhar a fé, arriscando a vida.” – Declaração de padre superior dos redentoristas sobre atentados contra comunidades cristãs por extremistas islâmicos (Notícia – Agência Fides – 03.11.2010)

Fonte/imagem: Fotolog

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Fonte: Agência Fides

03.11. 2010

ÁSIA/IRAQUE – Depois da tragédia, o “dilema” dos cristãos iraquianos

Bagdá (Agência Fides) – “Os cristãos iraquianos estão chocados e terrorizados. Estão diante de um dilema terrível: emigrar para salvar a vida de seus entes queridos ou ficar no país para testemunhar a fé, arriscando a vida”. É o que diz à Agência Fides pe. Vincent Van Vossel CSsR, Superior dos Redentoristas em Bagdá, depois da tragédia ocorrida em 31 de outubro na igreja sírio-católica de Nossa Senhora da Salvação. Um comando de terroristas ligados a Al Qaeda invadiu a igreja, cheia de fiéis para a Missa e tomou os presentes como reféns. As forças de segurança iraquianas fizeram uma blitz para libertá-los, mas a reação dos agressores foi um massacre que deixou 58 mortos, dentre os quais dois sacerdotes, e cerca de 70 feridos. Pe. Vincent, que vive no Iraque há 40 anos e é professor no Babel College de Bagdá, colégio afiliado à Pontifícia Universidade Urbaniana, concedeu à Fides um forte testemunho: “Vivemos um momento realmente terrível. Nunca havíamos sofrido um ataque desta dimensão, dentro de uma igreja e durante a Santa Eucaristia. Visitei a igreja e ouvi os relatos dos fiéis, chocados. Os terroristas mataram mulheres e crianças sem alguma piedade. A comunidade está traumatizada. A igreja parecia um cemitério”. A comunidade cristã de Bagdá perdeu dois jovens sacerdotes sírio-católicos, pe. Wasim Sabieh e pe. Thaier Saad Abdal, enquanto um terceiro padre, o corepíscopo pe. Rufail Quataimi, está ainda hospitalizado, em graves condições. “Que tragédia! Os dois sacerdotes mortos, que tinham menos de 30 anos, foram meus alunos no Colégio. Pe. Thaier era responsável de um Centro de Estudos Islâmicos, enquanto pe. Wasin era muito engajado na ajuda às famílias pobres. Sentiremos falta deles”- diz ainda pe. Vincent. O Redentorista recorda que “ontem, numerosos atentados atingiram Bagdá e locais xiitas: isto significa que os cristãos não apenas estão na mira dos ataques, mas que todo o país está inundado de terrorismo. É difícil ver um futuro de esperança para a nação neste momento” – ressalta. “Não sabemos quem está por detrás destes atos, nem para onde vai a nação. Enquanto isso, o povo sofre. Males demasiado grandes assediam o país”. Em conseqüência disso, os cristãos estão diante de um dilema: “Os fiéis dizem que sua vida se tornou impossível. Muitas famílias cristãs estão se organizando para deixar o país. O atroz dilema é: fugir, em busca de um futuro melhor ou ficar, arriscando a vida. Neste momento trágico, os Bispos têm a responsabilidade de falar aos fiéis, dar-lhes motivos e esperanças e convencê-los a permanecer. O dever de nossos Pastores, hoje, apresenta-se muito difícil” – sublinha. O funeral celebrado ontem – conclui o missionário Redentorista – “teve a participação de muitos líderes muçulmanos que pediram ao governo que defenda os cristãos. Esperamos que depois deste enésimo massacre, as autoridades civis ouçam o grito dos cristãos iraquianos e coloquem fim a seus sofrimentos”.
(PA) (3/11/2010)

Bento XVI reza pelas vítimas da “absurda violência” na catedral sírio-católica de Bagdá, “ainda mais feroz por ter atingido pessoas indefesas, reunidas na casa de Deus” – Oração do Angelus (Agência Fides – 03.11.2010)

Fonte: Agência Fides

03.11.2010

VATICANO – Bento XVI reza pelas vítimas da “absurda violência” na catedral sírio-católica de Bagdá, “ainda mais feroz por ter atingido pessoas indefesas, reunidas na casa de Deus”

Cidade do Vaticano (Agência Fides) – Na conclusão da oração do Ângelus, rezada com os peregrinos reunidos na Praça São Pedro na solenidade de todos os Santos, segunda-feira, 1º de novembro, o Santo Padre Bento XVI proferiu as seguintes palavras: “Ontem à noite, em um gravíssimo atentado na catedral sírio-católica de Bagdá, dezenas de pessoas morreram e ficaram feridas, inclusive dois sacerdotes e um grupo de fiéis reunidos para a Santa Missa dominical. Rezo pelas vítimas desta absurda violência, ainda mais feroz por ter atingido pessoas indefesas recolhidas na casa de Deus, que é casa de amor e reconciliação. Expresso também a minha carinhosa solidariedade à comunidade cristã, mais uma vez atingida, e encorajo pastores e fiéis a serem fortes e compactos na esperança. Diante dos cruéis episódios de violência que continuam a sacrificar as populações do Oriente Médio, gostaria ainda de renovar o meu premente apelo pela paz: ela é dom de Deus, mas é também resultado de esforços dos homens de boa vontade, das instituições nacionais e internacionais. Que todos unam as suas forças para que esta violência tenha fim!”. Por ocasião das exéquias das vítimas do ataque terrorista, celebradas no dia 2 de novembro, o Santo Padre Bento XVI enviou a seguinte mensagem a Dom Athanase Matti Shaba Matoka, arcebispo de Bagdá dos Sírio-católicos: “Profundamente comovido pela violenta morte de tantos fiéis e dos Sacerdotes Tha’ir Saad e Boutros Wasim, por ocasião do Sagrado rito das exéquias, desejo fazer-me espiritualmente partícipe, rezando para que estes irmãos e irmãs sejam acolhidos pela misericórdia de Cristo na Casa do Pai. Há anos, este amado País sofre inenarráveis sofrimentos e também os cristãos são alvo de cruéis ataques que ao desprezar totalmente a vida, dom inviolável de Deus, querem ameaçar a confiança e a convivência civil. Renovo meu apelo para que o sacrifício destes nossos irmãos e irmãs possa ser semente de paz e de verdadeiro renascimento e para que aqueles que têm a reconciliação e a fraterna e solidária convivência em seus corações encontrem motivações e forças para agir pelo bem. A todos vocês, queridos irmãos e filhos, envio a minha confortadora Benção Apostólica, que estendo amplamente aos feridos e a suas famílias, tão duramente provadas”.
(SL) (Agência Fides 3/11/2010)

O Sentido Litúrgico de Todos Os Santos e Falecidos – Paróquia Santa Cruz (01.11.2010)

Fonte/imagem/texto: Arautos do Evangelho – “Dia de todos os Santos e Fiéis Defuntos”

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Fonte: Paróquia Santa Cruz

O Sentido Litúrgico de Todos Os Santos e Falecidos –

Eduardo Rocha Quintela

A Igreja Católica celebra os santos que canonizou oficialmente ao longo do ano, apresentando-os como modelos e testemunhas exemplares da fé. Com a festa de 1º de novembro, dia de Todos os Santos, a Igreja deseja honrar os santos “anônimos” muito mais numerosos que com frequência viveram na discrição ao serviço de Deus e de seus contemporâneos. Neste sentido, declara a Igreja, é a festa de “todos os batizados”, pois cada um está chamado por Deus à santidade. Constitui, portanto, um convite a experimentar a alegria daqueles que puseram Cristo no centro de suas vidas. Portanto, já não sois estrangeiros nem imigrantes, mas sois concidadãos dos santos e membros da casa de Deus, edificados sobre o alicerce dos Apóstolos e dos Profetas, tendo por pedra angular o próprio Cristo Jesus (Efésios 2, 19-20).

É com estas palavras de S. Paulo debaixo dos olhos que vos escrevemos nesta festa de Todos os Santos. Porque é a Palavra que nos alimenta, que faz de nós membros da mesma família, “concidadãos dos santos”. Esta é também a nossa festa, de todos nós que peregrinamos ainda, mas que já bebemos da salvação que o Verbo Encarnado nos trouxe. A ideia de convocar uma jornada especial de oração pelos falecidos, continuação de Todos os Santos, surgiu do século X. Em 1 de novembro, os católicos celebram na alegria a festa de Todos os Santos, no dia seguinte, rezam de maneira geral por todos os que morreram.

Deste modo, a Igreja quer dar a entender que a morte é uma realidade que se pode e que se deve assumir, pois constitui o passo no seguimento de Cristo ressuscitado. Isto explica as flores com que nestes dias se adornam os túmulos, sinal de vida e de esperança. Todos nós somos chamados à vida de santidade. Essas bem-aventuranças são oito propostas, nas quais Jesus estabelece as condições indispensáveis para ingressar no reino messiânico. São propostas para sermos santos, essa é a nossa vocação, a busca da santidade. Os santos viveram nossa vida e hoje desfrutam da alegria de ver a Deus. São modelos para nós. Temos exemplo de um Francisco de Assis, de um Antônio Maria Claret, de uma Terezinha de Lisieux e muitos outros. Nosso ideal de vida deve ser: “Ser perfeito como o Pai é Perfeito”.

A temática do dia de finados é a fé como resposta à revelação de Jesus como o Pão da Vida. E, de outro lado, temos a vontade universal de Deus que quer a salvação de todos. A morte indica que o mundo não é o que deveria de ser, mas que ele tem necessidade de redenção. Somente Jesus Cristo é a vitória sobre a morte. E desde então, a morte deverá apesar de tudo, servir a Deus. Deus quer a vitória sobre pela morte de Jesus Cristo. Só a fé em Jesus Cristo morto por nós pode vencer a morte. O objetivo da nossa fé é a vida eterna e a ressurreição. E a vontade última de Deus é a nossa salvação. Jesus continua a aprofundar a qualidade da fé, que é a própria adesão à sua Pessoa. É preciso que Ele seja visto como o enviado do Pai, como fonte inesgotável de vida: “Aquele que vem a mim nunca terá fome, aquele que acredita em mim nunca terá sede”.

Publicado em http://www.parsantacruz.org.br/ .

“Para a Escritura, a oração é atividade de todo o corpo, não só de uma parte mais ‘espiritual’ ou ‘interior’ ou ‘racional’. Os Salmos mostram-no bem.(…)” – Monge italiano fala em Portugal sobre espiritualidade cristã e dos Salmos como escola de oração (Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura)

Fonte: Secretariado da Pastoral Nacional da Cultura (SNPC) – Portugal

Bíblia e espiritualidade

Monge de Bose em Portugal para falar da espiritualidade cristã e dos Salmos como escola de oração

«Para a Escritura, a oração é atividade de todo o corpo, não só de uma parte mais “espiritual” ou “interior” ou “racional”. Os Salmos mostram-no bem. Pode falar-se de “oração dos sentidos” – vista, audição, tato, olfato e gosto – desde que esta expressão não se entenda num significado redutoramente emocional. Mas com esse enunciado quer afirmar-se que para a Bíblia existe uma santidade da carne que não é menor do que uma santidade do espírito.»

«Os sentidos são o caminho sensível da alteridade. Certamente que podem fechar-se e entorpecer-se: a Bíblia (e o próprio Jesus) fala dos olhos que olham mas não vêem, dos ouvidos que não escutam, do coração endurecido, etc. Para desenvolverem a sua função espiritual, os sentidos devem manter-se vivos através da atenção e da vigilância. Só então serão a memória do carácter espiritual do corpo e da santidade da carne.»

«Nenhuma faculdade espiritual do Homem se explica sem a mediação corpórea, fora do corpo. Escuta do Espírito e escuta do corpo, conhecimento de Deus e conhecimento de si seguem a par e passo.»

O autor destas palavras, Luciano Manicardi, nasceu em Itália em 1957, formou-se na Universidade de Bolonha e desde 1980 é monge do Mosteiro de Bose, onde continuou os Estudos Bíblicos e é responsável pela formação cultural.

Publicado em SNPC – Portugal. Leia mais sobre dias, locais e horários de suas palestras…

Encontro de religiosas da Rede “Um grito pela Vida” prepara 27 pessoas das regiões do norte e do nordeste do Brasil para atuar na prevenção do tráfico de seres humanos (Agência Fides 19.10.2010)

 

Fonte/imagem: Jornal Partilhando – Artigo: “Alegria” –

Paróquia de Santo Antônio – Santo Antônio do Monte, MG

Fonte/imagem: Partilhando Online  – Artigo “Alegria)

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Fundação Nosso Lar  – http://www.fnl.org.br/

Pedidos de “Cartilha sobre tráfico de pessoas” – Distribuição gratuita


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Fonte: Agência Fides

19.10. 2010

AMÉRICA/BRASIL Aumentam as religiosas empenhadas contra o tráfico de seres humanos

Salvador (Agência Fides) – Concluiu-se em Salvador, na Bahia, o encontro de religiosas da Rede “Um grito pela Vida”, que preparou 27 pessoas das regiões do norte e do nordeste do Brasil para atuar na prevenção do tráfico de seres humanos. O encontro teve início em 14 de outubro e alcançou resultados positivos, como afirmou irmã Gabriela Bottani, integrante brasileira da Rede. Durante o encontro, foram apresentados estudos sobre o tráfico de seres humanos, inspirando-se em material didático, pesquisas e até mesmo estudos bíblicos. Um dos temas considerados mais urgentes a serem enfrentados, segundo a Rede, foi a exploração sexual de mulheres e crianças. Foram também utilizados dados oficiais da Organização Internacional para as Migrações (OIM) a respeito deste crime transnacional, assim como dados do Instituto de Pesquisa Nacional sobre o tráfico de mulheres, crianças e adolescentes (PESTRAF, 2002) que permitem aprofundar os aspectos relacionados a este problema. O objetivo do encontro foi formar “multiplicadores” (formadores que, por sua vez, possam formar outras pessoas) na prevenção do tráfico de seres humanos e promover o reforço da Rede na região. Segundo Irmã Gabriela, estiveram representados na reunião os estados de Rondônia e Pará, no Norte, e Bahia, Pernambuco, Alagoas, Ceará e Maranhão, do Nordeste. Depois desta formação, os participantes poderão formar núcleos em suas áreas de competência, para comunicar aos outros aquilo que aprenderam e alertar para os perigos do tráfico de seres humanos. “É necessário ter e dispor de uma presença mais capilar, ou seja, alcançar lugares diversos e sensibilizar o mais pessoas possível” – evidenciou Irmã Gabriela.

A nota enviada à Agência Fides, informa que está no calendário de 2011 um encontro de religiosas em Foz do Iguaçu, no Paraná, para reforçar e ampliar ainda mais as atividades da Rede “Um Grito pela Vida”. “As pessoas estão percebendo como é importante o trabalho das religiosas e estamos criando oportunidades para a participação dos leigos” – concluiu Irmã Gabriela.
A Rede “Um Grito pela Vida” está estritamente ligada à Conferência dos Religiosos do Brasil (CBR), e age na prevenção do tráfico de seres humanos com trabalho de sensibilização, principalmente em meio a comunidades e grupos com maior risco de se tornar vítimas deste crime organizado.
(CE) (Agência Fides, 19/10/2010)

“À recitação do Rosário é que a igreja atribui os seus maiores triunfos (…)” – Memória – 07 de outubro – Nossa Senhora do Rosário (Página Oriente)

Fonte: Página Oriente (Nossa Senhora do Rosário – Site Católico Apostólico Romano)

NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO

Tudo o que no Pai Nosso pedimos, é muito reto, muito bem ordenado e conforme a fé, esperança e caridade cristã, e já por isto tem o especial agrado da SS. Virgem. Além disto, ouvindo-nos rezar, Ela reconhece em nossa voz  o timbre da voz de seu Filho, que nos deu e ensinou à viva voz esta oração e nô-la impôs dizendo: Assim deveis rezar.  Maria, vendo-nos assim com o Rosário, cumprindo fielmente a ordem recebida, com tanto mais amor e solicitude nos atenderá. “As místicas coroas que lhe oferecemos, são-lhe sumamente agradáveis e penhores de graça para nós” (Leão XIII). A própria Rainha do Céu fez-se quase fiadora da  eficácia desta excelente oração.

A origem da devoção à Nossa Senhora do Rosário é muito antiga, mas sua propagação tomou impulso com São Domingos de Gusmão.  Foi  por sua inspiração que São Domingos fez do Rosário  sua poderosa arma para combater a heresia dos albingenses, isto no início do século XIII, onde a tal heresia crescia vertiginosamente na França.  Fundou a ordem dominicana e por sua intensa propagação e devoção, a Igreja lhe conferiu o título de “Apóstolo do Santo Rosário”.  Existem, inclusive, certas versões históricas que afirmam ter Nossa Senhora aparecido a São Domingos segurando o Menino Jesus no colo e oferecendo-lhe o santo Rosário, e cuja propagação e divulgação teria tomado impulso por pedido pessoal de Maria Santíssima.

À recitação do  Rosário é que a igreja atribui os seus maiores triunfos, e grata atesta, pela boca dos Sumos Pontífices que, “pelo Rosário todos os dias desce uma chuva de bênçãos sobre o povo cristão”(Urbano IV);  “que é a oração oportuna para honrar a Deus e a Virgem, como afastar bem longe os iminentes perigos do mundo” (Sixto IV);  “propagando-se esta devoção, os cristãos  entregues à meditação dos mistérios inflamados por esta oração, começarão a  transformar-se em outros homens, as trevas das heresias dissipar-se-ão e  difundir-se-á a luz da fé católica” (São Pio V);  “desejamos ver sempre mais largamente propagada esta piedosa prática e tornar-se devoção verdadeiramente popular de todos os  lugares, de todos os  dias” (Leão XIII).

Nos mistérios do Rosário, contemplamos todas as fases do Evangelho:

Os mistérios gozosos retratam as meditações da anunciação do Anjo a Nossa Senhora, visitação de Maria à Santa Isabel, nascimento triunfante de Jesus,  sua apresentação no templo e Jesus, entre os doutores da lei.

Nos mistérios dolorosos contemplamos a agonia de Jesus no horto,  flagelação de Jesus, a coroação de espinhos,  o calvário, a crucificação e morte de Jesus.

Nos mistérios gloriosos, a Ressurreição de Jesus, a sua Ascensão aos céus,  a vinda do Espírito Santo sobre Maria e os Apóstolos,  a Sua Assunção  e gloriosa  Coroação.

E,  sob inspiração maternal de Nossa Senhora, no dia 16/10/2002,  pela carta apostólica Rosarium Virginis Mariae, que Sua Santidade o Papa João Paulo II acrescentou ao Rosário os Mistérios Luminosos,  que retratam a  vida pública de Jesus,  desde o seu batismo no Jordão,  o primeiro milagre nas Bodas de Caná,   proclamação do reino, transfiguração e  instituição da Eucaristia.  Estes mistérios foram inseridos entre os mistérios  gozosos e os dolorosos, formando um perfeito complemento da meditação da Bíblia.

A santa devoção atravessou os séculos sempre com o empenho da Santa Igreja de difundi-lo. Tem a virtude de excitar e nutrir em nós o recolhimento, pondo-nos em contato com os mistérios da nossa religião. É a oração do sábio e do ignorante, pois, como nenhuma outra, se adapta à capacidade de todos.

Peçamos a Maria Santíssima a graça de sermos não só fiéis propagadores, mas principalmente perseverantes na prática de sua recitação, e que tenhamos sempre o desejo inflamado de rezá-lo sempre com muito entusiasmo e alegria.  E que tenhamos a convicção de que o Rosário une o tempo à eternidade, a cidade terrena à cidade de Deus.

Aprendendo a Rezar o Santo Rosário

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Publicado em Página Oriente.

Confira também: Movimento Rosário Perpétuo


“Da túnica entreaberta sobre o peito saíam dois grandes raios, um vermelho e outro pálido. (…) Logo depois, Jesus me disse: Pinta uma Imagem de acordo com o modelo que estás vendo, com a inscrição: Jesus, eu confio em Vós” – Diário de Santa Faustina Kowalska (Portal da Divina Misericórdia)

Fonte: imagem/texto: Divina Misericórdia  – Santa Faustina

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Fonte: Portal da Divina Misericórdia http://www.misericordia.org.br/

Secretária da Misericórdia Divina

O século XX foi um dos períodos mais contraditórios da história humana. De um lado, grandes avanços nos mais variados campos do saber (biologia, física, tecnologia etc.); a Igreja Católica, por sua vez, viveria uma nova primavera em diversos âmbitos (bíblico, litúrgico, pastoral etc.). Por outro lado, deparamo-nos com o crescimento do agnosticismo e a proliferação das seitas; com enormes atrocidades, de proporções quase universais; milhões e milhões foram brutalmente dizimados em dezenas de guerras, bem como em carestias, pestes e catástrofes, em parte frutos da ganância e arrogância de alguns poucos.
Ao mesmo tempo, é o século de cristãos de grande envergadura, como os Papas S. Pio X, o Beato João XXIII e o Servo de Deus João Paulo II, S. Gemma Galgani e Madre Teresa de Calcutá, os santos Padres Pio e Maximiliano Kolbe, ou como os pastorinhos de Fátima. É o século outrossim de uma das maiores místicas da história do cristianismo, Santa Faustina Kowalska. Mística pois deixou-se invadir pelo mistério do amor divino, no dia a dia de uma vida escondida e laboriosa. A partir dela nasce uma nova espiritualidade, centrada na Divina Misericórdia. Eis em breves linhas um pouco da sua vida.

Origens

Faustina nasceu na aldeia de Glogowiec, distrito de Turek, prefeitura de Poznan (atualmente Swinice Warckie, principado de Konin), na Polônia, no dia 25/08/1905. Naquela época a Polônia estava sob o domínio russo. Ela é a terceira de dez filhos do casal Estanislau Kowalska e Mariana Babel, que cuidam de 5 hectares de terra (e 3 vacas!). As duas primeiras gravidezes foram muito cansativas; por isso, a terceira foi esperada com preocupação, mas tudo correu bem.
Dois dias depois do nascimento a menina foi batizada, na paróquia de Swinice Warckie (dedicada a S. Casimiro), com o nome de Helena Kowalska. Deus os abençoou com outros sete filhos. “A Helena, minha filha abençoada, santificou o meu ventre”, dirá a mãe após a sua morte. Sabemos bem pouco acerca das origens desta futura santa. As principais fontes são o seu Diário e o relato de algumas testemunhas.
Por exemplo, a sua casa, com paredes de pedra e poucos móveis, é composta por 2 divisões, separadas por um corredor. O pavimento é de terra e as paredes não são rebocadas nem caiadas. A mãe faz queijo com grande perfeição. Todas as noites rezam o terço e dão graças por tudo o que têm.
Seu pai, Estanislau, lavrador e carpinteiro, era muito piedoso. Freqüentava sempre as Missas dominicais e cantava todos os dias o ofício da Imaculada Conceição, bem como o hino matinal. Na Quaresma, cantava as lamentações da Paixão. Era muito exigente com os filhos, e por isso Helena desde os 9 anos ajuda nos serviços da casa – debulhando o trigo, levando as vacas para o pasto e ajudando na cozinha. A mãe era uma boa mulher, muito dedicada e trabalhadora, particularmente sensível com os pobres. Assim se vai moldando o caráter de Helena (Dr. H. W.,Irmã Faustina. Apóstola da Divina Misericórdia, Loyola, S. Paulo, 1983, p. 30).

Vocação

A vida espiritual de Helena começara cedo. Em seu Diário escreve: “Quando eu tinha sete anos ouvi pela primeira vez a voz de Deus na minha alma”. Depois da preparação recebida do Pároco, Pe. Romano Pawlowski, em 1914 faz a Primeira Comunhão, momento que muito lhe marcou: “Eu estou contente porque Jesus veio ter comigo e agora posso caminhar com Ele”. A oração se torna mais assídua e fervorosa. A mãe a encontrou várias vezes ajoelhada no chão, principalmente de noite. Helena lhe explicava: “tenho certeza de que é o meu Anjo que me acorda”.
Os pais não aceitam facilmente a vocação da filha Helena. Em 1920 e 1922 a jovem lhes pede permissão para entrar no convento, mas os pais o recusam. Não possuem recursos para lhe dar o dote necessário, estão mergulhados em dívidas – e, acima de tudo, estão muito ligados à filha. Neste período recebeu o sacramento da Crisma, em Aleksandrów (1921). De modo especial a adolescente escuta com atenção as homilias dominicais, repetindo-as durante a semana, e também a leitura da Bíblia feita pelo seu pai, que mantém em casa uma pequena biblioteca.
Com dificuldades Helena iniciou os seus estudos (1917). É obrigada a interrompê-los a fim de poder trabalhar como empregada doméstica. Aos 14 anos disse à mãe: “Papai trabalha muito e eu não tenho com que me vestir aos domingos; sou a mais mal-apresentada de todas as moças. Irei trabalhar para ganhar alguma coisa”. O desejo de se consagrar totalmente a Deus lhe acompanha, mas, ante as dificuldades, por um tempo Helena desiste da idéia. Entrega-se, então, à “vaidade da vida”, aos “passatempos”, como anos depois escreveria em seu Diário.
Deus, porém, não volta atrás. Estando um dia num baile com sua irmã, uma visão de Cristo Sofredor interpela a jovem Helena: “Até quando hei de ter paciência contigo e até quando tu Me desiludirás?” (Diário, 9). Decide entrar no convento. Bateu em várias portas até ser acolhida no dia 1º/08/1925 na clausura do convento da Congregação das Irmãs de Nossa Senhora da Misericórdia, em Varsóvia. Foi tentada a deixar essa comunidade várias vezes, mas Jesus lhe apareceu e exortou: “Chamei-te para este e não para outro lugar e preparei muitas graças para ti” (D. 19).

Revelações

Dentro da Congregação Helena recebeu o hábito e o nome de Irmã Maria Faustina, em 1926. Dois anos depois faria a primeira profissão dos votos religiosos. Em sua vida exterior nada deixava transparecer da sua profunda vida espiritual, que haveria de incluir as graças extraordinárias da contemplação infusa, o conhecimento da misericórdia divina, visões, aspirações, estigmas escondidos, o dom da profecia e discernimento, e o raro dom dos esponsais místicos (D. 1056). Com humildade exerceu as funções de cozinheira, jardineira e até de porteira. Cumpria fielmente as regras de sua comunidade, em espírito de recolhimento mas sem nenhum desequilíbrio, deixando ao mesmo tempo transparecer serenidade e benevolência. Um sonho a movia – viver plenamente o mandamento do amor:
Ó meu Jesus, Vós sabeis que desde os meus mais tenros anos eu desejava tornar-me uma grande santa, isto é, desejava amar-Vos com um amor tão grande com que até então nenhuma alma Vos tinha amado” (D. 1372).

O Senhor a escolhe para uma missão especial. Depois de atravessar pela “noite escura” das provações físicas, morais e espirituais, a partir de 22/02/1931, em Plock,o próprio Senhor Jesus Cristo começa a se manifestar à Irmã Faustina de um modo particular, revelando de um modo extraordinário a centralidade do mistério da misericórdia divina para o mundo e a história– presente em todo o agir divino, particularmente na Cruz Redentora de Cristo – e novas formas de culto e apostolado em prol desta sua divina misericórdia. Descreve esta primeira visão:
Da túnica entreaberta sobre o peito saíam dois grandes raios, um vermelho e outro pálido. (…) Logo depois, Jesus me disse: Pinta uma Imagem de acordo com o modelo que estás vendo, com a inscrição: Jesus, eu confio em Vós” (D. 47).

Jesus insistirá particularmente no seu desejo de instituir uma Festa em honra da Divina Misericórdia para toda a Igreja, o que haveria de se cumprir somente a partir do ano 2000. Todas estas vivências se encontram relatadas em seu famoso Diário, escrito entre 1934-1938 sob a orientação dos Padres Miguel Sopocko e Andrasz SJ, o primeiro deles beatificado a 28/09/2008.
Segundo um dos mais famosos estudiosos do mesmo, Pe. Ignacy Rózycki, no Diário – e numa das Cartas de Santa Faustina – encontramos, dentre outros, 83 revelações particulares especiais sobre o mistério e o culto da Divina Misericórdia. Ao longo do Diário descobrimos que Jesus a escolhe como secretária, apóstola, testemunha e dispensadora da divina misericórdia(nn. 965; 1142; 400; 570). Já pode ser considerado como um dos clássicos da espiritualidade católica, ao lado de História de uma alma, A prática do amor a Jesus Cristo, Filotéia e outros.

Páscoa

Assim como na vida de Santa Teresinha, Jesus pede também à Santa Faustina que se ofereça como vítima pelos pecadores. É a graça de poder viver aquilo que diz o Apóstolo: Completo em minha carne o que falta das tribulações de Cristo pelo seu Corpo, que é a Igreja(Cl 1,24; cf. Flp 1,20; 2Cor 12,10). Na Quinta-feira Santa de 1934, Jesus lhe revela o seu desejo que se entregue pela conversão dos pecadores. A este desejo Irmã Faustina respondeu prontamente com um ato de consagração no qual se oferece voluntariamente pelos pecadores. Desde essa ocasião, os sofrimentos que oprimiriam a religiosa polonesa foram a prova de que sua oferta fora aceita pelo Senhor.
Irmã Faustina levava uma vida muito austera, já antes de entrar no convento. Não perdia nenhuma oportunidade em oferecer suas penas pela conversão dos pecadores. Nos últimos anos de sua breve vida aumentaram os seus tormentos interiores e os padecimentos do organismo. Desenvolve-se uma tuberculose que lhe atacou os pulmões e os intestinos. Muito fraca, é levada ao convento Jósefów. Segundo um costume da comunidade, pede perdão às coirmãs pelas faltas cometidas – e afirma que morreria treze dias depois. Ao Pe. Sopocko diz (26/09): “Perdoe-me, padre, agora estou ocupada no colóquio com o Pai Celeste. Aquilo que tinha para dizer, já disse”.
No dia da sua morte ela recebe o viático do Pe. Andrasz. Pede mas logo recusa uma injeção, dizendo: “Deus exige sacrifício”. Plenamente unida a Deus, na presença da irmã Ligoria, erguendo os olhos para o céu, Irmã Faustina falece com fama de santidade às 22h45min do dia 5/10/1938, com apenas 33 anos de vida. O seu corpo foi depositado no cemitério do convento em Cracóvia-Lagiewniki.
A situação na Europa se agravava. Hitler havia invadido a Áustria (11/03/1938). A Polônia entra num período tempestuoso quando Berlim e Moscou dividiram o seu território (22/09/1939). Irmã Faustina rezava pela Polônia. Em setembro de 1938, a jardineira irmã Klemensa foi visitá-la no hospital. Faustina estava reduzida a pele e ossos. Klemensa lhe perguntou: “O senhor Jesus te disse se haverá guerra?”. – “Haverá guerra”, respondeu ela. E depois acrescentou: “…A guerra durará muito tempo, haverá muitas desgraças. Sofrimentos terríveis cairão sobre as pessoas” (in Bergadano, Elena, Faustina Kowalska. Mensageira da Divina Misericórdia, Paulinas, S. Paulo, 2006,p. 81).
Há inúmeros relatos de graças alcançadas por sua intercessão a partir da morte da Ir. Faustina. Um deles se refere a um fato ocorrido durante a II Guerra, assinado por Miquelina Niewiadomska em Varsóvia, ano de 1946:

Como mensageira do exército clandestino da Polônia, levava um dia um maço de jornais e documentos importantes da imprensa subterrânea, num cesto vulgar, aberto, de modo a não chamar a atenção. Numa paragem, o tranvia [transporte] foi abordado pela polícia da Gestapo, que começou a inspecionar os passageiros. Antes que eu desse conta, estava a meu lado. Apanhada de improviso, sabia que não tinha maneira de escapar e deitei o cesto no chão. O que estava dentro caiu, com o livrinho intitulado ‘Jesus, eu confio em Vós’ por cima de tudo. Um dos policiais baixou-se para o apanhar e em voz baixa segredou-me: ‘E eu também confio n’Ele’, e, voltando-se, permitiu que eu apanhasse os papéis” (in Andrasz-Sopocko, A misericórdia de Deus. A única esperança da humanidade, 2ª ed., Tipografia Porto Médico L.da, Porto, 1956, pp. 88s).

O processo informativo para a canonização da Irmã Faustina se iniciou em 1965. O Cardeal Karol Wojtyla o encerra com uma sessão solene no dia 20/09/1967. Anos depois (1978) Karol Wojtyla se tornaria o Papa João Paulo II, e por suas mãos Irmã Faustina seria beatificada (1993) e canonizada (2000), tornado-se assim a primeira santa canonizada no III Milênio cristão. O milagre que permitiu a sua canonização foi a cura do Pe. Romualdo P. Pytel que sofria de “estenose aórtica predominante, calcificada e localizada na bicúspide, com insuficiência aórtica associada, e descompensação cardíaca esquerda” (in Laria, Raffaele, Santa Faustina e a Divina Misericórdia, Paulus, Apelação, 2004, p. 84). A data de sua celebração litúrgica é o dia 5 de outubro, que marca seu nascimento para o céu.

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Publicado em Portal da Divina Misericórdia.

PT assume legalização do aborto e o seu reconhecimento como direito no Brasil, denunciam Bispos do Regional Sul 1 (Reportagem – ACI Digital – 28.09.2010)

Fonte/imagem: http://www.harmoniadomundo.net/O_Mundo_da_Crianca.htm

Artigo”A Flauta Mágica”, de Mozart – Ópera para crianças –

Teatro Nacional de São Carlos -Portugal

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ELEIÇÕES BRASIL

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Fonte: ACI Digital

PT assume legalização do aborto e o seu reconhecimento como direito no Brasil, denunciam Bispos do Regional Sul 1

SÃO PAULO, 28 Set. 10 / 05:25 pm (ACI).- O Presidente da Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 da CNBB e bispo diocesano de Assis (SP), Dom José Benedito Simão,divulgou uma séria denúncia sobre o envolvimento do PT com a promoção do aborto no Brasil. “Estamos alertando nosso povo para uma situação totalmente inédita e sem precedentes: é a primeira vez na história do Brasil que um partido político assume como compromisso de governo a legalização de um crime e o seu reconhecimento como direito”, afirmou o prelado. Os bispos deste regional assumem assim o dever de denunciar “este gravíssimo desvio pelo qual se pretende introduzir a cultura da morte em nosso país”.

“Em 2005 nosso atual governo, sem nenhuma consulta prévia ao povo brasileiro, reconheceu junto à ONU o aborto como um direito humano. Logo em seguida, no mesmo ano, o atual governo enviou ao congresso nacional um projeto de lei que tornaria o aborto totalmente livre, desde a concepção até o momento do parto. Deixem-me repetir, pois é disto mesmo que se trata: o aborto deixaria de ser um delito em qualquer circunstância, tornando-se totalmente livre, durante todos os nove meses de gravidez”, enfatizou Dom Simão.

Seguidamente o Bispo afirma que “tal como havia sido previamente acordado junto à ONU, o projeto reconhecia, em seu primeiro artigo, o aborto como um direito e, em seu último artigo, revogava todos os dispositivos do Código Penal que tipificavam o aborto como crime, tornando-o, por isso mesmo, completamente livre, por qualquer motivo, em todos os estágios da gravidez, o que foi reconhecido, publicamente, pelos mais eminentes juristas, durante as audiências realizadas para debater o assunto dentro da Câmara. A oposição ao projeto cresceu a tal ponto, dentro do próprio Congresso, que o Partido dos Trabalhadores assumiu, em seu Terceiro Congresso Nacional, a completa legalização do aborto como programa de governo e o impôs como obrigatório a todos os seus membros”.

Dom Simão denunciou também que “como consequência desta resolução, os deputados Luiz Bassuma e Henrique Afonso, ambos do PT, foram processados, julgados e condenados pelo partido dos trabalhadores, acusados de terem cometido infrações graves à ética partidária, por haverem militado contra a legalização do aborto, segundo ficou declarado no texto da sentença. Ambos os deputados haviam coordenado a oposição ao projeto do governo pelo qual o aborto se tornaria completamente livre durante toda a gestação e haviam pedido a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar quem estaria financiando a promoção do aborto no Brasil”.

“Estamos alertando nosso povo para uma situação totalmente inédita e sem precedentes: é a primeira vez na história do Brasil que um partido político assume como compromisso de governo a legalização de um crime e o seu reconhecimento como direito, que torna este compromisso obrigatório para todos os seus membros e que pune os que exercem o direito à objeção de consciência como culpados de infrações graves contra a ética partidária, ao mesmo tempo em que nega insistentemente, diante do público, que tenha feito, ou que pretenda fazer, qualquer uma destas coisas”, conclui a denúncia do Presidente da Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1.

No final do pronunciamento, Dom Simão recorda o texto “A Contextualização da Defesa da Vida no Brasil” e faz uma leitura do documento “Apelo a todos os brasileiros e brasileiras”, que pode ser baixado aqui. (…)

(ACIDigital)

Haiti e Guatemala sofrem com chuvas e temporais no mês de setembro após terremotos. Cáritas da Guatemala envia amplo relatório sobre 13 regiões atingidas à Agência Fides, indicando falta de alimentos, roupas e sapatos, água potável na Diocese de Zacapa

Fonte: Imagem/Reportagem – Jovem Pan Online

Após temporais, ajuda começa a chegar à Guatemala

País foi o mais devastado da América Central pela tempestade tropical Agatha

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Fonte: Agência Fides

28.09.2010

AMÉRICAOnda de mau-tempo provoca 5 mortes e destrói 2 mil tendas no Haiti e deixa milhares de desabrigados na Guatemala, dois países já abalados por desastres naturais

Porto Príncipe (Agência Fides) – As fortes e imprevistas chuvas torrenciais do último fim de semana destruíram milhares de tendas em diversos acampamentos que abrigam vítimas do terremoto de 12 de janeiro, no Haiti. As autoridades locais confirmaram que cinco pessoas morreram por causa do mau-tempo e se contam cerca de cinquenta feridos graves na área da capital e nas periferias. “Lembramos que mais de um milhão de desabrigados do terremoto ainda vivem em acampamentos improvisados, que ao invés de se reduzirem, aumentam” – disse à Agência Fides o Núncio apostólico, Dom Auza, há poucos dias (veja Fides 21/09/2010).
A Coordenadora técnica da Proteção Civil, Nadia Lochard, disse em uma coletiva de imprensa que além dos mortos e feridos, 2 mil tendas estão destruídas. As chuvas causaram inúmeros danos não apenas em Porto Príncipe, mas em outras regiões vizinhas, como Thomazeau, Ghantier, Fond Verettes, Gressier e nas áreas de Petit Goave e Iles Cayimites, no sul. Infelizmente, estes são ainda números provisórios e o balanço pode se agravar na conclusão na avaliação realizada pela Defesa Civil e da Cruz Vermelha. As conseqüências da tempestade agravaram-se pela fragilidade dos acampamentos construídos depois do terremoto e pelos fortes ventos, de velocidade de até 95 Km/h, que abateram árvores e derrubaram postes de luz. O Centro Meteorológico Nacional (CNM) informou que um forte temporal, imprevisto, durou cerca de 30 minutos, proveio da vizinha República Dominicana e deixou diversos danos. Infelizmente, estão previstos novos temporais para hoje, 28 de setembro. Outros países da América Central também sofreram a onda de mau-tempo. A Caritas Guatemala enviou um relatório detalhado à Agência Fides sobre a situação de hoje, depois do fim de semana em que se abateram as chuvas: 5.433 pessoas ficaram desabrigadas; 933 sem casa; 176 vivem em acampamentos emergenciais; 13 regiões foram atingidas; Petén, Izabal e Alta Verapaz registram os maiores prejuízos. Em Petén há 3.327 desabrigados, em Izabal 2.106 e em Alta Verapaz, uma centena de pessoas foram evacuadas de 46 casas por causa do alagamento de um rio que atravessa o bairro de Belen. Na área da diocese de Zacapa, o relatório assinala que: 132 habitações estão interditadas; 561 habitações possuem danos menores; 760 famílias (3.800 pessoas) estão desabrigadas; 5 morreram. O serviço elétrico está completamente destruído, assim como o fornecimento de água potável. Faltam gêneros alimentares, água potável, roupas e sapatos. Os dados sobre os prejuízos na diocese foram enviados pelo diretor operativo da diocese de Zacapa. Nos primeiros dias de setembro, as chuvas já haviam atingido duramente as regiões de Escuintla, Suchitepéquez e Retalhuleu, na Guatemala (veja Fides 7/09/2010; 18/9/2010).(CE) (Agência Fides, 28/09/2010)

A Coroa de Nossa Senhora das Dores teve início na Itália em 1617, por iniciativa da Ordem dos Servos de Maria, assim como a Missa de Nossa Senhora das Dores, que hoje é celebrada em toda a Igreja no dia 15 de setembro. (Movimento Rosário Permanente)

Para refletirmos juntos: o que pode ser mais digno de nossa compaixão e ação, se somos filhos e filhas de Cristo Jesus, que a dor sem mitigação de crianças doentes com HIV, AIDS, ou câncer? Infelizmente, esta é uma realidade no Quênia. Neste país, as autoridades públicas deixam sem a apropriada assistência quase 80% das crianças que se encontram no estágio de agonia… Ou seja, não recebem os devidos cuidados paliativos para dor e, além disso, não são providenciados para todas as infectadas, os anti-retrovirais para o combate ao HIV em seus frágeis organismos.

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Fonte: Movimento do Rosário Permanente

Nossa Senhora das Dores

Festa: 15 de setembro

A Coroa de Nossa Senhora das Dores teve início na Itália em 1617, por iniciativa da Ordem dos Servos de Maria, assim como a Missa de Nossa Senhora das Dores, que hoje é celebrada em toda a Igreja no dia 15 de setembro.
A Coroa é um dos frutos do carisma mariano da Ordem, cultivado desde 1233, ano de sua fundação.
A Coroa surgiu inicialmente como alimento da piedade mariana dos leigos reunidos em grupos chamados Ordem Terceira.
A Coroa das Dores teve sempre a aprovação dos Papas.

Introdução
D- Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
R- Amém!
D- Nós vos louvamos, Senhor, e vos bendizemos!
R- Porque associastes a Virgem Maria à obra da salvação.
D- Nós contemplamos vossas Dores, ó mãe de Deus!
R- E vos seguimos no caminho da fé!

Primeira Dor – Profecia de Simeão
Simeão os abençoou e disse a Maria, sua mãe: Eis que este menino está destinado a ser ocasião de queda e elevação de muitos em Israel e sinal de contradição. Quanto a ti, uma espada te transpassará a alma (Lc 2,34-35).

1 Pai Nosso; 7 Ave Marias

Segunda Dor – Fuga para o Egito
O anjo do Senhor apareceu em sonho a José e disse: Levanta, toma o menino e a mãe, foge para o Egito e fica lá até que te avise. Pois Herodes vai procurar o menino para matá-lo. Levantando-se, José tomou o menino e a mãe, e partiu para o Egito (Mt 2,13-14).
1 Pai Nosso; 7 Ave Marias

Terceira Dor – Maria procura Jesus em Jerusalém
Acabados os dias da festa da Páscoa, quando voltaram, o menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que os pais o percebessem. Pensando que estivesse na caravana, andaram o caminho de um dia e o procuraram entre parentes e conhecidos. E, não o achando, voltaram a Jerusalém à procura dele (Lc 2,43b-45).

1 Pai Nosso; 7 Ave Marias

Quarta Dor – Jesus encontra a Sua Mãe no caminho do Calvário
Ao conduzir Jesus, lançaram mão de um certo Simão de Cirene, que vinha do campo, e o encarregaram de levar a cruz atrás de Jesus. Seguia-o grande multidão de povo e de mulheres que batiam no peito e o lamentavam (Lc 23,26-27).
1 Pai Nosso; 7 Ave Marias

Quinta Dor – Maria ao pé da Cruz de Jesus
Junto à cruz de Jesus estavam de pé sua Mãe, a irmã de sua Mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. Vendo a Mãe e, perto dela, o discípulo a quem amava, disse Jesus para a mãe: Mulher, eis aí o teu filho! Depois disse para o discípulo: Eis aí a tua Mãe! (Jo 19,15-27a).
1 Pai Nosso; 7 Ave Marias

Sexta Dor – Maria recebe Jesus descido da Cruz
Chegada a tarde, porque era o dia da Preparação, isto é, a véspera de sábado, veio José de Arimatéia, entrou decidido na casa de Pilatos e pediu o corpo de Jesus. Pilatos, então, deu o cadáver a José, que retirou o corpo da cruz (Mc 15,42).
1 Pai Nosso; 7 Ave Marias

Sétima Dor – Maria deposita Jesus no Sepulcro
Os discípulos tiraram o corpo de Jesus e envolveram em faixas de linho com aromas, conforme é o costume de sepultar dos judeus. Havia perto do local, onde fora crucificado, um jardim, e no jardim um sepulcro novo onde ninguém ainda fora depositado. Foi ali que puseram Jesus (Jo 19,40-42a).
1 Pai Nosso; 7 Ave Marias

Oração
Ó Deus, por vosso admirável desígnio, dispusestes prolongar a Paixão do vosso Filho, também nas infinitas cruzes da humanidade.
Nós Vos pedimos: assim com oquisestes que ao pé da Cruz do Vosso Filho, estivesse Sua Mãe, da mesma forma, à imitação da Virgem Maria, possamos estar sempre ao lado dos nossos irmãos que sofrem, levando amor e consolo.
Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

Ladainha de Nossa Senhora das Dores

Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.

Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.

(…)

Há necessidade urgente de cuidados paliativos para as crianças soropositivas e com câncer: somente 24% usufruem do tratamento anti-retroviral e do recurso a medicamentos de alívio para dor – Relatório da Human Rights Watch – HRW (Agência Fides – 14.09.2010)

Crianças desabrigadas no Quênia

Fonte/imagem: topicos.estadao.com.br

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Fonte: Agência FIDES

13.09.2010

ÁFRICA/QUÊNIAHá necessidade urgente de cuidados paliativos para as crianças soropositivas e com câncer: somente 24% usufruem do tratamento anti-retroviral e do recurso a medicamentos de alívio para dor*

Nairóbi (Agência Fides) – De um novo relatório da Human Rights Watch (HRW) emerge a necessidade de que o governo do Quênia se empenhe mais em favor dos cuidados paliativos para crianças com doenças crônicas, incluindo o HIV e AIDS. O relatório, ‘Needless Pain: Government Failure to Provide Palliative Care for Children in Kenya’, destaca os progressos consideráveis realizados pelo governo sobre a administração da terapia antirretroviral (ART) e quanto ainda tem de ser feito para aliviar a dor de muitas crianças que vivem longas agonias, sofrendo de câncer, HIV/AIDS. A falta de uma política nacional de cuidados paliativos, serviços precários de assistência às crianças, a escassa de disponibilidade de tratamentos contra as dores crônicas e a falta de um guia para os profissionais de saúde sobre o uso de opiáceos, estão entre os principais obstáculos para o acesso das crianças ao tratamento adequado da dor.

O Kenya Hospices and Palliative Care Association (KEHPCA) está trabalhando com o governo por um serviço de cuidados paliativos aos pacientes com HIV e câncer em 10 hospitais públicos do país. Infelizmente, embora a Organização Mundial de Saúde recomende a administração de morfina e outros opiáceos e o governo queniano os considera como medicamentos essenciais, não são tão comuns nos hospitais. O apelo ao governo é feito não só para melhorar o tratamento contra a dor das crianças, mas para melhor integrar a gama completa de cuidados paliativos pediátricos no sistema de saúde no país. Em 2008, a HRW criticou o governo por não tomar os cuidados adequados para o tratamento pediátrico com os ART, com apenas 24% das crianças que delas necessitam têm acesso. No entanto, segundo a Sessão Especial da Assembléia Geral da ONU sobre os progressos realizados no campo do HIV/SIDA no Quênia, muitas ONGs, a sociedade civil e funcionários do governo descobriram que a maioria das pessoas que necessitam não têm acesso aos cuidados paliativos e ao tratamento de infecções relacionadas ao HIV. (AP) (13/9/2010 Agência Fides)

*Título original: “ÁFRICA/QUÊNIA – Servem urgentemente curas paliativas para as crianças soropositivas: somente 24% usufruem do tratamento”

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Fonte: Agência FIDES

2010-09-07

ÁFRICA/QUÊNIA – Daqui a um ano nascerá a Catholic Continental News Agency for Africa

Nairóbi (Agência Fides)- O Igreja Católica africana terá uma única, grande, agência de notícias para todo o continente. Isto é o que ficou decidido no encontro em Nairóbi, que teve início em 31 de agosto (ver Fides1/9/2010), organizado pelo Simpósio das Conferências Episcopais da África e Madagascar (SECAM), em colaboração com o Conselho dos Meios de Comunicação Católicos (CAMECA). “Nós estabelecemos um ano de tempo para traçar o plano final para o lançamento da nova agência” – disse à Fides disse Benedict Assorow, Diretor das Comunicações do SECAM e membro do Central Working Group, responsável de projetar a nova agência. Os outros membros do Central Working Group são, Pe. Patrick Alumuku e André Quenum. Foi constituído uma comissão financeira e de colega de fundos presidido por Pe. Roger Tessier da Agência CISA de Nairóbi. “A reunião de Nairóbi é o ponto de chegada de um percurso iniciado há três anos, em 2007, quando começamos a discutir a criação de uma única agência de notícias católica em toda a África, com também a contribuição dada por jornalistas da UCAN, a agência católica asiática”, lembra Assorow. 
Segundo um comunicado divulgado no final da reunião, a Catholic Continental News Agency for Africa foi criada para fazer ouvir “a voz autêntica da África”, segundo a exortação do Papa Bento XVI para a II Assembleia Especial para a África do Sínodo dos Bispos realizada em Roma, em Outubro de 2009 e as Proposições Finais da Assembléia.

Em particular, a proposição nº 56 exige: “uma maior presença da Igreja nos meios de comunicação; a rede de centros áudio-visual, casas publicitárias e centros midiáticos; a formação profissional e a formação ética dos jornalistas para promover uma cultura de diálogo que evite a divisão, o sensacionalismo, informações erradas e ofensiva banalização do sofrimento humano, comportamentos que possam prejudicar a harmonia e a paz da sociedade e das comunidades; o uso dos meios modernos para propagar o Evangelho e os frutos do Sínodo atual, para a educação dos povos africanos à verdade, reconciliação e promoção da justiça e da paz; desenvolvimento de redes de satélite, sob a coordenação do CEPACS (o órgão da mídia SECAM) para servir a Igreja-Família de Deus na África, e organização de comissões para a comunicação diocesana, nacional e regional, com pessoas competentes para ajudar a Igreja a exercer o seu ministério profético na sociedade”. A nova agência será difundida gratuitamente em inglês, francês e português. (L.M.) (Agência Fides 7/9/2010)